Page 1

Guia de Apoio ao Serviรงo 2017-18

G.A.S. Paper


Prólogo Reiniciamos mais um ciclo na Vida do G.A.S.Porto. Entram novos voluntários, recomeçam as apresentações, as perguntas, os abraços e acolhimentos... Reorganizamos o grupo nos seus grupos de voluntariado semanal… Caminhamos neste dinamismo próprio de quem vive com determinação a alegria de produzir mudança, partindo do encontro com o outro. Estamos prontos para a ação!

Mas sabemos que estar organizado não é suficiente. Todos os anos procuramos refletir e pensar a nossa ação, manter o foco e ajustar prioridades. Como podemos ser mais úteis? Como podemos trabalhar a motivação, ajustar expectativas, desenvolver qualidades técnicas e humanas? Como podemos criar mais oportunidades de Vida? É por tudo isto que ao longo do ano nos autodesafiamos a pensar sobre diversas questões ligadas ao que fazemos, no momento formativo das reuniões quinzenais e, mais profundamente, nos fins-de-semana e caminhada. É a "Escola de Vida" do G.A.S.Porto!

Este ano, sentimos que é importante sair ainda mais de nós, olhar mais outros exemplos de serviço e escutar mais o que outras pessoas têm para dizer sobre o grupo e os problemas sociais que tantos procuram combater. Surgiu assim o tema global do ano "O Mundo aos olhos do G.A.S.Porto". Vamos procurar (ainda mais!) aprender com os outros e trazer para as reuniões quinzenais pessoas de fora, presencialmente ou através de testemunhos escritos ou audiovisuais. Desde pessoas com quem estamos no voluntariado, pessoas que atuam em problemáticas sociais, a voluntários de outras organizações, ou alguém que nos ajude a pensar melhor em tudo isto! Após cada reunião é enviado a todos os voluntários uma página do G.A.S.Paper – este caderno anual onde vamos compilando pedaços das reflexões que fazemos, que não pretendem ser mensagens estritas, mas sim abertura para mais crescimento, de cada um, ao seu ritmo e à sua maneira!

A equipa de formação do G.A.S.Porto


Capítulo 1

CUIDAR Uma das coisas que mais me impressiona na vida de St. Inácio de Loyola é algo que é testemunhado por aqueles que contactaram de perto com ele. Diziam que qualquer pessoa que saísse de uma conversa pessoal com ele, saía com a impressão que era a pessoa mais importante no mundo para ele. Penso muitas vezes nisso, quando reflito sobre o modo como me dedico às pessoas que encontro. Criar esta atitude não é fingir que aquilo que a pessoa diz é importante, mas é sentir verdadeiramente o que está a acontecer. Em tudo o que nos é dado viver somos desafiados a estar presentes diante daquilo que está a acontecer. Isso implica uma disponibilidade interior e uma consciência que as coisas urgentes podem esperar quando se trata de cuidar de alguém. No fim, não falta tempo quando ajudamos a construir uma paisagem melhor no coração de alguém. António Valério sj


CapĂ­tulo 2


Capítulo 3 O piquenique das tartarugas

"A família de tartarugas decidiu sair para um piquenique, e por serem naturalmente lentas, levaram alguns dias a prepararem-se para o seu passeio. Finalmente, a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado, e durante o segundo dia da viagem encontraram o lugar ideal! As tartarugas demoraram algumas horas a limpar a área, desembalaram a cesta do piquenique uenique e terminaram os preparativos. preparativos. Quando elas estavam prontas para p comer, descobriram que se tinham esquecido do sal. Todas odas concordaram que um piquenique sem sal seria um desastre, e após uma longa discussão, a tarta tartaruga ruga mais nova foi escolhida para voltar a casa buscar o sal, pois era a mais rápida das tartarugas. A pequena tartaruga lamentou, chorou, e esperneou, mas concordou ir com uma condição: ninguém comeria até que eela regressasse.. A família concordou e a pequena pequ tartaruga então saiu para ir buscar o sal. Passaram-se se três dias e a pequena tartaruga ainda não tinha regressado. Cinco dias… Seis dias… Então, no sétimo dia, a tartaruga mais velha, que já não aguentava de tanta fome, anunciou que ia comer, e começou a desembalar uma sanduíche. Quando a tartaruga deu a primeira “dentada” na sanduíche, a pequena tartaruga saiu por detrás de uma árvore e gritou: – Ahh! Eu tinha a certeza que vocês não iam esperar por mim.. Agora é que eu não vou mesmo buscar o sal!" O serviço rviço é muito semelhante ao trabalho em família. Implica confiar em cada um, trabalhar por todos e àss vezes trabalhar mesmo por algo que a nós não nos parece par dizer respeito. E saber que, se no final, final esse nosso trabalho permitir ajudar alguém, então também foi importante para nós!


Capítulo 4 Na semana em que celebrámos a família na reunião do G.A.S.Porto, ficam algumas ideias sobre a solidão nos dias de hoje, e um desafio para fazermos mais pelo encontro e união com o outro!

Instituto Nacional de Estatística: 60% dos idosos vivem sós ou na companhia de outros idosos.

REINO UNIDO VAI PASSAR A TER UM MINISTÉRIO DA SOLIDÃO Theresa May chama-lhe a triste realidade da vida moderna. A solidão no Reino Unido é por muitos considerada uma autêntica epidemia e que atinge uma população quase do tamanho da portuguesa. A solidão pode mesmo ser mais perigosa que a obesidade ou que fumar 15 cigarros por dia. A nova ministra da Solidão chama-se Tracey Crouch e terá como missão principal garantir a maior coordenação possível de todos os ministérios na luta contra o problema. Retirado de: TSF, 18-1-2018

SOLIDÃO Não seria preciso fazer um inquérito para saber qual é a coisa que todos mais tememos. A solidão é algo que tentamos nem sequer pensar como horizonte dos nossos dias. É demasiado assustador e, felizmente, acaba por não ser sempre uma realidade presente, mas existe como uma espécie de fantasma. Muitas vezes, a forma de evitar sentimentos é enchermo-nos de cores artificiais e ruídos à nossa volta. Talvez o medo da solidão seja um modo de nos afastarmos de nós próprios e não querer dar atenção ao que somos e fazemos verdadeiramente. Se acreditássemos mais profundamente que somos capazes de construir à nossa volta espaços de relações de qualidade, em que não fôssemos máscaras, mas verdade. A nossa verdade é bonita, e essa é a nossa melhor companhia. A partir dela os outros e o mundo encontram um desafio para a entrega. Porque a nossa qualidade é bonita, cheia, nunca sozinha, desde o início. António Valerio sj

SOLIDÃO NA ERA DIGITAL: NUNCA ESTIVEMOS TÃO CONECTADOS E TÃO SÓS Filipa Jardim da Silva e João Faria já receberam casos de “solidão digital” nos respetivos consultórios, em Lisboa. Apesar de ambos os psicólogos trabalharem muito com adolescentes, esta não é uma questão com balizas etárias, antes uma espécie de “epidemia” dos tempos modernos. Se um individuo se consegue sentir sozinho no coração de uma multidão, o que garante que isso não aconteça à frente de um computador ou de smarpthone na mão?

Nas redes sociais é fácil mostrarmos apenas o que queremos, uma versão otimizada de quem somos, o que, em última análise, impossibilita a criação de relações autênticas. “Uma relação social só é verdadeira se acedermos à pessoa num todo”, continua a psicóloga, referindo que, atualmente, corremos o risco de viver a vida em permanente modo personagem. “No fundo, sou aquilo que as pessoas à minha volta querem que eu seja. No final do dia há uma

sensação de vazio. Há solidão. A vida cada vez mais imediata está a roubar-nos a capacidade de gerirmos as nossas emoções, bem como a tolerância em lidar com o que sentimos, e ao consultório de João Faria chegam cada vez mais pessoas que se sentem sozinhas, embora não saibam reconhecer essa mesma solidão. “O marcador de quem não sabe que está a sentir-se sozinho é, por exemplo, o facto de procurar incessantemente conexão virtual.” Retirado de: Observador, 15-11-2017


Capítulo 5

Porque a felicidade diz respeito a todos, a cada um de nós. Existem variadas teorias, explicações, sugestões e até guias sobre como ser realmente feliz. E a ti? Só a ti, o que te faz verdadeiramente feliz? Se foi difícil responder deixamos aqui algumas sugestões que esperamos serem ser úteis e esclarecedoras neste desafio que ainda agora começou! 

https://www.publico.pt/2012/11/21/jornal/o-admiravel-mundo-da-economia-da-felicidade-25625111 http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/detalhe/a_economia_da_felicidade http://observador.pt/2016/02/04/os-truques-atingir-felicidade-segundo-homem-feliz-do-mundo/ https://pt.aleteia.org/2015/07/22/papa-francisco-onde-se-encontra-a-verdadeira-felicidade/ http://visao.sapo.pt/iniciativas/visaosolidaria/opiniaosolidaria/duartepaiva/a-felicidade-do-voluntariado=f7 93912

ESTAMOS JUNTOS, à procura da Felicidade!


CapĂ­tulo 6


Guia de apoio ao serviçov6  
Guia de apoio ao serviçov6  
Advertisement