Revista Funfarme - Março 2021

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Março/2021 | Ano XVII | nº 228

1 ANO DE COVID-19

FUNFARME SE AGIGANTA NA PANDEMIA Saiba mais nas páginas 10 e 11

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Editorial

A Fundação agradece o empenho de todos após um ano de pandemia Todas as edições desta revista são importantes por levar informação à nossa comunidade Funfarme sobre nosso complexo hospitalar. Este número de março de 2021, em particular, é especial por ser este o mês em que a pandemia do novo coronavírus, uma das maiores de nossa história, completa um ano que eclodiu. Doze meses depois e quando este editorial está sendo escrito, tentamos conviver com o impressionante número de mais de 318 mil brasileiros mortos e com este recorde sendo batido dia após dia. No dia 30 de março, o Ministério da Saúde havia confirmado mais 3.780 mortes por Covid-19, o máximo já registrado em um único dia desde o início da pandemia. Para se ter ideia do quanto é inadmissível este número, basta compará-lo a outra tragédia, que abalou todo o mundo. No atentado ao World Trade Center, conhecido como Torres Gêmeas, em Nova York, morreram entre 2.800 e 3.000 pessoas. O 11 de setembro de 2001 ficou marcado na história da humanidade para sempre. E como ficarão registrados o dia 23, 24, 25.... 30 de março e outros dias mais da pandemia no Brasil? A primeira vez em que o total ficou acima de 3.000 foi em 23 de março, quando as autoridades notificaram mais 3.251 mortes. De lá para cá, só vinha aumentando. Ao ler estas linhas, esperamos fervorosamente que o cenário tenha sido revertido. Do contrário, estamos caminhando em ritmo acelerado para as 400 mil mortes ou mais. Para se ter ideia, a população de São José do Rio Preto, centro regional e uma das maiores cidades do Estado, é de pouco mais de 460 mil habitantes. A tragédia nacional é de tamanha dimensão que parece estarmos meio que anestesiados, tão horrorizados que estamos diante dela e de nossas tragédias pessoais, diante da perda de familiares e amigos. Neste período de 318 mil mortes e mais de 12 milhões de doentes pela Covid-19, o nosso complexo hospitalar só se agigantou. Graças à enorme dedicação dos nossos colaboradores, a Funfarme, seus hospitais e demais unidades ganharam ainda mais importância para a população de nossa região. O Hospital de Base tornou-se uma das maiores instituições do país em atendimento de doentes da Covid-19. Nossas sete UTIs dedicadas aos pacientes desta pandemia possuem mais leitos do que a soma de três grandes hospitais de três das maiores cidades do interior paulista, como você pode conferir nas páginas 10 e 11 desta revista. Lá, alguns números dão a exata dimensão do nosso complexo hospitalar no cenário da saúde no Brasil, particularmente, no Estado de São Paulo. Em meio ao misto de tantos sentimentos amargos que experimentamos diariamente, resta-nos ao menos a satisfação, o orgulho – se é que possível tê-lo nos dias atuais – do esforço que estamos empreendendo para oferecer o melhor que nos cabe à população. Neste 1 ano de pandemia, as diretorias da Fundação e de todas as suas unidades só têm a parabenizar e agradecer a cada um dos nossos mais de 8.000 colaboradores por ser um profissional Funfarme.

Funfarme Nossa Missão Transformar a saúde regional por meio da integração de assistência, ensino e pesquisa.

Nossa Visão Ser reconhecido como complexo hospitalar de assistência, ensino e pesquisa de excelência até 2021.

Nossos Valores - Humanismo - Responsabilidade social e ambiental - Meritocracia - Integridade absoluta

- Inovação - Qualidade e segurança - Respeito

Expediente Informativo da Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme) Ano XVII / Nº 228 - Março - 2021 • Presidente dos Conselhos da Funfarme: Dr. Dulcimar Donizeti de Souza • Diretor Executivo da Funfarme: Dr. Jorge Fares • Vice-Diretor Executivo da Funfarme: Dr. Luiz Sérgio Ronchi • Diretora Administrativa do HB: Dra. Amália Tieco R. Sabbag • Vice-Diretor Administrativo do HB: Dr. João Fernando Picollo de Oliveira • Diretor Clínico do HB: Dr. Alceu Gomes Chueire • Vice-Diretor Clínico do HB: Dr. Valdeci Hélio Floriano

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• Diretora Técnica do HB: Dra. Maria Regina Pereira de Godoy

• Diretor Clínico do HCM: Dr. Wagner Vicensoto

• Diretor do Hemocentro: Dr. Octávio Ricci Junior

• Vice-Diretora Clínica do HCM: Dra. Ana Luiza A. Silva

• Diretora Técnica do Hemocentro: Dra. Andreia Aparecida G. Guimarães

• Diretora Técnica do HCM: Dra. Fernanda Del Campo Braojos Braga

• Diretor do Ambulatório: Dr. Carlos Eduardo Miguel

• Vice-Diretor Técnico do HCM: Dr. Gustavo Henrique de Oliveira

• Diretora do Lucy Montoro: Dra. Regina Chueire

Produção Editorial: Intermídia Comunicação Empresarial

• Diretor Técnico do Instituto do Câncer: Dr. Carlos Eduardo Miguel

Telefone: 17 3011-5435

• Diretora Administrativa do HCM: Dra. Leila Neves Bastos Borim

Jornalistas: Fernanda Martinazzi, Alex Pelicer e Alexandre Souza

• Vice-Diretora Administrativa do HCM: Dra. Maria Lúcia Luiz Barcelos Veloso

Jornalista responsável: MTB 24.527

Diagramação: Intermídia Comunicação Empresarial


Jovens profissionais

Começam programas de residências médica, multiprofissional e de aperfeiçoamento de 2021 do complexo Funfarme Começaram, em 1º de março, os programas de residência médica (Coreme), multiprofissional (Coremu) e aperfeiçoamento (Coaprimo) da Funfarme e Famerp. Os novos alunos chegaram reforçando o corpo clínico das seis unidades da Fundação. A novidade deste ano é que o Lucy Montoro ganha 10 vagas de atuação exclusiva no Instituto para multiprofissionais. Em todo complexo, foram oferecidas 413 vagas para especialização na instituição. Destas, 264 são para os 64 programas de especialidades médicas, mais 65 para a Residência Multiprofissional e 84 de Aperfeiçoamento em enfermagem, nutrição, fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia, serviço social, farmácia, terapia ocupacional e educação física. Em decorrência da pandemia de Covid-19, este ano, a integração destes jovens profissionais aconteceu, em sua maior parte, de maneira online. Os residentes da medicina tiveram à disposição vídeos com apresentação e descrição de regras. O mesmo aconteceu com os estudantes da Coremu. Já o Aperfeiçoamento recebeu os alunos em um amplo espaço, mantendo todas as medidas sanitárias exigidas pelos órgãos nacionais e internacionais. A coordenadora da Coaprimo, a fonoaudióloga Profa. Dra. Magali Orate, deu as boas-vindas a todos. “Sejam todos bem-vindos, espero que o ano de ensino, apesar de atípico, seja de muito aprendizado e de trocas de experiências. Sabemos que muitos dos estágios

A coordenadora do Aprimoramento, a fonoaudióloga Profa. Dra. Magali Orate, apresentou a instituição aos jovens profissionais

foram reduzidos nas faculdades de vocês por causa da Covid. Então, aproveitem ao máximo, com segurança, respeitando as normas, e que este seja mais um passo para o crescimento da carreira de vocês”, desejou Orate. O diretor executivo da Funfarme, Dr. Jorge Fares, o diretor da Famerp e do Conselho da Funfarme, Dr. Dulcimar Donizeti de Souza e o vice-coordenador da Coreme, Dr. Rodrigo Ramalho, fizeram um vídeo de boas-vindas. Além disso, foram apresentados outros vídeos com regras de atuação na saúde e, também, nas diversas unidades do complexo, além de uma aula sobre as implicações jurídicas na rotina destes profissionais,

com o advogado que coordena o setor, Dr. Luiz Loraschi. “Somos o segundo maior hospitalescola do estado de São Paulo e o maior do interior. Temos uma infraestrutura muito ampla, que atende a todas as especialidades e a qual estará à disposição para vocês se desenvolverem. Sejam bem-vindos”, cumprimentou o diretor executivo, Dr. Jorge Fares. Ao final, o coordenador de cada Serviço apresentou-se e reforçou a importância da dedicação de todos nos trabalhos da Fundação. Por fim, os profissionais receberam seus crachás e foram direcionados aos seus respectivos setores de atuação.

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Ação Beneficente

Iniciativa de colaboradores e diretoria da Funfarme resulta em campanha solidária que entrega 500 sopas diariamente a instituições de caridade Por iniciativa de colaboradores e diretores, a Funfarme coloca em prática uma campanha solidária que irá entregar diariamente 500 marmitas de sopas a instituições de caridade. A ação, que começou no dia 26, ocorrerá de segunda a sexta e, em cada dia da semana, irá beneficiar uma entidade diferente. O Centro Espírita Francisco Cândido Xavier foi o primeiro a receber o alimento. A distribuição, feita no Centro, contou com a ajuda de lideranças e diretores do complexo hospitalar, como Dra. Amália Tieco, diretora administrativa do HB, Dr. Jorge Fares, diretor executivo da Funfarme e o superintendente financeiro da Fundação, Robson de Pádua. As outras instituições que participam do projeto são: As Valquírias, Projeto Novo Mundo, Instituto dos Cegos, Fulbeas e Casa Cirineu. A preparação dos 200 litros de sopa será diária e feita na cozinha do hospital, respeitando todas as normas sanitárias. A partir do dia 29 de março, as entidades beneficiadas passaram a buscar a sopa diretamente na Funfarme e distribuíram para famílias carentes que atendem. A ideia surgiu do olhar dos colaboradores e a proposta recebeu imediatamente apoio da diretoria, principalmente por causa do momento tão delicado pelo qual o mundo vive, a pandemia. “Ação partiu dos colaboradores, em conjunto com a diretoria e lideranças,

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Colaboradores, diretores e líderes da Fundação, junto com voluntários e presidentes do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier organizaram as marmitas para a distribuição à população carente

para atender a comunidades carentes que têm passado dificuldades, especialmente neste momento de isolamento. Sabemos que muitas pessoas estão desempregadas e entendemos a alimentação como uma questão de Saúde Pública”, explica Dra. Amália Tieco, diretora do HB. O superintendente financeiro da Fundação, Robson de Pádua, ressalta que “o acesso à comida de qualidade é uma causa humanitária, inclusive, e evita que o indivíduo desenvolva uma série de problemas pela falta de nutrição.

Então, esta é uma maneira de retribuir à sociedade um pouco do tanto que eles têm feito por nós durante o combate ao coronavírus e promover a saúde”. O diretor executivo da Funfarme, Dr. Jorge afirmou que a atitude é solidária e pode incentivar outras empresas. “Queremos, em primeiro lugar, tentar apaziguar a fome destas pessoas. Tomamos esta atitude porque sabemos que têm várias empresas dispostas a ajudar e servirá de impulso para que elas também promovam ações deste tipo”, conclui o diretor.


Ação Beneficente

Saciando a fome com amor Dona Joana Silva era uma das primeiras na fila. Ela levou 3 marmitas porque mora com filhos e netos. Assim, foi uma das que comemorou a ação. “A gente fica muito grato. É tranquilizador saber que teremos algo para comer... digo, eu e minha família e todo mundo aqui. Muito obrigada”, agradeceu.

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Dia Mundial do Rim de 2021

Para comemorar a data, HB oferece live com especialistas e orientações à população O Dia Mundial do Rim de 2021, celebrado em 11 de março, teve uma programação especial no complexo. A Funfarme, Famerp, Prefeitura e Secretaria Municipal de Saúde de Rio Preto participaram da campanha para chamar a atenção para a prevenção e cuidados com as doenças renais, promovida pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Este ano, por causa da pandemia, a ação foi totalmente online, mas, manteve o caráter informativo e inteiramente aberto à sociedade. O tema de 2021 foi “Vivendo bem com a Doença Renal”. No dia 11 mesmo, foi realizada uma live do HB com os médicos Drs. João Fernando Picollo, Horácio Ramalho e a Profa. Dra. da Famerp/ Funfarme, enfermeira Rita Helú Ribeiro, que discutiram a importância de envolver o doente renal crônico na rotina diária dos familiares, seja os em tratamento dialítico ou aqueles que tiveram indicação e já foram transplantados. Além disso, falaram sobre os tratamentos disponíveis e da importância da prevenção. Dr. Horácio Ramalho abriu a live se solidarizando com todos os familiares das vítimas de Covid no Brasil e ressaltou a luta para incluir o paciente dialítico como grupo prioritário. “São pessoas que vêm de outras cidades, muitas vezes em vans ou ônibus municipais para as sessões de diálise e que têm muitas comorbidades. Lutamos para colocá-los como prioridade no plano de vacinação nacional”, afirmou o médico que tam6 Funfarme Notícias - Março 2021

bém é um dos organizadores da campanha no hospital. “A gente repete, mais um ano, que as doenças renais são silenciosas e que prevenir fatores de risco, como pressão alta e diabetes, é um dos caminhos mais seguros para se evitar possíveis lesões no órgão. A pandemia do novo coronavírus também trouxe uma atenção maior para os rins, já que se tem visto muitas consequências para eles, no pós-Covid-19. A maneira mais eficaz de se detectar qualquer tipo de lesão no órgão ainda é dosar a creatinina por meio de um exame de sangue e fazer exames de urina”,

explica Dr. João Fernando Picollo, nefrologista e coordenador do Serviço de Hemodiálise do HB. Outro ponto destacado na conversa online, foi a retomada da rotina após receber o diagnóstico. “A parte psicoemocional do paciente é tão importante quanto os tratamentos medicamentosos. Por isso, este ano o tema é tão importante, pois mostra que reincluir estes pacientes nas rotinas de trabalho, esportes e em casa são fundamentais para o bem-estar dele e dos familiares. Portanto, os parentes devem dar o máximo de independência ao paciente


Dia Mundial do Rim de 2021 porque, em geral, ele vai até o centro de diálise fazer as sessões três vezes na semana, ou quando indicado, faz a diálise peritoneal, em casa mesmo. Assim, tomando todos os cuidados orientados, é possível adaptar-se à qualidade de vida ao tratamento. O mesmo vale para os pós-transplantados. A retomada de seus cotidianos deve ser gradual, mas diária”, pontuou a coordenadora do curso de Especialização de Enfermagem e do programa de Aprimoramento em Nefrologia da Famerp/Funfarme, enfermeira Profa. Dra. Rita Helú Ribeiro.

Live alcança grandes números Instagram

451 curtidas

6.952 pessoas alcançadas

Facebook

721 reações

35.258 pessoas alcançadas

A campanha nos Serviços Para que as orientações chegassem a todos, foram feitos diversos posts nas redes sociais, ao longo do dia 11. Além disso, foi feito um vídeo para ser veiculado em todas as Unidades Básicas de Saúde de Rio Preto e das cidades da DRS XV. Outra ação, foi a criação de plaquinhas com orientações para que os colaboradores e pacientes dos setores, que tratam doenças renais, pudessem tirar fotos e conscientizar a outras pessoas. A atividade contou com alunos da Famerp que também ofereceram orientações a quem passava pelo complexo.

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A segunda da Urologia do HB

Dra. Julia Saraiva (à direita), a segunda profissional mulher da urologia do HB, ao lado de sua preceptora, Dra. Ana Paula Bogdan

Após 22 anos, equipe de Urologia da Funfarme recebe sua segunda profissional mulher no programa de residência A equipe de Urologia do Hospital de Base (HB) recebe, após 22 anos, a segunda profissional mulher, a residente, Dra. Júlia Saraiva. A primeira é a urologista e coordenadora da residência na especialidade, Dra. Ana Paula Bogdan, contratada pelo hospital em 1998, e que agora não se diz mais “sozinha” em uma equipe predominantemente formada por homens. Dra. Júlia Saraiva explica que o exemplo arrasta e quebra preconceitos. “A gente passa em todas as especialidades cirúrgicas e, quando fiz estágio na Uro, apaixonei-me. Percebi que a área é muito ampla; posso fazer cirurgia em adultos, posso atender em consultório, posso me especializar na parte de exames e etc. Entendi, ali, que eu estaria em casa”, conta como se sentiu, Dra. Júlia. A coordenadora da residência relembra um exemplo na família, também. Dra. Renata Bogdan, que é exatamente um ano mais nova que Dra. Ana Paula (ambas nasceram no mesmo dia), foi a primeira cirurgiã cardíaca de Rio Preto.

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“É um exemplo para todas as mulheres também”, afirma. E ela emenda que é uma alegria e um privilégio poder ver que o setor da Urologia terá mais uma mulher. “Ela demonstrou interesse pela equipe na Cirurgia Geral. Porém, outras mulheres também já tinham relatado esta vontade e não vieram realmente cursar a especialidade. Então é realmente um privilégio ter este outro olhar feminino na equipe”, agradece Dra. Ana Paula. A residente relata que mesmo em um círculo com tantos homens, ela sente que foi extremamente acolhida e que não vê preconceito dos colegas. “Creio que o cenário e a cultura mudaram muito nos hospitais, principalmente nos últimos anos. Muitas mulheres, como a Dra. Ana Paula, já detêm cargos de chefia e são profissionais excelentes. Então, posso dizer que nunca tive medo de atuar em áreas com prevalência masculina. Eles também mudaram e entendem que competência não tem nada a ver com gênero”, conclui a residente.

As Orquídeas De acordo com a Demografia Médica no Brasil, estudo realizado em 2020, a especialidade com maior número de homens no país, é a urologia. Ao todo, são 5.409 especialistas, dos quais 5.284 são homens e 125 mulheres. O levantamento mostra apenas os profissionais que já têm o título. Dra. Ana Paula Bogdan e Dra. Júlia Saraiva fazem parte de um grupo de Whatsapp chamado “As Orquídeas”, formado apenas por médicas da área (residentes e tituladas). São, no total, 187 mulheres especialistas que discutem casos, trocam experiências e vivências. “Sei que a tendência é que este grupo aumente cada vez mais. As mulheres estão entendendo que o lugar delas é onde elas quiserem e que gênero não importa, mas o quanto você contribui com a medicina e com a ciência”, pontua Dra. Ana Paula Bogdan.


Covid-19

Parceria entre HB e marca de roupas doará máscaras à população carente A empresa de roupas e calçados Vaca Lôca obteve a parceria do Hospital de Base na campanha Linha Camiseta do Bem, em benefício de pessoas em vulnerabilidade social de Rio Preto e região. A cada camiseta vendida, 210 máscaras serão doadas e, a cada semana, o volume acumulado é encaminhado ao Hospital de Base e à Santa Casa de Araçatuba, que, por sua vez, destinam a estas pessoas. A meta da campanha é vender 500 camisetas, resultando na doação de 120 mil máscaras. A camiseta pode ser comprada pelo site https://www.vacaloca.com.br/c/camiseta-do-bem/ As máscaras a serem doadas são do

tipo cirúrgica descartável com tripla camada de proteção, elásticos anatômicos e clipe nasal. As camadas, reforçadas pelo filtro de Meltblown, garantem eficiência à filtração de bactérias de 99,3%. É uma das mais indicadas para a prevenção da Covid-19. Com 173 leitos de UTI e 173 de enfermaria para atendimento aos doentes com Covid-19 (até 30 de março), o HB é a segunda instituição do Estado de São Paulo que mais leitos possui, atrás apenas do complexo do Hospital das Clínicas da capital paulista. Com o peso e a importância do HB no combate à pandemia, a sua diretora administrativa, Dra. Amália Tieco, diz

que a instituição fica feliz por ser parceira desta campanha em benefício da comunidade. “Os mais de 8.000 colaboradores de nosso complexo hospitalar não descansam para poder oferecer o melhor para a população. Além disso, quando temos a oportunidade de nos envolvermos em iniciativas como da Linha Camiseta do Bem, é muito gratificante”, diz Amália. “A campanha é um convite à solidariedade e também à confiança em dias melhores, já que a estampa da coleção carrega um simbolismo de Fé e Esperança: sentimentos que devem ser nutridos neste momento de crise”, afirma Guilherme Villela, fundador da Vaca Lôca.

Funfarme conquista certificação de campanha global de jovens lideranças da enfermagem, Nursing Now Brasil A Funfarme conquistou certificado da Nursing Now Brasil (NNB), uma campanha Internacional que visa melhorar ainda mais a atuação de jovens líderes da enfermagem no mundo, após participar do Fórum da NNB. O evento aconteceu entre os dias 23 e 25 de fevereiro e foi totalmente de maneira online. “É um reconhecimento importante como iniciativa de Fortalecimento da Enfermagem no Brasil e no mundo. Fizemos uma turma para capacitação em Liderança no ano passado com 38 jovens enfermeiros abaixo de 35 anos e, neste ano, estendemos este curso, chamado pela NNB de Desafio Nightingale, para outra turma com o mesmo perfil. Além disso, implantamos o Desenvolvimento em Liderança para 31 colaboradores da equipe multiprofissional e administrativo”, pontua a superintendente assistencial da Fundação, Maria Regina Jabur.

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Covid-19

Após 1 ano de pandemia, Funfarme segue crescendo e expande ainda mais atendimentos e infraestrutura Março completou um ano da pandemia do novo coronavírus. Nestes 12 meses, o complexo hospitalar da Funfarme, o maior do interior paulista, se agigantou ainda mais para enfrentar um dos maiores desafios da saúde do Brasil. No seu dia a dia, os colaboradores da Fundação percebem estas mudanças, porém, nestas páginas estão alguns números que ajudarão a dimensionar o quanto esta “cidade”, com sua população de mais de 8.000 “habitantes”, cresceu em torno do Hospital de Base, Hospital da Criança e Maternidade, Ambulatório de Especialidades, Hemocentro e unidade rio-pretense do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro.

Número de colaboradores aumentou 19%

8.035

1.275 a mais!

6.760

Março 2020

Total de médicos aumentou 21%

Março 2021

Profissionais de enfermagem aumentaram 32% 3.508

1.160 2.657 960

200

851

a mais!

Março 2020

a mais!

Março 2021

Março 2020

Março 2021

Total de leitos de Covid-19 Complexo Funfarme 203

leitos de enfermaria

197

leitos de UTI

HB

HCM 14

173

leitos de enfermaria

183

leitos de UTI

10 Funfarme Notícias - Março 2021

leitos de enfermaria

30

leitos de UTI


Covid-19

HB tem mais leitos do que 3 hospitais do interior de SP juntos Um dado apenas basta para dimensionar o quanto o complexo da Funfarme empenhou-se e investiu para oferecer a melhor infraestrutura à população na pandemia. O Hospital de Base possuía, no dia 29 de março, 173 leitos de UTI covid, mais do que a total dos hospitais das clínicas de Botucatu, Ribeirão Preto e da Unicamp (Campinas), que, juntos, somam 162 leitos. Nestes 12 meses, o HB ampliou de 4 para 10 o número de UTIs, sendo que sete dedicadas ao atendimento dos pacientes com Covid-19.

Quase 400 treinamentos com mais de 19.000 participações Natural que, como centro de referência na saúde no Estado e até no Brasil, o complexo Funfarme invista sempre no aprimoramento e conhecimento de seus profissionais. Não seria diferente durante a pandemia. O número impressiona. Nestes 12 meses, o Centro Integrado de Educação em Saúde (CIEPS) registrou 391 treinamentos em diversos setores, envolvendo profissionais da assistência e áreas de apoio, como mostra o quadro ao lado. Estes quase 400 treinamentos contaram com cerca de 19.500 participações, considerando que um mesmo profissional tenha assistido a mais de um evento.

Setor

Nº de treinamentos

Nº de participantes

Apoios psicológico e psiquiátrico: acolhimento e conforto 721colaboradores foram atendidos pelos especialistas do Departamento de Psicologia nestes 12 meses. O apoio, acolhimento e conforto dados aos profissionais da Fundação ocorrem sob várias formas: psicoterapia presencial e online, atendimento em momentos de angústia, desconforto e intervenção em crise. As ações podem ser individuais ou em grupo.

O HB consome por mês:

700 mil aventais

350 mil máscaras

Funfarme Notícias - Março 2021 11


TMO

Serviço de TMO da Funfarme se consolida como maior centro do Brasil em transplantes de medula do tipo alogênico Considerando todas as modalidades, de acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), a Fundação foi o terceiro centro que mais transplantou, ficando atrás de instituições em Jaú (SP) e Recife (PE) O Serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO) da Funfarme foi o centro que mais realizou transplantes do tipo alogênico, ou seja, quando as células do tecido vêm de um doador e são transplantadas no paciente. A outra modalidade acontece quando as células saudáveis da medula são tiradas do próprio paciente e reinfundidas nele novamente, processo chamado de transplante autólogo. Ao todo, em 2020, foram 158 procedimentos na Fundação, destes 126 foram do tipo alogênico e 32 feitos do paciente para ele próprio. Já no total, o complexo ficou apenas atrás do Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, interior de São Paulo, que realizou 169 (100 alogênicos e 69 autólogos), seguido do Real Hospital Português, em Pernambuco, com 163 (75 com doador e 88 do paciente). O chefe do Serviço da TMO da Fundação, Dr. João Victor Piccolo Feliciano atribuiu esta conquista ao aumento progressivo, nos últimos anos, da demanda e pela estruturação da equipe. “Muitos serviços importantes tiveram paradas

Equipes da TMO, pediátrica e adulta, da Fundação foram as responsáveis pelo maior número de transplantes alogênicos

temporárias e redução do número de leitos devido à pandemia, o que tornou a Funfarme um dos principais parceiros do Ministério da Saúde na regulação destes casos. Com adaptações nas rotinas e fluxos de atendimento, conseguimos manter

“A esperança se renova neste momento. Seguir em frente e só tenho a agradecer pelo atendimento do Hospital de Base, que é referência e me sinto totalmente acolhido aqui” João Paulo Enrique Vila, transplantado há cerca de 5 meses 12 Funfarme Notícias - Março 2021

o funcionamento e a assistência por completo, em nossa unidade, no ano passado. E, mesmo com a pandemia, oferecemos segurança para os pacientes, acompanhantes e colaboradores quanto à exposição ao novo coronavírus”, conclui o chefe da TMO.

A pequena Maria Júlia A paciente Maria Júlia Mariano Lopes foi transplantada há pouco mais de 3 meses. Durante este período, tem feito visitas semanais ao Setor de Transplante de Medula Óssea Pediátrico do HCM. Ela se diz muito feliz e agradecida a todos as “tias e tios” que têm cuidado dela.


TMO

Médicos da Fundação participam da atualização do Consenso Brasileiro de Transplante de Medula Óssea

A partir da esquerda, os Drs. Laila Rigolin Fortunato, Camilla Chimelo Manca, João Victor Piccolo Feliciano e Dra. Cíntia Delbem Albino, os quatro coparticipantes da atualização do Consenso

Este ano, quatro médicos da Fundação, especialistas no assunto, participaram da atualização do Consenso Brasileiro de Transplante de Medula Óssea (TMO), que é um documento, divulgado pela Sociedade Brasileira de TMO, que orienta os Serviços de todo o país sobre as melhores práticas nestes tipos de procedimentos. Os hematologistas que representaram o complexo nesta revisão foram os Drs. João Victor Piccolo Feliciano, Laila Rigolin Fortunato, Camilla Chimelo Manca e Cintia Delbem Albino. Esta é a primeira vez que uma equipe da instituição atua no Consenso. “Por sermos um centro com grande número de procedimentos realizados, um dos maiores do Brasil, é importante que participemos da decisão das melho-

res condutas a serem tomadas para os nossos pacientes, além do benefício de levarmos o nome da Funfarme/Famerp para o meio acadêmico, nos consolidando não apenas como um centro assistencial, mas, também, que produz conhecimento e ciência, voltados ao transplante de medula óssea”, explica o chefe do Serviço no complexo, Dr. João Victor Piccolo Feliciano. Outras grandes instituições, que também são referências nacionais no assunto, colaboraram com este projeto. Entre elas estão o Instituto Nacional do Câncer (INCA), Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital das Clínicas de São Paulo e outros. O Consenso, de tempos em tempos, tem de ser atualizado, já que, de acordo

com Dr. João Victor, existe um “grande volume de informações gerado por estudos clínicos ao longo dos anos. Assim, tratamentos e terapêuticas já conhecidos no TMO precisam ser revistos para que haja uma ampliação de indicações e sugestão de uso de novas tecnologias em saúde”. Para uma melhor organização do documento, a Sociedade Brasileira de TMO que coordena a atualização, separa os temas a serem abordados e os serviços participantes são responsáveis por sugerir mudanças que ofereçam ainda mais segurança ao paciente e ao doador nos procedimentos e tratamentos relativos ao transplante de medula óssea. Ao todo, foram necessários 6 meses de trabalho e pesquisa dos Serviços participantes para que o novo Consenso ficasse pronto.

“O Consenso serve como um norte para os centros transplantadores e se baseia nas melhores condutas da área, tanto nacionais, quanto internacionais. Assim, os atendimentos, os tratamentos e as terapêuticas escolhidas são os mais benéficos para o paciente. Quando algum profissional da saúde desta área se depara com uma dúvida, é muito fácil esclarecê-la, já que o acesso ao documento é muito simples e didático.” Dra. Laila Fortunato, médica hematologista pediátrica, especialista em TMO, do HCM Funfarme Notícias - Março 2021 13


Imposto de Renda

Contribuinte pode destinar até 6% do imposto de renda devido ao complexo Funfarme Começou em março o período para a entrega da declaração do imposto de renda de pessoa física 2021 (ano-base 2020). Os milhares de contribuintes da região Noroeste do Estado podem, neste momento de prestar contas com o Leão, ajudar financeiramente o Hospital de Base de Rio Preto (HB) e o Hospital da Criança e Maternidade (HCM) ao destinar até 6% do imposto devido aos projetos de assistência do complexo hospitalar. É um dinheiro que já seria destinado ao governo federal, mas que pode ser redirecionado a projetos que vão beneficiar os cerca de 2 milhões de habitantes dos 102 municípios atendidos pelo HB, HCM e todo o complexo Funfarme. “Este dinheiro é fundamental para nos ajudar a equilibrar as contas dos hospitais, que já enfrentavam dificuldades antes, ainda mais depois da pandemia”, ressalta o médico Jorge Fares, diretor executivo da Fundação.

Menos de 2% do imposto de renda é destinado a projetos sociais No Brasil, menos de 2% do valor total em impostos que poderiam ser doados são destinados a hospitais e instituições filantrópicas. Segundo os últimos dados da Receita Federal, em 2019, dos 7,5 bilhões de reais de tributos que os brasileiros poderiam ter direcionado a projetos sociais, apenas R$ 95 milhões foram destinados, ou seja, somente 1,27% do total.

Veja quais projetos do HB e HCM irão ajudar Os recursos captados por meio do Fundo Municipal do Idoso de Bady Bassitt são investidos na modernização e adequação de Setor de Geriatria do Hospital de Base para manter o atendimento de qualidade. Já o dinheiro do contribuinte destinado através do Fundo da Criança e do Adolescente será empregado em melhorias e investimentos na UTI Neonatal e de diversos tratamentos pediátricos do Hospital da Criança e Maternidade.

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Como destinar parte do imposto de renda ao HB e HCM Pode reservar até 6% do valor do imposto devido o contribuinte pessoa física que faz a declaração optando pela tributação por deduções legais, o antigo modelo completo. A pessoa pode reservar 3% para projetos através do Fundo Municipal da Criança e Adolescente e outros 3% para os projetos associados ao Fundo Municipal do Idoso da cidade de Bady Bassitt, que repassam o dinheiro para o HB e HCM. Aqueles que já destinaram parte do tributo aos fundos de Bady Bassitt em

dezembro passado por meio de depósito ou boleto bancário precisa se lembrar de preencher o campo “Doações Efetuadas” na declaração do imposto de renda. A pessoa que, em dezembro, destinou até 3% aos fundos municipais pode agora reservar até outros 3% do imposto devido, preenchendo o campo “Doações Diretamente na Declaração”. A equipe do Setor de Captação de Recursos da Funfarme está à disposição para orientar e esclarecer dúvidas do contribuinte pelo telefone (17) 32015189.

Serviço Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Bady Bassitt CPNJ: 18.064.009-0001-21 – Banco do Brasil – C/C 7.250-8 AG 7013-0

Fundo Municipal de Direitos do Idoso de Bady Bassitt CNPJ: 32.089.797-0001-31 – Banco do Brasil – C/C 35.460-0 AG 7013-0

Para mais informações: Setor de Captação de Recursos da Funfarme Telefone: (17) 3201-5189 E-mail: parcerias@hospitaldebase.com.br

Para conhecer mais os projetos, clique aqui.


Hemocentro

Da doação até a transfusão de sangue: O passo-a-passo de uma bolsa de sangue Quando o doador chega ao Hemocentro, existe um protocolo de doação de sangue. Na recepção, é necessária a apresentação de documento com foto e depois acontece uma breve triagem, que avalia as condições de saúde do doador. Em seguida, é realizada a coleta do sangue. Mas, o que acontece com a bolsa de sangue? Quais são os procedimentos adotados até realização de uma transfusão? “Existe todo um processo pelo o qual o sangue passa antes de ser encaminhada ao banco da Fundação ou aos hospitais da região. Logo após a doação, a bolsa contém o que chamamos de ‘sangue total’, pois ele ainda não foi submetido ao fracionamento. Daí a necessidade do processamento e separação de cada um dos quatro hemocomponentes: hemácias, plasma, plaquetas ou criopreciptado”, explica a enfermeira Bárbara Cabrera, responsável pela captação do Hemocentro. Elaboramos nesta edição o passa-a-passo, detalhando todos os procedimentos realizados no Hemocentro desde o momento da doação até a transfusão a um paciente.

Primeira etapa Na sala da coleta, cada doador pode doar até 450 ml de sangue. O processo dura aproximadamente 15 minutos. Ao término, a bolsa é mantida sobre uma placa refrigerada até ser encaminhada para ala laboratorial. No início da coleta, amostras de sangue são retiradas para exames sorológicos.

Segunda etapa A bolsa segue para laboratório, passa por um processo de etiquetagem. Por meio destas tags inseridas nas bolsas, é possível rastrear todos os processos, desde a captação até a transfusão. Nesta etapa, a bolsa é mantida em repouso por uma hora.

Funfarme Notícias - Março 2021 15


Hemocentro Terceira etapa As bolsas são inseridas em uma centrífuga. “Neste processo, a duração do procedimento, a velocidade de rotação e a temperatura determinam qual hemocomponente será extraído. Por exemplo, para extração das plaquetas r programar a centrífuga para 2.400 rotações por minutos (rpm), a 22°C, por oito minutos. Já para extração de plasma, é necessária uma rotação 3.500 rpm, a 4°C por 15 minutos”, explica Bárbara Cabrera.

Quarta etapa

Após o primeiro ciclo na centrífuga, a bolsa é colocada no extrator de plasma automático. A partir deste momento é possível separar plaquetas e plasma (ambos de coloração amarelada) do concentrado de hemácias (cor vermelha).

Quinta etapa A bolsa com concentrado de hemácia é levada ao refrigerador enquanto a bolsa com plaquetas e plasma retornam para centrífuga. O processo dura aproximadamente três minutos. Em seguida a plaqueta e o plasma são separados no extrator de plasma automático.

16 Funfarme Notícias - Março 2021


Hemocentro Sexta etapa As plaquetas seguem para o plaquetário, que mantém a bolsa em um movimento contínuo enquanto o plasma é congelado.

Sétima e última etapa Após a conclusão de todo processo as bolsas são armazenadas no Hemocentro e encaminhadas ao banco de sangue do Complexo Fufarme, responsável pelo abastecimento do Hospital de Base e Hospital da Criança e Maternidade. O Hemocentro também abastece outros 37 hospitais de Rio Preto região.

Colaborador, doe sangue! O abastecimento do banco de sangue é necessário para atender vítimas de acidentes graves, pessoas que precisam de cirurgias e pacientes com doenças graves, como por exemplo, com leucemia e outros canceres. Por isso, reforçamos a importância do colaborador Funfarme ser um doador de sangue. No Brasil, menos de 2% da população é doadora de sangue (o ideal seria ao menos 3% da população), de acordo com o Ministério da Saúde. Homens podem doar de dois em dois meses, não excedendo quatro doações ao ano. Já as mulheres de três em três meses e, no máximo, três doações anuais.

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos e que estejam pesando mais de 50kg. Além disso, é preciso apresentar documento oficial com foto e menores de 18 anos só podem doar com consentimento formal dos responsáveis. Por fim, aqueles que tomaram vacina da Coronavac devem aguardar 48h para fazer a doação e da Astrazeneca devem esperar 7 dias. Pessoas com febre, gripe ou resfriado, diarreia recente, grávidas e mulheres no pós-parto não podem doar temporariamente. Quem tomou a vacina da febre amarela deve aguardar 30 dias para fazer uma doação. Já para vacina contra gripe, o prazo é de 48 horas.

Agendamento O Hemocentro passou a realizar agendamento de doações de sangue por telefone, seguindo as orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do governo estadual de São Paulo. A medida foi tomada para evitar aglomerações nas salas de espera e captação. Os telefones para agendamento são (17) 3201- 5055 e (17) 3201-5151. A unidade fica aberta das 7h às 13h, inclusive aos domingos e feriados, na avenida Jamil Feres Kfouri, 80, Jardim Panorama.

Funfarme Notícias - Março 2021 17


RHC

O câncer de esôfago é uma doença na qual células malignas começam a se desenvolver no revestimento interno do órgão. Raramente acontece antes dos 30 anos, acomete mais homens, e após os 50 anos. No Brasil, o câncer de esôfago é o 6º mais frequente entre os homens e o 15º entre as mulheres.

OS DOIS TIPOS MAIS FREQUENTES: Carcinoma de células escamosas: o tipo mais frequente responsável por aproximadamente 90% dos casos de câncer de esôfago. Acomete a parte superior do esôfago e, por isso, é mais comum de acontecer em fumantes e/ou alcoólatras. Adenocarcinoma: que na maioria das vezes surge na porção que junta o esôfago ao estômago e é mais frequente em pessoas com refluxo gástrico crônico, esôfago de Barrett e obesidade.

ALGUNS FATORES DE RISCO: Esôfago de Barrett e esofagite de refluxo – alteração na forma das células que revestem a parte inferior do esôfago, provocada pela acidez do refluxo gastroesofágico; Megaesôfago causado pela doença de Chagas que leva à perda dos movimentos peristálticos; Homens com idade superior a 50 anos; Dieta pobre em frutas, legumes, verduras e vitaminas A, B e C; Consumo de alimentos (ex: picles e milho) contaminados por fungos, e de líquidos muito quentes; Obesidade; Ingestão acidental ou não de produtos cáusticos.

Hospital de Base Nos últimos cinco anos foram registrados 256 casos novos de câncer de esôfago, dos quais 224 (87,5%) dos casos ocorreram em homens, e 32 (12,5%) casos em mulheres. Em 87% pacientes o tipo mais comum de Células Escamosas, 12% foram Adenocarcinoma, e 1% outros tipos.

Câncer de Esofágico - Distribuição dos casos de neoplasia de esôfago segundo ano e sexo, período Jan 2015 a Dez

SINAIS E SINTOMAS Disfagia – dificuldade progressiva para engolir alimentos sólidos, no início, e líquidos com a evolução da doença; Odinofagia – dor ao engolir; Dor atrás do esterno, o osso do peito; Perda de peso provocada pela dificuldade de deglutir os alimentos; Má digestão e azia; Rouquidão, tosse, falta de ar, náuseas, vômitos, hemorragia digestiva e pele amarelada são sintomas indicativos de metástases pulmonares e hepáticas.

TRATAMENTO Cirurgia, radioterapia e quimioterapia, associadas ou não, são recursos importantes no tratamento dos tumores de esôfago.

PREVENÇÃO A prevenção do câncer de esôfago está diretamente correlacionada com os bons hábitos de vida. Daí a importância de não fumar, beber com moderação, adotar uma dieta saudável, balanceada e rica em fibras, manter o peso saudável e praticar atividade física. 18 Funfarme Notícias - Março 2021

Distribuição de casos de neoplasia de esôfago segundo Faixa etária e sexo


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Funfarme Notícias - Março 2021 19


NHE

DENGUE, o alerta continua! A dengue é uma doença viral transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti. Existem quatro sorotipos do vírus em circulação no país, sendo eles: DENV 1, 2, 3 e 4. Os principais sintomas são: febre alta, dores musculares, dor ao movimentar os olhos, mal estar, dor de cabeça, falta de apetite e manchas vermelhas pelo corpo. A infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Neste último caso pode levar até a morte. O óbito com suspeita de Dengue deve ser notificado imediatamente (24h). Situação Epidemiológica No estado de São Paulo, de janeiro a 15 de março de 2021, foram notificados 49.528 casos suspeitos de dengue e 14.896 casos confirmados. Em residentes de São José do Rio Preto, de janeiro a março de 2021, foram 8.090 casos suspeitos de dengue, sendo 2.633 confirmados, 950 descartados e 4.507 em investigação. Não houve registro de óbito por dengue. No mesmo período na Funfarme foram notificados, 731 casos suspeitos de dengue, sendo 389 casos confirmados, 184 descartados e 158 em investigação. Segundo a classificação final, 280 foram classificados como dengue, 105 dengue com sinais de alarme, 04 casos de dengue grave, confirmados por critério laboratorial ou clínico-epidemiológico e nenhum óbito foi registrado (Gráfico 1). Gráfico 1. Distribuição dos casos notificados de Dengue, segundo classificação final e mês de notificação, na FUNFARME, no ano de 2021 160 120

109

100 80 44

40 0

12

29

27 1 jan/21

Dengue grave

78

64

62

60 20

150

144

140

7

2

2

fev/21 Dengue com sinais de alarme

Dengue

mar/21 Descartado

Em investigação

Dengue: febre, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça, manchas pelo corpo e náusea ou vômito. Dengue com sinais de alarme: dor abdominal intensa e contínua; vômitos persistentes; acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, derrame pericárdico), sangramento de mucosas ou outras hemorragias, letargia (abatimento) ou irritabilidade; hipotensão postural (tontura) ou lipotimia (desmaio); hepatomegalia (aumento do volume do fígado) maior que 2 cm; aumento progressivo do hematócrito (porcentagem de hemácias no sangue), queda abrupta de plaquetas, desconforto respiratório. Dengue grave: sinais de choque, hemorragia grave, disfunção grave de órgãos, hipotensão arterial, pressão arterial convergente, pulso rápido e fino e enchimento capilar lento. Referência: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância em Saúde/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde– Brasília: Ministério da Saúde, 2017.

Tabela 1. Doenças e Agravos de Notificação Compulsória, notificados na FUNFARME no ano de 2020 e janeiro a março de 2021 DNC

2020

jan a mar 2021

Doenças compulsórias

not conf 64 64 54 54 1 1 0 0 6 0 34 34 1.493 713 4 0 41 7 0 0 10 10 3 0 35 1 7 0 2 0 45 0 5 5 9 9 8 0 276 276 40 40 4 4 61 9 49 0 10 9 67 58 3 3 6 0 0 0 12 1 58 58 35 34 8 8 29.471 4.924 5.137 2.724 47 44 32 31 89 89 1 1 not Conf conf Not 44 44 562 562 197 197 383 383 391 267 407 407 39.211 11.071

not conf 13 13 13 13 0 0 0 0 0 0 3 3 731 389 2 0 9 0 2 2 245 245 1 0 1 0 0 0 0 0 13 0 2 2 0 0 0 0 32 32 3 3 0 0 15 1 10 0 1 1 32 28 0 0 0 0 0 0 2 0 7 7 8 8 1 1 21345 4115 1855 1367 3 3 3 3 13 13 0 0 conf Not2not Conf3 8 8 214 214 58 58 118 118 99 67 96 96 23940 6145

AIDS HIV+ AIDS < 13anos Botulismo Coqueluche Criança exposta HIV Dengue Doença de Creutzfeldt‐Jakob Doença Neuroinvasiva‐arbovírus Esquistossomose Eventos Adversos pós vacinação Febre Amarela Febre Chikungunya Febre Maculosa Febre Tifóide Febre ZiKa Gestante HIV Hanseníase Hantaviroses Hepatites Virais Infecções sexualmente transmissíveis Leishmaniose Tegumentar Leishmaniose Visceral Leptospirose Malária Meningites ‐ Outras Doença Meningocóccica Paralisia Flácida Aguda Pneumoconiose Sarampo Sífilis Adquirida Sífilis Congênita Sífilis Gestante Síndrome Gripal por COVID‐19 Síndrome Respiratória Aguda Grave* Toxoplasmose Congênita Toxoplasmose Gestante Tuberculose Varicela Agravos compulsórios Agravos Compulsórios Atendimento Antirrábico Humano Acidente de Trabalho Acidente Material Biológico Acidente por Animais Peçonhentos Intoxicações Exógenas Violência interpessoal/autoprovocada TOTAL

Orientações importantes aos profissionais de saúde! • Manter alerta frente aos casos suspeitos de dengue. • Seguir manual: Dengue: diagnóstico e manejo clínico - adulto e criança. Ministério da Saúde, 2016. • Orientar os casos suspeitos sobre sinais de alarme e entrega do cartão de arboviroses. • NOTIFICAR imediatamente todos os casos GRAVES suspeitos;

Doenças de Notificação Compulsória! - NOTIFIQUE NHE/FUNFARME - Ramais do NHE/HB – 1380 e 1837. Segunda a sexta-feira, das 08h00 às 17h00. À noite, nos finais de semana e feriados, no NHE ou no telefone do plantão do Grupo de Vigilância Epidemiológica do Estado de SP (17) 3227-8814. 20 Funfarme Notícias - Março 2021