Revista Funfarme - janeiro 2021

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Janeiro/2021 | Ano XVII | nº 226

UMA DOSE DE

ESPERANÇA

Primeira instituição de saúde a receber vacinas contra a Covid-19, a Funfarme/Famerp iniciou a imunização de colaboradores imediatamente, tendo a presença do governador do Estado de São Paulo, João Dória. A enfermeira Prisciani Batista, primeiro colaborador da Funfarme imunizado, é vacinada pela colega Samanta Volpi, sob aplausos do governador de São Paulo, João Dória, lideranças da Funfarme e autoridades. Páginas 3 a 9

Funfarme conquista selo Covid Free Excelente Página 3 Funfarme Notícias - Janeiro 2021 1


Editorial

Comemoremos a vacina, mas a luta continua Iniciamos 2021 da mesma forma que encerramos 2020: agradecendo os nossos mais de 7.000 colaboradores. Agradecemos pela compreensão de todos sobre os critérios adotados pelo Comitê de Vacinação para definir quais de nós seríamos imunizadosprimeiro. Avaliamos que os critérios foram os mais acertados possíveis, tanto que a comunidade em peso compreendeu e cada colaborador aguarda ser chamado para receber a vacina. Reiteramos que estamos empenhados para que toda nossa comunidade seja imunizada o mais breve possível. Como todos acompanham pela intensa cobertura da imprensa, o ritmo de vacinação foge ao nosso controle. Enquanto isso, pedimos que continuem a se empenhar em manter todos os ambientes dentro da Funfarme seguros. Tanta dedicação vem tendo o reconhecimento da sociedade sob várias formas. Seja pela presença do governador do Estado, do prefeito de Rio Preto e de diversas autoridades no início da vacinação em nosso complexo, seja pelas demonstrações de confiança em nossos serviços e atendimento por parte das milhares de pessoas da região que passam por aqui todos os dias. O reconhecimento ocorreu também com a conquista do selo Covid Free Excelente, conferido à nossa instituição pelo Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde (IBES). Fomos o quarto hospital do Brasil a recebê-lo. Ao entregar este selo, o IBES transmite para a sociedade a mensagem de que somos um hospital onde se adotam boas práticas preventivas no enfrentamento do novo coronavírus. Em resumo: que oferecemos um ambiente seguro aos nossos pacientes, seus acompanhantes, a nós mesmos que aqui trabalhamos e a todos que passam pelo complexo Funfarme. Sem dúvida, a vacina é uma dose de esperança, mas enquanto não estivermos todos imunizados e tivermos a certeza absoluta de que a humanidade está a salvo, a luta contra o coronavírus continua. Como profissionais da saúde, colaboradores de um dos maiores complexos hospitalares do Brasil, temos a grande responsabilidade de alertar, de conscientizar nossos familiares, entes queridos, amigos, mas também qualquer pessoa próxima a nós de que eles precisam manter o distanciamento social, evitar aglomeração, usar máscara e álcool gel, enfim, continuar adotando todas as medidas de segurança, todo dia.

Funfarme Nossa Missão Transformar a saúde regional por meio da integração de assistência, ensino e pesquisa.

Nossa Visão Ser reconhecido como complexo hospitalar de assistência, ensino e pesquisa de excelência até 2021.

Nossos Valores - Humanismo - Responsabilidade social e ambiental - Meritocracia - Integridade absoluta

- Inovação - Qualidade e segurança - Respeito

Expediente Informativo da Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme) Ano XVII / Nº 226 - Janeiro - 2021 • Presidente dos Conselhos da Funfarme: Dr. Dulcimar Donizeti de Souza • Diretor Executivo da Funfarme: Dr. Jorge Fares • Vice-Diretor Executivo da Funfarme: Dr. Luiz Sérgio Ronchi • Diretora Administrativa do HB: Dra. Amália Tieco R. Sabbag • Vice-Diretor Administrativo do HB: Dr. João Fernando Picollo de Oliveira • Diretor Clínico do HB: Dr. Alceu Gomes Chueire • Vice-Diretor Clínico do HB: Dr. Valdeci Hélio Floriano

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• Diretora Técnica do HB: Dra. Maria Regina Pereira de Godoy

• Diretor Clínico do HCM: Dr. Wagner Vicensoto

• Diretor do Hemocentro: Dr. Octávio Ricci Junior

• Vice-Diretora Clínica do HCM: Dra. Ana Luiza A. Silva

• Diretora Técnica do Hemocentro: Dra. Andreia Aparecida G. Guimarães

• Diretora Técnica do HCM: Dra. Fernanda Del Campo Braojos Braga

• Diretor do Ambulatório: Dr. Eumildo Campos Júnior

• Vice-Diretor Técnico do HCM: Dr. Gustavo Henrique de Oliveira

• Diretora do Lucy Montoro: Dra. Regina Chueire

Produção Editorial: Intermídia Comunicação Empresarial

• Diretor Técnico do Instituto do Câncer: Dr. Carlos Eduardo Miguel

Telefone: 17 3011-5435

• Diretora Administrativa do HCM: Dra. Leila Neves Bastos Borim

Jornalistas: Fernanda Martinazzi, Alex Pelicer e Alexandre Souza

• Vice-Diretora Administrativa do HCM: Dra. Maria Lúcia Luiz Barcelos Veloso

Jornalista responsável: MTB 24.527

Diagramação: Intermídia Comunicação Empresarial


Pandemia

HB conquista o selo Covid Free Excelente por boas práticas no enfrentamento da doença O HB recebeu o selo Covid Free Excelente em reconhecimento às boas práticas preventivas no enfrentamento do novo coronavírus, atestando que a instituição possui ambiente seguro, que segue padrões nacionais e internacionais estabelecidos nos manuais da certificação. Tal certificação preza não só pelo ambiente seguro, mas pela saúde de pacientes diagnosticados com a Covid-19,

além daqueles com as demais doenças e todos os colaboradores que lidam com atendimento direto ao público. Este ambiente é criado graças a uma série de iniciativas, muitas delas percebidas diariamente ao transitar por todo o complexo (veja alguns exemplos nas fotos). O selo Covid Free é uma forma de tranquilizar todos aqueles que terão contato com o ambiente hospitalar, fazendo com que se sintam acolhidos e

protegidos nas dependências do Complexo. O Manual de Boas Práticas Preventivas para o Enfrentamento do Coronavírus foi desenvolvido pelo Comitê Científico do IBES (Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde), composto por profissionais especializados no sistema de saúde, baseado em referências científicas mundiais adaptadas à realidade brasileira.

4º hospital a receber o selo no país O processo de certificação é dividido em três etapas: diagnóstico, certificação e manutenção. Durante o diagnóstico foram avaliados 115 itens, em diversas seções, e o HB estava em conformidade com todos os itens analisados. O HB é a quarta instituição de saúde do Brasil e a primeira da região Noroeste Paulista a receber o selo.

Raias para acesso exclusivo de pacientes Covid foram criadas no corredor dos elevadores

De acordo com o manual os detalhes avaliados foram: Distanciamento físico; Higiene e limpeza; Equipamentos de proteção; Monitoramento de saúde; Deveres e direitos dos trabalhadores; Treinamento; Comunicação; Planos de emergência. Até agora, o complexo Funfarme já realizou mais de 130 mil exames de PCR e mais de 2 mil pacientes diagnosticados com a Covid-19 já tiveram alta.

Banner com informações numa das entradas do HB

Totem com álcool gel estrategicamente posicionado ao lado do relógio de ponto Funfarme Notícias - Janeiro 2021 3


Pandemia

Funfarme/Famerp vacina 3.400 colaboradores Primeira instituição de saúde da região a receber vacinas contra a Covid-19, a Funfarme/Famerp não perdeu tempo e já iniciou a aplicação do imunizante em seus colaboradores poucas horas as doses, no final da noite do dia 17 de janeiro. A previsão da fundação era vacinar 3.400 colaboradores até o início de fevereiro.

Comitê de vacinação da Funfarme/Famerp Presidente da Funfarme/Diretor Geral Famerp Diretor/Vice-diretor Executivo Funfarme Diretora Administrativa do HB Diretora Administrativa do HCM Diretora Técnica do HB Diretora Técnica do HCM 4 infectologistas da Funfarme/Famerp 1 virologista da Famerp/Funfarme Gerente geral de Enfermagem do HB Gerente geral de Enfermagem do HCM

Fundação iniciou campanha de imunização no dia 18 de janeiro

As 7.000 doses da vacina Coronavac foram transportadas num caminhão do Instituto Butantan, adesivado com a bandeira nacional e escoltado pela Polícia Militar ao longo dos 420 quilômetros que separam, São Paulo de Rio Preto.

A colaboradora Gabriele Nadal Freitas Lacerda é imunizada durante a vacinação no Complexo

Caminhão com as vacinas chegou às 21h50 no complexo Funfarme

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O assessor administrativo Mateus da Silva, a farmacêutica Daniela Leal e o supervisor de almoxarifado Rui Pereira recebem as vacinas


Pandemia

A enfermeira Prisciani Batista, primeira colaboradora da Funfarme imunizada, exibe sua carteira de vacinação

Governador de SP comparece ao início da vacinação A Funfarme/Famerp e seus colaboradores protagonizaram momento histórico da Saúde de Rio Preto e região, no dia 18 de janeiro de 2021. Precisamente às 11h38 daquela manhã, a enfermeira Prisciani Batista foi vacinada pela colega Samanta Volpi. Toda a ação foi do prestigiada por autoridades presentes durante o início da vacinação na Funfarme, como: Edinho Araújo (prefeito de Rio Preto), Pedro Roberto (presidente da câmara municipal de Rio Preto), Marco Vinholi (secretário do Desenvolvimento Regional do estado de São Paulo), Geninho Zuliani (deputado federal), Carlão Pignatari (deputado estadual), Itamar Borges (deputado estadual), Dulcimar Donizete (presidente dos conselhos Funfarme), Jorge Fares (diretor executivo da Funfarme), Amália Tieco (diretora administrativa do HB), Luiz Antônio Tobardini (prefeito de Bady Bassitt), Padre Osvaldo de Oliveira Rosa (prefeito de Catanduva), Tania Yugar (prefeita de Nova Granada), Edson Antônio Ermenegildo (prefeito de Mirassol), Regiane de Paula (Secretária Estadual de Saúde do Estado de São Paulo), Silvia Elisabeth Forti Storti (diretora regional estadual de saúde DRS XV), Aldenis Borim (secretário de saúde de Rio Preto), Edvard Colombo (prefeito de Ibirá) e Coronel Paulo Sérgio Martins (comandante do 17º Batalhão da Polícia Militar de Rio Preto). Em seguida, foram imunizadas a médica intensivista pediátrica Maura Cristina Negreli, a enfermeira Márcia Camilo e a fisioterapeuta Viviane Kubayashi. Após a vacinação, as três e Prisciani posaram para foto com o governador e lideranças da Funfarme. Olhos vibrantes, sorriso presente o tempo todo, Prisciani disse estar lisonjeada por ser a primeira profissional imunizada do complexo Funfarme. “A vacina é fundamental para salvar vi-

O governador do Estado, João Dória, discursa, ladeado de lideranças da Funfarme e autoridades públicas

das, reduzir a transmissão da doença, a gravidade dos pacientes e desafogar os hospitais.” Colaboradora da instituição há 12 anos, Prisciani atua na linha de frente Covid desde o início da pandemia. Por segurança, optou por se isolar da família, pois tem uma irmã especial e a mãe tem neuropatia diabética. A enfermeira somente vê o filho de 10 anos aos finais de semana. Mesmo adotando todas as normas de segurança e tomando todos os cuidados, ainda assim receava transmitir o vírus à família. “Precisei levar meu filho para casa dos meus pais, evitar o convívio com todo mundo para protegê-los, porque eles são idosos e têm comorbidades. Também tenho uma irmã especial, que é bem fragilizada”, revelou. A intensa emoção de Prisciani foi compartilhada por Samanta Volpi. “Foi uma vacina muito esperada, principalmente para nós, que trabalhamos com isso. Foi uma felicidade muito grande. É importante vacinarmos os profissionais de saúde que estão atuando na linha de frente, mas esse é apenas o começo.”

Assim como Prisciani e a imensa maioria dos profissionais da “linha de frente da Covid-19”, Dra. Maura teve que abrir mão do contato com a família. “Não vejo meu pai idoso desde o início da pandemia”, revelou a médica com 27 anos de atuação no HB e HCM. Já Márcia Camilo admite que, dos 25 anos de trabalho no HB, jamais experimentou tantos desafios e agonias como nestes últimos 11 meses de pandemia. “Vivemos sentimentos totalmente contrários diariamente. A enorme tristeza da morte de um paciente num instante, a alta hospital de outro em seguida.” Agonia gerada também pelo desconhecimento e dúvidas, como relata a quarta profissional vacinada, a fisioterapeuta Viviane. “São tempos muito difíceis também por se tratar de uma doença ainda desconhecida, para a qual não sabemos as melhores abordagens e tratamentos.” Em meio a tantas incertezas e emoções, prevalece, no entanto, uma certeza: a esperança está sendo disseminada e compartihada em pequenas doses. Funfarme Notícias - Janeiro 2021 5


Pandemia

A emoção dos primeiros vacinados em palavras

“Estou muito emocionada, feliz e contente. É um misto muito grande de sensações boas. Estou imunizada. Acredito que com a vacina vamos ter uma diminuição dos casos de pacientes com Covid-19. Isso é o que precisamos no momento. É muito difícil você se distanciar, não poder conviver, não poder abraçar as pessoas. O que mais senti falta neste período todo foi do abraço, o carinho dos meus pais, do meu filho.”

“Ser vacinado representa uma virada contra essa pandemia e esse vírus que está afetando a todos. É um misto de alívio e gratidão, esperança de que dias melhores virão para todos.” Marcelo Júnior Janelli, auxiliar administrativo na Unidade Respiratória do HB

Prisciani Batista, enfermeira da unidade de internação do 4º andar do HB

“Minha mãe faz tratamento contra o câncer e, claro, não posso mais ter contato com ela. Desde o início da pandemia, não vejo meus pais. A vacina é uma esperança, aquele fiozinho que você se agarra para continuar.” Viviane Kubayashi, fisioterapeuta da ala semi-intensiva de Covid no HB

“Dentro do período crítico pelo qual passamos e ainda estamos, devido à Covid-19, ser uma das pessoas vacinadas, entre tantos profissionais que se dedicam a essa luta, foi extremamente significativo, uma esperança de dias melhores. Estou muito confiante de que podemos dar um grande passo e minimizar os impactos causados pela pandemia. Desejo que a ciência vença essa batalha e que voltemos com segurança a desfrutar do velho e bom contato com pessoas que amamos.” Juliana de Souza Dias Alvares, auxiliar administrativa da Urgência Respiratória

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“Ser vacinada foi um misto de sentimentos: medo e esperança, Precisamos desta vacina para voltarmos à vida normal, para não perdermos mais pessoas queridas, nossa família. Não vemos a hora de todos serem vacinados para vermos que não foi fácil, mas vencemos. As pessoas precisam ter consciência de que ainda estamos na fase difícil e se cuidarem melhor, mantendo o isolamento, higienizando as mãos e usando máscara. Só assim vamos vencer.”

“Foi um ano de muitas dificuldades, choros, dúvidas, momentos de alegria e de tristeza, mas é gratificante termos vencido estes 10 meses de luta. É um momento único e fico muito grata de ter sido escolhida entre os demais para participar do início da vacinação.” Márcia Camilo, enfermeira da unidade de internação do 4º andar do HB

Luana de Oliveira Fernandes da Silva, auxiliar de limpeza no HCM

“Mesmo como infectologista, nunca imaginei viver um cenário de pandemia como este. Depois de meses de estudos, de atuar na linha de frente, no cuidado a internados com a Covid-19, receber a vacina, de cujo estudo clínico participei como pesquisadora, foi como receber uma dose de esperança de dias melhores, em que poderemos voltar a abraçar nossos familiares e conhecer o rosto dos que até hoje só vimos com máscara.” “Estou muito feliz pelo reconhecimento. Vacina salva vidas, é esperança. Continuem usando máscaras e protegendo a todos, as crianças inclusive.”

Dra. Cássia Estofolete, médica infectologista do HB

Dra. Maura Cristina Negreli, médica intensivista pediátrica do HCM Funfarme Notícias - Janeiro 2021 7


Pandemia

Grande atuação das equipes Desde o dia 19 de janeiro, a Funfarme organizou megaoperação com seus profissionais para vacinar, inicialmente, todos os colaboradores que atuam na linha de frente da Covid-19, das unidades de Urgência Respiratória, UTIs e enfermarias, cumprindo todas as recomendações da Secretaria Estadual de Saúde. Ao todo, cerca de 20 enfermeiros se empenharam em dois turnos para agilizar o processo, respeitando as regras de distanciamento social, uso de máscara e álcool em gel durante toda a ação. “Para dar tudo certo foi necessário um planejamento que começou 15 dias antes do início da vacinação. Montamos as equipes, definimos o local, definimos a forma de registro por meio do crachá com a nossa TI, além de cartão de ponto no modelo que já facilitasse a colocação do registro no site do Ministério da Saúde”, afirmou Maria Regina Jabur, superintendente assistencial do HB. Ela ressalta ainda o importante trabalho em equipe. “Além disso, realizamos a capacitação técnica de toda equipe. Foi fundamental também criar um comitê da vacinação, onde discutimos a sequência dos colaboradores que seriam vacinados, sempre com foco nos profissionais atuantes na linha de frente da Covid-19. Na verdade, é um time que organiza, trabalha, controla a cadeia de armazenamento, transporte e preservação de todas as vacinas. Um verdadeiro trabalho em conjunto”, afirmou Maria Regina. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 80% das pessoas com covid-19 se recuperam da doença sem precisar de tratamento hospitalar. Entretanto, uma em cada seis pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 desenvolvem formas graves da doença. Pessoas idosas e/ou com morbidades, a exemplo de pessoas com problemas cardíacos e pulmonares, diabetes ou câncer, dentre outros, têm maior risco de evoluírem para formas graves da doença. É sabido que as medidas não farmacológicas para conter a transmissão do novo coronavírus, que apesar de terem sido fundamentais até o presente momento tem elevado custo social e econômico, tornando-se imprescindível dispor de uma vacina contra a doença. Ainda de acordo com o panorama da OMS, atualizado em 12 de janeiro de 2021, existem 173 vacinas Covid-19 candidatas em fase pré-clínica de pesquisa e 63 vacinas candidatas em fase de pesquisa clínica, das quais 20 encontram-se na fase III de ensaios clínicos. A vacina CoronaVac aplicada nos colaboradores da Funfarme é desenvolvida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Butantan contendo o vírus SARS-CoV-2 inativado, com eficácia global de 50,38%.

Janaina Lima, Rose Contreras, Kleber Oliveira

Cristina Murad, Cileia Tunuci, Mariana Donda

Maiara Sanches, Keyla Azevedo, Cristiane Carvalho

Flávia Queiroz, Priscila Buck, Maria Regina Jabur, Edna Castro, Ilza Passos

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Pandemia

Isabela Frutuoso, Edna Castro, Daniele Fernandes, Samantha Melara, Giovanna Souza

Bianca Bronzelli, Fernanda Zequini, Suelen Zuanazzi

Franciele Fernandes, Suzilene Ribeiro, Cleber Candido

Priscila Buck, Jaqueline Lopes Gouveia e Clinton Fábio

Katia Candido, Samantha Melara, Flavia Queiroz Funfarme Notícias - Janeiro 2021 9


Coronavírus

Hemocentro de Rio Preto orienta a doação antes da vacina contra a Covid-19 Após início da vacinação no Estado de São Paulo, o Hemocentro de Rio Preto orienta a população sobre a importância da doação de sangue antes de se vacinar contra a Covid-19. Segundo a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), pessoas que receberam a vacina com vírus ou bactérias inativados, toxóides ou recombinantes devem esperar 48 horas para doarem. Em caso de vacinas de vírus ou bactérias vivos e atenuados, o tempo de espera para a doação deve ser de 4 semanas. Bárbara Cabrera, líder da Captação do Hemocentro, explica sobre o prazo de espera para viabilizar a doação. “É necessário esse intervalo porque o doador pode desenvolver algum efeito colateral após a vacinação, assim como pode acontecer em qualquer outra imunização. Por isso, é importante fazer a doação de sangue antes de tomar a vacina para que os estoques do Hemocentro permaneçam estáveis”, ressalta Bárbara. Tharsis Ferreira dos Santos, médico

Dr. Tharsis Ferreira é doador frequente de plaquetas e sangue no Hemocentro. Sua doação por aférese equivale a doação de 20 pessoas

hematologista do Hemocentro, é doador regular na instituição, tanto de sangue quanto de plaquetas e foi vacinado com a CoronaVac. Após aguardar o período de 48 horas, fez sua primeira doação do ano. “Sou doador de plaquetas, de sangue e granulócitos. Comecei

O que são plaquetas? Plaquetas são células sanguíneas produzidas pela medula óssea, responsáveis por promover coagulação do sangue e controlar os sangramentos. Pacientes que necessitam da transfusão de plaquetas são aqueles que têm plaquetas baixas no sangue ou sangramentos. Em um hospital, as crianças com leucemia, pacientes com câncer em radioterapia ou quimioterapia, procedimentos cirúrgicos e transplantes de medula óssea são os que mais utilizam esse hemocomponente.

a doar depois de observar o crescimento do número de pacientes com câncer que precisam de plaquetas e por confiar nesse procedimento bastante seguro, por aférese, que equivale à doação de 20 doadores de sangue pelo modo convencional”, afirmou Dr. Tharsis.

Sobre doações de plaqueta no Hemocentro: A duração de uma bolsa de plaquetas é de

5 dias

O Hemocentro utiliza em média

2.000 bolsas de plaquetas por mês. Ao todo, são feitos

200 procedimentos para coleta das bolsas.

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Redes Sociais

Funfarme faz live para falar sobre as vacinas contra a Covid-19 No dia 15 de janeiro, a Funfarme promoveu uma live nas redes sociais para falar sobre as vacinas contra a Covid-19. Participaram da transmissão os infectologistas Dr. Maurício Nogueira, Dr. Irineu Luiz Maia e a coordenadora do Centro Integrado de Pesquisa (CIP), Dra. Lilia Nigro Maia. Durante a transmissão os participantes puderam tirar as dúvidas da população. O conteúdo foi dividido em três etapas, na primeira os participantes falaram sobre as vacinas, em seguida abordaram sobre as Fake News e última parte da transmissão foi aberta para perguntas e repostas. Uma das questões respondida pela Dra. Lilia Nigro Maia é muito recorrente nas redes sociais e nos grupos de aplicativo de mensagens. Por que a CoronaVac e outras vacinas contra a Covid-19 foram produzidas tão rápidas enquanto as outras vacinas levaram mais tempo para ser produzidas? “Uma visão distorcida é esta de que a maneira correta de produzir a vacina é fabricar de forma lenta. O que existe é uma questão de dinheiro e investimentos. Normalmente o financiamento de pesquisas só vem nos estágios finais. No caso da Covid-19, foi injetado muito dinheiro nas pesquisas, já que é de in-

Clique na foto para assistir a live

teresse mundial. Vários laboratórios no mundo se preparando para produção em massa”, explica Dra. Lilia. Dr. Maurício Lacerda explicou quais os motivos que levaram à escolha das vacinas CoronaVac e AstraZeneca. “Um país com centenas de milhões de habitantes tem necessidade de transportar a vacina. Por isso, você não vai conseguir distribuir a Pfizer, uma vacina que necessita de -60°C, para o interior do Amazonas, Sertão da Paraíba. Brasil optou pelas vacinas que tem condições de manipular e transportar”, afirma. Dr. Irineu Luiz Maia alertou sobre a

propagação das Fake News. “Envolver política com saúde pública, transmitir falsas informações, tudo isto diante deste momento difícil em que vivemos. Não encaminhe notícias falsas. Ao invés disso, se preocupe com você, com sua saúde, o bem estar da sua família. Pensem nos amigos e na população. Torcer para resultados positivos das vacinas, pois ninguém mais está aguentando a pandemia”, disse. A transmissão no Facebook alcançou aproximadamente 196 mil pessoas. Com mais de 1.400 reações, 1.300 compartilhamentos e 815 comentários, até a publicação desta matéria.

Por que profissionais não usam luvas na aplicação de vacina? Durante as aplicações das primeiras doses da CoronaVac no Complexo Funfarme, uma questão foi levantada por algumas pessoas nas redes sociais. Por que profissionais não usavam luvas durante o procedimento? A resposta é simples, a Fundação segue as normas das agências regulamentadoras. “Tanto o Ministério da Saúde, Conselho de Enfermagem e a Anvisa recomendam utilizar as luvas somente para procedimentos de risco ocupacional de exposição, ou seja, quando o paciente ou colaborador não estiver com a pele integra”, explica a enfermeira Luciana Elena Tirelli Kaltenbacher. É importante destacar que entre uma aplicação e outra é necessária a higiene efetiva das mãos, com água e sabão ou álcool em gel 70%. “Seguindo à risca as normas de higienização, o colaborador garante a própria segurança quanto a do paciente ou pessoa que receberá a vacina”, afirma a enfermeira.

As luvas somente são necessárias quando paciente ou colaborador não estiver com a pele integra Funfarme Notícias - Janeiro 2021 11


Cardiopatia Congênita

Hospital da Criança e Maternidade realiza seu 12º transplante em criança de um ano O Hospital da Criança e Maternidade (HCM), de São José do Rio Preto realizou no dia 18 de janeiro, seu 12º transplante de coração da história. Maria Alice, de apenas 1 ano e um mês, que recebeu o órgão foi diagnosticada com cardiopatia congênita e veio de Rondônia acompanhada da mãe Tatieli Ribeiro ao HCM. A pequena estava internada há 5 meses no hospital. A equipe do Serviço de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular Pediátrica do HCM, capitaneada pelo Professor Dr. Ulisses viajou para a cidade de Belo Horizonte onde o órgão foi captado. Em Rio Preto, o novo coração da pequena Maria Alice foi escoltado pela Guarda Civil Municipal para que o transporte fosse agilizado. O tempo total entre captação, transporte e cirurgia foi de 8h.

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Tatieli conta que percebeu na filha alguns sintomas como tosse e cansaço. Desconfiada de que pudesse ser uma pneumonia, procurou ajuda médica e por meio de um raio X foi possível detectar que o coração da pequena Maria Alice estava dilatado. “Em junho de 2020 vim ao HCM para um procedimento de correção na veia coronária dela. Voltamos para nossa cidade em Rondônia, mas minha filha não conseguia diminuir as medicações. Por isso, os médicos indicaram o transplante”, disse Tatieli. Após cinco meses internada no HCM, a boa notícia veio pelo telefone: a espera pelo órgão havia terminado e a pequena em breve ganharia um novo coração. “Eu fiquei em choque, sem saber o que fazer. Era uma mistura de emoções.

Meu maior sonho nesse momento é que Deus possa consolar e dar forças à família que doou o coração. Sou imensamente grata por eles terem doador esperança e amor ao próximo”, agradeceu Tatieli. O Hospital da Criança e Maternidade e o Hospital de Base formam um dos complexos que mais realizam transplantes de órgãos e tecidos do Brasil, sendo referência para todo o país. Desde 1992, quando ocorreu o primeiro transplante na Funfarme, já foram realizados mais de 5.200 transplantes de coração, pâncreas, córneas, rins, fígado e medula. São José do Rio Preto é a única cidade a realizar transplantes de coração de crianças do interior do Brasil. Os outros centros transplantadores localizam-se em capitais de Estado.


Portal de educação

Funfarme inaugura CardioPedBrasil, 1º portal de educação a distância gratuito no HCM A Funfarme inaugurou no dia 15 de janeiro o 1º portal de educação a distância gratuito do HCM destinado ao compartilhamento de informações com familiares e profissionais da área sobre cardiopatias congênitas. O evento contou com a participação de diretores, médicos e lideranças do complexo hospitalar. Alocado em uma sala no HCM, o estúdio CardioPedBrasil tem seu nome em homenagem ao Professor Dr. Sírio Hassem Sobrinho, por sua grande contribuição para a cardiologia pediátrica que transformou Rio Preto em referência nessa área da medicina. “Em todo lugar que o Dr. Sírio ia, sempre fazia questão de divulgar a cardiologia pediátrica e ressaltar nossa luta para operar cada vez mais crianças com cardiopatia. Então, quando nós pensamos em fazer um portal de educação a distância, nada mais justo do que esse local receber o nome do Dr. Sírio Hassem Sobrinho”, afirmou Dr. Ulisses Croti. “Dr. Sírio foi o iniciador da cardiologia pediátrica. Toda minha base foi calcada nas aulas e ensinamentos dele. Toda sexta-feira ele dedicava o dia a ensinar cardiologia pediátrica e essa sala tem esse objetivo, de perpetuar essa ideia e disseminar informações para a população”, ressaltou Dr. Carlos Henrique de Marchi.

Serviço de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular Pediátrica

Da esquerda para direta: Dr. Carlos Henrique de Marchi, Carolina Saad, Dr. Ulisses Croti e Luísa Saad

O portal será dedicado totalmente ao tratamento das crianças com problemas no coração e contará com lives e podcasts semanais com familiares dos pacientes com cardiopatia para o esclarecimento das dúvidas mais frequentes sobre a doença, além de aulas técnicas diariamente para profissionais de saúde. Emocionadas, Luísa Saad Hassem e Carolina Saad Hassem, filhas do Dr. Sírio agradeceram a homenagem recebida durante a inauguração. “Ficamos muito felizes e orgulhosas de ver que ele

foi uma pessoa importante não só para nós, mas para muita gente. É uma satisfação muito grande e isso nos dá força para continuar. Obrigada pelo reconhecimento, sei que ele também está muito orgulhoso”, agradeceu Luísa Saad. “Queria agradecer de coração, pois é isso que faz a gente seguir em frente. São boas lembranças, além de todo o amor que ele deixou e isso vai ficar vivo para sempre. Meu pai tem amor enorme por todos e vocês são parte da história dele”, disse Carolina Saad.

Referência nacional em tratamento de crianças com cardiopatias congênitas, o HCM já realizou mais de 5.000 cirurgias desde 2013. Além disso, o serviço

faz todos os tipos de cirurgias, incluindo transplante cardíaco pediátrico, atualmente em seu 12º e conta com equipe multidisciplinar altamente capacitada.

Dr. Jorge Fares e Dr. Carlos Henrique de Marchi emocionados ao darem depoimento sobre Dr. Sírio

“O novo estúdio CardioPedBrasil conta com modernos equipamentos para produção de lives, podcasts e aulas online com público-alvo do Brasil e do mundo” Funfarme Notícias - Janeiro 2021 13


Displasia renal

HCM realiza seu 57º transplante de rim em criança de dois anos No dia 10 de janeiro, o HCM realizou seu 57º transplante de rim em crianças. Arthur Verati Loyola, de dois anos, foi diagnosticado precocemente com displasia renal, doença que faz com que os rins nasçam pequenos e quase sem funcionamento. Isabel Verati, mãe do pequeno Arthur, da cidade de Rinópolis, descobriu a doença no filho quando detectou os primeiros sintomas como falta de sono, de apetite, além de notar uma paralisa em seu crescimento. “Como nossa cidade é pequena, fomos atrás de uma cidade que tivesse um hospital com mais recursos, mas o Arthur já estava muito grave e correndo risco de vida. Conseguimos então o encaminhamento para a Santa Casa de Presidente Prudente, onde ele ficou internado por 7 dias na UTI e outros 22 na pediatria logo depois”, afirmou Isabel. Para a nefrologista Dra. Maria Alice Baptista, o diagnóstico precoce é fundamental para o início do tratamento evitando complicações no desenvolvimento da criança. “Quando descoberta tardiamente essa doença, a criança pode apresentar déficit de crescimento, anemia, fraqueza óssea, além de deficiência em toda parte metabólica. “A diálise peritoneal resolve parte do problema, porém não é indicado por um tempo prolongado”, ressalta Dra. Maria Alice. Após passar por meses de tratamento, o pequeno foi encaminhado para o HCM para entrar na fila de espera por um transplante. Não demorou muito para

O pequeno Arthur aguardou o transplante por dois meses

que a boa notícia viesse. Dois meses se passaram até que finalmente Isabel recebesse a notícia de que seu filho receberia um novo órgão. “No dia 10 de janeiro a Dra. Maria Alice me ligou e disse que tinha aparecido um rim. Fiquei tão feliz que só chorava e agradecia a Deus. “Não dá para descrever a felicidade, foi o

melhor presente que ganhamos”, disse a mãe emocionada. Atualmente quatro crianças estão na fila de espera por um transplante de rim. Desde 1992 a Funfarme realiza esse tipo de procedimento. Ao todo, já foram realizados 57 transplantes em crianças e jovens de até 18 anos.

Números da Funfarme Ao longo do ano de 2020 o complexo hospitalar já realizou mais de 300 transplantes de diversos órgãos:

Córneas

Fígado

Rim

29 transplantes

51 transplantes

65 transplantes

Medula

Coração

Pulmão

159 transplantes 14 Funfarme Notícias - Janeiro 2021

4 transplantes

4 transplantes


Funfarme e a comunidade

Parceiros fazem doações de alimentos ao Complexo Funfarme A Funfarme recebeu no mês de janeiro doações de alimentos e água dos parceiros da Instituição. A Mar & Rio Pescados fez uma doação de 500 quilos de peixe e a Siamar doou 410 quilos de alimentos. Em Palestina foi realizada, entre os dias 1 de dezembro do ano passado até o dia 4 de janeiro, a 2ª Campanha Solidária para arrecadação de alimentos promovida pelo Silvinho Cabeleireiro. A ação arrecadou 12 litros de leite e 300 quilos de alimentos. A Bebidas Poty doou 1.000 copos de água de 200ml e os Parceiros do Bem de Aparecida d’Oeste doaram 160 quilos de alimentos e 145 quilos de legumes. Ações como estas são de grande importância para instituição.

Doação Parceiros do Bem de Palmeira D’Oeste

Doação Parceiros do Bem de Palestina

Doação Mar & Rio Pescados

Doação Siamar

Doações da Bebidas Poty

Se também quiser ajudar, basta entrar em contato com o setor de Captação de Recursos pelos números: 3201-5189 (17) 99622-6614 (17)

(17) 99609-2081 (17) 99633-6438 Funfarme Notícias - Janeiro 2021 15


Educação

Funfarme entrega 2.700 kits escolares para filhos de seus colaboradores A Funfarme realizou nos dias 18, 19 e 20 de janeiro a entrega de kits escolares para filhos de seus colaboradores e de empresas que prestam serviço à Fundação. Foram distribuídos 2.700 kits a crianças e jovens que cursam os ensinos fundamental e médio, o que inclui estagiários e menores aprendizes que trabalham no complexo hospitalar. O auxílio é oferecido pela instituição desde 2008. “É uma das principais ações que demonstram o compromisso da Funfarme com a educação. O auxílio é oferecido pela instituição há treze anos e tem a intenção incentivar os estudos e o de amenizar as contas de começo de ano”, explica do diretor executivo Dr. Jorges Fares. Os kits são subdivididos em maternal ao jardim, do 1º ao 5º ano, 6º ao 9º ano e ensino médio. “Para selecionar o item de cada kit, o Recursos Humanos (RH) do complexo consulta alguns colaboradores sobre os mais solicitados nas listas escolares. O Setor de Compras cota e avalia os fornecedores com melhor custo-benefício, sem deixar de lado a qualidade”, diz Cristiane Midori, coordenadora do Setor de RH. A colaboradora Ana Paula Alves retirou três kits para os filhos e fala sobre a economia gerada nas contas da família. “É uma ajuda muito importante, principalmente no começo do ano, que temos mais gastos. O dinheiro que usaria na compra do material, mais de R$600,00, posso destinar para outras contas. Faço a retirada dos materiais desde 2011”, afirma. A colaboradora Talita Francisco Rocha retirou dois kits para as filhas que cursam 2º e 8º anos. “ É a quinta vez que eu faço a retirada do benefício, os materiais dos kits distribuídos pela instituição são completos e de excelente qualidade. São mais de 20 itens por kits”, conta.

Ana Paula Alves afirma que o benefício contribui na economia da renda familiar

Talita Francisco Rocha retirou dois kits e destaca a qualidade dos materiais

Kits montandos pelo Recursos Humanos são distribuídos desde 2008 16 Funfarme Notícias - Janeiro 2021


Alerta aos Colaboradores!

O perigo do consumo dos chás “milagrosos” sem acompanhamento de especialistas Na tentativa de perder peso de forma rápida muitos recorrem aos tradicionais chás ‘milagrosos’ com intuito de queimar gorduras e acelerar o metabolismo. Porém, é necessário muito cuidado e cautela com o consumo destas bebidas, pois alguns componentes, se ingeridos em excesso, podem causar efeitos colaterais graves e até mesmo levar à morte. Por isso, é recomendado o acompanhamento e orientação de um profissional da saúde. Por ser classificada como uma bebida natural, muito consumidores acreditam que os ‘chás milagrosos’ não podem causar danos à saúde, como explica o Dr. Renato Silva, médico hepatologista e responsável pelo Serviço de Transplante de Fígado do HB. “Esta falsa ideia de limpeza do organismo é uma visão totalmente errônea e perigosa. Tudo que ingerimos passa pelo fígado. O excesso de algumas substâncias, mesmo as classificadas como naturais presentes nos chás milagrosos, podem causar problemas graves como por exemplo a cirrose hepática, uma inflamação crônica do fígado caracterizada pela formação de nódulos, que dificultam o trabalho do órgão”, afirma o especialista. Os chás de uma maneira geral trazem benefícios, mas o seu consumo deve ser prescrito por um nutricionista. De acordo com o médico hepatologista, não se trata de proibir o consumo, mas de evitar a ingestão de bebidas desse tipo vendidas sob o falso pretexto medicinal. “Não estamos falando em restrin-

gir o consumo de chás. Na maior parte das vezes, ingerir quantidades adequadas dessas bebidas não provocarão malefícios graves, mas é importante que se saiba que não existe nenhuma comprovação que esses produtos tenham qualquer ação no emagrecimento”, ressalta Dr. Renato. “O cenário ideal é abandonar estes chás ‘seca-barriga’ de origem desconhecidas e aderir um estilo de vida saudável. Beber bastante água, reduzir o consumo de sal e açúcar, não pular refeições, consumir frutas e realizar atividade física regularmente”, complementa o médico hepatologista.

Outro cuidado a ser levado em consideração é a procedência da bebida, como explica Dr. Carlos Caldeira, coordenador do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital de Base. “É fundamental verificar de onde vem este produto. Se estiver à venda em site é necessário confirmar se a página é realmente confiável. Se a bebida for desenvolvida por um laboratório, verificar se a instituição realmente existe, como endereço, telefone fixo, quem é o farmacêutico responsável, pois boa parte desses produtos não contém exatamente o que informam nas embalagens ou bulas e é aí que está o perigo”, alerta Dr. Carlos.

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RHC

A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida. Tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais.

Não se conhece a causa da maioria das leucemias, que podem ser classificadas de acordo com a evolução e o tipo de defeito dos glóbulos brancos. As leucemias agudas se dividem em dois principais grupos: a linfoide e a mieloide. A leucemia linfoide aguda (LLA) é o câncer mais comum em crianças, a leucemia mieloide aguda (LMA) acontece com maior frequência nos adultos. Mas isso não impede que ambas surjam em qualquer fase da vida.

Sintomas Os sintomas de leucemia podem variar ligeiramente, de acordo com a evolução da doença e do tipo de células afetadas, além da idade do paciente. Alguns dos sintomas são: Febre ou calafrios; Fadiga e fraqueza persistentes; Infecções frequentes ou graves; Perda de peso sem motivo aparente; Nódulos linfáticos inchados; Desconforto abdominal, provocado pelo inchaço do fígado ou do baço; Hemorragias ou hematomas recorrentes; Pequenas manchas vermelhas na pele.

Distribuição segundo faixa etária no príodo de Jan/2015 a Dez/2019

Tratamentos Dependendo do tipo e extensão da doença, a pessoa pode fazer quimioterapia, radioterapia, transplante de medula óssea ou a associação de diferentes tratamentos. A primeira etapa do tratamento é Distribuição segundo tratamentos realizados isolados e combinados de chamada de indução para remissão da jan/2015 a Dez/2019 doença. A segunda fase é a consolidação para combater os possíveis focos residuais da doença. Pacientes que não respondem satisfatoriamente a esse esquema terapêutico podem beneficiar-se com o recurso do transplante de medula óssea. Radioterapia é usada mais raramente nas leucemias, mas pode ser indicada antes de transplantes.

Dados do Hospital de Base Entre os anos de 2015 a 2019 o HB atendeu 417 pacientes com leucemias, sendo 325 casos em adultos e 92 em crianças. Da totalidade de casos novos, as formas agudas representam 71%, as crônicas 26%, e 3% foram outros tipos de Leucemias. Em adultos a doença de forma aguda ocorreu em 209 pacientes o que corresponde a 64%, e as doenças crônicas foram em 109 pacientes 34%, e 2% outros tipos de Leucemias . Em crianças a forma aguda ocorreu em 89 pacientes 97%, e apenas 3% tiveram a doença crônica.

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Espaço ASFF

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NHE

Vacina contra a Covid-19 A Covid-19 é a maior pandemia da história recente da humanidade causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). Um dos grandes avanços tecnológicos em saúde nas últimas. O objetivo da vacinação é reduzir a morbimortalidade causada pelo novo coronavírus, bem como a manter o funcionamento da força de trabalho dos serviços de saúde e o funcionamento dos serviços essenciais. Considerando a disponibilidade limitada de doses da vacina, o Mistério da Saúde (MS) e a Secretaria da Saúde de São Paulo (SES) recomendam a priorização segundo os critérios de exposição à infecção e de maiores riscos para agravamento e óbito pela doença. A Funfarme está vacinando seus colaboradores com a vacina Coronavac, provenientes das Farmacêuticas Sinovac/Butantan, seguindo as recomendações do MS e SES. O cronograma de vacinação na Funfarme está sendo divulgado gradativamente para os setores envolvidos.*

Tabela 1. Doenças e Agravos de Notificação Compulsória, notificados na FUNFARME no anos de 2020 e 2021 DNC Doenças compulsórias

2019 not

2020

conf

not

conf

Principais reações adversas observadas após vacinação (Coronavac): Reação muito comum:

Local: dor

Reação comum:

Sistêmica: fadiga, febre, mialgia, diarreia, náusea, dor de cabeça

Reação incomum:

Sistêmica: vômitos, dor abdominal inferior, distensão abdominal, tonturas, tosse, perda de apetite, hipersensibilidade, pressão arterial elevada o Local: coloração anormal no local da administração, inchaço, prurido, eritema, hipoestesia local, endurecimento. Se você é um colaborador Funfarme/Famerp e apresentar alguma destas reações adversas ligue na Central de Monitoramento para receber as orientações. Mesmo imunizados, mantenha as medidas de prevenção: uso de máscara, distanciamento social, higienização das mãos, etc. Agravos compulsórios

not

conf

not

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“A prevenção e o controle da COVID-19 é um compromisso de todos” Referência: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações. Segundo Informe Técnico-Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19. 23 de janeiro de 2021 São Paulo. Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” – CVE. Documento Técnico - Campanha de Vacinação Contra a COVID-19. 25 de janeiro de 2021

Fonte: SINANnet-SINANweb-FIN-FII-NHE/FUNFARME Dados provisórios, investigações em andamento, levantamento até dia 04/01/2021 *Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG): confirmados por Influenza, COVID-19 e outros vírus respiratórios

Doenças de Notificação Compulsória! - NOTIFIQUE O NHEFUNFARME - Ramal 1380. Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. www.hospitaldebase.com.br/nhe À noite, nos finais de semana e feriados, no ramal do NHE ou no telefone do Grupo de Vigilância Epidemiológica – GVE XXIX (17) 3227-8814 20 Funfarme Notícias - Janeiro 2021


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