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nº 06 ano 2 - 2016

A história da Fundação Copel, seus marcos e avanços, em uma linha do tempo que traz o olhar daqueles que são os reais protagonistas desse enredo: seus empregados e participantes.


índice

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mudança a favor do futuro

O começo de uma longa história Uma base sólida para edificar ideias

Plano Pecúlio: segurança

Novos membros para a Fundação

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Plano complementar:

para o presente

40 anos, cara nova Mudanças no PROSAÚDE II

Uma tarefa realizada com sucesso

Sempre à frente

Feita para pessoas

Uma “onda de boas ideias”

Viver com saúde

Um “voto de confiança”

Tranquilidade financeira

Plano III: um novo modelo

O primeiro plano

Comitê Interno de Investimentos

ganha espaço

Qualidade como prioridade

Um toque de modernidade

Incentivo à cultura

Multipatrocínio

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O começo do PROSAÚDE

EXPEDIENTE Lindolfo Zimmer

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Multipatrocínio Divisor de águas Primeiro plano regulamentado

Onde estamos?

Uma época de conquistas

Orgulho do presente

Investimento seguro

Um novo plano: PROSAÚDE III

Novas áreas, novos membros

Aliados da tecnologia

Educar para poupar e investir

Investimentos, hoje Para aonde vamos? Fundação pioneira

Presidente José Carlos Lakoski Diretor Financeiro

Amanda Burda

Claudia Cristina Cardoso de Lima

Revisão de texto

Diretora de Administração e Seguridade

Contenido

Priscila Grein Orreda

Projeto Gráfico e Editoração

Gerente do Departamento de

Marcos Lins

Comunicação e Relacionamento

Direção de Criação

Romiana Oyama

Rafaela Sinderski

Coordenação Editorial

Reportagens

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Rumo ao futuro A saúde, amanhã Investindo no futuro


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Editorial

COMPLETAR Um sonho que se tornou realidade. Hoje, como instituição, somos adultos e perenes. Temos segurança, confiança e ainda sonhamos em alcançar uma longevidade tranquila e feliz. Somos gratos pela existência da nossa Fundação Copel.

ANOS SIGNIFICA

CRESCER

Lindolfo Zimmer, Presidente da Fundação Copel

untar experiências e transformá-las em conhecimento para enfrentar novos desafios. Em quatro décadas e meia de existência, a Fundação Copel reuniu muito mais que aprendizados. Pois, a cada ano vencido, memórias se uniram para formar mais um capítulo de uma história contada por muitos. Neste 45º aniversário, a Fundação comemora suas conquistas sob uma nova e essencial perspectiva: a daqueles que fizeram parte de sua jornada. E, para contar um enredo com quase meio século, esta revista assume um formato diferente: o de uma linha do tempo. Em suas páginas, memórias da Fundação. Datas que representaram importantes mudanças na entidade e em seus produtos e, claro, a palavra e os votos de quem fez parte dessa história.

Ao completar 45 anos, todos nós que trabalhamos aqui nos sentimos felizes por colaborarmos para atingir o estágio atual de solidez da Fundação Copel, mas compromissados de corpo e alma para que a enti-

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dade se torne cada vez mais eficiente, transparente, sustentável e próxima às necessidades de todos os nossos participantes e assistidos. José Carlos Lakoski, Diretor Financeiro

Tenho muita satisfação em fazer parte do quadro da Fundação Copel há mais de duas décadas. E, olhando para o futuro, vejo uma entidade preocupada em estimular o cuidado com a saúde física e financeira de seus participantes. Os desafios nunca param, mas trabalhamos focados para que todos vivam mais e melhor. Claudia Cristina Cardoso de Lima, Diretora de Administração e Seguridade

UMA

JANELA PARA O

PASSADO

uando um sonho começa a tomar forma, não é incomum pensar naquilo que ele virá a ser no futuro. Mas, ainda que os criadores e primeiros participantes da Fundação Copel tenham, há 45 anos, imaginado dias de prosperidade para sua organização, dificilmente puderam mensurar a importância que a entidade assumiria ao longo do tempo que viria pela frente. Em 1971, a Fundação era ambição de trabalhadores visionários em busca de segurança financeira e qualidade de vida; hoje, é realidade na rotina de mais de 40 mil pessoas. Uma realidade construída sobre uma base sólida de trabalho duro e muito empenho. E, se a cada dia de esforço e obstinação, for possível tornar melhor o cotidiano de cada um dos milhares de participantes e beneficiários, então todo o trabalho não terá sido em vão. Porque, acima de qualquer outra coisa, a entidade nasceu e se desenvolveu sob a premissa de melhorar vidas.


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história da Fundação Copel começa há 45 anos, quando, em 1971, Jayme de Camargo Simões e seus companheiros uniram esforços para instituir a entidade de previdência e assistência social. Desde então, ela se tornou sinônimo de segurança e bem-estar para seus participantes. Cada um que fez parte de sua trajetória guarda, com carinho, recordações que constroem um enredo de inovação e empenho, iniciando no memorável 21 de outubro e passando por acontecimentos importantes como os primeiros concursos culturais da Fundação e sua mudança de sede, no fim da década.

Uma década de

RECORDAÇÕES

Fundo e montagens: Informativo “Copel Informações”, de 1971. Direita:Arturo Andreoli. Monumentos de curitiba: Google.

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COMEÇO DE UMA

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Integrantes do conselho que, em outubro de 1971, instituiu a Fundação Copel

Na época, dar forma a uma entidade de previdência e assistência social era um desafio. Nascida como uma superintendência de sua patrocinadora instituidora, a Fundação surgiu, na gestão do presidente Arturo Andreolli, com o foco em complementar a aposentadoria oficial dos trabalhadores, de modo a garantir que tivessem, ao se aposentar, uma renda compatível àquela que possuíam quando ativos. A nova instituição surgiu no lugar da já existente Associação dos Funcionários da Copel, em uma construção ocalizada na rua Carlos de Carvalho, nº 680, e foi caracterizada como uma Entidade Fechada de Previdência Complementar (EFPC). A Fundação Copel, no entanto, não permaneceu no mesmo endereço por muito tempo; ainda na vizinhança, ocupou na Carlos de Carvalho os prédios nº 828 e, por último, o n° 787.

Informativo “Copel Informações”, de 1971.

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o começo da década de 1970, um grupo formado por doze empregados da Copel, capitaneados pelo diretor administrativo à época, Jayme de Camargo Simões, teve uma ideia permeada por coragem e ousadia: fundar uma organização que, em seu trabalho, zelasse pelo futuro e pelo bem-estar dos empregados da empresa. Na época, dar forma a uma entidade de previdência e assistência social era um desafio. As referências para essa realização eram escassas e os recursos tecnológicos, precários. Tendo como norte a vontade de edificar a instituição que ampliaria os benefícios dos trabalhadores e de seus dependentes, Simões e seus companheiros persistiram e criaram, em 21 de outubro de 1971, a Fundação Copel de Previdência e Assistência Social.

Jayme de Camargo Simões Abrão Fuks Arturo Andreoli Edson Neves Guimarães João Carlos de Souza Lambach João José Brustolin João Laurindo de Souza Netto Luiz Gonzaga Paul Marcio Paladino Mesquita Osni Ristow Péricles Miró Tourinho Renato Antonio Johnsson Simão Melnick

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UMA BASE SÓLIDA PARA EDIFICAR IDEIAS

sni Ristow foi uma peça importante na construção da Fundação. Hoje aposentado, ele trabalhou na área de Serviço de Bem-Estar e Administração de Pessoal da Copel, sendo parte de seu quadro de empregados desde o fim de 1970. Quando a empresa de energia demonstrou interesse em dar suporte a uma nova entidade, Ristow, Simões e sua equipe empenharam esforços e estudaram fundos de pensão no Brasil e em outros países, a fim de usar experiências bem-sucedidas como base para os planos a serem criados. Segundo Luiz Gonzaga Paul, que entrou, em 1971, como Assistente Administrativo da Copel, as fontes de inspiração da equipe pioneira eram, sobretudo, a Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros), criada pela Petrobras em 1970, e a Real Grandeza – Fundação de Previdência e Assistência Social, instituída em 1971 pela Furnas Centrais Elétricas S.A. Paul participou do desenvolvimento da Fundação revisando textos e providenciando sua datilografia, reprodução e distribuição entre os integrantes do grupo. Sobre as dificuldades enfrentadas no período inicial, Osni Ristow, que foi o primeiro Diretor Administrativo da Fundação Copel – além de, posteriormente, ter ocupado os cargos de Presidente e membro do Conselho Curador e do

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Comitê de Investimentos – relembra: aplicar um novo conceito de entidade em uma época que oferecia pouco suporte tecnológico foi desafiador. “Mas, mesmo sendo um conceito de difícil entendimento à época, conseguimos com que 97% de toda a força de trabalho aderisse à fundação nos primeiros 60 dias”, comemora. João José Brustolin era, em 1971, assistente de Simões e também fez parte do conselho que deu forma à Fundação. Cuidava das arrecadações vindas através de doações para a nova entidade e, assim, tornou-se o primeiro diretor financeiro da instituição. “A presidência era reticente no início. Mas, então, Jayme e Osni começaram a fazer avaliações, montaram a parte contratual e tudo começou a se desenvolver”, conta. De acordo com Brustolin, no primeiro ano da nova organização, os conselheiros estiveram ocupados, essencialmente, em angariar recursos e planejar os serviços. A implementação de uma assistência médica oferecida pela entidade também passou a ser estudada. “Foi uma medida precursora na época”, relembra o aposentado.

“Foi uma medida precursora na época”, relembra o aposentado.

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“Uma das melhores escolhas de minha vida”, define.

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a busca por associados, Simões e seus companheiros percorreram o Paraná e conseguiram a filiação de trabalhadores que se interessaram por fazer parte desse novo ideal. A ideia refletia a inquietude dos colaboradores em relação aos anos que estavam por vir. Essa preocupação fez com que, em todas as cidades visitadas, o engajamento de empregados fosse substancial. Roberto Pontedura está entre aqueles que não titubearam na hora de abraçar a nova fundação. O aposentado era, na época, administrador do Sistema Pato Branco e assinou sua ficha de inscrição na presença do próprio Jayme de Camargo Simões. Depois disso, juntou-se à equipe do diretor administrativo em um périplo pela região, explicando as vantagens da Fundação e colhendo assinaturas de outros empregados. “A confiança nos dirigentes da Copel era absoluta, de modo que a adesão foi enorme diante dos benefícios que a nova entidade prometia”, explica. No ano de 1972, o plano previdenciário e a assistência de saúde começaram a vigorar. Nesse período, a Diretoria e o Conselho de Curadores da recém-criada fundação eram compostos por empregados nomeados por sua, até então, única patrocinadora: a Copel. A votação direta para representantes do conselho só surgiu quase dez anos mais tarde e, quando aconteceu, em 1981, elegeu Pontedura como seu primeiro membro. Hoje, como participante aposentado, ele faz parte do Conselho Deliberativo da instituição e fala com orgulho da Fundação para a qual contribuiu por tantos anos: “Uma das melhores escolhas de minha vida”, define.

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UMA TAREFA REALIZADA COM SUCESSO

s lembranças de Cândido Raimundo Mendes Pinto têm endereço certo: rua Doutor Muricy, número 328 – tal como puxa à memória o senhor de 80 anos. Lá, o engenheiro, que se aposentou pela Copel em 1992, foi gerente do escritório de distribuição de Curitiba – que, apesar do nome, envolvia diversas cidades do litoral e do interior do estado, mas não sua capital. Em 1971, Jayme de Camargo Simões bateu à porta do escritório e encarregou Cândido de uma

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tarefa complicada: visitar locais sob sua jurisdição e recrutar novos associados para a entidade previdenciária que acabara de ser fundada. Disposto a aceitar o desafio, o gerente, à época com 35 anos, percorreu o Paraná, passando por mais de 20 localidades para explicar aos empregados da Companhia Paranaense de Energia os benefícios da recém-criada Fundação Copel. “Fui a quase todos os lugares em que havia pelo menos um eletricista da Copel”, relembra. O esforço foi recompensado com a adesão de 100% do corpo de empregados ligados ao escritório de distribuição, gerando uma soma aproximada de 150 novos sócios-fundadores. “Levei as inscrições ao doutor Jaime Simões e ele ficou admirado. Agradeceu muito”, orgulha-se Mendes. Ele sabe que sua história é prova – viva em sua memória – da aceitação bem-sucedida de uma previdência complementar. A geração de trabalhadores da década de 1970 – e das que vieram depois dela – buscavam a segurança financeira que o recurso podia oferecer.

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UMA “ONDA DE BOAS IDEIAS” Lindolfo Zimmer, atual presidente da Fundação Copel.

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indolfo Zimmer, atual presidente da Fundação Copel, conhece bem a vontade por estabilidade que acometia os empregados naquele tempo. Em meados de 1966, ele trabalhou em uma empresa subsidiária da Copel, chamada Eletrocap – Central Elétrica Capivari-Cachoeira – e participou da construção da Usina Governador Parigot de Souza, inaugurada em 1971. Enquanto atuava na obra, Lindolfo e seus colegas receberam uma visita de Simões, de quem ouviram a proposta sobre a fundação preocupada com o bem-estar dos copelianos. “Era uma forma de garantir qualidade de vida no futuro. Todos gostaram muito”, recorda o presidente, que, logo após saber mais sobre a entidade, assinou seu nome na lista que reunia seus associados.

Segundo ele, a criação da Fundação recebia total apoio da diretoria da Copel e fez parte de uma “onda de boas ideias” que marcou o período entre 1960 e 1970. Essas duas décadas se caracterizaram pelo surgimento de empresas, principalmente públicas, formando entidades que ofereciam aos seus colaboradores serviços complementares de previdência. Na época, o sistema público previdenciário era representado pelos antigos, e hoje extintos, IAPs (Instituto de Aposentadoria e Pensões), instituídos a partir dos anos 1930, durante o governo de Getúlio Vargas. Anos mais tarde, em 1966, todos os institutos que atendiam os trabalhadores das mais diversas categorias foram unificados no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).

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UM “VOTO DE CONFIANÇA” ara o economista Rafael Burakovski, que trabalhou na Copel desde 1969 e foi Diretor Financeiro da Fundação em 2010, os planos previdenciários complementares se tornaram necessários quando, em todo o Brasil, começou-se a perceber que a previdência social teria dificuldades em amparar todos os trabalhadores. “As empresas começaram a se preocupar em deixar algo no futuro para seus funcionários”, afirma. Com isso e apesar de todas as dificuldades, os pioneiros da Fundação conseguiram associados com o que Burakovski chama de um “voto de confiança”. “O movimento começou de cima para baixo: se o gerente aderia, então os demais confiavam e aderiam também. Foi uma corrente boa”, conta o aposentado. Conforme explica, o aumento da busca por planos privados tinha o intuito de suprir possíveis carências que a previdência pública poderia gerar durante a aposentadoria. Assim, as entidades de previdência privada começaram a ganhar espaço.

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O PRIMEIRO PLANO

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ara que a Fundação cumprisse seu papel de oferecer assistência ao empregado e dar a ele a segurança de um futuro estável, era necessário criar um plano atraente e viável do ponto de vista financeiro. O primeiro plano da Fundação Copel, conhecido como Plano Básico e ativo a partir de 1972, consistia em um Benefício Definido (BD), no qual o participante contribuía e aumentava sua reserva, mas recebia, ao se aposentar, a média de seus 36 últimos meses de trabalho. O custeio do plano era influenciado pelo teto do INSS. Empregados que ganhavam até meio teto contribuíam com 3% de seu salário. De meio a um teto, o aporte subia para 4%; 7% se o salário estava entre 1 e 3 tetos. Essa era a margem para a contribuição, limitando, assim, o recebimento do benefício.

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responsabilidade com a qualidade de vida dos associados é pauta recorrente desde o início da Fundação e tem conexão com suas raízes. A instituição veio da Associação dos Funcionários da Copel, responsável por práticas esportivas e culturais dentro da empresa de eletricidade e, ao dar lugar à fundação, manteve na agenda as atividades ligadas ao bem-estar dos empregados. Luiz Cesar Annes começou na Copel em 1973, como auxiliar de office boy. Conheceu a Fundação em seu primeiro ano de vida e, logo que o fez, identificou-se com os serviços que ela oferecia. “Eu tinha 21 anos e era atleta, gostava dessa preocupação com qualidade de vida que a Fundação tinha”, conta. A afinidade com uma vida ativa levou Annes a, anos mais tarde, em 1998, assumir o divisão de

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Cultura e Esportes da instituição. Hoje, o aposentado é Presidente da Associação dos Participantes da Fundação Copel e lembra com carinho das atividades que realizou com associados e seus dependentes. “Meu trabalho era fazer projetos e programas de qualidade de vida. Tinha gincana, colônia de férias, jogos das crianças... eu cuidava dos filhos dos empregados e usava meus conhecimentos para transformar as atividades em recursos terapêuticos”, relembra o ex-copeliano, que é formado em Terapia Ocupacional e reconhece a importância da cultura e dos esportes na vida dos trabalhadores. Tempos depois, a área foi extinta e suas atividades passaram a ser responsabilidade dos clubes ligados à Copel e seus participantes.

INCENTIVO À CULTURA

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m 1974, os primeiros concursos culturais da Fundação foram instituídos. Desde seu início, a entidade se preocupava em incentivar o engajamento de empregados e participantes em projetos ligados à cultura e ao bem-estar. Anos mais tarde, em 1979, aconteceram o 1º ano do Festival de Música da entidade e o lançamento do 1º livro contendo o encontro das obras de literatura dos concursos culturais, fortalecendo o comprometimento da Fundação com atividades artísticas e educativas.

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primeiro plano de saúde da Fundação Copel surgiu em 1989, com a intenção de oferecer, aos seus contribuintes, recursos complementares relacionados a gastos médico-hospitalares. Já na época, a entidade procurava inovar, trazendo ao seu modelo de plano cobertura odontológica e farmacêutica.

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C O M E Ç O DO

P R O S A Ú D E Hélio José Pizzatto, presidente da Fundação Copel entre 1988-1993 e 2011-2013.

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ogo na década de 1970, foi criada a assistência de saúde autogerida da Fundação. Ainda não era configurada como um plano de saúde, mas sim como um adendo; um serviço singular com o intuito de tornar a vida dos empregados melhor. Seu formato era o de uma caixa de assistência dos recursos humanos da Copel. Uma concessão realizada por meio da patrocinadora instituidora, que custeava o benefício e deixava seu gerenciamento a cargo da Fundação. No fim dos anos 1970 e início de 1980, a assistência se tornou um convênio, bancado pela patrocinadora Copel e gerenciado pela entidade previdenciária. Em dezembro de 1989, o plano PROSAÚDE foi criado com o intuito de assegurar recursos complementares destinados a auxiliar nas despesas médico-hospitalares dos beneficiários. Seu caráter era opcional – ou seja, não vinculado ao plano previdenciário – e a contribuição, mensal. Possuía três modalidades: a standard, a geral e a master, com abrangências e limites de cobertura diferentes.

Na época, o plano já contava com auxílio para medicamentos e cobertura odontológica; um diferencial, inclusive nos dias de hoje, afirma o atual Gerente do Departamento de Gestão e Regulação à Saúde, Carlos Borges Machado. No início da década de 1990, 29.833 pessoas já se beneficiavam das modalidades do PROSAÚDE. Hélio José Pizzatto, presidente da Fundação Copel entre 1988 e 1993 – que retorna de 2011 a 2013, em seu segundo mandato –, conta que o PROSAÚDE foi desenvolvido em processo de aprendizado com outras entidades que também autogeriam seus planos de saúde – possibilidade findada em 2001, quando a ANS proibiu que novas instituições fizessem a gestão de seus próprios planos. “O principal problema na ocasião era de como remunerar os hospitais. Então, a associação de entidades com plano autopatrocinado no Paraná desenvolveu um modelo de avaliação dessas instituições. Colocamos equipes para visita-las e classifica-las”, explica. Tempos mais tarde, afirma, esse modelo de avaliação foi aperfeiçoado pela União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas).

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erca de 20 anos após sua criação, a Fundação Copel viveu a primeira mudança significativa em seu plano previdenciário. Além disso, o Plano Pecúlio, de indenização em casos de falecimento ou acidentes, entrou em cena. A entidade vivia uma época de desenvolvimento pleno, firmando sua identidade visual. Os últimos anos também foram marcados por uma nova alteração em sua previdência: o Plano III entrava em vigência.

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PLANO COMPLEMENTAR: MUDANÇA A FAVOR DO FUTURO

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ambém em 1991, outro avanço em direção ao bem-estar dos empregados foi implementado na Fundação Copel. No dia 30 de julho, o Plano Pecúlio surgiu como um benefício que indeniza o colaborador e sua família em casos de falecimento ou acidentes e doenças que resultem em invalidez. O modelo, que não é feito por meio de regime de capitalização, é realizado com contribuição por repartição e serve como alternativa mais barata a um seguro de vida.

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Fundação Copel em sua terceira sede, na rua Carlos de Carvalho.

PLANO PECÚLIO: SEGURANÇA PARA O PRESENTE

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m 1991, o até então vigente Plano Previdenciário Básico saiu de cena. Sua configuração, que era a de um Benefício Definido (BD) influenciado pelo teto do INSS, sofreu alterações e deu forma a um novo plano: o Complementar. Nele, ficou para trás a limitação imposta pelo teto. O participante podia receber um benefício mais alto e, para isso, contribuía mais na fase de acumulação de recursos. O plano apresentava vantagens em comparação ao seu antecessor. Sem a antiga barreira travando o custeio, os contribuintes que desejavam investir mais no futuro podiam contar com um retorno mais alto durante a aposentadoria. Por isso, em sua época de implementação, foi oferecida aos empregados a oportunidade de migrar para o novo modelo de previdência.

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“Ele queria algo que mostrasse proximidade com pessoas. Porque nosso objetivo sempre foi cuidar delas”

ma imagem que lembrasse a patrocinadora instituidora, Copel, mas que, principalmente, tivesse vínculo com pessoas. Foi esse o pedido que o, então, presidente da Fundação, Luis César Miara, fez à Rosimery Kloss quando solicitou, em 1997, um logotipo próprio para a organização. “Ele queria algo que mostrasse proximidade com pessoas. Porque nosso objetivo sempre foi cuidar delas”, conta ela, que trabalha na Fundação Copel há 25 anos e, hoje, faz parte da Assessoria de Gestão de Pessoas. Até a data, a instituição fazia uso da identidade visual da Copel, sua “empresa mãe”. A ideia de Miara era dar à Fundação seu próprio rosto, para que ele pudesse ser impresso em cartas, comunicados e documentos. Para atender à demanda, Rosimery usou a logo da patrocinadora ao fundo e, em primeiro plano, um grupo de pessoas que representaria os associados por quem a organização sempre trabalhou. O ano também corresponde ao lançamento do primeiro site da Fundação. Segundo Rosimery, ele era “bem rudimentar” e havia sido feito na própria Copel; uma colaboração entre os técnicos de informática da empresa e sua área de comunicação. “Naquele tempo, eu ia à Copel para aprender HTML”, relembra Kloss, que participou desse passo tecnológico dado pela entidade. O Diretor Administrativo da época era Sérgio Santi e, de acordo com a funcionária, foi o principal responsável por essa revolução. “Ele é que implementou a ideia de termos o próprio site. Foi quem deu o chute inicial”, afirma.

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ntre o fim da década de 1980 e começo de 1990, 82% dos planos previdenciários no Brasil seguiam o modelo de Benefício Definido. Consequentemente, a Fundação Copel também se encontrava ligada a essa tendência. Mas, em 1998, o plano BD perde força devido à disparidade entre arrecadação e repasse de benefícios e dá espaço ao terceiro modelo previdenciário da instituição: o Plano III, com Contribuição Variável (CV).

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esse plano de previdência, a regra de teto do INSS e o cálculo de benefícios, tal como feito nos planos anteriores, não vigoram. O montante guardado pelo empregado é aplicado em um fundo coletivo e, baseado em premissas atuariais, corresponde àquilo que ele receberá em sua aposentadoria. Em meados de 1998, aproximadamente 2.480 participantes migraram para o Plano III. Hoje, são mais de 9.300 contribuintes ativos. Nos antigos modelos BD do início da década, restaram cerca de 3.200 aposentados. Celso Andretta trabalhou na Fundação Copel de 1996 a 2013, atuando como gerente do Departamento de Benefícios Previdenciários e, posteriormente, como diretor de Administração e Seguridade da instituição. Segundo o aposentado, em todo o Paraná, apenas duas

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entidades fechadas de previdência complementar continuam usando o modelo BD – e, como afirma, uma delas já estuda mudanças. Para ele, o Plano III representa um investimento mais seguro, já que forma e faz uso de uma reserva alimentada pelo participante durante o tempo de contribuição, não sendo mais impactado diretamente pelo ganho real do empregado. Sugestão de destaque: Em todo o Paraná, apenas duas entidades fechadas de fechadas de previdência complementar continuam usando o modelo BD – e, como afirma, uma delas já estuda mudanças. Para ele, o Plano III representa um investimento mais seguro, já que forma e faz uso de uma reserva alimentada pelo participante durante o tempo de contribuição, não sendo mais impactado diretamente pelo ganho real do empregado.

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s anos 2000 representaram uma nova era para a Fundação. No início da década, a entidade foi desvinculada da patrocinadora Copel e ganhou um quadro próprio de empregados. Também se instalou em uma nova sede, abrigando-se na rua Treze de Maio, 616; seu endereço até hoje. Outro grande marco foi o surgimento do primeiro plano de saúde registrado da instituição. O novo milênio trouxe avanços importantes para a Fundação, seus participantes e empregados.

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virada do século consistiu em uma guinada para a Fundação Copel. Em 2000, novas empresas passaram a compor o quadro de patrocinadoras da entidade. Até o fim de 1990, apenas a Copel ocupava tal espaço. Depois disso, em um curto espaço de tempo, os Institutos Lactec, a Escoelectric, a Tradener e a Companhia Paranaense de Gás (Compagas) também preencheram o posto; todos interessados nos serviços de qualidade que a Fundação oferecia. Das empresas que atualmente patrocinam a Fundação, apenas a Usina Elétrica a Gás de Araucária (UEGA) as Centrais Elétricas do Rio Jordão (ELEJOR) o fizeram mais tarde; em 2013 e 2015, respectivamente.

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s novas regras exigiram mais do que alterações no corpo de empregados da empresa. Levaram, também, a mudanças em seu plano de saúde. Ainda em 2001, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) surgiu para cumprir a Lei nº 9.656, criada em 1998, determinando que todos os planos no Brasil fossem registrados e regularizados. Assim, o PROSAÚDE foi unificado e reformado, em 1998, buscando seguir os moldes colocados pela Agência. No ano de 2001, a Fundação Copel recebeu a autorização da ANS para implementar o plano ajustado.

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m 2001, a Fundação, que era uma superintendência da patrocinadora Copel, tornou-se uma empresa por si só. Com isso, empregados que, até então, tinham seu registro na Companhia Paranaense de Energia e trabalhavam em seu órgão de previdência e assistência tiveram a possibilidade de compor o novo quadro de empregados da entidade ou encontrar outro espaço na companhia de energia. 54 colaboradores resolveram continuar na fundação. Entre eles, Claudia Cristina Cardoso de Lima, que entrou na empresa em 1993 e, atualmente, é Diretora de Administração e Seguridade da Fundação Copel. “No dia 31 de agosto, recebi a baixa na carteira de trabalho. Dia 1º de setembro, já estava registrada como empregada da Fundação”, conta a diretora, que define o acontecimento como um divisor de águas dentro da entidade. Segundo ela, o começo do novo milênio trouxe mudanças que acompanham a instituição até os dias atuais; novas medidas, regulamentos, e

Claudia Cristina Cardoso de Lima, Diretora de Administração e Seguridade.

órgãos normativos foram pontos importantes para que isso acontecesse. “Iniciamos o quadro com 54 empregados, mas com o aumento do porte da Fundação Copel, também ampliamos nossa força de trabalho”, afirma. Como principais motivos para esse crescimento, Claudia aponta dois: o aumento do número de participantes e a ampliação da regulação sobre os produtos Saúde e Previdência da Fundação.

Como principais motivos para esse crescimento, Claudia aponta dois: o aumento do número de participantes e a ampliação da regulação sobre o trabalho da Fundação.

UMA ÉPOCA DE CONQUISTAS

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m 2001, a Fundação Copel ganha Prêmio Nacional Abrapp de Qualidade e Prêmio Destaque em Estratégias e Planos. No ano seguinte, em 2002, a entidade muda de casa de novo. Dessa vez, deixa a rua Carlos de Carvalho para ser alocada em seu atual endereço: rua Treze de Maio, 616, em Curitiba. Nesse mesmo ano, conquista a norma ISO 9001:2000, atestando a gestão de qualidade da organização.

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riada para assegurar solidez na hora de investir os recursos da Fundação, a Política de Investimentos surgiu em 2002 e tem sido aprimorada com o tempo. Segundo José Carlos Lakoski, atual Diretor Financeiro da entidade, essas regras estabelecidas garantem um grau cada vez maior de segurança nos investimentos, ampliando os resultados adquiridos e dando mais transparência a todo o processo. “Nos últimos 10 anos, não tivemos nenhum problema de default”, conta o diretor, atestando a importância das políticas instituídas. Para serem efetivas, são revistas a cada ano e levam em consideração as características de cada plano, o cenário econômico, princípios de diversificação e os resultados de estudos técnicos que são elaborados por consultorias. Para o diretor, outros marcos da área de investimento foram os surgimentos do Comitê Externo de Investimentos, criado em 2004, e do Comitê Interno, em 2014, para ajudar a monitorar o setor financeiro da Fundação e os investimentos realizados.

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EDUCAR PARA POUPAR E INVESTIR

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ma das obrigatoriedades das entidades fechadas de previdência complementar é transmitir a seus participantes valores ligados à educação financeira e previdenciária. Esse é um cuidado que acompanha a Fundação Copel já em seu início, mas que ganhou forças com os estímulos da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) que, desde 2008, incentiva instituições a desenvolver programas que ajudem seus contribuintes a entender melhor planos de benefícios e investimentos em previdência. De acordo com o atual Gerente de Departamento de Benefícios Previdenciários, Glewerson Caron, a Fundação Copel tem apostado cada vez mais na educação financeira de seus participantes. Segundo ele, a entidade realiza

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parcerias com suas patrocinadoras para chegar a seus participantes e, então, trabalhar a gestão de dinheiro e benefícios de acordo com a realidade de cada um deles. Os empregados ativos recebem instruções relativas a controle financeiro e à importância de investir na previdência. “É como funciona a educação previdenciária: mostramos como poupar para que o colaborador possa, em seguida, contribuir para a previdência e garantir um futuro melhor”, explica. Já os aposentados são instigados a repensar sua educação financeira. “Procuramos mostrar como fazer com que o dinheiro do benefício dure”, diz Caron. Tudo isso é feito por meio de palestras, eventos e capacitações. Especialistas e outros convidados contribuem para que os participantes entendam mais sobre a importância de poupar e investir e, dessa forma, tomem decisões mais conscientes em relação ao seu futuro.

“(...) mostramos como poupar para que o colaborador possa, em seguida, contribuir para a previdência e garantir um futuro melhor”.

NOVAS ÁREAS, NOVOS MEMBROS

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ara Claudia Cristina Cardoso de Lima, a instauração da resolução de número 13 do Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC), em 2004, também constituiu um marco na história da Fundação Copel. A medida, que estabelece princípios, regras e práticas de governança, gestão e controles internos em entidades fechadas de previdência complementar, exigiu a ampliação do escopo de atuação da empresa. “Precisamos de mais empregados. Foram formados novos núcleos e áreas para atender a demandas cobradas pela ANS, por exemplo”, explica a diretora, que também cita a criação de uma ouvidoria como mudança importante.

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29 Glewerson Caron, Gerente de Departamento de Benefícios Previdenciários.


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anos! A entidade que nasceu com o objetivo de oferecer estabilidade e qualidade de vida aos empregados da Copel, enfim, alcança as quatro décadas de trabalho. Em comemoração, a Fundação Copel ganha um novo logotipo e formaliza o mote que sempre guiou seus serviços: viver melhor, viver mais. É claro que, em plena década de 2010, a instituição não poderia ficar de fora da onda tecnológica que nos alcançou; ela modernizou suas ferramentas de comunicação e investiu em tecnologia da informação para melhorar seus serviços.

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S E M P R E À F R E N T E

40 ANOS, C A R A N O V A ara comemorar suas quatro décadas de existência, a Fundação Copel renovou sua imagem em 2011, apostando em uma identidade visual mais simples e moderna, que, ao mesmo tempo, transmitiu os valores tradicionais que a organização carrega desde seu princípio. O novo logotipo – uma seta azul direcionada ao logo da Copel – representou o cuidado que a entidade quarentona sempre empregou às suas patrocinadoras e aos seus empregados. Essa dedicação também ficou evidente em seu novo slogan: viver melhor, viver mais. A frase traduziu de maneira direta aquilo que a empresa faz desde sua criação: atentar à qualidade de vida das pessoas. Com essa nova marca, a Fundação consolidou uma nova fase.

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MUDANÇAS NO

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PROSAÚDE II

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ara se adequar à Resolução Normativa 195 e a outras normas da Agência Nacional de Saúde, o plano PROSAÚDE II surgiu no ano de 2011. A exigência era o cumprimento do rol de cobertura mínima da ANS. Depois de realizadas as adequações, a Fundação alterou e registrou, então, seu segundo plano.

Da esquerda para a direita de cima para baixo: Edson Neves Guimarães, um dos sócios-fundadores homenageados, recebendo condecorações de José Carlos Loureiro na comemoração de 40 anos da Fundação Copel; João José Brustolin e Rosilene Fiorese Schreiber; Luiz Gonzaga Paul e João Matiak Slonik; Osni Ristow e Antonio Sérgio Guetter; Renato Antonio Johnsson e João Stein; Simão Melnick e João Stein.

em

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a entidade passou por mais uma am-

pliação em seu quadro de

“O mundo mudou e a Fundação Copel acompanhou essa mudança”

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empregados. Com anos de experiência na área de administração e gestão de pessoas, a Diretora de Administração e Seguridade, Claudia, lembra que a expansão do quadro se deu devido a uma recomendação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

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“Não era mais possível utilizar empregados da Copel em tarefas da Fundação. Por isso, contratamos mais 28 pessoas para trabalharem nas cidades do interior como agentes regionais”, recorda. Além da mudança evidente, Claudia também aponta avanços na conduta da entidade como um todo. “De cinco anos para cá, a Fundação abriu-se bastante, evoluiu”, comenta. Segundo ela, a organização assumiu suas tarefas com mais transparência e passou a investir em projetos de vanguarda, que se preocupam em melhorar conceitos e transformar serviços já oferecidos pela entidade. “Aproximamos nossa comunicação das pessoas e participamos de estudos sobre saúde e previdência, de comissões técnicas em diversas áreas em âmbito nacional”, conta a diretora. “O mundo mudou e a Fundação Copel acompanhou essa mudança”, completa.

VIVER COM SAÚDE

TRANQUILIDADE FINANCEIRA

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o ano de 2012, um novo passo foi dado em direção à vida saudável dos participantes: a implementação do programa Viva com Saúde. O projeto traz uma série de ações em prol da prevenção de doenças e da promoção da saúde do participante. Com isso, visa mais que melhorias imediatas. Busca, a médio e longo prazo, estender a expectativa de vida e tornar menos frequente aquela incômoda visita aos hospitais.

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a mesma época, a gestão previdenciária da entidade reforçou sua frente de educação financeira com o programa Viva Tranquilo, que procura conscientizar o público sobre a importância de um plano de previdência complementar. “Por meio dele, desenvolvemos ações educativas para públicos distintos, com linguagens específicas para jovens, crianças, adultos e aposentados”, explica o gerente Glewerson Caron.

“Por meio dele, desenvolvemos ações educativas para públicos distintos (...)“

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12-15 UM TOQUE DE

M O D E R N I D A D E

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inovação tecnológica, com certeza, foi parte dessa nova etapa da Fundação Copel. O site da entidade, criado em 1997, virou, em 2014, um portal mais moderno e responsivo. A empresa também fortaleceu suas operações usando a seu favor a tecnologia da informação. O projeto Colmeia, por exemplo, consistiu em uma mudança nos sistemas da Fundação. A alternativa surgiu para suprir uma demanda causada pelo aumento do número de participantes e também pela necessidade de transparência dentro de processos. O novo sistema de informação tornou a busca por dados mais rápida e precisa, dando ao usuário a possibilidade de acompanhar suas informações e seu atendimento via WEB. A saúde também ganhou um forte impulso dado pela tecnologia. Em 2015, o cartão digital surgiu

COMITÊ INTERNO DE INVESTIMENTOS 34

como uma alternativa à carteirinha impressa do plano de saúde, facilitando a identificação do beneficiário. Com o recurso, participantes puderam tornar o acesso ao plano mais simples, além de tornar seu uso mais cômodo, já que o novo cartão não apresenta validade como o antigo. Outra novidade tecnológica implementada em 2015 foi o Autorizador Eletrônico. A medida facilitou a autorização de procedimentos do plano de saúde, permitindo que o prestador, com os documentos do beneficiário em mãos, acesse um sistema e consiga a liberação de consultas, exames e terapia na hora, trazendo mais comodidade para os beneficiários. “Antes, eles precisavam ir à Fundação e, depois, ao prestador. Agora, o prestador pode resolver essas questões por meio do sistema eletrônico”, conta Angela Roberta Barcelar de Souza, analista de saúde da entidade.

ONDE ESTAMOS?

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m um presente repleto de orgulho e avanços; é onde se encontra a Fundação Copel. No ano de 2016, o plano PROSAÚDE III entrou em vigor, a entidade investe com segurança e a aposta na tecnologia é cada vez maior. A busca por progredir e melhorar os atendimentos aos participantes é parte do que a organização vive, hoje. Tanto que, neste ano, ela mudou seu slogan: viva melhor, viva mais. Tudo para mostrar que qualidade e longevidade são virtudes para conquistar agora. E, com muita dedicação, o objetivo é chegar cada vez mais longe.

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m 2014, foi criado o Comitê Interno de Investimentos da Fundação Copel. O órgão surgiu com o objetivo de analisar e deliberar sobre assuntos que envolvem investimentos dos planos administrados pela entidade. Entre outras tarefas, ele seleciona gestores externos de recursos e revisita a Política e o Manual de Investimentos da organização em reuniões periódicas, tornando o processo de investir mais seguro e transparente. O Comitê é composto pela Diretoria Executiva da Fundação – constituída pelo Presidente, Diretora de Administração e Seguridade e Diretor Financeiro –, em conjunto com os gestores das áreas de investimento.

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ORGULHO DO PRESENTE

ALIADOS DA

TECNOLOGIA

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ambém em 2016, a Fundação ganhou atendimento em versão mobile. O investimento em tecnologia da informação tornou possível que o participante consulte a rede credenciada do plano de saúde, veja seu extrato e adquira informações relativas à previdência, tudo em poucos toques de uma tela. O objetivo, segundo o responsável técnico pelo plano de saúde da Fundação, dr. Luiz Henrique Picolo Furlan, é facilitar a utilização dos planos e, consequentemente, a vida do usuário.

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uarenta e cinco anos de desenvolvimento não são poucos. Contá-los, então, não é tarefa fácil. Mas é importante – e muito gratificante – conhecer os obstáculos ciais para oferecer segurança e estabilidade no e as superações pelas quais a Fundação Copel dia a dia com créditos baratos e acessíveis. “É passou em cada fase de sua existência. Assim, por isso que copelianos ativos e aposentados pode-se compreender como a instituição se defendem aguerridamente essa entidade que tornou o 14ª maior fundo de pensão do país, toca nosso coração. Somamos esforços aos segundo o ranking da Associação Brasileira das que trabalham nela para garantir à Fundação Entidades Fechadas de Previdência Complea mesma vida longa que ela nos garante”, diz mentar (ABRAPP), e se mantém até hoje como com convicção. a maior instituição do gênero na região Sul. 41 A diretora Claudia Cristina Cardoso de Lima mil vidas não fecham uma conta pequena. E é também sente no peito o orgulho da entidaesse o número aproximado de pessoas impactade onde construiu sua carreira. Há 23 anos na das pelas atividades da Fundação, enFundação Copel, ela lembra de sua tre participantes ativos, aposentados, “Somamos es- vontade de crescer na instituição, de pensionistas e dependentes, desde forços aos que seus esforços para tal e da forma com seu surgimento. trabalham nela que a organização a incentivou a esLuiz Gonzaga Paul, que foi Assistenpara garantir tudar e recompensou sua dedicação te Administrativo da Copel em 1971, à Fundação a com o posto que ocupa hoje. “Entre é, certamente, uma das pessoas que mesma vida tantas coisas que a Fundação me proteve sua vida marcada pela entidade. porcionou, o crescimento foi uma delonga que ela las”, afirma. E, tratando-se de gratidão Recorda com carinho a organização nos garante” pela entidade há 45 anos instituída, o que viu nascer e, como ele mesmo diz, crescer e atingir “plena maturipresidente Lindolfo Zimmer também dade, com iniciativas que a colocam entre as tem palavras a dizer: “Eu sou feliz por ter tido maiores e melhores fundações do gênero no a oportunidade de percorrer esse caminho. Foi Brasil”. Para ele, já aposentado, a previdência uma garantia de qualidade de vida para mim e complementar e o plano de saúde são essenpara outras pessoas”.

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UM NOVO PLANO:

PROSAÚDE III

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m 2016, o plano PROSAÚDE III entrou em vigência para novos beneficiários. Segundo o Analista de Saúde, José Carlos Richter, seu diferencial é a adequação da mensalidade às faixas etárias. Quanto à cobertura, é ampla, assim como no PROSAÚDE II. Medicamentos para neoplasia são cobertos em 100%. Os imunobiológicos, também. O percentual de subsídio farmacêutico referente à cobertura é de 50%. Richter conta que, certa vez, recebeu uma carta de um dos beneficiários, “fazendo vários elogios e agradecendo pela oportunidade de saúde melhor para ele e para a esposa”.

INVESTIMENTOS, HOJE

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m relação aos investimentos, a Fundação caminha com solidez; é o que garante o Diretor Financeiro da entidade, José Carlos Lakoski. Nos últimos anos, o trabalho de aprimoramento dos processos de gestão de riscos, análises e controle dos investimentos e a qualificação profissional do recursos humanos tornaram estes processos mais eficientes e seguros. “Aperfeiçoamos cada vez mais essa área extremamente estratégica. Afinal, é ela quem faz a gestão do montante dos recursos financeiros da entidade”, afirma Lakoski. Para ele, isso tem rendido resultados positivos para a organização. “Hoje, nossos planos são sólidos. Garantindo sem sustos os pagamentos dos benefícios dos planos previdenciários e o equilíbrio do plano de saúde”, atesta.

José Carlos Lakoski, Diretor Financeiro da Fundação.

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AONDE VAMOS

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novar sempre foi um talento da Fundação. Desde seu início, quando surgiu como uma entidade pronta para oferecer suporte aos seus participantes e disposta a investir, com eles, em uma vida melhor, até os dias atuais, em que faz uso da tecnologia e do conhecimento adquirido com muitos estudos para tornar seu atendimento ainda mais eficaz. Mas, claro, é

possível contar com uma ainda mais farta porção de novidades no futuro. Os investimentos ganharão patamares cada vez mais altos e a qualidade dos serviços que a Fundação Copel oferece, também. Além disso, a valorização do participante foi e sempre será o foco do trabalho da entidade. Então, quer descobrir ela reserva para os próximos anos? Vire a página.

FUNDAÇÃO PIONEIRA

RUMO A NOVOS HORIZONTES

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m uma entidade marcada por desenvolvimento, o futuro não poderia guardar menos do que uma boa dose de inovação. Atualmente, a Fundação Copel estuda um novo plano previdenciário que será pioneiro no Brasil. É o plano de Ambição Definida (AD), uma possível evolução nos modelos de benefício tradicionais, tornando o plano de Benefício Definido (BD) mais flexível ou oferecendo melhor gestão de riscos aos participantes do modelo de Contribuição Definida (CD). A alternativa é vantajosa e representa um intermédio entre ambos os planos. Isso porque, na fase de acumulação de recursos e durante o estágio inicial do benefício, o plano tem características de CD. Quando o dinheiro acaba, ele assume a forma de um BD. “São torneiras que você abre na hora certa para sustentar o plano”, explica o gerente de previdência, Glewerson Caron.

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a área da saúde, o futuro é guiado pela tecnologia. De acordo com o médico responsável e técnico pelos planos de saúde da Fundação Copel Luiz Henrique Picolo Furlan, a tendência para os próximos anos é investir cada vez mais em tecnologia da informação e usar esses recursos para reduzir burocracias e agilizar atendimentos. Otimizar a rede de médicos credenciados também é um objetivo a ser alcançado. “Estamos trabalhando em uma rede que trabalhe em parceria com o plano. No futuro, ela pode até ser mais enxuta, mas contará com conveniados mais parceiros”, explica. Todos esses avanços surgem para favorecer o beneficiário. “Nossa meta é atender com mais qualidade e rapidez”, conta o doutor. Assim, os beneficiários têm a oportunidade de ter mais qualidade de vida, tal como a Fundação Copel espera.

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I N V E S T I N D O NO F

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osé Carlos Lakoski, Diretor Financeiro da Fundação, tem uma visão positiva do amanhã: tudo o que foi construído ao longo das últimas décadas pode assegurar bons resultados para a entidade nos próximos anos, afirma. “O caminho para o futuro já foi pavimentado”, garante o diretor, explicando que as estratégias relativas a investimentos são pensadas a longo prazo e definidas com base em estudos técnicos realizados anualmente, a fim de honrar o compromisso com os benefícios dos participantes. Para ele, os investimentos seguros que a Fundação tem feito trarão ótimos frutos; e o futuro será o tempo certo para colhê-los.

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Olhar para o que vem pela frente e agir pensando no próximo passo são métricas que a Fundação pretende levar para os próximos anos. Para a diretora Claudia, “A previdência não é mais como antigamente. Hoje, é um desafio diferente”. Segundo ela, a atual situação da previdência social no país, a ampliação da expectativa de vida do brasileiro e, principalmente, a busca constante do jovem trabalhador por novas experiências são questões que pedem por uma reinvenção da comunicação e dos serviços das entidades de previdência complementar. A Fundação Copel, garante ela, vem fazendo sua tarefa de casa. “O que fazemos para atrair os jovens? Apostamos em programas voltados para a consciência previdenciária”, afirma.

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A SAÚDE, AMANHÃ

Dr. Luiz Henrique Picolo Furlan.

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om inovação e empenho, a entidade pretende continuar a investir no amanhã, apostando em novos programas e participando de eventos e estudos que visem o avanço da previdência e da saúde e, consequentemente, o bem-estar de seus beneficiários. “Temos que estar sempre à frente. Somos incentivadores disso”, orgulha-se a Diretora de Administração e Seguridade. Um relacionamento cada vez mais humanizado também é pauta para o futuro. Afinal, o objetivo de fazer com que seus participantes vivam sempre mais e melhor é o norte que guia a Fundação. E, se em quarenta e cinco anos de trabalho ela superou tantos obstáculos, quem pode limitar as conquistas que ainda estão por vir? Pode não ser fácil prever as barreiras que se erguem ao longo do caminho, mas é certo que a Fundação Copel seguirá resiliente, mantendo o equilíbrio para buscar a perpetuidade e um futuro cada vez melhor.

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Revista Toda Vida - 2ª ed  
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