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Informação da Câmara Municipal de Alcochete ABRIL 2011 | Número 0 | Distribuição Gratuita www.cm-alcochete.pt

alcochete

ENTREVISTA com Presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Luís Miguel Carraça Franco

FRENTE RIBEIRINHA E EDUCAÇÃO SÃO PRIORIDADES › PÁGINAS 8 E 9

AUTARQUIA PERSPECTIVA O FUTURO DO CONCELHO ATÉ 2025

REQUALIFICAÇÃO NO LARGO ANTÓNIO DOS SANTOS JORGE

ALFREDO CANÁRIO DESTACA INVESTIMENTOS NA SOC. IMPARCIAL

› PÁGINAS 4 E 5

› PÁGINA 7

› PÁGINAS 12 E 13


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Informação da Câmara Municipal de Alcochete CÂMARA APROVA PRESTAÇÃO DE CONTAS 2010 Na reunião de Câmara realizada a 13 de Abril, nos Paços do Concelho, o Executivo Municipal aprovou por maioria, com a abstenção dos Vereadores do Partido Socialista, a Prestação de Contas e o Relatório de Gestão 2010. As contas municipais referentes ao ano transacto ficaram marcadas por uma significativa redução das receitas ao nível dos impostos indirectos e pelos valores positivos alcançados ao nível do IMT e do IMI.

SÍNTESE

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FICHA TÉCNICA Inalcochete PERIODICIDADE Bimestral | PROPRIEDADE Câmara Municipal de Alcochete MORADA Largo de São João 2894-001 Alcochete | Telef.: 212 348 600 DIRECTOR Luís Miguel Carraça Franco, Presidente da Câmara Municipal de Alcochete EDIÇÃO SCI – Sector de Comunicação e Imagem | COORDENAÇÃO DE REDACÇÃO Susana Nascimento REDACÇÃO Íngride Nogueira, Micaela Ferreira, Rosa Monteiro | FOTOGRAFIA SCI PAGINAÇÃO CJORGE – Design & Comunicação e Rafael Rodrigues/SCI IMPRESSÃO Empresa Gráfica FUNCHALENSE | DEPÓSITO LEGAL (em emissão) REDACÇÃO E FOTOGRAFIA SCI – Sector de Comunicação e Imagem | Telef.: 212 348 658 dmc.sci@cm-alcochete.pt | TIRAGEM 10 000 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

A partir do n.º 1 do InAlcochete, a Câmara Municipal vai incluir no alinhamento desta nova publicação uma nova secção, intitulada InPlural, na qual será divulgada informação sobre as matérias abordadas em Assembleia Municipal, pelas três forças políticas representadas neste órgão autárquico.

MUNÍCIPES ADEREM AO PROJECTO HORTAS SOCIAIS No âmbito do projecto “Hortas Sociais”, a Câmara Municipal e a Fundação das Salinas do Samouco reuniram, este mês, no Fórum Cultural, com os 33 candidatos a hortelões. Durante a sessão foram atribuídas as diferentes parcelas de terreno e foi apresentado o regulamento de funcionamento das Hortas Sociais.

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1. INFOCO “Alcochete 2025” – Câmara Municipal elabora Plano Estratégico e de Desenvolvimento para o Município. Participação da população e de todos os agentes económicos e sociais é fundamental para constituir uma visão e estratégia futura.

2. INLOCAL Obras decorrem no Concelho: em São Francisco, destaque para a construção do Centro Escolar e, em Alcochete, para as intervenções na Rua João de Deus e no Largo António dos Santos Jorge.

3. GRANDEPLANO Em entrevista, o Presidente da Câmara Municipal destaca os grandes investimentos e desafios para o Concelho. Ordenamento do território e regeneração urbana são as grandes apostas deste mandato.

4. INVIDA O Fórum Cultural é novamente palco de grandes artistas nacionais.

Em Março, David Fonseca encerrou a digressão em Alcochete e, em Abril, Sérgio Godinho actua nas comemorações do 25 de Abril.

5. INMOVIMENTO Alfredo Canário cumpre o segundo mandato à frente da Sociedade Imparcial de Alcochete e, nesta edição, salienta os desafios alcançados por esta colectividade

6. INEMPRESARIAL A Dias de Sousa é uma das principais empresas de importação de equipamentos analíticos e científicos no país e está sedeada no Parque Industrial do Batel. Em entrevista, o Eng.º Dias de Sousa revela o percurso desta empresa que conta já com 28 anos de actividade.

7. ENCANTOS E TRADIÇÕES Em Abril, com a realização de mais um Círio dos Marítimos, Alcochete protagoniza momentos de fé e culto à Nossa Senhora da Atalaia.


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Informação da Câmara Municipal de Alcochete PROTECÇÃO CIVIL SENSIBILIZA UTENTES DA PISCINA MUNICIPAL Com o objectivo de prevenir os utentes da Piscina Municipal sobre as medidas a adoptar em situação de sismo, o Serviço Municipal de Protecção Civil realizou um conjunto de acções de sensibilização neste equipamento municipal. “O cidadão é o primeiro agente de protecção civil” foi o lema desta iniciativa que sensibilizou cerca de 700 munícipes.

3.

EDITORIAL

LUÍS MIGUEL CARRAÇA FRANCO Presidente da Câmara Municipal de Alcochete

Novo InAlcochete para melhor informar os nossos munícipes Caros (as) Munícipes,

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Após quase quatro anos de existência, o InAlcochete, tal como o conhecemos, em formato newsletter (folha informativa), despede-se de nós e passará a circular, a partir deste mês de Abril, num novo formato e com uma nova periodicidade. Embora, tenhamos tido sempre a percepção de que a população depressa se identificou com aquele projecto, o qual também muito nos satisfez no imediato, sempre existiu da nossa parte a noção de que o mesmo, em termos de espaço era bastante exíguo o que nos fazia sentir, cada vez mais, a necessidade de reflectir junto da nossa população a imensa actividade que a Câmara Municipal produz, quase que diariamente, conducente à progressiva concretização dos compromissos assumidos perante a população. E, precisamente, dada a sua exiguidade modificámos o seu formato com base em dois princípios fundamentais: Como verdadeiro instrumento de cidadania de participação cívica dos cidadãos e de democracia directa e participativa e, deste modo, encontrar, mais espaço para informar, mais e melhor os nossos munícipes, de um Um novo instrumento modo mais relevante, transparente e objectivo sobre de cidadania, a actividade desenvolvida pela CMA e, por outro de participação cívica lado, uma maior racionalização de custos, pois ao dos cidadãos contrário do que possamos pensar este é um fore de democracia directa mato que nos permite uma maior redução no orçamento, incluindo os custos inerentes à publicidade e participativa, própria do Município. com mais espaço O InAlcochete, que tem agora nas suas mãos, deipara informar. xou assim o seu formato de newsletter e surge-nos em formato tradicional, o de um jornal de 16 páginas, divididas nas mais variadas secções, nas quais destaco aquelas em que damos voz ao nosso movimento associativo, em que damos a conhecer as empresas sediadas no concelho de Alcochete e aquela na qual destacamos as diferentes sensibilidades da actividade política dos três partidos com assento na Assembleia e Câmara Municipal. Neste número zero gostaria de destacar a grande reportagem “Alcochete 2025 – um futuro planeado”, os artigos sobre as obras de requalificação no Largo António Santos Jorge e as entrevistas a Alfredo Canário, Presidente da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898, ao Eng.º Dias de Sousa, Administrador do Grupo Dias de Sousa, e a um nome incontornável da música portuguesa, Sérgio Godinho. Não seria possível terminar sem fazer uma alusão à passagem de mais um aniversário do 25 de Abril. Comemoramos 37 anos de Liberdade e Democracia, valores fundadores do nosso regime político e que introduziram profundas transformações na nossa sociedade, comemoramos, igualmente, o nascer de uma nova sociedade, assente na cidadania, a qual, apesar dos momentos complicados que atravessa, se vem desenvolvendo e encarando com a confiança necessária o futuro. Os desafios que temos pela frente não são fáceis e exigem-nos muita dedicação, persistência e trabalho, mas estamos certos que com a nossa força e o nosso empenho continuaremos a merecer a confiança da nossa população na construção de um Concelho cada vez mais desenvolvido!


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Informação da Câmara Municipal de Alcochete

FOCO

CÂMARA DEBATE “ALCOCHETE 2025” COM AGENTES ECONÓMICOS A Câmara Municipal promoveu no passado dia 14 de Abril, no Clube Náutico Alfoz, uma reunião de trabalho com o professor Augusto Mateus, que envolveu agentes económicos, dirigentes e representantes de organismos regionais e nacionais, no âmbito da elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Município – “Alcochete 2025”. Luís Miguel Franco destacou a importância de envolver os agentes e a população na elaboração deste instrumento de planeamento: “Identificámos 5 eixos estratégicos, que agora estão sujeitos a discussão e reflexão, e pretendemos obter uma análise critica em relação ao que é proposto em termos de desenvolvimento para o Município”. Neste encontro no qual foram abordadas as grandes linhas orientadoras do Plano, assim como os modelos de parceria e cooperação que se podem estabelecer entre a Câmara Municipal e os agentes económicos, participaram, entre outros, a Presidente da CCDR-LVT, Arq. Teresa Almeida, e o Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, o Eng. Tito Rosa.

Alcochete 2025 – um futuro planeado

O FUTURO SUSTENTADO DE ALCOCHETE PASSA PELA REGENERAÇÃO URBANA.

Pensar e perspectivar Alcochete num horizonte temporal até 2025 constitui o grande desafio que a Câmara Municipal quer partilhar com os munícipes, no âmbito do “Alcochete 2025” – Plano Estratégico e de Desenvolvimento para o Município. No que concerne à visão e estratégia para um território que enfrenta grandes desafios, o plano estratégico tem subjacente a ideia de se constituir como a Carta Magna do Concelho, indutora de uma acção concertada entre todos os agentes com intervenção local. Ou seja uma carta de compromissos, não apenas para a Câmara Municipal, mas um instrumento operacional dirigido a todos os serviços públicos, agentes económicos, sociais, culturais e aos cidadãos em geral, envolvendo-os de forma directa na definição de “Alcochete 2025 – Visão e Estratégia”. O Plano Estratégico para o Desenvolvimento de Alcochete tem subjacente a definição de um modelo de desenvolvimento que valorize as potencialidades turísticas, económicas, sociais e de inovação do Concelho, num horizonte temporal até 2025, e que reflicta simultaneamente as necessidades dos munícipes. “Pretende-se que este instrumento seja o resultado de um envolvimento absoluto de todos os intervenientes, construindo a concertação necessária e desenhando as soluções para melhor responder aos desafios que temos pela frente, privilegiando um modelo de governação democrática e participada”, referiu o presidente da Câmara, Luís Miguel Franco, aquando da apresentação pública do Plano. Encarar o futuro de uma forma pragmá-

tica e ambiciosa, abraçar a mudança e o que é inovador sem esquecer as raízes e a forte identidade local existente, que constitui por si só um atractivo e simultaneamente um aspecto diferenciador, agarrar as oportunidades existentes e atrair novas vontades e agentes são alguns dos princípios que norteiam a elaboração deste plano. Alcochete precisa de uma estratégia de mudança que preserve de forma inteligente os aspectos identitários existentes, assim como a riqueza cultural, patrimonial e natural, geradores de riqueza e pólos de atracção para novos mercados e investidores. TERRITÓRIO ATRACTIVO E INTEGRATIVO COM ENORMES POTENCIALIDADES Integrado na Área Metropolitana de

Lisboa, o Município de Alcochete regista uma taxa de crescimento demográfico, no período entre 2001-2008, na ordem dos 34%, um crescimento urbanístico acelerado, com 3216 fogos licenciados para habitação no mesmo período. A proximidade ao rio confere-lhe uma dinâmica muito própria com implicações na definição de aspectos identitários, práticas, usos e costumes, à qual não é alheia a evidente relação integrativa que o Estuário do Tejo mantém com o Núcleo Antigo da vila de Alcochete, reveladora de um valioso património social, cultural e ambiental. O enquadramento paisagístico com as áreas protegidas, localizadas no território, confere ao concelho de Alcochete um posicionamento privi-

Alcochete precisa de uma estratégia de mudança que preserve de forma inteligente os aspectos identitários existentes. O Concelho continua a ser um território atractivo com enormes potencialidades.

legiado para o desenvolvimento do turismo e lazer na natureza, tirando partido da qualidade paisagística e ambiental existente. A componente rural assume também neste território uma grande importância, associada à crescente procura de produtos naturais e actividades de lazer em espaço rural, valorizando a tradição e genuinidade associada aos produtos rurais. Este é um território com uma forte identidade cultural, onde tem sido possível manter um ritmo de crescimento populacional equilibrado. Perante estes indicadores, reveladores que o Concelho continua a ser um território atractivo com enormes potencialidades, sem esquecer a nova localização do Novo Aeroporto de Lisboa, os projectos estruturan-


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Informação da Câmara Municipal de Alcochete

inFOCO tes tais como a Plataforma Logística do Poceirão, a nova Ponte BarreiroChelas, a Rede de Alta Velocidade e as novas acessibilidades rodo-ferroviária, com forte impacto para a Região e para o País, a Câmara Municipal decidiu adequar o ritmo da revisão do Plano Director Municipal, lançar procedimentos concursais para a elaboração das cartas da REN e da Avaliação Ambiental Estratégica, e participar simultaneamente, no processo de alteração do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML). No caso da Avaliação Ambiental Estratégica, cujo relatório de factores críticos para a decisão já foi apresentado no passado mês de Fevereiro, em reunião de Câmara e Assembleia Municipal, constitui mesmo uma obrigatoriedade inerente ao processo de revisão do PDM, enquanto instrumento que avalia a forma como as estratégias do PDM-Alcochete respondem aos problemas de sustentabilidade críticos no Município, e quais os riscos e oportunidades que poderão ser suscitados no futuro.

A Câmara Municipal decidiu adequar o ritmo da revisão do PDM, lançar procedimentos concursais para a elaboração das cartas da REN e da Avaliação Ambiental Estratégica e participar simultaneamente, no processo de alteração do PROT-AML

Fase preliminar de diagnóstico está concluída Em elaboração pela equipa técnica de Augusto Mateus e Associados, o Plano Estratégico e de Desenvolvimento de Alcochete já conheceu três momentos públicos, nomeadamente, na conferência “Que desafios para o Concelho de Alcochete?, realizada a 3 de Julho de 2009, no Fórum Cultural de Alcochete, na qual estiveram presentes, além do Executivo Municipal e do Prof. Augusto Mateus, muitos cidadãos que participaram activamente no debate de ideias, que marcou o início da delineação da visão e estratégia a longo prazo para o Município de Alcochete. Mais recentemente, o Plano esteve em discussão na reunião de Câmara de 16 de Fevereiro último, na qual foi aprovado, por unanimidade, o processo de participação pública do mesmo, e na reunião da Assembleia Municipal, de 25 de Fevereiro úl-

timo, durante a qual os deputados municipais tomaram conhecimento do estado de maturidade do mesmo. Após muitas reuniões de trabalho na Câmara Municipal, deslocações ao terreno e identificação dos pilares fundamentais para a concepção da estratégia que melhor defenda os interesses de Alcochete, o plano está actualmente numa fase de diagnóstico, onde estão claramente identificados os pontos fortes e fracos desde concelho ribeirinho, a dinâmica territorial, além dos eixos estratégicos de intervenção nas diferentes áreas, nomeadamente: Eixo 1 - Alcochete espaço de capitalidade nas funções associadas à biodiversidade e conservação da natureza e "porta de entrada" da Reserva Natural do Estuário do Tejo; Eixo 2 - Alcochete espaço de visitação e lazer; Eixo 3 - Alcochete espaço de iniciativa,

Estão claramente identificados os eixos estratégicos de intervenção.

empreendedorismo e localização empresarial; Eixo 4 - Alcochete espaço de atractividade residencial; Eixo 5 Governança e governabilidade. A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO PÚBLICA O processo de participação pública assume agora uma importância vital na elaboração do Plano pois pretende envolver, de forma directa, os cidadãos de maneira a integrar as suas preocupações, opiniões e receios. É nesse sentido que a Autarquia está a promover a realização de Ses-

sões Temáticas, abertas à participação da população em geral, dos agentes económicos, sociais e educativos, para que desta forma o plano estratégico integre as reflexões de todos. Além disso a Autarquia criou o email alcochete2025@gmail.com, que já recebeu alguns contributos, e está a desenvolver um site exclusivamente dedicado às questões do plano estratégico, onde poderá ser encontrada toda a informação sobre a elaboração, as diferentes fases do diagnóstico deste documento estratégico fundamental para o desenvolvimento sustentável do Concelho. As redes sociais pelo seu crescente impacto na sociedade moderna estão também incluídas neste processo, nomeadamente nos canais da Câmara Municipal no Facebook e no Twitter. Participe! Envie-nos a sua opinião. Consigo construímos o futuro!

REGENERAÇÃO DA FRENTE RIBEIRINHA ALTERA PORTA DE ENTRADA EM ALCOCHETE

PROJECTO DE REQUALIFICAÇÃO DA AVENIDA D. MANUEL I.

Objecto de candidatura no âmbito do Programa Operacional Regional de Lisboa do QREN, o programa de acção para a Regeneração da Frente Ribeirinha de Alcochete constitui uma prioridade para a Câmara Municipal. A Regeneração da Frente Ribeirinha é o ponto de partida na implementação de um novo modelo de valorização da Vila, com evidentes impactos ao nível do ordenamento do território e repercussões arquitectónicas, paisagísticas, ambientais, sociais e económicas. Após a conclusão do estudo conceptual segue-se o desenvolvimento dos projectos de execução, projectos de especialidade, que numa fase posterior vão possibilitar o lançamento de concursos relacionados com cada uma das intervenções. Neste sentido a Autarquia contemplou já para 2011, no que diz respeito ao Plano Plurianual de Investimento, as dotações das rubricas correspondentes, que permitirão lançar os procedimentos e eventualmente iniciar as obras durante o segundo semestre do próximo ano.

Neste programa de acção estão integrados os projectos e estudos considerados estruturantes para o Concelho e que se revelam na requalificação do Miradouro Amália Rodrigues, da Rua do Norte, do Largo da Misericórdia, da Av. D. Manuel I (vertente terrestre e marítima), da Rua Chão do Conde/ Rua Carlos Manuel Rodrigues Francisco, da Rua João de Deus/ Rua do Catalão e do Largo Coronel Ramos da Costa/ Largo João da Horta. Destaque-se ainda o Plano de Pormenor do Alto dos Moinhos – Parque Urbano Ribeirinho, desenvolvido em parceria com a Libertas S.A. e que se constituirá num aprazível espaço verde, de estadia e lazer, com cerca de oito hectares. Recorde-se que a Fundação João Gonçalves Júnior, a Santa Casa da Misericórdia, o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade/ Reserva Natural do Estuário do Tejo e a Administração do Porto de Lisboa são as entidades que, em parceria com a Câmara Municipal, se candidataram ao Programa de Acção para a Regeneração da Frente Ribeirinha.


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in AUTARQUIA CRIA NORMAS PARA TRANSFERÊNCIA DE VERBAS PARA ESCOLAS No âmbito de uma política de transparência, a Câmara Municipal elaborou um conjunto de normas que vão regulamentar as transferências do Município para os estabelecimentos de educação pré-escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico da rede pública do Concelho. Numa altura em que se vivem fortes constrangimentos económicos, a Autarquia integrou num único documento as normas e os princípios que devem orientar as transferências financeiras que são realizadas para apoiar a gestão do Agrupamento, a concretização de projectos ou actividades pedagógicas decorrentes do plano anual de actividades e a acção social escolar.

SINALIZAÇÃO HORIZONTAL REFORÇA SEGURANÇA NAS ESTRADAS A Câmara Municipal concluiu em Março um conjunto de trabalhos que reforçaram a sinalização horizontal no Concelho. Nas Estradas Municipais 501 e 502, nas Avenidas São Francisco de Assis e D. João II, que estabelecem a ligação entre as freguesias de Alcochete e São Francisco, e num troço do Caminho Municipal 1004, entre o Pinheiro da Cruz e o Entroncamento, foram repintados os eixos rodoviários e as respectivas guias laterais. Devido à intensa circulação rodoviária, a sinalização horizontal nestas vias públicas apresentava pouca visibilidade, o que dificultava uma circulação em segurança. Com o mesmo objectivo, a Autarquia reforçou ainda a pintura dos eixos rodoviários no Caminho Municipal 1003, num troço do Caminho Municipal 1004, entre o Pinheiro da Cruz e São Francisco, na Rua do Futebol Clube de São Francisco e nas Avenidas Canto do Pinheiro e 5 de Outubro, em Alcochete. O conjunto destas intervenções representou um custo de €20.754,82.

Informação da Câmara Municipal de Alcochete

LOCAL

PARQUE DE MERENDAS EM SAMOUCO COM SANITÁRIOS PÚBLICOS Os cidadãos que frequentam o Parque das Merendas em Samouco vão poder beneficiar dos sanitários públicos que foram instalados neste espaço verde, junto à Praia Fluvial desta freguesia. Este equipamento, adquirido pela Junta de Freguesia de Samouco, vem dar resposta às necessidades dos cidadãos que usufruem deste espaço para momentos de lazer ao ar livre. Antes da instalação deste novo equipamento, a Câmara Municipal pavimentou a área envolvente com lajetas de betão, estabeleceu a ligação às redes de água e de águas residuais e dotou esta área das condições necessárias para, numa fase posterior, ser instalada iluminação pública. A manutenção dos sanitários públicos fica a cargo da Câmara Municipal de Alcochete.

Reunião em São Francisco incluiu visita ao Centro Escolar O Executivo Municipal visitou as futuras instalações do novo Centro Escolar, uma empreitada que está a decorrer a bom ritmo na Freguesia de São Francisco e que vai proporcionar condições dignas para o funcionamento do Pré-Escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico. A primeira reunião descentralizada do Executivo Municipal decorreu a 30 de Março, no edifício da Junta de Freguesia de São Francisco, após a visita às obras de construção do novo Centro Escolar de São Francisco, o maior investimento financeiro realizado no concelho pela Autarquia, conforme referiu o Presidente da Câmara de Alcochete, no encerramento da referida reunião. Com capacidade para 300 crianças do Pré-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico, o Centro Escolar de São Francisco tem inauguração prevista para este ano e representa um investimento de cerca de três milhões de euros, comparticipados pelo QREN e pelo Programa de Alargamento da Rede do Pré-Escolar.

REGUESIAS / LOCALIDADES São Francisco Samouco Valbom Passil Fonte da Senhora

1.º SEMESTRE 30 de Março 27 de Abril 25 de Maio 8 de Junho 22 de Junho

Para o próximo dia 27 de Abril está agendada a segunda reunião descentralizada deste ano da Câmara Municipal, no edifício da Junta de Freguesia de Samouco. Todas as reuniões de Câmara são públicas e o Executivo aposta na sua descentralização para promover o diálogo e envolver os munícipes na gestão autárquica. Quinzenalmente, às quartas-feiras, às 17h30, o Executivo Municipal de Alcochete reúne no edifício dos Paços do Concelho, na vila de Alcochete, excepto nas datas em que realiza, em horário nocturno, as reuniões descentralizadas noutros locais do Concelho (ver quadro).

2.º SEMESTRE 20 de Julho 31 de Agosto 28 de Setembro 26 de Outubro 23 de Novembro

LOCAL Edifício da Junta de Freguesia Edifício da Junta de Freguesia Sede do Vulcanense Futebol Clube Edifício do Centro Comunitário Delegação da Junta de Freguesia de Alcochete

OS AUTARCAS VISITARAM A OBRA DE CONSTRUÇÃO DO NOVO CENTRO ESCOLAR DE SÃO FRANCISCO.

Associações de Pais e Câmara partilham preocupações sobre rede escolar Com o objectivo de informar e dialogar sobre matérias educativas, a Autarquia realizou em Fevereiro, no Fórum Cultural, uma reunião com as Associações de Pais do Concelho. Representantes da Federação das Associações de Pais e Encarregados de Educação do Concelho de Alcochete (FAPEECA) e das direcções do Agrupamento de Escolas El-Rei D. Manuel I e da Escola Secundária de Alcochete marcaram presença nesta reunião dirigida pelo Vereador da Educação, Paulo Alves Machado. Para além das questões relacionadas com o funcionamento dos estabelecimentos de ensino, durante esta reunião a Câmara Municipal partilhou as suas preocupações relativas à constituição de mega agrupamentos, uma medida elaborada pelo Ministério da Educação que defende a junção de todos os estabelecimentos de ensino da rede pública (incluindo o de ensino se-

A CÂMARA MUNICIPAL REUNIU COM AS ASSOCIAÇÕES DE PAIS SOBRE O TEMA DOS MEGA AGRUPAMENTOS.

cundário) num único Agrupamento. Para a Câmara Municipal esta é uma iniciativa governamental que não se adequa à realidade concelhia e não vai ao encontro da Carta Educativa do Município que prevê a constituição de dois agrupamentos verticais e a manutenção da Secundária de Alcochete como escola não agrupada. Por outro lado, esta concentração pode contribuir para

uma perda de qualidade dos projectos pedagógicos que são desenvolvidos e fomenta o afastamento entre o público escolar e os quadros directivos numa altura em que se registam, cada vez mais, fenómenos de indisciplina. A estes argumentos acrescenta-se ainda a construção de novos equipamentos escolares, como o Centro Escolar de São Francisco, que vão permitir uma reorganização educativa mais adequada à realidade do concelho de Alcochete. De forma a manifestar e a afirmar a sua posição sobre esta medida, que foi elaborada sem auscultação dos Municípios, a Câmara Municipal aprovou em sessão pública de Câmara e em Assembleia Municipal uma moção que foi remetida à Direcção e Conselho Geral da Escola Secundária de Alcochete, ao Agrupamento de Escolas El-Rei D. Manuel I, à Direcção Regional de Lisboa e Vale do Tejo e à Secretaria de Estado da Educação.


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Informação da Câmara Municipal de Alcochete OBRAS PERMITEM ALARGAR CAMINHO EM SÃO FRANCISCO Com o objectivo de assegurar a drenagem das águas pluviais e aumentar a segurança rodoviária, a Câmara Municipal procedeu à regularização da linha de água que confina com a estrada da Grafonha, em São Francisco. Esta obra, situada junto ao entroncamento com a Estrada Real, foi realizada numa extensão de 80 metros e permitiu aumentar a largura do caminho,

inLOCAL tornando mais segura a circulação rodoviária naquele troço. Executada por administração directa de 25 de Janeiro a 8 de Fevereiro, esta intervenção custou 2.250 euros, verba que abrange os custos de mão-de-obra e a aquisição dos materiais necessários ao revestimento da linha de água com manilhas de betão, à construção dos muretes de protecção e à colocação de sinalização.

Autarquia investe na requalificação do Largo António dos Santos Jorge Em Alcochete, a Câmara Municipal já arrancou com a intervenção de requalificação no Largo António dos Santos Jorge. A decorrerem desde 9 de Março, as obras vão transformar este Largo do Núcleo Antigo num espaço pedonal por excelência. Privilegiar a área pedonal, eliminar o estacionamento desordenado e alterar a circulação rodoviária são os principais desafios que a Autarquia quer ver concretizados neste Largo situado no centro da Vila de Alcochete. Local de passagem e de acesso a vários serviços, o Largo António dos Santos Jorge regista diariamente vários constrangimentos, como a intensa circulação rodoviária e o estacionamento abusivo, que convivem com as esplanadas e áreas de estadia existentes. De forma a alterar esta realidade e tornar o Largo António dos Santos Jorge num espaço público funcional e harmonioso, a Câmara Municipal vai investir €48.237,20 na execução de um conjunto de trabalhos realizados por administração directa. Antes de iniciar o novo arranjo arquitectónico foi substituído um troço de conduta de água de modo a garantir um fornecimento deste bem com maior qualidade. Para que os munícipes e visitantes possam usufruir deste espaço que reúne um conjunto de restaurantes e estabelecimentos comerciais, os serviços municipais vão alterar o traçado rodoviário e o respectivo acesso ao Largo que, após a requalificação, será efectuado através da Rua do Espírito Santo com saída

SAIBA MAIS › DEVIDO ÀS OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO, A CÂMARA MUNICIPAL INFORMA QUE, ENTRE OS DIAS 9 DE MARÇO E 9 DE MAIO, O TRÂNSITO NO LARGO ANTÓNIO SANTOS JORGE ESTÁ INTERDITO. › NA RUA DO NORTE ESTÃO RESERVADOS DOIS LUGARES DE ESTACIONAMENTO PARA CARGAS E DESCARGAS.

No Largo vão ser realizadas alterações ao pavimento, com recurso à calçada miúda, a fonte existente será reactivada e o mobiliário urbano será substituído

pela Rua Senhora da Vida. Vão ser criados cinco lugares de estacionamento, incluindo os lugares para cargas e descargas, e na área central do Largo vai ser delimitada uma área de estadia para colocação de três esplanadas. Em todo o Largo vão ser realizadas alterações ao pavimento, com recurso à calçada miúda, a fonte existente será reactivada e o mobiliário urbano será substituído de acordo com o Plano de Harmonização da Sinalética e Mobiliário Urbano que está a ser elaborado pela Câmara Municipal no âmbito da Regeneração Urbana de Alcochete. Os espaços verdes existentes no Largo foram já alvo de intervenção com a substituição dos três ulmeiros existentes por duas palmeiras junto à sede da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898, uma acção que contribui para uma maior coerência entre as espécies arbóreas que embelezam este Largo. Os ulmeiros foram replantados na praceta junto à Rua Fernão Lopes e no parque infantil no Canto do Pinheiro em Alcochete. A requalificação do Largo António dos Santos Jorge representa mais um passo na política de regeneração urbana que está a ser implementada no Município e que visa o ordenamento dos espaços públicos.

OBRAS EM CURSO NA RUA JOÃO DE DEUS Na vila de Alcochete, as obras na Rua João de Deus estão a decorrer desde Janeiro e prosseguem a bom ritmo. Depois de concluída a execução das redes de drenagem de esgotos domésticos e pluviais, os trabalhos neste arruamento prosseguem com a execução de uma rede pública de abastecimento de água com vista a melhorar o fornecimento deste bem. De forma a minimizar os incómodos que advêm da substituição da antiga rede em fibrocimento, a Câmara Municipal executou uma rede provisória à superfície que vai garantir o abastecimento de água nestes arruamentos. Assim que a nova rede em PVC esteja concluída, a rede provisória será de imediato desactivada e removida do local. Após a conclusão da execução das referidas redes será repavimentada a via de circulação rodoviária com um novo perfil e definida uma zona de estacionamento e de estar junto ao acesso à Rua do Catalão.

PRÍNCIPE CARLOS DE INGLATERRA VISITA EMPRESA DO CONCELHO

A INTERVENÇÃO NO LARGO ANTÓNIO DOS SANTOS JORGE PRIVILEGIA O ACESSO PEDONAL.

Integrada numa visita de dois dias a Portugal, o Príncipe Carlos de Inglaterra esteve, no passado dia 29 de Março, em Alcochete, para conhecer a empresa Vitacress, uma empresa do Grupo RAR, que se dedica à produção biológica de vegetais. Na companhia do Presidente da Câmara, Luís Miguel Franco, e dos responsáveis da empresa, o herdeiro da coroa britânica visitou as estufas de tomate biológico, ficou a conhecer os procedimentos aplicados no tratamento orgânico dos solos, a utilização de abelhas enquanto polinizadoras naturais e os projectos de utilização de energias renováveis.


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Informação da Câmara Municipal de Alcochete

GRANDEPLANO

ENTREVISTA COM PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE ALCOCHETE LUÍS MIGUEL CARRA��A FRANCO

“NUNCA NA HISTÓRIA DO MUNICIPALISMO EM ALCOCHETE SE INVESTIU TANTO EM PLANEAMENTO, ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E REGENERAÇÃO URBANA” Neste segundo mandato o InAlcochete falou com o Presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Luís Miguel Franco, sobre os grandes desafios e oportunidades que se apresentam ao Concelho. Para o Autarca se há Município na Área Metropolitana de Lisboa que tem condições para implementar um paradigma de desenvolvimento sustentável, esse Município é Alcochete.

Considerando a actual conjuntura económico-financeira que afecta o nosso País e que consequentemente penaliza as Autarquias, em termos de PIDDAC e ao nível das transferências decorrentes do Orçamento do Estado, de que forma vai a Autarquia enfrentar os desafios que se colocam ao Município? A partir de 2009, com o agravamento da crise no plano nacional, também em Alcochete sentimos de forma muito veemente os efeitos dessa crise. Primeiro assistimos ao não cumprimento integral das Finanças Locais e, consequentemente, a uma diminuição das verbas provenientes do Orçamento Geral do Estado para as Autarquias. Depois verificamos uma crescente transferência de competências para os Municípios, sem que as mesmas tivessem sido acompanhadas das respectivas contrapartidas financeiras. Veja-se o que se verificou nas áreas da Educação, Saúde e Acção Social. Por sua vez, aumentaram os encargos e prestações para a Caixa Geral de Aposentações e Segurança Social, acompanhadas de cortes consideráveis nos rendimentos dos trabalhadores das Autarquias e respectivas famílias. Finalmente, não nos podemos esquecer que os sucessivos Programas de Estabilidade e Crescimento tiveram reflexos ao nível das Autarquias. Refiro só dois: o segundo PEC que alterou por completo as regras relacionadas com as capacidades de endividamento dos Municípios, e nessa altura a Câmara Municipal tinha disponíveis cerca de um milhão e oitocentos mil euros ao nível da sua capacidade de endividamento, mas com o outro agravamento, aquando da aprovação da Lei do Orçamento de Estado para 2011, foram reduzidos, de forma significativa, os valores que decorrem dessa fonte de financiamento para a Câmara Municipal. O investimento primordial da Câmara Municipal de Alcochete, que tem subjacente apoios comunitários,

está vocacionado para a frente ribeirinha de Alcochete e para os dois centros escolares, para os quais temos fontes de financiamento. Do lado da receita continuamos com intenções de investimento privados que temos em carteira devido à atractividade própria do Município. Os grandes investimentos para o corrente ano de 2011 são a educação e a requalificação da frente ribeirinha. No que concerne à educação é visível o estado de construção do Centro Escolar de São Francisco. Para quando está prevista a sua entrada em funcionamento e em que fase estão os projectos para a construção do Centro Escolar da Quebrada Norte em Alcochete? As obras do Centro Escolar de São Francisco estão a avançar a bom ritmo, está a decorrer a primeira fase relacionada com a construção do Pré-escolar mas, em simultâneo, já está a decorrer a segunda fase relacionada com o Núcleo de 1.º Ciclo. Contamos que esse Centro

Alcochete tem de se assumir como uma marca ainda mais distinta no seio da Grande Área Metropolitana de Lisboa.

Escolar entre em funcionamento no início do próximo ano lectivo. Em simultâneo, a Câmara Municipal solicitou a reprogramação financeira e física do Centro Escolar da Quebrada e estamos neste momento em fase de conclusão do respectivo projecto. Solicitámos essa reprogramação física e financeira junto da Comissão Directiva do QREN precisamente porque vivemos numa situação económico-financeira difícil e precisamos de perceber de que

forma é que esta situação vai evoluir nos tempos mais próximos. A construção deste Centro Escolar na freguesia de Alcochete continua a ser um objectivo da Câmara Municipal, até porque faz parte da Carta Educativa. A requalificação da Frente Ribeirinha é uma iniciativa ambiciosa de regeneração de uma extensa área com grande impacto ao nível paisagístico e arquitectónico. Como reagiram as pessoas aos projectos já apresentados publicamente? Eu diria que as pessoas reagiram muito bem. Houve uma preocupação muito grande por parte da Câmara Municipal em contratar alguém, que no caso foi o Professor Sidónio Pardal, que nos desse garantias da qualidade dos projectos, principalmente relacionados com aquele eixo principal de intervenção referente ao miradouro Amália Rodrigues, à Rua do Norte, ao Largo da Misericórdia, à Avenida D. Manuel I e ao Jardim do Rossio, na medida em que pudessem respeitar a matriz identitária da vila de Alcochete. Não quisemos projectos da natureza dos Pólis, porque entendemos que não se adequavam à nossa idiossincrasia, à nossa identidade, à forma como nós vivemos o espaço público. Não tenho dúvidas de que esses projectos, quando estiverem concretizados, vão tornar a frente ribeirinha ainda mais apelativa, ainda mais bonita, e acho que vão fazer com que nós ainda nos orgulhemos mais do nosso enquadramento paisagístico. Esta intervenção traduz um investimento muito significativo, que tem subjacente um apoio de fundos comunitários que ascendem a 50% e mesmo a 65%, relativamente às despesas que efectivamente forem efectuadas no ano de 2011. No capítulo da saúde, a Câmara Municipal cumpriu uma promessa eleitoral com a cons-


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mento de planeamento concretizável no âmbito da Arco Ribeirinho Sul S.A.. Neste âmbito quais são os grandes objectivos da Câmara Municipal? Um dos objectivos fundamentais da Câmara Municipal é conciliar o crescimento demográfico com o desenvolvimento económico e social, mas mantendo sempre, como cúpula a estes dois objectivos, o princípio fundamental de preservação e valorização da identidade cultural. Porque eu acho que é essa identidade cultural que nos distingue dos demais municípios da AML, porque ninguém tenha dúvidas de que em Alcochete há identidade. Apesar da construção da Ponte Vasco da Gama, apesar do crescimento demográfico, as pessoas que escolheram Alcochete para viver, “bebem” a nossa cultura e estão integradas plenamente na nossa comunidade. Portanto, havendo rigor é possível que Alcochete se desenvolva economicamente com mais emprego, reduzindo-se algumas carências sociais e preservando aquilo que nos orgulha que é a identidade cultural. Alcochete tem de se assumir como uma marca ainda mais distinta no seio da Grande Área Metropolitana de Lisboa. Porque se se conseguir isso estamos a falar da Área Metropolitana mais importante do país e Alcochete terá uma visibilidade não só nacional como internacional.

trução da extensão no Samouco do Centro de Saúde de Alcochete. A obra está concluída, porque é que o edifício não está a funcionar? A obra está concluída, o edifício está pronto a funcionar, mas o Agrupamento de Centros de Saúde ainda não afectou às novas instalações os recursos humanos e também outros recursos técnicos, que são necessários para o funcionamento daquelas instalações. Devo dizer que se aquele equipamento está concluído foi porque a Câmara Municipal fez dele questão de honra. A Câmara Municipal de Alcochete diligenciou incontáveis vezes junto da Sr.ª Directora do ACES, sem ter obtido uma resolução do problema. Assim sendo, reunimo-nos com a Sra. Ministra que se comprometeu a criar condições para a abertura e funcionamento do equipamento o mais rapidamente possível. Talvez mais do que no passado o posicionamento territorial do Concelho assume agora uma importância à qual a Câmara Municipal não pode ficar indiferente. Teme que se perca a identidade cultural existente no Concelho? Haveria esse perigo ou esse risco se nós não tivéssemos criado condições em termos de instrumentos de planeamento para o mitigarmos ou mesmo para o eliminarmos. Entendo que a proximidade a Lisboa é positiva, a ponte Vasco da Gama foi de uma enorme importância para o concelho de Alcochete. O Novo Aeroporto Internacional de Lisboa será também fundamental para o desenvolvimento económico e social do Município. Apesar de eu achar que Alcochete vive muito bem sem o Aeroporto, não é uma imprescindibilidade, o que importa é a Câmara ter os instrumentos de planeamento necessários para prever o crescimento demográfico, que inevitavelmente se vai verificar e prever até quantos habitantes queremos nós crescer sustentadamente e com que

referência temporal. A Câmara Municipal tem desenvolvido esse trabalho ao nível dos instrumentos de planeamento. Nunca na história do Municipalismo em Alcochete se investiu tanto em planeamento, ordenamento do território e regeneração urbana. O Plano Estratégico de Desenvolvimento do Município de Alcochete que designámos de “Alcochete 2025” é um desses instrumentos de planeamento, mas não nos podemos esquecer do processo de revisão do Plano Director Municipal, da participação fundamental da Câmara Municipal ao nível do processo de alteração do Plano Regional de Ordenamento do Território de Lisboa e Vale do Tejo, da carta da REN, de Planos de Pormenor, de avaliações ambientais estratégicas, de cartas educativas e desportivas. Temos ainda uma parceria com a Parque Expo, S.A., que elaborou os estudos para o novo paradigma urbano dos municípios de Almada, Seixal e Barreiro no seio da Arco Ribeirinho Sul S.A. e que também ele é um importante instru-

Alcochete é um concelho com fortes dinâmicas territoriais. Como pensa rentabilizar o potencial turístico existente e dinamizar o território? Há uma aposta muito clara ao nível do turismo mas não descurando outras dinâmicas porque Alcochete não pode ficar única e exclusivamente dependente do turismo. O aproveitamento da nossa vocação turística vai ser fundamental, assim como o aperfeiçoamento e ampliação da nossa área de investimento do ponto de vista industrial, privilegiando sempre as indústrias não poluentes. Assim, como vai ser importante a nossa plataforma logística situada no Passil como complemento da plataforma logística que vai ser construída no Poceirão, como vai ser fundamental a existência de um parque tecnológico em Alcochete, que contenha serviços e, quem sabe, instituições do ensino superior associadas. E acho que são objectivos ambiciosos mas que, paulatinamente, com muito esforço podem vir a ser concretizados. Neste momento, por exemplo, do ponto de vista turístico existe um plano de pormenor da Barroca d’Alva que contém inclusivamente 200 ha para um parque de biodiversidade de nível metropolitano, existe outro empreendimento turístico em fase de licenciamen-

Temos condições para implementar um paradigma de desenvolvimento sustentável com os pilares económico, social e ambiental.

to na Praia dos Moinhos, que depois vai possibilitar uma nova requalificação de mais um segmento da Frente Ribeirinha. A proximidade com a Reserva Natural do Estuário do Tejo tem um grande impacto no território. Uma das questões que se impõe é saber se vai Alcochete conseguir voltar-se mais para o rio Tejo? Nós não podemos esquecer que uma das opções estratégicas do Município deve ser a Biodiversidade e a Conservação da Natureza, associadas ao importante e valioso património natural do Estuário e da RNET. Temos uma frente ribeirinha, eu diria única, mas alguns segmentos ou troços dessa frente ribeirinha estavam inacessíveis à população. O que nós pretendemos é que ao longo de toda a nossa frente ribeirinha, desde o Sítio das Hortas até ao cais palafítico do Samouco existam percursos pedonais, zonas de lazer e de prática desportiva ou de mera contemplação da magnificência do nosso enquadramento paisagístico, e isso vai claramente aproximar as pessoas ao rio. Temos inclusivamente a noção de que o rio é um bem precioso e os Municípios do Distrito de Setúbal entenderam esta realidade há muito tempo e têm contribuído no âmbito do sistema multimunicipal de tratamento de águas residuais, para que o Tejo esteja mais limpo. Entendemos que Alcochete tem características que podem levar ao fomento no rio da prática desportiva. A Câmara Municipal já o faz e está receptiva para o estabelecimento de parcerias, com entidades interessadas em aproveitar o rio enquanto plataforma de lazer e de prática de desportos não poluentes. Em Alcochete nós temos condições para implementar um paradigma de desenvolvimento sustentável com os pilares económico, social e ambiental. Se há município na Área Metropolitana de Lisboa que tem condições para concretizar este objectivo é Alcochete, a sua população e a Câmara Municipal. Preconizando desde o primeiro mandato um modelo de democracia participada, a Câmara Municipal promove um novo momento de discussão pública sobre o “Alcochete 2025”. O que espera da participação dos munícipes? Nós vamos ter diferentes momentos de participação direccionados para agentes específicos e vamos ter momentos de participação abertos à população em geral. O que eu espero é que as pessoas se interessem, e acho que se vão interessar, relativamente a um instrumento que vai ter impacto nas suas próprias vidas no futuro. Em relação ao Plano Estratégico, os princípios que vão estar em discussão pública não estão cristalizados, não são irreversíveis. O que eu espero e desejo é que as pessoas se sintam, não com o dever, mas motivadas a participar, com a certeza de que quaisquer observações, quaisquer comentários e contributos serão devidamente apreciados no âmbito da elaboração da versão final do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Município de Alcochete.


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um Fio” é um livro bastante exigente ao nível de leitura e surgiu de uma associação livre de ideias… É um livro que não tem um fio narrativo muito claro, é mais críptico e eu quis ler alguns poemas nesse espectáculo para fazer coexistir esses dois universos. Há também um longo poema, que tem uma parte cantada mas pequena, que fará parte do novo disco. Chama-se “Mão na Música” e não consta no livro mas abriu estes espectáculos e constará no novo disco… são reflexões poéticas sobre a música. Quando é que percebe que já não está perante um “rascunho”? Há um momento na criação em que a pessoa sente que não pode ir mais além, que está feito. Sentimos que a canção está cá. Depois podem haver melhoramentos ou alterações mas pontuais, por exemplo, na alteração de um adjectivo ou numa rima… Se não sinto, perante mim mesmo, que as coisas ainda não estão bem continuo a trabalhar.

SÉRGIO GODINHO “FICO MUITO CONTENTE POR IR A ALCOCHETE NUMA DATA ESPECIAL” Músico, cantor, poeta e compositor. Nome incontornável da música portuguesa, Sérgio Godinho respira arte e a vida é a sua principal inspiração. Numa altura em que celebra 40 anos de canções, Sérgio Godinho actua pela primeira vez em Alcochete, a 23 de Abril.

No concerto em Alcochete vamos poder assistir à apresentação de novos temas ou será uma revisitação ao passado? Estes concertos já estavam marcados há algum tempo e vamos fazê-los com a banda mais reduzida, em quarteto, sem que isso reduza a qualidade, a comunicação, a energia e a emoção que há num espectáculo. Nós gostamos de experimentar mais do que um formato, o que varia também de acordo com os locais. Com certeza que vai ter canções novas porque também vou entrar em estúdio mas, naturalmente, não serão tantas quanto isso porque temos que as maturar muito e também não achamos que seja muito honesto apresentar as canções quando elas ainda não estão, perante nós, suficientemente rodadas. Mas isto são coisas muito relativas, que nós sentimos e não necessariamente o público. Relativamente aos seus 40 anos de percurso há algum projecto ou concerto que o tenha marcado de forma especial? Os muitos espectáculos que fiz, em tantos locais diferentes, foram marcando-me de formas diferentes. Eu gosto muito da itinerância, e de não estar sempre nos mesmos palcos. É bom

Há um momento na criação em que a pessoa sente que não pode ir mais além, que está feito. Sentimos que a canção está cá. A última canção do meu primeiro disco, “A Maré Alta” é puro rock. Eu acho que se consegue cantar diversas linguagens em português.

descobrir pessoas de outras cidades e descobrirem-me também porque eu acho que não indo aos locais as pessoas vão criando “clichés” um pouco redutores daquilo que eu faço. Por exemplo, há pessoas que ainda têm o cliché do cantor com viola, o que em espectáculos só acontece vinte por cento… Em palco eu gosto de um lado teatral, de andar de um lado para o outro, de interagir com os músicos, há uma dinâmica, uma energia que vem de dentro e as

pessoas gostam muito. Depois existem projectos que fiz em determinadas alturas e que me são caros, como por exemplo o “Três Cantos” que fiz em conjunto com o José Mário e o Fausto. Foi um projecto para quatro espectáculos, um disco e um DVD e, como é evidente, foi um projecto especial e que resultou muito bem. Há algum projecto que ainda não realizou e quer concretizar a curto prazo? A curto prazo não, até porque vou entrar em estúdio e neste momento estou focado nisso. Depois teremos espectáculos relacionados com esse disco mas não só, porque um espectáculo não se faz só de um disco e eu misturo sempre canções mais conhecidas com outras que as pessoas não conhecem tão bem, mas que assim têm oportunidade de ir assimilando e aprendendo. Nos espectáculos intitulados “Final de Rascunho” para além das canções do novo disco, o Sérgio apresentou também algumas poesias que constam no seu livro “O Sangue por um Fio”… Eu queria mostrar algo desse universo poético e que é muito diferente. “O Sangue por

Em Alcochete vai actuar no âmbito das Comemorações do 25 Abril. Tem algum significado para si? Claro que tem, absolutamente. Pessoalmente e socialmente, o 25 de Abril é uma data charneira e para mim tem um significado cantar nesta data. Felizmente, desde que voltei para Portugal sempre tive espectáculos no 25 de Abril e fico muito contente em ir a Alcochete numa data especial. Não conheço Alcochete como público mas vou sempre com a maior energia e emoção e, por isso, sei que vai correr bem. Antes do 25 de Abril estive nove anos sem poder vir ao meu país e daí referir que é uma data que tem um significado pessoal. Contudo, isso não chegaria para considerarmos uma data socialmente importante para a história de Portugal e o 25 de Abril é uma data histórica que deve ser comemorada. O Sérgio viveu o Maio de 68 em França e regressou a Portugal no pós Revolução de 74. Considera que estes dois acontecimentos históricos foram determinantes na construção da sua pessoa enquanto artista? Foram coisas diferentes… Na altura do Maio de 68, eu tinha 22 anos e estava completamente envolvido naquilo. Cheguei a dormir na Sorbonne e sobretudo aqueles fóruns de discussão na rua eram muito importantes, as pessoas conversavam todas umas com as outras, eram espontâneas, tinham opiniões diferentes mas conversavam. Depois ocupámos a Casa dos Estudantes portugueses, houve fóruns permanentes e foi uma aprendizagem muito interessante… Quando houve o refluxo disso fiquei bastante chocado porque, na altura, uma pessoa convence-se que as coisas vão ser sempre assim. Mas aprendi qualquer coisa… quando voltei a Portugal, depois do 25 de Abril, foi exaltante todo esse período e eu estive muito imerso nele, mas, quando se falava ‘nas conquistas irreversíveis’ eu sempre pensei que a História não se faz assim e isso deu-me uma lucidez. É demasiado simples pensar que a história se faz assim. O Sérgio Godinho também está muito associado à música de intervenção… Eu não percebo muito bem o que é, nunca percebi bem essa gaveta ou prateleira da música de intervenção… Não é que recuse, porque eu não recuso essas canções, o que eu


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acho é que esse epíteto muitas das vezes é um pouco redutor em relação ao que faço porque eu misturo géneros e essa palavra, muitas das vezes, não define todos os meus percursos, os do Zeca ou os do Zé Mário. Quando afirmam que eu sou um cantor de intervenção, sim é verdade, eu sou em muitos aspectos mas também misturo universos e gosto dessas contaminações. Falo de preocupações sociais mas também acho que faço muito mais do que isso. E quando regressou a Portugal, Zeca Afonso foi uma fonte de inspiração? Não foi uma inspiração, foi um estímulo. Eu fazia coisas parecidas com o Zeca Afonso mas não eram tão boas (risos) e até encontrar a minha maneira pessoal de as fazer… De repente abriu-se um dique, comecei a compor em português e as coisas começaram a surgir com muita força. Nunca gravei em francês mas digamos que fiz experimentações, também como forma de compor e aquilo saía-me bem em francês. Há quatro canções dos “Sobreviventes” que tiveram as primeiras letras em francês e só depois é que surgiram as letras em português. Dos noves anos que estive fora, apenas três vivi em Paris, tive uma vida muito errante… Estive na Suíça, Amesterdão, no Brasil (fui preso no Brasil em 1971) depois fui para o Canadá, estive em muitos sítios. Hoje em dia o Sérgio Godinho é também uma fonte de inspiração para os jovens músicos? Acho que sim, eu constato isso por muitas indicações, até directas, que acontecem há já muitos anos e até a níveis diferentes. Por um lado, eu fico muito contente e dá-me alegria essa transmissão de saberes e sensibilidades, por outro lado, acho natural que isso aconteça porque há uma curiosidade e eu acho que os músicos de hoje em dia estão muito sensíveis em relação ao que se fez antes. Mas eu acho natural que assim seja porque eu próprio fui assim quando comecei, sempre aprendi com outros, sejam portugueses ou estrangeiros e também é assim que se constrói uma identidade. Portanto eu fico contente que isso aconteça. Repara, isso foi acontecendo ao longo dos tempos, por exemplo, nos anos 80 os “Trovante” apelidavam-me de tio. Eu não tenho nenhuma obsessão em querer tocar ou interagir com gente mais nova porque eu não quero ser mais novo à força, eles dão-me estímulo mas foram sempre eles que vieram ter comigo. A música portuguesa está a gostar mais dela própria? Não tenho a mínima dúvida. Há muita gente a cantar em inglês mas acho que há cada vez mais gente a ter agilidade na escrita em português. Por exemplo, os Xutos e Pontapés não tiveram que cantar em inglês para cantarem rock e eu próprio quando comecei… A última canção do meu primeiro disco, “A Maré Alta” é puro rock. Eu acho que se consegue cantar diversas linguagens em português. É evidente que o inglês soa bem, mas pode não querer dizer nada. Agora, quando eu disse há bocado que comecei a escrever em francês porque não conseguia em português, eu percebo esse bloqueio. Não estou aqui com uma atitude condenatória e até digo a muitas pessoas amigas que escrever em português não é assim tão difícil… Felizmente hoje em dia há muita gente a fazer trabalhos em português muito interessantes.

DAVID FONSECA TERMINA DIGRESSÃO NO FÓRUM CULTURAL DE ALCOCHETE

Acompanhado por mil instrumentos e uma Polaroid, David Fonseca subiu ao palco do Fórum Cultural, no passado 26 de Março, para encerrar a digressão “U Know Who I Am” com um concerto intimista que teve com lotação esgotada. Envolvido num cenário diferente do que é habitual, David Fonseca surgiu sozinho em palco e explicou ao público a génese do espectáculo: “isto é a reprodução exacta da minha sala de ensaios. Como vêem tenho instrumentos à minha volta e o que eu vou mostrar aqui é como é que estas canções nascem antes de serem produzidas em disco”. Rodeado por cinco televisores que durante o espectáculo despertaram a atenção do público para alguns detalhes e envolvido num jogo de luzes pouco convencional, David Fonseca revelou a sua versatilidade e uma qualidade artística que não se esgota na voz mas também na arte de tocar vários instrumentos. Guitarras acústica e eléctrica, bateria, sintetizador, xilofone, telefone, máquina de ritmos e uma dezena de pedais foram os instrumentos que estiveram à disposição do músico português nesta viagem musical em que foram revisitados temas bem conhecidos do público. “Kiss Me, Oh Kiss Me”, “Someone that Cannot Love”, “Superstars”, “A Cry 4 Love”, “U Know Who I Am” e “Who Are You?” foram algumas das canções interpretadas por David Fonseca, tendo havido ainda espaço no alinhamento para temas que não são da sua autoria.

David Fonseca revelou a sua versatilidade e uma qualidade artística que não se esgota na voz. O músico não hesitou em interagir com o público e registar alguns momentos do espectáculo com a Polaroid.

E num espectáculo com características únicas, David Fonseca não hesitou em interagir com o público e registar alguns momentos do espectáculo com a Polaroid. “Eu sou um apaixonado por fotografia e, para mim, a Polaroid é um dos géneros fotográficos mais parecidos com aquilo que é a vida”, revelou David Fonseca. Em Alcochete, e após o concerto que assinalou o fim da digressão “U Know Who I Am” que esteve na estrada desde Dezembro de

2010 e percorreu vários auditórios do país, David Fonseca não escondeu a nostalgia por ter terminado este ciclo de sessões e destacou um balanço bastante positivo: “correu muito bem, as pessoas esgotaram sistematicamente os teatros e isso, obviamente, deixa-me muito satisfeito. Fico muito feliz por as pessoas estarem comigo, a partilhar canções, histórias… E a oportunidade de estar com as pessoas num formato radicalmente diferente do habitual foi muito divertido”. Assumindo-se como um “músico inquieto”, que procura “novas formas de arte e explora novos caminhos”, David Fonseca já tem na sua agenda a participação em eventos internacionais, como o Rock in Rio Brasil. “Sei que tenho bastantes ouvintes no Brasil e espero encontrá-los nesta ocasião e convencer outros a juntarem-se à nossa causa musical”, referiu sobre este convite. Já para os fãs de Alcochete, David Fonseca também deixou uma mensagem: “Quero agradecer por apoiarem a música portuguesa e por saírem de casa para presenciá-la ao vivo. É sempre incrível ver as caras de quem apoia a música nacional em plena participação na aventura de um concerto frenético”.


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MOVIMENTO

ESCOLA SECUNDÁRIA ORGANIZOU FEIRA DA SAÚDE Rastreios de saúde, massagens e uma banca com sugestões de alimentação saudável foram algumas das sugestões que os munícipes puderam encontrar no passado dia 7 de Abril, na Feira da Saúde promovida pela Escola Secundária de Alcochete com o apoio da Câmara Municipal. Através deste evento, que decorreu em frente à Escola Secundária, os alunos do Curso Tecnológico de Desporto alertaram a população para estilos de vida saudáveis e para comportamentos sadios que podem ser adoptados no dia-a-dia. Na Feira da Saúde, os visitantes puderam ainda conhecer o seu índice de massa corporal, a percentagem de gordura, a atitude postural, a glicemia, o colesterol, a pressão arterial e divertirem-se na área que disponibilizava aparelhos de fitness.

SOCIEDADE IMPARCIAL REFORÇA PATRIMÓNIO EDIFICADO A Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 inaugurou este ano o seu novo salão de festas, um investimento superior a 300 mil euros, que contou com o decisivo apoio da Câmara Municipal. O Sr. Alfredo Canário nasceu em 1929 em Alcochete e aos 26 anos começou a desempenhar vários cargos, como dirigente, na Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898. Como é que tudo começou? Havia na altura um senhor que era amicíssimo desta colectividade, uma pessoa extraordinária e dedicada, chamada José Ferreira Madruga, que esta colectividade tardiamente homenageou em 2008 e que me convidou para a colectividade. O cargo que desempenhei com mais persistência foi o de secretário e por duas vezes fui presidente da Sociedade: pela primeira vez, aquando da compra deste edifício nos princípios da década de 70 e depois em 2007. Qual era então a realidade da Sociedade e quais as condições que tinha para desenvolver actividades? Quando entrei para a Sociedade, a sede não tinha condições nenhumas. No primeiro andar do edifício onde hoje é a sede do Partido Comunista faziam-se os ensaios da banda e os bailes. As condições eram péssimas… Tínhamos a sede ali e o prédio (onde hoje está o banco) que foi comprado em 1939 por José Ferreira Madruga. Posteriormente houve a oportunidade da compra deste imóvel e quem nos valeu foi o Eng.º Samuel Lupi, que foi um grande homem para esta casa… Uma pessoa que andou seguramente envolvida nisto foi o Joaquim Pires Júnior, que tratou das questões junto do Samuel Lupi e que negociou a renovação da livrança. De maneira que o Samuel Lupi ficou como avalista da Sociedade por 350 mil escudos. Porque é que a reconstrução do edifício do “Salão Joaquim Nunes Janeiro” era uma questão prioritária? Por várias razões, mas para mim a razão fundamental é esta: se lançassemos os olhos pelas

O meu mandato à frente desta casa tem sido facilitado pela disponibilidade da Câmara Municipal de Alcochete colectividades congéneres ou amigas havia um sentimento dentro de mim de revolta e inveja. Quando visitava essas colectividades, pensava: “não há direito, Alcochete não tem um salão onde possa realmente desenvolver as suas actividades, praticar o associativismo, reunir os sócios, realizar convívios, as festas”. Aqui residia, digamos assim, a minha pena, mas só neste aspecto, nos outros aspectos tínhamos a devida superioridade. Isto arrastou-se até esta altura e esta superioridade ganhou ênfase como se vê actualmente com as distinções, tudo fruto de um trabalho insano, de muita dedicação e de muita amizade a esta casa. Como é que foi possível concretizar este investimento? Já tinha havido um projecto mas as coisas não foram para a frente, tudo ficou nas gavetas e nada avançava. De maneira que é assim: estamos a ver um jogo de futebol, estão as duas equipas e uma bola ao meio. Com a moeda ao ar vamos ver quem é que dá o pontapé de saída para a bola e aqui quem deu o pontapé de saída foi a Câmara Municipal de Alcochete. Esta é a metáfora que eu encontro para explicar a situação. Foram 100 mil euros que nos abalançou a tomarmos este compromisso, cumprido na íntegra. Há uma sequência interessante. Em 15 de Janeiro de 2008 é assinado o protocolo da concessão dos 100 mil euros pela Câmara Municipal de Alcochete. Com a garantia desse dinheiro, que foi integralmente pago, começá-

NO SEU SEGUNDO MANDATO COMO PRESIDENTE DA SOCIEDADE IMPARCIAL, ALFREDO CANÁRIO DESTACA O ESFORÇO QUOTIDIANO DE TODA A DIRECÇÃO NA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS DA COLECTIVIDADE.

mos a tratar dos projectos e chegámos ao ponto em que está aí o salão. E agora diz-me: e se não houvesse o protocolo? Não havia nada feito, estávamos no ponto zero, a bola continuava no centro do campo e ninguém lhe dava o pontapé de saída. E depois juntou-se a Junta de Freguesia de Alcochete, com um protocolo também interessante com validade de 14/ 15 anos, e o povo anónimo. O dinheiro não chegou, tivemos que fazer um empréstimo de 200 mil euros e depois mais 60 mil euros. A Sociedade teve que pedir ao Montepio, que é seu inquilino, 260 mil euros, porque nós contávamos com uma verba da CCDR, que finalmente nos chegou no montante de 45 mil euros. Quais as condições do novo edifício? Uma acústica de oiro, que é elogiada pelas pessoas entendidas no assunto. Tivemos aqui pessoas com grande dedicação: o Arquitecto Fernando Carona que desde a primeira hora nos acompanhou gratuitamente e que nos deu a conhecer o Eng.º Carlos Fafaiol, um engenheiro de categoria. Temos um palco em que se pode fazer concertos, um bar anexo bastante bom que é preciso pôr em funcionamento e ficámos com um salão de acordo com a dig-

nidade da própria Sociedade com capacidade para mais de duzentas pessoas. No início de um novo século, quais as condições que a Sociedade oferece às crianças, jovens e adultos que queiram aprender música e canto? As condições de acesso e frequência são gratuitas. Temos um Orfeão digno de elogio, porque as pessoas são de uma dedicação extrema, sempre prontas para irem aqui e ali fazer espectáculos. Temos a Escola de Música, frequentada por crianças, para onde entram com sete, oito, nove anos e até mais velhos e de onde saem os futuros músicos. Esta é a fonte de alimento da Banda. Temos vinte e tal alunos, seis monitores e o maestro, que também é uma pessoa que merece um destaque especial porque eu acho que ele faz mais do que aquilo que é obrigado a fazer, já não falando da sua competência que ninguém põe em xeque. Pelo contrário, o trabalho dele podia ser limitado no tempo, mas não, é um indivíduo que dá aquilo que é seu em prol do prestígio da Banda e muitas das condecorações foram alcançadas no tempo dele e no tempo do seu pai, que o antecedeu. Já está à frente da Banda

O PRESIDENTE DA EDILIDADE DESCERROU A PLACA COMEMORATIVA DA INAUGURAÇÃO DO NOVO SALÃO DE FESTAS DA COLECTIVIDADE, NO DIA 15 DE JANEIRO DE 2011.


Abril 2011 | inalcochete.13

Informação da Câmara Municipal de Alcochete “JOGOS DO FUTURO” CHEGAM EM JUNHO De 3 a 5 de Junho, os atletas da Região de Setúbal vão poder demonstrar as suas aptidões desportivas durante os “Jogos do Futuro 2011”, uma iniciativa promovida por oito Câmaras Municipais da Região, em parceria com o movimento associativo, escolas e associações distritais. Neste evento de âmbito intermunicipal que vai decorrer nos oito Concelhos promotores, o Município de Alcochete vai estar representado

há 12 anos. Mas vou dizer-lhe uma coisa: todo este trabalho que se desenvolve aqui dentro ao nível directivo é digno de ser registado. Eu, sozinho, não sou nada. Nós somos um colectivo de pessoas com cargos específicos, de harmonia com os estatutos. De maneira que temos de elogiar a disponibilidade, o trabalho, a dedicação, a resolução de problemas pelos directores, muitas vezes em prejuízo das suas próprias vidas. Os cargos das direcções são gratuitas, as pessoas não estão aqui por dinheiro, estão pela sua dedicação, carolice, pelo gosto que têm pela Sociedade. Em termos associativos, quais os projectos para o futuro? Para além de manter com um nível elevado a nossa Banda e o nosso Orfeão, que estão actualmente em movimento, temos que aproveitar as potencialidades que o salão possa dar: o associativismo, as conferências, os eventos culturais, os convívios, as iniciativas próprias de quem gere esta casa e das entidades que queiram utilizar o salão, porque temos um grande compromisso monetário e temos que rentabilizar. Ao longo da sua história, a Sociedade Imparcial, através da sua Banda de Música, tem conquistado notáveis prémios. Em Janeiro de 2008, o Município de Alcochete distinguiu a Sociedade com a atribuição do seu nome a uma artéria da Vila e com a entrega da Medalha de Mérito Municipal D. Manuel I. O que é que esta distinção representa para a colectividade? O meu mandato à frente desta casa tem sido facilitado pela disponibilidade da Câmara Municipal de Alcochete e dos homens que estão à frente da Câmara Municipal. Só não fazem o que não podem. Não foram só 100 mil euros, a Câmara deu apoio logístico que significa muito dinheiro. É preciso ter isso em conta. Em relação à Medalha é uma distinção de mérito pelo reconhecimento daquilo que a Sociedade e a sua Banda representam na vida de Alcochete e além fronteiras. A atribuição do nome da Sociedade a uma artéria da Vila foi uma coisa extraordinária. Portanto, a 15 de Janeiro de 2008 foi dado o nome a uma avenida, depois a assinatura do protocolo com a CMA em 2009, no dia 15 de Janeiro. Dá-se um interregno que foi o tempo que se levou a fazer a obra e em 2011, também no dia 15

nas competições de futsal, futebol 7 e 11, andebol, natação, atletismo e ténis. Para além destas categorias, os “Jogos do Futuro” incluem ainda a realização de torneios de basquetebol, voleibol, judo e ténis de mesa. No dia 4 de Junho, Alcochete recebe os “Jogos do Futuro” nos pavilhões desportivos de Alcochete e de Samouco, com a realização de torneios de futsal, e nos cortes de ténis do parque do Valbom e do Grupo Desportivo Alcochetense (GDA) onde vão decorrer as competições de ténis.

inMOVIMENTO

Há uma sequência interessante. Em 15 de Janeiro de 2008 é assinado o protocolo da concessão dos 100 mil euros pela Câmara Municipal de Alcochete. de Janeiro, foi inaugurado o novo salão. Foi o Presidente da Câmara que inaugurou o edifício com toda a justiça. Anualmente, nas comemorações do 15 de Janeiro de 1898, que festejam a autonomia política e administrativa local e que são organizadas em sintonia com a Câmara Municipal, a Sociedade Imparcial faz questão de distinguir os seus sócios com a entrega dos emblemas dos 25 e 50 anos de associados. Porquê? É uma tradição que vem de longe e que constam dos regulamentos desta casa. Além de ser uma coisa estatutária, cinquenta anos como sócio é uma vida, é realmente digno de elogio quem se aguenta muitos anos a pagar quotas. Os 25 anos não deixam de ter o mesmo valor. Por isso é que todos os anos a Sociedade faz esta distinção com muita gratidão aos associados. Os sócios são importantes por aquilo que podem dar de opinião, de interesse e pela parte económica na questão da quotização. Temos cerca de 800 sócios, andamos a corrigir os cadernos e estamos a fazer a revisão total dos estatutos e dos regulamentos de gestão interna, a ver se são aprovados antes do final deste mandato, em Outubro de 2011. Na sequência da euforia dos alcochetanos com a Restauração da autonomia do Concelho no histórico dia 15 de Janeiro de 1898, data intensamente vivida por um grupo de músicos que levaram à constituição da Imparcial 15 de Janeiro de 1898, a música e o amor dos alcochetanos à Banda passaram a fazer parte, de forma indelével, da identidade local. O que é que sente quando a Banda sai à rua? Sinto o mesmo que sentem aqueles que gostam da Banda e de a ouvir: uma alegria contagiante. O povo de Alcochete gosta da sua Banda, gosta da Banda desta Sociedade e muitas vezes, nas corridas de toiros, somos abordados por pessoas que nos pedem cd´s e nos fazem muitos elogios.

A BANDA DA SOCIEDADE E O ORFEÃO, DIRIGIDOS PELO MAESTRO ANTÓNIO MENINO, INTERPRETARAM O HINO DA RESTAURAÇÃO NA INAUGURAÇÃO DO NOVO EDIFÍCIO.

CAMPANHA “SABER E AJUDAR” DONATIVOS JÁ FORAM PARA MOÇAMBIQUE O envio de um contentor repleto de donativos foi o culminar da Campanha “Saber e Ajudar” que, dinamizada pela munícipe Luísa Reis, terminou no passado mês de Março. Produtos alimentares e de higiene, roupa, material escolar e brinquedos são exemplos de alguns dos donativos enviados para as crianças que residem na província de Gurué, em Moçambique. Com o objectivo de recolher bens e produtos, Luísa Reis dinamizou no Concelho várias iniciativas, tais como a “Feirinha dos Sabores”, um recital de canto e piano, um espectáculo de fado, o espectáculo “A Magia do Natal”e um jantar convívio. O contentor foi enviado no passado 10 de Abril e chegará ao seu destino no próximo mês de Maio.

MOVIMENTO ASSOCIATIVO O Movimento Associativo está representado no Concelho por mais de 45 associações que asseguram a prática de uma grande diversidade de actividades desportivas, culturais e recreativas, acessíveis a todos os munícipes. Em muitas situações são estas colectividades que garantem o acesso às mais diferentes modalidades desportivas, artes plásticas e teatrais envolvendo crianças, jovens e seniores do nosso Concelho. Nesta primeira edição do InAlcochete Jornal não poderíamos deixar de lembrar as colectividades que festejaram mais um aniversário ao serviço da comunidade. ESTIVERAM DE PARABÉNS EM JANEIRO… Grupo Desportivo Alcochetense | fundado a 1 de Janeiro de 1937 Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 | fundada a 15 de Janeiro de 1898 Grupo Desportivo da Fonte da Senhora | fundado a 15 de Janeiro de 1983 Associação Cultural Recreativa e Desportiva do Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Passil | fundada a 19 de Janeiro de 1991 EM FEVEREIRO… Associação Gilteatro | fundada a 3 de Fevereiro de 1996 Centro Social de São Brás | fundado a 3 de Fevereiro de 2002 Associação Equestre de Alcochete | fundada a 8 de Fevereiro de 1995 Clube Taurino de Alcochete | fundado a 18 de Fevereiro de 1998 EM MARÇO… Sociedade Recreativa de São Francisco | fundada a 1 de Março de 1944 Associação de Caçadores de Alcochete | fundada a 13 de Março de 1989 Associação de Pescadores de Alcochete | fundada a 18 de Março de 2005 Futebol Clube de São Francisco | fundado a 19 de Março de 1977 Associação Académica de Alcochete | fundada a 23 de Março de 1994 EM ABRIL… A Casa do Povo de Alcochete comemorou a 15 de Abril o seu 68.º Aniversário e promove durante este mês a Quinzena da Reciclagem, que integra diferentes actividades. Desenvolvida em parceria com a Câmara Municipal, a Quinzena da Reciclagem, teve início a 15 de Abril, com a inauguração de uma exposição de fotografia sobre a reutilização de materiais e da reciclagem, integrou no dia 18 uma visita guiada à empresa Valorsul e no dia 27 realiza-se um ateliê de produção de papel, dirigido às crianças que estão nas actividades extra curriculares. A Quinzena da Reciclagem termina no dia 30 com uma sessão pública, marcada para as 16h00, na Casa do Povo de Alcochete, durante a qual a Câmara Municipal vai apresentar informações sobre a importância da reutilização de materiais e da reciclagem no concelho de Alcochete e será projectado um filme sobre as vantagens do tratamento do lixo. A Feira Agrícola, uma iniciativa promovida anualmente pela Casa do Povo de Alcochete está de volta ao Jardim do Coreto, em Alcochete, no próximo dia 7 de Maio, entre as 9h00 e as 14h00.


14.inalcochete | Abril 2011

Informação da Câmara Municipal de Alcochete

inEMPRESARIAL

ENTREVISTA COM DIAS DE SOUSA

“Alcochete tem um charme muito especial que atrai as pessoas” Instalada no Parque Industrial do Batel, a Dias de Sousa é uma das principais empresas de importação e distribuição de equipamentos analíticos e científicos em Portugal. Para o administrador Dias de Sousa, a qualidade de vida e a localização privilegiada são dois factores que distinguem Alcochete. A Dias de Sousa é uma empresa que está relacionada com as áreas de pesquisa e investigação. Quais os principais objectivos desta empresa? Nós somos importadores directos de equipamentos analítico e científico e, ao mesmo tempo, somos distribuidores desse equipamento no mercado nacional e não só. Estamos a tentar internacionalizar a nossa actividade sobretudo para os países de língua portuguesa não só para os PALOP’s mas para o Brasil também. Trabalhamos com fabricantes que, por sua vez, produzem equipamentos que não existem em Portugal, isto é, cuja fabricação não existe em Portugal, e portanto não estamos a deteriorar nada em termos de concorrência de mercado nacional. Em Portugal não há produção daquilo que nós importamos. Depois temos também a parte de serviço e apoio técnico. Em certos equipamentos, como os de ressonância magnética nuclear, somos a única empresa em Portugal que tem técnicos que dão assistência a esses equipamentos que, normalmente, só são mantidos por técnicos estrangeiros. É também uma empresa com 29 anos de actividade… Qual o balanço que faz deste percurso? Tenho que fazer um balanço positivo porque realmente eu comecei absolutamente sozinho, em 1982/83. Vim para Portugal por razões pessoais. Estava numa boa situação na Bélgica, larguei tudo e vim para Portugal sem saber o que fazer. Escrevi uma carta aos meus amigos e um deles era director de pesquisa e desenvolvimento numa empresa italiana de cromatografia gasosa, que é uma técnica analítica bastante utilizada. Perguntou-me se eu não queria ser o distribuidor dos seus equipamentos em Portugal e foi assim que a Dias de Sousa começou. A minha secretária foi a segunda funcionária da empresa porque o primeiro funcionário fui eu e a partir daí foi crescendo. Actualmente somos uma das principais empresas em Portugal no

também no Parque Industrial do Passil. Graças à ponte e às ligações com as auto-estradas estamos, sem dúvida, bem localizados.

“Somos a única empresa em Portugal que tem técnicos que dão assistência a equipamentos que, normalmente, só são mantidos por técnicos estrangeiros”. “A ControLab é um laboratório certificado e é um dos melhores em Portugal”

nosso ramo, sendo igualmente dentro das grandes empresas uma das mais jovens, senão a mais jovem. Nós temos 28 anos e as nossas grandes concorrentes têm mais de cem anos. Porque escolheu Alcochete para a sede da empresa-mãe do Grupo Dias de Sousa? É fácil responder, eu teria escolhido Alcochete desde o primeiro dia só que, na altura, as condições de trabalho em Alcochete eram diferentes. De maneira que só vim para Alcochete, já a ponte tinha começado a ser construída. Até à data, Lisboa era um ponto mais central em termos de relacionamento com os clientes, e até mesmo com os bancos. A ponte Vasco da Gama veio mudar muita coisa… Houve um “boom”, um desenvolvimento aqui no Batel e

A Dias de Sousa está integrada num Grupo do qual fazem parte a AmbiControl e a ControlLab. Houve uma necessidade de diferenciar serviços com a criação de mais empresas? Houve uma necessidade por razões puramente económicas e lógicas. Com um tipo de equipamento científico que é a cromatografia gasosa, nós fomos a primeira empresa a criar um centro de apoio para os nossos clientes. Quando estávamos no escritório na Póvoa de Santa Iria investimos em dois equipamentos que foram caros e nós não tínhamos a rentabilidade necessária para o investimento feito. Quer dizer, comprámos os equipamentos a um preço especial de fábrica, para equipamento de demonstração e apenas conseguíamos três ou quatro demonstrações por ano porque o mercado era muito pequeno. Não podia ter o investimento parado durante meses. E então foi assim que nasceu a ControLab. Criei um laboratório para poder utilizar esses equipamentos que nos serviriam, ao mesmo tempo, de equipamentos de demonstração mas que, entretanto, na altura em que não houvesse demonstrações pudesse ser rentabilizado com a realização de análises para o exterior, para clientes que não têm justificação financeira para investir num equipamento, quando apenas têm dez ou vinte análises para fazer por ano. E foi assim que nasceu e cresceu a ControLab que é um laboratório certificado e é um dos melhores em Portugal. Depois surgiu a AmbiControl por uma necessidade de nos especializarmos na área do ambiente. Quais os argumentos que utilizaria junto de um empresário para que o mesmo implementasse o seu negócio no Parque Industrial do Batel? Primeiro, referiria a localização privilegiada por-

que estamos muito bem situados em relação ao sul e ao norte do país. Portanto, a localização e as acessibilidades são um bom argumento. E depois diria que o ambiente camarário é bom, o que é importante em termos de ajuda indirecta e, a esse nível, a experiência que eu tenho com Alcochete é boa, há uma boa relação. São pessoas que gostam de ajudar e têm o sentimento do que é bom para o Concelho. As empresas ao virem para cá, pagam os seus impostos e trazem pessoas para o Concelho. Para além de estar extremamente bem localizado, o núcleo histórico de Alcochete é uma maravilha, as pessoas gostam imenso. Alcochete tem um charme muito especial que atrai as pessoas e conjuga uma série de factores positivos para que os empresários venham para cá. Actualmente, quem são os principais clientes da Dias de Sousa? Em 2010 fizemos um estudo estatístico sobre os nossos clientes, e aproximadamente 60% dos nossos clientes são indústrias, desde a indústria farmacêutica à metalúrgica, … E o resto, os cerca de 40% são Estado sobretudo universidades e instituições de pesquisa, isto porque só as universidades e estas instituições é que recebem dinheiro da CE e do Estado para comprar grandes equipamentos. Os hospitais também são nossos clientes, mas menos, porque nós não estamos dedicados ao campo hospitalar, fornecemos equipamentos da área química para os hospitais mas não é o nosso ponto forte. Felizmente, temos um leque muito diversificado de clientes e é assim que temos passado pelas crises porque temos uma enorme variedade de equipamentos que dão para todas as áreas económicas. Em 2007, a Dias de Sousa recebeu a visita do Executivo Municipal no âmbito da 1.ª Quinzena Empresarial. Qual a sua opinião sobre esta iniciativa? Eu acho muitíssimo bem porque permite dar uma perspectiva real das empresas ao elenco camarário. É bom termos a noção no terreno daquilo que se está a passar. Eu sou engenheiro, depois sou químico e, por isso, sou muito pragmático e gosto muito da parte prática. E, nesta iniciativa, a parte prática é visitar as empresas, falar com as pessoas e saber o que os agentes económicos precisam porque são eles em grande parte que desenvolvem o Concelho. Para o empresário, estas visitas também dão conhecimento e facilitam a comunicação proporcionando assim um maior relacionamento. E por isso, acho muito bem a realização deste tipo de iniciativas. Perante uma conjuntura económica difícil, quais os projectos futuros que se avizinham para a Dias de Sousa? No quadro económico em que nos encontramos, se conseguirmos manter-nos já é muito desafiante. Aliás, nós desafiamos os nossos colaboradores, em reuniões de “brainstorming”, para que eles tenham ideias e para nos conseguirmos manter e criar oportunidades dentro da crise.


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Informação da Câmara Municipal de Alcochete

ENCANTOS & TRADIÇÕES

CÍRIO DOS MARÍTIMOS DE ALCOCHETE: UMA MARCA DAS TRADIÇÕES LOCAIS O Círio dos Marítimos é uma tradição genuína que se realiza na vila de Alcochete na época da Páscoa, assente na profissão dos antigos marítimos e que anualmente movimenta um elevado número de pessoas da comunidade local. Na Páscoa, o concelho de Alcochete vive com uma intensa alegria e participação a sua festividade mais antiga: o Círio dos Marítimos de Alcochete, cuja origem permanece desconhecida mas que remonta há alguns séculos e que terá surgido em cumprimento de uma promessa à Nossa Senhora da Atalaia. Com uma acentuada vertente de convivialidade, os pontos altos desta festividade são o desfile de mulheres, casadas e solteiras, na tarde do Domingo de Páscoa, na vila de Alcochete, e o leilão de bandeiras e fogaças, à segunda-feira, no adro do santuário da Atalaia. O culto à Nossa Senhora da Atalaia terá tido origem numa fonte, que fica situada a cerca de 500 metros da actual Igreja, onde apareceu uma imagem da Santa, “acontecimento” que estará na raiz do topónimo da localidade que se chama Fonte da Senhora. A organização do Círio dos Marítimos de Alcochete é exercida por uma comissão que tem as suas raízes nos marítimos locais e que, uma vez por ano, em representação da povoação, se dirige ao santuário da Atalaia para cumprir uma antiga promessa.

Em 2011, pelo quinto ano consecutivo a família Marques é responsável pela organização da festa que tem início no Sábado de Aleluia com a chegada de manhã do “chininá”, nome dado aos músicos, um gaiteiro e um percussionista (caixa), que percorrem as ruas da Vila a anunciar a realização do Círio. O carácter convivial é particularmente expresso na realização de refeições colectivas (jantar e almoço), reservadas aos arrematantes das bandeiras e fogaças e aos convidados, que decorrem durante os quatro dias em Alcochete e na Atalaia e que obedecem a uma ementa tradicional, que alterna carne e peixe e que conta com a fogaça e arroz doce à sobremesa. No Domingo de Páscoa, que este ano se comemora a 24 de Abril, cerca das 17h30, tem início na Vila de Alcochete, o típico desfile das mulheres solteiras e casadas, montadas em burros e viradas para o rio, seguindo à frente do cortejo o filho do festeiro, a juíza e o juiz. Está prevista a participação de mais de 30 jovens e mulheres no desfile deste ano. Todos os participantes ostentam coloridas e diferentes medalhas, que são emblemas feitos com cartão, papel, tecidos e mis-

sangas, usados para exibir, de forma simbólica, a comemoração e identificar a função hierárquica de cada participante na festa. À segunda-feira de Páscoa, que este ano coincide com o Dia da Liberdade, de manhã, os alcochetanos rumam à Atalaia, uns de carro, outros fazem o percurso a pé, com as bandeiras que arremataram no ano anterior e que agora serão pagas e devolvidas ao festeiro para nova arrematação, assegurando assim os recursos financeiros para a realização do Círio em cada ano. Neste dia, na Igreja da Atalaia, realiza-se a missa e a procissão das bandeiras, decorrendo durante a tarde o leilão das bandeiras e fogaças no adro da Igreja. No final da arrematação, os participantes regressam à Vila de Alcochete para um segundo desfile, nas ruas, com as mulheres montadas em burros e com os participantes, que agora exibem as bandeiras leiloadas que serão guardadas nas respectivas casas até à festa do ano seguinte. O Círio dos Marítimos de Alcochete termina na terça-feira, dia 26 de Abril, à tarde, com o desfile a pé dos intervenientes pelas ruas da vila de Alcochete.


23 DE ABRIL

Comemorações em www.cm-alcochete.pt

Concerto com Sérgio Godinho 21h30 - Fórum Cultural 25 DE ABRIL Exposição“Abril sai à Rua” 00h00 - Núcleo Antigo da Vila de Alcochete Hastear das Bandeiras 09h00 Câmara Municipal de Alcochete 09h15 Junta de Freguesia de Alcochete 09h30 Junta de Freguesia de São Francisco 10h00 Junta de Freguesia de Samouco Manhãs infantis 10h00 – Alcochete, Samouco, S. Francisco, Passil, Fonte da Senhora e Barroca d’Alva Sessão Solene da Assembleia Municipal 22h00 – Salão Nobre dos Paços do Concelho 29 DE ABRIL Poesia“Na Voz dos Jovens” 10h30 – Largo de São João Festival de Folclore de Alcochete 21h30 – Largo de São João 30 DE ABRIL Espectáculo “O Cleva é um espectáculo!” 16h00 – Biblioteca de Alcochete Concerto com “Banda do Andarilho” 21h30 – Largo de São João 6 DE MAIO Concerto com“Velha Gaiteira” 22h00 – Fórum Cultural 7 DE MAIO Skate em Liberdade 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00 – Skate Parque, Praia dos Moinhos


InAlcochete