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Luciano Figueiredo Do jornal Ă pintura

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Em 1987, a Multiarte inicia as suas atividades em In 1987, Multiarte opened its activities in Fortaleza Fortaleza com uma proposta diferenciada: trazer para a ciwith a different proposal: bringing to the city exhibits of impordade exposições de importantes artistas brasileiros e, assim, tant Brazilian artists and displaying their works for the Ceará apresentar suas obras para os visitantes cearenses, entre espublic, including students, teachers, art lovers and new collectudantes, professores, amantes da arte e novos colecionadotors, most of them distant from the exhibition spaces in major res, a maioria distante dos espaços expositivos dos grandes centers. The gallery was open with a retrospective of Antonio centros. Para a abertura da galeria, realizou-se uma retrosBandeira, with the exhibition of his paintings and drawings. pectiva de Antonio Bandeira, com a exposição de suas pintuWe have already presented 31 exhibitions, published 31 books ras e seus desenhos. Já apresentamos 31 exposições, publi(mostly sold out), with approximately a thousand reproduccamos 31 catálogos (a maioria esgotados), tions of artwork, that are today references com aproximadamente mil reproduções for students of Brazilian art. de obra de arte, hoje referências bibliográThe solo exhibits displayed in Ceará ficas para estudiosos da arte brasileira. include: Pedro Américo, Raimundo Cela, As mostras individuais apresentadas Vicente Leite, Candido Portinari, Emiliano no Ceará: Pedro Américo, Raimundo Di Cavalcanti, Cicero Dias, Bruno Giorgi, Cela, Vicente Leite, Candido Portinari, Antonio Bandeira, Iberê Camargo, Jean Emiliano Di Cavalcanti, Cícero Dias, Pierre Chabloz, Edgar Duvivier, Anna Bruno Giorgi, Iberê Camargo, Antonio Letycia, Arcangelo lanelli, João Câmara, Max Perlingeiro Bandeira, Jean Pierre Chabloz, Edgar Siron Franco, Claudio Valerio, Helenice Duvivier, Anna Letycia, Arcangelo Ianelli, Dorneles, Gonçalo Ivo, Rubens Gerchman, João Câmara, Siron Franco, Claudio Claudio Tozzi, Tomie Ohtake. The group Valério, Helenice Dorneles, Gonçalo Ivo, exhibits include: “Brazilian Sculpture”: Rubens Gerchman, Claudio Tozzi, Tomie Victor Brecheret, Bruno Giorgi, Amilcar Ohtake; e as coletivas: Escultura brasileira: Victor Brecheret, de Castro, Sergio Camargo, Frans Krajcberg, Franz Bruno Giorgi, Amilcar de Castro, Sergio Camargo, Frans Weissmann, Sérvulo Esmeraldo and Oscar Niemeyer; Krajcberg, Franz Weissmann, Sérvulo Esmeraldo e Oscar “Arte Madi”: Arden Quin, Bolivar, Jaildo Marinho and João Niemeyer. Arte Madi: Arden Quin, Bolivar, Jaildo Marinho Galvão; “Three Brazilian sculptors”: Xico Stockinger, Mario e João Galvão. Três escultores brasileiros: Xico Stockinger, Agostinelli and Domenico Calabrone; and two photography Mário Agostinelli e Domenico Calabrone. E duas mostras exhibits: a collective of acclaimed photographers: Bert Stern, de fotografia: uma coletiva, de fotógrafos consagrados: Bert American photographer from Vogue magzine and his pictures Stern, fotógrafo americano da revista Vogue e as imagens of Marilyn Monroe, the Chinese Lin Tianmiao with works de Marylin Monroe, da chinesa Lin Tianmiao com obras from his famed series “Focus on Paper”, Brazilian Claudio

Apresentação Presentation

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da sua famosa série Focus on Paper, o brasileiro Cláudio Edinger com imagens do ensaio De Jesus a Milagres e J.R. Duran, fotógrafo catalão radicado no Brasil, desde 1970, que se tornou uma grife associada ao erotismo, ao glamour e à beleza, com as fotografias da mostra Cautelas. E Encontro de olhares, uma mostra instigante que confrontava o olhar dos fotógrafos consagrados Chico Albuquerque e José Albano com o das jovens fotógrafas, Beatriz Pontes e Bia Fiúza. A Multiarte apresenta, neste momento, o trabalho de Luciano Figueiredo na exposição Do Jornal à Pintura, título análogo à grande mostra realizada no Musée Departamental de GAP, na França, em 2005, com a edição de um extraordinário catálogo com textos de Chris Dercon, Marcelin Pleyner e Frédérique Verlinden. Luciano Figueiredo – artista, designer e curador – mantém uma coerência ímpar no seu trabalho, de caráter experimental. Firmou-se como um dos expoentes no movimento da chamada contracultura no Brasil, na década de 1970. Seus projetos gráficos são referência e sua participação na histórica publicação Navilouca, em 1975, foi definitiva. Com uma vasta biografia, expôs nos mais renomados espaços públicos e privados, no Brasil e no exterior. Entre as suas mais recentes apresentações, destaco a mostra multimídia apresentada em 2010, no espaço Oi Futuro, no Rio de Janeiro, Livro de Sombras 2. O projeto foi uma exposição do livro-objeto de Luciano Figueiredo, realizado entre 2007-2008, do poema de Antonio Cícero, parte do mesmo livro, e de filmes dos artistas Katia Maciel e André Parente. A exposição integrou pintura, cinema e poesia em um mesmo espaço-tempo, no qual o movimento de uma obra interfere na outra: a temporalidade da montagem do livro como filme, do filme como livro e da leitura como poesia, com a curadoria de Alberto Saraiva.

Edinger with the photographic essay “De Jesus a Milagres” and JR Duran, catalan photographer living in Brazil since 1970, whose name become a brand associated with eroticism, glamor and beauty, with photographs from the “Cautelas” series; and “Encontro de olhares” [When looks meet] a provocative exhibit that confronted the look of acclaimed photographers Chico Albuquerque and Joseph Albano with the young photographers, Beatriz Pontes e Bia Fiúza. The Multiarte currently displays the works of Luciano Figueiredo in the exhibit “Do Jornal à Pintura” [From newspaper to painting], the same title of the artist’s exhibit at Musée Departmental GAP, France, in 2005, with the publication of an extraordinary catalog with texts by Chris Dercon, Marcelin Pleyner and Frédérique Verlinden. Luciano Figueiredo – artist, designer and curator – maintains a unmatched consistency in his work of experimental character. He established himself as one of the exponents of the so called counterculture movement in Brazil in the 1970s. His graphic designs are reference and his part in publishing the historical Navilouca in 1975, was definite. With an extensive biography, he displayed his works in some the most renowned public and private spaces, both in Brazil and abroad. Among his most recent presentations, stands out the multimedia exhibit in 2010, at Oi Futuro, in Rio de Janeiro, “Livro de sombra 2” [Shadows book 2] The project consisted of a book-object by Luciano Figueiredo, conducted between 20072008, of the poem by Antonio Cicero, part of the same book and movie by artists Katia Maciel and André Parente. The exhibit integrated painting, film and poetry in the same spacetime in which the movement on a work interferes in other one: the temporality of the book as a movie montage, of the film as a book and of the reading as a poem, curated by Alberto Saraiva.

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Participou, como artista, de inúmeras Bienais – a partir de 1967 – e de mostras coletivas como Transfutur, Kunstetage Kassel, Kassel, na Alemanha em 1990; Marginalia 70, Itaú Cultural em São Paulo, em 2001; e, mais recentemente, Dessin, Couleur, etc., Galerie des Docks em Nice, na França, em 2011. Destacou-se como cenógrafo de teatro e cinema. E seu nome está intimamente ligado ao do artista Hélio Oiticica, pois foi fundador do Projeto HO; grande estudioso da obra de Oiticica, é hoje a maior referência sobre o artista, com publicações no Brasil e no exterior. Como curador trabalhou para instituições como: Witte de With, Center for Contemporary Art, em Roterdã; Galerie Nationale du Jeu de Paume, em Paris; Fundació Antoni Tàpies, em Barcelona; Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa; Walker Art Center, em Mineápolis; Fundação Bienal de São Paulo e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Ressalto o seu mais recente trabalho como artista gráfico: a paginação do Segundo Caderno do jornal O globo, edição de 24 de junho de 2012, uma edição histórica, comemorativa dos 70 anos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Paulinho da Viola com grande repercussão no meio intelectual. Nessa exposição, tive o privilégio de executar a curadoria, selecionando obras de 1984 até 2012: Jornais imaginários, Dioramas e Relevos. Uma grande confluência de cores e formas. Assim, vinte e cinco anos após apresentar o ilustre cearense Antonio Bandeira, um dos maiores expoentes da abstração informal, tenho a honra de apresentar Luciano Figueiredo, outro cearense que saiu cedo da sua terra natal e ganhou o mundo com o seu talento.

He took part as an artist in numerous São Paulo Art Biennials – from 1967 on – and group exhibitions such as Transfutur, Kunstetage Kassel, Kassel, Germany in 1990, Marginalia 70, Itaú Cultural in São Paulo in 2001, and more recently, Dessin, Couleur, etc., at Galerie des Docks in Nice, France, in 2011. He excelled as a set designer for theater and film. And his name is closely linked to the artist Hélio Oiticica, since he was founder of Project HO. As a great scholar on the work of Oiticica, he is now the largest reference on the artist, with publications in Brazil and abroad. As curator he worked for institutions such as: Witte de With, Center for Contemporary Art in Rotterdam, Galerie Nationale du Jeu de Paume in Paris, Fundació Antoni Tapies in Barcelona, Calouste Gulbenkian Foundation, Lisbon; Walker Art Center in Minneapolis; Fundação Bienal de São Paulo and Museu de Arte Moderna in Rio de Janeiro. I emphasize his latest work as graphic artist: a mis en page for the “Segundo Caderno” supplement of O Globo of June 24, 2012, a historical edition, celebrating 70 years of Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento and Paulinho da Viola, with great impact on the intellectual milieu. In this exhibition, I had the privilege to curate, selecting works from 1984 to 2012: Jornais imaginários [Imaginary Newspapers], Dioramas and Relevos [Reliefs]. A great confluence of colors and shapes. Therefore, twenty-five years after presenting the illustrious Ceará-born Antonio Bandeira, one of the greatest exponents of informal abstraction, I have now the honor to present Luciano Figueiredo, another one who left early from his homeland, Ceará, and won the world with his talent.

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Considerando que esta é a primeira vez que

Taking in consideration that this is the first mostro meu trabalho em Fortaleza, minha cidade natal, matime that I ever show my work in Fortaleza, my hometown, nifesto rara emoção desde que Max Perlingeiro e a galeria a rare emotion has taken me since Max Perlingeiro and Multiarte convidaram-me para apresentar esta exposição Multiarte Gallery have invited me to present this exhibit que, sem rigidamente caracterizar uma retrospectiva de which, if not a rigid retrospective of everything I have done, tudo que fiz, contém os momentos-chave de minha trajetócontains the key moments of my journey as an artist to the ria de artista até o presente. present day. Escolhi a apresentação de um conjunto de obras demonsI have decided to display a collection of works that exemtrativas às pesquisas de cor e espaço que considero significaplify the researches on color and space that I consider signifitivas para bem enfatizar as modalidades cant to emphasize the succeeding modules por que passou (e creio que estão presenof the researches, and those I believe that tes ainda) meu processo criativo. Faço uso still belong to my creative process. I am takdeste momento para tentar demonstrar de ing this opportunity to try to demonstrate, forma sucinta certas experiências arcaiin essence, certain archaic experiences cas que, acredito, foram tão importantes that, I think, were so important to my senpara minha sensibilidade como são as do sibilities as are the present ones, and that presente e me permitem a condição de perallow me the condition of constant learnmanente aprendizado e descobertas. O feing and discovery. The phenomenon of nômeno da visualidade sempre me pareceu visuality always seemed immutable to me, imutável, e o passar do tempo nunca reduz and the passage of time never reduces its Luciano a sua capacidade de nos levar mais longe, a ability to take us further to new achieveFigueiredo novas realizações, descobertas e espantos. ments, discoveries and awes. Como sabemos, certas vivências ocorAs we all know, certain experiences ridas em nossos primeiros anos marcam nosso campo senoccurred in our early years leave a mark on our sensibility sível e ao longo do tempo permanecem como matrizes senand, over time, these remain as sensory matrixes and consoriais e gênese constitutiva ao que nos aventuramos como stitutive genesis of what we venture as an artist, in other artistas, ou seja, refiro-me à espiritualidade que é própria da words I am referring to the spirituality that is intertwined arte como expressão de nossa subjetividade e, portanto, parto art as an expression of our subjectivity, and therefore part te de nosso imaginário. No meu caso, considero-me sempre of our imaginary. In my case, I consider myself always tributributário da força que a imagem exerce em nossas vivências. tary to the power that image exerts on our life. Assim, em minha infância em Fortaleza, entre os anos Therefore, in my childhood in Fortaleza, between 1948 1948-1960, tive rica formação visual quando, na ausência and 1960, I enjoyed a rich visual training when, in the absence

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de museus e instituições, tínhamos cinemas, teatro, circos, praias, quermesses, festas populares e, em tantas vezes, os chamados dramas encenados em casa. Confeccionar pipas ou arraias de papel de seda colorido era um exercício de grande delicadeza visual, de geometria espontânea, que culminava no encanto de fazê-las voar. As muitas formas de publicação diárias e periódicas e a enciclopédia Tesouro da juventude, com reproduções das pinturas clássicas dos grandes mestres, eram para nós uma espécie de museu portátil de belas estampas. E mais: coleções temáticas de álbuns de figurinhas que gradualmente preenchíamos, sem esquecer o hábito de colecionar pedaços de películas de filmes com as quais os operadores de projetores dos cinemas nos presenteavam: as sobras de fotografias extraídas das bobinas de filmes e que cada um colecionava e formava o seu Cinema Paradiso em caixinhas de fósforo. Como crianças, costumávamos utilizar uma rudimentar espécie de lanterna mágica feita de caixa de sapatos em que deixávamos que um raio de luz solar entrasse num ambiente completamente escuro e fizesse esse raio de luz incidir sobre a “lente”, que projetava a imagem do fotograma (fragmento do rolo de celuloide) em tela improvisada por lençol caseiro, que com encanto víamos víamos a imagem projetada como uma experiência fantasmagórica. Tudo isso constituía o mundo alegre de fantasia da vida numa cidade à beira-mar de avenidas calçadas e de bairros inteiros com dunas, de areais quase desérticos que nos apresentavam literalmente paisagens em mutação. As imagens nas páginas impressas e o cinema fascinaram-me sempre. O folhear de páginas e a magia do mundo de luzes e sombras das imagens na tela tornaram-se desde muito cedo para mim o centro de meu imaginário visual.

of museums and cultural institutions, we had cinemas, theaters, circuses, beaches, parish fairs, festivals, and, often, the so called dramas staged at home. Manufacturing kites of colored tissue paper was an exercise of great visual kindness, of spontaneous geometry, culminating in the charm of making them fly. The many forms of daily and periodical publications and the Tesouro da juventude encyclopedia, with prints of classic paintings by the great masters, meant, for us, a kind of portable museum of fine art. Plus, collectable prints albums that we gradually filled out, not to mention the habit of collecting clips from movie films that cinema operators handed us as gifts: leftover photographs taken from reels of film that each one of us collected and formed his own Cinema Paradiso stored in match boxes. As children, we used a rudimentary sort of magic lantern made out of a shoebox, where we would let a beam of sunlight enter a completely dark environment and make this ray of light falls on the “lens” that projected the image of the frame (a fragment of celluloid reel) on a screen made with a improvised home blanket and, with delight, saw the projected image as a ghostly experience. All this was the joyful world of fantasy life in a seaside city of boulevards, sidewalks and entire neighborhoods of dunes, of nearly sandy desert sand that presented us a literally ever changing landscape. The images on printed pages and cinema have always fascinated me. The flipping through pages and the magic of the world of lights and shadows of images on the screen became very early for me the center of my visual imaginary. I reckon that there began, for me, the formation of a regard immersed of universal values, and, from what I recollect, I

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Penso que aí começou, para mim, a formação de um olhar carregado de valores universais, e pelo que me lembro assisti, precocemente, tudo que era hollywoodiano e europeu de modo abundante na Fortaleza daqueles dias. Minha família transfere-se de Fortaleza para Salvador em 1960, quando vivi o impacto de outros costumes culturais, a visualidade da exuberante Bahia, seu barroco colonial e em plena expansão de novas formas de sua arquitetura moderna. Foi no início de minha adolescência, aí em 1965, quando continuava a pintar copiando em papel, lápis de cor e tinta guache os personagens de histórias em quadrinhos, que comecei a frequentar aulas de pintura no Curso Livre de Pintura do Instituto Cultural Brasil-Alemanha, ministradas pelo pintor e músico alemão Adam Firnekaes. Nesse momento, um novo mundo abriu-se para mim, que comecei a ter minhas primeiras noções sobre Arte Moderna, seus mestres e precursores, como Cubismo, Futurismo, Paul Klee, Wassily Kandinsky, Escola Bauhaus e o significado das transformações da história da arte do século XX. Período de rico aprendizado em que novas técnicas e recursos plásticos habilitaram-me a acreditar nas possibilidades de criação de pinturas e colagens de maneira pessoal e a perceber mais nitidamente o quanto a cor, o plano, o espaço ofereciam à livre imaginação. Comecei a participar de exposições, conhecer outros artistas, outras formas de expressão visual e tentar afirmar minhas aspirações cromáticas. A partir de 1969, transferi-me para o mundo efervescente do Rio de Janeiro, onde encontrei, principalmente entre poetas, músicos e cineastas, novas formas de interlocução e estímulo. Participei ativamente de muitas realizações de caráter experimental no espírito do mundo jovem que veio a conven-

watched everything that Hollywood and Europe put out so abundantly in Fortaleza those days. My family moved from Fortaleza to Salvador in 1960, when I experienced the impact of a different cultural ambiance, the visuality of the lush Bahia, its colonial baroque and the new forms of modern architecture, then in full expansion. It was in my early teen years, around 1965, when I kept on painting, by copying with paper, colored pencil and gouache the characters from comics, that I started taking painting classes in the Curso livre de Pintura do Instituto Cultural Brasil-Alemanha, taught by German painter and musician Adam Firnekaes. At that time, a new world opened up to me and I began to have my first notions on Modern Art, its masters and precursors such as Cubism, Futurism, Paul Klee, Wassily Kandinsky, the Bauhaus School and the significance of the transformations of Art History throughout the twentieth century. That was a period of rich learning, when new techniques and plastic resources enabled me to believe in the possibilities of creations of paintings and collages in a personal way and to distinguish more clearly how much the color, the plan, the space offered to free imagination. I started to attend exhibits, meet other artists, other forms of visual expression and to try to affirm my chromatic aspirations. From 1969 on, I was transferred to the ebullient world of Rio de Janeiro, where I connected mainly to poets, musicians and filmmakers, new forms of interaction and stimulus, and took part actively in many accomplishments of experimental character in the zeitgeist of the youngsters’ world that came to be know as counterculture from 1970 to

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cionar-se principalmente como período da Contracultura, durante os anos 1970-1972. Durante esses anos pude tomar contato mais de perto e conhecer obras de artistas brasileiros já de importância histórica, oriundos da tradição da Arte Concreta europeia e que no Brasil realizavam transformações conhecidas como Concretismo e Neoconcretismo. Viajei para a Inglaterra em 1972 e permaneci em Londres por seis anos. Creio que esses foram os anos em que verdadeiramente descobri a maneira de trabalhar minhas ideias e encontrar soluções que passariam a constituir um viés expressivo fundamental para tudo que comecei a fazer a partir de então: poemas visuais feitos com recortes tirados das páginas dos jornais diários e sempre o interesse pelo cinema, o mundo de luzes e sombras em movimento. Chamei toda essa série de Jornal imaginário, e a apresentei publicamente em minha primeira exposição individual na Galeria Paulo Klabin, em 1984, portanto já de volta ao Brasil. A experiência táctil de folhear páginas de jornais adquiriu valor estrutural e revelou-me o sensorial exercício planar que logo iria constituir os Relevos ou mesmo as pinturas planares, que a umas dei o título de Diorama (alusão poética aos primórdios do cinema) e a outras de Muxarabiê (estrutura espacial própria da arquitetura e de objetos árabes que carregam o princípio do “ver sem ser visto”) – que realizo em camadas volumosas de papel-jornal pintado em que cores bastante saturadas organizam-se por superposição e transparências. Apresentei essas experiências em muitas das exposições no Rio de Janeiro, em São Paulo e no exterior. O exercício da cor em volumes mostrou-me que poderia realizá-lo com ou sem a presença do papel-jornal, e executei várias séries de Relevos nas quais não necessito do jornal como valor plástico. Entretanto, ainda hoje, e quase sem me

1972. During these years I was able to make a closer contact and get to know the works by Brazilian artists of Historical importance, with an European tradition of Constructive Art that, in Brazil performed the transformations known as Concretism and the Neo-Concrete movement. I moved ont to England in 1972, where I remained in London for six years. I believe those were the years that I truly discovered how to work my ideas out and to find solutions that would constitute a significant expressive stream to everything I do ever since: visual poems made with cuttings clipped from the pages of the daily newspapers and the constant interest in the cinema, the world of lights and shadows in motion. I named this whole series Jornal Imaginário [Imaginary Newspaper] presented it publicly on my first solo exhibition at Gallery Paulo Klabin in 1984, when I was already back in Brazil. The tactile experience of flipping through pages of newspapers acquires structural value and reveal to me the sensory plan exercise that soon would constitute the Relevos [Relieves] or even the planar paintings that I entitled, to some, Diorama (a poetic allusion to the early days of cinema) and, to others Muxarabiê [Mashrabiya] (spatial structure proper of Arab architecture and objects that carry the principle of “seeing without being seen”) that I carried on bulky layers of painted newsprint where saturated colors are organized by superposition and transparencies. I displayed these experiments in many of the exhibits in Rio de Janeiro, Sao Paulo and abroad. The exercise of color in volumes showed me that I could perform them with or without the presence of newsprint paper and I carried out several series of Relevos where I prescind of newspaper as plastic value. However, even today,

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dar conta, a página impressa volta de alguma maneira a participar na concepção de novas obras. Intencionalmente e para concentrar a apresentação de minha obra pictórica e espacial, deixamos de lado nessa mostra outros aspectos e realizações de minha trajetória de artista justamente para priorizar o que verdadeiramente me é mais “recôndito”, mais remoto e mais legítimo enquanto expressão pessoal.

almost without realizing it, the printed page somehow reappears, involved in the design of new works. Deliberately, and as to focus the presentation of my work and pictorial space, we set aside in this exhibit other aspects and accomplishments in my journey as an artist, just as to prioritize what is, to me, the most “hidden, remote and more legitimate” as personal expression. August 2012

Agosto de 2012

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Luciano Figueiredo Fortaleza (CE), 1948 artista plรกstico, designer, curador visual artist, designer, curator


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Exposições Individuais Solo Exhibits

Galeria André Millan. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 2001 Galeria Anna Maria Niemeyer. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1999 Pasárgada/Leblon. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Villa Costebelle. [Nice, França / Nice, France] 1998 Paço Imperial. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1995 Galeria Anna Maria Niemeyer. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1993 Centro Cultural Sérgio Porto. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1991 Galeria São Paulo. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 1988 Galeria Paulo Klabin. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1986 Galeria Paulo Klabin. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 1984 Galeria Paulo Klabin. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil]

2012 Peintures. Galerie des Docks. [Nice, França / Nice, France] Force et Couleurs. Galerie Teodora. [Paris, França / Paris, France] 2011 Espaço-Laço. Galeria Lurixs. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 2010 Peintures, Reliefs. Galerie D’Est et D’Ouest. [Paris, França / Paris, France] Livro de Sombras. Oi Futuro. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Structures- Couleurs. Galerie des Docks. [Nice, França / Nice, France] 2009 Deux Brésiliens à Nice. Galerie Depardieu. [Nice, França / Nice, France] Interplanos, Entreplanos. Galeria Nara Roesler. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 2008 Tercetos. Galeria Lurixs. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 2007 Peintures, Reliefs. Galerie D’ Est et D’Ouest. [Paris, França / Paris, France] 2006 Do Jornal à Pintura. Paço Imperial. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 2005 Du Journal à la Peinture. Musée Départementale. [Gap, França / Gap, France] 2004 Dioramas e Muxarabiês. Galeria Lurixs. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 2003 Galeria Anna Maria Niemeyer. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil]

Exposições Coletivas Group Exhibits 2011 2010

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Dessin, Couleur, etc. Galerie des Docks. [Nice, França / Nice, France] Jogos de guerra. Caixa Cultural Rio de Janeiro. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] ART Rio. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Jogos de guerra. Memorial da América Latina. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil]


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SP-ARTE. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 2007 Anos 70 - Arte como questão. Instituto Tomie Ohtake. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 2007 Filmes de artista, Brasil 1965-80. Oi Futuro. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 2007 ST-ART, Foire d’Art Contemporain de Strasbourg. [Estrasburgo, França / Strasbourg, France] 2004 Mostra Rio. Lurixs Arte Contemporânea. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Tudo é Brasil. Paço Imperial. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 2003 Livro de artista. Centro Cultural Banco do Brasil. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Exposição inaugural. Lurixs Arte Contemporânea. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 2002 Prêmio Universidade Estácio de Sá. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Arte Foto. Centro Cultural Banco do Brasil. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Art/Basel. Galerie 1900-2000. [Miami, EUA / Miami, USA] 2001 Trajetórias da luz na arte brasileira. Itaú Cultural. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 2001 Rio Trajetórias. Funarte. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Marginália 70. Itaú Cultural. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] Brasil: Lucio Fontana. Centro Cultural Banco do Brasil. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 2000 Jornal aberto. Espaço Telemar. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil]

Situações Anos 70. Casa França-Brasil. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1994 Bastidores da criação. Oficina Cultural Oswald de Andrade. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 1991 Imagem sobre imagem. Centro Cultural Sérgio Porto. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1990 Transfutur. Kunstetage Kassel. [Kassel, Alemanha / Kassel, Germany] 1989 Rio hoje. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] A ordem desfeita. 110 Arte Contemporânea. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1988 Papéis no espaço. Galeria Aktuell. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1987 Palavra imágica. Museu de Arte Contemporânea de São Paulo. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 1985 Tendências do livro de artista no Brasil. Centro Cultural São Paulo. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] Caligrafias e Escrituras. Galeria Sérgio Milliet. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Poesia evidência. PUC-SP. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 26 Artistas. Galeria Paulo Klabin. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 1980 Fala por si. Livraria Muro. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Oficina Literária Afrânio Coutinho. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1979 Mitos vadios. Rua Augusta. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil]

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1987 1986 1985 1984 1982 1981 1978

Kleemania. Aterro do Caju. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1978 Contemporary Brazilian Works on Paper. Nobe Gallery. [Nova York, EUA / New York, USA] 1973 Amour Artists. Polytechnic of Central London. [Londres, Inglaterra / London, England] 1970 Salão de verão. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1968 II Bienal Nacional de Artes Plásticas. [Salvador, Brasil / Salvador, Brazil] Poemas Cartazes. Teatro Castro Alves. [Salvador, Brasil / Salvador, Brazil] 1967 I Bienal Nacional de Artes Plásticas. [Salvador, Brasil / Salvador, Brazil] IX Bienal de São Paulo. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 1965 Galeria do Instituto Goethe. [Salvador, Brasil / Salvador, Brazil]

Espelho de carne, de Antonio Carlos Fontoura (letreiros / letterings) Partido alto, de Leon Hirshman (letreiros / letterings) Arte nas cidades, de Carmen Gomes (letreiros / letterings) Brás Cubas, de Júlio Bressane (direção de arte e letreiros / art direction, letterings) Perto de Clarice, de João Carlos Horta (letreiros / letterings) Tabu, de Júlio Bressane (direção de arte / art direction) Dr. Alceu, de Heloisa Buarque de Hollanda (letreiros / letterings) Uma vez Flamengo, de Ricardo Solberg (letreiros / letterings) O gigante da América, de Júlio Bressane (direção de arte / art direction)

Mús i ca: Cen og rafi as Mus i c: cen ogr aphy

1991 Gal plural (Gal Costa). Palace. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 1983 Velô (Caetano Veloso ). Palace. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] Um banda um (Gilberto Gil). [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1982 Banho de cheiro (Fafá de Belém). [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] 1981 Luar (Gilberto Gil). [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1972 Luiz Gonzaga volta pra curtir (Luiz Gonzaga). Teatro Thereza Rachel. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil]

Cenografia Cenography Te atro DRAMA

1969 A alma boa de Setsuan [The Good Person of Szechwan]. Teatro Castro Alves. [Salvador, Brasil / Salvador, Brazil] 1968 Uma obra do governo. Teatro Vila Velha. [Salvador, Brasil / Salvador, Brazil] Cin e m a : ce n á r io s e let r e ir o s C i n e m a : s et t in g s a nd let t e r i n g s

1988 Cinema falado, de Caetano Veloso (letreiros / letterings)

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1971 1971 1970

Me segura qu’eu vou dar um troço, J Álvaro Editor. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Gélida gelatina gelete, de Torquato Neto. 1971 Jards Macalé. Polygram. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Jorge Mautner. Polygram. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Gal a todo vapor. Polygram. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1969 Barra 69. Caetano Veloso e Gilberto Gil/Polygram. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil]

Gal a todo vapor (Gal Costa). Teatro Thereza Rachel. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Gal deixa sangrar (Gal Costa). Teatro Veredas. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] Jards Macalé. Teatro da Praça. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil]

Capas de discos, Poemas visuais, Edições Record covers, Visual poems, Publications 1983 Um banda um. Gilberto Gil/Warner Records. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1982 Alteza. Maria Bethânia/Polygram. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1981 Cores, nomes. Caetano Veloso/Polygram. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Luar. Gilberto Gil/Warner Records. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1980 Rio déco. Edições Achiamé. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Talismã. Maria Bethânia/Polygram. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1979 Walter Franco. Epic. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Álibi. Maria Bethânia/Polygram. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1972 Araçá azul. Caetano Veloso/ Polygram. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Alfa Alfavela Ville, de Waly Salomão. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil]

Livros e Edições Books and Publications 2009 Hélio Oiticica: a pintura depois do quadro, Rio de Janeiro. Oiticica in London. Guy Brett, Luciano Figueiredo, Tate Modern, Londres. 2003 Hélio Oiticica: cor imagem, poética, Rio de Janeiro 2003 Me segura qu’eu vou dar um troço, de Waly Salomão, Aeroplano, Rio de Janeiro 2002 Hélio Oiticica: obra e estratégia, RioArte, Rio de Janeiro 2001 Simbologia dos instrumentos, Walter Smetak, Secretaria de Cultura e Turismo, Salvador, Bahia 1992 Hélio Oiticica, Witte de With, Rotterdam 1986 Atlas, São Paulo Aspiro ao grande labirinto, Hélio Oiticica, Rocco, Rio de Janeiro

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do jornal à pintura

1983 Rodchenko Stepanova, de Matinas Suzuki, Rio de Janeiro 1980 Rio Déco, Edições Achiamé, Rio de Janeiro 1977 Livro de sombras, Londres 1976 Chiaroscuro sky, Londres 1975 Navilouca, Edições Gernasa, Rio de Janeiro 1973 Blue enigmatic letter, Londres

1994-1995 Curador / Curator – Sala Especial Hélio Oiticica Curador / Curator – Sala Especial Lygia Clark XX Bienal Internacional de São Paulo. [São Paulo, Brasil / São Paulo, Brazil] Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Museu de Arte Moderna da Bahia. [Salvador, Brasil / Salvador, Brazil] 1992-1994 Curador / Curator – Exposição Retrospectiva Hélio Oiticica Witte de With, Center for Contemporary Art. [Roterdã, Holanda / Rotterdam, Netherlands] Galerie Nationale du Jeu de Paume. [Paris, França / Paris, France] Fundació Antoni Tàpies. [Barcelona, Espanha / Barcelona, Spain] Fundação Calouste Gulbenkian. [Lisboa, Portugal / Lisbon, Portugal] Walker Art Center. [Mineápolis, EUA / Minneapolis, USA] 1988 Diretor / Director – Instituto Nacional de Artes Gráficas, FUNARTE – Ministério da Cultura. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1986-1987 Diretor / Director – Instituto Nacional de Artes Plásticas, FUNARTE – Ministério da Cultura. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 1981-1997 Coordenador Técnico / Technical coordinator – Projeto Hélio Oiticica. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil]

Atividades Institucionais Institutional activities 2011 Curador / Curator – Figuras, Marcelo Pies. Oi Futuro Ipanema. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 2007 Curador / Curator – Waly Salomão “Babilaques”. Oi Futuro. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 2006 Artista residente / Artist-in-residence – Civitella Ranieri Center. [Umbertide, Itália / Umbertide, Italy] 2005 Catalogue Raisonné Hélio Oiticica. The Museum of Fine Arts Houston. 2004 François Morellet, Retrospectiva. Diretor / Director – Centro de Arte Hélio Oiticica. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 2003 Diretor / Director – Centro de Arte Hélio Oiticica. [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] Helio Oiticica: Cor, Imagem, Poética. Curador / Curator – Centro de Arte Hélio Oiticica [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil] 2002 Curador / Curator – Hélio Oiticica: Obra e Estratégia. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [Rio de Janeiro, Brasil / Rio de Janeiro, Brazil]

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luciano figueiredo

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do jornal Ă pintura

Obras apresentadas Presented works

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luciano figueiredo

1. Jornal imaginário, 1984 acrílica sobre papel-jornal, tecido | acrilic on newsprint, fabric 54 x 70 cm

2. Jornal imaginário, 1984 acrílica sobre papel-jornal, tecido | acrilic on newsprint, fabric 54 x 70 cm

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do jornal à pintura

3. Diorama, 1986 acrílica sobre arame, papel machê | acrilic on wiring, papier mâché 70 x 41 cm

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luciano figueiredo

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do jornal à pintura

4. Jornal imaginário, 1999-2012 (página anterior | previous page) acrílica sobre papel-jornal | acrilic on newsprint 36 X 48 cm

6. Jornal imaginário, 2000-2012 acrílica sobre papel-jornal, cartão | acrilic on newsprint, cardboard 36 x 48 cm

5. Jornal imaginário, 2000-2012 acrílica sobre papel-jornal, cartão | acrilic on newsprint, cardboard 36 x 48 cm

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luciano figueiredo

7. Jornal imaginário, 2000-2012 acrílica sobre papel-jornal, cartão | acrilic on newsprint, cardboard 36 X 48 cm

8. Jornal imaginário, 2000-2012 acrílica sobre papel-jornal, cartão | acrilic on newsprint, cardboard 36 x 48 cm

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do jornal à pintura

9. Jornal imaginário, 2000-2012 acrílica sobre papel-jornal, cartão | acrilic on newsprint, cardboard 36 x 48 cm

10. Diorama, 2001 acrílica sobre papel-jornal, madeira | acrilic on newsprint, wood 63 x 83 cm

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luciano figueiredo

12. Jornal imaginário, 2001- 2012 acrílica sobre papel-jornal, cartão | acrilic on newsprint, cardboard 36 x 48 cm

11. Jornal imaginário, 2001- 2012 acrílica sobre papel-jornal, cartão | acrilic on newsprint, cardboard 36 x 48 cm

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do jornal à pintura

13. Jornal imaginário, 2001-2012 acrílica sobre papel-jornal, cartão | acrilic on newsprint, cardboard 36 x 48 cm

14. Jornal imaginário, 2000-2012 acrílica sobre papel-jornal, cartão | acrilic on newsprint, cardboard 36 x 48 cm

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luciano figueiredo

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do jornal à pintura

15. Relevo, 2009 (página anterior | previous page) acrílica sobre tela | acrilic on canvas 41,5 x 40,5 cm

17. Relevo, 2009 acrílica sobre tela | acrilic on canvas 39 x 39 cm

16. Relevo, 2009 acrílica sobre tela | acrilic on canvas 39 x 38,5 cm

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luciano figueiredo

18. Relevo, 2009 acrĂ­lica sobre tela | acrilic on canvas 42 X 40 cm

19. Relevo, 2009 acrĂ­lica sobre tela | acrilic on canvas 37 x 38 cm

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do jornal à pintura

20. Relevo, 2009 acrílica sobre tela | acrilic on canvas 41 x 38 cm

21. Relevo, 2009 acrílica sobre tela | acrilic on canvas 36 x 35,5 cm

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luciano figueiredo

22. Relevo, 2009 acrĂ­lica sobre tela | acrilic on canvas 39 X 39 cm

23. Relevo, 2010 acrĂ­lica sobre tela | acrilic on canvas 80 X 80 cm

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do jornal à pintura

24. Relevo, 2010 acrílica sobre tela | acrilic on canvas 80 x 80 cm

25. Relevo, 2010 acrílica sobre tela | acrilic on canvas 80 x 80 cm

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luciano figueiredo

26. Relevo, 2010 acrĂ­lica sobre tela | acrilic on canvas 76 x 70cm

27. Relevo, 2010 acrĂ­lica sobre tela | acrilic on canvas 71 x 70 cm

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do jornal à pintura

28. Relevo, 2010 acrílica sobre tela | acrilic on canvas 60 x 66 cm

29. Relevo, 2010 acrílica sobre tela | acrilic on canvas 100 x 100 cm

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luciano figueiredo

30. Relevo, 2010 acrĂ­lica sobre tela | acrilic on canvas 80 x 80 cm

31. Relevo, 2010 acrĂ­lica sobre tela | acrilic on canvas 80 x 80 cm

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do jornal à pintura

33. Relevo, 2011 acrílica sobre madeira | acrilic on wood 100 x 100 cm

32. Relevo, 2011 acrílica sobre madeira | acrilic on wood 100 X 100 cm

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luciano figueiredo

34. Relevo, 2011 acrĂ­lica sobre madeira | acrilic on wood 100 x 100 cm

35. Relevo, 2011 acrĂ­lica sobre madeira | acrilic on wood 100 x 100 cm

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do jornal à pintura

36. Sem título, 2011 acrílica sobre madeira | acrilic on wood 60 x 150 cm

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luciano figueiredo

37. Sem título, 2011 acrílica sobre tela e madeira | acrilic on canvas and wood 70 x 70 cm

18. Sem título, 2011 acrílica sobre tela e madeira | acrilic on canvas and wood 70 x 70 cm

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do jornal à pintura

39. Espaço-Laço, série verde N.4, 2011 acrílica sobre tela e madeira | acrilic on canvas and wood 40 x 41 cm

40. Espaço-Laço, série verde N.6, 2011 acrílica sobre tela e madeira | acrilic on canvas and wood 38,5 x 40 cm

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luciano figueiredo

41. Espaço-Laço, série verde N.7, 2011 acrílica sobre tela e madeira | acrilic on canvas and wood 39 x 38 cm

42. Espaço-Laço, série verde N.8, 2011 acrílica sobre tela e madeira | acrilic on canvas and wood 36 x 36 cm

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do jornal à pintura

43. Relevo, 2011 acrílica sobre madeira e papel Arches | acrilic on canvas and Arches paper 100 x 100 cm

44. Relevo, 2011-2012 acrílica sobre madeira e papel Arches | acrilic on canvas and Arches paper 100 x 100 cm

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Agradecimentos Acknowledgments

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Exposição Exhibition

Catálogo Catalog

Planejamento e organização | Planning and organization Max Perlingeiro

Coordenação editorial | Editorial coordination Camila Perlingeiro

Organização | Organization Max Morales Perlingeiro

Assistente editorial | Editorial assistant Débora Monnerat Vera Schettino

Gerência de projeto e montagem | Project management and installation Maria Beatriz Castelo Crispino

Versão | Version Julio Silveira

Equipe técnica | Technical staff Danilo Costa Denise Viana Monteiro Jerri Adriano Viana Lima João dos Santos Neto Karla Assunção Victor Perlingeiro

Revisão | Proofreading Amanda Cadore & Evillyn Kjellin |Nova Leitura Projeto gráfico e diagramação | Design and layout Marcela Perroni | Ventura Design Impressão e acabamento | Printing and finishing Grafitto Gráfica Fotografias das obras | Photographs of the works of art Vicente de Mello

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Este catรกl ogo foi comp osto em Sen t i n el e impr ess o na Grafi t to Grรกf i ca em set embro d e 20 12


Luciano Figueiredo - Do jornal à pintura  

Artista plástico, designer e curador

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