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O melhor da Gazeta Russa BR.RBTH.COM

Soviéticos em DVD no Brasil Entidade fecha acordo para licenciamento de 14 clássicos do realismo socialista P.4 Produzido por

Publicado e distribuído com The New York Times (EUA), The Washington Post (EUA), The Daily Telegraph (Reino Unido), Le Figaro (França), La Repubblica (Itália), El País (Espanha), La Nacion (Argentina) e outros.

Este suplemento foi preparado e publicado pelo jornal Rossiyskaya Gazeta (Rússia), sem participação da redacão da Folha de S.Paulo. Concluído em 25 de abril de 2014.

AP

Por que o gás russo é indispensável à UE A Comissão Europeia discute novamente a questão do abastecimento com gás russo. Estão em pauta a confiabilidade, a base contratual e as formas de limitar a dependência. Enquanto isso, os EUA incitam a Europa a rejeitar o combustível do país, o Canadá anuncia ter intenção de expor-

tar gás liquefeito (GNL) para o continente, e a Ucrânia fala em reverter gás da Eslováquia. Independente das exportações russas, Espanha já chegou a sugerir estender os gasodutos do mar Mediterrâneo, através dos quais se abastecem da commodity argelina, para alcançar o

norte do continente. A inviabilidade da execução a curto prazo, entretanto, mina a ideia. Além das declarações de cunho político, não existe qualquer premissa de ordem econômica por trás das conversações. Mais do que isso, ao contrário de outros possíveis fornecedores, a

Rússia - a maior exportadora da commodity para a Europa, por meio do corredor ucraniano - continua sendo o único país capaz de aumentar o fornecimento de gás natural para o continente. CONTINUA NA PÁGINA 3

Internacional Estruturas próprias ajudarão membros e não membros

Crimeia Península tem planos para virar “Las Vegas russa”

Brics avançam na criação de FMI e Banco de Desenvolvimento

Balanço de um mês de anexação tem altos e baixos

Instituições serão alternativa a órgãos que priorizam UE e desenvolvidos, e participação de membros em projetos externos deve aumentar. OLGA SAMOFÁLOVA

Tudo indica que um pool de reservas cambiais, substituto do FMI, e um Banco de Desenvolvimento dos Brics, como alternativa ao Banco Mundial, irão funcionar já em 2015. Quem afirmou foi o embaixador para missões especiais do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Vadim Lukov, em coletiva de imprensa no início do mês. “O Brasil já preparou o

PHOTOSHOT/VOSTOCK-PHOTO

VZGLIAD

Líderes do grupo de emergentes se reunirão em julho no Brasil

projeto do estatuto do Banco de Desenvolvimento, enquanto a Rússia está desenvolvendo o acordo intergovernamental sobre a criação do banco”, disse. Os países do Brics já chegaram a um acordo sobre o montante destinado às novas estruturas, que será de US$ 100 bilhões para cada. “Estamos atualmente negociando a distribuição do capital inicial de US$ 50 bilhões entre os parceiros e a localização da sede”, disse Lukov, acrescentando que todos os membros do grupo manifestaram interesse em abrigar as instituições. Para compor o pool de reservas cambiais, a China entrará com US$ 41 bilhões, o Brasil, a Índia e a Rússia, com 18 bilhões cada, e a África do Sul, com US$ 5 bilhões. A divisão dos valores está relacionada ao volume das economias nacionais de cada membro. O montante atual de recurCONTINUA NA PÁGINA 2

Desde que passou a fazer parte da Rússia, península teve aposentadorias reajustadas, mas enfrenta desabastecimento de água. ALEKSÊI LOSSAN GAZETA RUSSA

Quando a Crimeia passou a fazer parte da Rússia, em meados de março, seus habitantes viram as aposentadorias aumentarem, os voos da parte continental do país para a península baratearam e criou-se um projeto para uma área de jogos de azar no local, que seria transformado em u ma “Las Vegas russa”. Mas, apesar dos benefícios, existem consequências negativas: a península está enfrentando problemas de abastecimento de água potável e fornecimento de energia elé-

trica, e os grandes bancos deixaram de funcionar ali.

Escolhendo um lado A unificação da Crimeia com a Rússia levou a uma revisão completa do sistema bancário, e todos os grandes bancos russos e ucranianos saíram da península. “Os grandes bancos russos não vão funcionar na Crimeia porque os players do mercado, como o VTB24, o Banco de Moscou e o Alfa Bank, têm grandes subsidiárias na Ucrânia e, é claro, devido à situação política e econômica, será impossível ter atividade comercial ativa na Ucrânia e na Crimeia ao mesmo tempo”, disse à Gazeta Russa o presidente do ba nco V T B24, M i k ha i l Zadornov. Segundo ele, na penínsu-

Leia as notícias mais fresquinhas no site

la permanecerão os bancos que trabalham apenas na Crimeia, como o Banco Nacional e Comercial da Rússia e o Banco do Mar Negro pa ra a R e con st r ução e Desenvolvimento. Esses receberão os passivos e ativos dos bancos ucranianos, principalmente do maior deles, o Private Bank, que decidiu não trabalhar mais na península. Os bancos russos também entregarão a essas instituições de crédito seus ativos e passivos, especialmente o VTB 24, que contava com doze filiais no território da Crimeia para atender à Frota do Mar Negro. De acordo com o Ministério do Trabalho da Rússia, atualmente 677 mil pensioCONTINUA NA PÁGINA 2

b r. r b t h .co m

E NÃO DEIXE DE CONFERIR NOSSA PRÓXIMA EDIÇÃO IMPRESSA EM 21 DE MAIO


Política e Sociedade

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ENTREVISTA ALEKSÊI LIKHATCHOV

PRESIDENTE DA DELEGAÇÃO RUSSA DA COMISSÃO INTERGOVERNAMENTAL RUSSO-BRASILEIRA FALA SOBRE COOPERAÇÃO ECONÔMICA

ITAR-TASS

Ao final de sua visita oficial ao Brasil, Aleksêi Likhatchov, presidente da delegação russa da comissão intergovernamental russo-brasileira e vice-ministro para o Desenvolvimento Econômico, falou à Gazeta Russa sobre a expansão da cooperação econômica entre os dois países e as dificuldades nesse processo. Como o senhor avalia as relações russo-brasileiras atualmente? Temos uma boa dinâmica de relações. Em médio prazo, as trocas comerciais aumentaram significativamente, chegando a US$ 5,5 bilhões. Também é considerável o nível de investimento feito por empresas russas na economia brasileira, avaliado em US$ 1,2 bilhão só em investimentos diretos acumulados. Mas, se levarmos em conta o valor de nossas economias, o número de habitantes do Brasil e o vasto território de ambos os países, é claro que estamos falando de um nível insuficiente. Os presidentes de ambos os países estabeleceram uma

meta de US$ 10 bilhões para o volume de negócios bilateral. Algo impede isso? Acho que existe apenas um entrave na nossa relação: a distância física entre os nossos países. Todo o resto deve contribuir e promover o comércio. Eu e [o vice-ministro das Relações Exteriores do Brasil] Eduardo dos Santos discutimos detalhadamente questões relacionadas ao desenvolvimento comercial e às relações de investimento, e vemos uma abordagem com três frentes para resolver essa questão. A primeira coisa é escolher um conjunto específico de projetos de cooperação. Viemos para cá com uma missão empresarial séria. As empresas que participaram das negociações são campeãs mundiais em seus ramos de atividade. Estamos falando de companhias como a [petrolífera] Rosneft, a [companhia ferroviária] Russian Railways e a [fabricante de veículos pesados militares e civis] Uralvagonzavod. Além das empresas indicadas, também a nossa indústria de engenharia mecânica, a Inter RAO e a Ro-

RAIO-X IDADE: 51 FORMAÇÃO: ECONOMISTA E RADIOFÍSICO

Aleksêi Likhatchov foi deputado municipal de Níjni Nôvgorod de 1990 a 1993, e estatal de 2000 a 2007, quando inte-

satom entram nesse grupo de líderes. A segunda abordagem está direcionada na aproximação do nosso empresariado. E não apenas na troca entre missões empresariais, mas também no desenvolvimento de ferramentas de comércio eletrônico. Esse é o futuro do comércio global. A unificação da plataforma nas áreas comercias e a simplificação de acesso a instrumentos de compras on-line para nossas empresas com base na reciprocidade podem trazer características inteiramente novas ao nosso comércio. O terceiro e último ponto é a promoção sistêmica das tro-

grou o comitê de política orçamentária, financeira e fiscal. Em 2008, foi conselheiro do ministro do Desenvolvimento Econômico, tornando-se seu vice a partir de 2010. De 2008 a 2010, foi diretor do departamento de análise e regulação de economia externa do mesmo ministério.

cas comerciais. Nós propusemos, e o lado brasileiro conc or dou , q u e é pr e c i s o desenvolver o diálogo entre as uniões econômicas. Refiro-me ao Mercosul, na América do Sul, e à União Aduaneira, entre Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão, no continente eurasiático. A Rússia é um dos maiores importadores de carne brasileira. Existem perspectivas de aumento das importações? Temos situações um pouco diversas para diferentes grupos de produtos. A avicultura, que tem a mais elevada rotatividade dos recursos investidos, se desenvolve ativamente na

Neste ano, o Brasil vai sediar uma reunião de cúpula do Brics. Muito se fala sobre a criação de um banco de investimento e fundo monetário do grupo. Como o senhor vê as perspectivas para essas instituições? O que mais podemos esperar da cúpula? Os ministérios da Fazenda de nossos países executam um trabalho árduo para redigir a documentação estatutária e, por enquanto, decidiu-se sobre o capital autorizado do banco do Brics. O capital atribuído será de US$ 50 bilhões, composto por capital integralizado e capital exigível. Agora estão sendo discutidas questões tecnológicas, tais como a localização da sede e dos princípios de distribuição das ações entre os participantes. Espero que grande parte das questões seja resolvida diretamente na cúpula em Fortaleza. Não vamos antecipar os eventos, pois a palavra aqui pertence a nossos governantes. A segunda questão é sobre a agenda da cúpula. Sabemos que o principal tema de discussão proposto pelos brasileiros é o crescimento contínuo das economias de nossos países, o que implica na participação ativa de todos os segmentos da população no desenvolvimento econômico e social, o acesso equitativo aos recursos nacionais para as empresas e os cidadãos. Temos grande interesse nesse tópico e estamos trabalhando nele. No evento em Fortaleza, também gostaríamos de avançar com a agenda econômica.

DIVULGAÇÃO

“Distância é a única barreira entre Brasil e Rússia”

br.rbth.com/25167

Membros do Brics avançam em FMI próprio

Rússia. E não porque tenhamos alguma queixa em relação às compras brasileiras, mas simplesmente porque a indústria nacional está se colocando no mercado competitivo. Quanto à carne bovina, acredito que o Brasil tem ainda grande espaço de manobra, mesmo já compondo mais da metade de todas as nossas importações de carne bovina congelada.

Países poderão excluir uso do dólar em futuras trocas CONTINUAÇÃO DA PÁGINA 1

sos do FMI, que é determinado por Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês), gira em torno de US$ 369,52 bilhões. No entanto, fazem parte do FMI 188 países que podem necessitar de assistência financeira a qualquer momento. Outra promessa dos Brics é a criação de um Banco de Desenvolvimento alternativo ao Banco Mundial para financiar projetos que não

Instituições darão conotação política ao grupo, já que países intensificarão presença no exterior sejam de interesse dos EUA nem da UE. O objetivo principal da instituição é financiar projetos externos ao grupo e ajudar países que necessitem desenvolver suas estruturas. “Pode ser de interesse dos Brics, por exemplo, conceder empréstimo a um país africano para um programa de desenvolvimento de energia hidrelétrica no qual os países do grupo poderão fornecer equipamento ou executar trabalhos”, explica o especialista do Grupo de Especialistas Econômicos, Iliá Prilepski. “Se o empréstimo for concedido pelo FMI, o equipamento será fornecido pelos países ocidentais, que irão controlar também seu funcionamento”, completa. Para a diretora do departamento de análise do Golden Hill Capital, Natália Samóilova, a criação do Banco de Desenvolvimento ganha, assim, conotação política. “É

Há planos de expandir a cooperação também no domínio da cultura? No ano passado foram realizados dias da cultura russa no Brasil, e neste ano deve haver os dias da cultura brasileira na Rússia. Temos um interesse imenso tanto pela história desse país, como por suas formas de arte, que alcançaram fama mundial. No Grande Salão do Conservatório de Moscou, em 2013, organizou-se um festival de bossa nova. Entre outras coisas, um fator indicativo foi o fato de ele ter sido patrocinado pelo conselho empresarial russo-brasileiro. Os russos gostam do Brasil, portanto, acho que as atividades planejadas terão grande adesão. Entrevista realizada por Ivan Kartachov

uma jogada de certa forma política, que pode enfatizar o fortalecimento crescente de países cuja opinião, muitas vezes, não é levada em conta pelos desenvolvidos.”

Proteção O pool de reservas cambiais dos países do Brics será uma proteção para o caso de problemas financeiros e déficit orçamentário em algum dos países-membros, como, por exemplo, a recente queda brusca do rublo na Rússia. A ajuda poderá ser obtida também em caso de grande fuga de capitais devido ao abrandamento da política monetária da Reserva Federal dos EUA, que costuma levar ao surgimento de problemas internos de crise no sistema bancário. “A maior parte do FMI é destinada ao resgate do euro ou das moedas nacionais de países desenvolvidos. Em caso de necessidade, e levando-se em conta que a gestão do FMI está nas mãos dos países ocidentais, é pequena a esperança de que essa organização ajude”, destaca Lukov. O pool de reservas também ajudará os países do Brics a interagir gradualmente sem a mediação do dólar norte-americano, segundo Natália Samóilova, embora tenha-se optado por repor o capital social do Banco de Desenvolvimento e do pool das reservas de divisas dos países do Brics com a moeda americana. “Não podemos excluir que, em um futuro muito próximo, tendo em conta as ameaças de sanções econômicas contra a Rússia por parte dos EUA e da UE, o dólar possa vir a ser substituído pelo rublo e por outras moedas nacionais dos membros do grupo”, diz Samóilova.

De alvo de disputas a zona de jogos de azar

Meios de Transporte A empresa Ferrovias Ucranianas cancelou alguns trens para a Crimeia, já que todos os trens que vão da Rússia para a península precisam passar pelo território da Ucrânia. Como resultado, a Ferrovias Russas lançou um comunicado no qual dizia considerar a possibilidade de cancelar todos os trens da Rússia continental para a península. Por enquanto, as partes concordaram em manter

FRASES

Ígor Karátchin

Água e eletricidade Também não estão resolvidos os problemas com o fornecimento de água potável e energia elétrica à península. Oitenta por cento do abastecimento de água na Crimeia era provido pela Ucrânia, pelo canal Norte-Crimeia. Agora, o fornecimento foi reduzido a um mínimo pelo país. Assim, será necessário perfurar novos poços no sudeste da península. Em m a io, e s p e c i a l i s t a s d a RusHidro farão uma análise do local e poderão se beneficiar de uma concessão ali. A Crimeia depende também da energia elétrica ucraniana. A usina existente na pensínsula cobre apenas de 10% a 30% de suas necessidades, enquanto cerca de 70% a 90% dos 1.400 MW consumidos são provenientes da Ucrânia. Atualmente, o Ministério de Energia da Rússia considera diversas opções, in-

PORTA-VOZ DA AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO ESTRATÉGICO DA RÚSSIA

"  LORI/LEGION MEDIA

nistas vivem na Crimeia e em Sevastópol. Para eles a entrada da península para o território da Rússia resultou em um aumento das aposentadorias. O valor médio da aposentadoria na península era de 5.570 rublos (R$ 345) e em Sevastopol, de 6.200 rublos (R$ 385), valores inferiores aos do resto da Rússia. Agora, mais de um terço das aposentadorias na Crimeia e Sevastopol já tiveram um aumento de 25%.

parcialmente o serviço, mas o problema não foi resolvido.

AP

CONTINUAÇÃO DA PÁGINA 1

Temos a missão de nos dedicar a um plano para o desenvolvimento econômico de Sevastópol e da Crimeia em longo prazo. Esse plano não é algo momentâneo e permite dizer como a Crimeia estará daqui a 10, 15, 20 anos.”

Desde referendo de março, que teve 96% de adesão, a Crimeia passou a fazer parte da Rússia

Para desenvolver turismo na região, presidente russo isentou voos de impostos cluindo a construção na península de usinas que gerem mais de 1.300 MW ou a passagem de cabos pelo fundo do Estreito de Kerch.

“Las Vegas russa” Ainda em março, quando se

discutia modos de desenvolver economicamente a Crimeia, duas áreas de atuação foram ressaltadas: o fomento do turismo e transformação da área em uma zona de jogos de azar, ao estilo de Las Vegas. Nos últimos anos, a península recebeu de 5,5 a 6 milhões de turistas anualmente - 60% desses, ucranianos. Agora, as autoridades querem redirecionar para a península o fluxo de turistas russos.

O primeiro incentivo para aumentar esse fluxo será abaixar o preço da passagem aérea. No site do Kremlin foram publicadas instr uções ex pressas para isentar do imposto sobre o valor agregado os bilhetes aéreos à península até janeiro de 2015. Dessa maneira, o custo do transporte será reduzido em 18%. Além disso, o governo introduziu subsídios adicionais nos voos para a Crimeia, a exemplo do sistema

Vladímir Levandóvski MINISTRO DAS FINANÇAS DA CRIMEIA

Estamos com um problema no sistema bancário, mas acredito ele estará resolvido dentro de um mês e as empresas poderão trabalhar e pagar seus tributos, já que hoje todos os gastos estão a cargo da ajuda financeira russa ao orçamento federal.”

de incentivos já aplicados em outras regiões russas como Kaliningrado e o Extremo Oriente. O preço dos bilhetes de Moscou para a Crimeia passou, assim, de 11 mil rublos (R$ 680) para 7.500 rublos (R$ 465). Além dos voos baratos, outro atrativo para levar turistas à Crimeia será a criação de uma área legal de jogos e cassinos. Uma proposta de lei sobre isso já foi apresentada na Duma (câmara baixa do Parlamento na Rússia). As autoridades russas pretendem abrir o primeiro cassino da península até o final de 2016, e esperam que a área concorra diretamente com Monte Carlo, Las Vegas e Macau. A projeção é que a zona de jogo ajudará a criar mais de 10 mil postos de trabalho na região. O investimento total da primeira fase do projeto é estimado em US$ 1,5 bilhão. Desse montante, apenas a parte destinada à criação de infraestrutura seria fornecida pelo orçamento federal.


Especial

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Exportação País é o que mais vende para a Europa; só em 2013 foram 86 milhões de metros cúbicos

Gás russo é necessário a europeus UE tenta achar alternativas à commodity russa, mas infraestrutura pronta do país o mantém como principal fornecedor. TATIANA ZÍKOVA ESPECIAL PARA GAZETA RUSSA

A Comissão Europeia volta a discutir seu abastecimento de gás pela Rússia e são negociados, marcados e desmarcados encontros entre as partes envolvidas para discutir o assunto. Mas não existe premissa de ordem econômica por trás das conversações acerca de alternativas à commodity do país. Além disso, ao contrário de outros fornecedores, a Rússia continua sendo o único país capaz de aumentar o fornecimento de gás natural para a Europa, segundo o diretor-geral do Instituto da Energ i a Nac io n a l , S e r g u ê i Pravosudov. “Esse cenário de rejeição do gás russo somente poderá se concretizar se em algum lugar do mundo conseguirem descobrir como produzir energia barata por meio de fusão termonuclear em escala industrial”, diz Pravosudov.

Volume recorde Atualmente, a União Europeia é abastecida por cinco grandes fornecedores. A Rússia ocupa o primeiro lugar, seguida pela Noruega, Argélia, Holanda e Qatar. “No ano passado, porém, apenas dois desses fornecedores aumentaram o suprimento: a Rússia e a H o l a n d a”, a f i r m a Pravosudov. Além disso, em 2013 a exportação de gás russo atingiu o volume recorde de 161,5 bilhões de metros cúbicos de gás, contra os 138,8 bilhões de metros cúbicos em 2012. O preço do produto caiu, em

média, em 5,5%, chegando aos 380 dólares por 1.000 metros cúbicos. Enquanto isso, a Holanda declarou que futuramente irá reduzir o fornecimento em 20%, já que seus depósitos estão se esgotando. A Noruega também não promete crescimento significativo e, a partir de 2020, reduzirá os gastos com prospecção de novas jazidas para aumentar a produção. Na Argélia, o consumo interno de gás cresce e, assim como o Qatar, o país aumenta o fornecimento de GNL para a China, a Coreia e o Japão, onde se paga muito mais pela commodity. Assim, pouco sobra para a Europa.

Variante liquefeita Outra questão importante é a construção de terminais de recebimento de gás natural liquefeito na UE. Já há uma década se fala sobre o recebimento de GNL no bloco. Tanques especiais foram construídos na Espanha, por exemplo, e estão sendo preenchidos em até 30% de sua capacidade, enquanto seus proprietários incorrem em prejuízos. “A questão mais importante nesse contexto é se a América do Norte conseguirá colocar no mercado europeu o volume de gás natural liquefeito necessário, conforme prometido, aumentando sua produção interna para tanto”, diz Pravosudov. Analisando o capital investido pelos EUA em exploração e perfuração de novos poços, a resposta seria negativa. Em 2013, a quantidade de perfurações do país foi a menor dos últimos 15 anos. Em comparação com 2008, caiu para um terço. A queda abrupta da quantidade de perfurações, e pa-

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FATOS SOBRE O GÁS RUSSO

A maior parte é consumida na Europa e nos países da extinta URSS, incluindo os Bálticos (Estônia, Letônia, Lituânia), além de Ucrânia, Bielorrússia, Romênia, Hungria, República Tcheca, Eslováquia e, a partir daí, Polônia, Alemanha e outros.

Os Estados menos dependentes da commodity russa são Espanha e Portugal, abastecidos pela Argélia, e França, Reino Unido e países nórdicos, cujo principal fornecedor é a Noruega.

Muitos países europeus têm projetos conjuntos com a Gazprom para a construção de gasodutos como o South Stream, que atravessará o mar Negro para chegar à Europa, e do qual participam também Alemanha (por meio da BASF) e Itália (ENI).

Em construção, russo South Stream rivaliza com Nabucco, apoiado pelos EUA. Já Nord Stream é projeto russo-germânico.

(In)dependência russa

Top-10 dos principais gasodutos do país

O Nord Stream também conta com participação da Rússia e da Alemanha, e atravessa o Báltico para abastecer a última. Deverá ser estendido ainda à França, provendo no caminho Bélgica e Holanda.

br.rbth.com/25079

ralelamente da produção de GNL, é explicada pelo crescente interesse dos americanos com relação à produção de gás e petróleo de xisto, cujo custo nos EUA é de 70 dólares por barril.

Apesar de ser muito difícil extrair o material de rochas em grandes profundidades, os EUA conseguiram progressos nesse tipo de produção. Entretanto, cresce no país a demanda interna por

GLN como combustível veicular e para a indústria de energia. Especialistas afirmam que, nos próximos anos, os EUA não só não começarão a exportar GNL em grande esca-

la, devido à diminuição da produção e do aumento dos preços no mercado interno, como serão obrigados a aumentar a oferta do produto, r e cor r e ndo ao v i z i n ho Canadá.

A UE costumava elaborar relatórios e gráficos que projetavam uma redução potencial da dependência de gás russo até 2050. “O cálculo incluía a premissa de que, até 2020, Austrália, Mediterrâneo Oriental e Nova Guiné abrigariam uma nova geração de usinas de gás natural liquefeito e parte da produção seguiria para a UE”, explica o presidente do Instituto de Energia e Finanças, Vladímir Féiguin. “Por um lado, esse processo não é rápido, por outro, as estimativas no plano econômico não foram concluídas. De modo geral, o problema permanece estratégico para o bloco.”

Reversão Eslováquia se diz pronta a investir em infraestrutura se país garantir compra do gás

Com fim de desconto, Ucrânia busca commodity na Europa País importará 15 bilhões de metros cúbicos de gás russo em 2014. Outros 35 bilhões poderão ser revertidos da Europa. ALEKSÊI LOSSAN GAZETA RUSSA

Com o fim dos descontos da Gazprom na Ucrânia, o preço do gás subiu para US$ 485 por mil metros cúbicos no país. As autoridades ucranianas esperam resolver a situação com importações feitas na própria Europa, provenientes da Eslováquia ou da Polônia. Por enquanto, a gigante estatal russa Gazprom consegue bloquear com sucesso tal solução. De acordo com o Ministério de Energia ucraniano, em 2014, o país importará da Rússia 15 bilhões de metros cúbicos de gás. Outros 35 bilhões deverão vir de gás revertido da Europa, de acordo com os planos iniciados ainda durante a presidência de Víktor Ianukóvitch. Em 2012, a Ucrânia firmou

contrato com a alemã RWE a respeito de “gás revertido” - ou seja, o fluxo vem da Europa, ao contrário do costumeiro, quando vai para a Europa - proveniente da Polônia, e, em 2013, da Hungria. Mas os valores ainda estavam muito elevados, em média, US$ 390 por mil metros cúbicos - cerca de US$ 100 acima do preço russo com desconto. O contrato entre a Naftogaz e a RWE prevê acordos mensais adicionais sobre o preço e o volume das transferências de gás. Assim, o fornecimento de gás revertido para a Ucrânia irá saltar dos 2 bilhões de metros cúbicos para os 6 bilhões. Devido ao aumento dos preços do gás russo com a crise ucraniana, a compra do produto europeu poderá se tornar mais rentável. Nesse cenário, Kiev se volta para a Eslováquia, que pode reverter para o país até 30 bilhões de metros cúbicos por ano, de acordo com o Ministério de Energia da Ucrânia.

Gasodutos que atravessam o território ucraniano

País volta a comprar da Polônia Batendo de frente com a Rússia, as autoridades ucranianas voltaram a comprar gás da alemã RWE Supply & Trading. O acordo de fornecimento por meio da Polônia foi assinado anda em 2012, mas em janeiro de 2014 a Ucrânia recebeu um desconto

no gás russo e rescindiu o contrato de compra. Agora, segundo o acordado, a Ucrânia poderá receber até 10 bilhões de metros cúbicos de gás da RWE até 2017. O consumo anual ucraniano ultrapassa os 50 bilhões de metros cúbicos por ano.

“Como os contratos com a Gazprom são feitos sob o regime ‘take and pay’, pode-se encontrar excedentes em muitos países”, explica o analista-chefe da UFS IC, Iliá Balakirev. O ‘take and pay’ é regido pela obrigatoriedade do país comprador de pagar uma parte da entrega total, independentemente do volume de gás comprado. Assim surgem os excedentes em países compradores, como a Eslováquia. Mas é pouco provável que o governo eslovaco possua reservas de gás. “Não há dutos adicionais na Eslováquia para o país realizar uma exportação revertida. Os gasodutos existentes estão cheios de gás russo, fornecido há alguns anos por meio de um acordo entre a Gazprom e a operadora Slovak Eustream”, explica o especialista da consultoria Finan Management, Dmítri Baranov. Assim, o discurso pode estar ocultando o chamado

“reverso virtual”. “Nesse esquema, não há reservas técnicas, mas um envio de gás para a Ucrânia a partir de gasodutos russos”, disse à Gazeta Russa o professor-assistente da RANEPA, Ivan Kapitanov. “A Gazprom, por lei, pode se recusar a pagar pelo trânsito desse gás, e a Ucrânia não quer perder essa renda, por isso denomina o esquema de revertido.” Assim, a Gazprom vetou a iniciativa de Ianukóvitch de receber gás revertido da Eslováquia em novembro de 2013.

Rússia aposta na ilegalidade da reversão. Dívida também atravanca negócios ucranianos. Hoje, a posição da empresa se mantém firme. Apesar disso, na última quinta-feira (24), a Comissão Europeia rejeitou as declarações da Rússia quanto à ilegalidade do gás revertido da Eslováquia à Ucrânia. De acordo com Iliá Balákirev, a maneira mais eficiente de a Rússia barrar essa prática seria recusando a fórmula “take and pay” e apresentando descontos para a Eslováquia a fim de que a for-

mação de reservas se torne antieconômica. A Eustream chegou a divulgar nota em que afi rma não ser possível fornecer gás revertido à Ucrânia sem o consentimento da Gazprom. O vice-primeiro-ministro dos Negócios Estrangeiros da Eslováquia, Miroslav Lajcak , declarou o mesmo ponto de vista ao jornal ucraniano “Delo”. Um representante da Eustream também afirmou à Reuters que a reversão do fornecimento pela Eslováquia através de quatro dutos de gás russo quebra os termos do contrato com a Gazprom. Para começar uma reserva de gás para reversão física, seriam necessárias melhorias na infraestrutura de transporte. A solução seria construir um novo gasoduto que permita a reversão. A Eustream está pronta para investir na construção de um gasoduto, que custaria até 20 milhões de euros – algo que os ucranianos não têm. A Eslováquia estaria disposta a pagar pela obra se a Ucrânia garantisse a compra. Mas as empresas europeias temem que a Ucrânia não possa pagar pelo gás revertido. Desde 3 de abril, a Naftogaz acumula uma dívida de compra de gás com a Gazprom que soma US$ 2,2 bilhões.


Em Foco

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RECEITA

Lançamento Série “Cinema soviético” terá 14 filmes do Mosfilm licenciados pelo CPC-Umes

Schavêlevi, a sopa de azedinha que é um clássico quaresmal

Cinema do realismo socialista chega ao Brasil

JENNIFER EREMEEVA ESPECIAL PARA GAZETA RUSSA

Primeiros títulos da coleção no mercado são “Lênin em Outubro” e comédia musical “Volga-Volga” e estarão à venda em grandes redes. SERGIO MADURO

© RIA NOVOSTI

ESPECIAL PARA GAZETA RUSSA

O CPC-Umes (Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo) fez um acordo de licenciamento de 14 fi lmes com o Estúdio Cinematográfico Mosfilm para lançamento em DVD da série “Cinema Soviético”. O contrato inclui a divulgação de obras dos anos 1930 a 1950 pouco conhecidas no Brasil. Os primeiros DVDs lançados no dia 4 de abril na sede da Umes foram o épico “Lênin em Outubro” (Mikhail Romm, 1937) e a comédia musical “Volga-Volga” (Grigóri Aleksandrov, 1938). Os DVD serão comercializados em lojas de grandes redes e seu preço sugerido é de R$ 20,00. A lista completa dos 14 filmes, que a Umes ainda prefere manter em segredo, será lançada até o final do ano. A entidade, porém, já divulgou que os próximos lançamentos serão “Circus” (Grigóri Aleksandrov, 1936) e “Os Tratoristas” (Ivan Piriev, 1939). A lém desses, também fazem parte da lista fi lmes dirigidos por Chukhrai, Kalatozov, Pudóvkin, Chiaureli e Ózerov.

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O acordo com o estúdio russo garante acesso a matrizes originais ou restauradas de um material praticamente inédito nas televisões, videolocadoras, cinemas e cineclubes do Brasil. “Existem cópias em película de alguns filmes russos dos anos 1930 na Cinemateca, mas a maioria não tem legenda, então não circula”, disse à Gazeta Russa Eduardo Morettin, professor de História do Audiovisual da Escola de Comunicações e Artes da USP e conselheiro da Cinemateca Brasileira. Outro aspecto que contribuiu para o ineditismo foram as circunstâncias políticas vividas por Brasil e Rússia a partir de 1930. Paolo Gregori, professor da Academia Internacional de Cinema, lembra que, a partir de 1964, o regime militar no Brasil proibiu durante anos a exibição desses filmes. “Uma das raras chances

KINOPOISK.RU (5)

Matrizes originais

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Cenas de filmes da série: 1“Volga-Volga” (1938); 2- “Lênin em Outubro” (1937); 3“Os tratoristas”(1939); 4- “Circus” (1936); 5- “A mãe” (1926)

“São filmes plasticamente muito bonitos, nos quais o regime é só um fermento” “Mesmo sob burocratas, cineastas mostravam o que podiam fazer se tivessem liberdade”

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que tivemos para ver as obras de alguns diretores, como Piriev, Kalazatov e Ózerov, foi pelo acesso ao acervo da Soveksportfi lm, no escritório em São Paulo. Fora isso, muito pouco”, diz Gregori. “São filmes plasticamente bonitos, nos quais a propaganda do regime [socialista] é apenas um fermento, pois Aleksandrov, Romm, Chukhrai e Kalazatov eram, antes de mais nada, artistas que, alinhados ou não a Stálin, queriam fazer seus filmes”, completa. Hoje, a situação política é mais favorável ao intercâmbio cinematográfico. “Os Brics e toda uma situação internacional tornam interessante divulgar a produção russa aqui neste momento”, diz Susana Lischinsky, jornalista e tra-

dutora que participou do processo de licenciamento dos filmes.

Pioneirismo As experimentações das duas primeiras décadas do século 20 asseguraram a grandiosidade do cinema russo. Nesse período, Eisenstein ficou mundialmente conhecido e fez sucesso com um cinema sem heróis individuais, deixando que as massas ocupassem as telas. Neide Jallageas, pesquisadora de arte e cinema russos e editora da publicação virtual Cadernos de Pesquisa Kinoruss, recorda que o legado teórico de cineastas russos dessa época, como Eisenstein, Pudóvkin e Kuleshov, beneficiou as gerações das décadas seguintes e ainda constitui importante fonte de

consulta para estudiosos e realizadores. Com a consolidação do stalinismo nos anos 1930, o realismo socialista se impôs como um estilo que pautou as produções cinematográficas, mas, em muitos países, gerou um certo desinteresse técnico e político por sua circulação. “A partir de 1932, o realismo socialista se tornou o cânon da produção artística na União Soviética e, desde então, os filmes tiveram de obedecer a esse modelo, e o caráter de experimentação, que era mais presente na produção russa/soviética dos anos 1920, foi se perdendo”, explica Eduardo Morettin. “Esses filmes têm uma dimensão ficcional, mas, por conta da preocupação com o registro de iniciativas ligadas ao governo - o processo de coletivização dos campos, a introdução de máquinas na agricultura -, acabam tendo essa relação com o momento imediato”, acrescenta. Morettin nega, no entanto, um mero caráter documental. “São obras de arte; Pudóvkin, que circulava na Europa dos anos 1930 e 1940, foi muito importante porque sua produção está nas raízes do neorrealismo italiano”, lembra o professor. “Mesmo sob a batuta dos burocratas, alguns cineastas conseguiam mostrar bons indícios do que seriam capazes de realizar se tivessem liberdade”, concorda Jallageas.

Uma das razões pelas quais amo viver na Rússia é o fato de ter acesso à azedinha durante o ano todo. Essas delicadas folhas verdes são um deleite raro na Europa, nos Estados Unidos e também no Brasil, onde começam a ser cultivadas principalmente de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, por exigirem temperaturas amenas para se desenvolver. Na Rússia, no entanto, mesmo nas profundezas do inverno, basta uma rápida passadinha ao mercado local para comprar azedinha e fazer a clássica borsch verde, ou “sopa Schavêlevi”. Depois de algumas tentativas, finalmente encontrei o equilíbrio certo de texturas e sabores dessa sopa, um clássico da quaresma, quando os russos não comem carne, leite ou ovos. Curiosamente, as batatas, em cujas propriedades de espessamento achei que pudesse confiar, tornaram a sopa

de azedinha muito indigesta; a abobrinha provou ser, portanto, a melhor substituta. Embora nada possa substituir a alquimia que ocorre quando as folhas estão sendo lentamente refogadas na manteiga, cozinhá-la com algumas colheres de água conseguiu trazer à tona aquele sabor crucial da erva. Um pouco de sal, suco de limão e uma pitada de pimenta caiena fecham com chave de ouro! Para uma versão não quaresmal, use caldo de galinha em vez de caldo de legumes, refogue a azedinha e o espinafre em 4 colheres de sopa de manteiga, e adicione 2 colheres de sopa de açúcar ao alho-poró à medida que ele começar a liberar água. Coloque a mistura toda em um liquidificador ou processador de alimentos, e, em seguida, despeje lentamente uma xícara de sopa quente em 2 gemas de ovo, batendo tudo até ficar cremoso. Adicione uma boa dose de creme de leite ou sour cream para dar o toque final!

FOTOIMEDIA

Ingredientes: · 3/4 de caldo de frango ou legumes; · 2 abobrinhas, cortadas em discos de 1 cm; · 1 aipo descascado e picado; · 4 talos de alho-poró limpos e picados; · 3 xícaras de azedinha sem ramos; · 2 xícaras de espinafre; · 1 xícara de salsinha picada; · 1 colher de sopa de sal; · 2 colheres de sopa de suco de limão; · 2 colheres de sopa de noz-moscada; · ½ colher de chá de pimenta caiena; · 4 colheres de sopa de manteiga.

Modo de preparo: Em um panela, ferva 1/2 xícara de água. Refogue o alho-poró em água até que fique macio, acrescentando uma colher de sopa de sal e uma colher de sopa de noz-moscada sobre

eles à medida que começarem a murchar. Adicione o aipo, a abobrinha, e o caldo de legumes. Leve à fervura e depois tampe a panela. Deixe cozinhar até que os legumes fiquem macios e soltem do garfo. Coloque uma frigideira grande em fogo médio, adicione 4 colheres de sopa de água e leve lentamente à fervura. Acrescente as folhas de azedinha, cozinhando até que murchem e liberem toda sua água. Adicione a azedinha cozida à panela, misture bem e cozinhe por mais 3 minutos. Na sequência, coloque o espinafre cru e a salsa, o restante do sal, da noz-moscada e da pimenta caiena a gosto. Retire do fogo e acrescente o suco de limão. Bata a sopa de azedinha no liquidificador ou processador em porções até chegar à consistência desejada. Priátnogo Appetita!

EXPEDIENTE

CALENDÁRIO CULTURA E NEGÓCIOS O JARDIM DAS CEREJEIRAS ATÉ 11 DE MAIO, SEX. 20H, SÁB.19H, DOM. 18H, SESC BOM RETIRO, SÃO PAULO-SP

ASSIM VIVÍAMOS ATÉ 25 DE MAIO, DAS 10H ÀS 21H, CAIXA CULTURAL, RIO DE JANEIRO - RJ

A última peça escrita por Tchekhov retrata o declínio de uma família aristocrática no início do século 20. A Cia. Elevador Panorâmico enfatiza a delicadeza das relações.

A exposição traz pela primeira vez ao Brasil uma individual de Vladímir Lagrange, um dos maiores fotógrafos soviéticos vivos. A mostra é composta por 65 imagens em preto e branco da época soviética.

› www.sescsp.org.br

› www.caixa.gov.br/caixacultural

MAIS EM: www.gazetarussa.com.br

FEIRA DO LESTE EUROPEU ESPECIAL DIA DAS MÃES

MOSCOW INTERNATIONAL FURNITURE SHOW 2014

MEGAPOLIS INFRASTRUCTURE RUSSIA

RUA ARACATI MIRIM, AO LADO DO PARQUE ECOLÓGICO VILA PRUDENTE, SÃO PAULO-SP

DE 20 A 24 DE MAIO, CROCUS EXPO, MOSCOU - RÚSSIA

DE 14 A 16 DE MAIO, CENTRO DE EXIBIÇÕES PAN-RUSSO (VVC), MOSCOU - RÚSSIA

Além do comércio de artesanto e culinária típica do Leste Europeu preparada pela comunidade da Vila Prudente, a feira conta com exposição de veículos antigos, oficinas culturais e shows.

A exibição anual é a principal porta de entrada para o mercado na Rússia e na Europa Oriental, e apresenta uma gama completa de produtos para casa e escritório, móveis, cozinhas e utensílios domésticos.

www.amoviza.org.br

› www.mmms-expo.com

O evento apresenta diversos produtos, novas tecnologias e serviços ligados ao urbanismo, energia e segurança ambiental, e coloca-se como um agente de modernização em metrópoles. › www.mir-r.com

WWW.RBTH.RU E-MAIL: BR@RBTH.RU TEL.: +7 (495) 775 3114  FAX: +7 (495) 775 3114 ENDEREÇO DA SEDE: RUA PRAVDY, 24, BLOCO 4, 12º ANDAR, MOSCOU, RÚSSIA - 125993 EDITOR-CHEFE: EVGUÊNI ABOV; EDITOR-CHEFE EXECUTIVO: PÁVEL GOLUB; EDITOR: DMÍTRI GOLUB; SUBEDITOR: MARINA DARMAROS; EDITOR-ASSISTENTE: ALEKSANDRA GURIANOVA; REVISOR: PAULO PALADINO DIRETOR DE ARTE: ANDRÊI CHIMÁRSKI; EDITOR DE FOTO: ANDRÊI ZÁITSEV; CHEFE DA SEÇÃO DE PRÉ-IMPRESSÃO: MILLA DOMOGÁTSKAIA; PAGINADOR: MARIA OSCHÉPKOVA PARA A PUBLICAÇÃO DE MATERIAL PUBLICITÁRIO NO SUPLEMENTO, CONTATE JÚLIA GOLIKOVA, DIRETORA DA SEÇÃO PUBLICITÁRIA: GOLIKOVA@RG.RU © COPYRIGHT 2014 – FSFI ROSSIYSKAYA GAZETA. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS PRESIDENTE DO CONSELHO: ALEKSANDR GORBENKO (ROSSIYSKAYA GAZETA); DIRETOR-GERAL: PÁVEL NEGÓITSA; EDITOR-CHEFE: VLADISLAV FRÓNIN É EXPRESSAMENTE PROIBIDA A REPRODUÇÃO, REDISTRIBUIÇÃO OU RETRANSMISSÃO DE QUALQUER PARTE DO CONTEÚDO DESTA PUBLICAÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO ESCRITA DA ROSSIYSKAYA GAZETA. PARA OBTER AUTORIZAÇÃO DE CÓPIA OU REIMPRESSÃO DE QUALQUER ARTIGO OU FOTO, FAVOR SOLICITAR PELO TELEFONE +7 (495) 775 3114 OU E-MAIL BR@RBTH.RU

O SUPLEMENTO “RÚSSIA” FAZ PARTE DO PROJETO INTERNACIONAL RUSSIA BEYOND THE HEADLINES (RBTH), QUE É PATROCINADO PELO JORNAL RUSSO ROSSIYSKAYA GAZETA. A PRODUÇÃO DO SUPLEMENTO NÃO ENVOLVE A EQUIPE EDITORIAL DA FOLHA DE S.PAULO. O RBTH É FINANCIADO TANTO POR RECEITAS DE PUBLICIDADE E PATROCÍNIO, COMO POR SUBSÍDIOS DE AGÊNCIAS GOVERNAMENTAIS RUSSAS. NOSSA LINHA EDITORIAL É INDEPENDENTE. O OBJETIVO É APRESENTAR, POR MEIO DE CONTEÚDO DE QUALIDADE E OPINIÕES, UMA GAMA DE PERSPECTIVAS SOBRE A RÚSSIA E O MUNDO. ATUANDO DESDE 2007, TEMOS O COMPROMISSO DE MANTER OS MAIS ALTOS PADRÕES EDITORIAIS E APRESENTAR O MELHOR DO JORNALISMO RUSSO. POR ISSO, ACREDITAMOS PREENCHER UMA IMPORTANTE LACUNA NA COBERTURA MIDIÁTICA INTERNACIONAL. ESCREVA UM E-MAIL PARA BR@RBTH.RU CASO TENHA PERGUNTAS OU COMENTÁRIOS SOBRE A NOSSA ESTRUTURA CORPORATIVA OU EDITORIAL. A FOLHA DE S.PAULO É PUBLICADA PELA EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S.A., ALAMEDA BARÃO DE LIMEIRA, 425, SÃO PAULO-SP, BRASIL, TEL: +55 11 3224-3222 O SUPLEMENTO “RÚSSIA” É DISTRIBUÍDO NA GRANDE SÃO PAULO, INTERIOR DE SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO E BRASÍLIA, COM CIRCULAÇÃO DE 157.988 EXEMPLARES (IVC FEVEREIRO 2014)

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