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ESPECIAL Manifestações tomam novos rumos

DEBATE As drogas na economia

GESTÃO Equipe feliz produz mais

TEST DRIVE Novo Dodge Journey SXT

INFRAESTRUTURA – PERDAS DE R$ 2,5 BI POR ANO AMEAÇAM O ES

N° 96 • Julho de 2013 • R$ 8,90 • www.revistaesbrasil.com.br

Infraestrutura Perdas de R$ 2,5 bi por ano ameaçam o ES

IMPRESSO

ENTREVISTA Guilherme Lacerda fala sobre economia, fomento e desenvolvimento ES Brasil 96_Capa_FB2.indd 1

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NESTA EDIÇÃO ESPECIAL Manifestações tomam novos rumos

DEBATE As drogas na economia

GESTÃO Equipe feliz produz mais

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TEST DRIVE Novo Dodge Journey SXT

Problemas em infraestrutura de estradas, portos, ferrovias e aeroportos fazem o Espírito Santo perder pelo menos R$ 2,5 bilhões ao ano, atrasando o desenvolvimento. A ES Brasil ouviu especialistas para descobrir os caminhos para amenizar os gargalos existentes.

INFRAESTRUTURA – PERDAS DE R$ 2,5 BI POR ANO AMEAÇAM O ES

N° 96 • Julho de 2013 • R$ 8,90 • www.revistaesbrasil.com.br

Infraestrutura Perdas de R$ 2,5 bi por ano ameaçam o ES

IMPRESSO

ENTREVISTA Guilherme Lacerda fala sobre economia, fomento e desenvolvimento ES Brasil 96_Capa_FB2.indd 1

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Edição 96 – Julho 2013

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Agenda

12

Periscópio

26

ES Sustentável

50

Política

52

Test Drive

74

Estilo Gadgets

76

Gastronomia

78

Mais e Melhor

79

Modus Vivendi

82

Tira-Gosto

Infraestrutura

15

ES Pergunta

A secretária de Educação de Vitória, Adriana Sperandio, fala sobre o programa Vitória Alfabetizada, iniciado pela prefeitura com a meta de reduzir o analfabetismo na cidade até 2016.

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Entrevista

Nomeado diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em fevereiro de 2012, Guilherme Lacerda hoje comanda a área de Infraestrutura Social, Meio Ambiente, Agropecuária e Inclusão Social da instituição e faz uma avaliação da economia do Espírito Santo.

Artigos 22

Clóvis Vieira

Lá fora, o caos. Aqui, indecisão

28

Evandro Milet

38

Inovação em modelos de negócios

70

Gilberto Sudré Vivendo perigosamente no mundo on-line

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Especial

Como vencer a verdadeira epidemia que se tornaram as drogas na sociedade? A questão foi discutida em mais uma edição do ES Brasil Debate, com o tema “As drogas e seu impacto na economia”.

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Gestão

A felicidade hoje faz parte da pauta corporativa das organizações que compreendem que funcionário feliz produz mais e melhor.

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EDITORIAL

A

desafiadora tarefa de manter o ritmo do crescimento de nosso Estado esbarra não só na turbulência econômica internacional, mas também porque um velho problema ainda está longe de ser resolvido aqui e em todo o país: a falta de infraestrutura, que tem custado caro para o futuro do Estado. A situação em que se encontram nossos portos, estradas, ferrovias e aeroportos faz nossa economia perder, pelo menos, R$ 2,5 bilhões ao ano e coloca em situação delicada o cenário capixaba. Confira, em uma matéria especial, o que precisa mudar para que a deficiência na infraestrutura logística deixe de ser um gargalo. Prejuízo financeiro também é uma das consequências das últimas manifestações ocorridas no Espírito Santo. A Federação do Comércio fala em R$ 10 milhões. No Palácio Anchieta, o preço da depredação do patrimônio histórico ainda não foi calculado. Mas algumas mudanças só aconteceram por causa dos movimentos populares. Nesta edição, trazemos uma análise dos novos fatos sob a perspectiva socioeconômica. O que o faz feliz no ambiente de trabalho? Às vezes, a busca pela plenitude nessa área passa bem longe de altos salários e cargos. Uma pesquisa realizada com trabalhadores brasileiros, em 2011, revelou que 48% deles estão infelizes no campo profissional. Qual a solução para equilibrar obrigações e prazer nas relações corporativas? Nesta ES Brasil, especialistas abordam o assunto "felicidade no trabalho" e orientam caminhos de como encontrá-la. Em nossa entrevista conversamos com o diretor do BNDES, Guilherme Lacerda. Ele é mais um que defende a ideia de que a economia capixaba é a primeira a ser impactada pelos solavancos financeiros internacionais. Mas quanto custa ao Estado manter nossa economia “olhando para fora”? E mais: como continuar crescendo, em meio a tantas reviravoltas de cenário? Lacerda responde a essas e outras questões num descontraído bate-papo. Apresentamos também um resumo da última edição do ES Brasil Debate, que abordou o tema "As drogas e seus impactos na economia e na sociedade". O assunto foi discutido amplamente, e você confere uma matéria especial com os melhores momentos desse encontro. Estes são apenas alguns assuntos que figuram em mais uma edição mensal de ES Brasil. Edição que mais uma vez preparamos com cuidado e carinho. Tudo para proporcionar a você uma leitura agradável, informativa e edificante. Boa leitura! Mário Fernando Souza, diretor-executivo da Next Editorial e editor-executivo da ES Brasil

“Sou natural do Rio de Janeiro e vim para Vitória para gerenciar o banco Safra. Recebi um exemplar da revista quando cheguei e vi que esse seria o caminho para buscar conhecimento sobre a economia do Espírito Santo. A publicação foi essencial para o bom resultado do meu trabalho, já que a revista tem ótimas matérias e excelentes colunistas. Em breve voltarei para o meu estado, mas já indiquei a ES Brasil ao profissional que irá me substituir. Acredito que as informações serão muito valiosas para ele.” Túlio Neves, gerente do banco Safra de Vitória

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Diretor-Executivo Mário Fernando Souza Diretora de Operações Julicéia Dornelas Editor-Executivo Mário Fernando Souza Coordenação de Produção Flávia Tristão Apoio Produção Mara Cimero Textos Camila Ferreira e Vitor Taveira, Daniel Hirschmann, Fabiana Tostes, Lucianny Scarpati, Marcele Falqueto, Taís Hirschmann Revisão e Copidesque Andréia Pegoretti Edição de Arte Fábio Barbosa, Genison Kobe, Karine Nely, Angelo Samuel, Antonio Caliari Colaboraram nesta edição Clóvis Vieira, Gilberto Sudré e Evandro Milet Fotografia Renato Cabrini, Jackson Gonçalves, Shutterstock, fotos cedidas e arquivos Next Editorial (27) 2123-6506 comercialnext@nexteditorial.com.br Gerentes de Publicidade Magno Araújo Gerentes de Contas Deiseane Da Rós, Paulo Pironi e Marialice Bicalho Apoio Comercial Ana Carolina Costa Assinatura (27) 2123-6520 www.revistaesbrasil.com.br Serviço de atendimento ao assinante Segunda a sexta: das 9h às 18h

OPINIÃO DO LEITOR

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ES Brasil é uma publicação mensal da Next Editorial. Seu objetivo é apoiar o desenvolvimento do Estado do Espírito Santo, apresentando conteúdos informativos e segmentados nas diversas vertentes empresariais.

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“Já sou assinante da ES Brasil há três anos. O conteúdo da revista tem extrema importância para o meu trabalho, já que sou consultor de empresas. A publicação permite que eu conheça o que acontece no mercado capixaba. A revista tem tudo o que acontece no meio empresarial e conteúdo variado, o que permite que eu esteja sempre atualizado. Indico para todos os meus clientes.” Luciano Dias Zorzal, consultor de empresas

Números anteriores (27) 2123-6520 Contatos com a Redação E-mail: redacao@nexteditorial.com.br Telefax: (27) 2123-6500 Endereço: Avenida Paulino Müller, 795 Jucutuquara – Vitória/ES – CEP 29040-715

Ajude-nos a fazer a ES Brasil. Envie sua opinião, sugestão e críticas para redacao@nexteditorial.com.br

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AGENDA 20 A 23 DE AGOSTO

7 A 8 DE AGOSTO

Foto: Divulgação

MPEs na Cachoeiro Stone Fair

ENCONTRO DE FERROVIAS A produtividade, segurança operacional e outros assuntos do sistema ferroviário serão discutidos no IV Encontro de Ferrovias da Associação Nacional dos Transportes Ferroviários (ANTF), entre nos dias 7 e 8 de agosto de 2013, em Vitória. O evento deve contar com a participação do ministro dos Transportes, César Borges. As inscrições podem ser feitas no site: www.otmeditora.com.br.

Em agosto, o sul do Estado irá sediar a Cachoeiro Stone Fair 2013. A feira acontece de 20 a 23 de agosto, no Parque de Exposição Carlos Caiado Barbosa. Micro e pequenas empresas ligadas aos segmentos de mármore e granito, bens de capital, meio ambiente e tecnologia de informação (TI) serão levadas para o evento pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae-ES). Os pequenos negócios irão expor novidades em produtos e serviços voltados à cadeia produtiva, que vão desde chapas de rochas ornamentais, pedras esculpidas, projetos voltados ao tratamento de resíduos, máquinas e softwares especializados.

23 A 24 DE AGOSTO

JORNADA CAPIXABA DE GASTROENTEROLOGIA

17 DE AGOSTO

Entre os dias 23 e 24 de agosto, Vitória irá sediar a XXXII Jornada Capixaba de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva. Um dos assuntos debatidos será a contribuição da endoscopia no diagnóstico e tratamento de doenças. A programação completa está no site da Federação Brasileira de Gastroenterologia (www.fbg.org.br). Inscrições: (27) 3225-2241.

Botecão Colatina 2013 O Botecão de Colatina já está confirmado para o dia 17 de agosto, no Clube Itajuby, e vai ser comandado pelo sambista Arlindo Cruz, que já animou outras edições do Roda de Vitória. O valor do ingresso para o Botecão é R$ 30 (meia-entrada), no 1º lote. 4 A 6 DE AGOSTO

Tendências de verão na Princesa do Norte

5 A 9 DE AGOSTO

Além do Botecão, Colatina também irá apresentar as tendências do verão 2014 em desfiles promovidos pelo shopping atacadista Moda Brasil, entre os dias 4 e 6 de agosto. Durante o Moda Brasil Summer, que é aberto ao público, as mais de 50 marcas que compõem o centro comercial vão expor as novidades da estação. Segundo o diretor- executivo do shopping, Julio Bezerra, a ação tem como objetivo estimular a interação entre lojistas e representantes de marcas do Espírito Santo.

ENGENHEIROS SEM FRONTEIRAS

7 A 11 DE AGOSTO

GranExpoES em agosto

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Foto: Divulgação

A GranExpoES, que será realizada em agosto, deve atrair mais de 100 mil visitantes na edição deste ano. O encontro será realizado de 7 a 11 de agosto, no Carapina Centro de Eventos ( Parqu e d e E x p osi ç õ e s d e Carapina). Serão mais de 150 atividades, entre feiras, exposições, congressos, concursos e todo tipo de atividade das principais cadeias produtivas do agronegócio do Espírito Santo. A previsão é movimentar R$ 80 milhões em negócios.

Embora muita gente não saiba, Vitória também sedia um núcleo da Organização Não Governamental Engenheiros Sem Fronteiras. A intenção é atuar quando o Estado se mostra ausente. Para apresentar a instituição, que é a primeira em uma capital brasileira, aos jovens estudantes de engenharia, o diretor de comunicação da ONG, Raphael Marques, ministrará palestra na 10ª Semana de Engenharia, que acontece entre os dias 5 e 9 de agosto, no Centro de Convenções de Vitória. Acompanhe os principais eventos no site da revista: www.revistaesbrasil.com.br

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Esses reajustes devem ser revistos, para que o valor fique ainda mais módico. Esse valor não deve subir, mesmo depois da conclusão da auditoria”

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PERISCÓ

Marcelo Lemos, promotor de Justiça de Meio Ambiente e Urbanismo de Vitória, sobre o valor do pedágio da Terceira Ponte

PROJETO TRANSFORMA BR-262 EM AVENIDA DE PEDRA AZUL

FACULDADE DE VITÓRIA RECEBE PRÊMIO DE EXCELÊNCIA A Faculdade Estácio de Sá de Vitória foi eleita, entre todas as unidades da instituição, como o destaque do ano em excelência em gestão. A unidade recebeu o prêmio do Programa Excelência em Gestão (PEG), instituído no ano passado. O PEG avalia a aderência das unidades aos processos e resultados da instituição com base em cinco pilares: Acadêmico, Administrativo-financeiro, Atendimento, Comercial e Gente e Gestão. A faculdade de Vitória obteve o melhor resultado entre 66 unidades que participaram do PEG. O presidente da instituição, Rogério Melzi (foto), visitou pessoalmente a unidade para participar da solenidade em reconhecimento ao trabalho da equipe.

Galwan inaugura hotel no Rio de Janeiro em parceria com Accor Uma nova opção de hospedagem foi inaugurada no Rio de Janeiro. Fruto da parceria entre a administradora de hotéis Accor e a construtora Galwan, o Ibis Rio de Janeiro Botafogo aumenta em 270 apartamentos a oferta hoteleira da cidade. O hotel está localizado a um quilômetro da Praia de Botafogo, onde o hóspede pode ir caminhando a alguns dos pontos turísticos mais importantes da cidade, além de estar a menos de 10 minutos do Aeroporto Santos Dumont. O hotel conta com mais de 10.000 m2 de área construída e é 100% não fumante; possui internet wi-fi grátis em todo o edifício e estacionamento privado pago. A parceria Accor e Galwan já opera cinco hotéis das bandeiras Ibis e Novotel nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Estão em implantaçãomais oito hotéis da parceria, abrangendo as marcas Ibis, Ibis Budget, Mercure e Novotel, aumentando a oferta hoteleira da região metropolitana fluminense em 1.568 apartamentos.

Foto: Cadu Nickel

Uma grande avenida de 11 km com iluminação, arborização, paisagismo, ciclovias, trevos e outros atrativos turísticos para a região das montanhas capixabas. Este é o foco de um projeto que prevê transformar o trecho que a BR-262 entre o Km 87 (Aracê) e o Km 98 (Caxixe), no município de Pedra Azul, numa grande “avenida”. A primeira parte das obras contempla abertura de uma avenida ligando a Vila de Pedra Azul ao trevo que dá acesso aos hotéis Aroso Paço Hotel e Bristol Vista Azul e aos restaurantes Valsugana e Velozia. As obras devem começar em agosto de 2013. O projeto é uma parceria entre Ministério do Turismo, Dnit-ES, a Associação Turística de Pedra Azul (ATPA) e o Montanhas Capixabas Convention Bureau.

PARCERIA

MOBILIZAÇÃO

Arrecadação do McDia Feliz será destinada à Acacci A 25ª edição do McDia Feliz será realizada no dia 31 de agosto, e o dinheiro arrecadado já tem destino certo no Espírito Santo: a Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci). A instituição vai utilizar os recursos para a execução do Programa de Atenção Interdisciplinar Domiciliar à Criança e ao Adolescente com Câncer, Familiares e Cuidadores. Em todo o Brasil, 81 projetos de 58 instituições serão beneficiados. No McDia Feliz, toda a arrecadação obtida com a venda do sanduíche Big Mac (exceto alguns impostos) é destinada a instituições que atuam na luta contra o câncer infantojuvenil. A Acacci já está vendendo, antecipadamente, tíquetes para o McDia Feliz 2013, ao preço de R$ 11,50 cada um. Para adquirir tíquetes antecipados, é só ligar para a associação, pelo telefone (27) 2125-2977. NEGÓCIOS

R$ 3,8 milhões em turismo de eventos Foto: Divulgação

Somente no mês de junho, o turismo de eventos do Espírito Santo injetou R$ 3,85 milhões na economia capixaba. Segundo o calendário do Espírito Santo Convention & Visitors Bureau, 11 eventos foram realizados no último mês. A movimentação financeira é referente aos gastos de turistas em restaurantes, hotéis, táxis e comércio em geral durante suas estadias no Estado para participar de congressos, feiras ou simpósios. 12

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mostra

A designer de joias capixaba Carla Buaiz levou suas criações para a Mostra Black 2013, considerada o mais importante evento de decoração do país. A mostra aconteceu no durante todo o mês de junho e início de julho, no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. O acervo apresentado pela designer é composto por 20 peças que, em sua maioria, remetem à nova coleção inspirada nos anos 20, com seu geometrismo e sua aristocracia moderna. As joias se destacam pelos detalhes limpos, harmônicos e referências ao art déco, privilegiando ouro branco ou amarelo e pedras como diamantes, jade malásia, cornalina, ônix, prasiolita, madrepérola, ágata branca, cristal e pérolas.

Foto: Divulgação

Joias capixabas em São Paulo

ajuda

Defesa Civil Nacional libera recursos para Alfredo Chaves Gravemente atingida pelas chuvas do início do ano, a cidade de Alfredo Chaves, no sul do Espírito Santo, recebeu, no final de junho, repasse de mais de R$ 2,3 milhões, para a reconstrução das pontes que foram destruídas pelas enxurradas. A portaria que autoriza a liberação de recursos foi publicada no Diário Oficial da União no dia 29 de junho. De acordo com o documento, o município deve realizar as obras de reconstrução em 365 dias. O dinheiro será liberado em três parcelas. agricultura

Mais crédito para produtores rurais

Pensando na turma que ficou em casa nas férias de julho, o Shopping Praia da Costa promoveu, entre os dias 5 e 28 de julho, a Oficina de Robótica com Lego. Usando os kits Lego Education, várias modalidades de oficinas foram oferecidas para todas as idades, a partir dos três anos. Durante as aulas os participantes vivenciam o processo de criação e programação de robôs, explorando a criatividade e a imaginação.

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Inadimplência com cheques registra queda

Uma pesquisa realizada em junho pelo Portal Boa Vista Consumidor Positivo detectou que mais da metade dos consumidores brasileiros afirma não saber que está com o nome incluído em cadastros de negativação de crédito. A pesquisa entrevistou 2.200 pessoas, com idades entre 17 e 82 anos. Entre os consumidores pesquisados e que possuem pendência, 20,7% manifestaram intenção de quitar a dívida em até 30 dias, outros 22,7% pretendem acertar em até 90 dias. E 56,6% não sabem em que prazo poderão pagar o compromisso. O levantamento evidenciou também o grande interesse do consumidor em ter conhecimento sobre a situação do seu CPF, informação imprescindível para a gestão da sua vida financeira e de crédito.

Robótica e diversão nas férias

Um total de R$ 35 milhões. Este é o montante destinado ao Plano de Crédito Rural para o Espírito Santo – Safra 2013/2014, do Banestes, lançado no dia 2 de julho. O crédito é oferecido aos produtores rurais e fortalece as atividades agrícolas já consolidadas, além de incentivar novas culturas e criações. As prioridades para a aplicação dos recursos do Plano Safra 2013/2014 são a cafeicultura (visando melhorar a qualidade e produtividade; renovar as lavoura e a compra de equipamentos para a colheita), fruticultura, pecuária de leite, pesca, irrigação, além da irrigação poupadora de recursos naturais e plantios florestais. O valor representa um acréscimo de 20% no aporte no setor agrícola capixaba. Na safra de 2012/2013, o Banestes investiu R$ 291 milhões. A linha de financiamento já está disponível nas agências de todo o Estado. Para ter acesso à linha de financiamento do crédito rural, basta procurar qualquer agência Banestes. calote

Mais da metade dos brasileiros não sabe que está com o “nome sujo”

Pesquisa realizada em todo o Brasil indicou que, em junho, a inadimplência para pagamentos com cheques registrou queda de 9,86% em relação ao mês anterior. A principal causa da inadimplência levantada pela pesquisa é a falta de fundos, com 74,61% dos registros. Os demais motivos foram: 9,77% em cheques sustados; 4,30% em cheques roubados ou furtados; 1,17% dos valores em cheques fraudados; e os 10,16% restantes, por outros motivos. Os dados foram divulgados pela Telecheque, empresa especializada em análise de crédito em compras com cheques. ES Brasil • Julho 2013

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EXPANSÃO

Nova agência Sicoob em Guarapari

BRASIL BATE RECORDE NA EXPORTAÇÃO DE CARNE

SEGURANÇA

Mais 150 agentes na Guarda Municipal de Vitória Foto: PMV

VENDAS DE CALÇADOS DEVE CRESCER 6% Apesar do momento ruim da economia brasileira, a indústria calçadista não tem com o que reclamar. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados do Espírito Santo (Sindicalçados), Altamir Martins, a inflação alta, os juros e o dólar em elevação não devem impedir o crescimento no setor para o segundo semestre, extimado em 6%, inclusive nas exportações. “O mercado está promissor, com o produto sendo muito bem aceito lá fora. Além disso, apesar do dólar alto encarecer a importação de calçados e peças, ele beneficia quem exporta o produto”, diz Martins.

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A segunda unidade de atendimento do Sicoob em Guarapari foi inaugurada no último dia 15. A nova agência fica na Rua Henrique Coutinho, no Centro do município, e tem previsão de chegar a 300 clientes ainda este ano. A outra funciona no bairro Muquiçaba e tem aproximadamente 1.700 clientes. A nova unidade é vinculada ao Sicoob Sul-Litorâneo, uma das cooperativas que integram a instituição. A cooperativa é a terceira maior rede financeira do Espírito Santo, atende pessoas físicas e empresas de todos os segmentos econômicos e disponibiliza taxas mais acessíveis em relação ao mercado financeiro tradicional.

As exportações brasileiras de carne bovina entre janeiro e maio de 2013 atingiram faturamento recorde na comparação com o mesmo período em anos anteriores. Com um valor que superou US$ 2,5 bilhões, o resultado foi 15% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O crescimento também foi observado no volume das exportações, que fechou em 562 mil toneladas, índice 22,57% maior em relação a 2012. Hong Kong manteve o posto de maior comprador da carne brasileira no período, com um total de 142 mil toneladas nos cinco primeiros meses do ano. Os dados são da da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

A turma de agentes aprovada noúltimoconcursodaPrefeitura de Vitória já começou o curso de formação. A solenidade de recepção aconteceu no dia 27 de junho, e a preparação tem duração de três meses. A partir de outubro, os agentes estão aptos para atuar na segurança pública e na orientação do trânsito da capital. Ao todo, 100 agentes comunitários e 50 agentes de trânsito se preparam para trabalhar na nova Guarda 24 Horas. DECORAÇÃO

Morar Mais por Menos Vitória movimentou mais de R$ 1 milhão O evento Morar Mais por Menos Vitória, que aconteceu no bairro Bento Ferreira, chegou ao fim no dia 30 de junho com um saldo bastante positivo. A mostra contou com a participação de 250 empresas que, juntas, forneceram mais de 1.300 produtos para a decoração de 37 ambientes, o equivalente a R$ 1,2 milhão. Além das vendas imediatas, as empresas expositoras também trabalharam com reservas de produtos. As três empresas que mais receberam pedidos de reserva foram Móveis Conquista, JM Móveis Personalizados e Agência de Negócios da Marcenaria Capixaba.

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ES PERGUNTA

"Vitória Alfabetizada" representa nova chance para 4 mil pessoas Lançado em julho, o Programa Vitória Alfabetizada tem a meta de reduzir o analfabetismo adulto na capital até 2016. Voltado para pessoas com idade entre 15 e 59 anos que ainda não sabem ler e escrever, o projeto já começa com 166 alunos inscritos, que formam dez turmas com aulas já a partir de julho. Moradores de toda a cidade podem se cadastrar. A secretária municipal de Educação, Adriana Sperandio, explica como o programa funciona.

1 2 Os encontros vão acontecer em espaços Sim, sem dúvida. Esse trabalho foi sendo próximos ao aluno. Nas turmas que já estão O programa já começa com 166 alunos. Ainda é possível fazer novos cadastros?

feito durante todo o primeiro semestre de 2013. As equipes responsáveis pela implementação do programa estabeleceram conversas com o poder público, lideranças comunitárias, religiosas, associações, empresários e vereadores. O objetivo foi mobilizar a sociedade em geral e identificar potenciais parceiros da sociedade civil organizada. Nessas conversas, descobrimos que a maioria dos alunos em potencial tem resistência à sala de aula, muitas vezes por experiências negativas vividas na infância ou adolescência ou mesmo por receio de estar em um ambiente em que as pessoas não têm o mesmo nível de conhecimento. O cadastro pode ser feito por meio do portal da Prefeitura de Vitória (www.vitoria.es.gov.br). Quem conhecer alguém com o perfil para se inscrever no programa pode preencher esse cadastro, e nossa equipe entra em contato.

Onde acontecerão as aulas?

nós fizemos uma parceria com a Secretaria de Trabalho e Geração de Renda e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Nossos alunos poderão frequentar as aulas do curso Empreendedorismo e Associativismo e assim ter acesso ao microcrédito, complementando o ciclo que emancipa o adulto para a condição de cidadania plena, com capacidade de alcançar sua independência e dignidade.

formadas, por exemplo, as locações já foram resolvidas. Em Nova Palestina, 40 alunos assistirão às aulas na Igreja Batista e na Escola Municipal de Ensino Fundamental Neusa Nunes Gonçalves. No Romão, 14 participarão na Pastoral da Criança. Já a Igreja Batista do Forte São João abrigará duas turmas, com um total de 28 alunos. Nosso objetivo é transformar esse processo de alfabetização uma realidade. Por isso, empresas e entidades interessadas também podem entrar E para começar o próprio negócio, em contato com a Secretaria Municipal de também há parcerias? Educação e oferecer local para realização das Sim, o Banestes vai atuar oferecendo aulas, além de auxiliar no cadastramento de estulinhas de microcrédito, por meio do dantes, ao identificar na sua coletividade pessoas Programa Creditar. Na modalidade, que ainda não sabem ler e escrever. os alfabetizandos que concluírem o O público-alvo são pessoas em idade curso vão poder participar de paleseconomicamente ativa. Elas terão algum tras sobre educação financeira e terão encaminhamento ao mercado de trabalho? acesso a financiamento para compra Esse é exatamente o diferencial do programa de equipamentos e capital de giro para em Vitória. Além de oferecer a alfabetização, pequenos negócios.

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INFRAESTRUTURA Daniel Hirschmann

A logística das perdas 16

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Problemas em infraestrutura de estradas, portos, ferrovias e aeroportos fazem o Espírito Santo perder pelo menos R$ 2,5 bilhões ao ano e atrasam desenvolvimento

“S

eja na terra, seja no mar...” Esse trecho do hino de um tradicional clube brasileiro poderia servir para demonstrar a realidade que o Espírito Santo vive, quando o assunto é a infraestrutura logística em estradas, ferrovias, portos e aeroportos. Poderia, se a sequência fosse a mesma. No entanto, em vez de “vencer, vencer, vencer”, como cantam os flamenguistas, o que tem acontecido na economia capixaba nesse quesito, tanto na terra quanto no mar, é perder, perder, perder... E perde-se muito. Tanto que fica até difícil calcular. “Não dá para mensurar, mas é muito dinheiro. Esse é o maior problema para o desenvolvimento do Estado, hoje, sem dúvida alguma. É muito sério, pois vários investimentos não vêm para cá por conta disso”, avalia Luiz Fernando Mello Leitão, professor de Planejamento Estratégico da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse problema, no entanto, não é uma exclusividade capixaba. Segundo um levantamento da Fundação Dom Cabral (FDC), de Belo Horizonte (MG), os custos logísticos representam, em média, pouco mais de 13% das receitas das empresas brasileiras, ou cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Já nos Estados Unidos, essa relação é de 8% do PIB. Com esses números, José Carlos Chamon, membro do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), arrisca uma estimativa: “Se a logística brasileira tivesse o mesmo desempenho da americana, o país teria uma economia de R$ 83,2 bilhões ao ano. Como o PIB do Espírito Santo gira em torno de 3% do PIB nacional, podemos estimar nossa perda em torno de R$ 2,5 bilhões ao ano, se comparado ao modelo modal dos Estados Unidos”. Mas essa, talvez, seja uma projeção otimista, pois a realidade pode ser ainda pior. Afinal, segundo o professor Leitão, da FGV, se for feito um estudo comparativo, os percentuais de perdas e custos para o Espírito Santo serão maiores que as médias

“O nosso Estado depende da logística. Por suas características, a logística é onde o Estado mais deveria ter competitividade e não tem” Luiz Fernando de Mello Leitão, professor da FGV

“O maior gargalo hoje é a inadequação do nosso porto à nova realidade da navegação mundial” – Valdir Antônio Uliana, subsecretário da Setop

nacionais. “O nosso Estado depende muito da logística. Por suas características, a logística é onde mais deveríamos ter competitividade e não temos. Para outros estados, a logística representa pouco, ou é muito melhor do que a nossa”, justifica. O atraso capixaba, nesse caso, começa pela área portuária. Com a mudança no conceito mundial de navegação, que hoje apresenta grandes navios fazendo o transporte transcontinental, o Porto de Vitória não tem capacidade para receber embarcações maiores. Assim, cargas da Ásia, da Europa e dos Estados Unidos passam primeiro pelo Rio de Janeiro para, depois, chegar a Vitória, via transbordo. É um desvio que encarece os produtos, toma tempo dos empresários e tira competitividade do Estado. “Por isso, o maior gargalo hoje é a inadequação do nosso porto à nova realidade da navegação mundial”, constata o subsecretário de Logística de Transportes da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), Valdir Antônio Uliana. Dos portos, os problemas se estendem às rodovias federais, tanto a BR-262 quanto a BR-101. Sucateadas, utilizadas bem acima da sua capacidade, elas deveriam ter sido duplicadas há muito tempo. O estudo da FDC, citado por Chamon, revela o grande peso da matriz rodoviária no transporte de cargas no Brasil. Sozinho, o custo do transporte rodoviário para as empresas é de 5,5% do PIB. O país tem 65,64% do total de toneladas por quilômetro útil (TKU) ES Brasil • Julho 2013

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são um problema só. Porque qualquer um dos três que se resolva acaba impactando qualquer um dos outros dois. Imagina resolver o problema dos portos e não ter rodovias para escoar, ou para chegar a carga”, explica o professor da FGV. Opinião semelhante à do representante da Findes, que menciona a existência de sete portos no Estado, além da construção prevista de mais alguns. “Os grandes gargalos são as vias de acesso dos portos aos principais eixos rodoviários do país, as BRs 101 e 262, e o problema de calado na Baía de Vitória”, aponta José Carlos Chamon. Ele entende que os gargalos são causados, principalmente, pela falta de investimentos da União no aeroporto, nas ferrovias e em interligação modal. “No que se refere aos investimentos federais, estamos parados na década de 70”, critica. “No que se refere aos investimentos federais, estamos parados na década de 70.” – José Carlos Chamon, membro do Coinfra da Findes

feito por rodovias. As ferrovias representam apenas 19,49% do TKU. Já os Estados Unidos transportam 38% do TKU por ferrovias e só 28% por rodovias. Enquanto isso, no Espírito Santo, além das más condições das rodovias federais, há apenas a ferrovia da Vale, tida como uma das mais eficazes do mundo, mas quase que exclusivamente dedicada ao minério. E não adianta olhar para o céu, à espera de uma solução. O aeroporto de Vitória é um dos principais gargalos da infraestrutura do Estado nos últimos anos. Apesar de melhorias recentes no terminal de passageiros, as condições de pouso deixam a desejar. “O terminal de passageiro é o que aparece, mas o maior problema é a pista, que é uma das piores do Brasil”, pontua o professor Luiz Fernando Leitão.

BOLA DE NEVE Para o Sindicato do Comércio de Importação e Exportação do Espírito Santo (Sindiex), essa situação tira competitividade do Espírito Santo. O presidente da entidade, Severiano Imperial, lamenta a ausência de voos de cargas no aeroporto de Vitória, por causa do tamanho da pista, e a desistência dos principais armadores de longo curso, que não realizam operações pelo porto público da capital por falta de infraestrutura adequada. “Para se ter uma ideia, em média, uma empresa espera entre 13 e 17 dias para movimentar suas cargas nos portos, segundo o Banco Mundial. A referência é Singapura, onde o prazo máximo é de cinco dias. No Porto de Vitória, um contêiner vindo da Ásia leva em torno de 65 dias. Isso se torna uma bola de neve, que acarreta a perda de negócios e altos custos no frete marítimo e terrestre”, lamenta. Diante desse quadro, Luiz Fernando Leitão vê os portos, aeroportos e rodovias como a linha básica dos gargalos e destaca que eles são interdependentes. Ou seja, não adianta resolver o problema do porto e não o da rodovia. “São três problemas que, na verdade, 18

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INVESTIMENTOS Do lado estadual, o esforço para reverter esse quadro tem resultado em medidas como o anúncio do Programa de Desenvolvimento Sustentável (Proedes) - Integração Logística, que prevê investimento de mais de R$ 3 bilhões em novas rodovias, instalação de ferrovias, portos e aeroportos regionais em Cachoeiro de Itapemirim, Linhares, Colatina e Guarapari. “Estamos tratando todos os eixos estratégicos de ligação em que o Estado pode atuar. São eixos logísticos que nos ligam aos estados vizinhos e os estados vizinhos, aos nossos portos”, afirma o subsecretário da Setop, Valdir Uliana. Ele diz que a duplicação da BR-101 está equacionada, após a concessão da rodovia, em maio deste ano, à Eco 101 Concessionária de Rodovias S.A., representante do consórcio Rodovia da Vitória, que venceu o leilão realizado em janeiro de 2012. Já a BR-262 deve ser licitada no próximo lote federal, e um trecho de Viana até Vitor Hugo, será duplicado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), possivelmente em agosto. No setor ferroviário, a expectativa é de implantação da Estrada de Ferro (EF) 118 Vila Velha-Rio de Janeiro e da EF-354 CamposGoiás, com extensão até Mato Grosso e, futuramente, ao Pacífico (Peru). As obras serão realizadas pela União, em parceria com a iniciativa privada. A EF-354, ligando Goiás ao Norte do Rio de Janeiro, escoará os produtos do agronegócio e passará por algumas regiões de produção mineral, trazendo as cargas para os portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Ela vai ser complementada pela EF-118, que permitirá ao Estado receber em seus portos as cargas do cerrado e a produção mineral.

“Estamos tratando todos os eixos estratégicos de ligação em que o Estado pode atuar” Valdir Uliana, subsecretário da Setop

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INVESTIMENTO LOGÍSTICO DO ES Melhorias previstas no Programa de Desenvolvimento Sustentável (Proedes) – Integração Logística Modal Rodoviário Melhorias nas rodovias estaduais e federais, visando à conexão com Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. O contrato com o Governo Federal prevê a duplicação e melhoria das vias federais. No território capixaba, 69% das rodovias são estaduais e 31%, federais. O Estado fará intervenções em 39 vias. Modal Portuário Mais de R$ 13 bilhões de investimentos do Governo Federal e iniciativa privada na área portuária. No âmbito do Proedes, a Câmara de Eficiência Portuária deve identificar e propor projetos e ações para superar os gargalos logísticos de operação e melhoria da eficiência portuária no Estado. Portos previstos para instalação no Estado: Porto Norte Capixaba (Manabi), Terminal Industrial Imetame, Estaleiro Jurong, Porto de Vitória (melhorias), Porto de Águas Profundas, C-Port Brasil Logística Off shore, Itaoca Terminal Marítimo e Porto Central.

Eixo Aeroportuário Criação de uma rede de aeroportos regionais, em Cachoeiro de Itapemirim, Linhares, Colatina e Guarapari. Eixo Ferroviário O Estado terá duas novas ferrovias, com a construção da Estrada de Ferro (EF) 103 Vitória-Rio de Janeiro e da Estrada de Ferro (EF) 354 Rio de Janeiro-Mato Grosso. As obras serão realizadas pela União em parceria com a iniciativa privada. O Estado acompanhará de perto a elaboração do projeto executivo das obras e terá acesso aos estudos técnicos do traçado das ferrovias. Plataforma Logística Os diferentes modais de transportes contribuirão para a instalação da primeira plataforma logística, que será um centro de distribuição e triagem de produtos. Devem ser criadas unidades nas regiões Norte, Sul e Metropolitana do Estado. Fonte: Setop

O Governo do Estado espera que a EF-118 seja estendida até Linhares e que, no trecho capixaba, tenha uma bitola mista, o que permitiria a circulação de trens da Vale. As duas ferrovias estão em fase de audiência pública, para elaboração dos projetos, e os prazos de implantação são de até cinco anos e meio.

POLOS REGIONAIS A região norte do Estado também deve se beneficiar com investimentos portuários, dentro do conceito de plataformas logísticas. O objetivo do Governo é criar polos de desenvolvimento regional. Um exemplo é o porto de São Mateus, da mineradora Manabi, que pode viabilizar um polo logístico naquela região. “Já há planos de ampliar o aeroporto de Linhares e, agora, também teria um porto próximo. Também há importantes indústrias naquela região, para formar um polo logístico”, diz o subsecretário.

Situação semelhante é a da região central, onde a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) está concluindo o estudo para um porto de águas profundas, que pode ser âncora de uma série de investimentos ao seu redor. Junto ao porto, estão previstos centros de distribuição e terminais de triagem de cargas, estações aduaneiras, indústrias de transformação de produtos e um terminal de carga aérea. Futuramente, a Ceasa poderá ser deslocada para as proximidades. O objetivo é implantar um complexo logístico, com uma plataforma planejada e integrada aos municípios vizinhos, incluindo reservas de áreas para garantir um crescimento ordenado e evitar que o porto, ou a plataforma, seja sufocado pela ocupação urbana. Outro porto vai atender à região de Presidente Kennedy, no sul do Estado, em uma parceria do grupo brasileiro Polimix Concreto e da Nova K Logística com o porto de ES Brasil • Julho 2013

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RETRATOS LOGÍSTICOS PERDAS

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2,5 bilhões

É a estimativa de perdas anuais do Espírito Santo por problemas de infraestrutura logística

INVESTIMENTO “Para que o Estado possa se tornar competitivo, é necessário que os projetos de investimentos nos modais saiam do papel” Severiano Imperial, presidente do Sindiex

Rotterdam, da Holanda, que terá uma capacidade instalada final de quase duas vezes a do porto de Santos (SP), até o final dos anos 20. “É um superporto, escolhido por Rotterdam para ser a referência deles na América do Sul”, destaca Uliana. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) projeta a construção de uma nova rodovia entre a BR-101 e a região do porto, que também será atendido por um ramal da EF-118.

OTIMISMO Apesar das perdas e do atual quadro negativo, o anúncio de novos investimentos até permite certo otimismo. José Carlos Chamon, que também preside o Sindicato das Indústrias da Construção Pesada do Espírito Santo (Sindicopes), calcula que, entre julho de 2013 e dezembro de 2014, cheguem a cerca de R$ 2 bilhões os investimentos para obras rodoviárias, portuárias e de infraestrutura urbana no Espírito Santo, dos quais R$ 700 milhões já estão contratados. Além das ações estaduais, ele acrescenta que há projetos federais para rodovias, ampliação do Cais de Vitória e mais dois berços em Vila Velha, no Cais de Atalaia. “O investimento no setor portuário e a melhora da malha rodoviária de acesso vai ser um forte indutor, para transformar o Espírito Santo em uma nova fronteira da indústria naval”, diz. No Sindiex, no entanto, o otimismo ainda é contido. “Para que o Estado possa se tornar competitivo, é necessário que os projetos de investimentos nos modais saiam do papel. Até agora, o que andou, depois de processos judiciais, foi o projeto da BR-101. Os demais continuam parados”, pondera Severiano Imperial. Além disso, ele lembra que os investimentos no Porto de Vitória, como as obras de dragagem, não irão solucionar o impasse da entrada de navios maiores, que é um pleito antigo do setor exportador e importador capixaba. 20

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R$

3 bilhões

É o investimento previsto pelo Programa de Desenvolvimento Sustentável (Proedes) - Integração Logística, em novas rodovias, instalação de ferrovias, portos e aeroportos regionais

TEMPO É o tempo que uma empresa leva para movimentar a carga de um contêiner vindo da Ásia, no Porto de Vitória

65 dias

O subsecretário Valdir Uliana admite que, no curto prazo, a situação não é animadora, pois perdeu-se tempo para melhorar as condições da logística capixaba e o Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) escondia um pouco as deficiências. Ele destaca, porém, que a nova Lei dos Portos permite aos terminais privados competir com qualquer outro porto do Brasil, inclusive com os portos públicos, e não operar exclusivamente cargas próprias. Essa mudança produz um novo cenário. “Felizmente, no momento em que uma nova legislação é aprovada, o Estado está com um planejamento de investimentos privados que podem nos manter na competitividade mundial como provedores de logística”, comemora. Para o professor de Planejamento e Logística da FGV, se os investimentos necessários forem mesmo realizados, o crescimento será imensurável. “Com certeza, seria outro Estado. A nossa localização geográfica é privilegiada. Em um raio de mil quilômetros, temos 80% do PIB nacional. Então, o Espírito Santo poderia escoar muito mais e receber muito mais. Teria condições de trazer grandes plantas industriais, que hoje não vêm por conta da logística. Se tivesse uma capacidade logística um pouco melhor – não precisaria nem ser a ideal –, já seria outro Estado”, afirma Luiz Fernando Leitão.

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ARTIGO

ECONOMIA Clóvis Vieira

Lá fora, o caos. Aqui, indecisão O cenário internacional revelas fraquezas econômicas, enquanto o Brasil vê seu sistema ser questionado pelo povo

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iante de um quadro complexo e repleto de nuances, forte, sofrerá a pressão de um dólar mais forte, obrigando-o a economia mundial prossegue em seu processo de a buscar alternativas para atrair o capital estrangeiro, desaquecimento generalizado. Entretanto, verifica-se mediante a abertura ao capital privado da infraestrutura de que os EUA voltam a crescer no maior show de recuperação portos, rodovias, aeroportos, ferrovias e exploração petrolífera, de todos os tempos, como resultado de um forte ajuste fiscal, que deverão ser objeto de uma política de concessões a se iniciar com crescimento das receitas fiscais e reduzindo os gastos, garan- neste semestre. tindo um crescimento para este ano de cerca de 2%, nada mal para Isso se torna crucial, com o recente crescimento dos movium mundo em desaquecimento. Aliado a isso, parcela substan- mentos de ruas, clamando contra as ineficiências e deficiências cial da dívida privada está equacionada, do modelo brasileiro de capitalismo o mercado imobiliário voltou a aquecer e de Estado, englobando desde aqueles O modelo econômico há uma liquidez abundante na economia. que exigem que tudo seja grátis até os até então adotado Na Europa, à exceção da Alemanha, micro e pequenos empresários que se países como a França e Inglaterra resultou em políticas sentem sufocados pela burocracia e alta sobrevivem, enquanto que a maioria industriais e comerciais muito carga tributária de 36% do PIB. Nada se naufraga num pesadelo sem despertar, defensivas, consumo interno compara à força desse movimento que como Espanha, Grécia e Portugal, clama contra os abusos da corrupção elevado, facilidades creditícias, generalizada com perspectivas de um pífio crescie na pouca transparência baixa produtividade e níveis mento de -0,7% para este ano. dos gastos públicos, especialmente A China, que vê o seu dinamismo deploráveis de poupança e aqueles que caracterizam o passivo econômico se esvair, apresenta sinais investimento” social como saúde, educação, segurança claros de desaquecimento e de um e mobilidade urbana. sistema bancário preocupante, com reflexos na alta de juros e Além disso, por não ter implementado as reformas microena redução do sentimento dos empresários para o investimento. conômicas, o Brasil não propiciou as condições internas para O crescimento esperado para este ano é de 7,5%, com reflexos em competir no mundo global. Na verdade, o modelo econômico uma menor demanda por commodities metálicas e na prática de até então adotado resultou em políticas industriais e comerciais menores preços. muito defensivas, consumo interno elevado, facilidades crediPara os emergentes, diante do cenário acima exposto, tícias, baixa produtividade e níveis deploráveis de poupança e leva a perda do dinamismo ao limitar a capacidade para exportar investimento. Temos que, urgentemente, decidir a nossa opção e por contrair a demanda global do sistema nacional, ao encarecer por um caminho mais autárquico seguido pela Venezuela, Bolívia, as importações de insumos e bens de capital, tendo como conse- Equador e Argentina, ou um modelo integrado a economia global, quência, o encarecimento do produto final. como o do México, Colômbia, Peru e Chile. Ora, ao prevalecer esse cenário, o Brasil deverá crescer este ano cerca de 2,5%. Ainda, por estar praticando um real muito Clóvis Vieira é economista 22

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iamante Incaper 8112, Jequitibá Incaper 8122 e Centenária Incaper 8132. Essas são as três novas variedades clonais de café Conilon lançadas em junho pelo Governo do Espírito Santo. As versões foram desenvolvidas pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) em parceria com a Embrapa Café e com o apoio do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Cada uma das três novas variedades é formada pelo agrupamento de nove clones superiores compatíveis. Além de possuírem características para a fabricação de bebida com classificação superior, são produtivas, podendo alcançar rendimentos superiores a 120 sacas beneficiadas por hectare em plantios irrigados com alta tecnologia. Também apresentam

Foto: Incaper

As três novas variedades de Conilon colocam a produção capixaba definitivamente no ramo de cafés de qualidade superior

Novas variedades de café Conilon no ES boa estabilidade de produção, uniformidade de maturação, moderada resistência à ferrugem e ainda tolerância à seca. A novidade faz parte das ações coordenadas pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Espírito Santo (Seag) para melhorar indicadores técnicos da cafeicultura capixaba, ampliar a renda e melhorar a qualidade de vida dos produtores rurais, principalmente os de base familiar, e coloca o café Conilon definitivamente no ramo dos cafés de qualidade superior. “Com as novas variedades, o faturamento do produtor rural poderá aumentar 20% em média. Essa alta tecnologia genética confirma o Espírito Santo e o sistema público agrícola capixaba como referência internacional na cafeicultura de Conilon”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

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FATOS

Espírito Santo sedia reunião do Conselho Nacional do Controle Interno

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m um momento em que a sociedade exige cada vez mais transparência pública e ações de combate à corrupção, representantes de órgãos federais, nacionais e municipais de todo o país se encontraram, em Vitória, para palestras e debates sobre essas demandas durante a 7ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci). O evento contou com a participação da presidente do Conaci e secretária de Estado de Controle e Transparência do Espírito Santo, Angela Silvares; do secretário federal de Controle Interno da Controladoria Geral da União (CGU), Valdir Agapito Teixeira; e do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, para tratar sobre a adesão do Estado

Foto: Secont

Membros das três esferas do poder se reuniram para debater controle e transparência na 7ª reunião do Conaci

ao Programa Brasil Transparente e sobre a filiação dos novos membros ao Conaci. Na ocasião, os participantes assistiram à apresentação do Portal de Transparência dos Municípios do Espírito Santo pelo subsecretário de Estado de Controle e Transparência (Secont), Rogélio Pegoretti Amorim. Além disso, o auditor federal de Controle Externo Carlos Roberto Takao Yoshioka falou sobre “Inteligência Aplicada ao Controle”. Também foi apresentado o Programa Brasil Transparente pela diretora de Prevenção e Combate à Corrupção da CGU, Cláudia Taya. A coordenadora de Contas de Governo do ES, Simony Nunes Rátis, falou sobre as ações desenvolvidas pelos Grupos de Trabalho na Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Capacitação na Semana do Microempreendedor Individual Com o intuito de estimular a formalização dos negócios de menor porte, bem como capacitar os gestores destes estabelecimentos de maneira a garantir maior estabilidade no mercado, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Espírito Santo (Sebrae-ES) promoveu a Semana do Microempreendedor Individual (MEI) entre os dias 1º e 6 de julho, em vários municípios capixabas. Na Serra, um posto foi montado do Shopping Mestre Álvaro. As oficinas aconteceram de segunda a sábado, durante os turnos da manhã, tarde e noite. Entre os temas, foram abordados “Sei Controlar Meu Dinheiro”, “Sei Planejar”, “Sei Comprar”, “Sei Empreender”, “Sei Vender” e “Como Inovar nos Serviços de Salão”. “Além das oficinas, intensificamos os serviços de impressão de boletos, formalizações, envio de declarações 24

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(DASN) e orientação técnica sobre a área de atuação do cliente”, explicou a gestora do Programa Microempreendedor Individual do Sebrae-ES, Renata Braga. De acordo com dados da Receita Federal, a média de formalizações no Espírito Santo é de 68 por dia, no primeiro semestre de 2013. O Microempreendedor Individual é uma categoria jurídica destinada aos profissionais que atuam por conta própria, com faturamento bruto de até R$ 60 mil ao ano e não possuem participação em outras empresas como sócio ou titular. Depois de formalizado, o empreendedor paga uma taxa mensal - máximo R$ 39,90 - e passa a contar com diversos benefícios, além de adquirir o direito ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), à emissão de notas fiscais e a concorrer em licitações públicas.

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Exposição itinerante da SOS Mata Atlântica

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que ainda não receberam a iniciativa, expandindo assim o alcance do projeto e sensibilizando a população desses municípios para a importância da Mata Atlântica em seu cotidiano e qualidade de vida. Em cada cidade visitada, a Fundação SOS Mata Atlântica realiza a análise de qualidade da água do local, avaliando 14 parâmetros físico-químicos. O trabalho também tenta sensibilizar a população para seus direitos e deveres ambientais, mostrando que cada um pode e deve fazer a sua parte para que todos tenham uma melhor qualidade de vida e um ambiente mais preservado. Dessa forma, uma das ações da fundação é o monitoramento da Mata Atlântica com imagens via satélite. A exposição ainda passa por Anchieta, entre 26 de julho e 4 de agosto.

anta Teresa foi o primeiro município capixaba a receber o projeto “A Mata Atlântica é Aqui – Exposição Itinerante do Cidadão Atuante”, da Fundação SOS Mata Atlântica. Durante a visita, a organização e as instituições parceiras locais promoveram palestras, oficinas, exibição de vídeos, jogos educativos, debates e exposições. O caminhão da ONG, transformado em um palco para manifestações artísticas de temática socioambiental, trouxe uma cenografia interativa que conta com o Mapa da Mata Atlântica, além de iPads com quiz para testar o conhecimento sobre o bioma e as regiões costeira e marinha. Esta foi a primeira vez que o projeto itinerante passou por Santa Teresa, a quarta cidade visitada na nova fase da mostra. O quinto ciclo da exposição percorrerá 22 cidades brasileiras

Fibria realiza mutirão para difundir educação ambiental em Aracruz A instalação de um viveiro e de lixeiras para coleta seletiva em uma escola municipal de Barra do Riacho, Aracruz, são algumas das ações desenvolvidas pelo Programa de Educação

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Ambiental (PEA) da Fibria com o intuito de despertar a consciência “verde” de estudantes da comunidade. O objetivo é fazer com que o viveiro funcione como um espaço educador, que possibilite o conhecimento sobre o processo de restauração florestal para a região, enquanto que as lixeiras vão incentivar a coleta seletiva, possibilitando, até mesmo, geração de renda para a população local. O viveiro contará com mudas de espécies de diferentes grupos, como manguezal, jardinagem, arbóreas, entre outros grupos que ocorrem na região. A ideia é que o local seja visitado pela comunidade e conte com ações de educação ambiental que expliquem como uma muda é produzida e detalhem todas as etapas até que ela possa ser plantada em solo. A implementação das lixeiras também passa por um processo participativo antes de ser concluída. Professores estão sendo capacitados para saberem como funciona a coleta seletiva, o processo de triagem e a venda dos resíduos.

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Foto: Divulgação

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Pneus reciclados podem virar asfalto Os vereadores de Vitória aprovaram o Projeto de Lei nº 195/2013, que propõe o bazar uso de asfalto enriquecido com borracha proveniente da reciclagem de pneus. A mistura seria usada na conservação de vias e A 2ª edição do Chá Bazar de Inverno nas Montanhas aconteceu logradouros públicos da no dia 20 de julho, no Aroso Paço Hotel, em Pedra Azul e reuniu cidade. Quando descar1200 voluntários em torno de um objetivo comum: angariar tado em aterro sanitário, o fundos para a manutenção de 21 associações que fazem projetos pneu pode provocar sérios sociais em 11 municípios capixabas. No evento, organizado pelo prejuízos ecológicos. Além Instituto Jutta Batista da Silva – IJBS, foram comercializados de ter seu potencial enerartesanatos de 18 grupos de voluntários, além das peças gético desperdiçado, há emissão do gás metano na atmosfera. com a marca IJBS criadas pelo designer Ronaldo Barbosa. Já quando incinerado, o material libera CO2. Ambos são nocivos Também foram realizados apresentações culturais e leilão de obras à saúde e contribuem para o avanço do efeito estufa. de arte dos desenhos criados para o IJBS pelas artistas Regina indústrias Chulam e Rosilene Ludovico.

Solidariedade nas montanhas capixabas

Findes lança Prêmio de Meio Ambiente

vitória

Aprovado projeto de lei que defende preservação dos caranguejos-uçá

Com o objetivo de incentivar e reconhecer iniciativas nas áreas de preservação e sustentabilidade, o Sistema Findes lançou o Prêmio Findes de Meio Ambiente. Indústrias ligadas a sindicatos filiados à Findes e empresas em geral sediadas no Espírito Santo podem participar, inscrevendo projetos que foram desenvolvidos visando à qualidade e preservação do meio ambiente ou com significativo efeito na área sócio-ambiental. As melhores iniciativas serão eleitas por uma comissão julgadora. As inscrições podem ser feitas até o dia 2 de agosto, pelo site www.sistemafindes.org.br.

Foi aprovado, na Câmara de Vitória, o projeto de lei que visa à implantação de placas informativas e educativas nos manguezais e em outros locais do município. Segundo registros do Ibama, a espécie uçá é a mais comercializada na Região Metropolitana, e os moradores da capital têm feito inúmeras reclamações a respeito da captura indiscriminada do crustáceo no manguezal de Maria Ortiz sem observar as datas adequadas para a captura. O projeto tem como objetivo combater a cata predatória dessa espécie, observando a proibição nos períodos de andada e defeso.

DESPOLUIÇÃO Foto: PMV

Dinheiro para tratar esgoto O Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas 2013 (Prodes), da Agência Nacional das Águas, recebe inscrições de projetos aptos a captar financiamento para tratar esgoto em regiões críticas. O objetivo é incentivar a implantação ou ampliação de estações de tratamento para reduzir os níveis de poluição em bacias hidrográficas consideradas críticas. No Espírito Santo, a prioridade é para a bacia do Rio Doce. Também conhecido como “programa de compra de esgoto tratado”, o Prodes remunera pelo esgoto efetivamente tratado – desde que cumpridas as condições previstas em contrato (metas de remoção de carga poluidora). ES Brasil • Julho 2013

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ARTIGO

INOVAÇÃO Evandro Milet

Inovação em modelos de negócios Ideias inovadoras garantem às empresas lucratividade e competitividade

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m inovador serviço criado pela Google como parte do repetida de cartuchos, as máquinas de café expresso e os sachês, seu modelo de negócios permite que um jornal possa os software que fidelizam a manutenção permanente ou os contratar o serviço de publicidade associada instantane- celulares que servem de acesso ao verdadeiro serviço lucrativo amente ao conteúdo da página que está sendo visualizada na tela. de transmissão de voz e dados. Ficou famosa a matéria do jornal New York Post sobre um assassino Com a internet têm surgido modelos de negócio revoluque esquartejava as vítimas e guardava os pedaços em sacos de cionários capazes de transformar totalmente uma indústria. lixo enquanto ao lado aparecia inoportunamente uma propaganda O caso recente mais emblemático ocorreu com a Apple e seu de sacos de lixo, obrigando a Google a alterar seus algoritmos de iTunes, que modificou radicalmente a maneira de comerciabusca. Percalços à parte, sobra uma genial lizar música. Outros exemplos marcantes e inovadora maneira de gerar receita. são o e-Bay para o comércio eletrônico, Tem sido cada vez o Skype para as telecomunicações e o A inovação em modelo de negócios não mais entendido é recente e não tem necessariamente a Netflix para o aluguel de filmes. ver com tecnologia embora, muitas vezes, que a inovação dos Os conceitos de inovação estão usuala disponibilidade de novas tecnologias modelos de negócios tem mente associados aos produtos e processos incentive o surgimento de novos modelos de uma organização, porém tem sido cada de negócio. Quando o Diners Club criou o um enorme potencial de vez mais entendido que a inovação dos cartão de crédito em 1950; a Xerox lançou ampliar a competitividade” modelos de negócios tem um enorme o aluguel de copiadoras e o pagamento por potencial de ampliar a competitividade. cópia em 1959; e a Dell criou a fabricação de computadores por Entende-se modelo de negócios como a lógica de como uma encomenda e a entrega pelo correio estavam inovando em modelos organização cria, entrega e captura valor. O modelo Canvas de negócios de grande sucesso. disseminado no livro “Business Model Generation-Inovação Da mesma forma, a companhia de aviação Southwest, em Modelos de Negócios”, de Alexander Osterwalder, é hoje quando padronizou a frota de aviões para baratear a manu- considerado a ferramenta principal para definir, de modo tenção, extinguiu o serviço de bordo, definiu rotas curtas e participativo, o modelo de negócios de uma organização. colocou o serviço de vendas totalmente na internet criou um Esse modelo preconiza resumir em uma única tela (canvas, novo modelo de baixo custo que foi copiado no mundo inteiro, em inglês) as características principais que definem o modelo inclusive pela brasileira GOL. de negócios em relação a clientes, valor, canais, receitas, Alguns modelos de negócio são clássicos e repetidos em vários recursos, atividades, parcerias e custos. setores, como o aparelho de barbear barato que cria dependência da compra de lâminas, a impressora barata que obriga a compra Evandro Milet é consultor de empresas e palestrante

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Um computador por habitante até 2016

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esquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que o Brasil deve contar com um computador por habitante até 2016. A previsão foi adiantada em um ano, segundo estudo que acaba de ser divulgado. A pesquisa anterior estimava que a média de um computador por habitante seria alcançada apenas em 2017, mas o crescimento da venda de tablets provocou a aceleração do processo. Em 2013, o estudo calcula que o Brasil tenha 118 milhões de computadores em uso, o que equivale a três equipamentos a cada cinco habitantes. Até 2014, a FGV estima que sejam duas máquinas para cada três habitantes. “Estamos antecipando

em um ano o que previmos no ano passado por conta do crescimento maior de unidades vendidas, e o principal motivo são os tablets”, afirmou o coordenador da pesquisa, Fernando Meirelles. O levantamento consultou um universo de mais de 5 mil empresas médias e grandes para analisar a utilização de tecnologia nas companhias. O estudo coloca pela primeira vez os tablets dentro da categoria dos PCs. Dentro do total de máquinas consideradas pelo levantamento, 5 milhões são tablets. A maior parte dos computadores usados no Brasil são laptops, segundo levantamento da consultoria CVA Solutions. Pela primeira vez, os computadores portáteis superaram os desktops na preferência dos consumidores residenciais brasileiros, correspondendo a 55,6% dos equipamentos nos lares do país, contra 42,4% dos desktops e 2% dos tablets.

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GESTÃO

NOVA LEI QUE REGULAMENTA A PLR É SANCIONADA Foi sancionada, no fim de junho, a lei que estabelece isenção total da cobrança de Imposto de Renda sobre valores de até R$ 6 mil recebidos por empregados a título de participação nos lucros e resultados (PLR) das empresas. Antes da nova lei, a tributação deste rendimento seguia a mesma tabela da cobrança sobre salários, que começa com alíquota de 7,5% a partir dos ganhos que superarem os R$ 1.710. Para especialistas, a mudança terá grande impacto nos acordos entre empresas e trabalhadores. Foto: Zeca Ribeiro

VETO PRESIDENCIAL

Multa de 10% sobre FGTS é mantida

A presidente Dilma Rousseff vetou o projeto de lei que previa a extinção da multa rescisória de 10% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) paga pelos empregadores nas demissões sem justa causa. O texto foi aprovado pelo Senado e, no início deste mês, aprovado também pela Câmara, quando foi enviado à sanção da presidente. O veto de Dilma foi publicado no dia 25 de julho no “Diário Oficial da União”. Em nota, o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (PSDB-SP), disse que vai defender “a derrubada do veto pelo Congresso até o final de agosto”. REVISÃO ELÉTRICA

Energia elétrica terá nova revisão tarifária

A Receita Estadual capixaba aguarda a apresentação de documentos de 4,7 mil empresas do Espírito Santo. Essas organizações deixaram de encaminhar ao orgão as Declarações de Operações Tributáveis (DOTs) referentes ao exercício de 2012, que deveriam ter sido apresentadas até o dia 31 de maio de 2013. Elas, agora, correm o risco de ter a inscrição estadual suspensa caso não regularizem as pendências. As DOTs devem ser enviadas à Receita Estadual pela internet. Os contribuintes precisam utilizar um programa específico, disponível para download no site da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). A multa pela não apresentação dos documentos solicitados pode chegar a quase R$ 500,00. A lista completa das empresas com pendências está disponível no site www.sefaz.es.gov.br. ENSINO

LUCRO PRESUMIDO MUDA EM 2014 No último dia 17 de maio, foi publicada a Lei nº 12.814/2013, que aumenta o limite de faturamento das empresas do lucro presumido para R$ 78 milhões, a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2014. Até o fim de 2013, esse teto continua sendo de R$ 48 mlhões, que já está em vigor desde 2003. Assim, poderá optar pelo lucro presumido a pessoa jurídica com receita bruta total, no ano-calendário anterior, igual ou inferior a R$ 78 milhões, ou seja, R$ 6,5 milhões por mês.

PRORROGADO PRAZO PARA ADOÇÃO DE MDF-e O prazo para adoção do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, que seria obrigatório a partir do dia 1º de julho para algumas empresas, foi prorrogado. Conforme ajuste Sinief 10, a partir de 2 de janeiro de 2014, passam a estar obrigadas à emissão do documento as empresas que prestam serviço no modal rodoviário relacionados no Anexo Único ao Ajuste Sinief 09/07 e aqueles que prestam serviço no modal aéreo. A partir de 1º de julho de 2014, a obrigatoriedade vale para os contribuintes que prestam serviço no modal rodoviário, não optantes pelo regime do Simples Nacional e para os que prestam serviço no modal aquaviário. Já os que prestam serviço no modal rodoviário optantes pelo regime do Simples Nacional estarão obrigados a partir de 1º de outubro de 2014.

Senac oferece qualificação à distância

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Foto: Beto Oliveira

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) está oferecendo, em todo o país, oito opções de cursos técnicos de nível médio. As aulas começam em agosto, e os interessados podem fazer sua matrícula até o dia 9 do mesmo mês. No total, 121 unidades do Senac no Brasil serão polos dos cursos técnicos à distância. Informações e inscrições podem ser realizadas pelo site www.ead.senac.br. esbrasil

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ENTREVISTA por Camila Ferreira e Vitor Taveira

Guilherme Lacerda “O Espírito Santo vai se sair muito melhor do que as pessoas podem imaginar”

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omeado diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em fevereiro de 2012, o mineiro Guilherme Lacerda, que se tornou capixaba por opção, hoje comanda a área de Infraestrutura Social, Meio Ambiente, Agropecuária e Inclusão Social da instituição financeira. 32

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Com a experiência adquirida nos oito anos em que ocupou a presidência da Funcef, o executivo afirma estar desenvolvendo um trabalho muito gratificante na nova jornada. Nesta entrevista, o economista fala sobre seu trabalho, a situação econômica do Espírito Santo, novos investimentos e sua visão sobre o futuro do Estado.

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Feliz o país como o Brasil, que tem um banco com a dinâmica, a capacidade e a história do BNDES. Hoje esse banco é um exemplo para muitos países”

Como o senhor avalia a participação do BNDES na economia nacional?

Feliz o país como o Brasil, que tem um banco com a dinâmica, a capacidade e a história do BNDES. Hoje esse banco é um exemplo para muitos países por ser uma instituição de desenvolvimento, não só pelo seu tamanho, mas pela sua capacidade de pensar em inovações financeiras, e que tem um papel singular na economia nacional. Hoje mais de 40% dos financiamentos do BNDES são para micro e pequenas empresas, e nós estamos presentes nos grandes projetos estruturantes. O BNDES financia projetos de infraestrutura, inclusive no que tange à política industrial e de serviços, além de agropecuária e todos os projetos que são orientados pelo Governo para financiar o setor público. O banco tem 61 anos e esteve presente em todos os ciclos da economia brasileira, desde a segunda metade do século XX. Antes de chegar ao BNDES, o senhor foi presidente da Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal) por oito anos. Como foi essa experiência?

Quando eu cheguei lá, este era um fundo de pensão que tinha muitos problemas, muitos desafios a serem vencidos. Na época, a fundação tinha em torno de R$ 10 bilhões, com 67 mil participantes. Na minha saída a Funcef contava com quase 115 mil associados e R$ 44 bilhões de patrimônio. Em minha presidência, nos preocupamos, principalmente, em fazer investimentos seguros que deram uma rentabilidade muito superior às necessidades atuariais, permitindo, inclusive, melhorar a aposentadoria dos participantes do fundo.

que um país como o nosso necessita. Então, nós temos a preocupação de desenvolver uma política econômica com um eixo social bem amarrado e integrado com o eixo econômico. Como é a relação do Espírito Santo com o BNDES?

A transferência de recursos para o Espírito Santo cresceu de forma espetacular. Em 2009, o repasse foi de menos de R$ 2 bilhões. Já em 2012, ultrapassamos o montante de R$ 3 bilhões. Em quatro anos, o Espírito Santo recebeu mais de R$ 10,5 bilhões de recursos por meio do BNDES. Este é o mercado mais aberto do Brasil, que sofre a maior influência externa, o que pode trazer benefícios e impactos. Quando a conjuntura internacional vai bem, a economia do Espírito Santo cresce à frente da economia nacional, mas quando tem uma queda, a economia do Estado pode cair, às vezes mais que a economia nacional. Por isso é fundamental o governo estadual voltar-se para a integração com o restante do país. Esta é a hora de o Estado se fortalecer e valorizar um adensamento das suas cadeias produtivas, com uma geração de valor agregado em determinados segmentos, e não ficar preso a um número menor de setores.

Como tem sido sua atuação à frente do BNDES?

Para mim a experiência tem sido muito gratificante. Aqui posso trabalhar com uma equipe técnica de altíssimo nível, muito competente, e estou numa área muito forte, que lida diretamente com o Governo e que trabalha com infraestrutura social. Todo investimento voltado para mobilidade urbana, saneamento, projetos vinculados à estrutura de governo e também de área social passa por mim, além de projetos de microcrédito, inclusão sócio-produtiva, inclusão social e questões ligadas ao meio ambiente. A atuação da sua diretoria é basicamente social. Isso também é uma motivação para o seu trabalho?

O ‘S’ do BNDES é pra valer. Todo desenvolvimento econômico só faz sentido se tiver impacto na transformação social. Além disso, a ação social stricto sensu tem uma importância muito grande, porque o crescimento das empresas não é o suficiente para trazer os benefícios sociais ES Brasil • Julho 2013

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É fundamental a duplicação da BR-101 e a modernização da ferrovia que vai ligar o Estado ao Rio, porque a dimensão espacial muda de patamar quando você tem uma boa integração”

ENTREVISTA

O Espírito Santo tem uma localização estratégica, inserido no Sudeste, um mercado forte e tradicional, e perto do Nordeste, um mercado emergente. O senhor vê isso com uma vantagem?

O Espírito Santo está próximo, mas não tão próximo, porque não está dentro do Nordeste. Já no Sudeste, o Estado não está inserido nos principais eixos, que são Rio, São Paulo e Belo Horizonte. Então é importante enxergar essa localização com certa relatividade. Por isso, é fundamental a duplicação da BR-101 e a modernização da ferrovia que vai ligar o Estado ao Rio, porque a dimensão espacial muda de patamar quando você tem uma boa integração. Além do mais, a nova Lei dos Portos vai ser muito importante para o Estado. Hoje o Espírito Santo tem a maior movimentação de cargas, mas o Estado precisa fortalecer a participação em cargas gerais, com a colocação de linhas para os navios e a integração com os outros portos nacionais. Nós temos hoje o segundo maior polo de óleo e gás no Brasil. Isso, unido à implantação de uma indústria naval, que tem uma capacidade de encadeamento muito grande, com uma série de

insumos que poderão ser produzidos no Espírito Santo. Então acho que o Governo agora, junto com os seus braços executivos e empresas estatais, precisa chamar os empresários e mostrar melhor o Espírito Santo para alguns projetos que estão sendo estudados no Brasil. Mas o senhor acha que faltam projetos para aplicar os recursos no Estado?

O que melhora o desenvolvimento de uma região é uma ambiência favorável, o que se faz com qualidade de mão de obra, e é preciso que o Espírito Santo encare isso com seriedade. É preciso ter boas universidades que façam pesquisas, e uma aproximação maior desses centros universitários com as empresas. É preciso ter treinamento, capacidade profissional, ir além dos discursos. Tem que ter investimento em mão de obra do setor de serviço, que ainda tem um nível muito deficiente, ter a preocupação de melhorar o conteúdo tecnológico, pensa numa economia inclusive no âmbito da cultura, do lazer, do turismo. Esses setores que têm maior valor adicionado precisam ter mais vez no Espírito Santo, a exemplo do que acontece em outros lugares. Será que não falta um pouco de autovalorização, do próprio capixaba?

O Espírito Santo tem problemas, não é um paraíso. Mas este é um pedaço do Brasil que tem muitos fatores favoráveis para fazer com que os 3,5 milhões de brasileiros que aí existem vivam em melhores condições. Há um desenvolvimento econômico favorável, por exemplo empresas que estão indo para o norte do Estado, beneficiando-se dessa inserção da parte norte do Rio Doce na Sudene. O que falta é o governo do Estado estimular mais o crescimento das regiões deprimidas do extremo sul e sudoeste, que são as mais pobres do Estado. Qual a importância do crédito para o desenvolvimento do agronegócio?

Não só para o agronegócio, mas para todas as atividades econômicas, o crédito tem um papel central, evidentemente estando dentro de condições compatíveis com a capacidade de retorno de cada negócio. Para o desenvolvimento do agronegócio, você precisa realmente ter crédito, porque isso organiza a produção em uma dimensão que permita alavancar os negócios, senão esta produção acaba ficando dependente apenas da sua geração de caixa. Crédito é confiança, e ter um banco público que, só no ano passado, teve R$ 156 bilhões em liberação de recursos, e que este ano deve chegar a R$ 170 bilhões, faz a diferença. Esses recursos são fundamentais para permitir que

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a economia realmente avance e possibilite o crescimento do PIB, necessário para atender às expectativas e à necessidade da sociedade brasileira. Então a agricultura familiar também tem uma busca por melhorar essa produtividade?

A agricultura familiar tem uma importância enorme para o Brasil. A atividade hoje está em outro patamar, ela é responsável pela grande maioria da geração de alimentos, e nós temos feito alguns programas em parceria com outras entidades do Governo Federal, como o Conape (Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca), o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). O BNDES hoje responde por cerca de 18% do Pronaf na agricultura familiar, em parceria com essas entidades, inclusive articulado com o PAA, o programa de aquisição de alimentos para a merenda escolar e para atender às necessidades de cada município. Esses financiamentos, assim como os oferecidos ao agronegócio, trabalham exatamente na perspectiva de dar o combustível para que o carro funcione. É possível comparar os investimentos feitos na agricultura familiar com aqueles direcionados para o agronegócio?

São duas dimensões distintas, com características diferentes. Para ser ter uma ideia, para financiar a agricultura familiar, são destinados R$ 39 bilhões. Já para o plano agrícola, um programa lançado recentemente, propõe R$ 136 bilhões de financiamento. Então não existe falta de crédito, pelo contrário, no Brasil nunca teve tanto crédito disponível. Agora, a presidente Dilma Rousseff lançou a Agência Nacional de Extensão Rural (Anater), além de outros programas. Tudo isso para atender ao aumento da demanda por alimentos no Brasil. Pense que nós tivemos 36 milhões de pessoas que passaram para a classe média no Brasil. Isso impõe a necessidade de ter uma produção muito grande. O governador Renato Casagrande afirmou, em entrevista recente para a ES Brasil, que o Espírito Santo será, em pouco tempo, o estado mais eficiente e competitivo do Brasil. O senhor acha que isso é possível? Em quanto tempo?

Eu não sei em quanto tempo, mas acho que o Espírito Santo tem tudo para ser, se não o maior, um dos mais. Ele já e um Estado atraente hoje, e acho que tem uma série de fatores que mostram isso. Agora temos que fazer nosso dever de casa.

A economia brasileira tem que continuar crescendo, com qualidade e criando uma ambiência favorável. Não é atraindo qualquer empresa, e nem a qualquer custo. É importante abrir alguns debates sobre as alternativas, como os novos projetos que estão para vir para o Estado. Mas não basta também ter grandes empresas se você não pensar na questão urbano-social em sentido mais amplo. Não basta só trazer investimento, tem que pensar em qualidade de vida. Hoje o Estado sofre uma queda na arrecadação. Qual impacto o senhor vê na economia capixaba e, principalmente, nos investimentos públicos?

O Governo Federal destinou uma parcela muito grande de financiamento para o Espírito Santo exatamente para ele organizar essa transição para um novo modelo. O governo estadual tem ciência disso e está aplicando, com maestria, os recursos. O impacto do Fundap é muito grande para os municípios, especialmente aqueles que dependiam das transferências, mas aquele modelo, que foi muito importante ao longo de vários anos, não tinha mais condições de se sustentar. O mundo é outro, o contexto não permitia que fosse dada essa condição de incentivo fiscal para importações no Brasil. Eu acho que o Espírito Santo está se adaptando, ou vai se adaptar, a essa nova realidade pós-Fundap, não vai ser o fim do mundo. Existe vida além do Fundap. Eu tenho certeza que o Espírito Santo já está fazendo uma limonada desse limão, inclusive valorizando toda a competência do empresariado do Estado. Mas por que não houve uma transição prévia?

Essa é uma questão que foi negociada no Senado, e a situação da economia brasileira impunha a necessidade de rever isso. Mas o Governo Federal se preocupou em apoiar e dar condições ao Estado, oferecendo financiamentos de longo prazo, de forma que não estrangulasse o Estado. Acredito que com esses recursos e com sua própria capacidade, o Espírito Santo vai se sair muito melhor do que as pessoas podem imaginar.

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FATOS

Tribunal de Contas notifica DER para auditoria em contrato da Rodosol

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Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) decidiu, em sessão plenária realizada no último dia 18 de julho, notificar o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem do Espírito Santo (DER-ES) para buscar subsídios para a auditoria no contrato de concessão da Rodosol. De acordo com o TCES, a deliberação foi necessária porque o DER-ES foi responsável pela gestão do contrato de concessão até 16 de novembro de 2009, quando a responsabilidade passou para a Agência Reguladora de Saneamento Básico e Infraestrutura Viária do Espírito Santo (Arsi). A notificação foi encaminhada no dia 22, com prazo de envio dos documentos estipulado em 10 dias. O TCES solicitou cópia dos estudos técnicos, processo licitatório e projetos de fluxo de veículos na Terceira Ponte de três anos antes e depois da concessão. Também foram requeridos fotos ou imagens de antes e depois do fechamento do contrato ou obra, reportagens jornalísticas da época, caso haja, documentos sobre a ocorrência de acidentes de trânsito nos dois períodos (antes e depois da concessão), estimativa de fluxo de veículos na Rodovia do Sol e outros papéis que forem pertinentes ao contrato. Para a realização dos trabalhos, outras notificações foram emitidas na última semana pela Corte. Arsi, Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont) terão que encaminhar documentos necessários para

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o início da auditoria, que tem prazo de 90 dias para ser realizada. Foram convidados a enviar quesitos: a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e os conselhos de Engenharia, Economia e Contabilidade, bem como a população, por meio da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual. No último dia 18 de julho, os 25 quesitos encaminhados pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo foram acolhidos pelo TC-ES. Entre eles, contidos no que é conhecido por “CPI da Rodosol”, estão o suposto valor abusivo da tarifa, inexistência de estudos técnicos de viabilidade econômica para fundamentação de concessão, bem como ausência de estudos de impacto ambiental e vulnerabilidade do sistema de informática para o controle de fluxo de veículos. O Ministério Público Estadual (MPES) também formulou uma lista de 42 quesitos que vão compor os questionamentos da auditoria. Entre os pontos levantados pelo MPES estão a forma de cálculo do valor do pedágio, o número de veículos que utilizam a ponte diariamente, e a razão entre a arrecadação e os investimentos realizados na ponte. A realização da auditoria foi aprovada pelo TCES em 9 de julho e foi pedida pelo governador do Estado, Renato Casagrande, Ministério Público Estadual e Arsi. A solicitação da análise foi motivada pelos protestos que tomaram as ruas de Vitória desde o início de junho, questionando a legalidade do contrato de concessão e o valor pago pelo pedágio da Terceira Ponte.

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ESPECIAL

Fotos: Adriano Horta

Onde isto vai parar? Manifestações capixabas tomam novos rumos, e confrontos se tornam frequentes

O dia 19 de julho foi marcado pela ação de manifestantes no Centro de Vitória. Palácio Anchieta, sede oficial do Governo do Estado e patrimônio histórico dos capixabas, foi o principal alvo do quebra-quebra

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m cenário de guerra se formou no Centro de Vitória no dia 19 de julho. Manifestantes promoveram um quebra-quebra no Palácio Anchieta, sede oficial do Governo do Estado. Janelas foram destruídas, cortinas arrancadas e incendiadas, monumentos foram depredados e o patrimônio histórico do Estado ficou no prejuízo. A cena terminou em confronto com a Tropa de Choque da Polícia Militar. Depois de tiros de bala de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e detenções, manifestantes seguiram para o Palácio da Fonte Grande, iniciando nova onda de destruição, que deixou como rastro o prejuízo também para instituições privadas. Agências bancárias tiveram suas vidraças destruídas, o comércio fechou as portas, a população temeu sair às ruas. A recente história das manifestações populares no Espírito Santo teve início em junho. No dia 29 daquele mês, um grupo apresentou ao Governo do Estado uma pauta com 43 itens, que foram discutidos a portas fechadas. Quem conduziu a reunião foi o secretário de Ações Estratégicas, Álvaro Duboc. “Quinze eram itens que estavam fora do alcance do Governo Estadual, por serem de outras esferas da administração pública, outros não temos condições de atender, e alguns já

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Foto: Renato Cabrini

Para o cientista político André Pereira, atos de força refletem a adesão de novos grupos ao movimento, entre eles anarquistas, para quem a destruição de símbolos do capitalismo é um ato legítimo

sendo resolvidos pelo Governo. Os que restaram foram debatidos um a um. No fim, ficaram cinco itens, para os quais marcamos uma nova reunião, mas os manifestantes não compareceram”, afirmou. De lá para cá, cinco passeatas, chamadas pelos manifestantes de “Grandes Atos”, levaram capixabas às ruas para fazerem todo tipo de reinvidicações. O que mudou foi o desfecho de cada levante. A evolução dos manifestos indica uma intensificação dos atos violentos ou, pelo menos, na percepção desses atos. Na opinião do cientista político André Pereira, o contingente de ativistas é ponto fundamental para a visibilidade dessa violência. “É errôneo garantir que na passeata dos 100 mil não houve violência. Ela pode ter acontecido, sim, mas o volume de participantes chamou muito mais atenção do que as possíveis ações violentas. A partir do momento em que as passeatas passaram a levar menos gente para as ruas, o desfecho de embate ficou mais em evidência”, explicou. O Primeiro Grande Ato, no dia 20 de junho, reuniu 100 mil pessoas, na maior mobilização popular da história do Espírito Santo. No Quinto Grande Ato, não mais que 300 pessoas percorreram o trajeto da Assembleia Legislativa do Espírito Santo até o Palácio Anchieta, passando pela Praça do Pedágio. Mas a redução da quantidade de manifestantes nas ruas não significa fraqueza do movimento, segundo Pereira. “Depois das primeiras passeatas, algumas respostas começaram a surgir, por parte do poder público. Grande parte da população que se sentia inconformada e se uniu ao movimento acreditou que os questionamentos finalmente seriam atendidos, e preferiu aguardar”, explicou o cientista. No episódio que acabou com a destruição de patrimônio público e privado, os manifestantes sequer tentaram dialogar. É o que afirma Duboc. “Não houve qualquer solicitação de agenda com o governador (Renato Casagrande). Inclusive, ele estava dentro do Palácio na hora da manifestação e poderia se dispor a receber o grupo”, disse. O desinteresse pelo diálogo pode refletir uma mudança na formação do grupo. Segundo Pereira, iniciadas pelo Movimento Passe Livre, que tem raízes espalhadas por todo o Brasil, as mobilizações atraíram, além da população leiga, um público com princípios políticos mais fundamentados. “É normal, nesse tipo de manifestação, que acabem acontecendo atos de força. Grupos de anarquistas, por exemplo, defendem que atos de violência são legítimos se forem direcionados a símbolos

do capitalismo. Atos violentos não são novidade em movimentos como este”, explicou, acrescentando que os movimentos populares também passaram a ser atraentes para outros públicos, menos comprometidos com a causa social. “Quando o criminoso viu que, lá em São Paulo, a manifestação foi uma oportunidade para saquear e promover destruição de propriedade privada, ele pensou ‘por que não aqui?’ Assim, crimes começaram a acontecer”, concluiu. Sobre o assunto, Duboc foi claro: “Tudo isso constitui delito, e o Governo do Estado está trabalhando para responsabilizar os autores. Nós não podemos admitir que as pessoas cometam um crime sob a justificativa de participação de uma manifestação popular. A manifestação popular não legitima o ato criminoso”.

ALES E GREVE Entretanto, um grupo mais politizado e encabeçado pelo Movimento “Não é Por 20 Centavos” manteve as reinvidicações. Este grupo, segundo Pereira, é que “não deixa a peteca cair”. Eles continuam levando os protestos adiante, mantendo, por exemplo, a exigência da votação do projeto de lei que previa a extinção do pedágio da Terceira Ponte pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). Durante 12 dias (entre 2 e 13 de julho), cerca de 80 pessoas ocuparam o prédio da Ales depois que o deputado Gildevan Fernandes (PV) pediu vistas do decreto proposto pelo deputado Euclério Sampaio (PDT), que defendia a extinção do pedágio. Um grupo que acompanhava a sessão se revoltou com o pedido e iniciou um quebra-quebra, que acabou com a ocupação da sala da presidência. De lá, o grupo se instalou no salão nobre e, depois, no restaurante da Casa. Manifestantes pretendiam sair apenas quando o texto voltasse à pauta, mas parlamentares se negaram a voltar ao trabalho enquanto as dependências da Ales estivesse ocupada, alegando insegurança. Seguiram-se dias tensos. Em dado momento, os ativistas afirmaram estar impedidos de sair da Casa, sem comida e outros recursos, enquanto a administração informava que a permanência era uma opção deles. Saldo da ocupação: R$ 104 mil de prejuízo, ES Brasil • Julho 2013

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Fotos: Adriano Horta

Cenário de guerra: o grupo com cerca de 300 pessoas destruiu prédios públicos, obras de arte e patrimônio privado

segundo relatório divulgado pela Assembleia, e projeto arquivado, por 16 votos a 11, durante uma sessão realizada ao som de bombas e protestos. Enquanto dentro da casa a tensão contida dava a aparência de normalidade à sessão do dia 15 de julho, do lado de fora manifestantes mais uma vez entravam em confronto direto com a polícia. Outro grupo ainda embarcou nos protestos capixabas. Sindicatos do Espírito Santo, acompanhando uma mobilização nacional, realizaram uma greve geral no dia 11 de julho. Mais uma vez, uma pauta de reinvidicações foi apresentada ao Governo, dessa vez com cerca de 100 itens. Duboc, que também conduz essas negociações, explicou que a nova solicitação apresenta praticamente todos os itens já discutidos na reunião de junho, além de questões relacionadas ao movimento sindical. “Hoje trabalhamos para discutir essa pauta. Ainda não temos data prevista para a reunião, já que é um documento extenso e exige uma preparação prévia, mas em breve vamos receber os sindicalistas”, afirmou. 40

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PREJUÍZOS Os problemas enfrentados pelos setores de comércio e serviços são um efeito colateral das manifestações. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES) calcula um prejuízo da ordem de R$ 10 milhões, com queda de vendas em cerca de 20 %. Depois do último ato, microempresários se reuniram com o governador Renato Casagrande. No encontro, promovido no dia 25 de julho, comerciantes apresentaram os prejuízos gerados pelos atos de vandalismo. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) lançou a campanha “Manifestação Sim, Vandalismo Não!”. A entidade está distribuindo camisetas que estampam o slogan “Sem ordem não há progresso. E nem país”. A campanha conta ainda com a instalação outdoors em algumas das principais avenidas da capital capixaba. “Os atos de vandalismo acabam comprometendo a verdadeira finalidade dos protestos e colocando em xeque a segurança dos cidadãos, sejam eles manifestantes, trabalhadores ou famílias. A destruição do patrimônio público e privado que temos visto nas últimas manifestações é inaceitável”, disse o presidente da CDL Vitória, Carlo Fornazier. FIM? A única certeza que se tem é que o levante popular foi motivado por uma série de insatisfações acumuladas e que, desde as primeiras passeatas, a população já notou que alguns passos foram dados no sentido de atender às reinvidicações. A auditoria que vem sendo realizada no contrato de concessão da Terceira Ponte, assim como a redução do valor do pedágio, são frutos diretos das últimas manifestações. Duboc aponta ainda outras mudanças. A reabertura do aquaviário e a ampliação do passe livre para estudantes de todo o território capixaba são alguns dos exemplos. Entretanto, é difícil prever os próximos desdobramentos. Para Pereira, é certo que as manifestações continuem, mas não se sabe como nem por quanto tempo. O secretário Duboc espera que, havendo novas mobilizações, o cenário de destruição não se repita: “Esperamos que, depois do último evento, eles tenham refletido sobre uma melhor maneira de conduzir os protestos. Entretanto, se houver insistência nos atos violentos, o Estado vai agir com rigor”. Mesmo que o futuro próximo seja uma paisagem enevoada, uma lição já é possível tirar: o povo tem força quando unido, mas a violência esvazia a legitimidade dos manifestos.

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GESTÃO Fabiana Tostes

“Metas, lucros e... felicidade!” Falar sobre felicidade no ambiente corporativo? Sim! Afinal, funcionário feliz produz mais e melhor. Investir em felicidade no mundo dos negócios é, além de outras coisas, economicamente relevante para as empresas

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ma pesquisa realizada pela consultoria de recursos humanos Right Management com trabalhadores brasileiros, em 2011, revelou algo que tem sido negligenciado por muitas corporações: o índice de descontentamento do funcionário com o seu trabalho. Entre os 5.685 entrevistados, 48% responderam “não” à pergunta: “Você é feliz no seu trabalho atual ou na sua última ocupação?”. Desses, 51% são mulheres, e 53% dos que responderam são graduados. Um outro levantamento, da Towers Watson em 16 países e divulgado em julho do ano passado, concluiu que no Brasil a perda anual pelo baixo engajamento dos funcionários chega a US$ 42 bilhões. Cerca de 30% dos empregados, segundo a pesquisa, encaixam-se no chamado “presenteísmo” – quando o colaborador está presente fisicamente na empresa, mas com a cabeça, 42

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ou a “alma”, bem longe. E o desengajamento é responsável pela perda de, pelo menos, 14 dias de trabalho por ano. Mesmo timidamente, as pesquisas retratam, em números, o que é comum perceber no dia a dia: empregados desmotivados, infelizes e produzindo muito pouco, aquém da capacidade e potencial. Mostra disso são as campanhas nas redes sociais, nas quais a chegada da sexta-feira (ou seja, do final de semana e da provável folga do trabalho) é comemorada; já a da segunda-feira, é detestada. E não são necessários cálculos complexos para prever que a insatisfação do empregado vai doer no bolso do empregador no final do mês. Nem tanto por uma conscientização, mais, porém,

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Sobre a mesa do trabalho, um pouquinho de casa. É entre as fotos da família que Sidemberg Rodrigues, gerente da ArcelorMittal, encontra o equilíbrio – e a felicidade – no ambiente corporativo

por motivo de sobrevivência, discutir felicidade no trabalho torna-se, assim, uma pauta obrigatória no mundo empresarial. Foi dessa necessidade que surgiu o livro “Felicidade S.A. – Por que a satisfação com o trabalho é a utopia possível para o século 21”, do jornalista Alexandre Teixeira. Ele somou sua experiência em liderança e gestão de pessoas a um curso que fez em São Paulo, em que pôde refletir sobre o que gosta de fazer e de que forma poderia usar suas habilidades profissionais a serviço de uma causa, em prol da sociedade. O autor defende, no livro, que “novas descobertas na neurociência, na psicologia e na economia tornam absolutamente claro o elo entre uma força de trabalho feliz e contente e resultados melhores para a atividade empresarial”.

TUDO POR DINHEIRO? É antiga a discussão sobre o peso do dinheiro na felicidade do homem. Há um dito popular que afirma que “se dinheiro não traz felicidade, ao menos, ajuda a comprá-la”. É instantâneo o contentamento de alguém que recebe uma promoção, aumento em seu salário ou ainda um ganho inesperado de determinada quantia. No entanto, psicólogos e economistas já encontraram evidências de que a correlação entre dinheiro e felicidade é fraca. E a corrida para comprar felicidade, pela via do consumo, está na origem da epidemia de infelicidade dos últimos anos,

segundo Teixeira descreve em seu livro. Para ele, o primeiro paradigma a ser quebrado quando se quer investir, realmente, em um ambiente satisfatório de trabalho é o da “monocultura financeira”. “É a visão de mundo segundo a qual todos nós estamos dispostos a trabalhar cada vez mais, para ganhar cada vez mais dinheiro e consumir cada vez mais. Entre muitos outros efeitos colaterais, esse paradigma leva as empresas a conceberem sistemas de ‘atração e retenção’ de profissionais quase inteiramente baseados em recompensas financeiras. É essa visão de mundo que transforma trabalhadores em máquinas de bater metas e ganhar bônus.Quem decide investir em satisfação precisa começar com um esforço de autoconhecimento. Isso vale para pessoas físicas (empregados) e pessoas jurídicas (empregadores). Quem faz isso normalmente chega à conclusão de que tem um pacote de motivações para trabalhar, do qual o dinheiro é apenas um componente”, disse Teixeira. Para o jornalista, autonomia, curiosidade intelectual, idealismo, criatividade, equilíbrio entre vida profissional e vida pessoal são ingredientes que se deve colocar na receita pessoal de felicidade no trabalho, além do dinheiro. Supridas as necessidades ES Brasil • Julho 2013

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básicas, a recompensa financeira não servirá mais de motivadora para a satisfação – não são raros os casos em que funcionários abrem mão de um bom salário e vão trabalhar em empresas onde receberão bem menos –, o que faz com que o mundo empresarial busque novas alternativas para manter o colaborador engajado à instituição. Na opinião do conferencista Usiel Carneiro, há mais coisas a serem buscadas além do pagamento no final do mês. “Pessoas buscam significado, querem encontrar o seu lugar na vida, realizar algo que lhes pareça singular, que expresse mais de si mesmas. Nossa natureza é muito rica em possibilidades e achar que dinheiro resolve a questão é simplificar demais algo tão belo como o ser humano”, afirmou.

AFINAL, O QUE BUSCAMOS? No final de 2011, a jornalista Carolina Tardin, 35 anos, tomou uma importante decisão em sua vida profissional. Depois de 12 anos em uma mesma empresa, resolveu pedir demissão e ir trabalhar em uma instituição menor, para ganhar menos, mas em troca de “qualidade de vida”. “Trabalhava até muito tarde, inclusive finais de semana e feriados, e o prejuízo pessoal era grande. A família e os amigos sempre ficavam em segundo plano. Além disso, sentia necessidade de viver novas experiências profissionais. Estava infeliz”, disse Caroline. A morte do seu pai, naquele mesmo ano, foi o estopim para que ela tivesse coragem para mudar de vida. “Foi naquele momento que realmente entendi o quanto o tempo é algo precioso. Senti isso na alma, pois fiquei com a amarga sensação de ter curtido muito pouco o meu pai. Queria poder ficar mais com minha família, com meu marido, com meus amigos, queria cuidar de mim, mudar de vida. Então, decidi pedir demissão.” Na contramão de algumas empresas e de muitos funcionários, Caroline não se arrepende. “Hoje, tenho um salário menor,

“Quem decide investir em satisfação precisa começar com um esforço de autoconhecimento. Isso vale para pessoas físicas e jurídicas” Alexandre Teixeira, jornalista mas alcancei o que buscava: ter mais tempo para me dedicar às pessoas que amo. Também voltei a fazer exercícios, a estudar inglês e a cuidar mais da minha vida espiritual. Estou feliz com as mudanças na minha vida”. Jornadas de trabalho intermináveis, nada de reconhecimento, falta de diálogo, desconhecimento ou falta de identificação com os valores e metas da empresa, desconfiança com relação ao futuro do emprego, desequilíbrio entre capacitação e desafio e problemas com a liderança são os principais fatores da desmotivação no mundo empresarial, segundo o gerente de Comunicação, Responsabilidade Social e Relações Institucionais da ArcelorMittal, Sidemberg Rodrigues. Ele, que também é escritor – autor do livro “Espiritual e Sustentável” – e palestrante, destaca, entre os motivos, dois principais: a relação entre capacidade x desafio, e a chefia. “Se não há equilíbrio entre capacitação e desafio isso vai gerar desmotivação. Ter potencial e ser desafiado pouco é ruim. Mas também é ruim ser desafiado além da sua capacidade. Outra questão é a chefia, chego a dizer que a liderança é um fator decisivo para a felicidade no trabalho”, afirmou Sidemberg. Para ele, o gestor precisa ser inspirador e enxergar o “ecomapa” do funcionário. “O gestor precisa ter uma visão holística sobre o funcionário, saber que o que ele passa do lado de fora da empresa vai interferir no lado de dentro. Precisa identificar quando o funcionário está em um posto equivocado, por não se identificar,

“Qualidade de vida é vida equilibrada, em que encontro espaço, tempo, para atender às múltiplas necessidades existenciais” Usiel Carneiro, administrador de empresas e teólogo

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DICA DE LEITURA

e recolocá-lo. O chefe precisa ser inspirador e não transformar a gestão em um lugar horrível para os funcionários.” Através de um estilo de gestão “espiritual” – não tem ligação com a religião, mas com o fato de olhar para o todo do indivíduo, para situações que ultrapassam os muros da empresa – estatísticas foram mudadas, como a redução no rodízio de funcionários, no número de absenteísmo (faltas ao serviço) e na criação de um ambiente de trabalho favorável. “A visão espiritual diz que é preciso estar bem com você mesmo, bem com o outro e bem com o meio. Não posso esperar que um pai que esteja com um filho nas drogas chegue para trabalhar bem. Ele vai trazer esse problema para o trabalho, e a empresa precisa estar preparada para lidar com isso, pois a empresa é uma célula envolvida no tecido social”, afirmou Sidemberg. “Além disso, uma empresa com boa reputação atrai funcionários. Em nosso último processo seletivo para trainee, foram 20 mil candidatos para 100 vagas”, ressaltou o gerente. De acordo com pesquisadores e especialistas, nas 100 melhores empresas para trabalhar, as palavras que os funcionários mais relacionam a suas companhias são “pessoas”, “família” e “tempo”. “Pagamento” ocupa apenas a 81ª posição.

O CAMINHO PARA A FELICIDADE Ainda que muitos percebam que algo não vai bem em seu escritório, a tendência da maioria é se acomodar e levar com a barriga até que a situação chegue a um ponto em que se torna insustentável tanto para empregador como para empregado. “A maioria acaba acomodando-se demais e prefere administrar sua própria insatisfação, o que é péssimo para a empresa. Mas, certamente, os melhores talentos da empresa podem ser aqueles que saem”, disse Usiel. No entanto, há outras saídas que não seja a debandada geral. “Para minimizar o risco, acredito que a organização deve construir um ambiente mais flexível e participativo de seus cooperadores na determinação de suas atividades e postos de trabalho. Devem também ajudar no amadurecimento de talentos por meio de investimentos em capacitação e participação em projetos multidisciplinares. Não é simples, dependendo da natureza do negócio. Mas sempre é possível. Uma empresa bem gerida quanto a seus colaboradores encontrará caminhos e minimizará perdas”, afirmou. Ele citou algumas alternativas: “As empresas devem investir, não somente em capacitação técnica, mas em capacitação para a vida, em gestão pessoal, relacionamentos interpessoais, espiritualidade, ética. Os funcionários devem se despertar para o valor de uma relação

“O chefe precisa ser inspirador e não transformar a gestão em um lugar horrível para os funcionários” Sidemberg Rodrigues, gerente de Comunicação, Responsabilidade Social e Relações Institucionais da ArcelorMittal

FELICIDADE S.A. Alexandre Teixeira Arquipélago Editorial

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ESPIRITUAL E SUSTENTÁVEL Sidemberg Rodrigues Independente

saudável com seu empregador. Há funcionários mal-intencionados e exploradores, que roubam de seus empregadores em termos de trabalho e compromisso. Uma utopia a ser valorizada e perseguida seria uma organização cujo estilo de gestão permita espaço para valores humanos e familiares, em que a participação de todos seja valorizada e as decisões ocorram de forma transparente”, sugeriu. Já Sidemberg explicou que há várias formas de se passar uma nova visão para a empresa: “Podemos fazer isso com o jornal da empresa, com campanhas de compaixão e voluntariado, palestras internas, consultorias. É claro que não é uniforme, com todo mundo ao mesmo tempo. E nem é homogêneo, com todo mundo no mesmo nível. Cada pessoa tem o seu tempo para assimilar”. E além de atitudes práticas, é preciso também tomar algumas precauções. “É preciso estabelecer limites, algo difícil, mas fundamental. É preciso aprender a ser livre e gerir a própria vida de maneira a não comprometer essa liberdade. Por exemplo: há pessoas que alcançam crescimento de renda e elevam ao mesmo nível seus gastos pessoais. Com isso, tornam-se dependentes dessa geração de renda e se sentirão pressionadas a fazer o que for preciso para manter o ganho, sob pena de mão pagar as contas. Isso é uma grande tolice na carreira profissional. Devemos gerenciar nossa vida de modo a podermos dizer os ‘nãos’ necessários às demandas profissionais que invadem nossa vida pessoal. Qualidade de vida é vida equilibrada, em que encontro espaço, tempo, para atender às múltiplas necessidades existenciais. Para alcançar isso, é preciso cuidar bem de nós mesmos, do nosso mundo interior, ter relacionamentos saudáveis e verdadeiros.” Mais do que uma simples opção, ser feliz como organização é estratégico: minimiza prejuízos e aumenta os ganhos tanto com a produtividade e o lucro quanto com aquilo que não se pode mensurar nas estatísticas, o bem-estar em saber que o trabalho pode ser uma apaixonante missão durante a jornada da vida. ES Brasil • Julho 2013

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FATOS

Findes comemora 55 anos

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Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes) comemora 55 anos de história com uma série de atividades para celebrar a data. As ações tiveram início com uma campanha publicitária apresentando o papel da Findes e de seus 31 sindicatos filiados. Além de veiculação em jornal, outdoor e sites, durante todo o mês de julho foi exibida uma propaganda nos principais canais de TV do Estado. E seguindo a programação de aniversário também foi realizado um evento para a entrega de medalhas de “Mérito Industrial” e “Mérito Empreendedor” para empresários que contribuíram para o crescimento do setor no Estado. Na ocasião, foi lançado o livro “Associativismo para uma indústria forte: A história dos sindicatos industriais do Espírito Santo”, que conta a trajetória da Findes sob o viés de quem faz a entidade acontecer: os sindicatos. O livro traz a história dos 31 sindicatos, contada por fundadores, ex-presidentes e atuais dirigentes que fizeram a trajetória da Findes

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e, hoje, relembram o papel fundamental que cada uma das entidades teve no decorrer dos 55 anos da Federação. Também fez parte das comemorações de aniversário o show da banda Jota Quest, que aconteceu dia 27 de julho. O evento foi restrito aos funcionários da indústria e do Sistema Findes, um verdadeiro presente para os trabalhadores. “É com muita alegria que o Sistema Findes homenageia com este evento os trabalhadores que construíram a história e o desenvolvimento da indústria em nosso Estado ao longo de seus 55 anos de existência”, destaca o presidente da Findes, Marcos Guerra. Para encerrar as comemorações, também foi registrado o lançamento de um selo e carimbo comemorativos, confeccionados em parceria com os Correios, além da exposição sobre “Design”, que pode ser vista na Casa Cor ES. “A Findes completa 55 anos e se consolida como legítimo representante da indústria e maior instituição empresarial do Espírito Santo e nós estamos orgulhosos de fazer parte dessa história”, disse Guerra.

UM POUCO DA HISTÓRIA A Federação foi fundada no dia 12 de fevereiro de 1958, mas somente em 29 de julho do mesmo ano é que a entidade foi reconhecida por carta sindical, assinada pelo então ministro dos Negócios do Trabalho, da Indústria e do Comércio, Fernando Nóbrega. No final da década de 50 e início dos anos 60, a classe empresarial capixaba se aglomerava em torno da Associação Comercial de Vitória. Mais tarde, foi criada a Federação do Comércio, sendo um de seus fundadores e primeiropresidente,AméricoBuaiz,quetambémpresidiu a Findes, logo que a entidade foi criada. Naquela época, as duas federações funcionavam juntas, na mesma sede. Inicialmente, a Findes possuía apenas cinco sindicatos e hoje conta com 31 entidades patronais, que representam os mais diversos setores da economia capixaba.

Empresários e líderes de diversos setores estiveram presentes na noite de homenagens

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Atuais presidentes dos sindicatos filiados à Findes receberam os primeiros exemplares do livro comemorativo

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fATOS

Foto: Yuri Barichivich

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capital capixaba sediou, nos dias 9, 10 e 11 de julho, a 211ª reunião da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (Cnic), órgão colegiado composto por cerca de 40 representantes do Ministério da Cultura (MinC) e sociedade civil. A missão do grupo é analisar os pareceres e subsidiar o MinC na aprovação ou indeferimento dos projetos de incentivo fiscal apresentados à Lei Rouanet. A comissão realiza reuniões ordinárias a cada mês, alternadamente, em Brasília e em um estado de cada região brasileira. O objetivo é conferir o caráter nacional do órgão e aproximá-lo dos agentes culturais locais. Na ocasião, agentes culturais locais tiveram a oportunidade de trocar informações com os conselheiros do Ministério da Cultura. Durante o evento, o secretário de Cultura de Vitória, Alexandre Lima, destacou a importância dessa reunião na cidade.

Comissão Nacional de Incentivo à Cultura em Vitória “Além de propiciar a troca de informações entre os agentes culturais e os técnicos do MinC, é oportuna para um contato entre os contadores e empresários financiadores dos projetos locais com o representante da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic)”, disse. A analista cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Rosa Rasuck, que também participou do encontro, lembrou que a pasta está disponível para colaborar com os agentes na apresentação dos projetos. “Considero isso importante para ampliar a participação dos capixabas na Lei Rouanet”, disse. A reunião foi uma realização do MinC, em parceria com a Secretaria Estadual da Cultura (Secult) e a Secretaria Municipal de Cultura (Semc).

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POLÍTICA AQUAVÍÁRIO DE VOLTA EM 2014

JUROS E MULTA

Ferraço apresenta PL que reduz multa em imposto Foto: Agência Senado

A lei que concede isenção do Imposto de Renda em transações envolvendo imóveis residenciais poderá ganhar um aprimoramento. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 285/2013, do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), apresentado em julho, propõe ampliação do prazo de não incidência de juros e multa sobre valores que não forem aplicados em outros imóveis. O parlamentar propõe que, caso o contribuinte decida não aplicar o produto da venda na aquisição de novo imóvel no prazo estabelecido, o imposto devido deverá ser calculado a partir do 181º dia do recebimento do valor da venda. O PLS tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em caráter terminativo.

Audiência pública realizada no último dia 18 de julho debateu a possibilidade de reabertura do aquaviário em Vitória. De acordo com o projeto apresentado, quatro catamarãs de 22 metros, que poderão transportar até 200 passageiros cada, farão a ligação entre Vitória e Vila Velha. Os primeiros terminais devem se localizar na Prainha, em Vila Velha, e na Praça do Papa, em Vitória. O modal será interligado ao sistema Transcol e deve ser implantado até 2014.

AGILIDADE

COMISSÃO DE AGRICULTURA DA ALES VAI AO CONGRESSO NACIONAL No final de junho, o deputado Glauber Coelho, presidente em exercício da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, foi a Brasília para participar de reunião da Comissão Mista que analisa a Medida Provisória 615/2013. Na ocasião, Glauber entregou aos membros da comissão uma moção em defesa dos produtores de cana-de-açúcar e da indústria canavieira, que reivindica ao Governo Federal a inclusão do Espírito Santo entre os estados que serão beneficiados pela medida provisória, que prevê uma subvenção de R$ 12,00 por tonelada de cana-de-açúcar, limitada a dez mil toneladas por produtor fornecedor independente em toda a safra 2011/2012.

Foi sancionada, no final de julho, pelo prefeito Juninho, a Lei Municipal 09/2013, que prevê o protesto de títulos referentes a impostos e taxas municipais em débito. Segundo o texto, a prefeitura, por meio da Procuradoria Geral do Município, acionada pela Secretaria de Finanças (Semfi), poderá executar dívidas de valores menores extrajudicialmente, ou seja, sob forma de protesto em cartório. Na prática, a alteração na quitação de dívidas relacionadas a tributos dará mais agilidade ao processo e irá diminuir os custos de cobrança. CÂMARA

PROGRAMA ESTADO PRESENTE COMEMORA DOIS ANOS

Nova liderança socialista em Vitória

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Foto: Divulgação

A volta do recesso na Câmara Municipal de Vitória trará novidades para os socialistas. É que o vereador Luiz Paulo Amorim assumirá a liderança do PSB no Legislativo local a partir de agosto. Hoje, o partido tem a maior bancada na Câmara da capital, com três parlamentares. 50 www.revistaesbrasil.com.br •

Foto: Divulgação

Cariacica modifica lei de cobrança de impostos em atraso

No dia 29 de junho foram comemorados os dois anos do Programa Estado Presente, do governo do Estado. Em sua atuação, aproximadamente 60% dos aglomerados que fazem parte das ações do Estado Presente se beneficiaram com a oferta de serviços bem perto de casa, além da intensificação da segurança em áreas consideradas críticas. A meta do programa é expandir ainda mais a ação social para o interior do Estado, com o objetivo de atender o maior número de pessoas que vive em áreas de vulnerabilidade social.

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TEST DRIVE Fotos: Divulgação

Dodge Journey SXT Conforto e desempenho tamanho família

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quinta geração do Dodge Journey SXT no Brasil mantém a tradição de unir o desempenho do motor Pentastar 3.6L ao conforto do espaço interno amplo, com assento para até sete pessoas. Um dos primeiros crossover luxo do Brasil, o modelo esbanja detalhes que aumentam a sensação de conforto para passageiros e motorista. O modelo 2013 sai por R$ 109.900,00, e já mostrou a que veio. No mercado capixaba desde meados de junho, o Journey vendeu 22 unidades em 18 dias. As grandes novidades ficam por conta das novas rodas aro 17”, com desenho mais esportivo, além de faróis com acendimento automático e o sistema de entretenimento que, agora, tem o layout todo em português. O bom desempenho é trabalho do motor Pentastar 3.6L V6, com 280cv e duplo VVTI, que garante desenvoltura e economia tanto em baixa quanto em alta rotação. No quesito dirigibilidade, o carro ganha espaço por unir a potência do motor à estabilidade reforçada eletronicamente. O Programa ESC corrige a trajetória do carro em curvas e oferece controle de tração em todas as velocidades, evitando tombamentos e oscilação do reboque. Os freios a disco na quatro rodas, com ABS de 8ª geração completam a desenvoltura do Journey SXT 2013. Com a proposta de atender à família, o novo Journey conta com cinco assentos fixos e dois dobráveis, podendo transportar até sete pessoas. As segunda e terceira fileiras de bancos podem ser rebatidas, aumentando a capacidade do porta-malas. Na segunda fileira, o conforto é para a garotada, com cadeirinhas ajustáveis próprias para crianças de até dois anos, com peso entre 15 e 25 kg. No assoalho, o carro conta ainda com dois compartimentos térmicos embutidos, que podem armazenar alimentos em viagens de longa distância, por exemplo. Já o conforto para os adultos fica por conta dos assentos dianteiros aquecidos com apoios de cabeça dianteiros ativos, que amortecem o impacto na região cervical em caso de colisões traseiras. Os seis air bags – frontais, laterais dos bancos dianteiros para proteção da cabeça e tórax e laterais tipo cortina para todas as fileiras de bancos – oferecem oito pontos de proteção para os passageiros. O modelo 2013 traz, de herança dos anos anteriores, o sistema Keyless Entry n’ Go, que permite abrir o carro sem o uso da chave, e o Tilt’n slide, com portas que se abrem em 90º, para acesso aos assentos da terceira fileira.

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DODGE JOURNEY SXT Motorização • Tipo: Pentastar 3.6L V6 com 280cv e duplo VVTI Câmbio • Automático de 6 velocidades com trocas sequenciais Suspensão • Dianteira e traseira independentes Direção • Hidráulica, com coluna ajustável em altura e profundidade Pneus e rodas • Rodas de liga leve, aro 17” Dimensões • Comprimento (mm): 4.880 • Largura (mm): 1.870 • Altura (mm): 1.690 ou 1.740 com barras transversais Capacidade • Porta-malas (l): 167 com bancos na posição normal (7 lugares); 1.461 com bancos da 2ª e 3ª fileira rebatidos; 758 com banco da 3ª fileira rebatido • Tanque (l): 77,6

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RANKING AUTOMOTIVO A coluna Test Drive publica mensalmente um ranking dos carros mais vendidos no Espírito Santo entre os automóveis e comerciais leves com preço superior a R$ 50 mil. Abaixo, o resultado do mês de julho de 2013. Unidades Preço vendidas médio (R$)

Posição

Fabricante/ Veículo

Toyota Corolla

164

73.800,00

Jeep lança modelos inspirados em aviões

Honda Civic

107

75.990,00

Toyota Hilux

94

136.600,00

Honda Fit

71

62.000,00

Criados exclusivamente para participar do evento aeronáutico Cirrus Road Show, realizado no fim de junho em Jundiaí, São Paulo, dois novos modelos do Jeep - o Jeep Compass Cirrus e o Gran Cherokee Cirrus - fizeram sucesso. Com detalhes cromados nos retrovisores, maçanetas e pedaleiras de alumínio, as versões ainda receberam um emblema da Cirrus, a fabricante de aviões norte-americana que realizou o evento. As criações comemoram dois anos de parceria entre a Chrysler e a empresa dos EUA.

Mitsubishi L200

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124.990,00

Novo showroom da CVC já atende na Serra A CVC Serra inaugurou, em junho, um showroom mais moderno e espaçoso. Após ampla reforma, a concessionária passa a oferecer instalações que seguem o novo padrão de qualidade da Chevrolet no Brasil. O showroom para veículos novos foi deslocado para um local maior, com 800 metros quadrados. Outra novidade é a criação de um estacionamento exclusivo para os clientes, com vagas para 20 veículos. os ambientes estão 100% climatizados e ganharam decoração mais arrojada, com vidro temperado, piso de porcelanato e novos móveis.

Renault Duster

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56.900,00

GM Cruze HB

41

67.950,00

Peugeot 208

38

55.590,00

GM Cruze Sedan

37

78.990,00

10º

Mitsubishi ASX

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104.097,00

Fonte: Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave)

NÚMERO DO MÊS

2,2%

É o crescimento na venda de seminovos no Espírito Santo. Os dados são referentes a maio de 2013, comparando ao mesmo período em 2012, segundo levantamento realizado pela Arives. Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais registraram queda no período.

Fusion é destaque em pesquisas A Ford tem o que comemorar. Recentemente, a marca foi destaque em duas grandes pesquisas de preferência de mercado. Na “Melhor Compra 2013”, desenvolvida pela revista Quatro Rodas, o Fusion 2.5 Flex 16V foi apontado como a melhor compra entre todos os veículos vendidos no mercado brasileiro. Já na “Qual Comprar 2013”, da revista Autoesporte, a Ford foi a única marca a vencer em quatro categorias. Entre elas, o Fusion (Sedan Premium), o EcoSport (Utilitário) e Ranger (Picape).

Audi ganha prêmio por melhor motor O motor Audi TFSI de 2,5 litros foi eleito o “Motor Internacional do Ano de 2013”, dentro da categoria de 2,0l a 2,5l. O júri especializado foi composto por jornalistas automotivos de diversos países. Esse motor é o mesmo que equipa o Audi TT RS, que atinge uma potência de 340 cv entre 5.500 e 6.700 rpm. O pico de torque é de 465 Nm entre 1.650 e 5.400 rpm. O carro acelera de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos. Esta é a quarta vez consecutiva que o motor recebe esse título, sendo a nona vez consecutiva que a tecnologia TFSI ganha o prêmio, somando as outras categorias. ES Brasil • Julho 2013

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PANORÂMICAS DÓLAR 1 Em três meses, a cotação do dólar passou de R$ 1,98 para R$ 2,25 (aumento de 13,6%). A alta se intensificou após a indicação, por parte do FED, da redução dos estímulos econômicos ao crescimento econômico, o que foi visto pelos investidores do mundo todo como um indício de recuperação da economia dos Estados Unidos. A revisão das expectativas dos investidores provocou uma corrida pela moeda e, consequentemente, sua valorização.

TORNEIO

Vencedores da I Gincana Capixaba de Economia As duplas “Empresários Juniores”, formada pelos estudantes Allan Souza Santos e Rafael Duarte Wotecostz, e “Êxodos”, integrada por Matheus Mattos Ferreira de Jesus e Martinus Cox Bianchin, foram as ganhadoras da I Gincana Capixaba de Economia, promovida pelo Corecon-ES. O torneio, de caráter educacional, foi coordenado pelo conselheiro da Autarquia Celso Bissoli. Teve como objetivo estimular a integração entre os alunos e os cursos de graduação em Ciências Econômicas do Estado. O JOGO

DÓLAR 2

Competição envolveu simulações de crises econômicas Da competição, realizada em 3 e 5 de julho na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), participaram, em nove duplas, 18 estudantes de Economia. Os pares competiram entre si, por meio de um jogo onde utilizaram cartas de defesa, de ataque e de crise para simular, por exemplo, as ações de um ministro da Fazenda ou de um presidente do Banco Central do Brasil. Os vencedores, todos estudantes da Ufes, ganharam passagens aéreas para representar o Espírito Santo na III Gincana Nacional de Economia, agendada para 5 e 6 de setembro, em Manaus (AM), durante o Congresso Brasileiro de Economia.

DICAS CORECON DE INVESTIMENTO Com a edição da Lei 12.431, de 24/6/2011, já é possível encontrar uma modalidade de debêntures relacionadas a projetos de infraestrutura que concedem isenção de Imposto de Renda (IR). Dessa forma, o investidor economiza os 15% que seriam deduzidos para o Leão em rendimentos de aplicações feitas com prazo superior a 24 meses. Além disso, é possível encontrar produtos com remunerações atrativas, por exemplo, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) + 4% (cerca de 10,5% ao ano). Por prudência, recomenda-se que o investidor leia o prospecto da companhia emissora para conhecer todos os riscos relacionados ao investimento, pois esse tipo de aplicação não possui cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

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No Brasil, o dólar mais alto gera competividade nas exportações, ao torná-las mais baratas. Por outro lado, pode impulsionar a inflação ao encarecer as importações – uma vez que os aumentos de preços são repassados para o mercado interno – e ao impactar as empresas com dívida em moeda norte-americana. Para segurar essa valorização e combater a inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) fixou a Selic, em 8,5% ao ano. A expectativa é atrair parte do fluxo monetário de aplicações para o País, forçando uma queda da cotação.

Tipo de aplicação: Debêntures incentivadas. Vantagens: Isenção do IR; rentabilidade elevada comparada a outros produtos de renda fixa; possibilidade de investir em projetos de infraestrutura (concessões públicas federais). Riscos: Prazo da aplicação longo (superior a quatro anos); sem cobertura do FGC. Onde encontrar: Por meio de um agente de investimentos, em uma corretora de valores.

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Foto: Syã Fonseca

Engenheiros e agrônomos em destaque no 8º CEP

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, Helder Carnielli, destacou a importância da classe para o desenvolvimento do Estado

pós cinco etapas preparatórias _ em Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Linhares, São Mateus e Grande Vitória –, foi realizado, no último dia 6 de julho, em Vitória, o 8° Congresso Estadual de Profissionais (CEP) de Engenharia e Agronomia. O evento antecede o 8° Congresso Nacional de Profissionais (CNP), marcado para o período de 12 a 14 de setembro deste ano, em Gramado/RS. Durante o encontro, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES), engenheiro agrônomo Helder Carnielli, destacou a importância da profissão para o desenvolvimento do Estado. “Temos muitos desafios a enfrentar. Precisamos ampliar a participação da engenharia capixaba e nacional em espaços de decisão importantes, sejam políticos, técnicos ou científicos. Por uma série de

motivos, muitas vezes o nosso conhecimento e capacidade de gerar melhorias e soluções para os problemas enfrentados pela população acabam não sendo concretizados”, disse. O presidente do Crea-ES pediu mais atenção dos gestores públicos para com os profissionais da Engenharia. “Aqui no Espírito Santo há casos em que o salário dos engenheiros está em torno de R$ 900. Isto é um absurdo”, salientou. Para os profissionais da área, esses congressos, de periodicidade trienal, são considerados como uma oportunidade de discussão das interfaces do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e dos Creas com a sociedade, as entidades registradas e as instituições governamentais.

Esgotadas inscrições para Dez Milhas Garoto Corrida Garotada Com antecedência de duas semanas, o limite de 7 mil inscritos para a 24ª Dez Milhas Garoto e 12ª Corrida Garotada foi atingido. A organização previa manter as inscrições até 2 de agosto, mas elas foram encerradas no dia 19 de julho. A prova, que acontece no dia 1° de setembro, com

Foto: Weverson Rocio

7 mil corredores devem participar da prova no dia 1º de setembro

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largada em Vitória, reunirá 6 mil corredores adultos e mil corredores infantis nas ruas da capital e de Vila Velha. Além de distribuir mais de R$ 200 mil em prêmios, a edição deste ano vai premiar, com dois carros zero quilômetro, o primeiro brasileiro e a primeira brasileira que completarem o percurso da prova. Entre as novidades para 2013 está o sistema Connect, que exibe na página do Facebook do corredor três informações sobre sua posição na corrida: a largada, a saída da Terceira Ponte e foto em temp o real de sua passagem pela linha de chegada. Quem quiser usar o recurso deve prencher a autorização na página www.facebook.com/garoto, até uma semana antes da corrida. Outra novidade para a 24ª edição da Dez Milhas será o uso de chips descartáveis pelos competidores. A tecnologia, utilizada nas principais corridas pelo Brasil e no mundo, garante ganho de tempo e praticidade na dispersão no final da corrida, já que elimina a necessidade de devolução do chip ao final da prova.

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FATOS

Cerca de 20 mil pessoas visitaram os estandes da Super Acaps Panshow 2013, durante três dias de feira

Super Acaps Panshow movimenta R$ 148 milhões

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Super Acaps Panshow 2013 repetiu o sucesso do ano passado, registrando a marca de R$ 148 milhões movimentados nos três dias da feira, que terminou em 11 de julho. Cerca de 20 mil pessoas visitaram o evento, sendo que a maioria era supermercadistas e panificadores. A feira, que apresenta cada vez mais um perfil profissional e de parcerias, ofereceu oportunidades para vendedores e compradores se aproximarem e fecharem negócios. “Consideramos que o nosso objetivo foi cumprido. Oferecemos aos convencionais um evento de alta qualidade, aberto aos negócios, com a exposição de novos produtos, que em breve chegarão às gôndolas dos supermercados”, afirma o presidente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), João Carlos Devens. O dirigente destaca ainda a oportunidade de informação e aprendizado oferecida por meio do Ciclo de Conhecimento, evento paralelo que ofereceu palestras, cursos e workshops aos participantes da feira. “A cada ano procuramos melhorar a convenção, tornando-a ainda mais propícia aos negócios, e já começamos a trabalhar na de 2014. Temos certeza de que, nela, iremos oferecer, como neste ano, excelentes oportunidades de negócios e esperamos movimentar mais de R$ 150 milhões em vendas”, afirma. O presidente da Acaps lembra ainda que a feira foi um sucesso, mesmo com o atual cenário da economia mundial. “O setor no Espírito Santo trabalha com uma perspectiva de crescer 4% em 2013 e a Super Acaps é importante para este crescimento”. 58

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Autoridades, entre elas o governador Renato Casagrande, compareceram à cerimônia de abertura

Estabelecimentos participantes expuseram suas especialidades

Negócios do montante de R$ 148 milhões foram fechados durante o evento

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FATOS O evento contou com desfiles de marcas como Amabilis, Konyk, Missbella e Cobra D’agua, que comemorou 25 anos apresentando sua nova coleção

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iversidade, arte e cultura. Tanta variedade de assuntos reflete a amplitude do mercado têxtil brasileiro, uma indústria que movimenta US$ 56,7 bilhões por ano e emprega mais de 1,6 milhão de pessoas. Para fomentar ainda mais esse nicho no Estado, a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) promoveu, no final de julho, mais uma edição do Vitória Moda, o maior evento do setor no Estado. Durante três dias, capixabas puderam conferir as novidades da indústria de vestuário e tecidos, por meio de uma ampla grade de desfiles de marcas como Amabilis, Cobra D’agua, Konyk e Missbella. Os visitantes também participaram de debates e palestras, que contaram com nomes como os dos estilistas Lino Villaventura e Victor Dzenk, além do professor Fernando Hage, da professora, escritora e jornalista Maria Claudia Bonadio e do especialista em internacionalização de marcas de moda Evilásio Miranda. Mas, em sua sexta edição, o Vitória Moda apresentou muito mais que tendências. O evento levantou debates a respeito de assuntos como inclusão, democratização e responsabilidade social, sempre com foco na indústria da moda capixaba e nacional. Com a adoção do tema “diversidade”, a Findes, por meio da Câmara do Vestuário, quis abordar não apenas a moda como objeto de consumo, mas também todas as questões que a permeiam, em especial a economia criativa, além de valorizar as raízes culturais do Estado e sua multiplicidade paisagística, étnica, econômica, gastronômica e social. O festival de moda também reservou espaço para os negócios. Neste ano, a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimento (Apex-Brasil) trouxe cinco compradores internacionais, com o objetivo de atender a cerca de 30 empresários do setor. O espaço business do Vitória Moda ocupou os dois pavimentos do Centro de Convenções de Vitória, onde foram montados os estandes de aproximadamente 70 marcas, sendo 50 empresas capixabas apoiadas pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Espírito Santo (Sebrae-ES). 60

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Foto: Alden Garciah

Vitória Moda 2013 reúne negócios, moda e sustentabilidade

Abertura contou com palestra de Lino Villaventura, que falou sobre a trajetória da moda no Brasil

Empresários e autoridades participaram da abertura do Vitória Moda 2013, que teve o tema “diversidade, arte e cultura”

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Informe publicitário

Animação e solidariedade

O 6º Arraiá Galwan reuniu duas mil pessoas em festa beneficente

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em a chuva que caiu pouco antes do início da quadrilha diminuiu a animação do Arraiá Galwan 2013, que reuniu duas mil pessoas no estacionamento do Shopping Vitória, no dia 23 de junho. Em sua sexta edição, a festa junina reuniu condôminos, amigos, funcionários e fornecedores da construtora, que se divertiram a valer e ainda ajudaram a Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Accaci) e a Apae de Vila Velha. As duas entidades recebem o lucro da renda da festa e participam ativamente dos festejos desde o primeiro Arraiá Galwan. Barraquinhas com comidas típicas, shows com Daniel Caon e Glauco Mantovani, sorteio de brindes, animação e muita gente vestida a caráter deram o clima do Arraiá Galwan, que está cada vez mais bem organizado. As crianças adoraram e brincaram à vontade. A grande quadrilha foi um show à parte, com adultos e crianças se divertindo bastante. Para quem ficou com a sensação de “quero mais”, a Galwan adianta que no ano que vem tem mais!

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CRÔNICA

E SE FOSSE COM O SENHOR? O sol mal acabara de se esconder no poente e as últimas badaladas do sino, que anunciara o Angelus, ainda ecoavam pela pequena cidade mineira, quando o Dr. Edésio, juiz daquela Comarca, viu seu merecido descanso ser interrompido por batidas na porta de sua casa. Era o advogado, Dr. Romualdo. O caso era o seguinte: Um cliente seu entrara com o pedido de exumação do corpo de sua pranteada esposa mas, não havendo justificativa para tal pretensão, o pedido fora indeferido. Agora, o Dr. Romualdo não aguentava mais a choradeira de seu constituinte, que ameaçava se matar, caso não conseguisse que o caixão de sua amada fosse aberto. “O rapaz tem lá suas razões, meritíssimo. Enfiaram na cabeça dele que a esposa, antes de morrer, aconselhada por uma amiga, pegara um pedaço de barbante e nele dera 7 nós. A amiga guardou o barbante enfeitiçado, com a promessa de colocá-lo dentro do caixão da pobre moribunda assim que ela ‘partisse dessa para melhor’. Disse ainda para a amiga que não havia pressa, mas que assim que chegasse o momento, ela poderia ir em paz, pois o prometido seria cumprido. Essa mandinga é batata!, dizia-lhe a amiga, fiel leitora de Nelson Rodrigues”. Consistia no seguinte: O viúvo ficaria impossibilitado de exercer suas funções viris para o resto da vida, apesar do vigor que lhe conferia sua juventude. “Tomando conhecimento disto, o infeliz tornou-se impotente da noite para o dia”. E o advogado arrematou a conversa, repetindo para o juiz a frase que seu cliente usara com ele: “E se fosse com o senhor?” Olha, meritíssimo, vou lhe confessar, eu não consigo pensar em outra coisa”. O juiz era homem austero, ponderado e no primeiro momento não deu muita atenção ao caso. Só que, à noite, ele não conseguia mais pregar os olhos. E se perguntava: “E se fosse comigo?” Remoeu esta pergunta umas duas ou três noites e finalmente encontrou a solução. Chamou o Dr. Romualdo e foi lhe dizendo: “Entra com o pedido de exumação do cadáver alegando que existem suspeitas de que a pobre criatura não teve morte natural e aí sim, vamos tratar de exumar o corpo. Trata-se de um caso especialíssimo”. E assim foi feito. No dia aprazado, estavam no cemitério, o juiz, o advogado e o coveiro. O caixão foi aberto e o tal barbante com os nós, procurado. Não havia barbante nenhum! Os três combinaram, então, entre si que “para o bem de todos e felicidade geral da nação” diriam ao desgostoso viúvo, que o barbante fora achado e os nós desatados. Ele estaria agora, livre, leve e solto. Cumpriram o combinado. E então, minha gente, a partir daí foi um Deus nos acuda! Nosso animado viúvo passou a não perdoar mais ninguém. Não tinha essa, nem aquela, caía na rede...era peixe. E assim, a paz voltou a reinar e todos foram felizes para sempre. Yo no creo en brujas pero que las hay, las hay.

Zéa Galvêas Terra - Cronista zeagalveasterra@gmail.com

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DEBATE por Camila Ferreira Cerca de 100 pessoas participaram da 1ª edição de 2013 do ES Brasil Debate, que teve como tema “As drogas e seu impacto na economia”

Drogas em debate: ES Brasil abre espaço para discussão

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omo vencer a verdadeira epidemia que se tornaram as drogas na sociedade? Como minimizar os impactos econômicos desse mal? Como evitar que trabalhadores se afastem de suas funções por causa da dependência química? Para responder a essas e outras perguntas, a revista ES Brasil promoveu, no dia 27 de junho, mais uma edição do ES Brasil Debate, com o tema “As drogas e seu impacto na economia”. O evento reuniu cerca de 100 pessoas no auditório do Bristol Century Plaza, em Camburi, Vitória. A mesa debatedora foi formada por nomes de destaque da área empresarial e do setor público. Participaram o Gerente de Comunicação Interna e Externa, Responsabilidade Social e Relações Institucionais da ArcelorMittal Tubarão, Sidemberg Rodrigues; a diretora de Estratégia e Gestão da Associação Brasileira de Recursos Humanos Regional Espírito Santo (ABRH-ES), Jovaneide Sales Polon Batista; o coordenador estadual de Políticas Públicas sobre Drogas, Ledir Porto; o juiz da Vara da Infância e da Juventude, Vladson Bittencourt ; o diretor conselheiro do Centro Terapêutico 64

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“O debate, com a participação das pessoas que têm interesse nesse tema, pode apresentar propostas. Através da construção de diálogos é que surgem soluções” - José Tadeu Marino, secretário de Estado da Saúde

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Participaram da mesa debatedora nomes importantes do cenário capixaba, que chegaram a uma conclusão: o combate às drogas é um problema de toda a sociedade

Lighthouse, pastor Waldemar Rocha Junior, e o secretário de Estado da Saúde, José Tadeu Marino. No primeiro ES Brasil Debate de 2013, a discussão acalorada em torno do tema “drogas” envolveu não só os debatedores, mas também o público que acompanhou o evento. A rara oportunidade de levantar um diálogo multissetorial no sentido de combater um inimigo comum possibilitou que muitas ideias e opiniões fossem compartilhadas. “O debate, com a participação das pessoas que têm interesse nesse tema, pode apresentar propostas. Através da construção de diálogos é que surgem soluções”, afirmou Tadeu Marino. Para Ledir Porto, esse tipo de diálogo é extremamente oportuno e atual. “Esta é uma chance para distribuir a responsabilidade, que afinal é de toda a sociedade, que de alguma forma é vítima do crescimento do uso das drogas. A sociedade precisa se mobilizar para combater o problema”, disse.

da saúde dos funcionários é peça fundamental para garantir que as drogas não signifiquem prejuízo para as instituições. “Todos os colaboradores, inclusive eu, passamos por avaliações periódicas, com exames de urina que detectam não só a presença de drogas ilícitas como a de psicotrópicos, como calmantes. A empresa precisa saber se o funcionário tem condições de desenvolver suas funções”, explicou. No entanto, apesar dos exames periódicos, Rodrigues afirma que os casos de trabalhadores que apresentam problemas de dependência química não são raros, e a droga mais preocupante, segundo ele, é o crack. “O crack superou o afastamento de trabalhadores por álcool e cocaína no INSS”, frisou. O aumento no número de dependentes químicos também reflete diretamente nos investimentos públicos. Segundo Tadeu Marino, só em 2012 mais de R$ 4 milhões foram aplicados no tratamento desses dependentes. E os gastos aumentam ano a ano. No ano passado, 275 leitos da rede privada foram comprados pelo Estado.

DROGAS EM NÚMEROS A triste realidade das drogas no meio corporativo fica ainda mais contundente quando é exposta por meio de números. Segundo Ledir Porto, dados do Ministério da Justiça apontam que o Brasil, hoje, é o maior consumidor de crack do mundo. “O Brasil é o número um do mundo em consumo de crack, e ele não tem classe social. O crack está na cobertura, na burguesia, na periferia... ele nivelou a sociedade”, comentou. A Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas indica que pelo menos 1% da população brasileira é usuária da droga. No entanto, a falta de informações mais detalhadas dificulta a ação do Estado no combate a esse mal. “É difícil fazer um levantamento detalhado porque quem usa drogas não admite isso com facilidade. Ninguém levanta a mão no meio da multidão e afirma ‘eu uso drogas’. Dessa forma, os governos, em todos os níveis, não sabem, ao certo, de que forma direcionar os recursos”, explicou Porto. Se fica difícil para o poder público, os mesmos obstáculos complicam a atuação da iniciativa privada. Segundo o gerente da ArcelorMittal Tubarão Sidemberg Rodrigues, o controle

“Só se combate o problema da drogadição com educação. Se não cuidarmos desses adolescentes antes que eles entrem nas drogas, vamos tratá-los depois, como menores infratores, e posteriormente no sistema prisional” - Vladson Bittencourt, juiz da Vara da Infância e da Juventude ES Brasil • Julho 2013

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“As empresas precisam quebrar o tabu, ouvir o outro, deixar de pensar no profissional apenas como um número” - Jovaneide Sales Polon Batista, diretora de Estratégia e Gestão da Associação Brasileira de Recursos Humanos Regional Espírito Santo (ABRH-ES)

Este ano, só até maio, já foram 375. Além disso, outros 535 leitos públicos – em instituições sem fins lucrativos - estão cadastrados para o tratamento da dependência de álcool e drogas. A projeção, até o fim de 2013, é comprar dez vezes mais leitos que em 2012. “Cada um desses pacientes custa, ao Estado, cerca de R$ 10 mil por mês. O grande problema é que um terço dos usuários de crack retorna para o vício, depois de passar pelo tratamento. Mas a Secretaria de Saúde está empenhada em comprar quantos leitos sejam necessários para o tratamento dessas pessoas. Principalmente crianças e adolescentes”, destacou Marino.

ÁLCOOL: PORTA DE ENTRADA Uma unanimidade entre os debatedores do evento é a relevância do consumo de álcool como primeiro passo para a dependência em psicoativos. No Brasil, o álcool é considerado droga lícita, de comércio indiscriminado, o que facilita o acesso de pessoas cada vez mais jovens. Para Porto, essa realidade dificulta ainda mais o combate à epidemia das drogas. “Discutir esse assunto não é missão simples no nosso país. O consumo de álcool na sociedade é grande e lícito, por isso, ele é uma porta para as outras drogas”, explicou. O diretor conselheiro do Centro Terapêutico Lighthouse, Waldemar Rocha Junior, também defende esse ponto de vista. “Hoje, jovens de 12, 13 anos, já se embriagam. Como combater a dependência química, se vivemos em um país onde o consumo de bebidas alcoólicas é incentivado por propagandas?”, questionou o diretor, que ainda afirmou: “As propagandas de bebidas alcoólicas deveriam seguir a mesma regra aplicada aos comerciais de cigarros. Tem que ter horário restrito.” SOLUÇÃO PASSA PELA FAMÍLIA Se o problema da drogadição começa ainda na adolescência, como apontado por Rocha Junior, a solução pode estar no seio familiar. 66

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Lares desestruturados, falta de orientação e de conhecimento dos pais, e até mesmo histórico de uso de entorpecentes na família acabam levando jovens a se enveredarem por esse caminho, muitas vezes sem volta. Ledir Porto acredita que as drogas, de certa forma, colocam todas as esferas da sociedade em um mesmo patamar. O vício não faz distinção entre ricos e pobres. Qualquer um pode ser vítima desse mal. O que faz diferença, segundo o juiz Vladson Bittencourt, é a forma como jovem é tratado. “Só se combate o problema da drogadição com educação. A grande diferença para os adolescentes é a oportunidade que cada um deles recebe. Se não cuidarmos desses adolescentes antes que eles entrem nas drogas, vamos tratá-los depois, como menores infratores e, posteriormente, no sistema prisional”, explicou. E o problema vai além. Bittencourt explicou que, hoje, o Estado não dispõe de um serviço de atendimento à família, o que significa que, depois que o menor infrator passa por medida sócio-educativa e retorna para casa, é impossível saber o que o espera. E sem estrutura familiar, todo o trabalho desenvolvido na internação pode ir por água abaixo, gerando adultos envolvidos com drogas. Hoje, o sistema carcerário capixaba contabiliza cerca de 15 mil pessoas presas. Desses, cerca de 70% cumprem pena por algum tipo de envolvimento com drogas. “É um indivíduo que foi preso porque estava traficando, ou que roubou para sustentar o vício, ou que matou por causa de drogas. São pessoas com todo tipo de histórias”, disse Porto. A ArcelorMittal Tubarão desenvolve um trabalho de assistência a menores infratores por meio do qual é possível entender um pouco mais sobre a diferença que a estrutura familiar faz no desenvolvimento do jovem cidadão. Rodrigues acompanha de perto esse trabalho e apresentou suas próprias impressões no

“O Brasil é o número um do mundo em consumo de crack, e ele não tem classe social. O crack está na cobertura, na burguesia, na periferia... ele nivelou a sociedade” - Ledir Porto, coordenador estadual de políticas públicas sobre drogas

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MAIS DO DEBATE Sidemberg Rodrigues “Vitória tem a excelência no tratamento da dependência química. O que falta é a integração entre as diversas instituições que fazem isso e um provimento de maior receptividade das pessoas, porque a demanda aumentou demais. Ninguém estava preparado para a epidemia do crack. Nem empresa, nem governo, nem sociedade.”

“Como combater a dependência química, se vivemos em um país onde o consumo de bebidas alcoólicas é incentivado por propagandas?” - Waldemar Rocha Junior, diretor conselheiro do Centro Terapêutico Lighthouse

Para Ledir Porto, esse é um ponto fundamental para o resgate do cidadão, uma vez que, aceitando como funcionário uma pessoa que passou por tratamento contra dependência química, a empresa oferece mais do que emprego, oferece de volta a dignidade perdida.

MAIS QUE PALAVRAS, AÇÕES O ES Brasil Debate terminou com uma concordância entre os participantes: mais do que palavras, setor público e privado precisam de ações eficazes e urgentes para combater as drogas na sociedade e nas empresas. “Atitudes como esse debate chamam a sociedade a participar de soluções para problemas como a drogadição”, afirmou o juiz Bittencourt, que recebou a concordância dos outros debatedores. Para Jovaneide, a mudança de paradigmas também deve acontecer dentro das empresas. “Não adianta apenas promover discussões. É mais importante pensar em ações concretas”, finalizou. Entre suas considerações, Bittencourt destacou, ainda, a importância da abertura de mais leitos de tratamento para viciados. “Como juiz da Vara da Infância e Juventude, recebo mães desesperadas, clamando por socorro para seus filhos, viciados nas mais diversas drogas. Tudo que posso responder é que só tenho como atuar quando ele se torna um menor infrator, porque o Estado não oferece as mínimas condições de internação para menores viciados”, explicou. Em contrapartida, o titular da parte de saúde Tadeu Marino afirmou que o Estado vem trabalhando dentro de suas possibilidades, e conta com a ajuda do setor privado e de toda a sociedade para extirpar o crack e outras drogas. O secretário afirmou, com o apoio de outros integrantes da mesa debatedora, que nenhum estado está preparado para enfrentar essa epidemia. No entanto, o Espírito Santo vem buscando saídas. “O problema não atinge só o indivíduo, mas a sociedade como um todo. É muito difícil para o Estado, sozinho, lutar contra esse mal. A responsabilidade do combate às drogas é de toda a sociedade”, concluiu. 68

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Jovaneide Sales “O alcoolismo é a terceira causa de absenteísmo no Brasil. Nós temos vários problemas relacionados ao uso de drogas que muitas vezes não são tratados, do ponto de vista da empresa na sua profundidade e com a necessidade que precisam ser tratados.” Waldemar Rocha “A droga de entrada, que a gente pensava antigamente que era a maconha, na verdade é o álcool. Uma droga muito poderosa e que tem um grande problema: a pessoa sai à rua e encontra o álcool facilmente. Ela tem uma propaganda na televisão que mostra gente feliz e festiva, oferecendo álcool, mas não existe uma propaganda de gente feliz oferecendo maconha, cocaína ou crack.” Tadeu Marino “Hoje, infelizmente, o sistema público de saúde fica com a consequência. Virou um problema de saúde pública, mas envolve família, questão moral, questão espiritual, prevenção... porque nós já pegamos adolescentes e adultos com dependência química, numa fase horrível da sua vida. Esse problema de drogas não é problema só da saúde, mas da sociedade como um todo. Na verdade são várias etapas que deixaram de acontecer.” Ledir Porto “A internação involuntária não produz eficácia por si só. Ela precisa de uma outra estratégia de retarguada. Mas nós também entendemos que, no último caso, também se faz necessária. (...) Eu quero dizer que, num primeiro momento, pode ser feita uma internação involuntária, mas que num período muito curto o paciente saia desse involuntário e entre em uma perspectiva voluntária, onde, aí sim, o tratamento terá eficácia.” Vladson Bittencourt “A realidade das nossas crianças e adolescentes hoje é muito difícil. Hoje em dia, eu posso dizer que 80% daqueles que respondem a processos por atos infracionais estão ligados ao tráfico de drogas (...) e esse problema afeta, em sua maioria, as famílias mais carentes, mais desestruturadas. E essas são as pessoas para quem o estado esteve mais ausente em toda sua vida.”

A versão integral em vídeo do debate está disponível no site da revista ES Brasil: www.revistaesbrasil.com.br

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ES Brasil Debate. “Esses jovens perdem a referência familiar. Em um trabalho em que eles deveriam escrever poesias sobre seus pais, o que tivemos como resultado foi uma imagem negativa sobre família e princípios familiares”, frisou. Da mesma forma que a família é responsável por impedir que o jovem se aproxime das drogas, é ela o primeiro alicerce para que o dependente químico se reerga e se livre do vício. Para Rocha Junior, reestabelecer a confiança no ex-dependente é fundamental para que ele se sinta seguro para retomar sua vida. No entanto, estar ciente de que o vício é uma doença e requer cuidados é fundamental para o sucesso do tratamento. “O dependente químico é um doente, que precisa de tratamento, cuidado, atenção, mas não é um coitado, nem um sem-vergonha. Ele passa a ser considerado um sem-vergonha quando não aceita sua condição e não busca tratamento”, disse. Uma das saídas apontadas durante o debate foi a integração entre as diversas ações de enfrentamento. Jovaneide afirmou que “essa associação com vários pontos de tratamento não pode ser uma questão isolada. Essa tem que ser uma ação coletiva de intervenção, de apoio e, principalmente, de acolhimento dessas pessoas, para que elas possam ser tratadas e, consequentemente, suas famílias”. A concordância sobre esta unificação foi unânime. Um dos que defende a ideia é Waldemar Rocha. “Considerando que a drogadição é uma doença física, mental e espiritual, nós precisamos de um conjunto de ações para tratá-la.” Ledir Porto destacou que o Governo do Estado finalmente entendeu isso, e lançou, no ultimo dia 7 de junho, a Rede Abraço, iniciativa inédita no país que busca reunir esforços da esfera pública, setor privado e sociedade civil organizada no intuito de combater o uso indiscriminado de drogas. Hoje o Espírito Santo possui mais de 100 comunidades de apoio a dependentes químicos, a maioria operando informalmente. O objetivo é credenciar essas instituições de forma a criar uma rede integrada de atendimento. E mais que isso, chamar outras frentes para essa luta. “A Rede Abraço possibilita a mobilização da sociedade e, o mais importante, da família, a instituição principal no combate às drogas”, destacou.

Empresas têm um papel a cumprir Economicamente, as empresas acumulam prejuízos por causa de funcionários que são afastados de suas atividades por causa da dependência química. Em 2012, 46,8 mil brasileiros foram afastados do trabalho para tratamento contra o uso de álcool ou outras drogas. No momento em que um trabalhador perde sua força produtiva, o que ele precisa é de apoio da empresa. No entanto, encarar de frente esse problema ainda é uma situação delicada para a maioria das instituições. A diretora da ABRH-ES, Jovaneide Sales Polon Batista, explicou que a saúde mental do trabalhador ainda não é o foco principal das empresas, por isso, discutir o assunto é um processo delicado. “As empresas precisam quebrar o tabu, ouvir o outro, deixar de pensar no profissional apenas como um número”, frisou.

“A internação é caríssima. Dez meses de internação são R$ 500 mil no mínimo, só falando da internação em si. Estou excluindo passagem aérea, passagem para a família e o estrago feito na própria gestão” - Sidemberg Rodrigues, gerente de Comunicação Interna e Externa, Responsabilidade Social e Relações Institucionais da ArcelorMittal Tubarão

Rocha, que além de diretor de um centro terapêutico é empresário, apontou uma solução: “O poder público é um pouco mais lento nas soluções e nas tomadas de decisões. As empresas são mais rápidas. Então, elas podem contribuir com isso, não só ajudando os centros terapêuticos, mas também ajudando a patrocinar as internações, quantas possíveis, já que não existe nada que obrigue [o Estado] a ter leito suficiente para atender toda a demanda.” Na ArcelorMittal Tubarão, os primeiros passos já foram dados. Funcionários que admitem a dependência química recebem apoio da campanhia para se tratar e voltar às suas atividades normais. “É importante saber que a droga atinge qualquer um. Um dos casos que acompanhei de perto foi de um funcionário que tinha um cargo elevado, família, filhos, mas acabou entrando no mundo das drogas. Ele recebeu uma licença, se tratou, e hoje está de volta ao mesmo cargo”, contou Rodrigues. Mas para dar esse apoio, a empresa precisa dispor de recursos elevados, segundo o gerente: “A internação é caríssima. Dez meses são R$ 500 mil no mínimo, só falando da internação em si. Estou excluindo passagem aérea, passagem para a família e o estrago feito na própria gestão”. O retorno desse funcionário também é um processo que requer atenção. Para Jovaniede, preparar os colegas de trabalho para receber de volta o trabalhador recém-tratado é fundamental para que ele se sinta a vontade. “O que se vê, muitas vezes, são as conversas de corredor, a respeito do afastamento e do retorno daquele colega. Isso pode fazer com que ele fique constrangido e tenha dificuldades para se readaptar ao ambiente”, explicou. Além de viabilizar o tratamento de funcionários e o retorno deles ao trabalho, as instituições privadas ainda podem dar mais uma contribuição no combate às drogas: estabelecer parcerias com o setor público para reinserir ex-viciados no mercado de trabalho. ES Brasil • Julho 2013

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ARTIGO

TECNOLOGIA Gilberto Sudré

Vivendo perigosamente no mundo on-line

Cuidados com os dados informados na rede mundial podem evitar dor de cabeça

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uitas pessoas gostam de sentir a emoção do perigo de mantê-los sempre atualizados. Pelo menos seu computador iminente. Isto explica a quantidade de praticantes dos vai sofrer apenas com as novas vulnerabilidades, não as antigas. chamados esportes radicais. Pois estas pessoas nem A navegação em páginas de conteúdo adulto ou de jogos imaginam que a internet também pode esconder riscos e emoções é um verdadeiro campo minado, apresentando um alto fortes, é só não observar corretamente por onde você navega. risco de invasões aos computadores. Todo cuidado é pouco. Vamos analisar algumas das práticas bastante arriscadas Em relação a estes sites, desconfie de tudo que é marcado quando estamos navegando na Internet. como gratuito. A primeira prática muito comum (e arriscada) entre os O Facebook tem apresentado diversas brechas de segurança usuários é marcar a opção “lembrar da senha” ou “manter e vulnerabilidades. Tenha muito cuidado com as informaconectado”. Esta escolha faz com que o ções que você publica no seu perfil e fique navegador guarde uma cópia do sua identiatento aos aplicativos que você permite Nas redes ficação e senha no disco rígido. A questão é que tenham acesso ao seus dados pessoais. sociais, quanto Nas redes sociais, quanto menor a quantidade que estas informações estão normalmente menor a quantidade de de informações pessoais que você divulga, armazenadas sem nenhuma proteção criptográfica, algumas vezes em arquivos do tipo informações pessoais mais seguro você está. “cookie”, facilmente lidos por sites mal inten- que você divulga, mais Por último, mas não menos imporcionados em busca de informações pessoais. seguro você está” tante, o uso de dispositivos móveis para Os hackers agradecem pela disponibilidade. navegar na internet também pode gerar Quem utiliza micros públicos deve ter sua atenção redobrada. surpresas desagradáveis. Estes dispositivos são frequenteNeste caso deve-se pensar muitas vezes antes de fazer acesso a mente utilizados para guardar informações pessoais como sites de banco ou outros que exijam a digitação de senhas e infor- senhas, números de conta-corrente, fotos e filmes mas ainda mações importantes. Nunca se sabe que tipo de “visitante” está estão longe da segurança oferecida pelos computadores pessoais. instalado no computador que pode roubar suas informações. Sempre instale e mantenha atualizados mecanismos de segurança Antes de sair do computador, tenha certeza de ter encerrado todas como um antivírus. as seções abertas e de ter apagado todo o seu histórico de navegação. Deixe a adrenalina para os esportes radicais e mantenha Dê preferência a navegadores que permitem o acesso a internet seus dados protegidos. A dor de cabeça pode ser grande caso no modo privado, isto evita que informações pessoais sejam eles sejam divulgados ou utilizados de forma inadequada. gravadas inadvertidamente no computador. Falando em aplicativos, o Flash e o leitor de PDF Adobe Acrobat Reader têm um Gilberto Sudré é especialista em Tecnologia da Informação, consultor longo histórico de vulnerabilidades conhecido. Assim não descuide e diretor de Tecnologia da Unitera 70

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AONDE IR

Foto: Prefeitura de Linhares

Lagoa Juparanã Um paraíso para aproveitar o ano inteiro

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ão 25 quilômetros de comprimento e quase quatro de largura, que transformam a Lagoa Juparanã, em Linhares, norte do Estado, na maior do Brasil em volume de água doce e a segunda maior em extensão geográfica. Dá para entender por que seu nome em Tupi significa “mar de água doce”. O doce mar atrai milhares de turistas todos os anos e é o point preferido para quem mora na região. Sem dúvidas, um cartão-postal, e não é o único. Linhares possui outras 68 lagoas, o maior número da América Latina. Porém Juparanã não se destaca apenas pela grandeza, mas também pelas riquezas naturais. Em meio à Mata Atlântica, abriga diversas espécies de peixes. Por causa do seu tamanho, os pontos de acesso a visitantes são chamados de prainhas. Há dezenas de praias limpas e termais. Para os visitantes há áreas para camping, bares e restaurantes, enseadas, estacionamento para carros e ônibus de excursão. Tudo isso fica na Praia das Três Pontas, a única com acesso gratuito e linhas de ônibus que partem do centro de Linhares. Também é lá que há a passagem para o Alto

GASTRONOMIA

COMO CHEGAR

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Linhares Marilândia

Colatina

São Roque do Canaã

BR 101 Aracruz

Ibiraçú Santa Teresa

Fundão Santa Maria de Jetibá Santa Leopoldina

BR 101 Serra

Domingos Martins

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João Neiva

Cariacica

Viana

Vitória Vila Velha

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Restaurante Minotauro O restaurante é um ponto turístico à parte. Com uma prainha bem em frente ao estabelecimento, os visitantes podem aproveitar o dia com serviço de garçons à disposição. Lá também há uma trilha ecológica pela Mata Atlântica. O prato principal é a moqueca capixaba, que custa em média R$ 85,00. Também são servidos carnes, petiscos, saladas e, claro, mariscos em geral. O local funciona de terça a domingo das 10 às 16 horas. O acesso é pela BR-101 no Km 137. Placas de sinalização facilitam o acesso ao visitante.

Foto: Divulgação

A Lagoa Juparanã fica a 143 km de Vitória. Saindo da capital, siga pela BR-101 Norte até chegar ao centro da cidade. De lá, ande mais 10 km ainda pela BR-101, até chegar ao trevo que dá acesso à lagoa. O local é bem sinalizado, com placas indicando a direção da lagoa, que fica a cerca de 1 km.

da Bela Vista, local onde é possível apreciar a lagoa de uma vista privilegiada. As demais praias são particulares, onde só se entra com autorização dos proprietários. Da lagoa também é possível apreciar um dos pores do sol mais espetaculares do Estado. Além disso, a lagoa é excelente para a prática de vários esportes náuticos e pesca. O Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) classificou, no início do ano, as águas da Lagoa Juparanã como excelentes para banhistas. Também vale lembrar que Linhares ainda dispõe de outras lagoas com ótima infraestrutura e acessibilidade, como a Lagoa Nova. O local merece mais atenção do poder público, no sentido de manter a estrutura que hoje é oferecida e ampliar ainda mais a atratividade do point. Mesmo assim, Juparanã mantém a tradição de maior ponto turístico do município de Linhares, reunindo natureza, lazer, esportes e tranquilidade. Um ótimo passeio para ser feito a sós, a dois, em família ou entre amigos. Pegue a estrada e divirta-se!

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ESTILO

Para o melhor pai do mundo! Quem não pensa que seu pai é o melhor do mundo? E para ele, sempre os melhores presentes! Este mês você confere uma galeria de presentes curiosos e inusitados, que vão surpreender seu velho.

ANTIESTRESSE

Eterno relaxante

CLÁSSICO

Sabe o plástico-bolha, aquele que vem embrulhando produtos sensíveis, e que a gente não resiste em estourar? Ele é um antiestresse infalível, e com este chaveiro, que imita a sensação de estourar as bolhas, o momento relax do seu velho não vai ter hora para acabar. Se seu pai é um cara que trabalha muito e vive estressado, vai adorar este presente.

Pai herói Para os momentos de descanso, em casa, uma almofada com dupla função: deixar o papai confortável e o lembrar que ele é o seu herói.

EXPRESSO BOM BEBEDOR

Cafezinho rápido

Apertem os cintos! Se o coroa curte uma gelada, mas vive perdendo a long neck, este acessório vai resolver o problema. O cinto portagarrafas tem lugar para até cinco garrafas. Se ele não bebe, não tem problemas, o suporte também comporta latinhas de refrigerante.

Se a paradinha para o café tem que ser rápida porque o paizão está cheio de tarefas a cumprir, a “Racespresso”cumpre bem esse papel. A cafeteira imita o formato de um capacete de Fórmula 1 e prepara um café delicioso rapidinho. Bom também para assistir àquelas corridas madrugada adentro.

REMEMBER

Na minha época... Tem nostalgia melhor do que poder juntar os bons e velhos tempos com as tecnologias de hoje em dia? Com o iCade, os papais poderão se lembrar da época em que eram apenas garotões no fliperama, usando o tablet para jogar games no estilo arcade.

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KIT

Papai no Guinnes O kit “Pai Recordista” tem pantufas, caneca, travesseiro de viagem e álbum de fotos. Se o seu pai sempre resolveu seus pepinos, tirou você de enrascadas e quebrou seus galhos, por que não elegê-lo o recordista do ano?

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ESTILO CONVENTO SÃO FRANCISCO É REINAUGURADO

Foto: Gustavo Louzada

Cinema Itinerante percorre Estado Entre os dias 4 e 20 de junho, nove cidades do Espírito Santo receberam o caminhãocinema da Rota Inverno do Festival de Vitória - 19º Vitória Cine Vídeo Itinerante. Em cada parada, um público de cerca de 500 pessoas pôde conferir um programa de sete curtas-metragens, de ficção e animação, totalizando uma hora de exibição com filmes para agradar a todas as idades e diferentes gostos. O objetivo do Festival Itinerante é ir aonde o capixaba está, para levar, durante todo o ano, cultura e entretenimento de graça. É democratizar o acesso ao cinema e levar para todo o Estado um pouquinho do que acontece no Festival em Vitória. Todos os filmes estiveram na programação da 19ª edição do Festival de Vitória –Vitória Cine Vídeo, sendo muitos deles premiados.

Livro homenageia centenário de cronista capixaba O livro ilustrado “Olhar do Braga sobre Cachoeiro” foi lançado no dia 29 de junho, e marca o centenário de nascimento do cronista capixaba Rubem Braga. O evento foi realizado na Casa dos Braga, sobrado da família onde o escritor passou sua infância, em Cachoeiro de Itapemirim, e que hoje abriga a Biblioteca Municipal. A obra reúne uma seleção de 35 crônicas em que o “Sabiá” revela, de forma referencial ou simbólica, plurais nuances de uma Cachoeiro ao mesmo tempo interiorana e universal. A seleção e organização dos textos ficaram a cargo de Marcelo Grillo, Fernando Gomes e Maria Elvira Tavares Costa. O projeto gráfico e as ilustrações são de Diego Scarparo.

Leitura para adolescentes Já chegou às livrarias de Vitória a 2ª temporada de “Minha Vida Fora de Série”, obra que conta a história de Priscila Vulcano Panogopoulos. Aos 16 anos, a adolescente enfrenta todos os medos e obstáculos que qualquer menina brasileira. Paula Pimenta, autora já queridinha dos adolescentes, esteve em terras capixabas no último dia 21 de junho e recebeu leitores para uma noite de autógrafos e bate papo.

Depois de nove meses, a restauração da fachada do Convento de São Francisco, no Centro de Vitória, finalmente chega ao fim. Construída no século XVI, a edificação já abrigou o Orfanato Cristo Rei e foi tombada como Patrimônio Arquitetônico Capixaba em 1983. Hoje, é ocupada pelas atividades administrativas da Arquidiocese de Vitória e pela organização de assistência social Cáritas Arquidiocesana. A restauração incluiu recuperação do reboco e da pintura das paredes da fachada principal do Convento – também conhecida como frontispício –, a manutenção do telhado da igreja e da capela, a melhoria da rampa para acesso de pessoas com dificuldade de locomoção e demolição de uma imensa parede de lajotas na parte frontal do edifício, para a recuperação das características originais do monumento. O Convento pode ser visitado de terça a domingo, entre 9h e 17h. A entrada é gratuita.

CINEMA MADE IN ESPÍRITO SANTO O interior capixaba está em alta no mercado cinematográfico. As primeiras cenas do longa-metragem “Lascados” já foram gravadas nos municípios de São Mateus e Conceição da Barra. A comédia conta a história de três jovens que saem de São Paulo com o objetivo de curtir o carnaval de Salvador, mas não chegam ao seu destino. No meio do caminho, eles conhecem a sedutora Cenilde, que vai complicar ainda mais a relação já conflituosa dos três amigos. Entre as estrelas está Chay Suede, capixaba que fez sucesso na novela “Rebeldes”. Ele vive Felipe, um jovem de 19 anos, paquerador e extremamente cara-de-pau.

RODA DE BOTECO DE COLATINA VAI ATÉ 10 DE AGOSTO Para os botequeiros de Colatina, os meses de julho e agosto têm um sabor especial. Até o dia 10 de agosto, acontece o Festival Roda de Boteco, que reúne 20 estabelecimentos este ano. O evento começou no dia 12 de julho. Os tira-gostos custam R$ 14,90 e quem pedir o petisco ganha uma Cerveja Itaipava Premium. A festa que encerra o festival, o Botecão Colatina, acontece no dia 17 de agosto, no Clube Itajuby, com show de Arlindo Cruz.

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GASTRONOMIA

Roda de Boteco 2013 divulga os vencedores

Foto: Divulgação

A já tradicional Roda de Boteco mais uma vez foi um grande sucesso neste ano. Para quem gosta de apreciar um lugar agradável, peticos de qualidade e uma boa conversa entre amigos, vale a pena conhecer os bares e os restaurantes vencedores da edição 2013. O Bar do Ceará, com o petisco Sol Cearense, e o Bar do Getúlio, com o petisco Carqueijo, conquistaram o primeiro lugar. Cada um recebeu R$1 mil em premiação e troféu. O Ceará venceu o concurso culinário na categoria “Bar”, enquanto o Getúlio foi o melhor no grupo “Boteco”. O segundo e terceiro lugar na categoria Bar foram do Banana’s Chopperia e Restaurante e do Papito’s Beer, respectivamente. Já na categoria Boteco, a segunda colocação ficou com o Bar do Zé e a terceira com o De Passagem Botequim

Outback traz opções para o inverno

OS GANHADORES

O Outback Steakhouse oferece um cardápio recheado de opções para ajudar a aquecer, no almoço ou no jantar, a estação mais charmosa do ano. Um dos pratos mais procurados é a Sopa do Dia, que tem diversas opções. Para acompanhar e acrescentar charme à refeição de inverno, nada melhor do que um bom vinho. A carta oferecida pelos 43 restaurantes da rede conta com bons exemplares australianos, chilenos, argentinos, portugueses, espanhóis, nacionais e espumantes.

CATEGORIA BAR 1º lugar

Ceará Bar, com o petisco Sol Cearense

2º lugar

Banana’s Chopperia e Restaurante com o petisco Rabada a la Bananas

3º lugar

Papito’s Beer com o petisco Rabada Bovina à Parmegiana

CATEGORIA BOTECO 1º lugar

Bar do Getúlio com o petisco Carqueijo

2º lugar

Bar do Zé com o petisco Feijoadinha de Boteco

3º lugar

De Passagem Botequim com o petisco Q Trem Bão

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1º lugar

Alcir Marriel (Bar do Getúlio)

2º lugar

Tiago dos Santos (Bar do Getúlio)

3º lugar

Everton de Oliveira (De Passagem)

O restaurante Guaramare é um dos mais tradicionais de Guarapari e seu proprietário, Vicente Bojovsk, é uma referência da gastronomia capixaba. A paixão pela culinária foi passada do pai para a filha, Maritza Bojovski. A chef recomenda o Misto de Peixe, Lagosta e Camarão. Os frutos do mar são grelhados e recebem um molho de manteiga e alcaparras. “É possível sentir o sabor verdadeiro do alimento, e a textura é incrível. O prato é acompanhado de arroz à grega e batata. Deve ser servido com um bom vinho, de preferência branco. Agrada a qualquer paladar, mesmo de quem não é fã de frutos do mar”, garante.

Fonte: www.rodadeboteco.com.br

Almoço de quarta

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Foto: Divulgação

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Foto: Divulgação

A grande novidade do almoço promocional do restaurante Ilha do Caranguejo, em Jardim Camburi, é a Moqueca Italianinha. O prato, que faz parte do cardápio das quartas-feiras, já foi o vencedor do festival Panela de Barro, como estrela do cardápio. Acompanhado de arroz, o prato é uma moqueca de camarão rodeada por polenta e coberta com queijo muçarela e catupiry. O preço normal é R$ 65,00, mas no almoço promocional, até as 16h30, sai por R$ 45,00 e serve de duas a três pessoas.

Foto: Renata Carvalhaes

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MAIS E MELHOR A HORA MAIS ESCURA LIVRO

Kathryn Bigelow, Sony/Columbia

O Guia do Pai Rico O Negócio do Século XXI

“Assisti há pouco tempo ao filme americano ‘A Hora Mais Escura’. Um filme instigante que vale a pena conferir pelo seu conteúdo repleto de informações históricas. Um dos melhores que vi nos últimos tempos. O filme fala dos ataques terroristas sofridos pelos EUA em 11 de setembro de 2001, que deram início aos esforços na busca pelo líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden.“

Robert T. Kiyosaki, Ed. Campus

Neste livro, Robert Kiyosaki evidencia por que você precisa construir seu próprio negócio - e qual tipo de negócio exatamente deve construir. E mostra que isso não significa apenas modificar o tipo de negócio com o qual você está trabalhando hoje. Kiyosaki demonstra como encontrar o que você precisa para desenvolver o negócio perfeito. Se você quer um futuro sólido, é preciso criá-lo.

Sergio Sotelino, presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (Ibef-ES)

CD

Unbroken

REDESCOBRIR

Demi Lovato, Universal

Depois de passar por um período difícil na vida e ter que enfrentar tratamentos por distúrbios alimentares e psicológicos, Demi produz seu mais inspirado álbum, que apresenta a artista como ela realmente é. Este álbum mostra a capacidade de superação que inspira fãs por todo o mundo.

Maria Rita, Universal Music “Tive a felicidade de ser presenteado recentemente com o CD duplo da cantora Maria Rita, ‘Redescobrir’, onde ela canta as canções gravadas por sua mãe, Elis Regina. Rever sucessos de Elis é sempre bom, e Maria Rita soube muito bem recuperar as emoções que sua mãe colocou nestas composições.”

DVD

Recanto Ao Vivo Foto: Divulgação

Gal Costa, Universal Music Gravado ao vivo no Rio de Janeiro com produção de Caetano Veloso e coprodução de Moreno Veloso, foi eleito o Melhor Show do Ano pelo Prêmio Multishow e Jornal O Globo. Incluindo canções do último álbum, “Recanto”, Gal ainda revê grandes sucessos de sua carreira.

JERUSALÉM, A BIOGRAFIA Simon Sebag Montefiori, Companhia das Letras

BLU-RAY

E o Vento Levou Os nostálgicos de plantão podem comemorar. Um dos maiores clássicos do cinema mundial ganha versão em Blu-ray, restaurado em alta definição na comemoração ao seu 70º aniversário. O filme conta a vida de uma mulher durante um dos períodos mais tumultuados da história da América, a Guerra Civil. www.revistaesbrasil.com.br •

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“Atualmente estou lendo livros para suprir meu interesse por história. ‘Jerusalém’ traz a história da cidade e, de certo modo, também a história do mundo. O livro é uma crônica dessa cidade fundada muitos séculos antes de Cristo por tribos cananeias.”

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Clark Gable, Warner Home Video

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Arildo Larrieu de Moraes, gerente comercial da Capel

Ronaldo Barbosa, designer e diretor do Museu Vale

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POR IVO NOGUEIRA DIAS

Momentos felizes Nossos momentos felizes se dão quase todos, na intimidade, quando ninguém está nos vendo. O barulho da chave na porta, de madrugada, trazendo um adolescente de volta pra casa. O cálice de vinho oferecido por um amigo com quem acabamos de fazer as pazes. Sentar-se no cinema, sozinho, para assistir ao filme tão esperado. Não pretendemos que as coisas mudem se sempre Depois de anos com o coração em marcha lenta, rever um ex-amor e descobrir que ainda é capaz de sentir palpitações. fazemos o mesmo. Os acordos secretos que temos com filhos, netos, amigos. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas A emoção provocada por uma frase de um livro. e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce A felicidade de uma cura. da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise E a infelicidade aceita como parte do jogo - ninguém é tão que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes feliz quanto aquele que lida bem com suas precariedades. estratégias. Quem supera a crise supera a si mesmo sem O que eu sei sobre aquele que parece radiante e aquela ficar superado. outra que parece à beira do suicídio? Quem atribui à crise seus fracassos Eles podem parecer o que for e eu seguirei sem saber de nada, e penúrias violenta seu próprio talento sem saber de onde eles extraem prazer e dor, como administram seus e respeita mais os problemas do que azedumes e seus êxtases, e muito menos por quanto anda a cotação as soluções. de felicidade em suas vidas. A verdadeira crise é a crise da incompetência. Costumamos julgar roupas, comportamento, caráter O inconveniente das pessoas e dos países juízes indefectíveis que somos da vida alheia - mas é um é a esperança de encontrar as saídas e soluções atrevimento nos outorgar o direito de reconhecer, fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida apenas pelas aparências, quem sofre e quem é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. está em paz. É na crise que se afl ora o melhor de cada um. A sua felicidade não é a minha, e a minha Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar não é a de ninguém. o conformismo. Toda felicidade é construída por emoções Em vez disso, trabalhemos duro. secretas. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que Podem até comentar sobre nós, mas nos é a tragédia de não querer lutar para superá-la. capturar, só com a nossa permissão.

A crise segundo Einstein

Martha Medeiros

Albert Einstein

Minha expectativa com estes dois textos é a de motivar algumas reflexões nos leitores, reflexões estas que me incentivaram a trazer os textos para a coluna em um momento em que o nosso Estado vive uma série de conflitos existenciais, estruturais e de gestão. Momentos felizes são por nós construídos a partir de atitudes nossas voltadas, primeiramente, para nós mesmos e com um olhar sobre os demais. Não dá pra ser feliz sozinho, com certeza. E isso é algo que quando trabalhado no nosso interior normalmente nos leva a crises existenciais, pois muitas vezes somos levados a atitudes que contradizem a busca da felicidade. Portanto, que a leitura e reflexão destes textos possam levá-los a atitudes transformadoras, mesmo que isso seja só pra você, mas que, com certeza, afetará os demais. Toda felicidade é construída por emoções secretas. A verdadeira crise é a crise da incompetência. ES Brasil • Julho 2013 79

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Aniversário de 55 anos da Findes 3

Lançamentos e homenagens marcaram a noite de comemorações dos 55 anos da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). Personalidades do mercado capixaba compareceram para prestigiar o lançamento do livro comemorativo, do selo em alusão aos 55 anos e a entrega de condecorações a destaques da economia do Estado. 1 Presidente do Sistema Findes, Marcos Guerra; presidente do Siges, João Baptista Depizzol Neto; presidente do Sinprocim, Dam Pessotti e o empresário, Wilmar dos Santos Barroso Filho. 2 Presidente do Sistema Findes, Marcos Guerra; empresária, Ada Mota; presidente do Sindifrio, Elder Marim e o empresário Egídio Malanquini. 3 Gerente geral de comunicação e relações institucionais da Samarco, Fernando Kunsch e o empresário Egídio Malanquini. 4 Presidente do conselho temático de relações do trabalho (Consurt) da Findes, Haroldo Olívio Marcellini Massa; presidente do Sindifrio, Elder Marim e o diretor administrativo da Findes, Luciano Raizer Moura.

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5 Diretor da Findes Ricardo Barbosa e sua noiva Gisele Maffioletti. 6 Secretário de Estado de Desenvolvimento, Nery de Rossi; presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade e o presidente do Sistema Findes, Marcos Guerra. 7 Superintendente do Sebrae, José Eugênio Vieira; presidente da Findes, Marcos Guerra e esposa, Giane Guerra.

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Super Acaps PanShow 2013 A tradicional feira do setor supermercadista e de panificação reuniu representantes do empresariado capixaba em torno do debate sobre novidades do mercado. Em pauta, inovações tecnológicas, técnicas diferenciadas de produção e comercialização e, claro, muitos negócios. 1 Superintendente da Acaps, Hélio Hoffmann Schneider; presidente do conselho consultivo da Abras, Sussumu Honda; governador Renato Casagrande; presidente da Acaps, João Carlos Devens e diretor da Abras Brasília, Alexandre Seabra. 2 Presidente da Cooperativa Agropecuária Veneza (esquerda), José Carnieli e o presidente da Cooperativa de Laticínios Selita (direita), José Onofre Lopes, recebem condecorações. Na foto posam com o presidente da OCB SescoopES, Estherio Sebastião Colnago.

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3 Durante a solenidade de abertura (da esquerda para a direita): o governador Renato Casagrande; o vice-governador, Gilvaldo Vieira; o presidente do Sindipães, Flavio Bertollo; o prefeito da Serra, Audifax Barcelos e o 1º vice-presidente da Findes, Manoel Pimenta. 4 Superintendente da Acaps, Hélio Hoffmann Schneider; presidente do Sindipães, Flavio Bertollo e diretor da Findes, Alejandro Duenas. 5 No estande do 4º Salão de Cafés Especiais do Espírito Santo, uma pausa para o cafezinho (da esquerda para a direita): proprietário do Café Campeão, José Guilherme; vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Egídio Malanquini; presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Américo Sato; presidente do Incaper, Evair Viera de Melo; secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli; presidente do Sincafé, Sérgio Brambila; diretor do Café Meridiano, Cleverson Pancieri; diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Nathan Herszkowicz.

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6 Diretor do Sebrae, Rui Dias; empresário e ex-presidente da Acaps, Waldês Calvi; superintendente do Sebrae, José Eugênio Vieira; vice-presidente da Acaps, Luiz Coutinho; superintendente da Acaps, Hélio Hoffmann Schneider; presidente da Cooperativa Agropecuária Veneza, José Carnieli e presidente da Abase, João Claudio Nunes.

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por Luiz Fernando Leitão tiragosto@revistaesbrasil.com.br

No topo A revista americana “Travel+Leisure” elegeu o Botanique Hotel&SPA, de Campos do Jordão (SP), entre os 60 melhores hotéis do mundo. O estabelecimento, que ficou na 23ª posição da lista, está em funcionamento há apenas nove meses, demorou oito anos para ser construído e custou R$ 41 milhões ao empresário Ricardo Semler, mais conhecido como autor do best seller “Virando a Própria Mesa”.

Pratos do dia Meu Malvado Favorito 2 Filme

Cardápio de assuntos • A visita do papa • A Telexfree • As ruas • A Libertadores • Os deputados estaduais • As depredações

Moquequinhas - O Caparaó vai ter Mountain Blues - O que a Alessandra Negrini tem com o ES? - Alô restaurantes do ES, uma moqueca de camarão em Salvador custa R$ 59,00!!! - Será que o Eike ainda quer o Jurong? - Cadê o frio?

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Como Ter Sorte Gunther

Dinheiro no bolso Segundo o IDC (International Data Corporation), o mercado brasileiro de smartphones cresceu 86,2% no primeiro trimestre de 2013. Números que já se refletem nas estratégias publicitárias do país. De acordo com a empresa de tecnologia Opera Midiaworks, o mercado brasileiro de publicidade móvel quadruplicou nos últimos 12 meses. E as oportunidades neste novo negócio não param por aí. O mercado de desenvolvimento e comercialização de aplicativos e o de gerenciamento e vendas de conteúdo mobile são dois outros nichos que têm projeção de crescimento de mais de 100% em 2013. Oportunidade é o que não falta.

Dica do chefe “Curtir a netinha” José Carlos Modolo (Zé Pão), empresário

- Na política, 2014 já começou...

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Brandwashed Lindstrom

A saideira!

A casa é do povo e não da Mãe Joana!!!

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