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Ano 19 Edição 934

Nova Serrana/MG, 17 de maio de 2019 – Edição 934

Extra! Pague 19 e leve 13 Nova Serrana/MG, 17 de maio de 2019

Vereadores afastados e assessores fantasmas continuam recebendo normalmente e seis suplentes passam a fazer parte da folha de pagamento da Câmara Municipal

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02 EDITORIAL

Nova Serrana/MG, 17 de maio de 2019 – Edição 934

Excrescência interpretativa

A

pós toda a celeuma criada em torno dos últimos a c o n te c i m e n to s políticas em Nova Serrana, com o afastamento de seis vereadores, acusados de malversação, tudo leva a crer que a emenda pode sair bem pior do que o soneto. Isso porque foi anunciado esta semana, que os vereadores suplentes devem assumir as respectivas vagas dos afastados pela lei. A notícia, que a princípio seria o mais lógico desdobramento dos acontecimentos recentes, no entanto, traz consigo a controversa decisão de manter os vencimentos dos edis afastados. Em outras palavras; tanto os vereadores afastados, como os seus suplentes (prestes a assumir as vagas por aqueles temporariamente deixadas) farão jus ao recebimento de seus respectivos salários, bem como seus respectivos assessores. Se confirmada a decisão, em plena crise financeira pela qual atravessa estado e municípios, ter-se-á um significativo e nada bem-vindo aumentos nos gastos no Poder Legislativo municipal e, por consequência, do município. Com a intenção de tentar entender e esclarecer essa estranha decisão da Justiça, quem tem circulado extraoficialmente nos bastidores dos meios de comunicação locais, esta Gazeta tem enfrentado um verdadeiro empurra-empurra, no qual nenhum dos poderes envolvidos (Justiça, Ministério Público e Legislativo) tem sido competentes para confirmar ou desmenti-la. É imprescindível que o MP tome a frente e dê as devidas explicações. E, mais: que inste a

Justiça a buscar melhor solução para a atual situação. Principalmente porque se se levar em conta que toda essa operação teve como motivo condutor justamente a acusação de má utilização e gerência do dinheiro público, não faz o mínimo sentido que sua solução culmine num gasto maior ainda. Sem contar que, a solução carece de lógica maior, quando lembra-se que teria sido justamente o gasto de recursos públicos com funcionários que comprovadamente não exerciam as suas respectivas funções (e por tal estariam lesando os cofres públicos) o start de toda a operação. Então, numa solução estapafúrdia para dar cabo à prática nefasta, opta-se por garantir ganhos sem o exercício das devidas responsabilidades a mais seis servidores afastados de suas funções (sem contar seus respectivos e “fantasmagóricos” assessores)? Tá certo que diz a regra que decisão judicial não se discute, se respeita. No entanto, neste caso, nada mais justo que a Justiça reveja essa suposta decisão de “praticamente” premiar quem agiu com total desrespeito às leis e sem a mínima consideração e respeito à população ou com a responsabilidade esperada de um verdadeiro agente da lei. Cabe ainda a sugestão de que, pelo menos num primeiro momento – ou até que acabem os eventuais recursos – os novos vereadores suplentes, recém convocados, optem por exonerarem os assessores dos edis afastados, que sabidamente ocupam cargos de confiança. Estes deveriam ser substituidos por novos servidores, alinhados às demandas e expectativas dos novos edis.

CRÔNICA

O pavão E

Por Carlinhos Colé

ncontrar um egolátrico em nossos tempos não é evento muito raro, sobretudo quando pelo exercício da humildade se adquire a consciência da transitoriedade das coisas, o egotismo torna-se nota destoante e incomodativa, logo detectável mesmo à distância, dado a pavonice resultante dessa falha de caráter. Pavonice! Ocorre-me o vocábulo não muito por acaso. Eu que cresci admirando o pavão, fascinado por essa ave misteriosa me apresentada por um admirável cearense chamado Ednardo, no tempo em que se aprendiam coisas fabulosas ouvindo as composições musicais, quando estas nos levavam a pensar. Por outros caminhos soube da admiração que inspirou também em grandes nomes da história, como Salomão e Alexandre Magno e de como é mistificado ainda hoje na Índia e na China. Contudo só precisei de algumas horas acompanhando a rotina de um exemplar dessa celebrizada ave pra reduzir todo o meu encanto à simples admiração pela beleza. Desde então a pavonice que me causava o mesmo asco que a arrogância, mesmo que embasada no poder, passou a causar-me apenas... Dó. Aproveitava o feriado num lugar muito aprazível, em companhia de amigos agradáveis, era verão e a paisagem bucólica resplandecia ao sol de janeiro, inúmeras eram as espécies animais que povoavam o sítio, mas a que chamava mais a atenção era, sem dúvida, a do casal de pavões. Ele desfilando pachola, como que consciente de sua majestade, a coroa na cabeça, que para alguns povos orientais se assemelha a uma estrela de seis pontas e simboliza a conexão com o espiritual, a eternidade e a totalidade, com sua calda de quase dois metros que abre orgulhosamente formando uma roda que para a crença daqueles povos representa o movimento do Cosmos, além dos intrigantes ocelos que segundo uma lenda grega foram colocados ali por Hera para representarem os cem olhos do gigante Argos, morto por Hermes enquanto vigiava a ninfa Lo, que fora transformada por Zeus numa novilha. O dimorfismo sexual dos pavões deve ser, no entanto a sua mais gritante característica. A fêmea foi enfeada sem dó pela natureza. Aquela, por exemplo, me lembrava uma senhora corcunda, era de cor terrosa, peito branco e pescoço de um verde sem graça. a despeito da fealdade, porém, mantinha no andar e no proceder um ar aristocrático, bem próprio de seu papel de esposa do rei, ostentava também a coroa, embora menos imponente que a do macho. Uma esposa esnobe. O macho a cortejou por todo o dia abrindo seu grande e vistoso leque, numa dança ensaiada por séculos, mas ela me pareceu indiferente aos esforços de conquista do outro, lembravam-me tristemente certas figuras humanas, se bem que a situação daquelas criaturas, sem capacidade de raciocínio e movidas apenas por instintos se afigurava bem menos ridícula. O sol já se punha quando o pavão teve sua compensação pelo dia inteiro de exibição incansável. O ato de amor de míseros segundos. Pronto. Agora era recolher-se num galho do pequizeiro, emitir os últimos cantos de corneteiro desafinado e esperar por nova aurora quando recomeçaria seu novo dia de rei. E desde aquele dia mudei meu sentimento com relação aos adeptos do culto de si mesmo. É inevitável não compará-los àquela ave tão cercada de mistérios.

EXPEDIENTE maisgazeta@gmail.com Diretor Responsável: Hudson Bruno Lemos Mtb 11970/MG Editor Chefe: Jonathas Wagner Reportagens: Adilson Pacheco


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Nova Serrana/MG, 17 de maio de 2019 – Edição 934

Por Jonathas Wagner

Desistam:... somos muitos! Não há nada mais deprimente do que detectar pessoas tacanhas e que vão na contramão da evolução natural dos costumes. Mesmo que saibamos que a história é cíclica, o mínimo que se espera do cidadão médio é que aceite com relativa simpatia a inevitável revolução de costumes e posturas, que lhes gritam dia a dia que contra fatos não há argumento. Ou seja, a vida, a moral, os costumes, as posturas e os valores se reciclam; se reinventam através da história. Parafraseando os arautos da imbecilidade reinante: "Aceita que nem dói". Essa gente retardada, que teima em continuar manifestando sua ojeriza à reivindicação legítima de direitos iguais, partida das "minorias" contemporâneas (leia-se mulheres, negros, índios, homossexuais, etc.), não percebe o desserviço que prestam à evolução natural das coisas. Bem como não percebem o ridículo de se portar com tamanha obtusidade diante da absoluta e inevitável verdade de que, querendo ou não, o que tiver de ser, será...! Vejamos, por exemplo, o mundo comercial e corporativo. Toda a grande empresa mundial sabe que na realidade capitalista pouco importa que postura ideológica este ou aquele abraça. O que pesa é perceber que este ou aquele grupo vão lhes auferir lucros. É para isso que estas empresas gastam os tubos em algoritmos e pesquisas voltadas a entender o que, como, onde e porque um determinado segmento ou grupo quer e se comporta diante de uma

Dengue a culpa é de quem?

OPINIÃO

Pitacos do Comendador oferta. Eles sabem o que querem os viados, os sapatões, os negros, as mulheres... E criam dispositivos para vender para eles. Bem simples. E enquanto o mundo for gerido e regido por questões comerciais e capitalistas, o seu preconceito com qualquer um desses grupos é obtusidade pura. Estes já continuariam existindo (e a história prova) sem a percepção e ganância capitalista: que dirá com a sua anuência. Um exemplo claro dessa burrice dos preconceituosos, que sonham com uma improvável vitória reacionária veio esta semana da TFL (empresa pública que cuida do transporte público de Londres). Esta, acaba de suspender os contratos milionários de publicidade de empresas de 11 países onde cidadãos LGBTs não são reconhecidos ou respeitados. A medida é uma tentativa de pressionar estes países para que evoluam nestas questões. Outra é a nova e recente campanha de Dia das Mães do Leite Ninho, da Nestlé, que mostra diversas mães e seus filhos. No vídeo, chamado "O amor que deixa ser”, aparecem Regiani Abreu e seu filho, que é um menino transgênero. Regiani é parte do coletivo Mães pela Diversidade, que une mães de filhos LGBTs de todo o Brasil na luta pelos direitos, existência, dignidade e respeito aos seus filhos. Pois é: sabe aquela Ninho, que fazia propaganda para mães e pais de bebês "saxônicos, rechonchudos, cristãos e tradicionais"? Pois é, hoje resolveu "diversificar". O governo pode continuar fechando as portas à diversidade: que o governo da Bahia e o resto do mundo abre. Quer você queira, quer não, diversidade e aceitação das diferenças são as "palavras do momento". Para de ser besta e aceita. Se não, você é que passará a ser a minoria da vez. Fica a dica.

Pegue todas as desgraças mundiais pela história e descobrirás que por trás de cada uma estão “as gentes” (leia-se bando de gentes). Gente, quando se junta, quando forma turma, é perigosa e burra. Quando digo desgraça, me refiro à maioria das doenças epidemiológicas. Tirando a Peste Negra (que depois soube-se bubônica) transmitida por ratos, após um religioso – tinha de ser – dizer que gato era coisa do demônio e tinham de ser mortos, o resto tudo foi fruto do delírio, da preguiça, da falta de visão de bem comum e da burrice de grupelhos de teimosos. Principalmente quando se conclui que a maioria das pestes mundiais contam com a falta de saneamento e higiene do povo para se alastrar. Se as pessoas limpassem suas casas e “suas partes” com mais frequência, evitar-se-ia um bom tanto de pragas que ajudam a lotar hospitais mundo afora. A cólera é um bom exemplo de doença que só se alastra na sujeira. A tal da dengue não fica longe. Mesmo que não diretamente ligada à falta de banho e sabão, só vira praga por conta do desleixo e falta de amor ao próximo da maioria obtusa. Essa desgraça já vem nos assaltando há anos e não acaba. No país, os casos subiram 300 % em relação ao ano passado e o número de mortes dobrou: já são mais de mil cidades tratadas como epidemia. E isso não é culpa do governo federal, do estadual ou do municipal: nem prefeitos, governadores ou presidente têm culpa. E médico, profissionais de saúde e hospitais só curam a doença, depois de ser contraída. Mas para ser contida é preciso que o mosquito dos infernos não “avue”; nem se crie. Se limpe e limpe seu quintal. Fica a dica.

Jornalismo: o que fizeram com você...? Minha primeira profissão foi jornaleiro: entregador de jornais. Tinha dez anos; na São Paulo dos longínquos 70. Numa era pré-computadoriana e de TV - no Brasil há pouco emanando cores, ler jornais (e revistas) era a diversão das gentes todas. Ademais, fui alfabetizado lendo Seleções (Reader's Digest) e escutando a Hora do Brasil. Posto isso, meu gosto pela notícia veio bem cedo. Exerço essa profissão de escrever e contar histórias há exatos 30 anos. Por isso, tenho lamentado um bocado a decadência da profissão nos últimos 20. Mais precisamente do início do século pra cá. O nível dos jornalistas de hoje em dia é triste. Não sabem português, o jornais são ruins, mal feitos, e o conteúdo, raso de fazer chorar. Parte dessa decadência é culpa do próprio leitor, que pouco se importa com as bobagens escritas e com o português sofrível dos profissionais, que parecem ter desistido de estudar e se dedicar à profissão. Sem contar a preguiça que a maioria dos jornalistas têm de sair a campo para buscar informação: optam por resolver tudo da redação, sem sair da frente do computador e das "notícias" que correm soltas nas redes. Sem checa-la como manda a regra básica da profissão, vão soltando um monte de baboseira, transformando muitas matérias em peças risíveis. No que diz respeito ao telejornalismo, então - especialmente os regionais, é de chorar (de rir).

Princesa Isabel e Monteiro Lobato

Esses dias, assistindo um desses teles na hora do almoço, um repórter soltou uma que nem dei conta de assistir à notícia seguinte. Com ar sério, o vivente contava aos telespectadores a indignação de alguns policiais que no momento em questão estavam tentando identificar "Motoqueiros irresponsáveis, que punham em risco a população, fazendo MALABARISMOS com suas motos em via pública". Eu que já consumo dar um trocado para os caras que fazem malabarismos nos sinais com bolinhas e facões. Se vejo algum fazendo com motocicletas, dou logo uma nota de cem...!

Saber da história e se aprofundar na própria história de alguns nomes que saltam de livros didáticos, paradidáticos e de relativa ficção, que compõem a nossa biblioteca nativa (leia-se brasileira), faz bem pra alma. E evita que entronemos ou exaltemos gentes bem mais distante de qualquer heroísmo que possamos crer. Dois bons exemplos de heróis de mentira, que nos enfiaram goela abaixo por décadas - séculos, são a Princesa Isabel e o Monteiro Lobato. A primeira, hoje já é bem mais sabido da maioria, não fez bosta nenhuma para merecer ser enaltecida como libertadora dos escravos. Apenas assinou uma lei pilantra, anacrônica e sem serventia, que o seu pai não quis assinar pra não ficar mal com os escravocratas que o apoiavam. Sem contar que o fez quando a água já batia na bunda: todos sabem que o Brasil foi o último país a abolir a escravidão. E só aboliu porque se não o fizesse perderia o comércio com os ingleses. Ainda bem que hoje - com raras exceções (por pressão das entidades de promoção da igualdade racial) - as cidades todas pararam de comemorar o 13 de Maio e adotaram o 20 de Novembro (aniversário de morte de Zumbi dos Palmares) como data legítima da libertação e luta do negro no Brasil. Outro herói de araque é o Tal Lobato. Escritor, sim. E dos bons. Já, merecedor do título de herói ou "patrono da literatura infantil" não merece mesmo. O cara era um babaca de marca maior: assumidamente nazista e pró-americano. No seu livro para adultos, O Presidente Negro, Lobato descreve um conflito racial no futuro, após a eleição de um negro para a presidência dos EUA. Nessa obra, por meio de um álter ego, defendia o desaparecimento da raça negra por meio da esterilização de seus membros. Nem precisa lembrar da verve racista por trás de muitas das suas histórias infantis, aliás, proibidas em diversos países africanos: e dos artigos para jornais carregados de manifestações racistas e preconceituosas. Em 1926, Mário de Andrade escreveu num jornal da época o "Necrológio de Monteiro Lobato": só se esqueceram de enterra-lo.


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NOTÍCIA

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Com contas no vermelho, Lar Vicentino precisa de ajuda financeira Cada residente custa em média R$ 2.300,00 à Vila e as despesas do local ultrapassam R$ 60.000,00 troca. A vida nossa é uma troca.”

Queima do alho

Música, comida boa e solidariedade. Esta é a proposta da tradicional Queima O asilo está localizado na Praça José Batista de Freitas, 48, no Centro de Nova do Alho de Nova Serrana que este ano chega a sua 5ª edição e será realizada Serrana. neste domingo (19) a partir de 11h no Centro de Convenções. O evento que reverte toda a verba arrecada ao Lar Vicentino, contará com a participação de comitivas, premiações e shows sertanejos, sendo eles: Willi e Ney, Marcelinho de Lima, Joãozinho e seus teclados, Jéh e Jheni, Yule Rossi e João Lucas e Diogo. Para mais informações basta ligar (37) 3227 2228.

“- Quantos anos o senhor tem? - Eu? Eu tenho 80 anos. Tô novim.” Este foi o início da conversa que tivemos com o senhor José de Arimatéia Magalhães, dono de uma simpatia e bom humor inigualáveis que revelam a juventude de sua alma. Natural do sertão do Ceará, veio ainda jovem para Nova Serrana em busca de trabalho, porém não criou raízes na cidade. Em março de 2010 se mudou para o Lar Vicentino Padre Libério onde vive desde então. Ele é um dos 27 residentes do Lar Vicentino, que hoje trabalha com a sua capacidade no limite. O local é uma obra unida à Sociedade São Vicente de Paulo e tem tido dificuldades financeiras nos últimos meses. De acordo com o presidente do Lar, Ailton Limeira Xavier, as despesas giram em torno de R$ 62 mil reais mensais. O Lar é composto por 18 funcionários distribuídos na equipe administrativa, enfermagem, assistência social, nutricionista, fisioterapia, cuidadora de idosos, um médico que atende semanalmente e uma podóloga quinzenalmente, além de a equipe de apoio. E, apesar de cada residente contribuir com a aposentadoria (70% do valor vai para a vila e os outros 30% a família pode fazer a opção de doar ou não para o local), o custo individual para o Lar Vicentino é de R$ 2.300,00. Ainda segundo Ailton, eles contam com repasse de subvenção do Executivo e doações voluntárias e através dos carnês. Para além disso, a vila também sempre precisa de fradas geriátricas, prestobarbas e pó de café. Mas, quem não puder ajudar financeiramente, pode contribuir oferecendo uma coisa que é totalmente gratuita: "Se o pessoal vier visitar já é uma ajuda, porque eles gostam muito de conversar. O horário de visita é de 13 às 18 horas todos os dias. Se vier gente será muito bem vindo", disse Ailton. Lembra do senhor José de Arimatéia? Quando o questionamos se ele era feliz onde estava, a resposta não apenas veio cirúrgica, como também inspiradora: “Sou. Sou porque é uma nova moradia, novas pessoas. Novas pessoas que vão dando a vida a gente também. É uma


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NOTÍCIA

Deputado Fábio Avelar em busca de Luta Antimanicomial: para que nunca mais saúde para municípios do Centro- mais se repita A data é celebrada amanhã (18) com o intuito de reforçar que Oeste Igaratinga e Martinho Campos estiveram na pauta de reunião que aconteceu entre Parlamentar e Secretário de Estado de Saúde No último dia 23/04 o Deputado Fábio Avelar esteve reunido com o Secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva, acompanhando o Vereador de Martinho Campos, Divino Silva, e a Secretária de Saúde de Igaratinga, Elisângela Campos. “Como havia recebido demandas dos dois municípios em meu gabinete, agendei a reunião com o Secretário de Estado para atender a todos no mesmo dia. Assim, ganhamos tempo e agilidade”, explica Avelar. Com relação à Martinho Campos, os assuntos tratados foram demandas como atendimento médico no distrito de Ibitira e a disponibilização de fitas de medir glicemia e medicamentos de alto custo para o município. “De acordo com o vereador de Martinho Campos, a população vem solicitando tais serviços. Fomos até o Secretário para mobilizar o mesmo da necessidade de atendimento de tais pedidos. Saúde deve ser prioridade para qualquer governo”, afirma o Deputado Fábio Avelar.

Sobre Igaratinga, manutenção e ampliação dos serviços de atenção básica, redes de atenção da média e alta complexidade, aprimoramento da assistência farmacêutica e fomento à vigilância em saúde (Igaratinga) foram as pautas discutidas com o Secretário de Saúde. “Ao levar as demandas do município ao Governo de Minas, cumpro mais uma das minhas funções parlamentares, que é ser o representante e interlocutor da sociedade. É imprescindível mostrarmos as carências e solicitações da população”, conclui o Deputado Fábio Avelar, acrescentando que “agora é continuar cobrando as soluções e investimentos solicitados e levar mais saúde aos cidadãos”. Ao final da reunião, o Secretário de Estado, Carlos Silva, ficou com os ofícios que lhe foram entregues, ou seja, os documentos com todas as solicitações expostas na ocasião. O mesmo mostrou-se atento e empenhado em trabalhar para atender a todas as demandas discutidas, tanto de Martinho Campos, quanto de Igaratinga.

pessoas com sofrimento mental têm direito à liberdade e a um tratamento humanitário

Um depósito humano esquecido, degradante, fétido, sem materiais, leitos e alimentos. Onde pacientes que apresentavam “falta de disciplina” eram submetidos ao eletrochoque. Assim foi descrito por ex-funcionários, o hospital psiquiátrico Colônia de Barbacena no livro Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex. Estima-se que 60 mil pacientes foram assassinados e há registros de que os órgãos dos corpos foram vendidos para faculdades de medicina. Após muita luta, avanços importantes em prol de pessoas com sofrimento mental foram conquistados nas últimas décadas. Segundo a psicóloga e ativista da luta antimanicomial Cristiane Nogueira, “temos quase 40 anos de processo de reforma psiquiátrica, considera-se que o Brasil avançou muito na política pública de saúde mental no processo de desospitalização de pacientes crônicos, houve uma redução no número de leitos em hospitais psiquiátricos e também fechamento de hospitais psiquiátricos”, disse a psicóloga. No entanto, 2019 tem deixado os especialistas do assunto em alerta: “o atual governo declaradamente colocou a política de drogas no Ministério da Justiça e da Segurança Pública, e se consideramos mundialmente (o abuso de drogas ) como uma doença, o que

isso está fazendo no campo da segurança pública? Doenças deveriam estar aos cuidados do Ministério da Saúde. (...) A gente tem um texto muito mal escrito de uma proposta de lei mas o que colocado sem nenhuma duvida é isso: que a proposta é de promover e manter a abstinência irrestrita”, contou a psicóloga. Outra ameaça é o apoio à volta do eletrochoque “Isso é inadmissível, também há uma proposta de internação de crianças e adolescentes, isso é mais inadmissível ainda. A gente precisa entender que as internações psiquiátricas são traumáticas, quanto mais cedo isso acontece, mais pode gerar prejuízo para as pessoas”. A data instaurada em 1987 sempre foi motivo de comemoração, mas agora passa a significar resistência à retirada de direitos. “A luta antimanocomial é um movimento social, então é pra reforçar e reafirmar o nosso compromisso com o cuidado em liberdade, mas também é um momento pra gente repensar e alertar as pessoas para o risco de retrocesso”, concluiu Cristiane.

Movimento em Nova Serrana Ao longo da semana foram realizadas várias atividades pelas equipes das unidades dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Na segunda-feira (13) foi feita uma caminhada saindo da pista de Cooper com destino à Praça Mário Ernesto. Terça-feira (14) foi dia de exposição de artesanato e oficina de música na sede da Faculdade de Nova Serrana (Fans). Já na quarta-feira (15) os pacientes dos CAPS tiveram um dia de lazer. E por fim, na quinta-feira (16), uma sessão de cinema marcou o encerramento da programação.


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INFORME PUBLICITÁRIO

A sra. LUCIANA MARILIA CARNEIRO PERDIGÃO E VIEIRA, Oficial Interina do Registro Civil das Pessoas Naturais da cidade de Nova Serrana- MG, situado na rua Padre Libério, nº: 100, centro, tel.: (37) 3226 1425, no uso de suas atribuições e na forma da lei, faz saber que pretendem se casar

RANIERE CORDEIRO LOPES, solteiro, maior, carpinteiro, natural de Turmalina - MG, residente na rua Bandeirantes, nº: 185, Santa Cruz, Nova Serrana-MG. Filho de AMADEU LOPES DA ROCHA e MARIA APARECIDA CORDEIRO LOPES e PATRÍCIA FERREIRA CORDEIRO, solteira, maior, industriária, natural de Capelinha - MG , residente na rua Bandeirantes, nº: 185, Santa Cruz, Nova Serrana-MG. Filha de JOSÉ DA PAIXÃO CORDEIRO e MARILENE FERREIRA CORDEIRO.

JONATAS ALMEIDA PAULO, solteiro, maior, industriário, natural de Presidente Médici-RO, residência rua Divino Henrique, nº: 313, Fábio Aguiar, Nova Serrana-MG, filho(a) de MOZART FELIPE PAULO e MARIA DALVA ALMEIDA; e ANA MARIA FERREIRA DA SILVA, solteira, maior, industriária, natural de Novo Cruzeiro-MG, residência rua Dezenove, nº: 333, Mont Serrat, Nova Serrana-MG, filho(a) de MANOEL FERREIRA DE SOUZA e EMÍLIA FERREIRA DA SILVA.

ARTUR LIMA DA SILVA, solteiro, maior, industriário, natural de Calçado-PE, residência Avenida da Gloria nº: 1718, Regina Amaral, Nova Serrana-MG, filho(a) de ARLINDO LIMA DA SILVA e ROSILENE DA SILVA; e JOSEANE MACARIO DE SOBRAL, solteiro, maior, industriária, natural de Calçado-PE, residência rua Safira, nº: 39, Frei Ambrósio, Nova Serrana-MG, filho(a) de JOÃO MACARIO DAS NEVES e ALMERINDA ANA DE SOBRAL NEVES.

NÍCOLAS FARIA SILVA, solteiro, nascido em 23 de março de 2002, comerciário, natural de Pitangui-MG, residência rua Embaré, nº: 620, São Geraldo, Nova Serrana-MG, filho(a) de CLÍBERTE ADRIANO SILVA e LUCIANA DA CONCEIÇÃO FARIA; e NÁDIA BRAGA SOARES, solteira, nascida em 27 de dezembro de 2002, comerciária, natural de Nova Serrana-MG, residência rua Nazaré, nº: 1109, Ipiranga, Nova Serrana-MG, filho(a) de JOÃO BATISTA SOARES e MARIA HELENA BRAGA.

DENISIO JOSE DA SILVA, divorciado, maior, industriário, natural de Bom Despacho-MG, residência rua Joel Alves de Brito, nº: 777, Romeu Duarte, Nova Serrana-MG, filho(a) de FRANCISCO PULCENO DA SILVA e MARIA TEREZINHA DA SILVA; e MARTA LOPES DE MORAIS, solteira, maior, comerciária, natural de Manga-MG, residência rua Joel Alves de Brito, nº: 777, Romeu Duarte, Nova Serrana-MG, filho(a) de ERNESTO RODRIGUES DE MORAIS e MARIA DAS MERCES LOPES DE MORAIS.

LEOMAR JÚNIO RODRIGUES, divorciado, maior, comprador, natural de Bambuí-MG, residência Rua Berto Venâncio, nº: 1245, São Geraldo, Nova Serrana-MG, filho(a) de JOSÉ RODRIGUES PEREIRA e MARIA APARECIDA RODRIGUES; e ALINE FAGUNDES ANDRADE, solteira, maior, vendedora, natural de Joaíma-MG, residência Rua Dulce Amaral, nº: 369, Santa Luzia, Nova Serrana-MG, filho(a) de PAULO RENAN ANDRADE DOS SANTOS e ALMEZINA FAGUNDES ANDRADE.

Apresentaram os documentos exigidos pelo Código Civil Brasileiro. Se alguém souber de algum impedimento, que os impeçam de se casar, que o faça na forma da Lei.


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NOTÍCIA

Suplentes foram convocados, mas a população continuará pagando o salário dos vereadores e assessores afastados Somando o salário base dos seis vereadores afastados e dos novos assessores que cada suplente tem direito, o custo extra para os cofres públicos poderá chegar a aproximadamente R$ 100 mil reais/mensais

dos vereadores a contenção de gastos, não utilizará todas as vagas. Já, Doia Ceará, fará o uso dos dois assessores e um auxiliar. Os suplentes Zé Alberto e Cabral se pronunciarão na próxima semana e o Remirton da Floricultura está viajando e só retornará ao município na próxima segunda-feira (20).

Foram convocados nesta quinta-feira (16) os suplentes dos vereadores afastados na operação desencadeada pelo Ministério Público sobre o esquema de corrupção e contratação de servidores fantasmas na Câmara Municipal de Nova Serrana. A partir de agora, entra Valter dos Reis Melo, o Zé Faquinha (PRB/PTdoB) no lugar de Adair Lopes, popularmente Adair da Impacto (Avante). O Remirton José, ou apenas Remirton da Floricultura (PEN/PSD/PTC) substitui Juliano Lacerda (Juliano da Boa Vista do PSL); Adalberto Gonzaga dos Santos, o Doia Ceará, (PC do B/PT/ PHS) e Sandro Moret (PCdoB/PT/ PHS) ocupam as cadeiras de Valdir Pereira, conhecido como Valdir Mecânico (PCdoB) e de Valdir de Souza, o Valdir das Festas Juninas (PCdoB). E, por fim, Agnaldo Mendes Cordeiro, ou apenas Cabral, (PROS/PV/ PR) e José Alberto Fonseca da Silva (PROS/PV/PR) ficam no lugar de Osmar dos Santos (PROS) e Gilmar Martins, o Gilmar da Farmácia (PV). O Regimento Interno da casa legislativa e a Lei Orgânica do Município determinam que “o afastamento temporário do exercício do mandato será aplicado, por prazo não superior a sessenta dias” e, tanto a Constituição Federal quanto a Estadual, estabelecem o prazo superior, sendo 120 dias para convocação. Porém, no último dia 9/5 a chegada de uma ordem judicial mudou todo o roteiro. A Câmara, através da presidente interina Terezinha Célia do Carmo (PTB), foi intimada a convocar os suplentes dentro do prazo de cinco dias. “Recebi a intimação e no dia seguinte fomos ao Cartório Eleitoral com um ofício pedindo os nomes dos suplentes (que já são diplomados). Na segunda-feira voltamos para pegar a relação para colocá-la à disposição da população”, relatou a presidente.

Mesa Diretora

População paga o pato, ou melhor, o salário de quem não está lá

O que intriga neste caso é o fato de os vereadores afastados, assim como os servidores fantasmas, continuarem recebendo seus salários. De acordo com a procuradora geral da Câmara Márcia Vieira Fontes, isso se deve porque “os vereadores estão afastados temporariamente, nenhum vereador perdeu o mandato porque eles não foram julgados e nem condenados. Não há cadeira vaga, porque se você observar o Regimento Interno e a Lei Orgânica Municipal, a vacância de cargo se dá em três situações: morte, renúncia e perda de mandato. Então é uma situação que até que se faça a marcha processual normal é considerada provisória”, afirmou Márcia. Nas páginas 40 e 41 do processo, a juíza Cristiane Soares Brito decretou como uma das medidas cautelares, a suspensão imediata das atividades públicas de Sérgio

Cássio de Oliveira (ex-auxiliar de Juliano da Boa Vista); Sheila Penha da Silva (ex-assessora de Gilmar da Farmácia); da ex-auxiliar Maria das Dores Gomes subordinada ao Adair da Impacto e Yuri Anderson Amaral Estevão, ex-assessor de Osmar dos Santos. No entanto, eles continuam recebendo por ordem judicial, já que também sequer foram julgados. Os assessores que não estão sendo investigados e que são subordinados aos vereadores afastados, por hora, continuam na casa legislativa. De acordo com Terezinha, o suplente que desejar contratar um desses assessores, terá livre acesso, caso não, o servidor será desligado da Câmara. Em relação ao suplente Agnaldo Mendes Cordeiro, o Cabral, deixou de ser o diretor da casa na última quarta-feira (15). A presidente interina disse que neste primeiro momento não há a pretensão de fazer uma nova contratação para ocupar o cargo, evitando assim novos gastos.

Quanto fica a conta no final do mês?

O salário base de um vereador é de R$ 7.784,20, se multiplicarmos esse valor por 19 legisladores, o resultado é de R$ 147. 899,80 para os cofres públicos. Já os assessores recebem R$ 2.959,96 cada um. Se cada um dos 13 vereadores atuantes tem direito a dois assessores, isso vai custar R$ 76. 958,96 mensalmente. Quanto ao auxiliar que recebe R$ 1,696, 81 e cada legislador pode contratar um para seu gabinete, a despesa é de R$ 22.058,53. E, de acordo com as páginas 30 e 31 do processo, dois ex-auxiliares e dois ex-assessores não foram desligados oficialmente, ou seja, o custo mensal com os servidores fantasmas é de R$ 9.313,54. Apenas com estes funcionários (se cada suplente contratar três servidores), a Câmara vai gastar mensalmente R$ 256.230,83. Desse montante, o gasto extra com os vereadores afastados e com os servidores de cada suplente poderá chegar aproximadamente R$ 100 mil reais/mensais (incluindo férias e direitos trabalhistas).

assim, Terezinha do salão como presidente interina e Ricardo Tobias (PSDB) como primeiro secretário.

Câmera está isenta das investigações

Como não há vacância de cargos e os suplentes não podem participar da Mesa Diretora (apenas das comissões), não haverá eleição para a Mesa até uma segunda ordem. Permanecendo

Em nota, a assessoria da Câmara reforçou não ser investigada e acrescentou que “a ação de defesa de cada um dos vereadores afastados do mandato, tem sido movida no âmbito individual e particular a cada um desses parlamentares”.

Cabral

Remirton da Floricultura

Zé Alberto

Doia Ceará

Sandro Moret

Zé Faquinha

O que os novos moradores pretendem com a nova casa

Entramos em contato com os suplentes e questionamos sobre possíveis projetos que eles pretendem apresentar futuramente e, também, sobre o número de assessores que irão contratar. Todos, com exceção de Zé Faquinha, disseram não terem ainda um projeto específico, mas que vão trabalhar junto à população. O suplente do Adair da Impacto disse que tem, mas vai se pronunciar a respeito futuramente. Sobre o número de servidores, Zé Alberto e Zé Faquinha disseram que ainda vão analisar a necessidade. Sandro Moret planeja utilizar os três, mas se for de senso comum


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NOTÍCIA

Nova Serrana/MG, 17 de maio de 2019 – Edição 934

Brasil é o 11º país do mundo no enfrentamento ao abuso sexual de crianças e adolescentes De 40 países avaliados, o Brasil é o 11º colocado com 62,4 pontos

Neste sábado (18), é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi criada no ano de 2000 porque no dia 18 de maio de 1973, uma menina de oito anos foi sequestrada, violentada e assassinada no Espírito Santo. O corpo foi encontrado carbonizado seis dias depois e os agressores, jovens de classe média alta, nunca foram punidos. O crime bárbaro ocorreu há 46 anos, no entanto, situações parecidas ainda são comuns no Brasil. Na madrugada do último domingo (12), um homem de 36 anos estuprou uma adolescente de 13 no bairro Jeferson Batista de Freitas em Nova Serrana. O autor havia sido amigado com a mãe da vítima e, recentemente, estava hospedado na casa pois tinha voltado para a cidade em busca de emprego. Até que por volta de 2h40 do dia 12/5, ele

entrou nu no quarto da menina e começou a passar a mão em suas partes íntimas por cima de suas roupas, momento em que gritou pela mãe e a mesma a socorreu, segundo seu relato à Polícia Militar. De acordo a delegada regional Angelita de Oliveira, de janeiro até o momento, aproximadamente 30 casos de estupro de vulnerável foram registrados e muitos (não soube nos dizer com precisão, visto que foram encaminhados ao fórum) já foram solucionados. Ela disse ainda que este número pode ser maior, visto que boa parte das vítimas não denuncia. Para que elas se sintam mais à vontade em procurarem ajuda legal, Angelita disse que está em conversa com o Ministério Público e a Prefeitura para a criação de uma delegacia direcionada ao público: “o meu objetivo é criar uma delegacia especializada para atender os vulneráveis: crianças, ado-

lescentes, mulheres, idosos e portadores de deficiência, dando o amparo legal, necessário e suficiente na busca da colheita de provas e sempre atendendo o princípio da dignidade humana. Ela terá psicólogos e assistentes sociais durante todo o dia”, afirmou a delegada. No entanto, ainda não há previsão do projeto sair do papel, pois depende de outros setores. Mesmo que não se relate o ato é possível identificar uma vítima de estupro dentro de casa. Para a psicóloga Alita Claus, é comum nestes casos que as crianças fiquem mais retraídas e com aversão ao toque em alguns órgãos. Já os adolescentes costumam ficar introspectivos, agressivos, choram muito e podem abusar de drogas e medicamentos. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revelam que 70% das vítimas de estupro são menores de idade e indicam que os criminosos são ligados às vítimas. Segundo Alita, “mais de 90% dos agressores são da família ou bem conhecidos. Não necessariamente é um adulto, pode ser um primo, por exemplo, que tem poder de influência sobre a vítima”. À nível mundial, o Brasil ocupa a 11ª colocação no combate ao abuso sexual infantil e exploração, de acordo com a pesquisa “Out of the Shadows Index” (em português, Índice Fora das Sombras) apoiada pelas fundações World Childhood e Oak e publicada pela revista britânica The Economist em janeiro de 2019. O documento avaliou quatro quesitos principais: o ambiente (segurança e estabilidade no país); o aparato legal de proteção; compromisso e capacidade dos governos (de executar as políticas do setor) e o engajamento do setor privado, sociedade civil e da mídia no tema. Em primeiro lugar ficou o Reino Unido com 82.7 pontos e em 40º e último o Paquistão, com 28,3. Segundo o relatório, “o estigma e a

falta de uma discussão aberta sobre o sexo, direitos das crianças e gênero” geram repercussões negativas na habilidade de um país proteger os pequenos. Por isso a psicóloga afirma que deve se trabalhar a educação sexual com os as crianças “na escola tem que ter orientação sobre o que são as partes íntimas, como são chamadas, todas as partes devem ser nomeadas e apontadas para ficarem muito claras. Para que essas crianças consigam dizer o que aconteceu de fato: onde e como tocou, o que aconteceu, o que são os órgãos e alertar que eles só podem ser tocados pelos pais em horário de banho ou de troca de roupa. E, principalmente, não pode haver segredos, pois normalmente os agressores pedem sigilo, ameaçando ou de forma lúdica. Os pais precisam orientar as crianças que segredo não é uma opção”, finalizou Alita. Quando o crime ocorre, Anita diz que a primeira medida é afastar a criança do possível agressor. A segunda, entrar em contato com orientação profissional e a terceira é denunciar. Esta, pode ser feita através do Disque 100 - serviço de proteção de crianças e adolescentes com foco em violência sexual. A delegacia de Polícia Civil de Nova Serrana está situada à Rua Messias Augusto da Silva, 363 no bairro Laranjeiras.


Nova Serrana/MG, 17 de maio de 2019 – Edição 934

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NOTÍCIA

Biblioteca Pública: mais do que um Hoje é o último dia para se inscrever para o local de pesquisa, um espaço cultural Enem; saiba como se preparar para a prova para todos os públicos O local recebe cerca de 200 pessoas diariamente e oferece diversas atividades culturais à população

Localizada no coração da cidade, a Biblioteca Municipal Aurélio Camilo soprou velas e completou 49 anos na última segunda-feira (13). O local é hoje referência em toda a microrregião e cumpre o papel social de ser um importante instrumento para pesquisas escolares e acadêmicas. A solenidade de aniversário foi realizada no dia 8/5 e contou com a apresentação de alunos da Escola Municipal Geralda de Assis Freitas e com a presença de escritores da cidade. A biblioteca pública foi inaugurada em 13 de maio de 1970, na gestão do então prefeito Benjamim Martins. Atualmente o acervo é composto por 21.500 exemplares e, de acordo com a bibliotecária e coordenadora Márcia Máximo, o índice de leitores tem crescido nos últimos anos, contrariando a realidade nacional que é de 2,43 livros por ano, de acordo com a 4ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro. “Isso é um mito (em Nova Serrana). A gente tem uma clientela muito grande e a gente faz uma média de 900 empréstimos mensais, não só de Nova Serrana, como também moradores de cidades vizinhas” afirmou Márcia. A população pode doar livros literários em bom estado para fazer parte do acervo e livros didáticos ou desatualizados vão para a reciclagem ou ficam no balcão para quem quiser pegar. No acervo o público pode encontrar livros infantis, infantojuvenis, literatura brasileira e estrangeira, enciclopédia, livros de pesquisas, jornais e revistas. O espaço também oferece cursos de informática para jovens e para a melhor idade, além de cursos online gratuitos com certificados para jovens de 14 a 29 anos. Além

disso, também tem a “Hora do conto”, projeto que atendeu mais de cinco mil alunos das escolas da rede pública, particular e Cemei’s no último ano, o clube de leitura (realizado mensalmente), oficina de xadrez e, futuramente, será implantado um grupo de estudo para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Quem desfruta do espaço é o estudante Diego Gomes Souza, de 16 anos. Ele vai fazer o Enem no próximo ano e já esta se preparando. O adolescente adotou a rotina de uma vez por semana ir à biblioteca, onde fica cerca de três horas resolvendo simulados e escrevendo redações. Para ele, o local ainda é subestimado pela população: “Acho que as pessoas deviam buscar mais informações nos livros, buscar aprender mais, acho que é um espaço muito bom e quase ninguém valoriza”, disse Diego.

Custeio do local

A Secretaria Municipal de Educação informou que gasta R$ 20 mil reais com a biblioteca em função dos 14 funcionários e da manutenção e que, no momento, não há investimentos previstos para o espaço.

Como se cadastrar

Para fazer a carteirinha que possibilita o empréstimo de livros, é preciso apesentar duas fotos 3x4, carteira de identidade ou certidão de nascimento, comprovante de endereço e uma contribuição de R$ 5,00. A biblioteca está situada na Praça Tito Pinto, 93 no Centro. O horário de atendimento é de segunda à quinta-feira de 7h30 às 19h e sexta-feira de 7h30 às 17h. O telefone é: 37 3226 2924.

As provas do Enem serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro e as inscrições se encerram hoje (17). Nesta sexta-feira também é o prazo final para solicitar atendimento especializado e específico e para alterar dados cadastrais, município de provas e opção de língua estrangeira. A taxa de inscrição para o exame é de R$ 85. Quem não tem isenção de taxa deve fazer o pagamento até o próximo dia 23. Para pedir atendimento por nome social é necessário solicitar entre os dias 20 e 24 de maio. Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem para se inscrever em programas de acesso à educação superior como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), financiamento estudantil ou o Programa Universidade para Todos (ProUni). Este é o caso do estudante Adriano Couto, que pretende fazer a prova com o objetivo de conseguir uma bolsa de estudos integral pelo ProUni, forma que pretende ingressar na Puc Minas, onde quer cursar Publicidade e Propaganda. “Tô fazendo curso pré-vestibular pelas manhãs e, à noite, eu revejo o conteúdo, estudo, faço atividades, produzo redações, vejo atualidades, assuntos do momento, tudo aquilo que possa me dar uma bagagem, um conteúdo para esse exame” , contou Adriano sobre a sua rotina de estudos.

Para o professor de português Celso Hino, profissional da rede pública de ensino há quase 13 anos, é fundamental que o candidato planeje seus estudos. “Reservar algumas horas apenas para leitura sobre todos os assuntos e, depois, escrever frases simples (Ex: O combate ao tabagismo deve ser mais intenso porque...) e, aos poucos, ir ampliando as justificativas. Organizar tópicos antes de escrever serve como norte para o que se redigirá. Não é perda de tempo nem enrolação”, disse Celso. A redação exigida é do gênero dissertação-argumentativa. Segundo Celso é necessário “antes de tudo, obedecer à estrutura padrão – introdução (um parágrafo), desenvolvimento (mínimo dois) e conclusão (um parágrafo). A linguagem deve ser a padrão, observando pontuação, ortografia, concordância e regência. Mas, atualmente, há uma tendência de, já na introdução, apresentar a solução, debatendo nos parágrafos de desenvolvimento por que se afirma que aquele é o melhor caminho para resolver tal situação. Então, a melhor maneira de trabalhar o tema seria já mostrar como resolver aquele problema e provar que sua sugestão é a mais indicada”, afirmou o professor. Quem vai fazer a prova também deve se atentar aos assuntos da atualidade. De acordo com Celso, “saber o que se passa a seu redor e propor meios de mudar ou melhoras situações denota uma pessoa que não apenas existe, ela age no mundo onde vive”. E, para quem não tem intimidade com a escrita e sente dificuldade em redigir, já deve começar a praticar: “o ideal seria que o estudante sempre escrevesse. Mas como isso não acontece, seria bom que, ao menos uma vez na semana, ele redigisse um texto, que seria revisto pelos dias seguintes”, pontuou o professor. Para se inscrever, basta acessar


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Daniela Coelho em Copacabana

Carla Barbosa e sua mãe Neide

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Gabriel Carvalho alegrando a festa das mães no CMEI Antônio Francisco das Chagas


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