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Eu Tinha uma Bolinha

1. Minhas Duas Bolas 2. Violento Anunciado 3. Dando uma Idéia de Raridade 4. Pedra Preciosa 5. A Prancheta do Desenhista 6. A Passagem da Humanidade é Só de Ida... 7. ... Mas Não Sabemos até Quando 8. Pobre Humanidade 9. Pobres Filhos da Perversão 10. Ânsia-Idade 11. Quietude 12. O Olhar do Observador 13. D’ora Avante Vitória, sexta-feira, 15 de agosto de 2008. José Augusto Gava.

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Capítulo 1 Minhas Duas Bolas EU TINHA UMA BOLINHA

Bolinha de Sabão

Orlan Divo / Adilson Azevedo Sentado na calçada, De canudo e canequinha, Tuplec tuplim, Eu vi um garotinho, Tuplec tuplim, Fazer uma bolinha, Tapaplec tuplim plim, Bolinha de sabão, Eu fique a olhar, E pedi para ver, Quando ele me chamou, E pediu pra com ele brincar, Foi então que eu vi, Como era bom brincar, Com bolinha de sabão, Ser criança é bom, Agora vou passar, A fazer bolinha de ilusão.

A espessura da crosta da Terra, que vai de 2 a 60 km, é proporcionalmente tão fina ou mais que a da bolha de sabão; e é do que precisamos para viver. Na realidade, são duas as bolas. Uma das minhas bolas é a Lua e outra é a Terra; são suas também e foram-nos presenteadas por i, ELI, Elea, Ele-Ela, Deus-Natureza. DEUS TEM COLHÕES LUA TERRA

A vida é muito rara.

O interior pretendido da bolinha. 2


PARENTESCO PROXIMAL (diâmetros de ambos os discos calculados para a distância entre ambos caber no comprimento; não sei se calculei certo)

No sistema solar o arranjo é único. RELAÇÃO COM A MAIOR DOS SATÉLITES PARA OS PLANETAS (preencha o quadro) MAIOR PLANETA S/P SATÉLITE MASSA DIÃMETRO

A EXTREMA DELICADEZA DAS UNIÕES 1-2: dos campartículas fundamentais, cê-bolas ©, em subcampartículas (como os quarks); 2-3: destes em átomos; 3-4: dos quais se formaram as moléculas; 4-5: as quais se reuniram para criar os transmissores de informação-controle, na Terra o ADRN. E, de cada vez, pressupõe-se a FUNCIONALIDADE do nível superior dos hólons de Koestler, ou partodos ou todopartes, como chamei. O QUARK VINHA CANTANDO ALEGREMENTE... (tudo isso no futuro iria dar muito que falar)

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Pois bem, todos esses tijolos já deviam ter em si, no passado, a possibilidade do futuro da fala, da produção, da acumulação, da psicologia e tudo mais que haveria por diante.

Capítulo 2 Violento Anunciado Como é que esperaríamos que o delicadíssimo estado-da-arte da Vida atual na Terra pressuporia o violentíssimo passado que tivemos? FORMAÇÃO NEBULAR

A experiência de Muller-Urey na retorta da Terra. 5


Representação esquemática de uma fábrica, a célula (na realidade cada uma tem centenas de milhares de trabalhadores). Não sei se a gente vai ou não para o inferno, mas em todo caso viemos de um inferno de quentura, de raios, de trovões insuportáveis, de acidez, de tudo que hoje seria ruim, mas que começou a Vida geral. Como é que daquelas tempestades assustadoras de há 3,8 bilhões de anos emergiria uma célula funcional, um autoprogramáquina gerador de soluções-sobrevivências?

Capítulo 3 Dando uma Idéia de Raridade Para você ter uma idéia (e eu também, e todos e cada um) de como o universo é raro e de como é raro tudo que existe, pense que ele tem ENQUANTO LIMITE LUMINOSO 13 bilhões de anos-luz de raio e 13 bilhões de anos de idade; mas tudo isso, tomado como espaço, pode ser comprimido em 10-9 m, pois a distância de Planck é de 10-35 m. E 10-9 m é o metro dividido por 10 em decímetros, cada decímetro por 10 em centímetros, cada centímetro por 10 em milímetros e assim por diante nove partições, até se tornar completamente invisível para nós. Para tal dimensão um cabelo nosso pareceria uma ponte imensamente larga e comprida. Quer dizer, sob convenientes pressões, o universo INTEIRO caberia sobre a frente de sua unha com grande conforto. Caberia inteiro na ponta de um alfinete. É evidente que as resistências que encontramos só o são para nós; e é essa resistência que permite a existência de tudo. São quatro delas: a força gravitacional (que denominei gravinercial), a força eletromagnética, a força forte e a força fraca. É interessante que com apenas essas quatro letras tanto possa ter sido escrito. Com essas quatro RELAÇÕES-DE-POTÊNCIAS foi possível à Natureza/matriz construir todas as coisas, quer dizer, colocar choques/adesões que construíram as ligações lógico-dialéticas, as relações de pertinência e troca, todo o encadeamento de hólons (de holo, todo, e on, parte) de Koestler ou partodos ou todopartes, como chamei – os encadeamentos de coisas-que-contém com as coisas-que-são-contidas. 6


física-química

biologia-p.2

PESSOAS

AMBIENTES

cosmologiap.5

dialógicap.6

Dentro dessa bolinha-universo emergiram depois de muito tempo os racionais do nível psicológico-p.3 de que nós somos os representantes na Terra. AS PIRÂMIDES QUE ESTAMOS SUBINDO (quando chegamos ao cume de uma delas passamos a outra) MACROPIRÂMIDE 23. pluriverso. 22. universos; 21. superaglomerados; 20. aglomerados; 19. galáxias; 18. constelações; 17. sistemas estelares; 16. planetas; MESOPIRÂMIDE 15. mundos; 14. nações; 13. estados; 12. cidades-municípios; 11. empresas; 10. grupos; 9. famílias; 8. indivíduos; MICROPIRÂMIDE 8. corpomentes; 7. órgãos; 6. células; 5. replicadores (ADRN); 4. moléculas; 3. átomos; 2. subcampartículas; 1. partícula fundamental, que denominei cêbola, ©; DE DENTRO da bolinha é possível à racionalidade organizada compreender quase tudo da construção, exceto a finalização, isto é, como i (ELI, Elea, Ele/Ela, Deus-Natureza) SE FEZ NASCER, como ultrapassou Godel para SE SER. Mas não no sentido que entendemos, pois sempre foi, sempre é, sempre será. Vendo o funcionamento do universo a partir das distâncias e dos tempos de Planck depararíamos mais para cima com gigantescas lançastreliças passando o vazio como estruturas e, não obstante tais distâncias inconcebíveis, movendo-se ao cabo de tempos-de-Planck inconcebivelmente longos. O tempo básico seria da ordem de 10-44 s, o que quer dizer que o segundo deveria ser dividido 44 vezes ou o TP (tempo-de-Planck) ser multiplicado 44 vezes. Para dar idéia disso, se o segundo for multiplicado (100 anos, 365,25 dias por ano, 86.400 segundos por dia) 3,2 bilhões de vezes, já passa uma vida humana; multiplicado por 130 milhões teríamos o tempo de vida do universo, o que isso daria 130 x 106 x 3,2 x 109 = 4 x 1017, apenas 17 multiplicações por 10. Quer dizer, mesmo 130 milhões de vidas humanas - de 100 anos cada - ainda estariam 27 degraus distante das divisões que vão do segundo ao TP. Veja, ESSAS COISAS FUNCIONAM. Aquelas longas treliças (as cordas), operando em TP’s basicamente incompreensíveis, fazem as coisas se movimentar e aqui estamos você e eu, eu dedilhando o teclado. 7


TRELIÇAS DE PLANK (como é que através do vazio material de base ordens de funcionamento são enviadas à distância? Não existe nada ligando entre um ponto-quark e outro, entre um cêbola e outro, quer dizer, ©-vazio-©)

As extensões “lá de baixo” são infinitamente mais distanciadas ponto-a-ponto que essas dos desenhos humanos. As células são pequenas, dentro delas as moléculas mais ainda, mas “lá para baixo” tudo está separado diâmetros demais um quark do outro e, não obstante, quando “desejo”, quando quero fazer algo, me movo, me mexo, as coisas operam.

Capítulo 4 Pedra Preciosa Independentemente de haver ou não “vida lá fora” (vendo de quem está na “bola azul” – coloco aspas porque a Terra não é azul mesmo, é a atmosfera que emite nessa freqüência), O UNIVERSO É GRANDE e para nós, e por enquanto, só nós somos vivo-racionais. Mesmo que existam outros vivos, 8


não são nossos, e mesmo que hajam outros racionais não somos nós: são d’outros, são outros. Ademais, estamos tecno-cientificamente presos à Terra. Nossa frente de ondas de consciência do Conhecimento geral não nos permite sair em massa, e só com grande esforço um punhado foi até a Lua ou até Marte. Só uma organização superior, amplo esforço conjunto permitiria a grande custo colocar alguns na Lua ou em Marte. E não passa disso. Para todos os efeitos estamos presos, tanto individual quanto coletivamente. Se você tiver US$ 20 milhões poderá passar algumas horas no espaço circunvizinho da Terra. Qual o significado de US$ 20 milhões? Contando cada brasileiro de salário mínimo a 425 reais (com dólar a 2,50 reais são 170 dólares; com 13,33 SM por ano teríamos 2.270 dólares/ano) equivaleria a pagar o trabalho de 8,8 mil trabalhadores por um ano, para uma voltinha de poucas horas, não sei quantas. Nós damos imenso valor aos diamantes, porque ninguém sabe fazer igual (os artificiais já foram imitações grosseiras, agora estão ficando cada vez melhores, mas ainda longe de satisfazerem os profissionais) e eles são raros – quando pensamos em jóias, as mais elevadas são feitas deles. OS DIAMANTES QUE CONFUNDIMOS COM JÓIAS

A JÓIA VERDADEIRA QUE TRABALHAMOS MAL (a jóia de Natureza-Deus)

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Por quê a Terra é uma jóia? Porque começou na micropirâmide, na físico-química, e depois de (13,0 – 3,8 =) 9,2 bilhões de anos chegou aos replicadores na Terra; mais 3,8 bilhões de anos e a vida inventou a psicologia que principiou a mesopirâmide; outros 10 milhões de anos passou a pirâmide média criando os hominídeos até chegar aos sapiens; mais 10 mil anos de civilização e aqui estamos nós no 15º nível, no processo de globalização, após zilhões de operações. A Terra não é apenas físico-química, nem somente biológica-p.2, é psicológica-p.3 a ponto de passar a informacional-p.4, tendo transitado da natureza zero à natureza um, depois natureza dois e agora estando prestes a atravessar a janela taucsi para a terceira natureza. É uma quantidade incalculável de operações lógico-dialéticas para chegar a essa promessa de passagem. Não é como o diamante, que é físico-químico, especialmente físico, vindo das pressões e do calor incidente sobre o carbono molecular ou o carbono oriundo da vida. Camadas e camadas de complexidade. 15 camadas de supercomplexidades, com subcamadas cada vez mais apuradas de relações extraordinariamente enredadas. Pense só na subcamada nacional-brasileira, pense na complexidade tremenda que é o Brasil! E nem é o país mais complexo do mundo. Então, PARA TODOS OS EFEITOS, a Terra é a verdadeira jóia preciosa, a mais valiosa que já nas circunvizinhanças, a jóia de i, Natureza-Deus. Como nós somos burros, meu Deus!

Capítulo 5 A Prancheta do Desenhista Agora, veja, pouco importa se foi somente a Natureza ou se foi apenas Deus, se foi do começo para o final ou se foi do fim para o início, ou ambos, o fato é que temos uma Terra que é única. Talvez não seja o único planeta vivo do universo - muito provavelmente não é. Nem chega a ser significativo o Desenho Inteligente das teorias criacionistas enquanto presumido alto suporte contra o evolucionismo, pois não importa se houve ou não houve um desenhista: O DESENHO ESTÁ AQUI, nós o vemos, vemos que ele é inteligente PELAS POTÊNCIAS DO FAZER. Nós fazemos coisas, nós temos relações dialógicas hipercomplexas que pelos propósitos indica alta inteligência. Tenha sido a prancheta da Natureza ao longo dos éons, ou a de Deus, ou de ambos, como penso, é um desenho formidável. Excluindo tanto Deus quanto a Natureza para os propósitos do que vou dizer, o que temos é sempre um resultado, distintivamente: existe e é uma jóia por qualquer critério. E o que temos feito com essa jóia?

Capítulo 6 A Passagem da Humanidade é Só de Ida... Por mais tempo que a humanidade dure, é pouco para todo critério dos longos tempos universais. 10


OS TEMPOS PERANTE A HUMANIDADE 1. Os tempos do metauniverso, o multiverso, são não-finitos (assim com os espaços, veja Identidade); 2. Os tempos do universo são tempos mesmos, decorríveis, e contam bilhões de anos, 13 bilhões (nós não sabemos contar bilhões de anos, escapa-nos); 3. Os tempos geológicos são 4,5 bilhões de anos da Terra; 4. Os paleontológicos são os da vida, 3,8 bilhões de anos; 5. Os antropológicos são os dos hominídeos, 10 milhões de anos; 6. Os arqueológicos são os da cultura humana, 10 ou 15 mil anos; 7. Os históricos são os da escrita, desde 5,5 mil anos. Fora os tempos históricos e os arqueológicos, não sabemos quase nada disso; e mesmo estes são repletos de falhas de contagem. A humanidade vai irremediavelmente acabar. Não em bilhões de anos, como temem os idiotas quando falam do Sol findando daqui a cinco bilhões de anos. Nem mesmo os antropológicos e os arqueológicos: em 13 milhões de anos – garantidamente – um grande meteorito destruirá tudo na Terra, acabando com mais de 70 % de toda vida que restar. A humanidade vai acabar em alguns milhares de anos. Mal conseguimos nos sustentar nas pernas nos mais recentes 100 anos, quanto mais nos próximos 1.000. Se não migrarmos para o espaçotempo solar morreremos. E depois será preciso viajar para fora do sistema, rumo à constelação. O problema todo é que vivemos dentro de uma malha-útero MUITO SENSÍVEL, que tem todas essas camadas de permissões-proibições. Há vários níveis de permissão-proibição: físico-químico, biológico-p.2, psicológico-p.3. Se um só desses falhar, é o caos. E, como vimos, são níveis e subníveis de complexidade. Na realidade, é com muito trabalho nosso e, no mais, grande deferência de Natureza-Deus que sobrevivemos até agoraqui. O TREM DA NATUREZA (só anda para frente, não tem volta, não retorna à estação de partida – descendo do trem não pode voltar a ele, acabou a viagem); o trem pode ser mais ou menos elegante, mas de qualquer forma a passagem é só de ida, e muitas espécies racionais já foram apeadas.

Aliás, ter um trem altamente tecnocientífico não garante a chegada, pois a alta velocidade pode fazer descarrilar; ao passo que a MariaFumaça poderia ir devagar, mas chegar. 11


Capítulo 7 ... Mas Não Sabemos até Quando Até quando duraremos? DUAS PIRÂMIDES (uma, com base em baixo, é a do foco, do poder; outra, com base em cima é da periculosidade – quanto maior o foco ou poder maior a complexidade, e mais fácil é emborcar e cair)

Parecemos duradouros, mas somos frágeis, porque a complexidade dialógica é elevada no nosso nível, quer dizer, há muitos quatrilhões de operações diárias que são necessárias para nos manter nos patamares exigidos de respostas, por exemplo, a uma pessoa que vai viajar de avião e espera encontrá-lo lá, o que depende de MUITAS ocorrências características: gasolina de aviação, avião vistoriado, torre de controle, comandante e aeromocinhas ou aero-senhoras, as pistas e assim por diante, um zilhão de coisas em que não pensamos. A lista é realmente grande e se fôssemos cuidar das derivações (por exemplo, as refeições a bordo pressupõem quem as prepare, as embale; e elas dependem dos mantimentos, de gás ou eletricidade) seria muito maior, interminável. Nada é realmente simples, se não for seccionado para ser apresentado como “simples”. Simplicidade é um corte qualquer, uma “deselaboração”, uma restrição ou redução, uma desconstrução – se a víssemos como tal repararíamos na porção de fios-ligantes que foram seccionados da realidade. Para manter nossa coletividade “simples” devemos todos os dias realizar uma quantidade incalculável de operações. É como a segurança com que contamos, sem saber do trabalho da polícia civil e militar, das forças armadas, da polícia federal, da contra-espionagem e assim por diante. Quando andamos nas ruas em relativa segurança sequer pensamos em todo o aparato que nos dá aquela segurança relativa. Assim também é com nossa segurança e facilidades humanas: não atinamos a quantidade de operações que coloca nas gôndolas dos supermercados aqueles produtos que trocamos pelos números-dinheiro que recebemos pelos nossos serviços, do que os outros também não têm consciência. Somos todos mais ou menos inconscientes. DUROU MUITO O CARRASCO DOS MARES (porque é muito burro; quanto mais esperto maior a chance de sucumbir)

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Um c��rebro com 300 milhões de anos SUSANA SALVADOR Fóssil. Dentro do crânio fossilizado de um antepassado das raias e tubarões foi encontrado um minúsculo cérebro, o mais velho alguma vez descoberto. "Agora podemos começar à procura de outros", disse um dos cientistas do projecto Crânios costumam chegar espalmados aos nossos dias Os cientistas estavam a usar a luz sincrotrónica para analisar um dos poucos crânios completos de um peixe iniopterygian, um antepassado com 300 milhões de anos dos tubarões e das raias, quando se depararam com algo estranho. Mais testes revelaram um pequeno cérebro fossilizado, o mais velho alguma vez encontrado. "Durante muitos anos, os paleontólogos usaram a forma da cavidade do crânio para pesquisar a morfologia do cérebro, porque o tecido mole não estava disponível", indicou o principal autor da descoberta, Alan Pradel, do Museu Nacional de História Natural francês. "Os tecidos moles fossilizaram no passado, mas são normalmente músculo ou órgãos como os rins", afirmou por seu lado John Maisey, do museu homólogo norte- -americano, em Nova Iorque. "Os cérebros fossilizados são pouco comuns e este é, de longe, o mais velho exemplo conhecido", acrescentou. O cérebro do peixe, descoberto no estado norte-americano de Kansas, terá fossilizado "graças à presença de bactérias que cobriram o cérebro antes do início da decomposição", indicou Alan Pradel no artigo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Normalmente, os fósseis do crânio deste animal chegam aos nossos dias espalmados, o que impede estudos pormenorizados. Os exames com a luz sincrotrónica, no laboratório europeu em Grenoble (França), permitiram recolher informações detalhadas sobre a estrutura do cérebro. "É possível ver o cerebelo, a espinal medula, os lobos ópticos e os nervos", indicam os cientistas, que fizeram uma reconstrução a três dimensões do crânio. O peixe, que não media mais de 50 centímetros de comprimento, tinha um cérebro simétrico de 1,5 por sete milímetros. "Agora, que sabemos que os cérebros se podem 13


preservar dentro de fósseis tão antigos, podemos começar a procurar outros", afirmou Maisey, abrindo caminho ao estudo do desenvolvimento do cérebro em animais vertebrados. (04 de mar de 2009, Diário de Notícias, Lisboa) Algo muito intrincado tem grande chance de, cortada uma ponta fundamental por uma crise insolúvel, desmoronar irremediavelmente. Para a irmandade pitagórica foi a descoberta da raiz de dois √2 ( = 1,414...) . Para os romanos foram as propostas de Cristo. Cada sociedade chega ao seu fim diante de uma encruzilhada que propõe uma indecisão para a qual a anterioridade não colocou resolução e avanço. É inevitável, Curva do Sino: em algum momento, mais à frente ou mais atrás, vai aparecer a crise; para a maioria das sociedades de racionais ela aparece na metade do caminho. Para umas poucas, muito cedo, para umas poucas muito tarde, mas ninguém dura a eternidade, só NaturezaDeus.

Capítulo 8 Pobre Humanidade Então, posto o fim inevitável, vamos olhar para a nossa metade. A questão não é se vamos morrer. Vamos morrer como espécie, vamos morrer como coletividade organizada, vamos morrer como nação, vamos morrer como indivíduos, vamos morrer. Tudo morre. MAKTUB (passará, dizem os árabes; passará a riqueza e a pobreza, a fama e o desconhecimento, a alegria e a tristeza, a doença e a saúde, a ordem e a desordem, a beleza e a feiúra tudo passará – isso é dialético)

É porisso que devemos ter sabedoria para vivenciar, para aproveitar sem ânsia, sem carpe diem, sem “viva o hoje” angustiado, sem “minutismo”, nesse minuto, superafirmação do minuto. Seremos muito mais burros em nossa passagem se destruirmos o que nos foi dado. Se pudermos ser considerados ricos de 30 milhões de espécies (veja a cartilha Convivendo com os Bilionários) nessa bolinha que 14


ganhamos de presente de Mamãe-Natureza e Papai-Deus, que é a Terra, com uma lareira que nos mantém aquecidos colocada logo adiante, o Sol, desperdiçar tal riqueza é tremenda criancice, como náufragos que não racionassem os alimentos e a água. NOSSA CASA E A LAREIRA DELA lar lareira

Primavera das flores, verão das frutas, outono de queda, inverno de morte e recomeço. EXTRAÇÕES ANUAIS (é um ciclo, círculo Terra-Sol) 1ª primavera 2ª verão das das flores frutas

4ª inverno como ponte

3ª outono de colher

Como é que a infelicidade foi se introduzir nisso? Comecei a me indagar a razão de nos sentirmos pobres. Por quê, sistematicamente, nos sentimos pobres?

Capítulo 9 Pobres Filhos da Perversão PERVERSÃO E ANTI-PERVESÃO (quem vai ganhar o jogo?)

perversão

anti-perversão

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LABIRINTO

Será que os anti-perversos conseguirão nos sustentar à tona? Será que os que trabalham conseguirão fazer por si e pelos aproveitadores, que tomam os braços e as pernas dos outros? Será que conseguiremos sair do labirinto para não ser mais uma espécie a deixar os ossos da evolução na beira do caminho? OS BECOS SEM SAÍDA DA EVOLUÇÃO

Se uns só escutam e não falam, se outros só falam e não escutam, se não há diálogo, quanto-onde podemos ir? Embora pareça muita coisa a humanidade é como qualquer 100 %: pode-se gastar 1,0 rapidamente. As pessoas não imaginam como as empresas grandes capotam, mas a verdade é essa: elas são tão frágeis 100 % quanto quaisquer umas. Uns ficam e outros não. O tigre de dentes de sabre, nas reuniões de família, jamais projetou seu próprio fim, porque se via como o máximo. E assim foi com o mamute, o Dodô e várias outras linhas hoje extintas. Tantas criaturas que pareciam perfeitamente perpetuáveis. VOCÊ SABE COMO RECUPERAR UMA HUMANIDADE DA EXTINÇÃO? QUARTA-FEIRA, 31 DE JANEIRO DE 2007 Sub-tema 2 - Recuperação de Animais Extintos Um dos problemas no nosso mundo actualmente, prende-se com a crescente extinção de espécies animais (resultante das alterações no ecossistema induzidas pelo Homem) o que reduz em muito a diversidade genética no nosso planeta.Uma das investigações que se encontra em desenvolvimento permite clonar animais que se extinguiram no passado. O DNA base necessário a este processo é obtido através dos ossos das espécies desaparecidas. Embora esta técnica permita solucionar um dos maiores problemas ecológicos, continua a ser indispensável preservar as várias espécies à face do nosso planeta. Para terem uma ideia geral em como é pretendido proceder para clonar um animal extinto experimentem o flash interactivo que se segue: Neste pequeno flash interactivo poderão observar cada passo no procedimento da clonagem, neste caso a do Tigre da Tasmânia (Thylacine). Esta é uma das espécies extintas no 16


passado que actualmente é alvo de investigações que visam recuperá-la. No entanto, um dos aspectos que mais dificultam a evolução da equipa científica é o facto de os restos mortais do tigre dos, quais seria mais fácil extrair o ADN, terem sido colocados em etanol, que gradualmente danificou as bases azotadas. Isto levou a que o Museu Australiano de Sydney, o iniciador do projecto, em Fevereiro de 2005, desistisse do mesmo devido à falta de recursos para reconstruir o DNA danificado. No entanto em Maio de 2005 o professor Michael Archer, Decano da Universidade de Nova Gales do Sul e ex-director do Museu Australiano e um biólogo evolucionista anunciaram que o projecto estava a ser reiniciado por um grupo de universidades interessadas e um instituto de investigação. Esperamos que tenham sucesso em trazer de volta à vida esta espécie extinta e que, com esse sucesso, possam fazer o mesmo a muitas outras já desaparecidas!

Capítulo 10 Ânsia-Idade No sentido de nos fazer produzir os que comandaram a Terra até agoraqui nos fizeram entrar em competição pelos objetos de desejo, os produtos. Tornamos-nos ansiosos DEMAIS, além da conta. Tomamos remédios para diminuir a ansiedade. IDADE DA ÂNSIOLÍTICA LASCADA E DA ANSIOLÍTICA POLIDA

Não havia outro jeito de produzir, por metas? Racionalmente, escolhendo onde deveríamos chegar? Debatendo? 17


Discutindo onde queremos chegar? O GATO E ALICE (se a gente não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve; se trilharmos qualquer caminho podemos muito bem ir para no precipício)

'Gatinho Risonho', disse Alice, 'poderia dizer-me, por favor, que caminho devo tomar agora?' 'Depende muito de onde está querendo chegar', disse o gato. 'Não me importo muito para onde estou indo', disse ela. 'Então não importa que caminho irá tomar', disse o gato. Alice no País das Maravilhas - Lewis Carrol

Não admira mesmo nada que, não tendo discutido antes de tomar, o caminho ele nos tenha trazido até a ansiedade. Nossa bolinha-jóia tão rara, nossa preciosidade, que só é nossa por concessão de Mamãe-Papai, foi jogada de qualquer jeito e caiu na caçapa, donde talvez não saia, vista a crise que nos tomou. Os alucinados pelo ter (veja A Gente-Umbigo e a Empurração) tanto quiseram tantas coisas, tanto tempo, com tanta determinação que encheram o mundo de objetos duplicados, triplicados, quadriplicados e até decuplicados, até tudo virar montões de lixo dentro de nossa bolinha. NÓS QUE VIRAMOS LIXO (reconhecimento da humanidade)

A pele da terra cheia de lesões.

Os rios não conseguem respirar.

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O mar Morto está morrendo. Mar de Areal (antigo Mar de Aral). Quem nos lançou a isto? Fomos nós mesmos! Com nossa vontade irrefreada e irrefletida de ter, de ter constantemente mais, de não parar nunca, de nunca nos contentarmos. Ninguém nos ensinou nas escolas a nos contentarmos, não exatamente com “pouco”, mas com o bastante que nos tornasse satisfeitos.

Capítulo 11 Quietude Em lugar de olhar os dois lados dos pares polares ou da Curva do Sino, os que dirigiram nosso mundo brigaram por prevalecer e afirmar e superafirmar um lado só enquanto dominância ditatorial. Se a contenção vencia, era a supercontenção; se era derrotada, a superliberdade, o liberalismo, a superafirmação do liberal. ERA LIBERAL, DEPOIS FICOU ASSIM (antes e depois)

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Por quê ninguém nos ensina quietude mental e corporal? Por quê não está no currículo de primeiro e segundo graus o equilíbrio da alimentação, do querer, do corpo, do espírito? Qual a razão de não vivermos realmente em coletividade? VIVENDO PARA O CENTRO, PARA O QUE É COMUM

Mesmo neste caso não é realmente centrado, as quadras ainda delimitam, como ilhas, a existência psicológica comum.

Isso é que seria legal. Quem nos instilou esse medo? A nossa bolinha está fechando para nós. A bolinha-Terra cansou-se de nossos desmandos e quer matarnos, eu creio; Mamãe ficou cheia de nossa arrogância e quer liquidar conosco.

Capítulo 12 O Olhar do Observador Por quanto tempo o observador ainda estará aqui, nesta bolinha preciosa? Tendo os artefatos atômicos (bombas atômicas desde 1945), nucleares (bomba H, de hidrogênio, desde 1952), de nêutrons e outros, a psicologia humana ameaça a racionalidade na Terra há já seis décadas, a caminho de sete. 20


A DIVERSÃO ESTUDANTIL DE ÚLTIMA HORA Estudante de 17 anos constrói reator de fusão nuclear Bighi em March 19, 2007 Esses estudantes estão cada vez mais espantosos. Primeiro eu tinha ficado espantado ao ver um adolescente de São Paulo que tinha criado um aparelho permitindo aos cegos enxergarem vultos, e agora um estudante de 17 anos da terra do robocop, Detroit, Estados Unidos, construiu um reator nuclear no porão de casa.

Thiago Olson (será que tem parentes brasileiros?) levou dois anos para construir a máquina, e foi conseguindo as peças que necessitava através de leilões no ebay e lojas de peças mecânicas através do país, sempre procurando os menores preços. Em novembro do ano passado, finalmente sua máquina deu sinal de sucesso: bolhas no dosímetro. As bolhas indicam sinal de nêutrons perdidos, que são resultado da liberação de energia de quando dois átomos de hidrogênio se fundem para criar um átomo de hélio. Tais fusões são muito comuns no núcleo de estrelas, mas tal temperatura é difícil de obter na Terra. A experiência de Thiago não pode ser usada para produzir energia comercialmente, porque a quantidade de energia que ele gasta para produzir a fusão é maior do que a quantidade de energia obtida com a fusão dos núcleos dos átomos. Mas ele foi capaz de criar o que os cientistas chamam de “estrela na jarra”, que é uma pequena quantidade de plasma quente sob total controle. “A temperatura do plasma é de aproximadamente 200 milhões de graus”, diz Olson, “multas vezes mais quente que o Sol”. É claro que essas armas todas só podem destruir a vida humana ou a vida sobre a Terra, mas buracos negros podem destruir o planeta em si. Por quê - diante de tanta riqueza verdadeira, que nos foi dada, que não custou um tostão – temos tanta necessidade de morrer e matar? Há alguma coisa errada conosco, não é? É esquisito demais. Onde estou o sol está quente lá fora, há piscina e há beira do Oceano Atlântico e de todo modo há uma superabundância de gente e de coisas acumuladas por milênios que podem proporcionar alegrias infindáveis, se nos empenharmos; e tudo que sabemos fazer é o mal.

Capítulo 13 D’ora Avante Não adianta romanticamente pensar que conseguiremos ir “colonizar” Lua, Marte, Vênus, os satélites jupiterianos e saturnianos; isso é 21


balela. O custo em energia é proibitivo, até para visitar como propaganda, quanto mais para instalação de bases. Tudo isso não passa mesmo de romantismo, se não for estupidez da grossa. Bastaria um físico parar para calcular os custos em energia. Ao longo de séculos é outra coisa, especialmente se as pessoas passarem a nascer no espaço, sem retornar à Terra. Mais complicado ainda, infinitamente mais, seria a logística de tal empreendimento. Só a chamada “aventura espacial”, a competição propagandística entre EUA e URSS, já custou demais. Claro que tivemos aquisições tecnocientíficas notáveis e deveríamos voltar a investir uma fração, digamos 1/10.000 do produto mundial (atualmente em US$ 40 trilhões, uns US$ 4 bilhões por ano; ou até 1/1.000, 40 bilhões). De agora em diante é conveniente perceber a nossa bolinha – não em si mesma – como tremendamente frágil para nós, que somos umas criaturinhas bem miudinhas mesmo. NÓS SOMOS FRÁGEIS. Se você procurar nas redondezas, verá que o sistema solar dentro da bolha separadora de próxima Centauri é infinitesimal; que o Sol, dentro do sistema, é pequeníssimo (já fiz tais cálculos); que a Terra é uma bolinha diante do Sol; que cada indivíduo na Terra é menos significativo em tamanho que uma formiga no formigueiro, embora valioso por outros motivos. Enfim, passou da hora de acordarmos de nosso sonho infantil e entrarmos na adolescência da espécie. Vitória, sexta-feira, 13 de março de 2009. José Augusto Gava. ANEXO

Capítulo 1

OS SATÉLITES DO SISTEMA SOLAR O sistema solar A 30.000 anos-luz do centro da Via Láctea, perto da borda de um de seus braços espirais brilhantes, existe uma pequena concentração de matéria gravitando em torno de uma estrelinha amarela. A massa total deste aglomerado é de 2.1030 quilogramas e seu diâmetro é de aproximadamente 4.1015 metros. Quase a totalidade desta massa, mais de 99%, está concentrada na estrela central, o Sol. Por isso chamamos ao conjunto Sistema Solar. A matéria restante está dispersa na forma de planetas, planetóides, satélites, cometas, partículas de poeira e gelo. Observando mais detalhadamente, veremos uma estrela rodeada por uma rarefeita nuvem de poeira, onde se destacam quatro corpos maiores, os planetas gasosos. Girando em torno destes planetas estão dezenas de corpos menores, seus satélites. As órbitas mais internas são ocupadas por astros menores, os quatro planetas rochosos. O maior destes quatro é um planeta duplo, o mais importante para nós, a Terra, acompanhada da Lua. Separando os dois grupos podemos distinguir uma tênue nuvem de partículas: milhares de asteróides. Apenas oito têm diâmetros acima de 200 km e três se destacam: Ceres 22


(950 km), Pallas (583 km) e Vesta (555 km). A atração gravitacional dos grandes planetas perturba seriamente sua estabilidade, criando aglomerações ou lançando alguns para órbitas mais excêntricas. Alguns chegam a cruzar a órbita da Terra, criando situações de risco, só minimizadas por suas pequenas dimensões em relação à vastidão do espaço. Além da fronteira dos grandes planetas gasosos está um outro cinturão de partículas, conhecido como o Cinturão de Kuiper. Visto dali, o Sol é apenas uma estrela brilhante que não consegue fazer frente ao frio do espaço. Os corpos que compõem este cinturão costumam ser chamados de KBO's, abreviatura de Kuiper Belt Objects ou Objetos do Cinturão de Kuiper. Alguns destes corpos, formados provavelmente de rocha e gelo a uma temperatura média de 50 kelvins, foram arrancados do cinturão e se estabilizaram em órbitas mais baixas, como é o caso de Plutão, sua lua Caronte, Quaoar, Varuna, Ixion, 2004DW , Sedna, 2003 UB313 e outros, em órbitas mais afastadas. Alguns dos satélites dos panetas gasosos provavelmente têm a mesma origem. Vários outros serão observados nos próximos anos, como resultado da entrada em operação dos novos telescópios gigantes e de novas camaras CCD, mais sensíveis, auxiliadas pelos sistemas de óptica adaptativa. Na borda externa do sistema está uma outra nuvem de partículas, muito maior e mais rarefeita: a Nuvem de Oort. Esta nuvem é a origem dos corpos de órbitas mais irregulares e excêntricas, os cometas, que literalmente caem em direção ao Sol, quando sua estabilidade é perturbada pelo movimento dos planetas gasosos, de maior massa. A existência desta nuvem foi sugerida por Jan Hendrik Oort (1900-1992), a partir da análise das órbitas de vários cometas. Como ela acompanha o Sol em seu movimento em torno do centro galático e sofre sua influência gravitacional, somos obrigados a concluir que ela é parte do sistema solar. Até o Cinturão de Kuiper os corpos estão localizados sobre um disco, onde se concentra o momento angular do sistema, girando em torno da estrela central. Já a Nuvem de Oort teria um formato de uma grande casca esférica, o que é comprovado pelas direções aleatórias que os cometas se aproximam do Sol. Eventualmente um cometa cai na direção do Sol e é por ele absorvido ou, passando por suas proximidades assume uma órbita hiperbólica, que o ejeta para fora do sistema solar, em direção a alguma outra estrela, enquanto uns poucos se tornam cometas periódicos. Segundo esta nova visão, o número de planetas não se limitará aos nove atualmente divulgados nos livros didáticos e as dimensões do sistema solar serão extraordinariamente aumentadas (cerca de 600 vezes o diâmetro da órbita de Plutão), ocupando 1/10 da distância até a estrela mais próxima. Construímos abaixo um quadro que resume os principais elementos e dimensões do nosso sistema em ordem de distância do centro. Componentes do Sistema Solar Nome Distância (m) Estrela central Sol 0 Planetas rochosos Mercúrio 5,79 .1010

23

Massa (kg) 1,99 .1030 3,30 .1023


Vênus Terra Marte Raio interno Vesta Cinturão dos asteróides Palas Ceres Raio externo Júpiter Saturno Planetas gasosos Urano Netuno Ixion Plutão Quaoar Varuna 2003 EL61 ** Planetas gelados 2005 FY9 ** 2002 AW197 ** 2004 DW ** 2004 XR190 ** Sedna 2003 UB313 ** Borda interna Cinturão de Kuiper Borda externa Raio interno Nuvem de Oort Raio externo

1,08 1,49 2,28 3,30 3,85 4,14 4,20 5,00 7,78 1,43 2,87 4,50 5,88 5,91 6,46 6,47 6,71 6,79 7,11 7,12 8,49 8,00 1,00 5,00 1,50 5,00 4,00

.1011 .1011 .1011 .1011 .1011 .1011 .1011 .1011 .1011 .1012 .1012 .1012 .1012 .1012 .1012 .1012 .1012 .1012 .1012 .1012 .1012 .1013 .1014 .1012 .1013 .1013 .1015

4,87 .1024 5,98 .1024 6,42 .1023

4,18 .1023

*

1,90 .1027 5,69 .1026 8,70 .1025 1,03 .1026 1,82 .1021 1,20 .1022 2,21 .1021 7,68 .1020 ~ 6 .1021 ~ 6 .1021 ~ 7,43 .1020 ~ 2,89 .1021 ~ 7 .1020 5,06 .1021 ~ 1,40 .1022 5.1024 * 6.1024 *

* Massa total estimada de milhares de componentes - ** Identificação provisória Quaoar tem uma órbita praticamente circular, com baixíssima excentricidade. 2003 EL61 recebeu o apelido provisório de "Santa", 2005 FY9 de "Easterbunny", e 2003 UB313 de "Xena" (note que este é maior que Plutão). 2004 XR190 (Buffy) tem um período de 440 anos e uma órbita circular de grande inclinação (47º). Sedna tem uma órbita de grande excentricidade, com um periélio de 1,13 .1013 metros e afélio de 1,5 .1014 metros. O período orbital é de 12.000 anos e sua baixa velocidade de rotação parecia indicar a existência de um satélite. Recentemente sua rotação foi medida com maior precisão e descartada a hipótese deste satélite. 2003 UB313 (Xena) tem uma órbita muito excêntrica com um periélio de 38 e um afélio de 97 UA e tem um satélite que foi apelidado provisoriamente de "Gabrielle", com cerca de 250 km de diâmetro. Apenas para registro, Próxima Centauri, a estrela mais próxima do nosso sistema está a 4,01 .1016 metros de distância, ou seja, apenas 10 vezes mais longe que estes novos limites. 25 de novembro de 2005

24


Satélite natural Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Principais luas do Sistema Solar Um satélite natural ou lua (em letra minúscula) ou ainda planeta secundário é um corpo celeste que orbita um planeta ou outro corpo menor. Dessa forma, o termo satélite natural poderia se referir a planetas anões orbitando a uma estrela, ou até uma galáxia anã orbitando uma galáxia maior. Porém, ele é normalmente um sinônimo de lua, usado para identificar satélites não-artificiais de planetas, planetas anões ou pequenos planetas. Por exemplo, a Lua é o satélite natural da Terra. Há 240 objetos no Sistema Solar classificados como luas. Dentre esses, 166 orbitam 8 planetas, 4 orbitam planetas anões e mais algumas dezenas orbitam corpos menores do sistema solar. Porém, algumas luas são maiores que alguns planetas principais, como Ganímedes e Titã, satélites de Júpiter e Saturno, respectivamente, que são maiores que Mercúrio . Assim sendo estes satélites, se não orbitassem planetas, seriam eles mesmos planetas. Apesar disso, existem outros satélites que são muito menores e têm menos de 5 km de diâmetro, como várias luas do planeta Júpiter. Caronte, a lua de Plutão tem mais ou menos metade do diâmetro deste último, o que leva certos astrônomos a pensarem no conjunto como um planeta duplo. De facto, o próprio sistema Terra-Lua (apesar desta última não ter mais do que um quarto do diâmetro da Terra) é, também, considerado por alguns astrônomos como um planeta duplo. História de descoberta Os primeiros satélites (excetuando a Lua) só foram descobertos no início do século XVII por Galileu Galilei (provavelmente Simon Mateu já os havia observado), e foi ele que chamou a essas luas que descobriu de Io, Europa, Ganímedes e Calisto, nomes de personagens mitológicas 25


relacionadas com Júpiter, o planeta que estas quatro luas orbitam. 45 anos depois é descoberta uma grande lua em Saturno a que se chamou de Titã, e pensou-se que se tratava da maior lua jamais vista. Hoje sabe-se que Ganímedes é maior que Titã. Não obstante e até ao final do século XVII, só mais quatro satélites foram descobertos em Saturno. No século XVIII são descobertas mais duas luas em Saturno e duas em Urano. Até o desembarque do Homem na Lua, eram conhecidas duas em Marte, cinco em Júpiter, nove em Saturno, cinco em Urano e duas em Netuno. Nos dias de hoje com as sondas espaciais que exploraram todo o sistema solar, passou-se a conhecer um grande número de satélites a orbitar os planetas exteriores e conheceu-se de perto as grandes luas do sistema solar. Assim são conhecidas, até a data: uma na Terra, duas em Marte, 63 em Júpiter, 49 em Saturno, 27 em Urano e 13 em Netuno. De fato, Mercúrio e Vênus não têm satélites naturais. Um total de 158 satélites em todo o sistema solar. De notar, que grande partes destes satélites são apenas pedaços de rocha ou gelo em forma de batata a girar em torno de um planeta e não planetas secundários perfeitamente formados com uma forma razoavelmente esférica tal como a Lua da Terra ou as colossais luas de Júpiter. Ao todo no sistema solar, existem 20 dessas grandes luas, a maior é Ganímedes com mais de 5000 km de diâmetro e a menor é Mimas com cerca de 400 km. Recentemente descobriu-se que alguns asteróides como o Ida (que tem o satélite Dactyl, descoberto pela sonda Galileu), possuem satélites naturais. Mas, como não orbita um planeta, não pode exatamente ser considerado um satélite. Formação ou aparecimento dos satélites naturais Existem, basicamente, três formas de criação dos sistemas Planeta/Satélite: formação simultânea; captura; e processos catastróficos. No caso da formação simultânea, o satélite tem a sua gênese simultaneamente à do planeta principal. Durante a fase da sua formação chamada de acreção o proto-satélite já está em órbita do planeta principal. Este tipo de processo de formação de satélites parece ser o mais importante no caso dos satélites de maiores dimensões. No caso dos satélites menores e com órbitas menos regulares, o processo de formação parece estar relacionado com a captura. Neste caso, os satélites são desviados das suas órbitas iniciais pela ação dos campos gravitacionais dos planetas e são colocados em órbitas mais ou menos estáveis em torno desses mesmos planetas. Nos processos catastróficos, como por exemplo (possivelmente) no caso da Lua, a formação é efetuada através da força de um impacto entre corpos planetários. Luas do sistema solar Algumas luas são bastante grandes, caso orbitassem o sol seriam planetas, outras são tão pequenas como asteróides 26


comuns. As maiores luas são Ganímedes de Júpiter, Titã de Saturno, Calisto e Io de Júpiter, Lua da Terra, Europa de Júpiter e Tritão de Netuno. As mais interessantes são claro, as que conseguiram tomar um formato esférico sobre influencia de sua propria força gravitacional, a Terra possue 1 dessa categoria, Júpiter 4, Saturno 7, Urano 5 e Netuno 1. Tabela das principais luas do sistema solar

Nota: as luas de Marte são bastante pequenas, comparáveis às luas dos planetas exteriores que não foram incluídas nesta tabela. Planeta

N.º ordem

Nome

Diâmetro (km)

Massa (kg)

Densidade (g/cm3)

Período orbital (dias)

Magnitude

Data de descoberta

Descobridor

Mercúrio

Não possui qualquer lua.

Vénus

Não possui qualquer lua.

Terra

I

Lua

3476,2

7,35×1022

3,35

27,32

-12,7

—-

—-

Marte

I

Fobos

22,2

10,08×1016

0,32

1,90

11,3

1877

Asaph Hall

Marte

II

Deimos

12,6

2,24×1015

1,26

2,20

12,4

1877

Asaph Hall

Júpiter

I

Io

3642,6

8,93×1022

3,53

1,77

5,0

1610

Galileu Galilei

Júpiter

II

Europa

3121,6

4,80×1022

3,01

3,55

5,0

1610

Galileu Galilei

Júpiter

III

Ganímedes

5262,4

1,48×1023

1,94

7,16

4,6

1610

Galileu Galilei

Júpiter

IV

Calisto

4820,6

1,08×1023

1,83

16,69

5,6

1610

Galileu Galilei

E, 59 pequenos satélites naturais. Saturno

I

Mimas

397,2

3,84×1019

1,17

0,94

12,9

1789

William Herschel

Saturno

II

Encélado

498,8

1,08×1020

1,61

1,37

11,7

1789

William Herschel

Saturno

III

Tétis

1059,8

6,18×1020

0,99

1,89

10,2

1684

Giovanni Cassini

Saturno

IV

Dione

1118,0

1,10×1021

1,50

2,73

10,2

1684

Giovanni Cassini

Saturno

V

Reia

1528,0

2,32×1021

1,24

4,52

9,7

1672

Giovanni Cassini

Saturno

VI

Titã

5150,0

1,345×1023

1,88

15,95

8,3

1655

Christiaan Huygens

Saturno

VII

Jápeto

1436,0

1,97×1021

1,27

79,32

10,2-11,9

1671

Giovanni Cassini

E, 42 pequenos satélites naturais.

Urano

V

Miranda

471,6

6,59×1019

1,20

1,41

16,5

1948

Gerard Kuiper

Urano

I

Ariel

1157,8

1,35×1021

1,67

2,52

14,4

1851

William Lassell

Urano

II

Umbriel

1169,4

1,20×1021

1,40

4,14

15,3

1851

William Lassell

Urano

III

Titânia

1577,8

3,53×1021

1,72

8,71

14,0

1787

William Herschel

Urano

IV

Oberon

1522,8

3,01×1021

1,63

13,46

14,1

1787

William Herschel

27


E, 22 pequenos satélites naturais.

Neptuno

VIII

Proteu

418,0

5,00×1019

1,30

1,12

20,0

1989

Sonda Voyager 2

Neptuno

I

Tritão

2706,8

2,147×1022

2,05

5,88

13,6

1846

William Lassell

E, 11 pequenos satélites naturais.

Plutão

I

Caronte

1205,0

1,58×1021

1,73

6,39

16,8

1978

James Christy

E, 2 pequenos satélites naturais.

Capítulo 5

CRIACIONISMO (super-Deus) e EVOLUCIONISMO (super-Natureza) – de um jeito ou de outro a discussão está equivocada; de qualquer modo, penso que a Natureza sempre faz a primeira parte e Deus assume em algum ponto. CRIACIONISMO (Deus) EVOLUCIONISMO (Natureza) Criacionismo Evolucionismo

Criacionismo, uma teoria com diferentes versões.

Evolucionismo, uma teoria ainda mal interpretada.

A questão sobre as origens do homem remete um amplo debate, no qual filosofia, religião e ciência entram em cena para construir diferentes concepções sobre a existência da vida humana e, implicitamente, porquê somos o único espécime dotado de características que nos diferenciam do restante dos animais.

A teoria evolucionista é fruto de um conjunto de pesquisas, ainda em desenvolvimento, iniciadas pelo legado deixado pelo cientista inglês Charles Robert Darwin. Em suas pesquisas, ocorridas no século XIX, Darwin procurou estabelecer um estudo comparativo entre espécies aparentadas que viviam em diferentes regiões. Além disso, ele percebeu a existência de semelhanças entre os animais vivos e em extinção.

Desde as primeiras manifestações mítico-religiosas

A partir daí, ele concluiu que as características biológicas dos seres vivos passam por um 28


o homem busca resposta para essa questão. Neste âmbito, a teoria criacionista é a que tem maior aceitação. Ao mesmo tempo, ao contrário do que muitos pensam, as diferentes religiões do mundo elaboraram uma versão própria da teoria criacionista. A mitologia grega atribui a origem do homem ao feito dos titãs Epimeteu e Prometeu. Epimeteu teria criado os homens sem vida, imperfeitos e feitos a partir de um molde de barro. Por compaixão, seu irmão Prometeu resolveu roubar o fogo do deus Vulcano para dar vida à raça humana. Já a mitologia chinesa atribui a criação da raça humana à solidão da deusa Nu Wa, que ao perceber sua sombra sob as ondas de um rio, resolveu criar seres à sua semelhança. O cristianismo adota a Bíblia como fonte explicativa sobre a criação do homem. Segundo a narrativa bíblica, o homem foi concebido depois que Deus criou céus e terra. Também feito a partir do barro, o homem teria ganhado vida quando Deus assoprou o fôlego da vida em suas narinas. Outras religiões contemporâneas e antigas formulam outras explicações, sendo que algumas chegam a ter pontos de explicação bastante semelhantes. Sendo um tema polêmico e inacabado, a origem do homem

processo dinâmico onde, fatores de ordem natural, seriam responsáveis por modificar os organismos vivos. Ao mesmo tempo, ele levantou a idéia de que os organismos vivos estão em constante concorrência e, a partir dela, somente os seres melhores preparados às condições ambientais impostas poderiam sobreviver. Contando com tais premissas, ele afirmou que o homem e o macaco teriam uma mesma ascendência a partir da qual as duas espécies se desenvolveram. Contudo, isso não quer dizer, conforme muitos afirmam, que Darwin supôs que o homem é um descendente do macaco. Em sua obra, A Origem das Espécies, ele sugere que o homem e o macaco, devido suas semelhanças biológicas, teriam um mesmo descendente em comum. A partir da afirmação de Charles Darwin, vários membros da comunidade científica, ao longo dos anos, se lançaram ao desafio de reconstituir todas as espécies que antecederam o homem contemporâneo. Entre as diferentes espécies catalogadas, a escala evolutiva do homem se inicia nos Hominídeos, com mais de quatro milhões de anos. Logo depois, o Homo habilis (2,4 – 1,5 milhões de anos) e o Homo erectus (1,8 – 300 mil anos) compõem a fase intermediaria da evolução humana. Por fim, o Homo sapiens neanderthalensis, com cerca de 230 à 30 mil anos de existência, antecede ao Homo sapiens, surgido �� cerca de 120 mil anos, que corresponde ao homem com suas características atuais. Mesmo cercada por uma larga série de indícios materiais sobre as transformações da espécie humana, a teoria evolucionista não é uma tese comprovada por inteiro. O chamado “Elo Perdido”, capaz de remontar 29


ainda será uma delicada questão capaz de se desdobrar em outros debates. Dessa forma, cabe a cada um julgar e adotar, por meio de critérios pessoais, a corrente explicativa que lhe parece mais plausível. Por Rainer Sousa Graduado em História Equipe Brasil Escola

completamente a trajetória do homem e seu primata original, é uma incógnita ainda sem resposta. Por Rainer Sousa Graduado em História Equipe Brasil Escola Origem do Homem - Pré-História - História Geral - Brasil Escola

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Eu Tinha uma Bolinha