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Foto: Lucas Panoni

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Olhar diferente Página 2

Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Municipal de São Caetano do Sul 0DUoR de 2013 - Ano 4 - Nº 32

Piscinão que é bom, nada

Droga de jogo!

Training Games é nova mania entre jovens mas preocupa pais e especialistas Página 8

Cidades

Falha no estopim

Boom imobiliário não funciona e mercado é prejudicado Página 4

Foto: Thiago Lima

Foto: Daniel Tossato

Moradores são obrigados a usar alternativas para escapar das enchentes no ABC

Cultura

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Política

Erguendo bandeiras digitais

Manifestações virtuais são o novo grito da juventude ''de sofá''

Página 5 Foto: Divulgação

Resgatando tradições

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Página 6

Foto: Rafael Revadam

Esportes

Praticantes do futebol de botão lutam para expansão do esporte entre as novas gerações

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0DUoR de 2013

Universidade Municipal de

Ano 4 - NÂş 32

SĂŁo Caetano do Sul - USCS

Editorial Mais um ano se inicia e com ele novos projetos, sonhos e realizaçþes. “Adeus ano velho, feliz ano novoâ€?, jĂĄ dizia a conhecida mĂşsica. E ĂŠ assim que a primeira edição do Jornal Olhar Social de 2013 começa: com mudanças. Depois de ter passado por uma reformulação, o jornal possui agora ilustraçþes e charges feitas pela desenhista e aluna do 5Âş semestre de Jornalismo, Beatriz Paz. Apesar desse ar descontraĂ­do, as matĂŠrias continuam relatando os acontecimentos mais marcantes e importantes do ABC. Nessa edição, vocĂŞ poderĂĄ conferir uma matĂŠria sobre as enchentes que afetam as cidades do Grande a ONG ainda se preocupa em informar e conscientizar os futuros donos. Para mais informaçþes acesse o www. clubedosviralatas.org.br.

Os objetivos visados para a criação desse projeto, alÊm de promover a redução das emissþes de gases de efeito estufa das atividades agropecuårias, são reduzir o desmatamento, aumentar a produção agropecuåria em bases sustentåveis, adequar as propriedades rurais à legislação ambiental, ampliar a årea de florestas cultivadas, estimular a recuperação de åreas degradadas. O tempo de implantação do projeto Ê de 5 a 15 anos.

Postos oferecem vacina contra catapora

Lollapalooza 2013 Pearl Jam, The Killers, Queens of the Stone Age, Franz Ferdinand, Planet Hemp, Criolo, Agridoce e Vanguart são alguns dos destaques do evento que acontecerå no Jockey Club, em São Paulo, nos dias 29, 30 e 31 de março. Os organizadores do Lollapalooza esperam 200 mil pessoas nos três dias de evento, público bem superior ao da edição de 2012.

Grupo de Proteção aos Animais de Ribeirão Pires A ONG Clube dos Vira-Latas abriga cães e gatos de rua para coloca-los na adoção. AlÊm disso, a ONG presta atendimento mÊdico, castração aos animais carentes, vacinação, cirurgias, acompanhamento clínico e outros. Quando o bicho Ê adotado,

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Jornal-laboratĂłrio do Curso de Jornalismo da Universidade Municipal de SĂŁo Caetano do Sul Fevereiro de 2013 - Ano 4 - NÂş 26 DISTRIBUIĂ‡ĂƒO GRATUITA

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A partir de 2013 as crianças poderão receber nova proteção. O novo imunizante tambÊm proporciona cobertura contra outras doenças, como sarampo, caxumba e rubÊola. A vacina serå aplicada em duas doses: uma aos 12 meses e outra, aos 4 anos. Atualmente, pais que desejam proteger seus filhos contra a catapora têm de recorrer a clínicas particulares, onde Ê encontrada uma vacina específica contra a doença. O SUS atÊ agora oferecia o imunizante apenas nos casos de surto ou em campanhas específicas.

CBF anuncia calendårio do futebol 2013 Os jogos desse ano prometem sobrecarregar o segundo semestre do ano. Dia 12 de junho de 2013, dia dos namorados, serå a única quarta-feira do ano em que não haverå futebol. A maior mudança Ê o deslocamento da Copa do Brasil, que acontecerå do dia 3 abril a 27 de novembro. O outro grande fator de modificaçþes Ê a Copa das Confederaçþes, a ser jogada entre 15 e 30 de junho. A temporada começa em 20 de janeiro, com os estaduais que vão atÊ 20 de maio, e termina em 21 de dezembro, com o Mundial de Clubes.

Olhar diferente Fotografia: Lucas Panoni

ABC tem projeto para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura

ABC, quais os principais pontos de alagamento e histĂłrias de pessoas que jĂĄ perderam tudo por causa das chuvas. Ainda na editoria de Cidades, o repĂłrter Tiago Lima aborda o tema “boom imobiliĂĄrioâ€? e conta como isso vem acontecendo ao longo dos anos. Para os amantes de cultura japonesa, a editoria de Cultura traz uma matĂŠria sobre o assunto. Uma abordagem interessante sobre o ativismo digital, um resgate do futebol de botĂŁo, uma anĂĄlise sobre a vida dos taxistas e uma crĂ´nica um tanto irreverente, tambĂŠm te esperam nessa primeira edição do Jornal Olhar Social de 2013. Boa leitura e feliz ano novo!

Um passeio pelo mundo livre* Lucas Panoni

*O tĂ­tulo faz uma alusĂŁo ĂĄ mĂşsica de Chico Science, que nĂŁo fala sobre a mesma temĂĄtica da crĂ´nica, mas tambĂŠm faz um questionamento sobre o que ĂŠ liberdade na nossa “Sociedadeâ€? (Aspas usadas pelo compositor) Sempre fui um cara normal, sem muitas ambiçþes. Dentro dos meus (poucos) relacionamentos, sempre prezei pelo romantismo e pela fidelidade. Mas dentro de mim, havia um outro cara que queria aparecer. Um cara que tinha muita curiosidade em conhecer o “submundoâ€?, o universo das casas noturnas, a vida promĂ­scua, que se sustenta pelas margens da sociedade desde que o mundo ĂŠ mundo. Conduzi meu amigo ZĂŠ pra um night club em SĂŁo Bernardo. Conduzi, sim, porque quem me levou foi ele. Eu apenas dirigi. Quando entramos, fomos muito bem recebidos, primeiro pelo gerente da casa, que nos deixou Ă vontade. TĂ­nhamos quatro latas de cerveja de crĂŠdito pelo pagamento da entrada. Eu tinha pouco dinheiro – 60 reais contados, com conta bancĂĄria no negativo e sem cartĂŁo de crĂŠdito (e o ZĂŠ jĂĄ havia pago a gasolina) – entĂŁo tratamos de pegar o que jĂĄ era nosso por direito. AtĂŠ a segunda latinha, eu e ZĂŠ conversamos sobre as trivialidades da vida, coisas comuns do cotidiano. Foi quando eu compartilhei com meu amigo a minha primeira conclusĂŁo: “Se todas as pessoas fossem tĂŁo gentis quando um ge-

Universidade Municipal de SĂŁo Caetano do Sul - USCS !"#$%&'(Prof. Dr. Silvio Augusto Minciotti )&*+!"#$%&(,-.#/#0$&1$#2%("(3#/1/4"#&%' Prof. Ms. Marcos Sidnei Bassi; )&*+!"#$%&(-"(5&1-6178%' Prof. Ms. JosĂŠ TurĂ­bio de Oliveira; PrĂł-Reitor de ExtensĂŁo: Prof. Ms. Joaquim Celso Freire Silva; )&*+!"#$%&(-"()*0+5&1-6178%("()"096#01' Prof. Dr. Eduardo de Camargo Oliva; )&*+!"#$%&(-"(:-64178%(1(;#0$</4#1' Prof. Dr. Denis Donaire. ;#&"$%&#1(-"(=&"1(-"(>%.6/#4178%' Profa. Ms. Ana Claudia Govatto 5"0$%&(-%(>6&0%(-"(?%&/1@#0.%' Prof. Ms. FlĂĄvio Falciano

rente de boate, o mundo seria um lugar melhorâ&#x20AC;?. Brindamos a pauta da minha nova crĂ´nica. Na terceira lata, resolvemos sentar no sofĂĄ. NĂŁo demorou e chegou uma morena pra nos acompanhar. Ao que eu conseguia enxergar, Priscila era bastante atraente. No meio da conversa, ZĂŠ citou que eu era jornalista e que estava procurando histĂłrias da vida noturna pra registrar. A resposta de Priscila me soou como uma mĂşsica de Roberto Carlos: â&#x20AC;&#x153;Eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras nĂŁo sei dizer.â&#x20AC;?

Ficou curioso? Para ler o restante da crĂ´nica, copie a URL abaixo no seu navegador. Se preferir, tire uma foto do QR code com o seu celular. http://vai.la/2SLn

Jornal Olhar Social :-#$%&1' Profa. Eloiza de Oliveira Frederico (Mtb 32.144) 3ODQHMDPHQWR*UĂ&#x20AC;Ă°FR Prof. Ms. Paulo Alves de Lima 3%$%A%&/1@#0.%' Profa. Mariana Meloni :96#B"(-"(C"4D1."/$%(-"0$1("-#78%' Bruno Cruz, Louyse Denis, Lucas Panoni e Marina Camargo. E%F%$#B%' Criação da AG - AgĂŞncia Experimental de Publicidade da USCS >%/$1$%' ajo@uscs.edu.br - Fone: 4239-3212 G.B&"008%'/40UKÂ&#x201A;Z[YPH.YmĂ&#x201E;JHL,KP[VYH-VUL!

  

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Economia

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Copa do Mundo agita o mercado e gera novas oportunidades para taxistas Apesar dos cursos gratuitos de capacitação, alguns profissionais encontram problemas ou desconhecem as iniciativas

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hegou a hora! Mais do que nunca o país sente a aproximação da Copa do Mundo. Mais do que um evento, é a oportunidade perfeita para muitos brasileiros trabalharem e, assim, aquecerem a economia do país. Pensando nisso, foram criados alguns programas especiais de incentivo para microempreendedores. Como maiores anfitriões dessa festa, e porque não guias, eles não podiam ser esquecidos: os taxistas. Se preparando para atender os turistas que estarão no Brasil no período dos eventos, e dar mais qualidade aos passageiros, os interessados têm ao dispor o programa Taxista Nota 10, desenvolvido pelo Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, em parceria com o Serviço Social do Transporte (Sest), o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) e a Escola do Transporte. Voltado somente para taxistas, o programa tem três cursos gratuitos. “O projeto está dividido em dois grandes subprojetos. Cursos de línguas estrangeiras e gestão de negócios para taxistas”, explica Marcelo Alciati, gestor de projetos do escritório regional do Sebrae no Grande ABC. A iniciativa, no entanto, parece não ter repercutido entre muitos

taxistas. Ao ser questionado sobre o assunto, Jonas F. De Melo, de 36, anos, é explícito. “Não conheço o programa, nunca nem ouvi falar dele”, alega. O taxista acredita que se desse para fazer o programa seria bom, mas expressa “que a divulgação deveria ser melhor”. A opinião de Melo é a mesma de José Eraldo de Araújo Jr., de 30

Foto: Divulgação

Joca Oliveira

“É algo que toma conta da pessoa, uma lição que se tem todos os dias” anos. O taxista cita que está em um ponto de taxis com 28 profissionais bem em frente a um movimentado hotel e que, mesmo fora de lá, não conhece ninguém que faz curso. “O programa parece ser bem intencionado, mas que ninguém conhece”, admite. Segundo Araújo, dois problemas fizeram os condutores não aderirem à iniciativa. O primeiro seria a ida até o SEBRAE para se cadastrar. De acordo com o taxista, o emprego está “muito caro” e ir até o local é perder dinheiro, uma vez que não teria como trabalhar ao mesmo. O segundo empecilho, “é que a grande maioria dos profissionais ainda não acessa a internet de forma efetiva, onde foi feita a maior

3URJUDPD7D[LVWD1RWDYLVDDMXGDUSURÀVVLRQDLVGDiUHD parte da campanha”, analisa. Na profissão há cinco anos, Araújo acredita que se houvesse divulgação em jornais específicos do ramo, “todo mundo leria”. Ele defende que poderia haver uma parceria do programa com o Sindicato, alegando que pelo menos uma vez por mês quase todo taxista tem uma corrida até o aeroporto e passa no Sindicato, que fica no caminho.

“Seria muito mais fácil e viável [fazer o cadastro no Sindicato]. Lá é aonde todo mundo vai se informar e fica por dentro de tudo que acontece no nosso meio de trabalho”, justifica. Em explicação, o Sebrae, por meio da Assessoria de Imprensa, informou que as parcerias foram feitas com os órgãos que mais representam o setor e que, em nenhum

Recebendo os estrangeiros...

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onfiante que a Copa do Mundo trará benefícios ao setor, Araújo se mostra preocupado com a recepção dos turistas. “A partir de agora, deveriam obrigar as pessoas a ter um mínimo de inglês para conseguir tirar o Condutax (licença para dirigir taxis), fazendo uma provinha antes”, opina o taxista. Ele diz que “arrasta” um pouquinho do inglês, mas que apesar do esforço dos profissionais da área em receberem bem os turistas, a comunicação será “complicada”, já que “alguns [taxistas] não falam nem o português direito”. Já para Melo, os condutores estão preparados para receber turis-

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tas, mas não tem “nem ideias de como será a comunicação” com os estrangeiros. “Isso aí vai dar o maior bochecho”, presume. Visto à carência de condutores bilíngues, dois de três cursos do Taxista Nota 10 são voltados a esta área. Nos cursos de idiomas (espanhol e inglês), o gestor de projetos Alciati conta que o objetivo é qualificar os taxistas com um curso de idiomas “personalizado” para melhorar o atendimento ao estrangeiro, se comunicando de “forma clara e fornecendo informações turísticas e essenciais para o dia-a-dia”. Já no curso de gestão de negócios, Alciati conta

que os profissionais vão aprender como aumentar os lucros, pontos de turismo e hospitalidade, administração do tempo, “além de aprimorarem o serviço”, complementa. O taxista que preferir pode fazer simultaneamente um curso de línguas e se inscrever na ação de capacitação empresarial de gestão, mas só poderá fazer o outro curso de outro idioma quando concluir o primeiro. O participante ganhará o material didático e, ao final, deve realizar uma prova escrita. Após esta etapa, receberá um certificado de qualificação do programa Taxista Nota 10.

momento, impediu os Sindicatos de divulgarem o material. De acordo com a Assessoria, não era viável fazer parcerias com todos os Sindicatos, uma vez que existem vários e o programa envolve todo o território nacional. Ainda assim, afirmaram que as divulgações foram feitas além da internet, nos maiores veículos de comunicação do país, incluindo TVs, rádios e jornais.

COMO SE INSCREVER GESTÃO DE NEGÓCIOS PARA TAXISTAS

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do caderno do aluno, caderno de

trada com as disciplinas do curso

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do e onde desejar. Mais informa-

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ções pelo telefone 0800 728 2891.

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Cidades

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Boom ou Bolha Imobiliária A

Thiago Lima

A imagem ao lado mostra condomínios residênciais na área de solo contaminado no bairro do Parque São Vicente em Mauá. Alguns prédios seguem sem o término da construção.

Já a imagem abaixo, mostra prédios inaugurados recentemente no mesmo bairro, porém em outra área. O Parque São Vicente tem status de melhor bairro da cidade.

Foto: Thiago Lima

s cidades do grande ABC há algum tempo fazem parte do chamado “boom imobiliário”. Municípios como Santo André e São Bernardo são alvos de investimentos de renomadas construtoras, além de terem seu padrão de vida melhorados. A cidade de Mauá, após chegada do Rodoanel, também foi alvo de construtoras e da supervalorização de seus imóveis. Porém, a situação que se encontra o mercado imobiliário devido á crise financeira, mostra que comprar e vender imóveis está mais difícil. Com a chegada do programa “Minha Casa, Minha Vida”, uma minoria das famílias com renda consideradas baixa, conseguiram comprar sua casa. Já a maior parte delas, não se adequam as regras exigidas pelo programa. No caso da cidade de Mauá, chega a ser espantoso os altos preços dos imóveis. Casas com quatro cômodos chegam a custar até 200 mil reais. No Parque São Vicente, bairro onde há 11 anos o Governo do Estado embargou as obras de conjuntos residências, apartamentos construídos recentemente não saem por menos de 160 mil reais. A moradora do bairro, Lucy Vargas, relatou o abuso e a falta de lógica com as novas moradias na região: “É engraçado ver tantos prédios sem terminar na divisa entre Mauá e Santo André, muita gente querendo sair daqui pelo descaso com que tratam agente (moradores), prejudicados na área

Foto: Thiago Lima

Com o mercado imobiliário agitado, municípios do ABC paulista registraram sucesso de vendas, mas, há muitas barreiras para se conseguir o financiamento

contaminada. Raramente temos uma informação sobre o processo que anda até hoje. E agora fazem comerciais dizendo ser aqui o melhor bairro de Mauá”. Problemas como comprar e vender imóveis não são os únicos das cidades do grande ABC. Famílias sem condições de comprar o próprio imóvel, e que moram de aluguel, atualmente sofrem para achar um teto de valor mais barato para morar. Em Mauá, uma casa de três cômodos, chega a custar

Diante do informe no site da CETESB, a atualização mostra a seguinte situação:...” Em reunião com o Ministério Público Estadual, a CETESB apresentou esclarecimentos a respeito de suas conclusões acerca do Plano apresentado pela Cofap e pela manutenção de sua posição acerca da remoção dos moUDGRUHVGRVDSDUWDPHQWRVGRVEORFRVHGLÀFDGRVQDiUHDRQGH se encontra a massa de resíduos, em vista das incertezas ainda existentes quanto à investigação desses locais e aos riscos potenciais existentes”.

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E apesar de prós e contras, a verdade é que o mercado cresceu, porém, o momento “boom” já ficou para traz. E pra quem procura um bom imóvel, para alugar, com-

prar ou até mesmo para montar um negócio, é imprescindível a consulta à um avaliador de confiança, e também instituições idônias, além de muita pesquisa. Divulgação/Fonte: Fipe-Zap

Plano de manutenção feito pela empresa responsável e conclusões da CETESB mostram incertezas

600 reais por mês, sem contar as despesas fixas como água, luz, telefone e gás. E a família que quer um pouco mais de conforto e segurança, não paga menos de 750 reais por mês em um apartamento de quatro cômodos e uma vaga na gar agem, sem contar condomínio que gira em torno de 250 reais, que muitas vezes ainda tem a conta de luz á parte. Em conversa com o Sr. Manoel Inacio, morador da cidade, ele nos esclareceu a situação da maioria da população em poucas palavras: “Ter, eu até tenho 600 reais para pagar a prestação de um novo apartamento, o que eu não tenho é uma entrada gigante, e uma renda familiar de quase 4 mil por mês (se referindo a exigência do Programa Minha Casa, Minha Vida), então, continuo pagando meu aluguelzinho...”. E além de toda este briga sobre valores, existe um fato que corre bastante nos principais noticiários do país, os golpes imobiliários. Documentação falsa, esquentada, localização errada, viagem do proprietário e muitas outras, são objetos de preocupação para o comprador de um imóvel, que ao ver tantos anúncios parecidos em jornais ou internet, prefere ir direto ao banco de sua confiança consultar um avaliador qualificado.

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Chuva de verão assusta ABC Moradores tentam se adaptar às tragédias causadas pelas fortes chuvas e enchentes que acontecem todo ano. Foto: Daniel Tossato

Louyse Denis

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hegou o verão e, com a época mais quente do ano, as chuvas responsáveis pelas enchentes que afetam as residências e os comércios do Grande ABC. Muitas pessoas que moram em áreas de risco reformam as residências para melhorar a segurança das famílias, porém, nem todos têm condições de resolver o problema. Leilane Olivério, ex-moradora da rua Jequitinhonha no bairro Campestre(Santo André) lembra,sem saudade, o último verão da família. A chuva alagou primeiro a casa do vizinho, logo em seguida a dela também já estava cheia e o muro, que separava as duas residências, caiu. Leilane levou os dois filhos para casa da mãe, duas ruas abaixo e quando voltou para buscar o cachorro, ele já tinha morrido afogado. “Foi uma tristeza, perdemos nossa casa, nossos móveis e nosso cachorro... eu não pude salvá-lo”. Leilane morava na casa há mais de dez anos, precisou alugar outra e recomeçar a vida. Quando perguntei se recebeu ajuda da prefeitura, ela respondeu que tentou, mas desistiu quando percebeu que estava perdendo tempo. “Nem interditaram a casa e, um mês depois, fiquei sabendo que a casa encheu novamente, ainda bem que me mudei”, disse ela. Em São Caetano do Sul, o bairro Fundação é famoso pelas tragédias. As avenidas alagam, o trânsito para e as casas são inundadas. Paulo Cesar Bowkut, morador da Rua Marconi, precisou instalar uma

comporta e trocou os móveis por outros mais leves. Assim, quando a casa começa encher ele coloca tudo para cima com mais facilidade. Willians Cosme, morador da mesma rua que também instalou uma comporta, transformou a casa em um sobrado. “Deixei a parte térrea livre para garagem e à disposição das enchentes”, ironiza. Em São Bernardo do Campo o drama das enchentes é semelhante. Ana Flávia Ribeiro morava com o marido e os dois filhos na Rua Ga-

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briel Nicolau, uma travessa da Av. Afonsina (Rudge Ramos). Ela conta que a rua enchia de 1m a 1,5m, quem estava em casa não saía e quem queria entrar, não passava na rua. Ana instalou uma comporta, mas não resolveu. Depois de cinco enchentes seguidas resolveu mudar-se em 2011 com a família para um local mais seguro. “Mudei para um prédio, num bairro que não sofre inundações, hoje não tenho mais medo quando o céu começa a ficar escuro, sei que eu e meus filhos estamos seguros”, conta Ana. Paulo Akio, estudante de Engenharia Ambiental da UFABC, está

fazendo em seu Trabalho de Conclusão de Curso, uma análise sobre a eficiência do piscinão do Bairro Santa Terezinha em Santo André, afirma que os moradores sofrem as mesmas tragédias todo ano, mas pelo vínculo com a casa e o bairro não se mudam, preferem reformar a casa deixando-as mais altas, fazem rampas e colocam comportas. “Se o escoamento natural da água é reduzido pela grande urbanização do local, a água das chuvas buscará outros espaços para seu trânsito podendo atingir locais em que isso não é desejável. Então o primeiro passo é providenciar meios necessá-

rios para seu armazenamento”, explica o recém-formado engenheiro. O professor doutor Gilson Lameira de Lima, orientador do Paulo Akio no Tcc, explica que a grande causa das enchentes no ABC é a falta de espaço de escoamento das águas da chuva. “Não existe espaço, não tem mais lugar para a água escoar, as cidades estão crescendo cada vez mais, estão se engolindo e não há espaço para a chuva correr”, diz o professor, que também esclarece a origem do piscinão. Em 19 de Março de 1991 aconteceu uma chuva muito forte, houve enchente em todos os cantos de São Paulo, Ilustração: Beatriz Paz

"Foi uma tristeza, perdemos nossa casa, nossos móveis e nosso cachorro...”

Moradores de Santo André limpando o estrago da enchente.

foi uma verdadeira catástrofe, na época, a Prefeitura de São Paulo era comandada por Luiza Erundina, que resolveu fazer alguma coisa para melhorar a situação. Então, a prefeitura e o Governo do Estado passaram a investir nos piscinões, que tem a função de armazenar a água da chuva. Porém, não são tão eficientes como pensamos. Os piscinões são projetados para armazenar determinada quantidade de água, se acontecer duas ou três chuvas fortes seguidas o reservatório não dará conta e o aumento no volume de água no sistema de drenagem da cidade aumentará e acontecerá as enchentes. Ele diz que o piscinão do Pacaembu foi o primeiro a ser construído no Estado de São Paulo, e é o mais bem feito até hoje. “Em São Caetano do Sul, a instalação de um piscinão nas proximidades da Av. Guido Aliberti é plano do novo governo, levará o nome de Piscinão Jaboticabal e promete resolver ou pelo menos amenizar os problemas da região”. No entanto, ainda não há previsão para a construção da obra. Além do controle das enchentes, o Professor sugere que os piscinões devem trabalhar em conjunto com a qualidade de vida dos moradores em relação à área de lazer. “O piscinão ocupa uma grande área do bairro e cidade, o ideal é transformar essa ocupação, esse espaço perdido, em área de lazer. Na Vila Luzita, em Santo André, por exemplo, temos um piscinão aberto no meio de uma região de morro, sem alternativas de lazer e é uma área pobre. Construir uma laje em cima do piscinão e fazer quadras e parques para a comunidade seria uma ótima idéia. No Bairro Santa Terezinha, em Santo André, foco do trabalho dos engenheiros da UFABC, os moradores transformaram o piscinão em um pesqueiro. Em parceria com a Semasa, adaptaram o lago com telas evitando a fuga dos peixes para o esgoto e eles mesmos são responsáveis pela conservação do local e pela compra dos peixes. Vale lembrar que além da construção dos piscinões, a conscientização dos moradores para a conservação ambiental da cidade é muito importante. Não jogar lixo nas ruas, nos bueiros, não construir casas na beira dos rios é um dos exemplos mais comuns.

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Política

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A luta agora começa na internet Jovens transformam as redes sociais em espaços de mobilização política e criam o ativismo “de sofá” Foto: Rafael Revadam

Rafael Revadam

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lém de revolucionar os meios de comunicação, a internet mudou o papel do expectador. Antes receptor de informações, o internauta passou a emitir conteúdos, competindo até com os próprios meios através das redes sociais. Num ambiente em que todos possuem espaços tecnicamente iguais, as mídias sociais proporcionaram maior liberdade de expressão. Mas, acima de se tornar um espaço de opiniões, elas vêm se destacando como um espaço político, no qual valores humanos são debatidos e causas sociais discutidas. Assim nasceu o ativismo digital, ou ciberativismo. Participante do grupo no Facebook “Blogueiras Feministas”, a designer Lívia Podda conseguiu apoio para sua causa através da internet. Utilizando a rede, ela con-

Foi a primeira vez em que uma ação digital promovida pelo grupo se transportou para o mundo real seguiu reunir cerca de 200 pessoas em uma marcha em prol da igualdade de gênero realizada no mês de agosto de 2012. A mobilização percorreu a Avenida Paulista, em São Paulo, até a Praça Roosevelt. “Foi a primeira vez em que uma ação digital promovida pelo grupo se transportou para o mundo real”, diz. Para a designer, o ativismo digital, chamado entre os usuários de ativismo ‘de sofá’, começa com o compartilhamento de informações na internet. Thiago Cavallini, 30 anos, candidato a vereador na cidade de São Caetano do Sul nas últimas eleições municipais, é outro exemplo de mobilização virtual para objetivos reais. Ele inovou ao realizar sua campanha eleitoral totalmente

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Lívia Podda (à esquerda) em mobilização pelo feminismo realizada na Avenida Paulista

Blogueiras Feministas: conscientização online

Site: http://blogueirasfeministas.com/

Para conhecer melhor o ativismo virtual e a defesa da causa feminista, acesse o site Blogueiras Feministas. Através da página é possível acompanhar e participar das iniciativas promovidas pelo grupo. No site também estão disponíveis depoimentos de pessoas envolvidas em causas sociais, além de artigos e vídeos que apresentam o feminismo e a defesa pela igualdade de gêneros.

online, utilizando um blog e um perfil no Facebook. Através destas plataformas Thiago divulgou propostas e explicou conceitos políticos totalmente via internet. Apesar de não ter sido eleito, o candidato a vereador obteve 855 votos e foi o 32º mais votado numa disputa com 295 participantes. A busca pela conscientização e apresentação de uma causa faz com que cada vez mais usuários participem do ativismo digital mesmo sem perceber. Divulgar um vídeo contra a construção da usina de Belo Monte em seu perfil pessoal, assinar petições ou abaixo-assinados online ou mudar o seu nome de usuário (nickname) em prol de uma cultura indígena são pequenas iniciativas que visam uma mudança nos hábitos e costumes em sociedade, criando uma mobilização virtual e, consequentemente, uma ação no ativismo ‘de sofá’. É o ato de querer mudar um mundo sem sair de casa. No estudo ‘Redes e ciberativismo: notas para uma análise do centro de mídia independente’, Maria Eugenia Cavalcanti Rigitano, mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia, explica o conceito do ciberativismo e seus objetivos. Para a pesquisadora, a utilização da rede por parte desses grupos - movimentos politicamente motivados -visa, dentre outras coisas, poder difundir informações e reivindicações sem mediação, com o objetivo de buscar apoio e mobilização para uma causa, criar espaços de discussão e troca de informação, organizar e mobilizar indivíduos para ações e protestos online e offline. Maria Eugenia conclui que existem aspectos bons e ruins no ativismo digital. Como item positivo, ela destaca a atuação dos ciberativistas na internet. O ponto negativo se apresenta ao expor ações de organizações que utilizam a tecnologia com o objetivo de cometer crimes e atos terroristas. De acordo com a especialista, o ativismo digital permite inúmeras possibilidades e seu desempenho depende unicamente da forma como será utilizado.

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Cá com meus botões Simpatizantes lutam para manter tradição do esporte

Crédito: Divungação

Daniel Tossato

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orcida, uniforme, hinos cantados em uníssono, o nervosismo dos jogadores. O juiz apita, os jogadores se preparam e... A bola não é uma bola, os jogadores não são de carne e osso, o gramado não é de verdade. Mas a paixão é a mesma! O futebol de botão foi inventado, provavelmente, no Brasil por Geraldo Décourt em 1929. Pelo menos foi nesse ano que foi lançado o primeiro livro de regras para a brincadeira. E desde então o jogo passou a fazer parte da cultura do país. Hoje em dia, o futebol de botão, ou de mesa como preferem os praticantes, é reconhecido como esporte desde 1983. Federação Paulista de Futebol de Mesa é o órgão que regulamenta todos os campeonatos que são feitos no estado. A FPFM foi fundada em 1962 e hoje é presidida por José Jorge Farah Neto um

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amante do esporte. “O futebol de botão é igual ao ping-pong, uma brincadeira. Já o tênis de mesa é igual ao futebol de mesa, uma coisa mais profissional. Um jogo de alto rendimento como qualquer outro” , explica Farah. Jorge ainda diz que no Brasil há mais de 8.000 jogadores filiados, mas somente metade destes devem jogar futebol de mesa. O número em São Paulo seria de 2.300 filados, porém somente 350 atuam de fato no esporte. “Agora, aqueles que jogam futebol de botão na garagem, sem compromisso, só com os amigos, devem beirar os 100 mil”, garante. N u m mundo dominado por jogos de videogames e computadores é cada vez mais difícil encontrar crianças que joguem futebol de mesa. Porém quem viveu nos anos 80, 70 e 60 com certeza jogou e escalou sua seleção para jogar com o vizinho. É isso que conta o auditor de qualidade Eduardo Navarro, 53 anos.

“Eu joguei muito futebol de botão quando eu era moleque, fazia parte da minha infância”, lembra. Navarro diz também que às vezes dava um jeito para completar o time, tendo em vista que naquele tempo o jogo de botão era um pouco caro. “Me lembro que utilizava caixa de fósforos como goleiro, pegava botões da minha mãe pois deslizava melhor e até arrancava alguns botões da minha camisa para poder brincar”, relembra. O futebol de mesa, hoje, é dividido por regras e cada uma delas tem sua particularidade. Há o jogo com a “regra baiana”, o jogo com a “regra carioca” e ainda um com a “regra paulista”, cada “regra” regional tem um campeonato. Em São Paulo há dois campeonatos importantes, a “Taça São Paulo” e o “Campeonato Paulista Individual” onde o vencedor pontua no ranking de jogadores da entidade federativa. O presidente da federação que se preocupa com o futuro do esporte: “Não há mais aquele resgate do passado que o pai fazia com o filho. Os adultos não estão mais preocupados com a infância, por isso acho que não só a Federação, mas também os clubes devem trabalhar de forma diferenciada para que a criança se interesse pelo futebol de botão e de mesa”.

Hino dos botonistas Letra: Geraldo Décourt Música: Geraldo Décourt

Botonista eu sou com justo orgulho Boto muita fé no meu botão Botonista eu sou com muita honra Isto é verdade, eu não me arrependo não Botonista eu sou com persistência Jogo a qualquer hora com prazer (Pois jogando em qualquer regra! Eu vou praticando o meu lazer) -bisEu jogo limpo, jogo sério sem esbulho, Pois prá mim adversário considero como irmão (Aviso logo para quem jogar comigo que somente me vencendo poderá ser campeão)

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0DUoR de 2013

lhar

Cultura

ocial

Ano 4 - Nº 32

Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS

Trading card games é nova mania entre jovens de SP Jogo de cartas ganha espaço e preocupa pais e especialistas cartas. Em 2012, o torneio aconteceu em maio, e o vencedor do torneio ganhou uma viagem para disputar o World championships 2012 no Hawai. Enquanto os jovens se divertem alguns pais se preocupam com a brincadeira que poderia moldar o perfil do adolescente e torná-lo violento e agressivo. Mas,para a Supervisora de crédito Sandra Domingues, seu filho Fabio Domingues de 17 anos joga muito essas cartas e até então isso não interfere na sua personalidade. “O que tem grande valor é o relacionamento que você tem com seus filhos”. Já para a dona de casa Vivian Kelly, mãe de David, 7 anos, acredita que o jogo pode influenciar espiri-

Bruno Cruz

Podemos encontrar diversos sites especializados no jogo, produtos direcionados as crianças como Pokémon, já Death Note tem como público alvo jovens entre 14 e 16 anos.

Crédito :http://www.copag.com.br/pokemon/

Regras do jog o

“ Com o progresso da interatividade é possível o jogador ( e não mais um bonequinho ) matar alguém”

“No inic começam io, os dois duelis tas com 800 0 de pon tos

Crédito foto: Bruno Cruz

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Crédito:http://deathnote.viz.com/

Crédito:http:www.shonenjump

Os trading card game são cartas que levam o nome de séries consagradas na Tv, como Pokémon e Yu-gi-oh. Cada carta possui um personagem com força, velocidade e defesa diferenciadas, ganha o jogo quem no confronto estiver com os personagens que possuem as características mais fortes. Esta diversão vem chamando a atenção dos jovens entre 13 e 16 anos, que chegam a pagar de R$ 0,10 à R$ 30,00 em cada carta. Segundo o estudante de Ribeirão Pires, Danilo Oliveira o jogo é composto por um tabuleiro e 51 cartas. ''No começo da batalha, os dois duelistas começam com 8000 de pontos de vida , tiram no pedra, papel ou tesoura pra ver quem começa. E vão seguindo a batalha até um dos jogadores chegar a zero ”, explica o jovem de 15 anos. Os interessados no jogo podem adquirir um deck, conjunto de cartas que varia de 10 à 51, em lojas especializadas no ramo. Uma das lojas mais conhecidas é a Shinozaki que está localizada no bairro da Liberdade, conhecido por ser o maior reduto da comunidade japonesa em São Paulo. Vitor Hugo,atendente da loja, explica que torneios são promovidos e realizados com frequência o que estimula novos fãs e adeptos por todo o país. Esses torneios premiam os melhores participantes com produtos relacionados aos jogos que possuem itens como games, bonecos e latas promocionais com cards raros. Entre os Cards mais conhecidos no Brasil está YU-GI-OH e Pokémon. A série animada YU-GI-OH é baseada em batalhas realizadas entre diversos personagens por meio de cartas mágicas. Pokémon, sucesso dos anos 90, é o anime que conta a história de um menino aventureiro em busca de seu sonho, de ser um grande mestre Pokémon. O desenho já está na décima quinta temporada na televisão, já no mundo dos games, é a segunda franquia mais vendida na história da Nintendo com venda de 180 milhões de unidades em todo o mundo. O maior campeonato brasileiro é promovido pela Copag, empresa nacional pioneira na produção de

Vitrine de loja especializada em trading card games.

tualmente, sua religião diz que jogos como esse não acrescentam em nada no crescimento de crianças e orienta os país a não deixarem seus filhos jogarem por estimular a violência. “ Eu acredito que influencia devido minha crença”. De acordo com a professora doutora Lucia Villas Bôas, da Pós-Graduação em Educação da universidade Metodista de São Paulo, a violência nos jogos de modo geral, é uma questão controversa. Há pesquisas que mostram a inexistência de uma correlação entre comportamento agressivo do jovem e a prática de jogos violentos (foram analisados o jogo Fuel e Conan), há outras que indicam que há uma naturalização e banalização da violência em jovens acostumados a esse tipo de atividade. A questão é que as pesquisas não conseguem alcançar, com a mesma rapidez, as mudanças tecnológicas. “Assim, de certa forma, com o progresso da interatividade é possível o jogador ( e não mais um bonequinho) matar alguém”, finaliza a professora e especialista em jogos didáticos.

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JORNAL OLHAR SOCIAL Edição 32  

Jornal experimental dos alunos do curso de jornalismo da Escola de Comunicação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul