Page 1

Págs. 8 e 9

HB inaugura novo ambiente de Serviços de Cuidados Paliativos

Ano X / Nº 123 - Março 2012

Mudanças no cardápio agradam funcionários HB celebra Dia Mundial do Rim

Págs. 04 e 05

Págs. 10 e 11

Funcionários ganham nova cozinha e refeitório Pág. 03


Editorial

É preciso mudar para crescer

EDITORIAL

Nos últimos anos todo o complexo hospitalar Funfarme/HB vem passando por mudanças com o objetivo de melhorar todo o processo dentro da instituição. Processo este que envolve estrutura física, chefia, atendimento, acolhimento, instalação, modernização, ensino, pesquisa e assistência. Para crescer, precisamos mudar e é com essas mudanças que Hospital de Base, Ambulatório e Hemocentro vem passando por transformações e melhorando seu papel na sociedade a cada dia. Além disso, estamos incluindo novos serviços em nosso complexo, como Lucy Montoro e Hospital Infantil e Maternidade. Se quisermos crescer profissionalmente também temos que plantar uma semente e cuidar dela, para que ela germine e cresça. Muitas vezes podemos ser idênticos a um bambu chinês. Depois de plantada a semente desse incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente cinco anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo. Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo construída. Então, no final do quinto ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros. O bambu chinês nos ensina que não devemos desistir de nossos projetos e de nossos sonhos… Em nosso trabalho especialmente, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização, devemos sempre lembrar do bambu chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão. Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a Persistência e a Paciência, para alcançar todos os seus sonhos. Covey, um famoso escritor, certa vez escreveu algo muito interessante, comparando nossa vida profissional à história do bambu: “Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará; e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava…”. E é assim que a direção da Funfarme/HB vem trabalhando, com o propósito de gratificar os “bambus chineses” que se empenham e se dedicam na instituição. E aos poucos vai abrindo novos caminhos, reconhecendo os méritos de seus colaboradores e melhorando o atendimento ao paciente/cliente. Nesta edição da revista poderemos notar várias mudanças que ocorreram recentemente e reconhecer que nossa instituição está cada vez melhor para trabalhar. Osmar Silva - Superintendente Administrativo - HB

02 Revista do HB - Março - 2012

Sumário n

Editorial

02

n

Inauguração Copa e Cozinha

03

n

Mudanças Cozinha

n

Central de Documentação

06

n

Parceria com CPFL

07

n

Cuidados Paliativos

08 e 09

Dia Mundial do Rim

10 e 11

n

04 e 05

n

Capacitação Dr. Marcelo

12

n

Novo Diretor Técnico

12

n

Nova gerência de Enfermagem

13

n

Cartaz ao Governo

13

n

Superintendência

14

n

Perfil - funcionário

15

n

NHE

16

Expediente

Informativo Fundação Faculdade Regional de Medicina Ano X / Nº 123 março - 2012 • Diretor Executivo Funfarme: Dr. Horácio José Ramalho • Vice-Diretor Executivo Funfarme: Dr. José Luis E. Francisco • Coordenador de RH e DP: Dr. Paulo Nakaoski • Diretor Administrativo HB: Dr. Jorge Fares Vice-Diretor Administrativo HB: Dr. Newton Bordin Júnior • Diretor Clínico: Dr. Jorge Adas Dib • Vice-Diretor Clínico: Dr. João Fernando Picollo • Diretor Técnico: Dr. Helencar Ignácio

• Diretor do Hemocentro: Dr. Octávio Ricci Júnior • Diretor do Ambulatório: Dr. Aldenis Borim • Diretora Lucy Montoro: Dra. Regina Chueire • Produção Editorial: Intermídia Publicações – 17- 3353-2083 • Jornalista Responsável: MTB: 24.527 • Produção: Luis Fernando Neves • Diagramação: Roger Goulart • Colaboração: Camila Galvão • Impressão: Fotogravura Rio Preto • Tiragem: 2000 exemplares


Novas instalações

Ambulatório ganha cozinha, refeitório e sala de convivência

3600 litros de chá por mês

Localizada perto do Ambulatório de Pediatria, o novo refeitório e sala de convivência dos funcionários tem 50m², com mesas e 30 lugares, ar-condicionado, televisores e 5 puffs para proporcionar mais comodidade aos colaboradores da instituição. “Atendemos um pedido dos nossos colaboradores, acredito que este novo espaço trará mais comodidade e conforto”, diz Dr. Horácio José Ramalho. Para Dr. Jorge Fares o refeitório é uma conquista dos funcionários que terão um lugar ideal para almoçar e distrair um pouco na hora do intervalo. “Este espaço é amplo, moderno e confortável, tem mesas, cadeiras e até televisores. Além disso, é um local que já iniciou com uma responsabilidade ambiental, já que decidimos manter uma árvore de muitos anos no centro da estrutura, ao invés de cortá-la”, diz Dr. Aldenis Borin, diretor do Ambulatório. Ao lado fica a nova cozinha com 20m² onde é feito diariamente o chá e café para colaboradores e pacientes, além do novo espaço para os voluntários prepararem as sopas que são servidas gratuitamente.

Diariamente a auxiliar de cozinha Keila Lopes prepara 120 litros de chá na nova cozinha do Ambulatório do HB, que são servidos para funcionários e pacientes, além de 50 litros de café que são consumidos internamente. Para isto são necessários 3 Kg de pó de café e 1,5 kg de chá. A nova cozinha também está facilitando a vida dos voluntários da sopa, que agora podem preparar as refeições com mais comodidade e higiene.

Revista do HB - Março - 2012

03


Melhorias

Mudanças no cardápio do HB trazem mais benefícios para os usuários “As mudanças do refeitório ficaram perfeitas. Estou grávida de 3 meses e tudo o que meu médico mandou eu consumir encontro diariamente aqui no refeitório, arroz integral, dois tipos de salada, suco sem açúcar e sal em pequena quantidade. Estou muito satisfeita.” Andreia Ranucci de Oliveira, enfermeira da central de materiais

A equipe do Serviço de Nutrição e Dietética do HB junto com a atual diretoria elaborou um plano de mudanças na estrutura do refeitório e no cardápio dos colaboradores da instituição, para proporcionar mais qualidade aos funcionários. Uma das mudanças foi a adição do arroz integral nas refeições. “Eu indico o arroz integral na maioria das dietas pelo fato de ter uma maior concentração de nutrientes. A película tem uma maior concentração de fibras insolúveis que estimulam o sistema gastrointestinal e diminuem a fome. Além disso, contém grande quantidade de vitamina B1 que é praticamente ausente no arroz branco”, diz a nutricionista do HB, Gisele Giovinazzo. Segundo Gisele, estas mudanças trazem vários benefícios como no caso do sal, que cada sache contém 01 grama exatamente, então os usuários podem controlar o consumo do mesmo. O azeite de oliva extra virgem é uma excelente fonte de HDL que é o colesterol bom, aquele que controla o colesterol ruim e todos devemos consumi-lo diariamente para que haja equilíbrio no nosso organismo. “Resumindo, todas estas melhorias tanto para os funcionários como para os pacientes SUS e Convênio trouxeram grande satisfação tanto para os nossos clientes como para o nosso setor (SND) que hoje pode atender com mais qualidade e respeito todos os nossos usuários”, conclui Gisele.

04 Revista do HB - Março - 2012

“Eu almoço aqui todos os dias, essas mudanças foram ótimas, as nossas opções aumentaram.”

Amanda Gabriela de Oliveira, central de exames

“Essas mudanças estão aprovadíssimas! Os saches de vinagre são bem mais higiênicos e o suco sem açúcar também facilitou a vida de quem não pode consumir este doce.” Cleide Roberta da Silva, auxiliar de lavanderia

“Estruturalmente falando o refeitório está ótimo. A opção diária de arroz integral me agradou bastante.”

Gislaine Aparecida Lopes Cardoso telefonista


Melhorias

Confira as melhorias realizadas: 1-Arroz integral adicionado no cardápio O arroz integral só apresenta vantagens em relação ao arroz branco. Enquanto o integral tem grãos intactos, preservando assim à película e o gérmen, onde se encontra a maior concentração de nutrientes; o arroz branco polido não tem a película, por conseqüência tem menor valor nutricional.

2- Mais opções de salada As saladas, uma crua e a outra cozida, facilitam a digestão e estimula o intestino a funcionar corretamente. Além de ser uma opção para aqueles usuários do refeitório que não consomem carne.

3- Compra de novos equipamentos Com a reforma, foi possível fazer melhorias no cardápio, devido a compra de equipamentos como o pass true e balcão térmico refrigerado e quente, assim os alimentos e preparações como maionese de legumes foi adicionada ao cardápio por podermos manter este tipo de preparação segura quanto a temperatura na distribuição. As frituras foram reduzidas pela metade e o consumo de óleo de soja também, pois hoje é possível assar e cozinhar alimentos ao invés de fritá-los.

4- Alterações no Cardápio Noturno No cardápio noturno foi acrescentado carne com batatas, carne em tiras acebolada, filé de frango ao sugo; sempre acompanhados do arroz, saladas e frutas. Uma reivindicação antiga destes funcionários, que só pode ser concretizada com o quadro de cozinheiras do noturno completo.

5- Vinagre, pimenta e sal, agora em sache. Foram feitas mudanças no modo de apresentação dos condimentos, sendo substituídos vasilhames por saches de vinagre, pimenta e sal, além do azeite de oliva no lugar do óleo de soja que antes era oferecido no refeitório.

6- Suco adoçado pelo funcionário O próprio funcionário adoça seu suco e pode optar por suco natural ou adoçado com açúcar ou adoçante.

9- Voluntários da sopa ganham cozinha e ajuda nutricional Os voluntários da sopa do Ambulatório ganharam um novo espaço para preparar as refeições distribuídas gratuitamente todos os dias aos pacientes. Além disse, agora eles contam com a ajuda de uma nutricionista da instituição. A sopa é colocada em potes descartáveis com tampa ou nas bandejas térmicas cedidas pelo hospital. A colher é descartável e o pão é embalado, proporcionando total higiene e segurança para estes pacientes.

10- Copa e Cozinha no Ambulatório Foi realizada a construção da cozinha, refeitório e espaço do funcionário nas dependências do Ambulatório do Hospital de Base. Hoje o café (60litros) e o chá (120litros) são feitos na cozinha do Ambulatório e não mais transportado para lá do SND e distribuídos pela auxiliar de cozinha contratada especificamente para isso, tudo muito mais higiênico e com qualidade garantida.

Outras vantagem na nova estrutura do refeitório e cozinha: A compra da máquina de lavar bandejas, talheres e copos; Agilizou a lavagem de bandejas e utensílios. O balcão de distribuição de refeições; Eliminou a fila e espera para a refeição. A instalação do ar-condicionado com cortina de ar nas portas de entrada e saída; Tornou o ambiente climatizado e mais agradável para fazer as refeições. A reforma geral do refeitório, trocando inclusive piso da varanda; Proporcionou um ambiente mais seguro e saudável. Implantação do sistema de controle com catraca de entrada e saída; Permite controle rigoroso de entrada e saída de usuários - que antes era feito manualmente-. Alem disso, tudo passa a ser informatizado com relatório diário. O Pass Throug refrigerado e quente; Melhorou a reposição de alimentos visando o melhor atendimento. A implantação de serviço terceirizado de limpeza. Mantém o ambiente limpo e organizado durante as refeições.

7- Mudanças no cardápio dos usuários O cardápio dos pacientes do SUS e Convênio também passou por alterações para proporcionar mais qualidade no cardápio. No cardápio do SUS foi acrescentado duas vezes por semana fruta de sobremesa e nos outros dias doces industrializados e embalados individualmente.

8- Mudanças na distribuição de refeição aos pacientes A distribuição do almoço e jantar no SUS foi modificada. Antigamente os alimentos eram servidos em pratos de porcelana que deveriam ser lavados e recolocados em uso na próxima refeição. Hoje usamos pratos térmicos com tampa, com refil descartável e o alimento não toca o fundo do prato, portanto muito mais seguro e higiênico.

Revista do HB - Março - 2012

05


Inauguração

Central de Documentação inicia atividades No dia 23 de março foi inaugurada a Central de Documentação do HB, que futuramente deverá ser reconhecido como “Poupatempo do SUS”, um projeto da diretoria que pretende facilitar muito as solicitações de documentos dos usuários. A Central de Documentação foi criada visando agilizar o atendimento aos pacientes, quanto a cópia de prontuários, laudo de exames, preenchimento de formulários de DPVAT ou particular, bem como empréstimos de filmes de exames e CDS. A equipe conta com 4 funcionários e 1 menor aprendiz, além da equipe médica e assistencial da Comissão de Prontuários, composta pela presidente Dra. Paula Fialho e os membros: Dr. Emerson Quintino, Dr. Aldenis, Dr. João Damasceno, Dra. Gislaine Fares, Dra. Vanessa Batigália, Dra. Célia Franco, Enfa. Maria Regina e Miguel Freddi – TI. Os pacientes que se dirigiam à Diretoria Clínica para retirada de cópia de prontuário passam a ser atendidos na Central. Permanecem ainda na Diretoria Clínica, solicitações de delegados e juízes. A nova equipe está instalada em uma sala no prédio administrativo do HB, junto à Central de Exames e desenvolverá as atividades da Comissão de Prontuários, acrescentando atendimento ao público. O paciente poderá optar por emissão de relatório médico em papel oficial ou pela cópia do prontuário. A equipe contará também com o médico contratado Dr. Ângelo Bimbato.

Dr. Angelo Antonio Bimbato médico da central de documentação com equipe

Jefferson, Luciana, Ana e Renata com Dr. Aldenis e Dr. Horácio

DERMATOLOGIA FAMERP/HB – TED 2012 Parabéns aos Residentes: Ayandra, Carol, Cynthia, Fernanda e Guilherme pela conquista de 100% de aprovação no título de especialista da SBD

06 Revista do HB - Março - 2012


HB é incluído no programa Eficiência Energética O Hospital de Base de Rio Preto foi incluído no Programa da ANEEL, Eficiência Energética, através da CPFL Paulista. No dia 22 de março o diretor executivo da Funfarme Horácio José Ramalho assinou o Termo de Compromisso para implantação do projeto, que consiste na troca de 1.749 luminárias do hospital, que tem como objetivo a diminuição do consumo de energia e a melhoria na iluminação. As novas luminárias são mais econômicas, o que representa um consumo “mais eficiente” de energia elétrica. O investimento do programa foi de R$174.983,45 e proporcionará uma economia mensal de R$ 3.500,00 na conta de energia elétrica do hospital. De acordo com representantes da ANEEL, o programa é baseado no desenvolvimento de projetos de eficiência energética junto às comunidades e órgãos públicos voltados para a utilização racional de energia elétrica e de equipamentos eficientes, contribuindo para a preservação dos recursos naturais e tem o objetivo de promover a utilização racional da energia elétrica e o combate ao desperdício e contribuir na ampliação da consciência da sociedade sobre o tema, subsidiando o desenvolvimento econômico e social da área em que se atua.

Manutenção Elétrica Hospitalar

A equipe de manutenção elétrica do HB, que conta com 7 colaboradores e 1 encarregado, tem um trabalho essencial no âmbito hospitalar, devido a importância do sistema elétrico para o correto funcionamento dos equipamentos e procedimentos envolvidos na instituição. Estão presentes desde a entrada de energia em alta tensão, passando por cabines de transformação e distribuição, além de trabalhos de telefonia, geradores, transformadores, sistema de cabeamento de rede, sinal de TV aberta e consertos em geral. Também são eles que trabalham na instalação de novos setores. Este trabalho consiste na inspeção, avaliação e fiscalização de todos os sistemas elétricos das unidades envolvidas através de rotinas e protocolos, verificando sempre a adequação quanto a sua utilização, com ênfase nos sistemas de proteção elétrica. Opcionalmente, também estão sempre atentos no assunto sobre eficiência energética para redução de custos operacionais. A instituição está em desenvolvimento acelerado das tecnologias médicas e dos equipamentos hospitalares, o que exige ainda mais a presença desta importante equipe.

Revista do HB - Março - 2012

07


Cuidados Paliativos

Hospital de Base inaugura serviço de Cuidados Paliativos O Hospital de Base de Rio Preto inaugurou, no dia 23 de março, o Setor de Cuidados Paliativos “Engenheiro Antonio Tadeu C. de Carvalho”, uma justa homenagem ao colaborador por muitos anos da instituição, responsável técnico por muitas obras aqui e que faleceu muito jovem, vítima de câncer. Marilza, viúva de Carvalho, esteve presente ao descerramento da placa de inauguração, o que conferiu à cerimônia emoção muito grande. A cerimônia aconteceu no anfiteatro do hospital porque foi antecedida da palestra Cuidados Paliativos conceitos e princípios, proferida pelo médico Toshio Chiba Os Diretores Executivo da Funfarme, Dr. Horácio Ramalho, e Administrativo, Dr. Jorge Fares, utilizaram-se de duas palavras, não por coincidência, para conceituar a filosofia do novo Setor:

...respeito e dignidade... ...em todos os aspectos (profissional, social, ético e religioso) para com o paciente, sua família e amigos. O projeto piloto do Serviço iniciou-se com 6 leitos, um ano atrás, período no qual atendeu cerca de 150 pacientes. O novo setor possui 11 leitos e atenderá todas as doenças progressivas e irreversíveis. “O Serviço vai ser baseado no trabalho de uma numerosa equipe multidisciplinar, por isso, pretendemos que todos os profissionais do HB estejam envolvidos”,

O QUE SÃO CUIDADOS PALIATIVOS? O Cuidado Paliativo é a abordagem que promove qualidade de vida de pacientes e seus familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida, através de prevenção e alívio do sofrimento. Requer a identificação precoce, avaliação e tratamento impecável da dor e outros problemas de natureza física, psicossocial e espiritual. Esta é a definição mais recente da Organização Mundial de Saúde, publicada em 2002. O foco da atenção não é a doença a ser curada/controlada, mas o doente, entendido como ser biográfico, ativo, com direito a informação e a autonomia plena para decisões a respeito de seu tratamento. A prática dos Cuidados Paliativos preconiza atenção individualizada ao doente e à sua família, busca da excelência no controle de todos os sintomas e prevenção do sofrimento. O tratamento em Cuidados Paliativos deve reunir as habilidades de uma equipe multiprofissional (Médico, Enfermeira, Fisioterapeuta, Psicóloga, Assistente social, Nutricionista, Terapeuta Ocupacional) para ajudar o paciente a adaptar-se às mudanças de vida impostas pela doença, e promover a reflexão necessária para o enfrentamento desta condição de ameaça à vida para pacientes e familiares.

CUIDADOS PALIATIVOS NO BRASIL O movimento paliativista tem crescido enormemente, neste início de século, no mundo todo. No Brasil, iniciativas isoladas e discussões a respeito dos Cuidados Paliativos são encontradas desde os anos 70. Em 1998 o ministério da saúde inaugurou o

08 Revista do HB - Março - 2012

Instituto Nacional do Câncer – INCA, exclusivamente dedicado aos Cuidados Paliativos. Em dezembro de 2002, o Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo – HSPE/SP inaugurou sua enfermaria de Cuidados Paliativos. Em São Paulo, outro serviço pioneiro é do Hospital do Servidor

Público Municipal, que foi inaugurado em junho de 2004. Em 2009, pela primeira vez na história da medicina no Brasil, o Conselho Federal de Medicina incluiu, em seu novo Código de ética Médica, os Cuidados Paliativos como princípio fundamental.


CUIDADOS PALIATIVOS

Rita Rosa está internada no serviço de cuidados paliativos há 8 meses devido a uma esclerose multipla. Sua filha Juliane fica ao lado da mãe todos os dias das 7h às 19hs oferecendo carinho e cuidando de todo o visual da mãe. Carinho este que parte da família e da equipe deste setor, que tem como prioridade o bem estar do próximo.

Indicação dos Cuidados Paliativos A paliação ganha expressão e importância para o doente à medida que o tratamento modificador da doença (em busca da cura) perde sua efetividade. Na fase final da vida, os Cuidados Paliativos são imperiosos e perduram no período do luto, de forma individualizada. Admitimos pacientes provenientes de todas as enfermarias, ou especialidades, de um hospital terciário geral ( Hospital de Base) cujas doenças se enquadram nas indicações. Todos os pacientes portadores de doenças graves, progressivas e incuráveis, que ameacem a continuidade da vida, deveriam receber a abordagem dos Cuidados Paliativos desde o seu diagnóstico: Pacientes que esgotaram todas as possibilidades de tratamento de manutenção ou prolongamento da vida (definição da equipe cuidadora) ; Apresentam sofrimento moderado a intenso; Que optam por manutenção de conforto e dignidade da vida .

Revista do HB - Março - 2012

09


Dia Mundia do Rim

Dia 08 de março foi celebrado No dia 8 de março foi comemorado o Dia Mundial do Rim 2012. O tema deste ano foi “Rins em defesa da vida”, ótima oportunidade para todos participarem da prevenção à Doença Renal Crônica. O rápido crescimento da Doença Renal Crônica no Brasil e no Mundo aponta a necessidade de campanhas preventivas. Durante a campanha os profissionais de enfermagem, acadêmicos de medicina e nefrologistas do Hospital de Base aferiram a pressão arterial para detecção de hipertensos; mediram o nível de glicemia, para investigação de pacientes com suspeita de diabetes, fizeram o teste de urina e orientaram sobre risco cardiovascular e doenças renais crônicas. A campanha foi realizada no Riopreto Shopping e no saguão da emergência do HB.

Cerca de 10 milhões de brasileiros são portadores de Doenças Renais Crônicas No Hospital de Base de São José do Rio Preto, cerca de 300 pacientes estão em tratamento com hemodiálise. Estimativas de 2011 revelam que cerca de 10 milhões de brasileiros são portadores de Doença Renal Crônica (DRC) e a maioria não sabe disso. As três principais causa de DRC são o Diabetes, a Hipertensão Arterial e a Glomerulonefrites. A prevalência da doença renal é, relativamente, alta, ou seja, uma em cada dez pessoas apresenta evidências da doença. Trata-se de uma doença silenciosa, por isso, muitas pessoas só procuram ajuda em estágios mais avançados quando a perda total da função dos rins pode ser irreversível. Neste caso, a alternativa é a Terapia Renal Substitutiva, ou seja, Hemodiálise ou Diálise Peritoneal, até ser encaminhado para o Transplante “A insuficiência renal age de forma silenciosa e, por isso, dificulta a agilidade no diagnóstico, o que ainda compromete a saúde do coração. Isso tudo pode ser evitado caso a doença seja detectada em fase inicial, através de exames simples de rotina, como a dosagem da Creatinina no sangue e a análise de urina com a pesquisa de perda de proteína”, diz Dr. Horácio José Ramalho, nefrologista do HB. Dr. Emerson Quintino destaca quais as pessoas que devem redobrar a atenção para a doença renal. “São: hipertensos, diabéticos, idosos e aquelas com histórico familiar de doença renal ou cardiovascular”. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia revelam que somente no ano passado o SUS custeou a realização de 11,63 milhões de procedimentos relacionados à Terapia Renal Substitutiva e atualmente, no Brasil, mais de 92 mil pacientes encontram-se em hemodiálise, 80% não tiveram acesso ao tratamento com o especialista. A lei federal garante que toda pessoa com doença renal crônica tem direito de realizar seu tratamento de diálise ou o transplante renal e de receber medicamentos básicos e essenciais para o tratamento de doenças que normalmente acompanham a insuficiência renal.

10 Revista do HB - Março - 2012

Funções dos rins

O balanço sadio da química interna de nossos corpos se deve em grande parte ao trabalho dos rins. Embora sejam pequenos (cada rim tem o tamanho aproximado de 10 cm), nossa sobrevivência depende do funcionamento normal destes órgãos vitais. Os rins são responsáveis por quatro funções no organismo: - eliminação de toxinas do sangue por um sistema de filtração; - regulação da formação do sangue e da produção dos glóbulos vermelhos; - regulação da pressão sanguínea; - controle do delicado balanço químico e de líquidos do corpo.


o Dia Mundial do Rim

*Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia

Eliminação de toxinas De maneira muito parecida ao trabalho dos filtros, os rins trabalham para conservar o corpo livre de toxinas. O sangue entra nos rins através da artéria renal. Uma vez que o sangue chega aos rins, as toxinas são filtradas para a urina. O sangue limpo volta ao coração por uma veia renal.

Produção de glóbulos vermelhos e formação de ossos A formação de ossos sadios e a produção dos glóbulos vermelhos no sangue necessitam da função normal de nossos rins. Em primeiro lugar afetam a formação dos ossos porque regularizam as concentrações de cálcio e de fósforo no sangue e produzem uma forma ativa da Vitamina D. Em segundo lugar os rins liberam o hormônio chamado de eritropoetina, que ajuda na maturação dos glóbulos vermelhos do sangue e da medula óssea. A falta deste hormônio pode causar anemia.

Controle do balanço químico e de líquido do corpo Quando os rins não funcionam apropriadamente, as toxinas se acumulam no sangue. Isto resulta em uma condição muito séria conhecida como uremia. Os sintomas da uremia incluem: náuseas, debilidade, fadiga, desorientação, dispneia e edema nos braços e pernas. Há toxinas que se acumulam no sangue e que podem ser usadas para avaliar a gravidade do problema. As principais substâncias mais comumente usadas para este propósito se chamam ureia e creatinina. A enfermidade dos rins está associada frequentemente com níveis elevados de ureia e de creatinina.gada danifica os vasos sanguíneos, causando assim falha renal.

Regulação de pressão sanguínea A pressão alta sanguínea (hipertensão) pode ser a causa ou também o resultado de enfermidade renal. O controle da pressão arterial sanguínea também é uma função dos rins. Estes órgãos controlam as concentrações de sódio e a quantidade de líquido no corpo. Quando os rins falham e não cumprem com estas funções vitais, a pressão sanguínea pode se elevar e ocasionar inchaço (edema). Os rins também secretam uma substância que se chama renina. A renina estimula a produção de um hormônio que eleva a pressão sanguínea. Quando os rins não funcionam bem se produz renina em excesso e isto pode resultar em hipertensão. A hipertensão prolongada danifica os vasos sanguíneos, causando assim falha renal. Revista do HB - Março - 2012

11


Conhecimento

Capacitação

O Médico Cardiologista e Intensivista, Dr. Maurício de Nassau Machado, realizou nos dias 7, 9 e 14 de março, um curso para os Enfermeiros da UCOR-adulto. O curso abordou “Princípios de ECG aplicados à Enfermagem” e embora fizesse parte do planejamento anual da UCOR, a Supervisora, Enfa. Samantha disponibilizou cerca de quinze vagas ao CEP-Centro de Educação Permanente para que fossem divulgadas a outros Enfermeiros do HB interessados no assunto. As inscrições foram abertas por um período de cinco dias, mas a procura e o interesse foram tão grandes que as vagas se esgotaram em uma única manhã. O CEP então fez contato com o Dr. Maurício que se colocou à disposição para realizar outros encontros de forma que os Enfermeiros, que não conseguiram fazer o curso, também tivessem a oportunidade de realizá-lo. Sendo assim, o CEP, agradece ao Dr. Maurício pela disponibilidade, competência e participação na atualização da enfermagem.

Dr. Helencar é o novo diretor técnico do HB Indicado pela diretoria executiva e administrativa da Funfarme/HB, Dr. Helencar Ignácio assumiu em janeiro deste ano o cargo de diretor técnico do Hospital de Base. Ele é o médico responsável por assessorar a diretoria da instituição em assuntos técnicos, pelo exercício ético da medicina no estabelecimento médico/instituição, não somente perante o Conselho, como também perante a Lei. O Diretor Técnico tem como incumbência, além de assegurar condições adequadas de trabalho e os meios imprescindíveis a uma boa prática médica, supervisionar e coordenar todos os serviços técnicos desenvolvidos no estabelecimento de saúde, além de observar o cumprimento das normas em vigor, devendo, ainda, assegurar o funcionamento pleno e autônomo das Comissões de Ética Médica da instituição. Dr. Helencar traz em seu currículo várias chefias, já foi Preceptor de Residentes de 1993 a 2006, Chefe de Departamento de 2008 a 2012, Presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de 2009 a 2011e é Diretor da 8° distrital da Associação Paulista de Medicina desde 2011.

12 Revista do HB - Março - 2012


Nova Gerência

Edna assume a Gerência de Enfermagem do HB Depois de 8 anos, a enfermeira Edna Castro volta a assumir a Gerência de Enfermagem no HB. Ela substitui a enfermeira Maria Regina que assumiu a função de Superintendente de Atendimento e Operações. Confira uma pequena entrevista com a nova gerente de enfermagem:

Revista HB: Como é voltar a assumir a Gerência de Enfermagem? Edna: Retornar à Gerência de Enfermagem depois de aproximadamente oito anos, tem sido algo desafiante. São “outros tempos”- tempos de novos e imensos desafios e mudanças significativas em busca constante de melhorias. Nesta Instituição tudo é “Mega” e, muitas vezes, isto nos amedronta. No entanto, durante o percurso destes anos, acredito que eu e todos meus parceiros de trabalho, nos tornamos mais “fortes”, pois nos foram dadas oportunidades de agregar mais conhecimentos sobre a enfermagem e sobre a VIDA; amadurecemos muito no campo pessoal e profissional, o que fez com que, neste momento de transição, os anseios se tornassem bastante amenizados. R. HB: Como você vê o serviço hoje e o que você espera? Edna: Tenho plena convicção de que, hoje, assumo um Serviço bem estruturado e sedimentado, com profissionais preparados para uma assistência de enfermagem de qualidade aos nossos pacientes, graças ao trabalho da gestão anterior, do apoio constante da Diretoria e, principalmente, pelo árduo e bonito trabalho de todos os membros da equipe de enfermagem do hospital. Espero, portanto, dar continuidade aos trabalhos da gestão anterior, e corresponder às expectativas daqueles que em mim confiaram.

Agradecimento A diretoria da Famerp, Funfarme e HB produziu uma faixa de agradecimento ao Governador Geraldo Alckmin, ao Secretário de Saúde Giovanni Guido Cerri, e ao assessor Olímpio Bittar pela liberação de R$25.893.555,52 para a conclusão do Hospital Infantil e Maternidade, que deve ser finalizado até dezembro deste ano. O Hospital será uma dos maiores do país nas especialidades que atenderá.

Revista do HB - Março - 2012

13


Superintendências

HB conta com 3 superintendências Para dar mais agilidade nos processos administrativos e assistenciais foi criada em março de 2012 a Superintendência de Atendimento e Operação, onde está à frente a enfermeira Maria Regina Lourenço Jabur, que desde 2003 chefiava a Gerência de Enfermagem na instituição. Este departamento trabalhará em conjunto com a Superintendência Administrativa que continua sob o comando de Osmar Silva e Financeira que é chefiada por Robson Pádua. “A proposta desta Superintendência é de coordenar as áreas assistenciais e de atendimento da FUNFARME, auxiliando e acompanhando o planejamento das áreas, englobando estrutura, recursos, processos e pessoas, entrelaçando o cuidar e o gerenciar que antigamente corriam paralelamente e hoje não é mais possível, ajudando assim com que todo o grupo caminhe na direção das metas institucionais estabelecidas e que permeiam uma gestão com qualidade e segurança aos usuários”, finaliza Maria Regina.

De cima para baixo, Robson, Maria Regina e Osmar chefiam as Superintendências

14 Revista do HB - Março - 2012


Perfil

Hospital de Base, bom dia...

Há 27 anos os funcionários e pacientes ouvem essa frase da Madá, como é carinhosamente chamada pelas amigas do PABX. Mas, quem acha que 27 anos de casa é muito, se surpreende ao saber que Madalena está a 32 anos na instituição. Maria Madalena Cardoso entrou para o quadro de funcionários com 19 anos, trabalhava como atendente de enfermagem, dois anos depois passou a ser secretária. Depois de um tempo, por motivos pessoais, Madalena pediu demissão, retornando 4 anos depois. Quando voltou entrou para a área de enfermagem novamente e por lá ficou dois anos. Durante esse período abriu uma vaga para o PABX , ela se inscreveu e entrou para o setor. “Desde o primeiro momento que entrei no PABX sabia que tinha me encontrado’ conta Madalena. Com tantos anos de experiência a telefonista tem várias lembranças. “Quando entrei eram só 47 ramais, hoje são mais de 1000” lembra aos risos. Madalena atende uma média de 290 ligações por dia. “Inúmeras vezes já atendi o telefone de casa achando que eu estava no HB,” diz. O HB e a Madalena cresceram juntos, ela tem muitas histórias engraçadas e emocionantes para contar. “Meu Deus, isso daqui era tudo terra, conhecia todos os funcionários por nome” lembra Madalena. “O HB é parte da minha vida, foi graças a ele que eu criei minha filha e hoje crio minhas netas, aqui também foi o meu primeiro e único emprego sou eternamente grata ” conta. E é assim, em meio a sorrisos e lembranças que Maria Madalena vem trabalhar todos os dias. “Não faço planos para o futuro, gosto de viver intensamente o presente. Amo o que eu faço, amo as pessoas que trabalham comigo, amo o HB” conta a telefonista.

Maria sonha em ver a nova cozinha Ao preencher uma ficha para uma vaga no Ambulatório, a atual gerente de divisão, Maria Aparecida dos Santos Barbosa, foi transferida de setor, pela administradora da época, para dar início ao administrativo da cozinha. De imediato ela aceitou o novo desafio e trabalha na área há 27 anos. Casada e mãe de duas filhas, Maria Aparecida, não se vê longe do HB nem da cozinha. “Tenho tanto carinho por esse hospital, por essa cozinha que não tenho vontade de sair daqui”, conta . Há mais de duas décadas trabalhando no mesmo setor, Maria tem algumas histórias curiosas. “Antigamente perto do pavilhão Fleury tinha uma horta e era lá que nós colhíamos as verduras para fazer o almoço”, conta aos risos. Hoje são servidas aproximadamente 6 mil refeições por dia, naquela época não passava de 800, por isso colher as verduras fresquinhas era viável. “O HB faz parte da minha vida, antes mesmo de construir minha família, eu já estava trabalhando aqui. Minha filha mais velha chegou a frequentar a creche que tinha aqui no hospital”, conta Maria. Além de muitas recordações, a gerente de divisão tem também muitos sonhos. “Meu maior sonho é ver a nova cozinha pronta, me emociono só de pensar que daqui alguns meses ele se realizará”, diz. E é assim, em meio as delícias da cozinha e da informatização de sua área, que Maria se dedica diariamente ao seu serviço.

Revista do HB - Março - 2012

15


NHE

Diarréia Atenção, casos de diarréia estão sendo diagnosticado com freqüência em nossa cidade e região, por isso você deve ficar atento e saber quais são os reais sintomas e o como proceder. As principais características da diarréia são o aumento do número de evacuações e a perda de consistência das fezes, que se tornam líquida. Uma das piores complicações da diarréia é a desidratação. Adultos são mais resistentes, mas bebês, crianças e idosos desidratam-se com facilidade. Boca seca, lábios rachados, letargia, confusão mental e diminuição da urina são sintomas de desidratação que, além de diminuir as reservas de água do corpo humano constituído por cerca de 75% de água, reduzem os níveis de dois importantes minerais: sódio e potássio. A diarréia pode ter várias causas como: infecciosa (bacteriana ou viral), por parasitas intestinais, intolerância a derivados do leite pela incapacidade de digerir lactose (açúcar do leite), intolerância ao sorbitol(adoçante obtido a partir da glicose) disfunção da motilidade do tubo digestivo, efeitos colaterais de algumas drogas(por exemplo, antibióticos, altas doses de vitamina C e alguns medicamentos para o coração e câncer), uso abusivo de laxantes, etc

Modo de transmissão da diarréia infecciosa O modo de transmissão é por via fecal-oral: • Transmissão indireta: ingestão de água e alimentos contaminados pelo agente infeccioso, contato com objetos contaminados pelo agente infeccioso (Ex.: utensílios de cozinha, acessórios de banheiros, equipamentos hospitalares). • Transmissão direta: pessoa a pessoa (Ex.: mãos contaminadas) e de animais para as pessoas. Os manipuladores de alimentos e vetores(como as moscas, formigas e baratas,etc) podem contaminar, principalmente, os alimentos e utensílios. Locais de uso coletivo, tais como escolas, creches, hospitais e penitenciárias apresentam maior risco de transmissão.

Causas infecciosas mais freqüentes: Infecções virais; Infecções por bactérias como a Salmonella e a Shighella; Toxinas bacterianas como a do estafilococus; Parasitas intestinais causadores de amebíase e giardíase;

Tipos de diarréia Diarréia comum: caracteriza-se normalmente por provocar apenas fezes soltas e liquidas. Ocorre mais em crianças. Pode estar associada a uma combinação de estresse, remédios e alimentos. Por exemplo, excesso de gorduras, de cafeína, mudança do tipo de água ingerida ou mesmo ansiedade diante de acontecimentos importantes podem provocar esse tipo de diarréia; Diarréia infecciosa: comum em crianças provoca além dos sintomas da diarréia comum, febre, perda de energia e de apetite. É causada por viroses e bactérias. Se não for convenientemente tratada, pode demorar até uma semana os sintomas desaparecerem; Amebíase: pode ocasionar desde leve dor de estômago e flatulência até febre, prisão de ventre, debilidade física e fezes aquosas com manchas de sangue. É causada por um protozoário que invade o sistema gastrintestinal transportado por água ou comida contaminada. Infecção típica dos trópicos, manifesta-se também nos habitantes de regiões de clima temperado; Giardíase: causada pela giárdia, um protozoário, seus sintomas variam da simples dor estomacal à diarréia persistente ou à presença de fezes pastosas. Outros sintomas também podem aparecer: desconforto abdominal, eructação (arroto), dor de cabeça e fadiga. A giárdia espalha-se no aparelho digestivo através da ingestão de água e alimentos contaminados. Também pode ser transmitida por relações sexuais ou por excrementos; Intolerância à lactose: algumas pessoas não conseguem digerir a lactose, açúcar encontrado no leite e seus derivados, porque não produzem uma enzima chamada lactase. Entre seus sintomas, destacam-se tanto diarréia quanto prisão de ventre, desarranjos estomacais e gases.

Advertência Diarréia pode ser sintoma inicial de várias doenças sérias, portanto procure assistência médica imediatamente nos seguintes casos: Se os sintomas não passarem em um ou dois dias. ATENÇÂO Crianças e idosos desidratam muito depressa. É preciso estar alerta; Se houver presença de sangue nas fezes que adquirem coloração avermelhada ou preta (parece borra de café); Se as fezes adquiriram aspecto volumoso e com traços evidentes de gordura indicativos de má absorção; Se os episódios de diarréia forem repetidos.

Recomendações Beba muito líquido, de 2 a 3 litros por dia. Como a água não repõe a perda de sódio e potássio, procure suprir essa necessidade com soro caseiro ou outros líquidos que contenham tais substâncias. Não deixe de comer. (exceto se a diarréia estiver associada a vômitos). Em geral, pessoas com diarréia associam comida à disfunção gastrintestinal e suspendem toda a alimentação. Tal medida, além de agravar o quadro de desidratação, suspende o fornecimento dos nutrientes necessários para o organismo reagir. Prefira ingerir arroz, caldos de carne magra, bananas, maçãs e torradas. Esses alimentos dão mais consistência às fezes e a banana, especialmente, é rica em potássio; Suspenda a ingestão de alimentos com resíduos: saladas, bagaço de frutas e fibras; Chás de camomila, erva-doce e hortelã, por exemplo, podem ajudar; Evite café, leite, sucos de frutas e álcool que é um desidratante poderoso; Evite alimentos muito temperados ou com alto teor de gordura (frituras, alguns cortes de carne, embutidos, etc.) até que as fezes voltem ao normal; Não se esqueça de lavar bem as mãos várias vezes por dia e, especialmente, antes das refeições; Não deixe de ferver a água de rios, lagos, riachos ou mesmo a de torneiras nos locais em que não seja tratada, se tiver necessidade de bebê-la; Não beba refrigerantes ou outra bebida qualquer no próprio vasilhame. Use um copo limpo; Faça gelo com água tratada ou fervida.

A diarréia é uma doença de notificação compulsória. NOTIFIQUE O NHE/HB/FAMERP - Ramal 1380 16 Revista do HB - Março - 2012

Revista hb março 2012  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you