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O Ouro de Silas I Nota: imprimi este texto até certo ponto e dei para meus filhos acrescentarem as visões deles. A Clara escreveu um bilhete: “Pai, ficou muito bonito e emocionante. Beijo. Cai”.

1. Silas que Veio dos Éons 2. O Lado Contemporâneo da Eternidade 3. Comemorando Três Anos 4. O Que Silas tem de Semelhante 5. O Que Silas tem de Dessemelhante 6. Desenho de Silas 7. Grande Valor 8. Peculiaridades 9. Acumulando Ouro 10. i que nos Deu Silas Vitória, sexta-feira, 30 de janeiro de 2009. José Augusto Gava. (pseudônimo para este texto: SRI GANESHA)

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Capítulo 1 Silas que Veio dos Éons EON Éon, eon ou ainda aeon significa, em termos latos, um enorme período de tempo, ou a eternidade. A palavra latina aeon, significa "para sempre". Ela é derivada do grego αιών (aión), cujo um dos significados é "um período de existência" ou "vida". Significado geológico Em cronologia ou geologia, o éon geológico refere-se à maior subdivisão da escala de tempo geológico, imediatamente antes da era. Platão usou a palavra aeon para denotar o mundo eterno das ideias, que ele concebia como se estivesse "atrás" do mundo perceptível, como demonstrado em sua famosa alegoria da caverna. Assim, em termos filosóficos ou em história da religião, no gnosticismo e no neoplatonismo, refere-se à entidade intermédia entre a divindade suprema e o mundo perceptível ao pensamento. Significado filosófico Em alguns sistemas gnósticos, as várias emanações de Deus, que era também chamado por nomes como Uno, Mônada, Aion teleos (Aeon perfeito), Bythos (Profundidade), Proarkhe (O Anterior ao começo), E Arkhe (o Começo), são chamadas aeons. Este Ser primordial também era um aeon e tinha um ser dentro de si mesmo chamado Ennoea (Pensamento), Charis (Graça), ou Sige (Silêncio). O ser perfeito dividido concebeu o segundo aeon, Caen (Poder) em si mesmo. Junto com o aeon masculino Caen veio o aeon feminino Akhana (Verdade, Amor). Os aeons frequentemente aparecem em pares masculino/feminino chamados sizigias, e são bastante numerosos. Dois frequentemente listados são Jesus e Sophia. Juntos, os aeons constituem o Pleroma, a "região da Luz". As regiões abaixo do pleroma estão mais perto da escuridão, como o mundo físico. Quando o aeon chamado Sophia emanou sem o seu "aeon parceiro", o resultado foi o Demiurgo, ou semi-criador (às vezes chamado de Ialdaboth nos textos gnósticos), uma criatura que nunca deveria ter existido. Ele nunca pertenceu ao pleroma, e o Uno emanou dois aeons, Cristo e o Espírito Santo, para salvar o homem do Demiurgo. Cristo então tomou a forma de homem, Jesus, para poder ensinar aos homens como adquirir a gnose, e assim retornar ao pleroma. [Do lat. tard. aeon < gr. aión, 'tempo', 'duração da vida', 'eternidade'.]S. m. 1. Hist. Filos. Entre os gnósticos, energia eterna emanada de um ser supremo, mediante a sua ação sobre o mundo. 2. Período de tempo muito longo, ou indefinido. 3. Cronol. Período de tempo correspondente a 1 bilhão de anos. 2


Silas veio dos bilhões de anos deste universo, 13, segundo os cientistas; tanto quanto qualquer um. Ele é o resultado da evolução natural que o modelo postulou, passando pela físico/química e a biologia/p.2, até estar conosco partilhando em sua biologia/p2 (segunda ponte) a plenitude não sabida da psicologia/p.3. Para que esteja aqui foi necessário que o Big Bang (Barulhão, a Grande Explosão) ocorresse, transcorressem bilhões de anos até o Sol consolidar-se há cinco bilhões de anos, até 4,5 bilhões de anos a Terra começar a formar-se, até 3,8 bilhões de anos a Vida principiar na Terra e se dar tudo que se deu. Silas está aqui porque todos esses bilhões de anos possibilitaram-no, como a qualquer um. Quando Silas chegou de seu nascimento biológico veio com um ou dois meses de idade, bem pequeno. Gabriel disse que quando nasceu podia pegá-lo com uma só mão, como naquela foto em que há um bebê na mão e no antebraço de uma pessoa. Logo quando chegou podíamos carregá-lo no colo, mas cresceu tanto que logo pesava mais de 30 kg, tendo chegado aos 40 kg, creio. Não só pelo peso, mas porque esperneia e empurra com as mãos (não dizemos mais “patas” e sim mãos e pernas), distanciando-se de nós, não é possível carregá-lo. Pensei em fazer como que uma camisa-saco com alças para carregá-lo nas costas e nem comuniquei tal pensamento, assim como também um bornal para a Yuki, mas evidentemente não daria certo. Entretanto, seria bom desenhar, verdadeiro companheirismo. Pois esses bilhões que Silas trouxe consigo são da grande amizade e companheirismo dele, de fidelidade total. Quando saio, ele fica esperando na porta, diz Gabriel. E sei que quando Gabriel sai à noite ele fica embaixo esperando pacientemente até a chegada do “pai”, quando dá saltos encantadores, de pura felicidade. É preciso vê-lo quase voar de alegria. Dá saltos, dá saltos, dá saltos deslumbrantes. Não é que o nosso seja melhor que o seu, é que nós o vemos em grandeza. Nem posso dizer “em toda a sua grandeza” porque isso só Deus pode ver. Nós o vemos em grandeza, todos nós; a Clara com o tempo passou a gostar dele e hoje é um xodozinho dela também, a ponto de só comer a ração se ela fica perto. E nós gastamos com ele os nossos bilhões também, dando banho, dando remédio, passeando, insistindo que coma, levando à veterinária ou trazendo-a aqui. Duas vezes ele pegou uma “dermatite de contato”, significando que uma parte ferida qualquer da pele supura e produz pus, sendo necessário cortar o pelo e passar remédio em spray, assim com dar pílulas. E ele toma outras para o pelo, que de outra forma cai muito. DE fato, na muda cai tanto que forma verdadeiras perucas na soma do arrastamento pela casa. É que, diferentemente dos demais animais, ele tem três camadas de pelo para isolar do frio extremo da península do Labrador. A PENÍNSULA DO LABRADOR, NO CANADÁ (a raça de Silas é de lá, ajudava na pesca, na busca dos pescados) 3


Eles, os cães, participaram ativamente da nossa construção e nos defenderam por milênios, 10 ou mais; junto com o cavalo edificaram realmente nossa espécie humana, e nós somos devedores, reconheçamos ou não, aplaudamos ou não. Há histórias de cães que morreram sem se alimentar e sem beber sobre as tumbas dos donos ou que dia após dia voltaram a elas; ou aqueles deixados na Antártica; ou o outro que foi ao meio do asfalto buscar o amigo morto. Há muitas histórias e creio que elas deveriam ser reunidas como um aplauso geral a esses companheiros de todas as horas durante 10 mil anos – como são 8,75 mil horas/ano, são 87,5 milhões de horas de não sei quantos milhões de animais que caçaram, que pescaram, que lutaram por nós e nossos filhos; que literalmente morreram para nos alimentar; que nos defenderam e a nosso sono, que fizeram de suas vidas uma eterna dedicação, não se sabe à custa de que primeiro amor lá para trás. 4


Foi um belo trabalho e agora precisamos reconhecer isso. CテウS DE GUERRA (hテ。 milhares de anos como hoje)

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Capítulo 2 O Lado Contemporâneo da Eternidade A eternidade não pode ser menos que eterna e ela o é de dois modos: o modo multíplice da Natureza, uma em cada universo, e o modo único de Deus, um só para todos os universos. O conjunto das naturezas (veja em Identidade) representa a meia-esfera material. Deus como conjunto é a outra metade, virtual, concentrado num ponto. A eternidade na linha da contemporaneidade, no horizonte de simultaneidades tem inumeráveis representantes, inclusive nós como espécie e você e eu como indivíduos. Tanto a Natureza realmente quanto Deus virtualmente estão representados nos vários graus de racionalidade. Os cães não sabem que estamos na segunda natureza, eles não vêem o mundo como a seqüência de PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos e empresas) e de AMBIENTES (cidades-municípios, estados, nações e mundos) estruturados pela racionalidade – para eles ainda é tudo canino, buracos nas portas e janelas, e obstáculos nas paredes – a única coisa que é semelhante para eles nos 10 milênios de sociedade nós-eles é a amizade maior ou menor. Mas eles, tanto quanto nós representantes da eternidade no momento contemporâneo, merecem o maior respeito dos seres humanos, não só por sua individualidade e coletivo especial, como por essa associação multimilenar. Em nós e neles a eternidade está representada. Quer dizer, eles-nós é a eternidade se reencontrando racionalmente como dois absolutos. O mais longe que a racionalidade foi na Terra – segundo sabemos – foi a humanidade, que chamei de “cristal na ponta da lança da criação”. Empurrando-nos veio o desdobramento geohistórico de todos esses bilhões que morreram para chegarmos aonde chegamos, inclusive nossos pais e mães.

Capítulo 3 Comemorando Três Anos Silas tem de vida dele somente três anos. Gabriel diz que em 26 de dezembro e todo ano comemoramos a presença desse cara difícil em nossas vidas. De 26/12/2005 a 31/01/2009 são 1.132 dias. Da minha vida (com 54, a completar 55 em 15/02/2009), até hoje 20.077 dias, é pouco mais que 5,6 %, mas valor e significado não se medem assim. Silas me fez pensar ainda mais, muito mais, ele e a Yuki, a gata persa da Clara. Dia após dia suas presenças nos proporcionaram aprofundamento. No começo de sua vida nós morávamos em apartamento pequeno, de três quartos, dos quais um, mais dependências de empregada e parte da sala ocupados com livros. A Clara ocupava um, Gabriel e eu outro, Silas sempre dentro do apartamento destruindo tudo. 6


Começou roendo o pegador mais debaixo da cômoda e à medida que ia crescendo roia os outros, até destruí-los todos, bem como parte da cômoda, depois doada à espera que alguém pudesse consertar. Roeu os tampos das cadeiras da mesa da sala. Destruiu toalhas de pano e de rosto, toalhas de banho, tapetes, objetos, uma infinidade de coisas, sempre com nossa tolerância DEPOIS, porque nos primeiros dias foi difícil aquentar. Compramos luvas grossas de borracha dura e botas do mesmo material, porque ele nos mordia com força, e para treiná-lo nas brincadeiras eu oferecia as mãos; bastou isso para ele destruir tanto as luvas quanto as botinas. Achei que nunca iria parar. Ele urinava e defecava pelo apartamento todo, cocô molíssimo, difícil de recolher. Coitada da Nenén, que ficava com a maior parte, depois eu, depois Gabriel e Clara quando voltou. Logo cedo queria passear e a gente ia em geral antes seis da manhã, pois começavam a passar os operários; se não íamos ficava estressado e mais furioso ainda. Urinava nos meus livros e revistas, jornais, o que fosse, para mostrar esse aborrecimento, fora ter no começo destruído vários livros. Um inferno. Um inferno muito agradável, quando a gente aprender a ver. E algumas vezes eu, que nunca tinha tocado em nenhuma criatura para bater, para meu enorme desespero bati nele três vezes, o que ficará para sempre como mancha do meu caráter. Gabriel também bateu nele. Sempre foi pouco, nos maiores ataques, mas mesmo assim batemos, embora nem de longe como nos espancamentos que os animais sofrem em toda a Terra.

Capítulo 4 O Que Silas tem de Semelhante A SEMELHANÇA GERAL CANINA

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1 2 3

Trufa Focinho Stop

11 12 13

Ísquio Coxa Perna

21 22 23

9

Garupa

19

Cotovelo

b

Metacarpo Carpo Antebraço Nível do esterno na cerne Braço Ponta do esterno Ponta do ombro profundidade do peito altura do cotovelo

4

Crânio

14

Jarrete

24

10

Raiz da cauda

20

Linha do solo

a+b

altura do cão

5 6 7 8

Occipital 15 Metatarso Cernelha 16 Patas Dorso 17 Joelho Linha Lombo 18 inferior

25 26 27 a

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Cão Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Cão Ocorrência: Pleistoceno Superior - Recente

Cão da raça Labrador Retriever. Estado de conservação Domesticado Classificação científica Reino: Filo: Classe: Ordem: Família: Género: Espécie: Subespécie:

Animalia Chordata Mammalia Carnivora Canidae

Canis C. lupus C. l. familiaris Nome trinomial

Canis lupus familiaris (Linnaeus, 1758)

O cão (Canis lupus familiaris) é um mamífero canídeo e talvez o mais antigo animal doméstico. Teorias postulam que surgiu da domesticação do lobo cinzento asiático pelos povos daquele continente há cerca de 100.000 anos. Ao longo dos séculos, através da domesticação, o ser humano realizou uma seleção artificial dos cães pelas suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos. O resultado foi uma grande variedade (mais de 400 raças) canina, que actualmente são classificadas em diferentes grupos ou categorias. O vira-lata (Brasil), ou rafeiro (Portugal) é a denominação dada aos cães sem raça definida, SRD, ou mestiços, descendentes de diferentes raças. O cão é um animal social que na maioria das vezes aceita o seu dono como o “chefe da matilha” e possui várias características que o tornam de grande utilidade para o ser humano, possui excelente olfacto e audição, é bom caçador e corredor vigoroso, é actualmente omnívoro, é inteligente, relativamente dócil e obediente ao ser 9


humano, com boa capacidade de aprendizagem. Desse modo, o cão pode ser adestrado para executar grande número de tarefas úteis ao homem, como cão de caça; pastorear rebanhos; como cão de guarda para vigiar propriedades ou proteger pessoas; farejar diversas coisas; resgatar afogados ou soterrados; guiar cegos; puxar pequenos trenós e como cão de companhia. Estes são alguns dos motivos da famosa frase: "O cão é o melhor amigo do Homem". Não se tem conhecimento de uma amizade tão forte e duradoura entre espécies distintas quanto a do Humano-cão.

Origem e evolução Origem A publicação do manual Espécies de Mamíferos do Mundo, em que os autores D.E Wilson e D. A. M. Reeder sustentam que a diferença genética entre lobos e cães é menor que 0,2%, confirmou o consenso da comunidade científica de que o lobo e o cão são do mesmo gênero e da mesma espécie Canis lupus. Isso significa que o cão doméstico surgiu do lobo e que deste é, no máximo, uma raça ou variedade ou uma subespécie. Por causa disso, o antigo nome científico do cão Canis familiaris, dado por Linaeus em 1758, foi trocado para Canis lupus familiaris. Ancestrais e a história da domesticação

Lobo cinzento, de onde provavelmente originaram as mais de 800 raças caninas. Atualmente o lobo cinzento é um animal ameaçado de extinção. As origens do surgimento do cão doméstico baseiam-se em suposições, por se tratar de ocorrências de há milhares de anos atrás. Uma das teorias é a de que os cães domésticos surgiram há 10.000 anos atrás por seleção artificial de filhotes de lobos cinzentos e chacais que viviam em volta dos acampamentos humanos pré-históricos, alimentando-se de restos de alimentos ou carcaças deixadas como resíduos pelos caçadores-colectores. Os seres humanos perceberam que havia certos lobos que se aproximavam mais do que os outros e reconheceram certa utilidade nisso, pois eles davam alarme da presença de outros animais selvagens, como 10


outros lobos ou grandes felinos. Eventualmente, alguns filhotes foram capturados e levados para esses acampamentos humanos, na tentativa de serem criados ou domesticados. Com o passar do tempo, os animais que, ao atingirem a fase adulta, se mostravam ferozes, não aceitando a presença humana, eram descartados ou impedidos de se acasalar. Deste modo, ao longo do tempo, houve uma seleção de animais dóceis, tolerantes e obedientes ao ser humano, aos quais era permitido o acasalamento e que, quando adultos, eram de grande utilidade, auxiliando na caça e na guarda do acampamento. Isto levou eventualmente à criação dos cães domésticos.

Cão em mosaico romano. Deste modo, postula-se que muitas das características dos cães, como a lealdade ao dono e o instinto territorial e de caça, foram herdados do comportamento em alcateia característico do lobo. Diz-se também que a importância do cão para o ser humano seja muito maior do que imaginamos. Ou seja, com o mesmo a auxiliar na caça e a vigiar acampamentos, o ser humano teve oportunidade de desenvolver a fala, entre outros atributos e superar o robusto Homem de Neanderthal Os cães aparecem em pinturas pré-históricas de cavernas, em cenas de caça. Através da Arqueologia, foram encontrados inúmeros objectos com cães como motivos decorativos, tais como cabos de faca entalhados com o desenho de um cão com coleira. Na Mitologia egípcia do Antigo Egipto, os cães também eram mumificados para a representação de Deuses. Neith, esposa de Rá, é a deusa da caça que abre os caminhos, que tem por animal sagrado o cão. As diferenças entre as raças de cães já eram aparentes na Antiguidade. No Império Romano, os grupos caninos já tinham as suas características básicas similares às de hoje. Molossos, spitzs, pastores, entre outros já eram selecionados por suas aptidões e estrutura. Foram encontradas placas nas casas de Pompéia, com a inscrição cave canem (cuidado com o cachorro), explicitando que os cães já eram utilizados por aquele povo como guardiões, denotando a sua diversidade funcional. Desde a Idade Média, a imagem do cão encontrou lugar de 11


destaque nos brasões de grandes famílias e também na heráldica. Desenvolvimento das raças caninas

Cães tem sido criados em uma variedade de formas, cores e tamanhos tão grande que a variação pode ser ampla mesmo dentro de uma só raça, como acontece com esses Cavalier King Charles Spaniel. Existem mais de 800 raças de cães, reconhecidas por vários clubes em todo o mundo. Muitos cães, especialmente fora dos Estados Unidos da América e da Europa Ocidental, pertencem a nenhuma raça reconhecida. Há alguns tipos básicos de raça que têm evoluíndo gradualmente seu relacionamento com os seres humanos ao longo dos últimos 10.000 anos ou mais, mas todas as raças modernas são, relativamente, derivações recentes. Muitos destes são o produto de um deliberado processo de seleção artificial. Devido a isto, algumas raças são altamente especializadas, e há extraordinária diversidade morfológica entre diferentes raças. Apesar destas diferenças, os cães são capazes de distinguir cães a partir de outros tipos de animais. A definição de uma raça canina é uma controvérsia. Dependendo do tamanho da população original de fundadores, raças de pool de genes fechados podem ter problemas de endogamia, especialmente devido ao efeito fundador. Criadores de cães estão cada vez mais conscientes da importância da genética das populações e da manutenção de diversos pool de genes. Algumas organizações definem uma raça mais vagamente, de tal forma que um indivíduo pode ser considerado de uma raça, enquanto 75% da sua filiação é de outra raça.

Exemplo de cão vira-lata, criado no Brasil 12


Vira-lata ou Rafeiros (também chamados de "SRD" - de "Sem Raça Definida") são cães que não pertençam a raças específicas, sendo misturas na variante mais de duas percentagens. Sem raça pura cães e cães são adequadas tanto como companheiros, os animais de estimação, cães de trabalho, ou concorrentes no cão esportes. Às vezes diferentes raças cães são criados deliberadamente, a fim de criar inter-raças, como o Cockapoo, uma mistura de Cocker Spaniel e Poodle Miniatura. Esses tipos de cães podem exibir um certo grau de vigor híbrido e de outras características desejáveis, mas podem herdar qualquer uma das características desejadas dos seus pais, tais como o temperamento ou de uma determinada cor ou tipo de pêlo. Sem análises genéticas dos pais, os cruzamentos podem acabar por herdar defeitos genéticos que ocorrem em ambas as raças parentais. A raça é um grupo de animais que possui um conjunto de características hereditárias que a distingue de outros animais dentro da mesma espécie. Cruzar duas ou mais raças é também uma forma de criação de novas raças, mas é apenas uma raça quando haver descendência de um determinado conjunto de características e qualidades.

Características Devido a grande variedade de raças existentes as características dos cães são diversas. Os sentidos dos cães Os cães pertencem a família dos canídeos, da qual fazem parte também, os lobos. Esta família de predadores possui sentidos apurados para a captura de presas e para proteção da matilha[1]. • Olfato Os cães possuem trinta vezes mais sensores olfativos que um ser humano. Tal capacidade apurada permite a um cão adestrado/policial, por exemplo, localizar drogas, minas terrestres e pessoas sob escombros. • Audição O cão é capaz de ouvir sons quatro vezes mais distantes que o homem. O animal é capaz ainda de ouvir ultra-sons que chegam até 60Khz, considerados inaudíveis para o ser humano (que os escutam até 20Khz, por exemplo). • Visão A visão noturna dos cães é muito mais apurada que a dos humanos. Seu ângulo de visão também é mais amplo, devido a posição de seus olhos, localizados ao lado da cabeça. Os cães, assim como todos os mamíferos não-primatas, são ditos dicromatas e não conseguem enxergar a cor verde. Tamanho • •

A raça de cão mais alta é o Dogue Alemão, cuja estatura varia entre os 90 cm e um metro. A raça de cão mais pesada é o Mastiff Inglês, que ultrapassa facilmente os 110 kg. 13


A menor raça de cão-de-guarda é o Pinscher Miniatura. • A menor raça de cães do mundo é o Chihuahua.

Grupos de raças caninas

Pastor Alemão

Collie na cor marta De acordo com a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia), órgão filiado ao FCI (Fédération Cynologique Internationale), existem onze grupos de raças no Brasil: • Grupo 1: Cães pastores e Boiadeiros (exceto Boiadeiros suíços) • Grupo 2: Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses suíços e raças semelhantes • Grupo 3: Terrier • Grupo 4: Dachshunds • Grupo 5: Spitz e cães do tipo primitivo • Grupo 6: Sabujos farejadores e raças semelhantes • Grupo 7: Cães apontadores ou Pointers • Grupo 8: Cães d'água, Levantadores e Retrievers • Grupo 9: Cão de companhia • Grupo 10: Lebréis ou Galgos • Grupo 11: Raças não reconhecidas pela FCI, como American Pit Bull Terrier, Ovelheiro Gaúcho e o Bulldog Americano, entre outros. O Vira-lata (Brasil), ou rafeiro (Portugal) é a denominação dada aos cães ou gatos sem raça definida, SRD, como são geralmente referenciados em textos veterinários. Geralmente os cães e gatos considerados sem raça definida são mestiços, descendentes de diferentes raças. 14


Relacionamento com o homem

Um militar estadunidense com um cão durante uma operação em Buhriz, no Iraque.

De todos os animais que conhecemos é o cachorro o que mais se uniu a nós. Sejam príncipes que lhe dão farta comida e leito de plumas, ou mendigos que dormem ao relento e só podem oferecer-lhe uma pequena parte das suas próprias migalhas, idêntica é a sua afeição e dedicação, e com igual amor lambe a mão ornada de jóias e os dedos trêmulos, consumidos de doenças e fome. Théo Gygas, em "O cão em Nossa Casa"

Algumas raças de cão possuem características específicas que os fazem se destacar em algumas tarefas. Para desenvolver mais estas características os cães normalmente são domesticados e adestrados para obedecerem ao dono e para reagir corretamente a determinadas situações. Segue abaixo alguns usos dos cães pelo homem. Cão-Guia de Cego Um cão-guia é um animal adestrado para guiar pessoas cegas ou com deficiência visual grave, ou auxiliá-los nas tarefas caseiras. Cão-ouvinte Cão-ouvinte é um tipo específico de cão para assistência, especificamente seleccionado e treinado para ajudar os surdos, ou deficientes auditivos, alertando o seu manipulador de sons importantes, tais como campainhas, alarmes de incêndio, toque de telefones, ou alarme de relógio. Eles também podem trabalhar fora de casa, alertando para sons tais como a sirenes, empilhadores, aproximação de pessoas por trás do surdo, e o chamamento do nome do manipulador. Cão de guarda Um cão de guarda ou cão de vigia é um cão empregado em guardar ou vigiar contra animais ou pessoas indesejáveis ou inesperadas. Cão de caça Um cão de caça se refere à qualquer cão que dê assistência à humanos na caça. Tem vários tipos de cães de caça desenvolvidos para muitas tarefas que os caçadores requerem que eles executem. As principais categorias de cão de caça incluem hounds, terriers e perdigueiros. Entre esses existem divisões de acordo com as habilidades que o 15


cão possui. Cão de companhia Um cão de companhia geralmente designa um cão que não trabalha, proporcionando apenas companhia como um animal doméstico, ao invés de fazer tarefas específicas com algum propósito importante.

Cães na cultura humana

Ao longo da história da humanidade, muitos cães vieram a ter destaque por acções heróicas, como exemplo de fidelidade aos donos ou mesmo a fama por figurar nos media. De entre os cães mais famosos, contam-se: • Balto - cão vira-lata (metade husky siberiano, metade lobo), herói no Alasca em 1925; • Barney - scottish terrier de George W. Bush; • Barry - cão são-bernardo, herói nos Alpes suíços de 1800 a 1812, tendo salvado ao longo de sua vida mais de 40 pessoas perdidas na neve; seu corpo está embalsamado em um museu em Berna e Barry foi homenageado com uma estátua em Oslo [1]; • Beautiful Joe - mestiço de fox terrier e bull terrier e inspiração para o best seller de mesmo nome; • Blondi - cadela pastor alemão de Adolf Hitler; • Fala - animal de estimação de Franklin Roosevelt; • Laika - cadela rafeira russa, primeiro ser vivo a entrar em órbita espacial. • Marley - Do livro Marley e Eu; • Moose - cão da raça jack russel terrier, intérprete do personagem Eddie do seriado Frasier; • Pickles - cão que desvendou o desaparecimento da Taça Jules Rimet, na Inglaterra, em 1966; • Snuppy - o primeiro cão clonado Na mitologia • Cérbero - cão monstruoso, com três cabeças, da mitologia greco-romana. • Fenrir - um enorme lobo negro, filho do deus Loki, na mitologia nórdica. • Skoll - filho de Fenrir, que perseguia o Sol para o destruir. mitologia nórdica. • Hati - filha de Fenrir, que perseguia a Lua para a destruir. mitologia nórdica • Argos - cão de Odisseu, da Odisséia de Homero, foi o único a reconhecer o dono quando esse voltou para casa, depois de ter ficado vinte anos fora, e morreu depois disso. mitologia grega. • Hokou - Gobi - Besta de 5 caldas da mitologia japonesa também aparece no anime/mangá Naruto. Na ficção A ficção produziu inúmeros cães, que povoam desde a literatura, até ao cinema passando pela banda desenhada. De entre eles: • 101 Dálmatas - filme da Disney de 1996. • Banzé - filhote bagunceiro da Dama e do Vagabundo, do filme de animação da Disney Lady and the Tramp, de 1955; • Bidu - o cão azul da raça schnauzer criado por Maurício de Sousa; • Brian Griffin - um beagle, personagem de Uma Família 16


da Pesada; Eddie - cão da raça jack russel terrier, personagem do seriado estadunidense Frasier; • Fá - Cadela da personagem de Sofia Alves na telenovela O Teu Olhar , esta cadela criou grande impacto junto dos telespectadores da mesma novela.A cadela chegou a ser vitima de maus tratos num dos episódios da novela. • Floquinho - cão da raça lhasa apso, criado por Maurício de Sousa; • Fofão - personagem do programa infantil Balão Mágico. • Fofo - o Cérbero cão de Rúbeo Hagrid, da série Harry Potter de J. K. Rowling. • Idéiafix - minúsculo companheiro do Obelix; • Lassie - cadela da raça collie (na verdade um macho) que protagonizava seriado de televisão e estrelou, em 1943, um filme ao lado de Elizabeth Taylor; • Max - Max era o protagonista da série Inspector Max onde resolvia vários misterios. • Milu - cão da raça fox terrier, companheiro de aventuras de Tintim; • Nina - era a cadela inseparável de Clarinha (Filipa Maló Franco) na série Super Pai a cadela era da raça yorkshire terrier e apaixomou os telespectadores da série. • Pelópidas - cão que acompanha os eus donos em várias aventuras e mistérios na série da tvi , O Bando dos Quatro; • Pluto - cão da raça boxer, companheiro de Mickey da Disney; • RIC - Cão robtico vira - lata de Power Rangers Space Patrol Delta • Rin Tin Tin - cão da raça pastor alemão que estrelou a popular série de televisão dos anos 60, As aventuras de Rin Tin Tin; • Scooby-Doo - personagem de desenho animado representando um cão da raça dinamarquês, criado no ano de 1969 por Iwao Takamoto; • Snoopy - cão da raça beagle, personagem da história em quadrinhos Peanuts, criado por Charles Schulz; • Totó - cão da série fictícia de o Mágico de Oz, do escritor norte-americano, L. Frank Baum, e que popularizou de tal forma este nome que passou praticamente a sinónimo deste animal; •

Comparação com outros animais

O DNA do lobo e do cão diferem em apenas no máximo 0,2%. Apesar desta diferença mínima, o relacionamento do ser humano com estes dois seres vivos é muito distinto. Enquanto a população de cães acompanha de certo modo o aumento da população humana, os lobos estão ameaçados de extinção pelo abate ilegal e diminuição do seu habitat.

Referências

1. ↑ Os sentidos e curiosidades dos cães (em português). eZine. Página visitada em 2008-11-02.

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A FAMÍLIA AMPLA DE SILAS (são várias raças, mais de 800, mas todas da mesma espécie, pois podem cruzar entre si e produzir filhotes férteis)

AFGHAN HOUND

AIREDALE TERRIER

AKITA INU

AMERICAN PITBULL

BEAGLE

BASSETHOUND

BICHON FRISÉ

BOXER

BULLDOG

BULL TERRIER

CHIHUAHUA

CHOW-CHOW

COCKER AMERICANO

COCKER INGLÊS

COLLIE

DÁLMATA

DOBERMANN

DOGUE ALEMÃO

FILA BRASILEIRO

FOX TERRIER

GOLDEN RETRIEVER

HUSKY SIBERIANO

LHASA APSO

MALTÊS

MASTIFF INGLÊS

M. NAPOLETANO

O.E.SHEEPDOG

PASTOR ALEMÃO

PEQUINÊS

PINSCHER

POINTER INGLÊS

POODLE

RETR. DO LABRADOR

ROTTWEILER

SÃO BERNARDO

SCHNAUZER

SETTER IRLANDÊS

SHAR-PEI

SHIH-TZU

SPITZ ALEMÃO

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TECKEL

TERRIER BRASILEIRO

YORKSHIRE TERRIER

A SEMELHANÇA PARTICULAR LABRADORA o porte é semelhante a este

o nariz é parecido com este

o amarelo é mais ou menos assim

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Mas Silas, evidentemente (como qualquer criatura), é único, não existiu, não existe e não vai existir outro igual. Não existe outro igual. Quando Silas morrer essa jóia (e cada criatura é uma jóia absoluta de i, ELI, Elea, Ele/Ela, Deus-Natureza) única terá desaparecido irremediavelmente, até para os deuses, anjos e demais entidades elevadas: outro exatamente igual não poderá nunca ser criado, porque mesmo que clonado ainda subsistiriam as experiências únicas. Porisso, se nós perdermos Silas será uma perda absoluta, como é para cada criatura. Então, Silas tem esse pelo amarelo, de onde vem o título: o ouro de Silas, que é um tes/ouro. As coisas valiosas nem sempre são o ouro-metal que fascina a tantos; podem ser, por exemplo, as compreensões e em particular a compreensão DA PRESENÇA.

Capítulo 5 O Que Silas tem de Dessemelhante Disso que Silas herdou da eternidade (da Natureza e de Deus), de sua espécie (os cães em geral em sua evolução), de sua raça (o pai e a mãe em particular) e da humanidade (ração, vacinas, remédios para o pelo, antipulgas, tratamento veterinário, etc.) ele fez algo de particular, tornou-se Silas, de difícil temperamento e um grande amigo nosso, respeitado por todos aqui. ESTE É SILAS, EM VÁRIAS FACES E FASES

Silas é um morador pleno da casa onde moramos. Sobe nas camas, nas poltronas e anda por toda parte; dorme dentro de casa, toma banho de piscina (onde sabe subir a escadinha) e tem divertidíssimas facetas comportamentais. Silas é um assombro. Ele não é um cachorro gordo, é enxuto para magro. Por mais que coma ele nunca engorda mesmo, numa fica balofo como outro que existe aqui por perto, o Primo, como o chamo, que é como Silas e mais um monte de largura para os lados. De todos os labradores da face da Terra, de todos os Pink nose (nariz rosa) nenhum conseguiria repetir o gestual de Silas, nem de longe, pois Silas é impar, como todos e cada um, e gesticulou especificamente para nós, construiu sua personalidade sob nossas vistas. Apesar do que dizem dos cães, Silas desenvolve sua mente. Em primeiro lugar, criou por si mesmo, sem nunca ter visto outro cão fazer, um jeito só seu de descascar mangas: primeiro tira uma fatia da casca e depois puxa-balança o resto até soltar-se a casca toda. Come a casca e come a polpa, mastigando o caroço. Nós brincamos de um-dois-três, que é assim: pego um pano, enrolo-o, ofereço, ele abocanha e ficamos puxando um prum lado e outro para o contrário; ao fim de várias 20


peripécias digo “um”, abraço-o e continuamos até o “dois”, depois o “três”, quando paro – e então ele vai embora com o pano, sistematicamente. Por conseguinte, sabe contar até pelo menos três. E tanto é verdade que no ritual do passeio de manhã (pegar sacos das fezes, café dos vigias, bolo deles e corda de passeio) ele já apontou três corretamente com a cabeça. Quando dizemos “passear” ele vira a cabeça de um modo característico, interrogativo-pensativo, muito interessante, a cabeça de banda, os dentes caninos sobrepostos aos lábios superiores. Quando descemos para os preparativos do passeio, ele vai à frente até embaixo, quando espera eu passar, pois de outras vezes por várias razões o trancamos e ele aprendeu a suspeitar – então, desenvolveu defesas. Como precisamos dar remédio, é só pegar o frasco e ele corre a se esconder. Ou fica antes da porta da cozinha, para não a fecharmos atrás dele. Ele é esperto à bessa. Naturalmente qualquer animal desenvolverá gestual seu e cada dono ficará encantado e amoroso, em certa medida, que é a medida do seu desenvolvimento mental; cada um de nós teria coisas a contar deles, assim como temos de nossos filhos, como dizia o Dr. Rinaldo de Lamare: “criança tem cada uma!” Nós notamos as coisas de Silas porque somos amigos dele, mas em parte somos amigos dele porque ele fez coisas especiais que ficamos reparando, olhando atentamente. SE você olhar atentamente o mundo e as pessoas também ficará amigo delas e dele.

Capítulo 6 Desenho de Silas Você pode tentar desenhar um cão. TENTE

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Eles não latirão, não o lamberão, não passearão com você, não lhe farão mimos, não o olharão com olhos expressivos, nem nada – não passam de traços que lembram os verdadeiros, porque temos idéia e sentimento dos verdadeiros. Mesmo que fizesse uma escultura ela também não se poria a andar; ainda que fosse feita com pêlos e tudo, com o máximo cuidado, a ponto de as pessoas duvidarem, ainda assim não se mexeria. E se o clonasse, não teria sido você mesmo que o teria feito, e sim a Natureza, dentro de seus processos ainda insondáveis: de fato, você teria juntado óvulo e espermatozóide caninos, fornecido as condições de crescimento e ao fim obtido um similar do processo natural, com todas aquelas complexidades imensas. Quando vemos uma célula desenhada não percebemos que é esquemática, que dentro daquele minúsculo espaço CENTENAS DE MILHARES de operações estão se dando a cada segundo. Porque não damos a devida atenção ao sublime esquecemo-nos de alertar os estudantes para a complexidade implícita do mundo. NÓS NÃO SABEMOS FAZER CACHORROS, já os recebemos prontos. Também não sabemos fazer ouro, só o aproveitamos e o amoldamos. Nós nos valorizamos demais. Se quisermos afagar um cachorro devemos esperar que a Natureza no-lo ceda. Ele já vem pronto. Sei o que os gestos de humanos podem significar porque posso replicá-los e até já o fiz no processo de crescimento: mas de Silas não sei. Penso saber. Não sei se o olhar é de tristeza, só posso apertá-lo.

Capítulo 7 Grande Valor Silas tem, portanto, grande valor para nós. Para os de fora não tem, não o conhecem. Todos aqueles bilhões de células e bilhões de anos estão consagrados ao nosso amor e vice versa, agora que entendemos isso. Claro que ter desenvolvido o modelo desde 1992 teve serventia para esse olhar; e ter, antes do modelo, lido e pensado muito, escutado, visto filmes, me dedicado também serviu. E por todo o mundo e o tempo outros olharam os cães e os amaram. Por exemplo, o dono e a dona de Marley, que ficou famoso, e outros cães adoráveis. UMA LISTA DO CÃO (é muito mais do que isso e acho até que deveria haver um biblioseu – biblioteca-museu – sobre os cães)

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Silas

Como ele é recessivo as pessoas não gostam, e porisso mesmo mais nos apaixonamos por ele. Mais, muito mais – nós vimos sua fragilidade. Há uma amiga, D, que acha que os veterinários americanos estão certos ao propor a não-procriação de Silas. Vi no supermercado um vereador de Linhares, que conheci há 20 anos; ele fica numa cadeira de rodas, é paraplégico, mas tem cabeça e fala atentamente com as pessoas – deveríamos desprezá-lo, porque é aleijado em relação a quem tem pernas? Não tem pernas, mas tem cabeça. Justamente isso foi uma das coisas boas que as mulheres de antigamente fizeram, ao preservar os fracos, que os espartanos jogavam do precipício. Ficamos brincado, meus filhos e eu, e passamos a chamá-lo de Silas I, supostamente o primeiro de uma dinastia de Silas, os siloquíngios (ao modo do carolíngios). É claro que queremos casá-lo com sua dama. Dizem que ele não pode proliferar, mas o que nos deteve até agora foi somente que as ninhadas de labradores compõem-se de 10 filhotes e ficamos pensando no que aconteceria com os filhos dele, havendo tanta gente ruim no mundo. Pois Silas e Yuki não são “como nós”; Silas “é nós” e nós somos ele. Como unha e carne, como ensinei aos meus filhos outrora. Inseparáveis, i Natureza-Deus nos sustente assim.

Capítulo 8 Peculiaridades Lá vai Silas rebolando o ouro dele: ele rebola de um modo muito característico, belo mesmo. Nós chamamos de mãos e pés, mas para não confundir as pessoas direi que ele coloca uma pata da frente e depois outra e vai 23


“puxando” as patas de trás de um modo todo especial – só vendo para crer. Brinco com ele: rebola-bola. E lhe demos vários apelidos: Siloca, Loca (da Neném, Eronildes), Neném (porque chamo todo mundo assim, humanos e não-humanos) e muitos outros. O nome mesmo veio do personagem albino Silas no livro O Código da Vinci, de Dan Brown, um desses que atacam Cristo e a Igreja, fazendo coro com muitos outros atualmente; pois Silas é albino, recessivo, Pink nose (nariz rosa). E de todos da ninhada era o único que não parava quieto, que implicava com os irmãos e irmãs, mordendo-os. Ainda bem que não se mostrou aquela “mosca morta” paradona que alguns cães CBD (come, bebe, dorme) são. Como é grande, as pessoas pensam que vai mordêlas, mas ele só quer brincar. Um homem disse que deveria andar de focinheira e depois que fui embora juntei todas as minhas razões: 1) Ele já atacou o senhor? 2) Já o ameaçou? 3) Já atacou qualquer pessoa na rua? 4) Já as ameaçou? 5) Já mordeu alguém em casa, fora quando o provocamos? 6) Existe lei que diga que os cães devem andar com focinheira? (não se esqueça da constituição: ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer nada, exceto em virtude de lei). As pessoas são cruéis, muito mais que os cães, enormemente mais. Acho que Silas é um alfa, um campeão, não só da raça dele, como da espécie, porque a cachorrada late quando ele passa. As fêmeas ficam doidas: outro dia duas “Cofap”, duas cadelas “salsicha” (dachshund) brigaram por ele, uma maior e uma menor, subindo uma na outra e latindo desesperadamente, sem falar na preta que é vizinha. Parece que ele é o xodozinho das fêmeas e motivo de ira dos machos, ainda mais porque urina e defeca nas portas e nos muros deles.

Capítulo 9 Acumulando Ouro De início Silas tinha de fabricar muitas células e produzir muito pelo, de modo que comia desesperadamente, mais que um saco de 15 kg de ração por mês, aproveitando muito dele; e defecava horrores, no apartamento e na rua. Comia de tudo, não só ração, pois eu lhe dava parte do que comia, a contragosto de Gabriel e Clara. Passou de menos de 2 kg quando chegou a mais de 40 kg aos oito ou nove meses. E veio com esse pelo dourado, alourado, que amamos e que aproveitei para chamar sua atenção. COMPARAÇÃO 1) PÊLO DE SILAS 24


Uma pelagem única impermeável à água A estrutura do pêlo do Labrador Retriever pode ser qualificada como única. Entre as numerosas raças da espécie canina, existem variados tipos de pêlos. O pêlo do Labrador pertence à categoria dos pêlos fortes, densos e curtos. O sub-pêlo espesso fornece uma camada isoladora. O Labrador não teme a água gelada graças a esta mesma estrutura. No trabalho de campo, o Labrador atravessa arbustos e silvas, correndo o risco de lesões. O seu pêlo espesso evita os cortes.

A água desliza sobre o pêlo, como pelas plumas de um pato: Após um banho, o Labrador fica menos molhado que outras raças (Weber, 2003). 25


Quantidade de água retida

Protocolo: - os cães são pesados em seco - 15 segundos em banho tépido - 10 segundos livres - os animais são pesados molhados - resultados restabelecidos em relação ao peso metabólico • O Labrador produz mais sebo que outras raças 14 µg/cm2 contra 3 µg/cm2 produzido pelo caniche (Dunstan, 2000). O sebo é a secreção oleosa das glândulas sebáceas. Permite impermeabilizar o pêlo. As secreções das glândulas sebáceas (oleosas) e das glândulas sudoríparas (aquosas) misturam-se e formam uma emulsão que vai revestir o pêlo e cobrir a superfície da pele. Ao chegar à superfície, o sebo é colonizado pelas bactérias produtoras de lipases, que vão formar ácidos gordos com propriedades anti-bacterianas. (Kwochka, 1995 ; McEwan Jenkinson, 1989). Recordamos que no cão, as secreções das glândulas sudoríparas não têm como função a transpiração (termoregulação). No cão, o suor apresenta propriedades feromonais e anti-microbianas. (Scott, 2001 ; McEwan Jenkinson, 1989).

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Folículo piloso 1– Glândula sudorípara 2 – Glândula sebácea 3 – Ceramidas (cimento) 4 – Músculo

O Labrador desenvolve assim uma hipersensibilidade a alergenos específicos como os ácaros ou o pólen Falemos em seguida da atopia. (Carlotti, 2002 ; Hillier, 2001 ; Sousa, Marsella, 2001 ; Willemse, 2000). Pólen

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LABRADOR RETRIEVER 30 : nutrir o pêlo e proteger a pele 1° Objectivo: fornecer os materiais para o crescimento do pêlo O pêlo é constituído por queratina, ou seja proteínas. Com cerca de 30 % de proteínas de elevado valor biológico, o alimento fornece ao cão todos os ingredientes indispensáveis para um pêlo saudável, nomeadamente, aminoácidos sulfurados, tais como a taurina e a metionina. (Mason et Lloyd, 1993). 2° Objectivo: reforçar a estrutura da pele Fornecimento reforçado de zinco O zinco é indispensável à pele. Funciona em sinergia com o ácido linoleico e contribui para um pêlo brilhante sem problemas cutâneos, nem crostas. (Marsh, 1998). O zinco também favorece a cicatrização. (Scott, 2001). Comtribuição reforçada de vitamina A (a vitamina dos epitélios) Esta vitamina é indispensável à pele e ao bom funcionamento das glândulas sebáceas (as glândulas produtoras de sebo, que impermeabiliza a pele). A vitamina A permite lutar contra a seborreia e desempenha um papel-chave na regeneração da pele (crescimento e proliferação das células epidérmicas). (Scott, 2001). Composto reforçado com vitaminas do complexo B Contribuem para a qualidade da pele e do pêlo. Desempenham um papel muito importante no metabolismo dos ácidos gordos. Fornecimento de ácido pantoténico, niacina, histidina, piridoxina, prolina, inositol e colina Estes nutrientes funcionam em sinergia e reforçam a função de barreira protectora da pele. Esta protecção permite limitar as perdas de hidratação e impedem a penetração de eventuais alergenos (pólens, ácaros). (Watson, 2002).

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As ceramidas são o cimento que assegura a coesão das células da epiderme. Ceramidas 1 - Glândula sudorípara 2 - Glândula sebácea 3 - Ceramidas (cimento) 4 – Músculo 3° Objectivo: reforçar o brilho e a luminosidade do pêlo Composto reforçado com ácidos gordos São indispensáveis à saúde e ao brilho do pêlo. Uma presença reforçada de ácidos gordos, ómega 6 (óleo de borragem) e ómega 3 (EPA DHA de óleo de peixe 0,4%) nutre a pele de uma forma excepcional. (Bond, 2001; Rees, 2001). O ácido linoleico (ómega 6) é indispensável para a produção de ceramidas, o «cimento» intercelular, que desempenha um papel primordial na função de barreira cutânea. Os ácidos gordos ómega 3 limitam as reacções inflamatórias. (Bond, 2001 ; Lloyd, 1999).

2) OURO DA TERRA 29


Ouro Platina - Ouro - Mercúrio Cu Ag Au Tabela Periódica Geral Nome, símbolo, número Classe , série química Grupo, período, bloco Densidade, dureza

Ouro, Au, 79 Metal ,metal de transição 11, 6 , d 19300 kg/m3; 2,5 Amarelo metálico

Cor e aparência

Massa atómica Raio médio† Raio atómico calculado Raio covalente Raio de van der Waals Configuração electrónica Estados de oxidação (óxido) Estrutura cristalina

Propriedades atómicas 196,966569(4) u 135 pm 174 pm 144 pm 166 pm [Xe]4f145d106s1 3, 1 (anfótero)

Cúbica centrada nas faces Propriedades físicas Estado da matéria Sólido Ponto de fusão 1337,33 K (1064,18 °C) Ponto de ebulição 3129 K (2856 °C) Entalpia de 334,4 kJ/mol vaporização Entalpia de fusão 12,55 kJ/mol Pressão de vapor 0,000237 Pa a 1337 K Velocidade do som 1740 m/s a 293,15 K 30


Informações diversas Eletronegatividade 2,54 (Pauling) Calor específico 128 J/(kg·K) Conductividade 45,2 x 106/m Ω elétrica Condutividade 317 W/(m·K) térmica 1º Potencial de 890,1 kJ/mol ionização 2º Potencial de 1980 kJ/mol ionização Isótopos mais estáveis iso. AN 197 Au 100%

A t ½ mais longa é 186,09 d (195Au) Au é isótopo estável com 118 neutrons

Unidades SI e CNTP exceto onde indicado o contrário. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. O ouro (do latim aurum, brilhante) é um elemento químico de número atómico 79 (79 prótons e 79 elétrons) que está situado no grupo 11 (1 B) da tabela periódica, e de massa atómica 197 u. O seu símbolo é Au (do latim aurum). Conhecido desde a Antiguidade, o ouro é utilizado de forma generalizada em joalharia, indústria e eletrônica, bem como reserva de valor.

Características principais É um metal de transição brilhante, amarelo, pesado, maleável, dúctil (trivalente e univalente) que não reage com a maioria dos produtos químicos, mas é sensível ao cloro. À temperatura ambiente, apresenta-se no estado sólido. Este metal encontra-se normalmente em estado puro e em forma de pepitas e depósitos aluvionais e é um dos metais tradicionalmente usados para cunhar moeda. O ouro puro é demasiadamente mole para ser usado. Por essa razão, geralmente é endurecido formando liga metálica com prata e cobre. O ouro e as suas diversas ligas metálicas são muito empregados em joalherias, fabricação de moedas e como padrão monetário em muitos países. Devido à sua boa condutividade elétrica, resistência à corrosão e uma boa combinação de propriedades físicas e químicas, apresenta diversas aplicações industriais.

História

Antiga moeda em ouro. 31


O ouro é conhecido desde a Antiguidade, sendo certamente um dos primeiros metais trabalhados pelo Homem. Conhecido na Suméria, no Egipto existem hieróglifos egípcios de 2600 a.C. que descrevem o metal, que é referido em várias passagens no Antigo Testamento. É considerado como um dos metais mais preciosos, tendo o seu valor sido empregue como padrão para muitas moedas ao longo da história.

Aplicações • O ouro exerce funções críticas em ordenadores, comunicações, naves espaciais, motores de reação na aviação, e em diversos outros produtos. • A sua elevada condutividade elétrica e resistência à oxidação tem permitido um amplo uso em eletrodeposição, ou seja, cobrir com uma camada de ouro por meio eletrolítico as superfícies de conexões elétricas, para assegurar uma conexão de baixa resistência elétrica e livre do ataque químico do meio. O mesmo processo pode ser utilizado para a douragem de peças, aumentando a sua beleza e valor. • Como a prata, o ouro pode formar amálgamas com o mercúrio que, algumas vezes, é empregado em obturações dentárias. • O ouro coloidal (nano-partículas de ouro) é uma solução intensamente colorida que está sendo pesquisada para fins médicos e biológicos. Esta forma coloidal também é empregada para criar pinturas douradas em cerâmicas. • O ácido cloroaúrico é empregado em fotografias. • O isótopo de ouro 198Au, com meia-vida de 2,7 días, é usado em alguns tratamentos de câncer e em outras enfermidades. • É empregado para o recobrimento de materiais biológicos, permitindo a visualização através do microscópio eletrônico de varredura (SEM ). • Utilizado como cobertura protetora em muitos satélites porque é um bom refletor de luz radiação infravermelha.

Simbologia do ouro

Símbolo alquímico do ouro. O ouro é usado como símbolo de pureza, valor, realeza, ostentação, brilho etc. O principal objetivo dos alquimistas era produzir ouro a partir de outras substâncias, como o chumbo. Muitas competições premiam o vencedor da competição com medalha de ouro, o segundo colocado com medalha de prata , 32


e o terceiro colocado com medalha de bronze = cobre ( os tres pertencentes ao mesmo grupo ( 11 ) da tabela periódica dos elementos ).

Papel biológico O ouro não é um elemento químico essencial para nenhum ser vivo. Alguns tiolatos (ou semelhantes) de ouro (I) são empregados como antiinflamatórios no tratamento de artrites reumatóides e outras enfermidades reumáticas. Não são bem conhecidos o funcionamento destes sais de ouro. O uso do ouro em medicina é conhecido como crisoterapia. A maioria destes compostos são pouco solúveis, portanto devem ser injetados. Alguns são mais solúveis e podem ser administrados via oral, sendo melhor tolerados. Este tratamento pode apresentar efeitos secundários, geralmente leves, porém é a primeira causa do abandono do tratamento pelos pacientes.

Compostos Apesar de ser um metal nobre ( devido a baixa reatividade ) forma diversos compostos, sendo o tricloreto de ouro ( AuCl 3 ) e o ácido cloroáurico ( HAuCl 4 ) os dois dos compostos mais comuns do ouro. Geralmente, nestes compostos, apresenta estados de oxidação +1 e +3. Forma também óxido de ouro (III), Au 2 O 3 , halogenetos e complexos com estados de oxidação +1 e +3. Existem, ainda, alguns complexos raros de ouro com estados de oxidação +2 e +5. Estes apresentam baixos índices de coordenação e apresentam tendência a linearilidade: L-Au-L. Quando ocorrem ligações químicas entre os próprios átomos de ouro formam os chamados cúmulos de ouro ( compostos cluster ). Alguns deles são denominados ouro líquido.

Abundância e obtenção

Pepita de ouro. Por ser relativamente inerte, pode-se encontrá-lo como metal, as vezes como pepitas grandes, mas geralmente se 33


encontra em pequenas inclusões em alguns minerais, como quartzo, rochas metamórficas e depósitos aluviares originados dessas fontes. O ouro está amplamente distribuido, e amiúde encontra-se associado ao quartzo e pirite. É comum como impureza em muito minérios, de onde é extraído como subproduto. Como mineral é encontrado na forma de calaverita, um telureto de ouro. A África do Sul é o principal produtor de ouro, extraindo aproximadamente dois terços de toda a procura mundial deste metal. O ouro é extraido por um processo denominado lixiviação com cianeto. O uso do cianeto facilita a oxidação do ouro formando-se (CN) 2 2- em dissolução. Para separar o ouro da solução procede-se a redução empregando,por exemplo, o zinco. Tem-se tentado substituir o cianeto por outro ligante devido aos problemas ambientais que gera, porém não são rentáveis ou também são tóxicos. Espalhado em toda a costa terrestre numa baixíssima concentração média (5 gramas em 1000 toneladas), e mais baixa ainda nas águas dos oceanos (de 0,1 µg/kg a 2 µg/kg), onde se estima haver bilhões de toneladas de ouro mas de exploração economicamente inviável pelos métodos atuais (um trilhão de litros de água do mar contém 120 kg, ou 1 quilo em mais de 8,3 bilhões de litros, a água consumida por uma cidade como São Paulo em mais de 10 anos). As minas onde o ouro se encontra em teores econômicos têm geralmente acima de 3 gramas por tonelada; se o mesmo teor fosse encontrado no mar, 1 trilhão de litros poderia fornecer 3 mil toneladas de ouro.

Isótopos Existe somente um isótopo estável do ouro ( Au-197 ), porém existem 18 radioisótopos, sendo o Au-195 o mais estável com uma meia-vida de 186 dias.

Precauções O corpo humano não absorve bem este metal, e seus compostos não são muito tóxicos. Até 50% dos pacientes com artrose, tratados com medicamentos que contém ouro, têm sofrido danos hepáticos e renais.

Antídoto e tratamento de emergência BAL (British anti-Lewisite, é o 2,3-dimercaptopropanol) é um agente quelante usado no tratamento do envenenamento pelo ouro. Doses adequadas de BAL devem ser dadas para assegurar um excesso de BAL livre. Uma concentração insuficiente de BAL pode permitir a dissociação do complexo BAL-Au. Este quelato dissocia-se mais rapidamente numa urina ácida; deve existir uma função renal adequada para permitir a eliminação completa do complexo.

O ouro como mercadoria

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Evolução do preço do ouro (1334-1999). O mercado de ouro, assim como o mercado de ações, integra o grupo dos chamados mercados de risco já que suas cotações variam segundo a lei da oferta e da procura. No mercado internacional, os principais centros que negociam ouro são Londres e Zurique onde o ouro é negociado no mercado de balcão e não via bolsas. Outro grande centro de negócios é a Bolsa de Mercadorias de Nova York (COMEX) onde só se opera em mercado futuro. Há também nesta praça um forte mercado de balcão para o ouro físico. As operações com ouro no Brasil No Brasil, o maior volume de comercialização de ouro se faz através da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), que é a única no mundo que comercializa ouro no mercado físico. As cotações do ouro, no exterior, são feitas em relação à onça troy, que equivale a 31,104g. No Brasil, a cotação é feita em reais por grama de ouro puro. O preço do ouro, no Brasil, vincula-se, historicamente, às cotações de Londres e Nova York, refletindo, portanto, as expectativas do mercado internacional. Sofre, entretanto, influência direta das perspectivas do mercado interno e, principalmente, das cotações do dólar flutuante. Assim o preço interno é calculado diretamente segundo as variações do preço do dólar no mercado flutuante e dos preços do metal na bolsa de Nova York. O preço do grama do ouro em reais, calculado a partir do preço da onça em dólares 35


(pela cotação do dólar flutuante) fornece um referencial de preços. Tradicionalmente, a cotação da BM&F mantém a paridade com este valor referencial variando 2%, em média, para baixo ou para cima. Existem dois tipos de investidores no mercado de ouro no Brasil: o investidor tradicional - que utiliza o ouro como reserva de valor -, e o especulador - que está à procura de ganhos imediatos e de olho na relação ouro/dólar/ações procurando a melhor alternativa do momento. Atualmente há dois mercados no Brasil para o ouro: 1. mercado de balcão - operações são fechadas via telefone; após o pagamento, o comprador tem duas opções deixar o ouro depositado em custódia em uma instituição financeira, levando consigo um certificado de custódia; retirar fisicamente a quantidade de ouro adquirida. 2. mercado spot nas bolsas - a entrega do ouro se dá em 24 horas, os volumes negociados são transferidos automaticamente entre as contas dos clientes em diferentes bancos, sem que o metal passe pelas mãos de quem negocia. No mercado de bolsas, trocam se certificados de propriedade. Em qualquer caso, a responsabilidade pela qualidade do metal é da fundidora e não do banco, que é apenas o depositário.

Provas de Ouro São mundialmente reconhecidas as seguintes provas de ouro: 375, 500, 583, 585, 750, 958, 996, 999,9 (usada na industria aeroespacial). Encontra-se com maior frequência a mistura (liga) de ouro com o nº 583. As ligas desta prova podem ter diferentes cores, dependendo da quantidade e composição dos metais. Por exemplo, se na liga de ouro da prova nº 583 (58,3% de ouro) contém cerca de 36% de prata e cobre 5,7%. Esta liga tem um tom de cor ligeiramente verde, se for 18,3% de prata e 23,4% de cobre - fica com cor de rosa, se for 8,3% de prata e 33,4% de cobre - uma cor avermelhada. Ouro com a prova nº 958 é de três componentes, para além de ouro contém prata e cobre e é usado, geralmente, para fazer alianças. Esta liga tem uma cor amarela-forte e é próxima de cor de ouro puro. Na liga nº 750 também existe cobre e prata, mas às vezes podem ser usados paládio, níquel ou zinco. Tem uma cor amarela-esverdeada, também tons avermelhados até a cor branca. Esta liga é facilmente difundida, mas se contém mais de 16% de cobre a cor perde gradualmente o seu brilho. A liga de prova nº 375 normalmente contém: ouro 37,5%, prata 10,0%, cobre 48,7%, paládio 3,8% e é usada para fazer alianças. Também existe uma vasta utilização de "ouro branco", que contém: • na liga de ouro de nº 583: prata 23,7-28,7%, paládio 13,0-18% ou niquel 17%, zinco 8,7%, cobre 16%; • na liga de ouro nº 750: prata 7,0-15,0%, paládio até 14%, níquel até 4%, zinco até 2,4% ou níquel 7,516,5%, zinco 2,0-5,0% e cobre até 15%. Há gente que gosta muito de ouro e não dá a mínima para o pêlo de Silas, especialmente as mulheres, 36


que são inseguras quanto à sobrevivência. Quase ninguém atribuiria nobreza ao pêlo de Silas e muito menos nobreza maior que a do ouro. Mas há alguns que sabem ver, como disse Jesus.

Capítulo 10 i que nos Deu Silas Para concluir esse início, i (Natureza/Deus) nos deu Silas, que veio de uma longa linhagem físico-química, biológica-p.2 e psicológica-p.3 também, porque se a humanidade não tivesse proporcionado condições não teríamos acesso a ele do jeito que temos. VAMOS COLOCAR ASSIM (em termos de longos passos nos longos degraus para cima) 2.n 2 1 0

Há 10 mil anos humanos e lobos se encontram, cada um cede um pouco e surge o híbrido denominado homem-cão. Natureza Dois: provavelmente há 10 milhões de anos surgem os primeiros hominídeos. Natureza Um: forma-se a vida, particularmente a da Terra, há 3,8 bilhões de anos. Natureza Zero: o Big Bang acontece há 13,0 bilhões de anos e o universo começa em termos físicoquímicos

Antes do começo foi preciso que i tornasse possível as pré-condições do desenho dialógico das potências ou subseqüências do universo U o em que estamos. Eis que herdamos tudo isso. TUDO que está no horizonte de simultaneidades denominado presente TEM A MESMA IDADE geral, com diferentes idades particulares. E é sempre do tamanho de i, embora possa ter uma dimensão temporal na Natureza e uma não-dimensão (quer dizer, desinteresse de absorção) em Deus. Embora os humanos sejamos da natureza psicológicap.3 e Silas da Natureza biológica-p.2, ele pode interessar mais a Deus que muitos de nós, pela sua nobreza. E assim também qualquer bicho. Pois tudo depende do que fazemos com a herança que recebemos: alguém pode receber quase nada e fazer muito, enquanto outros recebem muito, vivem nababescamente, torram o trabalho alheio e morrem como mendigos morais. Vitória, sábado, 21 de fevereiro de 2009. José Augusto Gava.

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O Ouro de Silas  

Silas é nosso labrador creme Pink nose, uma bela pessoa

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