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Belo Horizonte, 30 de outubro a 7 de novembro de 2012 Dona Lourdes,

uma vida dedica­ da ao comércio na região

www.gazetadalagoinha.com.br

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Confira na pág.18

Lagoinha: ontem e hoje O Jornal do Complexo da Lagoinha!

ANO V ­ EDIÇÃO 68 ­ JORNAL DE APOIO ÀS INICIATIVAS COMUNITÁRIAS ­ BELO HORIZONTE, 30 DE OUTUBRO A 7 DE NOVEMBRO DE 2012 ­ Distribuição Gratuita

Confira na pág. 20

Preocupados com a segurança no trânsito, alunos do UNI­ BH realizam blitz educativa Confira na pág.18

Os personagens da Lagoinha você confere aqui: Barra e Seu Dico Confira nas pág.4 e 17

Associação Fala Pedreira retoma suas atividades e participa do Movimento Viva Lagoinha Confira na pág. 16

Cosméticos, Bijouterias, Presentes e Brinquedos.

Entenda e participe da Rede de Vizinhos Protegidos Confira na pág. 15


Belo Horizonte, 30 de outubro a 7 de novembro de 2012

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EEDITORIAL ditorial

Telefones ÚTEIS TELEFONES úteis

Um gigante subestimado?

AA Alcóolicos Anônimos (31) 3224­7744

Aeroporto Carlos Prates (31) 3462­6455

Aeroporto Confins ­ (31) 3689­2344

Aeroporto Pampulha ­ (31) 3490­2000 AGIT­Agência de Empregos 0800­319­020

Auxílio à Lista ­ 102 Bombeiros ­ 193

CEASA 0800­315­859

CliDEC (31)3236­2100

CEMIG ­ 0800 310 196

COPASA ­ 195 Correios ­ 159

Corpo de Bombeiros ­ 193

CVV ­ Centro dc Valorização da Vida ­ (31) 3334­4111 e 3444­1818 ou 141

Defesa Civil 199

DETRAN/ MG ­ (031)3236­3501/3525 Disque Direitos Humanos ­

0800­311­119

Disque Ecologia ­ 1523 Disque PROCON ­

(31) 3277­ 4548/9503/4547 ou 1512

Disque Turismo ­ 1677

GAPA/MG ­ (31)3271­2126

MG Transplantes (Doação de órgãos) ­ (31) 32747181

Movimento das Donas de Casa e Consumidores ­ (31)3274­1033 Ibama ­ 0800­618­080

Polícia Civil ­ 197

Polícia Federal ­ (31)3330­5200 Polícia Militar ­ 190

Polícia Rodoviária Estadual ­ (31)2123­1901

Polícia Rodoviária Federal ­ (31 ) 3333­2999

Prefeitura Municipal ­ 156 Pronto Socorro ­ 192

Pronto Socorro (HPS João XXIII) ­ (31)3239­9200

Receita Federal ­ 0300­780­300 SENAC ­ 0800­724­4440

SINE­MG ­ (31)2123­2415

SOS Criança (Centro de Referência ­ Denúncia) ­ 0800 283 1244

Sudecap Disque Tapa­ buraco ­ (31)3277­8000

Matrícula s abertas c om preço promocio nal para 2 013!


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Pela segurança pública

Belo Horizonte, 30 de outubro a 7 de novembro de 2012

O delegado Edson Moreira foi eleito vereador com o terceiro maior número de votos

Tira­gosto ao quilo é no Neném Bar

________________ Cristiane Borges

a Lag d s n e g a n o s r e P

oinha

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Mozar Thrler, o Barra


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Dica do Tunai:

Olá pessoal! Está chegando o final do ano. Como passou rápido! E vem aí as festas natalina e de ano novo, formaturas. Espero que estejam todos com muita saúde e paz. As pessoas normalmente querem passar diferente, tingem os cabelos com cores fortes, vermelhos, descolorem e com isso agridem e ressecam os fios. Antes de passar qualquer produtos nos cabelos faça sempre o teste de mecha que os fabricantes recomendam. Muita gente é alérgica e pode ser acometida por isto. Um abraço do Tunai ­ (31) 3421­6705

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Cuidado: férias

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Aluguel temporada Seja para quem pretende aproveitar o calorão típico de fim de ano para pegar uma praia ou pa­ ra quem já está planejando a via­ gem no feriado de Carnaval, alugar um imóvel para a temporada pode ser uma boa opção. Afinal, princi­ palmente para quem viaja em famí­ lia ou num grupo de amigos, em geral, locar uma casa sai mais ba­ rato que ficar em hotéis ou pousa­ das. No entanto, é preciso to­ mar alguns cuidados para que o seu segundo lar por uns dias não se torne uma grande dor de cabe­ ça. As precauções começam por procurar informações com imobiliá­ rias idôneas ou amigos, checando tudo o que for oferecido. Verifique a localização do imóvel e as condi­ ções de acesso ao local, além da infraestrutura da região ­ padarias, açougues, supermercados etc ­, bem como as condições de segu­ rança do imóvel. É recomendável visitar a casa, sempre que possível. O con­ sumidor tem o direito de vistoriar o imóvel em companhia do proprietá­ rio ou representante e deve relacio­ nar as condições gerais em que ele se encontra para evitar o paga­ mento de eventuais danos que não tenha causado. Cuidado! Confiar exclusi­ vamente na oferta feita pela inter­ net ou em anúncios de jornal na hora de locar um imóvel é arrisca­ do, pois, mesmo que haja fotos, não dá para se certificar sobre a si­ tuação da casa e muito menos co­ nhecer as redondezas. No entanto, é importante ressaltar que o fornecedor é obriga­ do a cumprir com a oferta feita. As­ sim, se as condições da casa não se equipararem com o prometido pela imobiliária ou pelo proprietá­ rio, o locatário tem o direito de exi­ gir a devolução do valor pago, como garante o artigo 35 do Códi­ go de Defesa do Consumidor. Para tanto, o inquilino precisa desistir de ficar no imóvel. "Se optar por permanecer no local, o consumidor pode negociar um abatimento no preço, proporcional à queda na qualidade das caracte­ rísticas ofertadas", orienta Alessan­ dro Gianeli, advogado do Idec. Se houver problemas, tente resolver amigavelmente com o fornecedor e, caso não obtenha sucesso, procure o Procon ou o Jui­ zado Especial Cível (JEC). Previna­se Mas como ninguém quer ter sua tranquilidade abalada du­ rante a viagem, o melhor mesmo é se prevenir. Para evitar transtor­ nos, atenção: ­ sempre que possível visite a casa e liste as condições gerais em que ela se encontra; ­ busque referências sobre a imobi­

liária ou o locador; ­ informe­se sobre a infraestrutura da região; ­ faça um contrato que discrimine o que foi tratado verbalmente, co­ mo as datas de entrada e saída do imóvel, nome e endereço do pro­ prietário, preço e forma de paga­ mento, local de retirada e entrega das chaves etc.; ­ o prazo máximo de uma locação por temporada é de 90 dias e o pagamento do aluguel pode ser exigido antecipadamente e de uma só vez. Exija recibo! Voando Overbooking é prática realizada na aviação do mundo to­ do. Consiste na empresa aérea vender mais bilhetes do que o dis­ ponível no vôo com base na média de desistência dos vôos anterio­ res. Isto é devido ao passa­ geiro ter até um ano para remarcar as passagens aéreas, e muitas ve­ zes marcar e não comparecer ao vôo. O problema é que isso acar­ reta na decolagem de diversas ae­ ronaves com assentos vazios, mesmo tendo uma demanda maior de passageiros, trazendo grandes prejuízos as empresas aéreas. No entanto esse sistema não dá prejuízo somente a empre­ sa aérea, mas também ao cliente, que mesmo com a passagem con­ firmada, corre o risco de chegar ao aeroporto e não poder embarcar, devido a empresa ter vendido mais passagens do que tinha disponível naquele vôo. O que fazer em caso de overbo­ oking? Se o passageiro for im­ pedido de embarcar, devido ao overbooking, a empresa aérea de­ verá de imediato, segundo a ANAC, proporcionar­lhe as seguin­ tes facilidades: ­ Acomodação em outro vôo da mesma empresa; ­ Endosso do bilhete para embar­ que em outra empresa aérea; ­ Refeições, facilidades de comuni­ cação, hospedagem e transporte do hotel para o aeroporto (se for o caso), até o próximo embarque; ­ Reembolso da passagem, caso desista da viagem; ­ Concessão de uma compensa­ ção que será acordado entre o passageiro e a empresa aérea. Caso a empresa aérea não observe o direito do passagei­ ro ele poderá reclamar oficialmen­ te junto à ANAC. Se o dano moral ou material causado for relevante, vale procurar um advogado e não aceitar o primeiro acordo proposto pela empresa aérea. Sempre o acordo proposto pela empresa di­ reto ao passageiro será nivelado por baixo, sendo mais proveitosa a contratação de um advogado nes­ tes casos.

INSS: agência do descaso à cidadania

Antônio de Pádua Galvão Economista e Psicanalista ­ www.galvaoconsultoria.com.br (31) 9956­9161

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www.silveratabh.amawebs.com silverata@ig.com.br

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Com a palavra, Milton Kabutê!

Lagoinha de cores vivas

miltonkabute@gmail.com

Os moradores das ruas do Serro, Além Paraíba, Turvo e Ita­ pecerica estão contribuindo de ma­ neira espetacular com as revitalizações de suas casas, exem­ plo a ser seguido pelos vizinhos pa­ ra que em breve o bairro lagoinha torne­se um grande bairro multicolo­ rido com as cores de uma Lagoi­ nha ainda mais viva. A Suvinil, uma das maio­ res empresas no mercado de tin­ tas, expressou sua vontade de estabelecer parceria com os interes­ sados em revitalizar os casarões da Lagoinha dos velhos tempos, mas para nós são apenas meros e grandes boatos sem nenhum funda­ mento. Os nossos moradores teri­ am orgulho de sentarem nas portas de suas casas para apreciar as be­ las cores e o pacato movimento da rua e principalmente da criançada brincando. Estas novas cores nas casas das ruas da Lagoinha nos tra­ zem de volta o passado de um bair­ ro onde os operários banhados pelo suor do progresso mostravam seus contornos musculares. Tempo em que o nosso artista da malan­ dragem com sua navalha no bar­ bante preto, José Arimatéia de Carvalho da Silva, dava suas car­ tas e era apreciador de todas as culturas entalhadas nas diversas ru­ as principalmente nas ruas Mauá e na famosa Praça Vaz de Mello on­ de era também um dos palcos dos desfiles das modas de nossas mais lindas garotas do bairro. Neste tem­ po nossas casas já eram bem con­ servadas e algumas tinham até seus brasões de identificações fami­ liares e patrióticas. Este mito que muito mis­ turou nos mil coloridos de nossas casas no bairro da Lagoinha, en­ cantava com as geometrias diver­ sas das quais eram como letras de

Camões, mas as admiravam assim como seus ternos de puríssimos li­ nhos tais como os que vestiram a Salomão, servindo de porta­jóia pa­ ra sua navalha presa ao barbante preto. A Lagoinha está renas­ cendo para uma nova era! Estes poucos que estão buscando reviver nossas tradições de um bairro de cores vivas, casas restauradas, ru­ as limpas, são poucos, mas com seu trabalho e otimismo já estão mostrando belos resultados. Muito em breve, assim co­ mo o nosso José de Arimatéia, que

amava a querida Lagoinha e trocou seu poderoso instrumento de traba­ lho e diversão pelas artes das te­ souras na alfaiataria, nós moradores da Lagoinha queremos trocar esta imagem de uma Lagoi­ nha suja, feia, desbotada e sem vi­ da por uma limpa, colorida e orgulhosa dos seus moradores e admiradores. Lagoinha só existe uma: a nossa! Onde cantamos, dança­ mos com o suor de operários hu­ mildes e de pessoas que querem uma Lagoinha mais viva!

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O QUE DIZ O CLIENTE DO CREDFLEX


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Pela Lagoinha

Música e informação? Se liga na Itatiaia e Extra FM!

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Associação Lagoinha Viva!

Mais uma vez estamos órfãos de representaçao na CMBH

Muito obrigado!

Associação Comunitária do Conjunto Residencial IAPI

Entre nesta onda!

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Associação Recreativa Comunitária dos Amigos do Bonfim Sabemos que em uma de­ mocracia as eleições têm um papel de definir, por meio de um processo livre, competitivo e não tão justo, a meu ver, os futuros representantes de um povo. A disputa traz lições para os candidatos para os ci­ dadãos. O que observei foi o desconhecimento da maioria dos candidatos sobre seu papel. Al­ guns candidatos concorreram sem saber o que poderiam fazer se fossem eleitos. Alguns dos elei­ tos propuseram um poder de polícia que o municí­ pio não tem. Vereadores falaram de temas cuja competência para legislar é do Estado e da União. Indagados por uma revista de grande circulação, alguns vereadores novatos que assu­ mem uma cadeira na Câmara Municipal de Belo Horizonte nada sabem sobre temas polêmicos: o aumento do salário de vereador, a flexibilização da lei do silêncio, a verticalização da Pampulha, a venda de ruas, o fechamento dos supermercados aos fins de semana e a mudança da Feira de Arte e Artesanato da Afonso Pena. Apesar de serem assuntos que estão na ponta da língua do cida­ dão, os futuros parlamentares que vão represen­ tar os cidadãos belo­horizontinos demonstraram não estar por dentro do que aconteceu na Câma­ ra nos últimos anos. Muitos preferiram não opi­ nar sobre nenhum assunto abordado . Os eleitores, por outro lado, também desconhecem o papel de um vereador que é de fiscalizar, legislar e cobrar da prefeitura as pro­ messas feitas em campanha. O cidadão precisa estar mais informa­ do. Precisam participar de maneira mais eficaz do processo, não basta reclamar, não basta apenas ver se o candidato tem ficha limpa. É importante e como! Mas é preciso mais. A política não é cor­ rupta é o eleitor que coloca um político corrupto, sem competência e comprometimento. A preocupação deveria ser organizar o espaço urbano de modo a valorizar o capital hu­ mano, tendo como fim a melhoria do bem­estar. Devemos criar espaços de diálogo e deliberação para a participação da população na discussão dos assuntos dos seus interesses. Caso contrá­ rio, escolheremos candidatos e teremos governan­ tes piores. Não podemos ter a sensação de que a eleição se resume, para a maioria, na oportunida­ de de trabalho, ao benefício particular, ao número de bandeiras e propagandas espalhadas pela ci­ dade, mostrando poder econômico que, com o sa­ lário de quatro anos não conseguirá pagar, a uma carreata que passou no fim de semana no bairro, ao dia do voto. Fracamente precisamos ter mais cidadania em nossas eleições. Nestas eleições observei que muitos candidatos que nunca estiveram presentes em reuniões para discussões da melhoria da região, para os problemas do bairro Bonfim, e a tão so­ nhada Revitalização da Lagoinha­Bonfim, articula­ da a dois anos pelas lideranças locais em reuniões mensais, intitularam­se participantes e preocupados. Foram 47 candidatos fazendo suas pro­ pagandas, muitos candidatos que desconhecem os problemas da região. Candidatos que nunca

estiveram aqui, nem em época de campanha. A revitalização da Lagoinha­Bonfim só vai ser possível através da união da comunidade e de lideranças comprometidas com o bem da co­ letividade e não com vaidades próprias de que serão os salvadores da pátria. Fico indignada com pessoas desta natureza. Estamos em luta, buscando junto aos órgãos públicos chamar aten­ ção para o bairro Bonfim e do complexo da Lagoi­ nha. Cada pequena conquista é uma vitória. Pequenas, mas fez com que este ano o número de candidatos no bairro aumentasse. Também fi­ co admirada de moradores que vão a público e defendem candidatos que nada sabem dos nos­ sos problemas. Embora garantam que vereador deve legislar para toda Belo Horizonte, os parlamenta­ res trabalham com os redutos eleitorais, que em retribuição lhes dão as maiores votações. Agora é a hora de cobrarmos dos vereadores eleitos da região noroeste as melhorias. Aos lideres comunitários, as associa­ ções existentes, aos candidatos a vereadores da região, aos moradores e comerciantes, digo: ­ Va­ mos nos unir para melhoria do complexo da La­ goinha­Bonfim! Vamos lutar juntos! Vamos deixar as vaidades de lado. Vamos nos mobilizar e dei­ xar claro que há moradores e lideranças fortes na região que se preocupam e querem as melhorias. Nota: No dia 23 de outubro estivemos na CAMH, colocando em pauta obras para serem avaliadas e colocadas na Lei Orçamentária Anual para 2013. (LOA­2013). A resposta foi positiva para a obra da Revitalização da Lagoinha, mais especifi­ camente a Rua Itapecerica. Mais detalhes na pró­ xima edição. Convido a todos para juntos fazermos um movimento de ação social em prol dos bairros que envolvem o complexo da Lagoinha, entre eles o Bonfim. Por um complexo mais humano, sustentável e seguro para se viver. Um grande abraço! Selma Cândida Participe das reuniões da ARCA­Bonfim. ABRACE O BAIRRO BONFIM! Fale conosco através do e­mail: arcabonfim@gmail.com AGRADECIMENTO Depois de longos três meses de traba­ lho árduo, superação e muito esforço, muito can­ saço sem o capitalismo e a máquina investindo e muito esforço de familiares e amigos que abraçou o lema: Unidos para fazer a diferença. Agradeço a Deus e a você que acredi­ tou em mim e me deu um voto de confiança, de­ positado em mim nas urnas. Foram 493 votos que para mim representa uma vitória em meio de tantos Golias. Vou continuar trabalhando por aquilo que acredito, pela Revitalização do Com­ plexo da Lagoinha, pela sustentabilidade, por jus­ tiça social levando sempre comigo os valores Cristãos que pautam minha vida. Agradeço a ca­ da mensagem recebida, cada apoio, cada voto. Que Deus abençoe a você. E juntos possamos como cidadão participativo, como co­ munidade nos unir para construir uma sociedade mais justa, por melhoria do nosso espaço, e por mais segurança. A você, o meu muito obrigado. Selma Cândida.


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Associação dos Moradores da Vila Senhor dos Passos

Vila Senhor dos Passos, um verdadeiro canteiro de obras

No alto, o corrimão da Rua 21 de Abril, e em seguida a reforma da quadra de esportes atrás do CRAS, a abertura do Beco Saldanha Marinho e a construção da Casa da Pretinha. Fotos: LivreClick.

Movimento Viva Lagoinha!

Ninguém faz nada sozinho

Você sabe o que é a rede de vizinhos protegidos? 15


Belo Horizonte, 30 de outubro a 7 de novembro de 2012

Associação Cultural Comunitária e Jornalística Fala Pedreira

"Enquanto existir bambu tem flecha!" A luta continua...

Problemas com a BHTrans, mais uma vez

Associação Comunitária do Bairro Senhor Bom Jesus

D r o g a r ia s

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Profissão: Barbeiro

Belo Horizonte, 30 de outubro a 7 de novembro de 2012

Seu Dico mantém a tradição do ofício que herdou do avô, dos tempos em que passava bonde na Lagoinha Wander Monteiro de Olivei­ ra, 77, o seu Dico, é dono de uma tradi­ cional barbearia na Lagoinha, hoje na rua Pitangui. Foi o avô do seu Dico, o Ernesto Barbeiro, quem trouxe o ofício da barbearia para a família. Era dele o salão Ponto do Bonde, que no fim dos anos 20 ficava na rua Itapecerica, no ponto final do bonde Lagoinha. Os qua­ tro filhos de Ernesto, como o Geraldo, pai do seu Dico, seguiram a sua profis­ são. Dico conta que em 1931 o salão de seu pai ficava na rua Formiga. Com oito anos Dico já trabalha lá, co­ mo engraxate, “numa época que não existia a avenida Antônio Carlos. Assisti toda a mudança para a construção do Conjunto IAPI, quebraram tudo na pica­ reta”, lembra. O barbeiro relata que come­ çou a profissão em 1949, com o pai, e foi em 1960 que ele montou seu pró­ prio salão, na rua Itapecerica, “sempre voltado para o público masculino”, enfa­ tiza. Em 1972 ele voltou a trabalhar com o pai, ainda na rua Itapecerica, e fi­ cou com ele até 1995, ano em que fale­ ceu. A barbearia do seu Dico ainda

tiqueria, Floramar, Caiçara, Cidade Nova... Lagoinha Seu Dico disse que tem “mui­ to orgulho” de ter nascido na Pedreira, na rua Marquesita. “Na minha época não tinham essas drogas de hoje, nem os roubos”, recorda. Esposo da Noeme e pai de três filhos, Gracy, Cássio e Juninho (in memoriam), Dico conta que criou sua família e construiu seu patrimônio “ho­ nestamente, tudo através da tesoura”. Ele afirma que a profissão de barbeiro

Você sabia?

Wander Monteiro, o Seu Dico. Foto: Cristiane Borges. dem alfabética em sua agenda, para esteve na rua Manoel Macedo, e no atu­ comunicar sobre o novo endereço. Pa­ al endereço, está há três anos e meio. ra o barbeiro, as amizades são das mai­ “Gosto mais desta rua do que da Mano­ ores compensações do seu ofício. A el da Macedo, aqui quase não apare­ relação de fidelidade com os clientes cem ‘noiados’”, observa. faz com que ele atenda à alguns deles em suas casas, devido às dificuldade Fidelidade de locomoção que eles têm, por serem mais idosos. Dico conta que quando mu­ Wander disse que atende a dou da rua Manoel Macedo para a rua clientes de diferentes regiões da cida­ Pitangui, ligou para os mais de 300 cli­ de, como da Pampulha, do Prado, Man­ entes, que estão organizados por or­

Desde os tempos do bonde...

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o faz feliz e que deve ser exercida por quem “gosta mesmo. É até difícil tirar férias. Fico chateado quando tem feria­ do prolongado”, disse. Barbeiro que faz questão de usar o tradicional guarda­pó, que é a “roupa do barbeiro”, Dico não pensa em parar.“ Enquanto tiver força não vou aposentar a tesoura. O trabalho dá vida pra gente”, considera. A barbearia do seu Dico fica na rua Pitangui, 457, esquina com a rua Formiga, e funciona de segunda­ feira à sábado, de 9h às 19h.

De acordo com as ideias apresentadas por dois dicionários, o Grande Dicionário Português ou Thesouro da língua portuguesa do frei Domingos Vieira, de 1871; e o dicionário de Moraes Silva e Freire, de 1922, a habilidade do bar­ beiro está em desempenhar trabalhos a partir da utilização das navalhas. Tanto o barbeiro das barbas e cortes de cabelo, como o barbeiro sangrador e o barbeiro de espadas dominavam o mesmo instrumental de trabalho: as navalhas, as lâmi­ nas, todos instrumentos cortantes e afiados. Os barbeiros foram considerados os precursores dos cirurgiões e eram vistos como auxiliares do médico. O barbeiro­cirurgião era uma das profis­ sões mais comuns na área médica durante a Idade Média. Aqui em Belo Horizonte, em 1900, existiu um barbeiro chamado sr. Moura, que criava sanguessugas e as aplicava para sangria. As sanguessugas eram usadas para curar e prevenir quase todas as doenças humanas, como fe­ bres, varíola e outras tantas que faziam morada entre a morte e a vida. Além de se ocupar em fazer as barbas e cortar os cabelos de seus clientes, o sr. Moura prestava o serviço de alugar as sanguessugas para médicos e clientes em geral. Os barbeiros também detinham a habilidade de intervir com seus ins­ trumentos no corpo ulcerado, com pústulas. “O barbeiro do Brasil conserva no seu ofício as preciosas tradições do barbeiro português; ele não só executa com rara habilidade as diversas funções da sua profissão, mas algumas vezes acumula outras, que pareciam incompatí­ veis. No mesmo indivíduo se encontram reunidos um barbeiro hábil, um cabelei­ reiro exercitado, um cirurgião familiarizado, e um homem perito em pôr sanguessugas, pronto sempre a fornecê­las”. (trecho do artigo “Barbeiros” extraí­ do do Almanach do Estado da Parahyba, editado para o ano de 1910).


Belo Horizonte, 30 de outubro a 7 de novembro de 2012

Divinália: uma empresa de vidros que perpassa gerações

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Semeando educação no trânsito*

Depois de tantos acidentes na avenida Antônio Carlos, estudantes se mobilizam e desenvolvem projeto de educação no trânsito ______________ *Enviado pelos alunos do quarto pe­ ríodo do curso de Pedagogia do Uni­BH

________________ Cristiane Borges A vidraçaria Divinália co­ meçou sua história na avenida José Bonifácio e ficou lá por cerca de dois anos. A empresa é comandada por Evanilton Eduardo, 36, e há já quatro anos está na rua Mendes de Oliveira, 292, na esquina com a rua Pedro Lessa, no bairro Santo An­ dré. Evanilton conta que já trabalha­ va no ramo e que aprendeu o ofício com o pai, Nilton, que trabalhou co­ mo vidraceiro em uma outra empre­ sa. Nilton é nascido e criado e na Pedreira e além de Evanilton, é pai de outros seis filhos. Hoje a Divinália tem qua­ tro funcionários: Nilton, Evanilton, Jonathan, que é filho de Evanilton, e Keslei.

A Divinália trabalha com vidros de todos tipos e tamanhos, espelhos e box, janelas Blindex, e molduras para quadros. Evanilton conta que a escolha do nome Divinália veio da junção dos nomes de duas famo­ sas vidraçarias, a Divinal e a Vidrá­ lia. Evanilton também é dono de um bar, o Bar do Nego, na rua Tapira, no Concórdia, há já 11 anos. “Saio de um trabalho e vou pro outro”, conta. Lá ele também realiza traba­ lhos sociais. Ele relata que há 6 anos promove almoço e distribui brinquedos para as crianças caren­ tes da região do Concórdia no dia 12 de outubro.“Pensar e ajudar um pouco na questão social de crian­ ças carentes me dá força”, disse. O telefone da Divinália é 3442­1451.

Dona Loudes, uma vida dedicada ao comércio

Terceira geração de uma fa­ mília portuguesa (com certeza), Maria de Lourdes Pinto de Vasconcelos, a nossa Dona Lourdes, completou 85 anos de idade no último 31 de outubro. Uma vida dedicada ao comércio, que seus avós e pais iniciaram nos idos do século passado em Belo Horizonte, de­ pois de trocarem Portugal pelo Brasil. Decisão, firmeza de caráter e honestidade, além de inquebrantável fé em Padre Eustáquio, são os pilares de resistência e que norteiam os pas­ sos de Dona Lourdes no comércio, que ela, com denodo e amor, tem exer­ cido durante toda a sua vida. A trajetória de Dona Lour­

des no comércio remonta aos anos de sua meninice. Antônio Pinto e Joaqui­ na Rosa Pinto, seus avós portugueses, eram donos de um armazém na Rua Formiga, esquina com Rua Caxambu, e foram a primeira referência e exem­ plo de dedicação ao comércio que Do­ na Lourdes absorveu e que ela mantém até hoje. Ainda criança, já vivenciava atividades comerciais no Armazém Bra­ sil, que seus pais montaram na Rua Salinas com Itajubá, na Floresta. Casa que por obras do destino, foi destruída por um inexorável incêndio. Em decorrência do incên­ dio, seus pais recomeçaram novas ati­

Os alunos do quarto período do curso de Pedagogia, do Centro Uni­ versitário de Belo Horizonte (Uni­ BH), estão desenvolvendo o projeto educativo “Semeando Educação no Trânsito” para promover educação e sensibilização dos usuários de trânsi­ to da avenida Antônio Carlos: moto­ ristas de carro de passeio e de ônibus, motociclistas, pedestres e moradores do entorno do Uni­BH, para que contribuam com a preven­ ção de acidentes, até então frequen­ tes na região. O trabalho educativo visa desenvolver atitudes conscien­ tes e reflexivas nos usuários do trân­ sito, a fim de proporcionar segurança e qualidade, valorizando sempre a vida. Uma das primeiras ações desenvolvidas pelo projeto foi duran­ te um evento realizado pela institui­ ção com o prefeito Marcio Lacerda, em ocasião de sua candidatura à re­ eleição, quando ele recebeu uma carta­protesto. A carta relatava os principais problemas e dificuldades dos pedestres ao transitarem pela avenida Antônio Carlos, principal­ mente no trecho compreendido en­ tre o Conjunto IAPI e o Complexo da Lagoinha, no qual o índice de aci­ dentes aumentou, consideravelmen­ te, após o início das obras do BRT. Logo após a entrega da carta ocorreu a religação da ilumina­ ção da passarela anexa ao viaduto de retorno em frente à Gráfica 101,

vidades comerciais, criando o Moinho de Fubá Mimoso, na Rua Formiga es­ quina com Rua Manoel Macedo, onde ela e seus irmãos trabalharam ativa­ mente na produção e venda das merca­ dorias ali fabricadas (fubá e diversos tipos de farinha). Após a venda do moinho, adolescente ainda, ajudava no novo co­ mércio de seu pai, Manoel Pinto, sem­ pre com os irmãos, na famosa e saudosa Casa Estrela, situada na Rua da Bahia e que tinha como fregueses os maiores figurões da cidade. Em se­ guida, o pai de Dona Lourdes montou a conhecida Gruta Metrópole, também na Rua da Bahia, reduto frequentado por jornalistas, escritores, poetas e os mais expressivos boêmios da cidade. Nos anos quarenta casou­ se com Sinval de Vasconcelos, e com ele teve quatro filhos: Luiz, Celestina, Mara e Ana. Nessa época criou seu pri­

que estava desligada há vários me­ ses, e que trazia insegurança aos usuários da avenida: alunos do UniBH, FACISA e moradores do en­ torno. O prefeito também solicitou à BHTRANS que entrasse em contato com a professora coordenadora do projeto e foi marcada uma reunião onde foram discutidas ações e medi­ das imediatas a serem tomadas. Um dos resultados foi a ampliação de uma parceria com o curso de Peda­ gogia, e a BHTRANS disponibilizou materiais impressos que têm permiti­ do aos alunos uma atuação mais efi­ caz junto aos usuários do trânsito, na região. A primeira ação foi realizada no dia 19 de outubro pelos alunos, que abordaram e alertaram os pedestres quanto ao uso devido das faixas de segurança, e levaram a esse público a reflexão sobre a necessidade da educação no trânsito. Realizou­se uma abordagem individual, no tom de diálogo com os pedestres, onde alguns deles puderam expressar su­

meiro estabelecimento comercial, uma barraca (a de número 1) de condimen­ tos e plantas no também saudoso Mer­ cadinho da Lagoinha. Posteriormente Dona Lour­ des montou uma lanchonete, na Rua Formiga, número 50. Depois de algum tempo, nos idos anos sessenta, final­ mente se estabeleceu na casa atual, na mesma Rua Formiga 66, cujo nome homenageia a Casa Estrela de seu querido pai.

as opiniões e frustrações a respeito do trânsito. Essa ação contou com o apoio da equipe de cinegrafia do Uni­BH. A segunda ação foi reali­ zada no dia 26 de outubro pelos alu­ nos, que abordaram e alertaram pedestres, motociclistas e motoris­ tas de carro de passeio, quanto ao emprego de atitudes seguras para todos no trânsito. Essa ação tam­ bém contou com o apoio da equipe de cinegrafia do Uni­BH. Acidentes, falta de respeito de pedestres e motoristas, falta de si­ nalização para a população em ge­ ral, entre outros fatores, afetam direta e diariamente a sociedade. Nesse sentido, a educação consti­ tui­se a base para a mudança, por isso a importância dos programas de ação social. Por meio deles, abre­se a possibilidade de conhecer os problemas e promover uma inter­ venção para a melhoria da situação em evidência.

‘Neste mesmo local existiu o armazém do seu avô, Antônio Pinto onde, em 1941, o sobrado atual foi construído por seu pai. Durante todo esse tempo, servindo à população da Lagoinha, Dona Lourdes sempre contou com uma fiel equipe de colaboradoras. Parabéns, Dona Lourdes, pelo aniversário e pela longa dedica­ ção ao comércio da Lagoinha.


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Ins么nia na terceira idade

Hist贸ria na Lagoinha

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Críticas e elogios

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Tostão A tentativa do Palmeiras de impugnar o jogo contra o Inter, com a alegação de que a anulação do gol de Barcos, que o Palmeiras e todos sa­ bem que foi ilegal, por não seguir as re­ gras do futebol, retrata bem a contradição humana. Seria um bom as­ sunto para grandes conhecedores da al­ ma, como Freud, Dostoiévski, Machado de Assis e outros. No momento do lance, nin­ guém viu nada, e todos viram tudo. To­ dos querem ser mais espertos que a esperteza. É evidente que foi, por cau­ sa da televisão, que o árbitro anulou o gol. Isso acontece há muito tempo, co­ mo a cabeçada de Zidane, na Copa de 2006. A única certeza, pela TV, é que o gol do Palmeiras foi com a mão. Por is­ so, deveria ter sido anulado. Na lista da Fifa de 23 jogado­ res que vão disputar o título de melhor do ano e do mundo, o único brasileiro é Neymar. Faltaram também Thiago Silva e o goleiro Petr Cech. Há vários jogadores no Bra­ sileirão que são mais elogiados do que merecem. Um deles é Arouca. Pediram tanto sua convocação, que Mano pas­ sou a chamá­lo. Ele é apenas um bom jogador. Como alguns times têm joga­ dores badalados, outros bons, da mes­ ma equipe, são pouco elogiados, como Jadson e Denílson, do São Paulo, Wel­

O cronômetro marcava 21 minutos do primeiro tempo quando Mahatma Gandhi, o volante do Atlético Goianiense que tem no nome uma ho­ menagem ao líder e pensador indiano, invadiu a área e foi atropelado por Gilsi­ nho, atacante do Sport. O árbitro Péri­ cles Bassols não hesitou em marcar pênalti. No Serra Dourado quase vazio pela fraca campanha dos atleticanos, o Sport via mais uma barreira na intermi­ nável luta contra o rebaixamento, en­ quanto Patrick posicionava­se para cobrar a penalidade em jogo válido pe­ la 32ª rodada do Campeonato Brasilei­ ro. Autorizado, o atacante bateu forte, mas o goleiro Saulo acertou o canto, fez a defesa e não segurou a emoção. Chorou e levantou as mãos aos céus. Agradeceu, se levantou, repôs a bola em jogo e continuou a chorar. Consigo, milhões de pernambucanos que torcem que vestem a tradicional camisa rubro­ negra vibraram com o histórico momen­ to. Saulo é reserva e substituiu Magrão, ídolo da torcida do Sport, que se lesionou e não pôde atuar. Sem dúvi­ da, o garoto de 23 anos, natural de Pira­ nhas, cidade do interior de Alagoas, não previa ser manchete dos principais cadernos de esporte antes de entrar em campo. A defesa de sua vida ficará na memória dos sportistas que viram o “São Saulo” ser o jogador mais impor­ tante na suada vitória por 1 a 0 sobre o

lington Nem e Jean, do Fluminense, Le­ andro Donizete, do Atlético, Andrezinho, do Botafogo, Gilberto Sil­ va, do Grêmio, e outros. Jadson atua bem em quase todas as partidas, sempre com passes decisivos. Quando joga mal, é muito cri­ ticado. Jean marca muito bem, como um volante, e avança muito bem, como um meia. Não entendo, desde a época de São Paulo, porque é pouco valoriza­ do. Mesmo recebendo muitos elogios, Wellington Nem deveria rece­ ber mais. Ele marca o lateral, é esper­ to, importantíssimo no contra­ataque, principal jogada do Fluminense, dribla e dá passes decisivos. Já Fred, artilhei­ ro, também muito importante, é muito mais badalado. Basta ele empurrar uma bola para as redes, mesmo quan­ do não faz mais nada no restante do jo­ go. Jogador decisivo não é apenas o que faz gols. Não há dúvidas de que Ca­ valieri é o melhor goleiro do campeona­ to, mas exageram nos elogios. Quando um atacante entra livre e solta um petar­ do no corpo do goleiro, os narradores gritam que foi uma defesa espetacular. Nem se o goleiro tentasse, conseguiria sair da bola. Alguns jogadores são critica­ dos, porém deveriam ser mais, como o zagueiro Escudero, do Coritiba. Apesar da rivalidade, muitos brasileiros acham que todo argentino é bom e guerreiro. Pela regularidade e excelen­

tes atuações, Ronaldinho é o melhor do campeonato, seguido por Juninho Pernambucano. Aliás, nesta semana, são os dois mais bem votados pela re­ vista "Placar", a mais tradicional esco­ lha dos melhores do Brasileirão. Estádios da Copa

Dizem que o Mineirão está lindo. Depois da Copa, teremos vários bons estádios, confortáveis e com me­ lhores gramados. Isso será importante para melhorar a qualidade do futebol, com mais bola no chão e menos chu­ tões. Poderemos também ter pro­ blemas. O público, os clubes, as fede­ rações e a CBF terão de cuidar bem desses estádios. Muitos acham que, em pouco tempo, eles estarão com muitos problemas e com gramados muito piores. Além disso, como os in­ gressos, que já são caros, terão preços muito mais elevados, vai ocorrer a eliti­ zação do futebol. A classe pobre não irá aos estádios, que correm o risco de ficarem vazios, sem emoção.

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Três times, três histórias distintas em 2012

Flávio Domênico Twitter (@flaviodomenico)

Olá amigo e amiga do Jornal Ga­ zeta da Lagoinha!

O ano de 2012 para o fu­ tebol de Atlético, Cruzeiro e Améri­ ca vai chegando ao fim. Servirá para muitas lições em esferas dife­ rentes. Para os jogadores, diretori­ as e para os torcedores. Servirá para que seja analisado o cenário atual orçamentário que vive cada clube. As possíveis contratações e aspirações para 2013. O América, ao longo do segundo turno, se perdeu entre bo­ as e más apresentações. Hoje em 9º lugar já pode começar a traba­ lhar seus planos para próxima tem­ porada. Os artilheiros do Coelho, Fábio Jr e Alessandro, marcaram 12 gols. Pouco para levar um time ao topo da tabela. Zé Carlos, por exemplo, do Criciúma, tem 26 gols, time disputa rodada a rodada com Goiás e Vitória o possível títu­ lo da série B, conseqüentemente, a ascensão à série A. O Cruzeiro vive um mo­ mento de repensar seu elenco. De olhar para sua história vitoriosa. A começar pelo técnico Celso Roth que não conseguiu acertar o time. A derrota por 4 a 0 para o Santos serviu apenas para que o torcedor celeste assistisse e aplaudisse o show de um forasteiro em terras mineiras: Neymar. Vale lembrar ao torcedor celeste que o atacante Wellington Paulista, quem mais marcou este ano pelo Cruzeiro, tem apenas 9 gols. Raposa está a 7 pontos da zona do rebaixamento e à esta altura já trabalha nos basti­ dores para reorganizar a toca. O primeiro turno do Brasi­ leiro teve um campeão. Destemi­ do. Aguerrido. Lutador e técnico. Findou­se o turno e esse time per­ deu a cor. O brilho forte. Assim foi o Atlético. Dois turnos distintos que custaram um possível bi­campeo­ nato. Vale ressaltar que, Jô, o ho­ mem gol do Galo marcou apenas 10 vezes. Também pouco para ser um artilheiro campeão. A derrota

para o Coritiba deixou um gosto amargo de um possível adeus ao título brasileiro, mas, acende uma esperança de se ter um elenco ainda melhor para o próximo ano. É fato que o Galo mu­ dou. A estrutura mudou. A torcida se vê diante de um time competiti­ vo que, há muitos anos esteve au­ sente. Outra mudança signifi­ cativa é a organização financeira do clube. O torcedor deve sim enaltecer o trabalho do presidente Alexandre Kalil e sua diretoria. A proposta orçamentária para 2013 é algo em torno de 200 milhões de reais. Em entrevista ao programa Resenha do Galo, o diretor de fu­ tebol do Atlético, Eduardo Maluf, ressaltou que essa gestão começa a colher os frutos de um bom tra­ balho. Maluf citou ainda que não faz promessas de contratações mas, garante todo o empenho da diretoria do Atlético em trazer jo­ gadores de ponta que podem fa­ zer a diferença. Sabemos da bajulação em torno do jovem Bernard, uma das revelações do Campeonato Brasileiro. O jogador tem proposta de 22 milhões de euros (algo em torno de 58 milhões de reais) e, pode estar se despedindo. Caso se concretize será a maior transa­ ção financeira da história do Atléti­ co. Outra incógnita é a permanência de Ronaldinho Gaú­ cho. Ventila­se ainda a possibilida­ de do retorno de Diego Tardelli, a contratação de Arouca e Dagober­ to. É inegável que este ano o Galo recuperou, num balanço geral, o espírito de luta e raça. Falta agora amadurecer o ideal de ser campeão. Time tem grandes chances de disputar a Copa Liber­ tadores em 2013. Para este ano fi­ cou a lição: para se tornar um campeão, cada jogo tem de ser disputado como uma verdadeira fi­ nal!

Assista ao programa que está revolucionando o comentário esportivo em Minas Gerais:

RESENHA DO GALO

Atlético de Goiás. Também não será es­ quecida tão cedo pelos torcedores do clube goiano, que sofreram ao ver a bo­ la não entrar. Para os amantes do fute­ bol, as lágrimas derramadas por causa da defesa serão lembradas por muito tempo pela beleza da emoção sincera que vale mais que qualquer gol. Sérgio Guedes, técnico do Sport, disse que Saulo “mudou a histó­ ria do jogo”. E não foi a primeira partida que ganhou contornos diferentes por causa do nobre goleiro. Em janeiro de 2011, pelo Campeonato Pernambuca­ no, sua equipe empatava por 1 a 1 com o Vitória, time do interior do estado, quando, aos 45 minutos do segundo tempo, Saulo foi para a área, recebeu falta cobrada por Carlinhos Bala e cabe­ ceou para desempatar o jogo. Na come­ moração chorou, mas dessa vez de

dor. O vibrante jogador foi tão afoito para comemorar que torceu o joelho e ficou fora de combate por um bom tem­ po naquela temporada. Atualmente, a luta contra o rebaixamento ainda é uma realidade para o Sport, mas Gandhi (não aquele do pênalti), o pensador, disse em al­ gum momento que “a alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envol­ vido e não na vitória propriamente di­ ta”. A defesa de Saulo pode não garantir a permanência do time per­ nambucano na série A, mas se Mahat­ ma acreditou que a alegria está na luta, quem sou eu para discordar? Ca­ da vez mais engessado e capitalizado, o futebol ainda aceita e sempre dará boas vindas a quem joga como se fos­ se torcedor. Precisamos de mais Sau­ los!

toda segunda­feira ao vivo a partir das 20:30 no site www.resenhadogalo.com.br


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Gazeta da Lagoinha - Outubro 2012