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GUIA VIDA&ARTE FORTALEZA - CE, QUINTA-FEIRA, 23 DE MAIO DE 2019

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& SUNSET | MÚSICA | A cantora pernambucana Duda Beat retorna a Fortaleza para apresentação neste sábado, 25. O evento tem início em um fim de tarde em espaço localizado na Praia de Iracema

GABRIELLE ZARANZA ESPECIAL PARA O POVO

gabriellezaranza@opovo.com.br

Conhecida pela carga intensa de melancolia que deposita nas letras, Duda Beat é artista que canta a verdade. Transmite o que sente. Transforma em batida alegre e estimulante as dores e frustrações que a vida impõe. Plantou a semente das desilusões amorosas num coração corajoso e cheio de disposição, e fez a dor virar arte, como outros já fizeram, mas fez do jeito dela, e, portanto, de um jeito único. Duda Beat cantou para Fortaleza no último 19 de janeiro, integrando a programação das Férias na PI de 2019. Encerrou o show com

agradecimentos pela noite e a promessa de que voltaria logo, e volta agora neste sábado, 25, quando a pernambucana subirá ao palco do Jamrock (também na Praia de Iracema), às 16 horas. Os cantores Fernando Pelizari e Di Ferreira, além da banda Du Baile também se apresentam durante a festa, que entra pela noite com programação. A cantora nasceu Eduarda Bittencourt Simões em Recife (PE), mas reside no Rio de Janeiro há 14 anos, onde vive com o namorado, Tomás Tróia. Se mudou para a

Capital carioca em busca de um sonho: estudar medicina. Após sete anos de tentativas, optou por trocar de curso. Mirou na Ciência Política e acertou na música. “Na metade da graduação, eu já escrevia músicas, mas foi quando fui a um retiro espiritual (2015) que percebi que Ciência Política era uma delícia, mas não era o que eu queria para a minha vida. E voltei muito decidida do que eu queria fazer”. Em 2018, estava pronto o Sinto Muito, seu primeiro álbum da carreira. O nome do disco, que

declara um sentimento e também lamenta uma história, sintetiza o conjunto de verdades que Duda Beat escreve e canta. “Ele quer falar sobre uma pessoa que sofreu por amor, mas que deu a volta por cima e voltou a ser sua protagonista. Eu tava acabada num dia e, no outro, pensei ‘vou resolver isso, vou transformar minha dor em alguma coisa’. E transformei em música”, conta. Numa mistura indie, pop e tecnobrega, o álbum é considerado por Duda e pelos fãs uma “sofrência pop”. A

inspiração para as composições é clara: a vida. “A gente se torna especialista do que a gente vive. Sempre fui apaixonada por pessoas que não queriam nada comigo, então acabei escrevendo sobre isso. Durante 10 anos vivi amores não correspondidos. A Duda Beat fala o que a Eduarda Bittencourt sente. O meu disco é um desabafo”, declara. Fazendo arte sobre seus desamores, Duda se apaixonou pelo melhor amigo de infância. Ela conta que Tomás Tróia, seu namorado e produtor do Sinto Muito,

acompanhou muitas de suas desilusões amorosas. O relacionamento de quase 3 anos, agora, é inspiração para composições também mais alegres. “Tô feliz agora, mas não é como se isso inaugurasse uma nova fase, eu ainda tenho muito para falar sobre sofrência, ainda tenho muita história pra contar. Gosto de produzir singles mais animados e deixar a dramaticidade para os álbuns”, explica. A cantora se prepara para o próximo álbum, que deve sair em 2020, e fala sobre parcerias e singles ainda para este ano. Para o Sunset da Duda deste sábado, em Fortaleza, ela promete alegria e energia boa. “Eu quero q todo mundo saia feliz, mesmo cantando sofrência”, brinca. “É uma preocupação minha deixar as músicas mais leves e dançar ao mesmo tempo (nos shows)”, finaliza.

PELE À FLOR DA

SUNSET DA DUDA Quando: sábado, 25, às 16 horas

Onde: Jamrock (rua dos Tabajaras, 402 - Centro, Fortaleza) Quanto: 3º lote - R$ 60 (meia) e R$ 120 (inteira)

DIVULGAÇÃO

Vendas: Casa Feliz (Iguatemi) e Clicks (Iguatemi e RioMar Fortaleza); online no sympla.com.br

“A Duda Beat fala o que a Eduarda Bittencourt sente. O meu disco é um desabafo” DUDA BEAT, cantora e compositora

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À Flor da Pele  

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