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Informação da Câmara Municipal de Alcochete NOVEMBRO 2013 | Número 13 | Distribuição Gratuita www.cm-alcochete.pt

IN LOCAL

AUTARQUIA ENTREGA 23 CAPACETES AOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ALCOCHETE › PÁGINA 9

IN VIDA

500 MUNÍCIPES PARTICIPAM NA SEMANA SÉNIOR › PÁGINA 11

IN VIDA

alcochete

SPORT CLUBE DE SAMOUCO E ASSOCIAÇÃO DE PESCADORES DE ALCOCHETE REVELAM OBJECTIVOS FUTUROS › PÁGINA 12 E 13

2013|2017

AUTARCAS DO CONCELHO ASSUMEM MANDATOS

Apesar das dificuldades que, cada vez mais, condicionam a gestão autárquica, o reeleito Presidente da Câmara Municipal, Luís Miguel Franco, reafirmou a vontade de continuar a trabalhar em prol de um serviço público com qualidade e na criação de um Concelho sustentado, com uma qualidade de vida elevada. › ESPECIAL AUTÁRQUICAS


2.inalcochete | Novembro 2013

in

Informação da Câmara Municipal de Alcochete “E TUDO O CASAMENTO LEVOU “ EM CENA NO FÓRUM CULTURAL Maria João Abreu e Almeno Gonçalves são um casal que não podem viver um sem o outro, mas também, não podem viver um com o outro. Eles discutem muito. Divertem-se muito. São marido e mulher. São cão e gato. Eles são um casal, um casal normal que se ama. No dia 30 de Novembro, às 21h30, está em cena no Fórum Cultural “E Tudo o Casamento Levou”, uma peça de teatro que nos apresenta este casal em situações banais. Depois de os conhecermos rimo-nos dos seus dias atribulados, da condução dela, das saídas dele, da maneira como planeiam as suas férias. Rimo-nos e depois reconhecemos nas suas palavras, situações estranhamente familiares. Para mais informações sobre o espectáculo contactar o Fórum Cultural, através do 212 349 640 ou do endereço electrónico forum.cultural@cm-alcochete.pt.

SÍNTESE

FEIRA “PRODUTOS DA TERRA” No dia 16 de Novembro, os produtos locais voltam a estar em destaque no Mercado Municipal com a realização da “V Feira Produtos da Terra” que decorre entre as 08h00 e as 16h00. Visite o Mercado Municipal e conheça os produtores locais, assim como os vários produtos que são produzidos no Concelho.

SERVIÇO EDUCATIVO DO MUSEU MUNICIPAL A Câmara Municipal, através do Serviço Educativo do Museu Municipal e durante o ano lectivo, apresenta ao público escolar um conjunto de actividades que dão a conhecer a história e o património do Concelho de Alcochete. De 1 a 29 de Novembro, e para os diferentes graus de ensino, estão agendadas iniciativas que abordam temáticas tão diversas como o fabrico de âncoras no Concelho, a presença da corte em Alcochete, as tradicionais Festas do Barrete Verde e das Salinas ou a ligação de Alcochete à salicultura. Para mais informações consulte o programa do Serviço Educativo em www.cm-alcochete.pt.

ATENDIMENTO AO PÚBLICO O Executivo Municipal realiza semanalmente atendimento ao público nos seguintes dias: Presidente da Câmara Municipal, Luís Miguel Franco – Atendimento à quinta-feira à tarde, mediante marcação. | Vereadores José Luís Alfélua, Susana Custódio e Jorge Giro – Atendimentos terça-feira à tarde, mediante marcação. Vereadora Raquel Prazeres – Atendimento quinta-feira de manhã, mediante marcação.

CONTACTOS ÚTEIS Câmara Municipal de Alcochete – 212 348 600 | Comunicação de Avarias, Roturas e Entupimentos 919 561 411 Serviço Municipal de Protecção Civil – 912 143 999 | Canil Municipal – 914 432 270 | Cemitério – 212 348 638 Posto de Turismo – 212 348 655 | Bombeiros Voluntários de Alcochete – 212 340 229 ou 212 340 557 | Guarda Nacional Republicana – 212 348 071 | Centro de Saúde de Alcochete – 212 349 320 | Extensão de Saúde em Samouco – 212 329 600 Extensão de Saúde em São Francisco – 212 314 471 | Farmácia Nunes – 212 341 562 | Farmácia Cavaquinha – 212 348 350 Farmácia Póvoas – 212 301 245 | Central de Táxis Alcochete – 212 340 040 | Central de Táxis Samouco e Freeport – 212 321 775 | Transportes Sul do Tejo – 211 126 200 | Transtejo – 210 422 400.

FICHA TÉCNICA Inalcochete PERIODICIDADE Bimestral | PROPRIEDADE Câmara Municipal de Alcochete | MORADA Largo de São João 2894-001 Alcochete Telef.: 212 348 600 DIRECTOR Luís Miguel Carraça Franco, Presidente da Câmara Municipal de Alcochete | EDIÇÃO SCI – Sector de Comunicação e Imagem COORDENAÇÃO DE REDACÇÃO Susana Nascimento REDACÇÃO Íngride Nogueira, Micaela Ferreira, Rosa Monteiro | FOTOGRAFIA SCI | PAGINAÇÃO CJORGE – Design & Comunicação e Rafael Rodrigues/SCI | IMPRESSÃO Empresa Gráfica FUNCHALENSE | DEPÓSITO LEGAL 327832/11 | REDACÇÃO E FOTOGRAFIA SCI – Sector de Comunicação e Imagem Telef.: 212 348 658 | dmc.sci@cm-alcochete.pt | TIRAGEM 10 000 | ISSN 2182-3227 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA DE ANTÓNIO FERNANDES “Unforgettable India” é a exposição de fotografia de António Fernandes que será inaugurada na Biblioteca de Alcochete, no próximo dia 23 de Novembro, às 16h00. Um diário visual, captado pela objectiva deste apaixonado por viagens e outras culturas, que nos transmite as cores, os contrastes, os ritmos, os sons e os afectos de um país apaixonante como a Índia. A visitar até dia 1 de Fevereiro.


Novembro 2013 | inalcochete.3

Informação da Câmara Municipal de Alcochete “COMÉRCIO INVESTE” PARA A REVITALIZAÇÃO COMERCIAL Está a decorrer a 1ª fase de candidaturas de acesso ao “Comércio Investe”, no âmbito do Fundo de Modernização do Comércio, que tem como objectivo apoiar projectos individuais ou conjuntos de modernização comercial. As candidaturas de projectos individuais devem ser apresentadas até 25 de Novembro de 2013, enquanto os projectos conjuntos de modernização comercial devem ser apresentadas até dia 2 de Dezembro de 2013. Mais informações em www.cm-alcochete.pt.

LANÇAMENTO DO LIVRO “Entre o Silêncio das Pedras” é o primeiro romance de Luís Ferreira que será lançado na Biblioteca de Alcochete, no dia 16 de Novembro, às 17h00. Através desta história, Luís Ferreira partilha com o público toda a magia associada à peregrinação do Caminho de Santiago de Compostela , uma experiência vivida por Luís Ferreira em 2012, deixando-o verdadeiramente apaixonado e transformado.

EDITORIAL

Continuar a valorizar Alcochete

Caros(as) Munícipes,

Ao iniciar o novo mandato, dirijo as minhas primeiras palavras à larga maioria de cidadãos que, uma vez mais, nos deram legitimidade e confiança para continuarmos a construir o nosso projecto autárquico. Reafirmemos juntos o amor que temos ao concelho de Alcochete, reiteremos a vontade de reforçar os vínculos que nos unem e tornemo-nos um Concelho vivo, solidário e voltado para o futuro Quero ainda manifestar, como é de inteira justiça, o reconhecimento a todos os que apresentaram e defenderam as suas candidaturas às eleições autárquicas, num espírito de serviço ao Concelho e à Democracia. Assim, saúdo todos os Vereadores eleitos, os que comigo partilharam este desafio e, igualmente, todos os outros provindos das outras forças políticas, na certeza de que me acompanharão na minha principal preocupação: Servir Alcochete e a sua população! O mandato que terminou ficou marcado por uma situação complexa, resultado de continuadas políticas erradas preconizadas pelos sucessivos Governos e por uma diminuição continuada de receitas, igualmente, fruto da famigerada crise que diariamente nos limita sonhos e ambições. Apesar da nossa determinação, vontade e persistência não podemos e não devemos deixar de afirmar que o futuro próximo não vai ser fácil. O Orçamento de Estado para 2014 vai tornar a situação das Autarquias ainda mais difícil, com a diminuição real das transferências financeiras o que dificultará, ainda mais, a nossa gestão, resultando daqui constrangimentos na prestação do serviço público. Outra das medidas anunciadas no OE passa por uma nova alteração no que aos impostos municipais se refere e à imposição de uma redução, de pelo menos 2%, dos trabalhadores municipais, face aos existentes em 31 de Dezembro de 2013. No que a esta última diz respeito, é minha garantia que este Executivo continuará firme na sua posição de não despeLUÍS MIGUEL CARRAÇA FRANCO dir nenhum dos nossos funcionários, pois Presidente da Câmara Municipal de Alcochete consideramo-los o maior e mais valioso activo da Câmara Municipal de Alcochete. Assumirei, como até aqui, todas as minhas Mais uma vez a austeridade perpetrada responsabilidades, e considero que a primeira de todas pelo actual Governo recai sobre a função pública e, concomitantemente, sobre os é a de contribuir para que se ganhe consciência clara serviços públicos prestados às populados problemas e dos desafios, pois esse é o primeiro ções. Não tenho dúvidas de que um dos passo a dar para os enfrentar, assumir e resolver. objectivos deste Governo é acabar com a prestação pública de serviços como o abastecimento de água, a saúde, a educação, entre outros, o que criará dificuldades acrescidas na qualidade de vida da nossa população. Sim, temos consciência de que o desafio que temos pela frente será incomparavelmente superior àqueles que já enfrentámos. Mas, já demos provas de que gostamos de desafios, que temos vontade de trabalhar e temos novas ideias e criatividade para encontrar novas soluções! Move-nos a dedicação à causa pública e a defesa intransigente dos interesses do concelho de Alcochete. Assim, vamos continuar a valorizar e a reconhecer a obra feita que mostrou o valor superior da gestão pública, com padrões de qualidade de serviço público, como um imperativo para melhor servir os cidadãos! É indispensável “continuar a valorizar Alcochete, no País e no Mundo”, o que só é possível com o apoio dos Cidadãos! O sucesso e o futuro do nosso Concelho dependem de todos e de cada um de nós! Sabemos que a população espera que sejamos fiéis ao projecto político que recolheu apoio maioritário dos eleitores e vamos honrar os nossos compromissos. Assim, sublinho, uma vez mais, os eixos de intervenção fundamentais do pensamento político que servirá de referência à acção do novo Executivo da Câmara Municipal. Vamos continuar a estimular a dinâmica do tecido empresarial e comercial, continuaremos com o Programa de Regeneração Urbana, que contempla a continuidade do processo de requalificação da frente ribeirinha de todo o Concelho, apostaremos fortemente na promoção do nosso valioso património natural, paisagístico e ambiental e, por último, a implantação de um processo de requalificação e modernização da rede de equipamentos municipais. Assim, continuando a aplicar esta verdadeira Agenda Estratégica para o Desenvolvimento Sustentável, será possível construir o presente e perspectivar o futuro, aumentando a qualidade de vida dos nossos munícipes. O Cidadão escolhido pelos cidadãos para os representar, deve ser o cidadão mais atento, mais exigente, mais responsável, mais solidário. Assumirei, como até aqui, todas as minhas responsabilidades, e considero que a primeira de todas é a de contribuir para que se ganhe consciência clara dos problemas e dos desafios, pois esse é o primeiro passo a dar para os enfrentar, assumir e resolver. Estou em Alcochete para dar o meu melhor, para servir o meu Concelho e, afinal, para cumprir apenas com o meu dever. Este é o meu compromisso! O compromisso do Presidente de todos os Alcochetanos!


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Informação da Câmara Municipal de Alcochete

Especial Autárquicas NOVO MANDATO AUTÁRQUICO 2013/ 2017

SABEMOS BEM O QUE QUEREMOS E PARA ONDE CAMINHAMOS SEM NUNCA DEIXAR DE HONRAR A CONFIANÇA QUE A POPULAÇÃO DEPOSITOU EM NÓS Foi perante uma Galeria Municipal lotada que os novos eleitos para a Câmara e Assembleia Municipais tomaram posse no passado dia 18 de Outubro. Assumindo, pela terceira vez consecutiva a liderança do Executivo Municipal, o reeleito Presidente de Câmara, Luís Miguel Franco, elencou o conjunto de objectivos estratégicos que definem este projecto autárquico que tem a causa pública e os interesses da comunidade local como os alicerces do trabalho a concretizar. quias ainda mais difícil, com uma diminuição real das transferências financeiras. Como é sabido, Alcochete é dos Municípios que menos recebe do Orçamento do Estado. Como se não bastasse prevê-se mais uma diminuição de verbas, passando a nossa Autarquia a receber €2.660.781,00, ou seja, menos €75.810,00 que em 2013. As Juntas de Freguesia serão igualmente alvo de reduções nas transferências: a freguesia de Alcochete receberá €120.076,00, a do Samouco €34.943,00 e a de São Francisco €23.615,00. Estas diminuições dificultarão ainda mais a gestão das Autarquias, resultando daqui constrangimentos na prestação do serviço público”, sublinhou Luís Miguel Franco. A estas reduções nas transferências, somam-se ainda outras medidas como alterações nos impostos municipais (prevendo-se a extinção da derrama e alterações no IMI) e uma gestão de recursos humanos, que impede a contratação de novos trabalhadores e que contempla uma nova redução de, pelo menos, 2% dos trabalhadores face ao ano transacto.

Cinco mandatos atribuídos à CDU, aos quais se somam mais dois mandatos atribuídos ao PS e ao CDS-PP respectivamente foi o resultado obtido no último acto eleitoral que, decorreu a 29 de Setembro ,e que atribuiu maioria à Lista CDU com 53,45% dos votos para a Câmara Municipal. “O resultado obtido, para além da enorme alegria e satisfação confere-nos uma cada vez maior responsabilidade, mas deixa-nos orgulhosos, na medida em que traduz uma confiança inequívoca, por parte da população, no que diz respeito ao projecto autárquico que preconizamos e temos vindo a implementar”, disse Luís Miguel Franco, durante a cerimónia de instalação dos órgãos autárquicos. Para além do Presidente da Câmara Municipal, tomaram ainda posse como membros do

Executivo Municipal, os Vereadores José Luís Alfélua (CDU), Susana Custódio (CDU), Jorge Giro (CDU), Raquel Prazeres (CDU) ,Maria Teresa Moraes Sarmento (PS) e Vasco Pinto (CDS-PP). Representantes das autarquias locais e de entidades oficiais, dirigentes associativos e munícipes não quiseram deixar de marcar presença nesta cerimónia que marcou o arranque oficial do mandato autárquico 2013/ 2017. Após a tomada de posse de todos os membros que compõem a Câmara e Assembleia Municipais, o Presidente da Câmara Municipal saudou os eleitos do Executivo Municipal, destacando ainda que é uma das premissas da Câmara Municipal o “diálogo e a cooperação entre todas as forças políticas”, ao contrário do Governo da República, que tem vindo a

defender a composição de Executivos homogéneos nas Autarquias Locais colocando em causa as características plurais e democráticas deste órgão executivo. Esta não foi, no entanto, a única crítica que Luís Miguel Franco teceu sobre as sucessivas políticas implementadas pela Administração Central. O Autarca recordou ainda como foi penalizador a reforma administrativa que, sob a forma do “Livro Verde”, não veio mais do que desvirtuar os princípios do Poder Local e, com o Orçamento do Estado para 2014 na ordem do dia, frisou que, num futuro próximo, não se avizinham tempos fáceis para as Autarquias Locais e, consequentemente, para o concelho de Alcochete. “O que já se conhece do Orçamento de Estado para 2014 vai tornar a situação das Autar-

PROMOVER O TERRITÓRIO, CONTINUAR A VALORIZAR ALCOCHETE Apesar das dificuldades que, cada vez mais, condicionam a gestão autárquica, o reeleito Presidente da Câmara Municipal reafirmou a vontade de continuar a trabalhar em prol de um serviço público com qualidade e na criação de um Concelho sustentado, com uma qualidade de vida elevada. “Vamos continuar a concretizar uma verdadeira “Agenda Estratégica para o Desenvolvimento Sustentável do Município de Alcochete”, que perspective o futuro do nosso Concelho, com uma elevada qualidade de vida para os seus munícipes, suportada por um modelo de desenvolvimento que valorize as nossas potencialidades endógenas, que promova uma actividade económica e turística de qualidade, que reforce a capacidade e competitividade do nosso tecido económi-


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Informação da Câmara Municipal de Alcochete

Especial Autárquicas co, que desenvolva actividades de inovação e tecnologia, que valorize o nosso sistema de conhecimento, que promova a coesão do nosso tecido social e que afirme o nosso território no contexto regional, nacional e internacional, devidamente enquadrado no próximo QEC – Quadro Estratégico Comunitário – 2014/ 2020”, reforçou o Presidente do Município. No elencar destes objectivos estratégicos para o Município foram destacados particularmente a requalificação das áreas de localização empresarial – Batel e Passil – , como factor crucial para dinamizar o tecido empresarial e comercial do Concelho, a regeneração urbana de Alcochete, enquanto alavanca da dinâmica social, cultural e turística do Município, a promoção do património natural e paisagístico, tendo em conta a singularidade de Alcochete e servindo de estímulo à criação de projectos relacionados com imagem urbana, mobilidade sustentável, biodiversidade e eco-eficiência do espaço público e, por último, a implementação de um programa de requalificação e modernização da rede de equipamentos de base social, que afirme o território concelhio como um espaço de coesão e identidade cultural.

NOVO EXECUTIVO DA CÂMARA MUNICIPAL COM PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ALCOCHETE

o Autarca adiantou quais as suas expectativas para o mandato: “atrai-me particularmente a justeza e a eficácia das deliberações, o sentido prático dos actos públicos, a lealdade institucional, não só em relação às restantes Autarquias Locais, mas também no que concerne às outras instâncias do poder regional, central e supranacional”. Antes de concluir a sua intervenção, Miguel Boieiro apelou a um maior envolvimento dos cidadãos na governação autárquica, de forma a conhecerem melhor esta gestão e as suas complexidades. Durante o acto de instalação da Assembleia Municipal tomaram ainda posse os seguintes membros: Paulo Alves Machado (Lista CDU), Paula Pereira (Lista CDU), Fernando Leiria (Lista CDU), Natacha Patinha (Lista CDU), Rodolfo Pereira (Lista CDU), Sónia Ramos (Lista CDU), Sérgio Duarte (Lista CDU), Fábio Bernardo (Lista CDU), Isabel Trindade (Lista CDU), Luís Cardoso (Lista CDU), Iolanda Nunes (Lista PS), Bruno Soares (Lista PS), Manuel Fradiano (Lista PS), Maria Amélia dos Santos (Lista PS), Mário Alves (Lista CDS/ PP), Pedro Tarú Canteiro (Lista CDS/ PP), Patrícia Figueira (Lista CDS/ PP), João Manuel do Valle (Lista PPD/ PSD) e Luiz Batista (Lista PPD/ PSD). Por inerência ao cargo tomaram ainda posse como deputados municipais, eleitos pela CDU, os três Presidentes de Juntas de Freguesia do Concelho. Depois de concluída a instalação dos órgãos municipais foi ainda eleita a composição da Mesa da Assembleia Municipal que é constituída por Miguel Boieiro (Presidente da Assembleia Municipal), Sérgio Duarte (1.º Secretário) e Sónia Ramos (2.ª Secretária). Antes de encerrada a cerimónia, os representantes das Bancadas com assento na Assembleia Municipal também usaram da palavra, numa noite de exercício do Poder Local Democrático.

24 MEMBROS TOMAM POSSE PARA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ALCOCHETE Miguel Boieiro foi igualmente reeleito Presidente da Assembleia Municipal de Alcochete, o órgão com maior abrangência política no Concelho de Alcochete. Para este mandato autárquico, e com 50,85% dos votos, a CDU está representada neste órgão deliberativo com 12 mandatos, seguindo-se o PS com 17.99% dos votos, o que se traduz em 4 mandatos, o CDSPP, com 13,65% dos votos, está representado por 3 mandatos e o PSD, que registou 8,97% dos votos, marca presença na Assembleia através de 2 mandatos. “Interessa-me que o prestígio deste órgão que, (…) integrando elementos oriundos de quatro formações partidárias, reverta a favor de Alcochete e da sua população”, disse Miguel Boieiro durante o seu discurso. Com 37 anos de poder local democrático inscritos no seu currículo, e perante o actual contexto de actuação das Autarquias Locais, o Presidente da Assembleia Municipal teceu algumas reflexões sobre a participação pública na gestão autárquica e a importância dos políticos na defesa dos interesses da população: “os eleitos deverão ser os arautos dos anseios populares, os servidores das causas públicas, os zeladores do bem-estar dos munícipes, os pugnadores no combate às injustiças(…)”. Neste sentido, Miguel Boieiro acrescentou que, no caso da Assembleia Municipal de Alcochete “(…)nada, rigorosamente nada, será indiferente. Analisaremos e tomaremos posição, se conveniente for, sobre os assuntos prementes, susceptíveis de afectar o Concelho, o País, o Mundo”. Enquanto Presidente deste órgão municipal,

RESULTADOS ELEITORAIS – CÂMARA MUNICIPAL 53,45% [3830 votos]

CDU PS CDS-PP PPD/PSD Em branco Nulos

RESULTADOS ELEITORAIS – ASSEMBLEIA MUNICIPAL

16,79% [1203 votos] 13,61% [975 votos] 8,02% [575 votos] 4,91% [352 votos] 3,22% [231 votos]

50,85% [3528 votos]

CDU PS CDS-PP PPD/PSD

17,99% [1248 votos] 13,65% [947 votos] 8,97% [622 votos]

Em branco

5,07% [352 votos]

Nulos

3,47% [241 votos]


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Informação da Câmara Municipal de Alcochete

Especial Autárquicas

ESTÊVÃO BOIEIRO REELEITO EM ALCOCHETE

MAIS CARENCIADOS SÃO PRIORIDADE PARA ESTE MANDATO Pelo terceiro mandato consecutivo Estêvão Boieiro lidera o Executivo da Junta de Freguesia de Alcochete, reforçando a atenção nas pessoas, no seu bem-estar e condições de vida, através de um processo de continuidade de projectos já iniciados nos anteriores mandatos.

RESULTADOS ELEITORAIS – JUNTA DE FREGUESIA DE ALCOCHETE 53,14% [2.594 votos]

CDU CDS-PP PS PPD/PSD Em branco Nulos

16,62% [811 votos] 14,98% [731 votos] 7,38% [360 votos] 4,79% [234 votos] 3,09% [151 votos]

ANTÓNIO ALMEIRIM ELEITO PELA 9.ª VEZ EM SAMOUCO

“VAMOS CONTINUAR A TRABALHAR PARA A POPULAÇÃO” Eleito pela nona vez e pela terceira vez consecutiva, enquanto presidente da Junta de Freguesia de Samouco, António Almeirim, não esconde a motivação para mais um mandato à frente deste órgão autárquico, contudo, não descura algumas críticas à actuação da Administração Central.

RESULTADOS ELEITORAIS – JUNTA DE SAMOUCO

PS

Munícipes, representantes das Autarquias Locais, do Movimento Associativo, de entidades oficiais do Concelho, assistiram à tomada de posse dos membros da Junta e Assembleia de Freguesia de Samouco, que decorreu no Salão Nobre da Junta de Freguesia, no passado dia 12 de Outubro. A CDU elegeu 9 mandatos, o PS elegeu 2 mandatos, e o PPD/PSD elegeu um mandato. (Ver Caixa) Eleito, pela primeira vez Presidente de Junta no Samouco em 1976, António Almeirim referiu no seu discurso que desde essa primeira eleição tem dedicado grande parte da sua vida à Autarquia e ao partido que lhe permite desempenhar estas funções. “Sentimo-nos extremamente honrados com as manifestações de carinho em que somos envolvidos e damos a todos uma garantia que vamos mais uma vez ser dignos de confiança”, disse o Autarca. No entanto, António Almeirim adivinha tempos difíceis para a freguesia de Samouco, a exemplo do que acontece em todo o País, pois “o principal desafio que a Junta de Freguesia de Samouco tem para este mandato é termos

esperança no amanhã, e sermos capazes de fazer aquilo que sempre temos feito, que é cumprir totalmente o nosso manifesto eleitoral. Mas as esperanças são poucas, porque da maneira que estamos é extremamente difícil”, sublinha o Presidente da Junta. Para o Autarca a expectativa reside neste facto, na capacidade de manter a porta aberta e na capacidade para fazer obras: “porque para que isso aconteça são necessárias verbas e nós já soubemos que do Fundo de Financiamento de Freguesias, que é o dinheiro que vem do Estado para nós, que vem do Orçamento Geral do Estado, vamos receber menos do que em 2012. O Orçamento ainda não está aprovado, mas penso que será aprovado, porque os sucessivos governos nunca cumpriram a Lei das Finanças Locais”. E acrescenta: “Este Governo já acabou com 1165 freguesias no País e da maneira como estão a fazer a coisa vão acabar com mais, de outra forma, da forma administrativa, porque era impossível termos a porta aberta, se não fosse a Câmara a ter connosco protocolos de descentralização de competências, que agora têm a designação de contratos de descentralização de

57,46% [816 votos]

CDU

PPD/PSD CDS-PP Em branco Nulos

17,46% [248 votos] 9,30% [132 votos] 5,77% [82 votos] 5,49% [78 votos] 4,51% [64 votos]

ELEITOS JUNTA DE FREGUESIA DE ALCOCHETE JUNTA DE FREGUESIA Presidente: António Almeirim (CDU) Tesoureiro: Pedro Ferreira (CDU) Secretário: Cristóvão Rosado (CDU) ASSEMBLEIA DE FREGUESIA Presidente: Miguel Santos (CDU) 1.ª Secretária: Carmém Correia (CDU) 2.ª Secretária: Lídia Alonso (CDU) Fernanda Vila Cova (CDU) | Jesuíno da Fonseca (PS) | Nélson Constantino (PSD) | Maria Macieira (PS) | Nelson Mota (CDU) | Sidalina Almeida (CDU)

competências. Ainda assim perante este cenário António Almeirim assegura ao InAlcochete que a Junta de Freguesia vai continuar a considerar as pessoas em primeiro plano, com especial enfoque nos jovens, nos idosos e nas mulheres.

E destaca algumas obras que considera pequenas, mas importantes para a freguesia, onde está incluída uma rampa de acesso à Igreja, a conclusão da eliminação de barreiras arquitectónicas e a recuperação da pérgula do cais (demolida pela Junta porque oferecia alguns riscos).


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Informação da Câmara Municipal de Alcochete

Especial Autárquicas

A Junta e a Assembleia de Freguesia de Alcochete tomaram posse a 13 de Outubro último, perante um Salão da Junta de Freguesia lotado numa cerimónia em que tomaram posse 13 eleitos pela CDU, 2 eleitos pelo CDS/PP, 2 eleitos pelo PS e 1 eleito pelo PPD/PSD. (Ver Caixa) A CDU voltou a ser a força política mais votada na freguesia, pelo terceiro mandato consecutivo, facto sublinhado pelo presidente da Junta de Freguesia, Estêvão Boieiro, no discurso de tomada de posse, referindo que os cidadãos eleitores de Alcochete “...mais uma vez elegeram a CDU – Coligação Democrática Unitária, como a força mais fiável, conferindo-nos a legitimidade, a exemplo dos dois mandatos anteriores, por uma maioria expressiva e absoluta, para o exercício de mais um mandato de quatro anos à frente dos destinos da nossa querida terra”. “Mais do que nunca, o papel das Juntas de Freguesia, face à proximidade com os cidadãos, é crucial”, enfatizou o Autarca que manifestou uma total dedicação à causa pública destacando a importância de trabalhar em prol da comunidade de Alcochete. Para este mandato, que agora se inicia, Estê-

vão Boieiro disse ao InAlcochete que quer dar continuidade aos projectos iniciados nos anteriores mandatos, mas numa altura em que devido aos cortes sucessivos do Governo chega cada vez menos dinheiro às famílias e às Autarquias, as pessoas têm de estar primeiro. “Neste momento temos uma prioridade sobre todas, que é a acção social. Cada vez o dinheiro é menos e as pessoas têm mais dificuldades económicas, temos de ajudar quem mais necessita – as pessoas que estão com rendimentos muito baixos, com pensões muito baixas, que estão doentes, que têm dificuldades de várias ordens”, referiu o Autarca. Com o objectivo de rentabilizar os serviços que funcionam na Junta de Freguesia, nomeadamente, o GIP – Gabinete de Inserção Profissional, o Gabinete de Apoio ao Rendimento Social de Inserção, o Gabinete Jurídico de Atendimento, o Gabinete de Apoio Psicológico, o Autarca pretende criar sinergias entre os serviços já em funcionamento, criando um gabinete onde esses serviços funcionem todos em rede. “Todos estes serviços são suportados pela Junta, não são cobrados, e são muito requisitados

ELEITOS JUNTA DE FREGUESIA DE ALCOCHETE JUNTA DE FREGUESIA Presidente: Estêvão Boieiro (CDU) Tesoureiro: Francisco José do Nascimento (CDU) Secretária: Maria Fernanda Santa (CDU) Vogais: José Filipe (CDU) e Filipe Trindade (CDU) ASSEMBLEIA DE FREGUESIA Presidente: Maria Manuela Boieiro (CDU) 1.ª Secretária: Ana Guerreiro (CDU) 2.ª Secretária: Margarida Palma (CDU) João Marques (CDS/ PP) | Célio Rodrigues (PS) | Augusto da Silva (CDS/ PP) | Carla Pinto (PS) | António Pinto da Silva (PSD) | Sónia Vieira (CDU) | António Rodrigues (CDU) | Teresa Pereira (CDU) | José Carvalho (CDU) | Cláudia Sequeira (CDU)

pela população e penso que vão ser cada vez mais, pois os atendimentos estão praticamente sempre esgotados”, salienta Estêvão Boieiro. “Ainda está em embrião, mas estou convencido que o Gabinete de Intervenção Local vai ser uma realidade num futuro próximo. Este projecto irá contar com uma equipa multidisciplinar, constituída por psicólogos de várias áreas, técnicos de serviço social e advogados. Contamos com os recursos existentes na Junta de Freguesia que serve toda a comunidade”, salienta o Autarca. Estêvão Boieiro adian-

ta que a Junta vai garantir outros projectos, por exemplo ao nível da mobilidade, “continuamos a ter a ambição, em conjunto com a Câmara Municipal de acabar com as barreiras arquitectónicas, com a mobilidade reduzida em Alcochete, não só na zona urbana mas também na zona rural”. “Não vamos descurar também o apoio que damos ao Movimento Associativo, às escolas, até porque há uma continuidade. Os nossos projectos são sempre de continuidade, não vamos deixar cair nenhum”, finaliza Estêvão Boieiro.

SÃO FRANCISCO MOSTRA CONFIANÇA EM LUÍS MADEIRA

PARA O EXECUTIVO ELEITO A FREGUESIA MERECE MAIS Luís Madeira foi eleito Presidente da Junta de Freguesia de São Francisco, que no seu entender, traduz a confiança que os são franciscanos depositam no projecto da CDU, manifestando vontade para que se iniciasse um novo ciclo. RESULTADOS ELEITORAIS – JUNTA DE SAMOUCO

“Construir alicerces para um efectivo desenvolvimento económico e social de São Francisco” foram as primeiras palavras de Luís Madeira, presidente da Junta de Freguesia desta localidade do concelho de Alcochete, no discurso da cerimónia de tomada de posse e de instalação da Junta e Assembleia de Freguesia, que decorreu a 17 de Outubro último, no Salão da Junta de Freguesia de São Francisco. A CDU elegeu 6 mandatos, o PS elegeu 4 mandatos, o CDS/PP elegeu 1 e o PPD/PSD elegeu também 1 mandato. (Ver Caixa) Neste novo ciclo a CDU faz coligação com o PS, justificada por Luís Madeira pelo facto de que “a população de São Francisco determinou que a CDU foi eleita para governar os destinos da freguesia, mas a segunda força mais votada foi o PS, e como tal e porque a CDU não teve a maioria absoluta, era então imprescindível fazer uma coligação para poder governar bem, sem agendas políticas de terceiros”. Para o Presidente da Junta é fundamental que a Junta de Freguesia volte a olhar para as colectividades e para o comércio tradicional, “para que entenda as suas necessidades, os seus anseios e de que forma poderão ser dinamizados e potenciados”. “(...) É obrigação da Junta de Freguesia ter um papel mais activo junto da população, quer no acompanhamento, quer

na tentativa e na busca de soluções para os seus problemas”, enfatizou Luís Madeira. Para o Autarca é preciso demonstrar às pessoas de São Francisco que a Junta existe e funciona, constituindo esse o principal desafio para os próximos quatro anos: “Nós estamos cá para lutar por elas, para lhes resolver os problemas que sejam inerentes à freguesia e da competência da Junta de Freguesia,” sublinhando ainda que São Francisco precisa de um acompanhamento diário, dirigido às pessoas e ao espaço público. Quanto a projectos e perante a situação económica que o País atravessa e os cortes anunciados pelo Governo, Luís Madeira assume que “é muito difícil para uma Junta de Freguesia que cada vez recebe menos dinheiro do Fundo de Financiamento de Freguesias, e este ano está previsto novo corte nesse mesmo financiamento, apresentar projectos para São Francisco”. No entanto revela um projecto, ainda em estado embrionário, que não carece de grande apoio financeiro, e que considera ser uma grande mais-valia para São Francisco: a implementação de uma Universidade Sénior. “Quando começámos a falar deste novo projecto, parte da população sénior ficou muito entusiasmada porque vê que nós temos a preo-

41,97% [363 votos]

CDU

31,91% [276 votos]

PS CDS-PP

10,98% [95 votos]

PPD/PSD Em branco Nulos

8,55% [74 votos] 4,28% 2,31%

ELEITOS JUNTA DE FREGUESIA DE ALCOCHETE JUNTA DE FREGUESIA Presidente: Luís Madeira (CDU) Secretário: Rui Outeiro (CDU) Tesoureiro: António Parreira (PS) ASSEMBLEIA DE FREGUESIA Presidente: Helga de Mendonça (CDU) 1.º Secretário: Francisco Correia (CDU) 2.º Secretário: Luís Caetano (PS) | Sandra Miguel (PS) | Orlando Rubio (CDS/PP) | Ângela Marques (PS) | Mário Campos (CDU) | Vasco Vitória (PPD/PSD) | Luísa Salsa (CDU)

cupação que eles estejam bem e que se sintam bem, que não se sintam abandonados e que se sintam parte integrante da população”, justifica Luís Madeira. “Para já é mais importante zelar pelo espaço físico da freguesia, pelo espaço urbano, zelar para que esteja em bom estado, olhar para as pessoas (…) temos de identificar o que é prio-

ritário, onde estão os problemas e depois avaliar e agir”, disse o Autarca. As crianças e os jovens não são descurados nos planos do Executivo da Junta que está a pensar na possibilidade de instalação de um skate-parque, de uma área de lazer, de jogos, de concursos e demais actividades para manter ocupadas as camadas jovens da freguesia.


8.inalcochete | Novembro 2013

in

Informação da Câmara Municipal de Alcochete

LOCAL

LOJA DO MERCADO APOIA 358 FAMÍLIAS NO 1.º ANO DE ABERTURA AO PÚBLICO No seu primeiro ano de funcionamento, a Loja do Mercado – Projecto Solidário apoiou 358 famílias do Concelho, correspondente a 945 pessoas. Este resultado foi apresentado no primeiro aniversário da Loja, que foi assinalado no passado dia 24 de Outubro, na Galeria Municipal dos Paços do Concelho. Neste dia, os parceiros Câmara Municipal e Centro Comunitário Cais do Sal recordaram, através de uma apresentação em slides, a remodelação do espaço que deu lugar à Loja Social, na Rua do Mercado, assim como alguns dados referentes ao contributo desta Loja na comunidade local. No total foram doados 8412 bens à Loja Social e, das 358 famílias apoiadas, 170 são isentas, traduzindo-se assim, num apoio gratuito a 522 pessoas.

EXECUTIVO MUNICIPAL TEM PELOUROS ATRIBUÍDOS Com base nos princípios básicos da democracia e confiança partilhadas, na equipa que foi constituída em resultado do sufrágio eleitoral nas últimas eleições autárquicas, o Presidente da Câmara Municipal procedeu à distribuição de pelouros nos vereadores com funções a tempo inteiro, de acordo com a Lei n.º 75/2013, de 13 de Setembro. Os Pelouros da Câmara Municipal de Alcochete ficam assim distribuídos: Presidente da Câmara – Luís Miguel Carraça Franco • Planeamento Estratégico e Coordenação Geral da Actividade Municipal • Relações Externas e Internacionais • Cooperação Intermunicipal • Administração do Território, Urbanismo e Fiscalização Municipal • Protecção Civil e Segurança • Desenvolvimento Económico e Turismo • Cidadania e Comunicação • Administração Financeira e Patrimonial (Grandes Opções do Plano, Documentos Previsionais, Prestação de Contas e Fundos Comunitários) • Representação Institucional do Município: ADREPES – Associação de Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal • ERT – RL – Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa Vereador – José Luís dos Santos Alfélua Vice-presidente da Câmara Municipal • Coadjuvar o Sr. Presidente nas áreas da protecção civil e segurança • Cooperação autárquica (Associação Municípios da Região de Setúbal, Área Metropolitana de Transporte e Juntas de Freguesia) • Obas Municipais e Rede Viária • Mobilidade Urbana (trânsito, circulação e estacionamento) • Logística, Conservação e Manutenção • Sector Energético e Iluminação • Representação institucional do Município no Conselho Cinegético Vereadora – Susana Isabel Freitas Custódio • Educação, Desenvolvimento Social e Saúde (incluindo gestão dos recursos e equipamento) • Desporto, Movimento Associativo e Juventude • Presidência do Conselho Municipal de Educação • Presidência do CLAS – Conselho Local de Acção Social do Município de Alcochete • Representação institucional do Município: Direcção da Fundação João Gonçalves Júnior, Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Alcochete e Comissão Pedagógica do Centro de Formação de Professores de Montijo e Alcochete - CENFORMA Vereador – Jorge Manuel Pereira Giro • Espaços Verdes e Higiene Urbana • Águas e Saneamento • Saúde Pública e Veterinária Municipal • Representação Institucional do Município: SIMARSUL/AMARSUL, Assembleia Intermunicipal da AIA, Conselho da Administração da Fundação das Salinas do Samouco e na Agência de Energia – S.Energia Vereadora – Raquel Sofia Leal Franco Salvado Prazeres • Cultura, Identidade Local e Turismo (incluindo gestão dos recursos e equipamentos) • Gestão Financeira • Modernização Administrativa, Recursos Informáticos, Novas Tecnologias, Expediente Geral, Apoio aos Órgãos Autárquicas, ao Munícipe e Atendimento Geral • Administração e Gestão de Recursos Humanos Serviços Jurídicos

FRENTE RIBEIRINHA

Prosseguem obras de requalificação Desde o passado mês de Março que estão a decorrer na Frente de Ribeirinha de Alcochete as obras de requalificação que vão tornar este espaço da Vila numa área de usufruto público de excelência. Na Rua do Norte os trabalhos de pavimentação da calçada em cubos de granito e das guias de delimitação da faixa de rodagem encontram-se quase concluídos, faltando apenas alguns remates junto das bases dos candeeiros de iluminação pública e nas caixas de recepção dos ramais pluviais dos prédios. A intervenção que está a ser executada na Rua Norte vai permitir a ampliação do seu perfil, através da repavimentação e da definição dos lugares de estacionamento em forma longitudinal e não em espinha como se verificou até à data e que, muitas das vezes, provocava alguns constrangimentos no acesso às habitações. Outro aspecto a destacar nesta intervenção é a reparação do muro marginal, desde o Largo da Cova da Moura até à Igreja de Misericórdia, com a aplicação de um novo e a introdução de um capeamento em pedra mármore rosa (já execu-

tado na extensão de 75 metros) e um rodapé, também em mármore rosa, na zona adjacente à Igreja da Senhora da Vida, estando o mesmo já executado. Quanto às infraestruturas subterrâneas foi executada uma extensão da rede de água deste arruamento, estando ainda por terminar os sumidouros para drenagem fluvial e a colocação de grelhas. No Largo de Misericórdia a pavimentação em calçada de cubos de granito encontra-se executada em cerca de 60% da sua área, faltando a zona compreendida entre o limite poente da Igreja e a Rua da Quebrada. De salientar ainda a pavimentação da zona envolvente da Igreja da Misericórdia, constituída por lajes de mármore rosa, executada em cerca de 50% da sua área, incluindo um muro de suporte em blocos maciços de mármore rosa, que vai contornar a Igreja da Misericórdia, delimitando o acesso a

este Imóvel de Interesse Público, estando também a ser construídas umas escadas e rampa de acesso ao Posto de Turismo. Da componente marítima da Avenida D. Manuel I, da responsabilidade da Administração do Porto de Lisboa (APL), encontra-se já concluída a construção do muro de contenção em betão, revestido a blocos de granito, faltando a colocação da pedra de balustrada em altura. Para além de transformar a frente ribeirinha numa área de excelência para momentos de lazer junto ao rio, esta intervenção vem dar resposta à necessidade urgente de intervir na muralha existente, uma vez que a mesma já apresentava um estado de degradação avançado. Nas extremidades do muro, mantêm-se as duas rampas que permitem o acesso ao rio. A execução do aterro numa área de avanço sobre o rio Tejo de 15m já teve início, estando colocados 3000m3 dos 17000m3 previstos e onde se inclui os colectores pluviais já construídos. A componente terrestre da requalificação da Avenida D. Manuel I, da responsabilidade da Câmara Municipal, e que contempla a colocação de mobiliário urbano e a criação de espaços verdes.


Novembro 2013 | inalcochete.9

Informação da Câmara Municipal de Alcochete

inLOCAL

Câmara entrega 23 capacetes aos Bombeiros de Alcochete A Câmara Municipal e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete celebraram um protocolo de colaboração no passado dia 5 de Setembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, num acto formal que ficou igualmente marcado pela atribuição de 23 capacetes de protecção individual aos “soldados da paz”. Com este gesto, a Câmara Municipal contribui para o reforço da protecção individual da corporação de Bombeiros local que, desde esta data, tem ao seu dispor mais 23 capacetes Gallet F1 que, devido ao seu carácter universal, podem ser utilizados para proteger a cabeça e rosto contra o calor, chama, água ou objectos pesados e/ou pontiagudos. Para além deste apoio, que se traduziu num investimento de €7.100, a Autarquia e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete estreitaram os seus laços de colaboração com a assinatura de um protocolo que contempla quais os apoios que devem ser assegurados por cada uma das entidades subscritoras. O direito ao uso do refeitório municipal, o apoio na cedência de transportes e de instalações municipais, a isenção do pagamento da factura do

PROJECTO DAR DE VOLTA

Manuais escolares são reutilizados por 171 famílias No início do ano lectivo, 171 famílias aderiram ao “Dar de Volta”, um projecto de empréstimo e doação de manuais escolares para alunos que frequentam os 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e Ensino Secundário. Promovido pela Associação de Municípios da Região de Setúbal, “Dar de Volta” é um projecto que visa a reutilização de manuais escolares através de um sistema de doação e de empréstimo de títulos escolares. Neste ano lectivo, e no Concelho de Alcochete, foram redistribuídos 476 manuais escolares, um número que quase triplicou comparativamente com o número de manuais escolares cedidos no ano lectivo anterior. Assente numa lógica de solidariedade e de rentabilização de recursos, o projecto “Dar de Volta” traduz-se num apoio para os agregados familiares, numa altu-

ra em que se vivem grandes constrangimentos orçamentais. No final de cada ano lectivo, os manuais escolares são novamente devolvidos à Biblioteca de Alcochete, equipamento municipal onde se procede à recolha, triagem e redistribuição de manuais pelas famílias que se candidatam ao empréstimo. Para este ano lectivo estão ainda disponíveis para empréstimo títulos referentes ao 2.º Ciclo do Ensino Básico, nomeadamente para as disciplinas de História e Geografia de Portugal e Ciências da Natureza. Para mais informações, os interessados podem contactar a Biblioteca de Alcochete, através do contacto telefónico 212 349 640 ou do endereço electrónico forum.cultural@cm-alcochete.pt.

consumo de água e a cedência de quatros funcionários da Autarquia em regime de permanência laboral são exemplos de apoios a prestar pela Câmara Municipal, para além da atribuição do apoio financeiro anual, no valor de €35.000, e a atribuição de um outro apoio de €10.734,99, para fazer face aos custos relacionados com os seguros do pessoal. Já à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete compete, entre outras acções, assegurar as comunicações no âmbito da protecção civil e no que respeita ao planeamento de emergência, a colaboração em acções relacionadas com o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil, em caso de acidente ou catástrofe, com os Planos Especiais/ Operacionais de Emergência, e com o Plano de Defesa da Floresta Contra Incêndios, a dinamização de contactos com os agentes privados locais, com vista a promover o envolvimento dos mesmos em situações de acidente grave ou catástrofe, a colaboração em acções de formação, prevenção e sensibilização dirigidas ao público escolar e à população em geral, a realização de uma vistoria anual a todas as bocas-de-incêndio existentes na área do Município e a promoção de exercícios e de simulacros no Concelho. Com a celebração deste protocolo de colaboração, a Câmara Municipal e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários prosseguem, de uma forma sustentada e cooperante, com a política de desenvolvimento social que tem vindo a ser implementada no Município.


10.inalcochete | Novembro 2013

Informação da Câmara Municipal de Alcochete

inVIDA

INÍCIO DO ANO LECTIVO 2013/ 2014

TRANSPORTES ALTERNATIVOS MARCAM SEMANA DA MOBILIDADE Cerca de 300 cidadãos participaram nas comemorações da Semana da Mobilidade e do Dia Europeu sem Carros que decorreram na vila de Alcochete, nos dias 21 e 22 de Setembro, nos Largos de São João e Almirante Gago Coutinho. Transportes alternativos ao automóvel, como bicicletas e segways, estiveram disponíveis para requisição e passeios pelo Núcleo Antigo da Vila. O uso de transportes públicos foi igualmente fomentado através da Eco-Trocas, uma iniciativa promovida pela S.Energia e que propôs à população a troca de lixo reciclável por bilhetes para transportes públicos. Os “Amigos Orelhudos”que residem no Pinhal das Areias também não faltaram a estas comemorações e estiveram disponíveis para agradáveis passeios. Este ano, associaram-se à Câmara Municipal e à S.Energia outros parceiros locais como o Ginásio Quinta do Valbom, que convidou a população a participar em aulas de hip-hop e de combat, e a Associação Académica que disponibilizou bicicletas de BTT para aluguer gratuito. Como é habitual, no âmbito destas comemorações, no Domingo de manhã, a iniciativa desportiva “V Pedalada da Mobilidade” reuniu cerca de 100 participantes.

CARTÃO MULTI 15 SENIORES USUFRUEM DE 15% DE DESCONTO EM PRODUTOS ÓPTICOS A Câmara Municipal celebrou um protocolo de colaboração com a Grandvision Portugal UniPessoal, Lda, permitindo aos pensionistas ou aos munícipes do Concelho de Alcochete, com mais de 65 anos de idade, usufruírem de um desconto de 15% na compra de produtos ópticos nas Lojas MultiOpticas. Para beneficiarem deste desconto, os munícipes têm que obter o Cartão Multi 15 que é cedido de forma gratuita na Divisão de Educação, Desenvolvimento Social e Saúde da Câmara Municipal, situada na Escola Conde Ferreira, mediante apresentação do Bilhete de Identidade, Cartão do Cidadão e Cartão de Reformado/ Pensionista. Para usufruírem do desconto de 15%, os seniores terão que apresentar nas lojas MultiOpticas, o Cartão Multi 15 juntamente com um documento de identificação. O desconto poderá ser acumulado com outras campanhas em vigor, com excepção dos produtos integrados nas campanhas “Preços Leves” e “Melhor Oferta”, dos produtos que são adquiridos ao abrigo do seguro MultiOpticas e das lentes de contacto de uso prolongado que já apresentam um desconto de 50%.

Câmara e Agrupamento de Escolas dão boas-vindas a docentes A Câmara Municipal e o Agrupamento de Escolas de Alcochete reuniram-se, no passado dia 6 de Setembro, no Fórum Cultural de Alcochete, para dar as boas-vindas à comunidade educativa e assinalar, de forma simbólica, o arranque de mais um ano lectivo.

Cerca de 200 docentes participaram nesta iniciativa que se traduziu também na primeira reunião geral de professores onde foram apresentadas algumas reflexões, objectivos e desafios que se colocam para o ano lectivo 2013/ 2014. Responsável pelo Agrupamento de Escolas, a Directora Maria José Gonçalves apresentou o lema de gestão “Motivar, Unir e Cooperar para o Sucesso” que vai orientar este ano escolar e destacou como principais desafios para os próximos quatro anos, a melhoria da qualidade educativa e a reorganização do Agrupamento. “Vamos procurar promover uma auto-avaliação sistemática de vários sectores da escola, identificar os problemas e, posteriormente, vamos apostar na reorganização do Agrupamento e na melhoria do clima educacional”, referiu Maria José Gonçalves.

Com a constituição dos mega-agrupamentos, o Agrupamento de Escolas de Alcochete passou a integrar todos os estabelecimentos de ensino do Concelho, desde o pré-escolar até ao ensino secundário, com um total de 3100 alunos. O Presidente da Câmara Municipal, Luís Miguel Franco, recordou que, em matérias de educação, a Câmara Municipal discordou de muitas políticas governativas, nomeadamente a que levou à criação destas novas estruturas: “a constituição de um Mega Agrupamento é, na maior parte dos casos, baseada numa lógica meramente economicista e, portanto, com apenas um órgão de gestão, sem órgãos intermédios ou órgãos autónomos, e sem recursos financeiros, dirigir um Agrupamento assume-se como um trabalho muito árduo que estes profissionais têm que desenvolver”.

Luís Miguel Franco destacou que, tal como se tem vindo a verificar na educação, também o poder local democrático tem vindo a sofrer consequências com a concretização de determinadas políticas. Contudo, e apesar dos recursos financeiros serem cada vez mais escassos, o autarca recordou que, desde 2005, a Câmara Municipal assumiu a educação como uma prioridade para o Município, tendo iniciado um trabalho de planeamento em estreita articulação com os parceiros, dos quais se destacam as escolas. No que respeita à requalificação de equipamentos de ensino, o autarca relembrou a construção do Centro Escolar de São Francisco que traduz o maior investimento municipal de sempre na área da educação. “O Centro Escolar é uma realidade e estamos a falar de um investimento de 4 milhões de euros, que teve uma comparticipação de fundos comunitários diminuta”, sublinhou Luís Miguel Franco. Na sua intervenção, o então Vereador da Educação, Paulo Alves Machado, valorizou o trabalho de parceria que, até à data, tem sido desenvolvido pela Câmara Municipal, pelas escolas e outros parceiros e apelou para que haja uma continuidade desse trabalho em rede, que em muito contribui para a melhoria da educação no Concelho. A primeira reunião geral de professores terminou com um apontamento de fado protagonizado por Pedro Vilanova (guitarra portuguesa), João Manuel Veludo (viola) e Américo Pires (voz).


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Informação da Câmara Municipal de Alcochete

inVIDA

570 idosos participam na Semana Sénior As comemorações da Semana Sénior juntaram este ano 570 munícipes do Concelho, que entre os dias 26 de Setembro e 5 de Outubro participaram num conjunto diferenciado de iniciativas, na área da saúde, na promoção de hábitos de vida saudável, mas também de divertimento e de convívio. No Dia Internacional do Idoso, 1 de Outubro, foi apresentado o Plano Municipal Sénior para o Concelho de Alcochete, que teve a participação de 150 seniores de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 57 e 90 anos, residentes nas zonas rural e urbana, bem como os institucionalizados na valência de Centro de Dia. Assente numa metodologia participativa, o Plano Municipal Sénior reflecte as preocupações,

necessidades e aspirações dos idosos, permitindo o seu envolvimento, com o objectivo de conceber acções e/ou projectos, promotores do bem estar da população sénior ao longo de todo o processo de envelhecimento. Sublinhe-se que a Autarquia tem desenvolvido ao longo dos anos um conjunto de actividades envolvendo a população sénior, de forma a proporcionar a todos uma vida activa.

Neste sentido o Plano de actividades para 2014, que foi também apresentado, resulta da concertação de esforços das entidades públicas e privadas do Concelho e do processo de identificação das principais necessidades por parte dos destinatários respectivos. Após a apresentação do Plano Municipal Sénior subiram ao palco do Fórum Cultural de Alcochete elementos do CLEVA – Clube de

Leitura em Voz Alta, que leram alguns poemas, seguindo-se um momento musical protagonizado pelo Grupo de Cavaquinhos da Banda Democrática 1º de Dezembro. Neste dia esteve também patente no Fórum Cultural uma mostra de trabalhos efectuados pelos ateliês para a população sénior que decorrem no Cais do Sal, assim como a representação de várias instituições que prestam serviço à comunidade sénior no Concelho. Este ano as comemorações integraram também deslocações ao Teatro Politeama para assistir ao espectáculo de Filipe La Féria “Grande Revista à Portuguesa” e ainda a realização de rastreios visuais, auditivos, check-up oral, prova de esforço, perímetro abdominal, índice de massa corporal (IMC), função respiratória, tensão arterial e glicémia, com o objectivo da elaboração do diagnóstico do perfil de saúde da população idosa do Concelho. Durante esta iniciativa, que decorreu na Junta de Freguesia de Alcochete, foram aplicados questionários aos participantes no sentido de identificar as necessidades ao nível dos cuidados de saúde e da promoção de hábitos de vida saudável.

Autarquia simula que “A Terra Treme” A Câmara Municipal associou-se à ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil e promoveu no passado dia 11 de Outubro, na Biblioteca de Alcochete, o exercício público de preparação para o risco sísmico, denominado “A Terra Treme”. Com início às 11h10, e durante um minuto, utentes e funcionários daquele equipamento municipal participaram nesta iniciativa, que teve como objectivo a preparação e auto-protecção para o risco sísmico. A actividade foi desenvolvida pela ANPC em parceria com entidades, públicas e privadas, entre as quais o Serviço Municipal de Protecção Civil, no âmbito das comemorações do Dia Internacional para a Redução de Catástrofes, que foi assinalado a 13 de Outubro.

Qualquer cidadão podia participar neste exercício, individualmente ou em grupo, e nesse sentido os funcionários da Câmara Municipal foram sensibilizados para que na hora definida, 11h10, fossem executados três gestos simples, que numa situação de ocorrência de sismos podem salvar vidas, nomeadamente baixar, proteger e aguardar. Os participantes foram também sensibilizados para o que se deve fazer para estar preparado e protegido em caso de sismo, ou seja, o que fazer antes, durante e depois de um sismo. É importante que todos se lembrem que a informação é um equivalente funcional do espaço e do tempo: do espaço necessário para fugir da fonte de perigo e do tempo indispensável para o fazer com calma e tranquilidade!


12.inalcochete | Novembro 2013

in

Informação da Câmara Municipal de Alcochete BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS COMEMORAM 65º ANIVERSÁRIO A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete organizou no passado Domingo, 3 de Novembro, a Sessão Solene alusiva ao 65º Aniversário, durante a qual foram homenageados bombeiros pelos anos dedicados à corporação, entregues certificados de promoção a diferentes categorias, além de louvores e condecorações a bombeiros pela dedicação no desempenho das suas funções. Fundada a 31 de Outubro de 1948 a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete presta serviço à população do concelho de Alcochete, em regime de voluntariado, na defesa da vida de todos os cidadãos.

MOVIMENTO

ENTREVISTA A ANTÓNIO SILVA E NUNO FIGUEIREDO, PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE DESPORTIVO DO SPORT CLUBE DE SAMOUCO

DIRECÇÃO APOSTA FORTE NA FORMAÇÃO E NA EQUIPA SÉNIOR FEMININA

Com apenas oito anos de existência o Sport Clube de Samouco guarda já nas suas vitrinas quatro títulos de campeões distritais em futsal, modalidade que o Clube promove em diferentes escalões, com o objectivo de tornar acessível a prática desportiva aos jovens do Samouco, em particular, e do Concelho em geral. Fundado a 25 de Fevereiro de 2005, que balanço faz destes oito anos do Clube e da actividade desenvolvida? Nuno Figueiredo: São oito anos de muita dificuldade, em que tivemos de ultrapassar muitos obstáculos, alguns deles foram criados pelas próprias entidades que nos deveriam apoiar. Mas apesar de tudo fomos ultrapassando um a um, e o que é certo é que ao fim destes oito anos ainda cá estamos e esperamos continuar por muitos mais.

épocas desportivas de 2006/2007, 2008/2009 e 2009/2010 a equipa de futsal juniores femininos foi campeã distrital, portanto no total são quatro títulos. António Silva: Este é um palmarés muito bom, tendo em conta o curto tempo de existência do Clube. Nuno Figueiredo: No segundo ano em que disputámos o campeonato, na época 2006/2007, fomos vice-campeões do Campeonato Distrital Futsal Seniores Masculinos da 2ª Divisão da

Associação de Futebol de Setúbal, que permitiu a subida à 1.ª Divisão Distrital. Mas depois por questões financeiras optámos por acabar com a equipa de seniores. Foi complicado mas fizémos essa opção. Nesse segundo ano tínhamos três equipas em competições oficiais, Seniores, Juvenis e Juniores Femininos. No ano em que acabámos com a equipa de seniores arrancámos com a equipa de benjamins, de formação, e tínhamos também as equipas de infantis, juvenis masculinos e juniores femininos.

Quando é que assumiu a direcção do Sport Clube de Samouco e como é gerir o Clube? António Silva: Assumi a direcção do Sport Clube de Samouco há 2 anos. E gerir este clube com a actividade que temos é um gosto muito grande. Não faço parte do grupo fundador, comecei pelos escalões de formação, nos treinos dos benjamins e dos petizes e depois entrei para a direcção do Clube. Juntei-me a eles e posso afirmar que estamos cá pelo desporto. Qual a situação actual do Sport Clube de Samouco? E qual a grande aposta do Clube? António Silva: O Clube passa por uma situação conturbada. Tudo aquilo que nós fazemos é com contenção, ou seja, nós vamos onde pudermos chegar, de acordo com as nossas capacidades. Nuno Figueiredo: Em 2009, tínhamos cinco escalões de formação e competição, com cerca de 100 atletas. Mas no ano a seguir tivemos de reduzir drasticamente, ainda assim, fomos campeões em benjamins na época 2010/2011. Nas

TREINO CONJUNTO DE PETIZES E TRAQUINAS ORIENTADO PELO TREINADOR RUI FRADE

Depois formámos a equipa de iniciados e mantivemos a de juvenis. Houve sempre um grande equilíbrio na oferta desportiva. Esta sempre foi a aposta do Sport Clube Samouco, a aposta na formação contínua. Quantos jovens praticam actualmente futsal no Sport Clube do Samouco? Nuno Figueiredo: Neste momento são cerca de 40 atletas, dos escalões de competição, iniciados masculinos e seniores femininos, e de recreação ou formação, petizes e traquinas. Como correu a última época desportiva ao nível de competição? Nuno Figueiredo: O saldo foi bastante positivo, e por várias razões. Em primeiro lugar porque a equipa de iniciados que este ano esteve em competição, era de 1.º ano, ou seja, um grupo de 9 miúdos que faziam parte da equipa de infantis, e que a jogar com outros miúdos mais velhos, que já tinham mais experiência, tiveram algumas dificuldades, mas responderam bem ao desafio. Os infantis foram uma agradável surpresa. A equipa começou com cinco jogadores e depois aos poucos foram aparecendo mais alguns. Ficámos com um grupo composto por quatro meninas e oito rapazes. O saldo foi positivo, ficámos em 4.º lugar da nossa série, tivemos uma boa prestação, os pais ficaram satisfeitos porque viram a evolução dos miúdos. Qual é a aposta para esta época desportiva? Nuno Figueiredo: É a equipa de seniores femininos. É o regressar ao futsal feminino que foi interrompido há 2 anos. O que é gratificante e bom é que cerca de 80% da equipa que cá estava, está de regresso. E voltaram por vontade própria. Qual a situação actual da sede social do Clube? António Silva: A situação está muito complicada, dado a colectividade não ter condições para terminar as obras e ter a sede em actividade. Estas estão quase concluídas, mas faltam os acabamentos, e além disso há uma renda para pagar e nós não temos capacidade financeira. Nuno Figueiredo: Esta situação começou com uma verba que foi atribuída exclusivamente para as obras, por parte da Câmara, mas depois uma parte dessa verba foi canalizada para liquidar a divida da colectividade pela utilização do pavilhão, impossibilitando-nos assim de as concluir. Existem ainda alguns apoios financeiros atrasados por liquidar, que seriam importantes para resolvermos este problema. Para acabar as obras é necessário um valor de cerca de 1000 euros, não é nada por aí além, mas para nós ainda é muito. Nesta conjuntura como perspectiva o futuro do Sport Clube do Samouco? António Silva: Temos a época planeada e vamos andar para a frente com aquilo que temos em mãos, vamos continuar a apostar na formação, e não nos vamos “meter” noutras coisas porque não temos capacidade para isso. Nesta época de competição temos equipas de seniores femininos, iniciados masculinos, petizes e traquinas.


Novembro 2013 | inalcochete.13

Informação da Câmara Municipal de Alcochete VULCANENSE FUTEBOL CLUBE PARTICIPOU NO CAMPEONATO NACIONAL DE KICKBOXING André Pereira, André Catalão e Tomás Pereira são os três atletas da equipa de kickboxing do Vulcanense Futebol Clube que participaram no Campeonato Nacional de Kickboxing que decorreu em Anadia. André Pereira sagrou-se Vice-Campeão Nacional de Juvenis +70kg na modalidade de Light Kick, e os atletas André Catalão e Tomás Pereira alcançaram o terceiro lugar na mesma modalidade, nas categorias de Séniores - 57 kg e Juniores - 69 kg respectivamente. Com um ano de existência, a equipa de kickboxing participou este ano em todas as provas oficiais e mantém-se como a única equipa do Município inscrita na Associação de Kickboxing de Lisboa e na Federação Portuguesa de Kickboxing e Muaythai.

se quiser participar num concurso gasta uma quantia considerável em material.

ENTREVISTA A FERNANDO REI, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE PESCADORES DE ALCOCHETE

CRIAÇÃO DE UMA EQUIPA FEDERADA E NOVA SEDE SÃO APOSTAS A ALCANÇAR PELA ASSOCIAÇÃO DE PESCADORES A paixão pela pesca desportiva levou um grupo de amigos a criar a Associação de Pescadores de Alcochete. Oito anos depois, sob a direcção de Fernando Rei, esta associação local ambiciona novos desafios. Com a apresentação de uma candidatura ao Programa Operacional de Pescas, os Pescadores de Alcochete procuram apoios para uma nova sede e para aquisição de uma embarcação, dois objectivos que são também conjugados com a vontade de criar uma equipada federada que represente a Associação em campeonatos de pesca desportiva. A Associação de Pescadores de Alcochete comemorou, este ano, oito anos de existência. Como surgiu a Associação? A Associação surgiu através de um grupo informal de amigos que se juntou numa altura em que não existia nenhuma associação desportiva de pesca, o que coincidiu também com um temporal em Alcochete que levou ao abatimento da ponte-cais e provocou um grande transtorno quer para os pescadores profissionais, quer para aqueles que se dedicavam à pesca desportiva, por lazer. Então, esse grupo de amigos “aproveitou” o facto do pontão não estar colocado, para criar a associação de pesca desportiva, para depois reivindicar junto da Câmara Municipal e da Administração do Porto de Lisboa, a colocação de um novo pontão. Esta foi a ideia global, a partir da qual foi criada a nossa Associação. Neste momento, a Associação conta com cerca de 100 sócios e está mais direccionada para a pesca desportiva, para as questões de lazer e não propriamente para a área profissional, embora tenhamos também alguns sócios que são pescadores profissionais. Quais as iniciativas que, habitualmente, integram o calendário de actividades da Associação? Começamos sempre a época com um concurso de pesca nocturno, cujo convívio prolonga-se até tarde entre os participantes. Depois, no âmbito das Comemorações do 25 de Abril, é comum realizarmos um concurso e nas Festas do Barrete Verde e das Salinas também. Frequentemente organizamos convívios para os nossos associados em barragens, visto que a pesca em barragem é muito diferente da pesca no rio.

No segundo ano de existência da Associação organizámos um concurso de pesca embarcada que foi uma das melhores iniciativas que já realizámos até hoje. Participaram cerca de setenta pescadores e cerca de quarenta embarcações. Embora seja uma iniciativa com peso em termos de orçamento, estamos a pensar retomar esse evento porque é uma iniciativa prestigiante, que atrai pescadores de todo o país. Pretendemos organizar ainda algumas excursões com os nossos associados a locais que estejam associados ao rio ou ao mar, tal como Alcochete. Quanto à organização de concursos de pesca, como se processa esta vertente de competição? Um concurso de pesca é aquilo que nós mais gostamos de organizar para os nossos associados. Quando promovemos um concurso convi-

inMOVIMENTO

damos equipas do Distrito e existem prémios para o melhor pescador e para o melhor exemplar. Ultimamente, não temos promovido, nem participado em concursos organizados por outras Associações porque estamos muito focados na nossa sede social. Aliás, um dos nossos objectivos passa também pela federação dos nossos atletas para participar nos campeonatos nacionais e regionais de pesca desportiva, seja ela apeada ou embarcada. Existem muitas equipas federadas ao nível da pesca desportiva? Já existiram mais. Hoje em dia, no Distrito temos uma dezena de clubes que ainda praticam pesca desportiva, mas houve tempos, em que eram muito mais. Mesmo a nível nacional também notamos esta redução, talvez devido à crise porque um pescador amador, por exemplo,

Quais as espécies que pescam no rio Tejo? Existem várias espécies no rio, como o robalo, a enguia, a dourada ou a corvina. E há dez anos a esta parte, existe também um peixe, que nós chamamos de sargo do Senegal, que é muito parecido com o alcorraz que existe em Setúbal, e que aparece em grandes quantidades. Quando vamos à pesca, cada barco com quatro pescadores traz à volta de 300 a 400 sargos. A Associação de Pescadores de Alcochete apresentou uma candidatura ao abrigo do PROMAR. Quais os objectivos que a Associação quer alcançar com esta candidatura? Como o espaço da nossa sede é bastante exíguo, já tínhamos em vista mudarmos de instalações. E, durante o nosso jantar de aniversário, a Câmara Municipal, nas pessoas do Sr. Presidente e do então Vereador do Movimento Associativo, deunos conhecimento da possibilidade de nos candidatarmos ao PROMAR. Aceitámos de bom grado esta ideia. Seria uma grande ajuda, na medida em que o financiamento para a remodelação de nova sede é a cem por cento. É algo que não podemos perder. Contudo, mesmo que a candidatura não seja aprovada, avançaremos à mesma com as obras nas nossas instalações. Para além da remodelação da sede social, que nos dará melhores condições de trabalho, a candidatura integra ainda a aquisição de uma embarcação. A Associação de Pescadores não tem nenhuma embarcação e esta, a que nos estamos a candidatar, serviria para dar apoio aos nossos associados para a deslocação dos pescadores da Ponte-Cais até às suas respectivas embarcações. E são estes os nossos objectivos a curto prazo. Esta candidatura corresponde então às principais necessidades da Associação de Pescadores? Sim correspondem. Como já disse, com uma sede com outras condições poderemos oferecer um trabalho melhor aos nossos associados e ao público em geral. Até porque, em alturas que não são muito apropriadas para a pesca, como no Inverno por exemplo, realizamos na sede torneios do king, da sueca, de maneira a fomentar o convívio. Gostaríamos também de apostar no desenvolvimento de actividades que pudessem estar mais ligadas ao turismo. Alcochete é bastante bonita e podem ser mais exploradas as visitas de barco em detrimento do carro. Neste sentido pretendemos colocar duas poitas, para que os barcos possam acostar em Alcochete, dando a possibilidade atracar a quem vem de fora. Consideram que a intervenção de requalificação da Frente Ribeirinha será benéfica para a actividade dos pescadores? Sim, não só para a nossa actividade, como também para a população em geral. Alcochete vai ficar mais bonito na minha opinião e, em relação à nossa localização, continuo a referir que estamos num local privilegiado da Vila, virados para o rio, e com certeza de que as obras vão embelezar ainda mais este espaço.


14.inalcochete | Novembro 2013

Informação da Câmara Municipal de Alcochete

inPLURAL

A última Assembleia Municipal do mandato autárquico 2009/ 2013 decorreu no dia 13 de Setembro, no Salão dos Paços do Concelho. A gestão pública da água e as condições da Escola Pública foram algumas das matérias debatidas pelos deputados municipais.

Bancada da Coligação Democrática Unitária o período para colocação de perguntas à Câmara Municipal, o deputado municipal Fernando Leiria questionou o Executivo Municipal sobre qual o estado da educação nos estabelecimentos de ensino do Concelho, tendo em conta o panorama nacional em matérias de educação. O Executivo Municipal respondeu à questão colocada. Já no período destinado à apresentação de propostas de Moção, a Bancada da CDU apresentou inicialmente um voto de condolências aos Bombeiros, contudo, uma vez que a Bancada do PS também apresentou um voto de pesar sobre a mesma matéria, a Assembleia Municipal deliberou, por unanimidade, apresentar uma única proposta subscrita pelas três bancadas representadas na Assembleia Municipal de Alcochete. Deste modo, a Assembleia Municipal aprovou, por unanimidade, uma proposta de Apresentação de Condolências e Saudação aos Bombeiros, “tendo em conta os últimos acontecimentos no que diz respeito aos incêndios no nosso País, incêndios que devastaram floresta, destruíram bens, puseram em risco vidas e a subsistência da população”. Defendendo uma gestão pública da água, a Bancada da CDU apresentou uma proposta de moção intitulada “Em Defesa da Água Pública – A Água não é um Negócio”. Depois da intervenção do deputado municipal Luiz Batista, da Bancada do PSD, a deputada municipal Raquel Prazeres argumentou que, sendo a água um bem público não é aceitável que quem não possa pagar este bem, não tenha acesso ao mesmo. Como tal, Raquel Prazeres defendeu que os cidadãos devem lutar por uma água pública com qualidade e de igual acesso a todas as pessoas. O deputado municipal Fernando Leiria reforçou ainda que a privatização da água não é sinónimo de água com mais qualidade. Ainda na sua intervenção, o deputado municipal relembrou que foi o Partido Socialista que “abriu caminho” para a privatização da água. A proposta de Moção “Em Defesa da Água Pública – A Água não é um Negócio” foi aprovada por maioria com 12 votos a favor pela Bancada da CDU, 7 abstenções pela Bancada do PS e 1 voto contra pela Bancada do PSD. A Bancada da CDU apresentou ainda uma outra proposta de Moção referente à educação, intitulada “Escola Pública”. Durante o período de discussão deste documento, a deputada municipal Olívia Silva fez uma resenha sobre o contexto escolar local e destacou a necessidade urgente de haver uma união de esforços para que fosse ampliada a Escola El-Rei D. Manuel I, uma escola da responsabilidade da Administração Central. Entre outras questões, Olívia Silva referiu ainda que no Agrupamento de Escolas de Alcochete estão em falta cerca de 26 professores, sendo que foram colocados 54 candidatos e, no que respeita aos auxiliares, está em falta cerca de 40% do pessoal a ser colocado pela tutela. Perante este cenário, a deputada municipal concluiu que é muito difícil concretizar um projecto educativo com qualidade, contudo, e graças à dedicação dos docentes, Olívia Silva informou a Assembleia Municipal que “75% dos alunos do Secundário entraram na sua primeira escolha no ensino universitário”. Por seu lado, e sobre esta matéria, Fernando Leiria criticou a actuação do Governo na área da educação e a deputada municipal Raquel Prazeres sublinhou que o princípio básico é que todos devem ter acesso a um ensino público e de qualidade. O ensino privado deve ser uma opção, mas a um bom ensino público. No período antes de encerrar a sessão, o deputado municipal Fernando Leiria colocou ainda uma questão sobre a implementação do novo horário na função pública. Tendo em consideração que esta reunião da Assembleia Municipal foi a última do mandato autárquico 20092013, Fernando Leiria deixou ainda uma palavra de reconhecimento aos Vereadores do Partido Socialista, António Maduro e José Navarro. Neste período também o Presidente da Assembleia Municipal dedicou algumas palavras de agradecimento pelo trabalho desenvolvido a todas as Bancadas representadas neste órgão deliberativo.

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Bancada do Partido Socialista

Bancada do Partido Social Democrata

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o período para apresentação de propostas de Moção, a Bancada do PS apresentou inicialmente, um voto de pesar aos Bombeiros, no entanto, como a Bancada da CDU apresentou também uma proposta com a mesma temática, o Presidente da Assembleia Municipal sugeriu que fosse a votação apenas uma proposta em nome de todas as Bancadas. A sugestão foi aceite pelas três forças políticas representadas em Assembleia e foi aprovada, por unanimidade, uma proposta de “Apresentação de Condolências e Saudação aos Bombeiros”. A Bancada do PS apresentou uma proposta de Voto de Congratulação dirigida à Direcção do Aposento do Barrete Verde pela realização de mais uma edição das emblemáticas Festas do Barrete Verde e das Salinas. O Voto de Congratulação foi aprovado por unanimidade. Durante o período de discussão da proposta de Moção “Em Defesa da Água Pública – A Água Não é um Negócio”, apresentada pela Bancada da CDU, o deputado municipal Francisco Giro salientou que a Bancada do PS não concorda que a água seja um negócio, no entanto, considera que tem de haver uma lógica quanto à gestão e distribuição da água, sendo este um bem essencial para a população. Quanto à Moção “Escola Pública”, o deputado municipal Francisco Giro salientou que o Partido Socialista sempre defendeu a Escola Pública, referindo como exemplo o Governo liderado pelo então primeiro-ministro José Sócrates, que elaborou o Decreto-Lei n.º3/2008 referente à escola inclusiva. No entanto, acrescentou que a Bancada do PS não concorda com os termos usados na Moção apresentada. Quanto à Escola El-Rei D. Manuel em particular, Francisco Giro concorda com a necessidade urgente em se proceder a uma intervenção neste estabelecimento e, na sequência do discurso da deputada Olívia Silva da Bancada CDU, o deputado municipal também reforçou a capacidade dos professores da Escola Secundária, sem desprimor para os restantes, e prova disso é o nível de excelência da formação dos jovens do Concelho. Depois da votação da Moção, a Bancada do PS apresentou a seguinte Declaração de Voto, onde está referido: “concordamos com toda a parte deliberativa da Moção contudo não nos revemos nos considerandos apresentados”. No período antes de encerrar a sessão, o deputado municipal José Catalão deixou algumas palavras de despedida, visto ser o seu último mandato autárquico, agradecendo também o trabalho dos funcionários da Câmara Municipal que sempre contribuíram para o bom funcionamento da Assembleia Municipal, e desejou votos de um bom trabalho para a próxima Assembleia Municipal.

urante o período para apresentação e discussão da proposta de Moção “Em Defesa da Água Pública”, o deputado municipal Luiz Baptista referiu que todos têm tem ter acesso à água, no entanto, tem que haver uma relação de consumidor/ pagador, visto tratar-se de um bem finito, logo, tem que se cuidar da melhor maneira. Deste modo, Luiz Baptista acrescentou que o que importa é que haja uma boa gestão, independentemente do sistema ser público ou privado, e que o consumidor cumpra com as suas obrigações, caso contrário, nenhum sistema consegue ser sustentável. Neste sentido, o deputado municipal Luiz Baptista criticou a Câmara Municipal, tendo em conta a dívida para com a Simarsul. O Presidente da Câmara Municipal respondeu a esta questão. Sobre a proposta de Moção “Escola Pública”, e depois de referir que a Bancada da CDU apresenta uma Moção sobre educação sempre que se inicia o ano lectivo, Luiz Baptista relembrou que o ano passado houve discordância quanto à constituição de mega-agrupamentos, contudo, os alunos do Concelho continuam a ter êxito escolar. Sobre as matérias que constam na Ordem do Dia, Luiz Baptista teceu alguns comentários sobre o cheque de ensino e reforçou a ideia de que, tal como acontece na água, também o ensino tem custos. Para o deputado municipal, existem sistemas de ensino recomendáveis quer no público, quer no privado, havendo até escolas públicas que “entram em competição directa com sistemas de ensino privado”. Quanto às intervenções na rede escolar, Luiz Baptista também mostrou concordância com o que foi proferido pela deputada municipal Olívia Silva da Bancada da CDU, relativamente à absoluta necessidade de intervenção na Escola El-Rei D. Manuel I. Quanto ao parque escolar da responsabilidade da Autarquia, Luiz Baptista questionou a Câmara Municipal sobre o projecto de requalificação para a Escola do Monte Novo e frisou que, com excepção do Centro Escolar de São Francisco, a Câmara Municipal não tem levado a efeito intervenções de melhoria nos estabelecimentos de ensino. Durante o período antes de encerrar a sessão, o deputado municipal Luiz Baptista também proferiu algumas palavras de despedida sendo a última sessão da Assembleia Municipal do mandato autárquico 2009-2013, acrescentando ainda que, sempre procurou intervir de acordo com os seus princípios.

As Moções ou Declarações de Voto apresentadas pelos deputados municipais durante a sessão da Assembleia Municipal estão disponíveis em www.cm-alcochete.pt


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Informação da Câmara Municipal de Alcochete

inEMPRESARIAL

ENTREVISTA À ROSA VILHENA, DIRECTORA FINANCEIRA E DE RECURSOS HUMANOS DA BALUARTE – SOCIEDADE DE RECOLHA E RECUPERAÇÃO DE DESPERDÍCIOS LDA.

Baluarte aposta na reciclagem do papel e cartão A Baluarte é uma empresa pioneira na reciclagem de papel e cartão, instalada na zona industrial do Batel desde 2001 e que no ano transacto movimentou 200 mil toneladas de resíduos.

são enfardados e servem de matéria-prima para as indústrias papeleiras, que fazem o papel reciclado, as caixas de cartão e o papel de impressão para jornal. Noventa por cento da nossa produção destina-se a empresas fora de Portugal, principalmente para os nossos dois sócios que nos compram a maior parte da matéria-prima. Como já referi, fazemos parte de dois grandes grupos, um é a Holman Paper, que é uma empresa sueca, implementada em Espanha que produz papel para jornais, tipografias. Fazemos também parte do grupo Saica, que está implementado em Espanha, Inglaterra, Itália e França. A Saica engloba as três áreas, ou seja, o paper que faz o papel, o pack faz as caixas de embalagens para os produtos e a natur, onde estamos nós inseridos. Fornecemos a matéria-prima para as fábricas, estas por sua vez, fornecem o cartão e o papel para fazer novos papéis e caixas, que vão para o mercado e nós fechamos o ciclo, ou seja, os três R – Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Quais são os produtores e destinatários da gestão de resíduos? Os produtores são basicamente os hipermercados, as grandes superfícies, as tipografias, a área industrial, os bancos, os serviços e também fazemos a destruição de documentos confidenciais. Quais as quantidades de resíduos que movimentam? No ano passado movimentámos cerca de 200 mil toneladas, em que cerca de 170 mil toneladas foram para a casa-mãe. Qual o volume de negócios da empresa em 2012? Em 2012 fechámos o negócio com 26 milhões de euros de vendas, em que a maior parte foi para a Europa, principalmente para Espanha.

Qual o historial da empresa Baluarte em Alcochete? A empresa foi criada em Setúbal em 1981 e tinha duas instalações, a de Setúbal e uma em Lisboa e numa altura em que a gestão de resíduos tinha vizibilidade. Ninguém fazia triagem nem recuperação dos resíduos e a Baluarte foi um pouco pioneira neste sentido. Com a evolução dos tempos, como somos uma empresa com sócios espanhóis – a Saica e a Holman – implementámos tecnologias de vanguarda nesta área da recuperação. Com a expansão e com a nova preocupação ao nível ambiental, tentámos criar mais infraestruturas e expandirmo-nos ao nível nacional. Em 1994 abrimos uma unidade na Maia. Em 2001, sempre com o objectivo da continuidade do negócio e da ampliação, resolvemos fazer uma fusão com uma empresa mesmo ramo sedeada em Setúbal. E com esta fusão, em 2001 resolvemos implementar então a Baluarte em Alcochete e encerrar as instalações em Setúbal e Lisboa. Escolhemos Alcochete por ser uma área próxima de Lisboa, devido à Ponte Vasco da Gama, que garante um fácil acesso ao grande aglome-

rado que é a capital. Em Alcochete abrangemos todo o território desde o Algarve até Coimbra e, a partir de Coimbra é a unidade da Maia. Em 2008 resolvemos instalar também uma filial em Sintra abrangendo aquela zona de Lisboa. Qual a actividade da empresa em Alcochete? Das três unidades que temos, a maior é a de Al-

cochete, com 22 mil metros quadrados. É aqui que nós fazemos toda a triagem dos resíduos. A nossa actividade é simples e não poluente, ou seja, vamos buscar os resíduos aos clientes: papel, cartão, resíduos não perigosos vêm para as nossas instalações, são triados entre várias qualidades, porque há uma norma europeia sobre a qualidade do papel, cartão e plástico. Depois

Qual o número de trabalhadores da empresa? Nas três unidades temos 65 trabalhadores, em que a maior parte se centra na logística, que são os motoristas, e na produção, que é o maior número de trabalhadores de sempre. Estão previstos novos investimentos? Para este ano temos previsto cerca de 336 milhões de euros de investimento. Vamos investir essencialmente na remodelação da frota, pois algumas viaturas são obsoletas, com muitos problemas de reparação. Assim, vamos renovar a frota de logística em cerca de 130 mil euros e o restante para a área de segurança e para riscos laborais. Quais as razões da instalação da empresa na Zona Industrial do Batel? Por estar próxima de Lisboa, assegurando assim um fácil acesso, essa foi uma das vantagens. Embora agora, em questão de portagens, os benefícios não são muitos, mas estamos sempre perto de Lisboa, e isto constitui um benefício, e como tal não estamos a pensar em mudar porque as instalações são boas.


16.inalcochete | Novembro 2013

Informação da Câmara Municipal de Alcochete

ENCANTOS & DOÇARIA

ARROZ DOCE BRANCO

RECEITA DE EDUARDA CARLOTA CAFUM

UMA SOBREMESA COM TRADIÇÃO

Arroz Açúcar Casca de Limões Canela em pau Manteiga Leite Água (+/-) Sal

Com um gosto e uma textura singular, o arroz doce branco sempre foi presença assídua em qualquer mesa alcochetana enfeitando pires, pratos e travessas, devidamente polvilhado com canela. A par com a famosa bola morena, baptizada de fogaça, o arroz doce branco cedo se assumiu como uma das mais importantes iguarias da doçaria local.

“Não leva ovos. Por isso é branco e mais económico. (…) O arroz deve ficar seco para se poder partir aos bocados – rectângulos e quadrados – como manda a tradição alcochetana”, revela-nos Odília Costa Pina sobre esta sobremesa no livro da sua autoria “Eu… A Culinária Tradicional de Alcochete apresento-me”. Destacando-se na doçaria local como “um prato especial”, o arroz doce branco sempre integrou a vida festiva de Alcochete, sendo, segundo Odília Pina, “uma presença muito querida em todas as comemorações importantes – baptizados, aniversários, Natal, Páscoa… mas especialmente nos casamentos!”. Mandava a tradição que oito dias antes da celebração matrimonial, o arroz doce fosse entregue de porta em porta, pelas mãos de um mensageiro que, de tabuleiro ou cesto de verga à cabeça, entregava a simbólica sobremesa

junto de amigos e familiares dando conta do grande acontecimento. Esta “visita”, que simboliza a alegria e a felicidade dos familiares dos noivos, era também precedida por um ritual muito próprio. Para confeccionar esta iguaria muitas famílias contratavam uma doceira especializada que, com os seus tachos de cobre, daria com certeza um “gosto especial” ao

arroz doce a ofertar aos convidados. Já os desenhos criados com canela em pó poderiam ser um ponto de partida para um convívio familiar, visto poderem ser feitos pelas crianças ou por famíliares que, no final, teriam a recompensa de poder “rapar o tacho”! De seguida, e ainda segundo Odília Pina, “elaborava-se uma lista de convidados e, conforme a

SAIBA MAIS O ARROZ DOCE BRANCO TAMBÉM SE ENCONTRA ENRAIZADO EM ALGUMAS EXPRESSÕES DE ORALIDADE DA COMUNIDADE LOCAL: “É como o arroz doce” – expressão referente a uma pessoa que é frequentemente vista em vários locais sem ser convidada. “Lá foi o leite pelo ribeiro abaixo” – expressão utilizada quando, por qualquer razão, o casamento era desfeito, o leite que seria utilizado no arroz doce era derramado no ribeiro. In “Eu... A Culinária Tradicional de Alcochete Apresento-me” de Odília Costa Pina.

5kg 1 / 2 kg 5 q.b. 1/ 2 kg 8 litros 5 litros q.b.

Lava-se o arroz em duas águas, não mais para não lhe tirar a goma. Dentro de um tacho coloca-se o leite, água, cascas de limão, canela em pau, manteiga e sal (q.b). Vai ao lume e quando ferver deita-se o arroz a cozer com todos os ingredientes, mexendo com uma colher de pau. Só depois do arroz estar cozido se junta o açúcar e vai-se dando voltas, lentamente, para o bem envolver, de acordo com a seguinte técnica: leva-se a colher para a frente, depois para trás, dando a volta toda ao tacho junto às paredes deste e traz-se a colher ao meio. Se a colher ficar em pé significa que o arroz está pronto. Nota: nunca se põe o açúcar antes do arroz estar cozido, senão este já não coze. sua categoria ou grau de intimidade, o arroz doce era enviado pelos pais dos noivos. Reservavam uma travessa bastante grande que se destinava à decoração da mesa, (…) no dia da boda, e onde se podia ler a frase ‘Parabéns aos Noivos’. As travessas maiores eram enviadas aos padrinhos e a pessoas de muita consideração”. Dias antes do casamento, as travessas eram devolvidas, devidamente acompanhadas por presentes para os noivos, ofertas estas que também se apresentavam mais ou menos importantes consoante o tamanho do prato/ travessa anteriormente enviada. “Se tivesse sido enviado apenas um pires, os noivos recebiam, em troca, uma simples chávena de chá ou café”, revela Odília Pina. Como o dia do casamento era sinónimo de festa e de abundância, a alegria e a festa dos recém-casados era partilhada pela criançada, através da oferta de fatias de arroz doce branco que, dada às suas características, podia ser cortado e distribuído sem pratos, havendo vezes que também era servido em cima de uma fatia de pão. E se o arroz doce branco sempre foi muito apreciado em dias de casamento, o mesmo acontece em romarias e festas populares. No Círio dos Marítimos, por exemplo, o arroz doce é a sobremesa de eleição nos tradicionais almoços e jantares organizados pelo festeiro. Em “Círio dos Marítimos de Alcochete”, Mário Balseiro Dias revela-nos algumas particularidades gastronómicas de outrora, que ocorriam depois da arrematação de bandeiras, na vila de Alcochete: “Servem-se sandes, carnes frias, fogaças arroz doce e bebidas. Na ponta de cada mesa tem de estar uma travessa de arroz doce. No passado, apenas entrava para comer quem pertencesse ao Círio. Após terminar a refeição, uma senhora vinha à porta com uma travessa de arroz doce e distribuía-o pelos miúdos de fora, que apareciam por ali”. Enraizado na gastronomia alcochetana e testemunho de muitas tradições locais, o arroz doce continua a ser, nos dias de hoje, um doce muito apreciado pelas gentes locais não faltando, por isso, em nenhuma mesa alcochetana.


InAlcochete 13 - Novembro 2013