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QUARTA-FEIRA, 28 DE NOVEMBRO DE 2012

O melhor da

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PRODUZIDO POR RUSSIA BEYOND THE HEADLINES

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História antiga

Baikal é o destino

Diplomata fala com exclusividade de documentos trocados entre Brasil e Rússia no século 19

Lago pode se tornar polo de ecoturismo no país

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P.4 SHUTTERSTOCK/LEGION-MEDIA

Publicado e distribuído com The New York Times (EUA), The Washington Post (EUA), The Daily Telegraph (Reino Unido), Le Figaro (França), La Repubblica (Itália), El País (Espanha), he Z Folha de S.Paulo (Brasil), The Economic Times (Índia), La Nacion (Argentina), Süddeutsche Zeitung (Alemanha), The Mainichi Shimbun (Japão) e outros grandes diários internacionais

Astronomia Desintegração de foguete lançador de satélites reacende discussão sobre detritos espaciais

NOTAS Amado homenageado em centenário

da agênc i a e s pac i a l russa Roscosmos, o número de objetos com dimensões de 1 a 10 cm teria alcançado 200 mil em 2010. Acumulando-se principalmente a uma altura de 850 km a 1,5 mil km, o lixo obedece à lei da gravidade e pode cair na Terra. “Se não forem tomadas medidas para melhorar a situação em relação ao lixo espacia l, voos tr ipu lados e lançamentos de satélites serão impossíveis no futuro”, explica o porta-voz da Academia de Ciências da Engenharia, Iúri Záitsev. Um dos maiores perigos é a alta velocidade com que o lixo se desloca no espaço (cerca de 36 mil km/h). Até um fragmento de 0,5 mm poderia perfurar a roupa de u m cosmonauta a essa velocidade. Atualmente, os Estados Unidos e a Rússia conseguem apenas rastrear a trajetória dos detritos espaciais para evitar colisões, mas não possuem técnicas eficazes para sua remoção nem para evitar que o lixo se acumule ainda mais no espaço.

Russos querem retirar do espaço milhares de objetos sem utilidade que colocam em risco a vida de astronautas. ANDRÊI KISLIAKOV

DIVULGAÇÃO

ESPECIAL PARA GAZETA RUSSA

Em meados de outubro, uma das partes de um foguete lançador de satélites, o estágio superior Briz-M, desintegrou-se em órbita. De acordo com especialistas do Centro de Controle de Missões Espaciais, cinco grandes fragmentos do Briz-M, além de dezenas de outros menores, espalharam-se pelo espaço em órbitas de 250 km a 5 mil km de altitude. Agora, representam uma ameaça para os veículos espaciais que orbitam a essa altura. O lixo espacial, objetos que não desempenham nenhuma função em órbita, pode gerar acidentes fatais, por exemplo, em choque com a ISS (Estação Espacial Internacional), que opera a uma altitude de cerca de 400 km. De acordo com estimativas

© RIA NOVOSTI

Limpando o lixo espacial

Para celebrar os 100 anos de nascimento de Jorge Amado, saiu na Rússia a primeira tradução do romance do escritor baiano “Tocaia Grande”. A obra foi lançada no 5° Festival de Cinema Brasileiro, em Moscou, que contou também com exibição do filme “Capitães de Areia” (2011), dirigido pela neta do escritor, Cecília Amado. Jorge sempre gozou de grande popularidade no país e na era soviética foi agraciado com o Prêmio Lênin da Paz. Maria Azálina

Força Aérea ganha novo bombardeiro em 2020 O “PAK DA”, novo bombardeiro desenvolvido para a Força Aérea da Rússia, não será hipersônico, segundo o comandante da aviação estratégica russa, general Anatóli Jíkharev. Suas declarações vão na contramão das do vice-premiê Dmítri Rogozin, encarregado de supervisionar a indústria militar do país, que anunciou em agosto passado que o equipamento seria hipersônico. A incorporação das aeronaves é esperada para 2020. Ria Nóvosti

Segundo a Roscosmos, há 200 mil objetos entre 1 e 10 cm de tamanho na órbita terrestre, a 36 mil km/h

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Tradutores premiados Commodity Venda do produto dobrou em cinco anos

O Instituto de Tradução abriu, no último dia 20 de novembro, as inscrições para o prêmio Read Russia. Criada em 2011, a premiação é a única no país a agraciar os melhores tradutores de literatura russa para línguas estrangeiras, e está dividido nas categorias: Clássicos do século 19; Século 20 (até 1990); Contemporânea (a partir de 1990); Poesia. As inscrições ficam abertas até 30 de abril de 2013.

País alcança sétima posição no mercado mundial de café

Para muitas pessoas no mundo inteiro a frase “bom dia” só faz sentido depois de uma xícara de café. Na Rússia, até recentemente, não era bem assim. E não porque

NESTA EDIÇÃO DEFESA Chegada de redes como Starbucks e Costa Coffee provocaram crescimento, que chegou aos US$ 2,2 bilhões no ano passado

5% ao ano na Rússia até 2016. Apesar da ampla gama de var iedades e marcas, a maioria dos russos ainda se orienta pelo preço, e não pela qualidade do produto, na hora da compra. “Nosso mercado ainda é muito jovem, e a cultura de

consumo de café não é tão de s e nvolv id a”, e x pl ic a Ramaz Chantúria, diretor-geral da Associação Rosc h a i k o f e (C h á e C a f é Russos). “Se aumentarmos o preço, o consumidor russo optará CONTINUA NA PÁGINA 3

ALAMY/LEGION MEDIA

VIKTÓRIA KAKHÉLINA ESPECIAL PARA GAZETA RUSSA

como Starbucks e Costa Coffee e ao aumento de renda da população. Isso provocou um enorme crescimento do mercado de café na Rússia, que chegou aos US$ 2,2 bilhões no ano passado. Como resultado, o país subiu para a sétima posição no ranking dos países de maior consumo da bebida por habitante. A consultoria Euromonitor estima que esse mercado deva crescer

conseguir um bom café tenha sido um grande problema na ex-URSS. O problema é que, durante séculos, a principal bebida revigorante não alcoólica no país foi o chá, importado da China e da Índia, países menos distantes do que o Brasil, por exemplo. Mas as coisas mudaram. O número de cafeterias nas cidades russas aumentou, graças à chegada de redes varejistas internacionais

ALAMY/LEGION MEDIA

Consumidor ainda está em formação. Quebra da safra e consequente aumento dos preços pode direcioná-lo para café vietnamita.

Marina Darmaros

Segurança reforçada Campo de testes nucleares no Ártico receberá caças

Dança Companhia, que fez turnê no Brasil em 2009, pretende voltar no primeiro semestre do ano que vem

A volta do Balé Nacional Russo

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GAZETA RUSSA

Com turnês regulares pela América Latina, o Balé Nacional Russo tem espetáculos garantidos anualmente no Peru, Colômbia, México e Venezuela. Agora, após mais de três anos sem vir ao Brasil, seu diretor Viatcheslav Gor-

tar ao Brasil. Infelizmente tivemos um intervalo de 3 ou 4 anos desde a última visita, mas agora tudo dará cer to, porque, a lém da dança, é necessária uma boa organização”, disse Gordeev à Gazeta Russa. “Claro que seria muito bom nos apresentarmos novamente em diversas cidades, mas, por enquanto, isso ainda está indefi nido. Gostaríamos de incrementar os laços culturais entre nossos países, mostrar aos brasilei-

ros nosso balé e, possivelmente, convidar depois as companhias de dança brasileiras para virem à Rússia”, afi rma Gordeev. Ex-diretor artístico, além de solista do Balé Bolshoi por duas décadas (19681989), Gordeev recebeu 14 medalhas e prêmios nacionais por sua contribuição às artes, entre eles o título de “Artista Popular da União S o v ié t ic a” (19 8 4), e a CONTINUA NA PÁGINA 4

FOTOIMEDIA

MARINA DARMAROS

deev quer retonar ao país sul-americano já no primeiro semestre de 2013. Depois de apresentar Dom Quixote, de León Minkus, e A Bela Adormecida, de Piotr Tchaikovsky, em uma turnê brasileira que passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Juiz de Fora e Salvador em 2009, o Balé Nacional Russo finalmente faz planos de retornar aos palcos brasileiros. “Nós gostaríamos de vol-

© ALEKSANDR MAKAROV_RIA NOVOSTI

RECEITA Depois de mais de três anos de intervalo, a trupe de Viatcheslav Gordeev quer voltar ao Brasil em grande estilo em 2013.

Sopa fria traz sopro refrescante ao verão PÁGINA 4


Política e Sociedade

GAZETA RUSSA WWW.GAZETARUSSA.COM.BR

ENTREVISTA BORIS KOMISSAROV

Brasil-Rússia, uma ponte ambiental ESPECIALISTA NAS RELAÇÕES ENTRE OS CABOS DIPLOMÁTICOS BILATERAIS

Um acervo de documentos diplomáticos brasileiros do século 19 com informações sobre a Rússia acaba de ser digitalizado em São Petersburgo. O trabalho é de Boris Komissarov, historiador e professor da Universidade de São Petersburgo, que falou à Gazeta Russa em entrevista exclusiva.

A maior parte do acervo era composto de mensagens de diplomatas brasileiros em São Petersburgo no período de 1825 a 1896. Os documentos estavam em mau estado de conservação, cheios de insetos, com o papel roído em muitas partes. Muitos documentos originais não foram preservados. Quando voltei à Rússia, as digitalizações foram encaminhadas para a Biblioteca Presidencial Iéltsin.

Como foram descobertos os documentos? Fui pela primeira vez ao Brasil em 1988 como consultor de uma grande exposição sobre o viajante e cientista russo-alemão Grigóri Langdsorff, que foi cônsul-geral da Rússia no Rio de Janeiro e organizou, no início do século 19, uma grande expedição no interior do Brasil. Estou muito envolvido nos estudos sobre esse viajante e a história das relações entre Rússia e Brasil. Assim, consegui permissão para fotografar os documentos no arquivo do Ministério das Relações Exteriores brasileiro, totalizando cerca de 35 mil fotografias.

Se as relações diplomáticas entre Rússia e Brasil se estabeleceram em 1828, por que os primeiros documentos datam de 1825? O processo de estabelecimento das relações diplomáticas começou em 1825 e teve a participação ativa dos diplomatas russos e brasileiros em Londres e Viena. Os documentos relativos aos contatos diplomáticos nestas duas cidades – redigidos, aliás, em vários idiomas, inclusive francês– também foram fotografados. Estou trabalhando em uma grande obra dedicada às relações entre os dois impérios, do Brasil e da Rússia, no período de 1808 a 1889.

MARIA DEGTIAREVA ESPECIAL PARA GAZETA RUSSA

O primeiro volume é dedicado a suas raízes e vai incluir, entre outras coisas, parte do material digitalizado referente ao período de 1825 a 1831. Quero concluir o primeiro volume até a cúpula dos países do Brics, prevista para meados do ano que vem. Qual parte desse material já foi analisada? O material básico já foi analisado, e mostra que a Rússia reconheceu a independência do Brasil por razões econômicas, enquanto o Brasil perseguia objetivos políticos com o reconhecimento russo. Cercado por repúblicas de língua espanhola, o Brasil era a única monarquia na América Latina. Com mais de oito milhões de quilômetros quadrados, queria reforçar seu estatuto monárquico com ajuda do maior império setentrional. Quais foram os motivos econômicos que levaram a Rússia a estabelecer relações com o Brasil? A Rússia queria vender trigo, ferro e outras mercadorias ao

DMITRY KOSHCHEEV/RG

PAÍSES ACABA DE DIGITALIZAR ACERVO DE

companhias inglesas e holandesas, entre outras. Hoje, o progresso das relações comerciais também não é meta prioritária, já que há problemas mais importantes decorrentes da crise ambiental global.

RAIO-X

Mestre e doutor em história pela Universidade Estatal de São Petersburgo, Boris Komissarov pesquisa e estuda desde os anos 1970 documentos rela-

cionados ao arquivo do viajante e diplomata Grigóri Langsdorff, que viajou pelo Brasil de 1821 a 1829, assim como documentos de outros diplomatas, viajantes e navegadores russos relacionados ao país latino-americano no início do século 19. É diretor do Centro Luso-Brasileiro da Universidade de São Petersburgo.

Brasil. Por isso, foi o 26º país a reconhecer a independência brasileira. Mas as trocas comerciais entre os dois países não tiveram um desenvolvimento notável por várias razões, entre as quais a servidão e a ausência de uma m a r i n h a m e r c a nt e n a Rússia. Por outro lado, a Rússia poderia ter convocado marinheiros finlandeses depois de anexar o país nórdico no início do século 19, ou os pomores, povo marinheiro residente perto do Mar Branco, ou os gregos que viviam

no país, próximos ao mar Negro. Mas tudo isso seria insuficiente para um império tão grande como a Rússia. Portanto, a única solução era fretar embarcações estrangeiras. O Brasil também tinha dificuldades de estabelecer relações comerciais com a Rússia devido à dependência brasileira da Grã-Bretanha, que não estava interessada na evolução do contato daqueles com os russos. Assim, o comércio entre Brasil e Rússia era mantido, na época, por intermédio de

IDADE: 72 ESPECIALIDADE: HISTORIADOR BRASILIANISTA

Por que a cooperação entre Rússia e Brasil nessa vertente é importante? O relacionamento entre os dois países é importante para todo o mundo. Rússia e Brasil concentram 19% da superfície terrestre do planeta e 62% das florestas do mundo, além das maiores reservas de água doce, que são limitadas. Cinco milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência do consumo de água impura. Portanto, a aliança Rússia-Brasil tem importância vital para todo o planeta. Grigóri Langsdorff contribuiu não só para o desenvolvimento das relações dos russos com os brasileiros, mas também com os indianos e chineses. Assim, ele pode ser

considerado o precursor da ideia de criação do Brics. No século 19, os contatos com outros países latino-americanos eram mantidos por meio do Rio de Janeiro. No final do século 19, a embaixada russa no Rio também representava o país na Argentina (1885), Uruguai (1887), Paraguai (1908) e Chile (1911). A linha ambiental nos contatos entre russos e brasileiros no âmbito do Brics pode contrabalançar a forte expansão econômica da China, cuja situação ambiental é muito ruim, e, por outro lado, o crescimento descontrolado da população na Índia. Portanto, Moscou e Brasília devem rever suas relações, dando destaque à segurança ambiental. A ligação entre os dois países pode atrair também outros com vastos territórios livres de atividades econômicas como, por exemplo, Peru, Equador, Venezuela, EUA (com o Alasca), Austrália e Argélia. Isso é mais importante do que criar mais um canal de comércio.

Defesa Caças interceptores Mig-31 e esquadra da Marinha patrulharão Terra Nova em 2013

Especialista supõe que envio de aviões e navios à região seja prenúncio de testes nucleares, como ocorria durante a era soviética.

A novidade

Mapa dos países com armas nucleares O primeiro teste de arma nuclear (Trinity) foi realizado em 1945. O país é o único que já usou uma arma nuclear contra outra nação (o Japão, em Hiroshima e Nagasaki). Foi o primeiro Estado a testar uma bomba de hidrogênio (Ivy Mike, em 1952).

DMÍTRI LITÓVKIN ESPECIAL PARA GAZETA RUSSA

Membros do “Clube Nuclear”

NATALIA MIKHAYLENKO

A liderança política e militar da Rússia está reforçando a segurança do único campo de testes nucleares que permanece em posse do país, localizado no arquipélago de Terra Nova. Até o fi nal de 2013, um grupo de caças interceptores supersônicos Mig-31 será estacionado no local, cujas águas costeiras serão patrulhadas por navios da Esquadra do Mar do Norte. Em tempos soviéticos, tais preparativos normalmente antecediam a realização de testes nucleares. Para o engenheiro de mísseis e foguetes espaciais Gerbert Efremov, no entanto, o envio de aviões e navios à região está relacionado às reivindicações do país sobre parte do leito ártico. “Criamos um sistema de verificação de munições nucleares tão eficaz que não precisamos realizar mais testes”, explica Efremov. Em 1963, os chefes de Estado da URSS e dos EUA as-

Realizou o primeiro teste de arma nuclear (Hurricane) em 1952. Testou uma bomba de hidrogênio pela primeira vez em 1957.

Testou uma arma nuclear (Gerboise Bleue) em 1960. O primeiro teste de bomba de hidrogênio (Operation Canopus) foi realizado em 1968.

A União Soviética realizou seu primeiro teste nuclear (RDS-1) em 1949. Em 1953 e 1955, testou bombas de hidrogênio (RDS6 e RDS-37). O legado de armas nucleares da União Soviética passou à Federação Russa.

Paquistão: Primeiro teste de um dispositivo nuclear realizado em 1998.

Índia: Realizou a primeira detonação nuclear em 1974.

Foi o primeiro Estado asiático a criar e testar uma arma nuclear, em 1964. Em 1967, testou uma bomba de hidrogênio.

Coreia do Norte: Assinou o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, mas se retirou em 2003.

Países que não fazem parte do “Clube Nuclear”, mas possuem armas nucleares Segundo especialistas, podem se juntar ao “Clube Nuclear” nos próximos 5 a 10 anos

Nova tecnologia permite arsenais inofensivos durante a paz, mas prontos para combate

sinaram um tratado de proibição de testes nucleares na atmosfera, no espaço e no fundo dos oceanos, estabelecendo ainda restrições à potência das munições testadas. Após a assinatura do tratado, os testes nucleares em

Terra Nova passaram a ser realizados no subsolo, para evitar a contaminação radioativa do meio ambiente. No início dos anos 1990, o governo russo suspendeu todos os testes nucleares em Terra Nova e assinou o CTBT

A tecnologia de explosões hidrodinâmicas ou subcríticas foi colocada em prática por todas as potências nuclearmente armadas e levou os EUA e o Reino Unido a reverem sua posição em relação aos tratados internacionais sobre a proibição dos testes nucleares. As experiências com réplicas de munições nucleares são realizadas nas mesmas galerias e com a mesma tecnologia usada nos testes das munições nucleares reais. A única e principal diferença entre as explosões subcríticas e as nucleares é que as réplicas utilizam uma matéria nuclear subcrítica que libera, na explosão, uma energia equivalente a 0,1 microgramas de TNT. A nova tecnologia permite à Rússia manter seu arsenal pronto para o combate e inofensivo durante tempos de paz. Como resultado,hoje restam restam apenas duas das quatro empresas especializadas diretamente em montagem e desmontagem de artefatos nucleares que existiam na Rússia em 2003. O país possui exatas 2.679 ogivas nucleares, segundo o site Armas Nucleares Estratégicas da Rússia.

Desintegração de Briz-M resultou em detritos

NASA

Campo de testes nucleares no Ártico terá segurança reforçada

(Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares), na esperança de que esse passo permitisse que Rússia e Estados Unidos, antigos inimigos durante a Guerra Fria, se sentassem à mesa de negociação para iniciar o processo de redução dos arsenais nucleares. No entanto, Washington não aderiu à iniciativa de Moscou, embora tivesse declarado uma moratória aos testes nucleares.

Rússia quer faxina para lixo espacial CONTINUAÇÃO DA PÁGINA 1

Segundo Záitsev, os estágios superiores dos veículos lançadores poderiam ser trazidos de volta para a atmosfera da Terra por meio de um impulso de frenagem. Porém, quando um veículo espacial é colocado em órbita geoestacionária, o estágio superior permanece no espaço. Já para satélites no final de sua vida útil, há uma legislação espacial internacional que obriga a retirá-los da órbita geoestacionária para uma órbita segura, conhecida como cemitério de satélites, a centenas de quilômetros de altitude. Em meados de outubro, a Roscosmos anunciou um investimento de US$ 2 bilhões no programa de coleta e neutralização dos detritos espaciais. A empresa espacial estatal russa Enérguia disse que irá construir um “aspirador”

espacial para retirar de órbita cerca 600 satélites fora de uso, com lançamento planejado para 2023. A Enérguia afirma ainda estar trabalhando em um projeto de interceptor espacial destinado a neutralizar objetos perigosos vindos do sistema solar exterior. Além disso, o Centro de Astronomia de Moscou inaugurou um novo sistema de rastreamento de objetos e alerta para situações de emergência no espaço. “O novo sistema acumula dados de quase todos os observatórios do mundo e é capaz de avisar antecipadamente sobre um eventual perigo para os veículos espaciais”, explica o vice-diretor do centro, Anatóli Zaiats. Ainda de acordo com Zaiats, o sistema não tem equivalente para uso não militar e, no futuro, será usado para tratar diretamente o problema do lixo espacial.

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Economia e Negócios

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Rússia mantém liderança mundial no consumo de café instantâneo, com 57 mil ton. por ano Com fim de imposto sobre café verde, país processa maior parte do produto internamente “As pessoas provam e sentem a diferença de sabor”, diz Aleksandr Kolkov, diretor-geral na Rússia do grupo fi nlandês Paulig, segundo maior fornecedor de café torrado no país. Há dez anos, a participação de café instantâneo no mercado russo era de 10% a 15% maior que os atuais 68%. A fatia restante do mercado é ocupada pelo café em grãos. Segundo Chatúria, outra tendência importante observada no país é o surgimento de empresas especializadas em processamento e embalagem do produto acabado. Com o fi m do imposto sobre a importação de café verde há alguns anos,

Previsões Em um futuro próximo, no entanto, o mercado de café russo pode ser submetido a duras provações. Devido à quebra de safra de café no Brasil, o mercado internacional segue cambaleante e a Rússia não é exceção. Especialistas esperam um au-

ITAR-TASS

logo por um produto mais barato e de pior qualidade ou desistirá completament e d e c o n s u m i r c a f é”, completa. De acordo com a Associação dos Países Produtores de Café, a Rússia mantém a liderança mundial no consumo de café instantâneo, com 57 mil toneladas por ano. Os br itân icos, por exemplo, consomem cerca de 30 mil toneladas da bebida instantânea por ano, enquanto os japoneses, entre 28 e 29 toneladas. O crescimento do mercado russo deverá ser impulsionado pela venda de café natural.

este se tornou economicamente mais rentável para compra. Praticamente todos os grandes players do mercado russo possuem fábricas de processamento e embalagem de café no país. Hoje, o produto processado internamente representa mais de 80% do segmento de café torrado e moído, e mais de 50% do de café solúvel. Os líderes no processamento e venda de café na Rússia são a Kraft Foods Inc., dos Estados Unidos, a Nestlé SA, da Suíça, e a Paulig, embora o consumidor russo continue associando o produto ao país onde o grão é cultivado. A combinação das palavras “café” e “brasileiro” é considerada quase uma expressão idiomática na Rússia, onde a participação do Brasil no mercado de café atinge quase 26% em valor e 23% em volume. Segundo Serguêi Sivkov, proprietário do café Lukafe, em Moscou, a maioria de seus clientes passou a considerar o café como uma bebida para acompanhar o lanche. “As cafeterias servem uma bebida que dificilmente pode ser chamada de bom café, independentemente do preço cobrado. Existem diferentes maneiras de preparo. Muito depende da qualidade do produto, da máqu i na e, naturalmente, do barista”, diz Sivkov. “Não vale a pena transformar o café em bebida d e e l i t e ”, c o m p l e t a o empresário.

Devido a proximidade de produtores, chá sempre foi opção número 1 no país. Chegada de redes internacionais e corte de impostos impulsionou mercado

mento de preços em torno de 5% até o fi nal deste ano. Uma alta maior é impedida pelo perfi l da demanda e a predominância do café solúvel. O custo do café em grão não ultrapassa a faixa dos 15% a 20% acima do preço de custo de um café solúvel de qualidade média. O resto são tarifas e custos de processamento, embalagem e logística. Outro fator que influencia é a desvalorização da moeda nacional, já que a matéria-prima é importada. A Rússia não cultiva café, e especialistas receiam que, devido à alta dos preços, o café “arábica” possa migrar do mercado russo para a China. Assim, os russos teriam que se contentar com o café “robusta”, de origem vietnam ita, mais barato e menos saboroso.

NÚMEROS

Fornecedores de café verde e torrado/moído

26

por cento do valor despendido pelo mercado russo em importação de café vai para o Brasil. Em volume, a cifra é de 23%.

68

por cento do mercado russo de café é ocupado pela vertente “instantâneo”, que caiu de 10% a 15% após fim da taxa sobre café verde.

80

por cento do café torrado e moído e 50% do café solúvel são processados internamente. Líderes de processamento e venda são a Kraft, a Nestlé e a Paulig.

NATALIA MIKHAYLENKO

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PHOTOXPRESS

Café, um mercado em formação

FONTE: ASSOCIAÇÃO ROSTCHAIKOFE

RAIO-X

ENTREVISTA SERGUÊI TCHÊMEZOV

NACIONALIDADE: RUSSO IDADE: 60

“Situação da economia global impede IPO” GAZETA.RU

A companhia estatal Russian Technologies (Rosteknológuia) prepara o seu IPO há algum tempo. Porém, segundo seu presidente, Serguêi Tchêmezov, a esperada oferta pública inicial de ações da corporação não deve acontecer tão cedo. “Há muito tempo nos preparávamos para o IPO. Nossa empresa está pronta para isso. Porém, o mesmo não pode ser dito sobre o mercado”, diz Tchêmezov. Em entrevista ao portal Gazeta.Ru, o diretor da Russian Technologies fala sobre a futura reorganização

da empresa e dos planos de cooperação internacional da companhia. O que está previsto no memorando assinado entre a corporação VSMPO-Avisma [produtora russa de titânio que é a maior do mundo] e a empresa Boeing em outubro? O documento prevê a ampliação da cooperação no fornecimento de titânio e o aumento das capacidades de uma joint venture nos Urais, a Ural Boei ng M a nu fact u r i ng (UBM), para melhorar o tratamento dos trens de pouso para as aeronaves Boeing 737. Também estão previstos investimentos adicionais no de-

senvolvimento da empresa no valor de US$ 12 milhões.

Presidente da Russian Technologies, Serguêi Tchêmezov trabalhou para o KGB de 1983 a 1988. Depois disso, foi diretor de diversas grandes estatais russas, como a Sukhôi.

KOMMERSANT

ALINA CHERNOIVANOVA

FORMAÇÃO: ECONOMISTA

Quando a empresa será listada no mercado internacional de ações? Há muito tempo nos preparávamos para nosso IPO. A empresa está pronta para isso. Porém, o mesmo não pode ser dito sobre o mercado: neste momento, não podemos vender bem ações de nossa empresa. Por isso, em um futuro próximo, não vamos oferecer nada no mercado internacional.

zadas em fabricação de componentes aeronáuticos se declararam interessadas. Assim, o projeto de zona econômica especial, que está sendo implantado no distrito de Salda, na região de Sverdlovsk, visa atrair empresas internacionais focadas em produtos de titânio, como componentes para aeronaves, bem como chassis e trens de pouso, e produtos para a construção civil.

A empresa pode vir a ter novos parceiros estratégicos? Talvez. Empresas especiali-

A Russian Technologies define como objetivo a criação de joint ventures no país e no

exterior - na América Latina, Índia, China. Há projetos específicos? Sim, mas não há previsão para concretizá-los. Não nego a possibilidade de isso acontecer com a Helicópteros da Rússia em um futuro próximo. A holding russa mantém, há anos, a liderança mundial em helicópteros de combate e está à frente de líderes internacionais, como a Bell, a Eurocopter e a Sikorsky. Qual a sua opinião sobre a ideia de privatizar a Russian

Technologies? O principal risco enfrentado pela corporação é o eventual agravamento da situação econômica global. O problema não está apenas em possuirmos mercados importantes para nossos produtos no exterior. Uma de nossas metas é desenvolver a cooperação com parceiros estrangeiros e criar joint ventures. A crise econômica global e os problemas da zona do euro podem ter impacto negativo sobre nossos parceiros e, portanto, sobre nossa corporação.

Além disso, precisaremos considerar a situação econômica global quando decidirmos fazer um IPO. Um período de crise econômica não seria propício para isso. As críticas lançadas contra as corporações estatais têm por base o desejo de contraposição ao setor privado. Na verdade, as corporações estatais foram criadas para preservar, após o caos dos anos 1990, o potencial científico e produtivo do país mediante a consolidação dos recursos humanos e industriais e a centralização do sistema de gerenciamento. A maioria dos ativos colocados sob a administração das corporações estatais se caracterizava pela baixa produtividade, altas taxas de depreciação dos bens de capital, desatualização tecnológica, envelhecimento do pessoal e outros problemas. Parte das empresas estava em difícil situação financeira ou à beira de uma crise ou falência. A Russian Technologies tem um plano de reorganização, para transformar algumas empresas do setor civil em companhias de capital aberto. Mas para tornar esses ativos comercialmente atrativos, é preciso investir muitos esforços. Duvido que o setor privado teria feito isso.

Turismo Número de turistas estrangeiros na capital russa aumentou 18,5% no primeiro semestre deste ano

Latino-americanos agitam turismo em Moscou

FRASE

Natália Podossenkova REPRESENTANTE DA EMPRESA DE TURISMO RUSSA INTURIST

IÚLIA BATIR RIA-TURISM

Só no primeiro semestre de 2012, o número de turistas estrangeiros em Moscou aumentou 18,5%, chegando a 2,47 milhões. O número de

turistas na cidade cresceu desde que a Rússia fechou acordos de isenção de vistos com diversos países latino-americanos, como Chile, Argentina, Brasil, Venezuela, Peru, Equador, Colômbia, Guiana e Uruguai. “Desde que os acordos de isenção de vistos entre a Rússia e a maioria dos países da América Latina entraram em vigor, o fluxo turístico come-

çou a aumentar”, explica Natália Podossenkova, representante da empresa de turismo Inturist. Como resultado, de acordo com estatísticas do ano passado, a empresa recebeu cerca de 7.500 turistas procedentes da Espanha e América Latina – desses, aproximadamente 2 m il eram brasileiros. Entusiasmados como au-

mento contínuo do fluxo de turistas para Moscou provenientes do Brasil, Índia e China, operadores turísticos intensificam esforços para a promoção da capital como destino turístico dos países do Brics. Podossenkova afirma que muitos turistas da América Latina recorrem aos serviços de operadores espanhóis para visitar a Rússia.

"

Para o futuro próximo, espera-se o aumento significativo do número de operadores turísticos dos países da América Latina trabalhando diretamente com as empresas de turismo russas. Voos diretos entre a Rússia e esses países irão contribuir muito para isso”.

LORI/LEGION MEDIA

Fluxo de visitantes cresceu após acordos de isenção de vistos entre a Rússia e países da América Latina. Brasil enviou 2 mil turistas em 2011.

Operadores querem atuar diretamente na América Latina


Em Foco

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RECEITA

Turismo Lago pode virar polo de ecoturismo na porção oriental da Rússia

Um sopro de verão com sopa gelada

Uma renovação voluntária do Baikal

IRAKLI IOSEBASHVILI ESPECIAL PARA GAZETA RUSSA

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NÚMEROS

1.642 metros

636 quilômetros

336 rios

é o ponto mais profundo do lago; a profundidade média é de 744 metros

é a extensão total do lago Baikal, que fica a 5534 km a leste de Moscou

desembocam no lago. O único rio que nasce no lago Baikal é o Angara

Termas, ilhas e monumentos pré-históricos são algumas das atrações que aguardam os turistas no lago mais profundo do mundo.

Atividades em torno do Baikal

O Baikal é mais do que um simples lago. Alguns siberianos o veem como sagrado. Além disso, sua importância em termos de ecossistema e água salgada é global. São 636 quilômetros de extensão e 1.642 metros de profundidade, onde mais de 330 rios desembocam. A paisagem ao redor varia de montanhas, taiga e permafrost (subsolo que fica congelado a maior parte do ano) a densas florestas cheias de frutas e diferentes tipos de cogumelos. Bétulas, cedros, pinheiros, abetos e outros tipos de árvore crescem em suas margens, bem como videiras silvestres e orquídeas. Entre os animais que compõem sua fauna estão alces, veados, ursos, linces e esquilos, além de aves raras. Essas atrações, junto com as nascentes de água mineral quente, igrejas de madeira, ilhas e monumentos pré-históricos, aguardam a infraestrutura necessária para tornar esses t e s o u r o s acessíveis.

ALENA REPKINA

gundo trimestre deste ano, o surgimento de vários painéis informativos sobre o parque nacional e as cavernas no Vale Malaia Kadilnaia.

Planos futuros Até agora existem quase 600 quilômetros de trilha, mas os planos para o futuro são ainda mais ambiciosos. Além de distâncias mais longas, há também um projeto de trilhas especializadas, com acesso para cadeirantes, ou adequadas para ciclismo, equitação e circuitos de esqui. Equipes de voluntários trabalharam no último verão

para desenvolver os parques nacionais, restauraram um moinho de água e uma capela na caverna, plantaram cerejeiras ao longo do rio Angara, instalaram mesas de piquenique e treinaram outros voluntários que haviam participado de um seminário em Moscou no primeiro trimestre deste ano. Muitos desses projetos são iniciativas de colaboração entre os jardins botânicos da região de Irkutsk, que oferecem as mudas de plantas, e entusiastas locais. Voluntários do Reino Unido, Alemanha, Áustria, França

e Rússia têm ensinado as crianças que vivem nas proximidades do Baikal sobre as mudanças climáticas. A parceria é o espírito central da GBT. Trabalhando com o governo, empresas e comunidades locais, a organização espera atrai r ecotu r istas para essa área. Além disso, ajuda os moradores que querem oferecer acomodação na á r ea do Bai- PHOTOSHOT/VOSTOCK-PHOTO

4. Pique a cebolinha. 5. Acrescente os legumes ao caldo de beterraba coado. 6. Adicione sal, açúcar, suco de limão, vinagre ou suco de picles, pimenta, salsa e dill. A ideia é alcançar um misto de sabor doce e azedo, muito mais azedo do que doce, então coloque uma quantidade generosa de vinagre. 7. Antes de servir, adicione uma colher de sour cream (ou coalhada fresca) e metade de um ovo cozido em cada prato. Essa é uma sopa bastante versátil. Presunto em cubos ou linguiça fatiada podem ser adicionados para satisfazer os carnívoros. Batatas cozidas também farão do "svekolnik" um prato mais encorpado, que vai sustentá-lo por mais tempo. Para quem gosta de sopas picantes, um pouco (50 gramas ou mais) de raiz forte e/ou uma colher de mostarda vão ajudar a esquentar o paladar. Outra opção deliciosa é jogar uma fatia de limão em cada prato antes de servir.

LORI/LEGION MEDIA

• 3 litros de caldo de beterraba (a água resultante da fervura da beterraba); • 6 beterrabas; • 2 cebolinhas; • 2 talos de aipo (salsão); • 4 pepinos; • 4 cenouras; • 4 ovos; • 1 copo de suco de limão; • 1 xícara de sour cream ou coalhada fresca; • 2 colheres de chá de açúcar; • 2 colheres de sopa de vinagre de vinho; • 2 colheres de sopa de salsa e dill cortados em pedacinhos; • 1 colher de sopa de sal; • Pimenta do reino a gosto.

Balé Nacional Russo volta ao Brasil

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Primor natural

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ordem de agradecimento presidencial, recebida diretamente das mãos de Vladímir Pútin em 2004. O bailarino também criou, em 2010, a organização sem fi ns lucrativos "Fundo Beneficente Viatcheslav Gordeev". Por meio do fundo, a companhia promove turnês filantrópicas para crianças. "Mas o dinheiro não é suficiente, porque o balé requer muito, e não temos apoio estatal." Além disso, teve um mandato como deputado, que terminou neste ano. "Sou uma pessoa artística, não um deputado. Mas, claro, as relações entre os países só podem evoluir  por meio da cultura. Tecnologia e ciência são temas universais, mas a cultura é inerente a seu povo", acredita Gordeev.

No interior, os campos que estavam cobertos de neve ficam cheios de flores silvestres e os rios congelados começam a correr novamente. É claro que a culinária russa também passa por uma transformação – muitos dos pratos pesados e nutritivos para manter as pessoas durante o inverno são substituídos por um menu mais leve e tropical. Uma dessas maravilhas do clima quente é o "svekolnik", um parente próximo da mais famosa sopa russa, borsch. O svekolnik é uma sopa leve, fácil de preparar, servida fria e repleta de legumes frescos e crocantes. Em um dia quente de verão, na Rússia ou no Brasil, poucas coisas no mundo poderão ser melhores que um bom prato de "sveklonik". E a receita é fácil de fazer.

kal, desenvolvendo a infraestrutura necessária.

PHOEBE TAPLIN

Imagine tirar férias em aldeias da Idade da Pedra, com animais exóticos como as focas de água doce, os ratos-almiscarados e as zibelinas. Os mosquitos podem diminuir um pouco a sensação de paraíso, mas o Baikal é destino cada vez mais popular entre turistas aventureiros. O lago mais profundo do mundo contém um quinto da reserva de água doce do mundo e abriga mais de 2 mil espécies de plantas e animais. Essa diversidade é ameaçada pelas atividades da indústria e da mineração, mas a boa notícia é que a associação GBT (do inglês, Grande Trilha do Baikal) está promovendo uma alternativa de baixo impacto ambiental por meio de suas iniciativas de ecoturismo sustentável. O objetivo é que os visitantes façam trilhas às margens do Baikal, divirtam-se e ajudem a preservar sua beleza natural. A GBT, uma organização sem fins lucrativos, está construindo um sistema de trilhas com a ajuda de grupos de voluntariado internacional que acampam na área durante duas semanas. No ano passado, o Serviço Florestal dos EUA doou dinheiro para os projetos do Baikal, estimulando, já no se-

Alguns estereótipos são realmente baseados na realidade. Por exemplo, pergunte a um estrangeiro o que vem à cabeça quando se fala na Rússia, e uma das primeiras respostas será “frio”. Embora em algumas partes do país seja raro ver neve, o inverno predomina na maioria do território russo. Mas nem sempre. O verão chega tarde na Rússia e não se estende por muito tempo, mas esse é talvez o momento mais empolgante do ano, uma recompensa depois de nove meses de neve gelo, lama e chuva. As ruas da cidade, antes de um cinza deprimente, explodem em cores quando as árvores florescem e os raios de sol iluminam as cúpulas douradas das igrejas.

Gordeev: "Relações entre países só evoluem com cultura"

"Temos a obrigação de intercambiar nossa cultura com outros países, é nosso patrimônio"

De acordo com o diretor do Balé Nacional Russo, sua companhia está pronta a conduzir workshops e seminários durante a visita ao Brasil. "Basta haver interesse dos brasileiros", diz. "Temos a obrigação de in-

tercambiar nossa cultura com outros países e fazer a história do balé russo. Um espetáculo montado em um país sempre permanecerá como patrimônio." Descrito como um dançarino de virtuosismo extremo, temperamento forte e potência, Gordeev conduz o Balé Nacional como um instrumento de difusão da dança como patrimônio russo. Mas, além de clássicos como "Gisele", "Quebra-nozes" e "A Bela Adormecida", a companhia também apresenta, na Rússia e no exterior, montagens de teatro originais como "Homenagem a [Marius] Petipá". Como resultado de seu trabalho, Gordeev foi nomeado presidente da comissão da Academia Estatal de Coregrafia de Moscou e da Escola de Coreografia de Perm, cidade na Rússia central que

Modo de preparo: 1. Lave as verduras. 2. Ferva a beterraba e a cenoura separadamente, e deixe esfriar. Em seguida, descasque e corte em tiras. Reserve a água das beterrabas – este será o seu caldo. 3. Descasque os pepinos e os corte em tiras.

hoje é um dos principais polos de cultura de todo o país.

Recepção esperada Com orgulho, Gordeev conta que a recepção em outros países é sempre calorosa. Na China, onde se apresentaram no início de outubro, os ingressos se esgotaram rapidamente em Xangai e Pequim. A crítica, não apenas na vizinha asiática, mas também em diversos países latino-americanos, como o Peru, onde se apresentaram no final de outubro, ou o Equador, no início de novembro, sempre recebe com entusiasmo as apresentações. "Gostei muito do público brasileiro e do Rio de Janeiro. Adorei a cidade, as pessoas, o tempo, as praias, os campos de futebol. Gostaria mu ito de volta r", d i z o diretor.

Priátnogo Appetita!

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