Issuu on Google+


POR UMA NOITE (LUNA, #1)


VIOLET HAZE TRANSLATED BY ANDREA MOREIRA STOKED PUBLISHING HOUSE


“Por Uma Noite (Luna, #1)” Escrito por Violet Haze Copyright © 2015 Violet Haze Todos os direitos reservados Distribuído por Babelcube, Inc. www.babelcube.com Traduzido por Andrea Moreira Design da capa © 2015 Violet Haze “Babelcube Books” e “Babelcube” são


marcas comerciais da Babelcube Inc.


Uma regra que eu não pretendo quebrar... Eles me conhecem como Luna. Nós nos encontramos. Nós passamos a noite juntos. Então, nunca mais nos vemos outra vez. Essa é a minha regra e eu nunca fiquei tentada a mudar de ideia... Até ele.

Um homem que quer que eu realize todos os seus desejos...


Ele me encontra como Luna, sem saber que já me conheceu antes. E quando eu percebo que ele está prestes a tirar a única coisa que importa, eu faço o que é preciso para manter o que me pertence.

Uma decisão que poderia acabar com os dois... Na guerra secreta entre mim e um homem que pode ser o que eu passei minha vida procurando... Vai ser ele a realizar meus desejos... Ou eu realizarei os dele? Nota: primeira parte de três de uma série de romance erótico.


CAPÍTULO UM

— V ê algo que você gosta? O homem me encara como se eu fosse algo doce; um pedaço de


bombom que ele está negando a si mesmo por tanto tempo, que pretende dar uma grande mordida, logo que puder. E eu permitirei. Ele terá que me comer de quatro maneiras até domingo, quando voltarmos para sua casa. Apropriado, uma vez que é sábado à noite. — Pode apostar. Eu sorrio, prazer e excitação correndo por mim com o brilho diabólico em seu olhar. Seus magníficos olhos azuis


esverdeados caem da sua conexão inicial comigo para meu decote mal coberto. Um movimento estratégico da minha parte, como se algum homem fosse capaz de manter seu foco longe deles por muito tempo. Ele levanta a mão e repousa sobre meu ombro nu. O contato caloroso da sua palma contra a minha pele a deixa escaldante. Passaram-se alguns dias desde que alguém me tocou e eu estou no limite. Eu anseio por um toque


muitas vezes; eu preciso disso. Ele se inclina, buscando acesso ao meu pescoço, e sou obrigada a inclinar minha cabeça. Estamos em público, em uma cabine no meio de um restaurante, mas eu não me importo. Tudo que eu quero é o seu toque em mim, satisfazendo meus desejos. Eu anseio por seus lábios tomando os meus, forçando minha boca aberta e saqueando-a com tanta força que, quando ele arrastar sua boca, estarei ofegante. Uma


mão no meu seio, outra escorregando para baixo, até que deslizará em minha calcinha, procurando minha boceta. E quando movo meu quadril, tentando persuadir a mão a ir mais longe, ele vai se afastar o suficiente para provocar um xingamento meu. Em vez disso, ele coloca alguns beijos inofensivos no meu pescoço antes de se afastar, dando-me um sorriso torto. — Qual é o seu nome, menina bonita?


Eu mal contenho um rolar de olhos no momento em que ele me chama de menina. Aos vinte e três anos, com o corpo violão, estatura de um metro e setenta, definitivamente sou uma mulher por inteiro. — Chame-me de Luna — eu digo, deslizando a mão debaixo da mesa para descansá-la sobre sua perna. — Qual é o seu? Ele pisca e levanta sua cerveja para apontá-la para mim. — Rick. Aceno com a cabeça enquanto


ele toma um gole. Quando ele abaixa a garrafa de volta na mesa, eu deslizo minha mão para cima. — Bem, Rick — eu arrasto as palavras, rindo um pouco ao ouvilo soltar um silvo entredentes enquanto minha mão se aproxima mais perto do seu pau, encoberto pela calça. — Que tal levarmos essa festa de volta para sua casa? Sua mão se lança debaixo da mesa, agarrando a minha, um segundo antes que possa fazer contato. Eu resmungo em protesto.


Ele levanta minha mão e a leva aos lábios, beijando meus dedos. — Nós acabamos de nos conhecer — ele me libera e dá outro gole na bebida. — Você tem certeza que já quer ir? — Sim. Eu não digo mais nada. Eu não preciso. Afinal, por que preciso? Ele é um estranho. Tínhamos nos conhecido apenas trinta minutos antes, quando ele me encontrou jantando sozinha e me convidou


para sentar com ele. Não demorou muito tempo para flertar comigo e levar as coisas para o próximo nível. Esse é o motivo de me sentar sozinha em restaurantes. É por isso que eu me visto de maneira provocante, certificando-me em incitar propostas para me juntar a homens solteiros em suas mesas. E toda vez funciona. Então, sim, nenhuma explicação necessária para eles. Eu consigo o que quero, que é


tudo o que me interessa. Rick cuida da conta e se levanta, estendendo a mão, que eu aceito. — Eu estou hospedado aqui — ele sussurra, enquanto caminhamos em direção ao hall de entrada. — Eu sou de outra cidade. Porra, isso está ficando cada vez melhor e melhor. — Quando você vai embora? — eu tento afastar a alegria da minha voz com essa revelação. — Amanhã — ele franze a testa


para mim. — E você? Percebendo que ele pensa que eu também sou hóspede aqui, uso isso para minha vantagem. — Eu também — eu respondo quando as portas do elevador se abrem. — Eu estou aqui apenas essa noite. Damos um passo para dentro, as portas se fecham, enfatizando o nosso acordo tácito para passar a noite nos braços um do outro. Então nos separaremos na parte da manhã, para nunca mais nos ver.


Exatamente do jeito que eu gosto. ~*~ SĂŁo sete horas quando saio do hotel. O voo de Rick deve ter sido mais cedo, porque quando acordei, ele tinha desaparecido. Enquanto me visto para sair, notei algo na mesa de cabeceira e descobri que ele tinha deixado para trĂĄs um cartĂŁo de visita com seu


número pessoal sobre ele. Aparentemente, ele pensou que eu iria ligar e combinar de nos encontrarmos novamente. — Sem chance — eu murmurei antes de jogá-lo no lixo e sair do quarto. O sexo foi ótimo. Ele foi um amante atencioso. No entanto, eu não transei com ninguém mais do que uma vez. Era uma noite e pronto; de qualquer maneira, a maioria não valia uma segunda vez. É péssimo para


aqueles que talvez pudessem me manter entretida por mais de uma noite, mas não houve exceções. E agora, eu caminho do hotel para casa. Eu não moro longe; é por isso que este é o meu local de sedução escolhido. Nem mesmo meio quilômetro de distância está a minha casa, que compartilho com os meus dois colegas de quarto e melhores amigos de faculdade, Iris e Dexter. Estou perdida em pensamentos quando meu salto alto quebra e eu


caio de cara. Eu coloco minhas mãos para a frente, sibilando conforme elas raspam contra o chão. Eu me viro para sentar e arrancar o sapato, verificando o estrago antes de batê-lo repetidamente no chão em frustração. — Porra! Demora um segundo para perceber que um elegante carro preto brilhante parou junto ao meiofio. Eu olho para cima e congelo, então faço uma careta para seu


rosto sorridente. Ele retira o cinto de segurança e se inclina sobre o centro do veículo, para me manter em seu campo de visão. — Você não vai quebrar o chão usando um sapato. Sabe disso, não é? Com a sua observação repleta de humor, eu jogo meu sapato e ele se abaixa, certificando-se de que voe longe da sua cabeça e aterrise em algum lugar dentro do carro. Ele ri antes de sair, deixando o carro ligado enquanto se aproxima


e me oferece sua mão. Eu olho para ele, percebendo que não me reconhece com uma peruca de cabelos curtos e castanhos. Eu também estou usando lentes de contato colorida, mas duvido que ele tenha notado alguma vez a cor dos meus olhos. Aceitando sua mão, estremeço quando minha palma esfolada encontra a dele, então me levanto. Soltando imediatamente, eu tiro o meu outro sapato de maneira cuidadosa e me inclino para pegá-


lo. Eu torturo meu cérebro, tentando lembrar o nome dele e falho. Ele entra no meu trabalho três manhãs por semana, pede um café preto e uma tigela de salada de frutas, em seguida, senta-se à mesa durante uma hora enquanto lê o jornal. Uma rotina que ele mantém há mais de um mês. Quando eu encontro seu olhar escuro cor de chocolate com o meu verde falso, ele sorri e gesticula em direção ao seu carro.


— Posso te dar uma carona, para onde precisa ir? Eu balanço minha cabeça e dou um passo para trás. — Não, obrigada. Eu não vou muito longe. Encolho-me. Por que eu disse isso? Pelo que sei, ele poderia ser um perseguidor e agora sabe que eu moro nas proximidades! Ele olha para os meus pés, em seguida de volta para o meu rosto. — Você não está usando sapato; pode se machucar.


— Eu vou ficar bem — eu insisto, girando para a direção em que eu preciso ir, quando ele fala novamente. — Por que você não me permite, pelo menos, deixá-la perto? Eu até mesmo irei embora e você pode me observar partir antes de se dirigir para a sua casa. Eu giro, cruzando os braços sobre o peito. — Eu nem sequer sei seu nome. E não vou entrar em um carro com você, porque você poderia me sequestrar e...


— Tobias Giles-Blackburn — ele me interrompe, pegando sua carteira e abrindo-a para me mostrar sua carteira de motorista. — Eu não irei sequestrá-la. Mesmo que eu quisesse, agora você sabe o meu nome, então eu teria que matála para mantê-la em silêncio, e estou vestindo meu melhor terno. Fico boquiaberta com a sua declaração, mesmo que eu reconheça a sua roupa - um terno cinza claro de três peças e camisa branca com gravata vermelha para


dar um toque colorido – realçando seu físico e o destacando muito bem. — Eu a vi cair e tudo que quero fazer é ajudar — ele caminha até o carro e abre a porta do passageiro. — Agora, você vai entrar ou não? Eu fecho minha boca e olho à minha direita, percebendo que estou, pelo menos, meio quilômetro de distância da minha casa. Seria uma longa caminhada descalça, já que eu teria que andar devagar e ficar de olho no chão para me


certificar de que não iria machucar a sola dos meus pés. Com um suspiro, eu encaro-o mais uma vez e caminho alguns passos, até que apenas a porta do passageiro nos separe. — Tudo bem — eu finalmente concordo, segurando meu sapato, sem o salto. — Mas não tente nada engraçado. Eu posso não conseguir quebrar a terra com isso, mas definitivamente sou capaz de perfurar seu rosto com ele. Ele ri e se inclina para


sussurrar: — Não se preocupe. Mesmo que desfrute de um pouco de agressividade no quarto, a única vez que eu ignoro um “não” é quando há uma palavra de segurança consensual no lugar dele. Eu não estou chocada com suas palavras. Eu conheço tudo sobre excentricidades e as várias formas de diversão que isso pode trazer para o quarto. Em vez de responder, como ele obviamente quer que eu responda, eu deslizo sobre o assento.


Quando ele vai fechar a porta, eu pergunto: — Você não quer saber o nome da mulher que convidou para entrar no seu carro? Ele dá de ombros. — Só se você quiser dizer. Antes que eu possa responder, ele fecha a porta e caminha ao redor para entrar. Ele coloca o cinto de segurança, em seguida, vira a cabeça na minha direção e só olha para mim, sorrindo. — O quê? Ele inclina a cabeça um pouco,


apontando o dedo para o próprio cinto de segurança. — Não posso dirigir até que você o coloque. — Iremos andar dois minutos pela rua! — Muita coisa pode acontecer nesses dois minutos. Irritada, eu agarro o cinto e o coloco, travando-o. — Essa é uma fala que você usa com toda mulher que encontra? Ele ignora a minha observação, e afasta-se do meio-fio antes de perguntar: — Onde você quer que


eu a deixe? Eu quero olhar para ele, não tenho certeza porque estou tão chateada com um homem que só quer me ajudar. Em vez disso, eu apenas suspiro e aponto. — Você pode me deixar naquela entrada com a lata de lixo verde no final dela. São duas casas despois da minha. Em poucos segundos, ele estaciona na entrada e coloca o carro no park. — Obrigada pela carona — eu


digo, abrindo a porta. Quando vou sair, ele coloca uma mão sobre a minha, me parando. — Espere. O formigamento de conscientização que sobe pelo meu braço enquanto sua mão cobre a minha, me faz apertar minhas coxas. Esperando que ele não perceba minha reação, eu ergo uma sobrancelha para indicar que estou esperando que ele continue. — Você não me disse o seu nome.


Eu pisco. Não era isso que eu esperava que ele dissesse. Pensei que ele fosse me convidar para sair, mas talvez ele queira saber o meu nome antes. Eu lambo meus lábios, sem saber se devo dizer-lhe o meu nome verdadeiro ou não, e seu olhar desce para observar. Minha decisão está tomada naquele momento. Eu quero transar com ele, o que significa que ele vai me conhecer como Luna. Eu não digo a qualquer


homem o meu nome verdadeiro, sem meu disfarce eu sou apenas Jocelyn, a mulher que ninguém nota; bem, a menos que eu esteja anotando seu pedido. — Luna — eu estico minha mão e ele a aperta, os olhos repletos de desejo. — Bem, Luna, que tal jantar amanhã? Eu não tenho nenhuma razão para negar agora. Não quando decidi que iremos transar sem nenhuma razão em particular ou


importância. Eu concedo a minha aceitação com um aceno de cabeça. Ele balança a cabeça e puxa minha mão bruscamente, me levando em direção a ele e deslizando a mão livre para descansar na minha nuca. Nossos lábios se encontram e conforme engasgo com a sua ousadia, fico secretamente excitada com essa demonstração de domínio. Ele não almeja uma abordagem; em vez disso, aceito o beijo pelo que é: uma promessa para jantar com


ele na noite seguinte. Quando ele se afasta, sorri e diz: — Amanhã, às sete no hotel. Eu não posso falar por um momento, paralisada pelo seu beijo; um beijo que ateou fogo no meu corpo. — Sete — eu confirmo suavemente antes de sair do carro e fechar a porta. Ele vai embora e eu permaneço em pé na calçada, sorrindo como uma idiota.


CAPÍTULO DOIS

Na

manhã seguinte, ele entra na minha lanchonete conforme seu hábito de toda segunda-feira.


Amedrontada de que ele possa me reconhecer pela voz, eu agarro o braço de uma das minhas empregadas e a puxo para dentro da área de cozinha. — Eu preciso que você o atenda hoje — eu sussurro, tentando manter minha voz calma e serena. — Diga-lhe que estou doente se ele perguntar por mim. Eu sou a chefe. Eu não posso mostrar nada, exceto total confiança para aqueles que trabalham para mim. Se eu entrar em pânico, eles


entram em pânico e isso nunca é bom para os negócios. Não que os negócios estejam indo bem, em primeiro lugar; daí a necessidade de fazer cada cliente feliz. Molly sorri. — Sem problema — ela me dá uma piscadela antes de seguir através das portas para fazer como lhe foi pedido. Eu não sei o que me incomoda mais: o fato de ela nem sequer questionar por que eu não o atenderia como sempre fiz, ou sua


aceitação eufórica e entusiasmada com o meu pedido. Quando ela caminha de volta alguns segundos depois, seu olhar perplexo faz meu estômago se apertar. — Algo errado? — Ah, ele me perguntou onde você estava e disse que ele é uma criatura de hábitos. Ele prefere que você o atenda. Merda. Eu não percebo que disse isso em voz alta até que Molly fica


boquiaberta. — Eu disse a ele que você estava doente — ela faz uma careta. — Ele disse que para ele não teria problema e que precisa que você anote o pedido dele. Eu esfrego levemente seu ombro. — Obrigada por tentar. Vá e atenda aquele cliente que acabou de entrar para mim. Ela se afasta com um aceno de cabeça. Eu corro minhas mãos sobre minha cabeça, certificando-me de


que meu cabelo preto ainda está arrumado e preso em um coque, em seguida, deslizo-as descendo na parte da frente da minha roupa, na esperança de ficar mais apresentável. O que eu estou fazendo? Ele quer dormir comigo como Luna, não Jocelyn Bates, a garota que serve seu café da manhã, três dias por semana. Não existe nenhum jeito de que ele faça a conexão, agora estou arrumada e bem vestida como uma colegial se


preparando para ir a um primeiro encontro com um novo colega de classe gostoso. Controle-se, Bates! Conforme caminho em sua direção com bloco e caneta na mão, não consigo deixar de admirá-lo. Ele está vestindo um terno, como sempre. A escolha de hoje é risca de giz azul escuro com camisa de colarinho branco e uma gravata azul harmonizando. Seu cabelo castanho escuro é curto e penteado para a frente, e seu rosto está corado


enquanto ele se senta com as mãos cruzadas sobre a mesa, esperando pacientemente. Tudo isso muda à medida que me aproximo e seus olhos cor de chocolate encontram os meus, cinza-azulados naturais, e ele sorri. Eu congelo com a respiração roubada. E me pergunto o que diabos há de errado comigo, porque nunca tive uma reação tão visceral a ninguém na minha vida.


Seu sorriso é glorioso. Dentes brancos retos cercados por lábios que não são nem muito grandes nem muito carnudos. Uma boca que tocou a minha ontem rapidamente, e que estaria lambendo-me toda mais tarde esta noite. Bem, esse é o meu plano, pelo menos. — Você está bem? Eu levanto meus olhos até os dele com o rosto em chamas quando percebo que ele está falando comigo e não ouvi sequer uma


palavra. Nervosa, lambo meus lábios e sorrio de volta. — Sim, desculpe. Gostaria do mesmo de sempre? — não sei por que eu simplesmente não trouxe o café e a tigela de frutas comigo. Seu pedido nunca muda; como ele mesmo admitiu para Molly, ele é uma criatura de hábitos. Eu não posso culpá-lo por querer que eu o sirva. Desde o primeiro dia que ele entrou, eu me recusei a deixar alguém servi-lo. Eu aguardo o reconhecimento


incendiar seus olhos, dizendo o nome que lhe forneci no dia anterior. Ele tira as mãos da mesa e se inclina para trás contra o assento. Suas sobrancelhas descem enquanto ele me encara, sua boca retorcendo um pouco com tudo o que está pensando. Meu coração acelera enquanto espero sua resposta, apreensiva de que o artifício dê errado antes que eu tivesse ao menos conseguido a chance de tê-lo nu.


— Não — ele finalmente responde. — Eu acho que gostaria que você me dissesse qual é o seu prato preferido aqui. Eu pisco uma vez. Duas vezes. — Eu-eu não como aqui — é o que voa da minha boca e quando seus olhos se arregalam, eu começo a esclarecer a minha afirmação. — O que eu quero dizer é... Ele se endireita e me interrompe, um brilho indecifrável em seus olhos. — Por que não? A comida aqui não é boa?


— Não! — minha coluna endurece e eu olho para ele. — Quero dizer, sim, é. Só porque não como aqui, não significa que a comida não seja excelente. — Se você não come aqui, como sabe que é excelente? — Porque eu sou a proprietária desse lugar — eu declaro. — Eu não serviria porcaria a ninguém. — Interessante — ele se acomoda de volta contra o assento mais uma vez. — Então me diga, o que você acredita ser o melhor


prato de café da manhã aqui? — Por que é interessante? Você não sabia que eu era a proprietária? Ele ri. — Claro que sabia. Gostaria também de saber por que você está atendendo clientes; que é um trabalho normalmente deixado para a garçonete. — Porque — eu digo, abaixando o tom da minha voz conforme apoio minhas mãos espalmadas sobre a mesa e me inclino para que ele possa me ouvir. — Eu acredito em fazer a


minha parte aqui além da burocrática. E quero me certificar que cada cliente esteja satisfeito com o melhor possível. Ele senta-se e move seu rosto tão perto que nossos narizes quase se tocam. Concluindo, ele espera que eu me afaste, então resisto ao impulso e permaneço parada. — Isso é uma promessa, Srta. Bates? Agora estou irritada. Não só ele questiona a comida do meu restaurante, mas está tão perto que


o cheiro doce e picante da sua colônia assalta meus sentidos. Pela primeira vez na minha vida, eu quero dar um tapa em alguém quase tanto quanto quero trepar. Acho que há uma primeira vez para tudo. — Não — eu sibilo. — Isso é uma garantia — eu me endireito enquanto seu sorriso se alarga e pego meu bloco e caneta. — Se você quer saber, eu recomendo a torrada francesa. Nós preparamos a massa do pão...


Ele me interrompe mais uma vez. — Você tem irmã? Eu domino o pânico instantâneo que me preenche e faço uma cara feia. — Não! Você gostaria de insultá-la, também? — Não seja tão dramática — ele diz, enquanto olha para o relógio depois de volta para mim. — Você me lembra de alguém que conheci ontem e meio que parece como ela também. Fico boquiaberta. Como posso meio que parecer


comigo mesma? Falando antes mesmo de pensar sobre isso, eu digo: — Oh, verdade? Será que ela pensa que você é um idiota insolente, também? Ele me surpreende, rindo. — Provavelmente — limpando a garganta, ele me olha direto nos olhos. — Desculpe por isso. Vou querer essa torrada francesa e café, por favor. Eu aceno e anoto, em seguida, giro e me afasto.


Ele me chama. — Oh, e Srta. Bates? Eu paro e espero sem me virar. — Espero que você melhore logo. Eu estremeço interiormente, sabendo que ele está salientando que não estou doente, mas levanto a mão em reconhecimento e sigo para a cozinha. ~*~ — Iris! Venha aqui por um


segundo, por favor? Eu estou de pé em frente ao espelho, colocando minha peruca no lugar quando ela entra. Eu me viro em direção ao seu assobio. Iris é minha melhor amiga desde que tínhamos cinco anos. Frequentamos a mesma escola, do jardim de infância até a faculdade. Quando chegamos neste lugar, ficamos com medo que a convivência acabaria arruinando a nossa amizade, uma vez que era o tipo de coisa que as pessoas nos


disseram que aconteceria. Mas isso não aconteceu. Eu acho que é porque nós somos, e sempre fomos, duas pessoas muito diferentes. Ela é teimosa; eu sou um pouco menos. Eu sou passiva, enquanto ela é mais agressiva. Ela gosta de relacionamentos; eu não. E assim por diante. Cada uma de nós faz nossas próprias coisas, estando lá uma para a outra não importa o quê, sem nenhum julgamento. — O que você acha?


Estou usando uma saia preta de camadas que fica acima dos joelhos, uma camisa de seda verde esmeralda com um profundo decote em V, e sapatos pretos. Eu passei delineador, sombra e brilho labial. Com a minha peruca e lentes de contato, não me pareço em nada com a tímida Jocelyn sem maquiagem e que usa roupa sem graça. Iris sorri para mim, seus olhos azuis brilhando. — Você está linda como sempre. Mas...


Eu sacudo minha cabeça. — Não me repreenda. Eu já sei o que você pensa de tudo isso. — Joce, você sabe que eu te amo — ela se aproxima e me abraça. — Eu só quero que você seja feliz. — Sou feliz — eu insisto. — Se isso não me satisfizesse, eu não o faria. Ela suspira, balançando a cabeça enquanto se afasta. Ela sabe que discutir comigo é inútil, mas eu amo que ela tente, de qualquer


maneira. — Eu não posso acreditar que você aceitou um convite para sair! Viro-me para ir embora, revirando os olhos para ela. — Ele me deu uma carona e me perguntou. Eu vi como ele olhou para mim; recusá-lo teria sido estúpido. Ela me segue enquanto eu saio, seu entusiasmo me fazendo lamentar que eu não tivesse lhe dito qualquer coisa além do habitual. Dexter está parado em frente a porta. Ao me aproximar, ele segura


meu blazer. — Você quer uma carona? — Não, mas você insistirá de qualquer maneira — eu respondo com um sorriso quando o coloco. — Então vamos. Ele pisca e segue para fora, em direção ao carro. Eu me viro para ficar de frente a Iris e ela me puxa para um abraço. — Eu quero ouvir tudo amanhã! Eu rio quando ela me libera. — Você sabe que lhe direi, como sempre faço.


Ela faz beicinho, cruzando os braços e fazendo olhos de cachorrinho para mim. Isso só dura um segundo antes que seu telefone toque e seus olhos brilhem quando ela confere o nome na tela. Eu sei quem é: seu namorado, Garret. Ela acena para mim antes de atender e vai embora. Quando me aproximo do carro, Dexter está esperando. Ele abaixa a estridente música quando eu entro. Dexter é muito parecido com Iris. Embora ele seja um homem


que adora sexo, na verdade prefere relacionamentos. Ele também se autointitulou meu irmão, dizendo que já que eu não tenho nenhum, alguém tinha que cuidar de mim. E por cuidar, ele quis dizer repreender-me a cada oportunidade que tiver ao tentar convencer-me a mudar meus hábitos. — Você sabe que eu gostaria que você não fizesse isso — ele diz nem um segundo depois que se afasta do meio-fio. — Você nunca sabe o que pode acontecer.


Dou-lhe o meu olhar de “você está brincando comigo?”. — Por essa lógica, eu não deveria dirigir um carro. Ou até mesmo sair da minha casa sem alguém comigo. Ou inferno, permanecer dentro da minha casa, porque alguém poderia entrar. Vê como isso é ridículo? — Sim, mas é pior. Porque... — Não — eu faço uma careta para ele quando estaciona em frente ao hotel. — Eu vou ficar bem. Eu dei o nome dele para vocês dois, caso precisem, mas eu ficarei bem


e você sabe disso. Eu não vejo o que faço como imprudente; afinal de contas, eu tenho Iris e Dexter como uma rede de segurança que sabem meu passo a passo... E um tipo de bastão. Mesmo assim, eu me recuso a viver com medo. A vida é uma aventura, e eu vou viver ao máximo. Ele franze a testa para mim, então me inclino e dou-lhe um abraço. Ele me aperta uma vez antes de me liberar.


— Sorria — eu digo, sorrindo. — Eu não quero que a última coisa que eu veja antes de morrer seja sua cara feia. Ele agarra o volante e me lança um olhar de desgosto. — Isso não é engraçado! Eu rolo meus olhos e abro a porta com uma risada. — Até mais, Dex. Amo você. Eu o ouço rir enquanto a fecho e entro no hotel para aguardar pelo que espero que seja o melhor sexo da minha vida.


CAPÍTULO TRÊS

O homem realmente

parece gostar

de seus ternos. À medida que me aproximo da


mesa privada nos fundos, onde Tobias está sentado, ele se levanta e eu foco instantaneamente em seu vestuário. Eu nunca fui de babar em um homem de terno ou uniforme, ainda assim sou incapaz de parar de olhar quando ele afasta minha cadeira. Ele trocou para um preto para o jantar e não usa colete - apenas uma camisa branca e sem gravata, e o primeiro botão aberto. Seu cabelo está mais domado do que indisciplinado, e tudo que eu quero


fazer é arrastar minhas mãos através dele. Eu não sei por que ele trocou de roupa, mas eu certamente não me importo com o ar mais relaxado que emite. Quando ele levanta uma sobrancelha durante a minha inspeção, eu apenas sorrio e sento. — Obrigada. — De nada — ele sorri e segura uma cadeira à minha frente. O garçom surge e anota nosso pedido de bebidas. Então somos deixados a sós.


— Eu acho que você teve um bom dia? — sua voz é agradável e baixa. — Eu tive. E você? — Sim — ele se inclina para a frente, toda a sua intensa atenção em mim. — Você está estonteante. Eu quero respirar profundamente com o desejo flagrante brilhando em seus olhos, mas consigo controlar isso. A maior parte. O garçom chega antes que eu possa responder e acomoda nossas


bebidas. — Vocês estão prontos para fazer o pedido? Tobias assente e olha para mim. — Sim — eu digo, nem sequer preciso olhar para o cardápio quando dou ao garçom um sorriso. — Eu quero o medalhão de filet mignon, mal passado, com uma batata recheada? Isso é tudo. Ele anota enquanto olho de novo para Tobias. Ele sorri para mim tão logo o garçom se vira para ele.


— Eu vou querer o mesmo. — Muito bem. Providenciarei rapidamente para você, Sr. Blackburn. Ele pega nossos cardápios e se afasta. Tobias sorri para mim, tomando um gole de água. — Você sempre copia o que seus encontros pedem? — tomo um gole da minha água, me certificando em manter meu rosto neutro. — Primeiro, a água. Em seguida, o bife e a batata.


Ele dá de ombros. — Faço isso quando pedem as mesmas coisas que eu gosto. Eu quero sorrir. Eu realmente gosto dele. Se eu fosse o tipo de garota que tem relacionamentos, ele estaria no topo da minha lista. Inteligente, engraçado, sexy, educado, e, obviamente, bem sucedido. Uma garota poderia conseguir coisa muito pior. Em vez disso, eu digo: — O garçom o conhece pelo nome. Você


deve vir aqui muitas vezes. — Engraçado. Eu pensei a mesma coisa quando eu disse ao maitre que uma mulher chamada Luna estaria se encontrando comigo, e ele sabia exatamente a quem me referi. Eu não ruborizo como tenho certeza que ele espera que eu faça. Eu rio e levanto meu copo de água. — Touché! — Você é uma mulher fascinante, Luna — ele toca seu copo com o meu, em seguida, toma


um gole antes de continuar. — Eu já te vi aqui muitas vezes. No exterior, mantenho meu rosto calmo; no interior, eu entro em pânico. — Viu? E o que você já viu, exatamente? — Uma mulher que não está encontrando o que deseja — ele murmura antes de encontrar meus olhos. — Um problema que eu acho que posso ajudar. O pânico diminui um pouco tão logo minha curiosidade assume. — E o que você acha que eu


desejo, que não estou encontrando? Seus olhos faíscam e ele mantém sua mão com a palma para cima. Eu não sei que instinto que assume, mas sei o que ele quer. Eu posiciono minha mão na dele, prendendo a respiração no momento em que uma onda de conscientização rola através de mim com seu toque. Talvez seja porque eu quero que ele coloque suas mãos em mim; eu realmente não tenho certeza. Um puxão na minha mão me faz


inclinar, fechando a distância entre nossos rostos sobre a mesa. Ele vira minha mão e traz seus lábios para beijar o centro dela. O breve contato me excita, agravado pelo acompanhamento de uma lambida, fazendo-me desejar que estivéssemos sozinhos nessa merda de instante. Em seguida, sua língua está viajando, deixando um rastro de beijos e lambidas na ponta dos meus dedos, antes de colocar meu dedo médio em sua boca e chupá-


lo. Seus olhos estão presos nos meus e eu não consigo desviar o olhar, então mordo o lábio para abafar um gemido. Eu cruzo as pernas, tentando afastar minha mão quando ouço passos se aproximando. Ele gira sua língua ao redor mais uma vez antes de sugar forte e me liberar. Mal nos sentamos de novo e garçom contorna a quina com os pratos na mão. Depois de um momento, estamos a sós com a comida, e


quando pego meus talheres, Tobias fala. — Eu. Eu olho para cima, incapaz de falar com o olhar faminto em seus olhos. Um dos cantos da sua da boca inclina enquanto eu congelo. Eu não tenho nenhuma dúvida de que ele sabe como estou incrivelmente excitada. — Eu sou o que você deseja — ele esclarece. — E após o jantar, vou provar isso para você.


Eu engulo, minha boca seca, mesmo assim eu aceno. Vai ser uma noite interessante. ~*~ — Eu reservei um quarto essa noite — Tobias me informa, retirando a chave à medida que entramos no elevador. — Eu achei que se sentiria mais segura aqui. Eu adiciono mentalmente “atencioso” à sua lista de qualidades.


Isso não me impede de brincar com ele. Eu paro de andar. O braço que ele tem em volta da minha cintura desliza, uma vez que ele não antecipou minha súbita parada, fazendo-o se virar com um olhar questionador. — Algum problema? — Eu nunca disse que íamos dormir juntos — eu sussurro, os olhos focados no chão para dar a impressão de que estou envergonhada com o rumo dos


acontecimentos. — Eu pensei que iríamos jantar. Ele não diz nada e depois de alguns momentos, eu olho para cima e o encontro sorrindo. — Eu não disse que íamos também, disse? — ele pergunta, caminhando até o elevador e pressionando o botão “sobe” em seguida, estende a mão. — Você vem ou não? Bem, não foi como pensei que seria e confusão me preenche. Eu pego sua mão e entramos no


elevador. Ele aperta o botão do último andar e as portas se fecham. Nenhum de nós fala, e eu começo a me sentir nervosa. Esta noite é diferente das outras. Eu sempre sei o que esperar. O fato de eu não conseguir decifrar suas intenções me deixa no limite. Seu comentário no jantar em relação a provar que eu o desejo, pareceu indicar que estaríamos participando de atividades sexuais. Eu não entendi errado, não é? Talvez ele pretenda me provocar a


noite toda? Eu estou perdida em pensamentos quando ele ri. — Você acabou de rosnar? Meu rosto ruboriza. — Eu-eu acho que sim. Eu gaguejei, sério? O que há de errado comigo? Ergo meus olhos até os seus enquanto ele ri dissimuladamente Ele me encara, seus olhos determinados. Ele me empurra até que minhas costas estão contra a parede. Uma


mão desliza descendo a lateral do meu corpo e levanta minha perna para envolvê-la ao redor do seu quadril. Ele dá um passo mais perto, prendendo-me à parede, enquanto seus lábios descem aos meus. Ansiosa por isso desde sua pequena proeza no jantar, eu abro minha boca instintivamente, dandolhe acesso imediato quando fecho meus olhos. Sua língua procura a minha conforme eu levanto minhas mãos até seus ombros, antes de


arrastá-las em seu cabelo macio. Eu satisfaço meu desejo que tive antes em arrastar meus dedos por seu cabelo, enquanto nossas bocas se misturam. A mão segurando minha perna desliza de volta para minha saia, então a levanta. Eu não estou usando meia calça e quando ele coloca sua mão ao longo da calcinha de seda que vesti, nós dois gememos. Eu me empurro contra sua mão, incapaz de ignorar a forma como a outra mão aperta no meu


quadril quando pressiono minha boceta, deslizando para a frente e para trás, proporcionando-me toda a sensação que eu quero nesse momento. Eu mal registro o barulho do elevador à medida que continua subindo, totalmente envolta na espiral tensa de excitação que dispara em mim. Eu movo meu corpo mais para baixo outra vez, esfregando e tentando aumentar o prazer, mas estou completamente presa. Ele parece bem satisfeito em


devastar minha boca, ao mesmo tempo em que me acaricia em um ritmo vagarosamente torturante. Ele solta a minha boca, murmurando: — Abra seus olhos. Eu obedeço ao seu comando ofegando, enquanto ele levanta uma mão para agarrar meu queixo, o que deixa impossível desviar o olhar. A mão acariciando-me através do material de seda flutua até o elástico da calcinha e em seguida desliza para dentro e para baixo, em minhas dobras lisas. Seus olhos


me mantém cativa no momento em que ele coloca um dedo dentro de mim, depois dois, empurrando para cima e me fazendo gritar. Seu polegar encontra meu clitóris, esfregando-o quando seus dedos curvam dentro de mim, massageando meu Ponto G. Seus olhos ardem enquanto ele empurra contra mim com a excitação evidente. Eu o quero dentro de mim. Estou ansiosa para entrar no quarto, então meus olhos se lançam para


ver em que andar estamos. Quarenta e quatro. Mais seis. — Luna. Eu levo meus olhos de volta para ele. Ele sorri quando insere outro dedo, e eu enrijeço quando o prazer dispara através de mim. Estou perto, o orgasmo ao meu alcance, e ele sabe disso. Ding! Ele mexe sua mão mais rápido, e eu acompanho seu ritmo. Ele se inclina, beijando meu maxilar, enquanto sua mão trabalha em mim.


Ding! Então, sua mão desaparece. Ele desliza o meu corpo para baixo, deixando-me no limiar do desejo, e eu oscilo no momento em que ele se afasta. — Aqui, deixe-me ajudar — ele oferece, me pegando como se eu não pesasse nada, e me jogando por cima do ombro quando o elevador ressoa novamente. Ele para e eu olho por cima do meu ombro, meus olhos voando para o monitor.


Quarenta e sete. Tobias ri, dando um passo para fora e para o corredor. — Pensou que iríamos para o quinquagésimo andar, não é? — Eu... — eu lambo meus lábios. — Eu vi você apertar o cinquenta! — Eu apertei, mas você estava preocupada demais com a minha mão para perceber que fiz qualquer outra coisa. — Palhaço — murmuro, percebendo que ele me deixou


nesse estado de propósito. Quando para em frente a uma porta e desliza a chave através do leitor, ele ri. — Um pouco de antecipação nunca fez mal a ninguém. Ele abre a porta e entra, e quando a porta se fecha suavemente atrás de nós, eu não consigo evitar o arrepio de excitação que corre através de mim.


CAPÍTULO QUATRO

À medida que ele me abaixa dentro do quarto, eu me viro e caminho em direção à vasta extensão de janelas


na parede externa. Eu posso ver toda a cidade daqui. Tobias anda atrás de mim depois de alguns instantes e coloca as mãos sobre meus ombros. — Eu nunca estive acima do quadragésimo andar — medito. — É louco como a vista é muito melhor. Ele apoia o queixo no meu ombro, olhando para fora comigo, as pontas dos dedos deslizando para cima e para baixo no meu braço.


— Eu vim para a cidade há dez anos para cursar a faculdade — ele murmura antes de colocar um beijo na minha nuca, causando uma deliciosa vibração correndo pela minha coluna. — E descobri que se você está no nível superior de um hotel de cinquenta andares, na rua abaixo cercado por prédios e pessoas, ou deitado de costas no meio de um campo gramado olhando para as estrelas, a vista é sempre deslumbrante. Você também percebe o como é pequeno em


relação a tudo, não importa o seu tamanho. Com isso, eu me viro em seus braços, intrigada com o que ele disse. Ele se endireita, deslizando as mãos até minha cintura e as deixa descansando ali. Ele é bem alto e tenho que levantar um pouco a cabeça para olhar diretamente em seus olhos cheios de desejo, mas não muito. Ele é cerca de quinze centímetros mais alto que eu, então um ótimo


um metro e noventa com um corpo que pode me prender na parede do elevador sem exigir muito esforço. — Eu nunca teria imaginado você como um garoto do interior — eu provoco, passando os braços em volta do seu pescoço enquanto sorrio. — Dez anos. Isso faz com que você tenha vinte e oito? Eu não sei por que estou fazendo perguntas. Eu estou interessada em transar com ele e nada mais. Talvez seja porque ele não


parece muito ansioso para me ter na cama imediatamente. Ele parece ser o tipo lento e constante; do tipo que gosta de levar seu tempo e adorar o corpo das suas amantes. Eu certamente não irei reclamar nesse caso. — Não, eu tenho trinta — ele sorri para mim. — Eu não fui ao jardim de infância até ter seis anos. Então tirei um ano de folga após o ensino médio. Eu quase pergunto por que ele folgou um ano quando suas mãos


vagueiam pela parte superior do meu corpo, deslizando por baixo da barra da minha camisa, para descansar na minha pele nua, fazendo-me esquecer. Arrasta suas mãos abaixo dos meus seios, com o polegar de cada lado, em seguida, dá um aperto suave antes de movêlas para cima. Um braço me envolve e puxa confortavelmente contra seu corpo, enquanto o outro continua a sua jornada até que a palma da sua mão está sobre um seio revestido de renda.


Minha respiração para enquanto ele segura o meu olhar. Eu mal pisco antes de ele retirar meu sutiã e moldar meus seios com suas mãos novamente. Seu polegar esfrega meu mamilo de um lado para o outro o fazendo se contrair e saltar; ele muda para o outro lado e faz o mesmo. Puxo sua cabeça para baixo e pressiono meus lábios contra os dele. Ele me levanta do chão. Eu envolvo minhas pernas ao redor dele, a ação instintiva, e ele me


leva para a cama. Eu gemo em sua boca quando ele agarra minha bunda. Eu fico frenética, querendo estar em contato pele a pele com ele, e abaixo minhas pernas para o chão. Nossos lábios ainda estão fundidos quando enfio minhas mãos sob o paletó para empurrá-lo pelos seus braços. Ele me ajuda, encolhendo os ombros, e em seguida pega a barra da minha camisa, puxando-a para cima, sobre a cabeça. Eu deslizo as alças do


meu sutiã pelos braços enquanto ele observa com olhos semicerrados. Depois que eu o deixo cair no chão, é uma corrida para ficarmos nus. Botões voam, sapatos aterrisam do outro lado do quarto, e logo nós estamos de pé nus na frente um do outro. Eu me ajoelho, saboreando a ingestão repentina da sua respiração enquanto agarro seu pau na minha mão e aperto. Ele agarra meu cabelo, dandolhe um puxão suave para me forçar


a levantar os olhos para ele. Eu lambo meus lábios enquanto olho de volta para baixo. — Porra mulher, você vai encará-lo como se fosse um pirulito, ou vai me colocar em sua boca? Eu rio com o prazer em tê-lo à minha mercê fluindo em mim. — De qualquer forma, vou chupá-lo como se você fosse meu doce favorito. Ele inala bruscamente quando eu coloco a cabeça do seu pau na


minha boca. Usando a ponta da minha língua, eu dou lambidas curtas e rápidas sobre a cabeça, seguida por lânguidas e vagarosas na parte de baixo dela. Sua mão flexiona no meu cabelo e o resto do seu corpo fica tenso com o autocontrole quando eu o lambo para baixo do eixo e de volta para cima. Repito isso algumas vezes antes de segurar suas bolas com a minha mão livre, e uso a outra para apertar o eixo quando finalmente o chupo como sei que ele quer que eu


faça. — Ah, porra — ele diz, segurando minha cabeça imóvel enquanto empurra uma vez, depois duas, antes de puxar para fora da minha boca e sorrir. — Por mais que adoraria gozar em sua bonita boca, eu quero que você debruce sobre a beirada da cama. Agora. Suas palavras me excitam ao ponto de desespero. Isto é exatamente o que eu estava esperando. Não me importei com ele sendo doce antes, porque


eu sabia que uma vez que começássemos a transar, sua natureza dominante surgiria. Eu abaixo meus olhos para o chão e imediatamente obedeço, deslocando-me até a cama. Inclino-me, usando os cotovelos para me sustentar sem me atrever a olhar para trás. Nem mesmo quando está silencioso por tempo suficiente para me perguntar o que ele está fazendo. Em seguida, suas mãos estão apertando minhas coxas, seus


lábios concedendo beijos ao longo da curva da minha bunda. Ele usa suas mãos para afastar minhas pernas suavemente, indicando que eu deveria ampliar minha posição, o que eu faço. Seus dedos começam a se mover. Ele está massageando minhas pernas, pressionando seus dedos e fazendo-me gemer enquanto seus lábios e língua se aproximam da minha boceta. Eu levanto meu quadril, implorando-lhe silenciosamente para colocar a boca lá, e abaixo a cabeça na cama.


Ele ri, um som perverso e delicioso, tudo em um. Ele me separa com uma mão, insere um dedo da outra, e me concede exatamente o que eu quero. A primeira lambida é quase uma sobrecarga, já que estou muito excitada. Eu aperto em volta do seu dedo e língua, sentindo a vibração da sua risada enquanto ele insere outro dedo. Seu ritmo é descontraído, os dois dedos acariciando meu Ponto G enquanto sua língua lambe avidamente até


que a excitação da sua atenção persuade meu corpo. — Oh Deus — eu engasgo quando ele se move para o meu clitóris e lambe no mesmo ritmo complacente. — Por favor... Eu não consigo nem articular o que estou pedindo, mas ele sabe. Eu me movo para a frente e para trás em seu toque quando ele leva-o em sua boca e chupa. Entre essa tortura deliciosa e seus dedos, eu estou incoerente, a tensão dentro do meu corpo crescendo até que o orgasmo


me atravessa, roubando minha respiração. Então ele some. Eu mal registro o som da embalagem sendo rasgada antes que suas mãos estejam no meu quadril, e ele afunde seu pau em mim por trás com um golpe suave. Ele faz uma pausa, seus gemidos de prazer se misturam com os meus enquanto ele inclina seu corpo sobre o meu. Ele posiciona a palma da mão na frente do meu pescoço, erguendo minha cabeça e inclinando-a para trás, até que sua


boca esteja bem próxima do meu ouvido. A mão segurando meu quadril aperta enquanto ele move nossos corpos juntos novamente antes de parar. — Você é perfeita pra caralho — ele sussurra, passando a língua do lóbulo da minha orelha até o topo, antes de continuar. — E acho que você deveria saber que tem a mais bela boceta que eu já vi... Ou provei. — Eu não sei, não posso vê-la daqui de cima — eu brinco, um


suspiro escapa quando ele firma seu aperto no meu pescoço, expondo-o mais para raspar seus dentes. — Mas isso é incrivelmente gostoso. Se você não continuar, terei que encontrar uma maneira de terminar o trabalho eu mesma. — Tão exigente — ele sai quase completamente antes de mergulhar de novo, murmurando contra o meu pescoço. — Eu vejo que da próxima vez terei que trazer algo extra para ocupar sua boca, para que você não possa falar.


Ele sai de dentro de mim e me vira, capturando meus lábios com os seus, e enfiando a língua na minha boca antes que eu possa dizer-lhe que não haverá uma próxima vez. Eu choramingo em sua boca enquanto ele reconecta nossos corpos, então enrolo minhas pernas ao redor do seu quadril. Ele começa entrar e sair suavemente, em seguida, acelera, nossas bocas guerreando no ritmo das estocadas do seu pau. Afastando seus lábios, ele


levanta a mão e pressiona-a levemente em volta do meu pescoço, o polegar acariciando onde meu pulso vibra. — Está tudo bem? Eu aceno, me encontrando confiando nele para fazer isso corretamente, embora eu não o conheça muito bem. Sua mão aperta um pouco mais quando um soluço de excitação escapa da minha garganta. — Você está bem? O prazer submergindo através


de mim obscurece meu cérebro, mas eu sei que ele está perguntando se está tudo bem para terminar. Eu fecho meus olhos e sorrio, inclinando a cabeça para indicar — Sim — ele se enterra ao máximo uma vez, em seguida, duas vezes, e endurece com sua mão liberando automaticamente o aperto em meu pescoço enquanto ele se apoia em cima de mim. Nada é dito por alguns momentos, os únicos sons no quarto são nossas respirações pesadas.


Quando ele finalmente sai de dentro de mim, o pânico se instala. Eu sabia que isso aconteceria um dia; que eu sentiria uma conexão com alguém com quem eu trepasse. Sem constrangimento, nada atrapalhando entre nós. Simplesmente sexo puro e incrível com um parceiro que me dê o que eu preciso instintivamente. Eu só não esperava que fosse com ele. Merda, merda, merda! Eu preciso sair. Agora.


Eu fico em pé rapidamente e começo a recolher minhas roupas. — O que você está fazendo? — Eu-eu preciso ir embora — colocando minha camisa, eu procuro minha lingerie no chão. Não a vejo, então só coloco minha saia. — Sinto muito. Eu o encaro enquanto pulo em um pé para colocar meus saltos. — Por quê? — ele arrasta a mão pelo cabelo e se levanta. — O que há de errado? Sua confusão está escrita por


todo o rosto, mas eu não posso explicar. Ele não entenderia. Suas palavras anteriores indicavam que ele achava que isso acabaria por ser algo mais. Eu não poderia deixar isso acontecer. Eu tinha que abandoná-lo. — Obrigada pelo sexo — eu digo alegremente. — Mas realmente tenho que ir agora. Seu rosto obscurece com a irritação pela a minha escolha de palavras, combinado com a sua perplexidade pelo meu


comportamento. Eu desvio o olhar, incapaz de suportar a inesperada culpa que me assola. Eu pego meu celular e bolsa do chão, em seguida sigo para a porta. — Luna! Eu espero que ele venha correndo atrás de mim, mas quando eu olho por cima do ombro, ele está apenas ali, sorrindo. — Isso ainda não acabou, Luna — ele pronuncia. — Eu a verei depois.


Eu balanço minha cabeça. — Não. Não você não verá. E no momento em que eu saio do quarto, percebo que meus dias sendo Luna estão acabados.


CAPÍTULO CINCO

— V ocê está bem? A voz é de Molly. É quarta-feira de manhã e eu


estou me escondendo no escritório com a cabeça abaixada sobre a mesa. Eu balanço minha cabeça sem levantá-la, fazendo com que os papéis debaixo do meu braço se misturem. Eu ouço seu suspiro quando ela se aproxima de mim. — Isso vai se resolver — ela diz, colocando a mão no meu ombro. — Tem que haver algo que possa ser feito. Suas palavras, repletas de esperança e fé em resolver as


coisas, faz com que lágrimas brotem nos meus olhos. — Não há — eu olho para ela quando uma desliza pela minha bochecha. — Eu sinto muito, Molly. Eu-eu tentei t-tanto este último ano n-nos tirar da dívida, m-mas... Ela franze a testa para mim enquanto me acalmo, soluçando. — A culpa não é sua. Pelo menos você tentou, certo? E... O barulho da porta interrompe a nossa conversa e eu olho para o relógio, arregalando meus olhos


com a hora. — Oh Deus — eu passo os dedos sob meus olhos, sabendo que pareço uma merda, porque tenho chorado desde as cinco da manhã. — É e-ele. Eu n-não posso deixar que ele me veja assim. — Você sabe que ele perguntará por você de qualquer maneira. Eu gemo e cubro meu rosto. — Sim, eu sei. Diga a ele que eu sinto muito, mas estou ocupada com outras coisas. — Como se isso fosse


funcionar — ela murmura. — Mas eu tentarei. Ela sai do escritório e eu encaro a carta do banco. A verdade é que estou prestes a perder minha lanchonete. Eu a herdei um ano atrás, não muito tempo depois que me formei na faculdade, quando meu pai morreu inesperadamente. Descobrir quantos problemas ele tinha me devastou, acrescentando raiva à minha dor. As contas foram se acumulando, a


lanchonete não estava lucrando, e meu pai tinha atrasado muito vários pagamentos de empréstimo no ano anterior. Em uma tentativa de manter a lanchonete na família, eu tenho trabalhado pra caralho. Eu reduzi as porções, fiz um cardápio menor e mantive o mínimo de funcionários contratados. Mas a realidade é uma, eu ainda não progredi. Qualquer lucro foi destinado para consertar as coisas na lanchonete, especialmente


aquelas que precisam cumprir as normas e permanecerem adequadas. Então, no mês anterior, os negócios caíram para um ponto que eu tive que raspar tudo o que eu poderia encontrar, e acabei pagando uma conta atrasada em vez do empréstimo. Mesmo que esse tenha sido o primeiro pagamento atrasado em mais de um ano, o banco obviamente se cansou. Eles estão cobrando o empréstimo.


Eles querem o dinheiro e eu não tenho. Meu advogado, para quem eu também devo, disse que minha única opção é encontrar um credor privado que estaria disposto a assumi-la. Até agora nós não conseguimos encontrar uma única pessoa disposta a assumir uma empresa em situação tão precária. Quando a porta se abre, levanto os olhos do papel, esperando ver Molly.


Em vez disso, Tobias está de pé na porta com o rosto cheio de preocupação. O aumento inesperado e indesejável de excitação com a visão dele me deixa irritada. — O que você está fazendo aqui? — eu vocifero, batendo o papel na minha mesa e estendendo a mão para um lenço. — Esta é uma área apenas para funcionários. Ele não diz nada enquanto se aproxima e senta-se na cadeira à minha frente.


Eu uso o lenço para tentar me limpar, jogando-o no lixo conforme me levanto. — Você não me ouviu? — eu aponto para a porta. — Saia! Ele se recosta na cadeira e cruza os braços, ignorando completamente o meu comando. — Por que você está chorando? Percebendo que ele não vai sair como peço, eu me sento e imito sua pose. Levantando uma sobrancelha, eu ignoro a sua pergunta e pergunto: — Como você chegou aqui?


— Andando. Eu o encaro. — Ok, ok! — ele levanta as mãos em uma rendição simulada. — Eu fiz meu pedido depois que aquela garçonete, qual o nome dela? Ah, certo, Molly! De qualquer forma, eu pedi o café da manhã depois que Molly me disse que você estava realmente ocupada com outras coisas. Mas quando ela entrou na cozinha eu a ouvi dizer à cozinheira que você estava chateada...


— Então você estava espionando. — Não... — Por favor — eu digo, limpando o nariz com outro lenço de papel enquanto olho com raiva para ele. — Você teria que se levantar e se aproximar do balcão para ouvir tal coisa; isto é, se você se sentou em sua mesa habitual. Você estava se intrometido. Ele sorri e se inclina com seus olhos suavizando. — Ok, fui pego. Mas ela parecia bem chateada e eu


estava curioso, então, enquanto ela não estava olhando eu vim te encontrar. Agora, me diga o que está acontecendo. Eu hesito. Eu nem sequer o quero aqui. Eu não posso arriscar que ele descubra que sou a Luna, a mulher que ele comeu nem mesmo quarenta e oito horas atrás; aquela que tinha partido logo depois com uma pressa da porra. O problema é que eu não conheço ninguém. Eu estou ficando


sem opções e, embora duvide que ele possa me ajudar, eu pego o papel e ergo para ele. — Eu nem mesmo sei por que você se importa... Ele me interrompe com seu olhar zangado, tão logo pega a carta da minha mão. — Venho aqui três vezes por semana e exigo que seja você a me servir. Pense nisso enquanto eu leio. Abro minha boca apenas para fechá-la sem replicar enquanto ele examina o papel. Seus olhos se


arregalam e voam até encontrar os meus mais uma vez. — Isso é ruim pra cacete, Srta. Bates — ele abaixa a carta e bate nela com o dedo. — Como conseguiu chegar a este ponto, caralho? Mesmo que eu me xingue, sua ênfase na palavra caralho me faz estremecer. Eu sei que estou ferrada. Eu não preciso que ele me diga isso, mas seu tom acusatório sem conhecer todos os fatos me irrita muito.


— Vai se foder — eu aponto o dedo para ele e, em seguida, para a porta. — Você não sabe nada com o que eu tenho lidado, portanto dê o fora daqui. Ele não se move. A porta se abre. — Jocelyn, aquele homem... — Molly para de repente, seus olhos se arregalam com a visão de Tobias. — Oh, me desculpe! Eu não... Ele se levanta e estende a mão, sorrindo. — O nome daquele


homem é Tobias. O rosto dela ruboriza de repente, estou irritada com ambos. — Molly, você está bem. O Sr. Giles-Blackburn estava de saída, não estava? — Eu acredito que ainda temos alguns negócios para resolver — ele se senta novamente, em seguida, lança a Molly outro sorriso. — Você poderia me trazer algo para beber, por favor? Quando ela abre a boca para protestar, eu corto. — Por favor, vá


e cuide das coisas na frente, Molly. Ele não precisa de uma bebida; ele não ficará aqui tempo suficiente para precisar de uma. Ela olha dele para mim e de volta para ele, em seguida, atira-lhe um olhar de desculpas antes de sair da sala. Enquanto ela fecha a porta, ele ri. — Eu não sei o que é tão engraçado. — Oh, nada — ele responde. — Eu estava me perguntando como você sabia meu sobrenome. Então


percebi que você já havia visto no meu cartão de crédito quando eu paguei. Quando eu permaneço calada, ele bate a carta do banco e diz: — Eu posso te ajudar. Descrença absoluta me causa um revirar os olhos. — A menos que você conheça um credor privado disposto a emprestar dinheiro a uma pessoa que mal está sobrevivendo, eu duvido que possa. — Eu posso — ele pega um cartão e uma caneta do bolso,


escreve na parte de trás dele antes levantá-lo para mim. — Vá para este endereço esta noite às oito e leve todos os documentos relativos a essa lanchonete, incluindo o cardápio e seu inventário. Eu pego o cartão quando ele se levanta e fala: — Alguma pergunta? — Esse-esse parece ser um endereço residencial. — É. É o meu — eu fico boquiaberta para ele, que pisca. — Não se atrase. Com isso, ele vira e afasta-se,


fechando a porta suavemente atrás de si. Deixando-me com a sensação de que a pessoa que pode salvar minha lanchonete, acaba por ser a aquela que eu tenha que recusar, sem me importar com as consequências.


CAPĂ?TULO SEIS

Eu

toco a campainha de Tobias, mais nervosa a cada segundo enquanto espero que ele atenda.


Estou cinco minutos atrasada graças a nunca ter visitado o bairro antes e já estar escuro lá fora. Quanto mais tempo eu permaneço aqui na frente dessa magnífica casa, que me faz imaginar sua fortuna, mais considero correr. Iris e Dexter sabem que estou na cada dele; eu dei o endereço para eles, caso precisem. Ambos foram insistentes que eu deveria deixar Tobias me ajudar, se ele puder. Eles não têm ideia por que eu quero dizer não, mesmo que


ambos estejam conscientes de que ele é o mesmo homem com quem dormi na segunda-feira. Quando informei a eles que eu não sairia mais como Luna, o alívio de Dexter foi tão palatável, que ele me agarrou e me girou. Iris esperou até mais tarde para me questionar, parecendo cética quando eu disse a ela que isso não me fazia mais feliz, então eu parei com isso. A porta abrindo me tira dos meus pensamentos. Apenas para descobrir que


Tobias está em pé na minha frente vestindo calça jeans e nada mais. Eu deveria ter corrido, mas agora é tarde demais. — Jocelyn — ele me cumprimenta, dando um passo de lado para indicar que eu devo entrar, dando-me um sorriso impenetrável. — Eu suponho que possa chamá-la de Jocelyn neste momento, sim? Concordo com a cabeça, passando pelo limiar e parando quando ele fecha a porta.


— Por aqui. Ele se afasta e eu sigo seu exemplo. Olhando para sua bunda durante todo o caminho, eu revivo cada momento da outra noite; da sua boca e lábios na minha boceta, do seu pau entrando em mim com vigor que eu sabia que muitos homens queriam possuir, à maneira requintada que senti sua mão ao redor da minha garganta. Eu não consigo evitar. Passaram-se quase dois dias e eu


odeio o celibato. À medida que entramos numa sala, eu olho em volta, rapidamente noto que é um escritório. — Por favor — ele diz tranquilamente. — Sente-se. Afundando na cadeira macia e forrada de tecido na frente da mesa, eu cruzo as pernas e limpo minha garganta nervosamente. Ele se senta na cadeira atrás da mesa, em seguida, estica a mão com a palma para cima. Deduzindo que ele queira os


papéis, eu os entrego. — Obrigado. Dê-me apenas alguns minutos para conferi-los. Concordo com a cabeça, mas ele não está olhando para mim. Imaginando que ele saiba que o acho atraente, eu livremente o admiro, enquanto ele olha os documentos. Ele está de banho tomado, seu cabelo brilhando ainda úmido. Sua boca se contrai um pouco conforme se concentra. Quando ele lambe um dedo, em seguida, usa-o para virar


para uma nova página como em um livro, estou estranhamente excitada. Eu fecho meus olhos, desejando que pudesse me tocar neste momento enquanto o imagino olhando para cima, encontrando meus olhos sobre ele. Ele sorri e levanta-se, caminhando ao redor para ficar atrás de mim. Ele desliza suas mãos para baixo, e dentro da minha camisa, cobrindo meus seios com as mãos e apertando meus mamilos, fazendo-me gemer. Beijando meu pescoço, ele me


acaricia dentro da minha blusa enquanto levanto os braços e arrasto minhas mãos pelo seu cabelo. Eu puxo um pouco e ele sibila, devolvendo-me uma mordida suave no pescoço, que aumenta a minha excitação dez vezes. Com uma risada, ele usa uma mão para descer ainda mais, desabotoando minha calça jeans e deslizando o zíper para baixo antes de escorregar para dentro. Logo, ele está me tocando, o polegar


estimulando meu clitóris e estou tão molhada, tão excitada que leva apenas alguns minutos antes que eu esteja tremendo com a força do meu orgasmo. Eu gemo, querendo seu pau dentro de mim enquanto sua mão se esvai, e ele pergunta: — Você está passando mal ou algo assim? Hã? — Srta. Bates! Com o seu grito, eu abro meus olhos com minhas bochechas corando pelo olhar preocupado em


seu rosto. — Ah... — eu engulo, dandolhe um sorriso fraco. — Sinto muito. Eu estava perdida em pensamentos. Ele me encara e eu resisto à tentação de desviar o olhar. Finalmente, ele se levanta e contorna para se sentar na borda de sua mesa com a boca tensa em uma linha sombria. — Eu não tinha ideia de que seu pai estava tendo problemas. Eu o teria ajudado.


Eu sobressalto com a menção do meu pai, com meus olhos se arregalando em surpresa. — Você conhecia meu pai? — Eu vou à lanchonete três manhãs por semana há anos — ele me informa. — Seu pai era um homem gentil. — Anos? — Estou confusa e demonstro. — Mas eu não o vi lá até seis meses após eu assumir. Ele suspira. — Seu pai era como meu segundo pai. Passamos muito tempo juntos quando eu não


estava ocupado. Antes de morrer, íamos pescar — ele se levanta, caminha até a janela e olha para fora. — Ele tinha muitos arrependimentos; um deles envolvia sua filha, que dizia não ver há anos. Meu estômago cai e eu não consigo respirar. Aperto os braços da minha cadeira, mas ele não percebe, já que está longe. — Ele falava sobre ela o tempo todo. Toda vez que fomos pescar, ela estava em sua mente. Pergunteilhe uma vez, depois de um ano


dessas viagens, como ela era. “Cabelos bem pretos” ele disse, “com olhos que às vezes são cinza e em outras vezes azuis”, mas com o rosto de um anjo, ao contrário dele. Ele estava cheio de orgulho, nunca dizendo uma palavra ruim dela, falando que ela estava na faculdade e seria a primeira da família a se formar. Então, na nossa última viagem de pesca, eu finalmente perguntei a ele, qual era o nome dela? Tobias se vira, os olhos


brilhando de desejo quando pousam em mim. — Ele disse “seu nome é Jocelyn, mas desde que ela era uma garotinha, ela sempre foi minha Luna”. Com isso, fico em pé rapidamente e corro para a porta. Ele é rápido, então me pega antes de eu ir muito longe e me gira, prendendo-me entre seu corpo e a parede. Seu aperto é gentil conforme pega meu queixo na mão, os olhos cintilando de luxúria enquanto sorri


para mim. Eu não tenho medo. Eu sabia que ele me pegaria quando decidi correr. Ele inclina a cabeça, pressionando nossos lábios juntos por apenas um momento, depois se afasta. — O jogo acabou, Luna — ele sussurra. — Eu ganhei. Eu sorrio e fecho os olhos, atraindo sua boca de volta a minha, sabendo que ele não tem a mínima ideia.


O jogo ainda não acabou. Ele está apenas começando. CONTINUA… ** Muito obrigado pela leitura! Se você tiver a chance, por favor, considere deixar uma classificação e avaliação. Obrigado por ler!* ~*~ Além disso, se você quiser, por favor, inscrever-se para lista do meu leitor, pois é a melhor maneira


de manter-se atualizado sobre novos lançamentos, brindes, eventos e muito mais. Para se certificar de que você realmente deseja receber notícias de mim, por favor me escreva em: authorviolethaze@gmail.com e vou adicioná-lo à minha lista. Você vai ter uma história curta livre para a etapa extra devo tomar para garantir o seu interesse genuíno e evitar spam. Obrigado.


Sua classificação e suas recomendações diretas farão a diferença Classificações e recomendações diretas são fundamentais para o


sucesso de todo autor. Se você gostou deste livro, deixe uma classificação, mesmo que somente uma linha ou duas, e fale sobre o livro com seus amigos. Isso ajudará o autor a trazer novos livros para você e permitirá que outras pessoas também apreciem o livro. Seu apoio é muito importante!


Procurando outras รณtimas leituras?


Seus livros, seu idioma A Babelcube Books ajuda os leitores a encontrar ótimas leituras. Ela tem o papel de mediadora, aproximando você e seu próximo livro. Nossa coleção é alimentada por livros produzidos no Babelcube,


um mercado que aproxima autores de livros independentes e tradutores e distribui seus livros em vários idiomas no mundo todo. Os livros que você encontrará foram traduzidos, para que você possa descobrir leituras incríveis em seu idioma. Temos a satisfação de trazer livros do mundo todo até você. Caso queira saber mais sobre nossos livros, acesse nosso catálogo e solicite nossa newsletter. Para conhecer nossos lançamentos


mais recentes, visite nosso site: www.babelcubebooks.com


SOBRE O AUTOR ~*~

Violet Haze é um grande fã do romance - escrita e leitura. A mãe autista de um (ela foi diagnosticada com Aspergers aos 27 anos), ela


atualmente passa os dias escrevendo, lendo, procrastinar, binging sobre Netflix, navegar na internet, e proteger seu filho de si mesmo como ele finge que é um super-herói. O “A Woman’s Affair” serial consiste em Secrets e Suspicions (fora agora), e Sacrifices (setembro 17). Seus periódicos completos, a partir de julho de 2015, incluem: Mate, Hungry Heart, Loving My Angel, e Luna (com uma novela especial de férias chegando 17 de novembro, 2015). Refuge pode ser lido como um autônomo, e é uma novela de 100 páginas. Ela também escreveu sob CS Janey, mas seus livros Surrender To You e Sugar Baby Lies, foram remarcadas sob Violet Haze


tambĂŠm.

@AuthorVHaze authorviolethaze www.authorviolethaze.com authorviolethaze@gmail.com


TAMBÉM POR VIOLET HAZE Todos os livros de Violet Haze estão em processo de ser traduzido em muitas línguas. Você pode encontrar seus trabalhos traduzidos em muitos varejistas de livros eletrônicos, bem em seu site:


Author Violet Haze’s website.


Violet haze série luna #1 por uma noite (revisado)