Issuu on Google+

Helicoverpa armigera Descrição: A mariposa apresenta nas asas anteriores uma série de pontos nas margens e uma mancha em forma de vírgula na sua parte inferior. As asas posteriores são mais claras, apresentando uma borda marrom escura na extremidade apical e há dimorfismo sexual entre machos e fêmeas. O período larval é constituído de seis ínstares. A lagarta possui coloração variável, do verde ao amarelo claro a um tom mais escuro. A cápsula cefálica tem coloração parda clara, apresenta finas linhas brancas laterais e a presença de pelos. A partir do quarto ínstar, as lagartas apresentam no quarto segmento formato de sela devido a presença de tubérculos abdominais escuros e bem visíveis. O período pupal varia de 10 a 16 dias.

GHMT Grupo Helicoverpa Mato Grosso

Aspectos Biológicos:

Você já sabe lidar com a

• Alta mobilidade - capacidade migrar a grandes distâncias; • Alta fecundidade: + de 3000 ovos/fêmea; • Rápido desenvolvimento: + 30 dias de ovo a adulto; • Diapausa facultativa (pupa): => Calor e stress hídrico; • Alta capacidade de desenvolver resistência a pesticidas

Helicoverpa spp. ? Medidas Emergenciais MT

Ovo

Larva

Cooperativas, Revendas, Consultorias

Pupa e Adulto

Grupo Helicoverpa Mato Grosso

G H M T


MANEJO E RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS O QUÊ

SOJA

CALENDÁRIO DE PLANTIO

16/09 a 15/01

01/12 a 15/02

VAZIO SANITÁRIO

15/06 a 15/09

15/09 a 30/11

REDUÇÃO DE POPULAÇÃO DA PRAGA NA ENTRESSAFRA

MILHO

ALGODÃO

15/01 a 10/03 evitar 3 safras consecutivas de milho na mesma região

cultivares que expressam 1 proteína Bt = 20%; cultivares que expressam 2 ou mais proteínas Bt = 5%

2014/2015 será 20% cultivares que expressam 1 2014/2015 será 20%, proteína Bt = 10%; cultivares "refúgio ensacado" que expressam 2 ou mais necessita de mais estudos. proteínas Bt = 5%

REFÚGIO ESTRUTURADO PARA MILHO Bt (distância máxima de 800m das áreas Bt)

CONTROLE DE TIGUERAS DA SOJA DESTRUIÇÃO DE SOQUEIRA, REBROTA E TIGUERA DO ALGODÃO ELIMINAÇÃO DE PLANTAS DANINHAS HOSPEDEIRAS NA ENTRESSAFRA ATITUDES NO MILHETO

Expressa apenas 1 proteína Bt = 20% Eliminação total no período no vazio sanitário Eliminar planta guaxa de algodão

2014/2015 será 50% eliminar plantas de soja

eliminar planta guaxa de soja

eliminação total no período do vazio sanitário

eliminar plantas de algodão

Controle pós-colheita campos de produção de sementes: controlar a praga; áreas de produção de massa verde: evitar frutificação

ATITUDES NO FEIJÃO

controle ostensivo 15 dias antes e após o florescimento, intensificação no uso de vírus e Bt pulverizado

ATITUDES NO SORGO

Controle economicamente viável, evitando usar os mesmos modos de ação de inseticidas usados na culturas de soja e algodão, itensificação de uso do vírus.

ATITUDES EM OUTRAS CULTURAS DE MENOR EXPRESSÃO

Controle economicamente viável.

USO CORRETOS DE PLANTAS Bt

Preferir plantas Bt que expressem duas proteínas diferentes; seguir as orientações técnicas dos obtentores das tecnologias

USO CORRETO DE INSETICIDAS

Inseticidas seletivos durante o ciclo do milho, na fase inicial da soja (até R2) e na fase inicial do algodão (até 70-80 DAE); dessecação com inseticidas de preferência seletivos; tratamento de sementes; rotação do modo de ação de inseticidas ao longo do ciclo das culturas; evitar usar na entressafra os mesmos modos de ação usados durante a safra; combater lagartas pequenas (< 7mm) com base no monitoramento e nível de controle.

RECOMENDAÇÕES DE FINAL DE SAFRA

Levantamento de pupas no solo; colheita rápida e bem feita; destruição de restos culturais; rotação com culturas menos suscetíveis;

MONITORAMENTO DE LAVOURA

Deve ser avaliado a infestação da praga na pré-safra, durante a safra e após a safra. O monitoramento de adultos pode ser feito com armadilhas luminosas ou feromônios e, para monitorar as lagartas, deve-se avaliar as plantas.

NÍVEL DE CONTROLE

CONTROLE BIOLÓGICO APLICADO CONTROLE MICROBIANO

TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO TREINAMENTO DE MONITORES/TÉCNICOS ACOMPANHAR A INFESTAÇÃO DA PRAGA

Obedecer características regionais

Controlar a praga somente quando estiver causando danos econômicos, preferir produtos seletivos, preferir produtos que não foram usados intensamente na safra, evitar frutificação de hospedeiros alternativos, acompanhar a infestação da praga nas áreas (incluindo áreas de pousio).

REFÚGIO ESTRUTURADO PARA ALGODÃO Bt (distância máxima de 800m das áreas Bt)

REFÚGIO ESTRUTURADO PARA SOJA Bt (distância máxima de 800m das áreas Bt)

OBSERVAÇÕES GERAIS

Vegetativo: 4 lagartas/m ou 30% de desfolha; Reprodutivo: 1 lagarta/m

Convencional: 5 a 8 lagartas/100 plantas (< 7mm); Para Algodão Bt2 permitir que a lagarta se alimente e tenha a chance de se intoxicar (não controlar lagartas menores que 3mm).

Vírus e Bt Pulverizados só controlam lagartas pequenas.

Monitorar ovos no cabelo (estilo - estigma) para liberações programadas de Trichogramma

Seguir as recomendações de fornecedores dos predadores e parasitóides Seguir as recomendações dos fornecedores; não pulverizar Bt nas áreas de refúgio, Bt e vírus pulverizados somente controlam lagartas pequenas por ingestão. Volume de calda que produza boa penetração e deposição de gotas na região da planta que a lagarta permanece, aplicação noturna e uso de adjuvantes. Contratar os monitores antes da safra, capacitar técnica e funcionalmente, manter uma equipe permanente, treinamento continuado; Acessar sistemas cooperativos de monitoramento; monitoramento privado fornecidos por consultorias agronomicas e/ou fornecedores de insumos (revendas). Monitoramento contínuo, permanente e por equipe bem treinada: fundamental

Em algodão, o vírus pode ter menor eficácia, segundo a literatura internacional.


Grupo Helicoverpa Mato Grosso