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Belo Horizonte, 2 a 9 de Dezembro de 2013

www. g a ze ta d a l a g o i n h a . co m . b r

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O J o rn a l d o C o m p l exo d a La g o i n h a ! ANO V ­ EDIÇÃO 80 ­ JORNAL DE APOIO ÀS INICIATIVAS COMUNITÁRIAS ­ BELO HORIZONTE, 2 A 9 DE DEZEMBRO DE 2013 ­ Distribuição Gratuita

Teresa Vergueiro e Juninho do IAPI publicam direito de resposta na polêmica envolvendo associa­ ções comunitárias da região. Pág. 21 e 22 Devoção à Nossa Senhora da Conceição reúne milhares de fiéis na Lagoinha. Pág. 27.

Em tempos de individu­ alismo, o colunista Matheus Oliveira sonha com a volta dos camisa 10. Pág. 31

NÃO PERCA A HORA: Agora a Gazeta da Lagoinha publica os horários de todos os ônibus que circulam na região. Pág. 6

Entre crescer e preservar: o patrimônio arquitetônico na memória coletiva. Pág. 28

Aprenda a fazer Rabanada de Panetone e Arroz Especial com a Márcia do Casa Velha. Pág. 30

Leitor nos revela a Praça recém construída é origem do apelido Tostão e sua convivência utilizada como bota­fora e até motel. Pág. 4 com o ídolo. Pág. 2


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Espaço do leitor

Quer falar com a gente? Suges­ tões, reclamações, opiniões: es­ creva para o nosso e­mail gazetadalagoinha@ymail.com, ou ligue 9115­2022 / 9326­6034. Senhor CRESO CAMPOS, Tive o privilégio de morar no Conjunto do IAPI dos oito aos 19 anos. Minha infância e adoles­ cência foram a melhor possível por causa das minhas amizades neste período. Naquela época a menina­ da inclusive os da Favela Prado Lopes, se encontravam diariamen­ te no pátio central dos edifícios pa­ ra brincadeiras das mais variadas, inclusive jogar bola. Todos os do­ mingos a partir das 14 horas está­ vamos assistindo filmes no antigo Cinema São Cristovão. Formei ali grandes amizades algumas hoje já falecidas, como Roris, Itaibis, Va­ nius, Toró, Dil, Cacau – José Oswaldo – Célio (estes três últimos irmãos do Tostão) e outros que me faltam à memória. O Senhor sabe como o Dr. Eduardo ganhou o apelido de Tostão? Não!!! Porque ele sempre jogou bola muito bem e participava das famosas “peladas”, ele com apenas seis anos no meio dos me­ ninos com idade acima dos nove anos. E como a menor moeda da época era o “tostão” ele ficou com

o apelido de Tostão. O Tostão mo­ rava no edifício três, no terceiro andar e seus pais, Sr. Oswaldo e Dona Osvaldina eram amigos dos meus. “Seu” Osvaldo era bancário, companheiro do meu pai no antigo Banco Hipotecário. Agora uma pergunta ao ilustre Jornalista: “Porque será que todos os seus colunistas colocam seus telefones, e­mails etc. em su­ as colunas menos o distinto TOS­ TÃO.” É claro que ele não quer ser incomodado, continua orgulhoso como sempre foi. Vou te contar uma pas­ sagem muito interessante sobre este ilustre personagem. Sou fre­ quentador assíduo do famoso BAR TIP TOP, ali no bairro de Lourdes e o Tostão mora próximo deste local. Os garçons me revelaram que ele não gosta de ser chamado de Tos­ tão e sim de Dr. Eduardo. Se existe hoje o Dr. Eduardo que não é nada dessas coisas na área da medici­ na, deve agradecer ao famoso TOSTÃO que de fato foi um fenô­ meno da área do futebol e se não fosse isso ele não teria condições financeiras para se formar no curso de medicina. Minha nota é zero pa­ ra este cidadão que no passado fez parte da minha turma de pela­ da lá no meu saudoso Conjunto do IAPI. Seu jornal é muito bom e

2 nos faz recordar nosso saudoso passado. Fique à vontade para mostrar esta minha manifestação a este cidadão denominado no pas­ sado, carinhosamente por TOS­ TÂO. Marco Herodiano Siqueira da Cunha Gazeta do bairro Quero parabenizar a Gazeta da Lagoinha pelo crescimento do jor­ nal. A gente percebe que vocês es­ tão mesmo empenhados com a vida do bairro, e que o jornal está só crescendo. Parabéns. Gerson Abreu, morador da rua Ponte Nova. Bares do IAPI Gostei da crítica em relação aos bares do IAPI, pois realmente o serviço deixa a desejar por aqui. Acorda, Neném! Acorda, Mendon­ ça! Luana Lima, moradora da rua Itapecerica. Associação do IAPI Quero perguntar sobre a Associa­ ção do IAPI. Será que no próximo ano ficará no mesmo blá blá blá ou será que teremos uma associação que trabalhe de verdade? João Gonçalves Voz do Povo Quero dar os parabéns ao Creso, que tem permitido um jornal que é imparcial e que realmente dá voz

pra gente. Gustavo Torres Colégio Batista Há algumas edições vi um anúncio de votação para a presidência da associação do Colégio Batista. Não teve a votação e nem mais infor­ mação a respeito. Acho uma falta de respeito com quem mora aqui e que iria sair de casa para votar. E então? Sai ou não sai? Cadê a vo­ tação? Airton Barros Casa Noturna Boa tarde, Gazeta da Lagoinha. Primeiro, obrigado por esse espaço do leitor, onde posso escrever. Se­ gundo, quero sugerir à algum em­ presário que lê o jornal do bairro, que considere a vida noturna aqui como carente de opções e ao mes­ mo tempo, como uma oportunidade de investimento. O povo aqui gosta de lazer, gosta de show, de pago­ de... mas a juventude aqui não tem para onde ir. O empresário que pu­ der investir na vida noturna daqui, tem um prato cheio na mão. José Barros Cabral PM da rua Diamantina Quero saber se a Polícia Militar da rua Diamantina usa o bairro só pa­ ra estacionar carros ou para mais alguma coisa. Ivete Santos, moradora da rua Itabira


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Piadas de salão

E agora, como ficam Lula e seu partido? O processo do men­ salão chegou ao final, com a con­ denação dos responsáveis pela falcatrua levada a cabo por desta­ cados membros do governo Lula e do PT: José Dirceu, ex­ministro da Casa Civil da Presidência; José Ge­ noino, então presidente do Partido dos Trabalhadores; Delúbio Soares, ex­tesoureiro do partido, e João Paulo Cunha, ex­presidente da Câ­ mara de Deputados. Isso sem falar em Marcos Valério, operador do sistema, e um alto funcionário do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, que entregou R$ 73 milhões ao PT para a compra de deputados. A pergunta é como ficam Lula, seu partido e o governo petista agora, diante da nação. Vou referir­me aqui a de­ terminados fatos, de que o leitor tal­ vez não se lembre, mas o ajudarão a entender como nasceu o mensa­ lão. Os fatos são estes: quando Lu­ la foi eleito presidente da República, José Dirceu disse­lhe que o PMDB estava disposto a apoiar seu governo, mas Lula não quis. Sabem por quê? Porque o PMDB, com o peso que tinha no Congresso, iria exigir dele ministéri­ os e a direção de empresas esta­ tais. Preferia aliar­se a partidos pequenos que, em lugar de altos cargos, se contentariam como mui­ to menos. E assim foi: em vez de ministérios ou empresas estatais,

deu­lhes dinheiro. Falando claro, comprou­os com dinheiro público. Não tenho dúvidas de que Lula não sujou suas mãos nes­ sa tarefa. Encarregou disso, confor­ me ficou evidente na apuração processual, seu ministro José Dir­ ceu, que, como disse o procurador­ geral da República na época, era o chefe da quadrilha. E dela faziam parte, entre outros, além de Marcos Valério e do presidente do PT na época, José Genoino, o diretor da marketing do Banco do Brasil, Hen­ rique Pizzolato, companheiro de partido. A compra de deputados veio a público porque o então presi­ dente do PTB, Roberto Jefferson, negou­se a aceitar dinheiro em tro­ ca do apoio ao governo: queria a di­ reção de Furnas, mas José Dirceu

4 disse não. Esse conflito entre os dois chegou a tal ponto que ele foi à imprensa e denunciou o que o governo fazia para ter apoio dos partidos de sua base parlamentar: comprava­os. Era o mensalão que vinha à tona. Lula, pego de surpresa, declarou: "Fui traído". Ou seja, ad­ mitiu que a denúncia era verdadei­ ra, mas ele ignorava a falcatrua. Isso ele disse naquela hora, para se safar, porque, pouco depois, re­ feito do susto, passou a afirmar que era tudo mentira, nunca houve mensalão nenhum. Sucede que, durante sete anos, a Justiça, por meio do exame de documentos, in­ terrogatório e testemunhos, apurou o que realmente aconteceu e defi­ niu o papel de cada um nesse gra­ ve crime. O escândalo, ao eclodir, quase acaba com o PT e o governo Lula. Os membros efetivamente comprometidos com a ética deixa­

ram o partido, e Lula, ao que tudo indica, chamou os executores do mensalão e os fez se deixarem acusar sem contar a verdade. Delú­ bio assumiu sozinho a culpa por tu­ do, disse que Lula não sabia de nada. Isso, mesmo estando todos os domingos com ele, na Granja do Torto, fazendo churrasco. A verdade é que, embora eles pensassem que tudo ia acabar como piada de salão, não foi isso que aconteceu. Rompendo com a tradição de impunidade, que sem­ pre favoreceu aos poderosos, o Su­ premo Tribunal Federal, num julgamento que foi realizado à vista da nação inteira, decidiu pela con­ denação e prisão de todos os que comprovadamente participaram da operação criminosa, cujo objetivo era dar apoio político ao presidente Lula. Em consequência dessa decisão, José Dirceu, José Genoi­ no, João Paulo Cunha e Delúbio

Soares, entre outros, irão pagar na cadeia pelo crime que cometeram. Condenados pela Supre­ ma Corte da Justiça, num julga­ mento em que todos os ministros manifestaram suas opiniões e vota­ ram conforme sua consciência, não tem cabimento dizer que se trata de um julgamento político. Não obs­ tante, Dirceu e Genoino se fazem de vítima e se dizem "presos políti­ cos". Para isso, seria preciso que o atual governo fosse uma ditadura e que Dilma é que tivesse mandado prendê­los. Isso, sim, é piada de salão. Soube que, ao sair a ordem de prisão, Lula telefonou para Dir­ ceu e Genoino e lhes disse: "Esta­ mos juntos!". Só que os dois estão em cana e ele, solto. Outra piada. Ferreira Gullar é cronista, crítico de arte e poeta. Escreve aos do­ mingos na versão impressa de "Ilustrada" na Folha de S. Paulo.


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É tempo de agradecer

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Editorial

Lagoinha Antiga

Praça da Lagoinha tem gerado transtornos à comunidade Comunidade denuncia situação de praça nova que é usada como bota­fora e até motel


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Confira aqui o horário do seu ônibus! A influência do seu signo

Linha 9402 ­ Santo André/Santa Inês/Via Rua Itapecerica, Pedro Lessa e Mendes de Oliveira Dia útil

Domingo/ Feriado

Sábado

Linha 4032 ­ Caiçara/Savassi ­ Via Lagoinha (Rua Além Paraíba) Dia útil Sábado Domingo /Feriado

Linha 4106 ­ São Cristóvão/Savassi/Santo Antônio Dia útil

Domingo /Feriado Sábado

Linha 8107 ­ Concórdia/São Pedro ­ R. Ponte Nova, Sabará e Pitangui Dia útil Domingo / Feriado Sábado

Linha 9801 ­ Saudade/Santa Cruz ­ Av. Antonio Carlos, Itapetinga e Jose Vasconcelos Dia útil

Domingo / Feriado

Sábado

Linha 8203 ­ Renascença/Buritis ­ R. Javari e Pitangui e José Vansconcelos Dia útil Domingo / Feriado

Sábado

Telefones úteis AA Alcóolicos Anônimos (31) 3224­7744 Aeroporto Carlos Prates (31) 3462­6455 Aeroporto Confins ­ (31) 3689­2344 Aeroporto Pampulha ­ (31) 3490­2000 AGIT­Agência de Empregos 0800­319­020 Auxílio à Lista ­ 102 Bombeiros ­ 193 CEASA 0800­315­859 CliDEC (31) 3236­2100 CEMIG ­ 0800 310 196 COPASA ­ 195 Correios ­ 159 Corpo de Bombeiros ­ 193 CVV ­ Centro de Valorização da Vida ­ (31)

3334­4111 e 3444­1818 ou 141 Defesa Civil 199 DETRAN/ MG ­ (031)3236­3501/3525 Disque Direitos Humanos ­ 0800­311­119 Disque Ecologia ­ 1523 Disque PROCON ­ (31) 3277­4548 /9503 /4547 ou 1512 Disque Turismo ­ 1677 GAPA/MG ­ (31)3271­2126 MG Transplantes (Doação de órgãos) ­ (31) 3274­7181 Movimento das Donas de Casa e Consumidores ­ (31) 3274­1033 Ibama ­ 0800­618­080 Polícia Civil ­ 197 Polícia Federal ­ (31) 3330­5200 Polícia Militar ­ 190 Polícia Rodoviária Estadual

(31)2123­1901 Polícia Rodoviária Federal ­ (31 ) 3333­ 2999 Prefeitura Municipal ­ 156 Pronto Socorro ­ 192 Pronto Socorro (HPS João XXIII) ­ (31)3239­9200 Receita Federal ­ 0300­780­300 SENAC ­ 0800­724­4440 SINE­MG ­ (31) 2123­2415 SOS Criança (Centro de Referência ­ Denúncia) ­ 0800 283 1244 Sudecap Disque Tapa­ buraco ­ (31)3277­ 8000


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Direito do Consumidor

Compras de fim de ano Ant么nio Vital 颅 Advogado do Consumidor

vitalprof@gmail.com

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Sociedade "É a Lagoinha com seus peixes­cidades em cardume certo de onde vejo as luzes centrais de perto"

Cristiane Borges

cristianeborges@ymail.com


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Copa Itatiaia Atualmente considerada como a Copa do Mundo de Futebol Amador, a Copa Itatiaia é dividida em duas chaves – Belo Horizonte e Metropolitana – contando com 32 equipes. Os participantes são apontados por critérios técnicos e por convites direcionados às equi­ pes de destaque durante o ano. Diveros profissionais fo­ ram revelados na Copa Itatiaia, en­ tre os quais alguns jogadores com passagem pela Seleção Brasileira como Toninho Cerezo, Paulo Isido­ ra, Marinho, entre outros. Também na Copa Itatiaia, foi revelado Már­ cio Rezende de Freitas, árbitro brasileiro na Copa do Mundo de 1998, na França. Os jogos do torneio são gratuitos e contam com um público de cerca de sete mil torcedores por partida, segundo dados da Polícia

Militar de Minas Gerais. Durante o evento são realizadas campanhas solidárias e distribuídos prêmios de incentivo aos campeões. Com ampla cobertura da imprensa, as rodadas do campeo­ nato são transmitidas pela Itatiaia e por algumas emissoras afiliadas à Rede Itasat. Os principais jornais e emissoras de televisão de Minas Gerais também cobrem o torneio. Copa Itatiaia – O maior torneio de futebol amador do Brasileira Durante a intertempora­ da de 1961 e 1962, mais precisa­ mento no mês de janeiro, a Rádio Itatiaia comemorava sua primeira década de funcionamento. Para celebrar uma data tão importante foi sugerido que a emissora organi­ zasse um torneio de futebol com

12 times amadores de Belo Hori­ zonte. Não há registros de quem teve a ideia da Copa, mas ela foi aceita de pronto pelos dirigentes da rádio. Para o fundador e patrono da emissora, o jornalista e radialista Januário Laurindo Carneiro (1928/1994), a iniciativa tinha um sentido simbólico. Ele ainda se lembrava com carinho das manhãs de domingo da sua juventude, quando saía de casa com o velho par de chuteiras debaixo do braço, enrolado numa folha de jornal para disputar memoráveis partidas nos campos de terra da periferia, defendendo a briosa equipe do Avante, da Serra. (Fonte: Livro “50 anos da Rádio Itatiaia”.) O sucesso da promoção foi enorme. Nos anos seguintes, a emissora se viu obrigada, por pressão dos esportistas e dos próprios ouvintes, a reeditar o evento. A Copa Itatiaia se tornou o maior torneio de futebol amador do país, e uma referência para os “atletas de fim­de­semana”, preenchendo o vazio do calendário no período de férias dos atletas profissionais. Os campeões da Copa de nossa região de todos os tem­ pos. Santa Cruz em 1972, 1979, 1981 e 2002. Pitangui em 1974; Santo André em 1988 e 1989; Santa Catarina em 2006 e o nosso glorioso Inconfidência em 2012.

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o n é l a t a N e d Co mpr a s ! o r i e n i M m o S up e r m e r c a d o B ó s p e r o 2 0 1 4 ! r P m u e l a t a N Fe l i z

O Bom Mineiro agora é Supervarejista, a mais nova rede de lojas do varejo alimentar da Grande BH

Ofertas e promoções imbatíveis! Venha conferir!


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Música

Palcos & Bastidores Geraldo Adinho ­ Jornalista, Publicitário, Músico e Editor do Jornal Correio Musical

Ao centro, Louise, irmã de George Harrison, uma das responsáveis pe­ lo sucesso dos Beatles na América.

Lançada caixa box Nara Leão.

Banda Campim Seco que participa do 1º Periférico do Samba.

Ana Clara e o ator Caio Castro que participa de seu novo videoclipe.

Associação do IAPI

Nova BH, Novo

Complexo da Lagoinha Juninho do IAPI ­ Presidente | associacaodoiapi@gmail.com | Acompanhe nossas atividades pelas redes sociais facebook.com.br/associacaodoiapi twitter: @iapivivo 31.85063190 | 30418283 Desde quando nasci, é a primeira vez que eu vejo a Prefeitura de Belo Horizonte utilizar um meca­ nismo que deu muito certo em outras cidades do país como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Buenos Aires. A OUC ­ Operação Urbana Consorcia­ da ­ pretende arrecadar recursos que serão destinados para o ousado pro­ jeto chamado de Nova BH, lançado recentemente pela PBH. O Nova BH propõe rees­ truturar 25 quilômetros quadrados ao longo das Avenidas Antônio Carlos e Pedro I* e do corredor Leste­Oeste, que compreende as avenidas dos Andradas, Teresa Cristina e Via Ex­ pressa, além do adensamento popu­ lacional controlado no entorno dessas áreas. A idéia é direcional o cres­ cimento da cidade para locais próxi­ mos aos grandes corredores contemplados com serviços de metrô e do BRT MOVE (transporte rápido por ônibus) e a criar centros de servi­ ços especializados e comércio nes­ sas regiões. Nas regiões beneficiadas serão construídos 9 parques, 26 pra­ ças, 4 viadutos, 3 esplanadas, 15 passarelas, 7 eixos de circulação de pedestres, 4 quilômetros de vias, 140 quilômetros de ciclovias, 6 UMEIS (Unidades Municipais de Ensino In­ fantil), 2 escolas e 6 centros de saú­ de, além de melhorias urbanísticas em 29 vilas e aglomerados e de re­ qualificação de calçadas, vias, par­ ques e praças. Para financiar essa opera­ ção urbana consorciada, a PBH pla­ neja, já para o próximo semestre, colocar em leilão na Bolsa de Valores Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepac), que são títulos, cuja emissões são regidas pela Co­ missão de Valores Mobiliários dão direito aos investidores de aumentar seu potencial construtivo. Ou seja, a quantidade de metro quadrado que se pode construir em determinado terreno, representada na altura da edificação e na metragem. Cada Ce­ pac equivale a determinado valor de metro quadrado para utilização em área adicional de construção ou em modificação de usos e parâmetros de um terreno ou projeto. Na OUC, o po­ der público concede mais direito de construir (potencial construtivo) ao mercado imobiliário, que paga por esse aumento. No entanto, a PBH é quem determina a área. Nos locais onde a valorização imobiliária é me­ nor, a quantidade de metro quadrado correspondente ao Cepac será maior. Em cada setor, haverá um estoque de Cepacs a serem explorados. A OUC está prevista no Estatuto da Cidade. A expectativa é arrecadar 4 bilhões de reais para se­ rem investidos no prazo de até 20 anos. Toda quantia só poderá ser gasta na própria operação. Com esse recurso, a administração municipal

ordena e direcional o crescimento da cidade para áreas específicas. De acordo com a cartilha Nova BH, o Complexo da Lagoinha, receberá a tão sonhada Revitaliza­ ção com intervenções nas Praças e Rua Manoel Macedo, receberá uma conexão ambiental nas ruas Itapece­ rica e Além Paraíba, equipamento sociocultural e outras melhorias nas vilas Pedreira Prado Lopes e Senhor dos Passos sobre a Rua Pedro Les­ sa, requalificação da Praça Vaz de Melo (Praça do Centenário) e a im­ portantíssima manutenção das áreas de preservação do patrimônio históri­ co da Lagoinha. Por entender que o Proje­ to Nova BH é a oportunidade real de mudança da nossa região, reafirmo que sou completamente contra a construção do Centro Administrativo em nossa região, principalmente on­ de propuseram sua instalação. Ao contrário dos rumores e ameaças psicológicas que nós, moradores dos bairros do Complexo da Lagoinha es­ tamos recebendo, de que não haverá a Revitalização se não vier o Centro Administrativo, podemos concluir que o Projeto Nova BH, garante em lei a Revitalização do Complexo da Lagoi­ nha. Assim como em outras edições afirmamos que “quem não agradece não vai ter outra vitória”, aproveito a chegada do fim do ano para agradecer aqueles que nos apoiaram durante todo o ano. Em pri­ meiro lugar, agradeço a Deus e a Nossa Senhora Aparecida que me dá força e saúde todos os dias, minha família, o coletivo que administra As­ sociação do IAPI, os moradores do Conjunto IAPI e dos bairros do Com­ plexo da Lagoinha (Pedreira Prado Lopes, Vila Senhor dos Passos, Bon­ fim, Santo André, Lagoinha, Bom Je­ sus e São Cristóvão), meus companheiros políticos Dep.Estadual João Vitor Xavier, Vereador Marcelo Álvaro Antônio, Secretário da Regio­ nal Noroeste Cristiano Lamas, a Se­ cretária Adjunta Cláudia Lima e equipe da regional. E um abraço es­ pecial aos meus companheiros de lu­ ta Filipe Thales, Cacá, Teresa Vergueiro, Cida Dantas e Olga do Movimento Lagoinha Viva, Creso Campos e Glauco Gomes do Jornal Gazeta da Lagoinha. Um Feliz Natal e que 2014 venha com mais saúde, mais paz, mais ba­ talhas e mais vitórias! VIVA NOSSA HISTÓRIA! Créditos: Trechos desta coluna foram inspirados na matéria: "Especial BH" (Número 118 ­ 6 de Dezembro 2013) da Revista Viver Brasil e da Cartilha Nova BH, recentemente publicada pela Prefeitura de Belo Horizonte.


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Comunidade

Milton Kabutê ­ Colunista

O badalar do Centenário!

A minha narração se inicia com a construção da pedra funda­ mental da Igreja de Nossa Senhora da Conceição em 1914 com a inicia­ ção da banda de música presidida por João Duarte Sarrado. Até aí era uma capela administrada pelos pa­ dres redentoristas, anos depois com ajuda da corporação musical e da comunidade, dava­se início à matriz em 8 de novembro de 1984, hoje atual Santuário de Nossa Senhora da Conceição, época do Monsenhor Guedes, surgindo várias associa­ ções como os Apostolados da Ora­ ção, os Filhos de Maria, os Santos Anjos, as Cruzadas Eucarísticas, a Congregação Mariana adulta e mi­ rim, a Obra do Tabernáculo, as Da­ mas de Caridade, as Obras das Vocações Sacerdotais, a Conferên­ cia de São Vicente De Paula, o Cir­ culo Operário, a Liga Católica, os Guardiões de Honra do Santíssimo Sacramento, os Adoradores Notur­ nos, a Ação Católica e várias outras. Tudo a isto se perdeu com o tempo, restando um Santuário com seus si­ nos calados, os relógios também com seus badalares parados, e uma casa de Deus vazia. Neste ano to­ mou posse como reitor do Santuário, Pe. Elias que manifestou grande

miltonkabute@gmail.com

vontade de restaurar alguns valores do Santuário começando com o reló­ gio, presente vindo da França para alegria de toda comunidade católica do Bairro da Lagoinha, onde mora­ vam os trabalhadores que construí­ ram a cidade, os quatro vitrais do Relógio que, de quinze em quinze minutos davam suas badaladas de formas musicais, funcional por quase um século sem nenhum obstáculo. Todo este tempo resistindo a chuvas, ventos, sol, mas não resistiu às mãos dos homens. Nestes últimos quatro anos os ponteiros do relógio eternizaram às três e dezesseis, não se sabe se é da manhã ou da noite. Sabe­se que os moradores pararam de ouvir o badalar das horas que era como uma oração saindo das torres da Igreja. O tempo é o melhor remé­ dio para tudo, até para o âmbito reli­ gioso que com o sentimento de perda por não ouvir mais o badalar do Relógio da Igreja da Lagoinha. Hoje, o Santuário, com a chegada do novo Pároco Padre Elias como é chamado pelos fiéis, sentiu também um vazio nas torres por onde abriga o Relógio que estava sem funciona­ mento há anos. Pensando em pre­ sentear a Mãe Imaculada Conceição,

Padre Elias delegou poderes a uma equipe de pessoas competentes e devotos de Nossa Senhora Da Con­ ceição, sendo Sr. Fernando Marceli­ no, Mario Lúcio ­ técnico experiente que já fazia manutenção deste há mais de vinte anos . Estavam incum­ bidos de uma missão quase impossí­ vel! Era de consertar o presente de fina beleza que encanta aos belori­ zontinos e toda a comunidade, os esforços foram maiores que as for­ ças negativas para que o Relógio ja­ mais voltasse a badalar onde todos elevam seus olhares para a torre ru­ mo ao céu para apreciar a hora do tempo. Parece que Deus ouviu as milhares de preces a seu filho e Ma­ ria Mãe Imaculada Conceição para que o badalar do Relógio voltasse funcionar. Alegria de todos! E as sur­ presas continuam para o centenário de Nossa Senhora da Conceição. Em breve a comunidade, com o som original dos sinos, o Bairro da Lagoi­ nha vai voltar a escutar os badalares do Relógio que, através de muito es­ forço para acharem as peças que o tempo e as mãos dos homens danifi­ caram, o milagre de Nossa Senhora foi maior. Onde os ponteiros já estão fazendo suas voltas dos quais fazia

História na Lagoinha

Entre acordeons Pedro Vinícius ­ Historiador

lagoinhahistoriap@gmail.com

longos anos. Mas surpresa maior é que tudo está pronto para ser apre­ sentado no dia 8 de dezembro onde se comemora o dia da Imaculada Conceição! Grande presente para toda a comunidade que vai voltar a escutar os badalares do Relógio que viu o progresso chegar até os nos­

sos dias e que ainda está presente nos olhares de milhares que admi­ ram e respeitam suas ordens de ho­ ras certas. Esperamos que esta manutenção seja eterna e alegre o nosso bairro com seu baladar de 100 anos. E lembre­se: Lagoinha só existe uma, a nossa!

Curso de capacitação profissional pra jovens gratuito Inscrições Abertas – 1º. Semestre de 2014 – IOS BH Perfil dos Jovens • Faixa etária entre 15 anos (comple­ tos) e 24 anos; • Estudar no Ensino Médio ou já tê­lo concluído em escola da rede pública; • Possuir, comprovadamente, baixas oportunidades financeiras e sociais; • Ter vontade de ingressar no merca­ do de trabalho após o início do treina­ mento. Curso oferecido ­ Solu­ ção ERP TOTVS, com ele é possível aprender as rotinas administrativas que envolvem os departamentos de Compras, Financeiro, Faturamento, Estoque, Contabilidade, Fiscal, SPED e Call Center de uma empresa, bem como a prática destas rotinas na utili­ zação do software ERP TOTVS – li­ nha Microsiga Protheus. Semestral com 300 horas de duração e com tur­ mas de manhã e de tarde. Início – Fevereiro de 2014.

O conteúdo do curso ain­ da inclui: ­ Windows XP; ­ Word, Ex­ cel e Power Point 2007; Internet; ­ Comunicação e Expressão; ­ Cálculo Matemático; ­ Workshops; ­ TCC – Trabalho de Conclusão de Curso. Ao final do treinamento, o jovem sai pre­ parado para ser um Operador Admi­ nistrativo das soluções TOTVS mais utilizadas pelas empresas brasileiras. Se você está dentro do perfil buscado pelo Instituto, solici­ te nossa ficha de inscrição e leve­a preenchida e acompanhada da docu­ mentação solicitada na nossa unida­ de em Belo Horizonte, localizada na UniBH – Campus Antônio Carlos – Rua Diamantina, 567, Bairro Lagoi­ nha, 1º. Andar, laboratório 02, das 08:00 às 17:00 horas, a partir do dia 06/01/2013. Vagas limitadas! CONTA­ TOS EM BH: ios.bh@ios.org.br / (31) 7526­1234 / (31) 8890­3983 / (31) 8457­2850 / (31) 9748­2652 / (31) 2122­5248. Mais informações: www.ios.org.br


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Instituto Pedra Viva recebe visita do escocês Peter Hagenbuch

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O escocês Peter Hagenbu­ ch veio ao Brasil passar uns dias e fez questão de conhecer, pessoalmente, o Instituto Pedra Viva e todo o traba­ lho desenvolvido. Ele já interagia com a instituição nas redes sociais e é pa­ drinho de duas das meninas atendi­ das na ONG e aproveitou para visitar a casa delas também. Foram momen­ tos agradáveis e inesquecíveis para todos. Para Peter, visitar o Institu­ to Pedra Viva e conhecer as meninas e todos que ali trabalham foi uma das melhores coisas de sua vida, “foram os dias mais felizes de minha vida. Foi tão bom que estou querendo vir morar no Brasil”. Nilce faria, uma das coor­ denadoras do Instituto disse que já conhece Peter desde 2011 quando se encontraram em uma conferência na Inglaterra e que, recebê­lo em BH foi um privilégio e uma grande alegria. Dono de um carisma e um amor in­ condicional pelo ser humano Peter pode conhecer os pontos turísticos de Belo Horizonte como a Praça do Pa­ pa, a Lagoa da Pampulha, o Mirante das Mangabeiras e ainda, Inhotim. Peter conheceu, ainda, a vila Senhor dos Passos onde moram as meninas que ele apadrinha e tam­ bém a Pedreira Prado Lopes e disse que sentiu uma emoção muito grande ao conhecer o local onde as crianças moram e por ter sido tão bem recebi­ do nas casas que visitou. No final de sua visita Peter fez questão de ofertar seu vilão para a instituição. Nilce Faria disse que ficou muito feliz com o presente e que ele será de grande ajuda para as crianças que aprenderão a tocar o instrumento. Disse, ainda, que espera que Peter

possa retornar pois sua visita foi mui­ to gratificante para todos. INSTITUTO PEDRA VIVA RECEBE INSCRIÇÕES PARA 2014 DE MENINOS E MENINAS O Instituto Pedra Viva abre inscrições para atendimento no próxi­ mo ano e a grande novidade é que em 2014 o atendido será estendido para o público masculino. A ideia inicial era atender somente meninas, mas com o passar do tempo os responsáveis pela insti­ tuição receberam vários pedidos de meninos que gostariam de fazer parte do projeto, chegando a pedir que fos­ se aberta uma casa, somente para meninos. Motivados com tantos pe­ didos a diretoria achou por bem abrir um espaço para atendimento ao pú­ blico masculino. As inscrições já estão abertas e o projeto terá início em fe­ vereiro de 2014 com as atividades de música, dança, percussão, inglês, ati­ vidades pedagógicas dentre outras. No total serão 30 vagas sendo 15 pa­ ra meninas e 15 para meninos com idades entre 9 e 16 anos e funciona­ rá nos turnos da manhã e tarde. O responsável pela crian­ ça/adolescente que tiver interesse em participar do projeto deverá procurar a instituição até o dia 12 de dezembro, munidos dos seguintes documentos: 1 foto 3x4, cópia da certidão de nas­ cimento, do comprovante de residên­ cia e do comprovante de matrícula da criança/adolescente em escola publi­ ca . Maiores informações pelo telefone : 37860414 ou na sede da instituição : Rua Itapecerica, 951 – Bairro Lagoinha.


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Flores projetadas com talento e amor

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Empresário e morador da região da Lagoinha apresenta empresa especializada em criação de arranjos florais

A e q u i p e d a A u t o V i d ro s d e s e j a a t o d o s o s cli e n t e s u m F e li z N a t a l e u m 2 0 1 4 c h e i o d e re a l i z a ç õ e s ! SUPER PROMOÇÃO DE INAUGURAÇÃO! VENHA CONFERIR!


Belo Horizonte, 2 a 9 de Dezembro de 2013

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Não perca aos sábados de 16 às 18 horas na Rádio América AM 750 um programa que conduz à Cristo com o Padre Mário José Neto.


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Arena Pitangui

A Arena Pitangui por quem conhece o seu gramado sintético (e de padrão Fifa!): uma das turmas que sempre marcam presença no campo.

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Opinião

O sonho de menino e as ferrovias Antônio de Pádua Galvão ­ Economista e Psicanalista

www.galvaoconsultoria.com.br (31) 9956­9161


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Associação dos Moradores da Vila Senhor dos Passos

Que venha 201 4! José Iran Martins ­ Presidente

facebook.com/vilasrdospassos

A mi g o s d o I A P I Criados juntos na infância, depois de mais de meio século eles se encontraram casualmente no Mercado Central e reviveram os bons tempo no IAPI. Da esquerda para direita: Dr. José Luiz o "Zeca", Arthur "O Tucalo", no meio o italiano Aldo Giustini, Richard "O Brejinho" e o Neném.

Matrículas abertas com preço promocional para 2014


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Associação Recreativa e Comunitária dos Amigos do Bonfim

Prestando contas Selma Cândida ­ Presidente

PRESTAÇÃO DE CONTAS 2013 Demanda 1: Rua de lazer do SESC. Realiza­ da no dia 15/09/13 Encaminhamento: SESC­ MINAS Regional Noroeste/Secretária Adjunta Claudia Lima, Eventos­Lucieri Amaral/COPASA, Bom­ beiros, PM, BHTRANS, comunidade. Respos­ ta: Realizada com sucesso Agradecemos a todos os envolvidos. Demanda 2: Obras de infraestrutura/Rede Pluvial. Encaminhamento: PBH­Secretário de Gestão compartilhada/Pier Senesi­Regional Noroeste. Resposta: Pedido que se encontra desde 2012 no plano de obras da SUDECAP. Obra colocada no Orçamento municipal (LOA) 2013. Sugestão acolhida e convertida em emenda do PLAO, colocada no caderno de Análise das Propostas do PPR. Resposta da­ da pelo secretário Pier Senesi. Projeto a ser executado em novembro de 2013 e licitado em 2014. Demanda 3: Melhorias no transporte urbano do Bonfim hoje praticamente inexistente. En­ caminhamento: Regional/Secretário Cristiano Lamas. Resposta: Sem resposta. Demanda 4: Na área de saúde ­ Médicos e equipamentos odontológicos. Encaminha­ mento: Regional Noroeste­Cristiano Lamas e Secretário de Saúde. Resposta: atendido em parte. Foi enviado um médico pela secretaria de saúde. Demanda 5: Abordagem a população de rua localizada na Jaguarão e Borda da Mata. En­ caminhamento: Regional Noroeste ­ Secretá­ rio ­Cristiano Lamas /Cláudia Lima. Resposta: em andamento. Demanda 6: Aquisição da área da BEPREM para ser utilizada como espaço multiuso com academia da cidade, área de esporte e lazer, projeto para a terceira idade, espaço para re­ alização de palestras, debate, confraterniza­ ções entre a comunidade. Encaminhamento: PBH­ Secretário adjunto de Gestão comparti­ lhada/Pier Senesi e regional Noroeste ­ Cristi­ ano Lamas. Resposta: resposta enviada pelo Secretário Municipal adjunto de Gestão admi­ nistrativa ­ Hipérides Dutra ­ A disponibilidade do bem para venda ou uso depende do con­ selho de administração da Beneficência (ser­ vidores e pensionistas do executivo e Legislativo Municipal). Demanda 7 : Não instalação de albergue de dependentes químicos no bairro, pois o lugar não é adequado para este equipamento. En­ caminhamento: Regional Noroeste/Secretário Cristiano Lamas Secretário adjunto de Gestão compartilhada ­ Pier Senesi Secretaria Muni­ cipal de Políticas Sociais /Glaucia Brandão e Comitê de População de rua /Soraya e PBH ­ Márcio Lacerda Resposta: resposta positiva atendendo nos­ sas considerações pelo Comitê de população de rua, Secretaria Municipal de Políticas So­ ciais e pelo Prefeito Marcio Lacerda.7 Demanda 8: Encerramento das atividades da Clinica Radiológica Bonfim. Encaminhamento: Regional Noroeste/Cristiano Lamas. Respos­ ta: Quando foi solicitado não havia mais tem­

arcabonfim@gmail.com

po disponível para a busca da solução. Demanda 9: Câmaras de olho Vivo. Encami­ nhamento: PBH­ Secretário Adjunto de Ges­ tão compartilhada /Pier Senesi, PBH ­ Prefeito Marcio Lacerda, Regional Noroeste/Cláudia Lima. Resposta: em resposta o Prefeito Már­ cio Lacerda nos prometeu câmaras do Olho Vivo. Aguardando o prometido. Orçamento Participativo 2013, umas das propostas é câ­ mara do Olho Vivo, mas o bairro não será contemplado. Demanda 10: garantir ronda policial efetiva e atuante. Demanda solicitada todo ano. Enca­ minhamento: Polícia Militar/Rede de Vizinhos Protegidos da 21º Major Lisboa, Sargento So­ ares. Resposta positiva. Demanda 11: Melhorar o acesso de entrada e saída do bairro para o Centro e demais re­ giões estratégicas. Encaminhamento: BH­ TRANS. Resposta: parcialmente atendida, saída para o Centro e Carlos Prates pela Ja­ guarão. Demanda 12: Implantar coleta de resíduos volumosos e entulho. Encaminha­ mento: Regional Noroeste/SLU. Resposta: Atendido. Caminhão de coleta de resíduos volumosos uma vez por semana. Tem passa­ do às quartas­feiras. Mas a comunidade pre­ cisa colaborar. Demanda 13: Desenvolver cam­ panha de educação ambiental. Encaminha­ mento: Regional Noroeste. Sem resposta. A comunidade precisa colaborar não jogando ou colocando o lixo fora do dia e hora e não co­ locando nas esquinas. Demanda 14: Melhorar limpeza urbana. En­ caminhamento: Regional Noroeste/SLU. Res­ posta: troca dos varredores. A comunidade precisa colaborar varrendo seu passeio e re­ colhendo o lixo. Demanda 15: Manter a limpeza e conserva­ ção no cemitério. Encaminhamento: Regional Noroeste/Parques e Jardins. Resposta: aten­ dido em parte. Demanda 16: Iluminação pública branca com a finalidade de melhorar e acabar com ruas escuras trazendo mais segurança. Encami­ nhamento: Regional Noroeste/Secretária ­ Cláudia Lima. Sem resposta. Demanda 17: Capina e limpeza periódica na Rua Bonfim/Borda da Mata. Regional Noroes­ te/Secretária Adjunta Claudia Lima. Resposta Positiva. Demanda 18: Desapropriação no Bairro Bon­ fim/Centro administrativo. Encaminhamento: Regional Noroeste/Secretário Cristiano La­ mas, PBH ­ Secretário de Gestão comparti­ lhada Pier Senesi Prefeito Márcio Lacerda. Resposta: A área necessária para a construção do Centro Ad­ ministrativo não está definida. Os lotes a se­ rem possivelmente desapropriados são fruto de estudo preliminar que poderá ser modifica­ do, com base no projeto aprovado em concur­ so, visa apenas evitar uma possível especulação imobiliária. Assunto em aberto. Demanda 19: Revitalização do complexo da Lagoinha. Encaminhamento: PBH ­ Prefeito Márcio Lacerda, Secretário Adjunto de Ges­

tão compartilhada Pier Senesi. Resposta: res­ posta de revitalização da Lagoinha no Projeto da NOVA­BH. O bairro Bonfim não será con­ templado. Associação só vê melhoria no Bair­ ro com o Centro Administrativo. Demanda 20: Convocação da comunidade para participar das eleições do CRTT (Comis­ são Regional Transporte e Trânsito) e GTT (Grupo de trabalhos territorial) para serem re­ presentantes no COMURB (Conselho Munici­ pal de Mobilidade Urbana). Encaminhamento: Regional Noroeste/BHTRANS. Resposta: Convocamos a comunidade e participamos das eleições. Fizemos dois representantes para debater e discutir as questões de mobili­ dade urbana e transporte público. Represen­ tantes: CRTT ­ Robison Diovani e Selma Cândida e GTT ­ Selma Cândida Demanda 21:Extensão do posto de saúde e academia da cidade. Encaminhamento: Se­ cretaria Municipal de saúde/ Dr. Marcelo e Regional Noroeste/Cláudia Lima. Resposta: em andamento Não ter muita esperança. Demanda 22: Limpeza da área da BEPREM. Encaminhamento: Regional Noroeste/Cláudia Lima e SLU. Resposta: a área foi limpa mais uma vez, mas é necessário que os moradores cooperem não jogando lixo e denunciando aqueles que o fazem. Denuncie pelos 156. Demanda 23: Reposição de lâmpada no Pos­ te Abaeté com Bonfim. Encaminhamento: Re­ gional Noroeste/Cláudia Lima. Reposta positiva. Reposição feita. Demanda 24: Tapar buracos existentes no bairro como proteção. Encaminhamento: Re­ gional Noroeste/ Secretário Cristiano Lamas. Resposta positiva. Demanda 25: Reuniões mensais. Encami­ nhamento: ARCA­Bonfim /Selma Cândida e equipe. Resposta: reuniões realizadas toda primeira terça­feira do mês. Demanda 26: Matéria Gazeta da Lagoinha. Encaminhamento: ARCA­Bonfim/Selma Cân­ dida Gazeta da Lagoinha ­ Creso Campos. Resposta: Todo mês. Demanda 27: Curso na câmara Municipal so­ bre Orçamento Público (LOA). Encaminha­ mento: CMBH (Câmara Municipal BH). Resposta: Concluído por Selma Cândida, CMBH e fiscalizar o dinheiro gasto no orça­ mento. Demanda 28: Participação no Conforça. En­ caminhamento: Regional Noroeste/Gerente Néhm Ambrósio. Resposta: Todo mês. Temos uma representante. A vice­presidente Ângela Maria (Paula) Demanda 29: Participação no Conselho de Saúde. Encaminhamento: Posto São Cristó­ vão /Gerente Júlio. Resposta: toda última quarta do mês. Toda comunidade está convi­ dada. Presidente José Iran. Demanda 30: Audiência Pública referente ao Projeto Nova­BH­ 06/12/13. Encaminhamento: PBH­ Secretaria Planejamento Urbano. Se­ cretaria de Gestão compartilhada. Resposta: em andamento.


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Movimento Lagoinha Viva

Direito de Resposta Há 21 anos que conheço a Lagoinha. Nessa época eu dizia às pessoas que vinha aqui passear e me olhavam com uma cara de nojo; não entendia. Aos poucos, lendo e pesquisando a nossa História, conti­ nuava sem entender. Não era para ser assim. Pois lá começou a nossa Belo Horizonte, era para todos moti­ vo de orgulho sim. Não, a Lagoinha era o primeiro bairro operário, fora da Avenida do Contorno. Fora, sempre fora. Quando para cá vinha em visitas à família ou passava simples­ mente pela Avenida Antonio Carlos percebia a chegada: de longe a torre da nossa igreja me dizia…“estamos aqui”. À noite tinha um letreiro da Philips iluminando a rua; a rua que a Maria e a Lucy moravam; minha so­ gra e segunda mãe do meu marido a avó dos meus filhos, a babá que cui­ dou de nós e nós dela até o Pe. Zezi­ nho dizer “vai com Deus Maria”. Pois assim ela quis e assim foi. Enterrada no Bonfim no jazigo da família e a Lucy, esta um anjo que sempre nos amou, puro amor. Nessa época eu morava na Pampulha, depois fomos morar em Brasília e lá fiquei por oito anos; mas sem abandonar nossos anjos da Lagoinha. Quando resolvemos revita­ lizar a nossa casa, a nossa “Vila Ma­ ria”, vinha para trabalhar, não ia me mudar para cá. Numa destas nossas vindas nos chamaram para participar do Programa Café com Prosa do Vi­ cariato de Ação Social; a Myriam. Lá conheci as lideranças novas e anti­ gas dos bairros. Ali já dava para ver quem era antigo por existência ou antigo na sua falta de capacidade e ou entendimento. Lá trabalhei e mui­ to pela revitalização dos bairros em projetos e apresentações aos políti­ cos que tudo nos prometiam; na Campanha da OP Digital e infeliz­ mente nada nesses três anos de tan­ to trabalho foi para a frente; só promessas. Um dia, dormindo na casa, durante a obra, acordei e disse; “… Não volto mais para casa, quero ficar aqui na Lagoinha.”, sabia o que dizia; tinha de fato um motivo que hoje en­ tendo bem. Aqui estou e finalmente onde quero estar e com eu quero exercer o que mais gosto: a cidada­ nia. E o que me levou a isso? O amor. O amor pela Maria, pela Lucy, pela Lagoinha, pela minha família e pelos meus maravilhosos amigos. Porque hoje agradeço e muito ao Prefeito Márcio Lacerda, pois se não fosse por esse maldito decreto eu não teria conhecido os legítimos ha­ bitantes da Lagoinha, comerciantes, vizinhos, empresários, amigos que fazem política, enfim. Agora falando do que fa­ zemos, com amor e competência, porque graças a Deus não sou só eu a apaixonada por tudo isso, todos nós aqui somos e passamos esse nosso forte sentimento para todos que aqui estiveram nos ouvindo ou nos ajudando; não somos arrogan­ tes, somos inteligentes e a­pai­xo­na­ dos e misturando isso com a nossa causa nos dá uma grande diferença e é natural que novos líderes assus­

tem, principalmente na nossa forma de liderar e agir com sabedoria e modernidade. Sabemos que rea­ prender muitas vezes é difícil e muito prazeroso.Confesso que nós apren­ demos todos os dias com pessoas capazes de nos proporcionar novos desafios e por adorarmos e termos prazer no que fazemos. Não temer as novidades e procurar o melhor sempre para a nossa comunidade é nato e aceito por ser nato, isso se chama vocação, é por isso que somos bons no que fazemos e por isso incomodamos. Sabemos ou procuramos saber, o que é ainda melhor para cada um de nós, com humildade, educação e principalmente orgulho. Pouco nos importa o que um ou outro ache do nosso trabalho, pois só não o reco­ nhece quem nada faz ou nada sabe fazer porque a grande maioria que nos reconhece, encheram a quadra em nossas audiências públicas; ou nas várias reuniões que realizamos, são mais de mil assinaturas e por aí vai da primeira a última, para aqui debatermos os “nossos problemas” com “os nossos habitantes”, onde temos uma grande parcela de ido­ sos, sofridos e mal tratados por deci­ sões ou falta delas do poder público.Pois é, nós trouxemos a eles todo o tipo de conforto e dignidade e depois tivemos que ouvir do Sr. Iran e do Sr.Jairo, na reunião de trabalho, para decidir o nosso futuro, da Lagoi­ nha/Bonfim, realizada na PBH pelo Prefeito e seus secretários,…” que nossos idosos tinham que morrer mesmo; estavam velhos e velho tem mais é que morrer!” Não, não pensa­ mos dessa forma e não abandonare­ mos nenhum deles, os nossos idosos serão cuidados e chamados sempre por nós, eles tem a primeira voz em tudo que fazemos estão jun­ tos conosco, pois na hora da catás­ trofe e terror anunciado pelos jornais, na nossa dor; fomos nós, o Movi­ mento Lagoinha Viva e nossos mais antigos moradores que acolhemos a todos sem idade ou qualquer distin­ ção, pensando juntos e acolhendo a cada um que nos procurou com o devido respeito em nossas casas. Nos unimos e chamamos todos que podiam nos ajudar e aceitamos tam­ bém toda a ajuda que nos foi presta­ da, todas muito bem­vindas, pois queriam tirar de nós não só as nos­ sas residências que já seria demais, mais a nossa ambiência, nossos amigos vizinhos; nossas vidas; nos­ sa história. A quadra da nossa Igreja nunca viu tanta gente com tanta dor, mas reivindicando sem medo, pois lá estávamos nós, acolhendo e ouvindo a todos na sua mais profunda dor, exercendo a Democracia e isso para todos era novo e histórico, eles per­ guntavam; “… Eu posso falar?”. Cla­ ro que podem; estão na sua casa e buscando os seus direitos da forma mais legítima como cidadãos. Vão conosco em todas as instâncias para falar o que está en­ gasgado há anos em suas gargan­ tas, pois já sofrem há muito mais tempo que nós. A Lagoinha sempre foi mal tratada e estuprada e agora

21 não será mais. Não enquanto esti­ vermos aqui exigindo os nossos di­ reitos e fazendo valer com sabedoria o que a nossa comunidade quer e precisa. Exigimos respeito aos nos­ sos idosos e moradores que aqui construíram tudo o que temos e não ouviremos novamente do Sr. Iran, Robson e do Sr.Jairo que junto com a Sra. Selma disseram que queriam aqui o Centro Administrativo da PBH, arruinando os nossos bairros, o nos­ so comércio, as nossas casas.Se querem o Centro, que peçam para ser feito lá nos seus bairros; eu não acredito que os moradores dos seus bairros queiram ser desapropriados de suas casas; mas se disseram lá na reunião da PBH que queriam é porque como líderes devem ter o aval dos moradores que represen­ tam. Nós, o Movimento Lagoinha Vi­ va representamos empresas e comércio que nos procuraram e aju­ daram em tudo que puderam, contra o Centro, sabemos o que falamos e por quem. Não faremos graça para ninguém só sentaremos em mesas de negociações para lá representar e dizer o que a nossa comunidade quer, a maioria, pois a minoria em qualquer conta e pesquisa perde e ainda temos que ouvir a Sra. Selma dizer que fez várias pesquisas e que todos aqui estavam a favor do Centro Administrativo. Por favor, faz me rir. Sinto muito, deveria saber mas não sabe, pesquisa custa caro e pesqui­ sa não se faz na orelha e se quiser saber o que é maioria vejam os nos­ sos livros de presenças das audiên­ cias públicas e reuniões que aqui realizamos. Nossos moradores não são burros, são capazes, inteligentes e os nossos idosos muito sábios. Respeitamos o velho e o novo como também buscaremos sempre o atual, o moderno, respeitando sempre as nossas tradições.

Somos sim sempre procu­ rados pela imprensa e representa­ mos sim onde for a nossa comunidade que nos vê com bons olhos e admiração, é natural. Isso é resultado do novo momento que vi­ vemos, o novo trabalho que realiza­ mos e como negociamos os nossos direitos, pois isso finalmente para quem não conhece se chama Demo­ cracia e Exercício da Cidadania. Chega de olhar a nossa Lagoinha como “velha” e sem respei­ to, pois enquanto os próprios mora­ dores e lideranças arcaicas e desrespeitosas nada fazem a não ser pedir esmolas aos governantes, nós aqui trabalhamos e mudamos a nos­ sa história mostrando que aqui temos respeito de dentro para fora e que tu­ do mudou, inclusive o olhar dos pró­ prios moradores que um dia tiveram o olhar para baixo, com medo do que virá de pior, nunca o melhor, assim também nos viam; para baixo, es­ quecidos, abandonados e mal trata­ dos, como eram os nossos idosos, como velhos; agora quem nos repre­ senta é novo e respeitoso, convicto e sábio, pois estamos unidos: somos Movimento Lagoinha Viva. Aceitamos muito bem esse novo momento e esse grande desa­ fio e nos orgulhamos de representar nossos moradores com a elegância que nossa Comunidade merece. Não será com fofocas, fu­ xicos, mentiras que conquistaremos nossos objetivos enquanto cidadãos. Temos nome e sobrenome e não somos “um morador” da Lagoi­ nha, somos moradores também, é di­ ferente, somos lideranças e representamos dos idosos as crian­ ças, inúmeras pessoas além dos nossos simples e possíveis sonhos. O que nosso grupo vem produzindo com resultados positivos, publicado com muito destaque em

Associação Lagoinha Viva!

Retrospectiva

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Oscar Fernandes ­ Presidente associacaolagoinhaviva@gmail.com

todas as matérias reproduzidas na Gazeta da Lagoinha da edição pas­ sada é resultado do nosso trabalho; somos atuantes e bem­vistos pela imprensa que nos procura sempre em todos os veículos de comunica­ ção; seja a falada, a escrita, a mídia web, canal aberto a projetos estu­ dantis. Nos procuram porque sabe­ mos o que a nossa comunidade quer, temos técnicos capacitados que tra­ balham conosco, buscando o melhor para todos com conteúdo, trabalho com resultado positivos; pois traba­ lhando e conversando, sentados em uma mesa e não gritando e fazendo fofocas, conseguimos e temos hoje a palavra do Prefeito que não fará aqui o Centro Administrativo da Prefeitura; somos vitoriosos, trouxemos a paz novamente para a Lagoinha com respeito a todos e principalmente aos nossos moradores. Entenderam que a modernidade não é feita com a dor de ninguém, e o que é ser moderno? Não me venham com “Efeito Bilbao”, por favor. Os que se intitulavam cris­ tãos, queriam porque queriam pela dor de várias famílias que essa cons­ trução para cá viesse para aumentar o valor de seus imóveis; esquecendo da dor dos desapropriados e depois da dor em seus bolsos, pois o IPTU subiria também e muito. Respeito é bom e vamos continuar sim respei­ tando todos que nos respeitam. O resto deixamos para quem não tem compromisso, educação e respeito. Podem gritar, podem falar mal e mentiras, mostrem resultado como nós mostramos, trabalhamos muito e não temos tempo para olhar para baixo, pois pensamos no futuro da Lagoinha/Bonfim e o futuro nos faz olhar para cima e para frente. Teresa Vergueiro Movimento Lagoinha Viva


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Associação Cultural Recreativa e Desportiva Santo André

Unidos seremos mais fortes

Jairo Nascimento ­ Presidente

acrdsantoandre@yahoo.com

Associaçao Comunitária do Bairro Senhor Bom Jesus

João de Araújo ­ Presidente

Associação em ação

Direito de Resposta Juninho do IAPI


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O casarão que só restou na pintura

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Opinião & Comunidade

A necessária unificação das polícias Delegado Edson Moreira ­ Vereador PTN/BH­ Especialista em Segurança Pública pela UFMG delegadoedsonmoreira@cmbh.mg.gov.br

________________ Da redação Assim como outros inúme­ ros exemplos, o leitor Luiz Eduardo de Paula Pacheco nos enviou uma preciosidade que, por um lado pre­ serva a memória do bairro, por outro, demonstra o quanto ao longo de dé­ cadas se conseguiu descaracterizar

a rica arquitetura que existia no bair­ ro. Trata­se nada mais do casarão onde nosso leitor nasceu nos anos 50. Abaixo sua correspondência: "Casarão tal como existiu na Rua Itapecerica 808, esquina com Rua Rutilo (hoje Rua Nohme Salomão). No andar superior foi durante muitos

Pela L a g oi n h a

anos a sede do Terrestre Esporte Clube. Posteriormente tornou­se re­ sidência da família do Sr. Modestino, D. Elzy e seus filhos Gledson, Zely, Avany e Mitsi. No andar térreo, du­ rante muitos anos funcionaram a Pa­ daria Nossa (da familia Coutinho), a Padaria Veneroso (do Humberto e sua irmã Hercília), o Bar do Zé Mi­ traud e outras casas comerciais."

Vereador Delegado Edson Moreira e seus amigos da Lagoinha.

Feliz Natal e um 2014 todo reciclado para você!

Os diversos casos de confrontos entre as polícias Civil e Militar, os desmandos e desencon­ tros de ambas as corporações, di­ vulgados e não divulgados pela mídia em Minas Gerais e em todo o território nacional, referendam a te­ se defendida por este subscritor na Universidade Federal de Minas Ge­ rais sobre a unificação das polícias, tornando­se uma força policial úni­ ca, unânime à segurança pública nos estados brasileiros. A unificação implantaria uma única filosofia de segurança pública no Estado e no País, sendo todas as funções voltadas e plane­ jadas para a prevenção e, em últi­ mos casos, para a investigação e prisão. Acabariam então, as “brigas” entre as duas corporações, uma desferindo ataques à outra, quan­ do, na verdade, o combate ao crime deveria ser feito em conjunto pelas duas corporações sob um só co­ mando diretor. Prevenir crimes e punir quem os cometeu é algo que deve ser feito de forma coordenada, com todas as informações referentes àquela ação para o seu sucesso, numa atividade em que polícias Ci­ vil e Militar atuariam com muito mais eficiência e sem vaidades de corporações. Minha sugestão, como estudioso da criminalidade e da se­ gurança pública, seria a criação de sistema unificado de informações, orçamento único e melhor distribuí­ do para o combate e prevenção ao crime, estudos unificados para as duas esferas de atuação, uma úni­ ca academia, sistema de comunica­ ção e principalmente um planejamento adequado para a se­ gurança. Dessa forma, seriam eco­ nomizados investimentos, os gastos seriam mais bem aproveitados e as informações referentes à criminali­ dade chegariam mais rapidamente às bases de prevenção e combate. Além disso, creio que de­ veria ser criada uma cadeira univer­ sitária para a segurança pública no país, com o auxílio valioso das uni­

versidades na segurança pública, que criaria mecanismos para detec­ ção do crime e seus lugares, orien­ tando e direcionando para a prevenção e repressão dos delitos em suas diversas modalidades. Cito como exemplo, no estado de Minas Gerais, o Centro de Estudos de Cri­ minalidade e Segurança Pública – CRISP/UFMG, um dos pioneiros do País no estudo e combate à violên­ cia. Porém, para tudo o que sugeri, seria preciso um investimen­ to em segurança pública, também coordenado e integrado entre as três esferas de poder (União, Esta­ dos e Municípios), bem como uma legislação condizente com a atual conjuntura, além de investimentos maciços na educação. Contudo, o que se vê atualmente é um Con­ gresso Nacional e uma Presidente da República desinteressados, que sancionam leis utópicas e persegui­ doras, como as que criaram “comis­ sões da verdade e da mentira”, num claro combate a ideologias passa­ das que dirigiram o país, esclare­ cendo que, o maior exemplo remanescente daqueles tempos é a Polícia Militar, criada em 1969, por meio da extinção da Guarda Civil e a incorporação do efetivo às Forças Públicas dos Estados. O Vereador defende e cobra do Governo Federal: ­ Redução da maioridade penal; ­ Revisão do Estatuto do Desarma­ mento, que deixou os criminosos certos de que as pessoas de bem não possuem maneiras para se de­ fender, enquanto eles compram armas facilmente no mercado ilegal; ­ Modificações no Código Penal e Lei de Execuções Penais, para que tenhamos leis mais rígidas; ­ Diminuição da criminalidade e for­ talecimento da segurança pública no nosso país (investimento em es­ colas de investigações e de inteli­ gência); ­ Municipalização da segurança pú­ blica.


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Eu acredito e não desisto de mandar um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para a comunidade da Lagoinha e adjacências. Fábio Zooi, presidente da Associação Comunitária da Pedreira Prado Lopes

O gerente Anacleto e sua equipe deseja um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de cores aos amigos, clientes, fornecedores e toda Lagoinha!


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A família Almeida e sua equipe deseja um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de energia aos amigos, clientes, fornecedores e toda Lagoinha!

Consequências do alcoolismo na 3ª idade

Melhor Idade

Elzimar de Paoli ­ Psicóloga/Gerontóloga

elzimarpsicologa.blogspot.com

8827­4761


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Feira Tom Jobim ĂŠ exemplo do que poderia acontecer na Lagoinha

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Detentos mineiros gravam CD com artistas renomados

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Padre Fábio de Melo e Paulinho Pedra Azul são alguns dos artistas que toparam participar do projeto e gravar as canções compostas pelos presos. A preparação dos presos é feita pela ONG Arte pela Paz aqui da Lagoinha.

Devoção a Nossa Senhora Imaculada Conceição reúne milhares de fiéis

Durante a homilia, dom Walmor disse que muitos problemas da sociedade estão ligados à falta de fraternidade e lembrou a importância da santa para os católicos

Alvina, do Bar do Mendonça, responde à comunidade


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Pela memória coletiva Defesa da importância de proteção ao patrimônio histórico envole interesse individual e público

Lagoinha

Detalhes de casas encontradas no bairro Lagoinha, especialmente na rua Itapecerica, onde existem construções que seguem diferentes estilos. De acordo com Leonardo Castriota, conselheiro do departamento Minas Gerais do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB­MG) e professor do curso de arquitetura da UFMG, o bairro passou por um mapeamento de su­ as edificações na década de 1990. Continuidade. Nos últimos três anos ele afirma que esse trabalho está sendo retomado com uma equipe multidis­ ciplinar de profissionais. O intuito do projeto é consolidar uma proposta de preservação do bairro que, para Castriota, possui um dos acervos mais ricos em relação ao patrimônio arquitetônico de Belo Horizonte. No entanto, ele frisa que atualmente tal riqueza está passando desapercebida.

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Agora com o espaรงo renovado para seu maior conforto! Venha conhecer!!!

Feliz Natal a todos nossos clientes!


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Esportes

Voltem,1 0! Matheus Oliveira ­ Colunista @Math_deoliveira

oliveirasouza.matheus@gmail.com

Futebol Mineiro

O mundo na mira da espora! Flávio Domênico ­ Colunista Olá amigo e amiga do Ga­ zeta da Lagoinha! Enfim, dezembro! No fute­ bol os times brasileiros preparam­se para o repouso. Descanso para to­ dos, menos para um! Descanso à to­ das as torcidas, menos para uma! O Atlético segue trabalhando e se pre­ para para alçar voo e desbravar o oceano Atlântico ruma a uma mis­ são espetacular na África: conquis­ tar o título de melhor time de futebol do planeta terra! Informações veiculadas na mídia mineira apontam para mais de 10 mil torcedores atletica­ nos embarcando para Marrocos, país que sediará o campeonato. A estreia do Atlético é dia 18 de de­ zembro, quarta­feira, 16h30, horário de Brasília. Aposto no Monterrey, do México, como o provável adversário deste jogo. Vencendo esta partida o Atlético se credencia a disputar a fi­ nal e pode fazer um jogo histórico contra o Bayern de Munique, da Ale­ manha, no sábado, 21 de dezembro, novamente às 16h30. O Monterrey é um time com características ofensivas e boa movimentação. Tem um bom goleiro, muitas jogadas áreas e os atacantes finalizam bem. O Atlético treina firme e conta com retorno de reforços im­

@flaviodomenico portantes que voltam de lesões como Leandro Donizete, Guilherme e o agora gênio mineiro, Ronaldinho Gaúcho! O craque, camisa 10 está de volta aos gramados e no programa “Bem, Amigos” deixou escapar que está tudo encaminhado para sua re­ novação de contrato com o Atlético.

Ronaldinho parece mesmo ter planos longos em terras mineiras e circula a notícia que o jogador adquiriu uma fazenda na cidade de Carmopólis de Minas, interior do estado. Outro reforço de peso para a disputa do mundial é o atacante Fernandinho. Após uma verdadeira batalha nos bastidores do futebol, o jogador foi liberado pela FIFA para disputar a competição. Um trabalho forte e qualificado da diretoria do clu­ be que conseguiu sua inscrição. Fer­ nandinho, atualmente titular absoluto do time de Cuca, vem jogando em al­

to nível. Será importantíssimo nesta cainhada do time alvinegro. O Galo conta com um elenco entrosado. O grupo está fe­ chado e focado no objetivo. O prová­ vel time titular para o mundial caso o técnico não mude seu esquema táti­ co: Victor, Leonardo Silva e Réver, Marcos Rocha, Pierre e Leandro Do­ nizete (Josué), Lucas Cândido (Júni­ or César), Ronaldinho, Fernandinho, Tardelli e Jô. Cuca tem ainda a confi­ ança de seu banco e peças que po­ dem fazer a diferença como Luan, Gilberto Silva, Alecsandro e Guilher­ me. O momento da disputa se aproxima. Com ele a ansiedade do torcedor. Um momento inédi­ to e marcante para todo atletica­ no. O Galo, campeão da Libertadores da América joga para ser campeão do mundo! Dar um novo caneco do mundial de clubes ao Brasil e trazer esse título inédito para Minas Gerais! Que fique claro para todos: o mundo está na mira da espora! “Aos amigos e amigas, tor­ cedores e torcedoras de Atlético, Cruzeiro (parabéns pelo título!) e América desejo do fundo do meu co­ ração um Feliz Natal. Cheio de paz, amor e alegria. Que nosso maior pre­ sente seja a benção do menino Jesus sob nossas famílias. Que em 2014 estejamos todos juntos com saúde afim de fomentar um mundo melhor para todos nós! É um prazer escrever está coluna e estar com vocês todo mês! Um grande abraço!”


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Futebol

Palpites furados Tostão ­ Colunista Já conhecemos a bola da Copa e a formação dos grupos. A Brazuca é linda. Espero que os joga­ dores a tratem com carinho e que jo­ guem um bolão. A Copa não é lugar para bolas murchas. Os craques de­ veriam se divertir com a bola, ocupar o espaço imaginário entre a brinca­ deira, os efeitos especiais, e a serie­ dade, o compromisso com a vitória. O sorteio foi ótimo para o Brasil na primeira fase. Croácia, Mé­ xico e Camarões estão no terceiro nível da competição em qualidade técnica. O México, por ter vencido o Brasil algumas vezes, deve ser o mais difícil adversário. Mas, nas oitavas de final, o Brasil deve enfrentar Espanha, Ho­ landa ou Chile. Logo após o sorteio, o tradicional Parreira disse que, se o Brasil se classificar, vai ter um gran­ de rival pela frente, Espanha ou Ho­ landa. Esqueceu do Chile. Muitos vão fazer o mesmo. No bolão, apos­ tei em Espanha e Chile. Porém, os holandeses seriam adversários mais difíceis que os chilenos. Diferente­ mente do México, que costuma jogar mal e ganhar do Brasil, o Chile sem­ pre joga bem e perde. Muitos conceitos e palpi­ tes serão desmentidos quando a bo­ la rolar. Não podemos escolher os melhores só pela tradi��ão. Existe um grande número de seleções, que for­ mam um segundo grupo, com pouca

diferença técnica entre elas, como Itália, Holanda, França, Portugal, In­ glaterra, Bélgica, Suíça, Colômbia, Chile, Uruguai e outras. Qualquer re­ sultado entre essas seleções não é surpresa. Seria zebra se uma des­ sas equipes eliminasse, nos jogos mata­mata, um dos quatro favoritos (Brasil, Espanha, Alemanha e Argen­ tina)? Penso que não, porém não é o mais provável. Se existe, em todo o mun­ do, zebras em todos os torneios cur­ tos, com jogos mata­mata, por que um azarão nunca ganhou uma Co­ pa? Uma das explicações é que os grandes jogam o Mundial com muita seriedade. Outra é que um azarão tem de ganhar de mais de um gran­ de em jogos eliminatórios. Já a pre­ ferida da turma da teoria da conspiração é que forças ocultas nunca deixam os pequenos vence­ rem o tradicional torneio. Nesta semana, fizeram dezenas de palpites para saber quem serão os quatro rebaixados e os que irão para a Libertadores no Brasileirão. Saberemos hoje. A partir de agora, haverá milhões de bolões para a Copa. Já fiz minha simulação, e deu Brasil e Argentina na final. Já dei também meu palpite dos 16 clas­ sificados. No grupo do Brasil, aposto também no México como segundo colocado. As chances de um “enten­

dido”, como Nelson Rodrigues cha­ mava os comentaristas, acertar mais da metade dos resultados na Copa é a mesma de quem não conhece na­ da de futebol. Essa incerteza é uma evidência da importância do acaso, ainda mais em jogos com pouca di­ ferença técnica. É também uma constatação de que a história de uma partida, de um campeonato, es­ tá muito acima da nossa pretensiosa sabedoria sobre o mundo da bola. Copa em BH Na primeira fase teremos quatro jogos em Belo Horizonte: Colômbia x Grécia, Argentina x Irã, Costa Rica x Inglaterra e Bélgica x Argélia. De todos, o melhor é Argen­ tina x Irã, pela presença dos argenti­ nos, um dos favoritos ao título, além de eles ficarem concentrados em Belo Horizonte, na Cidade do Galo. Inglaterra, Colômbia e Bélgica são outras atrações. O melhor será nas oitavas de final, pois é quase certo que o Brasil será o primeiro de seu grupo e que vai enfrentar Espanha, Holanda ou Chile no Mineirão. Será uma par­ tida dificílima, ainda mais se for Ho­ landa, que eliminou o Brasil na última Copa, ou a Espanha, atual campeã do mundo. O Chile, apesar de ter um bom time, é um antigo fre­ guês.

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Gazeta da Lagoinha - Edição 80