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VIPS

e suas receitas

GUIA

Gastron么mico

o mais completo da regi茫o


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Gourmet

Editorial

Diretor Will Campos

Gourmet.

Um ato de amor limentar, prover, cozinhar, servir. Trazer o alimento. Este é certamente o ato de amor mais essencial da vida. Os pássaros no ninho, as mães, os bichos com seus filhotes. Por isso, nenhuma outra esfera da condição humana conquistou a dimensão e o glamour da arte da gastronomia. Todos os sentidos imagináveis se acomodam e ganham vida, ganham carinho e amor, em cada prato ou receita que elaboramos. O poeta já dizia que “não há nada como preparar um bom frango com farofa para o seu grande amor”. Afinal, tudo o que pode ser imaginado sobre a vida, passa pela cozinha. Desde os rituais que antecedem as melhores noites de amor entre um casal, as grandes reuniões de família ou de amigos, até a mais arrojada ciência em busca da longevidade e da perfeição humana. Tudo, tudo, em algum momento passa pela cozinha. A cozinha é a química da vida. Esta segunda edição da nossa revista Gourmet, que integra o projeto editorial Referência, mostra um pouquinho destas dimensões todas. Falamos das Comidas Vivas, da ciência investigando as nossas panelas, de como a cultura e a economia têm tudo a ver com o glamour e a moda de alguns alimentos. E, é claro, trazemos aquelas receitas deliciosas, feitas por pessoas especiais, para que você também possa partilhar o amor e o carinho com que elas foram elaboradas. Percorrendo nossas páginas, você vai conhecer o que há de melhor na região nesta arte de servir, comer, beber e viver o prazer daqueles sentidos que realmente dão sentido à vida. Foi com amor que trouxemos a você esta

nova edição de Referência Gourmet.

Por isso, faça conosco um brinde à vida.

Sabrina Campos

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Expediente

Referência Noivas é uma publicação da Futura Editora Comunicação e Marketing Rua das Águas Marinhas , 355 | Bela Vista Americana, SP | CEP 13471-210 19 3648.7000 | 19 3648.5050 “Se Deus é por nós, quem será contra nós”

Diretora Executiva Sabrina Campos Edição e Textos Paulo San Martin Marcelo Flores Criação, Edição, Finalização Jóse Ramon Valenzuela Arriagada (Pepe) Cesar Bregantin Direção de Arte Sérgio Braidotti Produção Gráfica Will Campos Departamento Comercial Editora Futura Departamento Jurídico Fábio Martins OAB/SP 139194 Jornalista Responsável Paulo San Martin MTB 22.549 Impressão Gráfica Paineiras Tiragem 20.000 exemplares Fotos: Cleiber Ribeiro Produção Capa Foto: Cleiber Ribeiro


Gourmet

Sumário

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Gourmet

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Produtos.................1 Os pricipais lançamentos para sua mesa, cozinha e utensílios das melhores marcas do mercado.

Gourmet

Perfil........................1

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O mergulho de Cristina Pisoni Zanaga na arte do paladar que aprimora-se ao longo do tempo.

Panelas...................1 Na hora de escolher a panela é preciso observar três qualidades: a saúde, a praticidade e a funcionalidade.

Comida Viva...........2 O uso de brotos e sementes germinadas na preparação de alimentos mais saudáveis.

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14 Vinhos....................2 Aprecie os melhores vinhos nacionais e importados no nossso guia.

Gourmet

Primas nobres..........2 A feijoada é um dos pratos que saiu das senzalas e foi se infiltrando muito devagar em nossas mesas.

Receitas.................3 O melhor da culinária, nos mais diferentes pratos, elaborados por personalidades da região.

Guia Gastronômico 6 Encontre um pouco de tudo por aqui. Comidas temáticas e típicas de vários lugares do Brasil.

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Produtos

Flor Antique Silver Fabricante: BYCO

Preço: R$ 23,00 www.domi.com.br

Overlay Amarelo Fabricante: STRAUSS

Preço: R$ 149,00

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Preço: R$ 1.278,00

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Perfil

Uma visão rara

do universo gourmet americanense Cristina Pisoni Zanaga nasceu e cresceu em meio a uma família que sempre adorou cozinhar. Por isso, ela carrega consigo uma herança desta arte que vem desde o tempo de seus bisavós. “Todos os lados da minha família, tanto o paterno como o materno são profundamente envolvidos com a gastronomia”, relembra Cristina. E foi desta maneira, desde pequena, no chão de terra do sítio da antiga Vila São Vito, que Cristina teve seus primeiros contatos com a arte da culinária. Do jeito mais caseiro, quase caipira, ela cresceu observando desde o abate de galinhas no quintal, até o longo ritual do preparo das carnes de porcos e aves até se tornarem iguarias deliciosas. Isso, conta ela, veio da herança materna. Do lado paterno, os bisavós foram os fundadores do histórico Hotel dos Viajantes, que no início do século 20, tinha um dos restaurantes mais conhecidos da região. A iniciação de Cristina na arte da gastronomia foi, portanto, rica de todos os lados. “Em resumo, a culinária é uma paixão que vem de família”.

Mais que um hobby

Com toda esta bagagem, há cerca de 20 anos Cristina resolveu se aprofundar e realizar pesquisas dentro do universo gastronômico. “No começo era um hobby. Eu pesquisava de tudo, colecionava cardápios – coisa que faço até hoje –, colheres, pratos, talheres. Enfim, qualquer coisa ligada ao assunto me atraía”, relata. Daí, para mergulhos mais profundos no conhecimento da enogastronômico, a arte de apreciar diferentes cardápios com diferentes vinhos, foi apenas um passo. Sim o vinho agora também é uma das paixões desta americanense, coisa que começou a acontecer há pouco mais de 10 anos, quando o vinho passou a fazer parte da vida dos brasileiros. O mergulho de Cristina na arte e no conhecimento do paladar aprimorou-se ao longo do tempo com os roteiros gastronômicos que ela aprendeu a traçar, e traça até hoje, em busca do conhecimento culinário tanto no Brasil como no Exterior. “Unimos assim, nas nossas viagens de férias, o descanso e o lazer com o conhecimento e a apreciação de cardápios diferentes e de diferentes vinhos”. Assim, aos poucos, o conhecimento de Cristina tornou-se mais do que um hobby. O seu conhecimento de vinhos, por exemplo, levou-a a ser pioneira na região na compra antecipada de safras de vinho. Essa modalidade, conhecida há muito no mercado mundial de vinhos, consiste na compra de toda a produção de um produtor, antes mesmo da maturação completa e da colheita da safra da uva. E exige não só visão de investidor, mas profundo conhecimento de todas as etapas da produção, desde o cultivo da uva, pois o desafio é escolher um produtor, umas uva, uma safra e uma região e apostar neles. Foi trabalhando com este conceito que Cristina conseguiu trazer pra Americana uma “sucursal” da ABS (Associação Brasileira de Sommeliers), um fato inédito, ocorrido pela primeira vez em uma cidade do interior paulista, depois de Campinas. Hoje, ela participa de uma confraria que se dedica a estudos, pesquisas e viagens exclusivamente a festivais e feiras enogastronômicas, no Brasil e em vários outros países de diversos continentes. Mais recentemente, Cristina decidiu partilhar todo este conhecimento e vivência com os leitores do Jornal TodoDia, do qual ela é diretora. E resolveu levar suas experiências para o papel, através do Caderno Gourmet, que é lido e acompanhado por diversas faixas etárias, tanto pelas mulheres como pelos homens. Como grande conhecedora do assunto, Cristina comemora a introdução recente da culinária brasileira no roteiro gastronômico mundial. Através de grandes chef ’s’ como Alex Atala, a culinária brazuca desponta hoje como uma das melhores do mundo. “A arte da gastronomia vive um momento único em nosso país, e devemos partilhá-lo com todos os brasileiros”. 14


Gourmet

A panela tem tudo a ver

com a sua saúde

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panela, usada desde as mais remotas eras para guardar água, alimentos, e depois para cozinhá-los, sempre esteve entre os primeiros utensílios construídos por todas as culturas humanas no planeta. As primeiras panelas de que se tem notícia eram pedras escavadas para armazenar comida. Depois, veio a cerâmica e ao longo da história humana a busca pela praticidade e beleza fizeram com que surgissem panelas dos mais diferentes materiais disponíveis na natureza. Hoje, diversas são as matérias-primas empregadas na confecção, tanto artesanal quanto industrial, das nossas panelas: ferro, alumínio, inox, cerâmica, cobre, pedra, vidro, barro, e assim por diante. Mas, objeto indispensável no dia a dia de qualquer cozinha, da mais primitiva à mais sofisticada, a panela está longe de receber um tratamento científico a altura de sua importância. A ciência mostra que durante a elaboração culinária, variadas interações ocorrem entre alimentos e utensílios. Algumas destas interações são benéficas, outras são inócuas, mas algumas delas podem ser prejudiciais. Além disso, o contato do material através do alimento com o homem pode ser crônico ou agudo, apresentando distinto significado na saúde. No Brasil, poucos estudos já foram realizados com o objetivo de avaliar os efeitos dos materiais de fabricação nacional no prepara dos alimentos. Foi de olho nisso, que a nutricionista Késia Diego Quintaes, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), resolveu mergulhar a fundo na história. O resultado das pesquisas dela está nos livros “Por Dentro das Panelas” (Varela, 2005) e “Tudo sobre panelas” (Atlântica, 2010). Os estudos de Késia começaram com uma dissertação de mestrado sobre panelas de pedra-sabão. Depois, em sua tese de doutorado, ela investigou a contribuição nutricional dos utensílios de ferro e de pedra-sabão e, também, a qualidade das panelas de inox nacionais. De maneira geral, as pesquisas de Késia indicam que não há “um material melhor”, mas que todos podem ser usados de forma apropriada para as diferentes funções.


E algumas dicas valem para todas as panelas. O inimigo número um da saúde são esponjas de aço, relata ela. O atrito da esponja na panela aumenta as chances de materiais como alumínio passarem para os alimentos. O ideal é deixar as panelas de molho ou usar água quente na hora de lavar. Panela esquecida no fogo é outro grande perigo. O alumínio e o teflon, por exemplo, se alteram. “Se a pessoa estiver perto da panela pode absorver o vapor, que vai direto para o pulmão”, diz.

COBRE

A grande vantagem do cobre é ser um metal muito resistente à corrosão. Na culinária, conquista pela beleza e transmissão rápida de calor. ‘’Mas o cobre migra para qualquer alimento que entre em contato, especialmente os mais ácidos’’, explica Késia. Segundo ela, baixas quantidades deste metal podem produzir náuseas, vômitos e diarréia. Por isso, os utensílios culinários devem ter a superfície interna revestida com politetrafluoretileno (PTFE), titânio ou aço inoxidável.

ALUMÍNIO

As panelas de alumínio são as mais comuns e as mais baratas. Mas também são as que causam mais polêmica. Há quatro décadas, pesquisadores levantaram a suspeita de que a ingestão do alumínio estaria relacionada com males de Alzheimer e de Parkinson. Até hoje,

de tomate, iogurte), muito aquosos (molho branco, sopa) ou muito salgados (bacalhau).

INOX

A maior preocupação com a panela é ecológica

o material continua em estudo. ‘Há mais de 50 anos foi verificada a migração do alumínio para alimentos ácidos ou alcalinos’’, diz Késia. Na limpeza é indicado o uso de bucha macia ao invés de esponja de aço. Indicado para fritura por imersão de alimentos, preparo de alimentos “secos” (como farofas), de alimentos de cozimento rápido e pouco ácidos, como o arroz, mingau de aveia, macarrão alho e óleo, e preparo de doces. Pode ir ao fogo e forno. Seu uso deve ser evitado em preparações com longo tempo de cozimento, na preparação e para guardar alimentos muito ácidos (molho

É a mais usada na cozinha profissional. Por ter fundo triplo, atinge altas temperaturas mais rapidamente, além de ser uma panela resistente e de bonita aparência. O aço inoxidável é composto por ferro, cromo e níquel. Demora a esquentar, mas também a esfriar. No Brasil não há dados que comprovem a transferência dos componentes do inox para a comida. O aconselhável é não escovar a panela com esponja de aço. Indicada para guardar alimentos e para preparar molhos, carnes, massas e afins. Evitar no preparo de comida com alto teor de sal, de enxofre e com longo tempo de contato com o material e também desaconselhável para frituras de alimentos por imersão

FERRO

Os panelões de ferro, de cor escura e muito pesados, são bastante tradicionais na cozinha mineira. O uso regular destes panelões foi relacionado com a prevenção e ao tratamento da anemia. O uso da panela é indicado para vegetarianos, mulheres em idade fértil e crianças. A batata assada e soutê têm o visual e crocância valorizados quando preparada em recipiente de ferro. O preparo de carne em panela de ferro potencializa a absorção de ferro pelo organismo, além de produzir pratos saboroso. Contra indicada para fritura por imersão. Evitar contato prolongado entre a panela e os alimentos, por causa da transferência excessiva de ferro. Alterações sensoriais em certos alimentos (cor, aroma e sabor), como é o caso do chuchu, podem prejudicar sua aceitação.

VIDRO

As panelas de vidro são as únicas que não transferem qualquer resíduo para a comida, por isso podem ser usadas para todos os preparos e para guardar alimentos. Evite só em comidas com baixo teor de água, para não queimar a comida e o fundo da panela. O maior atrativo do vidro é a beleza e a transparência que permite ver a elaboração dos alimentos. A facilidade da limpeza é outro ponto positivo. O preço e fragilidade do material pesam na escolha.

CERÂMICAS

As panelas de cerâmica, principalmente as de barro com superfície marrom


brilhante, devem ter selo de qualidade que garanta que não é tóxica e que não são usados compostos à base de chumbo. É comum encontrar em países pouco desenvolvidos produtos cerâmicos elaborados com óxido de chumbo na vitrificação. O organismo incorpora o chumbo que é altamente tóxico, especialmente em crianças. A cerâmica nova e atóxica é ótima para guardar alimentos e para o preparo de alimentos aquosos, como sopas e molhos. Muito útil em dias frios, pois mantém o alimento quente por mais tempo.

TEFLON

O composto antiaderente atrai cozinheiros pela praticidade na limpeza e por dispensar o uso de gordura. A descoberta de um revestimento antiaderente em 1938 chegou às cozinhas americanas na década de 1960. Atualmente, as panelas mais modernas são denominadas de teflon II por serem revestidas com primer (substância usada para ligar o teflon ao alumínio). O novo revestimento impede que o material passe para o alimento quando o teflon descasca. A maior preocupação com a panela é ecológica. Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram que o teflon se corrompe quando esquentado a temperaturas de 200 a 500 graus centígrados, o que pode acontecer com uma panela esquecida no fogo. A evaporação do teflon origina gases CFC, responsáveis pela destruição da camada de ozônio. Evite guardar alimentos, preparar alimentos com alto teor de proteína e usar com preparações com longo tempo de cozimento.

ESMALTADA

As panelas esmaltadas atraem pela beleza, mas podem fazer tão mal quanto às de cerâmica vitrificada. ‘’O esmalte usado pode conter elementos tóxicos como o chumbo e cádmio ‘’, adverte Késia. É desaconselhável o uso de utensílios antigos (fabricados antes de 1980) tanto esmaltados quanto os de cerâmica. A pesquisadora também diz que é preciso ter cuidado com utensílios pintados à mão e de fabricação artesanal, que vão desde colheres, facas, recipientes culinários, entre outros. Algumas tintas são à base de chumbo, que pode ser transferido para o alimento. Na atualidade há no mercado marcas de cerâmicas industrializadas próprias para o contato com os alimentos, sem colocar a saúde em risco.

PEDRA-SABÃO

A natureza antiaderente e a capacidade de reter calor por muito tempo são as características mais atrativas. Segundo Késia,

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O uso da panela é também indicado para vegetarianos

esse utensílio libera quantidades expressivas de elementos nutricionalmente importantes como cálcio, magnésio, ferro e manganês. A panela é comprada ‘’crua’’, por isso a cor dela é clara. É um utensílio que libera quantidades expressivas de elementos nutricionais importantes, como cálcio, magnésio, ferro e manganês. Evitar usar para alimentos que precisam de longo tempo de cozimento, alimentos muito aquosos ou ácidos, para fritura por imersão. Não guardar alimentos na panela de pedra-sabão.


Gourmet

A textura e o sabor

da vida em sua mesa

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chamada “comida viva”, antes conhecida apenas no dia a dia dos naturalistas e daqueles que lidam com alimentação na saúde, hoje virou moda em mesas refinadas e também no cardápio de chefes de cozinha. Verduras e frutas frescas, assim como grãos e sementes, fazem parte de praticamente todos os cardápios do mundo. E não é novidade para ninguém que são altamente benéficos para a saúde. A proposta desta corrente de alimentação conhecida mundialmente como “comidas vivas” – ou life food, como é chamada em Nova York, um de seus principais berços – é um pouco mais radical e vai mais longe. Os alimentos, mais do que frescos e naturais, estão vivinhos na hora de comer. Os alimentos são crus e os grãos germinados, mas a criatividade também pode aplicar o conceito a verduras e frutas. Para os adeptos das comidas vivas, o segredo destes alimentos é a “vitalidade” que eles mantêm e transmitem para quem os come. A comida viva, no momento em que é ingerida, guarda toda a riqueza da vida: a fotossíntese em pleno processamento, os grãos em vigorosa atividade, produzindo vitaminas e nutrientes. Enfim, a complexidade e plenitude da vida é o ingrediente mágico destas receitas.

As origens

As informações básicas e fundamentais sobre a “alimentação viva” são encontradas nos trabalhos da médica norte-americana Ann Wigmore, que escreveu vários livros sobre o assunto na década de 1980, na Califórnia. A partir dali, o movimento ganhou grandes capitais dos Estados Unidos e da Europa. Dizem os pesquisadores da alimentação viva que, quando um vegetal é arrancado do solo e separado de sua raiz ele morre, mas suas sementes ainda guardam o gérmen da vida em estado latente. Quando colocados na terra ou na água, em condições adequadas, todo o processo da vida volta a se manifestar. Assim, quando são comidos, os brotos estão vivos. “Quando colocamos uma simples cabeça de alface numa vasilha com água num ambiente iluminado, a planta volta a ter atividade vital, a produzir fotossíntese. Assim, além de ser mais saudável, adquire outra textura, outro gosto”, garante Nivaldo, o Niva, chefe de cozinha do Rian-Comidas Informais, e um dos adeptos em Americana das comidas vivas.

A saúde agradece

Além de propiciarem um sabor e textura realmente diferenciados para os alimentos, as comida vivas têm efeitos largamente comprovados para a saúde. O médico brasileiro Alberto Peribanez Gonzalez, doutor em microcirculação e nutracêutica (especialidade que estuda o poder curativo dos alimentos), autor do livro “Lugar de Médico é na Cozinha”, e os relatos dos inúmeros estudos realizados nos últimos anos, mostram que a comida viva é realmente capaz de ajudar, e muito, na cura de inúmeras doenças. Gonzales diz que só os alimentos vivos são capazes de eliminar algumas das toxinas do nosso organismo. Pesquisas, como as de Gonzales, ganharam tal importância na ciência moderna dos alimentos que a ENSP (Escola Nacional de Saúde Pública) Sérgio Arouca, ligada à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), mantém hoje um departamento voltado inteiramente para a pesquisa e divulgação das comidas vivas na culinária e na terapêutica. Naturalistas do mundo todo curtem pratos muito próximos das receitas vivas. Mas o grande diferencial é que esta nova corrente usa principalmente os brotos e as sementes germinadas. “Inclui também frutas, verduras e legumes orgânicos, mas estes devem ser extremamente frescos”, diz Gonzales. Para muitos, estas ideias podem parecer o máximo do naturalismo e da simplicidade. Mas, muito pelo contrário, esta culinária não é nada


Os brotos trazem a energia da vida E “vitalidade” é a palavra de ordem simples. O preparo de muitos pratos leva mais de 30 horas. Embora nada possa ser cozido, alguns alimentos devem ser aquecidos ou desidratados, mas nunca acima de 40 graus.

Nova moda

Na Europa e nos Estados Unidos, essa nova variedade da culinária virou moda e se multiplica em restaurantes que assumem integralmente o rótulo ou naqueles que incluem comidas vivas em seu cardápio tradicional. No Brasil, a novidade chegou há não mais do que quatro anos e acabou virando também mania entre os famosos e descolados do Rio de Janeiro, depois da inauguração desta nova moda no Universo Orgânico. Em São Paulo, entre 2004 a 2006, o restaurante Deloonix, que servia algo próximo do comidas vivas, além de peixes e pratos vegetarianos, ficou famoso na época, mas os paulistanos não aderiram à novidade, como acontece hoje com os cariocas. “Era um restaurante gourmet, caro”, diz Rafael Rosa, que elaborou o primeiro cardápio do Deloonix. Em Americana e região a moda ainda não emplacou, embora vários gourmets e donos de restaurantes da região já se debrucem sobre a história e as receitas das comidas vivas. Nivaldo, do Rian, é um dos que já estão antenados no movimento e diz que mais cedo ou mais tarde ele também vai emplacar por aqui. Para Nivaldo, a questão não é radicalizar. “Não se trata de excluir as outras comidas, mas de introduzir as ‘comidas vivas’ nas nossas dietas tradicionais”. Neste ponto, suas ideias batem com as com as do médico Alberto Gonzalez. “A carne é uma questão de herança cultural. Eu não vou chegar numa aldeia de pescadores e dizer: parem de comer peixe. Comam o peixe, mas incluam na sua vida os alimentos que vêm da mãe terra. Porque eles vêm com a informação que você precisa”, diz Gonzales. 22

Os alimentos vivos são capazes de eliminar muitas das toxinas do nosso organismo


Salada viva com grãos germinados Aqui no Rian, servimos salada feita com feijão Azuki germinado. Salada viva. O processo de germinação do feijão Azuki demora em média 48 horas. No inverno, demora um pouco mais. Faço da seguinte maneira. Primeiro lavo bem os feijões em água corrente – costumo usar uns 250 gramas e é uma quantidade bem razoável de grãos. Depois deixo os feijões de molho em pouca água (não os cubro por inteiro) numa bacia coberta com um pano de prato em lugar escuro da casa Após 12 horas, provavelmente os feijões terão absorvido toda a água, então eu coloco mais um pouco de água, desta vez só para umedecer os grãos. À partir daqui, só mantenho os grãos levemente úmidos, para que eles continuem sua germinação. É importante não cobri-los com água. Apenas mantê-los úmidos, cobertos com o pano de prato em local com pouquíssima luz. Logo começarão a aparecer pequenos filamentos brancos. São os primeiros brotinhos do feijão. Não deixo germinar demais, pois quero apenas o início da germinação. Lavo novamente os grãos germinados, com cuidado. Estão prontos para a salada viva. Geralmente tempero com limão, azeite, salsa, um pouco de tomates picados e um pouco de sal. Se quiser, misture com grãos-de-bico cozidos, ou ainda ervilhas de pacote. Outros grãos germinados, como o trigo integral, também ficam muito bons. Pode-se também usar o broto de alfafa germinado ou o Moyashi, o broto de feijão. Esses dois são vendidos nos supermercados.

Pão de Quinua Germinada Em casa, às vezes, faço um tipo de pão com grãos de Quinua germinados. Antes de dormir, coloco a Quinua num prato fundo e cubro com água filtrada. Às vezes coloco também um pouco de sementes de linhaça. Quantidades: umas quatro colheres de sopa de Quinua e uma colher de linhaça. No dia seguinte, pela manhã, adiciono ao prato com as sementes 3 a 4 colheres de sopa de farinha de trigo (ou farinha de arroz para quem não quiser glúten) que possa fazer uma massa do tipo de uma panqueca, uma massa molinha. Coloco uma colherinha de chá de fermento em pó e uma pitada de sal. Agora é só untar uma frigideira anti-aderente, com tampa, despejar massa e espalhar pelo fundo, em fogo baixo. Tampe a frigideira. Após uns três minutos, pode virar a massa para corar do outro lado mas não tampe mais a frigideira. Em uns três a quatro minutos, está pronto um saudável pão feito na hora com sementes germinadas. Caso queira, passe manteiga de leve, ou requeijão. Note que esta receita não leva ovo nem gordura e se usar a farinha de arroz, não tem glúten também, receitas fornecidas por Nivaldo, do Rian - Comidas Informais.


Produtos

Eis aqui coquetél carregados de histórias controvérsias e versões das mais variadas. Alguns apontam que o coquetel já existe há mais de trezentos anos, mas o capitão inglês Frederick Marryat, em 1837, deixou registro escrito em detalhes do “Mint Julep” que consta no Bartender’s Guide de 1862, de um dos mentores da mixologia, Jerry Thomas.

Ingredientes

70 ml brandy ou cognac

22 ml xarope de açúcar aromatizado com hortelã Buquê de hortelã para guarnecer

Ingredientes

50 ml de vodka de uva 3 morangos frescos 30 ml de suco de cramberry 1/2 pimenta dedo de moça picada 1/2 colher de sopa de açúcar

Preparo - Em um copo baixo, acrescente todos os ingredientes, iniciando pelo gelo. Decore com o buquê de hortelã. Atenção para o gelo nesta receita. O copo deve estar cheio de gelo, mas ele deve ser muito bem quebrado, ou triturado. Uma dica é embrulhar algumas pedras de gelo em um pano de prato e bater com um fundo de panela pesada ou um martelo de carne. A preparação deve ser rápida, para que o bebedor possa perceber as variações da bebida à medida que o gelo vai se incorporando com o brandy e a menta.

Preparo

Em uma coqueteleira coloque a vodca , os morangos, o açúcar e o suco. Com um socador, amasse e misture os ingredientes, acrescente gelo e bata bem. Coe duplamente, sirva em uma taça Martini bem gelada e decore com uma pimenta dedo de moça.

Ingredientes

1 dose de Vodca 3 doses de suco de tomate 1 colher de sopa de suco de limão 1 talo de salsão ( retirar as folhas ) 3 gotas de Tabasco 1 Colher de chá de molho inglês Sal a gosto Pimenta do reino a gosto Pedras de gelo ( 2 ou 3 )

Ingredientes:

1 xícara de Curaçao Blue 1 xícara de vodca 3/4 de xícara de creme de leite

Modo de preparo:

Coloque os ingredientes em uma coqueteleira. Agite bem e leve à geladeira até o momento de servir. Agite novamente e despeje em taças de coquetel.

Dicas:

Poderá gelar as taças antes de servir e após passá-las em açúcar refinado.

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Preparo

Num copo tipo “Old fashioned” coloque as pedras de gelo, a vodca, o suco de tomate, o suco de limão e os temperos. Corte os talos de salsão, já sem as folhas, em dois pedaços de aproximadamente 10 cm de altura e coloque no copo junto aos ingredientes. Não mexa o coquetel, deixe esta tarefa para quem for beber.

Dizem que cura ressaca. É beber para crer!


Vinhos

Complexo a passas de frutas e essências das madeiras de estágio.

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Bourgogne, Branco 2006

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Rubi intenso, com aromas de café, folhagem e frutas negras passificadas. Consistente e austero.

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1 bot. Chablis75 cl. 2005 2 bot. Cuvée Latour 75 cl. 2003 www.diprimsa.es


Gourmet

Primas pobres

conquistam as mesas nobres uem nunca chegou a um almoço ou jantar na casa de amigos e se deparou com pratos ditos e tidos como exóticos que, cada dia mais, ganham novos adeptos nas mais finas camadas sociais? Rabada, Dobradinha, Língua e outras iguarias ganharam cada vez mais espaço nos últimos anos, nas mesas dos brasileiros. Com a força de um fenômeno, aparentemente inexplicável, cortes do boi e do porco que antes eram relegados ao lixo, hoje se transformaram em pratos considerados nobres. Muito comum acontecer cenas como a que aconteceu com Janaína Fidalgo, da classe média paulistana, adepta das gostosas recepções gastronômicas, que recebeu amigos para um “ragú”, a famosa polenta molinha, com carne e as mais tenras folhas de agrião. Claro, a carne era rabo de boi que ela teve que, num primeiro momento, esconder. Mas depois de revelado o segredo, ela foi obrigada a marcar outras e mais outras rabadas para o grupo de amigos. A empresária e gourmet Cristina Pizoni Zanaga, estudiosa da cultura e das tradições da nossa culinária, arrisca uma explicação para esta novidade. “Estas comidas, de sabor forte e marcante, estão na essência da culinária brasileira. E nós vivemos um momento de resgate de nossa cultura gastronômica, não só nos restaurantes, mas no interior de nossas casas, ao lado de nossas famílias e amigos. Hoje, comer fora se transformou em necessidade do dia-a-dia e, nos finais de semana, os resgate destes pratos tradicionais é uma forma de lembrarmos daquele tempo da cozinha de nossos avós”.

Sem preconceito

Regina Pokay, gerente e coordenadora da cozinha da Tutty Pane, em Nova Odessa Para Cristina, diz que o que existia era um preconceito muito grande em relação a estas comidas. “E isso, de maneira gradativa, foi sendo quebrado. Veja o caso da própria feijoada. A feijoada é um dos pratos que saiu das senzalas dos

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escravos e foi se infiltrando muito devagar em nossas mesas, até conquistar o mundo todo”, relata. De acordo com ela, este mesmo fenômeno aconteceu rapidamente, agora, com estas outras “primas pobres” da culinária brasileira, principalmente na última década. Um grande “termômetro” para a “reclassificação” destas iguarias é sentida no bolso dos consumidores. Antigamente, a maioria destas partes era dada como brinde aos clientes de um açougue ou então vendida a preços muito abaixo dos outros cortes. Hoje em dia ao chegarmos nos mesmos

açougues vemos o preço da língua de boi, da rabada e até do bucho no mesmo patamar de carnes de maior consumo. “Com o aumento da procura, naturalmente os frigoríficos aumentaram os preços e nós, nos açougues, tivemos que acompanhar”, relata Giani, da Casa de Carnes Colina. Quem ganhou com isso certamente foram as pessoas com paladar inclinado aos sabores mais fortes. Afinal, pense bem, quem em sã consciência seria capaz de considerar “comida de segunda” uma deliciosa língua ao molho madeira?


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Produtos

Receitas 32 Bolo de frutas - Regina Faé............................................ 34 Posta de Abadejo - Claudia Porteiro............................36 Medalhão de File Mingon - Douglas Lucas Gomes..... 38 Salada de Frutos do Mar- Guilherme Shigueo Katecare..42 Bolo de nozes - Juliana Marin De Nadai.....................44 Ceviche de salmão e Guacamole - Airton Sgobin 46 Batata empanada - Sonia Astolphi...............................48 Hamburguer de Fraldinha - Cecilia Meneguini.......... 50 Caldo de Quengo - Cristina Ezzq.............................. 52 Pão de Mel - Ana Pascon................................................54 Pizza Marguerita - Marcos Lourenço...............................56 Contra filé no osso - Silmara Camargo........................


Receitas

Contra filé no osso

ao molho de vinho do porto Ingredientes

: Contra filé com osso Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de Preparo:

Tempere a carne e deixe descansando por aproximadamente 1 hora. Selar o contra filé na chapa de ambos os lados e finalizar em fogo médio.

Molho:

500 ml vinho do porto (Tawny) Ingredientes (acompanhamento): 2 mini abóboras 200 gramas de arroz negro 2 ½ xícaras de água ½ cebola picada 2 dentes de alho 1 colher de sopa de azeite Sal a gosto 20 gramas de macadamia torrada sem sal

Modo de Preparo:

Reduzir o vinho do porto em fogo baixo cuidadosamente até atingir consistência de molho.

Abóboras:

Lave bem as abóboras, corte a tampa superior e retire as sementes. Coloque-as em água fervente e cozinhe aproximadamente 20 minutos.

Arroz:

Em uma panela de pressão, frite a cebola e o alho até dourar, acrescente o arroz preto, o sal e a água. Tampe a panela, após a pressão, abaixe o fogo, e deixe cozinhar por aproximadamente 25 minutos (o arroz ficará al’dente). Destampe a panela e acrescente a macadamia moída, cozinhe por mais 5 minutos mexendo sempre para apurar o sabor. Desligue o fogo e proceda a montagem.

Montagem:

Disponha o contra filé no prato gourmet e acrescente o molho. Ao lado coloque as abóboras recheadas com o arroz e finalize com a sua decoração. Silmara Camargo - Designer de interiores - Artista Plástica

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Receitas

Bolo de frutas Ingredientes:

250g de manteiga 250g de ovos ( 6 ovos) 250g de açúcar 250g de farinha de trigo 2 colheres (sopa) de fermento royal 1 1/2 xícara (chá) de frutas secas picadas 1 xícara (chá) de nozes picadas 1/2 copo de passas de molho no rum

Modo de Preparo:

Claras em neve (bater F, M, forte) Peneirar tudo. Bater a manteiga, açúcar, gema muito bem. Juntar a farinha e o pó royal e por último as claras em neve (sem o caldinho) Misturar as frutas: As passas escorridas, as mozes e as frutas secas picadas no trigo, que também deve ser peneirada para tirar o excesso. Misturar ao bolo, mexendo bem. Untar a assadeira. Fogo mais forte que fraco. Colocar glaçúcar por cima. Regina Faé - Empresária

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Receitas

Posta de abadejo ao molho de baunilha Ingredientes:

4 postas de peixe, de preferência Abadejo ou Robalo 50g de cebola 50 ml de vinho branco seco 1 ramo pequeno de tomilho 50g de manteiga 200ml de caldo de peixe 100ml de creme de leite fresco 1 fava de baunilha Sal e pimenta do reino à gosto 30g de farinha de trigo 50g de manteiga gelada cortada em cubos 20ml de azeite

Modo de Preparo:

Tempere o peixe com sal e pimenta do reino à gosto. Jogue um pouquinho de farinha de trigo nas superfícies do peixe. Grelhe o peixe em uma frigideira antiaderente com um pouco de azeite, até que suas superfícies estejam douradas. Levar ao forno para finalizar a cocção, por 10 minutos a 160°C, coberto com papel alumínio

Molho:

Dourar a cebola em 50g de manteiga, adicionar o ramo de tomilho para soltar o aroma. Adicionar o vinho branco e deixar que evapore quase todo álcool. Adicione o caldo de peixe, abaixe o fogo e reduza à metade. Passe esse molho na peneira e volte ao fogo, adicionando o creme de leite. Adicione a fava e baunilha cortada ao meio e retire com a ajuda de uma faca, todos os grânulos pretos de dentro da fava. Adicione também os grânulos. Deixe reduzir e tempere a gosto. Antes de retirar do fogo, adicionar os 50g de manteiga gelada cortada em cubos, para trazer brilho e sabor ao molho. Fora do fogo misture ate que a manteiga dissolva. Servir com a posta de peixe. Claudia Porteiro - Nutricionista e Banqueteira

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Receitas

Medalhão de File Mignon Ingredientes:

File Mignon 1 kg Azeite á gosto Sal á gosto Pimenta do Reino á gosto

Modo de Preparo:

Corte o file mignon em medalhões de dois cm de espessura e tempere com sal, pimenta do reino e azeite a gosto. Em uma frigideira acrescente um fio de azeite e deixo aquecer, em seguida grelhe os medalhões de file mingon em fogo médio um a um e reserve.

Molho Mostarda: Mostarda 300 ml Azeite 10 ml Água 150 ml Creme de Leite 100 ml Salsão 25 grs Alho Poro 25 grs Alho 10 grs Castanha de caju 25 grs Mussarela 30 grs Açúcar á gosto Sal á gosto Orégano á gosto

Modo de Preparo:

Refogar o salão, alho poro e o alho com azeite em seguida acrescentar água, orégano e a castanha de caju, deixa levantar fervura, em seguida acrescentar os ingredientes restantes, deixa levantar fervura em fogo baixo sempre mexendo, após isto bater no liquidificador. Douglas Lucas Gomes - Empresário

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Receitas

Salada de Frutos do Mar Ingredientes:

Alface americana picada Repolho roxo ralado 2 unidades Camarão Rosa 10 unidades Camarão sete barbas 10 anéis de lula 10 pedaços de polvo

Modo de Preparo:

Cozinhe por aproximadamente 2 minutos o camarão, os anéis de lula e o polvo na água, com uma pitada de glutamato monossódico e um pouco de banchá (chá verde). Em seguida monte a salada em um prato grande, colocando o camarão rosa no centro e dispondo a alface americana ao redor juntamente com o camarão, a lula e o polvo. Para comer, coloque sobre a salada o quanto de molho desejar.

Molho:

8 colheres de sopa de Shoyu Kikoman (molho de soja japonês) 6 colheres de sopa de açúcar refinado 4 colheres de sopa de vinagre Tozan 2 colheres de sopa de óleo 1 colher de óleo de gergelim 1 pitada de shichimi togarashi (pimenta japonesa)

Modo de Preparo:

Bata todos os ingredientes no liquidificador e em seguida, coloque uma pitada de shishimitogarashi Gulherme Shigueo Katecare - Empresário

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Receitas

Bolo de nozes Ingredientes para massa: 12 ovos 400g de açucar 150 g de farinha de rosca 2 colheres de sopa de trigo 4 colheres de sopa de nozes moida 2 colheres de sopa de nescau 1 colher de café de fermento

Ingredientes para cobertura: 250g de manteiga 250g de açúcar 1 colher de chá de café pronto 4 colheres de sopa de nescau 1 pitada de sal 1 colher de café de baunilha

Recheio:

3 latas de leite condensado

Preparo da massa:

Bater as claras em neve e reservar. Bater as gemas com o açúcar ate ficar um creme bem claro. Juntar aos poucos as claras em neve e ir mexendo delicadamente. Acrescentar os demais ingredientes aos poucos e continuar mexendo até formar uma massa homogênea. Levar para assar em forma untada e enfarinhada.

Preparo do Recheio:

Colocar as 3 latas de leite condensado cobertas de água na panela de pressão e cozinhar por 20 minutos, abrir somente depois de frio. Depois que o bolo também estiver frio, cortar em 3 partes e rechear com o doce de leite.

Preparo da Cobertura:

Bater todos os ingredientes na batedeira até formar um creme bem liso e cobrir o bolo. Juliana Marin De Nadai - Administradora de Empresas

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Receitas

Ceviche de salmão e Guacamole Ceviche - Ingredientes :

400g de salmão cortados em cubos de 2 cm 01 Xícara (chá) de cebola branca picadas em cubos bem pequenos 03 Xícaras (chá) de cebola roxa cortadas em rodelas finas ½ Xícara (chá) de coentro ou salsinha 02 Dentes de alho bem picados 02 Pimentas dedo-de-moça, sem sementes e bem picadas. ½ Xícara (chá) de azeitona preta sem caroço Suco de 05 limões. 02 Colheres de óleo de girassol. Sal a gosto

Modo de Preparo: Foto: Allisson Roberto

Coloque os cubos de salmão em uma vasilha. Adicione os demais ingredientes e misture deixando curtir por alguns minutos. Sirva acompanhado de Guacamole, crostata ou torradas.

Guacamole - ingredientes:

03 Xícaras (chá) de abacate maduro picado 01 Xícara (chá) de cebola branca picadinha em cubos 02 Xícaras (chá) de tomates sem sementes picadinhos em cubo ½ Xícara de (chá) de coentro ou salsinha 01 Pimenta dedo-de-moça sem semente e bem picada Sal e limão a gosto para temperar

Modo de Preparo:

Coloque o abacate, a cebola, o tomate e a salsinha em uma vasilha, tempere com sal e limão. Misture tudo e sirva com crostatas ou torradas. Airton Sgobin - Decorador

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Receitas

Batata empanada de panela de pressão: Ingredientes :

8 batatas grandes 1 xicara farinha de trigo sal a gosto

Modo de Preparo:

Descasque e corte em pedaços grandes + ou - 8 batatas grandes. Leve ao fogo em uma panela de pressão 1 litro de óleo, quando ficar bem quente enxugue as batatas com um guardanapo de tecido e rapidamente coloque as mesmas em uma tigela, povilhe por cima sal a gosto e uma xícara de farinha de trigo, dê uma boa chacoalhada nas batatas e distribua as mesmas dentro da panela de pressão, espere entre 10 à 15 minutos, desligue e sirva bem quente. Beijos e bom apetite!!! Sonia Astolphi - Dermato funcional

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Receitas

Hamburguer de Fraldinha Ingredientes

800g de fraldinha moída 300g de cebola batida 50g de queijo ementhal 80g molho de tomate fresco 4 pães francês

Modo de Preparo

Misture a carne com a cebola, pese 200g da carne e modele no fomato de hamburguer, coloque na grelha ou na frigideira por aproximadamente 20 minutos (10 de cada lado), polvilhe sal dos dois lados. Coloque o queijo, deixe derreter, acrescente o molho de tomate fresto, retire e coloque no pão.

Molho de tomate fresco: 300g de tomate italiano 5g de alho 5g de folhas de manjericão 10g de manteiga sem sal 10ml de azeite de oliva

Modo de Preparo

Deixe o tomate ferver e retire a pele, aqueça o azeite coloque o alho amassado, uma parte das folhas do manjericão e o tomate sem pele. Deixe ferver até que reduza, acrescente o restante das folhas do manjericão e a manteiga. Rendimento: 4 porções Cecilia Meneguini - Chef de cozinha e empresária

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Receitas

Caldo de Quengo Ingredientes :

Caldo de mandioca batido, calabreza picada, carne seca desfiada, bacon picado, alho e cebola picada, cheiro verde, açafrão, óleo e sal

Modo de Preparo:

Coloque os temperos na panela com o óleo para refogar a calabreza, a carne seca e o bacon, quando estiver bem refogados, coloque o açafrão para dar uma cor bonita no caldo! Depois de tudo refogado, coloque o caldo de mandioca batido e misture tudo. Experimente e coloque sal a gosto! Deixe apurar, sempre mexendo, para não grudar no fundo!!! Por último, o cheiro verde para dar o acabamento final. Acompanha pão italiano e um bom vinho!!! Cristina Ezziq - Empresária

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Receitas

Pão de Mel Ingredientes:

4 xícaras (chá) de farinha de trigo 1 xícara (chá) de açúcar refinado 1/2 xícara (chá) de açúcar mascavo 1/2 xícara (chá) de leite 3 colheres (sopa) de chocolate em pó 1 colher (sopa) de bicarbonato 1 copo (americano) de mel

Modo de Preparo:

Peneire a farinha de trigo, o açúcar refinado, o açúcar mascavo e o chocolate em pó. Acrescente o mel, o chá aos poucos e o leite já misturado com o bicarbonato. Misture tudo até obter uma massa homogênea. Coloque em forminhas untadas e enfarinhadas. Leve ao forno préaquecido em 230° por 20 minutos. Deixe esfriar e desenforme. Depois de frio cortar ao meio, colocar o recheio apertando bem as partes. Derreter o chocolate em banho-maria e banhar os pães de mel, colocar para secar em papel manteiga.

chá:

2 copos (americano) de água 1 colher (chá) de canela em pó 1 clher (chá) de cravo da índia Casca de uma laranja

Modo de Preparo:

Misture todos os ingredientes até ferver, depois deixe esfriar e coe. Opções de recheios: Doce de leite, brigadeiro, beijinho, nozes moídas com doce de leite, etc. Ana Pascon - Gourmet

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Receitas

Pizza marguerita Massa - Ingredientes:

30g de fermento biológico 1 colher (sobremesa) de sal 1 colher (sobremesa) de açúcar 3 colheres (sopa) de azeite 2 xícaras (chá) de água morna 4 xícaras (chá) de farinha de trigo 1 taça de chopp Pilsen Brahma

Modo de Preparo:

Em uma tigela, coloque o fermento, o sal, o açúcar, o chopp Brahma e misture até obter um líquido. Junte o azeite, a água e acrescente a farinha aos poucos até desgrudar das mãos. Soque bem a massa e divida em duas partes. Deixe crescer por 15 minutos ou até dobrar de volume. Abra a massa com o rolo em formato de 35 x 55 cm (finalizado com 30 x 50 cm).

Molho - Ingredientes: mussarela 350g molho 40g tomate 180g oregano 5g manjericão 5g azeitona 60g parmesão 180g

Modo de Preparo:

Primeiro 1 (copo) de molho de tomate feito na hora sobre a massa, em seguida 450g de mussarela de qualidade A, 5 tomates sem o miolo cortados em barcas, após polvilhar com orégano e parmesão e quando estiver assada dar um toque final com Manjericão e Azeite a gosto. Marcos Lourenço - Empresário

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Foto: Allisson Roberto


Gourmet

Guia o c i m o n o r t s a G gastronomia vive um momento muito especial em nossa região, hoje apontada como um verdadeiro corredor gastronômico com uma cozinha altamente diversificada e rica. Encontramos um pouco de tudo por aqui. Comidas temáticas e típicas de vários lugares do Brasil e do mundo. Ótimos churrascos, comidas árabes e japonesas, sanduíches de primeira qualidade, vatapás, doces, toda a culinária brasileira com altíssimo paladar, além de bares e restaurantes com cartas de vinhos invejáveis e pratos cada vez mais elaborados e sofisticados. O Guia Gastronômico que Referência traz nas páginas seguintes mostra um pouco de tudo isso. Para que você possa conhecer, curtir e se deliciar com o que realmente nós temos de melhor por aqui.


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ocalizado no lugar de grande tradição gastronômica o Estação São José Restaurante e Choperia é o lugar mais charmoso para quem gosta de requinte e simplicidade, tudo num mesmo ambiente. A atenção e o cuidado com cada detalhe você repara desde os pratos de entrada, que têm uma diversidade muito grande de saladas, todas preparadas com produtos fresquinhos e de muita qualidade. Depois chegamos nas carnes, que têm como carros chefe o mignon estação (escalope de mignon na manteiga, arroz branco, batata frita e salada) e no mignon travertino (mignon grelhado, creme de palmito, ervilha e catupiry na manteiga e salada). Sem esquecer, é claro, outras especialidades da casa, como o filé mignon a parmegiana, picanha da estação (acompanhada de arroz de carreteiro, fritas ,

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farofa, vinagrete e salada), mignon a cubana (salada com palmito e abacaxi a milanesa, arroz à grega e batata frita) e os deliciosos risotos de salmão e camarão. E você ainda pode saborear as deliciosas panquecas e as maravilhosas pizzas.

DESCONTRAÇÃO

Se a intenção for algo mais descontraído, um bate papo com os amigos ou um alegre happy hour, o Estação São José pensou nisso também, tudo regado com o delicioso chopp Brahma. Para outros gostos, também exigentes, Estação São José faz caipirinhas das mais diversas e tem whisky’s e vinhos das melhores marcas, além de uma grande variedade de bebidas. Tudo isso pode ser acompanhado por uma das delícias do extenso cardápio de porções.


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m 1875 foi inaugurada a estação da Companhia Paulista de Estrada de Ferro que recebeu o nome de um dos maiores engenheiros brasileiros, Antonio Pereira de Rebouças Filho. Este foi o primeiro marco que deu origem à cidade de Sumaré. É com este nome, que o Estação Rebouças Restaurante e Chopperia abriu suas portas para atender clientes e amigos. E o lugar não poderia ser mais sugestivo. Da sua ampla e confortável varanda é possível visualizar o movimento da cidade atravéz de uma de suas principais avenidas tanto saboreando o delicioso almoço, festejando um happy hour ou comendo uma pizza no jantar 68


O Estação Rebouças é o ponto ideal para o bate papo dos amigos, sempre com os melhores petiscos e o chopp geladíssimo tirado da melhor maneira. A partir da tarde é comum os amigos se reunirem para deliciar os pratos de petiscos, o lanches diferenciados e suas pizzas. Tudo acompanhado do chopp cremoso ou de sua cerveja favorita, além da ampla variedade de aperitivos, batidas e sucos que são servidos no local. À noite, a partir das 20h, o Estação Rebouças nos brinda com o melhor da MPB música ao vivo de ótima qualidade, sempre diferentes músicos de nossa região.

O almoço é servido no sistema self service, com churrasco e grande variedade de saladas e pratos quentes, que recebem os melhores elogios dos mais exigentes gourmet


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om todo Know-how paulistano da pizzaria Primo Basílico, de São Paulo, a Amici, oferece aos seus clientes o que há de melhor e diferente na linha de pizzas: de ricotta, berinjela à moda, provençal e tantas outras, todas feitas no forno à lenha. O molho, as alcachofras e aliches italianos, assim como o treinamento dos pizzaiolos, são os mesmos das pizzarias formadas por este grupo, que inclui a Casa Brás, de São Paulo e Campinas. “A mesma pizza, o mesmo molho e demais ingredientes são encontrados aqui”, explica Elaine Sans. O padrão de qualidade e a diversidade são os pontos fortes da casa, que completa oito anos em Santa Bárbara d’Oeste. O ambiente rústico complementa o momento especial de apreciar uma pizza Amici, e a adega climatizada, que dispõe de 80 rótulos diferentes de vinhos nacionais e importados, harmoniza o pedido com os diversos tipos de pizzas. São vinhos italianos, chilenos, argentinos, africanos, portugueses e franceses, que podem ser indicados pelo sommelier da casa. Aos que preferem chope, o da Amici é Brahma, bastante servido com a Caprese, a pizza mais pedida da casa. Ela é feita com molho de tomates italiano, mussarela, coberta com tomate caqui, mussarela de búfala fresca, manjericão e pesto de azeitonas pretas. A de Abobrinha e a Campanille, à base de carpaccio, molho de mostarda, rúcula e alcaparras são outras favoritas dos fieis e exigentes clientes. Mas a novidade é a Sorrento, que é meio calzone (fechada) e meio aberta, com sabor à escolha do cliente, além das porções quentes, frias e saladas. Para quem quer experimentar todas, o rodízio acontece às quarta-feiras, a partir das 20h.

PARA AMERICANA

Mas as boas notícias não param aqui. A Amici expandiu seu delivery para a cidade de Americana, para entrega de pizzas de qualquer um dos 41 sabores disponíveis no cardápio. Se, ao invés de ligar, você resolver ir, outra pedida é a terça em dobro, com chope servido em dobro a noite toda e às quintas e sextas, com chopp em dobro no happy hour, das 18h às 20h30. E a sextafeira ainda conta com um buffet especial com todos os frios da casa. Sexta e sábado a pizza e o vinho podem ficar ainda mais propícios com a música ao vivo que o ambiente dispõe, com música popular brasileira. É imperdível. E uma referência em toda a região.

Rua 13 de Maio, 325 - centro - Sta Bárbara D´Oeste - Telefone: 19 3463.7187 - 3463.6563 - Site: www.amicipizzaria.com.br


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Atendendo com excelência a seus clientes desde 1995, a Tutty Pane, que está na segunda geração de proprietários, vem buscando inovar sempre. As jovens empresárias Maria Amélia Leme Frônio e Ana Carolina Maximiano estão se dedicando de coração a aperfeiçoar seus conhecimentos neste segmento, onde o ingrediente principal para a garantia do sucesso é o amor!!! Quem ganha com isso? Os clientes! A Padaria tem hoje um café da manhã delicioso, assim como um almoço caseiro no estilo self service que nos lembra a comidinha da mamãe. Tudo isso servido de maneira muito carinhosa pelas anfitriãs. A Tutty Pane, oferece ainda um mix variado de produtos de confeitaria e panificação que incluem deliciosos bolos, doces, salgados e vários pães. E isso sem falar no generoso lanche da tarde, servido diariamente com todas as delícias que saem fresquinhas do forno. O que garante o sucesso de todo este trabalho é a dedicação e o grande comprometimento dos profissionais que trabalham na Tutty Pane para atender da melhor maneira todos os clientes. E, acima de tudo, a adição de muito amor das duas proprietárias. Além de darem continuidade ao belo trabalho da padaria, já reconhecido em toda a região, as duas jovens empresárias resolveram ousar e aumentar as opções para servir os antigos e novos clientes, e mais, as meninas garantem novidades quentinhas para o ano de 2011.


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Panificadora você já conhece e se não conhece deve conhecer, pois é uma das mais tradicionais de Sumaré. A novidade é que agora, além do excelente serviço que já se transformou em uma tradição na cidade, a Taty Pan serve almoço no sistema self service com comidas deliciosas e uma ampla variedade de pratos. O tempero e as receitas são especiais e inconfundíveis. “Procuramos trazer sempre uma novidade, para que o pessoal possa comer todos os dias aqui e sair satisfeito”. O sucesso dos famosos caldos da Taty Pan também continua. Durante o verão, continuarão sendo servidos dois tipos de caldos e sopas. Outra novidade que está contagiando os clientes da Tay Pan é o lanche e o hot dog montados por você mesmo, de acordo com sua preferência. O almoço é servido todos os dias, a partir das 11h e até as 15h. Os caldos, sopas e pizzas a partir das 18h


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Referência Gourmet 2010