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Sementes de Esperança

Folha de Oração em Comunhão com a Igreja que Sofre

Julho/Agosto 2012


Intenção de Oração do Santo Padre Intenção Geral Julho | Trabalho para todos Para que todos tenham trabalho e o possam realizar em condições de estabilidade e segurança. Agosto | Respeito pelos presos Para que os presos sejam tratados com justiça e seja respeitada a sua dignidade.

Intenção Missionária Julho | Por um voluntariado que seja testemunho Para que todos os voluntários cristãos, presentes nos territórios de missão, saibam dar testemunho da caridade de Cristo. Agosto | Jovens, testemunhas de Cristo Para que os jovens, chamados ao seguimento de Cristo, se disponham a proclamar e testemunhar o Evangelho até aos confins da terra.

Intenção Nacional Pelas mulheres cristãs e por todas as mulheres de boa vontade, para que não percam o sentido da sua dignidade e da sua vocação de esposas fiéis e de mães, e não sacrifiquem esta vocação e missão nem à carreira nem à realização profissional, pois é assim, como santuário sagrado da vida, que elas têm em si a possibilidade de inventar um novo mundo. SEMENTES DE ESPERANÇA Folha Mensal de Oração em Comunhão com a Igreja que Sofre PROPRIEDADE Fundação AIS, Rua Prof. Orlando Ribeiro, 5 D, 1600-796 Lisboa CONTACTOS Tel.: 217 544 000, fundacao-ais@fundacao-ais.pt, www.fundacao-ais.pt REDACÇÃO P. José Jacinto Ferreira de Farias, scj, Maria de Fátima Silva, Alexandra Ferreira, Ana Vieira e Félix Lungu FOTOS © Fundação AIS; © Raphaelle Autric; © EPA DISTRIBUIÇÃO Gratuita, mediante simples pedido PERIODICIDADE 11 Edições Anuais IMPRESSÃO Gráfica Artipol PAGINAÇÃO JSDesign DIRECTORA Catarina Martins de Bettencourt

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Reflectir

A graça necessária para realizar o bem No ano de 418 o Concílio de Cartago declarou que o auxílio da graça é necessário para que o homem possa realizar o bem que sabe que deve e deseja praticar. Isto quer dizer que o saber, a instrução não é o mesmo que a salvação. Pelágio pensava que a graça seria apenas um auxílio que tornaria mais fácil o que o homem por si mesmo poderia realizar. O concílio de Cartago consagrou a opinião de Santo Agostinho, seguramente um dos homens mais inteligentes da história do Ocidente, e que mesmo assim fez a experiência dos paradoxos e das contradições da liberdade. Isto vem a propósito de uma notícia que me chegou nestes dias e que, aliás, já conhecia, sobre a expansão extraordinária do Islão na Europa e no mundo: o domínio total sobre a Europa e sobre o mundo é uma questão de tempo, pois o futuro da Europa e do mundo está na barriga das suas mulheres. O que é que a Europa e o mundo fazem para contrariar esta tendência que parece irreversível? Se o futuro do Islão na Europa e no mundo está na barriga das suas mulheres, o que fazem as europeias? O que fazem as cristãs? Não há dúvida que o mal hoje no Ocidente desenvolvido e rico é que os homens e as mulheres rejeitaram a sua condição de filhos e por isso não aceitam nem vivem a sua vocação de pais e de mães. Os europeus, ao contrário dos muçulmanos, não acreditam em Deus, não são obedientes à Sua lei nem cultivam o temor de Deus, e por isso tudo sacrificam à carreira e à realização profissionais. As gerações não se renovam; vivemos numa sociedade a envelhecer e a perspectiva é, portanto, de uma solidão infernal. Mais: promove-se o divórcio, a infidelidade conjugal, o adultério, pratica-se o aborto. Em Portugal, desde que aquela lei fatal foi aprovada, já foram impedidas de viver tantas crianças como os habitantes de uma cidade como Ponta Delgada.

O futuro da Europa e do mundo civilizado deveria estar também na barriga das mulheres, mas as europeias, inclusive as portuguesas, não querem ser mães. Não querem ou se querem não podem, não conseguem, porque não têm força para isso, aquela força que não vem apenas da boa vontade nem das condições sociais e económicas, mas da graça de Deus, força que se colhe na experiência da fé. Mas como será isso possível se deixaram, os homens e as mulheres do nosso tempo, de acreditar em Deus, de respeitar e de obedecer à Sua vontade? Há porém alguns, um pequeno resto, que continua a acreditar na vida e a arriscar. Estou a pensar nos Neocatecúmenos, que arriscam nos bens e estão abertos à vida; e em menor grau de intensidade, em alguns movimentos de espiritualidade como a Comunhão e Libertação, o Opus Dei, as Equipas de Casais de Nossa Senhora. Mas porque é que estes conseguem e os outros não? Porque estes acreditam, procuram colocar no centro da sua existência a realização da vontade de Deus; obedecem aos mandamentos da lei de Deus e à Igreja. E são estes, como resto e como semente, que são o fermento da esperança de que o bem, tão frágil e tão insignificante, seja mais forte que o mal e detenha o ódio e a violência, que as forças do mal, numa precipitação nervosa e violenta, porque têm pouco tempo, exercem contra a Igreja. Como proclamava o Concílio de Cartago, os homens e sobretudo as mulheres cristãs do nosso tempo precisam do auxílio da graça para realizarem o bem que, por si mesmos e abandonados a si mesmos, não são capazes de fazer: acreditar na vida e partilhá-la, transmiti-la, pois este é o maior bem, o bem de ser, de existir, como graça e como dom de Deus.

P. José Jacinto Ferreira de Farias, scj Assistente Eclesiástico da Fundação AIS

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Palestina Territórios Palestinianos (Nome oficial, enquanto se espera a criação dum Estado em virtude dos acordos de Oslo) Superfície 6.020 Km2

População 4,3 milhões de habitantes Religiões Cristãos Muçulmanos Judeus Língua oficial Árabe

Palestina

Vocações em baixa, católicos em alta Na Palestina, os cristãos representam 1,2% da população, maioritariamente de rito latino. Mas todos os anos são cada vez mais numerosos os que seguem o caminho do exílio. Que podem eles esperar da criação dum Estado Palestiniano soberano?

A PALESTINA À CONQUISTA DA ONU Foi um momento histórico. A 23 de Setembro de 2011, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, pediu o reconhecimento da Palestina como Estado membro das Nações Unidas, que deveria ser estabelecido com base nas fronteiras definidas em 1967, englobando, portanto, a Cisjordânia, a faixa de Gaza e Jerusalém Leste como capital. O dossier agitou a ONU. Mahmoud Abbas quis aproveitar-se da dinâmica do movimento árabe, largamente 4

elogiado por todos os ocidentais nas Nações Unidas, para desenterrar o dossier palestiniano, que se encontrava pura e simplesmente parado há 18 meses. Israel opôs-se ferozmente e também os EUA, alegando que primeiramente é necessário haver conversações directas entre Israel e os Palestinianos. Estes últimos obtiveram, no entanto, uma importante vitória diplomática com a sua adesão surpresa à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a 31 de Outubro, com 107 votos a favor, 52 abstenções e 14 votos contra (entre os quais os EUA).

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Palestina Jerusalém, a cidade com dois povos e três religiões, deve beneficiar de um estatuto especial garantido a nível internacional, segundo a Resolução 181 de 1947.

Funcionamento da ONU Para além dos seus 193 estados membros sendo o Sudão do Sul o último que aderiu – a ONU acolhe no seu seio um certo número de observadores permanentes. Estas entidades têm o direito de assistir à maior parte das reuniões e de consultar a documentação. Há, entre elas, ONGs como, por exemplo, o Tribunal Penal Internacional, a União Europeia, a Interpol ou a Commonwealth.

Os EUA fizeram imediatamente saber que cessariam o financiamento à UNESCO e fariam o mesmo em relação a outras agências às quais a Palestina aderisse. Israel decidiu, por sua vez, acelerar a construção de 2000 casas em Jerusalém Leste e na Cisjordânia ocupada e congelar, provisoriamente, a transferência de fundos devidos à Autoridade Palestiniana de Mahmoud Abbas, provocando uma avalanche de críticas da comunidade internacional. Enquanto esperam, os Palestinianos pensam tirar partido da sua adesão à UNESCO para aderir a umas quantas outras agências da ONU (Convenção da ONU sobre as

Alterações Climáticas, Organização Mundial da Propriedade Intelectual, etc.).

BOICOTE AMERICANO O voto negativo do Conselho de Segurança foi um golpe para os Palestinianos. No entanto, em caso de chumbo no Conselho de Segurança, terão ainda todas as probabilidades de obter um voto a favor, na Assembleia Geral, para um estatuto intermediário de « Estado não-membro observador nas Nações Unidas ». É a solução intermédia proposta por Nicolas Sarkozy que permitiria à Palestina beneficiar do mesmo estatuto da Santa Sé. A Santa Sé na ONU Na qualidade de “Estado não-membro”, a Santa Sé dispõe de uma “missão permanente de observação na ONU”. Assim, os seus representantes podem assistir às sessões e trabalhos da Assembleia Geral. Esta missão é dirigida por D. Francis Chullikatt, Núncio Apostólico junto das Nações Unidas. Em todo o caso, a Santa Sé não dispõe de direito de voto.

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Palestina O VATICANO DESAFIA A ONU PARA ACÇÕES CORAJOSAS Enquanto esperava pelo resultado definitivo do voto, a Santa Sé manifestou-se, quatro dias depois de Mahmoud Abbas (27 de Setembro) na Assembleia Geral das Nações Unidas, a favor da criação de um Estado independente. Pela voz de D. Dominique Mamberti, secretário da Santa Sé para as relações com os Estados, o Estado pontifício deu todo o seu apoio à iniciativa palestiniana. Apesar da posição da Santa Sé sobre o conflito israelo-palestiniano ser clara e conhecida, o chefe da diplomacia do Vaticano lembrou os objectivos: prioridade à resolução pacífica do conflito - israelitas e palestinianos devem viver cada um num Estado seguro e independente; Jerusalém, a cidade com dois povos e três religiões, deve beneficiar de um estatuto privado internacionalmente garantido, com base na resolução de 1947. D. Mamberti recordou, “Este documento fundamental define a base jurídica para a existência de dois Estados. Um já existe, enquanto o outro ainda não foi constituído, apesar de já se terem passado quase setenta e cinco anos.” Mas, in loco e longe da agitação das chancelarias, o entusiasmo é moderado, porque ainda há muito caminho a percorrer para se chegar a acordos de Paz. É a opinião de Bernard Sabella, professor de Sociologia

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na Universidade de Belém e membro do Conselho das Igrejas do Médio Oriente: “Na verdade, este estatuto na ONU não mudaria grande coisa, à parte da imagem da Palestina, que seria oficialmente reconhecida em numerosas instituições da ONU. Contudo, no dia-a-dia haveria imensos assuntos para negociar: as colónias, o regresso dos refugiados, a água, as fronteiras, a segurança e o estatuto de Jerusalém.” Oração Para que as autoridades e instituições implicadas se empenhem verdadeiramente na promoção e estabelecimento da paz e da segurança nos territórios palestinianos, nós Te pedimos Senhor. A OLP na ONU A OLP (Organização de libertação da Palestina) dispõe, neste momento, de um estatuto muito semelhante ao da Santa Sé. É reconhecida como uma “entidade” convidada a participar nas sessões e trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas, e das conferências internacionais, a apresentar moções sobre os trabalhos e questões respeitantes à Palestina e ao Médio Oriente, e a ser co-autora de projectos de resolução.

QUE PODEM ESPERAR OS CRISTÃOS DA CRIAÇÃO DE UM ESTADO PALESTINIANO? “Na Palestina, a Igreja sofre”, lembra René Guitton, jornalista e escritor, autor de “Estes cristãos que são assassinados” (Flammarion, 2009). “No entanto, é preciso

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Palestina

tomar consciência de que estes cristãos são palestinianos, árabes, que lutam pelo reconhecimento de um Estado soberano e independente. Eles fazem parte integrante do povo Palestiniano. De facto, apesar do que está escrito na carta que rege o Estado palestiniano – que todas as confissões podem ter voz – a Igreja é maltratada. É muito evidente.” No que diz respeito aos números, “há 50.000 cristãos na Cisjordânia. Para Gaza, os números são difusos, mas parece que o número de cristãos não excede os 2.000. A sua situação é dramática: correm o perigo de desaparecer. Querem partir e alcançar os territórios palestinianos. São alvo de humilhação, de ostracismo e são impedidos de viver a sua vida como cristãos”, explica René Guitton. Para os cristãos, a criação dum Estado independente é, em primeiro lugar, a promessa de mais segurança. “As principais

acções anticristãs são provocadas pelos extremistas, os islâmicos. Mas também há uma vontade de aproveitar a desordem para expulsar os cristãos. Um Estado reconhecido a nível internacional deverá proteger todos os que o constituem, incluindo os cristãos.” Oração Para que a possível criação de um Estado independente permita que os cristãos sejam respeitados na sua fé, podendo viver em paz e segurança, nós Te pedimos Senhor. Estatuto de Estado não-membro Para a Palestina, a França propõe que se conceda o mesmo “estatuto de Estado não-membro”. Este estatuto, especialmente criado para a Santa Sé e que a Suíça utilizou até à sua adesão plena, em 2002, não está abrangido por nenhuma disposição da Carta das Nações Unidas. Permitiria, particularmente, envolver o Tribunal Internacional de Justiça e o Tribunal Penal Internacional, por exemplo, na colonização dos territórios ocupados. Não obstante, para proteger Israel de ter de comparecer perante a justiça internacional, seria pedido à autoridade Palestiniana para renunciar a este direito, o período de tempo necessário para chegar a um acordo de paz.

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Palestina “Que chegue a justiça tão esperada, a paz e a reconciliação, para que a profecia de David se realize novamente.” (Comunicado das Igrejas de Jerusalém - 13 de Setembro de 2011)

ORAÇÃO INTENSA A esta situação de insegurança é preciso acrescentar as complicações resultantes do “Muro” que separa Israel dos territórios palestinianos. Em Belém, um terço da população está no desemprego, a cidade está asfixiada, as famílias estão divididas, tal como os seus bens (por exemplo, os campos). No Natal, os cristãos têm que pedir passes para ir a Jerusalém – o que é geralmente aceite na festa da Natividade, bem como na da Páscoa. “Hoje, os vistos são cada vez mais difíceis de obter tanto para os palestinianos como para o clero. É uma situação muito dolorosa, humilhante e vexatória para os cristãos”, explica René Guitton. Enquanto esperam o fim diplomático dum conflito que ensanguenta a Terra Santa, as Igrejas Cristãs reunidas em Jerusalém, a 15 de Setembro, apelavam à “intensificação das orações e dos esforços diplomáticos 8

para a paz entre palestinianos e israelitas” e lançavam um apelo aos responsáveis para “que volte a justiça há tanto tempo esperada, a paz, a reconciliação e para que a profecia de David se realize de novo”. Oração Para que os cristãos da Terra Santa mantenham viva a sua esperança e confiança em Deus, e os seus irmãos na fé em todo o mundo rezem por eles sem desfalecer, nós Te pedimos Senhor. “Precisamos de confiança” D. Fouad, Patriarca Latino de Jerusalém, em São Francisco a 13 de Setembro de 2011: “Mais democracia, mais liberdade de acção, mais confiança uns nos outros. Precisamos de confiança para garantir o objectivo de dois estados independentes. É doloroso ver uma nova geração de jovens, israelitas e palestinianos, que nasceu e cresceu rodeada de violência. Ainda somos a Igreja do Calvário, todos os dias levamos a nossa cruz, mas sabemos também que o calvário não está longe do túmulo vazio. Por isso, somos também a Igreja da Esperança, a Igreja da Ressurreição.”

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Oração

Papa pede férias com Deus e com a família

O Papa desejou que as férias sirvam para “tranquilizar a mente e o corpo, submetidos a um desgaste contínuo, devido ao ritmo frenético da existência moderna”. “As férias são uma preciosa oportunidade para passar mais tempo com os parentes e para encontrar amigos. É o momento para dar mais espaço a esses contactos humanos, que o ritmo das obrigações diárias dificulta.” Ao dispor de mais tempo livre, a pessoa pode dedicar-se “com maior comodidade ao contacto com Deus e à meditação das Escrituras”. “Quem experimenta este repouso do espírito sabe quanto é útil. As férias não podem ser reduzidas a uma simples distracção.” Bento XVI lembrou a importância da participação na celebração eucarística dos Domingos, que “ajuda a sentir-se parte viva da comunidade eclesial, ainda que fora da própria paróquia”. “Onde quer que estejamos, necessitamos sempre da Eucaristia.” “Penso de modo especial em quem está sozinho, nos idosos e doentes que, nesta época, sofrem ainda mais a solidão. A estes nossos irmãos e irmãs quero manifestar a minha proximidade espiritual desejando, de todo o coração, que não falte a nenhum deles o apoio e conforto dos amigos.” Papa Bento XVI

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Pensamento Positivo

Mariam Baouardy, a Pequena Árabe

Mariam Baouardy, a Bem-aventurada Maria de Jesus

Crucificado, nasceu em Janeiro de 1846 na Palestina, a menos de 18 km de Nazaré. Ela era o retrato vivo da oração desde a infância. Desde menina que possuía uma profunda consciência da natureza transcendente de Deus, da Sua presença no seu coração. Um dia encontrava-se a rezar na capela frente à figura do Sagrado Coração de Jesus. Em êxtase começou a gritar: - Quero sofrer como Tu pelos pecados do mundo. Ela viu rosas cravarem-se nas mãos e nos pés. Foi-lhe dada uma coroa de rosas, sentiu o seu coração a ser cravado. Recebeu a graça dos estigmas e, no entanto, permaneceu sem perceber o que lhe tinha acontecido. Como vivia na Terra Santa, conhecia pessoas que sofriam de lepra e pensava que também ela tinha lepra. Contou à Madre que tomava conta dela: - Madre por favor tenha cuidado para não apanhar esta doença. Ao que a Madre respondeu, sem dar qualquer explicação: - Minha filha, acredito que não corro o risco de ficar infectada. Em 1878, Mariam participou na construção de um convento de Carmelitas em Belém, directamente por cima da gruta onde, se veio a saber mais tarde, David foi ungido Rei, e projectou outro convento em Nazaré. Morreu em Belém no dia 26 de Agosto de 1878 e foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 1983. Conhecida como a “Pequena Árabe”, Mariam tornou-se a primeira santa palestiniana dos tempos modernos e derramou as suas bênçãos sobre os povos árabes e sobre Israel. As Irmãs Carmelitas, tal como os habitantes de Belém, sentem muito o conflito entre os Israelitas e Palestinianos que perdura há várias décadas. Elas sustentam-se costurando e bordando vestes litúrgicas e fazendo hóstias para as igrejas de Belém. Também se dedicam ao arquivo das memórias da Irmã Mariam, assim como ao acolhimento dos peregrinos e cristãos palestinianos, fascinados pela vida desta Pequena Árabe. Para este trabalho diário altruísta, as Irmãs Carmelitas já tiveram a alegria de receber e apoio dos benfeitores da Fundação AIS.

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Agenda Peregrinação a Lourdes A Fundação AIS está a organizar uma Peregrinação a Lourdes, e outros locais de interesse espiritual em Espanha, para os seus benfeitores e amigos, de 3 a 7 de Outubro. A peregrinação será acompanhada e orientada pelo nosso presidente P. David Sampaio Barbosa, svd. DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO E PAGAMENTO: 31 de Agosto de 2012 NOTA: Para facilitar o pagamento da peregrinação, este poderá ser efectuado faseadamente até à data limite de inscrição. De outra forma não podemos garantir a reserva do quarto.

Caso esteja interessado, por favor, entre em contacto connosco: Tel. 21 754 40 00 (de 2ª a 6ª feira, das 09h00 às 18h00) ou email, catarina.martins@fundacao-ais.pt PROGRAMA 1º DIA | LISBOA / SALAMANCA / BURGOS 2º DIA | BURGOS / LOYOLA / LOURDES 3º DIA | LOURDES 4º DIA | LOURDES / SARAGOÇA / MADRID 5º DIA | MADRID / ÁVILA / LISBOA

PREÇO: 550€ em quarto duplo para um número mínimo de 30 pessoas, 145€ Suplemento Quarto Individual O PREÇO INCLUI: - Autocarro de Turismo para todo o programa conforme mencionado; - Estadia em hotéis de classe turística; - Regime de Pensão Completa desde o almoço do 1º Dia ao almoço do último; - Visitas conforme mencionadas no programa; - Entradas pagas na Catedral de Burgos, Santuário de Loyola e Mosteiro de Guadalupe em Guadalupe; - Acompanhante da Agência a falar português durante todo o circuito; - Seguro de Viagem; - Pasta de Documentação; - Taxas de Turismo, IVA e serviços;

O PREÇO EXCLUI: - Extras de carácter pessoal - Serviços não mencionados no programa.

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Promoção

Pack

Livro + CD + oferta Dezena

Meditação

Livro A Força que nos Vem de Deus Neste tempo de férias, repouse o seu espírito com a leitura das meditações do P. Jacinto Farias, Assistente Espiritual da Fundação AIS, ao som de melodias marianas .

CD Laudate Maria Selecção das melhores músicas marianas interpretadas pelo Coro Laudate de Lisboa.

Oferta Dezena de Belém

Avé Maria Gloriosa Mãe de Deus Ó Maria, Cheia de Graça Totus Tuus, Maria Oh Sanctissima e outras…

Cód. PR072

€ 12,50 € 10,00

Rua Professor Orlando Ribeiro, 5 D, 1600-796 LISBOA Tel 21 754 40 00 • Fax 21 754 40 01 • NIF 505 152 304 fundacao-ais@fundacao-ais.pt • www.fundacao-ais.pt

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