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Opinião 4

Regulamentos

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o peso da estrutura até um máximo de 120 quilos, dependendo do motor considerado. 5 – Estreado no Audi TT, o cockpit virtual substitui o painel de instrumentos convencional por um monitor LCD de 12,3 polegadas, com gráficos de alta definição e totalmente configurável. 6 – Novo sistema de infotainment com ligação à internet via LTE, hotspot Wi-Fi a bordo e novo interface para sistemas iOS e Android, incluindo ainda prateleira de carga da bateria do telemóvel por indução. 7 – Direção com rácio variável e amortecimento regulável, dois dos parâmetros que podem ser ajustados pelo condutor no comando Audi Drive Select.

8 – A disponibilidade de assistentes à condução segura é muito alargada. Um dos mais curiosos antecipa situações da estrada e do trânsito, usando o sistema de navegação e câmaras, avisando o condutor da aproximação de rotundas e cruzamentos ou aconselhando a fazer desvios, em caso de trânsito congestionado. Além disso, inclui o auxílio à manutenção de faixa de rodagem, cruise control adaptativo com função Stop & Go, estacionamento automático, aviso de trânsito cruzado em saídas de parques sem visibilidade, travagem de emergência, iluminação de curva e sistema pre-sense, que prepara o carro para um embate, entre outros.

geiros nos lugares traseiros, e isso nota-se. Em termos dinâmicos, o novo Mégane ficou ainda mais eficaz, com uma suspensão capaz de suportar bem mais do que os 130 cavalos do 1.6 dCi que testámos. Este motor Diesel é já conhecido de outros modelos do grupo: permitindo acelerar dos 0 aos 100 quilómetros por hora em dez segundos e atingir os 198 km/h, tem uma boa resposta ao acelerador, mesmo a baixos regimes, e está bem isolado, em termos acústicos. Os consumos anunciados são de 4,7 litros aos 100 km, em cidade. De resto, esta nova geração tem disponível um completo conjunto de ajudas eletrónicas à condução segura, com destaque para a travagem ativa de emergência, alerta de saída de faixa, reconhecimento de sinais de trânsito, câmara de marcha-atrás e outros. O preço desta versão GT Line é de 29 850 euros, mas, com o motor 1.5 dCi de 90 cv e nível de equipamento Zen, o preço começa nos 23 200 euros.

indústria automóvel está submetida a regulamentos, impostos pelos vários países e instituições de segurança rodoviária, cuja extensão é difícil avaliar. Refiro apenas alguns, começando pela condução autónoma, um assunto que encanta os políticos e faz os engenheiros gastar horas de trabalho. Resumidamente, trata-se de aplicar aos automóveis o piloto automático que os aviões têm há dezenas de anos. O problema é que, por enquanto, as leis que regem a circulação de veículos nas estradas, algumas delas com origem no início do século passado, dizem que um automóvel só pode circular se um condutor estiver ao seu comando. Portanto, o piloto automático é ilegal. Outro exemplo vem das seguradoras de alguns países. Para reduzir o preço das reparações nos toques em cidade, as seguradoras “obrigam” os construtores de automóveis a fazer prolongar os para-choques de plástico para cima, de forma a deixar o bordo anterior do capô metálico o mais recuado possível. Mas há mais, muito mais. Por exemplo, os espelhos retrovisores. A sua existência, numa altura em que grande parte dos carros estão equipados com todo o tipo de câmaras de vídeo, só continua porque as leis da estrada assim o obrigam. Mais: a sua dimensão, tão prejudicial à aerodinâmica, segue dimensões mínimas estabelecidas por leis que regem a largura e outras a altura. Mais um exemplo? Em alguns países, continua a ser obrigatório que as rodas possam ser equipadas com correntes de neve. Isto obriga a um determinado espaço entre o pneu e a cava da roda, condicionando o tamanho da roda, dos pneus e dos travões. Isto sem entrar nos testes de colisão, que muitos construtores usam no marketing, mas que, por si só, estão longe de garantir a efetiva segurança. À boca pequena, já ouvi especialistas de algumas marcas dizerem que hoje se fazem carros para passar nos testes de colisão, não necessariamente para ser mais seguros. A verdade é que há regulamentos para tudo, no que aos automóveis diz respeito, com coisas tão básicas como a obrigatoriedade de cada carro ter faróis nos dois extremos da frente, numa altura em que a tecnologia de iluminação permitiria a sua colocação em posições bem mais eficazes. FRANCISCO MOTA Diretor técnico do Auto Hoje

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Super Interessante Portugal N.215, marco 2016  
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