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Terrai 1. i 2. Reuniões 3. 12 Setores 4. Representantes 5. Propósitos 6. A Multiplicidade da Cegueira 7. A Aceitação da Cegueira 8. A Cura dos Cegos 9. Os Curadores 10. Em Toda Parte i

Vitória, terça-feira, 18 de agosto de 2009. José Augusto Gava.

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Capítulo 1 i i é como chamo ELI, Elea, Ele-Ela, Deus-Natureza não-finito. I está de sempre para sempre, e nem há sentido em falar em espaço e tempo, porque espaço é como chamamos a chance de terminar a liberdade de caminhar (esquadro) e tempo é como denominamos a oportunidade de acabar o decorrer do transcorrer (compasso). ESQUADRO E COMPASSO, ESPAÇO E TEMPO PARA OS MAÇONS PARA OS DEMAIS esquadro espaço (Natureza)

compasso

tempo (Deus)

compassesquadro

espaçotempo einsteiniano (NaturezaDeus, i)

i

DOIS MODOS Modo alto não-finito de i (único, sem qualquer definição ou terminalidade; mas com auto-coerência). Modo baixo finito dos sucessivos universos espacotemporais.

Ora, se i é um só em corpo (Natureza) e mente (Deus), porque os seres humanos seriam divididos? Bem, QUANTO AO DESTINO, ELI é um e está em toda parte, é tudo: todo-poderoso, todo-ciente, todo-presente e TODO mesmo; sempre no presente, mas de modo diferente, pois no não-finito não 2


existe presente (que indica passado e futuro), existe o É, como disse Clarice Lispector. Quanto a nós, os remetentes, pela condição de sermos todos e cada um partidos, por sermos racionais não há jeito de não sermos divididos EM NOSSO OBSERVAR, pois havendo ponto-de-vista há orientação angular com a verdade. A DUPLA ESTRELA (duas das de Davi ou dois selos de Salomão, como está no modelo) de cima e de baixo (de Adão e de da esquerda e da direita (do Céu e da Deus) Terra)

O 12 + 1 APARECE EM TODA PARTE baralho (13 x 4)

estações do ano (4 x 3 meses)

rei Arthur e a Távola Redonda (1 + 12)

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relógio (12 horas)

Santa Ceia (6 + 1 + 6): seis horas de manhã, seis horas de tarde; quatro estações de três meses cada

sistema coordenado da Terra (360 ° = 12 x 30; 180 ° = 12 x 15)

Sócrates e seus discípulos

Zodíaco (12 signos)

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# 1, 2

OS DOZE ILUMINADOS NOME VIVEU RELIGIÃO EM Abraão 1850 e judaísmo 1250 a.C.

SEGUIDORES HOJE (milhões) 15

PAÍS DE ORIGEM Israel

e Moisés

3

Bahá'u'lláh

1840

Bahai

6

Pérsia

4

Buda

550 a.C.

budismo

360 (fora os implícitos da China)

Índia

5

Confúcio

550 a.C.

confucionismo

indeterminado

China

6

Cristo

0

cristianismo

2.000

Israel

7

Gandhi

1900

(hinduísmo)

1.000

Índia

5


8

Lao Tse

550 a.C.

taoísmo

indeterminado

China

9

Maomé

650 d.C.

islamismo

1.300

Arábia Saudita

10 Vardamana ou Mahavira

600 a.C.

jainismo

4

Índia

11

600 a.C.

zoroastrismo

alguns milhares

Pérsia

Zaratustra

Deveriam ser 13, com um no centro. OS SEGUIDORES DAS RELIGIÕES

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Capítulo 2 Reuniões JESUS NA SANTA CEIA

6 À ESQUERDA = Q = CÉU Céu

13º CENTRO

6 À DIREITA = T = TERRA Terra 7


Jesus une os seis senhores da esquerda com os seis senhores da direita, os de cima com os de baixo, as elites com os povos, os de trás com os da frente, os do Céu com os da Terra EM COMUNHÃO.

OS QUATRO TRIÂNGULOS (4 x 3 = 13: quatro estações de três meses cada) da esquerda para baixo para cima da direita

Os terrai, todos os adoradores de i na Terra, serão representados pelos doze setores. A TerraI, enquanto organização, não visa ser religião como a Fé Bahai, que pega um pouco de cada uma e pretende ser um amálgama, um colegiado de crenças; a Terrai sequer é uma crença, é um congresso, um espaçotempo para discussões.

Capítulo 3 12 Setores Não é para convencer ou ser convencido, não é para fazer proselitismo, não é para sobrelevar nenhuma religião, não é para dominar ou ser dominado – é apenas para ouvir, conversar, gostar de i, pensar, fazer orações e o que mais os religiosos fazem. É para se deslumbrarem, para

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conversar e ver a grandeza de i. É para cada um reforçar sua fé particular e tornar-se mais denso nisso, com uma compreensão mais vasta de tudo. UMA TIJELA AO CONTRÁRIO (a pessoa que for falar ficará em cima, no topo; e os que forem ouvir ficarão nos degraus, com as pernas para dentro; quem for falar terá chance de, estando no topo, olhar para o inalcançável acima; quem estiver nos degraus olhará para o palestrante através de tela de TV) – é um anfiteatro virado do avesso, pois de outro modo i ficaria abaixo dos presentes.

Como uma pirâmide escalonada, só que redonda.

Os ouvintes se sentarão em qualquer posição aleatória, para se misturarem uns aos outros; mas os complexos Terrai terão bibliotecas,

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restaurantes, estacionamentos, salas de reprodução de textos, salas de Internet, teatros, salas de arte, museus e o que mais for. Os financiamentos tanto virão dos ricos quanto dos pobres, criando-se tantos centros quanto se puder no menor tempo possível em cada cidade do mundo. O objetivo não é competir com igrejas, mesquitas, sinagogas, templos budistas ou o que seja; não é o de afastar os fiéis, pelo contrário, é o de aproximá-los mais de seus centros de reunião. TUDO QUE O TERRAI FARÁ É EXPOR A COSMOGONIA DO MODELO (ampliando a visão de i) cosmogonia do modelo cosmologia do modelo É vital que o instituto Terrai exponha completamente as contas por todos os meios, de modo a ficarem completamente transparentes. As construções devem ser claras (brancas e translúcidas) e com o mínimo de objetos, visando valorizar a simplicidade humana perante i. Nada deve ficar oculto, seja com que motivação for. A CAPITAL MUNDIAL TERRAI: UM PRÉDIO EM TREZE SETORES (na horizontal fechados num círculo, sem qualquer predileção; o 13º ficará no centro e na vertical; mais ou menos como o prédio do MASP em São Paulo. Não é para chegar ao poder, é para afastar-se dele, pois o poder humano nada significa. 13°

Os 12 setores ficarão ocupados por prédios horizontais, unidas as pontas em círculo; contudo, o 13º, cilindro vertical sem andares, ficará vazio, significando que não se pode ver ou perceber i. Os terrai não trabalharão para favorecer nem desfavorecer nenhuma religião, nem antiga nem recente; nem farão propaganda de qualquer espécie – tudo é por i e pela reunião dos seres humanos em oração (quem quiser fazer assim, pois existirá sempre metade que tende à nãocrença; deixem-na em paz, ela também é de i, mas por outro caminho).

Capítulo 4 Representantes O SERVIÇO DE TODO O CONHECIMENTO AOS RELIGIOSOS 1. serviço dos magos e dos artistas;

religiosos;

2. serviço dos teólogos e dos demais 3. serviço dos filósofos e dos ideólogos; 4. serviço dos cientistas e dos técnicos; 5. serviço dos matemáticos. No quê consistiria esse serviço?

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Precisamos de uma visão orgânica do universo finito no qual estamos, e de i, e ela nos ligará à religião - através dos outros modos de conhecer - DE FORMA ORGÂNICA, todos por um e um por todos. Agora mesmo lavra o fogo ateado pelos evolucionistas da biologia contra o criacionismo dos religiosos; acabou de ser publicado no Brasil um livro sobre a suposta vitória de Darwin, o que causará tremendos problemas, pois no final das contas se os religiosos estiverem privados de ter alguma razão, durante as crises futuras eles simplesmente matarão os oponentes. “Vitória de Pirro” essa da Ciência na questão do mecanismo de montagem: como 50 % de todos estão irredutivelmente voltados para a crença, acontecerá fatalmente de sob ameaça eles se defenderem contra toda e qualquer pressão. A UNIÃO DOS NOVE E O SOL INVENCÍVEL (na rede cognata sol invencível = FILHO CRISTO = PODER ABSOLUTO e segue) Estrela de oito pontas, com a matemática no centro.

O Sol invencível.

Isso também merece um congresso universal pela união das gentes e pelo respeito mútuo das religiões, de modo da facilitar às gentes o alargamento de seus horizontes e o trilhar o caminho do espaçotempo profundo fora da Terra. Terra-i, a Terra-de-i, a Terra-para-i, com o fim dos conflitos religiosos dando a todos a paz para olhar para Deus e para a Natureza. OS QUE SÃO... ... 50 % por Deus ... 50 % pela Natureza

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... são 100 % são por i (para uns parece Natureza, para outros parece Deus)

a governança do yin-yang

Capítulo 5 Propósitos Quais podem ser meus propósitos, os de quem não deseja poder, fama, riqueza, devoção, amizade mais do que já tenho, amor mais do que já me foi dado? Por quê “estou nessa”, arriscando minha pele, enfrentando os tiranos, ultrapassando as medidas, trabalhando todo o tempo? É pela idéia de certo e errado, de que algo deve ser feito se as pessoas necessitam de ajuda, se há divisão, se há desconforto, se há miséria, se uns são bem e outros são maltratados. É porque me sinto incomodado com as injustiças, com os privilégios, com as mentiras, com a proteção excessiva de uns e a desproteção de outros. É por coisas simples assim: contra o sexismos, contra os racismos, contra os destratos para com as crianças e os velhos. Tão simples quanto isso. É o quanto basta para aplicar uma vida inteira à luta. E penso que essa deve ser a base de luta dos terrai e da Terrai. E quanto aos seus objetivos? E quanto às metas do coletivo? Estas só podem ser chegar à pacificação geral que nos poupará muros e grades, guerra civil, guerras gerais entre nações, crises, policiais, sistema de injustiça legalizada, vigilâncias extremas e todo tipo de tortura e autoflagelamento.

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Capítulo 6 A Multiplicidade da Cegueira ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA (é bem ao contrário do filme: aqui, um começa a ver e isso se espalha pelo mundo)

O PRIMEIRO CEGO SAI DA CAVERNA DE PLATÃO

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Somos cegos de nascença e era preciso que o indivíduo humano alcançasse um patamar muito mais elevado antes de ser capaz de olhar i diretamente, como disse São Paulo que aconteceria. A ELEVAÇÃO DO INDIVÍDUO indivíduo.1 família.2 grupo.3 empresa.4 cidade/município.5 estado.6 nação.7 mundo.8 Que tristes éramos quando apenas indivíduos! Cegos, cegos, cegos de nascença todos nós; para os quais a cura vem da coletividade e do avançar do pensamento: só no mais elevado ponto é que aprendemos a ver. Um dos modos de ver é o religioso; um dos modos de ver totalmente é totalmente ser, e todas as religiões se unirem enquanto com respeito mútuo. Não se trata de outra fé combinar um pouco de cada uma de modo a tentar reunir num bolo só os ingredientes mais díspares. Significa, pelo contrário, todos se manterem separados em suas religiões particulares, porém aprendendo a olhar juntos esse i que é de todos e de cada um, inclusive dos tecnocientistas. É, nós somos cegos de muitos modos diferentes.

Capítulo 7 A Aceitação da Cegueira UM SÍMBOLO PARA A TERRAi (um relógio estilizado)

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A QUEM CHAMAR PARA CONSTRUIR • às diferentes fés; • à maçonaria e outras sociedades ditas secretas; • ao Grupo Bilderberg e outros do tipo; • aos governos (G-8, BRIC e outros grupos); • aos conhecimentos; • a todos, mesmo, pois há tarefas demais. É tarefa para todos os seres humanos, dado estarmos todos cegos de uma cegueira vinda dos primórdios e que, por sermos racionais, jamais irá se extinguir verdadeiramente, por menor e residual que se torne. Imaginem levar a mensagem a em torno de 200 nações (segundo minha estimativa quatro mil estados ou províncias e 200 a 300 mil cidadesmunicípios, além de muitas dezenas de milhões de empresas a visitar) SEM TENTAR CONVENCER nem realizar proselitismo. Como reunir pessoas antagônicas que vivem digladiando há milênios? Como convencê-las sem vencê-las? Como expor os assuntos, e a idéia de i, sem provocar repulsa? Eu não sei, não é possível raciocinar, não é possível saber se dará certo; só podemos ter certeza de que se for a hora certa, se for o momento em que a coalizão se dará, ela se efetivará; e se não, não, daremos de novo com os burros n’água. Deveremos esperar que o momento seja o propício.

Capítulo 8 A Cura dos Cegos JESUS CURA OS CEGOS

Como os cegos foram e serão curados? Foram e serão por si mesmos, claro, trabalhando ao longo de milênios, acumulando conhecimentos que foram entrechocando-se uns com os outros, adiantando-se rumo ao centro da esfera, de tal modo que muito adiante, já agoraqui, estamos vendo um pouco melhor. De certo modo, o avançar é a cura. A CURA DOS RELIGIOSOS (está no modelo pirâmide) 1. panteísmo; 2. politeísmo; 3. monoteísmo;

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4. não-teísmo (isso não quer dizer não acreditar em DeusNatureza, Ele-Ela, Ele,a ELI, i – quer dizer não ficar gritando e esperneando). OS CEGOS E O ABISMO

O abismo era coisa íntima...

... passou a descoberta...

... e agora é festa. ... virou programa social... A PIRÂMIDE ESCALONADA DA FÉ (a saúde e a durabilidade da pirâmide dependem da base dela)

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Uma pirâmide dura porque tem a base larga e é bem planejada e realizada com esmero, com boas pedras. Estamos subindo, como que numa procissão. Nem todos conseguem ver, mas os que conseguem comunicam aos outros, de modo que todos adiante vejam, como no caso dos Descobrimentos, logo na chegada, quando os índios só conseguiram ver as caravelas depois de o xamã - olhando o horizonte atentamente durante muito tempo - enxergar e facilitar aos demais. Assim vamos nós: os que vêem à frente comunicam aos demais, para que todos, vendo, possam amar a i.

Capítulo 9 Os Curadores Todo mundo tem um pouco de curador e de curado. Todos trabalharam, até mesmo os bandidos e os criminosos, os descansados, os impudicos, os aproveitadores. A CASA DA CURA (cada lugar onde se propaga a Fé é uma) catedral sinagoga

mesquita

templo hindu

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templo Bahai

templo zoroastrista

Potala (budista)

templo xintoísta

templo taoísta

templo jainista

Capítulo 10 Em Toda Parte i Do jeito em que estamos, com Alá, Deus, Jeová e todas as denominações há redundância no sentido de que uns não vão aos lugares de compenetração de outros, perdendo muitas oportunidades. Do jeito que poderia ser – já que i é único, é tudo e está em toda parte -, rezar ou orar de qualquer forma é chegar a i em todo tempo e em todo lugar; com isso o número de lugares de oração se multiplicaria, sei lá, por 100. Os zoroastrianos poderiam orar numa igreja (sem realizar culto coletivo), os xintoístas freqüentar sinagogas, os budistas irem a mesquitas. Não só as guerras terminariam como também as religiões individuais poderiam se expandir imensamente PORQUE já não teriam de gastar dinheiro se defendendo e estimulando os políticos a guarnecerem fronteiras. As fés se desenvolveriam rapidamente, num ritmo nunca visto. Só o bem-estar com o fim das dissensões já traria tanto alívio humano como nunca se viu. E não estou falando apenas de ecumenismo e reunião dentro da Igreja única (o mesmo para as outras religiões, por exemplo, sunitas e xiitas) e sim, de fato, a união de todas as religiões para louvar a i, cada qual ao seu modo (afinal de contas, quando os cegos interpretam o elefante cada qual do seu jeito, podemos dizer que de fato a amplidão do elefante PERMITE todas aquelas interpretações). Vitória, domingo, 23 de agosto de 2009. José Augusto Gava.

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ANEXOS Capítulo 1

14 Setembro 2006 UMA ESCALA DE MOHS PARA AS RELIGIÕES – II

Tratando-se de uma análise baseada na Escala de Mohs (por isso relacionada com a geologia) será importante relembrar a antiguidade aproximada de cada uma das grandes religiões actuais, para verificar quem terá tido oportunidade de chocar com quem. De acordo com a datação atribuída aos mais antigos textos sagrados de cada religião, os mais antigos serão os do Hinduísmo, seguidos dos do Judaísmo, ambos antes do último milênio antes de Cristo. Daí até ao seu nascimento teremos o Jainismo (da Índia), o Zoroastrismo (da Pérsia), o Budismo, o Taoísmo e o Confucionismo. E, depois disso, o Cristianismo, o Islamismo e, já no segundo milênio da era cristã, o Sikhismo (Índia). Se observarmos num mapa-mundo a distribuição actual das religiões predominantes pelas populações do planeta as designações predominantes incluirão o Cristianismo, o Islão e o Budismo. A China e a Índia constituem duas excepções aquela regra. A segunda porque o Hinduísmo é actualmente uma religião específica sua. A primeira porque resulta numa síntese própria, envolvendo o Budismo, o Taoísmo, o Confucionismo, combinados com a ausência de qualquer prática religiosa, fomentada pelo actual regime chinês. E algo de uma especificidade semelhante acontece no caso japonês. Mas a razão principal para que o mapa-mundo assim apareça reside na circunstância daquelas três religiões serem as que maior sucesso registraram na sua propagação. Só que curiosamente, das tais religiões com livro, começou por ser o Hinduísmo aquela que mostrou maior dinamismo expansionista na Ásia ao longo do último milênio antes de Cristo, dominando, em primeiro lugar, todo o sub continente indiano de Norte para Sul e projectando-se depois, por via marítima, para o Sudoeste asiático e a Indonésia. Vestígios desse passado em que quase toda a Ásia tropical era dominada pela religião hindu ainda podem ser encontrados em pedra nas ruínas do século XII de Angkor Wat no Camboja e ao vivo na população de Bali, a pequena (e afamada) ilha da Indonésia, onde a maioria da sua população ainda pratica a religião. O Budismo nasceu também na Índia e, podendo ser considerada (de uma

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forma muito simplificada) uma espécie de elaboração do Hinduísmo, na nossa Escala de Mohs riscá-lo-ia, pelo menos na sua fase inicial. O Budismo, que chegou a servir de suporte do maior império que a Índia havia visto até então (no século III AC) acabou por fracassar na própria terra de origem que o viu nascer devido a uma espécie de contra-reforma religiosa do Hinduísmo. Mas o Budismo desalojou-o de todo o resto da Ásia: Ceilão, Birmânia, Tailândia, Malásia, Vietname, Indonésia, Tibete, China e… Afeganistão. É pouco conhecida, mas muito curiosa, embora deles se saiba pouco, a história dos reinos greco-báctrios e greco-indianos, descendentes da passagem por ali de Alexandre, que se reclamavam da cultura grega e da religião… budista. O Cristianismo, que se lhe segue cronologicamente, apareceu em área geográfica muito diversa das duas religiões anteriores, por isso só muito depois houve oportunidade de comparar as suas durezas relativas. Por outro lado, contrariamente ao que se pode saber que aconteceu com a expansão das religiões anteriores, a do Cristianismo raramente deixou de ser feita com apoio militar. Foram raros os episódios onde houve uma expansão religiosa sem o acompanhamento da expansão da tutela política. Mas houve-os: o sucesso da expansão do cristianismo no Vietname (do século XVII ao XIX), na Coreia (no século XX, onde cerca de metade da população sul-coreana actual se assume cristã) ou no Japão (antes de ser interditado em 1638) pode permitir dizer que o Cristianismo risca o Budismo. Quanto à dureza relativa de Cristianismo e Hinduísmo, na época em que se encontraram (a partir do século XVI) já o segundo desistira de se expandir, ao mesmo tempo que parecia ter ganho dureza. No seu santuário, o Cristianismo, apesar da protecção política obteve resultados irrisórios: só 2% da população indiana é cristã. Será antipático para nós, ocidentais, considerarmos o Islão uma elaboração do Cristianismo mas, de uma forma muito simplificada, assim poderá ser feito. Note-se aliás, como o Cristianismo original dos seus primeiros séculos corresponde às terras do Islão da actualidade. Considerando a nacionalidade dos primeiros grandes pensadores da Igreja, eles seriam sírios e egípcios, haveria um argelino e, para além disso, as grandes reuniões magnas para a definição da fé teriam tido lugar na Turquia… Mas, na verdade, o Cristianismo e o Islão parecem nunca se terem encontrado historicamente sem ser de armas na mão. O Islão, no confronto contra as outras religiões, manifestou uma grande capacidade de atracção das populações nômades (península arábica, norte de África e Ásia central) e, fora o choque com o Cristianismo, absorveu as religiões existentes (Zoroastrismo, Budismo) nos caminhos até à Índia, onde chegou a ameaçar a hegemonia do Hinduísmo (1/3 da população do sub continente tornou-se muçulmana) mas parece ter perdido o momento. Mas, por via comercial (pacífica) o Islão, contornou a Índia e conseguiu ainda desalojar o Budismo e alguns vestígios de Hinduísmo da Malásia e da Indonésia, onde se tornou religião dominante em tempos relativamente recentes (séculos XIV a XVI). Tão recentes que a chegada dos Espanhóis às Filipinas no século XVI deu hipótese a que tenha havido mais um confronto entre o Cristianismo e o Islão, desta vez no outro lado do mundo. As Filipinas são hoje um país cristão, o único grande país da Ásia que o é. Em suma o Hinduísmo é uma religião que se deixou de querer expandir e talvez por isso pode ter ganho a capacidade de resistência que o Budismo 21


está a perder, e este último será, destas quatro grandes religiões mundiais, talvez a mais macia na nossa Escala de Mohs. Quanto à decisão de qual a religião mais dura, deixo para uma terceira parte... A EXPANÇÃO DO ISLÃO December 24, 2006 O islão é uma religião baseada no monoteísmo, cujo último profeta é Muhammad S.AW (que a paz esteja com ele), e onde se adora um Deus, Allah. O Islamismo foi fundado por Muhammad, que nasceu em Meca (Arábia Saudita), no ano de 570 d.C. Segundo a tradição muçulmana, Muhammad recebeu os fundamentos do Islão diretamente do arcanjo Gabriel (jibrail), enviado por Deus para instruir o Profeta acerca de diversos preceitos religiosos, dogmáticos e morais. Estes se acham reunidos num livro sagrado, o Alcorão. Reza a tradição islâmica que "Allah é o único Deus e Muhammad é seu Profeta". Foi desde o envio da mensagem ao profeta que se iniciou a expansão do islão. O islão é uma religião pacífica e só se converte para ele quem o deseja, ninguém deve ser obrigado a fazê-lo, e como o sheik(1) afirma" O homem é livre de exercer qualquer acto, mas, nunca se deve esquecer que tudo que exerce tem uma conseqüência, e aqui aplica-se o mesmo, pode-se ficar no mundo da ignorância, numa vida mundana, e esquecer-se de que existe uma verdade, ou pode converter-se ao islamismo e encontrar uma saída(…), deste modo ninguém é obrigado a converter-se.(…)é óbvio que antigamente (nos tempos dos cruzados) se combatia pela prevalescência de uma religião num território, isto porque as leis assim regiam, não era de forma alguma devido às passagens do alcorão, pois elas são totalmente contraditórias, e não incitam à guerra, apenas referem que se te magoarem , responde da mesma forma, mas se não o fizeres Allah encarregar-se-à de fazer justiça." Por estes ditos deste Sheik, conseguimos perceber que o islão não converte ningúem à força, mas também vimos algumas partes da evolução do islão. Chegamos assim à actualidade: Entre as grandes religiões, o islamismo é a que mais cresce no mundo. Depois de 11 de setembro de 2001, a visão política dessa fé e os grupos radicais estão sob constante observação. Predominância do islão:

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População de Muçulmanos 100% da População de 50% à 70% da População 20% da População de 2,5% à 10% da População menos de 1% da População

Como podemos constatar, acabamos de ver as regiões onde o islão predomina. domina quase todo o oriente e parte de África. Mas… isto é a sua predominância, e o seu crescimento??? Actualmente, o islamismo é a religião que mais cresce no mundo. São 16% a mais de fieis a cada ano. O número de seguidores já é maior que o do cristianismo e já passou da casa de 1,1 bilhão – 20% do total de habitantes do planeta. Mais da metade desse número está na Ásia. Os Estados Unidos são, hoje, o lar de quase 4 milhões de muçulmanos, cinco vezes mais do que em 1970. Quase metade deles são negros. Há trinta anos, a França tinha onze mesquitas e hoje já são mais de 1.000. No início da década de 70, a Inglaterra possuía 3.000 muçulmanos. Agora, eles são 1 milhão. No Brasil, o número de seguidores de Maomé também cresce com rapidez. Há quarenta anos, o país abrigava uma única mesquita. Hoje são 52, frequentadas por cerca de 2 milhões de fiéis. Á dez anos atrás os seguidores de Allah no país eram todos descendentes de imigrantes árabes. Atualmente, milhares de brasileiros da gema já rezam virados para Meca. Segundo pesquisadores que analisam o crescimento islâmico, o grande diferencial da religião e motivo principal da sua expansão é o contacto direto

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com Allah, sem intermediários. Isso faz do Islão uma religião extremamente acessível. Já que não existe hierarquia e a fé pode ser praticada em qualquer lugar. Para elevar ainda mais o grau de importância dessa revelação, pesquisas realizadas ao redor do globo mostraram que o islamismo é a religião que mais cresceu nas últimas décadas, e que essa tendência não mudou depois do 11 de setembro. Em 1973, havia 36 países com maioria muçulmana no planeta; exatos trinta anos depois, eles já eram 47. População Muçulmana no Mundo (1992) Continente

Países Muçulmanos

Países não Muçulmanos

População Mundial

TOTAL

MUÇULMANOS

%

TOTAL

MUÇULMANO

%

TOTAL

MUÇULMANO

%

África

470.386

371.022

78.88

211.336

30.348

14.36

681.722

401.370

58.88

Ásia

732.874

661.097

90.21

2.577,954

263.065

10.20

3.310,828

924.162

27.91

Amérca

*******

**************

****

739.709

7.923

1.07

739.709

7.923

1.07

Europa

3.315

2.652

80.00

725.053

41.799

5.76

728.368

44.451

6.10

Oceânia

******

**************

****

27.216

451

1.06

27.216

451

1.66

TOTAL

1.206,575

1.034,771

85.76

4.281,268

343.586

8.03

5.487,843

1.378,357

25.12

Através destes dados percebemos que a religião que mais se expandiu desde o século X, é o islão, mas que esses crescimentos tiveram picos, importando referenciar aquele que se sucedeu após o 11 de Setembro. A partir desta data, e até Janeiro de 2006 o islão teve um crescimento adicional de 10 %, mas, isto porquê? Isto tem uma resposta muito óbvia e simples. Facilmente verificamos que os atentados do 11 de Setembro, impulsionaram ao homem a necessidade de questionar o islão, quais os seus fundamentos e teorias. Deste modo, muitos realizaram a sua investigação e obtiveram as suas conclusões. enquanto que uns se contrariaram ainda mais, se revoltaram contra o islã, muitos outros decidiram rumar à busca do islão. Não se torna estranho dizer que nos Estados Unidos o islão cresceu por volta dos 50%: deste modo concluímos este tema sobre a expansão do islamismo; com uma conclusão muito simples e que não podia se maior: (1) O Sheik não decidiu revelar o seu nome (2) Propriedade do site. Feito na Íntegra pelo grupo.

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Capítulo 4

O DESENHO INTELIGENTE É O ÚLTIMO ESTÁGIO DO COMPROMISSO (e mesmo isso vem sendo negado pelos reducionistas-evolucionistas) O desenho inteligente Os criacionistas dizem que o ser humano é complexo demais para ser fruto do acaso. A vida, para eles, seguiu alguma espécie de desenho inteligente. Como começou o universo? "Com o Big Bang", responderão nove entre dez especialistas. Big Bang, ou a grande explosão, é o fenômeno que permitiu, há 15 bilhões de anos, que uma minúscula bola de fogo, de extrema densidade e altíssima temperatura, se expandisse e esfriasse dando origem às galáxias e a tudo o que existe no espaço. O Big Bang é apenas uma hipótese, claro. Mas pouca gente discorda dessa idéia, concebida pelos físicos no início do século XX. Agora, pergunte como a vida começou na Terra e você terá uma boa chance de iniciar um acalorado bate-boca. Seres vivos são as coisas mais complexas do universo. Ao contrário de rochas e nuvens, eles exibem qualidades, habilidades e competências que despertam inúmeras perguntas. A vida surgiu por acaso ou a partir de uma vontade superior? Os seres vivos sempre tiveram a aparência atual ou sofreram transformações ao longo do tempo? Os animais de diferentes espécies apresentam algum grau de parentesco? Temos todos um ancestral comum? Até hoje, a tentativa de responder a essas perguntas opõe cientistas e, sobretudo, cientistas e religiosos, os herdeiros das primeiras tentativas de explicar a origem da vida. O confronto entre ciência e céu começou no século XVIII, quando surgiram novas teorias que contradiziam as antigas crenças numa vida planejada por um ser superior. O ponto alto da discórdia foi a publicação, em 1859, do livro A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural, do naturalista inglês Charles Darwin. A vida, dizia Darwin, resultou de mutações aleatórias da matéria a partir de modelos extremamente simples. E foi evoluindo por meio de uma seleção adaptativa dessas mutações, guiada pela necessidade de sobrevivência. Na época, o naturalista escandalizou a Igreja e todos os defensores da idéia de um desígnio superior na criação - os chamados criacionistas. Mas, em pouco tempo, a teoria darwinista convenceu a maioria dos cientistas e se espalhou pelo mundo. Seu conceito de evolução passou a permear da medicina à sociologia, da psicologia à economia. Darwin, hoje em dia, é invocado para iluminar assuntos tão diversos quanto a competição entre empresas e a culinária regional. Na maioria dos países, inclusive o Brasil, o darwinismo é a única teoria sobre a origem da vida estudada nas escolas. Todo esse sucesso da visão cientificista não chegou a sepultar as controvérsias do passado. A velha polêmica está de volta, agora com nova roupagem e argumentos mais sofisticados. A recente ofensiva contra Darwin, travada principalmente nos Estados Unidos, tem como desafiante um grupo de biólogos, matemáticos e bioquímicos empenhado em provar a inconsistência do evolucionismo com base na biologia molecular. Para eles, a complexidade da vida requer a existência de um "planejamento

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inteligente". "A teoria de Darwin pode explicar cascos de cavalos, mas não os alicerces da vida", diz o bioquímico Michael Behe, professor da Universidade Lehigh, na Pensilvânia, Estados Unidos, e autor do livro A Caixa Preta de Darwin, uma das peças fortes na divulgação do planejamento inteligente. Do outro lado, a resposta vem também em tom de briga. "A função de um bioquímico é ocupar-se com problemas que envolvem os elementos", diz o biólogo Richard Dawkins, da Universidade de Oxford, Inglaterra, autor de uma coletânea de livros evolucionistas. "Não é vomitar idéias apressadas sobre um suposto projeto sobrenatural só porque ainda não se sabe como algumas reações químicas evoluíram." Para entender o que está se passando, é melhor conhecer primeiro o que propõem as duas teorias em jogo nesse confronto. De um lado, Darwin disse que a vida começou espontaneamente no momento em que uma sopa primordial de elementos químicos, submetida às condições da Terra primitiva, produziu pela primeira - e única vez - uma molécula replicante. Mudanças graduais ocorridas por acaso permitiram a formação, ao longo de bilhões de anos, de seres cada vez mais complexos. A evolução consiste basicamente na repetição incessante da reprodução, por meio da qual a geração anterior passa à seguinte os genes herdados de seus ancestrais, mas com pequenos erros - as mutações. Isso acontece de forma aleatória, segundo Darwin, e é praticamente imperceptível. No decorrer das gerações, no entanto, haveria uma espécie de seleção das mutações que seriam mais úteis à sobrevivência. É o que Darwin chamou de seleção natural, uma espécie de filtro da natureza evidenciado pelo fato de que o número de indivíduos, numa geração, que sobrevivem e conseguem deixar descendentes é sempre menor que o número dos que nasceram. Os felizardos seriam aqueles selecionados pela natureza em razão de suas características de adaptação ao ambiente. Com o tempo, as seleções acabam por estabelecer diferenças tão drásticas entre descendentes de um mesmo ancestral que já não persistem os traços básicos da espécie original. Dá-se, então, o surgimento de outro tipo de animal. (Esse seria um dos motivos pelos quais você não se identificaria com um Australopithecus afarensis, nosso alegado ancestral de 3,5 milhões de anos, que hoje passaria batido ao lado de alguns macacos no zoológico.) Já para os chamados neocriacionistas - aqueles que, comparados aos criacionistas originais que lêem a Bíblia ao pé da letra, têm um discurso muito mais apurado - a vida não tem nada de aleatório e parece ter seguido algum desenho inteligente. A prova seria a complexidade dos sistemas celular e molecular: verdadeiras máquinas cujas partes independentes estão tão estreitamente interligadas que a ausência de um único componente é o bastante para impedir que elas funcionem. É o que o bioquímico Michael Behe denomina com o palavrão "complexidade irredutível": um sistema que existe apenas se todos os seus mecanismos estiverem ali para servir o todo. Órgãos como o olho humano e o sistema de coagulação do sangue seriam os exemplos mais evidentes desse modelo. Eles só conseguem trabalhar quando todas as suas "peças" estão encaixadas. Ou seja: essa engenharia cheia de detalhes e de encaixes únicos e precisos não poderia ser fruto de mudanças aleatórias. Outra confirmação disso seria o fato de que até hoje não foram encontrados 26


registros de animais transicionais (um fóssil de animal que fosse exatamente uma transição de uma espécie para outra). Para os darwinistas, a idéia de que a vida seguiu um plano inteligente é apenas um jeito novo de dizer que Deus criou do nada todos os seres. A velha idéia presente no Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, e no discurso do fundamentalismo cristão americano - desde a década de 1920 empenhado numa cruzada anti-evolucionista. Mas os teóricos do planejamento inteligente afirmam que eles nada têm a ver com o criacionismo de raiz religiosa. "Essa teoria não especula sobre a existência de um Criador ou suas intenções", diz o matemático William Dembsky, professor da Baylor University, nos Estados Unidos, e um dos líderes da nova escola. "Ela apenas constata que a complexidade dos seres vivos sugere um desenho inteligente." As duas premissas dos neocriacionistas, segundo Dembsky, não englobam nenhum dos seis pontos básicos do criacionismo clássico (veja boxe na pág. 99), entre os quais estão a afirmação de que a Terra existe há apenas 10 000 anos e a de que humanos e macacos não têm ancestrais comuns. Os partidários do planejamento inteligente até admitem parcialmente a evolução pregada por Darwin. Mas, para eles, ela só seria válida para microorganismos, onde já se produziram provas experimentais. Em A Caixa Preta de Darwin, Behe considera a idéia de ascendência comum "muito convincente", mas lança dúvidas sobre o mecanismo da seleção natural como explicação para a origem da vida molecular. Quando Darwin defendeu essa idéia, diz o bioquímico, não existia ainda o microscópio eletrônico e imaginava-se a célula como uma estrutura simples e rudimentar, não como um organismo complexo, cujas partes também abrigam sistemas sofisticados. O argumento central de Behe é que um sistema irredutivelmente complexo é como uma ratoeira: só consegue pegar o rato se todas as suas partes (uma plataforma, uma trava, um martelo, uma mola e uma barra de retenção) estiverem perfeitas e ativas. É diferente de um automóvel que pode funcionar com faróis queimados, sem as portas ou sem pára-choques. O mundo da bioquímica, segundo Behe, está repleto de sistemas irredutivelmente complexos, verdadeiras máquinas químicas, precisas e interdependentes. E isso requeria uma amarração que está muito além da coincidência. Os evolucionistas contestam. Eles dizem que um grupo de células sensíveis à luz não seria obviamente um olho no futuro, mas bem poderia servir como um sensor primitivo de localização para animais rudimentares. O ouvido de hoje pode ser resultado da evolução de uma membrana sensível a vibrações do ar, o que seria suficiente para salvar uma antiga espécie de um predador pré-histórico. Muita gente ainda duvida do modelo evolucionista, diz Dawkins, porque não percebe que as mutações entre uma e outra geração são mínimas, praticamente imperceptíveis, só ganhando consistência ao longo de milênios, milhões de anos. Outro equívoco dos anti-evolucionistas, conforme o pesquisador, é imaginar que a evolução é sinônimo de progresso. A maioria das mutações, provocadas por fatores externos - como as radiações cósmicas, por exemplo -, concorrem para piorar e não para melhorar o organismo. Elas seriam aleatórias. Mas sobre esse leque de 27


opções atua, também ao acaso, a seleção natural, perpetuando as mudanças que facilitam a adaptação do organismo ao ambiente e, conseqüentemente, a sobrevivência da sua espécie. Nos casos em que aconteceu o contrário, não sobraram descendentes para reproduzir a mudança. A raiz do planejamento inteligente remonta ao século XIII, quando São Tomás de Aquino usou o argumento da complexidade da vida como uma das provas da existência de Deus. O neocriacionismo do planejamento inteligente livrou-se dos raciocínios metafísicos e das analogias esotéricas do passado, diz Behe, e, apoiado na bioquímica, tenta oferecer alternativas refinadas à tese de Darwin. A argumentação pró-planejamento inteligente também bebe daquilo que seria o ponto mais frágil da teoria darwiniana: a questão do registro fóssil. A coleta de fósseis já na época de Darwin sinalizava um problema. Nunca ficou evidente a lenta modificação dos traços entre animais prevista pela teoria. Muitas espécies pré-históricas apareciam como que de repente. Essa lacuna, que permanece aberta até hoje, foi minimizada em 1972 pelos paleontólogos americanos Stephen Jay Gould e Niles Eldredge com a formulação da hipótese do "equilíbrio pontuado", segundo a qual as lacunas fósseis sugerem que a evolução ocorre em saltos rápidos e, em seguida, as espécies tendem a permanecer estáveis por milhões de anos. (Gould, que morreu no último dia 20 de maio de câncer no pulmão, foi entrevistado pela Super na edição de novembro e escreveu vários artigos condenando os defensores do planejamento inteligente). Mas os neocriacionistas continuam vendo na falta de fósseis uma prova da inconsistência de Darwin. "O registro fóssil é importante no estabelecimento da teoria da evolução como fato", diz Enézio de Almeida Filho, especialista em estudos bíblicos e principal divulgador do planejamento inteligente no Brasil. "Ocorre que não há como verificar a evolução por meio de fósseis. Há somente evidências circunstanciais, mas não há nenhuma prova." Como os darwinistas encaram tais críticas? As reações oscilam do desprezo ao respeito moderado. "Bobagem", diz Francisco Gorgônio Nóbrega, doutor em Genética Molecular pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). "A teoria de Darwin tem sido comprovada por mais de um século de pesquisas biológicas, abrangendo de bactérias ao homem." Nóbrega lembra que o cientista é treinado para ser crítico e, certamente, muitos sonham com a possibilidade de oferecer ao mundo uma teoria superior à de Darwin. Para que isso aconteça, no entanto, é necessário reunir dados consistentes e submetê-los ao rigor de outros pesquisadores - "e não apenas escrever livros". Outro doutor em Genética, o evolucionista Crodowaldo Pavan - único brasileiro a integrar o fórum independente de cientistas convocado pela Academia de Ciências do Vaticano -, considera o planejamento inteligente pelo menos "uma hipótese mais respeitável" que a do criacionismo clássico, que não acredita na evolução apenas por convicção religiosa. "Ao estudar a complexidade da vida, os neocriacionistas nos ajudam a interpretar a natureza", afirma. Os evolucionistas também têm se debruçado sobre a biologia molecular e dali retirado novos argumentos em defesa da teoria darwiniana. Dawkins lembra que os "textos" (as seqüências de aminoácidos) do citocromo C, 28


presentes no DNA de vários organismos, têm sido comparados com grande sucesso, letra por letra. Está provado que 12 letras - num conjunto de 339 separam o citocromo C humano do citocromo C dos cavalos, que seriam primos distantes do homem. E apenas uma troca de letras diferencia o citocromo C humano do dos macacos, o mesmo número que separa os citocromos de cavalos e jumentos, que são primos muito próximos. Já a distância entre o citocromo humano e o do levedo, um fungo, é de 45 trocas de letras. São fatos que sugerem o parentesco entre todos os seres vivos e reforçam a tese do ancestral comum. Apesar do status de ciência pretendido por seus defensores, o neocriacionismo não deixa de dar seqüência, nos dias atuais, ao embate centenário entre religiosos e evolucionistas, hoje praticamente restrito aos Estados Unidos e a alguns países islâmicos. Mas há nuances na visão religiosa. A idéia de evolução choca os conservadores, mas é aceita por religiosos liberais, que preferem ler o Gênesis bíblico como uma narrativa mítica. Até o papa João Paulo II admitiu, há dois anos, que as teorias da evolução, incluindo a de Darwin, merecem ser encaradas como algo além de hipóteses. Nesse caso, a evolução é vista como o meio de Deus criar, ainda que o neodarwinismo (síntese da genética moderna com a teoria da seleção natural) realce a falta de propósito e de intenção na evolução. É nesse detalhe, aliás, que estaria a maior "heresia" de Darwin, um agnóstico, já que os homens não são vistos como o propósito final da evolução, mas apenas como resultado de um acidente que poderia ainda levar a a outros acidentes. Trata-se de conflitos que ganham dimensões profundas nas religiões judaico-cristãs. Especialmente no fundamentalismo evangélico e no Islamismo - que trabalham com o conceito de um Deus pessoal e intervencionista -, mas perdem densidade em religiões que não consideram a idéia de uma criação instantânea do mundo. No Hinduísmo, por exemplo, as escrituras se referem a infindáveis ciclos de criação e de dissolução na natureza. As tradições orientais são também menos centradas no homem do que as religiões do Ocidente e consideram os humanos uma pequena parte da realidade. Com ou sem motivações religiosas, a polêmica em torno da evolução está longe de acabar. No momento, são vários os estudos sobre evolução molecular in vitro em andamento nos Estados Unidos, o que, certamente, conduzirá a novas revelações e inferências sobre a origem da vida nos próximos anos. "Não há um único artigo respeitado pela comunidade científica que tenha oferecido uma alternativa racional à teoria de Darwin", diz Gorgônio Nóbrega. "Mas não podemos banalizar o problema: a origem da vida celular está envolvida em mistério, pois a ciência, apesar de muitos progressos, ainda está longe de ter um modelo completo, sem falhas, para explicar a gênese da estrutura celular e da maquinaria básica da vida." Pelo menos nesse ponto, evolucionistas e neocriacionistas têm a mesma opinião. Uma evolução, muitas versões Charles Darwin não foi o primeiro biólogo a trabalhar com a idéia da evolução e do parentesco entre todos os seres vivos. O principal concorrente de Darwin, na vertente evolucionista, foi o biólogo francês 29


Chevalier Lamarck, cuja teoria, apresentada no século XVIII, teria peso semelhante à de Darwin não fosse um detalhe insólito: Lamarck tratava a evolução com o princípio do uso e desuso, segundo o qual as partes de um organismo usadas com freqüência aumentam de tamanho (como acontece quando exercitam os músculos específicos), ocorrendo o inverso com aquelas mantidas em ociosidade. Para ele, essas alterações seriam passadas às gerações futuras, detalhe que jamais foi comprovado. No começo do século XX, o fenômeno da mutação genética foi descrito pela primeira vez. Logo cientistas famosos como Wilhelm Johannsen, inventor do termo "gene", e Thomas Morgan, pai da teoria cromossômica da hereditariedade, deduziram que novas espécies surgiam de uma única grande mutação e não da seleção natural. Outro geneticista, o japonês Motoo Kimura, deu uma roupagem molecular a uma antiga concepção evolucionista: a teoria neutralista. A idéia é a de que a maioria das mudanças evolutivas, no âmbito da genética molecular, são neutras - portanto, não dependentes da seleção natural. Uma das mais recentes teorias rivais de Darwin - encarada como uma teoria complementar por muitos darwinistas - surgiu em 1972 nos Estados Unidos, formulada pelos paleontólogos Stephen Jay Gould, da Universidade de Harvard, e Niles Eldredge, do Museu de História Natural de Nova York. Para eles, a evolução acontece em saltos rápidos, quando populações pequenas desenvolvem, em períodos de não mais que 10 000 anos, novas características para se adaptar a um certo ambiente. Depois disso, as espécies tendem a se manter constantes por milhões de anos. O modelo, chamado equilíbrio pontuado, oferece uma explicação à ausência de fósseis que mostrem claramente a mutação das espécies ao longo de bilhões de anos, de acordo com a teoria darwiniana. A bíblia como ela é A trajetória da teoria da evolução nos Estados Unidos nunca foi tranqüila. Nas primeiras décadas do século XX, metodistas, batistas e presbiterianos realizaram campanhas anti-evolucionistas em mais de 20 Estados e conseguiram banir o ensino da teoria de Charles Darwin, nos anos 20, em quatro Estados - Oklahoma, Tennessee, Mississippi e Arkansas. A inspiração para essa cruzada era conter o avanço de uma teoria que favorecia o ateísmo e o materialismo. Mas, nessa época, havia ainda outras motivações. William Bryan, um dos líderes da campanha - e também político pacifista, alinhado com causas avançadas como o voto feminino - temia que a idéia de seleção natural incentivasse uma "cultura da crueldade" na sociedade, com a discriminação dos mais fracos. O próprio Darwin receava o uso político da sua teoria e hesitou por mais de 20 anos antes de torná-la pública. Intensas batalhas judiciais foram travadas e em diversas ocasiões os criacionistas conseguiram barrar, temporariamente, o ensino da teoria evolucionista nas escolas de Estados do sul, mais conservadores. A partir dos anos 60, uma nova geração de criacionistas adotou a estratégia de pleitear tempo igual nas escolas para Darwin e para a Bíblia, sendo montado um corpo doutrinário para o que se chamou de ciência-criação, em oposição à ciência da evolução. Foram igualmente criadas fundações e institutos que incentivam e patrocinam pesquisas destinadas a comprovar a narrativa do 30


Gênesis - da criação do homem ao dilúvio de Noé - e uma maciça ação de marketing passou a incluir até excursões geológicas nas quais jovens e crianças garimpam no solo americano indícios do dilúvio global. Na década passada, os criacionistas voltaram a obter vitórias expressivas - e temporárias - em alguns Estados americanos. O caso mais destacado foi o do Kansas, onde o Conselho Estadual de Educação aboliu do currículo escolar a teoria evolucionista, em 1999. A decisão foi depois derrubada pela Suprema Corte dos Estados Unidos. Não se trata de gestos solitários, num país em que o fundamentalismo religioso é bastante influente. Mais de 50% dos americanos se dizem favoráveis ao ensino das teorias criacionistas nas escolas ao lado da teoria evolucionista. Mas isso pode ser pouco para os criacionistas radicais. Para eles, a questão da origem do mundo e da vida resume-se a seis premissas indiscutíveis: . Universo, energia e vida foram criados do nada - por Deus. . Organismos complexos não podem surgir de formas simples de vida, por meio de mutações aleatórias. . Os seres vivos (plantas e animais) podem variar apenas dentro dos limites fixados para cada espécie. . Homens e macacos têm ancestrais distintos. . A geologia terrestre pode ser explicada pelo catastrofismo, a começar pelo dilúvio global registrado na Bíblia. . A Terra é jovem - tem menos de 10 000 anos e não os 4,5 bilhões de anos estimados pela ciência. Para saber mais Na livraria: A Caixa Preta de Darwin, Michael Behe, Zahar, Rio de Janeiro, 1999 O Relojoeiro Cego, Richard Dawkins, Companhia das Letras, São Paulo, 2001 Evolution: A Theory in Crisis, Michael Denton, Adler & Adler, Bethesda, EUA, 1985 Rebuilding the Matrixs, Denis Alexander, Lion, Londres, Inglaterra, 2001 Reconciling Science and Religion, Peter J. Bowler, The University of Chicago Press, Chicago, Estados Unidos, 1996 Sobre a Teoria do Desenho Inteligente

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O que é a Teoria do Desenho Inteligente? A Teoria do Desenho Inteligente afirma que certas características do universo e dos seres vivos são melhor explicadas como sendo o resultado de uma causa inteligente, ao contrário do conceito materialista de um processo não dirigido como a seleção natural. A teoria do Desenho Inteligente é compatível com a evolução? Isto depende do que se quer dizer com o termo “evolução”. Com o sentido de “mudanças através do tempo”, não há um conflito interno entre a teoria da evolução e o Desenho Inteligente. Todavia, a teoria da evolução que predomina em nossos dias, o neo-darwinismo, afirma que a evolução é conduzida por seleção natural que atua em mutações aleatórias, por processos imprevisíveis e sem propósito, em que está incluído, por exemplo, a sobrevivência de uma espécie. A Teoria do Desenho Inteligente contesta esta afirmação categoricamente. A Teoria do Desenho Inteligente está fundamentada em livros considerados sagrados? Não. As raízes intelectuais da Teoria do Desenho Inteligente são muitas. Platão e Aristóteles, ambos articularam versões primitivas da teoria do desenho, como fizeram virtualmente todos os fundadores da ciência moderna. Na verdade, a maioria dos cientistas até finais do século XIX aceitaram alguma forma de desenho inteligente. Em sua maior parte, a comunidade científica afastou o conceito de desenho no princípio do século XX, após o neo-darwinismo afirmar ser capaz de explicar o surgimento da complexidade biológica por intermédio de um processo NÃO-inteligente denominado seleção natural, que atuaria sobre mutações aleatórias. Entretanto, durante a década passada novas pesquisas e descobertas no campo da física, cosmologia, bioquímica, genética e paleontologia têm levado um número crescente de cientistas e teóricos da ciência a questionarem o neo-darwinismo, enfatizando o Desenho Inteligente como a melhor explicação para a existência de complexidade específica no mundo natural. O Desenho Inteligente é igual ao Criacionismo? Não. A Teoria do Desenho Inteligente trata-se simplesmente de um esforço com o objetivo de detectar – empiricamente – se o “aparente desenho” da natureza, o qual é reconhecido virtualmente por todos os biólogos, seja de fato um desenho verdadeiro (produto de uma causa inteligente) ou apenas o resultado de um processo não direcionado como a seleção natural. Já o criacionismo fundamenta-se numa interpretação literal do relato bíblico do Gênesis. A Teoria do Desenho Inteligente é estritamente agnóstica quanto a identidade do Designer. Ou seja: não está preocupada em identificar a natureza do Designer, mas somente em detectar empiricamente o design na natureza. A Teoria do Desenho Inteligente não tem por objetivo defender qualquer relato considerado sagrado. Os honestos críticos do Desenho Inteligente reconhecem que há distinção entre Desenho Inteligente e criacionismo. O historiador da ciência da Universidade de Wisconsin, Ronald Numbers, é um crítico do Desenho Inteligente, porém, de acordo com a Associated Press, ele “concorda que o 32


rótulo criacionista não deve ser aplicado ao Desenho Inteligente". Então por que alguns darwinistas insistem em afirmar que ambos são a mesma cousa? Segundo Dr. Numbers, isto ocorre porque eles acreditam que esta seja “a maneira mais fácil de desprestigiar à Teoria do Desenho Inteligente”. Em outras palavras, trata-se de uma estratégia retórica dos darwinistas em tirar o mérito científico e filosófico do Desenho Inteligente. Há pesquisadores eruditos na comunidade científica que apoia a Teoria do Desenho Inteligente? Sim. A Teoria do Desenho Inteligente é composta por doutores da ciência, pesquisadores, teóricos e um bom número de universidades, escolas, institutos de pesquisas em todo o mundo. Entre estas pessoas estão incluídas: - Michael Behe (bioquímico da Universidade de Lehigh); - Scott Minnich (microbiólogo da Universidade de Idazo); - Paul Chien (biólogo da Universidade de San Francisco); - Dean Keyton (biólogo emérito na Universidade Pública de São Francisco); - William Dembski (matemático da Universidade de Baylos); e, - Henry Schaefer (químico quântico da Universidade de Geórgia). As pesquisas sobre o desenho Inteligente publicadas em peíódicos e monografias são revisadas por outros cientistas? Sim. Apesar da acirrada hostilidade impetrada pelos defensores do neodarwinismo contra os cientistas que apóiam o desenho inteligente. No entanto, ainda assim muita coisa tem sido lançada em publicações revisadas por outros cientistas. Por exemplo: “A Inferência de Desenho!” (de William Dembski) e “A Caixa Preta de Darwin” (de Michael Behe). No âmbito dos periódicos, Michael Behe tem defendido o conceito de “complexidade irredutível” no peíódico “Filosofía da Ciência”, publicado pela Universidada de Chicago. Um outro periódico revisado, no qual se enfatiza a teoria do desenho, é “Progresso em Complexidade, Informação e Desenho”, composto por um conselho de 50 especialistas de diferentes áreas científicas relevantes, sendo que a maioria tem afiliação universitária. E, por fim, os trabalhos dos teóricos do Desenho estão começando a ser citados por companheiros nos períódicos revisados como a "Revisão Anual sobre Genética". Por que a Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) publicou uma resulução contra o Desenho Inteligente? Em 2002, o comitê da AAAS publicou uma resolução acusando a Teoria do Desenho Inteligente de não ser científica. Tal processo deu-se com todas as armas, menos àquelas relacionadas à ciência. Prova disso é que, após tal resolução ser publicada, foi perguntado aos membros do Comitê da AAAS quais livros e artigos escritos por cientistas do Desenho Inteligente eles teriam lido antes de tomarem esta resolução, e a resposta foi simplesmente que o assunto havia sido analisado por todo o grupo. Outros membros apenas disseram que havia lido cuidadosamente fontes identificadas na Internet. Em outras palavras, os membros do comitê da AAAS aparentemente votaram simplesmente para declarar A Teoria do Desenho Inteligente como nãocientífica sem pesquisar eles mesmos os livros acadêmicos e artigos apresentados pelos cientistas que fazem parte da teoria. Não custa lembrar 33


que um bom número dos cientistas que apóiam o Desenho Inteligente é membro da AAAS, de modo que o Comitê da AAS claramente não falou por todos os membros de sua organização. É isso! 11/01/2008

VITÓRIA DE PIRRO (os tecnocientistas se candidatam a isso, uma vitória que instalaria a ditadura T/C e a guerra de resistência a ela) Vitória pírrica Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Vitória pírrica ou vitória de Pirro é uma expressão utilizada para expressar uma vitória obtida a alto preço, potencialmente acarretadora de prejuízos irreparáveis. Esta expressão tem origem em Pirro, general grego que, tendo vencido a Batalha de Ásculo contra os Romanos com um número considerável de baixas, ao receber os parabéns pela vitória tirada a ferros, teria dito, preocupado: "Mais uma vitória como esta, e estou perdido." Com efeito, Pirro tivera, além da Batalha de Ásculo, mais uma vitória parecida contra os Romanos, a Batalha de Heracleia. Embora os Romanos tivessem tido um número superior de baixas, era-lhes mais fácil recrutar mais homens e reorganizar o seu exército, algo impossível para o exército de Pirro, cujas baixas lhe dizimavam o exército irreparavelmente. Esta expressão não se utiliza apenas em contexto militar, mas também está, por analogia, ligada a atividades como a economia, a política, a justiça, a literatura e o desporto para descrever uma luta similar, prejudicial para o vencedor. A vitória de Pirro “Uma mentira dita cem vezes, torna-se verdade”. (Goebbels – Ministro das Comunicações do Nazismo) Pirro foi rei tanto de Épiro quanto da Marcedônia. Ele tinha um exército de fazer inveja, composto por: 3 000 cavaleiros, 2 000 arqueiros, 500 fundeiros, 20 000 tropas de infantaria e 19 elefantes. Pirro, sim, era poderoso. No entanto, ele ficou conhecido, não pelo seu extenso e numeroso exército, mas sim, por um fato histórico. Conta-se que, tentando subjugar os romanos, Pirro, ao enfrentá-los na famosa batalha de Ásculo, obteve a vitória às custas de um preço muito alto. Pois, enquanto os romanos perderam 6 000 homens, Pirro perdeu 3 500. E diante de tal fato, chegou Pirro a comentar: “mais uma vitória como essa e estarei definitivamente acabado, derrotado”. Assim, ficaram conhecidas como a famosa vitória de Pirro aquelas conquistas que, aparentemente, até achamos termos obtidos (que ganhamos), mas que, na verdade, não passam de uma tremenda derrota. 34


Pirro Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Pirro Pirro (318–272 a.C.) (em grego – Πυρρος — "cor de fogo", "ruivo" — em latim, Pyrrhus) foi rei do Épiro e da Macedónia, tendo ficado famoso por ter sido um dos principais opositores a Roma. Ele era filho de Eácida do Épiro, e pai de Alexandre II do Épiro. ] Durante a juventude A infância e juventude de Pirro foram bastante atribuladas. Tinha apenas dois anos de idade quando o seu pai foi destronado. Mais tarde, aos 17 anos de idade, os Epirotas chamaram-no para governar, mas Pirro acabou por ser destronado novamente. Nas guerras entre os diádocos, após a divisão do Império de Alexandre III, tomou parte pelo seu cunhado Demétrio I da Macedónia e lutou a seu lado na Batalha de Ipso (301 a.C.). Mais tarde, tornou-se refém de Ptolomeu I do Egipto, num acordo entre este e Demétrio. Pirro casou com Antígona, filha de Ptolomeu I. Em 297 a.C. restaurou o seu reino no Épiro. De seguida, declarou guerra a Demétrio, seu antigo aliado. Em 286 a.C. depôs o seu cunhado e tomou controlo do reino da Macedónia. Dois anos depois, porém, o seu ex-aliado Lisímaco expulsou-o da Macedónia. Campanha militar na Itália

A Rota de Pirro Em 281 a.C., a cidade grega de Tarento, no sul da Itália, foi tomada de assalto pelos Romanos. A derrota dos Tarentinos parecia certa. Na altura, Roma já crescera suficientemente para partir à conquista - com sucesso - da Magna Grécia, ou Itália do Sul. O povo de Tarento não teve outra solução que não pedir o auxílio de Pirro. Pirro foi encorajado a ajudar os Tarentinos por influência do oráculo de Delfos. A suas pretensões, no entanto, ambicionavam mais. Pirro almejava 35


forjar um império em Itália. Para isso, tornou-se aliado do rei Ptolomeu da Macedónia e o seu vizinho mais poderoso e chegou à Itália em 280 a.C.. A sua força militar era extraordinária: 3.000 cavaleiros, 2.000 arqueiros, 500 fundeiros, 20 000 tropas de infantaria e 19 elefantes de guerra. Com ela, o objectivo de Pirro era não só evitar a conquista de Tarento pelos Romanos, como subjugá-los. Devido à superioridade da sua cavalaria e dos seus elefantes, derrotou os Romanos na Batalha de Heracléia. Os Romanos perderam cerca de 7.000 homens, ao passo que Pirro perdeu 4.000. Embora o número de baixas fosse alto, a Batalha de Heracléia não costuma ser considerada uma vitória de Pirro. Desde esta vitória, várias tribos e as cidades gregas de Cróton e Locros juntaram-se a Pirro. Este ofereceu aos Romanos um tratado de paz, que foi prontamente rejeitado. Pirro passou o Inverno na Campânia. Quando Pirro invadiu a Apúlia (279 a.C.) os dois exércitos defrontaram-se na Batalha de Ásculo onde Pirro obteve uma vitória muito a custo. Os romanos perderam 6.000 homens e Pirro perdeu 3.500. Foi um duro golpe no exército de Pirro, que não aguentaria outro desfalque semelhante contra os romanos. Campanha militar na Sicília Em 278 a.C., no meio de suas dificuldades e inquietações, Pirro viu-se diante de novas empresas e novas esperanças, que se lhe ofereciam, levando a hesitação ao seu espírito. De um lado, chegaram da Sicília embaixadores que lhe propuseram colocar em suas mãos as cidades de Agrigento, Siracusa e Leontinos, pedindo ao mesmo tempo que ajudasse a expulsar os cartagineses da ilha e a libertá-la de seus tiranos; de outro lado, mensageiros vindos da Grécia trouxeram-lhe a notícia de que o Ptolomeu, cognominado o Raio, tinha sido morto numa batalha contra os gauleses, e de que seu exército fora desbaratado, surgindo assim uma ocasião das mais favoráveis para se apresentar aos macedômos, que necessitavam de um rei. Pirro maldisse então a fortuna, que lhe apresentava ao mesmo tempo duas oportunidades para fazer grandes coisas; e vendo com pesar que não podia optar por uma sem perder a outra, hesitou durante muito tempo antes de fazer a escolha. Finalmente, as dificuldades da Sicília pareceram-lhe muito mais importantes, por motivo da proximidade da África, decidindo-se então por este empreendimento. Assim, após tomar tal resolução, enviou Cíneas, conforme costumava fazer, às cidades da ilha, a fim de entabular negociações. Entrementes, a guarnição que colocara na cidade de Tarento, a fim de mante-la submissa, provocara grande descontentamento entre os seus moradores. Estes mandaram-lhe dizer que, ou ele permanecia no país a fim de sustentar a guerra contra os romanos, de acordo com o compromisso assumido ao dirigir-se à cidade, ou, caso decidisse abandonar a Itália, que deixasse Tarento na situação em que a havia encontrado. Pirro, porém, respondeu-lhes secamente, dizendo-lhes que não lhe falassem mais em tal assunto, que esperassem por uma oportunidade. E, dada esta resposta, seguiu para a Sicília, onde viu, logo após a chegada, todas as suas esperanças se realizarem. Com efeito, as cidades apressaram-se em se entregar, e, em todos os lugares onde teve de empregar a força, não encontrou nenhuma resistência séria. Com um exército de trinta mil homens de infantaria e dois mil e quinhentos cavaleiros, e uma esquadra de duzentos navios, ele ia expulsando por toda parte os cartagineses e conquistando as regiões que estavam sob o seu domínio. 36


A cidade de Erix , entre as que os cartagineses conservavam em seu poder, era a dotada de melhores fortificações, e a que contava o maior número de defensores. Em 277 a.C., Pirro decidiu ocupá-la pela força. Quando tudo estava pronto para o assalto, tomou todas as suas armas, e, ao aproximar-se da cidade, prometeu a Hércules um sacrifício solene, bem como jogos públicos, em sua homenagem, caso lhe concedesse a graça de mostrar-se, aos olhos dos gregos que moravam na Sicília, digno de seu nascimento e dos grandes recursos de que dispunha. Feito este voto, ordenou que as trombetas soassem, dando o sinal do ataque. Quase todos os cartagineses que se encontravam sobre as murchas retiraram-se logo às primeiras flechadas. Foram em seguida colocadas as escadas, sendo ele o primeiro a subir. No alto da muralha um grupo de inimigos ousou enfrentá-lo; atacando-os, forçou uns a se atirarem de ambos os lados da muralha, e abateu outros a golpes de espada, sem que recebesse qualquer ferimento. Com efeito, ele parecia tão terrível aos cartagineses, que estes não ousavam olhá-lo de frente e sustentar o seu olhar. Após a ocupação da cidade, ele fez a Hércules um sacrifício magnífico e promo¬veu festas com jogos e combates de todas as espécies. Havia nas imediações de Messina uma nação cujo povo eram chamados mamertinos, que causavam grandes tribulações aos povos gregos, obrigando mesmo alguns deles a lhes pagarem impostos e tributos. Este povo, numeroso e aguerrido, deviam ao seu valor a denominação de mamertinos, que, em língua latina significa marciais. Pirro chefiou suas forças contra eles e os derrotou num renhido combate, arrasando várias de suas fortalezas; além disso, mandou matar todos os que entre eles se encarregavam da coleta dos impostos. Os cartagineses, que desejavam fazer as pazes com Pirro, ofereceram-lhe, como prova de amizade, prata e navios; mas, como visava a coisas ainda maiores deu-lhes uma breve resposta, dizendo que havia um único meio de ser estabelecida a paz: a evacuação de toda a Sicília, de modo que o mar da África passasse a constituir a zona de separação entre os gregos e eles. Os êxitos alcançados e a confiança que depositava em suas forças encorajavam-no e o incitavam a tornar uma realidade as esperanças que o tinham levado à Sicília; e aspirou, assim, em primeiro lugar, à conquista da África. Para levar a efeito esta vasta empresa ele possuía um número suficiente de navios; mas faltavam-lhe marinheiros e remadores. Entretanto, para obtê-los das cidades, em vez de agir com habilidade e brandura, passou a tratá-las com excessivo rigor, constrangendo seus moradores e cas¬tigando com severidade os que não obedeciam às suas ordens. Ele não agira desse modo ao chegar; soubera então, melhor do que ninguém, conquistar a boa vontade de toda gente, dirigindío palavras cativantes a todos, mostrando-se confiante e não molestando ninguém. Porém, transformando-se, subitamente, de príncipe popular em tirano violento, ele adquiriu, em consequência de sua severidade, a reputação de homem ingrato e pérfido. Entretanto, por mais descontentes que estivessem, eles cediam à necessidade e lhe forneciam tudo aquilo que deles era exigido. Em 276 a.C., o comportamento despótico de Pirro começou a fazer com que a população se descontentasse com o rei. Ainda que Pirro continuasse a levar de vencida as guarnições Cartaginesas, acabou por ter de abandonar a Sicília, regressando à Itália. Regresso à Itália e à Grécia 37


Quando regressou, travou uma batalha inconclusiva em Beneventum (275 a.C.), na Itália do Sul. Desta vez, não se tratou de uma vitória pírrica sequer. Pirro abandonou a campanha em Itália e regressou ao Épiro. Apesar da sua campanha no ocidente ter desbastado grande parte do seu exército e da sua riqueza, Pirro lançou-se à guerra: atacou o rei Antígono II, vencendo-o facilmente, e apossou-se do trono Macedónio. Em 272 a.C., Cleónimo, um Espartano de sangue real, mas odiado em Esparta, pediu a Pirro que atacasse a cidade e o pusesse no poder. Pirro concordou com o plano, mas tencionava ficar com o controlo do Peloponeso para si mesmo. Inesperadamente, Esparta ofereceu resistência que abalou a sua tentativa de assalto. Logo a seguir, surgiu a oportunidade a Pirro de intervir numa disputa cívica em Argos. Entrando na cidade com o seu exército às escondidas, Pirro acabou por ser apanhado numa confusa batalha mesmo nas ruas estreitas da cidade. Durante a confusão, uma velha que observava do telhado atirou uma telha em Pirro, que caiu atordoado, permitindo que um soldado Argivo o matasse (algumas fontes dizem que Pirro foi envenenado por um servo). Conclusão Por ter sido um homem impressionantemente belicoso e um líder infatigável, embora não tivesse sido um rei propriamente sábio, Pirro foi considerado um dos melhores generais militares do seu tempo. Aníbal considerou-o o segundo melhor, a seguir a Alexandre Magno. Pirro era também conhecido por ser muito benevolente. Como general, as maiores fraquezas políticas de Pirro eram a falta de concentração e apetência para esbanjar dinheiro (grande parte dos seus soldados eram dispendiosos mercenários). O seu nome tornou-se famoso pela expressão "Vitória Pírrica", quando da vitória na Batalha de Ásculo. Quando lhe deram os parabéns pela vitória conseguida a custo, diz-se que respondeu com estas palavras: "Mais uma vitória como esta, e estou perdido." Pirro escreveu ainda Memórias e vários livros sobre a arte da guerra. Os escritos perderam-se, mas sabe-se que foram usados por Aníbal e elogiados por Cícero.

Capítulo 6

A FÉ BAHAI (não é isso que está sendo proposto) BAHAI – BAHÁI – BAHÁ'Í – BAHA'Ï Fé Bahá'í – Fé Baha'ï A Fé Bahá'í (bahaísmo) é uma fé mundial com suas próprias leis e escrituras sagradas, fundada por Bahá'u'lláh, na antiga Pérsia, atual Irã, em 1844. Bahá'u'lláh – título de Mirzá Husayn Ali (1817-1892), significa "Glória de Deus". Seus seguidores são conhecidos como bahá'ís. Sendo bahá (‫ )ءاهب‬um termo árabe que significa "Glória" ou "Esplendor". De acordo com os ensinamentos bahá'ís, todas as religiões são provenientes da Vontade de um único Deus. Sua revelação é portanto progressiva, ou seja, em cada época Deus envia seus Manifestantes para educar a humanidade segundo o desenvolvimento espiritual de cada período. Os bahá'is entendem que a história humana foi, por muito tempo, apenas a narração dos acontecimentos de reinos, povos, nações, religiões e idelogias, e que a História da Humanidade, como um todo, começa com a mensagem de Bahá'u'lláh.

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O conceito da humanidade como uma única raça e a construção de uma civilização global que respeite a unidade na diversidade é a essência da Fé Bahai. Apesar de ser mundial, a Fé Bahá'í não possui dogmas, rituais, clero ou sacerdócio. Todos os Templos têm 9 portas de entrada... Veja o significado do número 9! Templos da Fé Bahai no mundo: 1 - Santuário do Báb no Monte Carmelo, em Haifa – Israel. Também conhecido por Casa Universal de Justiça, pois é o corpo administrativo da comunidade internacional bahá'í, com o Mausoléu de Báb (1819-1850), o Profeta-Precursor de Bahá'u'lláh. 2 - Santuário de Bahá´u´lláh em Akká – Israel 3 - Templo Bahá´í – Alemanha 4 - Templo Bahá´í em Sidney – Austrália 5 - Templo Lótus Bahá´í em Nova Délhi – Índia (flor de lótus) 6 - Templo Bahá´í – Panamá 7 - Templo Bahá´í – Samoa 8 - Templo Bahá´í em Entebbe – Uganda (cidade onde passa a Linha do Equador, próxima à capital Campala) 9 - Templo Bahá´í – Estados Unidos

Emissões Filatélicas Série de 3 valores emitida por Cingapura em 15/01/1999 (Scott: 886/888, Stanley Gibbons: 975-977): "Inter-Religious Organization of Singapore" (Unidade na Diversidade) Aniversário de 50 Anos (1949-1999). Os selos relacionam nomes das 9 maiores religiões do mundo: Hindu, Jewish, Zoroastrian, Buddhist, Taoist, Christian, Muslim, Sikh e Bahá'í.

Carimbo Comemorativo brasileiro, emitido em 29/05/1992: Centenário da Ascenção de Bahá'u'lláh (1892-1992) que mostra o símbolo bahai. Nota: no mesmo ano, em 25/11/1992, os Estados Unidos emitiram um carimbo comemorativo, pois ocorreu em Nova Iorque, o Congresso Mundial Bahai (The Baha'i World Congress in New York).

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Selo emitido pelo Congo em janeiro de 2007: "Dia Mundial da Religião". O selo, com valor facial de 120 Francos, mostra um globo rodeado por símbolos de 11 religiões. A frase no topo diz, em francês, "Deus é a origem de todas as religiões" (God is the source of all religions). Os símbolos (no topo da esquerda para à direita): Fé Bahá'í (símbolo com 9 pontas e o globo no centro), ? (segundo desenho), Islamismo (meia-lua e estrela), Catolicismo (cruz), Hinduísmo (mão), ? (roda), Budismo? (Yin e Yang), ? (toxa), Judaísmo (estrela de seis pontas ou Estrela de Davi), Hinduísmo (mantra) e ?

Abaixo (lado esquerdo), série de 4 selos sobre orquídeas emitida pela Guiana em 29/05/1992, remarcados com sobretaxas e a sobrecarga: "BAHA'I HOLY YEAR 1992"... Do lado direito, também da Guiana, emitido anteriormente em 13/10/1987, selo remarcado com a sobrecarga: "BAHAI'S OF GUYANA 50TH ANNIVERSARY" – Aniversário de 50 Anos dos Baha'is na Guiana (portanto, chegaram em 1937).

Abaixo (lado esquerdo), selo emitido por Grenada em 07/04/1993 (Scott: 2193, Stanley Gibbons: 2499): "Aniversário de 100 Anos da Fé Baha'i". O selo mostra o Templo da Fé Bahá'í em Haifa – Israel. Do lado direito, série de 3 valores emitida pelas Ilhas Salomão em 21/03/2005: "Aniversário de 50 Anos da Fé Bahá'í nas Ilhas (1954-2004)"... 40


Se-tenant emitido pela Índia em 25/06/1991 (Scott: 1364, Stanley Gibbons: 1456/1457): "New Delhi Diamond Jubilee Anniversary". O selo do lado direito mostra o Templo Lótus da Fé Bahá'í, localizado em Nova Délhi, na Índia.

Envelope de Primeiro Dia (FDC) emitido pela Índia em 31/12/1999: "Milênio – Monastério Tabo" (Tabo Monastery - Respect for all Religions), que simboliza a Unidade na Diversidade da civilização e cultura hindu, respeitando todas as religiões. Os selos não são relacionados a Fé Baha'i, eles marcam os 1000 anos do Monastério Tabo. Mas o FDC mostra o Templo Lótus Bahá'í (Baha'i Lotus Temple), em Nova Délhi.

Série de 3 selos emitida por Israel em 19/02/1969 (Scott: 378/380): "Portos de Israel". Os selos (impressos em folhas com 16 selos cada, com margem decoradas) mostram: Porto de Ashood, Porto de Haifa e Porto de Elat. Abaixo, um deles (Scott: 380) com detalhe ampliado ao lado que mostra o Santuário do Báb (no centro do selo), localizado no Monte Carmelo, em Haifa - Israel.

O selo (lado esquerdo) "Haifa" foi emitido em 07/11/1972 (Scott: 474, Stanley Gibbons: 510) e compreende a série "Israel Landscapes", emitida entre 1971 a 1975. A série mostra também outros 2 selos: Akka (0,88) e Aqueduto de Akka (1,10). Todos foram impressos em folhas com 15 selos, com margem decorativa.

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Folhinha emitida por Israel em 1983 que mostra vários sítios do país, cujo selo "HAIFA" (ampliado ao lado) mostra o Santuário Bahá'í, "Bahai Shrine".

FDC do selo emitido por Israel em 16/02/1993 (Scott: 1157): "The Baha'i World Centre in Haifa". O carimbo comemorativo mostra o símbolo da comunidade: estrela com 9 pontas e o globo no centro que simboliza a Unidade na Diversidade.

Abaixo, ambos os selos foram emitidos por Israel... Do lado esquerdo: "Haifa Turismo" que mostra o o Santuário Bahá'í... Do lado direito, datado de 23/05/2001 (Scott: 1443), com valor facial de NIS 3,00, ele mostra os Jardins Terraços do Templo Bahá'í Báb, em Haifa. Parece que um bloco, impresso em 7 idiomas, foi emitido exclusivamente pelo "Baha'i World Centre"...

Série de 4 valores emitida pelo Panamá (Scott: 634/637) em 21/10/1983: "Liberdade de Cultos". Os selos mostram: Mesquita (3c), Templo da Fé Bahá'í (5c), Igreja de São Francisco (6c) e Sinagoga (17c). Abaixo, um dos selos da série (Scott: 635) aposto sobre o Máximo Postal oficial que mostra o Templo da Fé Bahá'í, no Panamá. Nota: Existe um carimbo e um envelope comemorativo emitidos em 09/07/1992: "Vigésimo Aniversário da Inauguração da Casa de Adoração Baha'i".

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Série de 4 valores emitida por Samoa em 14/11/1988 (Scott: 747/750, Stanley Gibbons: 813/816): "Christmas 1988" (Igrejas de Samoa - Natal 1988). A série também foi emitida em bloco. Abaixo, um dos selos que mostra o Templo da Fé Bahá'í em Samoa.

Abaixo, selo emitido pelo Sri Lanka em 20/01/1985 (Scott: 742, Stanley Gibbons: 881): "World Religion Day", Dia Mundial da Religião (21 de Janeiro) que mostra símbolos de 8 religiões: Cristianismo (cruz), Fé Bahai (flor estilizada lilás), Islamismo (meia-lua e estrela), Judaísmo (estrela de seis pontas ou Estrela de Davi)... (suástica – antigo símbolo usado na Índia)...

Série de 5 valores emitida por Trinidade & Tobago em 21/04/1992 (Scott: 544/548): "Religiões". Os selos mostram: Fé Bahai (símbolos? e duas estrelas), Islamismo (torre de Mesquita, meia-lua e estrela ), Cruz, Batismo? e um dos símbolos do Hinduísmo...

Comunidade Bahá’í do Brasil Caixa Postal: 7035 – CEP: 71619-970, Brasília (DF) Tel: (61) 3364-3594 – http://www.bahai.org.br/ Endereço da Comunidade Bahá´í de São Paulo Rua Cônego Eugênio Leite, 350 – Jd. Paulistano (próximo ao cruzamento da Av. Rebouças x Av. Brasil) Telefone: (11) 3085-4628 Festa de Unidade (todo 1º domingo de cada mês): Palestras com temas diversos sob o ponto de vista da Fé Bahá´í. Reunião de Amigos (todo 2º domingo de cada mês): Perguntas e respostas sobre a Fé Bahá´í. Fonte: Bahá'í Philately Home – http://www.bahailibrary.com/stamps/index.html (by Tooraj Enayati: tooraj@isc.com.au) 43


OPINIÕES FAMOSAS SOBRE A FÉ BAHAÍ PRIMEIRA PARTE LEON TOLSTOI, ESCRITOR E FILÓSOFO RUSSO Os ensinamentos de Bahá’u’lláh nos apresentam, agora, a forma mais elevada e pura do ensinamento religioso. Nós desperdiçamos nossas vidas tentando desvendar os mistérios do universo, mas havia um prisioneiro do governo turco, Bahá’u’lláh, em ‘Akká, Palestina, que possuía a chave. Conheci os bahá’ís durante muito tempo e sempre me interessaram seus ensinamentos. Portanto, simpatizo com os ensinamentos bahá’ís de todo o meu coração, já que ensinam a fraternidade, a equanimidade e o sacrifício da vida material em favor do serviço de Deus. AUGUSTO FOREL, CIENTISTA E PSIQUIATRA SUÍÇO Em 1920, conheci em Karlsruhe a religião mundial não confessional dos bahá’ís, fundada no Oriente há setenta anos por um persa, Bahá’u’lláh. Esta é a verdadeira religião do "Bem-Estar Social", sem dogmas ou sacerdotes, unindo a todos os homens deste nosso pequeno globo terrestre. Eu me tornei bahá’í. Que esta religião viva e prospere para o bem da humanidade. Este é o meu mais ardente desejo... Com toda segurança, chegará um dia em que haverá um estado mundial, um idioma universal e uma religião universal. O Movimento Bahá’í pela unidade da humanidade é, em meu apreço, o maior movimento hoje em dia que está trabalhando para a paz universal e fraternidade. RAINHA MARIA DA ROMÊNIA O ensinamento bahá’í traz paz à alma e esperança ao coração... É como um amplo abraço que reune a todos os que buscaram, durante muito tempo, palavras de esperança. Aceita todos os Profetas anteriores, não destrói nenhum credo e deixa todas as portas abertas. Entristecida pela contenda contínua entre os crentes de muitas religiões e aborrecida pela intolerância de uns para com os outros, descobri nos ensinamentos bahá’ís o verdadeiro espírito de Cristo, que é tão amiúde negado e mal compreendido. A unidade em vez da dissenção, a esperança em vez da condenação, o amor em vez do ódio e uma grande confiança renovada para todos os homens. Hoje, mais do que nunca, quando o mundo se defronta com uma crise de confusão e intranqüilidade, temos que nos manter firmes na fé e buscar aquilo que une, em vez do que divide. Para aqueles que buscam a luz, os ensinamentos bahá’ís oferecem uma estrela que os guiará para a compreensão mais profunda, dando-lhes a certeza da paz e boa vontade para com todos os homens. ARNOLD J. TOYNBEE, HISTORIADOR Minha opinião é que (1) a Fé Bahá’í é, sem dúvida alguma, uma religião; (2) a Fé Bahá’í é uma religião independente, a par com o Islamismo, o Cristianismo e outras religiões mundiais. A Fé Bahá’í não é uma seita derivada de alguma outra religião; é uma religião independente e tem a mesma posição que as demais religiões conhecidas. Esta opinião se baseia tanto no estudo como em meu conhecimento pessoal dos bahá’ís. 44


BENJAMIN JOWETT, UNIVERSIDADE DE BALLIOL, OXFORD Este Movimento Bahá’í é a maior luz que apareceu no mundo desde o tempo de Jesus Cristo. Devem observá-lo e nunca perdê-lo de vista. É demasiado grande e está demasiadamente próximo para que esta geração o compreenda. Somente o futuro poderá revelar sua importância." EDUARDO BENES, EX-PRESIDENTE DA TCHECOSLOVÁQUIA O Ensinamento Bahá’í é uma das forças espirituais absolutamente necessárias nestes momentos, para por em primeiro plano o espírito, nesta batalha contra as forças materiais... É um dos grandes instrumentos para a vitória final do espírito e da humanidade. Estou mais convencido do que nunca que com o aumento da crise moral e política do mundo, devemos ter maior coordenação internacional. Faz-se necessária uma Fé, como a Causa Bahá’í, que pavimente o caminho para uma organização universal de paz. ÉRICO VERÍSSIMO, ESCRITOR Gostaria de caminhar sem pressa por suas ruas (de Haifa) e subir um dia, à hora do poente, os degraus de mármore que, por entre solenes ciprestes, me levariam até à porta do Templo Bahá’í... e talvez à salvação espiritual. EDWARD G. BROWNE, PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE CAMBRIDGE Não me foi preciso perguntar em cuja presença estava, enquanto me curvei diante Daquele que é objeto de uma devoção e um amor que os reis poderiam invejar e os imperadores almejar em vão! Uma voz cheia de dignidade e doçura convidou-me a sentar e prosseguiu: ‘Louvado seja Deus por teres atingido... Vieste ver um prisioneiro e exilado... Só desejamos o bem do mundo e a felicidade das nações; não obstante, nos consideram provocadores de luta e sedição, dignos de cativeiro e exílio... Que todas as nações se unam em uma mesma fé e todos os homens sejam fortalecidos; que cesse a diversidade de religião, e as diferenças de raças sejam anuladas - que mal há nisso?... E assim há de ser: essas lutas infrutíferas, essas guerras arruinadoras, hão de passar e a Paz Máxima há de vir... Vós na Europa não precisais disso também? Não foi o que Cristo predisse?... Vemos, entretanto, vossos reis e governantes gastarem os tesouros mais livremente com os meios da destruição da humanidade do que com aquilo que lhes pudesse proporcionar felicidade... Essas lutas, carnificinas e discórdias devem cessar, e todos os homens ser como uma família... Que o homem não se vanglorie pelo amor à pátria e sim pelo amor à sua espécie...’ Se não me falha a memória, foram estas as palavras que além de muitas outras, ouvi de Bahá’u’lláh. Que aqueles que as lêem julguem por si mesmos se o propagador de tal doutrina merece morte e encarceramento, e se é mais provável que o mundo ganhe ou perca com a sua difusão." MAHATMA GANDHI A Fé Bahá’í é um consolo para a humanidade... HELLEN KELLER, EDUCADORA E ESCRITORA CEGA, SURDA E MUDA 45


A filosofia de Bahá’u’lláh merece a melhor atenção que nós lhe possamos prestar... Que tema mais nobre do que o bem do mundo e a felicidade das nações para ocupar nossas vidas? A mensagem da paz universal há seguramente de prevalecer. É inútil opor-se a uma idéia que contém a potência de criar uma nova terra e um novo céu, e de animar os seres humanos com uma santa paixão por servir." T. K. CHEYNE, ESCRITOR E PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE OXFORD Eu deveria expressar minha própria adesão ao líder bahá’í em termos mais brilhantes. Se existiu algum profeta nos últimos tempos, é para Bahá’u’lláh que nos devemos voltar. O Caráter é o juiz final. Bahá’u’lláh foi um homem da mais alta classe - aquela dos profetas. CHARLES BALDOUIN, ESCRITOR Escreve referindo-se aos ensinamentos de Bahá’u’lláh como sendo "um código de ética dominado pela lei do amor ensinada por Jesus e por todos os profetas. Nos mil e um detalhes da vida prática, esta lei está sujeita a diversas interpretações. A de Bahá’u’lláh é inegavelmente uma das mais compreensivas de todas, uma das mais elevadas, uma das mais satisfatórias para a mentalidade moderna..." DR. GLENN SCHOCK, CIENTISTA E DIR. DO DEPTO. DE FÍSICA DO COLÉGIO WHEATON, EUA Cientista e Diretor do Departamento de Física do Colégio Wheaton, EUA Aqui está um poderoso rio do conhecimento. Dirige-se tanto ao cientista quanto ao leigo. Os ensinamentos de Bahá’u’lláh respondem ao desafio de nossa época frente a frente e oferecem soluções positivas e razoáveis. Tem sido uma valiosa descoberta para mim, como indivíduo. SIR HERBERT SAMUEL, ALTO COMISSÁRIO DA PALESTINA SOB O MANDATO BRITÂNICO Os bahá’ís são geralmente considerados como valiosos elementos na população, inteligentes, ordeiros, bem-educados, e acima de tudo, dignos de confiança. Como funcionários públicos ou como comerciantes, são muito estimados por serem livres de corrupção... pessoas de boa conduta, corteses para com o próximo. A Fé Bahá’í provoca o respeito e a boa vontade de seus vizinhos. J. TYSSUL DAVIS, ESCRITOR A Religião Bahá’í impôs-se porque satisfaz as necessidades de seu dia. Adaptase ao vasto panorama de nosso tempo melhor que as antigas fés, rígidas e exclusivas... Aceita todas as grandes religiões como verdadeiras e suas escrituras como inspiradas... Seu ideal ético é muito elevado. O que impressiona o estudioso não é tanto a parte ética ou filosófica... mas a extraordinária reação que seu ideal despertou num tão grande número de pessoas, a influência poderosa que seu padrão de vida exerce sobre a conduta humana... Podemos dirigir a essa jovem religião uma mensagem de boas vindas completas. Não podemos deixar de reconhecer em sua atividade uma outra prova, um testemunho vivo em nossos dias, do trabalho do infatigável espírito de Deus nos corações dos homens...(Do seu livro "A League of 46


Religions") GEORGE TOWNSHEND, ESCRITOR, EX-CÔNEGO DA CATEDRAL DE ST. PATRICK, DUBLIN E ARQUIDIÁCONO DE CLONFERT A mais eloqüente prova de ser Profeta que alguém pode exibir, é a sua própria pessoa e a eficácia de Seu Verbo. Bahá’u’lláh reacendeu as chamas da fé e da felicidade no coração dos homens. Seu saber era inato e espontâneo, não adquirido em qualquer escola. A ninguém foi possível refutar ou resistir à sua sabedoria, e mesmo os Seus mais arraigados inimigos admitiam Sua grandeza. Todas as perfeições humanas foram Nele encarnadas. Sua força era infinita. Penas e sofrimentos só serviram para tornar mais sólidas Sua decisão e fortaleza. Como um médico divino, Ele diagnosticou o mal da época e prescreveu o remédio. Seus ensinamentos foram de âmbito universal e iluminaram toda a humanidade. GIBRAN KHALIL GIBRAN, POETA, ESCRITOR E PINTOR LIBANÊS Referindo-se ao filho mais velho de Bahá’u’lláh, ‘Abdu’l-Bahá disse: "Pela primeira vez vi uma forma suficientemente nobre para ser o recipiente do Espírito Santo." "Às 9 horas o desenho ficou pronto e o nobre ‘Abdu’l-Bahá" - O Exemplo Perfeito da Vida Bahá’í - "sorriu..." Em seguida ‘Abdu’l-Bahá disseme em árabe: ‘Aqueles que trabalham com o Espírito trabalham bem. Você tem dentro de sí o poder de Alá.’ Em seguida citou Maomé: ‘Os profetas e os poetas vêem com a luz de Deus’, e tornou a sorrir. Em seu sorriso havia o mistério da Assíria, da Arábia e da Pérsia... Os seguidores de ‘Abdu’l-Bahá gostaram do desenho porque é um verdadeiro retrato de seu Mestre. Eu gosto dele porque é uma verdadeira expressão do meu melhor eu! É tão bom quanto o de Rodin; talvez, de certa forma, seja até melhor!" Parte 2 TEXTOS DE INSPIRAÇÃO NA FÉ BAHAI OPINIÕES FAMOSAS SOBRE O MOVIMENTO BAHAÍ - 1 OPINIÕES FAMOSAS SOBRE O MOVIMENTO BAHAÍ - 2 PENSAMENTOS DE BAHÁ'U'LLÁH - 1 PENSAMENTOS DE BAHÁ'U'LLÁH - 2 AUTOBIOGRAFIA DE BAHÁ'U'LLÁH UMA BIOGRAFIA DE BAHÁ'U'LLÁH CURIOSIDADES, EPISÓDIOS E INFORMAÇÕES CRONOLOGIA E PALAVRAS DE SABEDORIA O PLANO DE QUATRO ANOS - 1 O PLANO DE QUATRO ANOS - 2 O PLANO DE QUATRO ANOS - 3 COMPREENDENDO O HOJE, SOLUCIONANDO O AMANHÃ A RENOVAÇÃO DO PENSAMENTO HUMANO E O DIREITO - 1 A RENOVAÇÃO DO PENSAMENTO HUMANO E O DIREITO - 2 EDUCAÇÃO PARA OS DIREITOS HUMANOS PONTO DE VISTA BAHAI SOBRE AS DROGAS MODELO ATUAL DE EDUCAÇÃO PARA NOSSOS FILHOS - 1 MODELO ATUAL DE EDUCAÇÃO PARA NOSSOS FILHOS - 2 GLOSSÁRIO DE TERMOS ORIENTAIS E BIBLIOGRAFIA OS TEXTOS DE IRADJI ROBERTO EGHRARI 47


A PAZ INTERIOR - 1 A PAZ INTERIOR - 2 NÓS E O FINAL DO MILÊNIO - 1 NÓS E O FINAL DO MILÊNIO - 2 O DIA DE DEUS - 1 O DIA DE DEUS - 2 CURSO GRATUITO - PRIMEIRA PARTE LIÇÃO 1 LIÇÃO 2 LIÇÃO 3 LIÇÃO 4 LIÇÃO 5 LIÇÃO 6 LIÇÃO 7 APÊNDICE POESIAS DE INSPIRAÇÃO BAHAI 1 2 3 4 5 FONTE DO TEXTO http://www.bahai.org.br

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terrai  

peço uma forma de unir todas as religiões da Terra