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www.gazetadalagoinha.com.br ANO V ­ EDIÇÃO 61 ­ JORNAL DE APOIO ÀS INICIATIVAS COMUNITÁRIAS ­ BELO HORIZONTE, MARÇO DE 2012 ­ Distribuição Gratuita

Foto: Cristiane Borges.

Belo Horizonte, março de 2012

A Coluna do Savéia tira o chapeú para Miranda, da Furacão Ventiladores. Confira na pág.5

Reportagem especial: a dura vida de quem vive do descartável. Confira na pág.8

EXCLUSIVO: Fotos inéditas da manifestação dos estudantes em prol do trânsito seguro na região

Cosméticos, Bijouterias, Presentes e Brinquedos.

Enfim a Lagoinha no Comida de Buteco! Confira na pág.6

Foto: Milton Kabutê.

Foto: Cristiane Borges.

Diretora de Patrimônio Cultural da Fundação Municipal de Cultura se reúne com Associação Lagoinha Viva e abraça o bairro. Confira na pág.14


Belo Horizonte, março de 2012

EDITORIAL

Chega mais, chega mais...

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TELEFONES ÚTEIS AA Alcóolicos Anônimos ­ (31) 3224­ 7744

Aeroporto Carlos Prates ­ (31) 3462­ 6455

Aeroporto Confins ­ (31) 3689­2344

Aeroporto Pampulha ­ (31) 3490­2000 AGIT­Agência de Empregos ­ 0800­ 319­020

Auxílio à Lista ­ 102 Bombeiros ­ 193

CEASA 0800­315­859

CliDEC (31)3236­2100

CEMIG ­ 0800 310 196

COPASA ­ 195 Correios ­ 159

Corpo de Bombeiros ­ 193

CW­ Centro dc Valorização da Vida ­ (31)3334­4111

3444­1818 ou 141 Defesa Civil 199

DETRAN/ MG ­ (031)3236­3501/3525

Disque Direitos Humanos ­ 0800­311­

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Disque Ecologia

­ 1523

Disque PROCON ­ (31) 3277­

4548/9503/4547 ou 1512

Disque Turismo ­ 1677

GAPA/MG ­ (31)3271­2126

MG Transplantes (Doação de órgãos) ­ (31) 32747181

CÉSAR - PINTOR IMOBILIÁRIO

(31) 8567-5123

Movimento das Donas de Casa e Consumidores ­ (31)3274­1033 Ibama ­ 0800­618­080

Polícia Civil ­ 197

Polícia Federal ­ (31)3330­5200 Polícia Militar ­ 190

Polícia Rodoviária Estadual ­ (31)2123­1901

Polícia Rodoviária Federal ­ (31 ) 3333­2999

Prefeitura Municipal ­ 156 Pronto Socorro ­ 192

Pronto Socorro (HPS João XXIII) ­ (31)3239­9200

Receita Federal ­ 0300­780­300 SENAC ­ 0800­724­4440

SINE­MG ­ (31)2123­2415

SOS Criança (Centro de Referência ­ Denúncia) ­0800 283 1244

Sudecap Disque Tapa­ buraco ­ (31)3277­8000


Belo Horizonte, marรงo de 2012

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A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é a modalidade de ensino nas etapas dos ensinos fundamental e médio da rede escolar pública brasi­ leira e adotada por algumas redes particulares que recebe os jovens e adul­ tos que não completaram os anos da educação básica. No início dos anos 90, o segmento da EJA passou a incluir também as classes de alfabetização inicial. No Brasil, o campo consolidou­se com influência das ideias do educador Paulo Freire e em forte relação com o movimento de educação popular. O segmento é regulamentado pelo artigo 37 da Lei de Diretrizes e Bases da educação (a LDB, ou lei nº 9394 de 20 de dezembro de1996). De acordo com o último Censo do IBGE, Belo Horizonte tem 2,87% de sua população analfabeta, o que corresponde a 55.321 pessoas. A principal medida de analfabetismo considera a população de 15 anos ou mais que, de acordo com os critérios do IBGE, não sabe ler ou escrever um bilhete simples. Entre as capitais brasileiras, Belo Horizonte é a quarta cida­ de com menos pessoas analfabetas.

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Queda em idosos

Belo Horizonte, março de 2012

Para muitos idosos a queda é motivo de preocupação considerando-se a idade avançada. Aproveito este espaço para fazer alguns esclarecimentos quanto aos “riscos de queda”, suas consequências e os cuidados básicos que os idosos, seus familiares e ou cuidadores devam adotar no seu dia a dia, uma vez que ainda é precário esse tipo de orientação em nossa sociedade e de grande importância para a segurança dessa população. As quedas apresentam diversos impactos na vida de uma pessoa idosa e têm como consequências as possíveis fraturas que podem levar à restrição de atividades, declínio da saúde e aumento do risco de institucionalização. Além do risco de danos causados à saúde física elas podem afetar a saúde psicológica devido ao medo, à ansiedade, à insegurança e à dependência; como também a saúde social levando-os ao isolamento em função das limitações de locomoção ou do próprio receio de caírem novamente. A grande preocupação é que as quedas acompanhadas de fraturas constituem a principal causa de morte e invalidez, principalmente às pessoas com idade superior a 75 anos. Aproximadamente um terço dessa população com mais de 65 anos que vive em comunidade cai a cada ano, número que aumenta para 50% em torno dos 80 anos. As mulheres têm duas vezes mais chance de terem lesões graves por causa da osteoporose (comprometimento ósseo) mais pronunciada e por serem mais frágeis em relação aos homens. Elas apresentam maior prevalência de doenças crônicas, maior exposição a atividades domestica e, além de tudo, apresentam uma menor quantidade de massa magra e força muscular quando comparado com homens da mesma idade. Elas atingem o pico de potência muscular antes que eles, sofrendo o declínio mais precocemente. As quedas ocorrem, em sua grande maioria, na própria residência que vão desde o sentar e/ou levantar da cadeira, sofá e cama aos tropeços e escorregões. Muitas vezes, a cadeira, o sofá e a cama são desproporcionais às necessidades do idoso, são baixos ou altos demais. Quando baixos, exige uma maior força dos membros inferiores para executar a ação, e o idoso, naturalmente, possui essa força diminuída. Quando altos, cria a necessidade de deslocar-se para frente, o que pode leva-lo à queda. Os tropeços acontecem normalmente em tacos soltos, tapetes, fios e objetos espalhados pelo chão da casa e, em alguns casos, até mesmo um animal de estimação. Os escorregões advêm do revestimento do piso, muitas vezes liso, desnivelado e sem antiderrapante. É importante ficar atento aos calçados com solado de material escorregadio ou gasto, ou ainda, inapropriado ao pé do idoso, isto é, grande

ou pequeno, sem aderência no calcanhar, dificultando a marcha e favorecendo a queda. O banheiro é o “vilão de queda”, o chão muitas vezes escorregadio, principalmente quando molhado; a altura padrão do acento sanitário se torna baixo em função de sua mobilidade e a ausência de barras de segurança, tanto no chuveiro quanto no vaso sanitário, para auxiliá-lo no sentar e levantar. É importante prestar atenção no uso correto dos acessórios utilizados no dia a dia como: bengala, muleta e andador. Estes quando desajustados (ponteira de borracha mal encaixada e/ou gasta e tamanho inadequado), constituem-se em risco físico, bem como podem contribuir de forma negativa emocionalmente, gerando insegurança ao andar e, ao invés de auxiliar e proteger, surte efeito contrário, predispondo-o à queda. A orientação, treino e adaptação a estes instrumentos devem ser feito pelo profissional que o prescreve. Outros equipamentos como cadeira de rodas e cadeira de banho, quando usados inapropriadamente, com as rodas destravadas e mal posicionadas, ou mesmo a má posição do suporte para os pés, pode causar tropeços e embaraços do membro inferior. A depressão também é um fator de risco de grande importância e que pode estar presente antes ou após um episódio de queda. Os distúrbios depressivos envolvem perda de energia e fraqueza; sensação de peso nas pernas; diminuição da autoconfiança; indiferença ao meio ambiente; reclusão e inatividade; perda do apetite e emagrecimento e alterações cognitivas que podem levar à queda. Após o incidente, principalmente acompanhado de fratura, a depressão exerce um efeito importante no agravo de várias doenças já existentes, predispondo a outros males e, até mesmo, leva-lo à morte precocemente. A queda pode acontecer também como forma de chamar atenção, é a “queda deliberada”. O idoso, seja por conflitos psíquicos ou por razões reais, sente necessidade de atrair a atenção das pessoas. A idade avançada é frequentemente acompanhada de perdas e o sentimento de solidão é comum. O envelhecimento pode acarretar acentuação de certas características da personalidade, dentre elas, a carência de afeto em pessoas dependentes. Penso que os idosos podem cair por descuido ou por incapacidade, o fato de serem velhos não quer dizer que vão viver caindo. Eles não podem desanimar, tem que ter força de vontade, não se entregarem e, acima de tudo, muito cuidado com o modo de viver, paciência e resignação, principalmente se tiverem doenças que não têm cura. Portanto, a vocês familiares, cuidadores e profissionais da área de saúde: . Prestem mais atenção às quei-

No divã do analista: Síndrome do Pânico

xas dos idosos, especialmente àquelas relacionadas à vertigem, desequilíbrio e alteração da marcha. . Fiquem atentos aos medos relatados, mesmo daqueles que não caíram, auxiliando-os a criar estratégias de enfrentamento do medo e forma de se prevenir das quedas, podendo assim evitar o isolamento social e a síndrome do imobilismo. . Oriente-os quanto ao uso adequado de vestuário como, por exemplo, evitar roupas muito compridas, largas, descosturadas, caindo quando em movimento, ou mesmo apertadas, dificultando a movimentação. Já os calçados, dar preferencia aos de solados antiderrapantes e fixos nos pés. . Fiquem atentos para as respostas orgânicas especialmente quando fizerem uso de medicamentos como benzodiazepínico, antidepressivo, anti-hipertensivo e relaxante muscular. . Busquem sempre informações junto aos profissionais de saúde sobre os efeitos colaterais dos medicamentos prescritos associados aos de uso contínuo. . Fiquem atentos aos comprometimentos auditivos; visuais; nas mudanças de comportamento e no hábito alimentar. . Estimulem a higiene diária, principalmente a bucal. . Estimulem atividades físicas, mas sempre com orientação médica e fisioterapêutica. . Diante um episodio de queda é prudente que os primeiros socorros aconteçam pelo SAMU – 192 (Serviço de Atendimento Médico de Urgência). Não se pode prever a gravidade da queda. . Observem atentamente as condições ambientais do domicilio que é onde ocorre a maioria dos acidentes, orientando-os e/ou providenciando as alterações ambientais como medidas preventivas, dentre elas: 1. Instalar corrimão nas escadas e banheiros. 2. Manter a casa iluminada, principalmente à noite, próximo ao banheiro. 3. Colocar um interruptor de luz próximo à cama. 4. Manter uma cadeira no banheiro para facilitar a lavagem dos pés. 5. Desimpedir o caminho mudando a mobília de lugar, principalmente as de quina. 6. Evitar tapetes e aglomerados de objetos no chão. 7. Utilizar tapete emborrachado no banheiro. 8. Evitar o uso de banheira. 9. Providenciarem números de emer-

De repente o medo aparece. Aquele frio no corpo, mãos transpirando trêmulas, falta de ar, as pernas se mostram insustentáveis por alguns segundos. Parece que tudo fugiu ao seu controle e você sente que vai desfalecer... É a Síndrome do Pânico que está manifestando através destes sintomas. 1-COMO É DEFINIDA: É um conjunto de sintomas diversificados que presentificam o medo, a angústia acompanhada de dores no peito, e insegurança, a imobilidade, a dificuldade de tomar iniciativa, a enorme sensação de fracasso, de prosseguir, de continuar caminhando sozinho. Diante do medo de sair de casa até a rua, até a esquina, o medo de pegar um ônibus e sentir-se mal, o medo de dormir sozinho. Aparecimento súbito de taquicardia, da labirintite (distúrbio de espacialidade). Falta-lhe coragem para enfrentar a vida, ocorre uma abrupta mudança de humor, o medo de não dar conta, de estar sendo seguido. Depara-se com seu sentimento de impotência, de incapacidade. Percebe que precisa da ajuda do outro, se sua presença para amenizar seu sofrimento, de encarar o pânico, medo da loucura, medo de surtar. 2- COMO SURGE: É uma situação latente (inconsciente) que submerge a consciência. O que antes era oculto se torna claro, evidente e temeroso. Surge repentinamente, sem nenhuma explicação, em nível consciente e descompensa a estrutura psíquica do sujeito. 3 - QUAL A MELHOR FORMA DE ADMINISTRAR: Primeiro reconhecê-la, aceitar que você está com medo de lidar com determinadas situações, que antes aparentemente você a desenvolvia com certa tranqüilidade, ou que era encarada como desafio e você utilizava-se de uma “bengala” como que de um pseudo-apoio, como a bebida antes de dirigir; dos ansiolíticos para trabalhar, sair de casa, tomar o avião, pegar o ônibus. Buscar um especialista (psicólogos, psiquiatras), fazer um acompanhamento relatando desde o surgimento da doença até o momento presente até que seja esclarecido o diagnóstico de Síndrome do Pânico. 4 - COMO BUSCAR UM PROFISSIONAL QUE POSSUA EXPERIÊNCIA PARA LIDAR COM A SÍNDROME DO PÂNICO: Este profissional deve saber ouvi-lo. Pontuar sua fala, a fim de clarear, de esclarecer os sintomas que são pertinentes à Síndrome do Pânico. Mostrar-lhe que será necessário empenho, vontade, desejo de sua parte para sair do problema. Será relevante o sujeito acometido pelo mal investir tempo para buscar, para “procurar” a cura da Síndrome do Pânico. A transferência deve-se instaurar, onde a empatia se presentifique, a confiança seja adquirida no

gência aos idosos, principalmente àqueles que vivem sozinhos. 10. Monitorar o ambiente em busca de mudanças nas condições de segurança.

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transcorrer do tratamento. As orientações do profissional devem ser ouvidas, escutadas e colocadas em prática de acordo com cada situação específica. O processo é moroso, demanda tempo, é preciso aprender a esperar o tempo certo para dar os passos adequados. Conforme a gravidade da Síndrome do Pânico, alguns sintomas da depressão podem surgir, faz-se necessário um tratamento mais dinâmico (mostrar que o paciente está vivendo um momento difícil, mas que vai passar e que sua vida continua..), uma ou mais vezes por semana, indicar uma atividade física, como natação, caminhada. Eescutar que isto não acontece somente com você, outras pessoas também vivenciam a Síndrome presentificando características semelhantes e/ou divergentes da sua. 5 - E A ATUAÇÃO DO PSIQUIATRA DIANTE DA SÍDROME DO PÂNICO: É interessante o acompanhamento paralelo ao psicológico. Administrar ao paciente, quando realmente necessário, um ansiolítico para colaborar, para agir como facilitador do tratamento psicológico. Prescrever outra medicação quando se fizer necessário, pois o sintoma da Síndrome do Pânico requer um alívio imediato para controlar a acidez estomacal gerada pelo medo. Quando a vertigem é um sintoma, deve se seguir administração contra vertigem, mal estar físico e mental. Em casos de cefaléia que é bastante comum, a indicação de uma terapêutica medicamentosa para aliviar a dor possibilitando e facilitando assim o trabalho do psicólogo; para promover as condições de reabilitação do paciente com pânico, de maneira rápida e eficaz. 6 - QUANDO A FAMÍLIA DEVE COLABORAR COM O PACIENTE COM SÍNDROME DO PÂNICO: . Ser tolerante, paciente com o sujeito . Não estigmatizá-lo como o doente, aquele que tem medo de tudo . Aceitar que ele está vivendo um momento difícil, mas que vai passar . Sua família, seu lar deve ser o lugar onde o sujeito acometido da Síndrome do Pânico, encontre paz, segurança e apoio . Ajudá-lo e motivá-lo a prosseguir o tratamento psicológico. . Lembrá-lo da hora da medicação e possibilitar ao sujeito seguir os horários indicados pelo medico para realizar o tratamento de modo eficaz . Proporcionar ao paciente lazer que o mesmo queira e consiga desenvolver . Acompanhá-lo quando o sujeito solicitar ou se fizer necessário nas atividades físicas sugeridas. e­mail: katya­melo62@hotmail.com Dúvidas: entrar em contato Drª Katya Vilela (31) 3088­2018

Elzimar de Paoli Psicóloga/Geontóloga Especialista em idosos Tel.: 8827 4761 elzipmoraes@hotmail.com


Sem sombra e água fresca

Belo Horizonte, março de 2012 _______________________ Alexsandro de Jesus, Matheus de Oliveira, Rafael Pereira e Ricar­ do Freire No corpo se vê o cansaço, a pele é castigada pelo forte sol enfrentado todos os dias. No olhar atento, no que faz, pode-se perceber que ainda existe vontade, vontade de alcançar sonhos, realizações, como qualquer outra pessoa. Em meio a uma imensidão de sacolas com restos recicláveis, lixo, terra e um céu límpido sobre as cabeças, os catadores esperam por um amanhã melhor. É o que a recicladora Tereza da Paixão de Souza Santiago e Costa, 40 anos, mais conhecida como Terezinha, responde quando perguntada se levava uma vida feliz: “Feliz, não! ‘mas é daqui que tiramos nosso sustento. É aqui que tiro meu dinheiro para pagar as contas’’. Terezinha é uma espécie de líder do aterro de Esmeraldas, onde coordena os caminhões que chegam com os materiais recicláveis, controla a entrada e saída de pessoas (apesar de ser uma área totalmente aberta) e organiza as 32 pessoas que trabalham no aterro. Ali está a única fonte de renda dessas famílias. Mesmo assim, não é renda fixa: o que se faz, literalmente, é o que se ganha, conta Terezinha, que há mais de 10 anos trabalha como catadora. Ela saiu da Bahia ainda jovem, com a esperança de uma vida melhor. Por falta de estudo, não conseguiu a tão sonhada “vida melhor”, mas nada disso a impediu de aprender sobre o seu tão duro trabalho. Terezinha explica muito bem o processo de reciclagem do que cata: o que se pode aproveitar são roupas jogadas no lixo, botas e luvas para o trabalho. E nada mais. “Eles dizem que pegamos restos de comida e levamos para casa. Isso é mentira”, afirma, ao lado de seu amigo de trabalho, carinhosamente conhecido como Madruguinha. Apesar do árduo trabalho de catadora, é possível perceber o tímido sorriso de Terezinha, assim como sua satisfação pelo que faz: “Meu maior sonho, no momento, seria minha filha, de 18 anos, entrar na faculdade”, ressalta, com a voz firme e convicta do que deseja para

Nada se perde...

Quando a moda é biodegradável Nas mãos do renomado estilista mineiro Ronaldo Fraga, o lixo ganha vida, alma, cor. Recentemente, o supermercado Verdemar convidou-o a desenvolver uma coleção de ecobags, sacolas reutilizáveis, com material biodegradável. O estilista nos concedeu a seguinte entrevista, na qual fala do trabalho com material reciclável: Como surgiu a ideia de trabalhar com material reciclável, em parceria com o Verdemar? A iniciativa partiu do Verdemar, em função do trabalho que venho desenvolvendo, com este conceito, em outras frentes. A ideia foi desenhar uma ecobag que as pessoas tivessem o desejo de usar no dia-a-dia. O material é biodegradável e muito resistente. Como foi o retorno do trabalho? Extrapolou todas as expectativas! Despertou nas pessoas o desejo de colecionálas. Daí o lançamento da segunda coleção. Esse tipo de material o inspira em suas criações? Todas as minhas coleções têm peças ou produtos com este conceito, mas não gosto quando isso vira o foco da coleção. Prefiro que haja um detalhe natural em todas as coleções e pesquisas.

sua prole, além de ciente do que não quer, de jeito nenhum: “Não quero milha filha no mesmo caminho, apesar de o meu trabalho ser bastante digno”, conclui. “O pai de todos” Infelizmente, não é preciso ir muito longe para ver a triste realidade de famílias e mulheres como Terezinha. No Ceasa, um aglomerado de empresas no ramo alimentício em Belo Horizonte, isso fica bem claro. A história se repete. Só mudam o local e seus protagonistas. A grande diferença é que o lixo reciclável dá lugar a frutas e legumes, que, obviamente, são catados para servir de alimento, substituindo o sacolão do mês. É o que diz a empregada doméstica Maria Nardélia Rocha, 52 anos, que, sem condições de fazer sacolão, há mais de 15 anos realiza sua “feira”

O Centro Mineiro de Referência em Resíduos, como o próprio nome diz, é referência no reaproveitamento do que parecia não ter mais utilidade. A famosa frase do criador da química moderna, Antoine Lavoisier, pode ser aplicada ao trabalho feito pelo programa: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” Numa das salas do Centro, em meio a caixas de retalhos e ao barulho da máquina de costura, voluntárias fazem o que parecia impossível. Pedaços de roupas, que virariam lixos, são revitalizados e se transformam em belas peças do vestuário. Maria da Conceição Correia, de 52 anos, mora na região, no bairro Alto Vera Cruz, e diz que o projeto é de grande serventia: “Além de diminuirmos a quantidade de lixo, nós o vemos renascer, e de forma muito mais bonita.” O trabalho de revitalização das roupas é apenas uma entre as dezenas de trabalhos realizados pelo programa. O Centro possui parcerias com escolas do bairro e concede aos estudantes a oportunidade de aprender a reciclar diversos materiais. Garrafas pet viram pufes; papéis sem utilidade podem tornarse convites elegantes. É possível encontrar até mesmo um aquecedor solar, também com recipientes de plástico, pedaços de cano e caixas de leite. André Rodrigues Caldeira, coordenador das iniciativas, resume o objetivo do programa: “Disseminar a informação e capacitar as pessoas.”

nas latas velhas e sujas do estabelecimento: “De 15 em 15 dias, venho com minha neta. Quem chega primeiro, pega o melhor”. Com o carrinho cheio de frutas (todas aparentemente em bom estado), Maria diz que o lugar é “o pai e a mãe de todos”. “Criei dois netos, tirando alimentos daqui”. Quando confrontada com a palavra “vergonha”, responde sem rodeios: “Vergonha é roubar, isso aqui é digno!” O desperdício realmente é grande. É visível, também, a boa qualidade dos alimentos pegos por Maria. Recentemente, o Ceasa criou um programa para beneficiar as famílias e comunidades locais, que contribui com a diminuição do desperdício de alimentos ainda em boas condições. O “Banco de Alimentos” é abastecido, mensalmente, com 7.500 quilos de sobras de frutas, verduras e legumes. A distribuição é feita para 166 instituições de caridade e demais associações, auxiliando, assim, cerca de 70 mil pessoas, antes fadadas a disputar a coleta com os animais. Apesar da boa iniciativa, percebe-se que ainda há falhas. Muitos dos alimentos dispensados para venda, ao invés de recolhidos pelo Banco de Alimentos, são jogados numa série de caçambas. Resultado? Muitas pessoas acabam por retirar seu sustento, novamente, do lixo: “De todas as formas vivas, provavelmente a humana é a que dispõe de maior capacidade de adaptação a novos ambientes”, ressalta Hugo Leonardo, psicólogo e ouvidor do estado. Pois vem de tal capacidade a força de mulheres como Terezinha e Maria Nardélia.

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Lobos em pele de cordeiro

Juninho do IAPI

Os moradores da Lagoinha, principalmente os mais antigos, tem experiência o bastante para no olho, diferenciar o joio do trigo. Feliz ou infelizmente, após anos órfãos politicamente, nossa região vem sendo assediada por verdadeiros lobos, que travestidos de cordeiro, até nascer na Lagoinha nasceram. As práticas continuam as mesmas, em ano eleitoral tentam comprar ou afastar as lideranças em destaque, que sempre doam seu trabalho em prol da comunidade e que de alguma forma contribui e sofre as mesmas dificuldades que você. Esse é um assunto delicado e eu faço um convite para você conhecer melhor as lideranças da nossa região. Vamos nos atentar para o incrível trabalho que o Cacá está fazendo a frente da Associação Lagoinha Viva. A histórica luta do Robson Bigode na Pe-

dreira com o Jornal Fala Pedreira. A presença das mulheres no movimento, com a participação efetiva da Selma Cândida a frente da ARCA Bonfim, da Viviane com o Grupo cultural Meninos do Morro, da Josélia e sua articulação na Pedreira com a Associação União Prado Lopes, a Miriam Zarate, coordenando e muito bem o Café Com Prosa, na Igreja Nossa Senhora da Conceição e as coordenadoras do CRAS Vila Senhor dos Passos, Janete Campos e a Ignez Nassif, do CRAS Pedreira. Além disso, ressaltamos o belo trabalho social do Randolfo (Fico), a frente da Associação Universal Salve a Natureza! também no Bonfim e do Iran, recém eleito presidente da Associação dos Moradores da Vila Senhor dos Passos pela "comunidade". Por outro lado temos as chamadas "Laranjas e Podres", que são os vereadores eleitos pela comunidade e que deixam muito a desejar. Sem esquecer dos que vieram do movimento

social, e que ocupam cargos públicos mas só olham para o próprio umbigo. Então é isso pessoal, como dizia um quadro do Fantástico "Estamos de olho!" e aproveitando o ensejo, fica aqui meu sincero agradecimento ao Mestre do Humor - nosso querido Chico Anysio em ter criado o personagem Justo Veríssimo, o político que detesta pobre e só leva vantagem para que através da arte, pudéssemos ter a oportunidade abrirmos nossos olhos. Grande abraço a todos e mês que vem tem novidades e VIVA NOSSA HISTORIA! Juninho do IAPI Contatos: www.facebook.com.br/juninhodoiapi Siga­me no twitter: @juninhodoiapi Email: juninhodoiapi@gmail.com 8506­3190 (Oi)

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Vejamos o que diz o Código de Trânsito Brasileiro:

Art. 70. Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas deli­ mitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as disposições deste Código.

Betão, Pescador da Lagoinha

O DUBLÊ DE SURUBIM

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Com a palavra, Milton Kabutê! miltonkabute@gmail.com

ENCONTRADO DO OUTRO LADO!

"Certo Porcos" made in Lagoinha

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Mãe, volte mais cedo para casa!

Antônio de Pádua Galvão Economista e Psicanalista www.galvaoconsultoria.com.br (31) 9956-9161


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Mercado Popular da Lagoinha oferece mais de mil vagas para oficinas de gastronomia

Na programação de 2012, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio do Mercado Popular da Lagoinha (MPL), oferece 1.150 vagas distribuí­ das em 40 opções de cursos previstos para iniciar em abril, com inscrições abertas 20 dias antes do início das au­ las. As oficinas são uma oportunidade para aqueles que desejam se qualificar para o mercado de trabalho na área da alimentação. Os interessados podem se cadastrar no Sine Centro/Niat (rua Espírito Santo, 505) e no Sine Venda Nova (avenida Padre Pedro Pinto, 1055). As aulas gastronômicas são gra­ tuitas e os participantes recebem vale­ transporte para o deslocamento. Para o secretário municipal adjunto de Segurança Alimentar e Nutri­ cional, Flávio Duffles, as oficinas de qualificação da PBH possuem enorme importância para a população da capi­ tal. “Basta observar que o percentual do índice de desemprego tem caído. O mais importante destes cursos é que a Prefeitura, por meio deste equipamen­ to, vem priorizando o direito de cidada­ nia a todos os cidadãos e garantindo uma qualificação que lhes permita bus­ car uma melhor colocação no mercado de trabalho e, tudo isto, gratuitamente”, destacou. O projeto é uma parceria com a Cozinha Pedagógica Josefina Costa e a Padaria Escola Nicola Calic­ chio. Cada turma terá no máximo 25 pessoas. São oferecidos os cursos de panificação, pizzaiolo, cozinha brasilei­ ra, auxiliar de cozinha, salgados tradici­ onais e pastéis, churrasqueiro, biscoitos caseiros, confeiteiro, panifica­ ção industrial, organização de festas e eventos, bolos decorados, frango de­ sossado/ lingüiça e massas caseiras, garçom, cozinha internacional, salga­ dos finos, doces de festas/ bombons e trufas, comida de boteco e confeitaria caseira. O pré­requisito para participar dos cursos é ser alfabetizado. As atividades serão realiza­ das no Mercado da Lagoinha (avenida Antônio Carlos, 821, São Cristovão) e fazem parte do Programa Municipal de Qualificação Emprego e Renda

(PMQER), que é uma parceria entre as secretarias municipais de Políticas So­ ciais (SMPS) e Educação (Smed), e as adjuntas de Segurança Alimentar e Nu­ tricional (Smasan) e de Trabalho e Em­ prego (Smate). Melhorias O Mercado Popular da La­ goinha passou por uma reforma inter­ na, realizada nas salas cozinhas e na padaria escola, agregada à compra de novos equipamentos, como uma forma de acompanhar as inovações e exigên­ cias do mercado de trabalho. As me­ lhorias foram feitas devido à preocupação com as questões de Saú­ de, Segurança Alimentar e Nutricional e a manipulação correta dos alimentos, fazendo com que o local tenha as con­ dições mais próximas possíveis do am­ biente de trabalho. Público­alvo Os cursos são destinados a pessoas acima de 16 anos, que possu­ em cadastro no Sine Centro/Niat e Si­ ne Venda Nova. Em relação aos que possuem registro no Sine Centro/Niat, somente poderão se inscrever aqueles que são atendidos por programas soci­ ais como programa Pão Escola, Bolsa Família, Bolsa Escola, Centro de Refe­ rência de Assistência Social (Cras) e residentes em áreas atendidas pelo BH Cidadania, entre outros. Já para os cadastrados no Sine Venda Nova, a prioridade é para as pessoas que com­ provem o estado de vulnerabilidade social. Os interessados em fazer o cur­ so com o objetivo de se profissionalizar e gerar renda podem também se ca­ dastrar nestes cursos, mas, neste ca­ so, a inscrição pode ser feita somente no Sine Venda Nova. O instrutor dos cursos de Pizza, Salgados, Pizzaiolo e Confeita­ ria Caseira, Paulo Baragli, disse que o principal motivo para a busca dos cur­ sos no MPL é uma melhor qualificação. “Os nossos cursos fazem com que os alunos saem bem preparados, profissi­ onais. Aqui é um suporte para alavan­ car a carreira deles”, afirmou. Fonte: PBH


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O Bom Mineiro agora é SuperVarejista, a mais nova rede de lojas do varejo alimentar da Grande BH.

Ofertas e promoções imbatíveis pela concorrência!


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Tostão

A taça do mundo é nossa?

Flávio Domênico Twitter (@flaviodomenico) Há apenas dois anos da suntuosa Copa do Mundo de Futebol FIFA, o Brasil vive o apogeu da correria desenfreada para alinhar o evento às exigências feitas pela entidade. Em 2014, serão 64 anos desde a última vez que a “gorduchinha” pipocou por aqui com a sentida perda do título da nossa seleção para os uruguaios em pleno Maracanã. No último dia 28, o Plenário da Câmara dos Deputados Federais aprovou o texto base da Lei Geral da Copa. Essa lei visa estabelecer as regras gerais para a realização do evento. Ponto polêmico O ponto campeão de audiência entre a FIFA e o governo brasileiro está na liberação de bebida alcoólica nos estádios durante a Copa do Mundo. A FIFA exige a liberação total da bebida e tal requisito fere o estatuto do torcedor. A querida, famosa e por vezes maldosa cervejinha é o centro das disputas. Estatísticas apontam para diminuição da violência nos estádios após a proibição da cerveja em jogos de futebol no estado de Minas Gerais. A proposta ainda irá para o senado. Contudo, parece que a questão será definida de forma ímpar em cada estado. Ou seja: querem passar a bola para os governadores decidirem. O governador de Minas Gerais, Antonio Augusto Anastásia, defendeu uma consulta à sociedade e declarou que seria importante uma posição comum entre os 12 governadores dos estados que irão sediar a competição. Sobre este impasse da bebida é sensato se fazer duas observações: a primeira é que, quando convidaram a FIFA para realizar o evento aqui no Brasil, já se sabia da exigência de se vender bebida alcoólica nos jogos. Isso já deveria ter sido previamente acordado, ou seja, liberado ou proibido. Segundo ponto: uma entidade de futebol é mais poderosa que a lei de um país a ponto de se mudar tal lei de bem comum por interesse meramente econômico? Preço dos ingressos O preço dos ingressos é algo sensacional e seu valor para a Co-

pa está praticamente definido. Caso você tenha intenção de assistir, por exemplo, a um jogo do Brasil prepare seu bolso! A entrada mais barata para o espetáculo custará U$50, algo em torno de R$91. Uma família pequena, moldes dos dias atuais, com esposa, marido e filho, gastaria hoje só para entrar no Mineirão R$273! Esse preço de ingresso faz parte da “Categoria 4”. Caso você possa pagar por este ingresso, vai uma dica: compre um colchonete ou saco de dormir para encarar a fila. Nesta categoria, a organização promete 10% de ingressos a este preço para os jogos do Brasil. No Mineirão, por exemplo, seriam aproximadamente 6.400 ingressos. Caso a mesma família citada anteriormente não consiga comprar um desses ingressos poderá adquirir os da “Categoria 3”. Custo U$100, algo em torno de R$182. São módicos R$546 para adentrar ao belo Estádio do Mineirão e realizar o sonho de assistir a Seleção Brasileira num jogo oficial valendo Copa do Mundo! Só para conhecimento, o ingresso para o “Categoria 2”, custará U$450 (R$819) e “Categoria 1”, U$900 (R$1638). Enfim, a Copa do Mundo no Brasil está longe de ser um evento feito para o povo e, principalmente, para o trabalhador assalariado. O deputado federal, o ex-jogador Romário (PSB-RJ), declarou no programa É Notícia, da Rede TV, em agosto de 2011 que “infelizmente a Copa no Brasil não vai ser feita para o brasileiro, para o povo brasileiro, que é o povo que gosta de futebol”. Parece que o “baxinho” não estava errado. Por outro lado, a FIFA estima que a competição em terras brasileiras renderá aos seus cofres U$3,8bi. Para se ter uma idéia, a Copa da África rendeu U$3,2bi e a da Alemanha, U$2,04bi! Ah...a Copa de 2014 ainda dará muito o que falar caro leitor e querida leitora. Ainda teremos as definições dos feriados e pontos facultativos propostos para os dias de jogos. Caso o Brasil seja campeão, sob o comando do Mano (que até o momento não conseguiu fazer o time jogar bem), poderemos cantar felizes e saltitantes: “a taça do mundo é nossa?”

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Belo Horizonte, marรงo de 2012

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Gazeta da Lagoinha - Março 2012  

Jornal de apoio às iniciativas comunitárias do Bairro Lagoinha - Belo Horizonte/MG