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agosto 2010

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Solidariedade

que faz a diferença Fump cria Bolsa Apadrinhamento estimulada por doação de professor da UFMG PágS. 02 e 03

i lAquisição de Óculosl

Programa, agora gratuito, beneficia estudantes classificados socioeconomicamente nos níveis I, II e III Pág. 02 Ilustração Bruna Caldeira

i lMoradias Universitáriasl

Saiba como se inscrever para as vagas. Não contemplados, por ora, podem acessar Bolsa Auxílio Moradia Pág. 04


i lCalourol

i lResponsabilidade Sociall

Saiba como acessar os benefícios

Inspirada em doação de professor, Fump cria Bolsa Apadrinhamento “a

assistência sofre quando a solidariedade sai de cena”. A declaração foi dada pela professora Maria do Carmo de Lacerda Peixoto, da Faculdade de Educação da UFMG, à revista Fump 80 anos. Ela se referia ao fato de que não só o Estado mas também a sociedade civil poderia participar mais ativamente das questões que envolvem a assistência estudantil. Essa perspectiva tende a se tornar realidade com iniciativas como a do professor da UFMG Romeu Cardoso Guimarães, que propôs apadrinhar um estudante assistido pela Fump com uma contribuição mensal de R$ 300,00. O gesto solidário do docente motivou a Instituição a criar o Programa Bolsa Apadrinhamento. A bolsa, concedida pelo professor, foi denominada Miguel Fernandes Guimarães (leia box ao lado), uma homenagem ao seu pai. O programa, que recebe doações de pessoas físicas e jurídicas, é direcionado a estudantes de primeira graduação classificados no nível I e que tenham mérito por rendimento acadêmico, conforme análise do último Rendimento Semestral Global (RSG) disponibilizado pelo Departamento de Registro e Controle Acadêmico (DRCA). O estudante selecionado recebe uma bolsa de R$ 300,00 pelo período de um semestre. “A bolsa possibilita ao estudante um auxílio financeiro complementar à sua manutenção no curso e visa amenizar as dificuldades financeiras, contribuindo para o cumprimento do percurso acadêmico com qualidade”, ressalta a gerente de Programas da Assistência da Fump, Solange Gomes de Araújo Braz. Solange lembra que, para desenvolver os programas de assistência estudantil da UFMG, a Fump conta com recursos próprios, repasses do governo federal e o apoio da sociedade civil. “Esse apoio agrega força e legitimidade à política institucional que, alinhadas às ações já desenvolvidas, promovem resultados que tendem a ser mais efetivos e sustentáveis”, pontua. “Agradecemos a contribuição do professor Romeu e ressaltamos a importância de sua responsabilidade social ao participar da política de desenvolvimento da assistência estudantil contribuindo com o futuro profissional dos alunos de baixa condição socioeconômica da UFMG, que muitas vezes acessam a universidade gratuita mas não têm condições de nela permanecer. Essa iniciativa o torna precursor do programa e parceiro da Fump no cumprimento de sua missão”, finaliza a gerente.

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s calouros que estão ingressando na UFMG no 2º semestre podem contar com a Fump para minimizar as dificuldades encontradas durante sua vida acadêmica. A Instituição desenvolve a política de assistência estudantil da Universidade e oferece vários programas e serviços aos alunos da UFMG. Para ter acesso aos benefícios, o estudante deve primeiramente passar pela análise socioeconômica que começa com o preenchimento do questionário por meio do portal da Fump (www.fump.ufmg.br). Após o preenchimento do questionário, a Instituição enviará para o e-mail do estudante uma lista específica de documentos de acordo com as informações registradas por ele. A etapa seguinte é protocolar os documentos na Fump (Av. Afonso Pena, 867, 21º andar, Centro), na unidade do campus Pampulha (ao lado do Restaurante Setorial II) ou na Coordenadoria Montes Claros que fica no Instituto de Ciências Agrárias (Av. Universitária, 1.000, Bloco B, Bairro Universitário). Em seguida, caso seja necessário, o calouro é convocado para uma entrevista com um assistente social. Ao final do processo, o estudante pode obter classificação em um dos níveis: I, II ou III.

lTentar outra vezl Um estudante que já passou por análise socioeconômica e não foi classificado pode solicitar nova análise, caso ocorra alguma alteração em seu contexto familiar. O aluno não precisa preencher novo questionário, já que seus dados estão registrados no sistema. Nesse caso, ele deve entrar em contato com a Fump para marcar uma entrevista com um assistente social. As orientações também são válidas para os alunos veteranos que ainda não procuraram a Fump e se interessam em acessar os benefícios oferecidos pela Instituição, para amenizar as suas dificuldades acadêmicas. Eles devem realizar o processo de análise socioeconômica, da mesma forma, inicialmente preenchendo o questionário disponível no portal da Fump.

i lAssistência à Saúdel

Gratuidade é estendida ao Programa de Aquisição de Óculos

d

esde março deste ano, todos os estudantes classificados socioeconomicamente nos níveis I, II e III podem acessar gratuitamente o Programa de Aquisição de Óculos, que antes funcionava na modalidade financiamento. A Fump disponibiliza até R$ 200,00 para a compra da armação e lente.

Mais informações Telefones: (31) 3409-8400, (31) 3409-3970, em Belo Horizonte, ou (38) 3213-9867, em Montes Claros. Site: www.fump.ufmg.br

02

Para acessar o programa, o estudante assistido deve procurar um oftalmologista da rede conveniada. Depois de marcada a consulta, o aluno vai à Fump e solicita a guia de encaminhamento. A consulta, também gratuita, é agendada diretamente com o oftalmologista. Com o pedido do médico em mãos, o estudante precisa fazer três orçamentos nas óticas conveniadas e entregá-los à Fump que emite a guia de gratuidade, liberando a compra. A listagem das óticas conveniadas de BH e Montes Claros está disponível no portal www.fump.ufmg.br. Mais informações sobre o Programa pelos telefones (31) 3409-8400, (31) 3409-3970, em Belo Horizonte, ou (38) 3213-9815, em Montes Claros.

www.fump.ufmg.br


i lentrevistal

“Minha percepção do dever de contribuir para a sociedade sempre foi forte” foto Déborah Gurgel

é o que revela o professor Romeu Cardoso Guimarães nesta entrevista.

Ele também comenta a importância de contribuir para a política de assistência estudantil da UFMG. Formado em Medicina na UFMG na década de 1960, logo após tornou-se docente em Patologia. Dedicou parte significativa de sua carreira aos estudos sobre genética, tendo cursado pós-doutorado nos EUA em biologia molecular, na época dos primórdios da tecnologia de engenharia genética e da explosão dos estudos de retrovírus. No final de 2008, aposentouse mas continua trabalhando com estudos e pesquisa no Laboratório de Biodiversidade e Evolução Molecular (LBEM) do Departamento de Biologia Geral do Instituto de Ciências Biológicas (ICB). Confira a entrevista:

Como surgiu a ideia de apadrinhar um estudante? Minha percepção do dever de contribuir para a sociedade sempre foi forte, a partir do período em que em minhas memórias ficaram registradas com clareza, ao tempo de estudante na Faculdade de Medicina da UFMG, na primeira metade da década de 1960. Acho que as influências maiores foram decorrentes da convivência com colegas da JUC (Juventude Universitária Católica). A porção religiosa não me impregnou, mas a politizadora foi altamente benéfica. É claro também que tais influências incidiram sobre terreno fértil, moldado na vivência familiar. Posso referir esse preparo principalmente a meu pai, Miguel Fernandes Guimarães. Era pessoa de origem humilde mas forte e batalhador, para sustentar e formar sua família e para ajudar o próximo. Suas metas eram bem definidas: construir uma casa para cada filho e ter todos bem estudados e formados. Aprendi muito com toda essa vivência, especialmente a respeitar os humildes. Sucedeu a esse período formador o de afirmação profissional, como docente universitário em dedicação exclusiva. Essa contribuição material à Fump, com somente uma bolsa, é o mínimo que pensei em fazer. Espero poder fazer mais e estarei atento a outras possibilidades. Como beneficiária, escolhi a própria instituição - a universidade pública - que me formou e que sempre me pagou. Minha família preparou as bases, a universidade me deu muito, não passei por dificuldades, agora inicio processo de retornar a ela alguma contribuição espontânea. A função da universidade é formar pessoas e a bolsa deve ir diretamente para pessoas em formação. Por que o senhor escolheu a Fump para formalizar sua doação? Não conheço detalhes de todo o complexo Fump, mas tenho boa impres-

são. Obtive até uma experiência pessoal frutífera. Um rapaz necessitado e merecedor, que ajudei no início de seus estudos na UFMG, foi beneficiado também pela Fump, até o final de seu curso. A Instituição é séria. Imagino que seus custos de funcionamento sejam pequenos em relação aos benefícios que proporciona. Atividades assistenciais são, com frequência, criticadas no contexto do capitalismo atual, baseando-se no argumento de que estariam estimulando o pequeno esforço e a ‘preguiça’. No entanto, já vêm sendo acumulados dados sobre o bom desempenho dos assistidos e seria interessante que a Fump pudesse enriquecer o debate com seus próprios dados. Para o doador, acrescenta-se a facilidade de não ter que se envolver com muito trabalho e dedicação pessoal. A equipe da Fundação se encarrega de realizar o trabalho. Um dos principais pré-requisitos de seleção do bolsista é o desempenho acadêmico. Qual a sua opinião sobre esse critério? Acho que os critérios de necessidade e de dedicação são os mais importantes. A necessidade é o fundamental. A dedicação é o próximo, mas entendo que deve ser de avaliação difícil. Não sei bem se o desempenho acadêmico pode ser aplicado no sentido maximizador. O melhor seria exigir desempenho acima de um limiar aceitável. Pela minha experiência, como aluno e ao longo da carreira docente, observei que os melhores desempenhos se correlacionam mais com os sucessos profissionais. Por outro lado, o sucesso e o bom desempenho profissional, em sentido mais amplo e mais generalizadamente para o conjunto global das diversas profissões, podem se correlacionar mais com os bons desempenhos acadêmicos (por exemplo, acima da média), mas não necessariamente os melhores.

“Minha família preparou as bases, a universidade me deu muito, agora inicio processo de retornar a ela alguma contribuição espontânea” - Prof Romeu Cardoso Guimarães, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG. O senhor acredita que sua atitude pode incentivar mais pessoas a apadrinharem um estudante? Espero que sim, mas esse programa é somente mais uma opção oferecida aos doadores. Entendo que a Fump desenvolve um processo, composto por um leque amplo de possibilidades ofertadas, ao mesmo tempo em que as avalia e atualiza continuamente. Imagino que deve haver potenciais doadores com diferentes perfis de preferências e possibilidades. Sugiro que a própria Fump divulgue balanços amplos no sentido de demonstrar sua eficiência na aplicação dos recursos em relação aos seus custos institucionais e operacionais, a fim de estimular mais doações.

/ Quem foi Miguel Fernandes Guimarães Miguel Fernandes Guimarães nasceu em 2 de julho de 1903 entre as vilas de Padilha e Cercado de Pitangui, hoje município de Nova Serrana. Sua formação era de carpinteiro rural mas tornou-se construtor em Belo Horizonte logo após o casamento com Anita Cardoso Guimarães, hoje com 101 anos. Tiveram 8 filhos, entre eles o professor Romeu Cardoso Guimarães. Miguel Fernandes faleceu em 1986.

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Informativo Institucional


i lMoradias Universitáriasl

Inscrição para vagas tem validade semestral

n

o início de cada semestre letivo, os estudantes de graduação e pós-graduação da UFMG podem se inscrever no Programa Permanente de Moradia Universitária. Para pleitear uma vaga nas Moradias Universitárias Ouro Preto I e II (Belo Horizonte) ou na Cyro dos Anjos (Montes Claros), os alunos, assistidos ou não pela Fump, precisam estar matriculados na UFMG. Se o estudante é de Belo Horizonte não pode acessar o programa pleiteando vagas nas moradias Ouro Preto I e II. Já os de Montes Claros também não podem participar do processo de seleção para a moradia Cyro dos Anjos. Nesta edição, mostramos passo a passo como o aluno deve proceder para acessar uma vaga: 01 INSCRIÇÃO Para os estudantes que pleiteiam vagas nas moradias de Belo Horizonte (Ouro Preto I e II), é preciso preencher a ficha de inscrição disponível no portal www.fump.ufmg.br ou pessoalmente na sede da Fump (Av. Afonso Pena, 867, 21º andar, Centro, BH), na unidade do campus Pampulha (ao lado do Restaurante Universitário Setorial II) ou na própria Moradia

Universitária Ouro Preto I (Av. Fleming, 394, bairro Ouro Preto). Para os estudantes do Instituto de Ciências Agrárias (ICA), a inscrição deve ser feita pessoalmente na Coordenadoria Montes Claros que fica na Av. Universitária, 1.000, Bloco B, Bairro Universitário. 02 DOCUMENTOS Protocolar os documentos necessários (comprovante de matrícula e comprovante de endereço atualizado do grupo familiar) nos locais citados acima. 03 ENTREVISTA Para os alunos classificados socioeconomicamente pela Fump nos níveis I, II e III, no ato do protocolo dos documentos, é obrigatório agendar horário com o assistente social de referência do seu curso para elaboração de um relatório social. O objetivo desse relatório é subsidiar a Comissão de Gestão de Vagas no processo de seleção. Na entrevista, o assistente social também analisa a possibilidade de conceder ao estudante a Bolsa Auxílio Moradia (leia mais abaixo) enquanto ele não é contemplado com a vaga. 04 pROCESSO DE SELEÇÃO O estudante inscrito no Programa Permanente de Moradia Universitária deve ficar atento ao resultado do processo de seleção das vagas que é disponibilizado nas moradias e divulgado no portal da Fump. O

aluno contemplado também é informado por e-mail ou contato telefônico. 05 rEUNIÃO DE RECEPÇÃO O estudante contemplado é convocado para participar de uma reunião de recepção na moradia, quando assina o termo de ocupação e recebe o manual do morador contendo o regimento interno e o regulamento do Programa Permanente de Moradia Universitária. 06 NOVAS VAGAS Quem não for contemplado continua inscrito no programa naquele referido semestre e pode concorrer a novas vagas que venham a surgir, geralmente, à medida que os antigos moradores se formam. 07 RENOVAÇÃO DA INSCRIÇÃO As inscrições têm validade semestral e devem ser renovadas no início de cada semestre letivo exigindo novamente a comprovação dos dados.

/mais informações Em Belo Horizonte: (31) 3409-8400 (sede Fump) (31) 3409-3970 (campus Pampulha) (31) 3498-7462 (Moradia Ouro Preto I) (31) 3427-9530 (Moradia Ouro Preto II) Em Montes Claros: (38) 3213-9815

Bolsa auxilia aluno assistido que aguarda vaga na moradia o

s estudantes assistidos que ainda não foram contemplados com vagas nas moradias universitárias podem recorrer à Bolsa Auxílio Moradia, benefício no valor de R$ 200,00 mensais (não reembolsável) disponibilizado pela Fump para auxiliá-los a custear a manutenção de despesas com moradia. A bolsa é destinada aos alunos de primeira graduação classificados socioeconomicamente pela Fump nos níveis I, II e III. Para ter acesso ao benefício, o aluno deve agendar atendimento com o assistente social de referência do seu curso. Os estudantes beneficiados com a Bolsa Auxílio Moradia permanecem inscritos no processo de seleção de vagas do Programa Permanente de Moradia Universitária, mas devem ficar atentos e renovar a sua inscrição a cada semestre até que sejam contemplados com a vaga.

expediente

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www.fump.ufmg.br Presidente Prof Seme Gebara Neto · Superintendente Paulo Roberto Manso · Assessora de Comunicação Maria do Rosário Rangel · Jornalista responsável Déborah Gurgel (MG05360JP) · Revisão Maria do Rosário Rangel e Déborah Gurgel · Projeto gráfico e diagramação Bruna Caldeira · Tiragem 10.000 · Fundação Universitária Mendes Pimentel (31) 3409 8464 · fump@fump.ufmg.br · Edifício Acaiaca · Av Afonso Pena 867, 21º andar, Centro · CEP 30130002 · Belo Horizonte · MG · Brasil · Assessoria de Comunicação Social (31) 3409 8461 · comunica@fump.ufmg.br

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Informativo Institucional


Circuito Fump Agosto 2010