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LES PIEDS BIEN SUR TERRE |

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4 8 x 3 0 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E /A C R Y L I C O N C A N VA S


Adepte de la variation dans la répétition de la représentation de la vache, Éloïse Brodeur finit par susciter un questionnement. Ce n’est pas la fraîcheur de l’étude animalière, la justesse des proportions, le rendu, etc., mais bien sa persistance à la reproduire et parce que la vache est dénuée d’intérêt esthétique. Notre tendance à intellectualiser fait sûrement obstacle à notre compréhension. P O U R A P P R É H E N D E R L’ Œ U V R E , FA U T- I L É C A R T E R L A VA C H E ? L’A B S E N C E

Éloïse Brodeur questionne une manière de vivre et de consommer, l’abondance et le surplus, la surproduction, certes, mais également la domestication de l’animal. Axé sur le paraître, on ne verra toujours que la vache. Mais le vide autour d’elle s’impose comme un espace de réflexion sinon d’interrogation. Dans la surabondance qui caractérise notre société Occidentale, l’espace accordé à la spiritualité et à l’introspection est de plus en plus restreint. L’artiste peintre cherche également à extraire ce qui est inutile.

D E F O N D N E R É S O U T P A S L’ É N I G M E .

Pourquoi Brodeur a-t-elle soustrait l’environnement habituel de la vache ? L’animal lui-même ne nous indique rien. Toutes ces vaches, peu importe le tableau, peintes avec une grande sensibilité dans leur état naturel, sont impassibles. Peut-être que les éleveurs de vaches, les producteurs laitiers ou les campagnards qui en croisent tous les jours ont une réponse... S I L E C O N N U D É R O U T E , L A R É P O N S E E S T P E U T- Ê T R E D A N S L’ I N C O N N U .

Il faut sans conteste dépasser le plan matériel et entrer dans la symbolique ou l’archétype. Brodeur en appelle certes à la partie inconsciente de soi, la sienne et la nôtre, ou à une vieille mémoire, mais elle a déjà une longueur d’avance, car elle sait que la vache fait aussi partie de soi. La partie animale de l’homme, l’animal transformé, domestiqué, dénaturé par l’homme, les comportements des uns et des autres, le contact avec l’animal qui transforme l’homme… ce questionnement est en relation avec la conscience de soi, à tout ce qui se dérobe à nos yeux et au rapport à notre propre image.

C ’ E S T E N D É F I N I T I V E U N E R E C H E R C H E D E L’ E S S E N T I E L .

Désormais, sans aucune rupture et dans le même esprit, le cheval est également représenté. Aucun mouvement. Serait-ce un rappel ? Dans le règne animal, la course ou le galop ne sert qu’à échapper à un prédateur ou à attraper une proie… L’artiste peintre, par sa reprise incessante du motif – l’animal domestiqué – et le monochrome de son acrylique, interpelle avec force la conscience du spectateur. Mais cette force est celle, tranquille, de l’animal représenté dont la valeur d’apaisement est indéniable. Éloïse Brodeur témoigne de contacts authentiques et d’une communication étroite avec ses sujets. Dans la nature, elle traverse les barrières physiques et intangibles qui la séparent d’eux. Elle les observe en silence et elle les photographie. V O U S N E V E R R E Z P L U S J A M A I S L E S VA C H E S D E L A M Ê M E M A N I È R E . P E U T- Ê T R E Q U E V O U S P A R V I E N D R E Z À N E P L U S L E S V O I R D U T O U T OU À VOUS VOIR EN LES REGARDANT…

L O U I S E - M A R I E B É D A R D – PA R C O U R S A R T & A R T D E V I V R E 3


Continuously exploring the theme of the cow, Éloïse Brodeur’s work arouses debate. It is not about the precision or accuracy of proportions; it is about the artist’s persistence to reproduce the cow and reveal its aesthetic interest. Our tendency to intellectualize is an obvious obstacle to our comprehension of the painting. T O U N D E R S TA N D H E R W O R K , M U S T W E F O R G E T T H E C O W ? T H E L A C K

Éloïse Brodeur certainly calls into question the way our Western society functions, our methods of consumption, abundance and excess, overproduction, and also the domestication of animals. Based on appearances, we only see the cow. But the emptiness that surrounds it acts as a space for reflection or questioning. Over production characterizes our society, subsequently the time available to spirituality and introspection is restricted.

O F B A C K G R O U N D D O E S N O T R E S O LV E T H E E N I G M A . B R O D E U R S E E K S T O D O A W AY W I T H T H E U N E S S E N T I A L ; A S A R E S U LT

Why has Brodeur separated the cow from its habitual environment? The animal in itself does not provide an answer. Brodeur’s cows, regardless of the painting are depicted with great sensitivity but they are always impassive. Perhaps cattle-raisers, dairy farmers or countrymen who have the opportunity to observe cows on a daily basis may have an answer to our question…? IF THE ANSWER DOES NOT LIE IN THE “KNOWN” THEN WE MUST TURN T O T H E “ U N K N O W N ”, W E M U S T S E E B E Y O N D T H E M AT E R I A L A N D F I N D ANSWERS IN SYMBOLISM AND ARCHETYPES.

Brodeur appeals to the unconscious self; she is one step ahead as she is aware of the cow becoming a part of us. The transformed animal, domesticated and altered by Man, the behavior of the “one” and the “other”, the relationship between animal and human are consequently changed forever. These questions relate to our self-consciousness, drawing attention to what evades our perception in relation to our own image.

S H E D E P I C T S O N LY T H E E S S E N C E O F H E R S U B J E C T.

In light of this purification, the horse is also represented. Motionless. Could it be an allusion to the animal kingdom? Is it not true that animals in the wild only gallop to either evade a predator, or to catch a prey… Brodeur utilizes the repetition of the subject, that is – the domesticated animal – and a monochromatic palette, which interpolates the viewer’s conscience. However, it is a peaceful interpolation that comes from the tranquility of the subject in a static pose. Éloïse Brodeur’s paintings represent a connection, a close relationship between the artist and her subjects. Brodeur crosses physical and intangible barriers that separate her from her subjects, and when she immerses herself into their natural habitat, she observes them and photographs them silently. Y O U W I L L N E V E R L O O K AT A C O W T H E S A M E W AY A G A I N . P E R H A P S Y O U W I L L S U C C E E D I N N O T S E E I N G T H E M AT A L L O R S E E A P A R T O F YOURSELF IN THEM...

L O U I S E - M A R I E B É D A R D – PA R C O U R S A R T & A R T D E V I V R E 4


LE DÉSIR DE L’INUTILE |

4 8 x 3 0 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E /A C R Y L I C O N C A N VA S

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LE CENTRE DE LA TERRE | 3 0 x 4 2 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E / A C R Y L I C O N C A N V A S

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NE PAS DÉRANGER, ON MANGE | 7 2 x 2 4 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E / A C R Y L I C O N C A N V A S

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L’INSPIRATION DES AUTRES | 7 2 x 2 4 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E / A C R Y L I C O N C A N V A S

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LE MONOLOGUE INTÉRIEUR | 2 4 x 4 8 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E / A C R Y L I C O N C A N V A S

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« En peignant des vaches ou des chevaux, je m’apaise, je trouve mon équilibre. Plus j’avance dans cette voie, plus mon côté minimaliste se développe. Je retiens les essences, je retourne à l’essentiel. Mes compositions évoluent dans ce sens. »

“ I feel appeased when painting cows and horses, they allow me to find balance. The further I go in this direction, the more my minimalism evolves. I retain the substance to reveal only that which is essential. My compositions evolve in this way.”

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UNE MINUTE | 7 2 x 3 6 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E / A C R Y L I C O N C A N V A S

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AU RETOUR DE PARIS | 7 2 x 3 6 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E / A C R Y L I C O N C A N V A S

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LE GRAND BUFFET | 7 2 x 4 2 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E / A C R Y L I C O N C A N V A S

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UN AIR DE PARENTÉ | 4 8 x 3 0 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E / A C R Y L I C O N C A N V A S

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« J ’A I C H E R C H É À R E S P E C T E R L E C A L M E E T L’ I M P A S S I B I L I T É D E M O N S U J E T E N U T I L I S A N T U N E P A L E T T E P R E S Q U E M O N O C H R O M AT I Q U E . E X T I R P É E D E S O N M I L I E U N AT U R E L E N C O U L E U R S , S O U S T R A I T E A U X B R U I T S E T A U S T R E S S G É N É R É S P A R L’ H U M A I N , L A V A C H E E S T M O N T R É E C O M M E U N E É P U R E . L E V I D E , O U P L U T Ô T L’ E S P A C E V I E R G E A U T O U R D U S U J E T, P R O C U R E U N É Q U I L I B R E E T R E N V O I E À U N E R E Q U Ê T E D E S É R É N I T É E T D ’ I N T É R I O R I T É . C ’ E S T D A N S C E S TAT I S M E I N T E M P O R E L Q U E C E T A N I M A L M A J E S T U E U X S E P R É S E N T E À N O T R E R E G A R D . S O N C O R P S D É F O R M É P A R L E S R È G L E S D E L A S U R P R O D U C T I O N N O U S R A P P E L L E T O U T E L’ I N C O N G R U I T É D U R A P P O R T À N O T R E P R O P R E I M A G E . I M M O B I L E E T B É AT E , L A V A C H E P R E N D T O U T S O N T E M P S P O U R R U M I N E R , M A I S E N D E H O R S D E C E T I N S TA N T F I X É S U R L A T O I L E , E L L E E S T D A N S S E S AT T I T U D E S E T S E S E X P R E S S I O N S D É F I N I T I V E M E N T P R O C H E D E L’ H U M A I N . A I N S I , L A V A C H E D E V I E N T À L A F O I S S U J E T, T É M O I N E T M I R O I R . »

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“ I ’ V E T R I E D T O R E S P E C T M Y S U B J E C T ’ S P E A C E F U L N E S S A N D E Q U A N I M I T Y B Y U S I N G A N A L M O S T M O N O C H R O M AT I C P A L E T T E . E X T R A C T E D F R O M I T S N AT U R A L A N D C O L O U R F U L E N V I R O N M E N T, F R O M T H E N O I S E A N D S T R E S S G E N E R AT E D B Y M A N , T H E C O W I S D E P I C T E D A S A S K E T C H . E M P T I N E S S , O R R AT H E R T H E P U R E S P A C E T H AT S U R R O U N D S T H E S U B J E C T, B R I N G S B A L A N C E A N D C A L L S F O R S E R E N I T Y A N D I N T R O S P E C T I O N . I T I S W I T H I N T H I S S TAT I C T I M E L E S S N E S S T H AT T H E M A J E S T I C A N I M A L I S R E V E A L E D T O U S . I T S B O D Y, D I S T O R T E D B Y O V E R P R O D U C T I O N , R E M I N D S U S O F T H E R E L AT I O N S H I P W E S O M E T I M E S H A V E W I T H O U R O W N I M A G E . T H E C O W S TA N D S M O T I O N L E S S , C O N T E N T, A N D R U M I N AT I N G , B U T B E Y O N D T H E M O M E N T C A P T U R E D O N T H E C A N V A S , T H E C O W I N I T S AT T I T U D E A N D B E H A V I O R I S N O T S O F A R F R O M M A N H I M S E L F. T H E C O W T H E N B E C O M E S S U B J E C T, W I T N E S S A N D M I R R O R .”

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AU FOND À GAUCHE, UNE VACHE S’ÉGARE | 7 2 x 2 4 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E / A C R Y L I C O N C A N V A S

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PRESQUE MAINTENANT | 7 2 x 2 8 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E / A C R Y L I C O N C A N V A S

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UN MOMENT BIEN Rテ右L | 3 6 x 3 6 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E / A C R Y L I C O N C A N V A S

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LE MONDE SUR SON DOS | 5 0 x 3 6 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E / A C R Y L I C O N C A N V A S

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LE GRAND VIDE | 9 6 x 5 0 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R T O I L E / A C R Y L I C O N C A N V A S

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FREUD 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

DOS À LA LUMIÈRE 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

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UN APRÈS-MIDI ENTRE AMIES 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

LA CHUTE D’UN SOULIER 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

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LE SILENCE | 1 7 x 1 1 . 5 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R B O I S / A C R Y L I C O N W O O D

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UN PEU PLUS À GAUCHE 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

FAST FOOD 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

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COURCELETTE 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

GENEROUS 3SOME 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

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RISIBLE AMOUR 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

UN AMOUR DU MOIS D’AOÛT 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

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ÉLIZABETH 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

ÉLIZABETH ET MÉLANIE 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

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LE PASSAGE DOULOUREUX DE MÉLANIE 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

LE REPAS DU DIMANCHE 17 x 1 1 . 5 P O/ I N | AC RY L I Q U E S U R BO I S/AC RY L I C O N WO O D

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ON NE M’ÉTALE PAS FACILEMENT SUR UN CRAQUELIN | 1 7 x 1 1 . 5 P O / I N | A C R Y L I Q U E S U R B O I S / A C R Y L I C O N W O O D

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Née en 1976 à Montréal, Éloïse Brodeur, dont la mère est artiste peintre et le père architecte, a grandi dans un milieu favorable à l’épanouissement de sa créativité. Titulaire d’un DEC en arts plastiques, diplômée et boursière de l’Université Concordia en Beaux Arts, elle s’est perfectionnée en dessin dans la région de l’Ombrie (Umbria), en Italie. Elle compte plusieurs expositions solo et collectives au Québec depuis 1999. Éloïse Brodeur was born in 1976 in Montreal. Given that her mother was a painter and her father an architect, Brodeur grew up in an environment suitable for the development of her creativity. Brodeur graduated in Fine Arts from Concordia University and received various scholarships and bursaries for her excellent work. She also had the opportunity of attending advanced drawing classes held in Umbria, Italy. Since 1999, she has taken part in numerous solo and group exhibitions.

P R O D U C T E U R / P R O D U C E R B R I A N B R I S S O N C O O R D I N AT I O N / C O O R D I N AT I O N C A R O L I N A A P O N T E / A L E X A N D R A C O N N E R S /J U L I E N R O Y T E X T E / T E X T E L O Ï S E B R O D E U R / L O U I S E - M A R I E B É D A R D G R A P H I S M E / G R A P H I C D E S I G N JANICKE MORISSETTE POUR TRAM73 TRADUCTION BENOÎT HAMEL PHOTOGRAPHIE/PHOTOGRAPHY JEANF R A N Ç O I S B R I È R E T O U S D R O I T S R É S E R V É S / A L L R I G H T S R E S E R V E D G A L E R I E L E R O Y E R ©/ E L O I S E B R O D E U R © ÉDITION / EDITION GROUPE A2 INC. DÉPÔT LÉGAL ISBN 978-2-92-3602-08-0 IMPRIMÉ AU CANADA/ PRINTED IN CANADA


VERNISSAGE | OPENING

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R E N C O N T R E A V E C L’A R T I S T E LES SAMEDI ET DIMANCHE 23 ET 24 MAI DE 13 H À 18H MEET THE ARTIST S AT U R D AY A N D S U N D AY M AY 2 3 R D A N D 2 4 T H , F R O M 1 – 6 P M E X P O S I T I O N J U S Q U ’A U A U 3 1 M A I 2 0 0 9 E X H I B I T I O N U N T I L M AY 3 1 S T 2 0 0 9 PRÉVENTE EN COURS – PRESALE IN PROGRESS W W W. G A L E R I E L E R O Y E R . C O M

Le Monologue Interieur - Eloise Brodeur - Galerie LeRoyer  

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