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Título: Poesia de Bolso Texto: Gabriel Araújo Capa: Willian Denaro Diagramação: Willian Denaro Revisão: Gabriel Araújo Produção: Estúdio Tupã Ano: 2008 CATAPALAVRAS http://catapalavra.blogspot.com.br catapavras@gmail.com


FLERTE Dê-me um beijo, Pois só teu beijo Pode agora me salvar Deste vazio em que me encontro Do solo infértil que piso, Que é a incerteza da espera...


PERDIDO TEMPO Esperei algum tempo para pegar neste lápis e escrever, pois havia tanta coisa pra dizer... Nenhuma se encaixava. Agora não há tempo. Para que pensar para se expressar? Pensei tanto que me faltam palavras, só repito o que já foi dito. Penso num tempo, uma outra realidade... Espelhos quebrados... Meus pulsos cortados, sangue e lágrimas mesclados, mas não estou livre da dor...


TRANSIÇÃO É estranho para mim agora olhar o mundo não me lembro quão rápido passou o tempo mas ele passou... Alegro-me em ver muitos de meus amigos encaminhados na vida. Entristeço-me ao ver alguns se perdendo... Ou se esquecendo... É difícil estar sozinho... Sem ter um ombro pra chorar. É difícil não ter ninguém a quem se amar, fica tudo tão vazio... sem expectativas, sem horizonte. Falta-me a perspectiva.


TUDO VIRA PRETÉRITO Passa tudo, Passarada! Passa boi Passa boiada. Passa nada! Passa tudo, Passarada! Passa-tempo Passa e sara. Passa nada! Passa tudo, Passarada! Passa nada! Passa, com jeitinho tudo passa.


MIXAGEN Não importa a raça Não importa a religião Estamos todos juntos Somos todos irmãos Pretos ou brancos, Morenos, mulatos Índio ou banto Só são alguns passos Que difere nosso canto Que se une abaixo Dessa nação... De Confúcio a Zoroastro Não se aprende o pranto. Elevem-se os nossos mastros, Com bandeiras evidenciando, Presas lá no alto Num único balanço... A paz e a união.


VIDA Temer é a sombra do desconhecido... Tentar é a possibilidade da conquista. Amar é compreender,é respeitar. Evitar é desistir de viver.


CRÔNICA Estava pensativo a caminhar, e de repente me pego rindo, acabava de lembrar uma piada que haviam me contado já faz algum tempo. E então, me pego novamente sério acabava de lembrar que a piada não tinha graça.

São Paulo, 8 de Junho de 2003


A MULTIDÃO Com passos sôfregos, Lá vem a multidão. Vem caminhando Em vossa direção. Incerta, imprecisa, Sem devida convicção. Traz no peito Tola esperança vã, De esmaecer no tempo Os tons cinzas Dos dias mais escuros, Os quais viveram. Com passos sôfregos Caminha a multidão!


Continuam vindo Em vossa direção, Sem saber ao certo De vossa compreensão, Se no final os esperarão O calor do sim, O frio do não! Admito, eles têm coragem, Ou será a falta De qualquer ilusão! Com passos sôfregos, Caminha a multidão.



Poesia de bolso digital