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SAÚDE 9 e artigos

Limeira, domingo, 15 de maio de 2011 - Gazeta de Limeira

MAIS SAÚDE Tosse: um alerta para outras doenças

Pneumonia bacteriana Os possíveis efeitos da é a forma mais cafeína no organismo comum da doença

Sintoma inicial também de doenças graves, não deve ser inibido com pastilhas ou xaropes sem indicação médica A tosse já é considerada por muitos uma reação normal, corriqueira. Algumas pessoas já se acostumaram com este sintoma e não procuram auxílio médico. O dr. Oliver Nascimento, diretor de assuntos científicos da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) alerta que ninguém nasce tossindo. “Esse sintoma é sinal de que há alguma coisa errada nas vias respiratórias. É um mecanismo de defesa do organismo contra uma inflamação, irritação ou infecção nas vias aéreas, que seguem do nariz ao pulmão”. Por isso, nenhum medicamento que iniba a tosse deve ser tomado sem orientação médica, pois pode mascarar uma doença grave, cujo primeiro sintoma é a tosse, como tuberculose, câncer de pulmão, asma, rinossinusite crônica, doença do refluxo gastroesofágico e a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). “Há casos em que inibidores de tosse são indicados pelos médicos, mas são casos específicos, de tosses residuais, ou seja, quando a gripe já foi tratada, mas o quadro de tosse persiste”, explica o médico pneumologista. Ele ainda alerta para os riscos da automedicação. “Todos os xaropes com comprovação científica de melhora só podem ser vendidos sobre prescrição médica. Porém, ainda são vendidos, em farmácias, medicamentos sem a devida comprovação”.

Para grande parte das pessoas, o dia começa com uma xícara de café. A cafeína, substância psicoativa mais consumida no planeta, já foi apontada como fator para o desenvolvimento de doenças como hipertensão e úlceras, além de provocar abortos, prejudicar o feto e causar dependência. Recentemente, entretanto, novas pesquisas buscam mostrar seus efeitos benéficos para a saúde. Também presente em chás, mate, chocolates e refrigerantes, entre outros, a cafeína consumida moderadamente pode prevenir a perda de memória causada pelo mal de Alzheimer e o envelhecimento, além de diminuir riscos de

QUANDO PROCURAR UM MÉDICO? Segundo o dr. Oliver, como a tosse é sempre sintoma de outras doenças, é importante procurar um médico assim que ela começa. “Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais rápido o tratamento começa e maiores são as chances de sucesso” explica. Nas crianças e nos bebês, o quadro de tosse é bem comum, pois eles ficam resfriados frequentemente. “Nesta faixa etária, a tosse geralmente é sintoma de infecções respiratórias. Assim que os sintomas começam, as mães já levam ao pediatra. É exatamente essa a atitude recomendada”, comenta o doutor. Em casos mais raros, a tosse pode ser sintoma da aspiração de algum corpo estranho ou produto químico.

Espaço Médico Doenças Respiratórias Ambientais e Ocupacionais A Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia promove, em 4 de junho, o Simpósio Paulista de Doenças Respiratórias Ambientais e Ocupacionais. O evento acontece a partir das 8h e trará discussões sobre poluição ambiental, pneumoconioses e doenças intersticioais ocupacionais. A segunda parte do encontro terá cinco casos clínicos para debate. O Simpósio acontece na sede da Associação Paulista de Medicina, em São Paulo. Informações e inscrições: 0800 171618.

Coluna Mais Saúde Perguntas e sugestões podem ser enviadas por e-mail para acontece@acontecenoticias.com.br ou para o endereço: Rua Cotoxó, 303, conjunto 81-82, São Paulo, SP, CEP 05021-000 *Distribuição Acontece Comunicação e Notícias

Segundo estimativas do Ministério da Saúde, a cada ano, mais de dois milhões de casos de pneumonia ocorrem no Brasil. A doença, que sempre gerou preocupação para idosos e portadores de doenças crônicas, uma vez que é mais frequente quando há baixa imunidade, também pode acometer pessoas jovens e saudáveis. Sua forma mais comum de contágio é a bacteriana. Comum neste período do ano, quando há gripes e resfriados que diminuem a resistência imunológica, a pneumonia é causada pela inflamação dos alvéolos, local em que ocorrem as trocas gasosas. Normalmente, é resultado de uma infecção por bactérias (em quase metade dos casos, segundo estimativas do SUS), mas também pode ocorrer devido a vírus, fungos e outros agentes infecciosos, ou por substâncias químicas. A causa mais comum de pneumonia bacteriana, em adultos, é provocada pelos pneumococos, que estão presentes na cavidade oral. Quando as defesas do organismo enfraquecem, elas podem ser aspiradas para os pulmões e lá se proliferam. Seu tratamento é feito através de antibióticos. Fonte: ABC da Saúde, SUS, Ministério da Saúde

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Fonte: Unicamp, Journal of Caffeine Research

Pesquisa revela que gordura muda de lugar após lipoaspiração

IX Congresso Paulista de Medicina do Sono O Departamento do Sono da Associação Paulista de Medicina promoveu a 9ª edição do seu tradicional encontro de atualização multidisciplinar nos dias 13 e 14 de maio, em São Paulo. Dra. Fernanda Louise Martinho Haddad, presidente do evento e do Comitê Multidisciplinar de Medicina do Sono da entidade organizadora, afirma que o congresso é extremamente fundamental para o enriquecimento científico dos diferentes profissionais que trabalham com a Medicina do Sono. Em pauta, também estiveram importantes temas como tratamento farmacológico da insônia; diagnóstico da narcolepsia; sonolência excessiva e riscos no ambiente de trabalho; sono e transtornos do humor; diagnóstico e manejo da apneia complexa; particularidades da anestesia em pacientes com Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS); entre outros. Informações: (11) 3188-4281.

diabetes do tipo 2. A substância pode ainda prevenir a doença de Parkinson e aliviar a asma e dores de cabeça, entre outros usos, segundo dados do Journal of Caffeine Research. Em pesquisa feita também pelo Departamento de Bioquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, experimentos com animais comprovaram que doses entre 300 e 400 miligramas diárias de cafeína - o equivalente a três a quatro xícaras de café por dia - ajudam a proteger o cérebro da demência. O efeito em pessoas, segundo a universidade, é semelhante.

Uma pesquisa feita pela Universidade do Colorado revelou que a lipoaspiração pode reduzir a gordura de coxas e quadril, mas, com o tempo, trazer novas curvas indesejadas. Conforme estudo publicado no Jornal “Obesity”, em média, um ano após a cirurgia estética, a gordura retirada das coxas voltou a se acumular na parte superior do abdome e nos braços de 32 mulheres, na faixa dos 36 anos, que participaram da pesquisa. Conforme comprovaram os médicos, cerca de dois meses após a lipoaspiração, as mulheres tinham perdido 2% de gordura e quase o mesmo em circunferência. Um ano depois, quando as medidas foram reavaliadas, a gordura total tinha voltado aos índices originais, mas estava concentrada na parte superior do corpo. Isso acontece, segundo os médicos, porque o corpo “defende” suas reservas de gordura. Se as células adiposas são eliminadas de uma área, a gordura vai “inchar” células em outro lugar. Caso a mulher faça a cirurgia e não mude a alimentação, vai voltar a engordar, porém, em áreas diferentes do corpo. (Agência Graffo)

A coluna Falando em Saúde, assinada pelo médico dr. Jair Tadeu de Oliveira, está em férias, retornando em poucas semanas.

Jornal da Mulher  

Jornal da Mulher 15 de maio de 2011

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Jornal da Mulher 15 de maio de 2011

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