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Indústria alimentícia vicia o Brasil em “comida-lixo”

Previsão é do administrador, Valdeci Machado, em entrevista

Tradução literal do junk food, alimento sem valor nutricional

Páginas 8 e 9

Caroline Romeiro - Página 15

Ano VII - 330

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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Águas Claras será novamente a locomotiva do desenvolvimento

Brasília, 23 a 29 de setembro de 2017

Doente, não! Rollemberg prevê fim da crise econômica

A 12ª Parada LGBT de Taguatinga, domingo (24), ganhou mais importância após decisão do juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho. Ele suspendeu determinação do Conselho Federal de Psicologia, que impede “tratamento” para homossexualidade, como se orientação sexual fosse uma doença. Diante da repercussão negativa, o magistrado divulgou nota negando que a tenha considerado como enfermidade.

GDF age para privatizar áreas públicas

Pelaí - Página 3

Chico Sant’Anna - Página 12

Distritais votam mudanças no Iprev dia 26

Temer precisa voltar às compras na Câmara

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Página 7 e Editorial - Página 2

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Brasília Capital n Opinião n 2 n Brasília, 23 a 29 de setembro de 2017 - bsbcapital.com.br

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E D I T O R I A L

x p e d i e n t e

Não à censura e ao preconceito Diretor de Redação Orlando Pontes ojpontes@gmail.com Diretor Comercial Júlio Pontes comercial.bsbcapital@gmail.com Pedro Fernandes (61) 98406-7869 Diretor-Executivo Daniel Olival danielolival7@gmail.com (61) 99139-3991 Diretor de Arte Gabriel Pontes redação.bsbcapital@gmail.com Tiragem 10.000 exemplares Distribuição Plano Piloto (sede dos poderes Legislativo e Executivo, empresas estatais e privadas), Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo, Vicente Pires, Águas Claras, Sobradinho, SIA, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Lago Oeste, Colorado/Taquari, Gama, Santa Maria, Alexânia / Olhos D’Água (GO), Abadiânia (GO), Águas lindas (GO), Valparaíso (GO), Jardim Ingá (GO), Luziânia (GO), Itajubá (MG), Piranguinho (MG), Piranguçu (MG), Wenceslau Braz (MG), Delfim Moreira (MG), Marmelópolis (MG), Pedralva (MG), São José do Alegre, Brazópolis (MG), Maria da Fé (MG) e Pouso Alegre (MG). C-8 LOTE 27 SALA 4B, TAGUATINGA-DF - CEP 72010-080 - Tel: (61) 3961-7550 - bsbcapital50@gmail.com - www.bsbcapital.com.br - www. brasiliacapital.net.br

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Há duas semanas, o Brasil presenciou–e ainda sente os reflexos da polêmica– a reação do banco Santander encerrando mostra LGBT antes do tempo previsto por causa da reação de alguns grupos nas redes sociais, especialmente o Movimento Brasil Livre (MBL). A turma enxergou em várias obras expostas o enaltecimento da pedofilia, estímulo à homossexualidade de crianças e agressão a símbolo religioso. O “Queermuseu – Cartografia das Diferenças na Arte Brasileira” estava em cartaz no Santander Cultural, em Porto Alegre, desde 15 de agosto, e iria até 8 de outubro. O núcleo de artes do banco decidiu encerrar a mostra no dia 10 de

setembro, sob acusação de estímulo a pedofilia, zoofilia e agressão a valores religiosos. Na prática, o tiro saiu pela culatra, como diz o ditado popular. As obras censuradas foram conhecidas por um número muito maior de pessoas, exatamente pelas redes sociais. Agora, a polêmica está no auge porque um juiz de Brasília concedeu liminar permitindo que psicólogos tratem a homossexualidade como doença. A decisão, em caráter liminar (provisório), é resultado de ação proposta por três psicólogos contra o Conselho Federal de Psicologia. O CFP, inclusive, segue entendimento da Organização Mundial de Saúde. A OMS retirou a homos-

sexualidade do rol de doenças mentais em maio de 1990. O Brasil já havia adotado a medida cinco anos antes. Imagine o tamanho da ameaça de retrocesso. Ligando a censura e a decisão do juiz – dois retrocessos inaceitáveis –há mais uma vez a constatação de que existem grupos que não conseguem conviver com a diversidade. E estão em polvorosa, querendo impor seus pontos de vista, seja usando as redes sociais ou a Justiça. Motivo de otimismo é que a reação imediata aos dois fatos mostra que o País não aceita caminhar para trás.

Cada macaco em seu galho Ricardo Ferrer (*) Na década de 1940, a discussão sobre o petróleo era acirrada. Então, Otacílio Rainho, professor e diretor do Colégio Vasco da Gama, no Rio, criou a famosa frase “o petróleo é nosso”. Talvez ali o Brasil estivesse fadado à praga das estatais. Não que elas não tivessem seu valor. Pelo contrário. Mas serviram, e continuam servindo, para que maus governantes as usem para indicações políticas. Finalmente, parece que o governo abriu os olhos para a privatização, o que pretende desenvolver por meio do Programa de Parcerias de Investimento, como mostrou este Brasília Capital ao entrevistar o coordenador

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nSistema S O país em crise e os caras se esbaldando pelo mundo... Valter Xéu, via WhatsApp Sobre a manchete da edição 329, que denunciou a farra dos dirigentes do Sistema S, que aproveitarão a viagem de estudantes para passear em Abu Dhabi.

Até que enfim... Desde setembro de 2015 enrolando todo mundo! Ana Luiza Gomes, via Facebook Sobre a inauguração, terça-feira (19) do Shopping DF Plaza, em Águas Claras. Durante dois anos, o empreendimento ficou parado na burocracia do GDF.

nDF Plaza Que bom... Vai empregar muita gente! Alice Nunes, via Facebook

nEducação No dia que os pais começarem a dar valor à escola pública e cobrarem, como fazem

do PPI, Adalberto Vasconcelos (edição 329). Mesmo que a medida tenha como principal finalidade buscar recursos para o País, e não o de uma filosofia de gestão privada, já é um começo. Gestão não é com o governo, que não tem essa vocação, salvo para agradar aos políticos ávidos por serem contemplados com setores que detêm altos orçamentos. Será por quê? Deixando de lado os porquês, o importante seria os governantes entenderem que qualquer segmento de serviço deve ser gerido pela iniciativa privada. Para isso, torna-se necessário que as agências reguladoras tenham independência. E, que o governo não seja sócio dessas empresas, de forma a não ter influência sobre elas, como é o

caso da telefônica OI! Utopia? Talvez. Afinal, Utopia foi um país imaginário, criação do escritor inglês Thomas Morus (1480-1535), onde um governo, organizado da melhor maneira, proporciona ótimas condições de vida a um povo equilibrado e feliz. Por que não? Basta querer. Aliás, sobre o título deste artigo, lembro o fato de alguém que pisou em um caco de vidro. Com raiva pegou-o e o jogou longe. O caco ficou preso num galho de árvore. Moral da história: “cada mau caco em seu galho”.

(*) Engenheiro e escritor

a r t a s

nas particulares, não terão mais que se preocupar com reajustes que apertam o orçamento das famílias. Marcelo Marques, via Facebook Ter filhos está cada vez mais caro. Clara Mathne, via Facebook Sobre o aumento das mensalidades das escolas particulares: 100% dos colégios devem aumentar o preço em torno de 12% em 2018. nTelma Rufino Votaram nela para pro-

mover a legalização daquelas chácaras rurais que se tornaram “favela de rico”. Ela conseguiu um plano do executivo para venda direta e financiamento em até 240 meses. O que querem mais? Dar calote? Bruno Roza, via Facebook Se sair do governo, os cupinchas ficam sem os míseros cargos comissionados. David Pereira, via Facebook Sobre nota do Pelaí a respeito da provável saída da deputada do Pros da base aliada de

Rollemberg. nSindMédico-DF Se tivesse o mínimo de inteligência saberia que a mazela é causada por falta de gestão e não por culpa do servidor. Francisco Nascimento, via Facebook Reações à coluna do SindMédico na edição 329.


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enxurrada de denúncias contra Lula parece não abalar o prestígio do ex-presidente junto ao eleitorado. O petista continua na liderança das intenções de voto para presidente em 2018. É o que mostra pesquisa CNT/MDA publicada terça-feira (19). Lula aparece com 20,2% (ante 16,5%, em fevereiro). Em segundo lugar aparece o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 10,9% (tinha 6,5% em fevereiro), e o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), com 2,4% (0,3 em fevereiro).

ORLANDO PONTES

AGÊNCIA BRASÍLIA

Valdeci quer Pistão Sul na poligonal de Águas Claras

Rollemberg enxerga o DF Plaza como “divisor de águas” para o fim da crise econômica no Distrito Federal

Guerra declarada

“Virada econômica”

A luta das lideranças políticas de Taguatinga para manter o Pistão Sul e o Taguaparque dentro da poligonal da cidade tem um adversário declarado. O administrador de Águas Claras, Valdeci Machado, defende a transferência do Pistão Sul para a jurisdição de sua Região Administrativa e do Taguaparque para Vicente Pires. PISTÃO SUL E NORTE – “O que separa Águas Claras de Taguatinga é o Pistão Sul. Portanto, é natural que o lado onde os endereços são de Águas Claras (da QS 1 à QS 11 – do Residencial Península à fábrica do Café do Sítio), seja integrado à nossa Região Administrativa. Já o Taguaparque está do lado da via onde está Vicente Pires, no Pistão Norte”, avalia Valdeci Machado. Ele também quer agregar a Águas Claras as Quadras 3, 4 e 5 do Park Way. MARLON É CONTRA – A posição de Valdeci Machado é oposta à do administrador de Taguatinga, Marlon Costa. Em recente entrevista ao Brasília Capital, ele se solidarizou com o movimento liderado pelo presidente da Associação Comercial e Industrial da cidade (Acit), Justo Magalhães, em defesa da preservação do Taguaparque e do Pistão Sul como áreas de Taguatinga. ROLLEMBERG – Até o governador Rodrigo Rollemberg manifestou simpatia pela proposta da Acit. Mas o debate está aberto e deve se prolongar até a campanha eleitoral de 2018.

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) usou a inauguração do shopping DF Plaza, terça-feira (19), em Águas Claras, como “o divisor de águas” que marcará o início do fim da crise econômica no DF. “Este empreendimento mostra que estamos no caminho certo para devolver o otimismo a Brasília”, discursou o chefe do Executivo.

RECEITA ANTICRISE – Rollemberg reforçou que, para incentivar o setor produtivo, seu governo tem acelerado a análise de projetos para liberação de alvarás e habite-se, e criado mecanismos legais para atrair novas empresas, como a lei de incentivos fiscais que equiparou a capital da República a outras unidades da Federação na cobrança do ICMS.

AGÊNCIA BRASÍLIA

Cerimonial global A solenidade de inauguração do Shopping DF Plaza, terça-feira (19), em Águas Claras, foi comandada pelo editor e apresentador do DFTV. O jornalista Antônio Machado (foto) fez a alegria dos fãs ao distribuir simpatia a todos que dele se aproximaram após a parte formal do evento.

Telma, a fiel A deputada Telma Rufino (Pros) garante que estará no palanque de Rollemberg (PSB) no projeto de reeleição em 2018. O governador a questionou sobre notícia publicada no Pelaí, na edição 329, dando conta da insatisfação de eleitores nos principais redutos da parlamentar – Águas Claras, Areal e Colônia Agrícola Vereda da Cruz. “O GDF tem atendido a todos nossos pleitos. Rollemberg é um grande amigo de Águas Claras e região”, reitera Telma.


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Justiça deixa de ser obstáculo à votação do Iprev Só restaram agora as tratativas políticas para a votação do projeto de lei complementar que reforma a previdência dos servidores, prevista para terça-feira (26), um dia antes do prazo dado pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) para não pagar os vencimentos do funcionalismo de forma parcelada. Na terça-feira (19), o projeto saiu de pauta porque havia mandado de segurança do Tribunal de Justiça do DF barrando a tramitação do texto a pedido dos deputados Wasny de Roure e Ricardo Valle, ambos do PT. Wasny e Ricardo alegaram que a tramitação em regime de urgência impediu a apresentação de emendas por parte dos distritais. Enquanto o governo aguardava decisão do Supremo Tribunal Federal, na própria terça o desembargador do TJDFT Waldir Leôncio derrubou o mandado de segurança sob alegação de que “os parlamentares do Legislativo local, bem como a sociedade e o Poder Executivo, já tiveram oportunidade de debater e refletir sobre os rumos da previdência”. Quando saiu a decisão do desembargador, o adiamento da votação já havia sido decidido pelo presidente da Câmara, Joe Valle (PDT), depois de ouvir representantes sindicais. Rollemberg tem repetido que sem essas modificações no Instituto de Previdência (Iprev) não terá como pagar em dia os salários do funcionalismo já no próximo mês, referentes a setembro. Ele argumenta que os R$ 170 milhões mensais que precisam ser transferidos para a previdência são a única alternativa ao pagamento parcelado dos vencimentos.

(InformAção) Sindicalistas apresentam questionamentos e sugestões à alteração da previdência

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Foto: Carlos Gandra

ando continuidade à discussão sobre a proposta de reforma da previdência dos servidores públicos do Distrito Federal, a Câmara Legislativa realizou comissão geral no dia 20/9 para debater o texto original do governo (PLC nº 122/2017) e os substitutivos apresentados pelos distritais. Foram mais de quatro horas e meia de discussão, na tentativa de explicar as propostas de parlamentares e de ouvir representantes do funcionalismo público. A comissão geral foi encerrada, contudo, com vários questionamentos e sugestões à matéria e com reiterados pedidos de mais tempo para construir uma proposta, por parte dos sindicalistas.

Ao texto encaminhado pelo governador foram apresentados dois substitutivos. O primeiro mira, especificamente, o fechamento do exercício financeiro de 2017 sem o parcelamento de salários – argumento apresentado pelo governo ao pedir celeridade à aprovação da matéria. Já o segundo substitutivo busca um meio-termo entre a proposta do GDF e a posição dos deputados contrários ao projeto, retirando, por exemplo, a previsão inicial de unificação dos fundos Financeiro (deficitário) e Capitalizado (superavitário) e separando o que diz respeito à previdência complementar. Tempo – Durante a comissão geral, quase todos os representantes do funcionalismo público defenderam ser preciso mais tempo para avaliar a situação da previdência do DF e elaborar uma proposta justa e sustentável. Emendas – Representantes da Polícia Civil defenderam a apresentação de emenda, deixando claro que a proposta não interfira na previdência dos policiais, que são mantidos com recursos da União.

Ônibus do DF terão “Botão do Pânico” PL visa a inibir assaltos e violência contra mulher

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eguiu para promulgação e deve, em breve, fazer parte do conjunto de leis do Distrito Federal o projeto que cria o chamado “Botão do Pânico”, no transporte público do DF. Ele prevê a instalação de dispositivos a serem acionados em caso de assalto e outros tipos de violência no interior dos veículos. Ao ser acionado pelo condutor, o equipamento entrará em contato

com uma central de monitoramento, que fará a comunicação às autoridades de segurança competentes. De acordo com o texto, a ocorrência também deverá ser anunciada no letreiro do ônibus aos que estão de fora do coletivo. O projeto estabelece, ainda, que os dispositivos deverão ser instalados pelas concessionárias de transporte, não gerando custos para o governo.

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Você merece saber tudo o que acontece na Câmara Legislativa.

AGENDA DA SEMANA 25/9/17 - Segunda-feira 9h - Sessão Solene – Dia do Servidor de Trânsito. 19h - Sessão Solene – Dia Internacional do Farmacêutico. 26/9/17 - Terça-feira 9h30 - Reunião Ordinária da CEOF. 19h - Audiência Pública – Situação da quadra de esportes da QN 2/4 de Ceilândia Norte. 27/9/17 - Quarta-feira 10h - Troféu Câmara – Exibição de Filmes. 19h - Sessão Solene – Aniversário BRB. 28/9/17 - Quinta-feira 10h - Audiência Pública – Primeira Infância no Distrito Federal. 19h - Audiência Pública – Valorização do Profissional Biólogo. 29/9/17 - Sexta-feira 10h - Sessão Solene – Projeto Prevenindo com Arte. 15h - Sessão Solene – Homenagem aos Empregados Públicos da Terracap. 19h - Audiência Pública – Assuntos referentes à alfabetização de jovens e adultos. 19h - Sessão Solene – Aniversário do P Sul. 30/9/17 - Domingo 10h - Premiação do Troféu Câmara Legislativa. (Agenda sujeita a alterações)

Número de cidadãos que compareceram à CLDF de 18/9 a 23/9:

4.030


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Rollemberg terceiriza a incompetência Tão ruim quando o projeto original, o substitutivo preparado por integrantes da base do governo ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 122/2017 (que propõe mudanças no sistema de aposentadorias do servidor público do Distrito Federal) continua afrontando a constituição e desrespeitando os trabalhadores. O texto original, patrocinado pelo governador Rodrigo Rollemberg, por sua vez, é tão absurdo quanto o conjunto da obra deste governo. Ele pretende, com isso, resolver apenas o problema dele, porque não tomou as medidas corretas para melhorar a arrecadação. Prova disso foi a recente revelação de que milhares de empresas fraudam o IPTU e, no centro da capiDr. Gutemberg, tal, nunca foram fispresidente do Sindicato dos calizados. UniverMédicos do DF e advogado

sidades e grandes hotéis se passam por pequenas empresas. De 4.300 identificadas, as 14 notificadas devem nada menos do que R$ 11 milhões. Para aumentar o IPTU do cidadão, que depende de salário ou que é um pequeno empreendedor, não há demora – o IPTU foi reajustado e 61 mil lotes residenciais tiveram boletos complementares emitidos sem demora. É mais fácil, como no caso dos servidores, usar a força sobre quem tem menos poder de revidar (até as eleições do ano que vem, pelo menos). Ávido para viabilizar a campanha de reeleição, o voraz governador ataca os bolsos de quem serve o Estado e de quem o sustenta,

mas senta em cima de uma dívida ativa não executada que beira R$ 25 bilhões. Até a Terracap deve ao GDF cerca de R$ 600 milhões. O governo também fecha os olhos para a sonegação do ICMS e abre mão de receitas concedendo incentivos fiscais a quem nem ao menos oferece um número significativo de empregos à população. Chega a R$ 2,6 bilhões a perda na arrecadação desse tributo. Em vez de cobrar dos devedores, Rollemberg, mais uma vez, escolhe meter a mão no patrimônio do Iprev. Em 2015, pegou R$ 1,2 bilhão e no ano passado, foram R$ 493 milhões. Pedaladas essas que deixaram o instituto irregular no Ministério da Previdência, colo-

cando o Certificado de Regularidade Previdenciária do Distrito Federal sub júdice. Sem esse certificado, que pode perder a qualquer momento – e a “reforma previdenciária” agora proposta pode se tornar mais um motivo –, o Distrito Federal deixa de receber repasses do governo federal. O que Rollemberg chama de solução pode ser a falência de todo o DF. A inabilidade para governar chega a tal ponto que, agora, a praticamente um ano das próximas eleições, ele terceiriza suas responsabilidades e o ônus de pagar as dívidas que ele não sabe administrar.


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Valdeci Rodrigues (*)

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governo e seus aliados estão mais uma vez mobilizados para impedir que a Câmara dos Deputados autorize o Supremo Tribunal Federal a investigar o presidente Michel Temer (PMDB), acusado de organização criminosa e obstrução da Justiça. A denúncia é da Procuradoria-Geral da República. O STF negou solicitação de Temer para que o pedido de autorização só fosse enviado ao Congresso Nacional quando os “fatos gravíssimos” que vieram à tona após a divulgação de uma gravação de conversa entre Joesley Batista e Ricardo Saud, fossem esclarecidos. Tais fatos motivaram a rescisão unilateral do acordo de colaboração premiada, por parte da PGR, e a ordem de prisão dos dois delatores. Por 10 votos a 1, em julgamento que durou dois dias e terminou na quinta-feira (21), o STF entendeu que o juízo político vem antes do juízo jurídico. Pela segunda vez, num espaço de três meses, Temer usará toda a máquina do governo para impedir a investigação. Em nota, o Palácio do Planalto rechaçou as acusações. No início de agosto, a Câmara negou autorização para que ele fosse investigado pelo STF por corrupção passiva. O presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz que a votação sobre a segunda denúncia acontecerá em outubro. O dia, ele ainda não sabe. “Tem de esperar para ver quando o texto sai da Comissão de Constituição e Justiça. Dependendo do dia, pode votar antes ou depois do feriado (de 12 de outubro). Mas durante o mês de outubro certamente esta matéria estará resolvida”, afirmou. SILÊNCIO – Rodrigo Maia demonstrou contrariedade com o chamado “fogo amigo”. Na primeira votação, houve, por exemplo, boatos dentro da base aliada de que ele se preparava para ocupar a Presidência da República. “Eu vou ficar bem distante desse assunto, não vou conversar com nenhum deputado, não vou emitir mais nenhuma opinião. Na primeira denúncia a minha opinião foi mal inter-

Reprise da proteção a Temer Pela segunda vez, a Câmara decidirá se autoriza ou não o STF a investigar o presidente por crime comum BETO BARATA / PR

Para continuar no cargo, Michel Temer terá, outra vez, de usar dinheiro público

pretada pelas pessoas que falam demais no Palácio (do Planalto). Então agora eles terão de mim o silêncio absoluto. Nenhuma opinião nem contra nem a favor”, disse. O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) aposta na maior fragmentação da base governista e no aumento do número de parlamentares favoráveis à investigação. “O nosso desafio é que o número de deputados a favor da denúncia chegue aos 342 votos necessários”, afirmou Molon. A Constituição prevê que o presidente da República só pode ser processado pelo STF, em acusação por crime comum, após autorização da Câmara, por no mínimo dois terços (342) dos 513 deputados. RAPIDEZ - Em agosto, o plenário da Câmara negou (houve 263 votos) a autorização ao STF para processar Temer por crime de corrupção passiva. O vice-líder da minoria, deputado Henrique Fontana (PT-RS), afirma que as provas contra Temer são bastante consistentes e acredita que a sociedade vai pressionar os parlamentares a votar pela aceitação da denúncia. “Vai ser uma vergonha um deputado, depois que ler a denúncia, votar para absolver Michel Temer. Vamos intensificar esse debate com a sociedade para que se amplie a pressão no sentido de que a denúncia seja acolhida”, disse. Já o vice-líder do governo, deputado Beto Mansur (PRB-SP), afirma que o governo tem votos suficientes para barrar a denúncia tanto na CCJ quanto no plenário. Ele acha a nova denúncia muito mais fraca do que a primeira. “Vamos dar agilidade e o plenário vai tomar uma decisão política para encerrar esse assunto, até porque ela é muito mais fraca do que a primeira”, avaliou. Essa também é a opinião do vice-líder do PMDB, Carlos Marun (MS), que acredita na possibilidade de o trâmite deste novo processo ser mais rápido e não atrapalhar os trabalhos legislativos. Na primeira denúncia, houve liberação mais de R$ 4 bilhões para emendas parlamentares e negociação de cargos no governo para conseguir os votos que livraram Temer. (*)Com Agências


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Doença é o preconceito Taguatinga reage à “cura gay”. São esperadas 30 mil pessoas, domingo (24), na 10ª Parada LGBT FOTOS DIVULGAÇÃO

Gustavo Goes

tirou a homossexualidade da lista de doenças mentais em 17 de maio de 1990, data em que é celebrado o Dia Internacional contra a Homofobia. O Brasil foi um dos pioneiros e o tema deixou de ser tratado como doença em 1985.

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liminar parcial concedida segunda-feira (18) pelo juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho impedindo o Conselho Federal de Psicologia (CFP) de vetar o “tratamento” de homossexuais para reverter sua orientação sexual será o ponto central da 12ª Parada LGBT de Taguatinga. Trinta mil pessoas são esperadas, domingo (24), a partir das 13h, na Praça do Relógio. Entre elas, integrantes do CFP e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os organizadores acreditam que a polêmica decisão da Justiça atrairá mais pessoas do que as 25 mil do ano passado. A liminar autoriza que psicólogos “tratem” pacientes que busquem terapias de reorientação sexual. A decisão gerou reações contrárias da sociedade, de artistas, movimentos sociais e entidades representativas de todo o país. A investida dos profissionais de psicologia que recorreram à Justiça e obtiveram a liminar é classificada por opositores como “cura gay”. A decisão do juiz federal causou revolta na comunidade LGBT do Distrito Federal, que estará mobilizada durante todo o domingo em Taguatinga. A liminar suspende a resolução do Conselho Federal de Psicologia que estabelece como os psicólogos devem atuar em casos envolvendo a orientação sexual dos pacientes. A resolução suspensa é baseada no entendimento da Organização Mundial de Saúde (OMS), que

Jussara Barros (centro) diz que houve surpresa, mesmo “cientes da onda de retrocesso”

Marchas atraem também pessoas não homossexuais devido à farra e à alegria

REAÇÃO – “Ficamos surpresos com a decisão. Mesmo cientes da onda de retrocesso e conservadorismo que vivemos, isto fere a dignidade e os direitos humanos da comunidade LGBT. A parada está marcada há meses, mas, com certeza, esta decisão vai aumentar o número de frequentadores”, disse a coordenadora da manifestação, Jussara Barros, de 25 anos. Com o objetivo de conscientizar a população contra o preconceito, outras quatro Paradas LGBT estão agendadas para outubro: Paranoá (1°), Águas Lindas de Goiás (8), Ceilândia (22) e Valparaíso de Goiás (29). AÇÃO – A decisão da Justiça foi tomada após uma ação movida por um grupo de psicólogos integrantes do Movimento Psicólogos em Ação, chapa de oposição ao CFP na eleição do ano passado. O psicólogo clínico Adriano Lima, integrante do grupo, garante que é improcedente a afirmação de que se trata de uma “cura gay” e que o tema está sendo tratado com parcialidade pela mídia. O juiz Waldermar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara Federal de Brasília, afirmou que foi mal interpretado. “Em nenhum momento este magistrado considerou ser a homossexualidade uma doença ou qualquer tipo de transtorno psíquico passível de tratamento”.


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Comissão Geral na CLDF debate o PLC do Espanto A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por meio de uma comissão geral, debateu no dia 20 de setembro o substitutivo ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 122/2017, que institui uma reforma negativa na Previdência do funcionalismo público distrital. Além da presença de vários deputados distritais, participaram diretores do Sinpro, representantes de outros sindicatos, além de professores (as) e orientadores (as) educacionais. Após a leitura das propostas de texto substitutivo ao projeto do Executivo, os presentes elencaram a série de prejuízos aos servidores públicos em caso de aprovação e a necessidade de um amplo debate com os servidores e com os sindicatos. Este debate tem, sim, grande importância, uma vez que o recurso financeiro é de propriedade do funcionalismo público do DF. Para o deputado Chico Vigilante (PT), todo o recurso financeiro do Iprev, mesmo tendo uma parte dele oriunda do GDF, pertence à Previdência Social do funcionalismo do DF e essa mão de obra não pode ser responsabilizada pelos desmandos e má gestão pública do governo Rollemberg (PSB). “Tenho uma posição muito clara so-

Considerada o maior canteiro de obras do Brasil nos anos 2000, transformou-se num dos b

Rosilene: respeito aos direitos dos trabalhadores

bre este projeto: não voto neste substitutivo porque é preciso debater com os sindicatos. Vou trabalhar para que não seja aprovado”. O deputado Wasny de Roure (PT) salientou sobre o papel do fundo de previdência, criado devido à preocupação em garantir a aposentadoria dos servidores públicos. “A proposta que está sendo apresentada mostra claramente que o governo quer resolver o problema de caixa. Mas não é com o dinheiro dos servidores que ele deve fazer isto. Isto é inadmissível”, afirma o parlamentar.

Criação do IPREV O Iprev-DF foi instituído com base nos princípios fundadores da Seguridade Social brasileira, como o princípio da solidariedade entre as gerações e o custeio tripartite, cujos fundos são resultado de uma atitude deliberada das sociedades que optaram pelo Estado de bem-estar social, mediante o apoio à intervenção do Estado e não uma consequência da ação do mercado. E é esta a grande preocupação defendida pela diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa. “Não se pode pegar um recurso que está destinado para a aposentadoria do servidor público para sanar um problema de caixa do governo. O GDF tem a obrigação de respeitar os direitos do trabalhador e a CLDF o de desempenhar seu papel, promovendo o debate sobre o que é melhor, ouvindo os envolvidos, ou seja, os servidores públicos”, finaliza a diretora.

Locomotiva d volta a funcio

Administrador garante que Águas Claras puxará o reaquecime Orlando Pontes

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onsiderada o maior canteiro de obras do Brasil na primeira década dos anos 2000, Águas Claras volta a protagonizar a retomada do crescimento da economia do Distrito Federal. A aposta é do administrador regional Valdeci Machado. Segundo ele, o Governo de Brasília tem contribuído em pelo menos três frentes para esta reação: facilitando a instalação de novas empresas, agilizando a liberação de alvarás e de habite-se para início de novos empreendimentos na cidade, e investindo em obras públicas. O administrador avalia que um dos principais problemas de Águas Claras é a mobilidade urbana. Por isso, a construção de

calçadas, novas pistas e viadutos, além de ciclovias, é uma de suas prioridades para melhorar o fluxo de pedestres, de veículos e de bicicletas. Ainda neste ano será iniciada a instalação de 80 mil metros quadrados de calçadas em Águas Claras vertical, no Areal e na Colônia Agrícola Vereda da Cruz. Na Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) o foco será a construção e a desobstrução de galerias de águas pluviais. De acordo com Valdeci Machado, 80% da área construtiva da parte vertical de Águas Claras já estão consolidados. As construtoras ficaram distantes nos últimos quatro anos, mas já começam a surgir novos canteiros de obra em vários pontos. “Temos expedido muitos habite-se e alvarás de construção”, atesta o administrador.


Brasília Capital n Cidades n 9 n Brasília, 16 a 22 de setembro de 2017 - bsbcapital.com.br Brasília Capital n Cidades n 9 n Brasília, 5 a 11 de agosto de 2017 - bsbcapital.com.br PEDRO VENTURA / AGÊNCIA BRASÍLIA

belos símbolos da capital da República

do DF onar

ento da economia de Brasília

“Temos expedido muitos habite-se e alvarás de construção” Valdeci Machado administrador de Águas Claras

Gastronomia da cidade ultrapassa o Lago Sul Embora seja importante para a consolidação da cidade, a construção civil foi desbancada do posto de principal geradora de emprego e renda de Águas Claras. A liderança, agora é do setor de bares e restaurantes. “Já somos o segundo maior pólo gastronômico do Distrito Federal. Perdemos apenas para o Plano Piloto (Asa Sul e Asa Norte). Estamos à frente do Sudoeste e do Lago Sul”, afirma Valdeci Machado. Embora tenha pouco mais de 150 mil habitantes, a metrópole conta com sete shoppings centers. Cinco são os chamados mall (shoppings de vizinhança) e dois de grande porte (com mais de 150 lojas cada um). Na terça-feira (19) foi inaugurado o DF Plaza, às margens da EPTG (leia matéria na página 10), que desbancou o Águas Claras Shopping (Avenida Araucárias) do posto de maior centro de compras local. O novo empreendimento é considerado o maior do Brasil e um dos três maiores da América Latina. “Fizemos todos os esforços possíveis para viabilizar a entrada em operação do DF Plaza, que estava emperrado na burocracia desde quando assumimos o governo. Nossa expectativa é de que ele atinja a meta de gerar 3 mil empregos diretos e 9 mil indiretos já nos próximos meses”, diz Machado.

Sindicato lança cartilha em defesa da saúde dos trabalhadores

Pelo bem-estar físico, mental e social dos trabalhadores, o Sindicato dos Bancários DF lançou na terça-feira (19) a cartilha “Você não está Sozinho – Cuidando do Sofrimento no Trabalho dos Bancários”. O material foi apresentado durante o seminário de mesmo tema realizado no Teatro dos Bancários e traz o . A cartilha traz o perfil do bancário que procurou o atendimento da Clínica do Trabalho na Secretaria de Saúde do Sindicato, nos últimos dois anos. Os dados apontam que entre os sintomas mais relatados estão sentimentos de tensão (87,3%), incapacidade de relaxar (86,1%), irritabilidade (83,5%) e inquietação (79,7%). Uma parcela significativa

da amostra relata ainda que tem vontade de desistir de tudo (53,2%) e 38% expressam o sentimento de que não vale a pena viver. Para a professora Ana Magnólia, é preciso se preocupar com a “evolução robótica” que está acontecendo. “Antes era o sujeito da repetição, do movimento, depois veio o gestor, empreendedor, com o individualismo sem nenhuma solidariedade e total destruição dos coletivos de trabalho. Precisamos pensar nisso e discutir as novas formas de sofrimento e novas formas de patologia, como a indiferença e a normopatia”, avaliou Ana. “É preciso colocar o sofrimento e o adoecimento relacionado ao trabalho em pauta, porque são questões atuais. É necessário reconhecer a humanidade destes trabalhadores, a dignidade destas pessoas e o direito à saúde como direito humano”, avalia a psicóloga Fernanda Duarte. “A saúde é um direito universal e inalienável, é um direito à vida e essa luta deve ser coletiva. ‘Você não está Sozinho’ reflete muito bem a nossa ação sindical, estamos juntos para acolher o trabalhador, para entender e intervir nesta realidade hoje, neste cenário de crise social, econômica e retirada de direitos”, destaca a secretária de Saúde do Sindicato, Mônica Dieb.


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Acessibilidade em Taguatinga A Administração de Taguatinga e o Instituto Blind Brasil promoveram um evento, na Praça do Relógio, em comemoração ao Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência na quintafeira (21). O evento gratuito contou com palestras, oficinas de braile e libras, massagem e apresentação artística de deficientes visuais e teste às cegas com a população.

DISTRITO FEDERAL

Rodoviários podem parar Motoristas e cobradores decidem se entram em greve segunda-feira (25). Decisão será tomada neste domingo (24), quando a categoria analisará o novo acordo oferecido pelos patrões, que fez com que houvesse a suspensão da paralisação prevista para a última quinta-feira (21).

Lojistas de shopping querem menos taxas O presidente do Sindicato do Comércio Vajerista do Distrito Federal, Edson de Castro, convida todos os colegas vinculados a centros de compras para irem à Câmara dos Deputados dia 3 de outubro. Ele quer fortalecer o debate em torno do projeto de lei que proíbe qualquer modalidade de cobrança progressiva ou de percentual de faturamento do locatário em shopping. Haverá audiência pública.

ÁGUAS CLARAS

DF Plaza já tem 50 lojas abertas O shopping DF Plaza, maior shopping do Distrito Federal e um dos três maiores da América Latina, foi inaugurado na terça-feira (10). Às margens da EPTG, o espaço tem mais de 240.000m² de área construída. Além do shopping com 160 lojas (50 delas abertas já a partir de hoje e outras 35 a serem inauguradas até dezembro), tem cinco torres com 1.250 unidades residenciais e 900 salas comerciais. A estimativa é de que o complexo gere 3.000 empregos diretos e 9.000 indiretos. O DF Plaza funciona das

10h às 22h, de segunda a sábado. Aos domingos, do meio-dia às 22h. O centro de compras começou suas operações em março deste ano com a abertura do Coco Bambu. Depois, foi

Sonho de ambientalista O conhecido Xavier do Parque Ecológico de Águas Claras, Carlos Alberto Xavier (foto), quer autorização para ampliar a Lagoa dos Patos, sem recursos públicos. Morador na cidade há 17 anos, seu projeto prevê a construção de um poço para peixes ornamentais. Em torno dele, haverá um espaço para hortênsias e samambaias, e um deck para servir aos moradores que desejarem contribuir com doação. Xavier espera que a autorização seja concedida antes do período chuvoso deste ano.

Leia a história de Xavier no site www.bsbcapital.com.br

inaugurado em junho o Outback Steak House. Grandes nomes do mundo da moda fazem parte do complexo, como Vivara, Renner, Riachuelo, Santa Lolla e Siberian.

MI C R O C O NT O Luis Gabriel Sousa

O Lord inglês Meu marido me levou ao hospital depois de eu acordar com uma ressaca horrível. A médica fez o procedimento padrão e pediu pra falar com ele enquanto eu tomava soro. Eu disse que não tinha necessidade, porque ele brigaria comigo. Afinal, a ressaca era segredo meu. Pronto, a mulher ficou louca! “Ele te bate?”, “Você precisa de ajuda”, etc etc etc. Quando viu o roxo no meu braço, consequência de uma queda no dia anterior, ela, disfarçadamente, chamou os seguranças. Enquanto eu tomava soro, os seguranças cercavam meu marido. Eu não sabia se tentava ficar boa, se evitava uma prisão ou se voava no pescoço da médica. Até ela entender que a única que apanha lá em casa é a carne, e quando a gente vai temperar, meu marido, um Lord Inglês, quase vai pro xilindró. (Baseado em Mila Moraes – Curitiba/PR)


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De olho nos sutiãs Por Chico Sant’Anna

GDF quer privatizar áreas públicas O governo Rollemberg, especialmente os técnicos da área de urbanismo, deve ter uma predileção especial por transgredir o planejamento urbano do Distrito Federal, acabando com o verde e ocupando área pública, que deve ser de uso comum. Depois de propor LUOS, que tem por característica maior abandonar os zoneamentos urbanos propostos por Lúcio Costa, agora o GDF elabora uma lei que deveria ser chamada Programa Distrital de Fomento aos Puxadinhos e Puxadões. Trata-se do Plano Local de Ocupação e Requalificação de Áreas Públicas – PLANAP, um regulamento que, na prática, facilita a ocupação de áreas contíguas às unidades imobiliárias não residenciais. Por alguns trocados pagos ao governo, áreas públicas de até 150 m² poderão ser concedidas por até 15 anos. O regramento, se aprovado pela Câmara Legislativa, será válido para todo o DF. PEDESTRES – É curioso um governo que, em nome do verde, com uma mão desapropria um lote formalmente constituído e previsto no projeto de Lúcio Costa, e, com a outra – sabe-se lá em nome do que – abre a porteira para um total desvirtuamento dos padrões urbanísticos da cidade, cujos espaços livres são uma de suas características maiores. Tais ocupações, nas proximidades de pontos de ônibus, poderão distar até 3m e, em outros casos, até 1,5m do meio-fio, deixando, assim, espaços min-

Puxadinho de entrequadra descaracteriza os zoneamentos urbanos

guados para os pedestres. Num momento em que a palavra de ordem é acessibilidade, essas medidas parecem ser ainda mais descabidas. Com essa proposta de marco jurídico, que está sob análise via internet no portal da Segesth –, respeitados alguns critérios, os puxadões oficiais poderão representar a duplicação do lote pré-existente. Nessas ocupações, pela lei, também poderão ser instalados os chamados parklets.

É uma experiência já vivenciada na administração Fernando Haddad (PT), em São Paulo. Nas vagas de estacionamentos, no limite de 12,5 m² por unidade não residencial, ou áreas do “leito carroçável da via pública”, poderão receber, temporariamente, bancos, floreiras, mesas, cadeiras e guarda-sóis, criando novos espaços aos consumidores, normalmente de bares e restaurantes.

Aberração para arrecadar mais Para a urbanista Tania Batella, da Frente Comunitária em Defesa do Sitio Histórico de Brasília, a iniciativa do GDF “é uma aberração que só visa arrecadar mais”. Além de considerar desrespeitoso aos urbanistas que projetaram as diversas cidades do DF, ela afirma se tratar de burla à legislação que obriga ouvir a sociedade toda vez que um projeto urbanístico é alterado. “Na prática, criarão lotes sem respeitar a legislação que normatiza o parcelamento do solo”.

Em francês, a palavra soutient (sutiã) significa sustenta, do verbo sustentar. Mas, inversamente contrário ao que diz o dicionário, são 9 mil sutiãs que poderão derrubar o deputado Izalci Lucas (PSDB) da corrida ao Palácio do Buriti. Não se trata de nenhum movimento feminista para acabar com o projeto político do tucano. É mais uma das ações enviadas ao STF por Rodrigo Janot, antes de deixar o cargo de procurador-geral da República. Izalci é acusado pela PGR de ter utilizado mercadorias apreendidas como contrabando pela Receita Federal para fazer agrados ao eleitorado de Brasília. Na condição de secretário de Ciência e Tecnologia do governo Arruda de 2009 a 2010, ele solicitou uma série de produtos que oficialmente seriam utilizados no programa de inclusão digital. A titulo dessa “inclusão digital”, além dos nove mil sutiãs, a Receita repassou 324 fixadores de dentadura, 28 varas de pescar, 12 rolos de linhas, 870 baralhos, 720 escovas de dente, oito mil pares de meias, dois mil perfumes, 200 pulseiras, 169 máquinas de costura, 1,4 mil capinhas e 300 baterias de celular, 65 vídeogames, além de filmadoras, calculadoras, computadores e fones de ouvido. O valor global somava, em 2010, R$ 245.176,94. BRINDES – Cerca de 200 computadores e monitores de vídeo, doados pelo Tribunal de Contas da União à Secretaria, também não foram incorporados ao patrimônio do GDF. Na denúncia, consta que alguns desses equipamentos teriam sido vistos à época no escritório político de Izalci. Ao Correio Braziliense, o deputado afirmou ter doado à Fundação Gonçalves Ledo, no Recanto das Emas, para ações sociais. Já à TV Globo informou que foi um programa de ação social desenvolvido com paróquias da cidade. O problema é que a Secretaria de Ciência e Tecnologia nunca registrou a entrada da doação desses bens, muito menos a saída deles e os respectivos destinatários. A suspeita é que todos esses bens, que faziam parte do patrimônio da União, tenham sido usados como brindes eleitorais. DEVEDORES – O caso está agora no Supremo Tribunal Federal, que decidirá se avança ou não com o processo. Se a ação penal for recebida pelo STF, Izalci torna-se réu por peculato. Do tempo da Secretaria de Ciência e Tecnologia, há outro inquérito instaurado pelo Ministério Público Federal para investigar Izalci num suposto esquema de desvio de recursos públicos no Programa de Inclusão Digital, da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP/DF). Supostamente, verbas para bolsas de apoio à pesquisa científica eram usadas para remunerar cabos eleitorais e simpatizantes do parlamentar. Izalci também está inscrito na Dívida Ativa da União. Segundo a Procuradoria Nacional da Fazenda, ele aparece como devedor de impostos em dois processos, totalizando R$ 458.028,38.

Acompanhe também na internet o blog Brasília, por Chico Sant’Anna, em https://chicosantanna.wordpress.com Contatos: blogdochicosantanna@gmail.com


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Você sabe o que significa “lacrar”? Nesta semana, algumas manchetes chamaram a minha atenção: Com Pabllo Vittar e Sérgio Mendes, Fergie supera som ruim e ‘lacra’ show (Folha de São Paulo) Lacrou! Pabllo Vittar arrasa ao lado de Fergie e leva multidão à loucura com ‘Glamorous’ e ‘Sua Cara’ (globo.com) Com participação em show de Fergie, Pablo Vittar lacra no Rock in Rio (metrópoles) Logo notei o nascimento de um novo verbo: lacrar! Na verdade, o vocábulo já existe, com a seguinte acepção, segundo o dicionário Caldas Aulete: 1. Selar ou fechar com lacre; 2. Colocar selo de chumbo em (placa numérica de veículo) para efetuar sua identificação. Ao sentido denotativo e dicionarizado, foram acrescidas outras semân-

ticas. Uma possibilidade é entender “lacrar” como realizar algo com sucesso, fazer bem feito, arrasar. A outra significa fazer algo tão bem a ponto de calar os críticos, deixá-los sem argumentos. Sabemos que essas duas últimas interpretações são conotativas (ou seja, figuradas, metafóricas), mas algo chama a atenção: o quanto essa palavra tem sido usada na internet. Segundo o Google Trends (ferramenta que indica os termos mais buscados no site durante um determinado período de tempo), “lacrar” é um dos termos mais pesquisados, chegando a alcançar o ponto mais alto de popularidade entre 6 e 12 de agosto de 2017! Isso revela a recorrência dessa palavra cotidianamente – e, provavelmente, a conotação prevaleceu sobre a denotação. Para mim, essa é uma das grandes belezas da nossa língua

Craque de futebol nasce feito Hoje com oito aninhos de idade cronológica, minha netinha Maria Luíza desde os dois anos chuta uma bola com o pé esquerdo com tal violência a ponto de colocar em risco os objetos mais frágeis aqui de casa, incluindo um espelho grandão no fundo do corredor. A gente tem que se conformar porque é o seu entretenimento predileto, que ela aperfeiçoa a cada dia, inventando dribles incríveis. Como sou chegado à literatura, essa prática esportiva me fez lembrar dos versos do poeta paulista Cassiano Ricardo: “O pequenino vagabundo joga a bola / E sai correndo atrás da bola, / Que salta, salta e rola. / Já quebrou quase todas

as vidraças, / Inclusive a vidraça daquela casa / Onde o sol se reflete como um arco-iris em brasa...” Poesia à parte, voltemos aos petardos de esquerda cada vez mais fortes da Maria Luíza, chamada carinhosamente de Malu. É o caso de perguntar: com quem ela aprendeu e aperfeiçoou sua técnica futebolística? Com ninguém ou (quem sabe?) com Deus! Tal qual a Malu, há muitos exemplos de jogadores autossuficientes, como Garrincha, o craque de pernas tortas que vi estrear em 1953 no meu Botafogo, lá em General Severiano, quando ele deu um drible no zagueirão Nilton Santos, jogando-o de bunda no chão.

materna! O poder de mutação e evolução do nosso idioma é incomparável, motivo pelo qual ele é objeto de estudo em várias universidades por todo o mundo! E você leu certo: o mundo pesquisa sobre o nosso fenômeno linguístico! O brasileiro reinventa a própria língua constantemente, o que o torna capaz de se adaptar com maior facilidade a diversas situações comunicativas, em relação a pessoas de outras nacionalidades. Quem me conhece, sabe que adoro mostrar às pessoas como é possível aprender a língua portuguesa em qualquer contexto. Acredito que a contemporaneidade torna o processo de aprendizagem mais interessante, principalmente para a formação de cidadãos. Você, certamente, após a leitura deste texto, aprendeu um pouco mais sobre denotação e conotação. Todavia, na mesma semana em que nos foi permitido analisar a beleza do nosso vernáculo por meio do sucesso de uma artista em uma apresentação musical, fomos surpreendidos com mais notícias carregadas de preconceito. Aliás, aproveito este arti-

go para fazer uma analogia: segundo a mitologia grega, havia um artefato que continha todos os males do mundo – a Caixa de Pandora. Um dia, Pandora abriu-a, permitindo que os males se espalhassem pelo mundo. Atualmente, chegamos a um ponto em que precisamos devolver esses deméritos a essa caixa, lacrando-a definitivamente. O primeiro a ser sepultado deve ser o preconceito. Ele nos impede de respeitar nossos pares, independentemente de suas virtudes ou debilidades, e, principalmente, nos traz o equivocado pensamento de que somos melhores sozinhos, ou quando damos voz apenas aos que concordam com nossas opiniões. Além disso, esse mal gera a violência e a intolerância que tanto abominamos. Podemos lacrar um mundo melhor! Devemos extirpar o preconceito. “Sozinhos, vamos mais rápido. Juntos, chegamos mais longe. ”

Espero que Malu seja uma exceção, tal qual a centroavante Marta, que tem contratos no exterior e é considerada uma das melhores do mundo!

Como acredito, piamente, que daqui a uns seis ou sete anos, a Malu será convocada para a Seleção Feminina Brasileira, a minha esperança é que até lá esse grupo de mulheres atletas esteja numa situação melhor do que atualmente. Embora bem posicionada no ranking da Fifa, a Seleção não recebe a devida atenção. Ao contrário de seus colegas homens, que assinam contratos milionários, essas moças passariam fome não fosse o salário mínimo de R$ 9 mil que a CBF lhes dá, à guisa de favor. De qualquer forma, espero que Malu seja uma exceção, tal qual a centroavante Marta, que tem contratos no exterior e é considerada uma das melhores do mundo! E quando a Malu entrar na área, abrindo caminho com dribles sensacionais, as goleiras adversárias que se cuidem: porque é gol na certa!

Sou de opinião que Garrincha foi superior a Pelé (intitulado o Rei do Futebol). E provou isso quando Pelé se machucou no começo do jogo na Copa do Mundo de 1962, no Chile, e o genial ponta-direita gambeta conquistou praticamente sozinho o bicampeonato mundial.

Elias Santana Professor de Língua Portuguesa e mestre em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB)

Fernando Pinto Jornalista e escritor


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Antes que você enlouqueça Pare, enquanto você pode! Insistência com ideia fixa negativa pode levar o pensador a perder o comando sobre si e enlouquecer. Chega o momento em que o cérebro passa a funcionar em circuito fechado. Neste caso, medicações não funcionam. Qual é o benefício em se fixar negativamente e revoltadamente em algo que não pode ser mudado? Este é um mundo em que o mal e o sofrimento ainda predominam.

Não há aqui quem passe em brancas nuvens. Cada um sofre com suas lições dolorosas, que, quando aceitas, despertam as potências divinas adormecidas no íntimo do ser. Elas são necessárias ao engrandecimento da alma. A uma mãe que o procurou para ressuscitar seu filho, Buda pediu que ela fosse a um lar pedir um pedaço de pano branco, mas que ali, o sofrimento nunca tivesse entrado. Ela

Como a indústria viciou o Brasil em junk food Esse foi o título de matéria publicada no New York Times no domingo (16) sobre a forma que a indústria de alimentos ocidental tem usado mercados como o Brasil e outros países em desenvolvimento para viciar a população em comida não saudável. O NY Times analisou os registros de empresas, estudos epidemiológicos e relatórios governamentais, assim como realizou entrevistas com vários nutricionistas e especialistas em saúde do mundo todo.

As entrevistas mostram uma modificação importante na maneira como os alimentos são produzidos, distribuídos e anunciados em grande parte do mundo. De fato, a estratégia adotada tem contribuído para o aumento da obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, inclusive nos locais mais remotos do nosso país. Um dado muito preocupante no mundo é que o número de indivíduos obesos pela primeira vez supera o número de não obesos. Esses dados têm relação com a

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não conseguiu. Então, Buda esclareceu: “Assim também como não posso ressuscitar seu filho”. Acontecimentos altamente desagradáveis que ocorreram naturalmente, faziam parte da programação existencial de cada um. É preciso entender a mensagem embutida no acontecimento. Se foi a morte do marido ou da esposa, é recomendável aproximar-se de quem também perdeu o companheiro. Se foi a morte da criança ou adolescente, é preciso o interesse por outras crianças ou adolescentes em idêntica situação. Se foi toda a família que partiu, é preciso o interesse por outras famílias. Nesta vida você vai topar em pedras, e é necessário tirá-las, para que outros não topem, ou ajudar a recu-

perar quem topou. Não basta o sofrimento. Deve-se evitar que outros sofram ou os ajude a recuperar-se. Se você adotar atitudes contrárias ao que lhe causou sofrimento para atenuar ou evitá-las nos outros, você desenvolve os sentimentos de utilidade e dignidade, torna-se luz, e entra na paz interior, que é a paz verdadeira prometida por Jesus. Não esqueça do ensinamento do grande psicanalista Carl Jung: “O objetivo único da existência humana é o de acender uma luz na escuridão do ser”. Luz, símbolo da sabedora que dispersa as trevas da ignorância, causadora de todo mal na Terra.

disponibilidade cada vez maior de alimentos de altíssima densidade energética, porém pobres em outros nutrientes, o que gera acúmulo de gordura, inflamação crônica, e um quadro de desnutrição oculta. Em regiões precárias, de difícil acesso, muitas vezes os moradores não consomem alimentos in natura, mesmo quando em local aparentemente “produtivo”. Mas essas localidades de acesso precário não ficam fora de alcance para a indústria de alimentos, que chega de forma fácil e barata lá também. E o tempo de prateleira ajuda a valorizar o consumo desses produtos. Muitas são as estratégias de marketing usadas, mas a principal delas nesses locais é ser onipresente (achei que apenas Deus tivesse esse poder!) e com custo baixo. O que faz

com que o consumo seja diário. A tradução de junk food é comida não saudável, mas ao pé da letra seria alimento-lixo. Veja bem no que nossa população está sendo viciada. E digo está sendo, pois haverá os que dirão que é algo de livre escolha do indivíduo. Mas quando observamos uma tendência populacional, e vamos a fundo buscar as causas, percebemos que a população está sendo realmente levada ao vício. A responsável é a indústria de alimentos não saudáveis com apoio e subsídio do governo. Estamos ficando doentes, e nossa comida é que está nos matando.

José Matos Professor e palestrante

Caroline Romeiro Nutricionista e professora na Universidade Católica de Brasília (UCB)


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