Issuu on Google+

Minas de Ferro nos Panelões das Flechas Eis aí um lindo teste para a Teoria das Flechas, porque se os meteoritos e os cometas têm tal ou qual composição e 140 ou mais dos grandes caíram nos últimos 3,8 bilhões de anos, além de vários milhares dos pequenos, os restos deles devem estar por aí, basta caçar. Agora, alguns eram bastante grandes. O de Iucatã tinha, segundo os cientistas, 16 km de comprimento, o que pressupõe uma quantidade fantástica de metais (porque, se ele fosse esfera – é mais como um elipsóide, assemelhado a uma batata e tivesse raio de 5 km, o volume seria de mais de 500 km3, cada qual tendo 1.000 x 1.000 x 1000 metros, cada metro cúbico pesando no mínimo cinco toneladas, um horror de 2,5 trilhões de toneladas). Se tais panelões pudessem ser achados seria interessante não apenas como confirmação (daqueles exemplos muito menores, buracos nãoocultados que os cientistas descobriram), como principalmente porque lá estariam quantidades significativas de metais comuns e incomuns, embora pudessem se tratar de minas profundas, de um ou dois quilômetros de profundidade (não sei, os cientistas deverão usar as equações). Em todo caso, não está disperso, e as grandes temperaturas podem ter produzido pepitas grandes. E certamente lá estarão também metais preciosos, como ouro e outros, além dos tais diamantes dos quais já falei. É como achar uma bala na criminalística: por ela e pelo modo como se achatou contra o corpo da Terra os geólogos poderão dizer muito. Achar tais panelões, então, é fundamental, tanto como curiosidade e instrumento tecnocientífico quanto como empreendimento comercial que se pagará, pela quantidade de metais e pedras preciosas. Mais valioso que achar um galeão espanhol muita e muita coisa. Vitória, segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005. José Augusto Gava.

1


ESTOU INTERESSADÍSSIMO • • • • • •

Aspectos Gerais Tipos de Meteoros Origem dos meteoróides Composição dos meteoritos Crateras Imagens

Aspectos Gerais Entre todos os componentes do Sistema Solar, os meteoróides são, talvez, os mais interessantes sob diversos pontos de vista. No contexto da família do Sol, são os astros que exibem pequenas dimensões, porém, apresentam-se em número gigantesco. São também os únicos corpos celestes com que o homem pode ter contato direto, sem precisar abandonar a superfície do planeta. Normalmente na linguagem popular, meteoros e meteoritos são utilizados como sinônimos. Neste capítulo definiremos o que é cada um, comentaremos algumas particularidades e propriedades. Para melhor entendimento, começaremos com algumas definições, tais como:

Meteoróide: é o corpo que vaga no espaço, antes de colidir com a atmosfera. Meteoro: é o nome genérico dos fenômenos que ocorrem na atmosfera terrestre. Quando um meteoróide penetra na atmosfera da Terra, ele produz um meteoro luminoso, que também é chamado popularmente de”estrela cadente''. Os meteoros são pequenos asteróides que se chocam com a Terra. Ao penetrar na atmosfera da Terra geram calor por atrito com a atmosfera, deixando um rastro brilhante facilmente visível a olho nú. Existem aproximadamente 200 asteróides com diâmetro maior de 1 km, que se aproximam da Terra, colidindo com uma taxa de aproximadamente 1 a cada 1 milhão de anos. 2 a 3 novos são descobertos por ano, e suas órbitas são muitas vezes instáveis.

Meteorito: é o meteoróide que consegue vencer a atmosfera da Terra e choca-se contra a sua superfície. É provável que o fenômeno da estrela cadente seja conhecido desde a pré-história, porém os registros sobre ele são bem mais recentes, como por exemplo aqueles encontrados nos anais chineses e coreanos datados de 1760 a.C., aproximadamente, ou então nos papiros egípcios de 2000 a.C. Do estudo dos meteoritos se pode aprender muito sobre o tipo de material a partir do qual se formaram os planetas interiores, uma vez que são fragmentos primitivos do sistema solar. Diógenes de Apolônio (séc. IV a.C.), afirmava que os meteoros eram corpos cósmicos - estrelas de pedra - invisíveis da Terra e que após morrerem, precipitavam-se sobre o

2


rio Egos-Potamos. Aristóteles (séc. II a.C.) afirmava que os meteoros eram fenômenos atmosféricos que surgiam durante a ocorrência de fenômenos físicos ligados ao interior da Terra. Atualmente, sabe-se que a geração do traço de luz no céu, deve-se principalmente a dois fatores: aquecimento do meteoróide e a luminescência do ar atmosférico. Comumente, o efeito meteoro possui uma curta duração, atingindo em media, dois segundos. Excepcionalmente, o rastro luminoso pode durar de alguns minutos a mais de meia hora; provavelmente, este fato se deve à ocorrência de fenômenos elétricos na ionosfera. Dá-se o efeito meteoro na ionosfera, camada que se estende entre 50 a 200 km de altura, aproximadamente. Quando o meteoróide penetra na atmosfera, ele interage com as camadas de ar que oferecem resistência a sua passagem, decorrente do atrito. O astro então se aquece. Se a velocidade do corpo celeste for da ordem de 45 km/s, geram-se temperaturas que variam de 3000°C até cerca de 7000°C, dependendo dos materiais que compõem o meteoróide. Com temperaturas assim tão elevadas, a parte externa é volatilizada e há, nesse processo, geração de luz. Além disso, quando o corpo celeste cruza a ionosfera, a turbulência por ele provocada no ar e o aquecimento da camada gasosa podem produzir íons ou promover a neutralização de outros já existentes. Do processo de excitação eletrônica libera-se energia, geralmente em forma de luz. Assim, quando observamos o traço luminoso no céu, estamos vendo o caminho já percorrido pelo meteoróide em sua direção à superfície da Terra. A dimensão dessa brita ou areia cósmica é muito reduzida, da ordem de um grão de arroz. Para efeito de proporções, um meteoro com magnitude de +3m (aproximadamente o brilho de uma das "Três Marias") teria massa aproximada de 0,1 g. Para aqueles que conseguem vencer o "Muro dos Meteoritos" (1), situado a 85 km de altura, atingindo a superfície terrestre, sua massa varia desde alguns quilos até toneladas. São considerados bólidos, os meteoritos que atingem brilho muito elevado, como “bolas de fogo”.

Tipos de Meteoros Os meteoros esporádicos são, sem dúvida, os mais comuns, enquanto que as chamadas chuvas de meteoros são muito mais raras, oferecendo aos privilegiados observadores que as presenciam, um espetáculo inesquecível. As chuvas de meteoros, ou periódicos, podem ser classificadas em três categorias: Instantâneas, Intermediárias ou Intermitentes, classificação esta não adotada pela União Astronômica Internacional e que figura neste capítulo. Nas instantâneas, observa-se uma grande quantidade de meteoros em curtíssimos intervalos de tempo, como por exemplo, 50 a 100 meteoros em dois ou três minutos. Há alguns casos de chuvas instantâneas, em que o número de meteoros chega a casa dos 400 por minuto. As intermediárias são mais comuns, com um grande número de meteoros, em algumas, por exemplo, de 100 a 500 em intervalos de tempo de 2 a 5 horas.

3


Nas intermitentes, o número de meteoros é grande, de 600 a 2000, distribuídos em um período de um a dois dias.

Figura 1: O “Radiante da Estrada” e o correspondente astronômico. Quando da ocorrência de uma chuva de meteoros, definimos mais facilmente o Radiante, conceituado como sendo o ponto ou a região do firmamento de onde eles parecem provir. A chuva de meteoros recebe um nome derivado da constelação onde se encontra o Radiante. Exemplo: Persêidas, Leonídeos, etc. Um exemplo prático de radiante é observável em uma estrada. Ao olharmos para as faixas da estrada, notamos que elas parecem sair de um mesmo ponto na linha do horizonte e este ponto é chamado como ``radiante da estrada''. O mesmo ocorre no firmamento (ver figura 1). Algumas chuvas de Meteoros:

Radiante

alfa

delta

Ocorrência

(hh mm)

(graus)

Líridas

18 08

+33

Abr 19-24

Virginídeos

13 02

-06

Mar 5 Abr 2

Aquáridas

22 02

-01

Abr 21 Mai 12

Persêidas

03 04

+56

Jul 15 Ago 17

Draconídeos

17 52

+60

Jun 28

4


Oriônidas

06 00

+14

Out 18-26

Taurídeos

03 52

+20

Out 15 Dez 1

Origem dos meteoróides Setenta por cento (70%) dos esporádicos vieram do espaço interestelar, sendo que este dado foi obtido através de pesquisas sobre a direção e a velocidade dos meteoróides. Outra provável origem dos esporádicos é a de virem do Cinturão de Asteróides, região situada entre Marte e Júpiter onde fragmentos de rocha circundam o Sol.. O Cinturão de Asteróides principal contém asteróides com semi-eixo maior de 2,2 a 3,3 UA, correspondendo a períodos orbitais de 3,3 a 6 anos. Provavelmente mais de 90% de todos os asteróides estão neste Cinturão. Os grandes asteróides têm densidade da ordem de 2,5. Existem aproximadamente 200 asteróides com diâmetro maior de 1 km, que se aproximam da Terra, colidindo com uma taxa de aproximadamente 1 a cada 1 milhão de anos, e 2 a 3 novos são descobertos por ano, e suas órbitas são muitas vezes instáveis.

Figura 2: O Cinturão de Asteróides Inúmeros meteoróides acompanham os planetas em suas órbitas e em especial os que estão presentes na órbita da Terra geram a chamada Luz Zodiacal, fraca luminosidade que se estende na região do zodíaco, depois do pôr-do-sol e antes do seu nascer e que é produzida pela reflexão da luz solar em partículas meteoríticas que se localizam próximas ao plano da eclíptica.

Além disso, os astrônomos descobriram que há verdadeiros cinturões de meteoróides que acompanham alguns cometas, como o Halley, entre outros.

5


Os cinturões apresentam órbitas fechadas em torno do Sol e podem assumir as orientações mais diversas possíveis. Para que um meteoróide entre na atmosfera terrestre, ele precisa respeitar um ângulo de entrada, o qual é bastante variável. A figura 3, ilustra três casos particulares:

Figura 3: Formas de colisão com a atmosfera terrestre

a) meteoróide se despedaça ao chocar-se com a atmosfera devido a grande resistência do ar (ângulo grande); b) meteoróide é espirrado pela atmosfera (ângulo pequeno); c) meteoróide entra na atmosfera (ângulo favorável). Não é só de um ângulo favorável que o meteoróide precisa para entrar na atmosfera. Depende também da sua velocidade, que no espaço é em media 40 km/s. Quando um meteoróide choca-se frontalmente contra a Terra durante sua órbita, conhecido como Efeito Diurno, a luminosidade do meteoro é mais forte, pois a sua velocidade é maior, facilitando a entrada (caso A da fig. 4). No caso oposto, a velocidade será menor e assim diminuirá o brilho (caso B da fig. 4).

6


Figura 4: Efeito Diurno e Noturno das Colisões Meteóricas

Composição dos meteoritos Entre cerca de 1500 meteoritos estudados, os astrônomos e geólogos encontraram uma certa regularidade em suas composições. Eles podem ser agrupados em três categorias: 1. Sideritos: compostos quase exclusivamente por ferro e níquel. 2. Siderólitos: mescla de material rochoso e metálico. 3. Aerólitos: compostos por materiais rochosos. Os meteoritos presentes numa mesma classe, apresentam-se com composições mineralógicas e químicas diferentes, de tal forma que podem ser agrupados em subclasses: • Sideritos: octaedritos, hexaedritos e ataxitos; • Siderólitos ou Litossideritos: palasitos e mesossideritos (principais); • Aerólitos ou Assideritos: condritos e acondritos. Todos os meteoritos possuem pequenas quantidades de materiais radioativos que são utilizados pelos geocronologistas para datação dos meteoritos. Os que foram datados por esse sistema possuem idades situadas entre 4,2 e 4,7 bilhões de anos. O nível de radiação de um meteorito é muito pequeno para ser nocivo à vida. Sendo assim, ao se achar um meteorito, é possível a sua coleta sem riscos. É fácil o reconhecimento de um meteorito devido a características marcantes, como grânulos, cor acinzentada, marcas de escorrimento e pequenas depressões como marcas de dedo em barro, causadas pelo grande aquecimento decorrente do atrito. Ele não apresentará arestas por ter sido moldado pela resistência do ar. Se sua composição for metálica, ele poderá alterar o cursor de uma bússola. Para a verificação de sua composição, fratura-

7


se um pequeno pedaço da beirada a fim de não danificar a amostra, e caso seja um meteorito, apresentará ou grânulos, ou a mescla deste com metais. De 1492 até 1977 foram coletados 765 meteoritos de queda e 1179 achados. Atualmente houve um grande acréscimo neste número, principalmente após o inicio da exploração das regiões polares, como a Antártida. O Brasil possui 21 meteoritos, 19 dos quais são de queda. É chamado meteorito de queda aquele que tem a sua trajetória de colisão observada. O número dos achados é muito baixo devido a desinformação da grande maioria da população a respeito dos meteoritos. Existe hoje grande quantidade de meteoritos não registrados oficialmente em poder de leigos e apreciadores, o que compromete o número de amostra para pesquisa no Brasil. O meteorito de Bendegó e o nosso mais famoso meteorito. É um siderito e sua massa e da ordem de 5360 kg (quilogramas). Foi descoberto em 1816 na Bahia (palco da guerra de Canudos) às margens do riacho Bendegó. Atualmente se encontra em exposição no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. O maior meteorito foi encontrado em Hoba West (Namíbia) com peso aproximado de 60 toneladas. Mas o mais curioso é o meteorito de Meca, objeto de adoração do povo árabe, o qual é chamado de Pedra Negra, trazida a Abraão pelo Anjo Gabriel. Diariamente 5 (cinco) toneladas de meteoritos atingem a atmosfera terrestre, mas somente 1 (uma) tonelada chega a atingir o solo.

O Meteorito Marciano.

Em agosto de 1996 cientistas da NASA revelaram evidências indiretas de possíveis fósseis microscópicos que poderiam ter se desenvolvido em Marte 3,6 bilhões de anos atrás no meteorito marciano ALH84001. Sua denominação vem do fato de ter sido o meteorito número 001, colectado em 84, na região chamada Allan Hills, na Antártica. Este meteorito, de 1,9 quilos, é um dos 30 meteoritos já coletados na Terra, que acredita-se foram arrancados de Marte por colisões de asteróides. ALH84001 cristalizou-se no magma de Marte 4,5 bilhões de anos atrás, foi arrancado de Marte 16 milhões de anos atrás, e caiu na Antártica 13 mil anos atrás. Ele mostra traços de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e depósitos minerais parecidos com os causados por nanobactérias na Terra, e portanto indicando que poderia ter havido vida em Marte no passado remoto. Esta é a primeira evidência da possível existência de vida fora da Terra, e levanta a questão de se a vida começou em outros pontos do Universo além da Terra, espontaneamente. Em outubro de 1996, cientistas ingleses descobriram traços de carbono orgânico em outro meteorito marciano, ETA79001, novamente uma evidência circunstancial para a qual vida é somente uma das possíveis interpretações. A sonda Sojourner, da missão Mars Pathfinder de julho a setembro de 1997, comprovou

8


que a composição química das rochas marcianas é de fato muito similar à composição dos meteoritos como o ALH84001. Entretanto muitos cientistas argumentam que os resíduos são na realidade partes de superfícies de cristais de piroxeno e carbonatos, e não nanofósseis. Crateras

Quando ocorre o choque do astro com a superfície da Terra, geralmente surge no local uma cratera quase sempre circular. Em muitos casos, o meteorito não é encontrado, permanecendo somente a estrutura circular como evidência da queda. Se a queda ocorreu há milhares de anos, somente um exame muito detalhado da região permite concluir se houve a colisão, já que as crateras são destruídas pelos agentes intempéricos e, com o decorrer do tempo, as estruturas circulares podem não ser mais facilmente observadas. As maiores crateras meteoríticas que existem no mundo atestam que, junto aos meteoróides de pequenas proporções devem caminhar também meteoróides de grandes proporções (possivelmente restos de núcleos cometárias, asteróides desgarrados ou matéria remanescente da época da formação do Sistema Solar). A foto acima é da Meteor Crater, ou Cratera Barringer, no Arizona, tem 1204m de diâmetro, e 50 mil anos. Duas vezes no século XX grandes objetos colidiram com a Terra. Em 30 de junho de 1908, um asteróide ou cometa de aproximadamente 100 mil toneladas explodiu na atmosfera perto do Rio Tunguska, na Sibéria, derrubando milhares de árvores, e matando muitos animais. O segundo impacto ocorreu em 12 de fevereiro de 1947, na cadeia de montanhas Sikhote-Alin, perto de Vladivostok, também na Sibéria. O impacto, causado por um asteróide de ferro-níquel de aproximadamente 100 toneladas que se rompeu no ar, foi visto por centenas de pessoas, e deixou mais de 106 crateras, com tamanhos de até 28 m de diâmetro. Mais de 28 toneladas em 9000 meteoritos metálicos foram recuperados. O maior pedaço pesa 1745 quiilos. A extinção dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás, é consistente com um impacto de um asteróide ou cometa de mais de 10 km de diâmetro, que abriu uma cratera de 200 km de diâmetro perto de Chicxulub, no México. O impacto liberou uma energia equivalente a 5 bilhões de bombas atômicas como a usada sobre Hiroshima em 1945. A imagem ao lado mostra as variações gravimétricas do local, já que parte está sob o oceano. A cada dia a Terra é atingida por corpos interplanetários, a maioria deles microscópicos, com uma massa acumulada de 10 000 toneladas.

9


Alguns dados referentes a algumas crateras meteoríticas, seguem na tabela abaixo:

Localização

Diâmetro (m)

Crateras

Arizona - EUA

1207

Arizona

Texas - EUA

168

Odessa

Austrália

21

lgaranga

Kansas - EUA

17

Haviland

Estônia

110

Kaalijarf

Austrália

220

Henbury

Arábia

100

Éabar

Austrália

175

Boxhole

Quebec - Canadá

3340

Ungava

Austrália

853

Wolf Creek

Sibéria - Rússia

várias crateras

Tunguska

Mauritânia,

250

Auellul

Maranhão - Brasil

13.000

Serra da Cangalha

Estônia

100

Kaalyaw

Entre as mais conhecidas crateras, vale ressaltar a do Canyon Diablo, no Arizona EUA e a de Tunguska, na Sibéria - URSS. A cratera do Arizona possui uma idade aproximada de 40000 anos e tem 1,3 km de diâmetro por 150 m de profundidade. Segundo as mais recentes pesquisas, o meteorito deveria ser do tipo siderito e, como encravou-se em uma região desértica, com materiais inconsolidados, estima-se que esteja a uma profundidade de 400 metros. Já a cratera de Tunguska, atesta os estudos da região destruída, cerca de 100 km2 que a massa do corpo deve ter sido da ordem de 300 toneladas, e sua queda foi registrada em 30/06/1908 às margens do rio de mesmo nome. Devido a posição da queda, se o meteorito tivesse caído 4h 45min mais tarde, teria destruído totalmente a cidade de São Petersburgo (Rússia) e se tivesse caído 6h 48min mais tarde, Oslo (Noruega) estaria riscada do mapa.

10


UMA NOTÍCIA NA Internet

Estrutura e Composição dos Meteoritos Os diferentes meteoritos são formados mediante diversos processos em corpos muito variados e por isso suas propriedades físicas e químicas são também muito variadas. Alguns meteoritos são fáceis de serem identificados, especialmente os condritos primitivos, pois apresentam um aspecto muito diferente de qualquer rocha de origem terrestre. Outros, ao contrário, e particularmente os condritos, se originaram pelo mesmo tipo de processos ígneos que acontecem na Terra, e podem ser difíceis de serem reconhecidos. Para facilitar seu reconhecimento, apresentamos uma breve descrição dos tipos distintos de meteoritos. Embora eles venham do espaço exterior, os Meteoritos contém os mesmos elementos químicos das matérias terrestres. Porém, os elementos existentes nos Meteoritos são notadamente em proporções diferentes das matérias da Terra. Eles se fundem de maneiras características para formar o tecido dos Meteoritos: ou uma liga metálica de ferro e níquel ou uma rocha rica em silício e oxigênio. Há 3 classes ou grupos distintos de Meteoritos, classificados de acordo com sua composição ou natureza. Para cada uma dessas classes também há subdivisões ou subclasses. Meteoritos provaram ser difícil classificá-los, mas os três maiores agrupamentos são rocho-metálicos ou mistos, rochosos, e metálicos. Meteoritos Rochosos • •

Condritos: Carbônicos (carbonaceous) e Enstatite Não condritos ou Acondritos : Grupo HED, Grupo SNC, Aubrites e Ureilites

Meteoritos Ferrosos ou Metálicos •

Subdivididos em treze grupos principais e consistem principalmente em ligas de ferro-níquel com quantias secundárias de carbono, enxofre, e fósforo.

Meteoritos ferro-rochosos ou rocho-metálicos • •

Palasitos Mesosideritos

Os meteoritos mais comuns são condritos (chondrites) que são meteoritos rochosos. Cada uma dessas classes pode ser subdividido em grupos menores com propriedades distintas. Meteoritos Rochosos ou Pétreos ou Aerólitos. Nesta classe estão os Meteoritos cuja composição é das rochas. Nesse grupo também estão incluídos os Condritos, Condritos Enstatite, Chondrites Comuns, Condritos Carboníferos e Condritos Carbonados. Condritos - Nome dado às pequenas partículas esféricas, chamadas côndrulos, que as caracterizam. Algum meteoristas sugeriram que as diferentes propriedades encontradas em vários condritos sugerem a localização na qual eles foram formados. Datação radiométrica de condritos os coloca à idade de 4.55 bilhões anos, o que representa a idade aproximada do sistema solar. Eles são considerados amostras da matéria que

11


remonta à formação do sistema solar, embora em muitos casos suas propriedades foram modificadas por metamorfismo térmico ou alteração glacial. Condritos Enstatite - Contém os elementos mais refratários e é acreditado que tem formado no sistema solar interno. Chondrites Comuns (correntes) - É o tipo mais comum que contém ambos elementos volátil e óxido, é pensado que tenha sido formado no cinturão interno de asteróide. Condritos Carboníferos: meteoritos pétreos muito frágeis e facilmente desintegráveis.Os Condritos carbonados que apresentam proporções mais altas de elementos voláteis e a maioria é oxido, é pensado que tenha originado á grandes distâncias solares.

Condritos Primitivos Imagem: Lâmina do Meteorito Allende - Um condrito carbonáceo encontrado em Chihuahua, México. A maioria dos objetos de cor cinza claro sisíveis em uma lâmina, cortada com serra, são côndrulos de poucos milímetros de diâmetro. Os objetos de tamanho maior e cor branca são inclusões refratárias. Ambos materiais estão imersos em uma matriz negra. Este condrito primitivo caiu poucos meses antes que a Apollo 11 fosse para a Lua, na qual supunha uma ocasião única para os cientistas por à prova muitas das técnicas analíticas que se pensava usar para estudar as amostras lunares. Esta classe de meteoritos tem uma crosta de fusão de cor negra ou cinza escuro e o interior é de cor cinza mais claro. Nas superfícies obtidas por fraturas se distinguem três componentes estruturais básicos: Os côndrulos se destacam como grânulos semienterrados em uma matriz de material defino grão, geralmente brando, poroso e de coloração cinza, como grafite esponjoso. Nos Condritos comuns desequilibrados predominam os côndrulos, alcançando até 80% do volume. Os condritos carbonáceos e enstatíticos, ao contrário, contém muito menos cíndrulos (até 30% do volume), e em alguns casos são constituídos exclusivamente por matriz. Tanto nos côndrulos com na matriz predominam os minerais olivina e piroxeno, ou seus produtos de alterações. Como se trata de minerais que apresentam densidades similares aos dos minerais comuns à crosta terrestre, os condritos primitivos não são considerados muito densos. De qualquer modo, as vezes contém pequenos grânulos metálicos dispersos que se destacam por seu brilho nas superfícies fraturadas recentemente. Em alguns condritos normais desequilibrados são particularmente visíveis. O terceiro componente dos condritos primitivos são as inclusões refratárias. Algumas são esféricas, como os côndrulos, porém normalmente são de forma irregular, amebóide. Contém minerais, como os feldspatos, abundantes nas rochas terrestres de cor clara, como o granito, e por isso se destacam como manchas claras na matriz cinza. A abundância de inclusões refratáriasnos condritos primitivos é variável. Nos condritos normais desequilibrados e nas enstatitas apenas existem, enquanto que nas carbonáceas podem chegar até 15% do

12


volume.

Condritos Equilibrados Imagem: Condritos corrente, equilibrado (esquerda) e desequilibrado Beenham (New México) é o condrito corrente desequilibrado da direita. Seu interior, com abundantes côndrulos, é de aspecto cinza manchado, com algumas partículas metálicas brilhantes. Khohor (Uttar Pradesh) é o condrito equilibrado metamórfico da esquerda. Seu interior, de cor clara, contrasta fortemente com a crosta de fusão escura. Imagem: Condrito Comum (corrente) encontrado próximo a Tucson, Arizona. Snyder Hill é um condrito corrente parcialmente equilibrado. O interiorm de cor cinza claro, nitidamente constrasta com a crosta de fusão negra. A maioria dos condritos equilibrados procedem dos condritos primitivos comuns. Só uns poucos tem relação com os condritos primitivos carbonáceos e com as enstatita. Se bem que os condritos primitivas correntes (normais) podem ser de cor cinza, uma vez que se equilibram por metamorfismo podem adquirir cor branca, amarelo ou ligeiramente alaranjado. Se se formaram por impacto na superfície de um asteróide podem ser de cor bastante escura. A crosta de fusão, quando está alterada, podem ter aspecto oxidado, alaranjado. A proporção de metal em diferentes amostras variam amplamente, inclusive podem ser nula nos mais profundamente meteorizados, e então adquirem um aspecto similar ao das rochas areníticas da Terra. quando são recentes, ao contrário, se pode ver as partículas brilhantes metálicas dispersas na matriz ou concentrada em gretas. Ainda que contenham metais, predominam as olivinas, piroxenos e feldspatos, pelo que sua densidade é parecida com a das rochas terrestres. Mas, podem ser distinguidas pela sua crosta de fusão e pela presença de ligas metálicas de ferro.

Meteoritos Metálicos Imagem: Os meteoritos metálicos Canyon Diablo são fragmentos do asteróide que produziu a Meteor Crater (norte de Arizona) ao chocar com a Terra. São de cor marrom escuro e prateado por dentro. O interior desse exemplar foi corroído em laboratório para salientar a estrutura característica descrita por Widmanstätten.

13


A diferença dos condritos primitivos e dos condritos equilibrados, é que os meteoritos metálicos são muito densos e compactos. Portanto, seu peso é muito maior que o das rochas de similar tamanho procedentes da crosta terrestre. Além disso, se distinguem facilmente por seu interior metálico de cor prateado, que a miúdo apresenta uma estrutura cristalina em forma de placas cruzadas chamado de Widmanstätten, um conde austríaco que foi o primeiro em descobri-la. Esta estrutura só podem ser manifestadas em laboratório mediante corrosão química. A crosta de fusão desse tipo de meteorito podem consistir de uma pátina muito fina de cor marrom. As pessoas os podem confundir com a magnetita de origem terrestre, que também tem densidade elevada e uma cor parecida, negra ou marrom avermelhado. De qualquer modo, a magnetita é negra ou avermelhada por dentro, e não de cor prateada. Além disso, a crosta dos meteoritos metálicos podem ter entalhes ou sulcos, como os que se podem imprimir na argila ao ser modelada com os dedos. Estas marcas são produzidas por ablação, ao penetrar na atmosfera da terra a grande velocidade. a superfície sofre forte aquecimento, porém não em seu interior. Meteoritos Palasitos

Imagem: Palasita Brenham (Kansas) apresenta cristais de olivina incrustados em uma matriz metálica de cor prateada. Esta delgada lâmina foi cortada e polida para destacar sua estrutura.

Palasitas são meteoritos com uma mescla de metal e silicatos. Portanto, sua densidade é maior que a das rochas comuns. O aspecto de sua superfície muda com o tempo, causado pelas distintas velocidades de alteração de seus componentes. Recolhida após pouco tempo de sua caída, a crosta de fusão é de aspecto suave e coloração negra ou marrom, como nos meteoritos metálicos ou dos condritos. Os mais velhos, ao contrário, tem uma superfície irregularmente manchada, com zonas de apecto oxidado, de cores alaranjadas ou amareladas. Ao serem cortados com uma serra são inconfundíveis. Em seu interior aparecem grandes cristais de olivina, de cor verde, amarela ou marrom, rodeados por uma matriz metálica, prateada, brilhante. Meteoritos Acondritos

14


Imagem: Meteorito provavelmente vindo de Marte. Este meteorito contêm gases atmosféricos capturados em minerais fundidos que condizem com a composição da atmosfera marciana conforme medida pelas sondas Vikings em 1976. Acondritos também são meteoritos rochosos, mas eles são considerados diferenciados ou que sua matéria foi repocessada. Eles foram derretidos e recristalizados em ou dentro de seu meteorito de origem; como resultado, os achondrites têm texturas distintas e mineralogias indicativas de processos ígneos. Os meteoritos acondritos são os meteoritos mais difíceis de serem distinguidos das rochas terrestres, pois foram formados pelos mesmos processos geológicos que tiveram lugar em nosso Planeta. Não se distinguem nem por sua composição mineralógica, nem por sua densidade, nem por sua textura. Somente a presença de uma crosta de fusão inalterada permite identificar os candidatos para seu posterior estudo. Alguns acondritos são brechas. Isto é, consistem em uma mescla de cascalhos angulosos, claros e escuros. Um tipo particular, os mesosideritos , são brechas metamórficas. As vezes são erroneamente classificados como palasitas, por conterem grandes fragmentos metálicos de cor prateado inclusos em uma matriz de silicatos de cor cinza amarronzado. ALGUMAS MINAS BRASILEIRAS

15


Minas de Ferro nos Paneloes das Flechas