Page 151

ela lamentava ter lhe causado isso a Matt, ter tido carinho de Damon alguma vez; ter lhe guardado um lugar entre seus amigos tão intimamente ligados ao sobrenatural. Agora entendeu um pouco do que Bonnie sentiu o ano passado, pensou ela, sentiu capaz de ver e predizer coisas sem ter o poder para parar-lo. Matt, sacudiu sua cabeça e começou a ir furtivamente para as árvores. Não, Matt. Não! Ele não entendeu. Ela também não entendia porque as arvores pareciam ficar distantes pela presença de Damon. Se ela e Matt se arriscavam no bosque; se eles deixavam a clareira ou se ficavam aí por muito tempo. Eles. Matt poderia ver o medo na sua cara e na sua cara se refletiu o entendimento. Eles seriam pegos. Ao menos que “Muito tarde” disse Damon bruscamente “Te disse, tem algo que tenho que fazer”. Ele tinha encontrado o galho que procurava. Ele a levantou e a sacudiu ligeiramente, baixando em um só movimento; que o fazia parecer uma faca. E Matt se convulsionou em agonia. Era uma dor que nunca tinha sentido antes: a dor que parecia vir de ele mesmo e ao mesmo tempo de todas as partes, cada órgão em seu corpo, cada músculo, cada nervo, cada osso, soltando um tipo diferente de dor. Seus músculos doloridos e cansados como se não pudessem flexionar-se mais, foram obrigados a se dobrar ainda mais. Dentro, seus órgãos arderam. Como facas em seu ventre o mutilando. E seus ossos lhe fizeram lembrar a vez que tinha fraturado o braço aos 9 anos, quando saiu voando do carro de seu pai. E seus nervos – se houvesse interruptor nos nervos que acendiam ‘o prazer’ e ‘a dor’ – estavam ativados em ‘tontura’. O toque de sua roupa na sua pele era insuportável. As correntes de ar eram a agonia. Ele suportou quinze segundos e depois desmaiou. “Matt!”, Elena estava congelada, seus músculos bloqueados, incapaz de se mover por instantes que pareceram uma eternidade. De repente descongelou, correu até Matt, o levantou entre seus braços, e olhos fixamente sua cara. Então ergueu o olhar. “Damon, porque? Porque?” Depois se deu conta de que ainda inconsciente, Matt ainda se retorcia de dor. Ela teve que se impedir de gritar as palavras para limitar-se a falar apenas forte “Porque você fez isso? Damon! Chega!”. Ela olhou o jovem vestido todo de preto: jeans pretos com um cinto preto, botas pretas, jaqueta de coro preta, cabelo preto e aqueles malditos óculos Ra y- Ban. “Te disse” falou Damon calmamente “É alo que tenho que fazer. Olhar. Uma morte

Diários Do Vampiro #5 - Anoitecer  
Diários Do Vampiro #5 - Anoitecer  
Advertisement