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100 Cavalos Puxando 1 1. Um na Grande Mesa 2. Explor/ação 3. Energia 4. Distribuição da Energia 5. Trem de Ondas das Sobrevivências - TOS 6. Loucomotivos do Trem 7. Fome 8. Famintos Vitória, segunda-feira, 16 de junho de 2008. José Augusto Gava.

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Capítulo 1 Um na Grande Mesa Gabriel e eu, conversando, chegamos à conclusão de que contando um ocupante (onde deveriam ir cinco, na relação de 5/5; na realidade a média é de 1,4/5,0) por veículo e rendimento mecânico de 5 % (1/20) teremos 1/5 x 1/20 = 1/100 ou 1 % de aproveitamento, daí o título: seria como uma grande mesa para 100 lugares onde só estivesse sentada uma pessoa. As escolhas foram péssimas. Nós mesmos não temos carro, mas precisamos ter, porque o planejamento foi tão horrível que não há alternativa. De fato, dizem que todo operário ganhando mais de 700 reais pode ter acesso a um veículo usado; nós, que ganhamos 11 vezes isso líquido, mais ainda, não fizemos questão até agoraqui. Os planejadores empurraram e foram empurrados pelas invenções e a sofreguidão para esse tipo de solução esbanjadora. Muitas coisas interferiram: nossas vidas curtas, o desejo imperativo de “gozar a vida”, o isolamento, a falta de inteligência, os governos ímpios, o comodismo, o descaso com o próximo e segue: uma quantidade incrível de motivos configurou o mundo tal como ele se nos apresenta. Como podemos dizer que “foram os outros”? De fato, nossos desejos também levam a isso, somam-se micrometricamente ao conjunto dos outros: se me alimento de carne isso leva micrometricamente à estatística da necessidade de matança dos animais. Se consumirmos trigo transgênico, esse acréscimo infinitesimal autoriza os laboratórios a continuarem nessa linha de pesquisa & desenvolvimento. Como faremos para evitar tragédias? Ao comprar um carro, mesmo tendo desprezo pelo desperdício nessa base de 99 de potência para 1 de aproveitamento, estarei financiando as empresas montadoras que continuam seguindo tal trilha de morte. Como faremos para diminuir esse choque entre o pessoal e o ambiental? PESSOAMBIENTAL a) VONTADES PESSOAIS: a.1. dos indivíduos; a.2. das famílias; a.3. dos grupos; a.4. das empresas; b) RESPOSTAS AMBIENTAIS: b.1. das cidades/municípios; b.2. dos estados; b.3. das nações; b.4. do mundo. Como o indivíduo, que é 1 em 6.500.000.000 pode fazer diferença? Como as nossas crenças “do bem” podem modificar o mundo tão vasto e tão maior do que nós? 2


Supostamente existem 700 milhões de automóveis no mundo e a grande maioria, talvez 99 % vão virar sucata nos próximos 40 anos, se não for achado o que denominei “petróleo-G” (que na Rede Cognata = SANTO-GRAAL = PONTO-G e segue). Seria de esperar que, sendo a família típica de quatro indivíduos, tal quantidade de automóveis acomodasse e transportasse pelo menos 2.800 milhões de indivíduos, mas a realidade é que muitos têm dois, três, quatro ou mais carros. Até no bairro onde moramos, Morada de Camburi, Vitória, quando saio a passear com Silas vejo dois ou três carros nas garagens das redondezas, sem falar nos que ficam nas ruas, não se podendo dizer de quem são. Carro do marido, da esposa, do filho, da filha, da empregada e de não sei mais quem. E todos eles e elas duques e duquesas cheios de pompa, de orgulho inexcedível. Para mudar, para consertar é preciso que cada um de nós e todos se desvistam do orgulho, mas tal não vai acontecer com base na boa vontade e no amor ao próximo, na consciência da proteção da Natureza, no respeito pela Terra. Vai acontecer nessa crise que se está montando agora, que foi montada antes. Vai ser na base da porrada, do choque, do susto. Pois no espaço de apenas uma geração dormiremos com um bilhão de carros e acordaremos com alguns milhões a serem usados exclusivamente pelos serviços de socorro, pelos militares e alguns representantes privilegiados da Lei.

Capítulo 2 Explor/ação Explor/ação, o ato permanente de explorar. Antes de começar tão afincadamente nesse caminho da barbaridade, que é o carro, em termos de orgulho atribuído a cada um e a cada família, e a tudo o mais, eu também era a favor, pensava em ter um, queria “de todo modo”, embora não tivesse mesmo feito o esforço. Agora olho e vejo como somos atrozes, cruéis conosco mesmo e com a Terra, com o bioma da Terra, com a nossa coletividade aspirante a futuro. Vendo em vista transparente, em minha mente, um ser humano sozinho dentro do automóvel, tendo em volta aquela enorme massa de metal sendo conduzida pelas ruas e pelas ladeiras à custa de grande energia vinda do petróleo, vejo o abuso que é consumir o petróleo desse jeito. Podemos pensar que 60 ou 70 kg das mulheres e 80 ou 90 kg dos homens está levando junto 800 ou 1.500 kg dos carros, com o favor dos motores à explosão, colocando sempre mais agudamente o falso problema de arranjar ainda mais petróleo, depois de termos consumido todo o que já conseguiram achar em 150 anos até agoraqui e mais 50 de lambuja até 2040 ou 2050: NO LIMITE 200 anos, sem mais tardar, sem contar o que chamei de “petróleo G”, que eu mesmo apontei. Dois séculos desde a descoberta do primeiro poço nos EUA. 3


Nós crescemos rápido demais, como crianças mimadas pelos recursos de Mamãe Natureza e o tutelamento de Papai Deus. Tudo excessivo, tudo demais. Eu mesmo, portador dessa atual consciência, já propus que os governantes passassem a produção nacional de 1,0 para 5,0 milhões de veículos/ano, para atender os que não tinham, para ampliar as estradas por esse Brasil afora; para a indústria, comércio, bancos, serviços envolvidos com a fabricação - por seu imenso poder de arrastamento econômico – dilatar ainda mais a produção e as posses nacionais. Também fiquei fascinado: era só fazer a multiplicação! Se um dá tanto, cinco vezes isso dá exponencialmente mais, é uma felicidade só. Riqueza para todos, socialismo, atendimentos dos médios, pobres e miseráveis num nível muito mais elevado, como o dos americanos. Ah, mas a coisa não é assim! Acredito mais que nunca que o Clube de Roma e seus Limites do Crescimento estão fundamentalmente errados, mas quanto ao gênero de expansão exterior é preciso sem dúvida alguma mudar. Passar - nesta que se configura a adolescência da humanidade - do quantitativo da infância ao qualitativo da idade adulta e mais produtiva. Até então, na infância, estávamos sendo alimentados por papai e mamãe, mas agora temos de achar nosso próprio emprego, encaixar-nos no universo, tornarmo-nos universalmente responsáveis, respondermos por nossos erros. Precisamos rever nossos caminhos. Aprender a crescer para dentro. Desarmar o crescimento quantitativo da humanidade, inclusive o exponencial do número de pessoas e dar aos bilhões que restarem maior chance de ver tudo e todos, de usufruir, de engrandecer-se e notar toda a imensidão de i, Natureza-Deus, e de subsistir por milênios. Evidentemente, nós nos exploramos uns aos outros, mas existem boas e más explorações. As que temos feito tanto produziram boas obras quanto ruins durante as opressões dos patrícios no escravismo, dos nobres no feudalismo e dos burgueses no capitalismo. Em particular, a ganância extrema posta em prática nos mais recentes cinco séculos, depois do fim da tutela da Igreja, tanto nos libertou quanto nos aprisionou em novas formas de sujeição. Em vez de buscarmos os bons adjetivos, buscamos os ruins e estes preponderaram. Justiça, amor, bondade, dignidade, proximidade, tudo foi rejeitado em nome do distanciamento que estamos vivendo. Até os filósofos, indagadores por natureza, não se voltaram à busca dessa vida íntima e próxima que tanto bem nos teria feito. Tudo isso, em conjunto, nos levou ao esbanjamento de algo que ninguém sabe o que é e como fabricar, só sabe como acumular e gastar, a energia. Nós gastamos o capital da herança - que mamãe e papai levaram bilhões de anos para acumular - em porcarias, em divertimentos infantis.

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UM LEQUE DE OPÇÕES ENERGÉTICAS

ROSA DOS VENTOS DAS PRECAUÇÕES

Deveríamos ter, desde o início, pensado nisso, em garantir as opções, a variedade de opções, enquanto na realidade caímos mais uma vez na monocultura, na monoexploração. Acreditando-nos espertos à bessa demos uma de tolos perante o universo, acabamos mostrando quanto o orgulho pode nos enganar. Em termos de civilização nós mesmos nos condenamos a um fim prematuro, se não pudermos encontrar uma saída. Os bobocas da criação acreditando-se sábios. E TÃO SÁBIOS que nos chamamos sapiens-sapiens, sábios-sábios. Ah, quanta empáfia!

Capítulo 3 Energia Ninguém sabe mesmo o que é energia, nem de longe. Quando falamos de energia queremos dizer de sua conversão de umas formas em outras (com perda, devido às leis da termodinâmica), de seu armazenamento, de seu uso ou exploração e assim por diante. Quando dizem “produção de energia” é impropriedade, pois a energia não é propriamente produzida, ela é reunida sob determinadas formas preferenciais, digamos a eletricidade, mas ninguém produz mesmo eletricidade: os potenciais elétricos (estão sempre sendo reduzidos) estão na 5


Natureza desde os primórdios, desde o Big Bang (o Barulhão, como chamei) – quando “produzimos eletricidade” queremos dizer que, pó exemplo, transformamos potencial gravitacional em potencial elétrico. Veja, estamos ilhados dentro das quadras. MAPA URBANO (você pode pegar qualquer cidade e observar)

As cidades surgiram da sabedoria-ignorância, um misto horrível de sabedoria pessoal com ignorância coletiva, e o que vemos hoje são casas, isoladas em quadras, precisando de carros para vencer grandes distâncias, pois não planejamos para ter tudo ao alcance dos pés e das mãos, nada para irmos andando, tudo longe demais. Nada para distância de 5 minutos (andando 6 km/h, 5/60 corresponderia a 1/12; 6.000 m/12 minutos = 500 metros), nada calmo, nada sem sufoco, nada sem alvoroço e tensão, nada para a felicidade das gentes. A quem servimos? À infelicidade gulosa, porque tentando ser felizes, cada qual isoladamente, coletivamente nos conduzindo à opressão do próximo. O “direito de cada um à felicidade” leva a que meus excessos se constituam em embaraços alheios. E colocar isso tudo em leis todo o tempo não melhorou em nada a situação: existem agora milhões de leis, decretos, portarias, ordens de serviço (porque cada legislador ou executivo eleito sai fazendo as suas o tempo todo em qualquer carguinho de poder mínimo nas 200 ou 300 mil cidades do mundo, nos 4.000 estados, nas 200 nações segundo minha estimativa). Ninguém sabe ao certo quantas são, acho que ninguém se propôs ainda avaliar, nem os governos, mas essa é a ordem de grandeza. Há ruas/avenidas demais, estradas demais para baixas e altas velocidades e pouco espaço de convivência. Falando das novas praças psicológicas que sugeri nos textos dos 222 livros (propositalmente 11.111 artigos) depois do modelo, não temos convivência real. Não admira mesmo nada que tenhamos chegado a esse impasse da insegurança geral, mundial. 6


Estamos ilhados pelos automóveis, os caminhões, as motos e até as bicicletas. Não existem FOCOS DE CONVIVÊNCIA em que, justamente (nos dois sentidos) possamos conhecer o próximo, sentido-o realmente próximo: as pessoas ficaram distantes em virtude do modelo da sócioeconomia produtivorganizativa. Olhe mentalmente à sua volta em busca de lugares de encontro. Você não os descobrirá, até porque as pessoas raramente vão às praças para encontrar outras, exceto onde há jogos de damas e xadrez, de bocha e tais; e muito menos ainda para conversar com os desconhecidos, porque a estes lugares vão os velhos aposentados encontrar amigos de longa data. Diante da sua casa há uma rua perigosa para as crianças, e assim é diante de outras casas de 1.600 milhões de famílias em todo lugar do mundo (ou quase, sobraram as roças). E tudo porque privilegiaram demais os carros. Algo deve ser feito. Antes, quando eu via um carro com motorista sempre pensava em como tínhamos ido adiante em termos civilizatórios, porque embora atualmente grandemente dilatada a compreensão da engenharia mecânica dos automóveis e dos veículos em geral (são tantas fábricas e tantos povos que os sabem fazer), ainda é uma coisa belíssima e muito afinada, uma orquestra sinfônica tocando para os ouvidos certos. UM MOTOR AJUDA MUITA GENTE (se as mulheres fossem realmente espertas andariam com representações de motores penduradas nos pescoços ou nas orelhas ou nos braços ou onde fosse)

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Isoladamente, em termos de tecnologia “simples”, são as coisas mais bonitas que há na Terra e os professores deveriam mostrar e estudar em qualquer sala de aulas. O CAVALO DE AÇO DA TRIBO ATUAL DO CÃO-CAVALO (para nós, homens, são lindas, instrumentos de vencer distâncias e conquistar, tomar, trazer para a tribo e para as mulheres, proporcionar futuro; não é à toa que os jovens ficam enlouquecidos)

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É o sonho de consumo de todo homem, em razão do que está por trás: agradar as mulheres, conseguir que elas se abram. É um exército inteiro para um homem só: ir, conquistar, trazer os alimentos, cair nos braços das fêmeas. Mas hoje, quando vejo uma pessoa dirigindo, penso comigo: “eis um perdulário-social, um esbanjador miserável, um orgulhoso, um tirano destruidor da Natureza”. Fico assombrado com nossa impudicícia psicológica e biológica, nossa intolerância religiosa prática, para além das teorias de que amamos a Deus. Olho e vejo, agora que estou com 5.5 (um dos amigos diz assim, como se fosse motor de carro; até nisso somos admiradores deles) posso entender nossa imprudência, nossa incapacidade de ver mais longe, nossa impotência em termos de conseguir uma civilização realmente nobre e elevada! A MÚSICA DA RITA LEE (dedicada aos grandes e aos pequenos burgueses, e aos capitalistas, e em geral aos proprietários de veículos, exceto os que prestam serviços essenciais) Ovelha negra Rita Lee Levava uma vida sossegada Gostava de sombra 9


E água fresca Meu Deus! Quanto tempo eu passei Sem saber! Uh! Uh!... Foi quando meu pai Me disse: "Filha, você é a Ovelha Negra Da família" Agora é hora de você assumir Uh! Uh! E sumir!... Baby Baby Não adianta chamar Quando alguém está perdido Procurando se encontrar Baby Baby Não vale a pena esperar Oh! Não! Tire isso da cabeça Ponha o resto no lugar Ah! Ah! Ah! Ah! Tchu! Tchu! Tchu! Tchu! Não! Oh! Oh! Ah! Tchu! Tchu! Ah! Ah!... Levava uma vida sossegada Gostava de sombra E água fresca Meu Deus! Quanto tempo eu passei Sem saber! Han!! Han!... Foi quando meu pai Me disse: "Filha, você é a Ovelha Negra Da família" Agora é hora de você assumir Uh! Uh! E sumir!... Baby Baby Não adianta chamar Quando alguém está perdido Procurando se encontrar Baby Baby Não vale a pena esperar 10


Oh! Não! Tire isso da cabeça Ponha o resto no lugar Ah! Ah! Ah! Ah! Tchu! Tchu! Tchu! Tchu! Não! (Ovelha Negra da Família!) Tchu! Tchu! Tchu! Não! Vai sumir!... Nós, os filhos mimados atacamos nossa mãe Natureza e desgostamos nosso pai Deus. Que vexame! Nestes tempos posso olhar as pessoas passando cheias de pose em seus carros, como milhões de duques e duquesas cheios de arrogância, e ver como fomos longe em termos de falta de sensibilidade. Embora o livro tenha várias passagens das quais discordo, é importante ler Mauro F. P. Porto O Crepúsculo do Petróleo (Acabou-se a gasolina, salve-se quem puder!), Rio de Janeiro, Brasport, 2006. Você vai ficar assombrado e assustado. TRANSPORTE INDIVIDUAL (transporte aproximando-se da relação um/um, quer dizer, um peso transportado por um peso do objeto)

Se nós estivéssemos em pânico (como vamos estar) teríamos privilegiado as invenções poupadoras de energia. Nada melhor que o perigo para instilar consciência nas pessoas e nas comunidades. Teríamos investido em psicologias mais avançadas, como colocar as fábricas numa redondeza familiar, ou em desestimular a presença de tantas ruas, ou de qualquer modo evitar favorecer as corridas de Fórmula 1 (ou qualquer outra) ou Indianápolis. Teríamos sido conseqüentes.

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Capítulo 4 Distribuição da Energia Não apenas a distribuição da energia é desigual no universo, nos superaglomerados, nos aglomerados, nas galáxias, nas constelações, nos sistemas estelares como, para começar, o Sol também não manda a mesma quantidade de energia a todos os pontos da Terra, dado esta ser uma esfera. E há aquilo que ficou contido em nosso planeta. QUADRO DA DISTRIBUIÇÃO DA ENERGIA DO SOL NA TERRA TIPO PROVINDO DO/DA PERCENTUAL

Ademais, há a onipresente Curva do Sino. SINO PARA UNS E NÃO PARA OUTROS (em energia) MISERÁVEIS POBRES MÉDIO-ALTOS (curva real)

consumo

de

RICOS

Quanto ao conceito de “riqueza da distribuição” (isto é, de quem tem versus quem não têm, os pobres ou miseráveis em energia) temos de elucidar alguns assuntos. RIQUEZA PESSOAMBIENTAL (no grupo das PESSOAS vou escolher a família para apresentar o raciocínio, mas você pode ver as demais pessoas e os ambientes, fazendo os cálculos para eles) - riqueza familiar em energia, disponibilidade e consumo, conforme as classificações correntes (não são as do modelo): • de energia de combustíveis fósseis (quanta gasolina, óleo diesel, graxa, gasolina de aviação, gás e outros derivados do petróleo sua família consome anualmente, direta ou indiretamente); 12


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de energia elétrica; de energia geotérmica; energia das marés; energia eólica; energia hidráulica (geralmente convertida em energia elétrica; mas pode ser usada diretamente para mover moinhos); • energia nuclear; • energia renovável (por exemplo, o álcool é desse tipo); • energia solar. Seria preciso fazer as contas e comparar as famílias, inclusive o desperdício. Pois os carros atuais desperdiçam energia que é de todos e de cada um. Assim como os americanos comem demais (pagam por isso, claro, mas comem em excesso, depois fazem exercícios para eliminar o excesso, gastando fortunas em aparelhos de ginástica e em operações do coração, bem como outras doenças), todos que possuem carro (um, dois, três – vai piorando) são esbanjadores do patrimônio comum. Mais que isso. Devemos usar o modelo para interpretar corretamente. Embora seja impróprio falar de “energia biológica”, já que só existem mesmo os quatro (cinco) tipos físicos, podemos desconsiderar o pudor, pois seria complicado dizer “energia física de uso biológico” toda vez, dizendo “energia biológica”! entre aspas, pois isso não existe mesmo. Ou podemos dizer ebio (“energia biológica”), epsi (“energia psicológica”), einfo (“energia informacional) e assim por diante, criando novas palavras. AS ENERGIAS NUMA VISÃO LARGA REAIS (físico-químicas, vistas 1. ENERGIAS erradamente acima); 2. ENERGIAS EM USO (as demais): 2.1.ebio; 2.2.ep.2 (da segunda ponte); 2.3.epsi; 2.4.ep.3; 2.5.einfo; 2.6.ep.4; 2.7.ecosmo (“energia cosmológica”, de fora do sistema solar); 2.8.e.p.5; 2.9.edia (“energia dialógica”, de fora do cosmos, se é que existe); 2.10.ep.6. Deveríamos perguntar dessas também. Quais são as energias que sua família consome na alimentação, em termos de milhares de quilocalorias da Física ou em milhares de quilorias do conceito de alimentação? E as 13


energias psicológicas-p.3? As energias mentais que alimentem sua compreensão-de-mundo? Como você pode perceber, a distribuição é atualmente MUITO desigual, pois tanto a sua quanto a minha família não recebem distribuição igualitária. De modo nenhum! De fato, a desigualdade é muito profunda, larga, intensa em seu apossamento. Aqui a guerra é a mesma geral dos “de cima” contra os “de baixo”. Isso se repete imediatamente na questão dos carros, pois uns têm e outros não têm. Efetivamente, todo mundo que tem está sobre-usando do patrimônio comum passado, presente e futuro em relação aos que não possuem carro. Se o rendimento dos seus meios de transporte (a máquina humana, todavia alimentada pela ineficiência alimentar, que já é outra discussão; bicicleta; ônibus e outros meios mais econômicos) é maior, certamente você está sendo explorado (por quem tem um carro) ou super-explorado (por quem tem mais do que um). Alguém que tenha três carros (300/4) numa família teria um índice de 75; se o seu meio familiar de transporte tem eficiência de 3/2 ou 1,5 (x 4 da família = 6,0) isso significa que a relação entre a família dele e a sua é de 75/6 = 12,5, quer dizer, opressão energética de 12,5/1,0. CARRÕES VERSUS CARRINHOS 1) carrões (faça você a lista), classificação: por comprimento por potência por preço por velocidade por volume ... (outros critérios) PARADA PARA SÓCIO-REFLEXÃO Alguém pode realizar tais levantamentos? 2) carrinhos (as pessoas riem dos carrinhos, sentem-se ultrajadas, mas eles serão a salvação do mundo enquanto não reprogramamos tudo): Quase todos zombarem dos carros pequenos nos diz como somos os reis do esbanjamento.

Capítulo 5 Trem de Ondas das Sobrevivências (TOS) Chamemos de TOS, para abreviar e não ser preciso escrever tanto. Pois o TOS é um para cada horizonte informacional (TOS patrício na Idade Antiga, TOS nobre na Idade Média e na Idade Moderna, TOS burguês na Idade Contemporânea). Naturalmente que ele trafega em cinco velocidades diferentes, de primeiro a quinto mundo. Como sempre, nem é bom estar na velocidade extrema superior, máxima, que pode descarrilar o primeiro mundo (como está acontecendo sob nossos olhos), nem na 14


velocidade extrema inferior, mínima, que vai se arrastando no quinto mundo. Nas trocas de direção-sentido civilizatórias é melhor estar na média, 2º a 4º mundo – nem velocidade demais nem de menos. DÉBITO E CRÉDITO DA SOBREVIVÊNCIA (às vezes temos demais e às vezes temos de menos em termos de folgas civilizatórias, conforto quanto às chances de sobreviver)

Às vezes estamos com folga, às vezes com falta. Só que nunca paramos para fazer avaliações assim completas de nossas civilizações, de modo que só podemos dizer que talvez estejamos em falta ou em excesso; podemos intuir, mas não podemos ser taxativos a ponto de pedir desvio do precipício – não passam de opiniões melhores ou piores. Os governos nunca avaliaram os trens de ondas, a frente deles, por exemplo, a frente tecnocientífica em termos de possibilidades, exceto nessas épocas periclitantes de agora em que as avaliações começam timidamente.

Capítulo 6 Loucomotivos do Trem As locomotivas do trem-de-ondas (TDO) da produçãorganização (PO) mundial são os países de frente, do primeiro mundo (sendo eles cinco), os 20 % mais proeminentes, os que mais produzem e mais organizam dentro da PSICOLOGIA HUMANA (primeiras figuras PO, primeiros objetivos PO, primeiras produções PO, primeiras organizações PO, primeiros espaçotempos PO). Se forem 200 países no mundo, 200/5 = 40 estão na frente. 15


Se estivermos loucos, são os motivos deles que nos levam à loucura, são eles que são competentes numas coisas e incompetentes noutras; os “louco-motivos” são deles, os motivosobjetivos loucos são deles. Eles que não souberam a contento resolver os problemas. E quais são os motivos-objetivos deles? Seria preciso fazer uma lista bastante extensa. OS LOUCOMOTIVOS DO PRIMEIRO MUNDO (alguém deveria fazer a lista)

Quem (ou o grupo que) o conseguisse não teria perdido tempo, pelo contrário, teria retratado os caminhos e descaminhos dos primeiros, dos que estão na locomotiva do trem-de-ondas produtivorganizativo. Do ponto de vista da proximidade do caos e do precipício, que atitudes teriam colaborado mais para nos aproximar dessas situações de desespero? QUE NOS LEVOU À BORDA E QUANTO CONTRIBUIU PARA ISSO?

Fomos todos nós, com nosso zelo por nossa felicidade e dos que estão próximos, e com nosso desmazelo pela felicidade alheia e dos que lhes estão próximos. Veja A Gente-Umbigo e a Empurração. 16


Os motivos mais tolos nos trouxeram à beira do precipício. Aqui também seria preciso fazer um levantamento minucioso do que compramos repetido ou de supérfluo não apenas nos supermercados, mas também nas lojas; as dúzias e até centenas de roupas das mulheres, os perfumes, os cremes, todo aquele excesso. Os três mil pares de sapatos de Imelda Marcos e todas as excrescências. Deveriam fazer um Livro dos Recordes dos Desperdícios Mundiais (AMBIENTES: mundo, nações, estados, municípios-cidades; PESSOAS: empresas, grupos, famílias, indivíduos), especialmente os artistas, os cantores de rock e gente de todo calibre que esbanjou nossos recursos. Não é vingança, não é revanchismo, somos todos otários mesmo.

Capítulo 7 Fome Não são apenas os pobres e miseráveis que têm fome, todos temos; e a fome não é só de comida, pois como disse Jesus “nem só de pão vive o homem, mas também da palavra de Deus”. AS FOMES 1. materiais-corporais; 2. mentais-espirituais: 2.1. dos conhecimentos altos (dependem da razão e do pensamento): 2.1.1. Magia; 2.1.2. Teologia; 2.1.3. Filosofia; 2.1.4. Ciência; 2.1.5. Matemática alta; 2.2. dos conhecimentos baixos (dependem da emoção e do sentimento): 2.2.1. Arte; 2.2.2. Religião; 2.2.3. Ideologia; 2.2.4. Técnica; 2.2.5. Matemática baixa. Por exemplo, nós temos fome de Arte geral, das várias artes, que o modelo identificou até agora como sendo 22, segundo a classificação: ARTES DO CORPO 1. artes da visão (7: prosa, poesia, pintura, desenho, fotografia, dança, moda, etc.); 2. artes da audição (2: músicas, discursos, etc.); 3. artes do olfato (1: perfumaria, etc.); 4. artes do paladar (4: comidas, bebidas, pastas, temperos, etc.);

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5. artes do tato (8: arquiengenharia, urbanismo, paisagismo/jardinagem, decoração, esculturação, tapeçaria, cinema, teatro, etc.) Temos fomes mentais, relativas à alimentação de nosso programáquina mental, da auto-programação mental. Precisamos alimentar isso todo dia com informações e dados, com novas visões, com novidades constantes. Uns sentem mais e outros sentem menos fome, mas todos sentem. Eu, por exemplo, sinto muitas necessidades. Uns não ficam e outros ficam famintos.

Capítulo 8 Famintos Como essa fome será satisfeita? Como foi satisfeita através do tempo e do espaço? FOME MENTAL E CORPORAL DESDE OS PRIMÓRDIOS 1. na Idade Antiga, Antiguidade (até 476); 2. na Idade Média (de 476 a 1453); 3. na Idade Moderna (de 1453 a 1789); 4. na Idade Contemporânea (de 1789 a 1991); 5. na Idade Pós-Contemporânea (de 1991 para frente), conforme classifiquei. Até o aparecimento da Rede/Net (Internet, rede internacional) pouco acesso tínhamos, especialmente os pobres/miseráveis. Quem podia comprar entradas de teatro a 40 ou 50 reais? Quem poderia ir a um show que custa 25/375, 1/15 avos do salário mínimo? São dois dias de trabalho. Agora ainda é plenamente insatisfatório na Rede PORQUE os poderosos interesses das empresas não permitem o vazamento do conhecimento, mas mesmo assim já avançamos muito, pois existe gente abnegada deixando vazar uma fartura de coisas, digamos nestes sítios/sites: DE LIVROS (desses tirei 1.400 livros, com repetições, inclusive revistas da semana e livros que estão nas vitrines das livrarias) • PDL Projeto de Democratização da Leitura; • Viciados em Leitura; • Virtual Books; • Clube do Parente (cujo lema “caiu na rede já era” é muito engraçado); etc. DE TELEVISÕES • Megacubo e outros. DE FILMES • Mininova; etc. DE PROGRAMAS • Baixaki; • Superdownloads; etc. Existe uma quantidade que ninguém conseguiria ler, mesmo em português, quanto mais em inglês, língua na qual o 18


Google está escaneando e digitalizando TODOS os livros possíveis e imagináveis, prestes a causar o segundo choque de literalização (o primeiro foi o de Gutenberg: alemão, 1390 a 1468) ou liberalização, com quase todo o conhecimento disponível a quem conheça as línguas principais ou principalmente o inglês. E há também o Projeto Gutenberg, no qual se pode dispor de 25 mil livros libertos, pretendendo-se chegar a um milhão. Em 30 anos, uma geração, tudo estará completamente mudado em relação às nossas infâncias, 30 ou mais anos atrás. Temos a Wikipédia e o Google e poderosos buscadores novos surgindo a todo o momento. Quem tinha ouvido falar em tanta riqueza assim? Mas isso está mal-organizado. Existe muita produção, porém a organização é insípida, para dizer pouco. É canhestra, é tola, é boçal porque não pergunta quem está na outra ponta, no recebimento. Não vê a humanidade em ponto grande e alto. Em vez de estarmos correndo para aqui e para ali, poderíamos estar vivendo em comunidade, com proximidade e satisfação humana, se mudássemos nossos conceitos centrais de Civilização geral – isso economizaria horrores em termos de petróleo e energia, com as empresas sendo reorientadas e ganhando também naquelas direções e sentidos novos. Toda a nossa ânsia é que é responsável por nos movimentarmos: se pouco ou se muito, depende de nossas escolhas civilizatórias. Se convivêssemos mais, se nos amássemos uns aos outros como Jesus/Deus nos amou, teríamos ido mais longe e visto mais.Não precisaríamos percorrer como doidos tão longas distâncias e teríamos sido mais precavidos quanto a gastos supérfluos. Teríamos achado outras soluções sem os automóveis. Vitória, sábado, 28 de fevereiro de 2009. José Augusto Gava.

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ANEXOS DO CAPÍTULO 2 SÍTIOS DE ENERGIA (a classificação é muito ruim e não conclusiva, segundo o modelo)

Energia - O que é?

O que é a electricidade?

Produção de electricidade

Energia Geotérmica

Combustíveis Fósseis

Energia Hidráulica

Energia Nuclear

Energia das marés

Energia Solar

Energia Eólica

Sistema de condução eléctrica

Gás Natural

Energias não Conclusão renováveis Energia Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Transporte de energia

Um foguetão espacial possui uma grande quantidade de energia química (no combustível) pronta a ser utilizada enquanto espera 20


na rampa. Quando o combustível é queimado, esta energia é transformada em calor, uma forma de energia cinética. Os gases de escape produzidos impelem o foguetão para cima. Em geral, o conceito e uso da palavra energia se refere "ao potencial inato para executar trabalho ou realizar uma ação". A palavra é usada em vários contextos diferentes. O uso científico tem um significado bem definido e preciso enquanto muitos outros não são tão específicos. O termo energia também pode designar as reações de uma determinada condição de trabalho, como, por exemplo, o calor, trabalho mecânico (movimento) ou luz graças ao trabalho realizado por uma máquina (por exemplo motor, caldeira, refrigerador, alto-falante, lâmpada, vento), um organismo vivo (por exemplo os músculos, energia biológica) que também utilizam outras forma de energia para realizarem o trabalho, como o uso do petróleo que é um recurso natural não renovável e também a principal fonte de energia utilizada no planeta atualmente. A etimologia da palavra tem origem no idioma grego, onde εργοs (ergos) significa "trabalho". Qualquer coisa que esteja a trabalhar por exemplo, a mover outro objeto, a aquecê-lo ou a fazê-lo ser atravessado por uma corrente eléctrica - está a gastar energia (na verdade, ocorre uma "transferência", pois nenhuma energia é perdida, e sim transformada ou transferida a outro corpo). Portanto, qualquer coisa que esteja pronta a trabalhar possui energia. Enquanto o trabalho é realizado, ocorre uma transferência de energia, parecendo que o sujeito energizado está a perder energia. Na verdade, a energia está a ser transferida para outro objecto, sobre o qual o trabalho é realizado. O conceito de Energia é um dos conceitos essenciais da Física. Nascido no século XIX, pode ser encontrado em todas as disciplinas da Física (mecânica, Formas de produção de energia As sociedades humanas dependem cada vez mais de um elevado consumo energético a sua subsistência. Para isso, foram sendo desenvolvidos, ao longo da história, diversos processos de produção, transporte e armazenamento de energia. As principais formas de produção de energia são: hidráulica, nuclear, eólica, solar. Energia mecânica Energia mecânica é a energia que pode ser transferida por meio de força. A energia mecânica total de um sistema é a soma da energia potencial com a energia cinética. Se o sistema for conservativo, ou seja, apenas forças conservativas atuam nele, a energia mecânica total conserva-se e é uma constante de movimento. A energia mecânica "E" que um corpo possui é a soma da sua energia cinética "c" mais energia potencial "p".

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Energia potencial É a energia que um objecto possui relacionada pronta a ser convertida em energia cinética. Um martelo levantado, uma mola enroscada e um arco esticado de um atirador, todos possuem energia potencial. Esta energia está pronta a ser modificada noutras formas de energia e, consequentemente, a produzir trabalho: quando o martelo cair, pregará um prego; a mola, quando solta, fará andar os ponteiros de um relógio; o arco disparará um seta. Assim que ocorrer algum movimento, a energia potencial da fonte diminui, enquanto se modifica em energia do movimento (energia cinética). Levantar o martelo, enrolar a mola e esticar o arco faz, por sua vez, uso da energia cinética e produz um ganho de energia potencial. Existem diferentes tipos de energia potencial, relacionados com as diferentes formas de energia (ver abaixo) dos quais se destacam: a elástica, a gravitacional e a elétrica. • A energia potencial gravitacional na superfície da Terra é proporcional à altura (h) do corpo (medido em relação a um determinado nível de referência que pode ser por exemplo o chão nessa localização). •

É calculada pela expressão: ou A energia potencial elástica está associada a uma mola ou a um corpo elástico.

É calculada pela expressão (no caso ideal): K= Constante da mola (varia para cada tipo de mola, por exemplo a constante da mola de um espiral de caderno é bem menor que a constante da mola de um amortecedor de caminhão). X= Variação no tamanho da mola. • A energia potencial elétrica está relacionada com uma carga qualquer "q" de uma partícula situada a uma distância "d" de uma carga de prova "Q". É calculada pela expressão:

, sendo

,

podemos substituir: k= constante eletrostática do meio em que as cargas estiverem inseridas. V= potencial elétrico. Energia cinética

Uma velha locomotiva a vapor transforma energia química em 22


energia cinética. A combustão de madeira ou carvão na caldeira é uma reacção química que produz calor, obtendo vapor que dá energia à locomotiva. É a energia que um corpo em movimento possui devido à sua velocidade. É calculada por: onde m é a massa do corpo e v a sua velocidade. Isto significa que quanto mais rapidamente um objeto se move, maior o nível de energia cinética. Além disso, quanto mais massa tiver um objeto, maior é a quantidade de energia cinética necessária para movê-lo. Para que algo se mova, é necessário transformar qualquer outro tipo de energia neste. As máquinas mecânicas - automóveis, tornos, bate-estacas ou quaisquer outras máquinas motorizadas transformam algum tipo de energia em energia cinética. Energia química É a energia que está armazenada num átomo ou numa molécula. Existem várias formas de energia, mas os seres vivos só utilizam a energia química. A Energia Química está presente nas ligações químicas. Existem ligações pobres e ricas em energia. A água é um exemplo de molécula com ligações pobres em energia. A glicose é uma substância com ligações ricas em energia.Os seres vivos utilizam a glicose como principal combustível (fonte de energia química); entretanto, esta molécula não pode ser utilizada diretamente, pois sua quebra direta libera muito mais energia que o necessário para o trabalho celular. Por isso, a natureza selecionou mecanismos de transferência da energia química da glicose para moleculas tipo ATP (adenosina trifosfato). O primeiro destes mecanismos surgiu com os primeiros seres vivos: a fermentação. A fermentação anaeróbia, além do ATP, gera também etanol e dióxido de carbono (CO 2 ). A presença de CO 2 na atmosfera possibilitou o surgimento da fotossíntese. Este processo fez surgir o O 2 (oxigênio) na atmosfera. Com o oxigênio, outros seres vivos puderam desenvolver um novo mecanismo de transferência de energia química da glicose para o ATP: a respiração aeróbica. As reacções químicas geralmente produzem também calor: um fogo a arder é um exemplo. A energia química também pode ser transformada em qualquer forma de energia, por exemplo em electricidade (numa bateria) e em energia cinética (nos músculos ou nos motores a gasolina ou outro tipo de combustível, por exemplo). Energia nuclear É a energia produzida pelas reações nucleares: isto é pela fissão ou pela fusão de átomos; é transformada sobretudo em energia mecânica e calor, quer sob controle num reactor nuclear quer numa explosão de uma arma nuclear. O Sol produz o seu calor e a sua luz por fusão nuclear de átomos de hidrogênio em hélio. 23


Energia eletromagnética Está associada aos fenómenos eletromagnéticos: a electricidade, o magnetismo e a radiação electromagnética (luz). Exemplo do seu uso: nas nossas casas a energia elétrica é convertida em trabalho pelos eletrodomésticos (normalmente através de motores que usam o princípio da indução electromagnética) ou em luz pelas lâmpadas, entre diversas outras formas de uso em que esta forma de energia é convertida em outra. A Energia elétrica é medida em Kwh (kilowatts.hora) e equivale ao produto da potência e o tempo em que é utilizada , fórmula esta útil para calcular e/ou prever certos dados sobre a conversão de energia, por exemplo, em um aparelho que use eletricidade para produzir calor poderá ser usada para prever a temperatura máxima alcançada por este aparelho, bastando para isso igualá-la a fórmula da energia calorífica, , considerando o rendimento (porcentagem de potência convertida de fato em calor) do aparelho elétrico. Energia de fácil obtenção, é utilizada como alternativa no desenvolvimento de equipamentos cada vez mais modernos que antes usavam outras formas de energia (em especial a mecânica) devido à crescente modernização da indústria eletrônica. As usinas nos fornecem essa energia, em especial as hidrelétricas, embora haja uma constante preocupação em desenvolver cada vez mais meios de obtenção de energia alternativa que não agridam o meio ambiente e nos proporcionem eletricidade da maneira mais eficiente possível. Energia radiante É a energia associada à radiação eletromagnética: luz, as ondas de rádio e os raios de calor (infravermelhos). O calor radiante não é o mesmo que a variante de energia cinética chamada de «energia térmica», mas quando os raios infravermelhos atingem um objecto fazem com que as suas moléculas se movam mais depressa, convertendo-se energia térmica. Curiosidades Os músculos associados aos ossos transformam energia química em energia mecânica.Por exemplo quando corremos, o trabalho realizado pelos ossos transforma a energia mecânica potencial em energia cinética; portanto, a energia potencial diminui aumentando a energia cinética. • Quando observamos uma panela com água no fogo, percebemos que gradativamente a água começa a se movimentar, sua superfície parecendo tremer, isso deve-se ao aumento da agitação das moléculas, aumentando, assim, a energia térmica da água. Se tirarmos a panela com água do fogo e a deixarmos de lado, há uma diminuição da agitação das •

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moléculas de água cessando o movimento, ou seja, sua energia térmica diminuiu.Podemos observar, ainda, que ocorre uma transferência de energia térmica do fogo para a água e da água para o ar, ou seja, passa de um corpo para outro, sendo denominada calor. • A transferência de energia de um corpo para outro pela emissão de ondas eletromagnéticas (luz) denomina-se irradiação. Denomina-se emissor o corpo que emite a energia e receptor aquele que recebe. Denomina-se energia radiante a propagada pelo espaço, do emissor para o receptor. Ao incidir sobre um corpo, a energia radiante distribui-se, sendo uma parte refletida, outra transmitida, e uma terceira absorvida, esta é a única transformada em calor. • Ao aquecermos uma panela com água percebemos, após alguns segundos, que a panela já esquentou, enquanto a água não. Isto se deve ao fato de o alumínio ou o ferro (dependendo da panela) necessitar de uma menor quantidade de calor do que a água para elevar sua temperatura, ou seja, o ferro ou o alumínio tem menor calor específico. Consumo de energia O consumo de energia no mundo está resumido, em sua grande maioria, pelas fontes de energias tradicionais como petróleo, carvão mineral e gás natural, essas fontes são poluentes e nãorenováveis, o que no futuro, serão substituídas inevitavelmente. Há controversias sobre o tempo da duração dos combustíveis fósseis mas devido a energias limpas e renováveis como biomassa, energia eólica e energia maremotriz e sansões como o Protocolo de Quioto que cobra de países industriais um nível menor de poluentes (CO 2 ) expelidos para a atmosfera, as energias alternativas são um novo modelo de produção de energias econômicas e saudáveis para o meio ambiente. Ver também Energia elétrica Energia eólica • Energia maremotriz • Energia térmica • Energia solar • Energia interna • Lei da Conservação de Energia CAPÍTULO 12 Energia e quantidade de movimento. •

Energia - Energia é a capacidade de realizar trabalho. No Capítulo 2 você aprendeu que, para realizar trabalho, uma, fôrça deve deslocar um corpo e que o trabalho é igual ao produto da fôrça pela distância que o corpo move na direção da fôrça. A palavra 25


trabalho tem muitos séculos de existência. Agora usaremos outra palavra, energia. Os cientistas têm usado essa palavra há apenas um pouco mais de uma centena de anos. Energia é a capacidade de fazer trabalho. Energia, como trabalho, pode ser expressa em quilogrâmetros ou em gramas-centímetro. A água da represa de Paulo Afonso tem energia e por isso pode realizar trabalho, movendo as turbinas. Um pedaço de carvão tem energia e por isso ele pode, quando queimado, forçar a máquina a puxar um trem numa estrada de ferro. Um arco encurvado tem energia que atirará a flecha pelo ar. Os homens aprenderam a utilizar a energia através dos séculos de modo a tornar a vida dos trabalhadores de hoje mais confortável que a dos príncipes de antigamente. Esta é a idade da utilização em grande escala da energia.

Fig. 12-1 - Um bate-estacas. O martelo de 200kg* em (A) tem energia potencial gravitacional. Que espécie de energia tem ele em (B), exatamente antes de atingir a estaca? - Que é energia potencial? Energia potencial é energia armazenada, ou energia de posição. A água das cataratas do Iguaçu, antes de cair, tem energia potencial. Ela pode realizar trabalho, após a queda, fazendo girar as pás de turbinas. Quando você puxa para trás a corda de um arco você armazena energia no arco. Você pode utilizá-la para fazer trabalho, atirando a flecha (Fig. 12-2). Quando você dá corda num relógio você põe energia na mola que mantém os ponteiros em movimento.

Fig. 12-2 - Essa estudante armazena energia potencial no arco, para disparar a fecha. Quando você levanta um corpo, dá-lhe energia; nos a chamamos de energia potencial gravitacional. Suponha que você levante um livro de 1 quilograma a 0,80 metro de altura. Você faz então o trabalho de 0,8 quilogrâmetro e armazena no corpo essa mesma 26


quantidade de energia. Energia potencial (gravitacional) = peso do corpo x elevação; Ep = P x d Exemplo: O martelo de um bate-estacas (Fig. 12-1) pesa 200kg*. Que energia é armazenada no martelo quando ele é levantado a 3,60m de altura? Peso do martelo (P) = 200kg*; distância elevada (d) 3,60m Achar a energia potencial armazenada no martelo (Ep). E p = P x d; E p = 200kg* x 3,60m = 720kgm - A energia potencial de uma mola esticada. Suponha que sejam necessárias uma fôrça de 5kg* para esticar uma mola de 15cm uma fôrça de 10kg* para esticá-la de 30cm (Fig. 12-3). Que energia potencial você armazena na mola quando a estica de 30cm? Lembrese de que a fôrça aumenta à medida que você estica a mola. Você deve usar a fôrça média que exerce, no cálculo do trabalho feito por você. Portanto, o trabalho realizado é vezes 30cm, isto é, 1,5kgm. Esta é também a energia potencial armazenada na mola esticada.

Fig. 12-3 - Esticando uma mola. O trabalho realizado é igual à força, média, 5 kg*, multiplicada por 30 cm, isto é, 1,5 kgm. Tente estes problemas 1. Uma pedra pesando 70kg* está no topo de um rochedo de 300m de altura. Qual é a energia potencial da pedra com respeito à parte inferior do rochedo? 2. Um elevador pesando 1.200kg* está no quinto andar de um edifício. Sua energia potencial em relação ao nível da rua é de 30.000kgm. A que altura, acima da rua, está o elevador? 3. Um bate-estacas atinge urna estaca com uma energia de 4.200kgm. Seu peso é de 600kg*. A que altura foi o martelo elevado, para adquirir essa energia potencial?

DO CAPÍTULO 4 EFICIÊNCIA DOS MEIOS DE TRANSPORTE Lançamento da Revista Híbrida, a revista dos veículos elétricos A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) lança no próximo dia 19 de junho, no Rio de Janeiro, o número zero da Híbrida, a primeira revista brasileira e latino-americana de veículos elétricos. A revista, que tem periodicidade bimestral, está sendo produzida em parceria com o Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE) e a agência Zelcovit Comunicação e Marketing. Empresários e especialistas da indústria de veículos elétricos e das empresas de energia, representantes das áreas de tecnologia e meio ambiente do setor público e privado e 27


outros convidados terão a oportunidade de conhecer o número zero da revista em coquetel de lançamento às 19 horas, no Centro Cultural Light. “A revolução dos veículos elétricos já começou e é irreversível, trazendo veículos cada vez mais eficientes e limpos. Vai ajudar a racionalizar os transportes onde hoje há mais desperdício de energia pela baixa eficiência inerente aos motores de combustão interna”, diz Jayme Buarque de Hollanda, diretor geral do INEE. “Os veículos elétricos contribuem efetivamente para aumentar a eficiência energética no setor de transporte, reduzir a emissão de poluentes atmosféricos e o ruído nas cidades, mas infelizmente ainda existem muitas barreiras econômicas, tecnológicas e de legislação que impedem maior uso desse meio de transporte”, afirma Antonio Nunes Júnior, diretor-presidente da ABVE. “A Híbrida chega justo para informar e abrir mais um espaço para debate a respeito dessa nova tecnologia que está sendo adotada rapidamente nos países desenvolvidos e de suas vantagens energéticas e ambientais”, diz Nunes Júnior. “Na edição inaugural, que circulará a partir de julho, mostramos aos leitores que já dominamos essa tecnologia no Brasil nos segmentos de ônibus híbridos e trólebus e também de veículos elétricos leves a bateria. Mas o mercado sente que falta definir uma política de transporte que dê ao veículo elétrico o lugar que merece.” O público alvo da Híbrida são os tomadores de decisão e formadores de opinião dos governos federal, estaduais e municipais; empresas e entidades públicas e privadas que possuem frotas de veículos para transporte de pessoas e cargas; fabricantes de veículos automotores e de auto-peças; empresas de energia elétrica; fabricantes e distribuidores de combustíveis; distribuidoras e revendedoras de veículos e autopeças; entidades das áreas de transporte, energia e meio ambiente; universidades, escolas técnicas, laboratórios e outras instituições de ensino e pesquisa; e usuários atuais e potenciais de veículos elétricos. Fonte _ Assessoria: Ivan da Costa Public Image Assessoria de Imprensa, Consultoria de Comunicação, Publicações Alameda Floriano Peixoto, 4 - Fortaleza de São João - Urca Rio de Janeiro - RJ - CEP 22291-120 28


Tels.

21 2295 1962 / 9294-3442 ivandac@gmail.com Praga, a cidade dos transportes eficientes Tal como qualquer grande cidade Europeia, Praga é servida por vários transportes publicos, geridos por uma empresa (Dpp Dopravní podnik hlavního mesta Praha) que capitaliza os 3 meios de transportes urbanos - Tramvaj ( electrico ), Autocarro e o Metro. Das várias cidades que já visitei e nas quais tive oportunidade de usar o transporte publico, Praga é para mim a que melhor serviço ofereçe no que toca a qualidade/eficiência/preço , que é barato para o tipo de serviço que o cliente usufrui. Estão todos eles muito bem integrados e a cumprirem os horários ao minuto e quando a tabela de consulta de horário diz que o tram/bus/metro passará as 16.26 ele estará lá nessa mesma hora em ponto. Será esta disciplina horária ainda 1 “vestigio” do socialismo? Em Julho de 2006, um estudo realizado provou que este serviço é de grande qualidade quando comparado com algumas cidades europeias, sendo que juntamente com Geneve (Suiça), Praga foi a cidade que venceu em todas as categorias de avaliação. Um bom prémio para um sistema de transportes que já conta com 130 anos. A verdade é que parece que esta cidade no que toca a transportes parece ter sido desenhada a contar que no futuro nela irião existir metros, trams e autocarros a funcionarem. Para os estudantes de urbanismo, arquitectura ou transportes Praga deve ser concerteza um modelo a seguir. O metro, apesar de não ser tão grande como noutras cidades, é util e extremante usado pela população local, ainda que este meio de transporte conte apenas com 3 linhas. A - Verde B - Amarela e C- Vermelha que totalizam uma distância operacional de 55 kilometros separadas por 54 estações.

Skalka é a estação de metro mais perto da residência aqui em Hostivar e Jinonice é a estação onde esta a minha faculdade. De modo a incentivar a população a utilizar os transportes publicos como o metro, os transportes de Praga teem em várias estações escolhidas e localizadas nas zonas com maior movimentação ou aquelas que estao perto dos grandes dormitórios como Haje, um sistema que permite aos utentes dos passes de transporte poderem deixar os seus carros juntos às estações sem 29


qualquer custo, enquanto que os detentores de titulos teem que pagar o equivalente a 10kc ( 0.35 euros ). Um outro estudo, diz que os checos são dos que mais viajam de metro e tram quando comparados com outros paises da União Europeia. Em média, um checo em Praga viaja entre o metro e o tram 839.6Kms enquanto que a média Europeia situa-se nos 159.2 kilometros. Talvez este estudo seja uma prova da confiança que a população local tem nos seus transportes publicos ainda que e não sei como reclamem dos seus serviços.

Aparência de uma das estações que faz interligação com uma outra linha. Muzeum (Wenceslau Square)

Carruagem de metro, das antigas e com um aspecto muito soviético e comunista. Os trams são também um dos meios de transporte de Praga, e, ao contrário do que acontece em Lisboa, aqui os electricos são mais usados que os autocarros. Eficientes e cumpridores de horários, gozam ainda de prioridade sobre qualquer meio automóvel que se cruze com eles. Os trams em Praga circulam em carris que se encontram localizados no meio das estradas fazendo com isso que a circulação dos mesmos não venha a sofrer com eventuais congestionamentos ou bloqueios de trânsito. Ver estes trams todos eles vermelhinhos e em tons alaranjados a percorrer a cidade de Praga dá um enorme prazer e faz destas carruagens uma autêntica imagem de marca da cidade. Quem também não aprecia a voz da senhora a anunciar a próxima estação? “Presto vestavska… Nadrazi Hostivar” ( E este é para muitos, o alarme para acordar os erasmus depois das grandes noitadas)

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Os trams são também o meio de transporte mais popular pois opera numa distância que cobre um total de 559 kilometros, servidas e distribuidas por 26 rotas durante o dia e outras 9 rotas durante a noite. Das 9 rotas nocturnas, há que dizer que todas elas teem na sua rota uma estação em comum. Lazarska. Aonde cada tram fica parado cerca de 10 minutos para que as pessoas possam assim fazer as suas ligações.Quanto aos autocarros, são operadas 182 rotas durante o dia e 13 durante a noite. Naturalmente o autocarro cobre mais kilometros que totalizam cerca de 2123,4km. Da eficência dos transportes de Praga há que destacar que estes nunca param! O que traz vantagens pois há sempre uma forma de voltar para casa ou ir a algum outro destino. A eficiência e preocupação com o cliente é tão grande que o metro fecha as 00.30 mas antes, já é possivel ter night trams e autocarros nocturnos a percorrer ao mesmo tempo enquanto os trams normais ainda estão a circular, fazendo-se assim uma substituição num método progressivo. Os night trams são populares não só entre os jovens que saiem das suas noitadas, mas também entre a população trabalhadora que aqui começa a trabalhar muito cedo, podendo-se encontrar alguns com o mesmo perfil. 40 a 55 anos que cumprem funções básicas e desgastantes que obriga-os a terem que usar os transportes a partir das 3 da manhã em diante. É muito normal entrar num metro as 4.30 da manhã e ver um grande movimento de pessoas que se dirigem para os seus empregos. Ainda ssim, notase algumas vezes uma falta de respeito por parte dos jovens perante estes… O gritar, o falar alto ou os comportamentos tipicos de quem bebeu umas cervejolas são alguns exemplos.

O que eu mais aprecio nos transportes desta cidade é de facto a pontualidade. Basta um terminal com internet, acessar o website e preencher estação de origem, estação de destino e a hora que se deseja que a solução aparece logo incluindo o esquema a realizar se tiver que mudar de transporte, linha ou numero de carreira. Para uma simples simulação escrevam: Nadrazi Hostivar como 31


estação de origem e Namesti Miru como destino que irão ter uma noção. Para terminar, e porque tudo tem um preço, há que perguntar. Quanto custa esta qualidade? A esta pergunta eu respondo: “Os transportes publicos em Praga são extremamente baratos quando comparados com outras cidades. O passe que dá sempre direito aos 3 transportes, tem o preço mensal de 460KC (17 euros) e para estudantes 230KC ( 9 euros) se compararmos estes preços com os praticados em Lisboa “caimos de rabo” pois em Lisboa com 17 euros não dá nem para comprar o passe de Autocarro. Com 23.5, é possivel ter a preço de estudante um passe de três meses…” Para os turistas sairá sempre mais barato comprar um passe semanal. Ou o bilhete para uma viagem que também é uma solução sairá a 14KC ( 0.70 euros ) ou de 20KC (0.75) dependendo se a viagem a realizar tem troca de transporte. Porém, parece que DPP abriu os olhos e em Janeiro próximo estes preços serão revistos e serão registados aumentos em cerca de 30%. “Link para a noticia”. Para aqueles que gostam de andar de transporte a socapa ou gostam de se esquecer dos bilhetes… cuidado! É possivel entrar em qualquer transporte sem validar o bilhete mas por aqui os inspectores de bilhete não perdoam e eles andam à civil o que dificulta identifica-los. A multa para quem não tenha bilhete validado é de 500KC e por experiência própria confesso que dói Eficiência energética de meios de locomoção Published by Ana on Saturday, December 16, 2006 in Ciência e Tecnologia, Eventos, Imagens and Mobilidade. Comparação da eficiência energética de vários meios de locomoção:

Esta figura foi retirada da apresentação de Catarina Freitas, da C.M. de Almada, “Plano Almada Ciclável: a bicicleta como opção de mobilidade num sistema de transportes multimodal“, feita no Seminário “Mobilidade Sustentável: Iniciativas e 32


Experiências” (clique aqui para ver o programa em pdf), dia 15 de Março de 2006, em Lisboa. Infelizmente as apresentações já não estão disponíveis no site do Instituto do Ambiente, mas eu fiz o download de todas, na altura, e posso enviar por e-mail a quem o solicitar. Num outro site encontrei um outro gráfico, até mais completo:

Uma pessoa a deslocar-se de bicicleta é a forma mais eficiente de locomoção, requerendo menos energia por quilômetro percorrido, por pessoa. De notar o problema de ineficiência (energética mas também de aproveitamento do espaço físico, por exemplo) de nos locomovermos sozinhos num carro de 5 lugares! Precisamos de maior oferta de produtos alternativos no mercado! Carros para 2 pessoas ou até carros feitos para 1 só pessoa! O aparecimento e generalização do Smart fortwo foi um marco importante, mas precisamos de mais! Além de maior variedade na capacidade dos veículos é necessária maior diversidade de combustíveis e fomento de uma cultura amiga do e propícia ao carpooling e ao carsharing!

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45. O excesso de veículos e os congestionamentos em grandes cidades são temas de freqüentes reportagens. Os meios de transportes utilizados e a forma como são ocupados têm reflexos nesses congestionamentos, além de problemas ambientais e econômicos. No gráfico a seguir, podem-se observar valores médios do consumo de energia por passageiro e por quilômetro rodado, em diferentes meios de transporte, para veículos em duas condições de ocupação (número de passageiros): ocupação típica e ocupação máxima. Bicicleta: esporte, transporte e saúde * Ari Zekcer Auremar de Castro/Estado de Minas A consciência pela busca da qualidade de vida ocasionou, nas últimas décadas, uma transformação não só no comportamento das pessoas, como também nas tomadas de decisões de instituições e governos. Embora a medicina seja o campo científico Cerca de 4 milhões de pessoas imediatamente lembrado utilizam a bicicleta como meio de quando esse assunto é transporte diariamente em todo o tratado, outras país especialidades – a exemplo da engenharia, arquitetura, urbanismo e outros – passaram a abordar o tema com recorrência. Como conseqüência natural, políticas públicas passaram a ser adotadas com a implementação de medidas de promoção da saúde e da prevenção de doenças. Nesse âmbito, uma movimentação que vem ganhando cada vez mais apoio e adeptos é o uso de bicicleta como meio de transporte. Um exemplo recente foi dado em 2004, quando o Ministério das Cidades lançou o "Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta - Bicicleta Brasil", com o objetivo de investir R$ 62 milhões na implantação de sistemas cicloviários no país. Segundo a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), cerca de 4 milhões de pessoas utilizam a bicicleta como meio de transporte diariamente em todo o país. Grandes capitais, a exemplo do Rio de Janeiro e São Paulo, estabeleceram medidas como criação de bicicletários e acesso nos trens de metrô aos finais de semana para aumentar o número de cliclistas em trânsito. Dados da Pesquisa Origem / Destino, realizada pela Cia. do Metropolitano de São Paulo (Metrô), indicam que só na capital paulista, o número de deslocamentos diários por bicicleta passou de 45.167, em 1987, para 130.431 em 2002. Um aumento de 188,77%, sendo que 139,89% ocorreram a partir de 1997. Apesar desses índices surpreendentes, os números indicam que ainda há 34


margem para incremento no número de deslocamentos por bicicleta, uma vez que as viagens diárias por esse meio correspondem apenas a 0,6% do total. Já em importantes cidades da Holanda, Dinamarca e Alemanha, por exemplo, as bicicletas hoje são responsáveis por 20 a 30 por cento de todas as viagens. Os chamados “Desafios Intermodais”, nos quais voluntários se valem de diferentes meios de transporte para se deslocar entre dois pontos, passaram a ser aplicados no Brasil depois de mostrar uma interessante realidade na Europa. A medida – que tem como objetivo verificar a eficiência dos meios de transporte sob diferentes aspectos – também apresentou dados interessantes em suas versões nacionais. Nos três levantamentos realizados até o momento - nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Santo André – a bicicleta foi o segundo meio mais rápido. Atingiu uma média de 20 km/h, ficou atrás apenas da motocicleta e bem à frente do carro que teve média de 14 km/h e conta com o agravante de ter despesas agregadas de combustível, manutenção e estacionamento, além de ser poluente. Combate a doenças Do ponto de vista médico, iniciativas que incentivem mais pessoas a usar a bicicleta são louváveis. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que 30 minutos de atividade física moderada, como caminhada ou ciclismo, contribuem para a redução do risco de males como doença coronária, diabetes, hipertensão, entre outros. Comparado com a caminhada, os benefícios do ciclismo tendem a se mostrar mais efetivos devido à maior intensidade de esforço empregado. Para a modalidade são utilizados todos os músculos esqueléticos grandes do corpo em um padrão rítmico, com alternância de períodos de trabalho ativo e descanso. Há o detalhe que, no ciclismo urbano, ocorrem períodos mais longos de descanso, determinado por fatores como paradas em semáforos, por exemplo. Esses períodos permitem a recuperação dos músculos, que terão de fazer níveis elevados da atividade durante o movimento. Estes fatores tornam a atividade altamente apropriada para fornecer o exercício aeróbico e para melhorar o desempenho em exames de aptidão física. Diversas experiências de campo recentes foram realizadas para medir o reflexo do ciclismo na saúde. Um levantamento do Copenhagen City Hearth Study (CCHS) Group, envolvendo 13.375 mulheres e 17.265 homens com idade entre 20 e 93 anos, determinou que a prática do ciclismo tem uma função protetora significativa para a saúde. O estudo conclui que o grupo de voluntários – depois de avaliados por quesitos como pressão sangüínea, colesterol, Índice de Massa Corpórea (IMC) e fatores de risco como fumo e outros - que não utilizavam a bicicleta como meio de transporte registrou uma taxa de 35


mortalidade 39% superior ao dos que se valeram desse recurso. Outro estudo – desta vez feito pelo Department of Environment, Transport and the Regions de Londres (U.K) – revela que caminhar ou ir de bicicleta ao trabalho incentivam uma parcela considerável da população economicamente ativa à prática de atividade física regular. Também há potencial para um aumento significativo do número de pessoas fisicamente ativas. Outro dado interessante é que 59% dos voluntários com sobrepeso ou obesos que participaram da pesquisa, perderam peso. Transporte saudável Esses e outros estudos sobre o assunto, disponíveis em documentos de entidades de credibilidade reconhecida como a OMS, comprovam que a bicicleta é um meio de transporte saudável, não-poluente e eficaz, sobretudo para viagens de curta distância. Vale considerar que, para aqueles que se animaram com a idéia de ter a bicicleta como meio de transporte ou atividade física, é necessário estabelecer uma programação de uso, a qual o trajeto aumenta gradativamente, já que músculos e articulações não podem ser submetidos abruptamente a um longo período de esforço sem o devido preparo. O selim (banco da bicicleta) deve ser ajustado na altura do quadril do usuário. Dessa forma não há excesso de esforço dos músculos e das articulações dos joelhos. Equipamentos adequados como capacete, joelheiras e óculos são sempre recomendáveis. Também é necessário não esquecer do alongamento antes de sair às ruas em cima da bike que, aliás, deve estar com a manutenção em dia. Buscar rotas alternativas e vias sem muito movimento também são uma boa pedida para evitar a “competição” com os motos, carros e ônibus. O artigo 201 da Lei 9.503/1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, determina que o motorista deve guardar distância lateral de 1,5 metro ao passar ou ultrapassar uma bicicleta. O não cumprimento acarreta multa e 4 pontos contabilizados na carteira. Já o artigo 220 determina a redução da velocidade ao se aproximar de um ciclista. Além disso, o bom senso de ambos os lados vai sempre propiciar a convivência pacífica nas ruas. É interessante como algumas pequenas revisões de conceitos podem contribuir para minimizar problemas que afligem a sociedade hoje. A convergência entre esporte, lazer e meio de transporte pode ser uma alternativa viável para males urbanos de implicação física – estresse, sedentarismo – ou não – engarrafamentos, poluição - e para que tenhamos mais saúde e qualidade de vida em nossas cidades. * O ortopedista Ari Zekcer é especialista em medicina desportiva e cirurgia de joelho pela EPM – UNIFESP, diretor da Zekcer Sports Medicine, coordenador da equipe de ortopedia do Hospital São Luiz (SP), membro efetivo de entidades como Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho (SBCJ), Sociedade 36


Paulista de Medicina Desportiva (SPAMDE) e International Society of Atrhroscopy, Knee Surgery and Orthopaedic Sports Medicine (ISAKOS). Mais informações: www.arizekcer.com.br Os menores carros do mundo Postado em Curiosidades

Devido ao intenso tráfego de carros e os conseqüentes problemas em estacionamentos nas áreas urbanas de alta densidade, pequenos carros têm sido fundamental para algumas pessoas. Eles são práticos, muitas vezes, principalmente para sua carteira. Além disso, alguns dos modelos podem fazer 40 km por litro sendo mais barato do que andar a pé. Mivalino - 1954 (raro) - italiano da companhia Messerschmitt KR175:

(Microcar Museum)

(image credit: pic.dc.yesky) Carros de Miniatura Vintage Cada vez mais pequenos os carros produzidos. O fascinante Peel P50 (você poderia quase levá-lo como uma mala).

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Um lugar e rodas de 5 polegadas, ainda assim bem popular.

(Peel Microcars)

A idéia de pequenos veículos produzidos em massa, remonta à década de 1910 Esse é o Messerschmitt:

(Matthias Weinberger) Quando pouco depois da II Guerra Mundial empresas alemãs foram 38


proibidas de fazer aviões militares - elas começaram a fazer miniaturas de automóveis inspiradas. Esta pequeno estranho Messerschmitt Kabinenroller, conhecido por “Cabin Scooter” (ou Flitzer) só tinha um banco, e para entrar e sair dele era necessário levantar a maior parte da carroceria para o lado.

(Scootering USA) No filme Brazil, um certo personagem conduzia um Messerschmidt com um motor V-1 na parte traseira.

Messerschmitt KR200

Corrida de Cabin BMW Isetta - Bubble Bliss:

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(Ice Sixxx) Modelo 600

(microcarmuseum) Isetta “Hot Wheels”:

(microcarmuseum) O japonês Subaru 360 (1970):

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Este modelo foi introduzido pela primeira vez no Japão em 1958, e foi “oficialmente” importado para os EUA em 1968 por Malcolm Bricklin. (quase nenhum foi vendido em três anos) “FRAM King”, 1959:

(image credit: tucker48fan) FIAT 600 Multipla (1960) - a menor van do mundo ou um táxi perfeito:

(images credit: microcarmuseum) FIAT 500 (produzido até na Rússia, conhecido lá como “Zaporozhetz”):

(digilander.libero.it) Um “Zaporozhetz” esquecido por aí… 41


(Nina and Roman Reznichenko) Austin A-30 (1964):

Crosley Car, 1948:

(Consumer Reports) Google-mobil… Err.. ops.. Goggomobil da Bavaria:

(Ritzsite) O mais contemporâneo é o projecto alemão do mini carro elétrico CityEL, introduzindo um veículo capaz de transportar um adulto e uma criança atingindo cerca de 60-100 km a 70 km/h, dependendo do modelo:

Norsjo Shopper (Suécia) - 1972 - perfeito para os idosos (e adolescentes). Atinge ate 60 km/h:

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(Microcar Museum) Provavelmente o mais feio micro-carro da Rússia (carro especialmente concebido para deficientes e os idosos) - chamado “Invalidka” da Serpukhovski Moto Zavod:

Este carro é bem seguro pois ninguém roubaria um treco desses…

Hoffman (1951) Alemanha:

Um carro aerodinâmico (parecido com uma miniatura de ônibus na traseira).

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(microcarmuseum) H-M (High Mileage) “Freeway” de Minnesota, 1979:

(image credit: Tim Lynch) Bond Bug:

(Tim Lynch)

Blackjack Avion:

( madabout-kitcars) Reva (India): 44


Toyota Sports 800:

Nissan Snail (Escargot):

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1979 “Loeschi” - O menor carro de bombeiros, baseado no BMW Isetta

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(ff-schnelsen.de) Mini Carro da Polícia:

Obvio, PUC ou INT, O reprojeto do 828/2 foi desenvolvida pelo grupo interno de Designers da Obvio e gerenciados pelo Prof. Celso Santos, do Departamento de Design da Universidade PUC Rio de Janeiro, com apoio do INT - Instituto Nacional de Tecnologia. É o menor carro brasileiro e estaciona em qualquer vaga, até mesmo de lado, entre dois carros.

Mystery Machine:

Porsche 911:

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Porsche 911-2:

SLK Suv:

Hummerino:

Lamborghini Gallardo Chubster:

Mini Dub, ou Mini Beatle:

Mini RC BMW Z9:

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GT40:

Green Dwarf:

Dodge 2007:

Fiat Sedici:

BMW 1:

Chevy Camaro (2007):

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Toy Car (307 cc ):

Subaru Impreza:

ToonCar:

Volvo:

Zip Bentley Mini:

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Mini Porsche:

Mini-Ferrari:

Outros‌

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Smart:

Um misterioso carro cromo bolha:

Os menores carros do mundo - parte 2 Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Esse é o segundo post da série "os menores carros do mundo", onde o primeiro voce pode ver aqui. Estas miniaturas de carros são suficientemente pequenos para um abraço, no entanto, a maior parte deles são impossíveis de se encontrar em revendedoras. "Peel P50" entre todos esse é o menor carro do mundo. Com apenas três rodas o p50 foi criado em 1962 pela Peel Engineering Company. Ele é dententor do recorde de menor carro do mundo produzido em escala industrial, apresentando 134 cm de comprimento e 99 cm de largura e com peso aproximado de apenas 52


59kg. Pell Trident 1964, descrito como "um disco voador terrestre".

Corbin Sparrow 2001(Não descobri quase nada sobre esse modelo)

Mivalino 1954 Em novembro de 1953 a empresa italiana mi-val introduziu sua própria versão do Messerschmitt KR-175 inicialmente chamado o Messerschmitt-Mival. Foi construído a partir de peças importadas da Alemanha, mas Mi-Val instalou seu próprio motor de 171.7cc e chamou-lhe a Mivalino. Parece que a produção não começou até o final de 1954 e, provavelmente, terminou em 1955 ou 1956.

1958 Brütsch Mopetta 53


Egon Brütsch no ano de 1956 decidiu que ele iria construir "o carro mais pequeno do mundo" para expor na IFMA (International Bicycle and Motorcycle Exhibition in Frankfurt, Germany).O modelo foi criado, aparentemente numa noite e no dia seguinte tirou fotografias do mesmo. Embora ele tivesse tempo para juntar as rodas para o IFMA exposições, ele não encontrou tempo para resolver os mecânicos, de modo que a Mopetta foi colocada bem alto lá para a exibição de modo que isso não fosse um problema. Depois de muito interesse, com as IFMA de vários países, Brütsch começou a trabalhar no Mopetta e o colocou um motor 50cc OIT kickstarter. Brütsch com o crescimento de marketing também disse que o veículo era parecido com um "barco". Fotos foram tiradas, aparentemente mostrando os Mopetta atravessando um riacho, mas, na realidade, a água era apenas alguns centímetros de profundidade.

RIQUEZA EM DISTRIBUIÇÃO Distribuição normal CONCEITO DE PROBABILIDADE Carlos Roberto de Lana* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Para entender o que é distribuição normal, é necessário, primeiramente, definir evento aleatório. Trata-se de evento cuja ocorrência individual não obedece a regras ou padrões que permitam fazer previsões acertadas, como, por exemplo, qual face de um dado lançado cairá para cima. 54


A estatística mostra que, apesar de a ocorrência individual destes eventos aleatórios ser imprevisível objetivamente, é possível tirar algumas conclusões a partir de um conjunto suficientemente grande deles. Muitos dos conjuntos de eventos aleatórios apresentam padrões que não são identificáveis em cada evento isoladamente, como a tendência de os eventos se concentrarem próximos a uma posição que representa uma média matemática deles. Assim, a quantidade de eventos diminui constante e gradativamente à medida que nos afastamos da média. Um levantamento das estaturas de homens adultos, em uma amostragem significativa, tende a posicionar a maioria das medidas na chamada estatura mediana, entre 1,70 e 1,80m. Já as estaturas entre 1,40 e 1,50m e entre 2,00 e 2,10m tendem a apresentar poucas ocorrências. Distribuição normal Eventos aleatórios que seguem este padrão enquadram-se na chamada "distribuição normal", representada pela curva também conhecida como Curva de Gauss ou Curva do Sino (Bell Curve).

Figura 1: Curva de distribuição normal de uma amostragem de estaturas de homens adultos Um exemplo bastante próximo de todos sobre como a curva de distribuição normal ajuda a definir padrões esperados é a pressão arterial. Quando o médico infla a almofada em nosso braço, lê o manômetro e nos informa que o resultado é 12 por 8, nos sentimos aliviados. Alguém já se perguntou, porém, por que 12/8 e não qualquer outro resultado é considerado padrão de normalidade deste parâmetro médico? A resposta é simples: as curvas de distribuição normal para a pressão arterial sistólica e diastólica tendem a concentrar seus resultados em torno de 120 e 80 mmHg, respectivamente.

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Figura 2: Curva de distribuição normal de resultados de pressão arterial diastólica *Carlos Roberto de Lana é engenheiro químico e professor.

MISERÁVEIS POBRES MÉDIO-ALTOS RICOS DISTRIBUIÇÃO DA ENERGIA SOLAR Batido recorde mundial de eficiência na conversão energia solareletricidade Redação do Site Inovação Tecnológica 20/02/2008 Sistema parabólico registra nova recorde mundial na conversão de energia solar em eletricidade, alcançando 31,25%%. [Imagem: Randy Montoya] Engen heiro s do labor atório Sandia, nos Estados Unidos, bateram um novo recorde mundial na eficiência da conversão de energia solar para eletricidade fornecida diretamente à rede de distribuição. A eficiência do 56


sistema alcançou 31,25%. Gerando eletricidade com calor O recorde foi alcançado no prato número 3 da estação geradora que está sendo construída no estado do Novo México. A energia solar é capturada na forma de calor, que movimenta um motor Stirling para a geração da eletricidade. Conheça o projeto completo na reportagem Sistema parabólico utiliza espelhos na geração de energia solar. Eficiência na conversão A eficiência da conversão energia solar-energia elétrica é calculada medindo-se a energia líquida enviada para a rede de distribuição e dividindo-a pela energia solar que atinge os espelhos parabólicos. O recorde anterior havia sido estabelecido em 1984, e era de 29,4%. "Ganhar dois pontos inteiros de eficiência de conversão neste tipo de sistema é fenomenal," afirmou Bruce Osborn, presidente da Stirling Energy. "Este é um avanço significativo que coloca nosso sistema parabólico-motor bem acima da capacidade de qualquer outro coletor parabólico-solar e um passo mais próximo de comercializarmos um sistema economicamente viável." Motor Stirling Os pratos solares geram eletricidade focalizando os raios solares em um receptor, que transmite o calor para um motor Stirling. O motor consiste em um sistema selado cheio de hidrogênio. À medida em que o gás aquece e resfria sua pressão aumenta e diminui. A mudança na pressão movimenta os pistões no interior do motor, produzindo energia mecânica que, por sua vez, faz girar um gerador que produz a eletricidade. Qualidade dos espelhos Segundo os engenheiros do Laboratório Sandia, o principal responsável pelo novo recorde foi o avanço alcançado na produção dos espelhos parabólicos. Os pratos são feitos com um vidro com baixo teor de ferro, recobertos por uma película de prata. Os protótipos anteriores conseguiam refletir 91% da luz incidente sobre eles. O prato número 3, com seus novos espelhos, atinge uma reflexibilidade de 94%. O feixe de calor que entra no coletor agora mede apenas sete polegadas de diâmetro (17,78 centímetros) graças à maior eficiência dos espelhos. Esse feixe mais concentrado também é responsável por um maior rendimento do motor Stirling. 2.7 RADIAÇÃO SOLAR INCIDENTE Embora a atmosfera seja muito transparente à radiação solar incidente, somente em torno de 25% penetra diretamente na superfície da Terra sem nenhuma interferência da atmosfera, constituindo a insolação direta. O restante é ou refletido de volta para o espaço ou absorvido ou espalhado em volta até atingir a superfície da Terra ou retornar ao espaço (Fig. 2.10). O que determina se a radiação será absorvida, espalhada ou refletida de volta? Como veremos, isto depende em grande parte do comprimento de onda da energia que está sendo transportada, assim como do tamanho e natureza do material que intervém. 57


a) ESPALHAMENTO Embora a radiação solar incida em linha reta, os gases e aerossóis podem causar seu espalhamento, dispersando-a em todas as direções - para cima, para baixo e para os lados. A reflexão (veja mais adiante) é um caso particular de espalhamento. A insolação difusa é constituída de radiação solar que é espalhada ou refletida de volta para a Terra. Esta insolação difusa é responsável pela claridade do céu durante o dia e pela iluminação de áreas que não recebem iluminação direta do sol. As características do espalhamento dependem, em grande parte, do tamanho das moléculas de gás ou aerossóis. O espalhamento por partículas cujo raio é bem menor que o comprimento de onda da radiação espalhada, como o caso do espalhamento da luz visível por moléculas de gás da atmosfera, é dependente do comprimento de onda (espalhamento Rayleigh), de forma que a irradiância monocromática espalhada é inversamente proporcional à 4ª potência do comprimento de onda ( ). Esta dependência é a base para explicar o azul do céu. Conforme mencionado anteriormente, grande parte da energia da radiação solar está contida no intervalo visível, entre o vermelho e o violeta. A luz azul (

) tem comprimento

de onda menor que a luz vermelha ( ). Conseqüentemente, a luz azul é aproximadamente 5,5 vezes mais espalhada que a luz vermelha. Além disso ela é mais espalhada que o verde, amarelo e laranja. Assim, o céu, longe do disco do sol, parece azul. Como a luz violeta ( ) tem um comprimento de onda menor que a azul, por que o céu não parece violeta? Porque a energia da radiação solar contida no violeta é muito menor que a contida no azul e porque o olho humano é mais sensível à luz azul que à luz violeta. Como a densidade molecular decresce drasticamente com a altura, o céu, visto de alturas cada vez maiores, iria gradualmente escurecer até tornar-se totalmente escuro, longe do disco solar. Por outro lado, o Sol apareceria cada vez mais branco e brilhante. Quando o Sol se aproxima do horizonte (no nascer e por do Sol) a radiação solar percorre um caminho mais longo através das moléculas de ar, e portanto mais e mais luz azul e com menor comprimento de onda é espalhada para fora do feixe de luz, e portanto a radiação solar contém mais luz do extremo vermelho do espectro visível. Isto explica a coloração avermelhada do céu ao nascer e por do Sol. Este fenômeno é especialmente visível em dias nos quais pequenas partículas de poeira ou fumaça estiverem presentes. Quando a radiação é espalhada por partículas cujos raios se aproximam ou excedem em aproximadamente até 8 vezes o comprimento de onda da radiação, o espalhamento não depende do comprimento de onda (espalhamento Mie). A radiação é espalhada igualmente em todos os comprimentos de onda. Partículas que compõem as nuvens (pequenos cristais de gelo ou gotículas de 58


água) e a maior parte dos aerossóis atmosféricos espalham a luz do Sol desta maneira. Por isso, as nuvens parecem brancas e quando a atmosfera contém grande concentração de aerossóis o céu inteiro aparece esbranquiçado. Quando o raio das partículas é maior que aproximadamente 8 vezes o comprimento de onda da radiação, a distribuição angular da radiação espalhada pode ser descrita pelos princípios da ótica geométrica. O espalhamento de luz visível por gotas de nuvens, gotas de chuva e partículas de gelo pertence a este regime e produz uma variedade de fenômenos óticos como arco íris, auréolas, etc.

Fig. 2.10 - Distribuição percentual da radiação solar incidente b) REFLEXÃO Aproximadamente 30% da energia solar é refletida de volta para o espaço (Fig. 2.10). Neste número está incluída a quantidade que é retroespalhada. A reflexão ocorre na interface entre dois meios diferentes, quando parte da radiação que atinge esta interface é enviada de volta. Nesta interface o ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão (lei da reflexão). Conforme já mencionamos, a fração da radiação incidente que é refletida por uma superfície é o seu albedo. Portanto, o albedo da Terra como um todo (albedo planetário) é 30%. O albedo varia no espaço e no tempo, dependendo da natureza da superfície (ver Tab. 2.1) e da altura do Sol. Dentro da atmosfera, os topos das nuvens são os mais importantes refletores. O albedo dos topos de nuvens depende de sua espessura, variando de menos de 40% para nuvens finas (menos de 50m) a 80% para nuvens espessas (mais de 5000m). c) ABSORÇÃO NA ATMOSFERA O espalhamento e a reflexão simplesmente mudam a direção da radiação. Contudo, através da absorção, a radiação é convertida em calor. Quando uma molécula de gás absorve radiação esta 59


energia é transformada em movimento molecular interno, detectável como aumento de temperatura. Portanto, são os gases que são bons absorvedores da radiação disponível que tem papel preponderante no aquecimento da atmosfera. A Fig. 2.11 fornece a absortividade dos principais gases atmosféricos em vários comprimentos de onda. O Nitrogênio, o mais abundante constituinte da atmosfera (ver Tab. 1.1) é um fraco absorvedor da radiação solar incidente, que se concentra principalmente nos comprimentos de onda entre 0,2 e 2 . A fotodissociação do oxigênio (entre 50 a 110 km de altitude) (2.15) absorve virtualmente toda radiação solar ultravioleta . O oxigênio atômico assim obtido é para altamente reativo, sendo de particular importância a reação (2.16) que é o mecanismo dominante para a produção de ozônio na atmosfera (M é uma 3ª molécula necessária para retirar o excesso de energia liberada na reação). Como a probabilidade de ocorrência desta reação cresce com o quadrado da densidade do gás, o oxigênio atômico é estável na alta mesosfera e termosfera, enquanto na estratosfera ele se combina rapidamente para formar o ozônio. é absorvida na A radiação ultravioleta para reação de fotodissociação do ozônio (na estratosfera, entre 20 a 60 km) (2.17) O átomo de oxigênio combina rapidamente com

para formar

outra molécula de , pela (2.16). Quando (2.17) e (2.16) ocorrem seqüencialmente não há mudança na estrutura química, mas somente absorção de radiação e resultante entrada de calor e aumento de temperatura na estratosfera. O único outro absorvedor significativo da radiação solar incidente é o vapor d'água que, com o oxigênio e o ozônio, respondem pela maior parte dos 19% da radiação solar que são absorvidos na atmosfera. Da Fig. 2.11 vemos que na atmosfera como um todo, nenhum gás absorve efetivamente radiação entre 0,3 e 0,7 ; portanto, existe uma larga "janela". Esta região do espectro corresponde ao intervalo visível ao qual pertence uma grande fração da radiação solar. Pode-se dizer que a atmosfera é bastante transparente à radiação solar incidente pois absorve apenas 19% de sua energia e que, portanto, esta não é um aquecedor eficiente da atmosfera. A maior parte da absorção da radiação solar em comprimentos de 60


onda do intervalo infravermelho deve-se ao vapor d'água e ocorre na troposfera, onde a maior parte do vapor d'água está localizado. Esta parte da absorção apresenta grande variabilidade devido à distribuição do vapor d'água.

Fig. 2.11 - Absortividade de alguns gases da atmosfera e da atmosfera como um todo. A Fig. 2.12 mostra o espectro da radiação solar que atinge a superfície da Terra para o caso do Sol no zênite (altura = 90 ) (curva inferior), juntamente com o espectro da radiação solar incidente no topo da atmosfera (curva superior). A área entre as duas curvas representa a diminuição da radiação devido a: 1) retroespalhamento e absorção por nuvens e aerossóis e retroespalhamento por moléculas do ar (área não sombreada) e 2) absorção por moléculas do ar (área sombreada).

Fig. 2.12 - Espectro da radiação solar no topo da atmosfera (curva superior) e no nível do mar (curva inferior), para atmosfera média e sol no zênite. FONTES DE ENERGIA E SUA PRODUÇÃO MUNDIAL (GEOGRAFIA) escrito em sábado 19 maio 2007 10:08 Este tutorial mostrará como o homem descobriu novas fontes de energia que hoje são bem usadas em todo o nosso cotidiano. Quais são as principais fontes de energia? E como elas influem na economia de um país? GEOPOLITICA E ESTRATÉGIA Qualquer tipo de trabalho que realizamos gastamos energia, uma energia que é limitada pelos nossos dotes físicos. Assim, o homem desde a antiguidade, até os nossos dias tem procurado novas fontes de energia para realizar suas tarefas diárias. No 61


começo, usava-se apenas a força de animais para transportar mercadorias ou arar a terra. Mas, com o tempo, os progressos técnicos foram avançando e novas fontes de energia foram sendo descobertas, tornando o trabalho humano mais eficiente. Desde a revolução Industrial, quando houve a entrada das maquinas, o trabalho humano vem se tornando cada vez necessário. Quando uma maquina é aperfeiçoada, a produtividade aumenta e, como, hoje em dia, a energia já não é mais tão barata como antes, o homem tem se preocupado com as formas de economiza-la. Desde a Segunda Guerra Mundial o consumo vem aumentando sem parar, e o desenvolvimento tecnológico busca meios de economizar os meios de produzir e transportar mercadorias. O consumo de energia está intimamente relacionado com a qualidade de vida do país. Em países desenvolvidos o consumo é maior, devido ao grau de industrialização e o nível de consumo residencial em aparelhos domésticos. O setor energético quase sempre é controlado pelo Estado, através de política de planejamento da produção, concessão de exploração de grupos privados ou intervenção direta na produção da atração de empresas estatais. O setor energético está inserido diretamente na geopolítica e economia de um país. Qualquer aumento nos custos ou problemas na produção de energia afeta todas as atividades desenvolvidas no país. A produção industrial, os sistemas de transportes, de segurança, de saúde, de educação, lazer, comercio, agricultura dependem de energia, por isso a falta dela, afeta todo o país. A energia gasta na produção industrial é necessariamente um fator que pode tomar a mercadoria mais ou menos competitiva no comércio internacional. Assim, qualquer nação almeja atingir a auto-suficiência e baixos custos na produção de energia, para que as atividades econômicas não sejam afetadas pelas oscilações de preço de mercado internacional e nem dependam de boa vontade de terceiros para o fornecimento de energia. O petróleo é a principal fonte de energia do planeta, seguida pelo carvão mineral e pelo gás natural. Isso é preocupante, visto que 90% da energia consumida no planeta é provida de fontes não-renováveis, quer dizer, que um dia vã se esgotar. Isso não quer dizer que faltará energia no mundo, mas que haverá, um trabalhoso e caso período de transição para nos acostumarmos com a utilização de um novo tipo de energia. Neste capitulo será analisado a geopolítica e a produção dos principais tipos de energia. PETRÓLEO O petróleo é encontrado em bacias sedimentares resultantes do soterramento de antigos ambientes aquáticos. Pode ser encontrado nos estados sólidos, líquidos e gasosos. É usado pelo homem desde a muito tempo. O petróleo, além de ser a principal fonte de energia do planeta, é importantíssimo e está presente em todo o nosso cotidiano. Com ele, as industrias petroquímicas fabricam o 62


plástico, a borracha sintética, os fertilizantes e os adubos usados na agricultura. Mas, essa grande dependência gera outras questões: o petróleo é uma fonte não-renovável de energia. Algumas previsões indicam que ele se esgotará em no mínimo dois séculos. Edwin Drake encontrou petróleo em apenas 21 metros de profundidade, na Pensilvânia, Estados Unidos, e passou a comercia-lo com as cidades (em substituição ao óleo de baleia utilizado na iluminação pública). O petróleo o passo a ser consumido em quantidade crescente a cada ano. Junto com esse rápido consumo, surgiram companhias petrolíferas, atuando em todos os quatros fases econômicas de exploração: extração, transporte, refino e distribuição. A parti da década de 30, diversas empresas estatais passaram a atuar diretamente nos quatros fases econômicas do petróleo, ou pelo menos em uma delas. Alguns países fizeram concessões para que as empresas estrangeiras atuassem no setor petrolífero. Exemplo: a Pemox, no México; a Petroven, na Venezuela; a Agip, na Itália. No Brasil, com a criação da Petrobrás em 1953, estatzaram-se a extração, o refino e o transporte. Em 1995, foi extinto o monopólio da Petrobrás. Em 1960, criou-se a OPEP (Organização dos países Exportadores de Petrobrás), formada por 11 países: Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait, Catar, Indonésia, Argélia, Nigéria, Líbia e Venezuela. Com a eclosão da guerra entre Irã e Iraque, entre 1979 e 1980, os países importadores ficaram apreensivos com a possibilidade iminente de ingresso de outras nações árabes no conflito. Se isso acontecesse, a oferta mundial do petróleo ficaria comprometida, o que levou muitos países a comprar o produto, visando aumentar os seus estoques estratégicos. Com isso, a OPEP elevou o preço do barril para 34 dólares. Com isso elevações do preço do petróleo, os países importadores ficaram ainda comprometidos, pois agravava ainda mais a crise econômica do mundo desenvolvido, que já se arrastava desde o final da década de 60. Para enfrentar a crise, estabeleceram duas estratégias: aumento da produção interna e substituição do petróleo por fontes alternativas. Essas medidas visavam diminuir a dependência energética. Em 1986, com a substituição por outras fontes e com o aumento da produção em escala mundial, a lei da oferta e da procura voltou a funcionar e, a cotação do Brasil caiu para 12 dólares. A parti de 1986, o poder da OPEP foi se fragilizando, e ficava cada vez mais complicado estabelecer um acordo de preços e cotas de produção entre os países membros. Os Estados Unidos conseguiram essa fragilização de favorecimento comerciais a Arábia Saudita e ao Kuwait. Em dezembro de 1990, o Iraque invadiu o Kuwait e ameaçou invadir a Arábia Saudita, sob o pretexto de disputa territorial, mas a verdade é que eles estavam tentando impedir 63


que esses países extrapolassem a cota de produção de petróleo estabelecida pela OPEP, que estava causando queda no preço do barril. Os Estados Unidos, querendo defender seus interesses comerciais, interfeririam imediatamente, enviando tropas ao Oriente Médio e pondo fim a guerra em janeiro de 1991. Durante o conflito, o barril de petróleo atingiu seu preço Maximo de 40 dólares. Com o restabelecimento da normalidade no Oriente Médio, o preço no final da década de 90 em torno de 16 dólares o barril. CARVÃO MINERAL E GÁS NATURAL A participação dessas fontes de energia aumentaram significativamente a parti das crises do petróleo em 1973, 1979 e 1991, que levaram os países a substitui-los por outras fontes de energia. O carvão mineral ocupa hoje a segunda posição, e o gás natural a terceira no consumo mundial de energia. O carvão mineral é uma fonte de energia muito abundante, o que torna o substituto imediato do petróleo em situações de crise e aumento de preços. Mas, o carvão mineral acarreta prejuízos ambientais ao planeta, pois a estrutura molecular do carvão contém enorme quantidade de carbono e enxofre que, após a queima para a atmosfera na forma de gás carbônico, que agrava o efeito estufa, e o dióxido de enxofre, o grande responsável pela ocorrência da chuva ácida. O carvão mineral, também é uma importante matéria-prima da industria de produtos químicos orgânicos, que produz piche, asfalto, plásticos, etc. O gás natural, além de ser mais barato e facilmente transportável em condutores, apresenta uma queima quase limpa, que polui pouco a atmosfera se comparada a do carvão e a do petróleo. E sua queima libera uma boa quantidade de energia, que vem sendo utilizada, cada vez mais, nos transportes e na produção industrial. ENERGIA ELÉTRICA A energia elétrica é produzida principalmente em usinas, termelétricas e termonucleares. O que muda em cada uma, é a forma de girar um eixo e produzir energia mecânica, que será posteriormente transformada em eletricidade. HIDRELÉTRICA A energia hidrelétrica é gerada através de uma barragem feita em rio que apresenta, não necessariamente uma queda dágua, e sim de desníveis que possibilitem a instalação de uma barragem que forme uma represa e crie uma queda artificial. A energia potencial da barragem faz girar o eixo de uma turbina, gerando energia mecânica, que, posteriormente, é transformada em energia elétrica. Trata-se de uma forma limpa, barata e renovável de obtenção de energia, havendo imposto ambiental apenas na construção das barragens e no conseqüente represamento da água. TERMELÉTRICA Para se obter energia elétrica a partir da termeletricidade, aumenta-se os custos e o impacto ambiental, mas a construção de 64


uma mina requer investimentos menores do que a de uma hidrelétrica. O que faz a turbina de usina termelétrica girar é a pressão do vapor de água obtido através da queima de carvão mineral ou petróleo. Sua vantagem em relação a hidrelétrica é que a localização da usina é determinada pelo homem e não pela topografia do terreno, o que possibilita sua instalação nas proximidades da área de consumo. ENERGIA ATÔMICA O que movimenta a turbina de uma usina nuclear é o vapor de água, que é gerado através da fissão de átomos de urânio em um reator. As usinas nucleares são típicas de países desenvolvidos, já que o custo da instalação é elevado e a tecnologia incorporada ao processo é avançada. Se ocorrer alguns acidentes com essas usinas, a radiatividade leva anos ou até mesmos séculos para se dissipar. Ainda outro problema, é o destino do lixo atômico. Diversa outra forma de obtenção de energia elétrica vem sendo estudada por vários países, mas a sua produção e instalação ainda dependem da redução dos custos. POR QUÊ NÃO ANDAMOS DE BICICLETA? (as razões são muitíssimas, mas eis alguns testemunhos) As razões para andarmos pouco de bicicleta são mais que muitas: 1 - Somos vaidosos (queremos é mostrar o carro) 2 - Somos preguiçosos (qual dar à perna) 3 - As nossas cidades, vilas e estradas não estão preparadas 4 - Desculpamo-nos com o facto de não haver ciclovias 5 - Desculpamo-nos com o facto de haver subidas.... 6 - Temos receio (e devemos ter) porque a maior parte dos automobilistas não respeitam os limites 7 - Nos transportes públicos não podemos levar a bicicleta (o que é ilucidativo quanto ao atraso cultural que temos) 8 - Não há parques para deixar a bicicleta (só postes...) Tudo junto.... não se usa e pronto!!! Solução: A - Melhores transportes públicos com espaço reservado para bicicletas B - Ciclovias nas principais avenidas e ruas, desde que a inclinação o permita C - Penalização do uso de carro no centro das cidades. Que me perdoem os auto-dependentes mas isto só lá vai se o preço do estacionamento (no centro) for bem mais insuportável. D - Canalizar grande parte das receitas provenientes dos "luxos" (estacionamento no centro) para novas ciclovias e para melhores e mais alargadas acções de sensibilização - pelo ambiente, pela qualidade de vida e pela saúde. A bicicleta e os peões têm que ser considerados como um elemento do sistema de transportes. No mundo desenvolvido, o conceito de 65


mobilidade alarga-se a todos os meios de transporte. A idéia de multi-modalidade sai reforçada na sua eficiência quando alargada aos meios de transporte não-poluentes. Ainda por cima, estes apresentam uma vantagem muito forte, no que respeita à sua competitividade nas curtas-distâncias. (ver bicicletas competitivas nas curtas-distâncias).

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