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Muito além

da brincadeira da redação

ESTUDO DE CASO A História de Maxwell Rodrigues e seu vídeo do Roll Royce, superHit do Youtube, já virou mais um caso intrigante merecedor de análises entre publicitários e profissionais estudiosos em midias sociais. Tudo começou com uma brincadeira do cantor de 24 anos, morador da cidade do Crato ( cidade do interior do Ceará, conhecida no sudeste por meio de uma música de Luiz Gonzaga - Tijolo de Buriti ). Maxwell ficou entusiasmado com a irreverência na música da Stephany Cross Fox (Absoluta), e quis “brincar” também com esse tema, oferecendo um video de resposta à ela. Interessante comentar que a interatividade em postar uma resposta a um video, possibilitada pelo YouTube, já é uma tradição antiga no Nordeste. Quando uma certa música “bomba” na região, caindo no gosto popular, outros artistas já tem o costume em compor outras músicas, com o mesmo tema, dando continuidade ao sucesso, como uma “resposta” ao hit do momento. E foi isso que o nosso herói fez. Criou o sucesso relâmpago: Rolls Royce. Um dos principais Hits do segundo semestre de 2009. A reação do público foi imediata. Fãs da Stephany,raivosos, inflamavam nos comentários do video de Max, alegando plágio. Novos Fãs de Maxwell elogiavam, alucinados com a resposta direta do video à moçoila. Enfim, todos os tipos de reações fervorosas aconteceram nesse longínquo agosto de 2009. Situações que só uma Instant-Celebrity pode causar e passar.

E Max causou e passou por tudo isso, mas não foi amparado por profissionais competentes que poderiam alavancar sua carreira profissional séria. Um mal planejamento por conta da exposição excessiva ao lúdico acabou ofuscando o trabalho sério do cantor e compositor Cearense. Um viral poderoso, como foi o vídeo do Roll Royce, não foi o suficiente para posicionar o cantor no mercado fonográfico. E a razão de tudo isso foi exatamente o “pós-venda” bagunçado e ineficiente de empresários.

SEM CARONA Mas como todo bom Cearense, o nosso “Tijolinho de Buriti” não desiste. Almejando o reconhecimento nacional, sua agenda está sempre lotada de shows por toda região do Cariri.

Dono de um talento surpreendente

e uma voz poderosa, sabemos que a qualquer momento ele estoura novamente, provando que não veio só por brincadeiras instantâneas, como a Stephany. A propósito ele esta em busca de um Empresário competente. http://oficialmaxwell.blogspot.com/


Mas afinal ... ... quem são eles ? Por: GENÉZIO VERDADE

Eheiros, les são engraçados, arteiros, conselfesteiros e caseiros ao mesmo

tempo. Não estão nem aí para o que os outros pensam a respeito deles, mas querem muito expressar tudo aquilo que eles pensam das pessoas que convivem ou cruzam seus caminhos. Essa é a Vida De Dois Ursos.

Misteriosos, não querem revelar suas

identidades secretas. Se beneficiam do privilégio de não ter seus rostos expostos, mas ao mesmo tempo, escancaram suas vidas para qualquer um ver, analisar e julgar. Tudo que escrevem no Blog são histórias reais, vividas intensamente pela dupla. Se consideram a “Tiazinha dos Ursos” e explicam: - Vocês sabem o que aconteceu quando a Tiazinha ( Suzana Alves ) retirou sua máscara ?? Virou aquela coisa sem vida e sem sal. Queremos continuar salgadinhos, rsrs - revela o Urso da Esquerda. Eles se denominam assim: Urso da esquerda ( #UrsoLeft ) e Urso da Direita ( #UrsoRight ). Conquistam progressivamente os Ursos Brasileiros e tem futuros projetos ambiciosos, mas não ousam contar. O que será que eles vão aprontar mais do que já aprontam? Quando questionamos sobre qual o objetivo do blog e de tudo que fazem na rede , vide Youtube, Twitter, Facebook, etc., eles são rápidos em dizer: “ Queremos apenas mostrar à todos que

somos normais como qualquer casal apaixonado nesse planeta. A diferença é que temos dois pênis, muitos pêlos e nenhum glamour” Um blogueiro famoso ( www. pampublikong. blogspot.com) escreveu algo que podemos definir a razão da existência da dupla: “ Eles querem desconstruir e descontrair o dito Movimento dos Ursos no Brasil. Tudo começou quando eles twittavam por meio de um Fake Brega de sucesso ( cujo qual também não querem revelar ). Entre as twittadas, encontraram um Urso, (@PatadaDoUrso) que vive em uma cidade do Sul do País, onde não existe cinema, shopping e quase nada pra fazer. Além de tudo, seu melhor amigo é homofóbico e nao sabe que ele é gay. Suas twittadas depressivas e realistas conquistaram a dupla que viram nele uma inspiração. “ Podíamos também contar nossas histórias reais para as pessoas saberem as situações absurdas que vivemos”. Na mesma hora criaram o Twitter @DoisUrsos e começaram a twittar as suas vivências nesse mundo louco, homofóbico, simpatizante, engraçado e divertido que permeia suas vidas. Eram tantas situações, que resolveram criar um blog, apenas para arquivar suas twittadas. O Blog foi crescendo e, com ele, novas ideias brotavam constantemente da dupla. Hoje, a grande novidade é a internacionalização de suas vidas. Criaram o www.LifeOfTwoBears e o www.LavidaDeDosOsos.com , nessa primeira etapa, traduzindo para o inglês e para o espanhol, respectivamente, seus textos e suas histórias que beiram a surrealidade.*

Frases dos Dois Ursos “Iremos patentear a goiabada granulada para comer com queijo ralado “ “UrsoLeft sempre jogava futebol, com os amigos, na quadra dos Bombeiros do bairro. Será que o lance dos uniformes veio de lá? Oi? Cof, cof. “ “Acreditam que já nos questionaram que quando nos intitulamos de UrsAs, para expressar alguma coisa, o povo fica cobrando “macheza” da gente ? Ah, meu cú, né !” “Seria muito chato ter que fazer o hominho ou a mulherzinha para provar alguma coisa a alguém. O Bom é ser Feliz e mais nada. NADA !” “Pode até ser um preconceito nosso, mas achamos meio estranho essa onda toda de GayFriendly.Hotéis GayFriendly significa que tem cotas para gays, é isso, rsrs ?”

Saiba mais em :

www.VidaDeDoisUrsos.com

Tradução dos amigos: Olavo Domingues

Para o inglês:

Para o espanhol:

Franco Pastura


Os números do

Jornalismo do Futuro. Por Cleyton Carlos Torres Números. Todos adoram. Todos odeiam. Números são altamente manipuláveis, mas são apenas números. Mesmo assim, números fazem você acreditar em quase tudo. Não importa se algo é parcialmente falso, se te apresentarem números, você, ao menos, irá verificar uma possível concordância com aquele determinado ocorrido que foi exposto. E quando os números tratam de nós mesmos, sobre o que nós produzimos, devemos confiar? Não estamos falando do que produzimos em matéria ou espaço físico, mas do que produzimos e conhecimento. Sabemos que conhecimento é algo não palpável, não tangível. Você pode escrever um livro sobre suas memórias, mas jamais poderá medir a quantidade de conhecimento que seu cérebro já processou.

Porém, e se apresentássemos números

você mudaria sua visão sobre o conhecimento humano? E sobre o jornalismo? Qual é o cenário – e os números – que a imprensa irá enfrentar no futuro? Impossível traçar algo extremamente preciso, mas podemos expor fatos, ou melhor, números, que demonstram claramente qual será o principal concorrente do jornalismo em um futuro muito próximo: nós mesmos.

Por minuto, são postados em

média 24 horas de vídeo no YouTube. Se contarmos que cada vídeo tem por volta de uns 10 minutos, imaginem quantos milhares de usuários estão acessando o serviço ao mesmo tempo. O YouTube se tornou maior do que a BBC ou a CNN. Há mais conteúdo produzido e publicado na internet do que nos últimos 30 anos de produção das maiores redes americanas de televisão juntas.

A essência persistirá O Flickr, site para publicação de imagens e fotos do Yahoo!, já se tornou o maior depósito de fotos da história humana. Impressionante, não? Se tentarmos imprimir em papel todo o conhecimento que circula na internet, contanto como se fosse possível imprimir, além dos artigos e livros, fotos, vídeos e sons, a quantidade impressa atingiria o volume de quatro planetas Terra. Sabemos, também, que apenas uma edição de domingo do jornal americano The New York Times contém mais informações do que um homem que viveu durante o Iluminismo conseguiu acumular durante toda a vida. A própria Wikipédia está se tornando a maior enciclopédia do mundo, quebrando gigantes como a Enciclopédia Britânica. É o conhecimento aberto, sem fronteiras, produzido para e pelos usuários.


Digitalize sua manchete aqui.

Todos esses dados são, no mínimo, fascinantes. O maior dos gigantes, o site de buscas Google, tem como lema “digitalizar todo o conhecimento da humanidade”. E após analisar esses números isso não parece ser tão impossível. Entretanto, uma questão fica sem resposta: se há disponível na internet praticamente todo o conhecimento humano, como o jornalismo deve reagir perante esse novo mundo, esse novo modelo de mercado emergente e sem limites de crescimento? Como atuar em um cenário onde todos publicam textos, áudios (de músicas até entrevistas acadêmicas), vídeos ou qualquer outro tipo de arquivo que se queria compartilhar é um assunto a ser debatido, principalmente, no meio acadêmico. O jornalismo que irá emergir no futuro deve ter em mente que jamais conseguirá alcançar a linha de produção existente entre os usuários. Será necessário, entretanto, complementá-la, analisá-la e contextualizá-la, apresentando argumentação e um discernimento não existentes na maior parte do que é postado na web. Os números do jornalismo do futuro pertencem a uma regra básica: não tente vencer a web 2.0 impondo quantidade, transforme-a em uma aliada apresentando qualidade. O jornalismo do futuro será o mesmo do passado. Mudam os atores, os cenários e os enredos, mas a essência do fazer jornalismo sempre persistirá.

Sobre o autor: Cleyton Carlos Atualmente desempenha trabalhos em assessoria de imprensa e consultoria de mídia. Pesquisa a área de comunicação e novas mídias, trabalhando na plataforma Blogger desde 2006, com ênfase em comunicação digital, cibercultura, mídias sociais, redes sociais, digimundo, jornalismo, jornalismo online, meios multimídias e internet. Editor do Blog Mídia8! www.blogmidia8.com

INVASÃO


T

rabalhando como DJ há 14 anos, Alexandre Bispo é um dos grandes nomes das pistas mais disputadas da noite paulistana. Começou a tocar, por acaso, no extinto bar “A Torre” , do Dr. Zero, onde foi contratado como promoter do evento. Como a casa nao tinha condiçoes de ter um DJ, Bispo se aventurou com sua coleção de discos, aprendendo na raça, a discotecar na noite. Revelando que sua principal influência é o rock, mas também o soul, funk,disco, jazz e house de chicago e detroit, DJ Bispo, em um contato muito simpático, gentilmente cedeu uma entrevista exclusiva para a Revista Genézio, respondendo assuntos polêmicos que envolvem sua profissão. REVISTA GENÉZIO: DJ, o correto é “tocar” ou “discotecar” ? DJ BISPO: Toda vez que digo a uma pessoa que toco, ela me pergunta qual instrumento. Depois de um certo tempo o mixer passa a ser um instrumento. Mas o mais apropriado é dizer discotecar. REVISTA GENÉZIO: Hoje, qual é o grande nome mundial nas pistas?

La amet lore vent adio dolessequam vulla

DJ BISPO: Nossa, que difícil... Acho que é o David Guetta né? Um Dj que gosto muito Iquat veniamc faciliquisl ullaorting é o Marco Corola. Gostaria muitoonulla de revê-lo.

Ecte molut ulla con

REVISTA GENÉZIO: Genézio, ironicamente, sempre brinca que, ao completar 50.000 seguidores, o Twitter oferece um diploma de DJ para a pessoa. Como você vê essa onda das sub-celebridades ou web- celebridades virando DJiustio ?? Modolor

DJ BISPO: Apelativo! Não gosto disso porque inferiorizam nosso trabalho. Dá a entender que qualquer um pode subir ali e tocar. E não é verdade, é muito dificil. Há um trabalho de pesquisa, de marketing pessoal, de carisma e técnica. Os promoters costumam colocar essas sub-celebridades para chamar a atenção da mídia e de pessoas que se impressionam com uma figura e não com a música. Se o DJ está tocando uma música que não cativa as pessoas, o local não funciona. Eu digo sempre que o bom DJ deve ficar de olho no consumo do bar e na saída da casa. Se as pessoas não estão consumindo ou estão indo embora, troque a música. Vc acha que uma subcelebridade sabe disso? Outro dia foi tocar um tal EX-BBB no Super Sonique. Ele até mixa bem, mas as músicas não empolgavam. Ele tocava de cara fechada, as pessoas perceberam isso e foram embora. No final quando ele foi receber disse que aquela quantia, a qual ele chamou de merda, iria doar para os pobres e depois virou aos seus amigos e disse “Desculpe-me por trazer vcs a um lugar aonde só vem viado, vamos a uma balada de verdade”. Foda né? REVISTA GENÉZIO: E o que acha dos DJs que levam o set prontinho de casa e nao discotecam nada ao vivo? DJ BISPO: Isso se chama Dead P.A.Eu acho ridÍculo. Para quem gosta de boa música isso é um assassinato. Se eu descobrisse que o DJ de uma festa que eu estou está fazendo isso, com certeza pediria o dinheiro de volta. REVISTA GENÉZIO: O DJ tem que fazer performance? (tirar camisa, dançar “descoladamente”, etc) ? É contra isso ? DJ BISPO: (risos) ...dançar descoladamente é muito bom!!! Eu não sou contra DJs performáticos não. Eu acho até divertido! Tem DJ que é mais performático que outro, acho que faz parte do nosso show (risos). Eu mesmo já tirei a camisa,já dancei um monte e já fui de máscara tocar. Hoje ando mais quietinho, prestando atenção nas viradas e tal. DJ perfomatico, no geral, não tem tempo para muita técnica. (risos)


REVISTA GENÉZIO: Atualmente muitos DJs de todas as vertentes da música eletrônica estão postando suas recentes produções no SoundCloud.( Rede social para disponibilizar suas mÚsicas para download ou streaming). Dá para seguir os produtores, como no Twitter e fazer comentários diretamente na forma de onda gráfica da musica. Você tem uma conta no soundcloud? DJ BISPO: Tenho sim. É muito bacana mesmo. Para quem é DJ e promoter, atualmente é essencial. O meu é : http://soundcloud.com/djbispo

FOTO: @AleMacedo


Revista Genézio-01