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Foto; Marco Santos


Neste número, voltamos ás origens do mal…ou do bem dependendo do ponto de vista. Fomos contactados por alguns “Merdas” que acreditavam que deveria ser proibida a venda desta revista tão infame e alem desses, outros que dando a sua humilde opinião, diziam que “deveriam investir mais em comparativos, testes de motas de origem e acessórios…a malta gosta disso”… Creio que desde o início sempre foi lema da casa, não apresentar motas de stock, “vagões de lixo”, ou motas dos “Hoginhos” e Wannabes. Como tal, deixo de novo o convite a esses que perturbam o sossego desta vossa/nossa revista com PME´s (Perguntas muito estúpidas) que deixem de ser melgas e ponham-se no caralho!! Vão comprar a revista “Maria” e a “Novelas”… Assunto esclarecido, passamos adiante ao que interessa. Neste numero 3, trazemos as festarolas de arromba feitas no nosso país pelo pessoal dos Hells Angels MC, mais em concreto do Chapter do Southside, o que levou o nosso mano Marcelo a ter que levar a cargo a heróica tarefa de beber tantas cervejas quanto o corpo podia aguentar. Internacionalmente com o Custom Chrome Dealer Show de Mainz na Alemanha, também a nossa Designer de serviço, Eugénia e o seu respectivo marido, Ricardo Lima, cuja mota foi alvo do nosso numero 2 (HD Night Train Pura Vida) tiveram a tarefa de, guiados pelo excelente guia Dieter, alemão afincado em Portugal, percorrer todo o cenário para nos trazer as melhores fotos e maquinas do evento. Do outro lado do charco, o show internacional de rockabilly deu cor as nossas paginas através das fotos do “Viva Las Vegas Rockabilly Weekend”. Nas duas rodas, vinda de França, apareceu uma Sportster Ironhead de nome Brown Sugar , e do nosso colaborador Florius Velthius directamente da Bélgica, veremos o que se pode fazer com uma Jawa 250. Mais uma vez, rendemos homenagem ao mestre Peder da Hogtech com um incrível Chopper Sueco, que merece atenções da capa deste mês. Não menos está a Gothika, da casa Black Label , bem conhecida cá em Portugal por ser uma das Choppers mais imponentes que por cá rolam. Espaço para as Bobber nacionais a cargo de Pitta designs, com a “Crazy Rocket”, uma mistura de Bobber e trail ao bom velho estilo “home made”. Este mês explicamos também o que significa ser um “Rocker” e o que é uma Café-Racer, cuja cereja no bolo vem com uma report completa com “Making off” de uma CB 750 “Cafeina”, de puro-sangue Português. Para acabar, metemos gás a fundo num Ford Model A com motorização Volvo 2.0 Turbo…a ver o que acontece. Isto e muito mais na única revista com os colhões bem assentes no meio das pernas, sempre prontos para foder a cabeça ao próximo “cromadinho” que venha na esquina. Lembrem-se, nós somos aqueles gajos que as vossas Mamãs vos avisaram que iriam aparecer para vos estragar o d i a… Marco Santos

A revista Garage-Ink é totalmente fora da lei. Sinceramente, aqui esta tudo a cagar-se para leis, bófias, Hoginhos, wannabes, chibos, merdas, Pipis, etc… Se não gostas, muda de página ou vai comprar outra coisa a teu gosto. Se tiveres mais problemas, encontramo-nos nas concentrações ou festas (se tiveres colhões para ir, claro!) e resolvemos as coisas á homem. Editor/director; Marco Santos (garage-ink@hotmail.com) Colaboradores Nacionais; Marcelo Santos, Eugenia Lima, Rui Roka, e diversos MC da linha 1%. Colaboradores Internacionais; Florius Velthius( Netherlands), Rui Roka (UK), Daniel G. (USA), Jordy Reixach(Spain),


Crise, Crise, Crise, não há dinheiro, fábricas param, desemprego, e outras catástrofes… Mas para mim, a crise já existe há muito tempo. Saltando de emprego em emprego, não sou mais que um escravo desta dita Sociedade que pouco ou nada me diz e é por isso que a minha Harley é tão importante para mim, com os seus 15 anos de asfalto em cima, sem um pingo de vaidade como acessórios. Ela dá-me vida e motivos para sorrir, uma saída com amigos, uns Km de asfalto, e o mundo brilha, uma viagem pequena ou grande, traz sempre histórias para contar. Renova baterias para aturar o mal humor dos Enjaulados condutores de automóveis que se julgam donos da razão. Mas a verdade é que em crise há sempre boas coisas que acontecem, ou seja, separa-se o trigo do joio, os ditos motards, mauzões faz de conta, que se auto intitulam guerreiros de fim de semana são os primeiros a encherem os stocks das lojas com motos em segunda mão pois a falta de dinheiro faz com que os preços baixem. As estradas, festas e concentrações voltam aos seus donos originais. Os que vivem entupidos de dinheiro onde a tal crise nem lhes fazem cócegas, tornam-se ainda mais elitistas e fazem festas privadas de exibicionismo, deixando assim, os verdadeiros Biker curtir a vida e a Estrada, livres destes Wannabies. Os poucos Wannabies que sobram vão à missa do tão famoso dia do Motard - não me levem a mal mas que merda e essa??? E ainda por cima em Faro, depois da Diocese ter fodido metade do terreno à concentração mais famosa d o p aí s . Não quero ofender ninguém pois há muito boa gente motard, mas quando me dizem”hoje é o teu dia, hoje é o dia do motard”, a resposta tende a ser, “motard é a puta que te pariu”! Claro que todos sofremos com a Crise, ninguém mais quer modificar as suas motas ou investir numa pintura personalizada antes da concentração de Faro, ou algo assim, fazendo muito boa gente perder os clientes, mas entre bikers as cores, a amizade e a lealdade falam mais alto, dá-se a volta ao assunto, gasta-se o dinheiro tão suadamente conquistado nos negócios dos nossos amigos, nos bares dos nossos companheiros, nas festas Bikers dos verdadeiros MCs, e com alguma alegria, na revista do meu Irmão de Estrada, que tanto orgulho tenho em ajudar (é só 4 € porra!!). A Crise que vá à merda, esta alimenta -se de medo, fiquem com a cabeça fria que isto não dura para sempre. Recentemente, tive uma dessas experiencias, numa obra das grandes nesta costa Alentejana, o dinheiro acabou, falava-se de desemprego, de parar a obra, de não haver lugar para onde fugir, que lá fora ta mal, blablabla… No pior caso, a moto ficava em nome da namorada, o banco que leve a casa e pronto, problema resolvido. Bem o pior não aconteceu e pelos vistos ainda vou ter uns trocos para gasolina e cerveja. A vida e simples meus amigos, mas não se enganem, simplicidade não é facilidade, muito pelo contrario... As pessoas de valor, sabem-no, e é para estas que nós fazemos esta revista… A todos FTW, boas curvas e que nós nos encontremos por ai... Marcelo Santos PS. Parabéns e um grande abraço ao Vasco e Cláudio pelas suas cores, mostrando mais uma vez que simplicidade não é facilidade, muito pelo contrario, não é para todos… Alguma duvida ou sugestão a ; marcelocrdossantos@hotmail.com


-Fotografia Biker -Reportagens Fotogråficos de Eventos Biker -Books para MC´s/ Motoclubes

Contacto; Marco Santos

kustomville@hotmail.com


Texto ; Marco Santos Fotos ; Olivier G´sell

Mick Jagger é desde os loucos anos 60, o vocalista da banda musical das “pedras rolantes”, ou Rolling Stones como lhes chamam os milhares de fãs espalhados pelo mundo. Alem disso, Mick pode-se considerar um velhote sortudo que gosta de gajas boas, com menos de metade da idade dele, e vive o lema de Sexo, Drogas e Rock n roll… Um dia, escreveu um tema que deu nome a esta mota que apresentamos vindo directamente de França; a “Brown Sugar”…


Chamam-lhe inveja ou não, todos nos gostaríamos de ser pelo menos por um dia, uma destas estrelas míticas do “Rock n Roll”…mais que não fosse pelo sexo. De igual modo, com esta inveja saudável, muitos de nós gostariam de ter na Garagem esta bonita Ironhead que enche as nossas páginas. Olivier, o seu proprietário, vive em França onde trabalha como ajudante de oficina da Dub Performance. Esta marca, conhecida no mundo Custom pelas suas bonitas (e caras) peças para Harley Davidson e japonesas, conta já com inúmeros fãs e prémios internacionais, ainda que esteja somente no mercado desde 2004. Começando com um motor Sportster Ironhead de 4 velocidades que comprou através dos conhecimentos da Dub Performance, Olivier e seus companheiros e amigos de trabalho nas horas livres iam dando ideias e ajudando á construção desta que seria a sua mota diária. “Eu já tinha umas peças de lado que fui comprando ao longo dos anos e Quilómetros de estrada…as ideias também não faltavam, e a ajuda do pessoal da Dub foi a cereja no cimo do bolo!!”


O motor como já foi referido é um Sportster de 4 velocidades, de 1000cc de ano incerto pois vinha dentro de uma caixa quando passou do outro lado do charco ate á terra dos “Avec” a um preço muito razoável. Rodava e funcionava, e isso era o que interessava pois bastou meter umas velas de ignição da Accel e uma bobine da mesma marca e a correr!! Para alimentar a sede da máquina e a sede de “Customizar” do próprio dono, acompanhando esta progressão e vindo também de parte incerto, encontramos um carburador duplo Dell´orto, que ao que parece, andava metido num Alfa Romeu e não custou mais que 4 contos, na nossa moeda antiga… Para respirar, nada melhor que umas trompetas artesanais e uns filtros ainda mais artesanais, feitos com rede e elementos filtrantes da K&N .


Ainda no capítulo motor, os escapes merecem a nossa atenção, pois são uma peça de arte caseira de Olivier, uma mistura de “trumpet” com “drag pipes”, envoltos com cinta anti-calórica para dissipar os gases e manter o aquecimento. A tampa lateral do motor foi recortada para lhe dar esse aspecto de Big Twin, ou de motor “mais grande”. Esse cilindro que está pendurado do lado esquerdo, não é mais que o depósito de óleo do motor e foi feito a partir de um tubo de alumínio. Já com o coração original e bem disposto a fazer quilómetros, era hora de construir um berço que o alberga-se, assim que a decisão foi obviamente, um chassis rígido pois a velha escola a isso obriga. Com um ângulo não muito pronunciado para uma boa condução e melhor maneabilidade para se mover pelas ruas da sua amada Millery e visitar amigos em Paris e Lyon, este foi construído nas horas livres na Dub Performance, entre projectos milionários e clientes “francius”.


A suspensão dianteira é proveniente de uma irmã mais nova da família Sportster, e agarrado aos seus T´s, está um guiador Z-bar e um conta-quilómetros “minispeedo” para ver a quantas andamos aos comandos desta pequena endiabrada. Uns punhos “coca-cola” da velha escola e umas manetes originais solucionam o resto dos controles de mão. Mais elaborados são os comandos avançados para os pés, pois são uma mistura de peças de Vespa com peças variadas que andavam a rondar as caixas da oficina…o resultado pode-se ler nas peseiras e são um grito para quem o vive; “Cheat death” ou seja, engana a morte.


Buscamos distribuidores com ou sem loja!!! Infos em ; kustomville@hotmail.com (Importador oficial para Portugal)


Texto; Marco Santos Fotos; Hogtech ( www.hogtech.com)

Na Edição passada da Garage Ink, conhecemos a “fabrica” Sueca da Hogtech… Este mês, conhecemos um dos seus últimos trabalhos e a questão não pára de rondar as nossas cabeças; Afinal, o que é uma verdadeira Chopper???


Partindo de um princípio básico na Cultura Custom, Chopper que se considera chopper, é uma mota de estilo Sueco. Para estas motas, esta linha fluida e bem preparada não é mais que a essência do que se considera uma chopper. Podemos ate mete-lo por pontos;

Ponto 1- Chopper que é chopper, tem um motor em V. Exactamente por isso, embora seja uma lei discutível, é que se optou por um S&S de 93 Polegadas, ou 2360cc, como queiram. Esse motor, em forma de Panhead (daí o 1962, um bom ano para os Pan)era o motor usado para a fabricação das motas para o aniversário da S&S, e poucos foram fabricados exactamente pela exclusividade.

Ponto 2- Arranque a pedal. Neste ponto a nossa mota ganha, pois a caixa Baker de 6 velocidades leva com ela um bonito Kick Start da velha escola.


Ponto 3; Chopper que é chopper, leva suspensão dianteira tamanho XL. Sim, estamos de acordo pois esta mesma leva uma Tolle bem grande, como qualquer Sueca que se preze.

Ponto 4; Chopper que é chopper, não tem travão dianteiro… Assim sendo, a “1962” ganha mais um ponto pois a travagem (ou abrandador…) está a cargo de uma cremalheira/travão traseira da Kustomtech.


Ponto 5- Chopper que é Chopper tem que ter um Ape Hanger!! Bem, não necessariamente, pois aqui leva um guiador Pullback também fabricado na Hogtech…mas ninguém é perfeito!!

Ponto 6.- Chopper que se considera como tal, tem uma roda de 21” á frente e de 16” atrás!! Bem, neste caso foram usadas rodas Erixson Custom 19x2,15 na frente e 17x6 atrás com pneus de medida 90/19 da Dunlop e 180/17 da casa Screaming Eagle na traseira…sópara contrariar.


Ponto 7; Chopper que realmente é chopper, tem que ter uma embriagem suicida!! Sim, é verdade; chopper que é chopper, tem que ter uma embriagem e mudanças de “mão” tipo Suicida. Neste caso, tudo isto está entregue a um conjunto de “jockey Shift e embriagem” da própria Hogtech.


Ponto 8, 9 e 10; Chopper que é chopper, viaja, é fiável e fora da lei… Neste ponto, é a ideia de cada um… Esta mota é fiável, Peder viaja cada vez que pode e a parte da fora da lei…bem, isso será sempre parte do encanto de ter uma chopper. Se queres ter uma chopper como esta, totalmente homologada, podes contactar com a Hogtech em www.hogtech.com ou por mail á Kustomville-Kustom Works, ( kustomville@hotmail.com ) que é o distribuidor da Hogtech para Espanha e Portugal.


Texto; Marcelo Santos e Marco Santos Fotos (ou espécie de fotos…) Marcelo Santos

“Um dia, todos os dinossauros morrerão e as pessoas não vão ter outro remédio que levar com esta música pelo Cú acima…” Kurt Cobain, Abril de 1994

Assim como afirmou categoricamente esta frase o líder já falecido da não menos famosa banda musical Nirvana, também na “Garage Ink.” decidimos modificá-la ao nosso próprio ambiente; “Um dia, todas as concentrações se acabarão e os bikers não vão ter outro remédio, senão ir a este tipos de encontros…” O pior é que neste tipo de encontros meio familiares é que os verdadeiros Bikers se sentem realmente em casa…


Festas com atitude, alegria, cerveja e boa musica, que mais um homem pode pedir...?? Bem se não chovesse também não era mau…porque ultimamente toda a vez que aponto a mota para norte, S. Pedro faz a sacanice de abrir a torneira, e desta vez não foi excepção. Começou a chover forte na saída de Alcácer do Sal e assim foi até chegar a Lisboa, onde me encontrei com os senhores da Caveira Alada que, tão bem me receberam no Club-house dos Olivais. A partir daí fiz o resto da viagem de carro, pois alguém tinha que ficar pendurado na janela a sacrificar-se para tirar fotos (ainda bem que só mostrei as fotos no fim da festa, pois com a habilidade que tenho para fotografia provavelmente tinham-me atirado janela fora, e bem vistas as coisas, eu devia ter-me atirado a mim próprio… (Meter na agenda curso de fotografia digital assim que puder...).


A chuva lá deu descanso, mas mesmo com ela o pessoal meteu-se à estrada nos seus ferros para curtir a festa... Afinal de contas está “aberta a temporada oficial de saídas de moto”. Começou a ouvir-se trovões, dos mais bonitos, dos que saem dos tubos de escape, assim que se chegou à Fonte Luminosa, na Charneca da Caparica, onde a festa começava. A cerveja corria, as bolas de snooker rolavam, as gargalhadas ouviam-se, a carne grelhava... Havia martini para abrir o apetite e o ambiente era animado entre competições de matraquilhos e bifanas grelhadas. Muita gente, entre amigos, supporters e hangarounds, de todas as idades, caras conhecidas, e gente que nunca vi a frente (e nunca me viram) se juntaram aos Angels que organizaram a festa. O lugar era excelente, mas a Estrada fala mais alto, e em bom estilo, todos rolaram Estrada fora, em formação 2 a 2, que tão bem os Angels sabem fazer (e certificando-se sempre que ninguém ficava para tras e que nenhum “enlatado”estragava a festa a nenhum dos participantes), num espectáculo gratuito a todos os habitantes daquela área, que acenavam em admiração à formação que passava, percorrendo o transito em direcção ao próximo bar escolhido pela organização. 20 e poucos Kms depois, chegámos ao Vela Latina na Moita, que alem de um bar bonito e animado, junto ao rio, era agora um ponto de encontro onde o pessoal conversava e bebia uma geladinha descontraído ao som de um bom Hard Rock.


Nota do editor; á direita, Alfredo do blog Cavalo Alado e á esquerda, Marcelo Santos, nosso colaborador…bêbados profissionais e “bikers to the bone”

Bruto and The Cannibals, em grande como sempre!!!


Volto à festa à noite, pois tinha que buscar a mota que tinha deixado do outro lado da Vasco da Gama. Entro no Club House dos HAMC Southside, no Montijo, onde já se jantava um belo Chili. Mais umas cervejinhas, mais umas gargalhadas, com toda gente animada. Apareceu ainda mais gente só para ouvir a banda, Bruto and the Cannibals, que em bom estilo, encheram a casa com a sua boa musica. Fim do concerto, e lá vou eu para a Estrada, agradecendo aos meus amigos pelos momentos bem passados e uma promessa de voltar para outra festa que viria no próximo mês, a do concerto dos “Oitentamente”. E para variar, mais chuva…


Não era de estranhar que passado um mês lá estivesse caído de novo para ouvir esta banda de tributo aos Hits dos anos oitenta. Desta vez num ambiente mais familiar, mas sempre bem animado e com jantar à mistura (Porra, não devia ter passado pelo McDonalds...). Foi bom rever caras conhecidas e gastar 2 dedos de conversa e mais uma vez a banda escolhida foi excelente, dando um óptimo show. Chego a casa lá pelas 4 da matina, trazendo mais “convites” para futuras festas, conhecendo mais gente de todo o país. Aos HAMC um muito obrigado pelo vosso bom gosto e em especial HAMC Southside pelas festas que ofereceram, e que venham muitas… P.S. Para variar na volta, apanhei chuva novamente, mas desta fui de carro (Ha,Há,há S. Pedro).

A tua Oficina Old School em Santiago do Cacém tem um nome… Contacta-nos; 919618060 (Pratas) Reparação e personalização de Customs


Tipicamente, para o mundo, o Português é um gajo desenrascado, bom bebedor, bom garfo e com um sentido inexplicável para construir ou restaurar motas que aos outros parece uma autentica merda sem salvação…

Texto; Marco Santos

Fotos; Henrique Souto


Henrique é um apaixonado por todos os veículos de duas ou quatro rodas com carácter e personalidade. Na garagem deste homem, repousam ou repousaram nomes sonantes de máquinas a dois e quatro tempos, mas o sonho de ter uma verdadeira Café Racer manteve-se através dos anos na memória de Henrique.

“Desde a minha infância era para mim uma moto de sonho. Um vizinho tinha uma das últimas e eu babava-me ao som daquele Kerker 4-1... Um dia numa loja de motos de bairro onde há anos sou cliente perguntei se o “Careca” (dono) conhecia alguém com uma para venda. “Eu tenho uma desmontada, é minha mas é o modelo a seguir, de 2 árvores de cames...” foi a sua resposta. Desapontado pedi para a ver e o homem estava equivocado, era aquela que eu procurava, SOHC!!! Após alguma discussão e luta pois ele não a queria vender, contei com a ajuda da sua esposa e lá me vendeu a m o t o .”


“Esta moto foi efectivamente do Sr Almeida, proprietário da Iba, representante Honda em Portugal, foi-me confirmado por um antigo mecânico que lá trabalhou. Totalizando apenas 20000 kms, a vida desta pobre coitada foi estar desarmada pelos dois proprietários que se seguiram. O primeiro deles, sofreu um aparatoso acidente onde ia à pendura numa moto de um amigo e este faleceu. Assim que chegou a casa, desmontou a Cb toda. O “Careca” que a comprou em caixotes, montou-a e andou um par de meses, pois num arranque desfez a segunda velocidade. Hora de desarmar o motor!!! E assim ficou, nos 13 anos que se seguiram... Na altura que a comprei vinha com o motor ainda desarmado, faltando numerosas peças! “


Estava já em mente uma Café Racer, a melhor que eu pudesse fazer, e com a ajuda da Net e Ebay fui juntando as peças necessárias à medida que os trabalhos iam decorrendo. Para o motor estavam em falta uma caixa de velocidades completa para o aproveitamento de peças, bomba de óleo, cárter, motor de arranque, carretos do motor de arranque, tampa do selector/pinhão de ataque e tampa do filtro de óleo. Mandei decapar, metalizar e lacar o quadro a vermelho enquanto tratava das jantes, suspensões, travões e instalação eléctrica: Jantes pintadas, forquilha reparada e inicia-se a montagem...

Desarmei a cabeça do motor para verificação e um dos cilindros tinha vestígios de humidade. Reparar, limpar, rodar válvulas, substituir vedantes de guias de válvula e fechar o motor... Montagem do motor no quadro. Montagem de todos os acessórios incluindo novo canhão de ignição, ignição electrónica completa Dyna III, bobines de 3Ohm Dyna, linha de escape completa 4-1 Boysen em inox, avanços ajustáveis Tecnoflex, suporte de farol Tomaselli, pousa-pes Raask e por ultimo mas nada desprezável assento Giuliari. Eliminei a caixa de filtro de ar para uns filtros cónicos individuais, bem mais agradáveis à vista, encurtei o silenciador em 10cm, e afinei a carburação para este novo set-up! Para o guarda-lamas frontal a escolha recaiu para um proveniente de uma K1 pois tem duplas espias e o traseiro foi cortado pela linha do quadro. O farolim e suporte de matricula é Lucas. As tampas laterais estavam em falta, bem como os símbolos...


“Começaram a chegar as peças do polidor, da cromagem e pintura. A moto chegou à sua fase final... Ouvir um motor trabalhar depois de tantos anos desarmado é sempre bastante emotivo... Daqui à “conclusão” da moto foi um instante. As aspas servem para relembrar que uma CR ou Café Racer, (e ainda por cima minha) nunca estará concluída...”

Patrocínio;

www.caferacer351.com


Passaram já 12 anos desde a primeira edição deste festival em que o empreendedor Tom Ingram leva a cabo este maravilhosa fantasia em que durante 4 dias, os participantes teem a oportunidade de viajar no tempo, exactamente décadas atrás para poder desfrutar do “good old rock n roll”…


Este festival é uma volta atrás e uma homenagem aos anos dourados da musica e cultura dos Estados Unidos da América. Esse cabrão chamado Rock n roll, que a muitos de nós leva a fazer kilometros e kilometros só para poder trautear com os pés e as mãos qualquer som de Dixie ou Texabilly Rockets, levou também a cerca de 30 mil pessoas a visitar este festival, o qual se realiza na plena cidade do pecado; Las Vegas. Las Vegas é uma cidade no meio do deserto onde antes não existia nada…foi construída como um oásis para os trabalhadores do caminhode-ferro que nos anos 30 ali passavam no meio do deserto. A barragem de Hoover Dam, que está ali ao lado, considerada como uma das obras-mestras do século 20, é a principal fonte de abastecimento de agua e a razão principal pela qual esta cidade ainda se mantém de pé. Las Vegas, cidade com o seu céu azul, com camions que entram e saem das suas largas avenidas, com o som das maquinas “papa moedas” ou slot machines, as sempre espectaculares luzes de Néon pela noite dentro, as gajas (Boas!!) que se anunciam para “companhia”, veículos de 2, 3 ou 4 rodas, sempre loucos ao bom estilo americano, com preços incríveis, em exposição ou simplesmente num cruising frenético de estilos e cultura, parando em frente aos casinos para deixar algum “pobre”… O festival Viva Las Vegas Rockabilly Weekend realiza-se no casino “Gold Coast” durante o primeiro fim-de-semana de Abril. Se nunca estiveram num casino destas dimensões, digamos que se pode descrever como um hotel normal, mas tamanho “Besta”!!


Este Hotel, como uma autentica cidade, possui de tudo para o prazer e o lazer, desde casinos próprios com as suas mesas para gastares o subsidio de ferias, ate um buffet livre onde se pode comer de tudo, ou inclusive uma pastelaria onde podes comprar bolos ou uma cabeleireira para os penteados. Tudo esta pensado para que o hospede se sinta em casa e não tenha sequer que sair do hotel para passar um bom bocado. Durante o Rockabilly Weekend, como é normal, os Rockers misturam-se com os vários jogadores que vêem de vários estados para provar a sua sorte nos dados e cartas.


Nestes quatro dias de festival, o programa é tão vasto que quase é melhor ficar mais uns dias para poder visitar a cidade, porque como é normal, até nos esquecemos onde estamos…seja pelo álcool, seja pela música em si. Desde a manhã que vários grupos rockabilly, country, rithym n blues, doo-woop, surf, blue grass, rock n roll, hillbilly, etc, com excelente qualidade se juntam para dar o seu melhor nesta hora de fama.


Pois isto é Las Vegas e o seu festival Rockabilly Weekend, uma mistura de culturas e uma compilação de grupos e estilos musicais com claras influências nos anos 50. Claro que aparte da música, existem os vários stands de roupa, dos anos 40 e 50, blusões, botas, discos antigos e menos antigos, etc… Ca fora, um verdadeiro festival de Hotrods, ratrods, choppers, bobbers, café racers, kustom Cars, racers, etc… Claro, a parte humana com os rockabillyes, pin-ups, looks anos 50, todos ao som do melhor rock n roll e num desfile de cor e beleza. Se não tens nada que fazer no primeiro fim-de-semana de Abril, Las Vegas pode ser a tua próxima opção…e o que se passa em Vegas, fica em Vegas…


Texto; Marco Santos Fotos, Florius Velthius

Quando o lixo de um Homem se torna o maior tesouro de outro‌


Tal como no número 2 desta vossa/nossa revista, aqui apresentamos mais um projecto de Phil e da sua oficina “Dark Star Kustoms” na Bélgica. Depois da BSA 250 Rat (ver Garage Ink. n2) Phil volta a surpreender com esta essência de bobber com chopper e algo mais. Philip um dia teve a ideia louca de fazer uma chopper ao estilo dos anos 50. O pior é que a base inicial seria uma velhinha Jawa 350 de 2 tempos. Num Bike Show na Áustria, a mota parecia uma anã ao lado das brutais maquinas que estavam a concurso, mas acreditem ou não, foi a minha preferida nesse dia.


“A ideia de fazer esta mota foi para demonstrar aos “putos” que não tens que ter milhões e um motor em V para fazer um projecto “milionário”…”


O que um dia foi uma Jawa 350 agora é a fabulosa maquina que se pode apreciar pelas fotos. Conforme nos conta Philip, os projectos de baixo custo são os seus preferidos; “Não sou gajo de muitas modas, por isso queria fazer algo diferente dos outros todos que se dedicam a construir motas…alem disso, abres revistas e as coisas já são sempre iguais, as tendências não mudam muito… Como o dinheiro nunca abunda, dedico mais o meu tempo a estes projectos “Low Cost”. Tinha esta Jawa de 75, que veio da Republica Checa, completamente original e em duas semanas fiz isto que se pode ver. A ideia de fazer esta mota foi para demonstrar aos “putos” que não tens que ter milhões e um motor em V para fazer um projecto “milionário”!!


“Tinha esta Jawa 350 a dois tempos de 75 completamente de stock…em duas semanas fiz isto que se pode ver!!”


O plano era fazer uma mota ligeira para ir bem dentro da cidade de Hague. Como Philip é um verdadeiro Rocker, da velha escola, não teve que pensar sequer em que se ia inspirar; A ideia foi baseada nas flat-track antigas e nas corridas de Bonneville, e a velha e original Jawa de 350cc de dois tempos foi a escolhida para a tarefa. O motor foi mantido mais ou menos original, mas para que “voasse mais baixinho”, o motor foi “artilhado” para uns simpáticos 366cc, e a isto adicionou-se um carburador de uma Jawa 350 mas de cross. Que podemos dizer de esse sistema de escape?? Que foi feito por Philip usando imaginação e pouco mais que aço inox?? Que está completamente aberto e oco? Que tem um som BRUTAL, mas não desses musculados 4 tempos, mas sim um estridente e sonoro barulho descomunal como se tivesses uma abelha dentro do ouvido, que aumenta com as rotações??...pois, isso e tudo mais…!!! Como se queria uma estética anos 50, este homem usou também material nostálgico, como por exemplo o latão que serve de mangueira de gasolina. As rodas vieram de uma CZ de competição e o travão dianteiro e traseiro são ambos de tambor e accionados pelo pedal da direita. As rodas continuam de 16, em medidas 3.25, e a única suspensão existente, a dianteira, veio de uma Suzuki 175 ligeiramente recortada.


Poderão nesta altura perguntar-se que é aquela alavanca se não é um “jockey Shift”, mas podemos adiantar que é uma alavanca de embraiagem…pois é isso mesmo. Ao que parece Philip diz que é bastante cómoda pois pára nos semáforos, encosta o seu joelho esquerdo, acciona a embraiagem e com o pé esquerdo mete a primeira saindo como uma bala!!! Cada maluco com a sua pancada… O depósito de gasolina estava por ali abandonado e foi profundamente modificado ate ter o aspecto que se pode ver, com o seu medidor de gasolina na lateral também a jogo…tudo um detalhe da velha escola. Que dizer desse guiador…bem, era de uma Suzuki Katana, mas Philip deu o ar da sua graça modificando-o para parecer um Z-bar ou algo ainda mais raro. O assento desta mota foi das únicas peças de catálogo existentes, e está feito com pele e acabamentos em metal flakes o que sem duvidas acentua o seu carácter “´50s”. Para ultimo deixamos o restante desta máquina que recai no seu quadro rígido que pode não parecer mas segue sendo o original com a secção traseira modificada para esta triangulação rígida. Como este Rocker veio do surf e do skate, nada mais fácil que apareça por esta mota uma roda de skate a servir de esticador de corrente. Philip expressou o seu bom gosto nesta pintura mas conta como foi feita em tom de desafio; “Tinha que pintar a mota para levar para um bike show…mas a minha oficina não é nada especial. De facto, não passa de um barracão velho onde faz muito frio…então quando tentas pintar com compressor como os pintores profissionais, a coisa não funciona muito bem por causa de vento e frio. Então, fiz as cenas á maneira antiga e pintei a mota inteira com latas de spray e metal flakes!!” Nada mal para umas latas de spray, verdade…??


Autocolantes “Support” ; 2,50€

Beyond the Law: 7,50€

Motorcycle Diaries; 7,50€

T-shirt Support; 15,00€

HA on Wheels; 5,00€ Easy Rider; 7,50€ Banda Sonora Easy Rider; (Versão Francesa S/Legendas) 4,00€

HD & Marlboro Man; 7,50€

Choppertown, The Sinners; 10,00€ Banda Sonora; 4,00€

Pedidos a garage-ink@hotmail.com especificando nome do artigo. Pagamentos por transferência Bancária. Envios por Ctt.


M Maarriiee V Voonn B Beeaattnniikk,, U UK K Triumph feita por Baron Speed Shop Brevemente nas nossas páginas reportagem completa desta mota…

Marie Von Beatnik

Q Quueerreess sseerr aa nnoossssaa pprróóxxiim maa P Piinn--uupp ddoo m mêêss???? G Goossttaarriiaass ddee sseerr ccaappaa ddaa nnoossssaa rreevviissttaa???? E Ennvviiaa aass ttuuaass ffoottooss (( ccoom m bbooaa rreessoolluuççããoo,, ccllaarroo!!!!)) ppaarraa ggaarraaggee--iinnkk@ @hhoottm maaiill..ccoom m


Garage ink numero 3, junho/julho 2009  

A unica revista com colhoes, aqui em teste para o numero 3!!

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