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POLÍCIA

07 DF/21/12/2011

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NEM TÃO CHEGADOS Teoricamente, eles eram dois amigos de longa data, mas uma discussão levou um deles a matar o outro com golpes de canivete no pescoço

"Foi o calor da bebida." Assim o vigilante Wellington Ferreira de Almeida, 26 anos, explicou o motivo do assassinato do cabo aposentado da Polícia Militar Vicente Pereira Nunes, 48 anos. O crime aconteceu na noite da última quinta-feira. Amigos há mais de dez anos, segundo Wellington, o acusado e a vítima bebiam na casa de Vicente, na Rua Gerânio, no DVO, Gama, quando uma discussão teria começado. "Ele me empurrou, começamos a brigar e peguei o canivete", conta o vigilante. O PM aposentado foi atingido na garganta. "O corte era de pouco mais de 15 centímetros", conta

o delegado-chefe da 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria), Guilherme Nogueira. Wellington afirma que tentou socorrer Vicente, mas que ele morreu em poucos minutos. O corpo do PM foi encontrado na noite da última segunda-feira em um matagal entre o Pedregal e o Novo Gama. O desaparecimento do PM foi registrado na manhã da segundafeira, por uma amiga da vítima. "Eles moravam no mesmo lote, em casas separadas. Mantinham um certo relacionamento amoroso", conta Nogueira. A amiga da vítima disse que não via Vicente desde a última quinta-feira. "Ela

contou que ele estava bebendo com Wellington e que, por volta das três da madrugada, escutou uma movimentação estranha. Desde então, não viu mais ele." Na delegacia, Wellington teria confirmado que esteve na casa da vítima. "Ele disse que eles beberam até tarde e que na madrugada ele encontrou outro amigo e foi para uma boate no Pistão Norte. E que o Vicente foi para outra festa, sozinho", detalha Nogueira. MENTIRA O amigo que teria saído com Wellington na noite do crime foi

localizado pela polícia. O técnico em informática Cleber Aguiar Rosa, 32 anos, teria tentado confirmar a história de Wellington, mas não conseguiu sustentar a versão. "Ele começou a entrar em contradição e foi só apertá-lo para ele soltar a verdadeira história", comenta Nogueira. Segundo o depoimento, após esfaquear Vicente, Wellington ligou para Cleber pedindo ajuda. A dupla carregou o corpo até o carro de Vicente. "Soltaram no matagal e voltaram para a casa da vítima. Lá roubaram a casa, tentando forjar um estelionato", afirma Nogueira. Da casa, levaram um

par de algemas, munições de calibre .40, uma televisão e um computador. Os objetos roubados foram encontrados na casa de Cleber. O carro da vítima ainda não foi localizado pela polícia. Cleber não tinha passagem pela polícia. "Agi por impulso, por amizade", afirmou. Ele deve ser indiciado por receptação e ocultação de cadáver, somadas as penas chegam a seis anos de prisão. Wellington teria uma passagem pela polícia, por atirar na rua. Ele será indiciado por homicídio duplamente qualificado, furto e ocultação de cadáver, somadas as penas chegam a 14 anos de prisão.

¢ INCÊNDIO IANO ANDRADE/CB/D.A PRESS

Chamas acabam com apartamento concluía o trabalho de rescaldo. Os habitantes do apartamento só chegaram depois que o fogo já havia sido apagado. “Eu saí ao meiodia e ainda estavam minha mãe e minha irmã em casa. Quando voltei, já havia um monte de carros de bombeiros. Os vizinhos é que falaram que foi no meu apartamento”, lamentou o estudante Thyago Timóteo, 26 anos. O jovem afirmou que, na residência, não havia panelas no fogo ou decorações de Natal acesas que pudessem ter iniciado o incêndio. Por volta das 17h, a mãe do jovem chegou ao local, em estado de

choque. Ela estava no trabalho no momento do incêndio. “Não sobrou nada. Vamos recomeçar das cinzas, porque foi o que sobrou. Roupa, documentos, tudo pegou fogo”, descreveu Thyago. Funcionários do prédio contaram que o fogo foi anunciado por um barulho alto, seguido pela invasão da fumaça até o quinto andar. “Eu estava varrendo folhas no jardim e ouvi quando explodiu alguma coisa. Depois, só vi fumaça para tudo quanto é lado e chamei os bombeiros”, testemunhou Isabelle Pinto Leite, 20 anos, auxiliar de limpeza do condomínio.

O cadáver de um homem foi encontrado na manhã de ontem no Lago Paranoá,na altura da QL26,nos fundos de uma casa do Lago Sul.Avítima ainda não foi identificada pela polícia. Não havia documentos junto ao corpo.Os investigadores da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) aguardam o resultado da perícia do Instituto Médico Legal para começar as investigações e procurar suspeitos.

FORMOSA (GO)

Assalto em Formosa Dois jovens foram presos ontem por assaltar um carro em Formosa (GO).Henrique Gomes deAlmeida,18 anos,e um adolescente de 15,abordaram a dona do carro armados e fugiram no veículo da vítima pela BR-020 em direção à Planaltina,cidade onde moram. Perseguidos pela Polícia Militar eles abandonaram o carro na rodovia e fugiram para o mata,mas foram capturados logo depois.

As causas do incêndio ainda não foram apuradas, mas os militares que estiveram no apartamento contam que começou no

quarto e se alastrou para o resto da unidade. A perícia do Corpo de Bombeiros deve ser concluída em 15 dias úteis.

¢ PLANALTINA

LAGO PARANOÁ

Corpo encontrado na água

BOMBEIROS LEVARAM 20 MINUTOS PARA CONTROLAR O FOGO

Afogado em espelho d’água Um garoto de 5 anos morreu afogado em um pequeno lago, no assentamento dos sem-teto, no Núcleo Rural Pipiripau II, em Planaltina, cidade que fica a 58km da Rodoviária do Plano Piloto. De acordo com informações da Polícia Civil do DF, por volta de 12h de ontem, a criança teria aproveitado o descuido da avó de 45 anos para ir até o local. Minutos depois, a mulher encontrou o neto desacordado no espelho de água. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o menino já estava sem sinais vitais. O caso está sob responsabilidade da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina).

De acordo com agentes da unidade policial, a avó da criança foi ouvida. “A princípio, foi uma fatalidade, mas ainda vamos continuar a investigar o ca-

so”, adiantou um agente de polícia, que não quis se identificar. O garoto estava passando o dia na companhia da avó e do companheiro dela.

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Um incêndio destruiu um apartamento no Bloco B da Quadra 210 da Asa Norte, na tarde de ontem. No momento,por volta das 14h,não havia ninguém na unidade 216. Não houve feridos, mas uma mulher sufocada pela fumaça que se espalhou pelo prédio teve de ser resgatada pelos bombeiros. Nove viaturas foram deslocadas para o local e 30 militares levaram cerca de 20 minutos para debelar as chamas. O acesso à quadra foi interditado e todos os moradores do prédio tiveram de deixar o edifício por quase três horas, enquanto o Corpo de Bombeiros Militar (CBM)

Nem tão chegados  

Matéria sobre assassinato no Gama