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LIFE10/NAT/PT/075 Relatório de Progresso nº 2 Abarcando as atividades realizadas no período entre 30.06.2014 e 25.06.015 Data da Conclusão da Redação do Relatório 10.07.2015

BRIGHT – BUSSACO´S RECOVERY FROM INVASIONS GENERATING HABITAT THREATS Dados do Projecto Localização

Mata Nacional do Bussaco, Mealhada, Portugal

Data de Início

01/09/2011

Data de Fim

31/08/2016

Orçamento Total

€ 3.081.876

Contribuição CE

€ 1.540.938

(%) de Custos Elegíveis

50

Dados do Beneficiário Coordenador Nome do Beneficiário

Fundação Mata do Buçaco

Pessoa de Contacto

Engº António Gravato

Morada

Mata Nacional do Buçaco, LUSO, Portugal

Telephone

+ 351 231 937 000

Fax:

n.d.

E-mail

bright@fmb.pt

Sítio Web

www.fmb.pt/bright/

Redação por: Nelson Matos, Jorge Sousa, Ana Mannarino, Ana Sofia Ferreira, Anabela Bem-Haja, Aprovação: António Gravato


0 1.

1. 2. 3.

ÍNDICE

ÍNDICE ....................................................................................................................... 0 LISTA DE ABREVIATURAS .............................................................................................. 1 SUMÁRIO EXECUTIVO ................................................................................................... 2

3.1. Progresso Geral ...................................................................................................................................... 2 3.2. Viabilidade dos Objetivos e Programa de Trabalhos.............................................................................. 3 3.3. Problemas encontrados .......................................................................................................................... 4

4.

ASPETOS ADMINISTRATIVOS .......................................................................................... 6

4.1.

Ação E.1 - Gestão do Projeto ............................................................................................................ 6

4.1.1. Estrutura e Equipa de Gestão do Projecto ........................................................................................................ 6 4.1.2. Equipa do Projecto ............................................................................................................................................ 7 4.1.3. Organigrama ..................................................................................................................................................... 8 4.1.4. Solicitação de adiamento da data de termo do Projeto ..................................................................................... 9

4.2.

5.

Ação E.3 – Auditoria Externa........................................................................................................... 10

ASPETOS TÉCNICOS ................................................................................................... 11

5.1. Ação A.1 - Elaboração de Programa de Acções de Demonstração para Controlo e Erradicação de Exóticas e Conservação/Beneficiação de Autóctones ................................................................................ 11 5.2. 5.3.

Ação A.2 - Elaboração de Programa de Ações de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado . 11 Ação C.1 - Ações de Reativação/Operação de Viveiro e Beneficiação de Autóctones .................. 12

5.3.1. Reativação/Operação de Viveiro ..................................................................................................................... 12 5.3.2. Beneficiação de autóctones ............................................................................................................................ 15

5.4.

Ação C.2 - Ações de Controlo e Erradicação de Espécies Invasoras ............................................ 16

5.4.1. Trabalhos de Controlo/Erradicação – invasoras herbáceas/Tradescantia fluminensis ................................... 16 5.4.2. Trabalhos de Controlo/Erradicação – invasoras lenhosas .............................................................................. 18

5.5. 5.6.

Ação D.1 - Programa de Acções de Comunicação e Divulgação LIFE+ / Sítio Web ..................... 24 Ação D.2 - Programa de Ações de Comunicação e Divulgação LIFE+ / Placards e Outdoors ...... 26

5.7.

Ação D.3 - Programa de Ações de Comunicação e Divulgação LIFE+ / Relatório para Leigos..... 30

5.8.

Ação D.4 - Programa de Ações de Comunicação e Divulgação LIFE+ / Ações Complementares 30

5.8.1 Materiais de Comunicação .............................................................................................................................. 30 5.8.2 Eventos e Comunicação ................................................................................................................................. 31

5.9.

Ação D.5 - Programa de Ações de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado / Público em Geral 33

5.10. 5.11.

Ação D.6 - Programa de Ações de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado / Empresas ...... 34 Ação D.7 - Programa de Ações de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado / Escolas .......... 36

5.12. 5.13.

Ação D.8 - Programa de Acções de Disseminação e Transferência de Resultados ...................... 39 Ação E.2 – Monitorização e Avaliação de Resultados do Projeto .................................................. 42

5.13.1 SubAção 1 – FAUNA..................................................................................................................................... 43 5.13.2 SubAção 2 – FLORA E VEGETAÇÃO .......................................................................................................... 46 5.13.3 Ações Complementares ................................................................................................................................ 53

5.14.

6.

Acão E.4 - Networking com outros projetos LIFE ........................................................................... 55

PROGRESSO ESPERADO ............................................................................................. 60 6.1 Deliverables e Marcos do Projeto....................................................................................................................... 62

7. 8.

IMPACTO DO PROJETO ................................................................................................ 64 ASPETOS FINANCEIROS .............................................................................................. 65

8.1.

Sistema Contabilístico ..................................................................................................................... 65

8.2. 8.3.

Disponibilidade do Cofinanciamento ............................................................................................... 65 Execução Financeira ....................................................................................................................... 66


0

ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1 -Organigrama do Projeto ..................................................................................................................... 8 Figura 2 -– Área de expansão dos viveiros no antigo campo de ténis ........................................................... 13 Figura 3 -– Áreas de intervenção para controlo e erradicação de Tradescantia fluminensis ......................... 17 Figura 4 – Distribuição espacial das áreas intervencionadas para controlo de invasoras lenhosas em julho de 2014 ............................................................................................................................................................ 19 Figura 5 – Distribuição espacial das áreas intervencionadas para controlo de invasoras lenhosas à data de redação do presente relatório. ........................................................................................................................ 19 Figura 6 – - Resumo das interveções realizadas à data da redação do presente Relatório ......................... 22 Figura 7 – Clareira abertas pelos temporais ................................................................................................... 23 Figura 8 -– Vídeo de divulgação das atividades com IPSS’s (http://www.fmb.pt/bright/index.php/pt/galeria/videos.html)............................................................................. 24 Figura 9 -– Versão inglês sitio web (http://www.fmb.pt/bright/index.php/en/o-projecto/adernal.html) ........... 25 Figura 10 -– Novo outdoor BRIGHT ................................................................................................................ 27 Figura 11 -– Rollup BRIGHT ........................................................................................................................... 28 Figura 12 -– Placas de trilhos BRIGHT: Invasoras, Adernal e Floresta Relíquia (Modelo) ............................ 28 Figura 13 -– Placas de trilhos BRIGHT: Invasoras e Adernal ......................................................................... 29 Figura 14 -–: Cartazes de divulgação dos trilhos orientados BRIGHT ........................................................... 31 Figura 15 -– Apadrinhamento de parcela no Pinhal do Marquês pela SIPCAM ............................................. 35 Figura 16 -– GreenWeek 2015 | Conferências e Networking .......................................................................... 40 Figura 17 -– 1º Seminário Técnico do Projeto Biodiscoveries e “Como combater invasões alienígenas?” ... 41 Figura 18 -– 1º Mini guia de controlo de plantas invasoras ............................................................................ 41 Figura 19 -–. Sessões Públicas – Sement Event 2014 ................................................................................... 57

Anexos Figura 20 -– Exemplo de retancha efetuada em planta autóctone georreferenciada ....................................... ix Figura 21 -– Parcela obstruída antes da intervenção (Cruz Alta) ...................................................................... x Figura 22 -– Parcela intervencionada a nível de controlo de Tradescantia fluminensis, remoção de material resultante, plantação de Ruscus aculeatus, Phillyrea latifolia, Arbutus unedo, entre outros. ............................ x Figura 23 -– Parcela invadida por Tradescantia fluminensis e material lenhoso proveniente de espécimes que tombaram durante as ultimas tempestades. ............................................................................................... x Figura 24 - Plantação de Ruscus aculeatus, Phillyrea latifolia, Arbutus unedo, entre outros. .......................... xi Figura 25 – Pilha de Tradescantia fluminensis com ressurgimento superficial ................................................ xi Figura 26 – Proliferação de Rubus ulmifolius após a intervenção.................................................................... xii Figura 27 - Intervenção no âmbito do controlo de plantas invasoras lenhosas e não lenhosas na parcela das Lapas, com plantação de Ruscus aculeatus, Vinca sp., Hedera sp. e espécies ripícolas junto da linha de água (Alnus glutinosa, Populus sp) e espécies caraterísticas de adernal em parcela (Phyllirea latifolia, Arbutus unedo, Quercus robur, Quercus suber) ............................................................................................. xiii Figura 28 - Ressurgimento da Tradescantia fluminensis – estado atual da parcela das Lapas..................... xiii Figura 29 - Invasão de Ailanthus altissima na parcela das Lapas ................................................................. xiv Figura 30 – Parcela a ser intervencionada no âmbito do controlo da Conyza spp e Phytolacca america ...... xv Figura 31– Parcela invadida por Conyza spp e Phytolacca america após temporais ..................................... xv Figura 32 – Parcela invadida por Phytolacca americana após temporais ...................................................... xvi Figura 33 – Parcela localizada em área de valorização/reconversão – Após o 2º controlo de seguimento possui uma elevada regeneração de flora autóctone com crescimentos significativos. As plantações já


possuem copa capaz de contribuir para o ensombramento do solo e consequentemente dificultar a regeneração de flora invasora. ....................................................................................................................... xvii Figura 34 – Parcela localizada em área de valorização/reconversão - As plantações já possuem copa capaz de contribuir para o ensombramento do solo e consequentemente dificultar a regeneração de flora invasora. ........................................................................................................................................................................ xvii Figura 35 - Área antes da intervenção .......................................................................................................... xviii Figura 36 - Panorama atual da área intervencionada – plantações de Quercus suber com auxílio de tubetes para diminuir a taxa de mortalidade .............................................................................................................. xviii Figura 37 - Estado atual da área intervencionada com a motorroçadora equipada com fio de corte .......... xviii Figura 38 - Antes da intervenção com a motorroçadora equipada com fio de corte .................................... xviii Figura 39 – Clareira invadida por inúmeras espécies invasoras – Acacia dealbata, Acacia melanoxylon, Acacia retinodes, Pittosporum undulatum, Robinia pseudoacacia, Ailanthus altissima, coniza spp. e Phytolacca america. Esta clareira localiza-se na área de Monitorização de Invasoras junto a uma parcela das áreas de Valorização/Reconversão ........................................................................................................... xx Figura 40 – Parcelas localizadas em área de Valorização/Reconversão –bom desenvolvimento da vegetação autóctone espontânea e plantada após sucessivos controlos de invasoras .................................. xx Figura 41 – Durante a remoção ....................................................................................................................... xxi Figura 42 – Antes da remoção da remoção de exemplar de grandes dimensões.......................................... xxi Figura 43 -Desmonte parcial de exemplar arbóreo danificado pelo ciclone Gong junto a uma das mais importantes vias de circulação pedestre na MNB ........................................................................................... xxi Figura 44 -– Intervenção na cobertura de Tradescantia fluminensis – Cruz Alta. ...................................... xxxiv Figura 45 -–. Boa recuperação do estrato herbáceo (após remoção de Tradescantia fluminensis) – Cruz Alta ..................................................................................................................................................................... xxxiv Figura 46 -– Aspeto do novo subcoberto em recuperação (após remoção de Tradescantia fluminensis) – Cruz Alta ....................................................................................................................................................... xxxv Figura 47 -– Margens do caminho da Cruz Alta, em que é visível a diferença de subcoberto, com intervenção na cobertura de Tradescantia fluminensis (à esquerda). ......................................................... xxxv Figura 48 -–. Excelente recuperação do subcoberto, com dominância de espécies nativas (após a segunda remoção manual de Tradescantia fluminensis) – Cruz Alta ........................................................................ xxxvi Figura 49 -–. Subcoberto caraterístico da Floresta Relíquia. ...................................................................... xxxvi Figura 50 -–. Aspeto do 'novo' subcoberto dominado por Panicum repens nas Portas de Coimbra..........xxxvii Figura 51 -–. Aspeto de uma pilha de Tradescantia fluminensis, metodologia em ensaio e análise – Cruz Alta. ..............................................................................................................................................................xxxvii

ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 1 - Indicadores de execução Ação E.1. ................................................................................................. 9 Tabela 2 - Indicadores de execução Ação A.1. ............................................................................................... 11 Tabela 3 - Indicadores de execução Ação A.2. ............................................................................................... 11 Tabela 4 – Produção dos viveiros e saídas para plantação........................................................................... 13 Tabela 5 – Indicadores de execução (face ao estipulado em candidatura) .................................................... 15 Tabela 6 – Combate e erradicação de espécies exóticas invasoras - Áreas intervencionadas para controlo e erradicação de Tradescantia fluminensis à data de redação deste relatório.. parcela tipologias de intervenção, área ............................................................................................................................................. 16

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Tabela 7 – Combate e erradicação de espécies exóticas invasoras lenhosas - Áreas intervencionadas do início do projeto à data de redacção deste relatório; espécie, tipologia de intervenção, área ....................... 20 Tabela 8 – Indicadores de execução (face ao estipulado em candidatura) ................................................... 23 Tabela 9 - Indicadores de execução Ação D.1. .............................................................................................. 26 Tabela 10 - Indicadores de execução Ação D.2. ............................................................................................ 29 Tabela 11 - Indicadores de execução Ação D.4. ............................................................................................ 32 Tabela 12 - Indicadores de execução Ação D.5. ............................................................................................ 33 Tabela 13 - Indicadores de execução Ação D.6. ............................................................................................ 36 Tabela 14 – Escolas do concelho de Mealhada ............................................................................................. 37 Tabela 15 - Indicadores de execução Ação D.8. ............................................................................................ 39 Tabela 16 - Indicadores de execução Ação D.8. ............................................................................................ 42 Tabela 17. Datas e tipologias principais de intervenção nas parcelas com espécies invasoras (em monitorização). ................................................................................................................................................ 48 Tabela 18. Síntese dos desenvolvimentos da Ação E.2, incluindo identificação do progresso previsto em candidatura (P) e execução verificada (E), desvios temporais associados, respetiva relevância, correção e efeitos no projeto. ............................................................................................................................................ 53 Tabela 19. Entdades/personalidades/ e Projetos que marcaram p+resenção nas eedições de Sement Event ......................................................................................................................................................................... 55 Tabela 20 - Indicadores de execução Ação E.4. ............................................................................................. 58 Tabela 21 - Síntese dos desenvolvimentos das ações do projeto. ................................................................. 60 Tabela 22 - Deliverables .................................................................................................................................. 62 Tabela 23 - Marcos .......................................................................................................................................... 63 Tabela 24 - Síntese das despesas incorridas, por rubrica .............................................................................. 66 Tabela 25 – Ajuste orçamento UA .................................................................................................................. 66 Tabela 26 - Verba transferida UA: .................................................................................................................. 67 Tabela 27 - Síntese das despesas incorridas, por ação. ................................................................................ 68

Anexos Tabela 28 - Elementos da Equipa de Projeto em junho 2015 ............................................................................. i Tabela 29 - Reunião da equipa de gestão realizadas ....................................................................................... iii Tabela 30 – Quantidade de plântulas em viveiro à data de redação deste relatório (plantas em propagação). ............................................................................................................................................................................ v Tabela 31 – Quantidade de plantas em crescimento em viveiro à data de redação deste relatório. ............... v Tabela 32 – Plantações efetuadas em parcelas à data de redação deste relatório. ...................................... vii Tabela 33 – Reconversão/Valorização progressiva de áreas invadidas – Ordenamento e áreas ................. viii Tabela 34 - – Empresas e outras instituições - Voluntariado/visitas/passeios ........................................... xxiv Tabela 35 - – Instituições de solidariedade social e outras organizações - Voluntariado/visitas ................. xxvi Tabela 36 – Escolas e outros estabelecimentos de ensino fora do concelho da Mealhada Voluntariados/Oficinas ..................................................................................................................................xxviii Tabela 37 – Publico sem filiação – Voluntariado/visitas/passeios ............................................................... xxix Tabela 38 - Participações em eventos/feiras de âmbito nacional: ............................................................... xxxii

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ANEXOS

Anexo 1 – Elementos da Equipa de Projeto em junho 2015 ............................................................................... i Anexo 2 – Reunião da equipa de gestão realizadas ......................................................................................... iii Anexo 3 – Distribuição espacial dos trilhos “adernal”, “invasoras” e “floresta relíquia”. ................................... iv Anexo 4 – C.1 Reativação/Operação de Viveiro ................................................................................................ v Anexo 5 – C.1 Beneficiação de autóctones...................................................................................................... vii Anexo 6 – C.1 Beneficiação de autóctones..................................................................................................... viii Anexo 7 – C.2 Trabalhos de Controlo/Erradicação – invasoras herbáceas/Tradescantia fluminensis ............. x Anexo 8 – C.2 Trabalhos de Controlo/Erradicação – invasoras lenhosas ..................................................... xvii Anexo 9 – D.5 - Programa de Ações de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado / Público em Geral . xxiii Anexo 10 – D.5; D.6 - Público abrangido pelas Ações D.5 e D.6 ................................................................. xxiv Anexo 11 – D.8 - Participações em eventos/feiras de âmbito nacional: ..................................................... xxxii Anexo 12 – E.2 - Anexo Fotográfico Sub-Ação 2 – Flora e Vegetação ..................................................... xxxiv Anexo 13 – Ficha de Contrato UA - código 25.78 ....................................................................................... xxxix Anexo 14 – 3º Relatório de Monitorização e Avaliação de Resultados do Projeto E.2, UA ............................ xl Anexo 15– Anexo fotográfico ........................................................................................................................... xli Anexo 16 - Arquivos de Materias Gráficos ...................................................................................................... xlii Anexo 17 - Dossier de Imprensa .................................................................................................................... xliii Anexo 18 - Notas de Imprensa ....................................................................................................................... xliv Anexo 19 - Guia de Campo da Mata do Buçaco ............................................................................................. xlv

2.

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1

3.

Lista de Abreviaturas

CMM – Câmara Municipal da Mealhada CE – Comisão Europeia CEI+ - Contrato de Emprego-Inserção DGEP – Direção Geral dos Estabelecimentos Prisionais EPC - Estabelecimento Prisional de Coimbra FMB – Fundação Mata do Bussaco FR – Floresta Relíquia IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional MC – Mata Climácica MNB – Mata Nacional do Bussaco ROC – Revisor Oficial de Contas SNC - Sistema de Normalização Contabilística UA – Universidade de Aveiro PALAVRAS-CHAVE: Forest ecosystem, Biodiversity; Invasive species

CITAÇÃO RECOMENDADA

Matos, N.; Ferreira, S.; Sousa, J.; Mannarino A., Bem-Haja, A., A.; e Gravato, A. (2015). Relatório de Progressos nº 2. - Projeto BRIGHT – BUSSACO´S RECOVERY FROM INVASIONS GENERATING HABITAT THREATS (LIFE10/NAT/PT/075). Fundação Mata do Buçaco. 67 pp.


4.

Sumário Executivo

3.1. Progresso Geral O projeto exibe, a nível técnico, um progresso muito próximo daquele que seria esperado para esta fase do cronograma (Tabela 21) embora sejam observáveis progressões parciais diversificadas consoante as várias ações e frentes de trabalhos, por consequência dos diferenciados problemas a que se teve (e ainda tem) que dar devida resposta. Os trabalhos de conservação no terreno estão a níveis próximos do desejado para as áreas em absoluto (i.e. cobertura de área se cingido a primeira intervenção) e progridem a um ritmo constante, necessariamente mais lento que no arranque do projeto após os atrasos induzidos pela intempérie de Janeiro de 2013, posteriormente agravados com a tempestade Stephanie, já em 2014.(ver dossiê de imprensa “Intempéries Buçaco”) A área do projeto, não obstante a maioria das ações e trabalhos terem sidos executados, cumpridos, e em alguns casos superados, de acordo com os objetivos traçados para o período a que se reporta o presente relatório, tem passado por um processo de recuperação/ restruturação que tem dificultado várias intervenções prescritas em Programa de Ações de Controlo e Erradicação de Exóticas Invasoras e Conservação/Beneficiação de Autóctones. Desde a desobstrução de caminhos de acesso até à remoção de material lenhoso das próprias parcelas, inúmeras são as situações que obrigam a reformular planos de trabalho e consequentemente a incrementar o tempo despendido nas intervenções. No entanto, as questões mais preocupantes têm sido os efeitos indiretos e subsequentes de ocupação de áreas onde não ocorriam espécies exóticas invasoras anteriormente á perturbação pelos fenómenos atmosféricos adversos. Existe assim a necessidade de consolidar os bons resultados alcançados, através da realização de controlos de seguimento, com especial enfoque para áreas que sofreram apenas uma intervenção inicial e para áreas onde se instalaram outras invasoras originalmente não contempladas no Projeto. Durante a última visita da Comissão e da equipa de monitorização, essa situação era particularmente evidente, tal como aliás, demonstra o respetivo reconhecimento em missiva enviada no seu seguimento, tendo já em conta o balanço entre os atrasos induzidos pelo temporal de Janeiro de 2013 e pelo agravamento, decorrente da intempérie de fevereiro 2014, urgindo a coordenação do projeto a tomar medidas para evitar re-invasão, (incl. via as áreas adjacentes à área de projeto) no sentindo de manter os resultados positivos das ações implementadas. Estes desígnios só serão efetivamente alcançados com uma intensificação dos trabalhos e concomitante distensão no tempo. O programa de ações de sensibilização, envolvimento e voluntariado dedicado ao público escolar é o que apresenta, no conjunto do Projeto, os mais significativos constrangimentos ao nível da sua materialização, não tendo sido possível no ano letivo que ora termina dar resposta ao objetivado neste domínio. Apresentam-se, contudo, soluções que contarão com o apoio do Beneficiário Associado responsável pelo programa (CMM), na materialização dos desígnios e objetivos gerais subjacentes ao envolvimento do

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público escolar no Projeto. As ações garantidamente a concretizar são assim assumidas, em articulação, pelo Beneficiário Coordenador (FMB) com apoio, quando aplicável, do Beneficiário Associado UA. Do ponto de vista financeiro, conforme comunicado à Comissão via Relatório Intercalar e em março de 2015 aquando da visita ao Projeto, a execução aquém do expectável para esta fase revela por um lado os atrasos que algumas ações têm sofrido, embora associando a materialização e cumprimento dos objetivos do projeto a custos mais eficazes e mais articulados com outras necessidades. Contudo e com esforços concertados dos parceiros, a execução pós-Relatório Financeiro tem sido reforçada,

ultrapassados

que

estão

os

constrangimentos

inesperados

relacionados

com

a

aferição/validação de todas as despesas apresentadas, com despesas efetivamente incorridas e pagas, relativamente aos seus lançamentos contabilísticos em centros de custos. Ainda, subsistem algumas dificuldades ao nível da adequação e cumprimento processual, motivado pelas alterações ao nível das figuras legais que governam o Beneficiário Coordenador FMB, sendo que também o beneficiário Associado CMM se debate com restrições decorrentes da legislação em vigor. Face ao exposto transversalmente no presente relatório, i.e. a circunstância imprevisível e excecional que motivaram atrasos significativos em algumas ações, a necessidade de garantir e consolidar os bons resultados alcançados, levando também em linha de conta a eficiência financeira na materialização dos desígnios e objetivos do projeto, solicita-se, no presente documento, à Comissão, parecer quanto à instauração de pedido formal de concessão do adiamento da data de termo do Projeto. As secções seguintes apresentam, com enfoque e detalhe na quantificação face á candidatura aprovada, os desenvolvimentos verificados desde o início de projeto em cada ação até à presente data, assim como os objetivos de desenvolvimento até ao próximo momento de reporte.

3.2. Viabilidade dos Objetivos e Programa de Trabalhos Circunstâncias imprevisíveis e excecionais como a passagem do ciclone Gong na MNB, a 19 de janeiro de 2013, e o agravamento causado pela tempestade Stephanie em fevereiro de 2014 causaram algumas dificuldades no cumprimento integral do planeamento estabelecido, factos já relatados em sucessivos relatórios e comprovados aquando da Visita da equipa de monitorização e da Comissão. Também questões legais e processuais, motivadas por observância de preceitos emanados da política e legislação nacionais (por sua vez induzidas por politicas supranacionais), limitam a possibilidade e/ou celeridade de atuação, sobretudo em ações que dependem de processos desta índole para o seu correto desenvolvimento (e.g. Processos de contratação, aquisição de equipamentos, aquisição de serviços de assistência externa.) Para o programa de ações de sensibilização, envolvimento e voluntariado dedicado ao público escolar que apresenta significativos e irrecuperáveis atrasos e que inclui a concretização de materiais de suporte que constituirão um legado de trabalho, que perdurará para além do tempo de execução do Projeto, é ainda, ante concessão do adiamento da data de termo, possível executar corretamente e dentro do desígnio do projeto, ações em dois anos letivos. As atividades com o Público escolar serão concretizadas em articulação com as restantes ações de sensibilização, envolvimento e voluntariado, contando sempre com o

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apoio do Beneficiário Associado CMM na agilização dos contactos com escolas e disponibilização de espaços exteriores à MNB, assim como na produção de materiais de apoio. A ação de Monitorização e Avaliação de Resultados do Projeto desenvolvida pelo beneficiário Associado UA, viu revista a sua orçamentação, possibilitando o seu desenvolvimento para o restante tempo de execução do projeto. Todas as restantes ações, pese embora algumas terem sofrido ajustes pontuais e correção de desvios, sobretudo ao nível das datas de atingimento das metas e entrega de deliverables, de uma forma genérica, mantêm viáveis os objetivos principais. Excetuando a maior delonga temporal para o cumprimento na sua integralidade (face à reformulação de algumas ações e sub-ações), o trabalho decorrerá de forma eficaz, garantindo que os bons resultados alcançados para alguns aspetos/áreas do projeto se estendam à sua globalidade, de forma consolidada e eficaz para o período pós-projeto.

3.3. Problemas encontrados Apesar do arranque auspicioso e dos desenvolvimentos particularmente positivos que caracterizaram o projeto na sua fase inicial, este foi sequentemente marcado por um conjunto de acontecimentos inesperados que afetaram, em vários graus, de forma negativa, o andamento dos trabalhos, repercutindose, até ao momento da apresentação do presente Relatório de Progressos, as dificuldades sentidas, na execução constante do cronograma. O ciclone que percorreu a região Centro de Portugal no dia 19 de Janeiro de 2013, que determinou efeitos negativos muito significativos que reverberam até ao momento presente, afetando mais de 40 hectares da Mata Nacional do Bussaco, com queda de centenas de árvores e destruição de parte significativa do seu arboreto, bem como de áreas de intervenção do projeto e o agravamento destes efeitos em fevereiro de 2014 com a passagem da tempestade Stephanie determinaram um reequacionamento de processos de intervenção com vista à recuperação/ restruturação das prescrições do Programa de Ações de Controlo e Erradicação de Exóticas Invasoras e Conservação/Beneficiação de Autóctones. Acrescem assim as dificuldades pela morosidade de certas tarefas como a remoção de material lenhoso de parcelas e desobstrução de vias de acesso, colocação de estilha para mitigar a ausência de ensombramento de copa, etc. que em efeito dominó, têm induzido atrasos em tarefas e ações sequentes. Assim, as atividades de controlo de espécies invasoras, bem como de beneficiação de autóctones têm obrigado a um alargamento das áreas, de forma a intervir em novos focos de invasão (maioritariamente clareiras abertas pelos temporais) e intensificação na sua implementação motivados pela ocupação das áreas perturbadas pelos temporais de outras espécies invasoras (sobretudo herbáceas e arbustivas) originalmente não contempladas no Projeto. Neste contexto, procedeu-se ao reforço das equipas de trabalho, conforma autorizado pela . Este reforço foi também necessário para assegurar as regas das novas plantações em período de estio, uma vez que a exposição direta das plântulas recém – instaladas no âmbito dos trabalhos de beneficiação de autóctones em áreas de clareira, à luz solar, inibe o seu desenvolvimento, promovendo o aumento da percentagem de perdas e consequente necessidade de efetuar retanchas. Estes são trabalhos que necessitam prolongamento no tempo para assegurar um favorável desenvolvimento do sistema radicular dos espécimes instalados, evitando perdas, e concretizando os desígnios para o período

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pós-projeto. Note-se que as plantações em áreas de beneficiação de autóctones aumentaram em área (necessitando consequentemente de aumentar a produçãoo em viveiro e incrementando os trabalhos de preparação de terrenos e plantação) por via da necessidade de recuperação de clareiras. Também os trabalhos de Monitorização e Avaliação dos Resultados do Projeto sofreram atrasos na sua execução. Conforme atempadamente comunicado à Comissão, houve a necessidade de proceder a alguns ajustes orçamentais, face à proposta inicial. Estas alterações advêm das já explicadas dificuldades sentidas em cumprir o plano de trabalho estipulado, causadas pela passagem do Ciclone Gong. Numa primeira fase, e conforme Ofício de 31-12-2013, os ajustes solicitados não implicaram qualquer alteração ao montante global inicialmente orçamentado e aprovado para a componente da UA, no entanto implicaram a redistribuição das verbas orçamentadas, entre rúbricas da UA, nomeadamente através do reforço das verbas da rúbrica “recursos humanos” com verbas não executadas das rúbricas de equipamentos e assistência externa. Numa segunda fase, a equipa da UA verificou a necessidade de um reforço superior das verbas para recursos humanos, para garantir o cumprimento das tarefas previstas atempadamente e com eficácia. Este reforço, solicitado com Ofício de 26-05-2014, seria viabilizado por transferência de verbas não executadas da FMB para a rúbrica de recursos humanos da UA. Os sucessivos atrasos na agilização dos procedimentos previstos pelo parceiro CMM, levaram, no transato ano letivo, a que por contrariedades várias, motivadas com a insatisfação dos processos e resultados alcançados com o modelo seguido no ano 2013/14 e a sequente impossibilidade de contratar pessoal próprio, por via dos procedimentos burocráticos atualmente associados à legislação relativa ao orçamento de Estado e contratação pública, viabilizar a execução, nos moldes prescritos pela candidatura aprovada, da ação D.7. Os sucessivos atrasos comprometeram de facto a execução da ação D.7. conforme prevista em candidatura. Contudo, nesta fase, a ação poderá, potencialmente, ver a concretização da sua finalidade devidamente assegurada para os dois próximos anos letivos, não comprometendo, na dimensão do envolvimento do púbico escolar, a totalidade dos objetivos. Adicionalmente a estes problemas de maior intensidade, também as sucessivas mudanças introduzidas na estrutura de gestão do Beneficiário Coordenador, FMB, com as alterações ao nível da presidência da instituição e coordenação de Projeto, em parte motivadas pela alteração da Lei-Quadro das Fundações, têm igualmente reflexos na execução do projeto, em especial ao nível de alterações da equipa interna. O Decreto-Lei que institui a Fundação Mata do Buçaco - Decreto-Lei 120/2009 de 19 de maio – estabelece a sua forma jurídica como pessoa coletiva de direito privado e utilidade pública, sendo que pela adaptação dos estatutos às novas exigências legais, em 2014, o Decreto-Lei 58/2014 de 15 de abril, a Fundação Mata do Buçaco passa a fundação pública (F.P) de direito privado, regendo-se nos domínios aplicáveis pelas regras do funcionamento das instituições públicas. Não existe contudo alteração, para efeitos do Projeto, ao nível do Beneficiário per se, mas sim da forma de funcionar internamente e perante o quadro legal nacional. Motiva este facto a impossibilidade de renovação de contratos de trabalho cessantes, pelo que as novas contratações de pessoal têm sido asseguradas em regime de avença com base em recibos verdes.( Tabela 28, Anexo 1) A renovação de pessoal, obriga assim naturalmente a uma familiarização com o Projeto e as tarefas e trabalhos a desempenhar, induzindo a uma curva de aprendizagem que motiva eventualmente atrasos nos

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desenvolvimentos das ações. A fim de agilizar as questões com recursos humanos e questões processuais decorrentes da nova realidade jurídica do Beneficiário Coordenador foram avençados dois técnicos: Uma assessora jurídica e um consultor que providencia suporte às atividades de gestão, coordenação e desenvolvimento organizacional do Projeto, sendo esta uma necessidade adicional de imprescindível necessidade, face ao exposto.

5.

ASPETOS ADMINISTRATIVOS 5.1. Ação E.1 - Gestão do Projeto 4.1.1. Estrutura e Equipa de Gestão do Projecto

A candidatura aprovada estabelece que a Equipa de Gestão integre elementos de cada uma das entidades com responsabilidade de execução de ações do projeto. As equipas de gestão reportadas em relatórios anteriores têm sofrido alterações, integrando atualmente os seguintes elementos: 

Por parte da FMB, o Eng. António Gravato, Presidente do Conselho Diretivo (este é um órgão de gestão da instituição introduzido aquando da adoção dos novos estatutos da FMB pelo Decreto-Lei 58/2014

de

15

de

abril,

a

par

com

o

Conselho

Consultivo

e

Fiscal

Único).

O Presidente do Conselho Diretivo, é assim, por inerência, o coordenador executivo do Projeto. Ao nível técnico, a equipa de gestão do projeto da FMB inclui atualmente Dra. Ana Mannarino (com as funções relacionadas com as ações de comunicação e imagem e disseminação) apoiada pelo Dr. Tiago Mamede e o Dr. Nelson Matos (com coordenação interina, de facto, do Projeto embora afeto, de jure, por via de contrato de trabalho aos aspetos relacionados com as restantes ações, especialmente as de controlo de espécies exóticas invasoras e conservação e valorização de habitats), na qual é apoiado pelo Eng. Jorge Sousa, Arq. Paisagista Filipe Teixeira e Eng. Anabela Bem-Haja, para planeamento, calendarização e orientação das equipas operacionais. 

Por parte da UA, o Prof. Doutor Carlos Fonseca (com coordenação geral dos aspetos relacionados com fauna) apoiado pela Doutora Milene Matos (Coordenação Operacional Fauna e supervisão geral), a Prof. Dra. Rosa Pinho (com coordenação dos aspetos relacionados com habitats) e o Prof. Paulo Silveira (com coordenação dos aspetos relacionados com flora) . Apoiados em termos operacionais pela Dra. Lísia Lopes, com funções sobretudo associadas a trabalho de laboratório, pela Dra. Sónia Guerra na recolha e análise de dados de campo dos aspetos relacionados com flora e habitats e pelo Dr. André Aguiar na recolha e análise de dados de campo dos aspetos relacionados com fauna.

Por parte da CMM, o Dr. Guilherme Duarte, vice-Presidente do Município da Mealhada, apoiado ao nível técnico pela Dra. Susana Oliveira e ao nível do apoio contabilístico e gestão financeira pela Dra. Susana Cabral.

Do ponto de vista financeiro/contabilístico e administrativo, a equipa de gestão do projeto da FMB integra os técnicos: Dra. Ana Sofia Ferreira e Dr. José Carlos Xabregas, respetivamente, apoiados pela Dra. Cláudia

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Nunes nas questões jurídicas (com especial enfoque na contratação e gestão de recursos humanos) e Dr. Tiago Monteiro no apoio à execução da componente técnica da contratação pública de bens e serviços, e de suporte às atividades de gestão, coordenação e desenvolvimento organizacional do Projeto BRIGHT. A Equipa de Gestão assegura reuniões regulares (Tabela 29) destinadas a troca de informações e análise/proposta de decisões, conforme previsto na ação E.1. Os respetivos trabalhos são apoiados, tal como previstos em candidatura, pela equipa de Auditoria Externa á qual é remetida regularmente a informação contabilística para verificação de conformidade com as exigências do LIFE+ (Ação 5.2). A última verificação foi efetuada em março 2015. As reuniões continuarão a ser regularmente mantidas, prevendo-se que se realizem mensalmente. 4.1.2. Equipa do Projecto A equipa do Projeto foi sofrendo sucessivas alterações conforme foi oportunamente dado conta em relatórios anteriores. A equipa global do Projeto está identificada na Tabela 1. O Projeto envolve da parte da FMB, 30 elementos, da UA, 16 elementos e por parte da CMM, 3 elementos. Note-se que o envolvimentos não significa imputação de custos ao projetos em todos os casos,uma vez que existem colaboradores envolvidos, que, ou não auferem remuneração (caso dos alunos UA) ou auferem remuneração de outras fontes (e.g. FMB / IEFP) Em termos gerais, a equipa de projeto inclui assim, à data de redação do relatório, os elementos identificados na Tabela 28 constante do Anexo 1. Refira-se que no 1º Relatório de Progressos datado de 31 de maio de 2013, o número de elementos envolvido no Projeto era de 38, sendo que à data do presente relatório esse número é de 49. Incrementouse também o número de operários envolvidos no Projeto, passando de 9 em 2013 para 17 em 2015. Também a equipa de gestão da FMB e a equipa de Monitorização e avaliação de resultados da UA, ante a complexificação processual induzida pelos motivos já explanados ( 3.3. Problemas encontrados ), sofreu um aumento no número de pessoas envolvidas, no período entre relatórios de progressos de 11 para 13 e de 15 para 16, respetivamente. Desde o Relatório Intercalar a FMB procedeu assim ao reforço da equipa de reclusos do EPC com dois novos elementos e contrataram-se no âmbito de programas nacionais de emprego-inserção (um deles dirigido a pessoas portadora de deficiência) promovidos pelo instituto de emprego e formação profissional (IEFP), logo sem imputação e custos ao Projeto, três novos operários, que desenvolvem trabalhos de controlo de invasoras, conservação e beneficiação de habitats assim como tarefas complementarmente necessárias, de manutenção e recuperação de estruturas (vias, caminhos, muros de contenção, valas hídricas, etc). Neste momento as equipas encontram-se estabilizadas, sendo que, contudo, face ao incremento da procura das atividades no âmbito do Programa Programa de Acções de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado (6.10) e da assunção da açãoD.7 (6.11) transversalmente por parte dos parceiros do Projeto, se verifica a necessidade de reforço ao nível dos monitores. É assim necessário proceder á contratação de pelo menos um Monitor, dada a saída de Lúcia Lopes e Catarina Fonseca. (elementos que constavam do organigrama do Relatório Intercalar). Será de novo constituída, à semelhança do que sucedia aquando do 1º Relatório de Progressos a “bolsa” de monitores a contratar consoante as necessidades por meio de assistência externa,

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com vista a manutenção da qualidade das atividades de sensibilização, envolvimento e voluntariado desenvolvidas. 4.1.3. Organigrama Em termos gerais, o organigrama que representa na atualidade a estrutura funcional do Projeto é o que se apresenta na (Figura 1).

Figura 1 -Organigrama do Projeto

Fica assim aparente a deficiência que apresenta o Programa de Ações de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado ao nível dos recursos humanos permanentes, podendo o Projeto, neste momento contar com apenas uma técnica que desdobra as funções de coordenação técnica com a implementação ao nível operacional. Os Parceiros têm vindo a intensificar a interação como fica patente pela análise da Tabela 29. (Anexo 2 ) Do arranque do Projeto a finais de 2012 realizaram-se 6 reuniões da equipa de gestão. Em 2013 realizaram-se 5, em 2014 a equipa de gestão reuniu em 10 ocasiões em 2015, até à data do presente relatório realizou 6 Relativamente ao previsto em candidatura, a tabela 3 sumariza os indicadores quantitativos de execução da ação E.1.:

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Tabela 1 - Indicadores de execução Ação E.1. nº de reuniões da equipa de gestão realizadas: 27 nº de reuniões de Conselho Consultivo realizadas: 2 (2012 e 2013) nº de Relatórios de Projeto produzidos/redigidos: 4 (incluindo o presente) Relatório

Data original

Data submissão

Relatório de Arranque

31-05-2012

29-05-2012

Relatório de Progressos nº 1

31-05-2013

31-05-2013

Relatório Intercalar

28-02-2014

03-07-2014 versão 1 10-10-2014 final ✓

Relatório de Progressos nº 2

31-05-2015

10-07-2015

30-11-2016

No caso de ser concedido um adiamento da data de termo do Projeto, o relatório final será submetido a 30-11-2017

30-06-2016

No caso de ser concedido um adiamento da data de termo do Projeto, será submetido um 3º Relatório de Progressos não previsto no plano de trabalhos original

30-11-2017

No caso de ser concedido um adiamento da data de termo do Projeto, o relatório final será submetido a 30-11-2017

Relatório Final (+ Relatório de Auditoria Externa, Relatório para Leigos e Plano de Comunicação PósLIFE)

*

Relatório de Progressos nº 3

Relatório Final (+ Relatório de Auditoria Externa, Relatório para Leigos e Plano de Comunicação PósLIFE)

*

4.1.4. Solicitação de adiamento da data de termo do Projeto O presente Relatório pretende demonstrar, através do descritivo administrativo e técnico que sobre o desenvolvimento do Projeto recaíram circunstâncias imprevisíveis e excecionais que motivaram atrasos significativos ou inibição de implementação em algumas ações, com especial enfoque nas ações físicas de conservação. Os atrasos refletem-se diretamente nos objetivos alvo de aprovação em candidatura, em termos da qualidade dos efeitos das operações, pela necessidade da sua consolidação, i.e. no garante de que as ações terão efeitos duradouros advindos da implementação do Projeto. Conforme se dá conta no presente documento e pese embora os atrasos impelidos pelas intempéries de 2013 e 2014., os objetivos gerais mais imediatos do Projeto estão a ser genericamente alcançados em termos de áreas abrangidas por primeira intervenção, mas não de tal forma que possibilite a prossecução dos objetivos aprovados em candidatura: “[…] prevê-se com os trabalhos do projeto eliminar todos os exemplares de espécies arbóreas e arbustivas atualmente existentes à superfície do solo, de forma a possibilitar o posterior controlo regular e

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corrente de aparecimento novos indivíduos e sua eliminação, de forma contínua, até assegurar a erradicação efetiva (objetivo que apenas se espera atingir no médio/longo prazo) […]. Neste contexto, e numa lógica de assegurar os resultados obtidos até ao momento em parcelas que sofreram mais do que uma intervenção, em parcelas onde o controlo foi apenas inicial. Controlo este que globalmente está atrasado face ao estipulado na proposta do Projeto. Urge assim consolidar os resultados alcançados e complementarmente desenvolver estratégias que evitem a re-invasão via as áreas adjacentes às áreas do projeto, conforme realçado pela Comissão aquando da realização da Visita técnica em março de 2015. Tal só será possível lograr mediante o desenvolvimento de trabalhos complementares, pressupondo a afetação de mais tempo. Conjuntamente, as sucessivas alterações aos quadros legais pelos quais se regem o beneficiário Coordenador enquanto Fundação - pela alteração da Lei-quadro das fundações que determinou a alteração de estatutos induzindo a limitações legais e processuais na esfera da contratação de pessoas, bens e serviços - e o Beneficiário Associado CMM enquanto entidade pública sujeita às limitações impostas pela Lei do Orçamento de Estado, constituíram para efeitos de desenvolvimento do Projeto face ao quadro inicial em que foi aprovada a candidatura, circunstâncias imprevisíveis e excecionais que motivaram atrasos significativos em algumas ações e mesmo a sua não-execução/continuação (caso mais premente, a Ação D.7) e que em certo grau escaparam ao controlo e capacidade de intervenção dos Parceiros. Neste sentido, de forma a se conseguir, ainda que parcialmente, atingir um mais intenso envolvimento das comunidades escolares, articulando com os trabalhos de controlo de invasoras e beneficiação de autóctones, com um trabalho transversal aos Parceiros do Projeto (envolvendo a FMB e UA com apoio da CMM), será de capital importância prolongar o tempo disponível para concretização destes intentos. A solicitação de adiamento da data de termo do Projeto não terá repercussões no orçamento do Projeto, uma vez que a eficiência financeira na materialização dos desígnios e objetivos do projeto, permitem que se verifique uma disponibilidade de recursos capazes de lhe dar resposta. Solicita-se assim parecer quanto à instauração de pedido formal para concessão de adiamento da data de termo do Projeto de 12 meses, passando este a terminar em 31 de agosto de 2017. Caso esta solicitação mereça apreciação positiva, será criada a obrigação de submeter um 3º relatório de Progressos a 30-06-2016 e o Relatório Final (acompanhado de Relatório de Auditoria Externa, Relatório para Leigos e Plano de Comunicação Pós-LIFE) deverá ser submetido a 30-11-2017.

5.2. Ação E.3 – Auditoria Externa À data de redação do presente Relatório de Progresso a análise por parte do auditor, concluída por último em maio de 2015 tinha incidido sobre as despesas apresentadas desde o início de projeto até 29-05-2015, permitindo então identificar pequenas necessidades de correção de documentos, classificação contabilística de acordo com o SNC e/ou imputação de despesas a centros de custos, em concomitância com o que foi apontado pela Desk-Officer Financeira aquando da realização da visita técnica a 25 de março de 2015.. As principais necessidades de ajuste e pequenas correções mencionadas nos ofícios remetidos pela CE estão a ser alvo de correção.

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6.

ASPETOS TÉCNICOS 6.1. Ação A.1 - Elaboração de Programa de Acções de Demonstração para Controlo e Erradicação de Exóticas e Conservação/Beneficiação de Autóctones

Esta ação encontra-se plenamente desenvolvida, sendo que, a ser concedido o adiamento da data

4.1.4. Solicitação de

de termo do Projeto, o único deliverable da ação, que constitui o seu resultado

esperado e que foi enviado à Comissão com o 1º Relatório de Progresso, já com ajustes face ao documento inicial, será mais uma vez alvo de uma revisão de forma a incorporar a extensão de tempo do desenvolvimento das ações de demonstração para controlo e erradicação de exóticas invasoras e conservação/beneficiação de autóctones, e de que será dado reporte aquando do potencial Relatório de Progressos nº3 (Tabela 1). Caso contrário, não se prevê a introdução de mais alterações.

Tabela 2 - Indicadores de execução Ação A.1. Programa de Ações de Demonstração para Controlo e Erradicação de Exóticas e Conservação/Beneficiação de Autóctones: 1 Disponível em: http://www.fmb.pt/bright/index.php/pt/documentos/relatorios.html

6.2. Ação A.2 - Elaboração de Programa de Ações de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado Esta ação encontra-se plenamente desenvolvida. O único deliverable da ação, que constitui o seu resultado esperado e que foi enviado à Comissão com o 1º Relatório de Progresso, encontra-se a ser alvo de revisão de forma a reformular e reajustar o subprograma específico para a ação D.7 que tinha sido elaborado e aprovado pela Comissão em Ofício de 20 de janeiro de 2015, determinando as necessárias tarefas a desenvolver associando uma calendarização própria adequada ao público escolar. (ver 6.11, D.7) A revisão do Programa contempla a inscrição de mais um trilho. Desta feita, capitalizando a experiência adquirida, é do entendimento que a manutenção dos níveis de participação e envolvimento alcançados até ao momento se conseguirão assegurar pela introdução de uma diversidade na “oferta”. Inscrever-se-á assim o trilho “Floresta Relíquia” que será, à semelhança dos trilhos já criados, alvo de sinalização própria. (Figura 12) O intuito será o de dar a conhecer e divulgar para além, e de forma complementar ao Adernal, os habitats autóctones adjacentes a este, de carvalhais galaico-portugueses e louriçais (Anexo 3).

Tabela 3 - Indicadores de execução Ação A.2. Programa de Ações de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado: 1 (inclui 1 sub-programa específico D.7) Disponível em: http://www.fmb.pt/bright/index.php/pt/documentos/relatorios.html

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6.3. Ação C.1 - Ações de Reativação/Operação de Viveiro e Beneficiação de Autóctones Conforme referido em relatórios anteriores a ação C.1 foi antecipada em vários meses face às metas iniciais, com o intuito de operacionalizar os viveiros a tempo do outono de 2011e de forma a efetuar a propagação da recolha do primeiro material vegetal advindo da flora autóctone presente na Mata. Por razões já referidas em relatórios anteriores, os trabalhos complementares de compostagem foram considerados inviáveis e abandonados dos objetivos do projeto. No que respeita a plantações efetuadas em prol da beneficiação de autóctones, à data do presente relatório é de salientar que toda área abrangida pelo projeto foi alvo, em grau variado de intensidade, de plantações para beneficiação de habitats, reconversão ecológica e recuperação dos efeitos dos temporais. Ainda nesta temática as necessidades de plantação incrementaram face à necessidade de recuperação de clareiras abertas pelos temporais, e que sofreram invasão por parte das espécies alvo de controlo por parte do Projeto e de outras inicialmente não previstas. As secções seguintes apresentam em maior detalhe os desenvolvimento e situação atual de cada uma destas componentes da ação. 5.3.1. Reativação/Operação de Viveiro Atualmente os viveiros encontram-se em pleno funcionamento, carecendo apenas de manutenções regulares das suas infraestruturas e restruturação de espaços para expansão, crescimento e aclimatação e de valorização/beneficiação da floresta autóctone. Destacam-se, neste contexto, trabalhos de reabilitação realizados no sentido de assegurar o pleno funcionamento dos estufins, que apesar de referidos no relatório anterior não foi ainda possível efetuar uma intervenção completa nestas estruturas. Decorrente da necessidade de incremento da capacidade de armazenamento de plantas nos viveiros foi apresentado no relatório intercalar a (re)utilização do campo de ténis como local de acondicionamento de plantas que não disponham de suficiente espaço para o seu desenvolvimento. Na figura 6 pode-se observar a plena adaptação do material vegetal autóctone ao espaço reestruturado e um aumento gradual dos números de plantas e plântulas presentes. Estas destinam-se a trabalhos em áreas do Projeto, mas também à recuperação de áreas adjacentes, alavancando uma estratégia de ocupação de espaços deixados à mercê das espécies invasoras. Estas áreas, naturalmente, não estavam previstas na proposta pelo que os trabalhos em viveiro obrigam a um esforço acrescido de produção para que se venha a dispor de plantas em número suficiente para a continuação dos objetivos de conservação no período pós projeto. A fim de serem atingidos os números de produção necessários, antevê-se o prolongamento de mais uma época de sementeira e crescimento, contemplada no adiamento de prazo solicitado, de 12 meses.

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Figura 2 -– Área de expansão dos viveiros no antigo campo de ténis

Os resultados de reativação dos viveiros previstos em candidatura estão acima do esperado, incluindo a propagação e crescimento de cerca 56.000 plantas, á data do presente relatório, embora, face ao novo contexo, estes números estejam abaixo das necessidades identificadas para recuperação de novas áreas de invasão (clareiras e orlas), Com o alargamento ao campo de ténis, manutenção dos níveis de trabalho e know how entretanto adquirido nas técnicas de propagação mais adequadas a cada espécie, os quantitativos de produção, de plantação e de área abrangida logram alcançar relevantes taxas de produção. O seguinte quadro demonstra o esforço de plantação e de produção de plantas que tem sido levado a cabo

Tabela 4 – Produção dos viveiros e saídas para plantação Nº de plantas constantes Relatório intercalar (2014) Plantas em viveiros Plantações efetuadas (arbóreas e arbus

Área abrangida pelas plantações

no

Relatório de progresso nº2 (2015)

69.327

55.759

(desde o início do projeto) 14.813

(período entre R. Intercalar e presente) 11.013

13,41

31.67

Com o alargamento ao campo de ténis, manutenção dos níveis de trabalho e know how entretanto adquirido nas técnicas de propagação mais adequadas a cada espécie, os quantitativos de produção ascendem, à data de redação deste Relatório, a 55.759 plantas armazenadas em viveiro (com porte adequado á plantação). Saíram do viveiro entre o período de apresentação do Relatório Intercalar e o presente, 16.610 plantas já usadas (árvores, arbustos e herbáceas) para beneficiação de 31,67 ha de parcelas em recuperação, realçando que entre Setembro de 2011 e Julho 2014, ou seja 34 meses de projeto, existiram em viveiro (em acumulado) 69.327 plantas, das quais se tinham plantado 14.813 plantas para beneficiação

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de uma área de 13.41 ha. No total plantaram-se atá ao momento 31.741 plantas e produziram,-se, em acumulado, desde o início do projeto, 69.327. As necessidades para as áreas do projeto, e para fazer face às áreas afetas pelos temporais estimam-se em 80 000 plantas. i.e., será necessário manter as plantas em produção/crescimento para um acréscimo de ca. 25 000 plantas com porte adequado/viável para plantação. Continuar-se-á a desenvolver os trabalhos com ensaios de propagação com sementes e estacas, produzindo resultados que possibilitem a delineação de estratégias de propagação das espécies mais relevantes da candidatura. Para atingir a produção necessária destinada a recuperação das áreas de clareira, será necessário afetar mais tempo, por um lado para assegura a produção necessária para o período pós projeto, por outro, para levar a cabo trabalhos de manutenção de plantas já produzidas e em crescimento.. As ofertas por parte de terceiros entre o relatório intercalar e o relatório atual acentuaram-se devido à visibilidade do Projeto BRIGHT motivando uma parceria com o projeto Floresta Comum da QUERCUS que possibilitou a certificação de sementes florestais autóctones (Fraxinus angustifólia; Quercus robur e Acer pseudoplatanus), de certificação obrigatória para operação de viveiros, tendo sido possível programar atividades que visaram a recolha de sementes florestais (1º atividade: recolha de 10kg de sementes autóctones). Parte das sementes recolhidas destinam-se aos parceiros do projeto que para além de possibilitarem o retorno de espécies autóctones de porte variável, estar-se-á também a contribuir para a conservação da natureza noutros territórios que não apenas a MNB, desígnio também inscrito em proposta. Encontram-se assim produzidas 40.051 plântulas e em crescimento (até atingirem porte adequado) ca. 39.998 plantas. (Tabela 30 e Tabela 31, Anexo 4) Prevê-se, até ao momento de apresentação do próximo relatório( 30/11/2016), a saída de viveiros, para plantação, de 18.000 plantas com porte e estado de desenvolvimento adequado. Conforme o Relatório Intercalar, mantêm-se algumas necessidades de pequenas obras em algumas estruturas, utilizadas como escritórios e armazéns de material nos viveiros, para adequação do fim a que se destinam.

Equipamentos Ao longo do projeto e face às necessidades que incluem trabalhos de conservação com uma intensidade e dimensão muito superior às inicialmente previstas, foram adquiridos equipamentos previstos para fazer face às necessidades sentidas decorrentes dos trabalhos de que faz fé o presente relatório. As intempéries que devastaram a mata em 2013 e 2014 provocaram inúmeras clareiras dispersas por toda mata, neste sentido surgiram novas necessidades que careciam de equipamentos também não previstos inicialmente. As deslocações dos operários para as diferentes frentes de trabalho que foram entretanto abertas aumentou consideravelmente o tempo de execução de algumas tarefas, nomeadamente as recolhas de sementes, recolhas de estacas, controlo e erradicação de invasoras, transporte de plantas para replantação e outros trabalhos que implicaram deslocações e acesso ao interior da Mata, sendo que essas deslocações são impossíveis de efetuar por meio de veículos de dimensões “regulares”. Neste âmbito, e de acordo com ofício enviado pela CE em 26 de novembro de 2013, foi aprovada a aquisição de um veículo todo-terreno de pequenas dimensões tipo “moto 4”, solicitado para os fins acima

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referidos. A compra deste equipamento sofreu, contudo, um atraso imprevisto devido à alteração dos novos Estatutos da FMB e alteração na estrutura de gestão com a substituição do coordenador executivo. Neste momento aguarda-se o fornecimento do equipamento, uma vez que foram agilizados os processos de aquisição. Ainda no mesmo ofício foi solicitada a aquisição de uma viatura de 9 passageiros para transporte dos colaboradores e apoio à concretização do programa de sensibilização/envolvimento e voluntariado. Contudo face aos efeitos negativos advindos dos temporais tornou-se mais relevante e urgente a aquisição de viatura 4x4. em detrimento do veiculo de 9 lugares. Por um lado pelo estabelecimento já concluído de uma parceria que permite o usufruto deste equipamento, por outra via que não o Projeto, e por outro face às frentes de trabalho e ao aumento do número de funcionários ( ação E.1), torna-se agora necessário a aquisição de veículos com capacidade para transportar os colaboradores para as várias frentes de trabalho, sendo a melhor opção face ao estado atual da mata a substituição de veículo inicialmente proposto (9 lugares) pela viatura 4x4. Este equipamento destinar-se-á ao desempenho da mesma tipologia de ações, uma vez findo o prazo do projeto.

5.3.2. Beneficiação de autóctones Em termos de plantações em áreas de intervenção, contabilizam-se à data de redação do presente Relatório um total de 10.364 árvores e arbustos e 21.377 herbáceas, conforme discriminado por espécie na Tabela 32, Anexo 5.

No que respeita a espécies arbóreas, as plantações incidiram em 31.67 ha das áreas em intervenção no âmbito do controlo de exóticas e invasoras lenhosas promovidas na ação C.2. Adicionalmente às áreas de ensaios-piloto já referidas no 1º Relatório de Progresso, as plantações de herbáceas dirigiram-se a áreas de controlo integrado de lenhosas e de Tradescantia fluminensis, cuja área total ascende a 6.70 ha. Em áreas densamente afetadas por povoamentos de exóticas invasoras, os objetivos do Programa de Ações preveem a reconversão de povoamentos dentro do período do projeto. Desta forma, com as plantações implementadas em áreas de Valorização/Reconversão, pretendeu-se fomentar a reconstituição de ecossistemas formais e funcionais de acordo com a aptidão de regeneração potencial observada após os trabalhos de controlo. Informação detalhada no Anexo 6. A Tabela 5 apresenta os indicadores de execução da Ação face proposta e a relatórios anteriormente submetidos. Tabela 5 – Indicadores de execução (face ao estipulado em candidatura) 2014

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Reativação e operação regular das infra-estruturas de viveiro Identificação, colheita e propagação de espécies autóctones Cartografia digital de apoio à gestão

✓ ✓ ✓

Área total de floresta autóctone beneficiada/conservada ha

13,14 (43% )

Área de Pinus pinaster objeto de substituição progressiva 7,16 ha de 5 ha

7.16 (143%)

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2015 ✓ ✓ ✓ 31.67 (103.6%) 10.28 (205.3%)


Área de ações C.2 coberta com intervenções de conservação/beneficiação de autóctones Avaliação e acompanhamento de resultados Identificação de povoamentos/indivíduos dadores Recolha de material vegetal Ensaios de técnicas de germinação/propagação Propagação alargada por aplicação de técnicas mais adequadas a cada espécie Plantação e manutenção das áreas abrangidas pelo projeto Avaliação e acompanhamento de resultados

22.75 (74%) ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓

31.67 (103.6%) ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓

6.4. Ação C.2 - Ações de Controlo e Erradicação de Espécies Invasoras 5.4.1. Trabalhos de Controlo/Erradicação – invasoras herbáceas/Tradescantia fluminensis No contexto da ação C.2 destaca-se a continuidade do trabalho desenvolvido no que respeita ao conjunto de trabalhos de controlo inicial, controlo de seguimento e controlo de manutenção, tendo em conta as linhas de intervenção propostas em candidatura e o alcance de um objetivo primordial, a redução significativa dos fatores de ameaça aos valores naturais sensíveis existentes na MNB, debelando a presença de várias espécies exóticas com características invasoras. As áreas totais já intervencionadas no contexto desta ação, que teve o seu início em setembro de 2012, ascendem, à data de redação deste Relatório, a um total de 5,42 ha, distribuídos pelas parcelas que se identificam na tabela 6 e na figura 3. Tabela 6 – Combate e erradicação de espécies exóticas invasoras - Áreas intervencionadas para controlo e erradicação de Tradescantia fluminensis à data de redação deste relatório.. parcela tipologias de intervenção, área Parcela

Localização

Tipo de intervenção Parcelas- de intervenção

n.º intervenções de seguimento

Área (ha)

Desde o início do Projeto

- Arranque manual TF_AD2

AD2

- Remoção e transporte dos resultantes e deposição em pilha (simples, cobertura com folhada)

1

0,26

-

1,16

2

0,33

1

0,10

-

0,31

-

0,22

- Arranque manual, seguido de aplicação de estilha e folhada TF_ARB18_AD1

AD1, ARB18

TF_ARB 21

ARB21 (FMB)

TF_Fonte_Fria

ARB17, VF2

TF_S_Jose

ARB22

- Plantação de Ruscus aculeatus, Vinca sp. e Hedera sp. - Remoção e transporte dos resultantes e deposição em pilha (simples, aplicação de fitocida, cobertura com folhada) - Arranque manual “em tapete”, - Remoção e transporte dos resultantes e deposição em pilha (simples, aplicação de fitocida, cobertura com folhada, cobertura com filme plástico) - Remoção manual (sem estratégias de controlo adicionais) - Remoção e transporte dos resultantes - Arranque manual “em tapete”, - Remoção e transporte dos resultantes e deposição em pilha (simples, cobertura com folhada) - Arranque manual “em tapete”,

TF_ARB_21_S_Pedro

16

ARB21

- Remoção e transporte dos resultantes e deposição em pilha (simples, cobertura com folhada, aplicação de glifosato)

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- Arranque manual “em tapete”, TF_P_Luso

PM1

- Plantação de ruscus aculeatus - Remoção e transporte dos resultantes e deposição em pilha (simples, cobertura com folhada)

1

0,94

2

0,32

1

0,43

1

1,35

- Remoção e transporte dos resultantes TF_Cruz_Alta_AD10

AD10

- Arranque manual “em tapete” - Aplicação de estilha e folhada - Plantação de Phillyrea latifolia, Arbutus unedo, Ruscus aculeatus e pontualmente Viburnum tinus e Ilex aquifolium - Colocação de tutores nas plantações efetuada - Remoção e transporte dos resultantes

TF_Cruz_Alta_AD13

AD13

- Arranque manual “em tapete” - Aplicação de estilha e folhada - Plantação de Phillyrea latifolia, Arbutus unedo, Ruscus aculeatus e pontualmente Viburnum tinus e Ilex aquifolium - Colocação de tutores nas plantações efetuada - Remoção e transporte dos resultantes

TF_Cruz_Alta_CV1

CV1

- Arranque manual “em tapete” - Aplicação de estilha e folhada - Plantação de Phillyrea latifolia, Arbutus unedo, Ruscus aculeatus e pontualmente Viburnum tinus e Ilex aquifolium - Colocação de tutores nas plantações efetuada

Total

5.42

Às áreas atrás referidas acrescem ainda as dos ensaios-piloto iniciais (num total de 1,10 ha), bem como um conjunto de pequenas parcelas, distribuídas por várias áreas da Mata, que integram pontos/quadrados de 2

monitorização dos trabalhos da ação E.2 e cujo somatório ascende a 1800 m (figura 8), contabilizando assim um total de 6.70 ha de área intervencionada. A necessidade de proceder a tratamentos de controlo/erradicação nessas parcelas dispersas, separadas da frente de trabalho - a cargo da FMB e recorrendo aos mesmos métodos que para as restantes intervenções - prendeu-se com o objetivo de alargar o período de recolha de dados relativos a efeitos ecológicos pós-intervenção, por parte da equipa da UA.

Figura 3 -– Áreas de intervenção para controlo e erradicação de Tradescantia fluminensis

17

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Á semelhança das intervenções mencionadas no relatório intercalar, as parcelas intervencionadas até à data do presente relatório estiveram, inicialmente, condicionadas por inacessibilidade devido à obstrução induzida pelos últimos temporais. Uma descrição detalhada dos trabalhos levados a cabo no âmbito desta ação pode ser encontrado no Anexo 7. Espera-se, caso seja concedido o adiamento do prazo do termo do Projeto atingir um controlo de mais 2.89 há de Tradescantia fluminensis em área de Floresta climácica. Durante o período que medeia a presentação de próximo relatório o enfoque será dado aos controlos de seguimento com vista à consolidação de resultados tendo em conta as contrariedades descritas no Anexo 7. Ainda no mesmo anexo se justifica a necessidade de afetar mais tempo ao projeto, de forma a consolidar os trabalhos já desenvolvidos, simultaneamente dando respostas a novos problemas entretanto surgidos.

5.4.2. Trabalhos de Controlo/Erradicação – invasoras lenhosas Desde o seu arranque, em Maio 2012 à data de redação do presente relatório, os trabalhos de controlo de invasoras lenhosas abrangeram um total de 31,67 ha. Estas áreas contemplam o controlo inicial com trabalhos de 1ª intervenção com cerca de 8,85 ha (incluindo 2,46 ha em área exterior ao muro da Mata, confinante com área de adernal pelo flanco sudoeste da Serra do Buçaco, com a qual se pretendeu assegurar uma faixa de proteção ao habitat, em intervenção realizada com recurso a voluntariado da ação D.6 ). Nesta área total, registam-se também operações de primeiro, segundo, terceiro e quarto controlo de seguimento, assinalados na figura 22: 1º seguimento em cerca de 2,51 ha, 2º em cerca de 17,28 ha, 3º em cerca de 1,87 ha e 4º seguimento em cerca de 1,16ha, (no âmbito das quais se reforçaram os trabalhos iniciais face aos resultados obtidos com a 1ª intervenção, capitalizando as práticas adquiridas e o aperfeiçoamento das metodologias ensaiadas). A necessidade mitigar os efeitos negativos induzidos pelas perturbações motivadas pelas intempéries de 2013 e 2014, conforme já exposto, obrigou ao alargamento das primeiras intervenções no sentido de conter de imediato as ameaças aos valores mais sensíveis do Adernal. O valor de 31.67 ha intervencionados está muito próximo do originalmente estipulado em candidatura, superando-o ligeiramente. Contudo, resultados consolidados não dependerão somente do alargamento da área de intervenção. Estes serão atingíveis com múltiplas intervenções de seguimento, como, tanto os resultados do presente relatório demonstram, como a corroboração dada pelas ações de monitorização e avaliação.

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Figura 4 – Distribuição espacial das áreas intervencionadas para controlo de invasoras lenhosas em julho de 2014

Figura 5 – Distribuição espacial das áreas intervencionadas para controlo de invasoras lenhosas à data de redação do presente relatório.

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Na tabela 7 apresenta-se uma síntese das áreas intervencionadas, identificando-se a espécie invasora alvo dos trabalhos de controlo, o tipo de intervenção e as parcelas abrangidas pelos trabalhos. Tabela 7 – Combate e erradicação de espécies exóticas invasoras lenhosas - Áreas intervencionadas do início do projeto à data de redacção deste relatório; espécie, tipologia de intervenção, área Nome Comum / Científico

Tipo de intervenção

Parcelas e subparcelas

1ª intervenção / Controlo inicial

Área (ha) Rel. Intercalar

Presente

2014

2015

(áreas que se encontravam/ encontram com apenas o controlo inicial efetuado) Arranque, descasque seletivo/sistemático simples, descasque seletivo/sistemático com pincelagem de glifosato, corte com pincelagem de glifosato; golpe/perfuração com injeção de glifosato

PM1.3; PM3.3.; PM2.1.; PM6 , PM6.2.; PM8.5. ; PM9.1. , PM9.2., PM8.3; PM4; AD11; CV1

5.24

2.66

Acacia melanoxylon

Arranque, descasque seletivo/sistemático simples, descasque seletivo/sistemático com pincelagem de glifosato, corte com pincelagem de glifosato; golpe/perfuração com injeção de glifosato

AD1.1.; PM2.2.; PM3.2.; PM6.1.; PM6.3.; PM8.1.; PM8.3.; PM8.4.;. , ARB26.1, ARB7.1; AD9;AD10;AD12; CV1;ARB11.1

4.12

4.42

Pitósporo

Pittosporum undulatum

Arranque, descasque seletivo/sistemático simples, descasque seletivo/sistemático com pincelagem de glifosato, corte com pincelagem de glifosato; golpe com injeção de glifosato

PM1.2; PM3.1; PM6.6., PM8.2.; PM8.7. , AD1.2., AD1.3. , AD2.1; PM6.1; PM3.3; AD11; AD12

2.89

1.28

Lourocerejo

Prunus laurocerasus

Arranque de espécimes jovens ou uso de fitocidas

PM1.4; AD8., AD1.2., ARB18; PM2.1; AD2.1; AD11; LR3

3.19

0.49

15.44

8.85

Mimosa

Austrália

Acacia dealbata

Total 1º seguimento

(áreas que se encontravam/ encontram com controlo inicial efetuado, assim como 1 controlo de seguimento) Mimosa

Acacia dealbata

Arranque (origem seminal e radicular), aperfeiçoamento de descasque, aplicação de glifosato

PM8.5.; PM6.2; PM9.1; PM9.2; PM3.3

2.53

1.00

Austrália

Acacia melanoxylon

Arranque (origem seminal e radicular), aperfeiçoamento de descasque, aplicação de glifosato

PM2.2., PM6.1., PM6.3., PM8.1., PM8.3., PM8.4.,

2.90

1.26

Pitósporo

Pittosporum undulatum

Arranque (origem seminal e radicular), aperfeiçoamento de descasque, aplicação de glifosato

PM8.2.; PM8.7; AD1.2; AD1.3;.

0.56

0.25

5.25

2.51

Total 2º seguimento

(áreas que se encontravam/ encontram com controlo inicial efetuado, assim como 2 controlos de seguimento) Mimosa

20

Acacia dealbata

Arranque (origem seminal e radicular), aperfeiçoamento de descasque, aplicação de glifosato

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PM1., PM1.3; PM6; PM9; PM8; PM1.3; CV1; AD13

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0.62

9.85


Austrália

Acacia melanoxylon

Arranque (origem seminal e radicular), aperfeiçoamento de descasque, aplicação de glifosato (exceto parcelas AD[adernal] e CV[carvalhais] )

PM8.5., AD1.1., AD3., CV1; PM8.3; PM3.2; CV1; CV2

1.21

3.97

Pitósporo

Pittosporum undulatum

Arranque (origem seminal e radicular), aperfeiçoamento de descasque

AD3; PM8.7

0.38

3.46

2.21

17.28

Total 3º seguimento

(áreas que se encontravam/ encontram com controlo inicial efetuado, assim como 3 controlos de seguimento) Mimosa

Acacia dealbata

Arranque (origem seminal e radicular), aperfeiçoamento de descasque, aplicação de glifosato

PM2.1; PM2.2., PM 3., PM3.2.

0.55

0.19

Austrália

Acacia melanoxylon

Arranque (origem seminal e radicular), aperfeiçoamento de descasque, aplicação de glifosato

PM2.2.; PM3.2.

0.56

0.56

Pitósporo

Pittosporum undulatum

Arranque (origem seminal e radicular), aperfeiçoamento de descasque, aplicação de glifosato

PM1.2.; PM3.1; AD2.1

0.38

0.56

Lourocerejo

Prunus laurocerasus

Arranque de espécimes jovens

AD2.1;

-

0.56

1.49

1.87

Total 4º seguimento

(áreas que se encontravam/ encontram com controlo inicial efetuado, assim como 4 controlos de seguimento, totalizando 5 intervenções Mimosa

Acacia dealbata

Arranque (origem seminal e radicular), aperfeiçoamento de descasque, aplicação de glifosato

PM3.3

-

0.55

Austrália

Acacia melanoxylon

Arranque (origem seminal e radicular), aperfeiçoamento de descasque, aplicação de glifosato

PM3.2

-

0.55

Pitósporo

Pittosporum undulatum

Arranque (origem seminal e radicular), aperfeiçoamento de descasque, aplicação de glifosato

PM1.2; PM3.1

-

0.55

-

1.64

Total Constituição de faixa de salvaguarde e proteção da floresta relíquia [fora da cerca]

Apenas 1 interveção sem seguimentos Mimosa

Acacia dealbata

Arranque, descasque simples, descasque com pincelagem de glifosato, corte com pincelagem de glifosato

EM1; EM1.1

1.70

-*

Austrália

Acacia melanoxylon

Arranque, descasque simples, descasque com pincelagem de glifosato, corte com pincelagem de glifosato

EM2

0.59

-*

Pitósporo

Pittosporum undulatum

Arranque, descasque simples, descasque com pincelagem de glifosato, corte com pincelagem de glifosato

EM3

0.24

-*

2.53

-

Total

*áreas com intensas invasões advindas da 1ª intervenção efetuada em outubro de 2012, sendo de extrema importância efetuar o controlo de seguimento. Conforme referido no relatório intercalar, uma vez atingidos resultados conclusivos acerca dos ensaiospiloto realizados com Tradescantia fluminensis, a frente de trabalho de controlo de invasoras lenhosas foi integrada como início das àreas de controlo de Tradescantia fluminensis, de forma a assegurar uma maior coerência dos trabalhos de intervenção e aplicação mais eficaz dos recursos. Em síntese, e conforme fica patente na exposição constante do Anexo 8, sendo as áreas daí resultantes as já apresentadas nas Tabela 10 e Tabela 11, do mesmo anexo, a abrangência espacial das intervenções, à

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data de redação deste Relatório, é a que se apresenta na figura 6 (onde igualmente se apresentam as áreas de distribuição das invasoras a combater, com identificação das principais espécies presentes).

Figura 6 – - Resumo das interveções realizadas à data da redação do presente Relatório

Nesta fase, verifica-se um adianto relativo dos trabalhos face aos níveis inicialmente verificados e relatados nos anteriores relatórios; contudo, importa salientar que os progressos alcançados focaram-se essencialmente em áreas de controlo de plantas invasoras inicial. Assim torna-se fundamental proceder de forma responsável aos controlos de seguimento de todas as áreas afetas ao projeto, sem descurar as plantações de flora autóctone nas mesmas. A par destas operações deverão ser desencadeados processos de intervenção para as áreas afetadas pelas últimas intempéries com o intuito minimizar/eliminar as pressões exercidas sobre as parcelas do projeto. Estas pressões incidem sobre mais 19,65 ha que acrescem aos 30.6 ha originalmente contemplados em candidatura (figura 7). Em resumo, sob 1ª intervenção encontram-se presentemente 8.85 ha, sendo que os trabalhos de 1º controlo de invasoras se desenvolverão sobre 10ha adicionais. O 1º controlo de seguimento, que na prática constitui uma 2ª intervenção inscreve até ao presente 2.51 ha, esperando-se poder efetuar sobre mais 8 ha.

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Presentemente estão sob 2º controlo de seguimento (3 intervenções) 17,28 ha, sendo expectável o aumento para mais 5 ha. Os 3ºs controls de seguimento incidem, no momento de apresentação deste relatório, sobre 1.87 ha , prevendo-se o desenvolvimento de trabalhos de controlo sobre mais 5 ha. O 4º controlo de seguimento (5 intervenções) abrange uma área de 1.64 ha, prevendo-se vir a abranger mais 18 ha, no total, sobre as áreas que irão sofrer 2º e 3º controlo.

Figura 7 – Clareira abertas pelos temporais

De forma a reduzir ainda as pressões soba forma de re-invasão no período pós-projeto, preconiza-se a intervenção sobre mais 4 ha no exterior dos limites da área da Mata e de Projeto sobre áreas já intervencionadas. Ao nível de indicadores quantitativos de execução decorrentes da proposta e tomando como referência os já identificados no relatório intercalar, salientam-se os seguintes resultados: Tabela 8 – Indicadores de execução (face ao estipulado em candidatura)

área abrangida por trabalhos de controlo inicial de invasoras lenhosas (ha)

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Rel. Intercalar

Presente

2014

2015

22.75 (74%)

31.67 (103%)


área abrangida por trabalhos de de seguimento de invasoras lenhosas (ha)

8.94

22.82

área abrangida por trabalhos de controlo de Trandescantia fluminensis/outras herbáceas (ha)

4.43/ 0

6.70/ 1.43

área abrangida por trabalhos de controlos de seguimento de invasoras herbáceas (ha)

1.10

1.42

espécies invasoras arbóreas abrangidas pelos trabalhos (nº)

4

6

espécies invasoras herbáceas abrangidas pelos trabalhos (nº): (incl. Phytolacca americana, Conyza spp, Trandescantia fluminensis e cortaderia selloana.)

5

4

métodos ensaiados/desenvolvidos para controlo de Tradescantia fluminensis: .

8

8

6.5. Ação D.1 - Programa de Acções de Comunicação e Divulgação LIFE+ / Sítio Web O sitio web é fundamental para assegurar uma presença ativa na sociedade atual e garantir uma visibilidade do projeto a uma escala alargada. Como já referido no relatório anterior, encontram-se em execução algumas componentes relacionadas com serviços complementares destinados a atualização de conteúdos a inserir na página, à medida que progridem os resultados no terreno (essencialmente imagem e documentação sobre a evolução dos trabalhos) e atualização de conteúdos em inglês falha apontada em sucessivas comunicações da CE. Além do vídeo formal de apresentação do projeto, já referido no relatório anterior, destaca-se agora o vídeo que relata as atividades de voluntariado decorrentes com IPSS’s (de produção interna), onde é possível comprovar o ambiente de cumplicidade e harmonia resultante destas ações (ver mais sobre este elemento na 6.12). Este elemento pretende também ser um meio de divulgação universal, pela linguagem visual que contém, das atividades realizadas no âmbito do projeto, superando algumas lacunas na versão bilingue do sítio web.

Figura 8 -– Vídeo de divulgação das atividades com IPSS’s (http://www.fmb.pt/bright/index.php/pt/galeria/videos.html)

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Relembrando o referido no relatório anterior, a página possui um conjunto de menus – Projeto, Documentos, Atividades, Voluntariado, Divulgação, Galeria, Links e Contactos - através dos quais se proporciona acesso a mais informação. Os seus conteúdos, nomeadamente ao nível de atividades mais recentes e/ou concluídas, são mensalmente atualizados na versão portuguesa, em articulação com as atividades desenvolvidas pelo projeto. Neste âmbito, são de referir três níveis de atualização: 

os destaques mais recentes, que incluem pequena notícia e foto, acessíveis a partir da página principal;

o arquivo de atividades, acessível a partir Atividades >Arquivo de Atividades, e no qual consta o histórico de destaques;

o arquivo de notas de imprensa, acessível a partir Divulgação > Press Realese, para o qual são carregados ficheiros em formato pdf com as respetivas notas de agenda e comunicados deimprensa;

o arquivo de notícias, no menu Divulgação > Notícias, que inclui uma recolha e apresentação, não exaustiva, de ficheiros digitais com cópias das principais notícias publicadas sobre o projeto;

o arquivo de fotografias, acessível a partir do Galeria, inclui imagens sobre alguns dos trabalhos executados;

um “contador de árvores”, que vai sendo atualizado à medida que os trabalhos plantações no terreno progridem. Tendo em atenção os comentários recebidos da Comissão a respeito da versão inglesa, esta apresenta atualmente todos os seus conteúdos gerais traduzidos, sendo objeto de atualização trimestral.

Conforme referido no último relatório, após a saída do elemento responsável pela área de comunicação do projeto – Cândida de Sá –, seguiu-se uma nova funcionária – Joana Amado. No entanto, a sua passagem como técnica de comunicação foi de dois meses (tendo optado por sair por razões pessoais), a partir desse momento a área de comunicação tem vindo a ser assegurada pela técnica de comunicação e imagem – Ana Mannarino. Em finais de janeiro deste ano para suprir a saída de Cândida e Joana Amado foi contratado o técnico de comunicação Tiago Mamede para prestar apoio à técnica principal, Ana Mannarino. A atualização do sítio web tem estado assegurado pela técnica principal desde setembro de 2014. As limitações de língua inglesa estão a ser superadas com as traduções feitas por um elemento da Fundação Mata do Buçaco, que para além de desempenhar funções de apoio comercial (não afeta ao Projeto) é também licenciada em línguas. Neste momento já se encontram traduzidos os seguintes menus: Projeto, Atividades (público, empresa, escolas).

Figura 9 -– Versão inglês sitio web (http://www.fmb.pt/bright/index.php/en/oprojecto/adernal.html)

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Recorde-se ainda que, os documentos para download (apresentações, deliverables, relatórios), encontramse disponíveis apenas na língua em que tenham sido inicialmente redigidos/apresentados. Ao nível da utilização, é possível registar, à data de redação deste relatório, um total de 9.055 visitas, o que aponta para uma utilização média mensal de 300 visitantes, superior à meta inicialmente esperada (200 visitantes/mês). Este aumento de visitas deve-se à ligação direta que tem vindo a ser feita com a página de rede social da Fundação e sitio web do projeto, através da divulgação de atividades ou informações do projeto (onde está sempre referido o sitio web) colocadas na referida página. Ao nível dos pedidos de informação sobre o projeto e atividades, regista-se um total de 46 pedidos, através da página web. De futuro, a conceção do site irá sofrer reformulações com vista a aumentar o nível de utilização tendo em vista a sua permanência online e continuidade no período pós-projeto. Em termos de indicadores quantitativos de execução, salientam-se ainda os seguintes resultados ao nível da informação disponível para descarga: Tabela 9 - Indicadores de execução Ação D.1. Indicador/meta candidatura aprovada

Relatório Intercalar

Relatório de Progresso nº2

Utilização do Sítio Web

200 Visitas mensais

X

300 Visitas mensais

Nº de notícias digitalizadas

X

143

213

Nº de relatórios de projeto

5

3

4

Nº de outros relatórios de projeto

3

x

x

Nº de apresentações sobre o projeto

X

7

23

Observações

– (disponíveis no sitio web BRIGHT) ++ Tabela 1

*

(disponíveis no sitio web BRIGHT)

6.6. Ação D.2 - Programa de Ações de Comunicação e Divulgação LIFE+ / Placards e Outdoors Inicialmente foi proposta a conceção, produção e colocação de placards e outdoors com descrição dos trabalhos do projeto nas áreas de intervenção assegurando uma maior visibilidade destes espaços, bem como do apoio proporcionado aos mesmos pelo programa LIFE+. Decorrendo da antecipação do arranque dos trabalhos das ações C.1 e C.2, muito embora o início da sua colocação no terreno só estivesse prevista para fase posterior, estes trabalhos foram também antecipados face às metas iniciais, conforme relatado no Relatório de Arranque.

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Atualmente, os placards colocados no terreno incluem um total de 20 placards, dos quais 5 são representativos de ações de envolvimento e voluntariado, 6 de caráter informativo geral, 6 de descrição de trabalhos e 3 de “apadrinhamento” de parcelas. Em outubro de 2012, após conclusão do respetivo modelo gráfico, foi colocado em área exterior à Mata um primeiro outdoor de grande dimensão com o qual se comunicava a existência do adernal e a sua importância. Esteve afixado durante um período de 4 meses numa das rotundas de acesso ao Luso/Buçaco a partir da Mealhada, contribuindo para um acréscimo substancial do afluxo de visitantes e de pedidos de informação sobre o adernal e, de uma forma geral, sobre os trabalhos do projeto e do apoio do LIFE+. Em janeiro de 2013, com a passagem do ciclone Gong o outdoor ficou danificado tendo sido retirado na mesma altura. A sua reposição estava prevista para final de 2014, no entanto, a estrutura na qual esta peça de comunicação se encontrava assente foi retirada pelo município ao abrigo de obras de reestruturação daquele espaço. Atualmente layout do segundo outdoor já está concebido e aguarda-se a aprovação e colocação de uma nova estrutura pelo município. Foi também proposto um novo outdoor para colocação na direção Luso/Mortágua, a fim de capitalizar potenciais visitantes vindos dessa direção (capitalizando a visibilidade no canal Mealhada-Viseu). No entanto, as mesmas questões estruturais e processuais estão a atrasar a sua colocação. Prevê-se que ate final de 2015 ambas as estruturas e respetivos outdoors já estejam devidamente implementados.

Figura 10 -– Novo outdoor BRIGHT

Os seus conteúdos integrais são disponibilizados no Anexo de Materiais Gráficos que acompanha este Relatório, no qual se incluem todos os materiais concebidos/produzidos no âmbito do projeto.

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Destacam-se no presente relatório os seguinte elementos criados desde a apresentação do Relatório Intercalar: 

definição do modelo gráfico de placards informativos sobre os Trilhos BRIGHT: “Adernal” e “Invasoras”, e ainda “Floresta Relíquia”;

definição do modelo gráfico de um roll-up sobre o projeto para divulgar em eventos

Figura 11 -– Rollup BRIGHT

Os trilhos BRIGHT alcançaram uma maior visibilidade com a conceção/produção de sinalética, composta por placards em acrílico afixado em tábuas de madeira (proveniente da madeira caída no temporal de 2013). Estas peças de informação ao turista encontram-se colocadas no início de cada trilho com uma pequena descrição e informações úteis, convidando o visitante a percorre-lo e a conhecer de perto este projeto.

Figura 12 -– Placas de trilhos BRIGHT: Invasoras, Adernal e Floresta Relíquia (Modelo)

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Figura 13 -– Placas de trilhos BRIGHT: Invasoras e Adernal

Apesar de orientações no sentido de se incluírem sempre os logótipos LIFE+ e Natura 2000, bem como de uma frase com menção ao apoio recebido do LIFE, verificou-se pontualmente, no início dos trabalhos, algumas situações em que tal não sucedeu, como aliás identificado pela Comissão e equipa de monitorização. Nesses casos, procedeu-se às devidas correções, estando esta necessidade, atualmente, completamente interiorizada nos procedimentos de produção de novos materiais. Em termos de metas, estão não só a atingir os objetivos a que o projeto se propunha como a ir além destes, dando resposta a novas necessidades das ações que deles dependem e não contempladas na proposta inicial, sem que isso represente qualquer acréscimo de custos, dado que se optou por soluções de conceção (recursos internos) e produção/reutilização menos onerosas. Neste contexto, salientam-se como principais indicadores de execução:

Tabela 10 - Indicadores de execução Ação D.2. Indicador/meta candidatura aprovada

Nº de modelos gráficos de placards e outras peças gráficas outdoors concebidos

29

x

Relatório Intercalar

6

Relatório de Progressos nº2 | LIFE+

Relatório de Progresso nº2

28

Observações

entos Roll-up BRIGHT Balcões Coimbrashopping (2) restauração

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Nº de outdoors produzidos/colocados nas entradas da Mata/áreas de intervenção

4

Nº de outdoors de grande dimensão produzidos/colocados fora da Mata

X

1

3

Nº de placards de divulgação produzidos/colocados em parcelas de intervenção

Colocado na rotunda junto à Nacional nº1 na Mealhada, ficou danificado a 19 de janeiro de 2013 e foi retirado. Está prevista a colocação de 2 outdoors (Mealhada e Mortágua). – layout já concluído. Em fase de aquisição da estrutura para colocação exterior.

20

19

20

(disponíveis no sitio web BRIGHT)

5

7

6.7. Ação D.3 - Programa de Ações de Comunicação e Divulgação LIFE+ / Relatório para Leigos Esta ação com realização prevista para o final do Projeto, não apresenta, na sua execução, alterações face ao explicitado em Relatório Intercalar. De referir que ao ser concedido uma um adiamento da data de termo do Projeto, o Relatório para Leigos será submetido a 30-11-2017 ( Tabela 1), junto com o Relatório Final, Relatório de Auditoria Externa e o Plano de Comunicação Pós-LIFE.

6.8. Ação D.4 - Programa de Ações de Comunicação e Divulgação LIFE+ / Ações Complementares 5.8.1 Materiais de Comunicação No seguimento do trabalho iniciado dentro dos prazos propostos a conceção/produção tem sido cumprida positivamente com recursos distintos dos inicialmente previstos. Com a opção de execução interna o projeto beneficiou de uma flexibilidade face às necessidades que, consoante a evolução do projeto, se foram fazendo sentir, em matéria de comunicação, sensibilização e divulgação. Nesse contexto, indo para além do esperado, foram concebidos e têm sido produzidos através de produção com recurso a meios internos (fotocópia a cores) um conjunto de materiais gráficos, sistematizados e apresentados no Anexo aplicável deste Relatório, que incluem 

materiais diversos para divulgação associados a atividades com crianças, ações de voluntariado, e outras organizadas no âmbito das ações D.5 e D.6;

30

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materiais digitais e impressos diversos associados às programações de 2012 e 2013 do “Sement event”, incluindo posters, desdobráveis com programação e eflyers enviados para efeitos de divulgação, em articulação com o abaixo referido.

cartazes de divulgação, digitais e impressos, associados às atividades para o público em geral, nomeadamente os trilhos BRIGHT orientados.

Figura 14 -–: Cartazes de divulgação dos trilhos orientados BRIGHT

O elemento interno responsável pelo design assegurou, ainda, as funções de apoio previstas em candidatura para a FMB nos trabalhos de educação ambiental a cargo do Município da Mealhada, de dezembro de 2013 a junho de 2014. A comunicação das atividades realizadas pelo parceiro CMM no âmbito destes trabalhos, foram concebidas em conjunto pela equipa da FMB e CMM. Desta resultou a conceção gráfica (pela FMB) de um conjunto de materiais que vão para além do previsto em candidatura e a produção/afixação, pela CMM, desses mesmos materiais (sem custos adicionais para o projeto). A comunicação destas atividades incluíram a conceção de um póster mensal com síntese e calendarização das atividades previstas pela CMM, destinado a atrair públicos para aquelas atividades, bem como materiais para eventos específicos (como o Natal, Páscoa e Dia da Árvore). Prevê-se a continuidade deste modelo face à sua eficácia que se traduz nos bons resultados alcançados. . 5.8.2 Eventos e Comunicação Para uma melhor e maior comunicação do projeto e disseminação/transferência de resultados organiza-se, desde 2011, eventos anuais que pretendem abranger o público em geral e especifico com atividades dirigidas e ações direcionadas. Neste sentido os trabalhos decorreram como planeado e segundo os modelos e calendarização previstos, não se identificando quaisquer constrangimentos à sua execução.

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Regularmente, e com uma frequência superior à proposta em candidatura, têm sido preparadas e enviadas notas de imprensa, notas de agenda e outra documentação, da qual têm resultado diversas notícias sobre as atividades realizadas pelo projeto. Esta informação encontra-se disponível (tanto as notas de imprensa como os respetivos resultados) para consulta e download a partir do sítio web. O resultado dos trabalhos de disseminação de resultados levados a cabo é visível no acompanhamento noticioso de âmbito local, regional e nacional, conforme atesta a informação que integra o anexo específico, apenso a este documento, sobre a cobertura pelos media. De realçar a reportagem televisiva realizada pelo programa “Portugal em Direto”, a 24 de dezembro, que destacou o trilho adernal e as suas características impares. No seguimento da reportagem verificou-se um aumento na procura do trilho. Em termos de indicadores quantitativos, destacam-se:

Tabela 11 - Indicadores de execução Ação D.4. Indicador/meta candidatura aprovada

Relatório Intercalar

Relatório de Progresso nº2

Observações Trilho adernal

Brochuras/desdobráveis

3

4

4

Fauna Sement Event 2013 (disponíveis no sitio web BRIGHT) Adernal * Fauna * Escapadela no Bussaco

Flyers

15

5

22

CMM (9) artazes de atividades de trilho (5) 2014) * (disponíveis no sitio web BRIGHT) Mamíferos

Fichas de Guia de Campo

Cogumelos não-tóxicos 2

7

8 Aves (disponíveis no sitio web BRIGHT)

Kits pedagógicos Notas de imprensa emitidas Conferências de imprensa dinamizadas Seminários públicos organizados Sessões de divulgação anual organizadas

32

1

2

2

30

56

138

10

3

3

2

1

1

5

2

3

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-ninho (disponíveis no sitio web BRIGHT)

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Notícias em jornais nacionais

X

176

196

Notícias radiofónicas

X

2

2

Notícias televisivas

X

X

1

Notícias em portais web

X

243

275

Artigos em revistas especializadas

X

5

5

Outros eventos de comunicação/divulgação

X

1

1

dezembro – Trilho Adernal

Simpósio “Viver a Floresta – diferentes visões para os recursos endógenos renováveis”

6.9. Ação D.5 - Programa de Ações de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado / Público em Geral Conforme abordado em anteriores relatórios, esta ação (D.5) pretende envolver ativamente públicos distintos nas ações de conservação a promover nas ações C.1 e C.2 contribuindo assim para o carácter de demonstração associado ao projeto. As ações desenvolvidas nesta ação definem um programa de animação/interpretação direcionado essencialmente ao público em geral, no entanto, não descarta a participação de empresas e outras entidades. Em concreto, é possível salientar, as atividades constantes do Anexo 9: onde se descreve e discrimina em detalhe, conforme solicitado aquando da Visita da CE, segundo tipologia/designação. Para garantir a continuidade e a consolidação da calendarização da ação é importante assegurar elementos responsáveis (monitores) pela organização/planeamento destas atividades, que inclusive poderão potenciar a captação/interesse de novos públicos através da qualidade científica e didática demonstrativa das atividades. Sem prejuízo dos constrangimentos referidos e formas colocadas em prática para os ultrapassar, a execução da ação, após um início com resultados abaixo dos esperados, tem vindo a demonstrar a sua viabilidade através da crescente adesão do público. Prevendo-se a continuidade nos mesmos moldes aqui explanados, a ação atinge assim globalmente os seguintes indicadores quantitativos e comparativos ao relatório intercalar e indicadores inicias de execução:

Tabela 12 - Indicadores de execução Ação D.5.

Visitas guiadas

33

Indicador/meta candidatura aprovada

Relatório Intercalar

Relatório de Progresso nº2

Observações

520 (nº de visitas ao longo dos 5 anos de projeto)

30 (nº de visitas à data da conclusão

127 (nº de visitas à data da conclusão do relatório)

- Empresas e outras organizações - Escolas fora do concelho da mealhada - Público sem filiação - Instituições de Solidariedade Social

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do relatório)

Passeios pedestres

120 (nº de passeios ao longo dos 5 anos de projeto)

Ateliers/oficinas

120 (nº de oficinas ao longo dos 5 anos de projeto)

11* (nº de passeios à data da conclusão do relatório) 10* (nº de oficinas à data da conclusão do relatório) 1798 (nº total de participantes nas visitas, passeios e ateliers à data da conclusão do relatório)

(Ver tabelas Tabela 34 , Tabela 35, Tabela 36 e Tabela 37 no Anexo 10) 21 (nº de passeios à data da conclusão do relatório)

- Empresas e outras organizações - Público sem filiação (ver tabelas Tabela 34 e Tabela 37 referentes no Anexo 10)

21 (nº de oficinas à data da conclusão do relatório)

- Escolas fora do concelho da Mealhada (ver tabelas Tabela 36 referentes no Anexo 10)

3876 (nº total de participantes nas visitas, passeios e ateliers à data da conclusão do relatório)

- Empresas e outras organizações - Escolas fora do concelho da mealhada - Público sem filiação - Instituições de Solidariedade Socia l(Ver tabelas Tabela 34 , Tabela 35, Tabela 36 e Tabela 37 no Anexo 10) - Trilho invasoras - Trilho Adernal - Trilho Floresta Relíquia

Público abrangido com atividades da ação

x

Trilhos pedestres criados

X

2

3

x

4,772kg

6,855kg

x

960

5400

Bagas de gilbardeira (Ruscus aculeatus) recolhidos Plantas semeadas em viveiro

* Por lapso, nos relatórios anteriores os indicadores referentes aos percursos pedestres e ateliers/oficinas indicavam o número de participantes e não o número de atividades realizadas, conforme previsto em candidatura. O erro foi detetado no presente relatório, e corrigido de forma a apresentar o indicador correto.

6.10. Ação D.6 - Programa de Ações de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado / Empresas À semelhança da ação D.5, esta ação pretende envolver ativamente públicos distintos nas ações de conservação a promover nas ações C.1 e C.2 contribuindo assim para o carácter de demonstração associado ao projeto. Em concreto, a ação inclui a implementação de programas de envolvimento direto com empresas e outras instituições com manifesto interesse em participar em atividades de responsabilidade ambiental. No entanto, ao longo do projeto o interesse de outros públicos por esta ação conduziu a uma maior abrangência do público-alvo inicialmente previsto. Associando assim a estes indicadores as instituições de solidariedade social/outras organizações, escolas fora do concelho da Mealhada e público sem filiação. Ficando assim demonstrado que o recurso a esta valência permite uma eficaz angariação de mão-de-obra para apoio à conservação, apesar da conjuntura socioeconómica nacional, à semelhança do que tem vindo a ser evidente noutros contextos geográficos. Destacam-se ainda alguns casos pontuais mas igualmente significativos, em que o apoio cedido pelas instituições se alargou à oferta (nalguns casos regular) de produtos (e.g.. fertilizantes, plantas, e outros bens

34

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materiais necessários), complementando tanto as necessidades adicionais induzidas pelos temporais, como as de continuidade do projeto, como é o caso da oferta de 30 toneladas de composto ofertado pela ERSUC, no mês de junho de 2014, e a segunda oferta de 15 toneladas no mês de junho de 2015. A SIPCAM Portugal (fertilizantes e fitofarmacêuticos), à semelhança da anterior empresa, iniciou uma estreita colaboração com equipa do projeto posteriormente ao ciclone GONG. Desde então foram oferecidos cerca de 400kg de fertilizantes/fitofármacos/produtos fitofarmacêuticos como forma de apoio ao controlo de plantas invasoras e à beneficiação/valorização da floresta autóctone. Face a este intenso envolvimento, em fevereiro deste ano, foi celebrado o apadrinhamento de uma parcela do projeto no Pinhal do Marquês.

Figura 15 -– Apadrinhamento de parcela no Pinhal do Marquês pela SIPCAM

Conforme já referido na ação anterior aliou-se às ações de voluntariado, aqui referidas, outros programas complementares associados à ação D.5, nomeadamente passeios pedestres, visitas guiadas e oficinas/ateliers. Estas ações decorrem da seguinte forma: na parte inicial do dia desenvolve-se a ação de voluntariado com a componente teórica e pratica; na segunda metade do dia é realizada uma das ações complementares acima referidas. Não obstante, o exposto no presente relatório permite verificar que, globalmente, as ações de voluntariado registam níveis de adesão e fidelização superiores aos que seriam inicialmente expectáveis. Complementarmente, verificam-se sinergias de comunicação e divulgação entre os trabalhos dinamizados pela FMB e a partilha de informação entre os participantes nas ações de voluntariado. Estas dinâmicas geram novas intenções de participação por parte de outras empresas e grupos, em efeito de cascata, sendo a ampla disseminação de informação e passagem da perceção de plena satisfação de quem fez voluntariado, uma forma bastante eficaz de maior envolvimento e desejável angariação de mais aderentes. Como se pode observar nas tabelas constantes do Anexo 10, em ocasiões emblemáticas procedeu-se à organização de ações com o envolvimento simultâneo de mais do que uma empresa/instituição, decorrendo destas, posteriormente, participações individualizadas e dedicadas. Uma análise mais cuidada ao Anexo 10 permite aferir do número de participantes envolvidos nas várias vertentes das ações de sensibilização, envolvimento e voluntariado.

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Na generalidade, a ação D.6 apresenta portanto resultados muito positivos, destacando-se como principais indicadores da sua execução: Tabela 13 - Indicadores de execução Ação D.6. Indicador/meta candidatura aprovada

Relatório Intercalar

Relatório de Progresso nº2

Observações

12

77 + 4*

105

Ver tabelas Tabela 34e Tabela 35 (Anexo 10)

X

x

20

Ver tabela Tabela 36(Anexo 10)

X

x

48

Ver tabela Tabela 37(Anexo 10)

5040

2016

4429

Ver tabelas Tabela 34 , Tabela 35, Tabela 36 e Tabela 37(Anexo 10)

X

72

174

Ver tabelas Tabela 34 , Tabela 35, Tabela 36 e Tabela 37(Anexo 10)

Controlo/erradicação de Tradescantia fluminensis e povoamentos de Acacia spp. (hectares)

5

13.72

17.68

Controlo/erradicação de Cortaderia selloana e Fascicularia bicolor (%)

50% das áreas ocupadas

--

1.85

Plantações de espécies autóctones

10.080

2.800

3100

Eventos de envolvimento direto de responsabilidade corporativa (empresas) e IPSS’s Eventos de escolas fora do concelho da Mealhada Eventos com público sem filiação Participantes envolvidos em ações de voluntariado Ações de voluntariado dinamizadas

*Número de empresas que constituíam o núcleo fundador da FMB. Com a republicação do Decreto-Lei nº58/2104 de 15 de abril, o conselho de fundadores inicialmente constituído foi extinto. Para efeitos de ilustração das ações elencadas nas tabelas acima, segue anexo ao presente relatório um arquivo fotográfico.

6.11. Ação D.7 - Programa de Ações de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado / Escolas À semelhança da ação D.5 e D.6, esta ação pretende envolver ativamente públicos distintos nas ações de conservação a promover nas ações C.1 e C.2 contribuindo assim para o carácter de demonstração associado ao projeto. Foi previsto em candidatura que a coordenação/implementação da ação D.7 estaria a cargo do parceiro CMM, que antecipava a elaboração de um programa de educação e sensibilização ambiental dirigido a 100% da população do ensino básico do concelho da Mealhada, com a duração de 4 anos letivos

36

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completos, potenciando assim a sensibilização e o envolvimento da comunidade escolar em atividades de apoio à conservação da biodiversidade. Com execução atrasada face ao esperado em candidatura, a equipa da FMB procurou auxiliar no desenho de soluções alternativas, as quais foram objeto de discussão nas reuniões internas de gestão do projeto e posteriormente apresentadas à equipa de monitorização durante a visita realizada em finais de 2012. Conforme descrição detalhada em relatórios anteriores, a ação iniciou efetivamente pelo parceiro em setembro de 2013 depois do empenho colocado pelo novo executivo municipal da CMM após as eleições autárquicas. Como fica explícito no relatório intercalar do parceiro CMM, para minimizar os efeitos anteriormente descritos, este procurou alargar o âmbito da ação a uma gama mais vasta de ciclos educativos, assim como aos seus agregados familiares, conduzindo a níveis de participação e envolvimento que deverão ser mantidos e se consideram adequados. Foi assim possível, no ano de 2013/14, assegurar uma significativa participação e envolvimento dos alunos, professores e agregados familiares, com as atividades de sensibilização e de conservação ativa previstas e que de facto se vieram a concretizar. No ano letivo seguinte, 2014/15, não foi possível ao parceiro CMM, por contrariedades várias, motivadas com a insatisfação dos processos e resultados alcançados com o modelo seguido no ano 2013/14 e a sequente impossibilidade de contratar pessoal próprio, por via dos procedimentos burocráticos atualmente associados à legislação relativa ao orçamento de Estado e contratação pública, viabilizar a execução, nos moldes prescritos pela candidatura aprovada, da ação D.7. Na sequência dos novos constrangimentos a FMB, no espirito da unidade do projeto, foi desenvolvendo atividades/oficinas no âmbito da ação junto da comunidade escolar do concelho da Mealhada e outros com o intuito de assegurar os indicadores previamente estabelecidos em candidatura. Como forma de minimizar os constrangimentos registados pela não execução desta ação por parte do parceiro CMM, a FMB dinamizou, de forma menos intensa e frequente do que o previsto na ação, realizando ações na mata e em espaços cedidos pelo parceiro CMM, sem custos para o projeto e envolvendo recursos e meios próprios e/ou mobilizados através de outros mecanismos. Complementarmente e à semelhança dos acontecimentos passados, foram acolhidos todos os pedidos de visita de escolas e alunos, no âmbito das atividades organizadas na ação D.5. pelo Beneficiario Coordenador (os resultados alcançados pelo Beneficiário Associado CMM foram alvo de descrição detalhada em Relatório Intercalar)

Tabela 14 – Escolas do concelho de Mealhada Estabelecimentos de ensino do concelho da Mealhada

Data

Ação

Número de participantes

Oficinas/Ateliers/Atividades (Ação D.7) 2012 Escola EB 1 Pampilhosa

11-12-2012

Controlo de Invasoras /Recolha de Sementes 2013

37

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30


EB Luso

23-11-2013

Controlo de Invasoras / Valorização de floresta autóctone

22

2014 Casa da Criança Maria do Resgate Salazar, Luso-Mealhada Jardim de Infância Odete Isabel Barcouço

24-11-2014

Oficina "Um ninho para um passarinho"

34

27-11-2014

Oficina "Sementes com vida"

20

2015 Casa da Criança Maria do Resgate Salazar, Luso-Mealhada

16-03-2015

Oficina "Semente com vida"

31

ATL de Barcouço

25-03-2015

"A Escola vai a Mata"

40

Família

25-03-2015

"A Escola vai a Mata"

3

Jardim de Infância do Luso

26-05-2015

"A Escola vai a Mata"

27

EB1 da Mealhada

01-06-2015

Dia da Criança - A Mata vai ao Parque da Cidade

22

EB1 Casal Comba

01-06-2015

Dia da Criança - A Mata vai ao Parque da Cidade

21

EB1 Casal Comba

01-06-2015

Dia da Criança - A Mata vai ao Parque da Cidade

16

Agrupamento de Escolas da Mealhada

05-06-2015

Viveiros + Sementeira

5

Total global de eventos:12

Total participantes: 271

Dos materiais pedagógicos previstos em candidatura, encontra-se finalizada a conceção do Guia de Campo, realizada pelo parceiro UA em colaboração com a FMB (maquete em anexo ao presente relatório), antevendo-se o apoio na efetiva edição deste material por parte do parceiro CMM. Para esta ação, que apresenta significativos e irrecuperáveis atrasos e que inclui a concretização de mais materiais de suporte que constituirão um legado de trabalho, que perdurará para além do tempo de execução do Projeto, é ainda, ante concessão de 4.1.4. Solicitação de adiamento da data

de termo do

Projeto, possível executar corretamente e dentro do desígnio do projeto, ações em dois anos letivos. As atividades com o Público escolar serão concretizadas em articulação com as restantes ações de sensibilização, envolvimento e voluntariado, contando sempre com o apoio do Parceiro CMM na agilização dos contactos com escolas e disponibilização de espaços exteriores à MNB, assim como na produção de materiais de apoio. Será ainda possível dar seguimento à colaboração com o Beneficiário Associado UA, por meio do pósdoutoramento em Promoção e Administração de Ciência de Milene Matos (equipa UA), em ações que incluem: oficinas pedagógicas, workshops, cursos de formação, atividades de sensibilização ambiental intergeracionais, entre outras. Perante toda a instabilidade advinda da execução desta ação, verifica-se, contudo, ser possível concretizar um acréscimo de atividades e público-alvo atingido comparativamente aos relatórios anteriores: Conforme descrito, garantir-se-á a execução da ação através do Beneficiário Coordenador apoiado, quando aplicável pelo Beneficiário Associado UA, uma vez que já foram agilizados os contactos com o diretor do agrupamento de escolas de Mealhada tendo ficado acordado o modelo agora exposto.

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Tabela 15 - Indicadores de execução Ação D.8. Indicador/meta candidatura aprovada População escolar do ensino básico do concelho da Mealhada Atividades/oficinas dinamizadas Ciclos de ensino abrangidos Participantes envolvidos em ações de sensibilização e envolvimento (todos os ciclos de ensino e famílias) Materiais pedagógicos produzidos Propagação de plantas autóctones fora da Mata Min-estufas e compostores

Relatório Intercalar

100%

x

Relatório de Progresso nº2 15%

Observações

271 alunos

-

33

43 (total)

- Atividades organizadas pelo parceiro CMM (entre 23.11.2013 e 13.03.2014) - Atividades organizadas pela FMB desde o início do projeto

-

4

4

1º ciclo, 2º ciclo, 3º ciclo e Secundário - Atividades organizadas pelo parceiro CMM (entre 23.11.2013 e 13.03.2014) - Atividades organizadas pela FMB desde o início do projeto

[100%]

2051

2759(total)

-

0

1

2500

0

0

25 + 25

0

0

Guia de Campo, conceção UA/FMB

6.12. Ação D.8 - Programa de Acções de Disseminação e Transferência de Resultados Nesta ação estão englobados um conjunto de trabalhos complementares que visam apoiar os objetivos de demonstração dos trabalhos no âmbito do projeto, com fases distintas de calendarização e execução. De uma forma geral, é possível referir que aqueles que diziam respeito ao período já decorrido foram programados e executados conforme previsto e/ou com alguma antecipação face aos marcos estabelecidos, com exceção da participação na edição de 2014 da Greenweek que, pelos motivos abaixo descritos, se optou ser efetuada na edição de 2015 daquele evento, conforme se veio a realizar. Esta presença permitiu estabelecer contactos e aprofundar algumas ligações com outros projetos LIFE+ (ver o networking estabelecido na 6.14, E.4)

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Figura 16 -– GreenWeek 2015 | Conferências e Networking

Dada a experiencia, conhecimentos e capacidades da equipa interna os contactos com os media, conforme referido em relatório anterior, passaram a ser objeto de programas mais informais e ágeis em termos de programação, coerentes com as solicitações de jornalistas e igualmente eficazes ao nível do seu retorno em termos de comunicação, reportagens e transmissão de informação para o público em geral. Neste contexto, e beneficiando também de um processo de “bola de neve”, mais personalizado no estabelecimento de contactos com os media, o projeto tem sido visitado por diversas equipas de órgãos de comunicação nacionais, regionais e locais, cujos resultados práticos se evidenciam na publicação de um conjunto de notícias, reportagens e artigos que se apresentam no Anexo de Media enviado com este relatório. Na prática, alocando-se menos recursos do que inicialmente esperado (designadamente ao nível de despesas de serviços relacionados com alojamento, deslocação e estadia de elementos dos media, nunca necessárias), os resultados de disseminação têm sido substancialmente superiores ao previsto, i.e. promoveram-se trabalhos mais custo-eficazes no que à comunicação com os media diz respeito. Fruto desse trabalho, salientam-se como principais resultados, em termos de cobertura mediática, vários exemplos apresentados no Anexo de Media que acompanha este relatório e no qual se incluem: 

reportagens/coberturas televisiva nos principais canais nacionais;

entrevistas radiofónicas em estações regionais e nacionais;

artigos em imprensa/revistas especializadas de âmbito nacional;

notícias diversas na imprensa generalista de âmbito nacional, regional e local.

A pedido das respetivas organizações e/ou como resposta a desafios apresentados pela FMB a terceiros, foram ainda executados um conjunto de ações de divulgação e comunicação que tiveram lugar fora da área de intervenção. A sua organização foi promovida atendendo aos seus contributos para disseminação e comunicação do projeto e/ou para incrementar a atenção de públicos específicos para o problema das invasoras e de conservação do adernal. No Anexo Fotográfico que constitui parte integrante deste relatório são enviadas fotografias exemplificativas do conjunto de participações associadas a esta ação. Conforme previsto em candidatura foram realizados workshops técnicos sobre controlo de espécies invasoras e recolha e propagação de espécies autóctones, superando a promoção prevista inicialmente (4 workshops), tendo sido realizados 6 workshops no total (3 de controlo de espécies invasoras e 3 de recolha e propagação de espécies autóctones). Os workshops foram integrados na programação do Sement Event tendo ficado decidido o aumento da sua execução para uma base anual, superando as metas estabelecidas em contexto de candidatura e contribuindo para uma maior disseminação de resultados junto de possíveis interessados. De referir que alguns dos participantes nestes workshops integram equipas que conceberam outros projetos LIFE, entretanto aprovados, com o propósito de controlar invasoras, como é o caso do Município do Barreiro —

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que se traduziu numa parceria institucional para transferência efetiva de conhecimento gerado e/ou acumulado no corpo técnico da FMB, conforme será referido mais abaixo. Ainda este ano, e resultado dos contactos estabelecidos na passada edição do Sement Event (2014), a equipa do projeto foi também convidada a participar no 1º Seminário Técnico do Projeto Biodiscoveries sob o tema “Espécies Invasoras”, do Município do Barreiro, a 29 de janeiro. Neste seminário a equipa interna BRIGHT apresentou o “Projeto BRIGHT – Controlo de espécies invasoras na Mata Nacional o Buçaco”. Ainda este, no âmbito das comemorações do Dia da Árvore, realizou-se no Parque Ambiental do Buçaquinho, no município de Ovar, uma ação de controlo de espécies invasoras intitulada “Como combater invasões alienígenas?”, que contou com a participação da equipa BRIGHT que integrou a equipa de formadores.

Figura 17 -– 1º Seminário Técnico do Projeto Biodiscoveries e “Como combater invasões alienígenas?”

De referir que o miniguia de metodologias de controlo de invasoras já se encontra concluído e disponível para download no sitio web, tendo sido já utilizado em diversas ações de voluntariado para auxiliar nos trabalhos de controlo.

Figura 18 -– 1º Mini guia de controlo de plantas invasoras

Foi ainda criado um novo elemento complementar ao projeto – vídeo de produção interna sobre as atividades BRIGHT. Este recurso não substitui o DVD/documentário técnico previsto em candidatura e nem complementa. Pretende-se com esta valência ilustrar visualmente as atividades realizadas na Mata e no exterior no âmbito do projeto com diversos públicos: IPSS’s (já criado e disponível no sitio web), crianças, público com deficiências motoras/visuais/mentais, público em geral, entre outros. Através da visualização deste vídeos, que estarão disponíveis no sítio web do projeto, a perceção do tipo de atividades e da diversidade de público é mais acessível, não só pela atração visual implícita num vídeo, mas

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também pela universalidade da imagem, permitindo que o público de diversas nacionalidades compreenda facilmente o tipo de trabalhos realizados no projeto. Em suma, o novo elemento visual pretende atrair novos coletivos para a realização de atividades no âmbito do projeto, alertar novos públicos para a temática do controlo de espécies invasoras e disseminar metodologias de trabalho com instituições a outros projetos. Prevê-se que até ao final do ano estejam inseridos mais dois vídeos representativos das atividades. Mantiveram-se e prevê-se manter presença regular em eventos nacionais cuja temática apresenta afinidade com a problemática do Projeto.Prevê-se para o período do projeto a participação em 2 eventos internacionais A tabela constante do Anexo 11 apresenta as participações já realizadas.

Tabela 16 - Indicadores de execução Ação D.8.

Visitas de divulgação para os media Workshops sobre controlo de invasoras Workshops sobre propagação de autóctones Conferência técnica sobre controlo de invasoras e propagação de autóctones DVD/documentário técnico Stand Participações em eventos/feiras de âmbito nacional Participações na Greenweek Participações em outros eventos Vídeos de produção interna sobre atividades BRIGHT Territórios abrangidos em pós-projeto por replicação/aplicação de resultados

6.13.

Indicador/meta candidatura aprovada

Relatório Intercalar

Relatório de Progresso nº2

20

4

5

2

2

3

1º Fim de semana do Sement Event 2012, 2013 e 2014

2

2

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1º Fim de semana do Sement Event 2012, 2013 e 2014

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(Ver quadro)

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Edição 2015

x

5

5

x

x

1

2 nacionais 1 europeu

x

2 nacionais

Observações

Fim de semana do Sement Event 2012, 2013 e 2014 Está a decorrer o processo de aquisição de assistência externa para a sua produção audiovisual e física.

(disponíveis no sitio web BRIGHT) Estão previstos mais dois até ao final do ano. sob o tema “Espécies Invasoras”, Mata da Machada, Barreiro Parque Ambiental do Buçaquinho, Ovar

Ação E.2 – Monitorização e Avaliação de Resultados do Projeto

A conservação da diversidade biológica torna-se determinante para assegurar a estabilidade e funcionamento dos ecossistemas (Toft et al., 2001). Assim, a conservação dos biotas regionais de todo o mundo dependem diretamente das ações de gestão aplicadas em pequenas áreas fragmentadas de

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vegetação original. Na Mata Nacional do Buçaco (MNB), ocorre uma mancha singular de Adernal com 17ha de extensão, que representa a vegetação climácica das florestas nativas da região oeste do centro de Portugal continental, e, à qual se atribui a designação de Floresta Relíquia (FR). Com o objetivo de conservar a biodiversidade associada à FR da Mata Nacional do Buçaco, em 2012 teve início o projeto LIFE+ BRIGHT, que preconiza um conjunto de ações de controlo sobre as espécies de flora invasoras. Desde então e até à data, no âmbito da Ação E.2 - Monitorização e Avaliação de Resultados do Projeto, têm vindo a ser realizadas ações de monitorização de fauna e flora, averiguando do resultado das intervenções de controlo de invasoras, em curso desde 2012. A Ação E.2 está subdividida em duas SubAções (1 – fauna; 2 – flora e vegetação). Abaixo apresenta-se a evolução dos trabalhos em cada uma delas, resumida no cronograma da Tabela 18. No final apresenta-se ainda um resumo dos trabalhos complementares efetuados.

5.13.1 SubAção 1 – FAUNA A monitorização da fauna, que decorre nomeadamente a partir do acompanhamento de um conjunto de espécies indicadoras, recorre à comparação com a situação de referência, determinada pela equipa da UA num momento anterior às intervenções do Projeto. No início dos trabalhos de monitorização considerou-se complementar a monitorização da fauna vertebrada com amostragens de invertebrados, para enriquecer a informação disponível acerca dos efeitos das ações BRIGHT na fauna. Do início do Projeto até Julho 2012 foram selecionados e marcados todos os pontos e transetos de amostragem para os vários grupos faunísticos, tendo-se tentado criar o maior ajuste possível entre as amostragens BRIGHT e pré- BRIGHT, sem prejuízo da avaliação direcionada aos objetivos do BRIGHT, conforme descrito no relatório de arranque da E.2 (agosto 2012). Devido à ocorrência do Ciclone Gong, em Janeiro de 2013, a metodologia adotada sofreu alguns ajustes, conforme relatório específico anteriormente elaborado. Não obstante, os impactos causados pelo Ciclone Gong sobre a fauna da MNB foram também analisados/discutidos, com o intuito de discernir eventuais enviesamentos de resultados devidos ao ciclone e não diretamente advindos das intervenções ao nível do controlo de invasoras. Abaixo apresenta-se de forma resumida o trabalho realizado no período transato e em curso.

Invertebrados Durante os anos de 2012/2013 realizaram-se amostragens mensais, sempre que possível, recorrendo a várias metodologias nas diferentes unidades de paisagem da MNB a fim de realizar um inventário da entomofauna ocorrente nesta. Esta metodologia tem sido também acompanhada de uma revisão bibliográfica das espécies referenciadas para a Serra do Buçaco, sendo que maioritariamente os dados publicados pelos autores partem de observações e/ou amostragens provindas da MNB. Até à data foi possível listar 1197 espécies de invertebrados, das quais 8 apenas conhecidas para a Serra do Buçaco (endemismos da Serra).

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No último ano procurou-se alargar sobretudo os dados bibliográficos e os dados de espécies ocorrentes ao nível dos Lepidoptera, Odonata e Coleoptera. Ao nível dos lepidópteros continuaram-se as observações dos heteróceros e intensificou-se a cartografia ao nível dos ropalóceros e tal tem revelado um maior número em toda a extensão de floresta autóctone e ainda fora dos limites da mata, sobretudo desde a rua que passa frente ao Museu Militar, passando pela Fonte de Sula e continuando até às Portas da Cruz Alta. Nessa zona, externa a MNB, é possível encontrar áreas abertas de urzais compostos por Calluna vulgaris, Erica umbellata, E. arborea, E. cinerea e E. ciliaris e onde várias espécies encontram o habitat ideal durante as suas diferentes fases de desenvolvimento, como a Saturnia pavonia ou a Coenonympha dorus. É de notar que toda essa extensão está também ameaçada por Acacia spp., sendo crucial ali prestar atenção e esforços de conservação, apesar de ser uma área externa à MNB. Detetou-se também que os charcos temporários presentes na mesma extensão são também importantes para várias espécies de Odonata. É de notar, ainda, a presença de Nepa cinerea (Hemiptera), não encontrado nas linhas de água que atravessam a MNB e de Lissotriton helveticus, anfíbio ameaçado que até à data não é conhecido dentro dos limites da MNB. Relembra-se que os trabalhos com invertebrados são desenvolvidos voluntariamente por investigadores da UA não remunerados pelo Projeto, de forma a adicionar informação útil à que é obtida a partir dos Vertebrados.

Peixes, Anfíbios e Répteis Para estes 3 grupos taxonómicos, o plano de trabalhos previa amostragens mensais nas linhas de água principais da Mata, nas massas de água (anfíbios) e nos locais de ocorrência preferenciais (répteis), o que tem acontecido com normalidade. Não houve necessidade de ajustes devidos ao ciclone Gong. Até ao momento foram observadas - e estão a ser monitorizadas - 5 espécies de peixes, 7 de anfíbios e 5 de répteis. Os resultados obtidos até ao momento não permitem averiguar se existem diferenças significativas entre a situação atual e a de referência, mas também não indiciam que de facto qualquer dos grupos esteja a ser afetado (quer positiva, quer negativamente) pelas ações do Projeto.

Aves Conforme o plano de trabalhos estipulado no início do Projeto, as aves encontram-se a ser amostradas por estação fenológica, em 35 pontos de amostragem, com principal incidência na época de reprodução, devido à conspicuidade das aves e importância desta época face aos objetivos do Projeto. À data do ciclone Gong, a amostragem de inverno encontrava-se em curso, tendo ficado incompleta devido à inacessibilidade a muitos pontos de amostragem e obrigando a alguns ajustes temporários dos locais. A partir do Verão de 2013 foram retomados os pontos originais. Houve a necessidade de ajustamentos na metodologia, nomeadamente no tempo de censo em cada ponto, para comparar mais adequadamente os dados BRIGHT com os dados pré-BRIGHT. Mantêm-se no entanto os registos para os diferentes tempos de censo, para permitir análises mais adequadas e ao mesmo tempo se poder utilizar o maior universo amostral possível. Os dados recolhidos antes e após o ciclone Gong foram submetidos a análise específica para verificar os possíveis impactos do mesmo na população de aves existentes na MNB,

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afim de detetar eventuais enviesamentos atribuíveis às intervenções de controlo de invasoras/beneficiação de flora autóctone.

Caixas-ninho A queda de árvores ocorrida com o Ciclone Gong derrubou e/ou destruiu inúmeras caixas-ninho. Assim, a monitorização completa e eficaz da nidificação das aves para a época de reprodução de Primavera 2013 através do acompanhamento das caixas-ninho ficou impossibilitada. Procedeu-se ao levantamento das caixas-ninho intactas, tendo-se selecionado um total de 60 caixas-ninho/localizações, tendo havido a necessidade de colocar novas caixas-ninho na maioria desses pontos selecionados, de forma a monitorizar a sua ocupação na época de reprodução de 2014. De momento, a monitorização das caixas-ninho decorre de forma regular, sendo no entanto frequente o desaparecimento de caixas-ninho devido a quedas de árvores ou mesmo a furtos. A reposição de caixasninho desaparecidas tem sido feita sempre que necessário/possível.

Mamíferos Os mesomamíferos da Mata têm vindo a ser monitorizadas através do registo mensal de indícios de presença num transeto de 5 km e através de fotoarmadilhagem. A diversidade e atividade de morcegos tem vindo a ser monitorizada mensalmente através do registo e análise de ultrassons gravados em 6 transetos de 500m cada. Os micromamíferos são amostrados em 6 linhas de armadilhagem, por época do ano. A ocorrência do Ciclone Gong impossibilitou o acesso a muitos locais de amostragem, tendo por isso afetado a realização dos trabalhos nesse mesmo mês e obrigou a ajustamentos no traçado dos transetos de mesomamíferos, tendo-se adotado um troço alternativo durante os meses seguintes. Foi retomado o percurso original a partir do Verão de 2013. No caso dos transetos de morcegos, estes foram retomados logo em Fevereiro de 2013. No que respeita à armadilhagem fotográfica de carnívoros, decorria com normalidade (uma vez por época do ano) até ter ficado temporariamente comprometida devido à passagem do Ciclone Gong. Este condicionamento deveu-se à inacessibilidade aos locais de amostragem, que comprometiam a segurança necessária para a sua visita regular, mas também a segurança do próprio equipamento, que sendo bastante oneroso, durante algum tempo não pôde ser colocado em campo. Com muitos voluntários, visitantes e curiosos a percorrer a Mata, pelos mais diversos motivos, pela exposição de locais anteriormente recônditos, pela diminuta dimensão relativa da Mata (novos locais de amostragem comprometem a independência das estações de amostragem) e atendendo a roubos de material ocorridos na campanha anterior, esta metodologia só voltou a aplicar-se no Outono de 2013. A partir dessa época, os trabalhos retomaram a normalidade possível. Os trabalhos de micromamíferos decorrem com normalidade, embora algumas linhas de amostragem tenham contado com ligeiros ajustes devido aos muitos danos causados pelo ciclone Gong. Muitos destes ajustes ligeiros ainda se mantêm no presente, por manifesta necessidade e impossibilidade de manter

as linhas de amostragem originais. A amostragem de Inverno de 2013 não se realizou devido às condições meteorológicas particularmente adversas. Atualmente, os trabalhos decorre com a regularidade programada.

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Análise de dados De um modo geral, os dados recolhidos durante as amostragens de fauna ao longo do Projeto não diferem de forma significativa dos dados da situação de referência, para a maioria dos grupos de fauna vertebrada. O ciclone Gong terá tido um papel importante na maior parte das diferenças encontradas nas análises estatísticas, principalmente ao nível das aves. Neste grupo, as diferenças encontradas para o primeiro ano de monitorização estariam relacionadas com diferentes tempos de censo utilizados em ambos os conjuntos de dados, sendo que os dados recolhidos desde Agosto de 2013 foram ajustados de forma a permitir uma correta análise. Ainda no caso das aves foi possível analisar especificamente o efeito do ciclone Gong na comunidade e os resultados apontam para que o impacto verificado contribua para as diferenças que se verificam entre as amostras pré-BRIGHT e BRIGHT. De realçar que a população de aves se manteve estável na Floresta Relíquia, área menos afetada pelo ciclone. No caso dos micromamíferos, os resultados apontam para uma possível beneficiação por parte das populações pelas intervenções decorridas na área do Pinhal do Marquês. De qualquer modo, os resultados obtidos indicam a necessidade de se continuar a analisar o efeito das intervenções sobre a fauna, tendo em conta as dinâmicas ecológicas existentes. Será necessário continuar a monitorizar a evolução das populações faunísticas da, esperando-se que as mesmas respondam positivamente às intervenções à medida que as áreas intervencionadas, previamente degradadas, forem recuperando e ecologicamente amadurecendo, do ponto de vista da flora e vegetação.

5.13.2 SubAção 2 – FLORA E VEGETAÇÃO No âmbito da SubAcão 2, foram realizadas diversas atividades com o objetivo de monitorizar as ações de controlo de invasoras ao nível da flora e vegetação, nomeadamente, avaliar a eficácia das ações BRIGHT. Neste sentido, ao longo do período do projeto foi atribuído especial enfoque aos trabalhos de monitorização na Floresta Relíquia (FR) e no Pinhal do Marquês (PM). No início dos trabalhos de monitorização, foi elaborada a carta digital da situação de referência, nomeadamente no Verão de 2012. Através da análise desta carta digital, observou-se a existência de diversas manchas de espécies invasoras e de indivíduos isolados que no seu conjunto perfaziam uma área invadida global da FR de aproximadamente 6,5ha. Após os levantamentos de campo e análise cartográfica, considerou-se numa fase inicial que as espécies invasoras com maior expressão seriam Acacia melanoxylon, Pittosporum undulatum e Tradescantia fluminensis.

Tradescantia fluminensis é uma espécie persistente nativa da América do Sul, considerada invasora em Portugal e em diversos países onde o clima lhe é favorável (Nova Zelândia, Austrália, Estados Unidos e Suíça). Com um crescimento vigoroso, forma densos tapetes de cobertura no sub-bosque de florestas nativas, reduzindo significativamente a disponibilidade de luz, e, interferindo na sucessão florestal

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(McCluggage 1998; Standish 2001). Uma das características facilitadoras da invasão, é o facto de esta espécie se expandir facilmente através do crescimento vegetativo de pequenos fragmentos dos caules radicantes. A partir de fragmentos com apenas 1 cm de comprimento, podem estabelecer-se novas plantas por reprodução vegetativa (Kelly e Skipworth, 1984a), o que vai condicionar fortemente o desenvolvimento de outras plântulas, limitando assim a regeneração de espécies nativas. Por outro lado, considera-se que as zonas mais afetadas pela formação de tapetes contínuos de Tradescantia fluminensis, i.e, onde esta cresce mais vigorosamente, são as clareiras e/ou as zonas de margem/bordadura florestal, sendo que, trabalhos anteriores de remoção da espécie, demonstram que a sua diminuição conduz ao aumento da riqueza específica e abundância de plântulas de espécies florestais nativas (Standish et al., 2001a). Acacia melanoxylon é uma espécie nativa do Sudeste da Austrália e Tasmânia, que tem uma ampla distribuição em Portugal e que se reproduz em larga escala por via vegetativa e seminal, sendo que, as suas sementes podem permanecer viáveis no solo por várias dezenas de anos. Após a abertura de clareiras e/ou ocorrência de incêndios, o banco de sementes presente ao nível do solo, apresenta um elevado grau de germinação (Marchante et al., 2008). De origem maioritariamente Australiana, estas plantas, representam o maior grupo de invasoras em diversas regiões do globo, e provocam diversos impactes ecológicos e socioeconómicos, relacionados por exemplo com os elevados custos de aplicação dos métodos de controlo. (Le Maitre et al., 2011). A Acacia melanoxylon provoca impactes negativos nos ecossistemas, ao formar povoamentos densos que impedem a regeneração e desenvolvimento das comunidades nativas e através da produção de folhagem rica em azoto, que altera a composição do solo (Marchante et al., 2008). Pittosporum undulatum é uma árvore da família Pittosporaceae, originária da Austrália, e largamente difundida por diversas regiões florestais (Carpanezzi et al., 2014). Esta espécie apresenta uma elevada propagação de propágulos (37.500 sementes/ind. e 20 sementes/fruto), que facilmente se dispersam principalmente por pássaros (Goodland e Healey, 1997 in Mielke, 2012), sendo que, as sementes detêm uma alta capacidade de germinação, independente da época ou local de colheita (diretamente da árvore ou fezes dos dispersores) (Mielke, 2012). De rápido crescimento, Pittosporum undulatum coloniza rapidamente áreas desflorestadas, tornando-se uma praga em diversas regiões onde foi introduzido: Caribe, Hawai, Açores, Ilha da Madeira e Brasil (Mielke, 2012). Com base nas características das diversas espécies invasoras, ao longo do período transato, a aplicação das técnicas de controlo pressupõem a realização de intervenções florestais de fundo, sendo que as metodologias de monitorização ao nível da flora e vegetação em vigor, pretendem avaliar a eficácia das mesmas, contribuindo assim para a demonstração de resultados conducentes com o objetivo global do projeto LIFE+ BRIGHT.

Intervenções Florestais Desde o início do projeto até à data, foram diversas as intervenções florestais levadas a cabo pelos funcionários da FMB sobre as espécies invasoras (previamente identificadas na situação de referência).

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Neste sentido, foram realizados dois tipos distintos de intervenções principais: descasque e arranque no 2

interior dos quadrados de 100m (com invasoras arbóreas em comunidade florestal) e manchas limítrofes, bem como o arranque manual nas parcelas de Tradescantia fluminensis e áreas contíguas. A Tabela 17 refere as diferentes datas de intervenção, sistematizando assim a informação temporal e tipo de intervenções realizadas (do Dossier de Campo e das Grelhas de Preenchimento, anteriormente elaboradas).

Tabela 17. Datas e tipologias principais de intervenção nas parcelas com espécies invasoras (em monitorização). Invasora

Data de intervenção

Tipo de intervenção

Quadrados de Tradescância

Jul a Agt/2013

arranque manual

Portas de Coimbra

Jan a Mar/2015

arranque manual

Cruz Alta (1.ª intervenção)

Jan/2015

arranque manual

(2.ª intervenção)

Mar/2015

arranque manual

Quadrados de Invasoras Arbóreas

Nov/2013 a Jan/2014

descasque e arranque

Caifás

Jan a Mai/2014

descasque e arranque

Portas de Coimbra

Abr a Agt/2014

descasque e arranque

Adernal interior

Jun a Agt/2014

descasque e arranque

Cruz Alta

Jan a Mar/2015

descasque e arranque

Manchas limítrofes de Tradescância

Manchas limítrofes de Invasoras Arbóreas

Metodologia de Monitorização A metodologia caracterizada nos relatórios anteriores tem como objetivo avaliar a existência de diferenças significativas que possam vir a ocorrer na flora e habitats da FR, antes e após as intervenções florestais em curso. Partindo da situação de referência de 2012, foram implementadas áreas de amostragem fixa dentro da 2

2

Floresta Relíquia, perfazendo um total de 36m de quadrados de 1m para a Tradescantia fluminensis, e 2

2

2100m em quadrados de 100m para as restantes espécies. Para além das instalações previstas para a 2

2

FR, foram ainda marcados dois quadrados de 100m no Pinhal do Marquês (perfazendo 200m ) em áreas invadidas com Acacia dealbata e Acacia longifolia. Relativamente à Tradescantia fluminensis, são levantadas as percentagens de cobertura das espécies 2

presentes em 3 réplicas de 1m por parcela. Para as 7 espécies invasoras arbóreas, Acacia dealbata, Acacia longifolia, Acacia melanoxylon, Ailanthus altissima, Pittosporum undulatum, Prunus laurocerasus, Robinia pseudoacacia, nas áreas de amostragem 2

fixa, são amostrados quadrados de 100m onde são levantadas as percentagens de cobertura por três

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níveis de vegetação (estrato arbóreo – 1; estrato arbustivo – 2; estrato herbáceo – 3). Dentro de cada 2

quadrado de 100m é ainda realizada a medição do DAP (Diâmetro à Altura do Peito) e contabilizado o número de árvores mortas após as intervenções florestais. De modo a avaliar a eficácia das intervenções florestais, os dados de cobertura levantados nos quadrados de monitorização são posteriormente introduzidos numa base de dados e de seguida transferidos para o software IBM SPSS Statistics 20. Para a análise estatística, recorre-se a uma análise comparativa das populações florísticas com recurso à aplicação de testes estatísticos paramétricos e não paramétricos. Neste sentido, recorre-se aos dados de estatística descritiva e à aplicação de testes, nomeadamente: análise comparativa das populações florísticas com recurso à aplicação da ANOVA.

Resultados Preliminares Tradescantia fluminensis Até à data, os levantamentos de coberturas de vegetação pós-intervenção, realizados em todos os quadrados de 1m

2

instalados na FR, permitiram observar algumas diferenças significativas entre a

percentagem de cobertura pré-intervenção e pós-intervenção. No entanto, 9 meses após a última análise estatística, começam a surgir novos dados que levarão provavelmente a outros resultados estatísticos e/ou a novas interpretações. Neste sentido, no presente relatório, optou-se por indicar algumas evidências observáveis, e que atualmente podem ser classificadas como pontos fortes e pontos fracos, a saber: Pontos fortes: 

Recuperação do subcoberto com o surgimento de espécies nativas (Figura 45 e Figura 46 do anexo fotográfico, Anexo 12);

Germinação de plântulas de Phillyrea latifolia (significativamente maior nas parcelas instaladas nas Portas de Coimbra);

Aumento da riqueza específica (Figura 48, Anexo 12);

A recolonização de Tradescantia fluminensis (intervencionada no Verão de 2013) para o interior dos quadrados é em muitos casos relativamente lenta, o que permitirá programar atempadamente novas intervenções (preferencialmente durante o Verão);

Nas parcelas com abundância de árvores caducifólias, parece haver uma relação entre a cobertura do solo com folhagem de Outono e a maior dificuldade para a re-invasão da Tradescantia fluminensis.

Panicum repens parece ser atualmente a espécie dominante, na substituição de Tradescantia fluminensis, sobretudo nas portas de Coimbra (Figura 50, Anexo 12).

As espécies autóctones que estão a colonizar os locais onde existia Tradescantia fluminensis são diversas: Polypodium cambricum, Polygonatum odoratum, Ruscus aculeatus, Viburnum tinus, Laurus nobilis, Phillyrea latifolia, Tamus communis, Smilax aspera, Hedera hibernica e Umbelicus rupestris.

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Pontos fracos: 

A germinação de nativas (nomeadamente de Phillyrea latifolia) parece ter pouca viabilidade;

Nas parcelas da Cruz Alta, a germinação de Phillyrea latifolia é muito reduzida, o que pode estar relacionado com o envelhecimento do Adernal nesta zona;

A “limpeza do solo” está em alguns casos a dar lugar à implementação de novas invasoras (como referido por alguns autores). Este aspeto é mais visível em áreas de maior perturbação, como nas portas de Coimbra, com o surgimento de Oxalis pes-caprae e Conyza canadensis;

Na Cruz Alta a camada de solo removido, foi bastante elevada e o impacto visual da cobertura com estilha confere um ar artificializado à zona.

Em análise: 

O ensaio relacionado com a realização de “camas” de Tradescantia fluminensis previamente arrancada e removida do solo (Figura 51, Anexo 12), está a ser acompanhado no sentido de perceber se esta técnica (que agiliza o trabalho moroso de remoção do material arrancado) trará implicações negativas na re-invasão. No entanto, e uma vez que as pilhas de material orgânico são reviradas periodicamente (a fim de evitar progressões vegetativas), aguarda-se pela evolução desta metodologia.

Invasoras em Comunidade Florestal 2

Para os quadrados de 100m , onde são monitorizadas as invasoras em comunidades florestais, e após se ter verificado, através do último tratamento estatístico, uma ligeira tendência para algumas alterações da percentagem de cobertura do coberto arbóreo, os levantamentos mais recentes efetuados durante este ano, mostram algumas evidências abaixo indicadas: Pontos fortes: 

Nos quadrados instalados no interior da FR, sobretudo em zonas onde as folhosas são abundantes, ocorre um coberto de folhagem de Outono sobre o solo, que parece limitar a germinação do banco de sementes das espécies invasoras;

De um modo geral observa-se a germinação de uma quantidade apreciável de nativas (sobretudo nos quadrados instalados no interior da FR);

Ocorrência da germinação de “novas” espécies de árvores, possivelmente disseminadas pelo vento e pelas aves, que agora poderão ver nas clareiras deixadas pelas invasoras, um melhor acesso ao solo;

Ligeiro aumento da riqueza específica no interior dos quadrados intervencionados (sobretudo ao nível do estrato 3);

Na zona de Caifás, nomeadamente na maior mancha de Pittosporum undulatum (da situação de referência), observa-se uma excelente recuperação do subcoberto, com uma grande germinação de espécies nativas. Por outro lado, as plantações que têm sido levadas a cabo pela FMB, também apresentam um bom estado vegetativo, pelo que no conjunto, esta área fortemente intervencionada, parece apresentar bons sinais de recuperação ecológica.

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Pontos fracos: 

Nos 2 quadrados instalados no PM, onde não existe cobertura de folhagem de Outono ao nível do solo, apesar dos exemplares arbóreos (Acacia dealbata, Acacia longifolia e Acacia melanoxylon), terem secado, há uma forte germinação do banco de sementes de espécies invasoras, que deverão ser rapidamente intervencionadas mediante o arranque manual;

Na maioria dos quadrados monitorizados, observa-se a re-invasão pela via vegetativa, nomeadamente pelo rebentamento pela raiz (em exemplares invasores totalmente secos). Este aspeto parece ter maior expressão nos quadrados onde existe uma cobertura significativa de musgos, que possivelmente aumentam a humidade do solo, favorecendo este tipo de correlação;

Em áreas limítrofes intervencionadas, há ocorrência de novas invasoras: Phytolacca americana e Conyza canadensis, sobretudo no Pinhal do Marquês;

À data do presente relatório, verifica-se a ocorrência de muitos exemplares (previamente descascados) já completamente secos e em risco de queda, que deverão ser objeto de remoção.

Considerações Finais Tradescantia fluminensis Com base nos resultados recolhidos e tratados nas 11 parcelas de Tradescantia fluminensis em monitorização, a última análise estatística permitiu observar até à data algumas diferenças significativas entre a percentagem de cobertura pré-intervenção e pós-intervenção. No entanto, e de acordo com Rinella et al. (2009), embora o controlo de herbáceas invasoras seja justificado pela necessidade de conservar as comunidades nativas, por vezes, os métodos de controlo podem ter efeitos prejudiciais também sobre as espécies nativas, uma vez que podem conduzir à substituição de uma espécie exótica invasora por outra (Reid et al. 2009). Esta possibilidade tenderá a ocorrer se em resultado da remoção da herbácea invasora surgir uma diminuição da competição entre espécies (nativas e invasoras), o que poderá originar uma rápida recolonização por espécies invasoras mais competitivas e de rápido crescimento (Lusk et al. 2012). Relativamente ao tipo de intervenção realizada, e apesar de os estudos com remoção manual de Tradescantia fluminensis serem ainda escassos, segundo Porteous (1993), este tipo de intervenção sem recurso à utilização de herbicidas será adequado apenas para pequenas áreas, desde que haja o cuidado de remover todos os pequenos fragmentos do local. Efetivamente, a área intervencionada na FR da Mata Nacional do Buçaco, é relativamente pequena, e as intervenções manuais que têm sido realizadas, mostram até à data alguns resultados bastante positivos, nomeadamente no aumento da riqueza específica e no surgimento de plântulas de espécies nativas. Relativamente à viabilidade das plântulas nativas, Standish et al. (2004) refere que a Tradescantia fluminensisa aumenta a decomposição de matéria orgânica e altera a disponibilidade de nutrientes, causando a mortalidade de plântulas (sobretudo pelo ensombramento), e também pela modificação do seu habitat, o que poderá comprometer a longo prazo a viabilidade das plântulas. Este último aspeto parece aplicar-se às parcelas monitorizadas nas Portas de Coimbra, onde o número de plântulas de Phillyrea latifolia tem vindo a diminuir.

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Mais de 80% dos estudos com Tradescantia fluminensis resultam de ensaios científicos e não de ações reais de restauro de habitats e/ou de projetos de gestão de invasoras, para além de serem limitados no espaço e no tempo (com pequenos plots de amostragem e restritos a períodos inferiores a 1 ano) (Lusk et al. 2012), o que vem enfatizar a importância do presente projeto, nomeadamente na análise científica dos dados.

Invasoras em Comunidade Florestal 2

Relativamente às espécies invasoras arbóreas monitorizadas nos quadrados de 100m , e após a intervenção florestal (baseada no descasque e arranque manual), passado aproximadamente 1ano e 6 meses, é possível observar a maioria dos indivíduos já completamente secos e alguns ainda a evoluírem para o estado decrépito (nomeadamente alguns indivíduos de Pittosporum undulatum e Acacia melanoxylon). Neste sentido, há até à data uma alteração nas percentagens do coberto arbóreo (já evidenciada pelo tratamento estatístico anterior), sobretudo nos quadrados onde existiam muitas espécies invasoras com porte arbóreo, que agora estão completamente secas e abrem clareiras no solo. Durante as observações de campo, parece haver uma relação entre estas clareiras/disponibilidade de luz, com a regeneração do banco de sementes. No entanto, torna-se também evidente que se em alguns quadrados há uma grande abundância de espécies nativas a germinar, noutros quadrados a regeneração das invasoras parece superar grandemente as nativas. Esta diferença parece ser mais clara entre os quadrados do pinhal do Marquês, onde não há folhagem de Outono a cobrir o solo e as invasoras já começam a regenerar em abundância, e os quadrados da FR (Cruz Alta) onde ocorre uma densa folhagem de Outono a cobrir o solo e a regeneração de nativas parece superar a de invasoras. Por outro lado, as intervenções florestais nas invasoras das áreas limítrofes e as plantações de espécies nativas, têm vindo a evoluir positivamente, tornando-se evidente um franco desenvolvimento da regeneração de espécies nativas em detrimento das espécies invasoras. Esta situação torna-se até à data bastante evidente na região de Caifás, onde toda a zona invadida com Pittosporum undulatum (da situação de referência), encontra-se agora em franca recuperação, o que parece indiciar uma evolução bastante favorável para as comunidades nativas desta zona. Em suma, em relação às 7 invasoras arbóreas em monitorização, nesta fase, já é possível observar uma tendência mais efetiva para a alteração do coberto arbóreo, sobretudo nos quadrados onde existem indivíduos invasores de grandes dimensões, sendo também observáveis algumas diferenças na capacidade regenerativa de espécies invasoras/nativas em quadrados com diferentes tipologias de solo, localização e caraterização fitossociológica. Os resultados na monitorização da flora e habitats recolhidos até à data, permitem avançar que há dados altamente variáveis em termos da regeneração de plântulas nativas e/ou re-invasão de espécies invasora, e, que as ações de controlo e intervenção florestal em curso, podem exercer uma maior/ou menor taxa de sucesso sobre as mesmas. Neste sentido, com o objetivo de medir o sucesso no controlo de espécies invasoras, é necessário assegurar uma monitorização contínua e quantitativa que possa medir as alterações que ocorrem não só para as espécies invasoras alvo, mas também para as espécies nativas que caracterizam o Adernal da Mata Nacional do Buçaco.

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O Anexo 12 constitui-se como anexo fotográfico para a Sub-Ação 2 – Flora e Vegetação, contendo ainda as referências bibliográficas de suporte à elaboração do Relatório de Monitorização anexo ao presente documento.

Cronograma Tabela 18. Síntese dos desenvolvimentos da Ação E.2, incluindo identificação do progresso previsto em candidatura (P) e execução verificada (E), desvios temporais associados, respetiva relevância, correção e efeitos no projeto. 2012 Ação

E.2_Flora

2013

A S

O N D

X

X

X

X

X

2014

trim

trim

trim

trim

trim

trim

trim

trim

X

X

X

X

X

X

X

X

P

Desvio

Relevância /

Efeitos no

Solução

Projeto

Alguns atrasos

X

E

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

devidos

X

Não aplicável.

ao

Não aplicável.

ciclone.

E.2_Fauna

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

P

Redução do nº

Alguns X

E

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

atrasos e prejuízos devidos ao ciclone.

Ajuste de algumas metodologias.

caixasninho a monitorizar. Atrasos na fotoarmadil hagem.

5.13.3 Ações Complementares

Potencial da fauna para a dispersão de sementes Esta Ação adicional do Projeto surgiu na sequência da dissertação de Mestrado intitulada “Potencial de dispersão de sementes por mamíferos carnívoros e sua contribuição para a gestão de ecossistemas”, de Lúcia Pereira (não remunerada pelo Projeto), com o qual se pôde verificar de que forma é que a fauna, sobretudo os mamíferos carnívoros que se alimentam de frutos, se relacionam com a flora, na MNB, tendose avaliado a sua capacidade de dispersar ou controlar espécies vegetais, quer autóctones quer exóticas invasoras. Para tal, e em resumo, mensalmente ao longo de um ano, procedeu-se à recolha de frutos e de excrementos presentes na Mata, estes últimos essencialmente de fuinha e raposa, à triagem das sementes presentes nos frutos e excrementos, à sua sementeira e à comparação da capacidade germinativa de ambas.

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Com o término desta Ação adicional, de grosso modo, pode-se verificar que a digestão das sementes por fuinha pode aumentar a capacidade germinativa das sementes, em alguns casos promover a sua germinação antecipada, ou não ter qualquer efeito sobre a sua germinação, conforme a espécie de planta. Em concreto, a digestão da fuinha aumentou a capacidade germinativa das sementes de duas espécies autóctones, Arbutus unedo e Rubus sp., sendo que no caso de Rubus sp. para além das sementes digeridas germinarem em maior proporção relativamente às sementes não digeridas, também estas germinam significativamente mais cedo. Por outro lado, a digestão da fuinha não teve qualquer efeito sobre a capacidade germinativa das sementes de Celtis australis (espécie autóctone) e Prunus laurocerasus (espécie exótica com potencial invasor). Em conclusão, com esta Ação adicional pôde-se concluir que tanto a fuinha como a raposa são eficazes dispersores de sementes de frutos carnudos de espécies autóctones e de uma espécie exótica com potencial invasor (Prunus laurocerasus). A fuinha contribui largamente para a regeneração natural da Mata Nacional do Buçaco, uma vez que para além de dispersar as sementes de espécies autóctones também promove a sua germinação. Por outro lado, a sua preferência por frutos de Prunus laurocerasus poderá fazer com que estes carnívoros dispersem as suas sementes e possam contribuir para o aumento da abundância de plântulas desta espécie ou provocar a instalação de novos focos de invasão, sendo necessário portanto proceder à aplicação de medidas de gestão que minimizem os riscos e potenciar os benefícios decorrentes da preferência alimentar destes carnívoros.

Outras ações Para além das tarefas de monitorização da fauna, flora e vegetação, a UA tem desenvolvido/participado noutras ações, entre as quais participação em eventos temáticos como o Sement Event, ações de voluntariado organizadas pelo Dept. Biologia UA (DBio-UA), workshops e mini-cursos temáticos, exposições, aulas de campo do DBio-UA, apoio a estagiários da FMB, apoio na produção de ações e materiais educativos/pedagógicos, inventariação dos macrofungos da Mata, e ainda a participação em encontros científicos, divulgando as ações do Projeto e respetivos resultados, como sejam: XV Jornadas de Biologia Aplicada, VIII Congresso de Ornitologia da SPEA, ObservaRia, Congresso de Comunicação de Ciência SciCom PT. A UA promoveu também o projeto BRIGHT em encontros internacionais, nomeadamente no âmbito do Life EME Natura2000 - Efficient Managers for Efficient Natura2000 Network. Conforme previsto no plano inicial do projeto, a UA tem também escrito e publicado artigos científicos e de divulgação.

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6.14.

Acão E.4 - Networking com outros projetos LIFE

Conforme referido no Relatório de Progresso o evento anual realizado em novembro, “Sement Event” tem por objetivo dar a conhecer o projeto à comunidade geral, mas também assegurar um conjunto de contactos com outros projetos LIFE e LIFE+, de forma a garantir trocas de experiencias e informação sobre os projetos debatidos. Nas edições anteriores do “Sement Event” (2012, 2013 e 2014) foram realizados seminários técnicos de networking com outros projetos e personalidades/instituições de relevo nas áreas de conservação e preservação de habitats.

Tabela 19. Entdades/personalidades/ e Projetos que marcaram p+resenção nas eedições de Sement Event Sement Event 2012

Joaquim Teodósio (SPEA) – Funções e importância dos viveiros no Projecto Laurissilva Sustentável LIFE07 ENV/P/000630

Sement Event 2013 Agência Natuur en Bos / Bélgica – Dirk Raes – A gestão da “Forêt des Soignes” após eventos climatéricos adversos. Contributos do LIFE+ (Projeto OZON) para a sua posterior conservação/valorização.

Sement Event 2014

João Pinho – Instituto de Conservação da Natureza e Florestas

LIFE12 NAT/BE/000166 Alexandre Silva (CISE/CMS) Banco de Sementes do CISE: um equipamento para a conservação e valorização da flora da serra da Estrela

Carlos Tavares – Forest Stwardship Council ® Portugal

Miguel Ferreira - AZORINA Sociedade de Gestão Ambiental e conservação da Natureza, S. A (Açores)

Paulo Domingos (QUERCUSAveiro) - Projecto Recuperação do Cabeço Santo

Lísia Lopes (UA) - Mata Climácica do Buçaco, uma verdadeira relíquia.

Filipa Pais (CMMN) – A importância do viveiro municipal nas ações de conservação/valorização de habitats no Sítio de Monfurado – Projeto GAPS

Sónia Guerra (UA) - BRIGHT: proteção da relíquia. Monitorização dos resultados do projeto.

Milene Matos (Universidade de Aveiro) – “A ciência e a natureza como ferramentas de reinserção social”

André Aguiar (UA) - O controlo de espécies invasoras e a fauna. Monitorização de resultados do projeto BRIGHT.

Paulo Seara- Presidente da Junta de Freguesia de Águeda e Borralha: “Parque Botânico de Vale Domingos - o ambiente como promotor da inclusão social”

Henk Feith (ALTRI S.A.) Recuperação ripícola no âmbito de Florestas de Alto Valor de Conservação em áreas de Produção José Adelino Gameiro (SILVAPOR Lda) - Renaturalização de Espaços Florestais, na Serra de Sintra

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Rosa Pinho (UA) - Mata Nacional do Buçaco: um valioso património botânico.

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José Paulo Martins (QUERCUS) Micro-reservas biológicas, uma ferramenta de conservação da biodiversidade em Portugal

Lúcia Pereira (UA) - Floresta autóctone e espécies invasoras: potencial dos mamíferos carnívoros para a disseminação ou controlo de sementes.

Cátia Correia: Projeto Life Biodiscoveries (CM Barreiro) “Controlo de espécies invasoras atráves da participação pública.” LIFE13 BIO/PT/000386 Bruno Martins (CIBIOUniversidade do Porto) –Projeto Life Trachemys -

Sílvia Neves (ICNF) - Conservação Controlo de Acácias na Mata da Margaraça

Milene Matos (UA) - Projeto BRIGHT: contributo para a educação ambiental e promoção da cultura científica.

Pedro Coelho (APA/ARHAlgarve) Controlo de canas (Arundo donax)e reabilitação de ribeiras no Algarve

Tatiana Moreira-Pinhal e Ricardo Mocito Santos (UA) - Mata Nacional do Buçaco vista à lupa: caracterização das comunidades entomológicas.

Pedro Bingre do Amaral - Escola Superior Agrária de Coimbra

Joaquim Teodósio (SPEA) – Projecto Priolo - Controlo de invasoras e recuperação de habitats como base para a conservação de avifauna protegida

Jorge Sousa (UC) - Proposta de recuperação de áreas afetadas pelo ciclone de Janeiro na Mata Nacional do Buçaco.

João Carvalho – Universidade de Aveiro: “O bom, o mau ou o vilão? A gestão cinegética como promotora da biodiversidade.”

Diogo Saldanha (UP) - Contributos para um plano de gestão e de requalificação do Arboreto da Mata Nacional do Buçaco após o ciclone de 2013.

Rosa Pinho (UA) – “A Biodiversidade da Região e o valor da Mata Nacional do Buçaco”

Henk Feith (ALTRI S.A.) - O controlo/erradicação de invasoras numa perspetiva de apoio e valorização da produção florestal Francisco Caetano – A formação de equipas de trabalho enquanto fatores determinantes de sucesso

"Conservação e divulgação da biodiversidade das pequenas massas de água em Portugal: os exemplos da campanha Charcos com Vida e do projeto Life Trachemys" LIFE09 NAT/ES/000529

Sónia Guerra (UA) – “A Floresta Relíquia da Mata do Buçaco: conhecer para preservar” André Aguiar (UA) – “A importância da fauna na gestão florestal” Tatiana Moreira-Pinhal (UA) – “A importância dos insetos para o equilíbrio florestal” Lúcia Pereira (UA) – “Os mamíferos carnívoros e o seu papel na regeneração florestal” Guilherme Duarte/ Luís Pereira (CMM) - “Mata Nacional do Buçaco, valor para a educação”

Sombreado = Projetos LIFE

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Figura 19 -–. Sessões Públicas – Sement Event 2014

Para além destes, em sala, promoveram-se visitas de trabalho a parcelas intervencionadas pelo projeto BRIGHT, no âmbito das quais foram apresentados e discutidos, com os restantes participantes, os trabalhos em curso, técnicas aplicadas e resultados obtidos até à data, trocando-se experiências particularmente úteis com projetos que envolveram o controlo de espécies análogas às que são alvo do projeto, bem como possíveis sinergias de trabalho conjunto. Em concreto, estes trabalhos de networking permitiram não só a apresentação e troca de informação sobre o trabalho desenvolvido por diferentes entidades (ONGA´s, autarquias, administração central e empresas privadas) em matéria de propagação de espécies autóctones e controlo de espécies exóticas invasoras, como também o estabelecimento de relações de trabalho mais estreitas com outras equipas, que têm gerado posteriores sinergias com os trabalhos do projeto. Ainda a este respeito, de salientar também os elogios que os trabalhos do projeto mereceram por parte dos participantes, a equipa BRIGHT foi convidada a ser um dos casos de estudo de divulgação a promover no âmbito do site criado ao abrigo de um projeto de comunicação/disseminação/sensibilização de âmbito nacional. Para o efeito, deslocou-se à Mata do Bussaco, já em Abril de 2012, uma equipa de reportagem que efetuou recolha de imagem vídeo dos trabalhos práticos do projeto. No âmbito da recolha de imagens efetuada, procurou-se promover o apoio LIFE+ aos trabalhos, através do recurso à bandeira LIFE+ e de referências explícitas ao apoio, nas entrevistas realizadas.

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De forma análoga, a equipa de projeto foi convidada a participar no evento de networking e celebração de 20 anos do LIFE+ em Portugal organizado pelo projeto WW4ENVIRONMENT, contribuindo com uma apresentação do projeto para a sessão, realizada a 11 de Dezembro de 2012 e presidida pelo Dr. Alban deVillepin, por parte da Comissão (programa completo em http://ww4environment.eu/?page_id=4625&lang=ptpt). Decorrendo das atividades de networking, se formalizaram protocolos com entidades associativas e privadas que visam trabalho conjunto e sinergias em prol da boa execução dos trabalhos de conservação da Mata, com reflexos positivos no projeto. Assim, para além dos protocolos já referidos em relatórios anteriores (QUERCUS e Grupo PORTUCEL) foi também estabelecido com a SIPCAM, em 2015, que visa o aprofundamento de relações e a colaboração mútua em temáticas relacionadas com o projeto e com outras ações de conservação da Mata. A participação na GreenWeek 2015, já referida na Ação D.8, também permitiu estabelecer contactos e trocas de informação com outros projetos LIFE+: 

Life stymfalia LIFE12 NAT/GR/000275)

Life Natagora Herbages LIFE11 NAT/BE/001060

 

LANDLIFE LIFE10 INF/ES/000540 Life CONVIPURSRAK LIFE07 NAT/H/000322

Também o Beneficiário Associado UA participou ativamente numa ação de formação do Projeto 

EME Natura 2000 LIFE11 INF/RO/000819

Globalmente, é portanto possível aferir que esta ação do projeto tem estado a decorrer como previsto, salientando-se como principais indicadores de execução:

Tabela 20 - Indicadores de execução Ação E.4. Indicador/meta candidatura aprovada

Relatório Intercalar

Relatório de Progresso nº2

Observações Relatório de Progresso nº2:

58

Nº de Projetos LIFE+ contactados para networking

4

13

18

Nº de outros Projetos contactados para networking

x

9

16

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-Life stymfalia LIFE12 NAT/GR/000275) - Life Natagora Herbages LIFE11 NAT/BE/001060 - LANDLIFE LIFE10 INF/ES/000540 - Life CONVIPURSRAK LIFE07 NAT/H/000322 - EME Natura 2000 LIFE11 INF/RO/000819

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Relatório de Progresso nº2:

59

Nº de projetos LIFE+ com parcerias para ações concretas

x

2

6

Nº de outros Projetos com parcerias para ações concretas

x

1

??

Nº de Entidades com parcerias formalizadas

x

2

5

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- EME Natura 2000 LIFE11 INF/RO/000819 - Projetos LIFE03 NAT/P/000013 e LIFE07 ENV/P/000630 - Projeto LIFE03 NAT/P/000018) - LIFE09 NAT/ES/000529 - LIFE13 BIO/PT/000386 - Projeto Forest Invaders / PEC180 / QREN/FEDER, http://invasoras.uc.pt/ - Quercus –Floresta Comum - Projeto Rios - AMO Portugal - Florestar Portugal - EcoSanto - EVS “Friends of Forest” - Plantar 1 árvore-Bosque dos Sonhos - QUERCUS - Grupo PORTUCEL - SIPCAM - AgoraAveiro - Montepio - Unimadeiras

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7.

PROGRESSO ESPERADO

O progresso previsto do Projeto encontra-se detalhado no quadro abaixo: Tabela 21 - Síntese dos desenvolvimentos das ações do projeto, incluindo identificação do progresso previsto em candidatura (P) e execução verificada(E), desvios temporais associados face a cronograma, metas (M) e deliverables (D), executadas segundo calendarização prevista (✓) , não executadas e/ou concretizadas extemporaneamente(✘), respetiva relevância, correção e efeitos no projeto. 2011 Ação

Setembr

2012

2013

2014

2015

2016

4T 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T

pos

Desvio

o

Relevância / Solução

Efeitos no Projeto

A. Ações Preparatórias, elaboração deProgramas /Planos de Ação A.1

P

M D

E

✘ ✓

A.2

P

Atraso inicial de 3 meses. Ajustes adicionais à Relevante / calendarização e Correção atividades necessários Implementada por via do ciclone

Reduzidos ou negligenciáveis por via das correções implementadas

Atraso inicial de 3 meses. Ajustes adicionais à Relevante / calendarização e Correção atividades necessários Implementada por via do ciclone

Reduzidos ou negligenciáveis por via das correções implementadas

Arranque inicial com 7 meses de avanço. Atraso na beneficiação de autóctones ao nível das 1ªs plantações, seguimentos e retanchas por via dos temporais de 2013 e 2014 Não implementação da compostagem por via dos estragos do ciclone

Relevante / Correções Implementadas e em implementação

Compostagem: Negativos mas reduzidos devido a uso de estilha para fins de controlo de invasoras, Atrasos em recuperação ao nível das áreas de 1ª plantação, ainda em atraso quanto aos seguimentos; necessidade de expansão de áreas de intervenção

Arranque inicial com 6 meses de avanço. Atrasos ao nível dos seguimentos por via dos temporais de 2013 e 2014

Relevante / Correções Implementadas e em implementação

Decurso dentro do esperado. Necessidades futuras de trabalhos previstas, ao nível da consolidação de resultados por meio de controlos de seguimento; necessidade de expansão de áreas de intervenção

Sofreu traso de 3 meses no marco de versão online. Frequência de visitas acima do esperado, mais informação do que previsto. Atrasos na colocação de conteúdos em Inglês

Relevante / Correções Implementadas e em implementação, colocação de conteúdos em versão bilingue

Decurso dentro do esperado. Atrasos não tiveram efeitos negativos mensuráveis a nível nacional/local. Bom funcionamento e angariação de voluntários e apoios. Não atingimento eficaz de públicos internacionais por inadequação da versão bilingue (inglês).

Arranque com 5 meses de avanço. Execução e custo mais eficaz e mais articulada com outras necessidades

Relevante / Positivo: Globalmente, maior visibilidade e envolvimento

Positivos: Maior comunicação e melhor conhecimento do projecto, apoio LIFE+ e envolvimento e informação ao público

M D

E

✘ ✓

C. Ações de conservação C.1

P

M

M

M M D

C.2

E

P

M

M

M M D

E

D. Ações de comunicação e disseminação D.1

P

E

D.2

P

E

60

M

M

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D.3

P

M D

E

D.4

P

M D

E

D.5

D.6

D.7

P

M D

D

✓ ✓✓✓

não aplicável

não aplicável

não aplicável

Desvios verificados em materiais relacionados com tarefas da responsabilidade do parceiro CMM. FMB em parceria com UA tem-se substituído à produção dos materiais em falta.

Relevante / Materiais necessários para o correto desenvolviment o do Programa de sensibilização, envolvimento e voluntariado

Negativos mas reduzidos devido a uso de materiais produzidos pela FMB e UA. Atrasos em recuperação pela elaboração de mais materiais a custo mais eficaz e mais articulada com outras necessidades

Arranque inicial com avanço. Adesão aquém do que esperado para algumas atividades (percursos pedestres, vistitas guiadas e oficinas)

Relevante / Ajustes e eventos não previstos têm levado a um maior envolvimento de agentes

Negativos mas reduzidos ou negligenciaveis pela definição de meios complementares de envolvimento e articulação com outras ações (D.6, D.7 e D.8)

Arranque inicial com avanço. Atrasos graduais induzidos pelos temporais de 2013 e 2014. Necessidade de ajuste e articulação de Tarefas (remoção de detritos lenhosos e preparação de terreno)

Relevante / Experiência Incorporada e desenvolvida no âmbito dos Programa de sensibilização, envolvimento e voluntariado

Positivos ao nível do envolvimento público e na mitigação dos atrasos C.1 e C.2 devido aos temporais de 2013 e 2014

Relevante. Atrasos agravados por questões processuais de contratação e ---

Negativos: Implementação em apenas 1 ano letivo com resultados positivos. Restante ação a FMB temse sobretposto à execução da ação através de atividades pontuais com público escolar. reformulação na concretização dos desígnios da ação envolvendo os 3 parceiros com apoio da CMM

Relevante. Execução globalmente superior ao esperado

Globalmente Positivos. Resultadoas além do esperado. Deliverable DVD em processo de contratação. Participação na GreenWeek em junho de 2015 e não em 2014 em sinergia e com efeitos positivos na ação E.4.

Equipa tem procurado dar resposta a necessidades inesperadas e a questões levantadas pela Comissão

Correções atempadas de desvios e mais sinergias com outros projetos e atividades

M

E

P

M

E

P

M D

D.8

E

✘ ✘

P

M

E

Desvios significativos e irrecuperáveis relativamente à calendarização e forma de execução inicial

M

M

M

D

Avanço em alguns marcos e nas metas inicialmente estabelecidas, por via de sinergias desenvolvidas. Atraso em algumas tarefas/atividades (DVD, participação em GreeenWeek) Menor adesão do que o esperado por parte da imprensa)

M

E. Gestão e Coordenação do Projeto e Monitorização E.1

P

M

Sem Desvios

E

E.2

P

E

61

M

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Sem desvios para além dos induzidos pelos temporais. Orçamentação subdimensionada para desenvolvimento da ação em concordância com a calendarização.

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Ajuste de metodologias. Incremento do orçamento de pessoal

Correções oportunas possíveis de desvios e problemas de menor relevo para objetivos. Trabalhos em curso com adaptações necessárias


E.3

E.4

P

E

P

M

E

E.5

M

D

P

Atraso inicial de 4 meses no marco de adjudicação

Pouco Relevante / Objectivo prende-se com boas práticas de gestão do projeto

Negligenciáveis . Auditoria regular iniciou-se com resultados esperados e prossegue conforme esperado

Desvios ligeiros por períodos de não estabelecimento de networking. Resultados de acordo com o esperado. Colaboração regular com projetos Life. Participação em atividades de outros projetos Life.

Participação na GreenWeek 2015 possibilitou o estabelecimento de contactos a manter com regularidade

Positivos: alargamento da rede de partilha de experiências materializando os desígnios de replicabilidade e demonstraçõa do projeto

Sem desvios

Não aplicável

Não aplicável

M D

E

Caso a solicitação de adiamento de termo do prazo do projeto seja alvo de concordância por parte da comissão, será criada a obrigação de submeter um 3º relatório de Progressos a 30-06-2016 sendo que o Relatório Final (acompanhado de Relatório de Auditoria Externa, Relatório para Leigos e Plano de Comunicação Pós-LIFE) deverá ser submetido a 30-11-2017. Não se prevê, no cômputo geral do projeto, introduzir alterações substanciais que desvirtuem os bons resultados já alcançados, pelo que o planeamento de mais 12 meses de atividades servirá para obter maior consistência e coerência nos trabalhos desenvolvidos e a desenvolver, sempre em consonância com os objetivos e resultados candidatados e entretanto revistos e alargados por via dos motivos sobejamente explanados no presente relatório. 6.1 Deliverables e Marcos do Projeto Tabela 22 - Deliverables Deliverable Programa de Acções de Combate e Erradicação de Exóticas e Conservação/Beneficiação de Autóctones Programa de Acções de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado A.2 30/03/2012 Flyers sobre flora para apoio a trabalhos das acções D.5 a D.7 (versões digitais, para download do sítio www) Guias de Campo sobre Fauna e Flora (2)

62

Ação

Deadline

Executado /não executado

A.1

30/03/2012

Março 2013

A.2

30/03/2012

Março 2013

D.4

30/03/2012

Flyer adernal: 18.09.2012 Flyer invasoras: 18.09.2012 Flyer fauna: 22.05.2013

D.4, D.7

30/06/2012

Miniguia cogumelos: 17.10.2013 Miniguia anfíbios, miniguia mamíferos, mniguia ves, minguia flora autóctone, minguia flora invasora: 19.06.2012 Miniguia controlo de invasoras:

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18.03.2015 Apenas Guia de Campo Conceção: Março 2015 Produção para distribuição: Previsto para setembro de 2015 A não executar conforme informação/autorização da CE Brochura Adernal, brochura invasoras, brochura fauna: 26.06.2013

Kit Pedagógico

D.4, D.7

30/06/2012

Kit de Flora

D.4, D.6

30/06/2012

Brochuras sobre as espécies de flora, fauna e habitats alvo dos trabalhos do projecto (3, versões digitais) DVD com informação sobre os trabalhos, para disseminação e Manuais/Guiões Técnicos (versão digital para download) Plano de Comunicação Pós LIFE na versão aprovada Relatório para Leigos, disponível para distribuição em versão impressa Relatórios Técnico-Científicos de Monitorização e Avaliação de Resultados (4) Artigos Técnico-Científicos publicados pela equipa de Projecto, mencionando apoio LIFE+ (4) Cartografia Digital de Apoio à Gestão Pós-Projecto (áreas intervencionadas e dados sobre intervenções) Relatório Final de Auditoria Externa

D.4

31/08/2012

D.8

30/06/2015

Previsto para Outubro de 2015

E.5

31/07/2016

--

D.3

31/08/2016

--

E.2

31/08/2016

--

E.2

31/08/2016

--

C.1, C.2

31/08/2016

--

E.3

30/11/2016

--

Tabela 23 - Marcos Marco Arranque de trabalhos de Networking com outros Projectos LIFE e LIFE+

E.4

Deadline

Executado /não executado

30/09/2011

Novembro 2012

Seminário Público de Apresentação de Objectivos e Trabalhos do Projecto

D.4

30/10/2011

Sement Event 2012: 17 a 25. 11.2012 Sement Event 2013: 23.11 a 1.12 2013 Sement Event: 22 a 30.11. 2014

Contratualização dos Serviços de Auditoria Externa para o período do projecto

E.3

31/12/2011

Maio 2012

Conclusão dos Trabalhos Preparatórios

A.1, A.2

30/03/2012

Março 2013 revisto em setembro 2014 (subprograma D.7)

D.1

30/03/2012

Abril.2012

01/04/2012

C.1: setembro 2011 C.2: novembro 2011

D.5, D.6, D.7

01/04/2012

Setembro 2011

D.2

30/06/2012

27.08.2012

E.2

31/08/2012

31/08/2012

Colocação Online do Sítio Web do Projecto Início de Trabalhos de Campo de Gestão e Conservação de Habitats Início Efectivo de primeiras Acções de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado Instalação de primeiros Placards em Áreas de Intervenção do Projecto Apresentação do primeiro Relatório dos trabalhos de

63

Ação

C.1, C.2

Relatório de Progressos nº2 | LIFE+

BRIGHT – Bussaco´s Recovery of Invasions Generating Habitat Threats (LIFE10/NAT/PT/075)


monitorização/avaliação de resultados (sit. referência) Início de visitas de divulgação com convites à imprensa Produção e 1ª Utilização de Stand do Projecto em Eventos Nacionais Arranque de Participações na Greenweek Início de workshops técnicos de divulgação e disseminação 50% dos objectivos de controlo/erradicação atingidos Seminário Público de Apresentação de Resultados do Projecto Organização de Conferência Técnica de Disseminação de Resultados Aprovação interna de Plano de Comunicação Pós-LIFE Redução de 50% da área de Tradescantia fluminensis e sua substituição por Vinca difformis Eliminação dos povoamentos florestais invasores e dos exemplares de ornamentais potencialmente perigosas Disponibilização Online do Layman Report Conclusão e apresentação do Relatório Final do Projecto

8.

D.8

31/12/2012

Setembro 2011

D.8

30/06/2013

Produzido: Maio 2012 1º utilização: Expo.Tur- 1ª Feira de Turismo Rural e Natureza 02 a 10.06.2012

D.8

30/06/2014

03/06/2015

D.8

01/10/2014

17/11/2012

C.1, C.2

31/12/2014

Maio 2014

D.4

30/06/2016

--

D.8

30/06/2016

--

E.5

31/07/2016

--

C.1, C.2

31/08/2016

--

C.1, C.2

31/08/2016

--

D.3

31/08/2016

--

E.1

30/11/2016

--

IMPACTO DO PROJETO Atendendo a que o trabalho de campo já decorre há cerca de quatro anos, não se verificam quaisquer efeitos nefastos do Projeto sobre a biodiversidade ou outros elementos, pelo contrário. Ao nível da fauna, de um modo geral, as diferenças encontradas entre a situação de referência indicam que os grupos faunísticos ou não estão a ser afetados, ou dão indícios de estarem a ser beneficiados pelas ações do Projeto. Alguns resultados podem estar mascarados pelos efeitos do Ciclone Gong, pelo que será necessário manter o programa de monitorização de forma a obter dados mais robustos ainda. O facto de não ter havido resultados de algum modo prejudiciais à fauna, é um excelente indicador de que os trabalhos decorrem de forma correta. Ao nível da flora, o conjunto de dados apresentado permite realizar algumas análises comparativas de referência, que indiciam que o projeto está a ter resultados positivos ao nível da restauração de habitats previamente degradados pela presença de espécies invasoras, principalmente através da remoção de Tradescantia fluminensis. Do ponto de vista social e ao nível da população local, verifica-se que alguns proprietários de propriedades locais procuram orientação não formal para combater o problema das espécies invasoras

64

Relatório de Progressos nº2 | LIFE+

BRIGHT – Bussaco´s Recovery of Invasions Generating Habitat Threats (LIFE10/NAT/PT/075)


nessas suas propriedades, fruto da visibilidade e projeção que o projeto BRIGHT está a alcançar. Verifica-se ainda a ‘replicação’ de algumas das técnicas de controlo de invasoras, aplicadas nas propriedades privadas afetadas com o mesmo problema. Os Parceiros do Projeto são assim regularmente convidados para dinamizar ações de controlo de invasoras, ou prestar aconselhamento sobre essa temática noutros locais, mas fruto do alcance e impacto positivo que o projeto BRIGHT tem tido um pouco por todo o país. Todas as ações de disseminação de conhecimento têm tido claramente resultados muito positivos e o desejado efeito multiplicador das boas práticas ambientais que integram o projeto. A imagem social positiva de que o projeto goza, tem também despertado o interesse do tecido empresarial, que tem procurado os parceiros do projeto para estabelecer parcerias, formações, etc. Releva-se ainda a potenciação da empregabilidade local e o envolvimento de população reclusa na implementação do projeto enquanto boa prática social de inclusão social, contribuindo também nesta dimensão para os objetivos estratégicos para a UE de luta contra a pobreza e exclusão social.

9.

ASPETOS FINANCEIROS 9.1. Sistema Contabilístico

SNC - Sistema de Normalização Contabilística (afetação em centros de custo)

9.2. Disponibilidade do Cofinanciamento No período em que tem decorrido o Projeto, não se colocaram constrangimentos à disponibilidade da componente de cofinanciamento nacional uma vez que tem sido possível à FMB, a partir das receitas geradas com outras atividades previstas nos seus Estatutos dispor da componente de cofinanciamento nacional destinada a suportar a componente de 50% dos custos elegíveis a que se comprometeu com a assinatura do Contrato de Subvenção. Assim, e mantendo-se a evolução até à data verificada, não são expectáveis constrangimentos neste domínio. As alterações motivadas pela Lei-Quadro das fundações tem, contudo, imposto algumas limitações às operações da FMB, sobretudo nos aspetos que se prendem com as despesas de pessoal e de contratação de bens e serviços, obrigando a esforços administrativos acrescidos, não atingindo, contudo, o projeto no seu desenvolvimento e na prossecução dos seus objetivos. No que respeita aos parceiros, a informação veiculada aponta igualmente no sentido da ausência de constrangimentos de maior, excetuando-se o que foi exposto relativamente ao parceiro CMM. Pelo facto, e em linha com o descrito neste documento, considera-se continuar a não existir, nesta fase, constrangimentos que coloquem em causa as necessidades de cofinanciamento previstas por qualquer dos parceiros do projeto.

65

Relatório de Progressos nº2 | LIFE+

BRIGHT – Bussaco´s Recovery of Invasions Generating Habitat Threats (LIFE10/NAT/PT/075)


9.3. Execução Financeira Tabela 24 - Síntese das despesas incorridas, por rubrica Orçamento do Projeto em €

Rubrica de Despesa

Despesas efetuadas até 25-06-2015 in €

% de custo para cada Rubrica

% dos custos totais

Pessoal

1.447.774,00

790.532,22

54,60

25,65

Viagens

12.980,00

5.043,22

38,85

0,16

Assistencia Externa

885.394,00

302.871,74

34,21

9,83

Equipamentos

412.250,00

121.072,97

29,37

3,93

Consumiveis

211.173,00

99.799,92

47,26

3,24

Outros Custos

29.850,00

2.354,57

7,89

0,08

Despesas Gerais

82.455,00

78.386,57

95,07

2,54

3.081.876,00

1.400.061,20

TOTAL

45,43

A tabela 24 revela , face ao explanado em relatório, eficácia em termos de custos na implementação do Projeto. Num momento em que - se não concedido o adiamento do termo do prazo do projeto - resta um ano e três meses para o término do projeto, incorreu-se em ca. 45% do orçamento original, i.e. decorrido ca. 75% do tempo do Projeto, foi possível, respeitando globalmente as metas e objetivos, cumprindo até ao momento, de forma geral, os desígnios do projeto, afetar menos de 50% do orçamento aprovado em candidatura. A tal facto não é a alheia a baixa execução do Beneficiário Associado CMM, pelos motivos já conhecidos e explanados no presente relatório. Este facto possibilitou, mediante informação e autorização concedida pela comissão em ofício de 20 de janeiro de 2015, incrementar o orçamento original do Beneficiário Associado UA, de forma a que este pudesse dar seguimento aos trabalhos de Monitorização e Avaliação de Resultados do Projeto, no âmbito da ação E.2 pala qual é responsável. A tabela 25 expõe assim as alterações introduzidas:

Tabela 25 – Ajuste orçamento UA BRIGHT - Universidade de Aveiro

66

Orçamento inicial

Novo orçamento

Personnel Staff UA

89.169,00

98.169,00

+ 9,17

Personnel Bolsas

40.128,00

75.279,97

+ 46,69

External Assistance

6.240,00

260,18

Equipment

20.750,00

13.927,85

- 48,98

Consumables

21.280,00

21.280,00

0,00

Indirect Costs

12.288,00

14.415,27

+ 14,76

Total

189.855,00

223.332,27

+ 14,99

Relatório de Progressos nº2 | LIFE+

BRIGHT – Bussaco´s Recovery of Invasions Generating Habitat Threats (LIFE10/NAT/PT/075)

Ajuste %

-2.298,34


Neste momento foram já transferidas as verbas correspondentes para o Beneficiário Associado UA, tendo em conta o incremento aqui exposto, sendo que o pagamento do primeiro adiantamento de pré financiamento também foi alvo de ajuste, de acordo com a seguinte tabela:

Tabela 26 - Verba transferida UA: Orçamento inicial 1.º adiantamento ,lçkpjoio

37.971,00

(já transferido)

2.º adiantamento

44.666,45

jhçkjhk

diferencial a

6.695,45 transf. UA (ajuste 1.º koiiou adiant.), + 14,99 %

44.666,45 Total a transferir UA

67

Novo orçamento

Relatório de Progressos nº2 | LIFE+

51.361,91

(2º adiant. + acerto do 1.º adiant.)

BRIGHT – Bussaco´s Recovery of Invasions Generating Habitat Threats (LIFE10/NAT/PT/075)


68 A tabela 27 mostra os custos incorridos por cada ação:

Tabela 27 - Síntese das despesas incorridas, por ação. Acção Rubrica

A1

A2

C1

Pessoal

244.863,96

Viagens

196,00

Assistencia Externa

831,80

5.239,80

C2 76.443,95

D1

D2

19.518,85

D3

19.518,85

D4

D5

19.518,85

D6

7.355,84

D7

7.355,84

179.912,94

Equipamentos

30.182,58

39.226,26

Consumiveis

48.211,23

26.243,76

3.007,86

57,01

8.332,51

4.531,39

10,80

1.421,26

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

9.317,44

6.256,98

154,80

190,80

2.033,71

2.082,07

1.435,25

50.226,77

22.822,29

17.820,57

Despesas Gerais Totais Orçamento inicial /ação Execução/ação (% )

9.680,74

418,82

28.617,20

4.119,37

4.119,37

E1

22.313,35

378,72

16.711,59

Outros Custos

D8

255.995,64 2.872,35

32.902,50

932,50 0,00

E3

% Orçamento Orçamento Inicial Inicial 54,60 790.532,22 1.447.774,00 38,85 5.043,22 12.980,00

E4

Total

117.647,08 1.596,15

5.501,79

13.202,63

260,18

302.871,74

34,21

885.394,00

1.326,26

35.477,54

13.927,85

121.072,97

29,37

412.250,00

1.151,39

331,14

7.933,62

99.799,92

47,26

211.173,00

0,00

922,50

0,00

2.354,57

7,89

29.850,00

529,26

40.009,57

9.895,54

6.481,15

78.386,57

95,07

82.455,00

151.260,42

831,80

5.239,80

349.493,60

329.505,15

29.354,39

23.136,33 0,00

7.834,15

0,00

1.400.061,20

25.450,00

795.466,00

773.076,00

17.461,00

21.184,00 0,00 165.351,00 229.161,00 130.301,00 336.800,00 102.841,00 136.680,00

177.587,00 12.100,00

44.360,00

2.997.442,00

168,11

109,22

85,18

20,59

43,94

42,62

30,38

9,96

13,68

16,39

11.381,04 345.939,01

1.353,00

29.624,00 2,81

55.215,85

E2

11,07

253,10

64,75

307,25 3.081.876,00

0,00

A análise à tabela demonstra, por um lado a eficiência geral no desenvolvimento das ações do projeto, por outro, o esforço administrativo acrescido (ação E.1.) motivado pelas razões expostas no presente relatório (Aspetos administrativos. )


i Anexo 1 – Elementos da Equipa de Projeto em junho 2015 Tabela 28 - Elementos da Equipa de Projeto em junho 2015 Tipo de Contrato / Despesa

Afetação

Imputação BRIGHT

Coordenação e Gestão Geral / Decisão

Pessoal, Quadro

Parcial

sim

Operacionalização Conservação/Controlo Invasoras (Coordenação técnica) Operacionalização / Gestão de Operários Mata

Pessoal, Quadro

Tempo Inteiro

sim

Pessoal, Avença

Tempo Inteiro

sim

Nome

Funções Gerais

António Garavato Nelson Matos

FMB

Jorge Sousa Filipe Teixeira

Coordenação técnica ação C.1 - Viveiros

Pessoal, Quadro

Parcial

sim

Anabela Bem-Haja

Operacionalização / Gestão de Operários Viveiros

Pessoal, Avença

Parcial

sim

Ana Mannarino

Coordenação técnica ações D -Comunicação/Divulgação e Design /imagem

Pessoal, Quadro

Tempo Inteiro

sim

Tiago Mamede

Operacionalização / Comunicação

Pessoal, Avença

Tempo Inteiro

sim

Rita Gomes

Operacionalização / Gestão Atividades D

Pessoal, Quadro

Parcial

sim

Sofia Ferreira

Operacionalização/ Monitor Atividades D

Pessoal, Avença

Tempo Inteiro

sim

José Xabregas

Assistente Técnico Administrativo

Pessoal, Quadro

Parcial

sim

Ana Sofia Ferreira

Contabilidade e Administração Financeira

Pessoal, Avença

Parcial

sim

Cláudia Nunes

Assessoria Jurídica

A.Ext. Avença Mensal

Parcial

sim

Tiago Monteiro

Assessoria Processos contratação pública e desenvolvimento organizacional

A.Ext. Avença Mensal

Parcial

sim

Armando Saldanha

Operário - Mata

Pessoal, Quadro

Tempo Inteiro

sim

António Ferreira

Operário - Mata

Pessoal, Quadro

Tempo Inteiro

sim

António Várzeas

Operário - Viveiros

Pessoal, Quadro

Tempo Inteiro

sim

Carlos Veloso

Operário - Viveiros

Pessoal, Quadro

Tempo Inteiro

sim

Ricardo Duarte

Operário

Pessoal, Quadro

Tempo Inteiro

sim

Fernando André

Operário

Pessoal, Avença

Tempo Inteiro

sim

João Silva

Operário

Pessoal, Avença

Tempo Inteiro

sim

Graciano Santos

Operário/Recluso

Protocolo DGEP/EPC

Tempo Inteiro

sim

Alfredo Rodrigues

Operário/Recluso

Protocolo DGEP/EPC

Tempo Inteiro

sim

Carlos Pina

Operário/Recluso

Protocolo DGEP/EPC

Tempo Inteiro

sim

António Sousa

Operário/Recluso

Protocolo DGEP/EPC

Tempo Inteiro

sim

Jorge Almeida

Operário/Recluso

Protocolo DGEP/EPC

Tempo Inteiro

sim

Herculano Lopes

Operário/Recluso

Protocolo DGEP/EPC

Tempo Inteiro

sim

Pedro Costa

Operário/Recluso

Protocolo DGEP/EPC

Tempo Inteiro

sim

Pedro Santos

Operário

CEI+/IEFP

Parcial

não

Paulo Carapinha

Operário

CEI+/IEFP

Parcial

não

Eduardo Pereira

Operário

CEI+/IEFP

Parcial

não

Carlos Fonseca

Coordenação Geral

Pessoal, Quadro

Parcial

sim

Rosa Pinho

Coordenação Operacional Habitats

Pessoal, Quadro

Parcial

sim

Paulo Silveira

Coordenação Operacional Flora

Pessoal, Quadro

Parcial

sim

Lísia Lopes

Orientação trabalhos flora

Pessoal, Quadro

Parcial

sim

Milene Matos

Coordenação Operacional Fauna

Bolseira FCT

Parcial

não

Sónia Guerra

Bolseira, execução trabalhos flora

Contratada BRIGHT

Total (100%)

sim

André Aguiar

Bolseiro, execução trabalhos fauna

Contratado BRIGHT

Total (100%)

sim

Daniela Ferreira

Pessoal, Quadro

Parcial

não

Lúcia Pereira

Técnica superior gab. de gestão financeira de programas e projetos Mestranda, dispersão de sementes por vertebrados

Aluna

Total (100%)

não

Ana Vasques

Colaboradora, trabalhos com sementes

Colaboradora

Parcial

não

UA


Tabela 28 (continuação) - Elementos da Equipa de Projeto em junho 2015 Nome

Funções Gerais

Tipo de Contrato / Despesa

Afetação

Imputação BRIGHT

Paula Maia

Colaboradora, trabalhos com sementes

Colaboradora

Parcial

não

Tatiana Pinhal

Colaboradora, trabalhos com invertebrados

Aluna

Parcial

não

Ricardo Santos

Colaborador, trabalhos com invertebrados

Aluno

Parcial

não

Cátia Paredes

Colaboradora, trabalhos com invertebrados

Aluna

Parcial

não

Sofia Jervis

Colaboradora, trabalhos com invertebrados

Aluna

Parcial

não

Eduardo Batista

Colaborador, trabalho com macrofungos

Aluno

Parcial

não

Guilherme Duarte

Coordenação / Supervisão Geral

Quadro eleito

Parcial

não

Susana Oliveira

Coordenação Operacional D.7 / Apoio Ações D

Pessoal, Quadro

Parcial

sim

Susana Cabral

Apoio contabilístico / Financeiro

Pessoal, Quadro

Parcial

sim

CMM

ii

Relatório de Progressos nº2 | LIFE+

BRIGHT – Bussaco´s Recovery of Invasions Generating Habitat Threats (LIFE10/NAT/PT/075)


Anexo 2 – Reunião da equipa de gestão realizadas Tabela 29 - Reunião da equipa de gestão realizadas Data outubro 2011

iii

Observações uma primeira visando a planificação e arranque dos trabalhos do projeto e troca de informação sobre procedimentos aplicáveis a questões administrativas e financeiras, incluindo feedback do parceiro FMB relativamente à reunião de kick -off

I trimestre de 2012

conjunto de diversas reuniões bilaterais entre membros da equipa da FMB e de cada uma das equipas parceiras, no sentido de melhor preparar e definir aspetos relacionados com as ações do projeto sob sua responsabilidade a que se seguiu em abril uma reunião específica sobre o Relatório de Arranque;

julho 2012

reunião tendo por agenda a análise geral do estado dos trabalhos e preparação do “Sement event de 2012”;

agosto 2012

reunião tendo por agenda a análise do estado dos trabalhos, preparação do “Sement event” e feedback recebido ao Relatório de Arranque;

novembro 2012

reunião tendo por principal agenda a apresentação dos trabalhos iniciais do parceiro UA (relatório previamente entregue);

dezembro 2012

reunião tendo por principal agenda a análise do estado dos trabalhos e as necessidades de ajustes apresentadas pelo parceiro CMM, seguida da visita da equipa de monitorização;

março 2013

reunião tendo por principal tema o feedback dado pela Comissão à primeira visita da equipa de monitorização, a discussão das consequências do temporal no andamento dos trabalhos do projeto e o arranque efetivo dos trabalhos do parceiro CMM;

julho 2013

reunião tendo por principal tema os procedimentos de contratação do parceiro CMM e seus atrasos;

setembro 2013

reunião entre UA e FMB no sentido de discutir alguns aspetos operacionais dos trabalhos de monitorização da flora e habitats; preparação do Sement Event 2013;

outubro 2013

reunião entre UA e FMB no sentido de discutir alguns aspetos operacionais dos trabalhos de monitorização da flora e habitats;

novembro 2013

reunião tendo por principal tema os atrasos e as necessidades de trabalho a realizar pelo parceiro CMM, com presença da nova equipa de decisores do CMM que então comunicaram formalmente a decisão de arrancar com os trabalhos com a maior brevidade;

janeiro 2014

reunião dos 3 parceiros, tendo por principal tema a reestruturação dos trabalhos do parceiro CMM e onde foram discutidas questões de comunicação do Projeto;

janeiro 2014

reunião entre UA e FMB a fim de discutir os ajustamentos orçamentais solicitados pela UA;

janeiro 2014

reunião dos 3 parceiros a fim de coordenar as ações educativas a desenvolver na Ação D.7 a cargo do parceiro CMM;

fevereiro 2014

reunião sob a égide da nova coordenação executiva tendo por agenda principal a necessidade de pedir o adiamento de entrega do Relatório Intercalar, por incumprimento dos critérios financeiros (150% do 1º adiantamento despendido), bem como ajustes solicitados pelo parceiro UA;

fevereiro 2014

reunião dos 3 parceiros, tendo por principal tema a reestruturação dos trabalhos do parceiro CMM e a coordenação dos parceiros no que respeita a ações de voluntariado;

maio 2014

reunião de balanço sobre o andamento dos trabalhos, transição da gestão do projeto e perspetivas/necessidades de continuidade, incluindo acerto dos trabalhos prioritários, por cada parceiro, para o trimestre seguinte;

agosto 2014

reunião de parceiros por ocasião da tomada de posso da nova Presidência da FMB (por inerência coordenação executaiva do projeto);

setembro 2014

reunião de Parceiros motivada pela Visita Técnica realizada por João Salgado, da equipa de monitorização externa da ASTRALE GEIE-IDOM;

setembro 2014

reunião entre FMB e CMM no sentido de discutir alguns aspetos operacionais relacionados com o eventual desenho da ação D.7 para o ano letivo 2014/15;

novembro 2014

reunião de Parceiros motivada pela realização do s eminário técnico no âmbito do Sement Event 2014;

janeiro 2015

reunião entre FMB e CMM no sentido de discutir alguns aspetos operacionais relacionados com o programa especifico para desenvolvimento da ação D.7 para o ano letivo 2014/15;

fevereiro 2015

reunião entre FMB e CMM no sentido de discutir alguns aspetos operacionais relacionados com a ação D.7 para o ano letivo 2014/15;

fevereiro 2015

reunião tendo por principal tema o feedback dado pela Comissão à visita da equipa de monitorização e entrega de Relatório Intercalar, a discussão dos trabalhos do projeto e ações a levar a cabo pelo parceiro CMM;

março 2015

reunião de Parceiros para preparação da Visita Técnica da Comissão, e da equipa de monitorização externa da AEIDLNEEMO EEIG;

março 2015

visita Técnica da Comissão, e da equipa de monitorização externa da AEIDL-NEEMO EEIG, reunindo todos os parceiros do projeto;

maio 2015

reunião tendo por principal tema o feedback dado pela Comissão à sua Visita e da equipa de monitorização, e discussão das provisões contidas na respetiva avaliação;

nº de reuniões

27

Relatório de Progressos nº2 | LIFE+

BRIGHT – Bussaco´s Recovery of Invasions Generating Habitat Threats (LIFE10/NAT/PT/075)


Anexo 3 – Distribuição espacial dos trilhos “adernal”, “invasoras” e “floresta relíquia”.

iv

Relatório de Progressos nº2 | LIFE+

BRIGHT – Bussaco´s Recovery of Invasions Generating Habitat Threats (LIFE10/NAT/PT/075)


Anexo 4 – C.1 Reativação/Operação de Viveiro

Quantidade de plântulas em viveiro à data de redação deste relatório (plantas em propagação), e, Quantidade de plantas em crescimento em viveiro à data de redação deste relatório.

Tabela 30 – Quantidade de plântulas em viveiro à data de redação deste relatório (plantas em propagação). Nome Comum / Científico

Quantidade

em propagação (alfobres/ cuvetes) Abrunheiro-bravo

Existências à data do presente relatório

Prunus spinosa

216

Aderno

Phillyrea latifolia

230

Aveleira

Coryllus avellana

80

Azereiro

Prunus lusitanica

4700

Azevinho

Ilex aquifolium

16000

Castanheiro

Castanea sativa

85

Folhado

Viburnum tinus

1300

Lódão

Celtis australis

525

Medronheiro

Arbutus unedo

2221

Murta

Myrtus communis

1200

Pilriteiro

Crataegus monogyna

1050

Sobreiro

Quercus suber

9200

Gilbardeira

Ruscus aculeatus

3244 Total: 40.051

Tabela 31 – Quantidade de plantas em crescimento em viveiro à data de redação deste relatório. Nome Comum / Científico

estacaria

|

Tipo de Propagação sementeira | Repicagem

em crescimento/desenvolvimento (vasos, cuvetes e alfobres)

v

Quantidade disponível

Abrunheiro-bravo

Prunus spinosa

0

36

0

à data do presente relatório 36

Aderno

Phillyrea latifolia

180

206

0

386

Alfarrobeira

Ceratonia siliqua

0

305

0

305

Amieiro

Alnus glutinosa

0

72

0

72

Aveleira

Coryllus avellana

0

20

0

20

Azereiro

Prunus lusitanica

79

0

0

79

Azevinho

Ilex aquifolium

1880

15580

1459

18919

Azevinho-variegado

Ilex aquifolium 'Variegata'

0

13

0

13

Azinheira

Quercus rotundifolia

0

10

0

10

Carrasco

Quercus coccifera

0

625

0

625

Carvalhiça

Quercus lusitanica

0

480

0

80

Carvalho-alvarinho

Quercus robur

0

4389

0

4239

Carvalho-cerquinho

Quercus faginea

0

66

0

66

Carvalho-negral

Quercus pyrenaica

0

0

0

150*

Castanheiro

Castanea sativa

0

620

0

620

Choupo-álamo

Populus nigra

0

0

0

90*

Choupo-branco

Populus alba

0

0

0

90*

Faia

Fagus sylvatica

0

0

0

96*

Folhado

Viburnum tinus

728

1232

0

1960

Lódão

Celtis australis

0

60

0

60

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Loureiro

Laurus nobilis

0

60

0

160

Medronheiro

Arbutus unedo

0

1500

0

1500

3000

0

3087

0

738*

Pilriteiro

Crataegus monogyna

87

Pinheiro-manso

Pinus pinea

0

Sobreiro

Quercus suber

0

7751

0

7751

2.954

36.025

1.459

39.998

Totais

vi

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Anexo 5 – C.1 Beneficiação de autóctones Plantações efetuadas à data de redação deste relatório.

Tabela 32 – Plantações efetuadas em parcelas à data de redação deste relatório. Nome Comum / Científico

Tipo de Propagação

Quantidade

árvores e arbustos

2014

2015

Sementeira/Aquisição ext.

31

513

Medronheiro

Sementeira

1003

303

Betula celtiberica

Vidoeiro

Aquisição ext.

71

5

Castanea sativa

Castanheiro

Sementeira

199

48

Alnus glutinosa

Amieiro

Arbutus unedo

Celtis australis

Lódão

Sementeira/Repicagem

20

0

Crataegus monogyna

Pilriteiro

Sementeira/Estacaria/ Aquisição ext.

81

26

Cupressus lusitanica

Cedro-do-buçaco

Sementeira/Repicagem

69

156

Cupressus sempervirens

Cipreste-comum

Aquisição ext.

16

1034

Fagus sylvatica

Faia

Aquisição ext.

5

56

Ilex aquifolium

Azevinho

Sementeira/Estacaria

118

223

Laurus nobilis

Loureiro

Sementeira

2

94

Phillyrea latifolia

Aderno

Sementeira/Estacaria/Repicagem

195

607

Pinus pinea

Pinheiro-manso

Sementeira/ Aquisição ext.

80

710

Populus alba

Choupo-branco

Aquisição ext.

10

0

Prunus avium

Cerejeira

Aquisição ext.

10

5

Prunus lusitanica

Azereiro

Sementeira/Estacaria/ Aquisição ext.

145

593

Quercus coccifera

Carrasco

Sementeira

625

432

Quercus faginea

Carvalho-cerquinho

Aquisição ext.

179

30

Quercus lusitanica

Carvalhiça

Sementeira

80

0

Quercus pyrenaica

Carvalho-negral

Aquisição ext.

50

2

Quercus robur

Carvalho-alvarinho

Sementeira

912

126

Quercus rotundifolia

Azinheira

Sementeira/ Aquisição ext.

50

50

Quercus suber

Sobreiro

Sementeira

724

314

Taxus baccata

Teixo

Aquisição ext.

6

3

Tilia sp.

Tília

Aquisição ext.

2

Tilia x europaea

Tília-comum

Aquisição ext.

1

Ulmus minor

Ulmeiro

Aquisição ext.

56

Folhado

Sementeira/Estacaria/repicagem

Viburnum tinus

0 0

0 13

27

283

4767

5597

Estacaria

5100

2455

Sub-Total Herbáceas Vinca minor Hedera spp.

Hera

Estacaria

3820

2158

Ruscus aculeatus

Gilbardeira

Sementeira

560

523

Ophiopogon japonicus

Erva-da-sombra

Estacaria

520

270

Dryopteris affinis

Fentilha

Repicagem

16

10

Polystichum setiferum

Fentanha

Repicagem

15

0

Feto-prata

Repicagem

Pteris cretica

vii

Pervinca-menor

Relatório de Progressos nº2 | LIFE+

15

0

Sub- Total

10.046

11.013

Total

15131

16610

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Anexo 6 – C.1 Beneficiação de autóctones Reconversão de áreas do Projeto para ocupação segundo habitat-tipo As espécies arbóreas e arbustivas instaladas em áreas de reconversão ecológica correspondem assim, na generalidade, a espécies características de habitats constantes do anexo I da Diretiva Habitats (92/43/CEE). Visa-se assim, por um lado o reforço das espécies naturalmente presentes (medronheiro, azevinho, carvalho e sobreiro), mas também o fomento da presença e distribuição de espécies características de outros habitats (azereirais, carvalhais-ulmais com presença de lódão e cerejeira-brava), em áreas de valorização associadas à transição entre os habitats naturais e o arboreto. Desta forma, e conforme descrito no 1º Relatório de Progresso, os critérios para determinação de áreas, escolha e instalação das espécies foram essencialmente os seguintes: 

Pré-existências: vegetação dominante - alguns exemplares de porte significativo, exemplares subdesenvolvidos por via da anterior ocupação por parte de espécies exóticas invasoras;

Potencial de regeneração natural: avaliação qualitativa por aferição de existência de plântulas de regeneração seminal;

Adequação face a condicionantes edáficas, orográficas e microclimáticas;

Interesse para os esforços globais de conservação na Mata Nacional do Buçaco (e.g. estratégias de melhoria de habitats de fauna);

Manutenção da memória e identidade histórica intimamente ligadas ao uso do solo de áreas específicas, tendo por base a sua génese e os fatores distintivos em relação a paisagens destinadas à conservação da natureza.

Para cada parcela, identificaram-se as áreas a colmatar, densificar ou instalar em coerência com as existências atuais e com a disponibilidade nos viveiros. Deste trabalho, resultou a plantação das espécies arbóreas e arbustivas atrás referidas (num total de 10.364 exemplares), numa área de aproximadamente 16.11 ha, inseridos em 18,45 ha, destinada a potenciar 6 habitats, conforme sintetizado na tabela 10.

Tabela 33 – Reconversão/Valorização progressiva de áreas invadidas – Ordenamento e áreas Habitat (92/43/CEE ) código/espécie(s) dominante(s)

Designação /descrição

Parcelas

Área (ha)

Valorização/Potenciação de Habitats

viii

9380

Azevinho

Florestas de Ilex aquifolium

PM3; PM8

0,56

9230pt1

Carvalho-alvarinho

Carvalhais de Quercus robur

PM1; PM2; PM3; PM8

2,94

9330

Sobreiro

Florestas de Quercus suber

PM1.; PM3; PM6.; PM9.

2,99

91F0

Carvalho-alvarinho/Ulmeiro

Florestas mistas de Quercus robur e Ulmus sp.

PM1; PM6

1,65

5330pt3

Medronheiro

Medronhais

PM8, AD1, ARB18

3,23

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5230pt3

Medronheiro/Azereiro

Medronhais-azereirais

PM8.

0,21

5330pt3 [Adernal]

Adernal

Sub-tipo do 5330pt3 – Matos termo-mediterrânicos prédesérticos

AD1, AD2, AD4, AD5

1,21

Sub-Total

12.79

Outra ocupação do solo Pinheiros

Pinus sp.(Pinus pinea, Pinus pinaster, Pinus radiata)

Preservação da verdade histórica e manutenção da identidade da paisagem: “Pinhal do Marquês”

PM6; PM8

0,87

Amieiros, Bétulas, Ulmeiros

Espécies ripícolas

Galeria ripícola da Ribeira do Vale dos Fetos

VF1, VF2

0,14

PM10; PM9

2.31

Arboreto

Cupressus lusitânica; Quercus rubra; Sequoia sempervirens; e autoctones variadas.

Preservação da verdade histórica e manutenção da identidade da paisagem, aliando melhoramento de funções ecologicas

Total

16.11

Com a perspetiva também referida de assegurar a ligação a aspetos histórico-culturais, foram ainda beneficiados 2.93ha, igualmente com espécies autóctones mas nas quais os objetivos ecológicos não foram determinantes (áreas de “Outra ocupação do solo”, da tabela 33). Para melhor assegurar a monitorização de resultados dos trabalhos de controlo e beneficiação, bem como de análise de eventuais necessidades de retancha, toda a informação de plantações está a ser objeto de registo em sistema de informação geográfica, com dois níveis distintos: 

Ao nível do espécime individualizado, no caso de arbóreas e arbustivas;

Ao nível de áreas intervencionadas, no caso de espécies herbáceas.

Figura 20 -– Exemplo de retancha efetuada em planta autóctone georreferenciada

ix

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Anexo 7 – C.2 Trabalhos de herbáceas/Tradescantia fluminensis

Controlo/Erradicação

invasoras

Descrição detalhada

Os trabalhos de controlo/erradicação de Trandescantia fluminensis realizados na Floresta Relíquia, mais concretamente na envolvente da Cruz Alta, foram desenvolvidos de forma consistente e devidamente monitorizados pelo parceiro UA (ação E.2 Monitorização e avaliação de resultados do projeto). As figuras 21, 22 e 23 representam uma imagem genérica do antes e depois das intervenções do local acima referido.

Figura 21 – Parcela obstruída antes da intervenção (Cruz Alta)

Figura 23 – Parcela invadida por Tradescantia fluminensis e material lenhoso proveniente de espécimes que tombaram durante as ultimas tempestades.

x

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Figura 22 – Parcela intervencionada a nível de controlo de Tradescantia fluminensis, remoção de material resultante, plantação de Ruscus aculeatus, Phillyrea latifolia, Arbutus unedo, entre outros.

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Figura 24 - Plantação de Ruscus aculeatus, Phillyrea latifolia, Arbutus unedo, entre outros.

O material resultante da remoção (manual e “em tapete”) foi depositado em pilhas, em locais previamente identificados na parcela (depressões e concavidades). O método aplicado baseia-se na degradação natural dos propágulos depositados nas camadas mais profundas, possibilitando o ressurgimento da planta à superfície das pilhas (figura 25) e necessitando de remoção em continuidade de novos rebentamentos, até se esgotarem os propágulos viáveis.

Figura 25 – Pilha de Tradescantia fluminensis com ressurgimento superficial

Tal como expectável em qualquer ação de controlo de flora exótica invasora, verifica-se contudo ainda – com maior expressão nalguns métodos e menor noutros - a necessidade de promoção de controlos de seguimento destinados a eliminar ressurgimentos.

xi

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Nas intervenções desenvolvidas no Adernal (parcela TF_Cruz_Alta_AD10, TF_Cruz_Alta_AD13 e TF_Cruz_Alta_CV1), onde se procedeu à remoção manual, cobertura com estilha e plantação de espécies autóctones, obtiveram-se resultados extremamente positivos, tanto na regeneração autóctone característica do Adernal como no ressurgimento muito pontual de Tradescantia fluminensis, que se evidenciou com maior incidência nas áreas mais húmidas e/ou onde a camada de estilha foi menor, tal como havia sido comprovado no relatório intercalar. Os trabalhos complementares associados à plantação de flora autóctone, verificaram-se igualmente bem-sucedidos, no entanto importa referir que o Rubus ulmifolius apresenta um comportamento infestante nos locais com grande exposição solar (figura 26), nomeadamente locais que sofreram distúrbios devido às intempéries que assolaram a Mata. Neste sentido é de suma importância proceder a um controlo regular do crescimento desta espécie, impedindo a sua proliferação até que a flora autóctone instalada atinja um estado de desenvolvimento que permita regular o crescimento/ proliferação de Rubus ulmifolius.

Figura 26 – Proliferação de Rubus ulmifolius após a intervenção.

Em suma conclui-se que a integração/desenvolvimento da técnica de remoção manual (em tapete sempre que as condições locais permitam), com a deposição de estilha e a plantação de espécies autóctones nos locais intervencionados é a forma mais consistente e ecológica de intervir em locais com características do Adernal. Apesar de ser necessário efetuar controlos de seguimento destinados a remover pequenas plântulas que surgem esporadicamente, não se justifica outro tipo de intervenção para um local tão sensível como o Adernal. Como foi referido no relatório intercalar, após os primeiros controlos de seguimento os resultados já se evidenciam, diminuindo exponencialmente o custo/tempo de intervenção e aumentando a regeneração da flora autóctone. Não obstante do acima referido, e sabendo que as condições físicas da Mata são muito variadas e por vezes imprevisíveis, surgiu, de entre as parcelas intervencionadas até à data do presente

xii

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relatório, uma área que a remoção da Tradescantia fluminensis não foi conseguida com sucesso. No relatório intercalar foi referida a intervenção efetuada na parcela das Lapas (TF_ARB18_AD1), no âmbito do controlo de plantas invasoras lenhosas e não lenhosas e de acordo com os resultados obtidos no Programa de Ações de Demonstração para Controlo e Erradicação de Exóticas (Tabela 6 e Figura 3). No entanto, cerca de um mês e meio após a sua intervenção, já com todas as plantações efetuadas, germinaram milhares de plântulas de Ailanthus altíssima e a Trandescantia fluminensis ressurgiu em grande densidade (Figura 28).

Figura 27 - Intervenção no âmbito do controlo de plantas invasoras lenhosas e não lenhosas na parcela das Lapas, com plantação de Ruscus aculeatus, Vinca sp., Hedera sp. e espécies ripícolas junto da linha de água (Alnus glutinosa, Populus sp) e espécies caraterísticas de adernal em parcela (Phyllirea latifolia, Arbutus unedo, Quercus robur, Quercus suber)

Figura 28 - Ressurgimento da Tradescantia fluminensis – estado atual da parcela das Lapas

xiii

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Devido a este acontecimento, e pelo facto de não haver dados que previssem este desenvolvimento da parcela, não se efetuou qualquer tipo de intervenção para perceber qual seria o seu comportamento, para posteriormente delinear a melhor estratégia de controlo. Através da monitorização da mesma, chegou-se à conclusão que o Ailanthus altíssima, nesta situação, não tem capacidade para competir com a Tradescantia fluminensis, pelo facto da parcela voltar a ser recoberta, quase na totalidade, pela ultima invasora referida. Atualmente, além desta parcela estar totalmente recoberta pela Tradescantia fluminensis, possui algumas dezenas de Ailanthus altissima (Figura 29).

Figura 29 - Invasão de Ailanthus altissima na parcela das Lapas

Após uma análise cuidada dos resultados obtidos da monitorização desta parcela, foi necessário estruturar/ delinear uma nova estratégia de intervenção que teve em conta as seguintes características do local e da intervenção já realizada: 

Localização geográfica – Junto à Ribeira do Vale dos Fetos

Providencia abrigo a várias espécies de fauna, nomeadamente anfíbios

Área declivosa sujeita a erosão

O arranque manual, aplicação de estilha e a plantação de espécies autóctones não foi suficiente para controlar a invasão.

Neste sentido, de forma a atingir as metas previamente estabelecidas, determinou-se que as técnicas aplicadas nesta área iriam ser as mesmas da parcela piloto 4, com alguns ajustes. Com o intuito a salvaguardar as valências acima referidas, o controlo de Tradescantia fluminensis será efetuado através do ensombramento com filme plástico em faixas de 10 em 10 metros, avançando-se para a seguinte aquando da sua total irradicação. À medida que se avança no terreno serão efetuadas, prontamente, as seguintes intervenções nas faixas controladas: 

xiv

Aplicação extensiva de estilha;

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Adensamento consistente do estrato herbáceo com Ruscus aculeatus e Hedera sp. ;

Manutenção das plantações efetuadas na 1ª intervenção (retanchas pontuais);

Adensamento do estrato arbustivo com Phyllirea latifolia, Arbutus unedo e Viburnum tinus.

Controlos de seguimento de forma a certificar a sua total irradicação.

Desde o temporal de janeiro de 2013, a mata tem passado por um processo de recuperação/ restruturação que tem dificultado várias intervenções no âmbito do projeto Bright. Desde a desobstrução de caminhos de acesso até à remoção de material lenhoso das próprias parcelas, inúmeras são as situações que obrigaram a reformular planos de trabalho e consequentemente a aumentar o tempo despendido nas intervenções. Contudo, as questões mais preocupantes têm sido os efeitos indiretos e subsequentes que, derivados da abertura de clareiras (com redução do ensombramento associado ao estrato arbóreo previamente existente e a generalizada disrupção dos processos ecológicos, anteriormente estáveis) se verificaram ao nível do surgimento/rebentamento do banco de sementes existente no solo. Grande parte das parcelas que, inicialmente, foram alvo de controlo de plantas invasoras são áreas que demonstraram um desenvolvimento da regeneração natural autóctone bastante acentuado, conforme resultados da ação E.2 (Monitorização e avaliação de resultados do projeto). No entanto, a passagem do ciclone Gong e outras intempéries que se seguiram contribuíram grandemente para o surgimento de outras espécies com características invasoras – essencialmente Phytolacca america, Conyza spp.. Embora o facto de se ter removido a Tradescantia fluminensis tenha potenciado a germinação que estava condicionada pela sua presença, os efeitos causados pela redução de ensombramento do estrato arbóreo (temporais) são significativamente mais nefastos. Nas figuras 30, 31 e 32 podem-se observar três áreas que foram intervencionadas no âmbito do controlo de plantas invasoras lenhosas (apenas se justificava intervencionar as invasoras lenhosas) e que posteriormente foram afetadas por temporais. Nestes casos, para que os trabalhos de erradicação sejam bem-sucedidos, os controlos de seguimento subsequentes - que na generalidade das situações são progressivamente reduzidos - têm de ser incrementados tanto em frequência e intensidade como relativamente ao universo das espécies-alvo a controlar.

Figura 31– Parcela invadida por Conyza spp e Phytolacca america após temporais

xv

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Figura 30 – Parcela a ser intervencionada no âmbito do controlo da Conyza spp e Phytolacca america

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Figura 32 – Parcela invadida por Phytolacca americana após temporais

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Anexo 8 – C.2 Trabalhos de Controlo/Erradicação – invasoras lenhosas Descrição detalhada

Desde a elaboração do relatório intercalar até à data do presente, as intervenções de controlo de plantas invasoras e de controlos de seguimento têm sido efetuadas de forma consistente, sendo de salientar que durante este período a maioria dos resultados obtidos das intervenções corresponderam às expectativas, ou seja, à medida que os controlos de seguimento vão aumentando, verifica-se o sequente decréscimo na regeneração de espécies invasoras associadas a cada parcela (Figura 33 e 34).

Figura 33 – Parcela localizada em área de valorização/reconversão – Após o 2º controlo de seguimento possui uma elevada regeneração de flora autóctone com crescimentos significativos. As plantações já possuem copa capaz de contribuir para o ensombramento do solo e consequentemente dificultar a regeneração de flora invasora.

Figura 34 – Parcela localizada em área de valorização/reconversão - As plantações já possuem copa capaz de contribuir para o ensombramento do solo e consequentemente dificultar a regeneração de flora invasora.

xvii

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Por

outro

lado a parcela localizada junto à

casa das

Lapas, inserida em

área de

Valorização/Reconversão, após o 2º controlo de seguimento efetuado, a 22 de janeiro de 2015, os resultados obtidos não foram de encontro ao previamente expectado, ou seja, ressurgiu uma elevada quantidade de plântulas/rebentos das invasoras presentes até então (figura 35 e 36). Após uma análise cuidada da área intervencionada chegou-se à conclusão de dois fatores preponderantes, que contribui: 

elevada densidade de regeneração seminal e radicular de Acacia dealbata e Acacia melanoxylon;

Ausência de ensombramento do estrato arbóreo.

Figura 35 - Área antes da intervenção

Figura 36 - Panorama atual da área intervencionada – plantações de Quercus suber com auxílio de tubetes para diminuir a taxa de mortalidade

Devido à elevada densidade de espécies invasoras presentes nesta área e com o intuito melhorar o conhecimento acerca das metodologias de controlo de plantas invasoras, nomeadamente da Acacia dealbata e Acacia melanoxylon, ensaiou-se, numa pequena área de amostragem, uma nova técnica de controlo da regeneração de plantas invasoras (Figura 38). A técnica consistiu na utilização da motorroçadora equipada com a cabeça de fio de nylon para cortar os pequenos ressurgimentos presentes, aferindo-se da sufici~encia do processo para a sua eliminação. Como se pode observar na figura xx o ensaio efetuado na amostragem não foi totalmente bem-sucedido. Contudo através deste ensaio foi possível perceber que toda a regeneração seminal presente foi removida, ressurgindo apenas os rebentos radiculares.

Figura 38 - Antes da intervenção com a motorroçadora Relatório de Progressos nº2 | LIFE+ equipada com fio de corte xviii

Figura 37 - Estado atual da área intervencionada com a motorroçadora equipada com fio de corte

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Em suma conclui-se, que as parcelas que revelem este tipo de dinâmica deverão ser intervencionadas com maior regularidade. Além disso é de extrema importância que as técnicas sejam aplicadas de forma consistente e cuidada pelo facto da regeneração ser maioritariamente radicular. Relativamente ao ensaio realizado, sempre que surgir uma área com elevada e regeneração seminal de plântulas de Acacia dealbata e/ou Acacia melanoxylon recorrer-se-á à técnica de controlo com a motorroçadora equipada com a cabeça de fio de corte de nylon. Estas situações obrigarão a um acompanhamento constante ao longo do restante período de execução do projeto e pós-projeto no sentido de se proceder a intervenções adicionais, como forma de minimizar a regeneração de plantas invasoras e potenciar o desenvolvimento da flora autóctone. Por fim volta-se a referir que o ciclone Gong e a tempestade Stephanie causaram estragos em cerca de 40% da área total da Mata Nacional do Buçaco. Cerca de dois anos e meio após a passagem do primeiro, as parcelas inseridas nas áreas de Conservação e nas áreas de valorização/reconversão encontram-se com pelo menos a 1ª intervenção efetuada, contudo é de extrema importância realizar controlos de seguimento e de manutenção tanto das interveções de controlo como das sequentes plantações de forma a consolidar todas as intervenções e alcançar as metas previamente estabelecidas. Por outro lado, muitas das parcelas inseridas em áreas de monitorização de invasoras, encontram-se completamente invadidas por espécies exóticas. Estas invasões surgiram, gradualmente, na sequência da abertura de clareiras provocadas pelas intempéries que destruíram grande parte do estrato arbóreo das mesmas. Além de potenciar a germinação que estava condicionada pelo ensombramento, muitas destas áreas pelo facto de se encontrarem na transição do perímetro florestal e Mata do Buçaco, estão sujeitas às pressões exteriores exercidas pelo grande manancial de plantas invasoras. Importa ainda referir que grande parte das espécies invasoras presentes na clareira já possui um porte capaz de frutificar e dispersar sementes, aumentando assim o risco de reinvasão das áreas já intervencionadas. Posto isto, é de suma importância efetuar celeremente o controlo de plantas invasoras nestas áreas, de forma a salvaguardar as intervenções (com resultados extremamente positivos e comprovados pela ação E.2 Monitorização e avaliação de resultados do projeto) já efetuadas em áreas de Valorização/ Reconversão e Conservação .

xix

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Figura 39 – Clareira invadida por inúmeras espécies invasoras – Acacia dealbata, Acacia melanoxylon, Acacia retinodes, Pittosporum undulatum, Robinia pseudoacacia, Ailanthus altissima, coniza spp. e Phytolacca america. Esta clareira localiza-se na área de Monitorização de Invasoras junto a uma parcela das áreas de Valorização/Reconversão

Figura 40 – Parcelas localizadas em área de Valorização/Reconversão –bom desenvolvimento da vegetação autóctone espontânea e plantada após sucessivos controlos de invasoras

xx

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Tal como foi referido em relatórios anteriores, além dos constrangimentos acima referidos, outros foram identificados ao logo das intervenções, salientando-se sobretudo as questões relacionados com os seguintes pontos: 

Necessidade de desobstrução de caminhos, parcelas e trilhos de acesso a áreas a intervencionar no âmbito do projeto. Este tipo de operações implica a alocação de tempo de operários e equipamentos adequados. Importa referir que a visibilidade que o Projeto confere, tem resultado num maior envolvimento por parte das de algumas entidades locais sendo que pontual e periodicamente se verificam ofertas voluntárias de auxilio, seja pela cedência de equipamentos seja pela afetação de pessoal especializado sem afetação de custos. Este envolvimento reveste-se assim de extrema importância na resolução de algumas dificuldades, por exemplo na remoção de espécimes de grande dimensão

Figura 42 – Antes da remoção da remoção de exemplar de grandes dimensões

Figura 41 – Durante a remoção

Figura 43 -Desmonte parcial de exemplar arbóreo danificado pelo ciclone Gong junto a uma das mais importantes vias de circulação pedestre na MNB

xxi

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Necessidade adicional de, por via da existência de árvores em risco de queda no interior das parcelas e beira de caminhos, assegurar o seu corte, desmonte e/ou a restruturação (podas) de espécimes de grande porte. Alguns destes trabalhos especializados têm sido realizados por técnicos credenciados em regime de voluntariado, outros em contexto de ministração de formação profissional neste domínio, logrando-se resolver os casos mais prementes. Na figura 43 pode-se observar o desmonte parcial de um exemplar arbóreo de grandes dimensões que assim permanecerá com o intuito de fornecer à fauna mais alternativas de exploração (e.g.nidificação) mas também com o propósito de manter o caracter histórico do local em se encontra.

Pelas razões acima explanadas, e pela verificação de que a equipa interna tem conseguido com consistência resolver os problemas que vão surgindo, sendo observáveis os resultados positivos de que se dão conta no presente relatório, foi tomada a decisão de prescindir da contratação de assistência especializada externa especializada em poda, corte e remoção de árvores e detritos florestais para limpeza das áreas de projeto, conforma comunicado à Comissão e equipa de monitorização externa aquando da realização da visita técnica em março de 2015.

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Anexo 9 – D.5 - Programa de Ações de Sensibilização, Envolvimento e Voluntariado / Público em Geral Descrição detalhada da tipologia de atividades segundo designação e níveis de execução

Visitas guiadas para grupos organizados: Esta atividade tem por objetivo apresentar o projeto e todas as suas valências em ações de sensibilização/interpretação e voluntariado no âmbito de controlo de plantas invasoras e da valorização/beneficiação da floresta aut��ctone. A atividade teve início em fevereiro de 2012, sem prejuízo da posterior conclusão da ação A.2, em programas que incluíam também pequenos trabalhos de voluntariado (conforme conceito preconizado em candidatura). O programa de visitas guiadas com grupos organizados tem sido sobretudo executado de forma regular/mensal com empresas/outras organizações, escolas fora do concelho da mealhada, público sem filiação e instituições de solidariedade social (IPSS’s). Conforme já referido em relatórios anteriores o sucesso da adesão das instituições de solidariedade social (IPSS’s) tem sido regular, tanto em termos de procura por parte das instituições como dos resultados ao nível do apoio a tarefas do viveiro. Por esse motivo, têmse dinamizado edições mensais regulares (por vezes bimensais), extravasando o previsto em candidatura. Importa referir que as visitas realizadas no âmbito das atividades com IPSS’s ocorrem geralmente nos viveiros, pela impossibilidade motora adjacente aos participantes.

Passeios Pedestres: Esta atividade realiza-se ao longo dos trilhos interpretativos e trilhos não sinalizados, possibilitando o conhecimento das áreas de intervenção do projeto (incluindo viveiros, áreas de controlo de plantas invasoras e de valorização e beneficiação de floresta autóctone), e a participação em ações de voluntariado no âmbito do projeto. A falta de procura inicial destas atividades levou à contratação, em 2014 de uma monitora a tempo inteiro, resultando num aumento da procura. No entanto, após o findo do seu contrato de avença e a sua não renovação, verifica-se novamente uma deficiência neste domínio. A calendarização prevista, no relatório intercalar, da regularidade mensal dos trilhos interpretativos, nomeadamente adernal e invasoras, foi concretizada a partir de março de 2015, tendo-se verificado uma adesão significativa. Os trilhos são realizados ao primeiro sábado de cada mês, abertos ao público em geral com inscrições obrigatórias e gratuitas.

. Ateliers/oficinas de conservação: Estas atividades inicialmente dirigidas a famílias, foram posteriormente alargadas também às escolas fora do concelho da Mealhada, já que as escolas deste concelho estão previstas na ação D.7. As oficinas são de carater prático e pretende-se com estas transmitir uma sensação de contributo efetivo para a conservação dos valores naturais. Através desta serão potenciadas as atividades de valorização/beneficiação da floresta autóctone (sementeiras, repicagens, recolha de sementes, entre outras) e outras atividades de conservação (controlo de plantas invasoras).

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Anexo 10 – D.5; D.6 - Público abrangido pelas Ações D.5 e D.6 Tabela 34 - – Empresas e outras instituições - Voluntariado/visitas/passeios Empresa / Instituição

Data

Ação

Número de participantes

Sanindusa

31-03-2012

Valorização de floresta autóctone

12 20

2012 Montepio

29-06-2012

ao de floresta autóctone Controlo de Invasoras

Universidade de Aveiro

11-07-2012

Controlo de Invasoras

30

Universidade de Aveiro

18-07-2012

Controlo de Invasoras

29

GRACE - Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial (envolvimento de vários grupos económicos nacionais e internacionais)

26-10-2012

Controlo de Invasoras

100

Município de Mealhada

27-10-2012

Controlo de Invasoras / Valorização de floresta autóctone

40

Universidade de Aveiro

17 a 18-11-2012

Valorização de floresta autóctone

42

Silvapor

23-11-2012

Valorização de floresta autóctone

10

Desfio das Letras

25-11-2012

Controlo de Invasoras

10

Sociedade de Águas de Luso

30-11-2012

Controlo de Invasoras / Valorização de floresta autóctone

70

Talentus - Formação

15-12-2012

Valorização de floresta autóctone

15

Ass. Florestal ‘Caule’ e Sapadores do Município de Penacova

28 a 31-01-2012

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal / Valorização de floresta autóctone

14

Ass. Florestal ‘Caule’ e Sapadores do Município de Penacova

04 a 08-02-2012

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal / Valorização de floresta autóctone

14

Terra Crua

04 a 08-02-2012

Valorização de floresta autóctone

6

Total eventos: 14

Total participantes:412 2013

Silvapor

23-01-2013

Valorização de floresta autóctone

10

Terra Crua

27-03-2013

Valorização de floresta autóctone

10

Alves Bandeira

25-05-2013

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal / Valorização de floresta autóctone

100

Açoreana Seguros

08-06-2013

Valorização de floresta autóctone

60

Universidade de Aveiro

10-07-2013

Controlo de Invasoras

25

Universidade de Aveiro

17-07-2013

Controlo de Invasoras

25

Escola Superior Agrária de Coimbra e Centro de Ecologia Funcional UC

27-07-2013 a 04-08-2013

Controlo de Invasoras / Valorização de floresta autóctone

20

Instituto de Emprego e Formação Profissinal (IEFP)

11 a 12-07-2013

Controlo de Invasoras / Valorização de floresta autóctone

18

Montepio

20-09-2013

Controlo de Invasoras

25

GRACE - Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial (envolvimento de vários grupos económicos nacionais e internacionais)

11-10-2013

Controlo de Invasoras / Valorização de floresta autóctone

80

Município de Mealhada

24-11-2013

Valorização de floresta autóctone

22

Sociedade de Águas de Luso

13-12-2013

Valorização de floresta autóctone

30

Total de eventos: 12

Total participantes:425 2014

xxiv

Liberty seguros

29-01-2014

Valorização de floresta autóctone

25

Tree Services

17 a 21-02-2014

Valorização de floresta autóctone

4

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Controlo de Invasoras / Valorização de floresta autóctone / Limpeza, recolha e trituração de material vegetal

106

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

5

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação Apresentação do “Guia prático para a identificação de plantas invasoras em Portugal”

74

“Equinócio – Cultura de Ação” e PHC-Software de Gestão

20-06-2014

Agência Abreu

14-08-2014

EDF-EN Portugal Unipessoal, Lda

20-09-2014

Escola Superior Agrária de Coimbra e Centro de Ecologia Funcional UC

11-10-2014

Viagens Abreu

03-11-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

37

Jorge Baltazar

10-11-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

Desafio das Letras

23-11-2014

Valorização de floresta autóctone

10

Camara Municipal da Mealhada (Sement event)

25-11-2014

Controlo de Invasoras / Valorização de floresta autóctone

60

Silvapor

28-11-2014

Controlo de Invasoras

5

Universidade de Aveiro

19-12-2014 a

Controlo de Invasoras / Valorização de floresta autóctone

11

15

Controlo de Invasoras / Valorização de floresta autóctone

21-12-2014 Total de eventos: 12

Total participantes:354 2015

Hoteis Alexandre de Almeida

06-01-2015

Associação Guias de Portugal

22-02-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação Controlo de plantas invasoras e ação de comunicação, sensibilização e divulgação

6 100

20

Hóspedes Grande Hotel do Luso

22-02-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

Cityrama SA

09-04-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

16-04-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

10

Grp Garden´s and Palaces of Portugal Copimáta- Informática e Cópia, Serviços e Sistemas, LDA.

19-04-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

10

Instituto de Cultura e Cooperação Intergeracional Universidade de Oliveira de Azeméis

21-04-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

35

Conhecer Unipessoal, LDA.

28-04-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

3

EDP Total de eventos: 9

13-06-2015

Controlo de plantas invasoras e ação de comunicação, sensibilização e divulgação

Total global de eventos: 47

xxv

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70 Total participantes:256 Total global participantes: 1447


Tabela 35 - – Instituições de solidariedade social e outras organizações - Voluntariado/visitas Instituições/ outras organizações

Data

Ação

Número de participantes

Associação Jovens Cristãos de Luso

17-08-2012

Controlo de Invasoras /Recolha de Sementes

22

Juventude Socialista (Núcleo de Mealhada)

21-07-2012

Controlo de Invasoras

20

‘Grupo de Jovens de Barcouço’

06 a 07-09-2012

Controlo de Invasoras

10

Cáritas Diocesana de Coimbra

21 a 22 -03-2013

Valorização de floresta autóctone

41

IPSS de Pedralva

22-03-2012

Valorização de floresta autóctone

8

IPSS de Aguim

22-03-2012

Valorização de floresta autóctone

15

IPSS de Avelãs de Caminho

22-03-2012

Valorização de floresta autóctone

15

2012

Total de eventos: 7

Total participantes:131 2013

Cáritas Diocesana de Coimbra

21 a 22 -03-2013

Valorização de floresta autóctone

41

IPSS Avelãs de Cima - Anadia

24-04-2013

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal / Valorização de floresta autóctone

18

Centro de Dia de Barcouço

22-05-2013

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal

16

Centro paroquial de Solidariedade Social de Ventosa do Bairro

22-05-2013

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal

15

06-06-2013

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal

13

Santa casa da Misericórdia de Penacova

06-06-2013

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal

12

Corpo Nacional de Escutas

22-06-2013

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal / Controlo de Invasoras

60

Centro de Apoio Social de Paredes do Bairro e Figueira de Lorvão

25-06-2013

Valorização de floresta autóctone

35

Centro Social e Recreativo da Poutena

27-06-2013

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal / Valorização de floresta autóctone

10

Centro de Apoio Social de Vila Nova de Monsarros

24-07-2013

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal / Valorização de floresta autóctone

10

Santa Casa da Misericórdia de Mortágua

24-07-2013

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal / Valorização de floresta autóctone

15

Centro de Apoio Social de Vila Nova de Monsarros

24-07-2013

Recolha de Sementes/Valorização de floresta autóctone

12

IPSS de Figueira de Lorvão

27-07-2013

Valorização de floresta autóctone

12

Centro de Acolhimento de Penacova

29-07-2013

Recolha de Sementes/Valorização de floresta autóctone

18

Centro Social da Freguesia de Casal Comba

19-07-2013

Valorização de floresta autóctone

17

Centro de Acolhimento de Penacova

30-07-2013

Valorização de floresta autóctone

18

Centro Social da Vacariça

20-09-2013

Valorização de floresta autóctone

Associação Jovens Cristãos de Luso

22-09-2013

Controlo de Invasoras /Recolha de Sementes

26-11-2013

Recolha de Sementes/Valorização de floresta autóctone

Centro Social e paroquial da Moita

Centro Social Polivalente de Ourentã

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15 13 16


Centro Social da Varziela

27-11-2013

Valorização de floresta autóctone

9

CASPAE

28-11-2013

Valorização de floresta autóctone

5

Caritas Centro rainha santa isabel

28-11-2013

Valorização de floresta autóctone

16

Centro social nossa senhora dos milagres – Cernache - Cáritas

29-11-2013

Valorização de floresta autóctone

12

Total de eventos: 23

Total participantes:408 2014

Centro Social da Pedrulha (coimbra)

21-02-2014

Valorização de floresta autóctone

15

Centro de solidariedade social da Adémia

31-03-2014

Valorização de floresta autóctone

15

Corpo Nacional de Escutas

07-06-2014

Controlo de Invasoras

150

Clube W123 Portugal

07-06-2014

Valorização de floresta autóctone

40

Associação Portuguesa de Familiares, Amigos e Pessoas Com Epilepsia (EPI)

15-06-2014

Valorização de floresta autóctone

30

FériasOK – 4 Maravilhas

10-07-2014

Controlo de Invasoras / Valorização de floresta autóctone

50

20-07-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

12

25-07-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

22

Núcleo Fraternidade Nuno Álves Vila do Conde

26-07-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

35

Santa Casa Misericórdia da Redinha

13-09-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

50

Caminhos com Carisma Centro Social de Vila Cã e Etap de Pombal

27-09-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

29

30-09-2014

Valorização de floresta autóctone

59

CADES; Aposentados da Bairrada; SCM da Mealhada, Pampilhosa e Luso

1-10-2014

Valorização de floresta autóctone

50

IPSS de Poutena

25-11-2014

Valorização de floresta autóctone

14

ACAPO

25-11-2014

Valorização de floresta autóctone

7

Associação Portuguesa de Familiares, Amigos e Pessoas Com Epilepsia (EPI)

26-11-2014

Valorização de floresta autóctone

10

IPSS de Barcouço

27-11-2014

Valorização de floresta autóctone

14

IPSS de Ventosa do Bairro

30-12-2014

Valorização de floresta autóctone

20

Associação Casa e Terra Associação da Rota da Bairrada

Total de eventos: 18

Total participantes:622 2015

Departamento Bolseiros em Portugal RUTIS/CADES (14º Festival de teatro sénior) - Gavião, Moimenta da Beira, PROSAS (Sines), Rotary Estarreja, Santarém e Mealhada Melo Pimenta Centro Social Comendador

21-02-2015

IPSS Casal Comba

xxvii

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

90

27-03-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

300

19-03-2015

Valorização de floresta autóctone

5

19-03-2015

Valorização de floresta autóctone

15

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IPSS Centro Social de Figueira de Lorvão

20-03-2015

Valorização de floresta autóctone

15

IPSS Centro Social de Barcouço

20-03-2015

Valorização de floresta autóctone

11

IPSS Vila Nova de Monsarros

25-03-2015

Valorização de floresta autóctone

12

Centro Social Comendador Melo Pimenta

25-03-2015

Valorização de floresta autóctone

13

IPSS de miro

06-05-2015

Valorização de floresta autóctone

18

Curso de geriatria do IEFP

06-05-2015

Valorização de floresta autóctone

18

Total de eventos: 10

Total participantes:497

Total global de eventos: 58

Total global de participantes:1658

Tabela 36 – Escolas e outros estabelecimentos de ensino fora do concelho da Mealhada - Voluntariados/Oficinas Escolas/outros estabelecimentos de ensino

Data

Ação

Número de participantes

2014 01-02-2014

Controlo de Invasoras

12

Grupo francês da école MFR COQUERAUMONT

Público (Pop. escolar)

01-07-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

30

Agrupamento de escola Drª Ferreira da Silva

04-07-2014

Grupo Geografia

05-07-2014

Centro de Educação Física Colégio Nª ª da Assunção Agrupamento de Escolas José Estevão, -Aveiro EBA Formação Profissional Lda Mortágua Agrupamento de Escolas José Estevão, -Aveiro Agrupamento de Escolas José Estevão, -Aveiro

13-07-2014 24-11-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação Ação de comunicação, sensibilização e divulgação Ação de comunicação, sensibilização e divulgação Oficina "Um ninho para um passarinho"

26-11-2014

Oficina "Sementes com vida"

17

27-11-2014

Oficina "Sementes com vida"

33

28-11-2014

Oficina "Geologia de Campo na Mata do Buçaco"

32

28-11-2014

Oficina "Adaptações reprodutivas das plantas"

30

66 29 21 34

2015 Escola E,B 2,3 de S. Bernardo de Aveiro

04-03-2015

Controlo de Invasoras/ Valorização de floresta autóctone

19

Agrupamento de Escolas Dr. Ferreira da Silva

12-03-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

50

05-05-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

26

Escola Técnico Profissional de Cantanhede

04-05-2015

Sementeira

13

Escola secundária com 3º Ciclo Cristina Torres - Figueira da Foz, Coimbra

05-05-2015

Recolha de sementes

26

Agrupamento de Escola de Figueira Norte

xxviii

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Agrupamento de Escolas de Arganil

07-05-2015

Sementeira/Mudança de vaso

23

Crianças do Baby sitting (Prova de Orientação)

23-05-2015

Sementeira

14

Hospital Pediátrico de Coimbra

23-05-2015

Sementeira/Plantação

10

Público (Pop. escolar)

01-06-2015

Dia da Criança - A Mata vai ao Parque da Cidade

10

EB1 de Tondela

05-06-2015

Visita a Mata

77

Público (Pop. escolar)

11-06-2015

Visita a Mata

4

Total de escolas/outros estabelecimentos de ensino: 21

Total de participantes:576

Tabela 37 – Publico sem filiação – Voluntariado/visitas/passeios Publico sem filiação

Data

Ação

Número de participantes

Público (sem filiação)

23-08-2012

Controlo de Invasoras

6

Público (sem filiação)

30-08-2012

Controlo de Invasoras

6

16-03-2012

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal / Valorização de floresta autóctone

200

2012

Público (sem filiação) Total de eventos: 3

Total de participantes:212 2013

Público (sem filiação)

19-05-2013

Limpeza, recolha e trituração de material vegetal / Controlo de Invasoras

60

Público (sem filiação)

03-08-2013

Controlo de Invasoras

40

Público (Sement Event)

23-11-2013

Controlo de Invasoras / Valorização de floresta autóctone

15

Público (Sement Event)

30-11-2013

Controlo de Invasoras / Valorização de floresta autóctone

22

Total de eventos: 4

Total de participantes:137 2014

xxix

Público (sem filiação)

14-07-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

4

Público (sem filiação)

27-07-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

3

Público (sem filiação)

17-08-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

3

Público (sem filiação)

19-08-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

1

Público (sem filiação)

20-08-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

Público (sem filiação)

21-08-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

3

Público (sem filiação)

22-08-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

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Público (sem filiação)

27-08-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

Público (sem filiação)

27-08-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

15

Público (sem filiação)

31-08-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

3

Público (sem filiação)

10-09-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

Público (sem filiação)

24-09-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

1

Público (sem filiação)

20-09-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

3

Público (sem filiação)

02-10-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

Hóspedes do PHB- Actividade pedida pelo Palace Hotel

11-10-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

8

Público (sem filiação)

17-10-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

40

Público (sem filiação)

23-10-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

4

Público (sem filiação)

02-11-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

Público (sem filiação)

16-11-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

20

Público (Sement Event)

23-11-2014

Valorização de floresta autóctone

30

Público (Sement Event)

29-11-2014

Valorização de floresta autóctone

48

Público (sem filiação)

29-11-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

Público (sem filiação)

30-11-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

11

Público (Sement Event)

30-11-2014

Controlo de Invasoras

15

Público (Sement Event)

30-11-2014

Valorização de floresta autóctone

14

Público (sem filiação)

04-12-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

1

Público (sem filiação)

06-12-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

1

Público (sem filiação)

30-12-2014

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

6

Total de eventos: 28

Total de participantes:248 2015

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Publico (floresta comum)

17-01-2015 a 18-01-2015

Valorização de floresta autóctone

20

Público (sem filiação)

14-02-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

Público (sem filiação)

08-03-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

17

Mulheres da Bairrada (dia da mulher)

8-03-2015

Controlo de plantas invasoras/ valorização da floresta autóctone

17

Público (sem filiação)

14-03-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

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Público (sem filiação)

15-03-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

1

Público (sem filiação)

17-03-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

Público (sem filiação) Comemorações Dia do Pai

19-03-2015 22-03-2015

Valorização de floresta autóctone

29

Público em geral

21-03-2015

Ação D.5 - Trilho Adernal

46

Público (sem filiação)

03-04-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

3

Público (sem filiação)

10-04-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

Público em geral

11-04-2015

Ação D.5 - Trilho Adernal

3

Público (sem filiação)

17-04-2015

Ação de comunicação, sensibilização e divulgação

2

Total de eventos: 13 Total global de eventos: 48

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Total de participantes:146 Total global de participantes:

748


Anexo 11 – D.8 - Participações em eventos/feiras de âmbito nacional: Tabela 38 - Participações em eventos/feiras de âmbito nacional: Evento

Data

Duração

11 janeiro 2012

1 dia

22 março 2012

4 dias

2 junho 2012

8 dias

Santarém

2 junho 2012

8 dias

Mealhada

26 setembro 2012

4 dias

Estoril

21 março 2013

4 dias

Coimbra Shopping

Abril 2013

1 semana

Expoflorestal

3 maio 2013

2 dias

Albergaria-a-Velha

Open Day

22 maio 2013

1 dia

Escola de Hotelaria de Coimbra

7º Congresso Florestal Nacional

5 junho 2013

3 dias

Vila Real

Mostra Local de Artesanato de Mealhada

8 junho 2013

8 dias

Mealhada

Greenfest

3 outubro 2013

4 dias

Estoril

Observanatura

12 outubro 2013

2 dias

Setúbal

“Pecha Kucha”

3 novembro 2013

1 dia

Capital Europeia da Cultura 2012, Guimarães

15 Novembro 2013

2 dias

Tavira

25 fevereiro 2014

2 dias

Escola Agrária de Coimbra

20 março 2014

4 dias

Coimbra Shopping

Tur & Centro "Buçaco fora de Muros" - Comemorações Dia da Árvore Expo.Tur- 1ª Feira de Turismo Rural e Natureza Mostra Local de Artesanato de Mealhada Greenfest "Buçaco fora de Muros" - Comemorações Dia da Árvore Exposição no átrio da Assembleia de República

4º Encontro Regional de Voluntariado para a Água ExpoAgrya’14 "Buçaco fora de Muros" - Comemorações Dia da Árvore

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Local Seia Coimbra Shopping

Lisboa

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ObservaRia

12 abril 2014

2 dias

Estarreja

Mostra Local de Artesanato de Mealhada

7 junho 2014

8 dias

Mealhada

12 setembro 2014

3 dias

Poiares

11 outubro 2014

2 dias

Setúbal

19 março 2015

4 dias

Coimbra Shopping

30 março

3 dias

Universidade de Aveiro

Open Day

15 abril 2015

1 dia

Escola de Hotelaria de Coimbra

ObservaRia

11 abril 2015

2 dias

Estarreja

Expoflorestal

8 maio 2015

2 dias

Albergaria-a-Velha

Expomortágua

29 maio 2015

3 dias

Mortágua

FESTAME

9 junho 2015

8 dias

Mealhada

Poiartes Observanatura "Buçaco fora de Muros" - Comemorações Dia da Árvore IV Encontro Nacional de pós-graduções em ciências biológicas

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Anexo 12 – E.2 - Anexo Fotográfico Sub-Ação 2 – Flora e Vegetação (Fotos de Lísia Lopes)

Figura 44 -– Intervenção na cobertura de Tradescantia fluminensis – Cruz Alta.

Figura 45 -–. Boa recuperação do estrato herbáceo (após remoção de Tradescantia fluminensis) – Cruz Alta

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Figura 46 -– Aspeto do novo subcoberto em recuperação (após remoção de Tradescantia fluminensis) – Cruz Alta

Figura 47 -– Margens do caminho da Cruz Alta, em que é visível a diferença de subcoberto, com intervenção na cobertura de Tradescantia fluminensis (à esquerda).

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Figura 48 -–. Excelente recuperação do subcoberto, com dominância de espécies nativas (após a segunda remoção manual de Tradescantia fluminensis) – Cruz

Figura 49 -–. Subcoberto caraterístico da Floresta Relíquia.

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Alta


Figura 50 -–. Aspeto do 'novo' subcoberto dominado por Panicum repens nas Portas de Coimbra

Figura 51 -–. Aspeto de uma pilha de Tradescantia fluminensis, metodologia em ensaio e análise – Cruz Alta.

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Referências Bibliográficas (Relatório de Monitorização – ação E-2) Carpanezzi F.B., Gualtieri S.C.J. 2014. Alelopatia de extratos aquosos foliares da exótica invasora Pittosporum undulatum na germinação e crescimento do capim-arroz. Brazilian Journal of Forestry Research. 34 (79): 173-179 Le Maitre D.C., Gaertner M., Marchante E., Ens E.J., Holmes P.M., Pauchard A., O’Farrell P.J., Rogers A.M., Blanchard R., Blignaut J. & Richardson D.M. 2011. Impacts of invasive Australian acacias: implications for management and restoration. Diversity and Distributions. 17:1015–1029 Lusk C.S., Hurrell G.A., Lamoureaux S.L. 2012. Native plant and weed diversity in forest remnants affected by Tradescantia fluminensis management. New Zealand Plant Protection. 65: 74-80 Kelly D., Skipworth J.P. 1984. Tradescantia fluminensis in a Manawatu (New Zealand) forest: growth and effects on regeneration. New Zealand Journal of Botany. 22: 393–397 Marchante E., Freitas H., Marchante H. 2008. Guia prático para a identificação de plantas invasoras de Portugal Continental. Imprensa da Universidade de Coimbra. Coimbra. 183pp McCluggage T., 1998. Herbicide trials on Tradescantia fluminensis. Conservation Advisory Science Notes No. 180. Wellington, NZ: Department of Conservation Mielke E. C. 2012. Árvores exóticas invasoras em unidades de conservação de Curitiba, Paraná: subsídios ao manejo e controle. Universidade federal do Paraná. Curitiba. 104 pp Porteous T. 1993. Native forest restoration: a practica guide for landowners. Queen Elizabeth the Second National Trust. Wellington. N.Z. Reid AM., Morin L., Downey PO., French K., Virtue JG. 2009. Does invasive plant management aid the restoration of natural ecosystems? Biological Conservation. 142: 2342-2349 Rinella MJ., Maxwell BD., Fay PK., Weaver T., Sheley RL. 2009. Control effort exacerbates invasivespecies problem. Ecological Applications. 19: 155-162 Standish RJ., 2004. Impact of an invasive clonal herb on epigaeic invertebrates in forest remnants in New Zealand. Biological Conservation. 116: 49–58 Standish RJ., Robertson AW., Williams PA. 2001 The impact of an invasive weed Tradescantia fluminensis on native forest regeneration. Journal of Applied Ecology. 38: 1253–1263 Standish RJ., 2002a. Experimenting with methods to control Tradescantia fluminensis. New Zealand Journal of Ecology. 26: 161–170 Toft R.J., Harris R.J., Williams P.A. 2001. Impacts of the weed Tradescantia fluminensis on insect communities in fragmented forests in New Zealand. Biological Conservation. 102: 31–46

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Anexo 13 – Ficha de Contrato UA - código 25.78 alocação ao projeto no registo de pessoal dos func. públicos UA

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Anexo 14 – 3º Relatório de Monitorização e Avaliação de Resultados do Projeto E.2, UA

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Anexo 15– Anexo fotográfico

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Anexo 16 - Arquivos de Materias Gráficos

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Anexo 17 - Dossier de Imprensa

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Anexo 18 - Notas de Imprensa

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Anexo 19 - Guia de Campo da Mata do Buçaco

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