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Macaé, maio de 2015 - Periodicidade semestral - Ano I, Segunda edição - Editora Funemac

Vencedores da 2ª edição do PlUMa são premiados em noite de poesia e música Pág. 06

FeMASS elabora Revista Acadêmica com lançamento previsto para este ano Pág. 03

Programa de Incubação de Empreendimentos Tecnológicos é lançado na Cidade Universitária Pág. 10

Turismo que educa Pág.08


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Macaé, maio de 2015 - Segunda edição - Editora Funemac

EDITORIAL

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ansamos de ouvir a frase “a educação é o futuro de uma nação”. Mas o que nós, cidadãos, fazemos para torná-la futuro? Nesta época em que assistimos a tantas batalhas travadas por educadores para que a educação ganhe o foco e a importância que merece, não podemos deixar de evidenciar as ações positivas que contribuem para o mesmo fim. Ou seríamos levados pelo círculo vicioso do pes-

simismo: sou capaz de apontar as falhas, mas não tenho forças para transformá-las. Na maioria das vezes, achamos que o Brasil e a palavra “nação” estão muito longe de nós. Esquecemos que cada um de nós, enquanto constituintes de uma comunidade, é parte relevante desse todo e operário de um futuro mais promissor. Portanto, ao falarmos sobre educação e futuro, não podemos negar nossas responsabilida-

des dentro e fora de uma sala de aula. Nessa segunda edição do Correio Macaense Universitário, queremos divulgar importantes passos rumo à educação do futuro. Falamos sobre um polo chave em termos de desenvolvimento regional e nacional: a Cidade Universitária, que reúne três Instituições de Ensino Superior formadoras, por sua vez, de centenas de profissionais construtores do futuro. Gerida pela Funda-

ção Educacional de Macaé (Funemac), a Cidade Universitária reúne em um mesmo polo a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Faculdade Municipal Professor Miguel Ângelo da Silva Santos (FeMASS). Constitui, portanto, polo educacional de indiscutível relevância para a cidade de Macaé e, evidentemente, para todo o Brasil.

Falar sobre as contribuições de todo o fazer científico que aflora desse meio universitário inspira novas perspectivas de futuro, oferece ao município e ao país possibilidades de avanço nas mais diversas áreas do conhecimento. Assim, o Correio pretende tornar visíveis ações que, a princípio, podem parecer mínimas em termos de nação, mas são o primeiro passo para que a educação se torne nosso futuro.

DE OLHO NA FUNEMAC

A Funemac, em parceria com a Secretaria de Saúde, implementa a ação “Aids: fique sabendo. Não deixe para depois, faça o seu teste anti-HIV”. Caixas com camisinhas foram instaladas no acesso à biblioteca, no corredor do Bloco A e no espaço de convivência e quem quiser pode retirar a sua, gratuitamente.

EXPEDIENTE Presidente Funemac: Gleison Guimarães

Revisão: Adriana Bacellar

Vice-Presidente Funemac: Diagramador responsável: Carlos José Mattos Douglas Chaves Coordenadora Editora: Sandra Matsumura

Jornalista: Bertha Muniz

Editora Responsável: Elis Regina Nuffer

Publicidade: Clito Junior

Tiragem: 2.000 Contato: comunicacao.funemac@macae.rj.gov.br

COMO CHEGAR: No Terminal Central de Macaé, embarcar no ônibus do Sistema INtegrado de Transportes - SIT Macaé - na linha T51 (Terminal Central x Terminal Parque de Tubos) e desembarcar no Polo Universitário em frente ao Shopping Plaza Macaé. Há também as linhas T23 (direto do Lagomar), T61 e A31 que saem do Terminal Central e passam pelo ponto da cidade Universitária.


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FEMASS

FeMASS elabora Revista Acadêmica com lançamento previsto para este ano gabriel emerik

Douglas Chaves

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e acordo com o dicionário formal da língua portuguesa, o farol é algo que esclarece e guia. Essa é justamente a intenção da Faculdade Professor Miguel Ângelo da Silva Santos (FeMASS) ao lançar sua revista acadêmica no ano em que comemora seus 15 anos. A Revista Farol, que tem como tema em sua primeira edição “Nosso fazer científico”, tem como premissa iluminar, dar direção e apresentar recentes produções de sua comunidade acadêmica. Segundo a vice-diretora da FeMASS, Balade Ayala, sete trabalhos foram selecionados. “Nós priorizamos pesquisas desenvolvidas por professores e alunos de iniciação científica e de extensão dos cursos de Sistema de Informação, Administração e Engenharia de Produção”, afirmou. A criação da revista passa pela missão da instituição, que é “promover a Educação Superior de qualidade, articulando ensino, pesquisa e extensão nas interações entre o poder público, a indústria e a academia, formando cidadãos para o desenvolvimento social, econômico, cultural e ambiental de Macaé. Desta forma, os artigos

apresentados serão relevantes para o desenvolvimento da cidade”. Esta realização conta com a parceria da Editora da FUNEMAC, responsável pela diagramação, registro e

edição da revista. O lançamento está previsto para este primeiro semestre letivo, em data a ser divulgada. A revista será lançada em formato digital, seguindo a tendência

das publicações de se fazerem presentes na rede mundial de computadores. A edição também será impressa. A FeMASS é uma Instituição de Ensino

Superior, mantida pela Fundação Educacional de Macaé (Funemac) e está instalada na Cidade Universitária, à Rua Aloísio da Silva Gomes, 50, Granja dos Cavaleiros.


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UFRJ

UFRJ – nova era em Macaé Comunicação UFRJ

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ma nova era se aproxima para o Campus UFRJ Macaé Professor Aloísio Teixeira, com a expectativa de inauguração do bloco C, conforme convênio firmado entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Prefeitura de Macaé e a Fundação Educacional de Macaé (Funemac). Foi iniciado o processo de ocupação do novo prédio e, juntamente com o bloco B, o chamado bloco C será de uso exclusivo da UFRJ. No prédio A funcionam a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Faculdade Professor Miguel Ângelo da Silva Santos (FeMASS), mantida pela prefeitura por meio da Funemac. O novo prédio conta com aproximadamente seis mil metros quadrados: a prefeitura investiu aproximadamente R$ 23 milhões não só na construção dos prédios, mas também na infraestrutura necessária: pavimentação, rede elétrica e o castelo d´água para receber até 73 mil litros, além do estacionamento com toda infraestrutura de iluminação e asfalto, para o bem-estar de alunos, professores e técnicos-administrativos. “A universidade tem o papel precípuo de impulsionar o desenvolvimento da região e fazer uma cidade melhor para todos, com uma qualidade de vida cada vez

melhor”, afirma a professora Arlene Gaspar, diretora-geral do Campus UFRJ-Macaé. Destaca ainda a importância da universidade na vida das pessoas e o orgulho da parceria da UFRJ com a Prefeitura de Macaé e a Funemac: “A importância deste trabalho conjunto com a prefeitura foi fundamental para que este sonho se tornasse realidade”, disse a diretora. Atualmente, a UFRJ ocupa no bloco B 26 sa-

las para aulas teóricas de seus cursos (exceto os de licenciatura e bacharelado em Ciências Biológicas, ministrados no Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental – Nupem, denominado Polo Barreto). O bloco C conta com 26 salas, 13 delas no segundo pavimento e 13 no terceiro. O térreo será composto por salas administrativas de apoio acadêmico, além dos laboratórios que ocupavam

os antigos módulos habitacionais: laboratórios de física, laboratório de histologia, laboratório de saúde do adulto, laboratório de saúde da criança e do adolescente, laboratório de saúde do idoso, laboratório de avaliação nutricional e diagnóstico em saúde, laboratórios de engenharia, laboratório de informática da graduação (LIG), além da sala do Pró-Saúde. O Campus - Macaé tem hoje em torno de

1.800 alunos em 11 cursos de graduação e três programas de pós-graduação, 300 docentes e 114 técnicos. A Universidade já formou turmas em Macaé, dos cursos de Licenciatura em Química, Farmácia, Licenciatura em Ciências Biológicas, Nutrição, Enfermagem e Obstetrícia, e, em breve, formará as turmas de Medicina, Bacharelado em Química, e as Engenharias de Produção, Mecânica e Civil.


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UFF

Alunos formandos em Direito pela UFF escolhem prefeitura como paraninfo

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Universidade Federal Fluminense (UFF) em Macaé realizou a colação de grau de alunos do curso de Direito, no início deste ano, no Teatro Municipal. Ao todo, foram 27 novos bacharéis em Direito. O poder público foi homenageado como o paraninfo da turma. “Expressamos os nossos maiores agradecimentos e o nosso

profundo respeito, que sempre serão poucos, diante do muito que nos foi oferecido”, diz o texto na placa oferecida à prefeitura. Representando o prefeito, Dr. Aluízio, esteve presente na colação o vice-presidente da Fundação Educacional de Macaé, Carlos José de Mattos, que ficou bastante emocionado e parabenizou a todos os formandos.

“Como servidor mais antigo desta fundação, acompanhei a chegada da UFF e seu desenvolvimento em Macaé. Esta é a terceira turma do curso de Direito, fruto da parceria prefeitura e Funemac. E, para nosso município e região, é de extrema importância no desenvolvimento de uma cultura jurídica embasada na formação de qualidade e responsabilidade. Gostaria de

parabenizar a todos os formandos, desejandolhes muita saúde, sorte, sucesso em suas caminhadas por esta vida”, afirmou o vice-presidente. Para o presidente da Funemac, Dr. Gleison Guimarães, esse é o momento em que a jornada de fato começa. “Tenho certeza de que esses novos profissionais farão a diferença na construção de um Brasil

melhor. Falamos tanto em mudanças e muitas vezes esquecemos que estas são resultados de nossas ações enquanto profissionais e cidadãos. Agora, a jornada de fato começa, boa sorte a todos”, disse. A UFF-Macaé funciona na Cidade Universitária que é mantida pela Fundação Educacional de Macaé, à Rua Aloísio da Silva Gomes, 50, bairro Granja dos Cavaleiros.


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FUNEMAC/PLUMa

Noite de poesia e música GABRIEL EMERIK

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oram conhecidos na noite do dia 11 de março os três vencedores da segunda edição do Prêmio Literário Universitário de Macaé (PLUMa), promovido pela Fundação Educacional de Macaé (Funemac). Em primeiro lugar venceu a estudante da Universidade Federal Fluminense (UFF), campus Macaé, Yohane Cardoso, autora da poesia “Quando falo nela”. Yohane é bi-campeã do prêmio, pois venceu também a primeira edição. Já o músico niteroiense Vinícius Araújo Dias Bragança, aluno da Universidade Estácio de Sá, Campus Niterói, conquistou o segundo lugar com a poesia “Pássaros em meu coração”. Em terceiro lugar ficou Dayse Galvão Souza de Oliveira, estudante da Faculdade de Filosofia e Letras de Macaé (Fafima), que apresentou sua poesia “Minha mãe Macaé”. Como premiações foram oferecidos certificados e um troféu para primeiro, segundo e terceiro lugares. Cada componente da banca julgadora seguiu critérios de avaliação que os auxiliaram na escolha dos poemas. As apresentações se deram em ordem alfabética, de acordo com o título de cada poesia classificada. “E, mais uma vez, aqui nos encontramos para falar sobre poesia. Clarice Lispector disse uma vez: ‘a palavra é meu domínio sobre o mundo’. E é justamente o que o PLUMa propõe no dia de hoje: deixar que a palavra sonhe neste dia, que ela transforme, comova e inspire. Trazer a poesia nesta noite significa muito mais do que pensarmos em arte: é para que ela deixe saudade, para que todos nós, ao sairmos, hoje, daqui, possamos ver o mundo com esses olhos reflexivos, introspectivos, que possamos pensar ‘sim, ela, a poesia, é essencial ao mundo’, porque ele carece de mais palavras-verdade, de mais palavras vividas, afloradas”,destacou a coordenadora da Livraria e Editora Funemac, Sandra Matsumura.

ADRIANA BACELLAR

Yohane Cardoso fazendo a performance que valeu o primeiro lugar no PLUMa


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FUNEMAC/PLUMa

PLUMa incentiva criação poética

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finalíssima do PLUMa ocorreu no auditório Claudio Ulpiano, na Cidade Universitária e contou com acadêmicos, poetas, professores e autoridades municipais. Compareceram ao evento a secretária de Educação do município, Lúcia Thomaz, e o presidente da Fundação Educacional de Macaé (Funemac), Gleison Marinho Guimarães. “O PLUMa nasceu no ano passado para incentivar a criação poética e a leitura entre os universitários de Macaé e de to-

do o Estado do Rio. E também para conhecermos um pouco mais os universitários para os quais trabalhamos e queremos sempre fazer o melhor. Temos a clareza e a certeza de que um aluno que gosta de ler e de escrever é também um aluno multiplicador de informação e de conhecimento. E esse é exatamente o papel das universidades, o de acolher o jovem para que ele possa exercitar as suas paixões e a sua vontade de atuar no mundo, para poder, mais tarde, fazer a diferença

nesse mundo”, avaliou Gleison Guimarães. As poesias foram performatizadas, passando pela avaliação da banca composta pela jornalista e editora do Caderno D do jornal O Debate, Isis Maria Borges Gomes; o jornalista e editor do jornal Expresso Regional, André Luiz Cabral; o Mestre em Ciência da Arte (UFF), Doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), professor e Diretor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé (FAFI-

MA) e coordenador do Núcleo de Apoio e Fomento à Pesquisa (NAFPA) da Funemac, Luiz Guaracy Gasparelli Júnior; o poeta e dramaturgo Ademir Martins; o poeta, ensaísta e crítico, com Pós-Doutorado em Tradução Poética pela Universidade de Paris-III / Sorbonne Nouvelle (2005), atualmente, professor Titular de Poética da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, em Campos-RJ, Pedro Lyra; e o escritor e estudante de Comunicação Social, Lucas Borges. GABRIEL EMERIK


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MACAÉ

Turismo que educa ADRIANA BACELLAR

Adriana Bacellar

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uanto maior o conhecimento da nossa história, mais poderemos lutar pela nossa qualidade de vida, física e mental. É mais ou menos com esse lema que, desde o ano passado, a vice -presidência de Acervo e Patrimônio Histórico do município, órgão ligado à Fundação Macaé de Cultura, promove o projeto “Lugares da Memória”. Trata-se de um roteiro histórico, turístico e cultural que, através de passeios guiados, oferece a oportunidade a qualquer interessado de passar a conhecer de perto um pouco mais da riqueza de Macaé. E não estamos falando de riqueza econômica, mas sim daquela que não se perde nunca: a educação e o aprendizado. Desde março de 2014, apoiados por outros órgãos do poder público e também pela iniciativa privada, que a equipe do Solar dos Mellos realiza o projeto. Lugares da Memória é uma parceria com a Fundação de Esportes e Turismo, os proprietários da Fazenda Airis, Ângela e Gonçalo, e com as administrações dos próprios locais que fazem parte do roteiro, como o Forte Marechal Hermes e a Câmara Municipal. Integram também a visita a Igreja de Santana, Lyra dos Conspiradores, Nova Aurora,

a Casa de Caridade de Macaé e o próprio Solar, antiga residência da família Mello, de onde saem os ônibus para os passeios. Tal proposta vem ao encontro, também, dos objetivos da Fundação Educacional de Macaé, que recebe estudantes de vários municípios do Estado do Rio e até de outros Estados do Brasil. Integrar os universitários com a história de Macaé e tentar despertar o interesse pela divulgação de sua história e memória também é compromisso da Funemac. Gisele Muniz, vice -presidente do Museu da Cidade, disse que, para

desenvolver tal projeto, foi preciso investir inicialmente no levantamento e reconhecimento dos espaços que estariam aptos a receber essa demanda. Tal esforço inclui a recuperação e a preparação dos espaços para receber visitas - e poder, assim, despertar a curiosidade e o interesse dos visitantes. - No primeiro encontro em março de 2014, vieram 11 pessoas. Mas já a partir do segundo, em abril do mesmo ano, o ônibus lotou, e vimos que estávamos lidando com coisa séria. Constatamos que há, sim, uma demanda pelo conhecimento e pela preservação da nos-

sa memória, na cidade, e isso nos mostrou que estávamos no caminho certo, conta Gisele. A partir daí, a equipe coordenada por Alice Tavares passou a se informar a respeito de projetos similares, desenvolvidos pelas Secretarias de Cultura do Estado e do município do Rio de Janeiro, para detectar a necessidade de se colocar guias (estagiários) para informar aos visitantes sobre a história daqueles locais. - O lugar de memória não é apenas um espaço físico, um lugar de turismo. O que se busca são valores comuns, o lugar de pertencimento, de tomar apreço e

gosto pela memória, pela comunidade… É o menino que traz o pai, o avô que traz o neto e as novas amizades e projetos pessoais que podem nascer, a partir daí, disse Alice Tavares. Depois dos guias treinados, foi a vez da identificação de tais lugares de memória com placas narrativas, explicando sucintamente por que aquele endereço deve ser visitado. Para o ano de 2015, Gisele Muniz conta que o compromisso é com a serra de Macaé, e o novo roteiro chamado “Caminho das Águas” vai incluir visitas à Fazenda Airis e ao Corredor Cultural de Glicério. - Este novo roteiro está sendo finalizado e está saindo do papel para a realidade. Ele será um passeio de até 2 horas e meia, numa manhã de domingo, como o primeiro roteiro, com o qual também já estamos trabalhando, afirmou. As inscrições podem ser realizadas pela internet ou no próprio Solar dos Mellos, localizado na rua Conde de Araruama, mas sempre depois que a equipe do Acervo divulgar a data certa. Tal divulgação é feita nos principais meios de comunicação da cidade e também no site da Prefeitura de Macaé (www.macae. rj.gov.br). Os passeios são gratuitos e devem passar a incluir, em breve, o Farol Velho da cidade (Farolito).


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NUPEM

Nupem promove II Encontro Temático sobre os Impactos dos Agrotóxicos

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Comissão Organizadora da 4ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio de Janeiro, em parceria com o curso de Nutrição da UFRJ-Macaé e o Projeto Compartilhando Saberes - NUPEM/ UFRJ-Macaé, convida a todos para participarem do seu 2º Encontro Temático para debate do tema: “Comida de verdade no campo e na cidade: os impactos do agrotóxico na segurança alimentar e nutricional.”

O objetivo deste encontro será a elaboração de demandas e prioridades locais para serem levadas à plenária da Conferência Nacional e subsidiar a tomada de decisão acerca da segurança alimentar e nutricional em nosso país. Esse processo preparatório da Conferência Estadual deverá priorizar o aspecto formativo dos membros da sociedade civil e do poder público, nas instâncias municipais e estaduais.

Data: 21 de Maio de 2015 Horário: 10:00 às 16:30 horas Local: Auditório do NUPEM/UFRJ-Macaé Polo Barreto/NUPEM - Av. São José do Barreto, 764 (atrás do Centro de Convenções), São José do Barreto. VAGAS LIMITADAS! No caso de desistência, solicitamos que comunique pelo e-mail consearj@gmail.com com antecedência, para que possamos convocar os demais interessados por ordem de inscrição.


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MACAÉ

Programa de Incubação de Empreendimentos Tecnológicos é lançado na Cidade Universitária Elis Regina Nuffer

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Parque Tecnológico (Macaé Techno Park) criará um ecossistema de inovação no município trazendo melhor desempenho econômico, financeiro e ambiental. O marco desse projeto foi em 18 de março deste ano, quando foi lançado o programa de Pré-Incubação de Empreendimentos Tecnológicos, na Cidade Universitária, para profissionais e estudantes de diversos segmentos. O programa é parte fundamental na implantação da Incubadora de Empreendimentos que será a primeira unidade do Macaé TechnoPark a iniciar sua operação induzindo e fomentando o empreendedorismo de base tecnológica, principalmente nas universidades e instituições de ensino e pesquisa. O projeto acontece em parceria da prefeitura, por meio da Subsecretaria de Ciência e Tecnologia, vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, da Fundação Educacional de Macaé (Funemac) e o Serviço Brasileiro de Pequena e Média Empresas (Sebrae) com outras instituições interessadas. Este primeiro ciclo “Transformando Ideias

em Negócios” foi aberto pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Vandré Guimarães, e o subsecretário de Ciência e Tecnologia, Joelson Tavares Rodrigues. Eles explicaram que um programa como este só acontece num lugar favorável que passa por um ciclo de desenvolvimento e crescimento. Durante o evento, foram abertas as inscrições para os interessados em participar com suas ideias para a geração de negócios. Também participaram do lançamento do

programa o vice-presidente da Funemac, Carlos José Mattos de Andrade; a diretora da Faculdade Municipal Professor Miguel Ângelo da Silva Santos (FeMASS), Larissa Frossard; o vice-diretor da UFRJ – campus Macaé, professor Paulo Melo; o secretário municipal de Trabalho e Renda, Alexandre Fernandes dos Santos; entre outras autoridades. O palestrante Rafael Clemente abordou o tema “Da Universidade ao Mercado: por

que Empreender?”. Ele mostrou um pouco da sua experiência na empresa, a Elogroup, criada em um processo de incubação na Comissão de Pós-Graduação e Pesquisa (Coppe), da UFRJ), onde Clemente cursou Engenharia de Produção. Ele falou da trajetória de crescimento e das oportunidades de negócios que, a partir desse programa, estão ao alcance dos sonhos de cada cidadão para ser empreendedor de sucesso. Hoje, com pouco mais de um ano

de criação, a empresa já tem escritórios em vários estados e não para de crescer. O edital do programa está disponível no site www.macaetechnopark.com.br. Quem quiser mais informações, deve entrar em contato pelo e-mailincubadora@ macae.rj.gov.br. A iniciativa é aberta a toda população e conta com apoio da FeMASS, da Faculdade Salesiana, da Case Consultoria Júnior da FeMASS, LEI, Focus Consultoria e Catena Consultoria. MAURÍCIO PORÃO

Como funciona a incubadora A Incubadora tem três modalidades de interação com o público: Pré-Incubação, Incubação e Associação. A primeira tem um papel essencial na implementação de todo o processo, uma vez que tem por objetivo difundir a cultura do empreendedorismo em nichos específicos para favorecer o surgimento de novos negócios e, consequentemente, aumentar a demanda pelo serviço de Incubação. O primeiro ciclo do programa, iniciado neste semestre letivo, divide-se nas seguintes fases: * Mobilização e Difusão Divulgação do programa e mobilização dos parceiros e do público alvo.

* Captação de Potenciais Empreendedores Ações de maior capilaridade nas IESs visando identificar perfis empreendedores candidatos à capacitação especializada. * Capacitação Especializada Pacote de serviços envolvendo cursos, workshops, consultorias e networking para o desenvolvimento das ideias de negócios dos candidatos. Ao final de cada ciclo, espera-se ter um grupo de empreendedores munidos de informações suficientes para tomar a difícil decisão de abrir ou não suas empresas, além de criar um ambiente de sinergia e relacionamentos propícios à geração de ideias e desenvolvimento de novos negócios.


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FUNEMAC/CAp

CAp- Funemac: 54% dos alunos formados em 2014 já estão estudando em universidades públicas do estado BERTHA MUNIZ

Bertha Muniz

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uarto lugar no último ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Macaé, o Colégio de Aplicação da Fundação Educacional de Macaé (CAp-Funemac) continua obtendo avanços significativos em apenas cinco anos de existência. Ao todo, 54%, ou seja, 31 dos 57 alunos que se formaram no Ensino Médio pelo colégio em 2014, já estão estudando em faculdades públicas do estado, como a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em cursos como Arquitetura, História, Enfermagem, Contabilidade, Jornalismo e Relações Públicas. Um terço dos aprovados estão cursando o ensino superior em instituições públicas no município como Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Faculdade Professor Miguel Ângelo da Silva Santos (FeMASS), em cursos como Engenharia de Produção, Direito e Administração. As turmas de 2014 obtiveram esse resultado em apenas um ano de prestação de exames admissionais. E esse número ainda pode aumentar levando em conta as

fases de reclassificações das universidades públicas de todo o país. “Muitos alunos ainda estão ingressando, ainda é cedo para calcular precisamente a quantidade de aprovados”, destacou Wanessa Leal, diretora do CAp-Funemac. Alunos de outras turmas do CAp ainda estão colhendo os frutos da base educacional formada pela instituição. Neste ano, outros quatro estudantes da turma de 2013 ingressaram para os seguintes cursos: Administração e Engenharia de Produção (FeMASS), Enfermagem (UFRJ) e Veterinária (UENF). Matheus dos Santos Franco, formando da turma de 2012 do CAp, obteve, no ano de sua formatura, média no ENEM para cursar Engenharia Civil pela UFRJ, mas preferiu insistir no curso de Medicina. O aluno foi aprovado este ano e já ingressou na UERJ. Matheus é o primeiro aluno do CAp a passar para Medicina em uma instituição pública. Para Wanessa Leal, o empenho coletivo é a base do sucesso do CAp. “Devemos esse resultado a uma equipe envolvida, que aposta no projeto. Os alunos também acrescentam uma parcela nesse processo, pois chegam à escola comprometidos a estudarem com afinco durante três anos. O desafio maior da escola pública não é ter estrutura e sim disposição para fazer a diferença”, avaliou. A história de Carlos

Carlos José Gaspar Adolpho Júnior estudou no CAp e passou no vestibular para a FeMASS

José Gaspar Adolpho Júnior é parecida com a de milhares de brasileiros. Ele estudou a vida toda em escolas públicas do município e, logo após se formar pelo CAp, em 2012, passou no vestibular da Faculdade Professor Miguel Ângelo da Silva Santos (FeMASS),onde hoje cursa o 4º período de Sistemas de Informação. A inserção de Carlos José no mercado de trabalho ocorreu logo após o ingresso na faculdade. “Fiz minha inscrição no CIEE (Centro de Integração Empresa Escola), no primeiro período, e comecei a trabalhar na área que estou cursando semanas depois. O CAp foi de extrema importância não só na minha vida acadêmica e profissional,como também no âmbito pessoal. A escola foi essencial na formação do meu caráter,pois lá eu aprendi

a lidar com as adversidades”,conta. Primeira aluna do CApFunemac a passar para o vestibular de Direito na Universidade Federal Fluminense (UFF), Campus Macaé,Dhafiny Correa acredita que a base educacional formada pelo CAp contribuiu para o seu ótimo desempenho no Enem. “O colégio foi importante desde o primeiro ano pelo conteúdo proposto que me preparou para a etapa de vestibular. Passei para Direito na primeira tentativa, através da minha nota do Enem, realizado enquanto ainda cursava o 3º ano no CAp”, avalia. No último ranking do Enem, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a instituição obteve a maior média em Linguagens, códigos e suas tecnologias

entre escolas públicas e privadas de Macaé, ficando com o 1º lugar nesta disciplina no Enem 2013. O resultado supera o último exame em duas posições, quando na mesma disciplina os alunos do CAp-Funemac conquistaram a 3º posição. Já em Redação, o CApFunemac também obteve avanços na última avaliação no exame. Enquanto em 2012 os alunos conquistaram o 4º lugar, com 650,77 pontos, no Enem 2013 saltaram para a 3ª posição com 676,54 pontos. “Somos uma escola pública que lida com a diversidade e que tenta oferecer para todos os alunos a mesma educação independente da classe social. É esse o diferencial do CAp”, acrescentou o professor de Geografia e Coordenador de Projetos da instituição,


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MACAÉ

“Robótica na Escola”: parceria da Semed e UFRJ amplia atendimento a alunos da rede Elis Regina Nuffer

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linguagem robótica já faz parte do ensino de crianças de 10 a 15 anos de idade da Educação Básica e Fundamental, da Formação Continuada de educadores da rede pública municipal de Macaé e será ampliada com o sucesso que tem sido o projeto “Robótica na Escola”. Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), por meio do programa #inovareaprender, o projeto tem parceria com a Odebrecht Óleo e Gás, Escola em Ação e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e este ano está sendo ampliado garantindo a participação de mais alunos e mais escolas. Os alunos das Engenharias da UFRJ participam do trabalho como monitores voluntários e a universidade reconheceu o projeto como de extensão, no início deste ano, informou um dos monitores, Tales Mello Paiva. “Isso é importante na medida em que uma das missões da universidade é justamente aproximar a sociedade da produção de conhecimento desenvolvida na academia”, completou. “Por outro lado, o projeto ajuda a melhorar a capacidade de nos relacionarmos com pessoas de idades diferentes num

intercâmbio de conhecimento e cooperação, nunca de competição”, acrescentou o universitário Alfeu Ferreira Rocha, também colaborador do projeto. Uma das marcas do projeto é que os alunos da rede municipal se envolvem na montagem e programação de robôs associando conceitos básicos de Mecânica e Eletrônica ao tema sugerido. Com auxílio dos professores e monitores, eles utilizam kits didáticos NXT (Lego), cedidos pela empresa Lego-Zoom. As vagas são preenchidas por adesão. Os interessados em participar ou tirar dúvidas sobre o projeto podem procurar a equipe na sala 220 da Semed. A coordenadora e idealizadora do projeto é Luemy Avila, professora da rede e coordenadora de Projetos Especiais Educacionais da Subsecretaria Municipal de Educação, Saúde, Cultura e Esporte, vinculada à Semed. Na UFRJ, os universitários voluntários do projeto são orientados pela professora doutora Maira Magini e o contato deve ser feito por meio do Centro Acadêmico das Engenharias (CAEng-Macaé), no campus UFRJ-Macaé, na Cidade Universitária, localizada à rua Aloísio da Silva Gomes, 50, bairro Granja dos Cavaleiros.

Nas estações O “Robótica na Escola”, que era desenvolvido apenas nas escolas, passará a ser desenvolvido, este ano, em 10 estações, conforme segue: Escola Natálio Salvador Antunes, em Córrego do Ouro, e Colégio Municipal do Sana, ambos na região serrana, que integra alunos moradores do Sana, Bicuda, Córrego do Ouro, Frade, Glicério, Trapiche e outras localidades; Unidade Estadual Municipalizada Polivalente Anísio Teixeira, Elza Ibrahim, Eda Moreira Daflon, Ancyra Gonçalves Pimental e Colégio de Aplicação (Cap) da prefeitura, mantido pela Fundação Educacional de Macaé (Funemac). Além dessas estações, o projeto, este ano, passa a ter o Polo Inovar e Aprender Laboratório Criativo, onde funcionarão mais três estações, sendo o espaço para oficinas, montagem e programação dos robôs, o que permitirá a participação de novas escolas, podendo alcançar o atendimento total de 1.000 alunos. Funcionará na antiga Fábrica da Cidadania, na Rua Teixeira de Gouveia, no centro da cidade. Neste ano, o projeto tratará sobre resíduos, descobrindo a demanda local e criando um protótipo original sobre o tema rumo à II Feira Municipal de Robótica na Escola, em 26 de agosto – a primeira foi realizada no mesmo mês no ano passado, na Cidade Universitária, e teve como tema a Saúde. A coordenadora lembrou que, em 2014, o projeto foi desenvolvido em 10 escolas, sendo quatro delas selecionadas após o Torneio Municipal para representar Macaé na etapa regional First Lego League-2014, no mês de novembro, em Vitória (ES). Estas quatro equipes, com seus 43 alunos, contempladas pela Odebrecht Óleo e Gás com kits Lego EV3 de robôs de última geração para participar da FLL-2014, foram: Escola Natálio Salvador Antunes (com a invenção e pesquisa de um aparelho direcionado ao controle do nível de triglicerídeos); Cap-Funemac (pesquisa de aplicativos sobre medicamentos); Escola Eda Daflon (com uma mesa escolar que regula a altura e é direcionada a pessoas com limitações físicas e de acomodação); e Colégio Municipal do Sana (onde os alunos criaram um robô que poderá auxiliar no dia a dia dos que apresentam cegueira). Duas trouxeram troféus: Superação, escola do Sana; e Solução Inovadora, Eda Daflon.


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CIDADE UNIVERSITÁRIA

Conduni representa alunos de todos os cursos da FeMASS, UFF e UFRJ Elis Regina Nuffer

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s alunos de todos os cursos das três Instituições de Ensino Superior (IES) – FeMASS, UFF e UFRJ – que compõem a Cidade Universitária são representados pelo Conselho Discente Universitário, fórum deliberativo das entidades estudantis de base. O Conduni, como é chamado, é formado por um representante e seu suplente indicados pelo Centro Acadêmico (CA) e o Diretório Acadêmico

(DA) de cada curso. Com o slogan “Porque Juntos Somos Fortes”, o Conselho pode votar qualquer assunto de interesse coletivo dos alunos, de forma integrada e diálogo aberto, em assembleias mensais com participação ativa dos estudantes e quórum de 50%, além de grupos de discussão online via redes sociais na Internet e no celular. Fundado em 12 de setembro de 2013, o Conduni tem sua legitimidade no trabalho de seus membros e visa

promover a manutenção do sentimento de união, cooperação e integração. O conselho também se posiciona com relação às diretrizes e rumos da política universitária, bem como os planos e atividades elaborados para o polo. O Conduni destacase ainda no papel social junto à sociedade e, em pouco tempo de criação, conseguiu desfazer a imagem negativa do trote que marca a volta às aulas nas universidades com a realização da Recepção Solidária Unificada dos

Calouros que aconteceu, pela primeira vez, em 2014. Cada calouro levou um quilo de alimento e, no final, os alimentos arrecadados foram doados a uma instituição filantrópica do município. O resultado do trabalho saiu da universidade e ganhou destaque na comunidade macaense. A festa se repete a cada ano com a chegada de mais alunos novatos. Para facilitar o contato com os alunos, além da página no Facebook, o Conduni também criou o perfil Sem Teto da Ci-

dade Universitária, onde os alunos divulgam o que precisam vender, comprar, alugar, doar, receber, etc.. O nome do espaço é para chamar a atenção de todos, mas, na verdade, funciona como uma espécie de classificados gerais. Lá, os interessados encontram de tudo um pouco: ventilador, duplex, geladeira, fogão e até skates. O Conduni se reúne na sala 308, do Bloco A, da Cidade Universitária. Quem quiser, também pode entrar em contato via e-mail: conselhodiscente@gmail.com.


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FUNEMAC/CMI

Servidores municipais participam de aula inaugural de espanhol

C

om o objetivo de oferecer qualificação aos servidores públicos municipais, contribuindo para o desenvolvimento de suas competências institucionais com foco na modernização e na gestão eficiente do serviço público, a Fundação Educacional de Macaé (Funemac) promoveu em abril a aula inaugural do curso de espanhol do Centro Municipal de Idiomas (CMI), oferecido a 27 servidores municipais.

Participam da turma também dois alunos da comunidade, que entraram através de prova de nivelamento. As aulas acontecem às terças e quintas-feiras, das 11h às 12h40 e o curso terá duração de 4 anos. Os servidores municipais que participam do curso foram encaminhados através da Secretaria Municipal de Administração, numa parceira entre o órgão, a Superintendência Acadêmica da

Funemac e o Centro de Extensão Universitária e Sociedade (Centrexs). - A Funemac pretende, através deste curso, viabilizar a inserção destes novos alunos, confirmando nossas políticas públicas que são de atender o servidor e, também, a sociedade, através do Centro de Extensão e Sociedade (Centrexs). Estamos satisfeitos com a adesão de toda a turma - pontuou Noêmia Aguiar, coordenadora do Centro.

Formada em Contabilidade, com Pós-Graduação em Gestão Pública, a servidora Rose Braga viu no curso oferecido pelo CMI o trampolim para o sonhado mestrado. “O curso de espanhol veio como uma benção para mim pois, para fazer o mestrado, preciso de alguma formação em línguas e eu não possuo. Cheguei a procurar alguns cursos, mas o valor estava acima do que meu orçamento permite. Já ha-

víamos pedido um curso nessa área, sabendo que a gestão atual preza pela qualificação do servidor e agora fomos atendidos”, destacou a nova aluna. O CMI destina 75% das vagas aos alunos de 12 a 18 anos da rede pública de ensino e tem apenas 25% de adultos entre os ingressantes. O CMI funciona na Cidade Universitária, localizada à Rua Aloísio da Silva Gomes, 50, bairro Granja dos Cavaleiros.


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FUNEMAC/EDITORA

Editora Funemac entrega livros a órgãos municipais Adriana Bacellar

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Livraria e Editora Universitária da Fundação Educacional de Macaé (Funemac) deu início, no mês de março, à entrega dos livros editados por ela para órgãos ligados à Educação e à Cultura de Macaé. Estão sendo distribuídos os livros “Roteiros dos Sete Capitães”, editado em 2012, e “Gilles Deleuze: a Grande Aventura do Pensamento”, de 2013. O objetivo é de difundir os trabalhos publicados pela Editora Funemac e, ao mesmo tempo, proporcionar que a população local tenha acesso ao saber produzido no município e à história da cidade. Até agora, receberam os livros a Biblioteca Municipal Dr. Télio Barreto, a Biblioteca Municipal Henriqueta Marotti (em Glicério), a Secretaria Municipal de Educação, a Fafima e a Escola Estadual Municipalizada Raul Veiga, em Glicério. O “Roteiro dos Sete Capitães”, organizado por Adelmo Henrique Dalmas e Margareth da Luz, é a reprodução de um dos documentos mais importantes para a história da colonização de Macaé e região. Trata-se da descrição da exploração da sesmaria recebida pelos chamados Sete Capitães, em 1627, como

recompensa pelos serviços prestados à coroa portuguesa na luta contra os invasores franceses. Anteriormente, em março de 1539, a mesma faixa de terra já havia sido doada a Pero Góes da Silveira e, em 1626, a seu filho Gil de Góes. Ambos, porém, não conseguiram superar os grandes obstáculos impostos à colonização da Capitania de São Tomé, especialmente os ferozes índios Goitacá. O livro relata as empreitadas realizadas por Miguel Aires Maldonado, Miguel da Silva Riscado, Antonio Pinto Pereira, João de Castilho, Gonçalo Correia de Sá, Manuel Correia e Duarte Correia para reconhecimento do trecho compreendido entre Cabo Frio e o rio Paraíba do Sul, e sua posterior exploração. A região passou, logo a seguir, a ser a principal fornecedora de carne bovina e de cana de açúcar para a cidade do Rio de Janeiro, principal pólo de ocupação do território brasileiro desde o seu achamento pelos portugueses. Três ensaios críticos sobre o Roteiro completam o livro. O primeiro, intitulado “O Roteiro dos Sete Capitães à luz da eco-história” é de Arthur Soffiati, doutor em História Social e professor da UFF. O segundo ensaio intitula-se “A história do do-

Adriana Bacellar

Coordenador das Bibliotecas Municipais, Marcos Aurélio com a coordenadora da Editora Funemac

cumento” e foi redigido por Paulo Knauss e Fabiano Vilaça dos Santos, doutores em História e pesquisadores. Por fim, o ensaio “Uma escritura endiabrada?”, de Marcelo Abreu Gomes, doutor em Educação e professor de História da rede municipal, aborda as divergências e as disputas

dos herdeiros das terras em questão. Já o livro publicado pela Editora Funemac em 2013 é resultado do encontro do filósofo macaense Claudio Santos Ulpiano com a filosofia de Gilles Deleuze. Escrito entre 1996 e 1998, “Gilles Deleuze: a Grande Aventura

do Pensamento” reúne a interpretação do macaense do pensamento deleuziano, traduzido comumente como “uma aventura em direção à sua própria construção”. O livro é póstumo: foi organizado pela viúva de Claudio, Silvia, uma vez que o filósofo faleceu em janeiro de 1999.


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Correio Macaense Universitário - Segunda Edição  

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