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NATALIA MIKHAYLENKO

Imortais para ‘dummies’ Um guia básico sobre os principais escritores russos e o significado de seus sobrenomes P.4 Produzido por

Publicado e distribuído com The New York Times (EUA), The Washington Post (EUA), The Daily Telegraph (Reino Unido), Le Figaro (França), La Repubblica (Itália), El País (Espanha), La Nacion (Argentina) e outros.

Este suplemento é preparado e publicado pelo jornal Rossiyskaya Gazeta (Rússia), sem participação da redação da Folha de S.Paulo. Concluído em 12 de setembro de 2014.

No início do mês, a agência da ONU para refugiados anunciou que mais de um milhão de ucranianos deixaram suas casas devido aos conflitos no país. O número corresponde tanto a refugiados internos, quanto aos que deixaram o território ucraniano. Desses, 814 mil trocaram a Ucrânia pela Rússia, segundo dados da agência, e 87% são provenientes das regiões de Lugansk e Donetsk. Diante do rápido aumento em agosto, eram 730 mil os ucranianos asilados na Rússia por conta dos combates - o país agora conta com uma série de campos de refugiados, que vão da capital da Crimeia, Simferopol, a Moscou e São Petersburgo, passando por Belgorod, Briansk, Voronej, Kursk, Rostov e outras. Hoje, há 36 mil ucranianos nesses campos, onde é preciso reaprender a viver: há filas para tudo, os homens vivem separados das mulheres, é preciso cozinhar, limpar, receber os novatos... Apesar de dura, a adaptação é também temporária, já que os refugiados são realocados depois de apenas uma semana. A Gazeta Russa mostra como funcionam esses campos, e como o país está se preparando para abrigar os refugiados com o fim do verão na região e a queda das temperaturas. CONTINUA NA PÁGINA 2

MIKHAIL MORDASOV

Por uma vida longe da guerra

Commodities Expansão é estratégica após sanções que proibiram fornecimento de maquinário de extração por potências ocidentais à Rússia

Empresa busca ampliar sua presença na América Latina e no grupo dos Brics. Bolívia também está na mira da Gazprom. ALEKSÊI LOSSAN GAZETA RUSSA

A Gazprom International, uma subsidiária da gigante de petróleo e gás russa Gazprom, quer ampliar sua presença na América Latina. A empresa está negociando a compra de ações de campos de petróleo na plataforma continental do Brasil. De acordo com o diretor do escritório de representação da Gazprom no Brasil, Chakarbek Osmonov, a companhia também planeja iniciar a produção de gás em campos da Bolívia em 2016. No Brasil, a companhia ficou

interessada especialmente em campos que já estão sendo explorados.

Novos mercados “A América Latina é rica em hidrocarbonetos que interessaram à Gazprom”, diz Ivan Kapitonov, pesquisador da Academia Russa de Economia Nacional. “Isso permitirá que a Gazprom diversifique sua própria base de recursos, além de expandir a presença em uma região extremamente atraente do ponto de vista da demanda”. “Nos projetos conjuntos com parceiros europeus, a Gazprom provavelmente terá acesso não só a parte dos lucros, como também às tecnologias empregadas, tão necessárias em um período

d e s a n ç õ e s ”, e x p l i c a Kapitonov. Na Bolívia, a principal parceira da Gazprom é a companhia francesa Total. O analista da consultoria Investcafe, Grigóri Birg, lembra que a Gazprom, a Total e a estatal boliviana YPFB assinaram, ainda em 2008, um contrato de serviço de pesquisa e exploração de hidrocarbonetos no bloco Acepo, na Bolívia. As reservas de gás desse bloco são estimadas em 51 bilhões de metros cúbicos de gás, e os investimentos futuros no desenvolvimento serão equivalentes a US$ 1 bilhão. Ao lado dele existem dois outros blocos, dos quais foram extraídos aproximadamente 176 bilhões de metros cúbicos de gás e 15 milhões de

AP

Gazprom iniciará produção de petróleo no Brasil

Em tempos de sanções, parcerias com a América Latina proverão acesso russo a tecnologias

toneladas de condensado de gás natural. A Gazprom é uma acionista minoritária desses projetos, e sua participação na exploração dos blocos é de 20%, assim como a da argentina-italiana Tecpetrol, enquanto a francesa Total tem 60%. De acordo com Dmítri Baranov, gerente da consultoria Finam Management, os países da América Latina

apostaram na aceleração de seu desenvolvimento, e por isso precisarão de muito mais petróleo e gás nos próximos anos. “A cooperação com os Estados latino-americanos reforçará os laços político-econômicos da Rússia com esses e aumentará o nível de confiança de suas relações. Além disso, a experiência de trabalho ali obtida poderá ser

utilizada por empresas russas em outras regiões do mundo”, diz.

Contexto mundial De acordo com a assessoria de imprensa da Gazprom, a empresa está apostando na América Latina. Ainda em fevereiro de 2007, a companhia assinou um acordo de cooperação com a Petrobras na área de prospecção, ex-

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tração, transporte e venda de hidrocarbonetos. O acordo tratava principalmente da exploração de depósitos marinhos, além de um segmento promissor para a Gazprom: a produção de gás natural liquefeito. A cooperação entre a Gazprom e o Brasil assume novos significados com as sanções impostas à Rússia pelos EUA e pela União Europeia. “Num contexto de intensificação das sanções, a expansão da cooperação entre a Rússia e os países do grupo Brics é um passo lógico. Na Rússia, antes da crise ucraniana que conduziu a política das potências ocidentais em direção ao confronto, dava-se preferência às empresas desses países em detrimento às dos países do grupo Brics”, diz o pesquisador Kapitonov. No entanto, a guinada provocada pelas sanções, que proibiram o fornecimento de alguns tipos de equipamentos para extração de petróleo e gás, deu um impulso para a realização de projetos da Rússia e dos países do Brics. “Esses projetos conjuntos já eram há muito tempo planejados, mas nunca haviam sido iniciados p o r r a z õ e s d i v e r s a s”, arremata.

b r. r b t h .co m

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