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Design Sustentรกvel


FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DE BIRIGUI Desenho Industrial

Desenvolvimento de Projeto de Produto III

Diego Cardoso dos Santos Martins Gabriella Paulino Bearari

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Desenho Industrial, como requisito à obtenção do título de Bacharel em Desenho Industrial, sob orientação do Prof. Me. José Eduardo Zago


Folha de Aprovação Banca examinadora:

Presidente: Prof. Me. José Eduardo Zago Instituição FATEB - Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui

Prof. Me. Claudemilson dos Santos Instituição FATEB - Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui

Assinatura:_____________________________

Assinatura:_____________________________

Prof. Me. Cláudio Roberto Bonni Instituição FATEB - Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui

Assinatura:_____________________________


Problemรกtica do uso de Lixas Desenvolvimento do Projeto do Produto III Desenho Indutrial


Quem somos Diego Cardoso dos Santos Martins Gabriella Paulino Bearari Orientados pelo Professor Me. JosĂŠ Eduardo Zago


Se você pensa que pode ou sonha que pode, comece. Ousadia tem genialidade, poder e mágica. Ouse fazer e o poder lhe será dado. Johann Wolfgang Von Goethe


Dedicat贸ria Dedicamos o nosso projeto aos nossos familiares, aos colegas de curso e professores, principalmente ao professor orientador Jos茅 Eduardo Zago.

Agradecimentos Agradecemos primeiramente a Deus, aos nossos familiares e professores os quais nos auxiliaram e estiveram conosco em todos os momentos.


Resumo

Desenvolvimento de projeto de lixadeira para preparação de paredes e superfícies. Diego Cardoso dos Santos Martins e Gabriella Paulino Bearari. Trabalho de Conclusão de Curso de Desenho Industrial – Pré banca. FATEB Birigui SP. O referido artigo se trata da problemática do constante uso de lixas na preparação e no acabamento de superfícies antes e após processo de pintura, abordando as características do material e os desperdícios na sua utilização o quais geram prejuízos econômicos, e seu descarte o qual têm impacto ambiental negativo. A inexistência de produtos ergonômicos no mercado acarreta na má execução das tarefas desempenhadas pelos pintores, os quais sofrem com as doenças ocupacionais, as mais comuns são as relacionadas com a coluna vertebral e braços, motivo pelo que há necessidade de uma ferramenta especifica, a qual facilite a tarefa e diminuía com eficiência as chances de lesões no corpo do indivíduo que a executa. As lixas utilizadas atualmente em preparação de superfícies que antecedem o processo de pintura são feitas de material compósito que dificulta sua reciclagem, devido a complexidade na separação dos compostos, tal fator interfere diretamente no principio de sustentabilidade tão discutido na atualidade, que visa a preservação dos recursos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.


Abstract

Development project sander for preparing walls and surfaces. Diego Cardoso dos Santos and Gabriella Martins Paulino Bearari. Completion of course work in Industrial Design - Pre banking. FATEB Birigui SP. That article deals with the problem of the constant use of sandpaper in the preparation and finishing of surfaces before and after the painting process, addressing the characteristics of the material and its use in the waste which generate economic losses, and disposal which have an impact environmental impacts. The lack of ergonomic products in the market leads to poor execution of tasks performed by painters, who suffer from occupational diseases, the most common are those related to the spine and arms, why there is need for a specific tool, which facilitate the task with efficiency and decreased the chances of injury in the body of the individual who performs it. The currently used sandpaper surface preparation prior to the painting process are made of composite material that makes it difficult to recycle because of the complexity of separating compounds, this factor directly interferes with the principle of sustainability as discussed today, which aims to preserve the economic resources, social, cultural and environmental aspects of human society.


Lista de Ilustrações Fig. 01- Blocos feitos de barro cozido .................................................................................................18 Fig. 02- Blocos feitos de cimento e areia ............................................................................................18 FIg. 03 - Tijolos produzidos a partir da argila .......................................................................................19 Fig. 04 - Blocos de vedação ...............................................................................................................19 Fig. 05- Caverna ...............................................................................................................................20 Fig. 06- Pinturas no interior das Cavernas .........................................................................................20 Fig. 07- Casa de taipa ........................................................................................................................21 Fig. 08 - Barro e pedaços de bambu ...................................................................................................21 Fig. 09 - Fórum Romano ....................................................................................................................22 Fig. 10 - Cimento e Argamassa ..........................................................................................................22 Fig. 11- Parede acabada ...................................................................................................................23 Fig. 12 - Parede mal acabada ............................................................................................................23 Fig. 13 - Parede Chapiscada .............................................................................................................24 Fig. 14 - Emboço ...............................................................................................................................25 Fig. 15 - Reboco ................................................................................................................................25 Fig. 16 - Lixa ......................................................................................................................................25 Fig. 17- Processo de lixa ...................................................................................................................26 Fig. 18 - Processo de limpeza ............................................................................................................26 Fig. 19 - Processo de selagem ...........................................................................................................27


Fig. 20 - Tendinopatia.........................................................................................................................34 Fig. 21- Lombalgia .............................................................................................................................34 Fig. 22 - Grรกfico de Problemas ...........................................................................................................35


Sumário Resumo ..............................................................................................................................................10 Lista de Ilustrações ...........................................................................................................................14 Sustentabilidade ...............................................................................................................................17 1. Introdução .....................................................................................................................................18 1.1 As Paredes ..................................................................................................................................18 1.1.1 Utilidade ...................................................................................................................................18 1.1.2 Tipos e Funções .......................................................................................................................19 1.2 História ........................................................................................................................................20 1.2.1 Objetivos ..................................................................................................................................20 1.2.2 As primeiras moradias .............................................................................................................20 1.2.3 As primeiras paredes de barro ................................................................................................21 1.2.4 As primeiras construções em tijolos e cimento .....................................................................22 1.3 Paredes ......................................................................................................................................23 1.3.1 Motivos para revestimentos de parede ..................................................................................23 1.3.1 Motivos para revestimentos de parede ..................................................................................23 1.3.2 Preparação das Paredes para acabamento ............................................................................24 1.3.3 Chapisco .................................................................................................................................24 1.3.4 Emboço ....................................................................................................................................25 1.3.5 Reboco .....................................................................................................................................25 1.3.6 Outro tipo de revestimento ......................................................................................................25 1.3.7 Preparação da parede .............................................................................................................26 1.4 Lixas ............................................................................................................................................28 1.4.1 Definição de lixa .......................................................................................................................28 1.4.2 As lixas e suas funções ............................................................................................................29 1.4.3 Poder de Corte .........................................................................................................................31


1.4.4 Durabilidade ..............................................................................................................................31 1.4.5 Acabamento ..............................................................................................................................31 1.4.6 Sistema de Fixação ....................................................................................................................31 1.4.7 Descarte de Lixas ......................................................................................................................31 1.4.8 Curiosidades .............................................................................................................................32 1.5 Ergonomia ....................................................................................................................................33 1.5.1 O profissional e a ferramenta ......................................................................................................33 1.6 Dores e doenças ...........................................................................................................................34 1.6.1 Tendinopatia ..............................................................................................................................34 1.6.2 Lombalgia ..................................................................................................................................34 2. Definição do problema ....................................................................................................................35 3. Lista de Requisitos ..........................................................................................................................36 4. Desenvolvimento ............................................................................................................................37 4.1 Considerações conceituais do projeto ...........................................................................................37 4.2 Concepção do estilo ......................................................................................................................37 4.3 Geração de ideias .........................................................................................................................44 5. Proposta Final .................................................................................................................................50 5.1 Concepção do estilo ......................................................................................................................53 6. Desenho Técnico

......................................................................................................................56

6.1 Dimensionamento ......................................................................................................................57 7.Modelagem ......................................................................................................................58 7.1 Processo de Modelagem ......................................................................................................59 8. Referências ......................................................................................................................60 9. Apêndice ......................................................................................................................61


Sustentabilidade

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O termo “sustentável” vem do latim sustentare, segundo o Dicionário Aurélio, é aquilo que se pode sustentar, capaz de manter mais ou menos constante, ou estável por um longo período Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preserva a biodiversidade e os ecossistemas naturais.

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1. Introdução

__________________________________ 1.1 As Paredes

As paredes fazem parte da estrutura de uma casa, sem, no entanto serem elementos de sustentação de uma habitação. Elas são feitas de blocos colocados uns sobre os outros, unidos por uma argamassa de cimento, saibro e areia. Estes blocos em geral são feitos de barro cozido (fig. 01),também utilizado para fazer moldagem de barros, em tamanhos de 20X20 ou 30X20, estes chamados de tijolos, que por sua vez, podem ser ocos ou maciços. Existem também blocos feitos em cimento e areia,esses, por sua vez, são mais resistentes e duradouros. (fig. 02 )

Fig. 01 Blocos feitos de barro cozido

Fig. 02 Blocos feitos de cimento e areia

__________________________________ 1.1.1 Utilidade Além de dividir os cômodos de uma casa e nos proteger de acontecimentos externos as paredes são usadas para outras finalidades, tais como passar canos de água, gás, eletricidade, telefones, cabos de antenas, fios de campainhas, seguram as caixas que suportam as janelas e portas, prateleiras, quadros, entre outros; e ainda suportam parte do peso da construção.

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1.1.2 Tipos e Funções Os blocos cerâmicos, como são popularmente conhecidos, são um dos componentes básicos de qualquer construção de alvenaria, seja ela de verdade ou estrutural. Temos três tipos de blocos cerâmicos, dentre eles:

1. Introdução

__________________________________

Os tijolos são produzidos a partir da argila, geralmente sob a forma de paralalelepipedo, possuem coloração avermelhada e apresentam canais/furos ao longo do seu comprimento. (fig. 03); Os blocos de vedação são aqueles destinados à execução de paredes que suportarão o peso próprio e pequenas cargas de ocupação, tais como armários, pias, lavatórios; e geralmente são utilizados com os furos na posição horizontal. (fig. 04); Os blocos estruturais ou portantes, além de exercerem a função de vedação, também são destinados à execução de paredes que constituirão a estrutura resistente da edificação, podendo substituir pilares e vigas de concreto. Esses blocos são utilizados com os furos sempre na vertical. As espessuras das paredes dos blocos cerâmicos está diretamente relacionada com a sua resistência mecânica à compressão. Quanto menos a espessura, menor será a resistência e, consequentemente, haverá o comprometimento estrutural da construção.

Fig. 04 Blocos de vedação

Fig. 03 Tijolos produzidos a partir da argila

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1.2 História

__________________________________ 1.2.1 Objetivos Perante a pesquisa que aponta trabalhar com produtos voltados para a sustentabilidade do meio ambiente, foi analisado muitas possibiliades de atuação para os produtos que estão sendo descartados. Após a analise, decidiu-se por trabalhar com a problemática das lixas, com o objetivo de ter o menor descarte possível de papéis de lixa, ao mesmo tempo em que visa diminuir as dores e doenças causadas no profissional que utiliza as lixas, diariamente em seu processo de trabalho. Isso sem deixar de lado os parâmetros do design social, econômico e ambiental.

__________________________________ 1.2.2 As primeira Moradias Antigamente as pessoas moravam em cavernas (fig.05), que foram uma das primeiras moradias, sem qualquer interferência humana na construção desses lugares. Essas cavernas, por sua vez, eram buracos profundos e escuros, sobre as rochas que na época existiam. As paredes eram rabiscadas pelos próprios povos, como uma manifestação de vida, ou seja, como se fosse um contexto do que acontecia no seu dia a dia. Eram retratados animais, pessoas, figuras geométricas e símbolos solares. Segundo os arqueólogos, muitas vezes a interpretação dessas figuras eram complexas. A explicação mais lógica para elas era que essa arte foi produzida por caçadores e fazia parte de um ritual que ajudaria na caçada, com isso os homens acreditavam no sucesso da caçada, e que mataria um animal verdadeiro desde que possuísse sua imagem pintada na parede de suas cavernas. (fig. 06)

Fig. 05 Caverna

Fig. 06 Pinturas no interior das cavernas

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1.2.3 As primeiras paredes de barro Pelo fato de as cavernas não serem lá um grande lugar para habitação devido à presença de habitantes como morcegos, ratos, insetos, entre outros animais, os homens foram evoluindo e pensando em uma nova de viver com mais conforto. Portanto, a partir desse momento surgiu a idéia de fazer casas usando paredes feitas de barro, chamadas também de casas de taipa (fig. 07), que por sua vez, era um material facilmente encontrado nas latrinas públicas das primeiras aldeias pré- históricas. A técnica usada é o barro armado com madeira ou pedaços de bambu (fig. 08), isso consiste em uma estrutura de ripas de madeira (ou bambu), formando uma grade, cujos vazios são preenchidos com barro molhado na água, amassado e depois jogado sobre essas ripas, até ocorrer à secagem. Existe até hoje esse tipo de técnica, usado tanto nas áreas indígenas, como em outras regiões, no nordeste por exemplo.

1.2 História

__________________________________

Fig. 07 Casa de Taipa

Fig. 08 Barro e pedaços de bambu

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1.2 História

__________________________________ 1.2.4 As primeiras construções em tijolos e cimento Com o tempo, o homem percebeu-se que deveria buscar melhores condições de vida, já que o barro, além de fácil acessibilidade, prejudicava o acesso de luz solar, e entrada de ar, por não haver janelas ou outros tipo de buraco que exercesse essa função. Portanto, desde que as primeiras civilizações começaram a construir. Buscou-se um material capaz de ligar as pedras em uma massa sólida, constituída. Os assírios e babilônios utilizavam a argila para esta finalidade, e os egípcios avançaram para a descoberta de argamassa de cal e gesso como um agente de ligação para a construção de estruturas como as pirâmides. Os Gregos fizeram melhorias e finalmente os Romanos desenvolveram um cimento capaz. A maioria das fundações do edifício do Fórum Romano (fig. 09) foram construídas na forma de um concreto, colocados, em alguns locais, a uma profundidade de 12 pés. Em 1824, Joseph Aspdin, um pedreiro britânico, obteve a patente de um cimento que ele produziu em sua cozinha. O inventor aqueceu uma mistura de calcário moído muito fino e argila em seu fogão, e dessa mistura, na forma de pó, surgiu o cimento hidráulico que endurece com a adição de água. Aspdin nomeou o produto de Cimento Portland, porque se assemelhava a uma pedra extraída na Ilha de Portland ao largo da costa britânica. O primeiro a produzir cimento no Brasil, portanto, foi o engenheiro Louis Nóbrega, por um curto período de 3 meses, no ano de 1892. Com essa descoberta, as pessoas começaram a construir suas casas com base de cimento e argamassa.

Fig. 09 Fórum Romano

Fig. 10 Cimento e Argamassa

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Fig. 11 Parede acabada

1.3 Paredes

Com o tempo a sociedade foi se tornando cada vez mais moderna e, com isso, foi crescendo ainda mais o espírito de “embelezamento”, sofisticação sobre as suas residências, ou seja, as pessoas queriam sempre mais, mais conforto, mais limpeza, mais beleza. Enfim, começaram os procedimentos para revestimentos de casas, começando pelas paredes construídas, para que elas puderem dar um ar de “sofisticação” e “beleza” traduzindo assim, a vida social de cada tipo de pessoa. Isso quer dizer que, se a construção da residência, ou seja, a parede de uma casa, estiver bem elaborada, a pessoa tem o instinto de “poder”, dinheiro, vida saudável (fig. 11); e quando a casa estivesse em péssimas condições, ou seja, mal acabada, sem pinturas e argamassa, a situação da pessoa estaria precária. (fig. 12))

Fig.12 Parede mal acabada

__________________________________ 1.3.1 Motivos para revestimentos de Paredes Quando a alvenaria se encontra pronta, assim como as lajes de teto, estes precisam de um acabamento se ficar diretamente expostos, tanto por motivos estéticos ("embelezamento"), como por motivos práticos e funcionais. Os motivos práticos, com relação às paredes externas, é evitar que a umidade proveniente de água de chuva penetre nas paredes, e esteticamente falando, revestir para pintura principalmente as casas feitas de tijolos laminados, para que não fiquem com aspecto tosco ou de casas inacabadas. Somente não se aplica revestimento externo, quando a casa foi realmente projetada para ser construídas com tijolos aparentes ou até mesmo blocos de concreto também feito para tal fim. Quanto às paredes internas, como salas e quartos onde não existe exposição de água ou umidade, o motivo do revestimento com emboço das paredes é também estético ("beleza" ou decoração") e também motivo funcional. Imagine um parede com superfície rústica e áspera, com aspecto inacabado, com massa de cimento aparente e tijolos rugosos e laminados também aparentes, onde possivelmente as pessoas poderiam até sofrer arranhões se encostassem ou se raspassem o braço bruscamente, Imagine também a quantidade de poeira que se acumularia nas juntas, e a dificuldade de limpeza.

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1.3 Paredes

__________________________________ 1.3.2 Preparação das paredes para acabamento.

As paredes e tetos de uma casa precisam receber acabamentos. Mas para tal, existem alguns tratamentos básicos ou preparos básicos para receber os materiais de acabamento. As argamassas, ou massas que são utilizadas nas paredes, existem em vários tipos, de acordo com sua função.

__________________________________ 1.3.3 Chapisco

O chapisco é um tipo de argamassa de aderência. É uma camada de massa preparada com cimento e areia, que será aplicada para proporcionar aspereza em superfícies formadas por materiais muito lisos e com pouca porosidade, como vigas e pilares de concreto, paredes de tijolos laminados e tijolos prensados. Uma vez que estas superfícies estejam chapiscas, estas se tornam ásperas, e adquirem condições de receberem outras argamassas (argamassas de revestimento para pintura ou argamassa de suporte para azulejos). O chapisco é a camada que vai segurar a próxima etapa do acabamento, Obviamente que, em paredes projetadas para tijolo ou blocos de concreto aparente, não se aplica nem o chapisco nem o emboço. (fig. 13).

Fig. 13 Parede Chapiscada

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1.3.4 Emboço O emboço é uma argamassa de regularização, sendo sua função deixar a superfície das paredes planas, eliminando a irregularidade dos tijolos, sobras de massa de assentamento e também corrigindo o prumo e alinhamento das paredes. Nas paredes externas, o emboço deve funcionar como uma espécie de capa de chuva das paredes, evitando penetração de águas umidade no interior. Deve-se saber que, a massa aplicada em paredes que vão receber azulejos ou fórmica, é mais forte ou resistente que a massa aplicada em parede que vão receber pintura.(fig. 14).

1.3 Paredes

__________________________________

_________________________________ 1.3.5 Reboco O reboco é uma argamassa de acabamento. É aplicada após o emboço, constituindo-se de uma massa fina composta de cal e areia fina, que foi obtida na obra com peneira de malha bastante fina. Esta massa é aplicada em todas as paredes da casa que vão receber pintura, e obviamente não é aplicada nos cômodos que vão receber revestimentos especiais como azulejos, laminados ou pastilhas. É uma superfície que deve ficar perfeitamente lisa, com aproximadamente 2 milímetros de espessura. Nos dias de hoje, o reboco tem não sido mais preparado em canteiros de obra, pois tem sido encontrado em sua forma industrializada, pronto para ser misturado a água. (fig. 15)

__________________________________ 1.3.6 Outro tipos de revestimentos Existem também diferentes opções para acabamentos de parede, que vão além do reboco liso. Pode- se utilizar também acabamentos mais rústicos, produzindo texturas sobre o emboço. Existe também a opção de aplicar pintura diretamente sobre o emboço, quando este é feito com areia mais fina, tendo então a sua superfície menos rugosa. Pode- se também utilizar o tipo de abrasivo que é a lixa. (fig. 16).

Fig. 16 Lixa Fig. 14 Emboço Fig. 15 Reboco

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1.3 Paredes

__________________________________ 1.3.7 Preparação da Parede

__________________________________ 1.3.8 Lixar

Lixar a superfície para remover as partes soltas, nelas contidas.

Fig. 17 Processo de lixa

__________________________________ 1.3.9 Limpar

A limpeza deve ser feita com um pano umedecido para remover a poeira da superfície e garantir aderência de um produto que sera aplicado sobre a superfície.

Fig. 18 Processo de limpeza

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1.3 Paredes

__________________________________ 1.3.10 Selar

O uso do selador uniformiza a absorção da superfície, promove uma maior aderência, além de melhorar signitivamente o rendimento do produto que será aplicado.

Fig. 19 Processo de selagem

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1.4 Lixas

__________________________________ 1.4.1 Definição de Lixa Segundo o Dicionário Aurélio, o termo “lixa”, significa um papel cuja superfície é coberta por uma camada de produto abrasivo, e que serve para polir madeiras, metais, paredes, entre outros. As lixas são constituídas de três partes básicas: o costado (papel, pano, combinação pape/pano e fibra), o mineral (óxido de alumínio, carbureto de silício ou minerais especiais) e o adesivo ( cola ou resina). As lixas são fabricadas de acordo com a necessidade ou aplicação, combinando-se estas matérias primas. Sua granulação varia de 16 a 3000, que se refere ao número de grãos de areia por centímetro quadrado. Quanto maior a granulação, mais fina.

Lixa 20

Especificação/ Utilização Extremamente grossa, com grande capacidade de desbaste. Extremamente grossa, com grande capacidade de desbastes

36 para madeiras e outros maleáveis.

28

60

Grossa.

80/100

Grossa, utilizada em remoção de oxidações de metais e para áreas com pinturas de difícil remoção

120/180

Média - De utilização em geral

220/240

Média, recomendada para madeiras

320

Fina, a primeira lixa nos acabamentos mais finos

400

Fina, recomendada para lustrar

600/1200

Muito fina, lustre e polimento

> 1600

Extremamente fina - Lustre de jóias


__________________________________ As lixas são largamente utilizadas nas pinturas e repinturas com a importante função de: nivelar, corrigir e uniformizar as superfícies novas ou em processo de repintura eliminando imperfeições, contaminantes, brilho e facilitar a aderência entre demãos, permitindo um acabamento ideal. Segue indicação dos tipos de lixa mais apropriados de acordo com o tipo e situação da superfície:

1.4 Lixas

1.4.2 As Lixas e suas funções

MATERIAIS FERROSOS TIPO DE LIXA

FINALIDADE

150 a 220

Remoção de ferrugem e carrepa de laminação, melhorar a ancoragem do fundo ou primer

Pintura nova, preparação de superfícies pintadas com fundo ou primer imobiliário

320 a 360

Lixamento de fundos e primers para uniformizar a superfície

Pintura nova, preparação de superfícies com acabamento fundo ou primer imobiliário

320 a 360

Lixamento entre demãos do acabamento tipo esmalte sintético para um acabamento fino

SITUAÇÃO Pintura nova, preparação de metais ferrosos antes de aplicar o fundo ou primer imobiliário

Pintura nova, preparação de superfícies de alumínio, aço galvanizado e chapas zincadas

Repintura

360 a 400

320 a 360

ixamento de superfícies de alumínio, aço galvanizado e chapas zincadas para receber o fundo

Melhorar ancoragem e lixamento entre demãos do acabamento com esmalte sintético para um

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1.4 Lixas

ALVENÁRIA SITUAÇÃO

TIPO DE LIXA

Pintura nova

80 a 150

FINALIDADE Remoção de particulas desagradas e contaminantes

Pintura nova

180 a 220/360

Lixamento de massa corrida para nivelar e uniformizar a superfie Lixamento final de massa corrida para obter um acabamento fino

Pintura nova

220

Lixamento de gesso para nivelar e uniformizar a superfície

Pintura nova e repintura Pintura nova e repintura

Lixamento entre demãos do acabamento com látex fosco para um acabamento fino

220 a 240

Lixamento entre demãos do acabamento com látex semi-

240 a 320

brilho e acetinado para um acabamento fino e nos casos de repintura para melhorar a ancoragem

Pintura nova e repintura

Lixamento entre demãos do acabamento com esmalte sintético para um acabamento fino e nos casos de

320 a 400

repintura para melhorar a ancoragem, principalmente sobre tintas com brilho

MADEIRAS SITUAÇÃO

TIPO DE LIXA

FINALIDADE

Pintura nova

100 a 220

Remoção de farpas e contaminantes

Pintura nova

320 a 360

Lixamento de massa à óleo e fundo nivelador para uniformizar a superfície

Pintura nova

320 a 400

Lixamento entre demãos do acabamento com esmalte sintético para um acabamento fino

Repintura

320 a 400

Melhorar a ancoragem e lixamento entre demãos para um acabamento fino

Envernizamento novo

100 a 220

Remoção de farpas e contaminantes

Envernizamento novo

320 a 500

Lixamento entre demãos para remoção de farpas e acabamento fino

Envernizamento

30

320 a 500

Melhorar a ancoragem e lixamento entre demãosparaum acabamento fino


*Alguns fatores importantes na escolha das lixas: 1.4.3 Poder de Corte É a capacidade de remoção do material a ser lixado. Depende basicamente da qualidade do grão mineral e da construção da lixa. boa lixa é aquela que tem bom corte e proporciona boa qualidade final no acabamento

__________________________________ 1.4.4 Durabilidade

1.4 Lixas

__________________________________

É o tempo que o mineral permanece cortando eficientemente. Quanto mais durável, mais econômico. Um abrasivo eficiente é aquele que combina poder de corte com durabilidade. Uma lixa que dura pouco significa desperdício de dinheiro.

__________________________________ 1.4.5 Acabamento Algumas lixas podem cortar rápido mas a sua alta produtividade pode ser uma ilusão. Riscos profundos deixados pelo lixamento terão que ser retrabalhados ou aparecerão como defeitos na pintura. Isto adiciona custo de mão de obra e material para a oficina.

__________________________________ 1.4.6 Sistema de Fixação Métodos mais rápidos para realizar o trabalho significa economia de tempo e mão de obra.

__________________________________

1.4.7 Descarte de Lixas Com o crescimento constante da construção civil, novos produtos estão sendo lançados freqüentemente no mercado. O maior problema desses produtos é a questão da sustentabilidade, que muitas vezes não é levada em conta, gerando os descartes desenfreados de produtos feitos para serem descartados rapidamente após o uso. Trazendo esta realidade para a problemática das lixas, percebe se que, as lixas convencionais tornam se um grande volume de material descartado em meio aos entulhos, o qual tem seu destino aos aterros. As lixas convencionais de papel são muito utilizadas, e milhares delas são descartadas por dia, pelo fato de ser um produto eficiente e de baixo custo, porém se pesado na balança, economicamente se gasta muito em um material de vida útil tão curta. Segundo dados de pesquisa na região, em média são usados 100 lixas em uma construção, se multiplicado o número de construções para 50, teremos um descarte ao final do dia de 5000, e 150000 lixas ao mês, as quais levarão em torno de 6 meses para se decompor, tempo suficiente para causar prejuízos a meio ambiente.

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1.4 Lixas

Portanto, há um sistema de reciclagem de lixas, desenvolvido por Aldir Stenger que se chama 'Sistema de Recuperação e Reciclagem das Lixas Industriais', que agrega a lavagem material químico específico e é capaz de tornarem a lixas industriais de poliéster 100% reutilizáveis, desta maneira as lixas poderão ser novamente usadas para o lixamento, inclusive em fornos de fabricação de cal, cimento de cerâmicas de cobertura e paredes. Essa invenção garante qualidade de acabamento na utilização das lixas recuperadas, alem de proporcionar acabamento mais 'fino', pelo fato dessa lixa possuir grãos menores, agregando diversas vantagens, entre elas: economia com o reuso das lixas que seriam descartadas no meio ambiente, com este processo as lixas podem ser recuperadas em até três vezes, além de baixo custo de produção.

_________________________________ 1.4.8 Curiosidades *Os números escritos na parte traseira das lixas indica o tamanho médio do grão mineral, com o qual a lixa foi fabricada. Quanto maior o número, menor o tamanho do grão e mais fina é a lixa. Os mais conhecidos são: - Lixa Ferro 36: Debaste Pesado; - Lixa Ferro 60: Semi- Acabamento; - Lixa D´água 150: Disfarce e acabamento; - Lixa D´água 400: Lixamento Fino; -Lixa D´água 1200, 1500 e 2000: Acabamento Final.

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1.5 Ergonomia

A ergonomia é uma palavra derivada das palavras gregas: “ergos” trabalho e “nomos” as leis, as leias que , literalmente, significa “leis trabalhistas”. É uma multidisciplinar responsável pela condução e atividades, com o objetivo de adaptar o trabalho às capacidades e possibilidades dos seres humanos. Dentre os vários tipos de ergonomia (cognitiva, física e ocupacional) destacase mais importante a ergonomia física, na qual, está preocupada com a anatomia humana, antropometria fisiológica e biomecânicas, como eles se relacionam à atividade física. Seus temas mais relevantes incluem a postura do trabalho, o esforço, a movimentação manual, movimentos repetitivos, lesões músculo- tensão de origem ocupacional, o projeto de trabalho, segurança e saúde ocupacional.

__________________________________ 1.5.1 O profissional e a ferramenta Os responsáveis pela preparação de paredes são os pedreiros e pintores, estes profissionais são de grande importância na construção civil. Quase sempre trabalham em equipes, formadas em média por cinco pessoas. Trabalham 9 horas por dia 5 dias da semana, e algumas exceções de segunda á domingo. Estão sempre em contato com as lixas no processo, e os mesmo reclamam da falta de alternativas viáveis á sua realidade econômica, e por não haver produtos ergonômicos com preço acessíveis..

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1.6 Dores e Doenças

O profissional, pintor, que trabalha diariamente em função de movimento repetitivos, provavelmente terá sérias consequências em seu estado de saúde se não trabalhar conforme a posição adequada e com ferramentas ergonômicas apropriadas. Dentre essas dores e doenças destaca- se as principais:

__________________________________ 1.6.1 Tendinopatia

Ela é a queixa de cerca de 20% dos pacientes que procuram as clínicas ortopédicas e de fisioterapia. O problema pode ter origem em qualquer uma das várias estruturas que formam o ombro, a articulação de maior mobilidade do corpo humano. Mas são as lesões crônicas dos tendões, as chamadas tendinopatias, as responsáveis por nada menos que 40% das ocorrências. As causas são variadas, entre elas encurtamento muscular, falhas posturais e de alongamento, formato do osso acrômio. Atividades profissionais que exigem movimentos repetitivos dos braços acima da linha dos ombros fazem de seus executores alvos fáceis de tendinopatias. É o caso dos pintores de parede, e pessoas que precisam frequentemente pegar objetos pesados em locais elevados. Fig. 20 Tendinopatia

__________________________________ 1.6.2 Lombalgia A lombalgia acontece quando uma pessoa tem dor na região lombar, ou seja, na região mais baixa da coluna perto da bacia. É também conhecida como "lumbago", "dor nas costas", "dor nos rins" ou "dor nos quartos". Não é uma doença, é um tipo de dor que pode ter diferentes causas, algumas complexas. No entanto, na maioria das vezes, o problema não é sério. Algumas vezes, a dor se irradia para as pernas com ou sem dormência. Frequentemente, o problema é postural, isto é, causado por uma má posição para sentar, se deitar, se abaixar no chão, carregar algum objeto pesado ou também o mais comum, ter exercícios repetitivos no processo de trabalho. Há dos tipos de lombalgia: aguda e crônica. A forma aguda é o "mau jeito". A dor é forte e aparece subitamente depois de um esforço físico. Ocorre na população mais jovem. A forma crônica geralmente acontece Fig. 21 Lombalgia

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entre os mais velhos; a dor não é tão intensa, porém, é quase permanente.


2. Definição do Problema

Pesquisas feitas com pintores profissionais relatam que há má execução nas tarefas desempenhadas, devido a falta de produtos ergonômicos no mercado, ou seja, a inexistência de materiais que facilitam o seu trabalho, trazendo o resultando abaixo. A média desses profissionais são homens com faixa etária de 33 a 50 anos, com escolaridade fundamental incompleta e que, de preferência trabalham em equipes, composta por 3 ou mais pintores. O fato de o pintor exercer jornadas de trabalho muito longas, torna- se cansativo e desgastantes, resultando em doenças ocupacionais, como braços, pulsos, ombros e principalmente a coluna vertebral. Uma das ferramentas mais utilizadas é a lixa, antecedente do processo de pintura, que, por sua vez, não favorece o pintor, muito menos ao meio ambiente. Sua composição é, geralmente, feita de matérias descartáveis que geram grande volume de lixo . Os pintores diariamente descartam as lixas com muita facilidade e, com base na pesquisa campo feitas nas lojas de tintas, foi observado que há um grande número de vendas de lixas por dia. Agora imagine, milhares de lixas descartadas por dia, milhões por ano e para onde vão todo esse lixo? O que fazer com tamanho problema? Portanto esse é uma questão para o design solucionar, assim como também a sociedade colaborar para que haja diminuição desses tipos de materiais no lixo e contribuir para com uma iniciativa sustentável.

Rolo Espátula Pincel Lixadeira Outros

Fig. 22- Gráfico de Problemas

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3. Lista de Pré- Requisitos

Atender as necessidades do usuário Proporcionar melhor desempenho Design ergonômico Reduzir o desperdício do material Garantir reciclagem ou renovação do material Proporcionar dinamismo a tarefa, diminuindo os intervalos na troca do material. Ser durável a fim de evitar a necessidade de substituição do produto por um novo. Não poluir ou degradar o meio ambiente Ser constituído por um menor número de matéria prima Não utilizar energia elétrica Garantir custo final acessível ao usuário Considerar a variedade e grau de dificuldade de cada tarefa afim de desempenha-las com eficiência. Produzir em serie Gerar emprego e renda para região

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4.1 Considerações conceituais do projeto As pesquisas apontam para caminhos socialmente sustentáveis e econômicos. No conteúdo desse projeto conceitual e moderno, propõe o ser humano um pouco a frente da tecnologia cada vez mais avançada. Desde o início do projeto de problemática das lixas, vem sendo bem pensado e analisado, de acordo com as inspirações obtidas nas Metodologias de Mike Baxter. Nessa fase de preparação e desenvolvimento houve pesquisas e análises das informações obtidas e definição final do projeto.

4.Desenvolvimento

__________________________________

__________________________________ 4.2 Concepção do Estilo Atingir as necessidades do público alvo apresenta extrema importância no desenvolvimento do projeto de produto, pois, deve- se criar, levando em consideração as situações do bem estar, moradia, cultura, financeiro, entre outros. De acordo com Baxter (2000), para alcançar um bom nível de acerto, devese utilizar painéis visuais, em três tipos básicos: _ Painel Estilo de vida: Demonstra uma imagem do estilo de vida dos possíveis consumidores; _ Painel Expressão do produto: Apresenta uma expressão para o produto; _ Painel Tema visual: Conjunto de imagens que sintetizam o espírito novo do produto.

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4. Desenvolvimento 38

__________________________________ Estilo de Vida


Tema Visual

4. Desenvolvimento

__________________________________

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4.Desenvolvimento 40

__________________________________ Express達o do Produto


4. Desenvolvimento

A energia eólica A energia eólica - produzida a partir da força dos ventos - é abundante, renovável, limpa e disponível em muitos lugares. Essa energia é gerada por meio de aerogeradores, nas quais a força do vento é captada por hélices ligadas a uma turbina que aciona um gerador elétrico. A quantidade de energia transferida é função da densidade do ar, da área coberta pela rotação das pás (hélices) e da velocidade do vento. Para que a energia eólica seja considerada tecnicamente aproveitável, é necessário 2 que sua densidade seja maior ou igual a 500 W/m , a uma altura de 50 metros, o que requer uma velocidade mínima do vento de 7 a 8 m/s (GRUBB; MEYER, 1993). Segundo a Organização Mundial de Meteorologia, o vento apresenta velocidade média igual ou superior a 7 m/s, a uma altura de 50 m, em apenas 13% da superfície terrestre. A utilização dessa fonte para geração de eletricidade, em escala comercial, começou na década de 1970, quando se acentuou a crise internacional de petróleo. Os EUA e alguns países da Europa se interessaram pelo desenvolvimento de fontes alternativas para a produção de energia elétrica, buscando diminuir a dependência do petróleo e carvão . As aplicações mais favoráveis desta fonte energética no Brasil estão na integração ao sistema interligado de grandes blocos de geração nos sítios de maior potencial. Em certas regiões, como por exemplo, a região Nordeste, no vale do Rio São Francisco, pode ser observada uma situação de conveniente complementariedade da geração eólica com o regime hídrico, seja no período estacional ou na geração de ponta do sistema - ou seja, o perfil de ventos observado no período seco do sistema elétrico brasileiro mostra maior capacidade de geração de eletricidade justamente no momento em que a afluência hidrológica nos reservatórios hidrelétricos se reduz. Por outro lado, no período úmido do sistema elétrico brasileiro, caracterizado pelo maior enchimento destes reservatórios, o potencial de geração eólica de eletricidade se mostra menor. Assim, a energia eólica se apresenta como uma interessante alternativa de complementariedade no sistema elétrico nacional. Aspectos ambientais ligados à operação de usinas eólicas - Emissão de gases poluentes O Brasil, por possuir uma matriz de geração elétrica composta predominantemente por fontes renováveis - principalmente de origem hidráulica - apresenta grandes vantagens no que se refere à emissão evitada de CO2. Além do aspecto de diversificação da matriz energética, uma outra possibilidade atraente para empreendimentos baseados no aproveitamento da energia eólica inclui a comercialização do CO2 evitado por meio dos certificados de redução de emissão de

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4.Desenvolvimento

Além do aspecto de diversificação da matriz energética, uma outra possibilidade atraente para empreendimentos baseados no aproveitamento da energia eólica inclui a comercialização do CO2 evitado por meio dos certificados de redução de emissão de carbono no âmbito do Protocolo de Kyoto. Os países desenvolvidos, para alcançarem suas metas poderão se utilizar dos "mecanismos de flexibilidade", dentre os quais ressalta-se o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). O MDL permite que países desenvolvidos, por meio da implantação de projetos energéticos em países em desenvolvimento, alcancem suas metas de redução da emissão de CO2 ou outros gases de efeito estufa. O MDL é um mecanismo disseminador de tecnologia com grande potencial de expansão, o qual poderá incentivar o setor privado a investir em projetos energéticos no âmbito das energias renováveis, entre elas a energia eólica. - Impacto sobre a fauna Um dos aspectos ambientais a ser enfatizado diz respeito à localização dos parques eólicos em áreas situadas em rotas de migração de aves. O comportamento das aves e as taxas de mortalidade tendem a ser específicos para cada espécie e para cada lugar. Ao analisar os estudos sobre os impactos na fauna alada, observa-se que parques eólicos podem trazer impactos negativos para algumas espécies. Entretanto, estes impactos podem ser reduzidos a um nível tolerável por meio do planejamento do futuro da geração eólica, considerando aspectos de conservação da natureza (EWEA, 2004) como "evitar a instalação de parques eólicos em áreas importantes de habitat; evitar áreas de corredor de migração; adotar arranjo adequado das turbinas no parque eólico; usar torres de tipos apropriados (tubulares); e utilizar sistemas de transmissão subterrâneos". O ruído é outro fator que merece ser mencionado, devido não só à pertubação que causa aos habitantes das áreas onde se localizam os empreendimentos eólicos, como também à fauna local - como, por exemplo, a sua interferência no processo reprodutivo das tartarugas. Vantagens da energia eólica A produção de energia elétrica através de energia eólica tem várias vantagens das quais podemos ressaltar as principais. É uma fonte renovável, não emite gases de efeito estufa, gases poluentes e nem gera resíduos na sua operação, o que a torna uma fonte de energia de baixíssimo impacto ambiental. Os parques eólicos (ou fazendas eólicas) são compatíveis com os outros usos do terreno como a agricultura ou pecuária, já que os atuais aerogeradores têm dezenas de metros de altura.

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O grande potencial eólico no mundo aliado com a possibilidade de gerar energia em larga escala torna esta fonte a grande alternativa para diversificar a matriz energética


O grande potencial eólico no mundo aliado com a possibilidade de gerar energia em larga escala torna esta fonte a grande alternativa para diversificar a matriz energética do planeta e reduzir a dependência ao petróleo. Em 2011 na União européia ela já representa 6,3% da matriz energética,e no mundo mais de 3,0% de toda a energia elétrica. Finalmente, com a tendência de redução nos custo de produção de energia eólica, e com o aumento da escala de produção, deve se tornar uma das fontes de energia mais barata Desvantagens da energia eólica Apesar de todos os pontos positivos, é preciso tomar cuidado antes de apostar na energia eólica. Se não forem feitos os estudos de mapeamento, medição e previsão dos ventos, ela não é uma fonte confiável. Não há muitos dados sobre o regime de ventos no Brasil, e eles costumam serem aproveitáveis somente durante parte do ano.

4. Desenvolvimento

metros de altura.

Além disso, os parques eólicos produzem poluição sonora e visual. Também podem interferir na rota migratória de pássaros, e os aerogeradores interferem na paisagem do local. Além disso, todo o equipamento é caro, o que pode inviabilizar a criação de parques eólicos

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4.Desenvolvimento 44

__________________________________ 4.3 Geração de Idéias O desenvolvimento das ideias contidas neste projeto partiu do emprego da ferramenta de criatividade Brainstorming, esta técnica propõe que um grupo de pessoas se reúna e utilize seus pensamentos e ideias para que possam eleger a melhor, a fim de gerar ideias inovadoras que levem um determinado projeto adiante. Nenhuma ideia deve ser descartada ou julgada como errada ou absurda, todas devem estar na compilação ou anotação de todas as ideias ocorridas no processo, para depois evoluir até a solução final. De acordo com Baxter (2008, p. 68) através do uso dessa ferramenta “É possível conseguir mais de 100 ideias em uma sessão de uma a duas horas”. Após a geração de alternativas, a melhor foi selecionada utilizando-se de um método denominado matriz decisória. Segue as principais idéias geradas e sua evolução, até a proposta final.


4. Desenvolvimento

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4.Desenvolvimento

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Saida de ar

Anatomica

Ventilador

cabo entrada de ar

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Reta em madeira

4. Desenvolvimento

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Lixadeira formato de desempenadeira C/ alรงa

Mecanismo da bomba de ar

de encher camara de biscicleta

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4.Desenvolvimento

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fuciona a ar

alรงa p/ mao

entrada de ar

aproveitar o compressor utilizado pelo profissional

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lixadeira compressor


Proposta Escolhida

4. Desenvolvimento

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Mochila compressora de ar

lixa lixadeira Mochila c/ sistema

helice de giro

de pressao do ar

Entrada de ar

fara girar a lixa

Alรงas c/ regulagem para canhotos

Bombeador de ar

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5. Proposta Final

Proposta final

Durável Reciclável Design ergonômico

Produção própria de energia

Fácil desempenho

Material ecológico

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Redução do desperdício de materiais


O projeto apresentado é constituído por características que o tornam sustentável. Sua proposta é uma lixadeira de parede e superfícies para pintores e pedreiros atuantes no processo de preparação que antecede a pigmentação, os mesmos através das pesquisas relataram seus diversos problemas em relação ás lixas e lixadeiras existentes no mercado. O processo de lixamento recebe uma nova forma de ser executado, facilitando a tarefa com a diminuição dos esforços físicos do indivíduo que trabalha com essa ferramenta, sem o uso de energia elétrica e deixando de agredir o meio ambiente.

5. Proposta Final

__________________________________

A ferramenta possui um sistema de funcionamento “simples” e eficiente, trata se de um sistema de pressão de ar. A lixadeira é constituída por um encaixe para lixa de giro infinito, o qual tem formato cúbico, neste há uma hélice no seu interior, por onde passa o ar, fazendo o girar. O ar é impulsionado do sistema de pressão, esse trata se de uma espécie de mochila que armazena o oxigênio bombeado por uma válvula. A mochila é em formato de sanfona, possibilitando assim seu enchimento e pressionamento para expulsão do ar. Inicialmente foram analisadas as pesquisas, e nelas constam informações específicas e muito importantes sobre os que irão utilizar a ferramenta, o publico “ALVO”. Constatou se que os problemas de saúde mais comuns entre os entrevistados, eram os de coluna e ombros, e que os tais ocorriam pela má postura em que desenvolviam seu oficio e pelas condições precárias da ergonomia da lixa convencional diariamente utilizada. A partir daí concluiu se que havia necessidade de desenvolver uma ferramenta que solucionasse os problemas que vinham gerando esses

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5. Proposta Final

__________________________________ desconfortos para estes profissionais tão necessários á sociedade. Em busca de soluções existentes para este problema, encontrou se uma variedade de espécies de lixadeiras, porém todas as analisadas funcionavam á energia elétrica, e seus sistemas eram complexos, compostos de vários tipos de matérias. As soluções existentes apresentavam características pouco sustentáveis, que ajudaram a focar os objetivos contidos na lista de requisitos para esta nova ferramenta. O primeiro conceito sustentável empregado nesta proposta, diz respeito ao descarte que se faz ao terminar o uso da lixa convencional, sempre descartada em meio aos entulhos, e por isso não é aproveitada em reciclagens, mas a lixadeira apresentada neste trabalho é feita de somente dois tipos de material, mochila e lixadeira em plástico PET e a lixa em alumio, os quais são matérias primas obtidas por meio de processos de reciclagens, portanto o primeiro conceito é, o REUSO de materiais reciclados. O Segundo conceito sustentável é garantir a reciclagem dos materiais ao fim da vida útil da ferramenta desenvolvida, esta questão foi abordada da seguinte forma; Esta lixadeira é composta por dois materiais distintos, os quais não estão fundidos entre si, portanto no processo de reciclagens, não será encontrado nem um obstáculo, de outro lado observando os modelos existentes, percebe se que o processo de reciclagem fica comprometido, muitas vezes os mesmos nem são tidos como alvo de coleta, pois são constituídos por vários tipos de plásticos e metais, e alguns elementos químicos. O Terceiro conceito mais importante do projeto visando à sustentabilidade é o emprego no sistema de funcionamento á compressão de ar, e o giro da lixa similar aos de cata-ventos de energia eólica, desta forma o uso de energia elétrica é descartado.

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__________________________________

A proposta apresentada contêm em si aspectos inovadores do trabalho de lixamento de paredes e superfícies, considerado por pedreiros e pintores, uma das fazes mais desgastantes do processo de preparação de paredes, tais aspectos tornam a execução do oficio desenvolvidos por eles simples e prático, eliminando a necessidade de empenhar força humana para se conseguir o resultado esperado, desta forma, estes profissionais podem ver se livres das doenças ocupacionais, que anteriormente vinham os flagelando diariamente. A proposta exibida neste trabalho atende os três conceitos de sustentabilidade: Ambiental: incentiva o uso de produtos constituídos de materiais reprocessados procedentes de reciclagens, dessa forma ajudando a frear as explorações da natura na busca de matéria prima. Além de ser projetada para não ser descartada,

5. Proposta Final

5.1 Considerações finais

mas sim, ao fim de sua vida útil, venha ser reaproveitada, sendo seus componentes reutilizados como material de reciclagem novamente, criando um ciclo de reutilização. Social: conforto, segurança e praticidade, não tendo impactos agressivos no corpo humano, tornam o serviço rápido, para que desta forma o tempo venha ser aproveitado da melhor forma possível por quem a utiliza. Econômico: além ser uma ferramenta durável, sustentável, é responsável pela estimulação de coletas de materiais reciclados para sua produção, desta maneira gerando renda à organizações de coletores de materiais. Em relação ao usuário da ferramenta, o aspecto econômico pode ser percebido na questão dos gastos que eram feitos diariamente na compra de lixas convencionais agora desnecessários ou até mesmo pelo gasto de energia antes utilizada nas lixadeiras elétricas, o qual foi abolido.

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5. Proposta Final

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Formato ergonômico visando conforto, e estabilidade, facilitando um melhor manuseio no momento da execução da tarefa.

Lixa em alumínio, encaixada, podendo ser trocada conforme a necessidade de numeração de lixa.

Encaixe para mangueira de ar.

Orificio para o encaixe para mangueira de ar.

Helices, são responsáveis pelo giro da lixa. O ar que passa pelas hélices as fazem girar, devido fazerem parte do tubo onde as lixas são encaixadas.

Tudo para fixação das peças.

Rebaixo, local onde são encaixadas as lixas

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__________________________________ Alças giratórias e adaptáveis á destros e canhotos.

Sanfonada possibilitando área maior para o armazenamento do ar, e sua compressão.

5. Proposta Final

5.2 Detalhamento

Bombeador de ar, responsável por bombear o ar, o ar segue por dentro da alça até á mochila onde será armazenado.

Jogo de lixas em alumínio, cada item têm uma numeração e textura específica á necessidade da tarefa.

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6. Desenho TĂŠcnico

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6.1 Dimensionamento

6. Desenho TĂŠcnico

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7. Modelagem

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__________________________________

7. Modelagem

7.1 Processo de Modelagem

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__________________________________

8. Referências Bibliográficas

Referências Lixas - http://pt.wikipedia.org/wiki/Lixa http://www.fazerfacil.com.br/Pintura/retirando_tinta_antiga.htm http://www.rntintas.com/tipos%20de%20lixas.html http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/funcao-das-paredes/ http://www.comopintar.com.br/profissao-de-pintor-de-paredes http://www.einstein.br/einstein-saude/pagina-einstein/Paginas/dor-no-ombropode-ser-tendinopatia.aspx http://www.herniadedisco.com.br/doencas-da-coluna/lombalgia http://www.google.com.br/imgres?q=as+primeiras+cavernas&hl=ptBR&safe=off&sa=X&biw=1280&bih=666&tbm=isch&prmd=imvns&tbnid=8dRf2E ljkWV3CM:&imgrefurl=http://bandnewsfmcuritiba.com/2012/07/02/primeirascavernas-vulcanicas-do-pais-sao-encontradas-noparana/&docid=DQMhFVhCMJdFwM&imgurl=http://bandnewsfmcuritiba.files.w ordpress.com/2012/07/cavernasvulcanicas.jpg%253Fw%253D300%2526h%253D225&w=300&h=225&ei=fT6k UNP2BIq29QSMnICgAw&zoom=1&iact=hc&vpx=172&vpy=305&dur=456&hovh =180&hovw=240&tx=128&ty=86&sig=116467059658117872494&page=1&tbnh =120&tbnw=143&start=0&ndsp=20&ved=1t:429,r:5,s:0,i:84 http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/como-fazer-o-emboco/ http://rmai.com.br/v4/Read/1117/inventor-desenvolve-lixas-industriais-100reutilizaveis.aspx http://www.mma.gov.br/clima/energia/energias-renovaveis/energia-eolica THACKARA, J. Plano B - O Design e as Alternativas Viáveis em um Mundo Complexo. SP: Editora Saraiva, SP: 2008. 299pág. KAZAZIAN, T. Haverá a Idade Das Coisas Leves. 2ª Edição, SP: Editora SENAC São Paulo, 2009. 194 pág. MARTINS,Raquel. Arte, História e Produção. Arte Ocidental. São Paulo: FTD, 1997. LÖBACH, B. Design Industrial, Bases Para a Configuração dos Produtos Industriais. SP: Editora Edgard Blücher Ltda, 2001. 206 pág.

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2) abcde-

Qual sua idade? ( ) 18 á 25 anos ( ) 26 á 33 anos ( ) 34 á 41 anos ( ) 42 á 49 anos Outro:___________

abcde-

Qual a sua estatura? ( ) 1,50m á 1,60m ( ) 1,60m á 1,70m ( ) 1,70m á 1,80m ( ) 1,80m á 1,90m Outro:___________

abcde-

Qual seu nível de escolaridade? ( ) Ensino fundamental ( ) Ensino Médio ( ) Ensino Técnico ( ) Ensino Superior Outro:___________

3)

4)

5)

6)

Qual a carga horária semanal de trabalho? a- ( ) 2hrs á 4hrs b- ( ) 4hrs á 6hrs c- ( ) 6hrs á 8hrs d- ( ) 8hrs á 10hrs e- Outro:___________ Em média qual número de pintores em uma equipe? a- ( ) 5 b- ( ) 4 c- ( ) 3 d- ( ) 2 e- Outro:___________

7)

Quais as ferramentas que mais apresentam problemas e que dificultam o trabalho? Especifique. a- ( ) Rolo b- ( ) Espátula c- ( ) Pincel d- ( ) Lixadeira e- Outro:___________

8)

O que poderia ser melhorado nessa ferramenta? a- ( ) Ergonomia b- ( ) Desempenho c- ( ) Durabilidade d- ( ) Economia de materiais e- Outro:___________

9)

Quais os tipos de fadigas mais comuns durante ou após uma jornada de trabalho? a- ( ) Braços b- ( ) Pulsos c- ( ) Coluna d- ( ) Ombros e- Outro:___________

10)

Você utiliza equipamentos de seguranças, quais destes? a- ( ) Luvas b- ( ) Óculos c- ( ) Mascaras d- ( ) Botas e- Outro:___________

9. Apêndice

Análise do perfil do Pintor. Nome: 1) Qual seu sexo? a- ( ) M b- ( ) F

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"Eu conheço o preço do sucesso: dedic devoção às coisas que vo

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cação, trabalho duro, e uma incessante ocê quer ver acontecer ". Frank Lloyd Wright

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Lixas  

Trabalho Final