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10 DE MARÇO DE 2017

BRASIL

GAZETA DE VARGINHA | 13

Exército apreende mais de 2 mil armas em presídios pelo Brasil Mais de duas mil armas brancas, entre facas, facões e barras de ferro, 271 celulares e até sete estações de radiotransmissão foram encontrados pelas Forças Armadas nos dez presídios onde foram realizadas buscas nos Estados do Amazonas, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul, durante o primeiro mês da Operação Varredura. Os radiotransmissores foram descobertos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) durante a revista feita pelos militares do Exército, na última segunda-feira, 6. Os equipamentos estavam funcionando apesar de o presídio ter bloqueador para celular instalado. O Compaj ganhou as manchetes do mundo após o massacre de 57 presos no primeiro

dia do ano. Na última segunda, o complexo de Manaus voltou a ser palco de enfrentamento de policiais militares e presos, quando 37 detentos ficaram feridos, durante a realização da revista. Além do Complexo de Manaus, também foram vistoriados a penitenciária de Alcaçuz, em Natal, e a de Monte Cristo, em Roraima, que assim como o Compaj foram palco de barbáries neste início de ano. Os cerca de quatro mil homens do Exército e da Marinha vasculharam as instalações ainda dos presídios de Rondônia e Mato Grosso do Sul (MS). Novas operações de surpresa serão realizadas pois há uma autorização para que as tropas federais façam este tipo de serviço, com base na Garan-

tia da Lei e da Ordem (GLO) até o final deste ano. As ações acabaram por inibir a ações das quadrilhas nos presídios. Para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a ação das Forças Armadas têm por objetivo "complementar a atuação dos órgãos de segurança pública neste momento de tensão". Para ele, "mesmo com a duração de um ano da Operação Varredura, é importante que as autoridades locais deem seguimento a ações desta natureza, tornando as vistorias algo permanente, incluindo a implementação de medidas preventivas contra o ingresso de material ilícito nos estabelecimentos prisionais". Além dos radiotransmissores, balanço preliminar feito pelo Ministério da Defesa mostra

que foram encontrados 3038 itens de posse proibida, como dinheiro ou eletrodomésticos e elevada quantidade de armas brancas (mais de duas mil) e celulares. Também foram resgatados 160 acessórios de celulares (como carregadores e fones de ouvido), 29 baterias, 18 tabletes de entorpecentes , 45 trouxinhas de entorpecentes, seis recipientes com bebidas alcoólicas,

185 substâncias suspeitas. Cerca de quatro mil homens da Marinha e do Exército participaram das dez primeiras operações, realizadas desde seis de fevereiro, em parceria com a Secretaria de Segurança dos Estados, sem contato das tropas federais com os presos, que foram isolados durante as varreduras nas celas e instalações administrativas. Durante as varreduras, os

militares utilizaram detectores por raio X e de metais, os mesmos que foram empregados em grandes eventos realizados no País, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio. Equipes com cães farejadores, que podem detectar drogas ou explosivos, também fizeram parte da ação. Fonte:Otempo

Previdência no Brasil é ponto fora da curva mundial, diz Meirelles O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a Previdência no Brasil é ponto fora da curva mundial. “O Brasil já tem gastos entre os maiores do mundo. O problema é a relação de dependência. Quanto maior a população acima de 65 anos sobre a população abaixo dos 65, há maior tendência de gasto com a previdência social. Essa razão de dependência no Brasil ainda é baixa, mas já temos gastos de países que já estão nesta situação Isso mostra que temos um ponto fora da curva claramente: um país ainda jovem, mas com despesas previdenciárias altas”, disse, durante a abertura do Fóruns Estadão que trata da reforma da Previdência nesta quinta-feira (9), na capital paulista.

Meirelles também destacou que a taxa de reposição no Brasil, valor médio entre a aposentadoria e o salário antes de se aposentar, é de 76%, enquanto na Europa a média é de cerca de 50%. “Essa é uma medida de generosidade da Previdência.” O ministro da Fazenda afirmou que, em relação a idade média prevista na proposta de reforma da Previdência, é adequada observando outros países. Hoje, segundo ele, a idade média de aposentadoria é menor que em outros países. Enquanto no México é de 72 anos e na OECD é de 64 anos a média, no Brasil é de 59,4 anos, menor somente que a média de Luxemburgo. “A aposentadoria no Brasil ocorre cedo. O modelo atual

incentiva aposentadoria precoce”, considerou. O ministro da Fazenda comentou também durante o Fóruns Estadão que a trajetória dos gastos com a seguridade social tem trajetória ainda mais preocupante que a da Previdência. Segundo ele, o déficit da seguridade social cresceu em R$ 92,2 bilhões no ano de 2016 e chegou a

R$ 258 bilhões. Segundo Meirelles, os gastos previdenciários em porcentagem do PIB é um dos maiores do mundo. Em 1991, era 3,3%, hoje são 8,1% e, em 2060, se nada for feito, chegará a 17% do PIB. “Se nada for feito, a previdência vai ocupar cada vez mais os gastos públicos, considerando que agora temos o teto de gas-

tos.” Meirelles afirmou que hoje as outras despesas do governo, excluindo a previdência, representam 45% e, mesmo que fossem reduzidos a 33%, não seria possível acomodar os gastos previdenciários. “Todas as outras despesas teriam que ser diminuídas para 20%. Então, com essa reforma manter-se-á espa-

ço para os demais gastos dentro da Lei do Teto”, disse. O ministro da Fazenda salientou que a reforma da Previdência só funcionará se for incluída a previdência rural, já que esse tipo de aposentadoria tem resultado estruturalmente negativo e tem déficit de R$ 150 bilhões. “Existe uma evolução crescente do déficit, principalmente da previdência rural. O resultado da previdência rural é claramente negativo e isso pesa. A previdência urbana também entrou, agora, em trajetória cadente, inclusive com déficit no último ano”, comentou Meirelles. “O fato é que temos que incluir a previdência rural, porque não funcionará se tentarmos incluir só a previdência urbana.”

Gazeta de Varginha 10/03/2017  

Edição 9.678

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