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Ano V - nº15 Abril/Maio de 2012

Inf rme Gestão do Meio Ambiente Estratégia que garante a sustentabilidade


Editorial Esta é a quinta edição do Informe com o novo formato e revisão editorial. A nossa satisfação não se limita ao feedback positivo referente aos textos ou designer das páginas, muito mais que isso, nos motivamos com as matérias e temas abordados que são a prova de uma instituição que a cada dia se desenvolve e se destaca pela qualidade. Nesta edição falaremos sobre um princípio fundamental para o nosso hospital, a sustentabilidade ambiental. A proposta é mostrar como o Sistema de Gestão Ambiental atua diretamente no combate aos danos ao ecossistema e na educação ambiental das pessoas que frequentam a instituição, seja colaboradores, pacientes ou acompanhantes. Os índices do setor provam que o desenvolvimento e sustentabilidade não é uma utopia, muito pelo contrário, eles norteiam o nosso Hospital. Nas páginas a seguir, caro leitor, também é possível identificar duas ações que garantem a melhoria contínua na qualidade da assistência e no reconhecimento pelos serviços prestados. A primeira delas, fala da inclusão do hospital no Programa Brasileiro de Segurança do Paciente, sendo que somente quatro instituições em Minas Gerais fazem parte. E nesta mesma página mostramos como o empenho de nossos profissionais do Laboratório de Anatomia Patológica resultou na certificação do Programa de Incentivo ao Controle de Qualidade da Sociedade Brasileira de Patologia (PICQ-SBP). O Ministério da Saúde qualificou o atendimento pelo Sistema Único de Saúde e ao ver indicadores que incluem nossos serviços, e que superaram a média nacional, é gratificante e estimulante. Cada conquista representa o comprometimento da instituição em oferecer o melhor atendimento na prevenção e combate ao câncer. É por isso que esta edição fala de resultado, celebração e reconhecimento. Boa leitura!

Sérgio Henriques Diretor da Fundação Cristiano Varella Hospital do Câncer de Muriaé

Esta é uma publicação do Hospital do Câncer de Muriaé Diretor Administrativo Sérgio Henriques Gerente de Relações Institucionais Dulce Silvestre Reportagem: Larissa de Assis Colaboração: Nathan Lima Produção Gráfica: Larissa de Assis Tiragem: 3.000 exemplares www.fcv.org.br

3 Humanização: Voluntariado 4 Meio Ambiente: Sustentabilidade

SUMÁRIO

6 Qualidade: PICQ e PBSP 7 Reconhecimento: IDSUS

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Humanização

História com final feliz A trajetória de uma paciente que superou o câncer de mama e se tornou voluntária Era uma vez uma jovem, de 35 anos, que descobre que tem câncer. Essa notícia muda sua vida totalmente, fazendo com que a personagem principal se torne uma guerreira, pela vida. Cecília Taveira Alexandre Gomes é protagonista dessa história real que aconteceu no Hospital do Câncer de Muriaé, da Fundação Cristiano Varella. No ano de 2008, durante uma consulta periódica descobriu que estava com câncer de mama. “Eu levei um susto, como nunca! Parece que perdi o meu chão”, disse. Assim como Cecília, o câncer de mama acomete cada vez mais a mulheres jovens. De acordo com relatório divulgado pelo INCA, para 2012, a estimativa de incidência para o câncer de mama, somente em Minas Gerais, é de 4700 casos. No Brasil o número cresce para 52.680 casos novos, com um risco estimado de 52

casos a cada 100 mil mulheres. A incidência em mulheres com idade média de 50 anos é maior, mas outros fatores de riscos relacionados ao estilo de vida estão diminuindo essa faixa etária gradativamente, diz o estudo. E assim seguiu a história da Cecília. Um dia se recuperando da cirurgia, no outro superando a quimioterapia e radioterapia. A correria acontecia porque conciliava o tratamento a seus afazeres pessoais, não abandonando assim o seu ofício de mãe e esposa, já que seu marido fazia faculdade em Belo Horizonte. Durante esse processo a paciente contou com apoio de coadjuvantes sociais, os voluntários. Eles compõem o Grupo a Favor da Vida, composto por 54 membros divididos em equipes: visita ao leito, recreação, trabalhos manuais, grupo de oração e Oficina da Alegria. Segundo Cecília eles se tornaram importantes amigos e suporte emocional não só para ela, como também para sua família, que ao se envolverem com a doença, também estavam fragilizados. As experiências obtidas com essa convivência ajudaram a Cecília na luta contra o câncer e hoje é bagagem por uma nova história que começou a ser escrita. Apesar de fazer consultas periódicas de seis em seis meses, o motivo principal dela voltar frequentemente ao hospital é porque se tornou voluntária, contando histórias para crianças e pacientes internados. Desta vez as lágrimas apareceram não pela dor, medo ou sofrimento, mas porque agora está do outro lado da história. “Foi muito emocionante ver pessoas passando por algo que já sofri um dia, e eu estava ali dizendo: Eu já estive no seu lugar, acredite, vai dar tudo certo”, contou. Nos livros ela oferece um mundo de fantasia onde os pacientes podem se transportar e a cada página viver uma emoção diferente. Mas de todas as que já foram lidas, a sua preferida, é a que está sendo contada agora, a sua história.

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Meio Ambiente

Meio Ambiente

GESTÃO

AMBIENTAL

Estratégia que garante sustentabilidade

A sustentabilidade é um ideal que se completa principalmente pela ação, e pela constante busca entre desenvolvimento econômico, social e preservação do ecossistema. Com a implantação do Sistema de Gestão Ambiental, o hospital forma colaboradores, acompanhantes e pacientes mais conscientes, que juntos, zelam pela saúde do meio ambiente. As atividades dos estabelecimentos de assistência à saúde, assim como outras instituições, geram diariamente uma grande quantidade de resíduos. A preocupação com a questão ambiental torna o gerenciamento de resíduos um processo importante na preservação da qualidade da saúde e do meio ambiente. É por isso que pensar em sustentabilidade não se tornou um diferencial, e sim uma responsabilidade com a sociedade. O Hospital do Câncer de Muriaé, da Fundação Cristiano Varella, é uma entidade filantrópica e constitui em um Centro de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) prestando assistência integrada neste campo e consequentemente, gerando todas as classes de resíduos, incluindo os radioativos e quimioterápicos. Pensando nisso, implantou o Plano

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de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) desde a sua inauguração em 2003, mas em 2011 reformulou o setor, que veio a se tornar Sistema de Gestão Ambiental (SGA), com novas ações, considerando os princípios que conduzem à minimização, tratamento e a destinação final dos resíduos, conforme previsto na Resolução RDC nº 306/2004 da Anvisa, sobre o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. O resultado das ações implantadas pelo SGA reflete no envolvimento do Hospital do Câncer de Muriaé com a sustentabilidade. O ano de 2011 encerrou com redução dos resíduos infectantes de 31% para 9%. Por outro lado, o setor também comemora o aumento da reciclagem e reutilização que era insignificante, e até então, alcançou 40% do total de

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Meio Ambiente resíduos gerados pela instituição. Para a coordenadora do setor, Claudine Silvestre, o resultado é consequência das medidas adotadas pelo SGA, que abrangem colaboradores, pacientes e acompanhantes, envolvidos na conscientização ambiental, vistorias e treinamentos. “É por isso que além da coleta seletiva e parcerias ambientais, um dos grandes desafios implica em quebrar os paradigmas e educar essas pessoas sobre o manejo e classificação dos resíduos, focados na ação e reflexão sensível diante dos riscos ambientais aos quais estão expostos”, disse.

Conscientização por um mundo melhor

Palestra na Casa de Apoio durante Semana do Meio Ambiente

Muito mais que seguir as normas e diretrizes impostas pela lei, o Sistema de Gestão Ambiental amplia sua atuação com ações de conscientização ambiental para o público externo. Além dos projetos sociais desenvolvidos na própria instituição e Casa de Apoio, o setor já participou de eventos científicos de instituições de ensino superior avaliando estudos e palestrando para os acadêmicos. Com o projeto “PGRSS além da instituição”, a equipe do SGA do Hospital do Câncer de Muriaé, visitou algumas cidades da região para sensibilizar aos colaboradores da área de saúde a respeito da correta segregação, acondicionamento e destinação ambientalmente adequada de resíduos. Profissionais de enfermagem, higienização e limpeza, recepção, entre outros, dos municípios como Barão do Monte Alto, Eugenópolis,Vieiras e do distrito de Santo Antônio do Glória, foram os primeiros a receber o treinamento oferecido pela supervisora do SGA, Claudine Silvestre, e sua equipe. Além das palestras a equipe também distribuiu mudas e sementes de árvores frutíferas e/ou nativas do Brasil, oriundas da parceria do Hospital do Câncer de Muriaé com a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). Tal importância deste tipo de ação é reforçada por Claudine. “Toda forma de divulgação de conhecimentos a respeito da correta destinação de resíduos e da ética ambiental contribui para a construção de um futuro mais sustentável; visão compartilhada pela instituição”, disse

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Qualidade

Laboratório de Anatomia Patológica recebe certificado de participação no PICQ

Dr Pedro Falcão e Drª Adymila Rezende

Mais uma vez a qualidade dos serviços prestados pelo Hospital do Câncer de Muriaé, da Fundação Cristiano Varella, foi comprovada através da competência dos médicos patologistas Dra. Adymila Rezende e Dr. Pedro Falcão. A instituição foi inscrita no Programa de Incentivo ao Controle de Qualidade da Sociedade Brasileira de Patologia (PICQ-SBP) e recebeu o certificado de Proficiência, que garante a competência dos profissionais e a confiabilidade dos exames. A assinatura do PICQ é anual e consta de 4 edições, contendo 8 casos com 1 questão relacionada ao diagnóstico e seus diferenciais e 3 questões teóricas de cada caso. Os inscritos recebem as amostragens pela internet, através do portal do programa, realizam as

análises e reenviam o resultado para correção. O programa é um instrumento de educação continuada utilizado na melhoria da qualidade em Anatomia Patológica. Sua participação é facultativa, exclusivamente para profissionais que buscam capacitação e atualização de conhecimento em análises patológicas. O resultado positivo favorece principalmente os usuários, já que oferece mais segurança no diagnóstico a seus pacientes. “É importante para os nossos pacientes saberem que o médico que está realizando seu diagnóstico está sempre se atualizando e se capacitando.” disse a patologista, Adymila

Hospital participa de Programa Brasileiro de Segurança do Paciente do IQG tem como meta salvar 50.000 vidas e evitar 150.000 Para que o tema segurança do paciente esteja em danos aos pacientes. A participação envolve o constante debate nas organizações de saúde e comprometimento da instituição em posicionar a sociedade, o Instituto Qualisa de Gestão (IQG), maior qualidade da assistência e segurança do paciente certificadora de qualidade do Brasil e parceira do como prioridade; promover intercâmbio de Hospital do Câncer de Muriaé, teve a iniciativa em experiências entre as instituições desenvolver o Programa Brasileiro de Segurança do Paciente (PBSP), “Temos certeza que, juntos, faremos a integrantes e gerar informações e evidências objetivas em resultados juntamente com organizações diferença na vida de muitos”. Milene Karine Zimmer Volpe de segurança. mundiais, tais como Institute of Coordenadora do PBSP/IQG O objetivo do PBSP é promover Healthcare Improvement (IHI), uma rede de informações e Canadian Safety Patient Institute comunicação entre os hospitais participantes, por CPSI, Patient Safety Crosswalk e Accreditation vídeo conferências, e promover o desenvolvimento Canadá. de evidências científicas, dados, indicadores O Hospital do Câncer de Muriaé, da Fundação nacionais para a sua vinculação com tomadores de Cristiano Varella, é a quarta instituição de Minas opinião, administradores e outros órgãos da saúde Gerais e 49º do país, a fazer parte do programa que

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Reconhecimento

Ministério da Saúde avalia qualidade do SUS Muriaé é destaque e serviços de alta complexidade recebem nota máxima O Ministério da Saúde lançou no início de março o Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde (IDSUS 2012), ferramenta que avalia o acesso e a qualidade dos serviços de saúde no país. De acordo com o estudo Muriaé é a terceira cidade no país e primeira em Minas Gerais com a melhor infraestrutura e condições de atendimento à população dentre os municípios de seu porte. O índice avalia com pontuação de 0 a 10 municípios, regiões, estados e o país com base em informações de acesso, que mostram como está a oferta de ações e serviços de saúde, e de efetividade, que medem o desempenho do sistema, ou seja, o grau com que os serviços e ações de saúde estão atingindo os resultados esperados. Dentre os indicadores utilizados pelo Ministério da Saúde, alguns critérios estão vinculados aos serviços disponibilizados pelo Hospital do Câncer de Muriaé, da Fundação Cristiano Varella.

a m te o e s i S nic úd Ú e Sa d De acordo com o site do Ministério da Saúde, o índice avaliou entre 2008 e 2010 os diferentes níveis de atenção (básica, especializada ambulatorial e hospitalar e de urgência e emergência), verificando como está a infraestrutura de saúde para atender as pessoas e se os serviços ofertados têm capacidade de dar as melhores respostas aos problemas de saúde da população. Segundo o diretor administrativo do Hospital do Câncer de Muriaé, Sérgio Dias Henriques, em 2011 houve seis mil internações e aproximadamente 80 mil consultas, e com a construção do Bloco III e certificações, como o de Hospital Acreditado Pleno (Nível II) pela ONA, a expectativa é que o trabalho da instituição represente ainda mais desenvolvimento para a cidade. “A nossa instituição sempre preconizou como prioridade a qualidade no atendimento para o público do SUS. É por isso que comemoramos junto com Muriaé o reconhecimento do Ministério da Saúde quanto ao trabalho que estamos desenvolvendo”

Índice de Desempenho do SUS

Exames Realizados

Razão de exames de mamografia realizados em mulheres de 50 a 69 anos e população da mesma faixa etária

Razão de exames de citopatológicos do colo de útero em mulheres de 25 a 59 anos e a população da mesma faixa etária

Razão de internações clínico-cirúrgicas de alta complexidade e população residente

Razão de procedimentos ambulatoriais de alta complexidade selecionados e população residente

Muriaé - 5,93 Nacional - 2,64

Muriaé - 6,61 Nacional - 7,29

Muriaé - 10,0 Nacional - 3,26

Muriaé - 4,82 Nacional - 2,49

2008: 2411 2009: 6135 2010: 4108 Total=12654

2008: 5457 2009: 6875 2010: 5779 Total=18111

2008: 5457 2009: 6875 2010: 5779 Total=18111

Quimioterapia 2008: 14633 2009: 16451 2012: 17373 Total= 48457

Radioterapia 2008: 59376 2009: 78179 2010: 82.311 Total = 219866

Proporção de internações de alta complexidade realizadas para não residentes

Muriaé - 10,0 Nacional - 0,10

2008: 3789 2009: 4413 2010: 4919 Total=13121

Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1080

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Informe Abril 2012  

Informativo Hospital do Câncer de Muriaé da Fundação Cristiano Varella Asscom: Larissa de Assis lassis@fcv.org.br

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