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distância uma pessoa conhecida e, ao chegarmos mais perto, depararmos com um atônito desconhecido. Um “erro” de percepção nos levou ao comportamento de cumprimentar o desconhecido. Ora, ocorre que, no momento em que confundimos a pessoa, estávamos “de fato” cumprimentando nosso amigo. Esta pequena confusão demonstra que a nossa percepção do estímulo (a pessoa desconhecida) naquelas condições

ambientais

dadas

é

mediatizada

pela

forma

como

interpretamos o conteúdo percebido. Se

nos

elementos

percebidos não há equilíbrio, simetria,

estabilidade

e

simplicidade, não alcançaremos a boa-forma. O

elemento

que

objetivamos compreender deve ser apresentado em aspectos básicos, que permitam a sua decodificação, ou seja, a percepção da boa-forma. O exemplo da figura 5 ilustra a noção de boa-forma. Geralmente percebemos o segmento de reta a maior que o segmento de reta b, mas, na realidade, isso é uma ilusão de ótica, já que ambos são idênticos. A maneira como se distribuem os elementos que compõem as duas

figuras

não

apresenta

equilíbrio,

simetria,

simplicidade

estabilidade

suficientes

e

para

garantir a boa-forma, isto é, para superar a ilusão de ótica. A

tendência

da

nossa

percepção em buscar a boaforma permitirá a relação figurafundo. Quanto mais clara estiver a forma (boa-forma), mais clara será a separação entre a figura e O que temos aqui? Uma taça ou dois perfis? A figura ambígua não oferece uma clara distinção figurafundo.

o fundo. Quando isso não ocorre, torna-se difícil distinguir o que é

Psicologias  

Livro de vários autores - Ana Bahia Bock

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