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ANO IV - EDIÇÃO 53 - JORNAL DE APOIO ÀS INICIATIVAS COMUNITÁRIAS - BELO HORIZONTE, JULHO DE 2011 - Distribuição Gratuita


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Escuta essa aĂ­

UPAS Noroeste


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Então na Pedreira Prado Lopes tinha uma sanfoninha, sanfoninha que hoje chama cabeça de égua, né? Eles dançava num salão grande assim, numa casa, e até o piso era de chão. Chão batido. De manhã cedo amanhecia todo mundo empoeirado, inclusive o sanfoneiro, mas não parava de puxar. Puxava mesmo, a noite toda forrozava, e era muito bom, muito bom mesmo. Sem briga, sem confusão, era uma alegria geral. As pessoas de meiaidade, naquele tempo nem existia essa história de terceira idade não, eles inventava essas coisa deles mesmo pra se divertir. E se divertia muito aqui dentro da Pedreira Prado Lopes. Tinha os sanfoneiro, e os pessoal que era considerado os perigoso respeitava, respeitava o pessoal que dançava na Pedreira Prado Lopes. Depoimento de JCM, do livro Pedreira Prado Lopes Memórias, 2001


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A Meretriz, ou garota de programa, e o Centro de BH

Antônio de Pádua Galvão Economista e psicanalista

O centro da cidade era – e, para muitos, ainda é – sobretudo um lugar de prazer. Do prazer instintivo e carnal, considerado um escândalo aos olhos dos castos e moralistas. Questões ligadas a esse território sempre foram e ainda são marginalizadas. Como se ele não fizesse parte da cultura da cidade. O fato é que o sexo sempre foi e é grande fonte de prazer, negócio de enorme rentabilidade, ato essencial para a procriação e o crescimento da espécie. Tenho um amigo que era (e ainda é) apreciador das chamadas “tias”. Ele gostava tanto das meretrizes que posso chamá-lo de “putólogo”ou“fudólogo”. Era um estudioso da sexualidade. Nunca gostou de faculdade. É mestre sem diploma na disciplina. Daqueles caras que aprendem sozinhos na vida, na prática. Conhecedor de sua disciplina com profundidade, sabia de olhos fechados onde se localizava cada rendez-vous, casarão, pardieiro, casario, apartamento, pracinha, encosta de rua e canto em que laborava uma boa meretriz. Para ele, os circuitos das putinhas deveriam ser sinalizados como pontos turísticos. O roteiro que descrevia passava pela Guaicurus, Santos Dumont, Rio de Janeiro, Espírito Santo, pelo entorno da rodoviária, pelos lados da Lagoinha, Bonfim, Paquequer, praça Raul Soares, Olegário Maciel, alto da Afonso Pena... Ele dizia que esse traçado merecia ser tombado como patrimônio imaterial. Só quem viveu as décadas de 60 e 70 sabe desse tempo/movimento do prazer e do faturamento. A indústria do sexo nessa época era atividade diária, um frenesi de prazer permanente. Meu amigo está convencido de que as profissionais do sexo deveriam receber um título, diploma ou certificado de prestação de serviço público. E também um ato de celebração, uma espécie de Dia da Meretriz ou Dia da Puta, Dia da Profissional do Sexo, Dia da Garota de Programa...Certamente, seria motivo de muita gritaria e escândalo por parte dos moralistas, hipócritas e carolas. Todos iriam se queixar com o pastor, o bispo, o deputado, o juiz, o prefeito, o governador e até com o presidente. Escrevo estas impressões para lembrar um tempo e um modo de ser cultural. Longe de querer envergonhar a sociedade belo-horizontina. Não sou arauto da sacanagem ou da putaria. Não participo de suruba. Sou daqueles comedidos e discretos. Educado num tempo em que pais e mães não falavam nada sobre sexo. Tudo que se aprendia sobre sexo era sozinho ou na rua. Era uma educação sexual da rua. Não havia fácil acesso a livros, fitas de vídeo, não havia educadores sexuais nas escolas, muito menos internet. Era uma luta conseguir uma revistinha de sacanagem com aqueles desenhos deliciosos. Carlos Zéfiro, um dos autores mais populares dos quadrinhos pornográficos dos anos 1950 e 1960 no Brasil, transformou-se num mito, o que se deve, entre outros motivos, ao mistério em torno do homem por trás do pseudônimo, segredo mantido até o início dos anos 1990. Alcides de Aguiar Caminha, carioca, funcionário público aposentado, assumiu o pseudônimo Carlos Zéfiro somente em 1991, em entrevista à revista Playboy (e morreu no

ano seguinte, aos 70 anos). As "revistinhas de sacanagem" surgiram no Brasil na década de 1940, popularizaram-se e atingiram o auge nos anos 1960. Eram publicações em formato ¼ ofício, de 24 ou 32 páginas, com histórias ilustradas em p&b, de autores anônimos, vendidas clandestinamente em bancas de jornal, dentro de outras revistas, ou em redutosmasculinos, como barbearias. Com a chegada ao mercado brasileiro das revistas eróticas coloridas - suecas e dinamarquesas - no início dos anos 1970, as revistinhas de sacanagem foram perdendo prestígio, até desaparecerem. Esses eram nossos manuais do prazer. Aquelas revistas faziam enorme sucesso entre meninos, adolescentes e adultos. Mas quem melhor ensinava era a turma e os amigos. Meus amigos moravam na rua da Bahia, Carijós, avenida Amazonas, Augusto de Lima, Tupis, enfim, na região central da cidade. Recordo especialmente da noite de iniciação ao prazer. Um dos amigos maiores alugou ou pegou emprestada uma velha Kombi. Reuniramse todos na rua Carijós; éramos uns oito ou dez. Lembro-me nitidamente de alguns nomes: Pato, Gilson, Sadi, Parafina, Gabriel... Todos na faixa de 15 a 18 anos. Ávidos do tesão da juventude. Entramos na velha Kombi, o “Expresso do Prazer”, rumo à avenida Santos Dumont, Guaicurus, Bonfim, região da Lagoinha... Lugares da cidade privilegiados pelos puteiros. Aqueles casarões e casas antigas tinham marcas inconfundíveis para anunciar que ali era o lugar das delícias carnais. Era como se aquela luz vermelha e o ambiente meio escuro dissessem: “aqui tem prazer, pode vir e gozar...”. Esse episódio me lembra a minha primeira meretriz. Ela, minha primeira mulher, com idade entre 25 e 28 anos, loira, pele clara, um pouco fofa. Diria que era bonita. Ela, especialista em delícias carnais, com percepção aguda e psicologia forjada em seu divã de prazer, foi-me conduzindo para o clímax do mais novo garanhão do centro. Eu, com meus 16 anos. Agora um ex-virgem. Minha primeira educadora sexual foi essa mulher loira. Seriam oxigenados aqueles cabelos? Nunca saberei, e isso não importa. O essencial é que ela foi a minha mestra do prazer. A partir desse dia, nunca mais foi possível ficar distante de uma mulher gostosa e com jeito de “safadinha” (rs)... Estávamos todos ali – eu e meus amigos – hipnotizados e excitados. Cada qual com sua “mestra de orgia”. Suspiros fortes, rangidos de camas, assoalhos e o grito de vitória: “gozei!”. Meu caro leitor, nessa época não se falava em preservativo, não se morria de sexo desprotegido. Para tratar as doenças do sexo que existiam, corria-se para a farmácia e tomava-se uma injeção. Essa geração da década de 60 e 70 conhecia de perto a famosa gonorreia, a crista de galo, o chato. Tive sorte, nunca sofri desses males. Talvez pela natureza mais reflexiva. O fato é que essa meretriz me deu uma aula particular de como é importante encontrar uma mulher que, muito além do ato em si, conhece o rito da conversa, do olhar, do tocar, do

bailar no amor carnal. Carrego esse episódio comigo como uma alegria juvenil. Jamais revelei a alguém esse momento. Mas agora, no início do meu crepúsculo, na idade de falar a verdade e submetido a uma longa e boa análise, consigo expressar as lembranças daquela jornada na casa vermelha das meretrizes. Lembro-me também de um episódio mais recente, nos idos de 2004, em que colaborei com a formulação de um projeto de lei, atualmente arquivado, mas que esteve tramitando por meio de pelo menos três vereadores, intitulado “O MUSEU DA SEXUALIDADE” - que deveria ser construído num casarão tombado no entorno da Guaicurus, com acervo de imagens, objetos, apetrechos, livros, matérias jornalísticas e vídeos. A proposta era criar ali um Centro Educacional de Sexualidade. Atualmente esse projeto se encontra com uma defensora dos Direitos Humanos, a vereadora Maria Lucia Scarpelli. Ela presidiu uma memorável audiência pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte, para a qual convidou as profissionais do sexo para debater questões como penúria, extorsão, agressão, saúde e condições de vida e de trabalho. Aquela reunião me pareceu um dos momentos mais singulares, interessantes e importantes daquela casa. Minha amiga Margaret, do finado Calau, participou intensamente, fez reunião, foi à festa e tomou cerveja com elas. Eu não pude, era recém-casado. Ficaria estranho se me encontrassem na Guaicurus debatendo os problemas sociais das adoráveis meretrizes.

Sempre que faço minhas andanças pelo centro e transito pela região dos shoppings populares, pego-me refletindo sobre esse universo. E, na minha ingenuidade, pensando e perguntando: “afinal, por que jovens tão bonitas se tornam meretrizes ou garotas de programa? Seria o dinheiro fácil? As noitadas de prazer? A compulsão para sexo? A pobreza, que não lhes dá outra opção? Ou os mecanismos insondáveis do inconsciente? Afinal, são infinitos os motivos e a verdade de cada ser. Dia desses, lendo “o grande jornal dos mineiros”, vi mais de 50 anúncios na seção “Relax e Prazer”. Esse mercado anda muito aquecido pe-

lo jeito. Ainda fico pensando naquela antiga casa da Zezé na Floresta, considerada chique naqueles tempos. Penso nos hotéis, motéis, casas de massagem, sex shops. É um mundo vigoroso e crescente. Agora, sem idolatria, sem hipocrisia. Deveríamos reconhecer que essas mulheres prestam um serviço e precisam ter seus direitos sociais protegidos, ainda que para os moralistas isso pareça um absurdo. Afinal, quem não saboreou na juventude uma gostosa meretriz não saberá celebrar o Dia da Meretriz, da Puta e da Garota de programa.


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Festa e esporte movimentam o IAPI Quadrilha e futebol fazem a alegria da região e políticas eleitoreiras tentam iludir a comunidade Dois acontecimentos movimentaram o Conjunto IAPI nos últimos meses. Além das obras de pintura do conjunto, que estão a todo vapor, nossa tradicional Festa Junina e o campeonato de futebol fizeram a alegria de nossa comunidade! Primeiro ressalto o sucesso de nossa 3ª Festa Junina de 2011. Num clima de muita felicidade e familiar, nossa praça ficou repleta de crianças, famílias e jovens que curtiram a boa e querida quadrilha! Cito com muita alegria a participação da quadrilha dos moradores do Conjunto IAPI e também a quadrilha dos moradores da Pedreira Prado Lopes (o pessoal do “Bate Coxa”) que abrilhantaram de forma especial nossa festa! Agradecemos ainda às crianças e ao samba de qualidade da Velha Guarda da Pedreira. Tivemos ainda a participação do cantor Vander Valverde, que fez um show para nossos convidados. Ano que vem, se Deus quiser, tem mais! O futebol das crianças e adolescentes também movimentou nossa comunidade. Foi realizado um campeonato com times de nossa região, colégios públicos e particulares. Parabéns aos atletas campeões! Contudo, meus sinceros parabéns também a todos atletas que participaram brilhantemente de nosso torneio! Lembramos que vencer é apenas um bom detalhe, mas a participação honesta e competitiva é o que enche os nossos olhos de alegria! Gostaria de terminar com um lembrete: como um velho costu-

me, todos os anos, com a aproximação das eleições aparecem políticos, quase que anônimos (pois nunca apareceram) em nosso Conjunto IAPI e região. Por isso chamo a atenção de toda nossa comunidade para essas pessoas que nunca participaram de nada e que já se aproveitam da chegada do segundo semestre deste ano para começar a aparecer. Estão fazendo propaganda com promessas e feitios já realizados pela Associação do IAPI junto à Regional Noroeste e Prefeitura de Belo Horizonte. Exemplos: capina periódicas, limpezas, melhoria de iluminação, manutenção e revitalização de nosso conjunto que está em pleno vapor. Não precisamos elencar aqui o trabalho que estamos fazendo, pois é visível o fruto de dois anos de um árduo trabalho, diga-se de passagem, voluntário. Desde já agradecemos o apoio de nossa comunidade, bem como a toda região do bairro Lagoinha. Um abraço ao Pastor Cláudio Boaventura e aos membros do Águia de Cristo, pela merecida homenagem na Câmara dos Vereadores. Em pouco tempo, com dedicação e união de nossas comunidades, iremos conquistar de modo positivo novos avanços! Vamos resgatar nossa dignidade! Diga não às promessas eleitoreiras! Assim se constrói uma verdadeira democracia e uma sociedade livre!

Acesse nosso blog: iapibh.blogspot.com ou e-mail.: ca-junior@bol.com.br


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Belo Horizonte, julho de 2011 POLÊMICA ENVOLVE BANDA DIANTE DO TRONO DA IGREJA BATISTA DA LAGOINHA

Fundação recebe R$ 290 mil para cobrir despesas do show

Tribuna do Norte - 28 de Julho de 2011

A Fundação Oásis, que é responsável pela banda Diante do Trono, recebeu R$ 40 mil do Governo do Estado do Rio Grande do Norte. Na edição do Diário Oficial de ontem foi publicado o convênio entre a instituição mineira e a Empresa de Promoção Turística do Rio Grande do Norte (Emproturn). O repasse dos recursos foi justificado como “apoio do estado do Rio Grande do Norte, como patrocinador do evento de gravação do CD/DVD do Ministério de Louvor Diante do Trono”. Com isso, já chega a R$ 290 mil os gastos de órgãos públicos com o show da banda gospel em Natal, já que a Prefeitura liberou, também para Fundação Oásis, o valor de R$ 250 mil. O termo de inexigibilidade de licitação para o patrocínio a banda foi assinado pelo vice-diretor da Emproturn, Francisco Barbosa de Albuquerque. O dinheiro foi sacado da rubrica de “Promoção do Turismo”. “Esse valor foi destinado especialmente para hospedagem do grupo de louvor. Eles fizeram o pedido e remeti para a governadora, já que a Emproturn não tinha autonomia de fazer o pagamento sem que fosse considerado de interesse público. A governadora entendeu que havia”, explicou Francisco Barbosa. Ele disse que toda a verba foi destinada a hospedagem e alimentação. A Fundação Oásis entregou uma lista de pessoas que estariam incluídas na comitiva do Diante do Trono. “No início eram 58 apartamentos, depois ficou entre 15 e 20 apartamentos, mas o dinheiro foi exclusivamente para hospedagem e alimentação”, destacou. Em Natal, a cantora Ana Paula Valadão, líder da banda Diante do Trono, ficou hospedada junto com sua família no hotel Serhs, considerado um dos mais luxuosos da Via Costeira. Inclusive, foi nesse local que ela concedeu entrevista coletiva. O vice-diretor da Emproturn afirmou que a contrapartida do grupo Diante do Trono foi “a divulgação do turismo para as pessoas que fizeram parte do evento e levar o nome do Governo do Estado no CD e DVD”. Na carta encaminhada ao Governo para solicitar o patrocínio a banda Diante do Trono afirmou que o custo total do evento seria de R$ 800 mil e a estimativa de público superior a 100 mil pessoas. Cofres públicos Em reportagem publicada ontem na TRIBUNA DO NORTE, a Promotoria do Patrimônio Público confirmou que solicitará informações ao Executivo da capital potiguar sobre o convênio. O convênio foi assinado pelo secretário de Turismo Tertuliano Pinheiro e pelo diretor da Fundação Oásis Rodolfo Luís Aquino Hauck.

O Ministério Público solicitará detalhes e a cópia completa do convênio firmado entre a Secretaria Municipal de Turismo e a Fundação Oásis, que é ligada a Igreja Batista de Lagoinha, a qual pertence o grupo Diante do Trono. Procurado pela reportagem, o Ministério Público, por intermédio da Assessoria de Imprensa, informou que ainda não sabe se será aberto inquérito sobre o contrato do Governo do Estado com a Fundação Oásis. Vocalista confirma ajuda financeira para gravações Líder e vocalista do “Ministério Diante do Trono”, Ana Paula Valadão escreveu em seu blog, no dia 17 de julho sobre a gravação da banda em Natal. Ela não faz referência a valores gastos, mas confirma que recebeu ajuda financeira. “Foram muitas vitórias até aqui. Reuniões com autoridades da cidade e do Estado, com líderes religiosos, com empresários. Autorizações em diversos âmbitos da sociedade para que o evento acontecesse. Recursos financeiros foram providos pelas mãos do Senhor através de diversos meios”, escreveu Ana Paula Valadão. No blog, ela relata detalhes da gravação do DVD em Natal. Já no site da banda Diante do Trono há vídeos feitos durante a estada de Ana Paula Valadão em Natal. Ela foi recebida no aeroporto pelo vereador Albert Dickson (PP), responsável pela emenda no orçamento do município no valor de R$ 250 mil destinado a gravação. No site há também o vídeo no qual a cantora é apresentada à prefeita de Natal Micarla de Sousa. Em Barretos, custo para prefeitura foi de R$ 45 mil A gravação do DVD que a banda Diante do Trono realizou em Natal, no último dia 16, e custou aos cofres públicos R$ 290 mil, foi semelhante ao evento promovido ano passado na cidade de Barretos. O show ocorreu na famosa arena do Peão de Boiadeiro e custou à Prefeitura local R$ 45 mil, conforme empenho número 23410, do dia 23 de dezembro de 2010. O valor foi liberado para o Ministério de Louvor Diante do Trono Ltda. e foi retirado do orçamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. O destino do convênio era “Promoção do Turismo”. O site oficial da Prefeitura de Barretos informa que o evento, promovido dia 17 de julho, reuniu 50 mil pessoas. O DVD “Aleluia”, resultado da gravação em Barretos, não há qualquer propaganda da Prefeitura ou da cidade. A única menção ao Município ocorre quando, no encarte, na mensagem de Ana Paula Valadão ela escreve “agradecemo a Prefeitura de Barretos que também nos apoiou”.


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____________________________ Assessoria de Comunicação do SINDPOL/MG Em Assembleia Geral os servidores da Polícia Civil, em greve há mais de 70 dias, deliberaram no dia 19 de julho, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, pela suspensão da greve por 60 dias. A suspensão da greve foi condicionada à contemplação e aprovação de medidas e reivindicações que constam na pauta do sindicato, e que podem ser atendidas com a aprovação do novo texto da Lei Orgânica. Conforme proposta enviada pelo Governo, as entidades de classe, entre elas o SINDPOL/MG, deverão elaborar até o dia 31 de julho, um texto básico da lei, devendo conter as aspirações e reivindicações do movimento mediante consenso interno que esta sendo construído sob coordenação da Chefia de Polícia e demais órgãos da Administração Superior da Polícia Civil. Essa minuta de projeto será encaminhada ao Governo que, após análise, encaminhará para a ALMG no mês de agosto para cabal aprovação. Foi informado pelo Presidente e Secretário Geral que as administrações regionais de Governador Valadares e Uberlândia já haviam realizado suas reuniões in locu e deliberado, por unanimidade dos filiados presentes, pela suspensão condicional de 60 dias do movimento grevista. A Assembleia contou ainda com a participação e palavra de apoio dos Deputados Federais Welinton Prado e Padre João, o Deputado Estadual Rogério Correia e a Coordenadora do Sindute, Beatriz Cerqueira. A direção do SINDPOL/MG cedeu democratica-

mente a palavra a filiados, que puderam expor suas sugestões para os rumos do movimento. Medidas Presidente do SINDPOL/MG também solicitou com aprovação dos presentes que cartazes e faixas alusivos a greve sejam retirados das unidades policiais e guardados para possível ocasião futura, onde poderão ser reutilizados, devendo os mesmos serem entregues ao inspetor da unidade, ou a um membro da direção sindical para futuros efeitos. SINDPOL/MG comunica Governador de suspensão condicional da greve Após suspensão da greve, por meio de decisão da categoria, em assembleia, a Direção do SINDPOL/MG iniciou o envio das comunicações de suspensão de greve às autoridades envolvidas no contexto, especialmente o Desembargador, Dr. Eduardo Andrade, relator da ação declaratória de ilegalidade de greve, que tramita na 1ª Câmara Cível, sob relatoria do Desembargador, e para o Governador do Estado, Antônio Anastasia. Da mesma forma, foi concluído no dia 22 de julho o envio dos ofícios para as seguintes autoridades: Presidência da Ouvidoria Geral de Polícia, Chefia de Polícia Civil, Desembargador Eduardo Andrade, Presidência do Tribunal de Justiça, Presidência da Procuradoria Geral do Estado de Minas Gerais, Presidência da Federal Mineira de Futebol, Presidência do tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público,

Presidência da OAB, Presidência do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, Presidência da ALMG, Gabinete do Líder do bloco Minas sem Censura (Dep. Rogério Correia) Mandado de segurança impede que policiais civis de São Gotardo escoltem presos Foi deferido nesta semana o mandado de segurança impetrado pelos advogados do SINDPOL/MG em favor dos policiais civis da Comarca de São Gotardo, que estavam sendo designados à escolta de presos para realização de tratamentos de saúde, audiências, dentre outros. O mandado foi impetrado contra a Juíza e o Delegado da Comarca, autoridades responsáveis pela expedição dos ofícios contendo a determinação. Tal atribuição prejudica o andamento do serviço de polícia judiciária na Comarca, uma vez que o efetivo da Polícia Civil já é diminuto, é incoerente que esses policiais exerçam atribuições inerentes a operadores de outras instituições. Juíza e Delegado já foram oficiados e estão impedidos de expedirem ofícios contendo tal determinação.


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Crônica da vida crônica

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Os fatos do mês analisados em seu absurdo

Demorou. Mas vai sair!

Zzzzzz ZZzzzz!

Eu quero outra mamãe!

Bem-mequer... mal-mequer? Ó povo ingrato!

Buaaaaaááá!!!!

Esse aí já dormiu.

EUA: tudo pelo social Uma faxina mitológica

Faxina até 2014. Aff!!!

Sem consulta ao SPC

Não esqueça seu pijama! Grande demais para pequena, gigante demais para micro

GUARDAS MUNICIPAIS E DIREITOS HUMANOS Antônio José Vital - Advogado do consumidor antoniovital01@ig.com.br

Em pleno inverno


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Mineirão terá amortecedores de alta performance Estádio é o único do país com essa tecnologia __________________________ Sylvio Coutinho/SECOPA

A vibração das arquibancadas do estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, é um fator conhecido pelo público e pela imprensa. Em dias de grande público, todos sentiam a movimentação da arquibancada acompanhando o embalo das torcidas. Até mesmo pela televisão esse fato era percebido. As câmeras posicionadas nas arquibancadas se moviam, trepidando as imagens que iam ao ar. Para controlar estas vibrações, estão sendo instalados 166 amortecedores à base de TMD (Tuned Mass Dampers, ou amortecedores de massa sintonizada), tecnologia de ponta, utilizada em grandes construções pelo mundo, mas novidade para os estádios brasileiros. Medições feitas durante o Campeonato Brasileiro de Futebol de 2009 indicaram que as vibrações do Mineirão estavam 40% acima do limite aceitável. De acordo com a National Building Code of Canada (NBC), órgão normalizador internacional, a aceleração da gravidade (nível de vibração) deve estar entre 4% e 7%. No Mineirão, esse nível chega-

va a 9,7%. Com os novos amortecedores, a expectativa é obter um número menor que 5%, dentro dos padrões de exigência da Fifa. A peça é fabricada conforme a medida da frequência de vibração do estádio. Por ser um sistema de alto amortecimento, o TMD absorve a vibração e dissipa a energia. Estamos implantando o que há de mais moderno em tecnologia de controle de vibrações. A arquibancada passa a ter mais conforto. Além disso, os amortecedores não prejudicarão em nada a visão do torcedor, explica Ricardo Barra, diretor-presidente do consórcio Minas Arena, responsável pelas obras. Outro ponto positivo é a velocidade na conclusão do traba-

lho. A alternativa convencional, que é o enrijecimento da estrutura, demora cerca de um ano para ser concluída. Os amortecedores levam bem menos. A instalação teve início em 12 de julho e a conclusão está prevista para 12 de agosto próximo. Cada um dos 166 amortecedores possui dimensões relativamente pequenas: 96 cm x 52 cm x 50 cm. Para o tamanho da peça, o peso é surpreendente: cada amortecedor tem 630 quilos. Porém, não trará carga extra relevante, pois representará somente 2% em relação ao peso da estrutura que se movimenta durante as partidas.


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Dormindo em paz com o colchão

Passamos cerca de um terço de nossa vida dormindo. São em média oito horas de sono por dia. Ao atingirmos 60 anos, teremos dormido o equivalente a 20 anos. Dormir bem é essencial não apenas para ficar acordado no dia seguinte, mas, para manter-se saudável, melhorar a qualidade de vida e até aumentar a longevidade. Um bom colchão é imprescindível para se ter uma boa noite de sono. Uma pessoa quando dorme em um colchão ruim é capaz de mudar de posição até

80 vezes numa noite. Já se o colchão for confortável esse número cai para 12 vezes. Depois de um dia de trabalho você tem que dormir confortavelmente. Adquirir um novo colchão é um processo semelhante à escolha de uma nova roupa. É preciso experimentá-lo para identificar a adequabilidade e a expectativa quanto aos benefícios a serem obtidos. Não se constranja em deitar em colchões de diferentes níveis de conforto e nas posições utilizadas para dormir.

O colchão não deve ser muito duro, pois isso dificulta o relaxamento do corpo e exerce pressão sobre a pele e os músculos, prejudicando a circulação sanguínea, causando câimbras e formigamentos. Por outro lado, não deve ser muito mole porque é confortável momentaneamente, mas durante o decorrer do sono, não sustenta os músculos que suportam a coluna, comprimindo-os de um lado e distendendo-os de outro. O colchão ideal deve sustentar todas as partes do corpo de forma confortável durante todo o período de sono, mantendo a postura correta da coluna, adequando relaxamento muscular, circulação sanguínea e conforto térmico. Invista em você! Invista em um bom colchão! Oferecimento: Mobiliadora Bandeira

Gazeta da Lagoinha - Julho 2011  

Jornal de apoio às iniciativas comunitárias do Bairro Lagoinha - Belo Horizonte/MG.

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