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O Homem que se Recusava a se Alimentar 2.

1. Alimentação Pressão Interna e Pressão Externa 3. Recusa da Natureza 4. Recusa de Deus 5. O Homem 6. Nem Só de Pão... 7. A Palavra de Deus 8. Solidão 9. Pensar 10. A Mente de Deus Vitória, sexta-feira, 31 de julho de 2009. José Augusto Gava.


Capítulo 1 Alimentação Como muito cedo viu Jesus “nem só de pão vive o homem, mas também da palavra de Deus”. Veja, “também” quer dizer alimentar-se primeiro do pão, pois de outro modo não teremos força para a alimentação mental sucessiva à corporal. 1º - alimentação corporal; 2º - alimentação mental. O que quer dizer “palavra de Deus”? Como já vimos TUDO é i (ELI, Elea, Ele-Ela, Deus-Natureza), é único, não está nem pode ser separado (como em Matrix), então tudo é palavra de Deus; contudo, NA LIBERDADE as palavras são de responsabilidade dos libertos, dos livres, dos que a falam. É de i-Deus na medida das possibilidades, isto é, PARA PODERMOS EXPRESSÁ-LAS, sem ampliar à expressão mesma, pois não deveríamos falar certas coisas contrária à bondade de i. Você pode usar uma faca para ferir, mas isso não quer dizer que sua liberdade deva ser exercida; se a má liberdade for exercida você pagará por ela. Não é só a Bíblia que é Palavra de Deus, tudo é. A ALIMENTAÇÃO CORPORAL OU DOS SENTIDOS É MUITO VARIADA (quase ilimitados modos de atender aos transferidores externointernos da visão, da audição, do olfato, do paladar, do tato, isto é, DE ATENDER A MENTE BAIXA da mera vivência, dita sobre-vivência, que é sub-vivência, a fome rasteira do corpo)

DUAS ALIMENTAÇÕES 3º - alimentação 2º - alimentação mental 1º - alimentação corporal corpomental (como disse Jesus) LEVA PARA A NATUREZA LEVA PARA i LEVA PARA DEUS materialismo equilíbrio materideal idealismo A TENTAÇÃO DO EXCESSO DE SENTIDOS (aqui se poderia listar quase tudo, exceto livros e coisas assim)

A maioria absoluta dos seres humanos aposta quase todas as fichas no corpo e passa a vida toda “usufruindo”, fruindo o uso: são casas e piscinas a


construir, bibelôs a comprar (isso, especialmente, fascina as mulheres, que enchem as casas de objetos variadíssimos), carros, jóias, vestidos e roupas em geral, calçados, viagens, alimentos especiais, uma infinidade de “satisfações” mais ou menos passageiras. Pouca gente é capaz de recusar a alimentação corporal, pois nela fomos viciados desde crianças pelas mães; tanto o vício em si quanto o respeito que temos pelas mães nos torna dependentes dessa droga.

AMBIENTES (pressão externa)

PESSOAS (pressão interna)

Capítulo 2 Pressão Interna e Pressão Externa A ALIMENTAÇÃO E AS PESSOAMBIENTES indivíduos fortemente para dentro (egoísmo: excesso de ego) famílias grupos

empresas cidades-municípios estados nações

fortemente para fora (altruísmo: mundo excesso de superego) Motivados por essas duas forças antagônicas (o par egoísmoaltruísmo) os seres humanos tendem a ser dilacerados, sendo o ideal ficar no centro, no alter-ego: nem Sade nem Masoch, nem excesso de corpo nem excessos mentais, nem submeter-se às pressões internas, naturais, nem às externas, artificiais. Como sabemos, não só as mães nos viciam, como também não há defesa nenhuma interposta nas escolas, PORQUE interessa à exploração capitalista acentuar a pressão interna por consumos de todo tipo. ABUSOS ECONÔMICOS • abusos agropecuário-extrativistas (expansão das fronteiras a todo custo); • abusos industriais (hiperindustrialização, à custa da energia e da bandeira elementar toda: depressão do ar, da água, da terra/solo, do fogo-energia e da Vida); • abusos comerciais (“queima, queima, queima”); • abusos de serviços (superfacilidades); • abusos bancários (liberalismo creditício). EXCESSOS PSICOLÓGICOS • excessos das figuras ou psicanálises (superexposição ou exibicionismo); • excessos de metas ou objetivos ou psico-sínteses (tarefas demais); • excessos produtivos ou econômicos (veja acima);


excessos organizativos ou sociológicos (institutos demais: só de OGNS, parece, existem mais de 800 mil no mundo, sem falar nos governos); • excessivos espaçotempos ou geo-histórias (sempre empurrando as fronteiras, indo cada vez mais longe no Far West, o “tão, tão distante”). E onde fica nisso a Palavra de Deus? Quantos são os que lêem, em toda a multidão universal? Seria preciso fazer uma avaliação país a país, estado a estado, cidade-município a cidademunicípio, DE TODOS MESMO, um censo universal dos COSTUMES DE LEITURA. Penso que vai despontar uma curva exponencial de não-leitores. OS QUE DESPREZAM A MAIORIA DO CONHECIMENTO ALHEIO 1. OS IMPOSSIBILITADOS (analfabetos e outros); 2. OS OPTANTES: 2.1. aqueles a quem não são oferecidas oportunidades explícitas (mas também não se oferecem); 2.2. os que se recusam a ler; 2.3. os leitores eventuais (universitários que “se formam” e outros que lêem somente por necessidade forçada); 2.4. os leitores constantes: 2.4.1. leitores persistentes; 2.4.2. leitores compulsivos. Como já coloquei num dos artigos dos livros, Mindlin é um dos que mais respeitaram o Conhecimento (Magia-Arte, Teologia-Religião, FilosofiaIdeologia, Ciência-Técnica e Matemática) alheio, tendo juntado mais de 70 mil livros (por comparação, tenho um décimo disso). AS MAIS DE 70 MIL PESSOAS QUE ENTRARAM NA CASA DE MINDLIN

Não é “mundo dos livros”, é mundo humano.


Nossa história na ponta dos dedos, graças a generosidade de José e Guita Mindlin!

José Mindlin e sua coleção. Tive a oportunidade pela primeira vez de consultar a Coleção Brasiliana, doada pelo empresário e colecionador José Mindlin à Universidade de São Paulo. Esta é uma extraordinária coleção Para quem ainda não conhece esta maravilhosa ferramenta de pesquisa ao alcance dos nossos dedinhos a qualquer hora do dia e da noite, vale a pena visitá-la para pelo menos saber o que anda acontecendo de sério na internet. Acesse a Coleção Brasiliana Esta seleção de livros doados por José e Guita Mindlin, está em processo de digitação e postagem na internet e pode ser acessado de qualquer parte do mundo. Hoje consultei a História do Brasil, por frei Vicente do Salvador, natural da Bahia. Nova edição revista por Capistrano de Abreu, de 1918. Esta foi a primeira tentativa de relato de uma história do Brasil. Frei Vicente de Salvador terminou de escrever sua obra sobre as primeiras décadas do Brasil colônia em 1627. Este também foi o primeiro livro com o qual José Mindlin, aos 13 anos de idade, começou sua coleção. A Coleção Brasiliana do bibliófilo, que conta com 20 mil títulos entre relatos de viajantes, literatura brasileira e portuguesa, documentos, folhetos e várias primeiras edições de obras importantes, será transferida até o final de 2009 para a Universidade de São Paulo (USP). Aqui está uma ilustração acompanhando o texto de Frei Vicente do Salvador:

Planta da cidade de Salvador, na Bahia, contemporânea à invasão dos holandeses. A coleção está em processo de digitalização. Ela é feita por um robô devorador de livros, que lê 2.400 páginas por hora, batizado de Maria Bonita. “Podemos transformar uma imagem recém tirada do robô em uma página que seja portátil para a web”, explica o engenheiro de computação Vitor Tsujiguchi. “O usuário vai ver o livro tal como ele é: a imagem do livro original, mas por trás dessa imagem há uma versão digitalizada, como se fosse transcrito. O usuário pode fazer busca por palavra,


frase, iluminar trecho, copiar e colar. A pessoa vai poder imprimir em casa, encadernar e colocar na sua estante”, Pedro Puntoni. O robô reconhece 120 línguas. Até o final do ano o plano é que ele tenha digitalizado 4 mil livros e 30 mil imagens.

José Mindlin e “Maria Bonita”. Quem está encantado com o trabalho do robô é o professor titular de história do Brasil, Istvan Yancsó, coordenador geral do projeto: “O conceito dessa biblioteca é atender a uma multiplicidade de destinações. É um serviço que a USP vai prestar à nação. Tudo que nós estamos fazendo é sempre em cima da idéia de que é uma colaboração para montagem de alguma coisa que não vai ser a Brasiliana da USP, vai ser uma Brasiliana brasileira”.

O Robô, batizado de Maria Bonita, lê 2.400 páginas por hora. Os primeiros livros sendo digitalizados são os dos viajantes que percorreram o Brasil nos séculos 16, 17, 18 e 19. Toda a coleção das gravuras de Debret. Depois disso será a vez de todos os livros de história do Brasil e literatura brasileira. Os 17 volumes da primeira edição dos sermões do Padre Vieira, a primeira edição brasileira de “Marília de Dirceu”, de Tomás Antonio Gonzaga – só existem três unidades no mundo. De José de Alencar, a primeira edição do “Guarany”, livro raro. José Mindlin passou boa parte da vida atrás desse exemplar, um dos únicos existentes e de muitas outras raridades. Artigo parcialmente baseado no Destak Jornal. Brasiliana, biblioteca de preciosidades, será acessada pela internet Posted by: PDL / Category: Informação e Cultura, Notícias Colecionador doou seus livros raros à USP. Um robô “devorador de livros” está escaneando os exemplares. A paixão de um brasileiro por seus livros em breve vai ser compartilhada com todos nós. A Universidade de São Paulo se prepara para receber parte da biblioteca Brasiliana, doada pelo empresário e colecionador José Mindlin. Poderá ser acessado de qualquer parte do mundo, pela internet, e também fisicamente, em um prédio que está sendo construído para receber a Brasiliana. Um tesouro, de um homem sonhador, que vai se tornar público pelo esforço de gente que acredita que um grande país só se faz com cultura e educação. É em um vazio moldado a ferro, onde ainda o concreto escorre, que caberá o conhecimento. A biblioteca por enquanto é toda imaginação. “São três andares de livros. Todas as paredes com toda coleção exposta. A ideia é


que a gente tivesse sempre o visitante em contato com o acervo”, explica o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb. Este será o corpo da Brasiliana, biblioteca formada por 17 mil títulos, todos sobre o Brasil ou feitos no Brasil, doados à USP pelo avô de Rodrigo, o empresário e bibliófilo, José Mindlin. “A arquitetura é coadjuvante nesse processo porque os livros são a alma. Estamos cuidando de dar um corpo para receber dignamente a coleção e ter acesso para meus filhos, netos e de todos nós”, diz o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb. A alma da Brasiliana ainda está bem longe; na casa de José Mindlin, no espaço especialmente construído, ao lado do jardim, para abrigar a biblioteca dele com quase 100 mil volumes. É uma sala de preciosidades e raridades. Os livros são do século 19, de literatura brasileira. Lá, estão quase todas as primeiras edições dos livros de Machado de Assis. Há as primeiras edições dos dois romances mais lidos no século 19: “O guarani”, de José de Alencar e “A moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo. Ao pé da escada fica Santo Inácio, um verdadeiro santo do pau-oco. No espaço de trás escondiam o ouro para escapar ao fisco dos portugueses. É neste espaço da memória e do passado que vive um novo agregado: um robô do século 21, um devorador de livros, que lê 2,4 mil páginas por hora. O livro que o robô tem nas mãos é “Helena”, autografado por Machado de Assis, dedicado a um velho amigo dele, Salvador de Mendonça. A tudo isso nós teremos acesso, via internet. “Enquanto o prédio está sendo construído, já estamos construindo a biblioteca digital”, aponta o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni. “Podemos transformar uma imagem recém tirada do robô em uma página que seja portátil para a web”, explica o engenheiro de computação Vitor Tsujiguchi. “O usuário vai ver o livro tal como ele é: a imagem do livro original, mas por trás dessa imagem há uma versão digitalizada, como se fosse transcrito. O usuário pode fazer busca por palavra, frase, iluminar trecho, copiar e colar. A pessoa vai poder imprimir em casa, encadernar e colocar na sua estante”, antecipa o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni. O robô reconhece 120 línguas. Até o final do ano o plano é que ele tenha digitalizado 4 mil livros e 30 mil imagens. Quem está encantado com o trabalho do robô é o professor titular de história do Brasil, Istvan Yancsó, coordenador geral do projeto: “O conceito dessa biblioteca é atender a uma multiplicidade de destinações. É um serviço que a USP vai prestar à nação. Tudo que nós estamos fazendo é sempre em cima da ideia de que é uma colaboração para montagem de alguma coisa que não vai ser a Brasiliana da USP, vai ser uma Brasiliana brasileira”. Os primeiros livros que já estão sendo digitalizados são os dos viajantes que percorreram o Brasil nos séculos 16, 17, 18 e 19. Toda a coleção das gravuras de Debret. Depois disso será a vez de todos os livros de história do Brasil e literatura brasileira. Os 17 volumes da primeira edição dos sermões do Padre Vieira, a primeira edição brasileira de “Marília de Dirceu”, de Tomás Antonio Gonzaga - só existem três unidades no mundo. De José de Alencar, a primeira edição do “Guarany”, livro raro. José Mindlin passou boa parte da vida atrás desse exemplar, um dos únicos


existentes e de muitas outras raridades. Uma biblioteca como esta é um espaço para eternas descobertas. Cristina Antunes, organizadora da biblioteca Mindlin há 29 anos, sabe disso: “Até hoje descubro livros que eu não vi, que eu não li, que não conheço”. Toda essa coleção começou com um livro de história do Brasil de Frei Vicente de Salvador, e comentários de Capistrano de Abreu. José Mindlin tinha 13 anos, hoje, aos 94, quase 100 mil livros depois, quer dividir com todos o grande prazer que os livros lhe deram. “Era um sonho, no meio de muitos outros, era sim”, diz o bibliófilo José Mindlin. A biblioteca Brasiliana está sendo construída na USP com doações de empresas. O prédio deve ficar pronto em julho de 2010. Os primeiros livros já deverão ser abertos para consulta, via internet em meados de junho. A partir daí, serão incluídos 200 livros e quase mil imagens por semana. UM MUNDO DE DESCONHECIMENTOS 6,7 BILHÕES DE INDIVÍDUOS

1,7 BILHÃO DE FAMÍLIAS

CENTENAS DE MILHÕES DE GRUPOS

DEZENAS DE MILHÕES DE EMPRESAS

300 MIL CIDADES-MUNICÍPIOS

QUATRO MIL ESTADOS

200 NAÇÕES

U M

Como essas coisas todas chegariam até você?


SÃO TANTAS AS EMOÇÕES E AS RAZÕES JÁ VIVIDAS... (elas nos chegam através da mídia) • transporte por TV; • transporte por Rádio; • transporte por Jornal; • transporte por Revista; • transporte por Internet; • transporte por Livro-Editoria (é desse que estamos falando, sem desconsiderar os outros, que as pessoas visitam mais). FEIRAS LIVROS (de livros; com banquinhas e tudo: deveriam ser realizadas semanalmente, como as feiras alimentares-corporais)

A outra árvore.

O restaurante com alguns comensais à porta.

Pegando os frutos.

Freqüentadores do restaurante.

Crianças sendo ensinadas. Uma pilha de alimentos. Autor é alguém que passa por uma longa experiência de vida e por pesquisa & desenvolvimento, que desenvolve ou re-desenvolve um conhecimento especial, depois passa pela experiência de organizar isso e oferecer à coletividade: isso se chama escrever. Não se trata de escrever qualquer coisa, nem de copiar, é algo específico e determinado, conhecimento que faz avançar o indivíduo rumo ao mundo, a pessoa rumo ao completamento ambiental.


Capítulo 3 Recusa da Natureza Recusar-se a alimentar o corpo e os sentidos, como os faquires e os místicos do deserto é recusar a Natureza, a estrutura, a infra-estrutura, a sustentação; recusar-se a alimentar a mente e a razão, como a generalidade dos seres humanos, é recusar a Deus. Alimentar-se fisicamente sem sofreguidão e à mente com moderação é aceitar ambos os lados e a i Natureza-Deus. DESEQUILÍBRIO DO CORPO (estes participam dieta restritiva tecnocientífica e do Conhecimento geral) – aqui os faquires, aqueles em desequilíbrio corporal:

Assim como nós recusamos a Natureza ao maltratar o que ela nos deu a Natureza também nos recusa (ou de vez ou pouco a pouco), no mesmo instante em que a maltratamos, pois não há nada mediato nela, é tudo imediato, instantâneo. DESEQUILÍBRIO MENTAL (a pessoa poderia aprender sozinha, ser professora de si mesma, autodidata; ou poderia seguir quem tenha passado antes pelas trilhas: os gurus ou guias). E logo a seguir, conselhos.

QUEIMA DE LIVROS

VALÕES URBANOS


HOMENS DE LATA.

CAOS HOSPITALAR.

Serra do Luar Walter Franco

Amor, vim te buscar Em pensamento Cheguei agora no vento Amor, não chora de sofrimento Cheguei agora no vento Eu só voltei prá te contar Viajei...Fui prá Serra do Luar Eu mergulhei...Ah!!! Eu quis voar Agora vem, vem prá terra descansar Viver é afinar o instrumento De dentro prá fora De fora prá dentro A toda hora, todo momento De dentro prá fora De fora prá dentro A toda hora, todo momento De dentro prá fora De fora prá dentro Amor, vim te buscar Em pensamento Cheguei agora no vento Amor, não chora de sofrimento Cheguei agora no vento Eu só voltei prá te contar Viajei... Fui prá Serra do Luar Eu mergulhei... Ah!!! Eu quis voar Agora vem, vem prá terra descansar Viver é afinar o instrumento (de dentro) De dentro prá fora De fora prá dentro


A toda hora, todo momento De dentro prá fora De fora prá dentro A toda hora, todo momento De dentro prá fora De fora prá dentro Tudo é uma questão de manter A mente quieta A espinha ereta E o coração tranqüilo Tudo é uma questão de manter A mente quieta A espinha ereta E o coração tranqüilo A toda hora, todo momento De dentro prá fora De fora prá dentro A toda hora, todo momento De dentro prá fora De fora prá dentro Monsieur Binot Joyce Olha aí, monsieur Binot Aprendi tudo o que você me ensinou Respirar bem fundo e devagar Que a energia está no ar Olha aí, meu professor, Também no ar é que a gente encontra o som E num som se pode viajar E aproveitar tudo o que é bom Bom é não fumar Beber só pelo paladar Comer de tudo que for bem natural E só fazer muito amor Que amor não faz mal Então, olha aí, monsieur Binot Melhor ainda é o barato interior O que dá maior satisfação É a cabeça da gente, a plenitude da mente A claridade da razão E o resto nunca se espera O resto é próxima esfera O resto é outra encarnação E aproveitar tudo o que é bom Tudo é uma questão de manter Bom é não fumar


A mente quieta A espinha ereta E o coração tranqüilo Tudo é uma questão de manter A mente quieta A espinha ereta E o coração tranqüilo

Beber só pelo paladar Comer de tudo que for bem natural E só fazer muito amor Que amor não faz mal Então, olha aí, monsieur Binot Melhor ainda é o barato interior O que dá maior satisfação É a cabeça da gente, a plenitude da mente A claridade da razão

SUPER-RESUMO WALTER FRANCO JOYCE 1. a mente quieta 1. a cabeça da gente; 2. a espinha ereta 2. a plenitude da mente; 3. o coração tranqüilo 3. a claridade da razão. MENTE QUIETA CABEÇA (própria, da gente) CORPO ERETO MENTE PLENA CORAÇÃO/CRIAÇÃO EM PAZ RAZÃO CLARA Se nem o corpo nem a mente estão em paz como poderemos nos ligar verdadeiramente a i, apesar de toda gritaria religiosa?

Capítulo 4 Recusa de Deus Como i é único, um só, pai-mãe, Deus-e-Natureza indissolúveis, recusar a Deus é recusar a Natureza (como fazem os materialistas e os darwinistas que, assim, não se colocam o Problema Total) e recusar a Natureza é recusar a Deus [como fazem os idealistas e os criacionistas, pois desse modo estão rejeitando a compreensão de Deus através (inclusive) dos livros e do Conhecimento geral]. DUAS REJEIÇÕES (criacionistas e darwinistas) DARWINISTAS CRIATIVOS-DARWINIANOS CRIACIONISTAS rejeitam a Deus aceitam a i Deus-Natureza rejeitam a Natureza materialistas materideais idealistas Sendo assim, AMBOS rejeitam a i, Deus-Natureza, que de modo algum é dividido, pois é um só de sempre e para sempre: AMBOS os impertinentes modos extremistas nos condenam a nos mantermos apartados de i. Ambos exigem que nos mantenhamos ao nível humano, sem nunca ir adiante.

Capítulo 5 O Homem O que é o homem, o ser humano? É totalidade, assim como i, mas totalidade finita e imperfeita. Como Koestler mostrou, tudo (menos a extremidades, digo eu: o campartícula cê-bola © e o multiverso não são) é hólon ou partodo ou todoparte ligado em cima e embaixo


com o que contém e o que é contido, isto é, com seus todos e suas partes. O ser humano é um hólon, abrindo-se para cima e contendo seus interiores vários; ele se alimenta do ambiente, pois é isso que é ser hólon, é ser partícipe da fome geral. O HOMEM DE DUAS CABEÇAS a cabeça de fora a cabeça de dentro corporal mental

que se alimenta de matéria

que se alimenta de idéias

de fora para dentro de dentro para fora extremo individualista (superafirma o extremo coletivista (superafirma o indivíduo) ambiente) materialista idealista equivalendo a INDIVÍDUOS, FAMÍLIAS, equivalendo a CIDADES-MUNICÍPIOS, GRUPOS E EMPRESAS ESTADOS, NAÇÕES E MUNDO EM GERAL a maior parte dos seres humanos (e não 50 %, como seria de esperar pela Curva do Sino ou pelo yin/yang) cai no materialismo e “toca a” (como diz o povo) acumular gordura e peso, objetos do lar, dinheiro no banco, posses (e do outro lado os despossuídos, que fazem parte contábil da conta de cada um) e ações – tudo advindo do medo da necessidade. As pessoas tornam-se pesadíssimas, obesas de desejos e posses. Dizem crer em Deus e na divina providência, mas superacumulam do mesmo modo, temendo o passado, o presente e o futuro. Já falei dessa fome incontida em Gente-Umbigo. Sexo, comidas, bebidas, pastas, temperos e muito mais coisas a estimular aqueles lugares da mente que supostamente deveriam se saciar das ofertas e que, na prática, nunca se saciam, já que logo mais caem de novo no ciclo da avareza, no instinto mínimo que vem sendo atiçado até as mais extremas fúrias, porque nele quiseram basear a produçãorganização deste mundo errado. Quase tudo se baseia na fome corporal, e o restante na fome mental; enfim, a quase generalidade dos nossos desejos é de alimentação corporal e mental, chegando talvez a 99 %, sobrando bem pouco. Equilíbrio mesmo, que é bom, necas de pitibiribas. E é desse 1 % que devemos partir para reconstituir o equilíbrio na Terra, se formos capazes.

Capítulo 6 Nem Só de Pão... É importantíssimo avaliar quantos são os leitores e quantos os leitores assíduos: não vale contar gente que compra livros para ter em casa, inclusive, para os filhos, enciclopédias que nunca serão usadas. Os censos devem avaliar detidamente a população de leitores, porque é dela que podemos partir para o reequilíbrio, dada a dificuldade de passar mensagens a quem não lê (mesmo contando as outras mídias, todas superficiais, até mesmo a Internet), pois se trata de conceitos. Não se pode fielmente passar conceitos através de imagens, é preciso dedicar-se à compreensão. OS LEITORES


1. eventuais (os que lêem por diletantismo), o equivalente ao povo; 2. constantes (os que sentem prazer), correspondendo a lideranças; 3. assíduos (os que necessitam como vício), o análogo dos profissionais; 4. pesquisadores (os que necessitam no trabalho e devem ler grande número de textos), nesse nível; 5. segue. Assim como existe o pão-para-o-corpo há o pão-para-a-mente. Engorda-se do segundo como se engorda do primeiro: há gente sofisticada em leituras, os detestáveis intelectuais, como a há para a degustação. Há todo tipo de excesso na “modernidade estrutural”, como dizia um dos meus amigos, RLB. Todo gênero de abuso. Gente obesa de leituras. Há descomedimento em tudo. Porém, o mais freqüente é as pessoas NÃO LEREM. Essas desprezam o acúmulo do Conhecimento. Imaginam que para suas vidas basta “o que sabem”, sempre bem pouco. NO ENTANTO, A OFERTA É QUASE ILIMITADA • informação de TV; • informação de Rádio; • informação de Revista; • informação de Internet; • informação de Jornal; • informação de Livro; o bibliotecas; o e-livros (podemos pegar milhares e milhares deles gratuitamente na Internet); o livrarias (livros novos) e sebos (livros usados); o empréstimos de pessoas. Por toda parte são agora milhões e milhões de títulos em todas as línguas. Da falta passamos à superabundância. Da penúria chegamos à fartura. E, não obstante, as pessoas se recusam a ler e a se informar. É dos fenômenos mais tristes e preocupantes de toda a geo-história humana - no momento da completa disponibilidade - pouca gente estar realmente usufruindo a amplíssima variedade da oferta de leituras de todo teor. É um dos acontecimentos mais deprimentes da existência humana: embora estejam sendo oferecidos todos esses milhões de títulos, relativamente pouca gente se sente atraída pelo aprendizado, vivendo na superfície da divulgação supersimplória da TV popular e de toda a mídia popular. É o fracasso dos fracassos. Digo isso sem ter nenhuma avaliação fidedigna do quantitativoqualitativo mundial e brasileiro da leitura, apenas pelas minhas observações do entorno: é completamente deprimente. PROJETOS DE REENGENHARIA PSICOLÓGICO-HUMANA PROJETO DIGITALIZAÇÃO GUTENBERG DO GOOLE


40 anos atrás, quando eu tinha 15 em Linhares, ES, só existia uma biblioteca, a municipal, e eu mesmo doei livros de minha família para começá-la. Foram poucos, pois não tínhamos muitos, e foram velhos, porque raros eram os novos. Como já contei, meu tio AP era diretor de uma escola de contabilidade, a Afrânio Peixoto, e esta recebia livros de algum programa; como diretor ele ganhava uns a mais e nos deu alguns, dos quais cedi também. Na cidade não havia nenhuma livraria em 1963, a primeira aparecendo duas décadas depois, quando eu já tinha saído há pelo menos 15 anos de lá. Era assim. Passados alguns anos virou ao contrário: você pode pedir livros pela Internet, onde os catálogos são imensos. A Amazon, americana, tem centenas de milhares no catálogo; provavelmente - frente a outros itens que são encomendados - os livros não constituem senão percentual BEM PEQUENO e seria interessante investigar isso.

Capítulo 7 A Palavra de Deus Se i (ELI, Elea, Ele-Ela, Deus-Natureza) é o não-finito de sempre para sempre no tempo e para todo lado no espaço (aliás, nem faz sentido falar disso), TUDO É i; particularmente, o universo em que estamos é i e a Terra é i também – com a ressalva de nos ter sido dada liberdade, significando que i não bole com os racionais, pois os observa em seu desenvolvimento, em suas trilhas de capacitação. A palavra é de i porque TUDO É i; mas na prática é palavra dos racionais, mesmo que (supostamente) “divinamente inspirada” (ninguém pode afirmá-lo taxativamente, tudo é presunção utilitária) como a Bíblia e outros “livros santos”. E isso pela mera razão de que ninguém, nenhum racional em universo nenhum pode alcançar i; é sempre o contrário, ocorre sempre de cima para baixo.

Capítulo 8 Solidão Entrementes, porque i é super-lógico, super-dialético, super-dialógico, super-matemático e porque ESTÁ EM i toda possibilidade, segue-se que temos de chegar a i, o que é feito de dois modos: 1) pelo sentimento e a intuição, modo rápido e sem plena confiança; 2) pela razão e o raciocínio, modo lento e confiável. O primeiro modo é SEM PALAVRAS e o segundo modo é COM PALAVRAS. O primeiro jeito não é meritório, pois é como nascer rico: não houve nenhum esforço do indivíduo. A pessoa chega lá, mas tudo favoreceu a ida. A segunda disposição é realmente a do merecimento porque, desfavorecido da sorte, o sujeito se esforçou para conseguir, seja por ambição, e para usufruir, seja por amor. QUATRO MODOS DE CHEGAR A i DEMÉRITO MÉRITO 1. sem dom e sem 2. com dom, porém 3. com dom e com 4. sem dom, mas esforço sem esforço esforço com esforço


50 % 50 % Por conseguinte, através do modo mais difícil - o quarto conseguimos nos aproximar de i (para o resgate ou absorção) por meio de enormes dificuldades (como os santos e sábios fazem), através da fala-escrita e da penosa acumulação de Conhecimento, sabendo-se que o índice ou apontador mais significativo da racionalidade é a fala, a língua, que para nós nos veio com nossos antecedentes, os neanderthais. Nós usamos as palavras para processar informações. ACOPLAMENTO A i i palavras racionais tentando acoplamento Evidentemente, as palavras “são de i” quando o acoplamento é perfeito, o que não podemos reconhecer, por sermos racionais falíveis; mas podemos falar – se ocasionalmente o falar é conforme a plena potência de i ele nos leva adiante e se não, não, faz-nos ficar nos erros e no meio do caminho, sem prosseguimento,o que vem a ser a pior das solidões. Se a pessoa, podendo falar, podendo ouvir, podendo ler se recusa a tudo isso jamais poderá chegar a i, ficará às margens da tentativa. Há muitas pessoas que dão 400 reais numa calça ou num vestido, mas não dão 50 reais por algum livro, parecendo-lhes isto desperdício; deixando dessa forma de ouvir o seu próximo ou semelhante tal pessoa recusa os milhares, as dezenas de milhares, os milhões de vozes tentando falar com ela; ela fez-se de surda e fez-se de muda, negando com isso os instrumentos de aproximação. Recebeu uma herança e a desperdiçou.

Capítulo 9 Pensar O seu e o meu pensar, os nossos processos mentais de aproximação simbólica da realidade não são capazes de nos levar realmente a i, porque i é o nãofinito a que os racionais - por esforço próprio - jamais tocarão, mas PELO MENOS em grupo, coletivamente se foi muito mais longe nos termos racionais do que, por exemplo, quando do esforço das primeiras cidades-estado gregas. O ato de pensar não é mais ato isolado. O professor F, da matemática na UFES diz que cada matemático apenas acrescenta uma pastilha na construção da catedral; de fato, agora somos bilhões em zilhões de combinações, e as teias antes tecidas recebem de cada um de nós apenas acréscimos mais ou menos importantes e significativos. A EXTRAORDINÁRIA REDE DO PENSAR (dezenas de milhares de anos de construção, com 5,5 mil anos de memória escrita) indivíduos mundo famílias nações grupos estados empresas cidades-municípios


A maior parte do pensar desses 5,5 mil anos, especialmente desde 500 anos com Gutenberg, mormente os 150 anos desde as máquinas de escrever,os 50 anos a partir dos computadores e os 25 anos de Internet nos levaram a essa condição ímpar de superabundância. E é justamente quando ela acontece que é desprezada por tantos em tantos lugares e tempos! É um assombro total. Na minha infância eu pensava que quando os livros estivessem à disposição de todos e cada um as pessoas começariam a ler furiosamente, havendo tantas ofertas de cenários e figuras, mas isso não aconteceu, para grande decepção minha. As pessoas recusam-se a se alimentar. É uma das coisas mais esquisitas da geo-história do mundo.

Capítulo 10 A Mente de Deus As pessoas desejam ver a mente de Deus, o que é, desde já (de baixo para cima, a menos de absorção), impossível; desejam o impossível e não o possível, como sucedeu com Adão e Eva no Paraíso, onde quase tudo tinham à disposição, exceto o incompreensível, passando a querer exatamente isso. A mente de i ESTÁ EM TODO LUGAR E EM TODO TEMPO. Cada um - ao participar, ao experenciar, ao experimentar essa mente, seja através dos sentimentos intransferíveis, seja através das razões, quando faz pausa para refletir no seu espelho racional da produçãorganização herdada do coletivo tais experiências – ao escrever-editar está servindo ao coletivo (bem como a si mesmo), pelo que deve ser premiado por remuneração (é isso que a vendacompra de livros significa, bater palmas monetárias ao talento alheio). Essa pessoa ENFRENTA O COLETIVO para nos dar algo, pois tudo é passível de risos e ridículo em razão de afirmações descabidas, particularmente quanto se é tecnocientista, muito vigiado. É preciso uma segurança enorme para dispor-se a esse enfrentamento, muita “confiança no taco”, como diz o povo. Fácil, fácil as pessoas podem gozar um autor. Se o homem do título não sabe compreender e aproveitar isso, não passa de um tolo e não merece mesmo as chances que teve. Vitória, terça-feira, 04 de agosto de 2009. José Augusto Gava.

o homem que se recusava a se alimentar  

com a extrema facilidade de hoje, mesmo assim muitos ainda morrem à míngua de conhecimentos, por puro desinteresse