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Como implantar na escola um Projeto Antibullying? A experiência brasileira de formação de professores e o trabalho com sistemas de apoio entre pares. Prof.ª Dr.ª Luciene Regina Paulino Tognetta Prof.ª Mnda Darlene Ferraz Knoener Prof.ª Mnda Luciana Zobel Lapa


O que vemos no cotidiano?

VĂ­deo: Sinais de Bullying


As características do fenômeno BULLYING

CYBERBULLYING

repetição

Uma postagem faz estrago

Intenção de ferir

Intenção de ferir

Alvo frágil que se vê com menos valor

Alvo frágil se o estado continua

Desigualdades de poder físico ou psicológico

Desigualdade de poder psicológico

Simetria de autoridade - entre pares

Relações horizontais

Público – em Mangueira...

Público – curtidas.


Os perigos... Garaigordobil e Oñedera (2009) – todos os implicados sofrem consequências daninhas para o comportamento atual e futuro: • Agressor: baixa empatia com as vítimas, falta de sentimentos de culpa, poucas habilidades sociais e pouco interesse pelos estudos. No futuro: mais probabilidade de envolvimento com delitos, criminalidade, consumo de álcool e drogas. • Vítima: amplia seu sentimentos de insegurança, afasta-se de se seus companheiros, sofrendo sintomas de ansiedade, pânico problemas com sono, tristeza, negando-se a ir ao colégio. Como adulto: baixa estima e depressão. • Espectador: que não consegue intervir para ajudar a vitima, acaba por acumular um grande sentimento de culpa. Futuro: acaba se insensibilizandose frente à violência e adotando a crença de que este comportamento é aceitável socialmente.


Por que é tão perigoso e especial para a psicologia? Do ponto de vista psicológico: assola a imagem que se tem de si diante do outro. Não existe o Eu sem o Outro – Heidegger: o Miteinandersein – o ser-com-outrem. No desenvolvimento – é pior mentir para um amigo... O outro me vê e se destitui uma imagem que quero que ele tenha.


Bullying é um problema moral... (Tognetta, Avilés, Rosário, 2013).


ENGAJAMENTO

Alvos - Não houve diferenças significativas (p=0,19) - alvos de bullying mostram-se tanto engajados como desengajados moralmente.

Testemunhas - São mais engajados e a diferença é significativa (p=0,01), ainda que não se apresentem menos desengajados.

Agressores são mais desengajados e menos engajados e essa diferença é significativa para os dois – engajamento (p=0,03) e desengajamento

DESENGAJAMENTO


Como iniciamos as pesquisas no Brasil? • Os primeiros estudos no Brasil nos anos de 2003/2004 • A perspectiva do desenvolvimento moral. • Os primeiros diagnósticos: ✓Suspeita de um passo anterior – a relação com os professores. ✓Os dados de vitimização: entre pares – em consonância com pesquisas internacionais. ✓Com a autoridade: o desrespeito tratado como “método”.


Aprendemos com Piaget… A MORAL É CONSTRUÍDA NA RELAÇÃO ENTRE O

EGO E O ALTER PAR E A AUTORIDADE


Autoridade que se desengaja… • MENINO MORRE NO PARÁ. 31/08/2016 10h28 - Polícia investiga morte de menino de após ferimentos em colégio no PA. Criança estava desmaiada e com hematomas quando família o encontrou. Parentes afirmam que menino sofria bullying e que escola foi omissa.


Queremos que tenham valores morais...

Bom dia mamãe Por favor conversar com o VIC sobre seu comportamento em sala pois está brincando na hora de fazer atividades (dar ‘cadernada’ na cabeça do outro). Peço sua ajuda e colaboração Ass. do responsável:________________________ • Professora


Qual o caminho? ➢INVESTIR NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO BRASIL, DE FORMA QUE ESTA DEIXE DE SER TRATADA COM SUPERFICIALIDADE E INGENUIDADE, SE LIMITANDO, NO CASO DA CONVIVÊNCIA, A POLÍTICAS PÚBLICAS INEFICAZES, QUE NADA FAZEM ALÉM DE ENCAMINHAR CARTILHAS E CAMPANHAS DE CONSCIENTIZAÇÃO – O MESMO DO MESMO.


A FORMAÇÃO DO PROFESSOR PROFISSIONAL

Insuficiência na graduação (disciplinas Esforço individual para ENGAJAMENTO de especialização. Lacuna na Psicologia/Pedagogia à continuidade da distância formação – o cotidiano dos HTPCs. A diferença entre Brasil e em outros países: (ex. baralho).


Quem mais pode ajudar? PARES

Sentimento de simpatia – comoção ao sofrimento do outro.

... as EQUIPES DE AJUDA.


Implantação do Projeto Antibullying na escola. A experiência brasileira de formação de professores.


Lei antibullying • Aprovada em novembro de 2015 pelo Congresso Nacional. • A lei 13.815/15, intitulada de Lei Antibullying, reconhece a gravidade do fenômeno, justificando a necessidade do amparo legal para a institucionalização do combate e prevenção ao bullying. • O artigo 5º estabelece: É dever do estabelecimento de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática (bullying).


Um concepção não punitiva • A legislação se abstém de estabelecer penalidades. • Cabe às as escolas prevenirem e combaterem o bullying por meio de ações educativas e atividades de formação de professores. • Consonância com os achados da Psicologia Moral ➡️ Necessidade de ações educativas que auxiliem os autores a aderirem aos valores morais. • Artigo 4º ampara alvos e autores ➡️ Oferecimento de assistência jurídica, social e psicológica para ambos os envolvidos. • Atenção especial a quem sofre e, também, a quem promove a violência.


O primeiro grande passo: Diagnóstico da ocorrência das situações de intimidação • Necessidade da elaboração de instrumentos de avaliação que permitam o diagnóstico da ocorrência das situações de intimidação. • Diagnóstico por meio de instrumentos específicos ➡️ Uma das características do bullying é a dificuldade de identificação.


A superação do problema

Bullying – problema moral

Escola traz para o cotidiano situações em que esses valores sejam discutidos, analisados, pensados e vivenciados.

Prevenção dos casos de intimidação e melhoria da qualidade da convivência.


Objetivos do projeto antibullying • Discutir as crescentes manifestações de violência e outras formas de problemas na convivência. • Compreender as causas de bullying, bem como, a caracterização dos personagens envolvidos e sua manifestação na escola. • Favorecer a construção de relações mais éticas, proporcionando espaços de participação democrática e possibilidades de expressão de sentimentos, através de uma linguagem que reconheça sentimentos e possibilite a tomada de decisões. • Organizar um plano de ações antibullying na unidade escolar de maneira a favorecer práticas de protagonismo infanto-juvenil e participação coletiva de professores, alunos e gestores que permitam à crianças e adolescentes a participação efetiva na superação do problema como agentes de intervenção.


As experiências no Brasil • Rede Municipal de Hortolândia - Primeira rede no Brasil a instituir o Projeto Antibullying. ✓Desenhado pelo GEPEM – Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (UNESP/UNICAMP) sob a coordenação da Prof.ª Dr.ª Luciene Regina Paulino Tognetta (Unesp) em parceria com a Editora Adonis e a Secretaria Municipal de Educação de Hortolândia. ✓Construído coletivamente com a participação das 54 escolas de Ensino Infantil e Fundamental I e II do município, sob a coordenação dos pesquisadores/formadores do GEPEM. ✓Trabalho de formação em escala durante 4 anos.


As experiências no Brasil • Colégio Biocêntrico (Nova Odessa) – Implantação do projeto de convivência e construção do projeto antibullying em 2016 e 2017. • Colégio Integrado (São João da Boa Vista) – Implantação do projeto de convivência e construção do projeto antibullying em 2016 e 2017 • Colégio Bandeirantes (São Paulo) – Implantação do projeto de convivência e construção do projeto antibullying em 2016 e 2017. • Escolas da rede Municipal de Campinas (6 unidades) – Implantação do projeto de convivência e construção do projeto antibullying em 2016 e 2017. • Escola Comunitária de Campinas – Implantação do projeto de convivência e construção do projeto antibullying em 2017. • Rede de escolas municipais de Artur Nogueira (13 unidades) – Implantação do projeto de convivência e construção do projeto antibullying em 2017.


PrevisĂŁo para o final de 2017

Mais de 70 escolas com o Projeto Antibullying organizado!


A orientação do GEPEM


Para a construção do projeto • Análise da conjuntura da escola • Proposta para formação dos professores para a implantação de formas sistemáticas de um programa de prevenção ao bullying • Plano de formação ✓ Definição do fenômeno Bullying ✓ Causas do Bullying e manifestações ✓ Caracterização dos personagens envolvidos ✓ O papel do professor ✓ A Linguagem Construtiva ✓ Espaços de democráticos e de exercício do protagonismo discente ✓ Estratégias de intervenção


O professor • Compreende a dinâmica do problema e conhece profundamente suas características, causas e manifestações. • Criador de espaços para que os alunos experimentem situações de respeito, tolerância e de outros valores; • “Gasta” tempo pensando com os alunos em situações nas quais esses conteúdos morais estejam em jogo; • Consciente de que, para formar valores, não adiantam “lições de moral”. (não é por não conhecer o significado de um valor que um indivíduo não adere a ele). • Permite o protagonismo de seus alunos para que esses sintam-se também responsáveis pela promoção e manutenção de um ambiente cooperativo na sala de aula.


Será que o professor é preparado para isso em sua formação inicial? • Pesquisa em andamento sobre a Convivência na Universidade (KNOENER; TOGNETTA, 2017)

80% dos estudantes de licenciaturas não se sentem preparados para atender às recomendações da Lei.


Formação de professores ANTI-BULLYING CONHECENDO O FENÔMENO

PROJETO ANTIBULLYING

COMUNICAÇÃO CONSTRUTIVA ASSEMBLEIAS DE CLASSE MANIFESTAÇÃO DOS SENTIMENTOS AUTOCONHECIMENTO

PROTAGONISMO


Depois que o grupo está preparado... Procedimentos institucionais • • • • • • •

Compromisso e Confidencialidade. Registro de ocorrência Protocolo de atuação Formação de professores e práticas de prevenção Parceria e aviso aos pais Atendimento pessoal Encaminhamento para uma rede de apoio à escola (casos extremos e estágios avançados). • Avaliação e métricas (avaliação anual das ações efetivadas e resultados alcançados)


Culminância do Projeto Antibullying Quadro de revisões de práticas Ações ANEXO 1

Quem fará Professor

Com quem fará Alunos

Descrição Atividades desenvolvidas durante o ano

Materiais Material escrito – valores e a definição de cada um. Dinâmica das Bexigas, Envelope das Virtudes, árvore dos valores, quadros, cartazes, vídeos produzidos pelos alunos, filmes que foram usados.... Material produzido a partir dos livros de literatura infantil utilizado (fotos, vídeos...)

ANEXO 2

Equipe escolar

Pais e Reuniões de pais Depoimento de pais sobre sua percepção do projeto. comunidade e outras Fotos, vídeos e materiais de divulgação das reuniões atividades de pais.

ANEXO 3

Equipe escolar

Com professores alunos

Apresentação da Depoimentos e gráficos que demonstrem a avaliação e avaliação do do projeto – os formadores levarão modelos. projeto - por professores e alunos


O protagonismo do aluno na prevenção e combate ao bullying: O trabalho das Equipes de Ajuda no Brasil


.

O que as pesquisas dizem? Quem pode ajudar?

As estratĂŠgias de protagonismo


PROTAGONISMO... Por quê? Autoridade

Pares


Protagonismo?

POR QUÊ?

Para que os alunos que se veem envolvidos em problemas ou situações de conflito disponham de um referente próximo de si, OS IGUAIS, que lhe proporcionam instrumentos de descompressão desses problemas.


Os que são intimidados, os que intimidam... Para quem contam? • Nas situações de agressão virtual os pares da escola tomam conhecimento sobre o que está acontecendo com o alvo, uma vez que se relacionam ininterruptamente por meio de aplicativos ou redes sociais. • Alvos procuram a princípio os próprios colegas da escola para relatar alguma situação desrespeitosa que estão vivenciando – tanto no bullying como no cyber. (SMITH; SLONJE, 2008; YBARRA; MITCHELL, 2004; DEHUE et al, 2008; LIVINGSTONE et al, 2011).


Quem os alvos procuram quando precisam de ajuda?

Livingstone et al (2011) – em 25 países:

Smith e Slonje (2008) 50% não contam a ninguém

52% contam aos amigos

35,7% contam aos amigos

42% aos pais

8,9% contam à Polícia

8% a outro adulto

5,4% a outras pessoas.

7% aos professores

Ninguém conta aos professores.


Quando são menosprezadas (...) para quem as vítimas de bullying contam: (TOGNETTA et al, 2010)

Outras Especialistas

8% 9% 4% 4%

Professores

7%

Outros parentes

7%

Mãe Pai colegas

Convicto Eventual

12% 32% 20%

30%

12% 15% 52%

76%


Sistema de Apoio

Cyber mentores

Equipes de ajuda

Alunos acompanhantes

Alunos mediadores

Alunos tutores


Os sistemas de apoio entre alunos cumprem o requisito do protagonismo deles na busca de soluções aos problemas, mas, certamente, constituem uma ferramenta fundamentalmente útil também para os professores que trabalham para melhorar o clima escolar e dar solução a múltiplos problemas de convivência com os quais atualmente nos encontramos nas salas de aulas. (AVILÉS, 2013, p. 193).


As Equipes de Ajuda são mais uma forma de

Apoio Serviço

• • • •

Conhecer os outros Prestar-lhes ajuda Valorizar e compreender suas diferenças Favorecer a convivência entre todos os envolvidos numa comunidade educativa


Funções das Equipes de Ajuda 1

2

3

• Acolhe os alunos recém-chegados e facilita sua integração no grupo

• Auxilia os amigos na organização de grupos de apoio e nas tarefas acadêmicas

• Ajuda os amigos que estão tristes, sozinhos ou que tenham algum problema pessoal e que necessitam que alguém os escute e lhes preste atenção


Funções das Equipes de Ajuda 4

• Auxilia os alunos que se sintam excluídos e que precisam de companhia

5

• Identifica conflitos, analisa-os e busca possíveis soluções, intervenções – o olhar aos autores, indignando-se com as injustiças

6

• Auxilia aqueles que têm problemas com ofensas pela internet a buscar soluções e orienta quanto ao bom uso das ferramentas de convivência no cyberespaço.


Funções das Equipes de Ajuda • Participa das reuniões da equipe de ajuda

7

8

• Promove e participa, junto a outros agentes da escola, de atuações para melhorar a convivência, o respeito mútuo e o cuidado com as pessoas e o entorno


COMO FUNCIONA? • A ajuda funciona durante os intervalos, nas trocas de aula, ou durante a própria aula, com a permissão do professor. • Não resolvem o problema: acolhem, escutam, não julgam, não solucionam - quem tem que resolver o problema é o aluno.


Quem é esse aluno da EQUIPE DE AJUDA?

Alguém que precisará ter uma formação em resolução de conflitos e ajuda

Alguém que tenha a confiança dos companheiros

Alguém que se disponha em apoiar aqueles que se sentem mal ou que tem dificuldades acadêmicas e/ou pessoais

“Não é o meu amigo!”


TRABALHO EM EQUIPE, por quê? Respaldo e acompanhamento

Acordos para casos importantes

Aumento da sensação de poder de ajuda nos alunos ajudados

Compartilhamento de decisões

Diminuição da responsabilidade individual

Potencialização do respeito e confiança dos alunos

Diminuição do risco de atuações inadequadas

Evitar-se-á protagonismos não necessários

Facilitar substituição (quando necessário)


PARA QUE SERVE? EM QUE CASOS ATUARÃO? SOLIDÃO

SER NOVO NA ESCOLA

DIFICULDADES DE RELACIONAMENTO

BULLYING

FALTA DE COMUNICAÇÃO

MAL ENTENDIDOS

PROBLEMAS PESSOAIS

DIFERENÇA DE INTERESSES

INDECISÕES

ISOLAMENTO

TIMIDEZ

FALTA DE ASSERTIVIDADE

DÉFICITS ACADÊMICOS

ASSÉDIO

CONFLITOS ESCOLARES

CONFLITOS INTERPESSOAIS

FALTA DE AMIGOS

DESAFIOS PERANTE SITUAÇÕES


Para que não servem as Equipes de Ajuda • Não são “AGENTES INFILTRADOS” dos professores. • Não resolvem problemas de indisciplina. • Os alunos ajudantes ajudam a seus companheiros e NÃO aos professores. • Não formam uma ELITE (cuidado com LÍDERES). • Cuidado para evitar-se uma SÍNDROME DE SALVADORES – não poderão resolver todos os problemas. • Estigmatizar o ajudado: “aquele que tem problemas”/ “coitadinho”.


Como se forma uma Equipe de Ajuda?


As etapas detalhadas Formação dos professores da escola

Aulas dentro do currículo escolar

Reunião com pais

Formação dos professores tutores

Diagnóstico dos problemas de convivência

Formação dos alunos das Equipes de Ajuda

Escolha dos alunos das Equipes de Ajuda

Acompanhamento das Equipes de Ajuda

Reflexão com os professores sobre o trabalho entre pares


Formação para todos os professores OBJETIVO GERAL: Realizar junto a todos os professores da escola participante, uma reflexão referente ao tema Bullying, apresentando as características do fenômeno, especialmente aquelas que o diferenciam de outros tipos de violência. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Definir o fenômeno Bullying, elencando suas 5 características principais, bem como as daqueles que dele participam: autores, alvos e espectadores. (1º encontro) • Compreender as características dos sujeitos que se envolvem nesse fenômeno e discutir, a partir de tal compreensão, as possibilidades de intervenção pedagógica. (2º encontro) • Introduzir os resultados do diagnóstico do clima escolar e apresentar as formas de protagonismo infanto-juvenil como uma das ações mais que necessárias ao trabalho com bullying. (3º encontro)


Formação para os professores tutores OBJETIVO GERAL: • O objetivo maior é despertar a necessidade de se envolver os alunos na fomentação de um espaço onde as relações sejam pautadas no respeito mútuo e, a partir dessa compreensão, apresentar a proposta das Equipes de Ajuda (AVILÉS 2008; 2009; 2015), como uma forma de Protagonismo Juvenil. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Retomar a reflexão referente ao fenômeno Bullying, seus aspectos afetivos e morais e, a partir daí, apresentar algumas propostas indiretas como narrativas morais e jogos para falar de si (autoconhecimento) e jogos para falar de personagens (cujo valor moral esteja em jogo).


Como é a escolha desses alunos? Formação com tutores

Aulas de convivência sobre o tema

Questionário sobre intimidações

Formação

Dinâmica do segredo

Tabulação feita pelos alunos


Depoimento... Por que eu fui escolhida como membro da Equipe de Ajuda?


Formação das Equipes de ajuda Divisão dos conteúdos em blocos Equipes de ajuda Integração e conhecimento

Dinâmica inicial

Quem é o aluno da Equipe de ajuda?

Relação de ajuda

Conflitos

Comunicação

Análise de um filme

Abordagem dos conflitos

Escuta ativa

Fases da Ajuda

Dramatização

Sentimentos

Reflexão sobre a melhor forma

Ajuda e colaboração Jogo das possibilidades


Acompanhamento da atuação das Equipes de Ajuda • Reuniões mensais • Formação continuada • Eleição de identificação e logo • Plano de divulgação nas escolas • Plano de ação: o que fazer? • Partilha de dúvidas • Decisões de ações específicas – em conjunto • Organização de aulas de tutoria


O dia da formação


O dia da formação


O que significa para fazer parte de uma Equipe de Ajuda? A percepção dos membros da EA


1ยบ Encontro Nacional das Equipes de Ajuda Campinas, Marรงo de 2017


Por que precisamos de mais Equipes de ajuda no Brasil? • “Para que outros alunos possam expor seus problemas sem medo de serem julgados.” • “A Equipe de Ajuda permitiu aos alunos enxergar a dor do outro e encontrar formas de ajudar as pessoas em sofrimento, também aprendemos que todas as pessoas têm diferenças e não há nada de errado com isso. Nos tornamos mais humanos e menos individualistas, aprendemos a reconhecer os problemas e resolvê-los.” • “É importante termos Equipes de Ajuda no Brasil, pois o país tem uma enorme diversidade ética cultural e algumas pessoas acham que por ter uma etnia diferente podem ser mais importantes que outros e por isso ridicularizam o outro gerando uma espécie de bullying e é aí que a equipe de ajuda entra, para ajudar essas pessoas.” • “Para tornar a escola um lugar acolhedor e facilitador de aprendizagem de qualidade.”


Obrigada! lrpaulino@uol.com.br darlene.knoener@gmail.com lucianalapa@uol.com.br

04.10_Luciene_Darlene_Luciana_Mesa redonda_Como implantar na escola um projeto Antibullyng_A experiê  
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