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Às raras Nunca direi que te amo demais, pois, se o fizer, estarei mentindo Nunca direi que te amo demais, pois, se te amo, não há excesso Se és tu o ser que mais amo e quero, não há em ti exagero, tuas extravagâncias são todas belas Talvez um dia, quem sabe hoje, ou mesmo agora, possa dizer que sou quem mais te ama, mas, nunca, nunca mesmo, amarei-te demais Talvez na verdade não te ame o suficiente, o quanto gostaria Talvez não venha a te amar como mereces ser amada, desejada, mesmo venerada Talvez nem saibamos como se deve amar O amor: combustível do meu insaciável ser Amada, procuro incessantemente te achar com a esperança de que um dia nos achemos enamorados Talvez, musa minha, queres ser minha e não sabes Talvez, e quem sabe, achas que não possamos nos pertencer Talvez queiras negar o irrefutável sentimento que queima dentro de ti Talvez, e como saberei se não me disseres, que sim...queres! Vez mais sou eu o iludido? Não, queres sim! a mim e a ninguém mais De todos sou quem mais amas e por quem mais amada és Nunca te amarei demais, tampouco o suficiente Nunca direi que te amo demais, pois por mais que eu me dê, para ti há sempre mais Nunca direi que te amo demais. Gabriel Medeiros Chati

às raras  

poema 02/n

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