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Jan-Fev/2013 . ANO I . Número 1

QUE DESAFIO!

Simone Drumond vai à feira com R$100 reais

OURO BRANCO

Leite de búfala é ouro para o pecuarista

Maurício Lapertosa

CABELO

VARINHA DE CONDÃO

o artista dos pincéis e da tesoura

de Gata Borralheira a Cinderela

Fernando Pacheco,

ftvmagazine.com.br

COM A MÃO NA MASSA

Ângela Gutierrez prepara fettuccini ao lado de Remo Peluso, e conta tudo sobre a invasão de sua casa por assaltantes, em BH

Fernanda Cristina,


EXPEDIENTE www.ftvmagazine.com.br

REDAÇÃO Diretor-Geral/Editor Nélio Rodrigues Editora Tetê Rios COLABORADORES DESTA EDIÇÃO Lorena Rosa, Pedro Paulo Cava, Walter Navarro, Willian Carvalho (Japão), Uarlen Valério, Hamilton Júnior TECNOLOGIA NA INTERNET Gilberto Campos e Erike Couto COMUNIÇAÇÃO NAS REDES SOCIAIS Júlia Rodrigues ADMINISTRAÇÃO E MARKETING Diretora Váleria Ghezzi REDES SOCIAIS youtube.com/ftvmagazine facebook.com/ftvmagazine faleconosco@ftvmagazine.com.br canal@ftvmagazine.com.br


EDITORIAL

Começar de novo é muito bom

S

empre que um ano se acabava e o outro começava, eu tentava encontrar um novo ritmo para a minha vida. Neste 2013 que se inicia, ouso alçar, finalmente, meu voo solo. Apresento a vocês a FTVe-magazine, um projeto que reúne ética e compromisso com a boa notícia, levando as histórias de uma cidade e de seus personagens para as redes sociais. A FTVe-magazine chegou e quer dialogar com você, em foto, texto e vídeo, mostrando o NOVO JORNALISMO NAS REDES SOCIAIS. Juntos, vamos produzir um conteúdo com qualidade, informação e o sabor da boa notícia.

A FTVe-magazine reflete minha experiência de longos anos como repórter fotográfico e editor de publicações como as revistas Placar, Veja, Caras, Encontro e, nos últimos quatro anos, a Viver Brasil. Nesta última, participei desde a sua criação, sob o comando de PCO, leia-se Grupo VB de Comunicação. Olhando para o passado, eu relembrei minha passagem por várias outros meios de comunicação de Minas, como Veja Belo Horizonte, Veja Gastronomia, Caras Minas, editoria de Economia do jornal Estado de Minas. Também me lembrei do livro “Belo Horizonte Vista do Céu”, com imagens da capital mineira captadas de um helicóptero, com o patrocínio da Fiat e produzido pela Editora Caras, um presente que deixei para esta cidade. Trago para a FTVe-magazine, como editora, a conhecida jornalista Tetê Rios, cheia de informação, fontes e experiência, além de um texto primoroso. Em sua vida profissional, passou pelos principais veículos de comunicação, como os jornais O Estado de S.Paulo, O Globo, Estado de Minas e Hoje em Dia, as revistas Veja e Isto É, as TVs Alterosa e Minas. Esta primeira edição leva o internauta leitor a conhecer personagens com uma história para contar. Nosso destaque é a empresária Ângela Gutierrez, uma mulher que já experimentou as cozinhas mais exóticas e poderia morar em qualquer parte do mundo, mas prefere continuar vivendo em Belo Horizonte, e comer costelinha de porco. Ela conta a experiência que viveu quando teve sua casa invadida por bandidos armados. Entra na cozinha de Remo Peluso e aprende a fazer um Fettuccine que leva o seu nome. Na outra ponta, a história da jovem e humilde Fernanda Cristina. Ela tinha uma grande deformidade nos seios e encontrou no caminho, literalmente, uma fada madrinha. A publicitária Cris Nobre reuniu um grupo de empresários para patrocinar sua cirurgia, e devolveu à Fernanda a autoestima. Destacamos, ainda, o empresário Maurício Guerra, que foi procurar terras em Esmeraldas para a extração de areia e acabou achando o melhor pasto para a criação de búfalas. Hoje, ele fornece mussarella de búfalas para os oito dos dez principais restaurantes de Belo Horizonte. Veja, leia e assista, e depois comente. Queremos conhecer você!! Um grande e caloroso abraço. Nélio Rodrigues Diretor Geral/Editor neliorodrigues@ftvmagazine.com.br


CRONISTAS

PEDRO PAULO CAVA Diretor, ator, produtor, gestor cultural e professor, tem participação significativa no cenário cultural de Belo Horizonte. Fundador e diretor do Teatro da Cidade também foi o idealizador da escola livre Oficina de Teatro, posteriormente incorporada à Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

WILLIAM MOURA (JAPÃO) Depois de morar por vários anos nos Estados Unidos, retornou a Minas, montou a sofisticada Academia By Japão, no Vale do Sereno, e leva a vida formando talentos no esporte.

WALTER NAVARRO Um dos mais polêmicos e divertidos jornalistas de Minas, é dono de humor ácido, inteligente e contemporâneo. Mineiro de Barbacena, enriquece a equipe de colunistas da FTVe-magazine.

LORENA ROSA Fonoaudióloga e mestre em Ciências pela USP, Lorena Luiza Costa Rosa Nogueira é especialista em Voz, e compartilha com os leitores da FTV emocionante história vivida em seu consultório.

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BH NewsTV, o único canal local de notícias, prestação de serviços e entretenimento de BH. A TV onde o Belo Horizontino se vê. BH NewsTV, BH como você nunca viu.


GENTE

ÍNDICE DAS MATÉRIAS

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1-Ângela Gutierrez é recebida por Remo Peluso no restaurante Província di Salermo, relembra sua infância na cozinha com suas avós e fala da invasão de sua casa por bandidos/ 2-O reflexo da feira das flores pelo espelho faz Mary Figueiredo relembrar sua cidade natal, Rio do Prado/ 3-O artista plástico Fernando Pacheco mostra suas habilidades com o pincel e a tesoura na produção de seu visual/4-Fernanda Cristina viveu, na vida real, a história de contos de fada da Gata Borralheira que virou Cinderela com a solidariedade de Cristiane Nobre e de alguns empresários/ 5-Querendo encontrar terra para extração de areia, o empresário Maurício Guerra descobre um lugar perfeito para criar búfalas, e fatura alto com a produção da mussarella que fornece para os principais restaurantes da capital/ 6-Cinco irmãs, quando crianças, brincavam de maquiagem. Viraram profissionais de respeito no mercado da beleza e hoje são consideradas as melhores maquiadoras de Belo Horizonte/7-Mesmo cheia de tarefas profissionais e habilidades caseiras, Silvania Capanema consegue ter controle FTV do tempo com muita maestria.


CARTテグ POSTAL


REFLEXO DA CIDADE Proprietária e designer da marca Mary Design Bijouterias, Mary Figueiredo chegou em Belo Horizonte em 1968. Na capital, ela construiu uma história profissional e familiar, mantendo o seu lado interiorano. Ela conta à FTVe-Magazine o charme do lugar de Belo Horizonte que escolheu para refletir no espelho. FTV: O que Belo Horizonte representa para você? Mary: A princípio, a cidade me assustou pelo tamanho, mas, aos poucos, eu fui vendo o tanto que Belo Horizonte é interiorana. Belo Horizonte, para mim, é o meu Rio do Prado, a cidade onde eu morava. FTV: Porque você escolheu a Feira das Flores? Mary: Eu escolhi esta Feira das Flores porque eu venho aqui toda semana. Eu falo que eu fico sem comida, mas não fico sem flor natural na minha casa. Aqui, você encontra pessoas interessantes, pessoas muito simples, turistas vêm aqui para visitar. Mesmo que eu não venha comprar flores, eu venho aqui pra ser feliz, porque eu acho que as flores são a alegria na vida de qualquer pessoa. FTV: Você vem muito aqui? Mary: Eu vou à feira das flores, sou uma pessoa conhecida aqui, eu compro até com caderneta. É uma parte de uma cidade que é uma metrópole, mas, ao mesmo tempo, que me oferece as coisas do interior, é isso o que me fascina aqui. FTV: Como você imagina Belo Horizonte daqui a 100 anos? Mary: Eu imagino que Belo Horizonte, daqui a uns cem anos, vai ser a mesma coisa. A moldura que a gente tem aqui na cidade das montanhas não deixa que ela seja uma cidade moderna. Basta olhar para o entorno da cidade, olhar para Ouro Preto, Tiradentes, para ver o tipo de cidade histórica que nos circunda e saber que a gente nunca vai ser uma metrópole igual às outras. E é isso que é o grande charme da cidade. FTV

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PERFIL

CONTROLE do

TEMPO

Por Tetê Rios e Nélio Rodrigues

Q

uem vê a empresária e líder classista Silvânia Capanema Álvares proferindo uma palestra para o trade turístico mineiro nem de longe pode imaginála de avental, pilotando o fogão, ou atrás de uma máquina de costura, criando as suas próprias roupas. Arquiteta por profissão, hoteleira há oito anos, dirigente de várias entidades ligadas ao setor, ela é o tipo de pessoa que sabe administrar o seu tempo. Entre uma viagem e outra – conhece os cinco continentes – Silvânia chega a ler oito livros a cada noite, de compêndios de economia e gestão a romances. Frequenta a academia três vezes por semana, está aprendendo a dançar tango e adora curtir a sua imensa biblioteca e a coleção de bonecas, na ampla e bela casa no Mangabeiras, com vista privilegiada da Zona Sul da capital mineira e da Serra do Curral. A casa foi toda planejada por ela mesma, que desenhou das janelas aos móveis, aproveitando a luz do sol e a localização do imóvel. Anticonsumista e objetiva, a empresária prefere comprar livros a roupas. Essas, ela inventa no atelier, onde exercita suas habilidades como modelista, estilista e costureira.


Silvánia Capanema com sua coleção de bonecas de todos os países visitados


PERFIL Com as mesmas medidas há 20 anos, sonho de tantas que vivem na eterna guerra contra a balança, em menos de uma hora Silvânia transforma um tecido de lamê dourado em um vestido exclusivo a enfeitar o seu rico closet, onde há sempre uma peça nova.No quarto ao lado, conhecer a sua coleção de bonecas é como fazer uma viagem cultural pelo mundo. Cuidadosamente conservadas, separadas por regiões, elas vieram dos cinco continentes, a maioria garimpadas pela própria empresária, em sua viagens mundo afora, mas muitas recebidas de presente dos filhos, dos pais, dos amigos. São bonecas indianas, americanas, africanas, francesas, holandesas, espanholas, italianas, portuguesas, tchecas, suecas, finlandesas, chinesas e brasileiras, enfim, representantes de uma centena de países. Presidente do Skal Internacional de Belo Horizonte e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, seção Minas, Silvânia recebeu a equipe da FTV preparando uma irresistível receita própria e inédita de bacalhau. Cozinhar, para ela, é reunir os amigos em torno da cozinha que idealizou, detalhe por detalhe. Na biblioteca, exemplares de culinária, artes e arquitetura, literatura brasileira e mundial se misturam a compêndios de Marketing, gestão empresarial e planejamento estratégico, tudo meticulosamente organizado por ordem alfabética. Poliglota, algumas obras prediletas ela relê várias vezes, no original, como as Histórias Extraordinárias, de Edgard Alan Poe. As coleções da Fundação Getúlio Vargas ela guarda para os feriados, quando se sente fazendo uma pósgraduação em Gestão. FTV


PERFIL


FRASES de Silvânia Capanema “Aproveitei todas as oportunidades que a vida me deu, o bom berço”. “Gosto de fazer roupas ousadas, diferentes, com detalhes exclusivos, vestidos de um ombro só, o busto bem estruturado, para valorizar o colo, a cintura bem marcada, drapeados, pregas, rendas. Gosto de criar, de reciclar, de inventar, de misturar os tecidos, de juntar chiffon com seda, veludos com crepes”. “Começo a frequentar um grupo, daí começo a opinar, acabo assumindo tarefas, e como dou conta do recado, termino por virar líder. Acho que, se nasci em um bom berço, eu devo deixar algo de bom para a sociedade” “Nunca fui consumista; nunca gastei nem metade do que ganho ”. “A gente é muito mais feliz, não tem de mostrar nada, não tem de provar nada pra ninguém, de fazer coisas de que não gostamos”.

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BACALHAU A LAGAREIRO tradicional receita portuguesa

Ingredientes para 2 pessoas: 2 postas de bacalhau altas com 150/200 gr cada, dessalgadas 2 cebolas brancas grandes 4 dentes de alho 1 colher de café de sal grosso 1/2 xícara de azeite Modo de fazer: Corte as cebolas em fatias finas, pique o alho bem miúdo. Forre o fundo de uma travessa de vidro refratário com o azeite e uma camada com a metade da cebola e do alho. Acomode as postas do bacalhau no centro. Coloque o restante da cebola e do alho por cima. Regue com o restante do azeite. Salpique o sal grosso sobre as postas. Leve ao forno pré aquecido a 200o. C. coberto com papel alumínio. Quando verificar que o bacalhau está macio, tire o papel e deixe dourar.

Batata ao murro Embrulhe duas batatas grandes pré cozidas mas ainda firmes no papel alumínio e ponha para assar ao mesmo tempo que o bacalhau. Antes de servir, dê um murro em cada batata e depois retire o papel. Brocoli Corte e fervente o brócoli. Arroz branco Preparação: Prepare o prato colocando a cebola e por cima a posta de bacalhau.Ao lado coloque a batata e o brócolis, regando tudo com o azeite que ficou na travessa que assou o bacalhau. Enforme o arroz em uma xícara e desenforme no prato. Enfeite com raminho de salsa e tomatinho cereja cortado ao meio Acompanha vinho verde português.


RETRATO DA VIDA

CONTO DE

FADAS

MODERNO Por Tetê Rios e Nélio Rodrigues

F

adas madrinhas não existem somente nas fábulas que embalam os sonhos infantis. No mundo real, as fadas modernas chegam de repente na vida de pessoas comuns e, a um simples toque de sua varinha de condão, transformam Gatas Borralheiras em Cinderelas. A FTVe-magazine descobriu uma delas, a publicitária Cristiana Nobre, que mudou radicalmente a vida da estudante Fernanda Cristina Xavier Cruz. O Patinho Feio virou cisne, a princesa que dormia acordou, alçou voo próprio, e é hoje uma jovem falante e segura de si, com autoestima elevada, com dois empregos e prestes a conquistar o diploma de bacharel em Turismo, que em nada lembra a moça tímida e infeliz de pouco mais de um ano atrás.


RETRATO DA VIDA “A cirurgia foi a chave para eu ser feliz, para eu ter sucesso, alavancou a minha vida”.(Fernanda Cristina)

Portadora de hipertrofia mamária (crescimento exagerado das mamas), Fernanda, atualmente com 27 anos, passou a adolescência escondida atrás dos seios enormes, incomodada não somente pelas constantes dores na coluna e nos ombros, mas, principalmente, pela baixa autoestima. Vítima constante de buylling na escola, tornou-se uma jovem complexada e triste. Sua vida começou a mudar aos 19 anos, quando conheceu e foi reconhecida por seu pai, o fotógrafo Valdez Maranhão, que até então ignorava a existência da filha. Em 2005, um ano depois de assumir o sobrenome Maranhão e começar a trabalhar no restaurante do pai, a estudante passou a engrossar, junto de outras centenas de brasileiras, a longa, angustiante e tristemente famosa fila do SUS, o Sistema Único de Saúde, em busca de uma cirurgia plástica redutora das mamas. Estaria esperando até hoje a oportunidade de se submeter a uma intervenção gratuita, garantida por lei, dadas as consequências danosas para a saúde da mulher, se o seu caminho não tivesse se cruzado com o da sua futura fada madrinha. Foi em 2010, quando a diretora de Marketing da Massas Vilma, Cristiane Nobre, comoveu-se com o drama da jovem, extremamente tímida e introvertida, que mal levantava os olhos para conversar, que trazia a tristeza em seu semblante. “Ela não sorria, a sua autoestima era muito baixa”, lembra. Cristiane decidiu, então, inovar em suas tradicionais campanhas de solidariedade, quando, ao final de cada ano, arrecadava alimentos e brinquedos para crianças carentes. Com o lema “dinheiro não é problema, é solução”, abraçou a causa de Fernanda, e usou a Internet para enviar uma carta

contando o drama da jovem e pedindo ajuda a um pequeno grupo de amigos e empresários. Em pouco tempo, conseguiu juntar o dinheiro para pagar não somente a cirurgia plástica que transformou o Patinho Feio em Cinderela, mas também todos os gastos com o pós-operatório e o novo enxoval da “princesa”, como a própria estudante gosta de se chamar, pouco mais de um ano após a plástica, e com 3,5 quilos de mamas a menos. “A cirurgia foi a chave para eu ser feliz, para eu ter sucesso, alavancou a minha vida”, se emociona. “Hoje, eu consigo me olhar no espelho, sou alegre, a tristeza se acabou. Sou outra pessoa”. Fernanda diz que se sente a protagonista de um conto de fadas moderno. Para a fada Cristiane Nobre, nada como sentir que o comportamento e até as feições de Fernanda mudaram, depois do sonho realizado. “É muito bom ajudar, é muito importante, herdei isto de minha família e aprendi que a gente tem de dar o primeiro passo se quer ver alguma mudança”, diz. Para ela, se a sociedade se mobilizasse e cada um fizesse um pouco para ajudar, milhares de Cinderelas poderiam ter seus sonhos realizados e sua vida transformada, para melhor. “São anjos da guarda que chegam na vida das pessoas, gente de quem menos se espera ajuda”, define a empresária Beth Pimenta, ela mesma uma das “madrinhas” que tornaram possível a cirurgia de Fernanda. FTV

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1-Fernanda no consultório médico, acompanhada por Cris Nobre/2-Fernanda com a mãe, Maria das Graças, no dia da cirurgia, no Hospital Felício Rocho/ 3-Fernanda, pós-cirurgia com a mãe, Maria das Graças/4-Cirurgião Gustavo Moreira, na consulta pós-cirurgia/5-Cláudia Patrício produz novo visual de beleza para Fernanda/6-A empresária Nazaré escolhe a roupa de sua loja para vestir Fernanda, e Andrea Pimenta finaliza a produção.


RETRATO DA VIDA

FRASES MATÉRIA da

RETRATO DA VIDA “Fui atrás do sonho dela, me comportei como uma mãe acompanhando o filho. Apareci na vida dela não somente para conseguir dinheiro para a cirurgia, mas também para ficar ao seu lado, antes, durante e depois da cirurgia”. Cristiana Nobre, publicitária “Ajudar é um caminho, um olhar diferente. Neste mundo capitalista em que vivemos, não há nada melhor do que poder ver uma jovem sorrir; enxergar, em suas feições, uma pessoa diferente, feliz”. Cristiana Nobre, publicitária “Depois que vi a feição dela mudada, a autoestima lá em cima... a gente fica muito gratificado por ter podido ajudar, porque o que levamos da vida são estes momentos importantes, quando podemos mudar a vida das pessoas”. Saulo Fróes, empresário, apoiador da campanha

“Fazer qualquer pessoa mais feliz deixa a gente mais feliz” Maria Elvira Salles Ferreira, empresária e ex-deputada federal, apoiadora da campanha

“Você ouvir a pessoa dizer “eu fiquei muito feliz, hoje sou outra pessoa, tenho prazer de viver”, ah, o dinheiro não compra isto”. Zanone Campos, empresário, apoiador da campanha

“Minha autoestima foi para as alturas”. Fernanda Cristina, estudante

“Agora, ninguém me segura”. Fernanda Cristina, estudante

“Não existe coisa melhor no mundo do que ter amigos, hoje a Fernanda é uma moça muito diferente, mais alegre, mais feliz”. Valdez Maranhão, fotógrafo, pai de Fernanda


Para paladares exigentes, o sabor da vitória. HO R O MEILDADE DA OCNTRO GASTRÔ ENC

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2012


CRÔNICA

Lições gratuitas Lorena Rosa Nogueira

Fonoaudióloga

C

erto dia, no exercício da minha profissão, aproximeime da sala de espera e chamei para atendimento um paciente agendado para realização de exames auditivos e posterior adaptação de aparelhos de audição. Levantou-se com dificuldade um sujeito magro, lá pelos seus 30 anos, vestido de forma muito humilde, que acompanhou os meus passos agitados, movimentando o mais rápido que podia uma muleta. Estava desacompanhado, e, na correria do dia a dia, só no meio do caminho percebi a sua dificuldade, diminuindo então o passo para que pudesse me acompanhar. Já sentados, iniciei a entrevista corriqueira a fim de buscar informações sobre o seu problema e iniciar a avaliação. Revelou-me ter perdido a audição há três anos, vítima de meningite e de dezoito episódios de convulsão. A conversa fluiu de maneira custosa, uma vez que não me compreendia bem, ainda que me esforçasse por fazer um gestual rico, buscando favorecer a compreensão por outros meios que não a audição. Ele mantinha uma fala pastosa, como quem está embriagado, não que o estivesse, mas, porque a perda da audição começara a lhe deteriorar a fala. Reveloume ter estudado até a 5ª. série do ensino fundamental, ter esposa e um filho de três anos, nascido três meses antes de ser acometido pela doença que lhe privou do sentido da audição. Fez questão de tirar do bolso um saquinho de supermercado, no qual guardava enrolados, além dos seus documentos, uma foto do filho ainda bebê. Mostrou-me com um sorriso nos lábios e disse em tom orgulhoso: “esse menino é a minha vida, se sobrevivi a tudo que passei foi por ele!”. Sorri de forma já engasgada, como faria qualquer pessoa sensível que visse aquele sujeito, naquelas condições, se emocionar de maneira tão pura! Contou-me ainda que não trabalhara desde a instalação da doença, tendo em vista as seqüelas, não só auditivas, mas também motoras (apresentava redução dos movimentos dos membros do lado direito do corpo) e que mantinha a família com o benefício do INSS. A conversa se estendeu por mais algum tempo, até que culminou com a seguinte pergunta minha: “que expectativa o senhor tem em relação aos aparelhos de audição?” Após repetir várias vezes e de diferentes maneiras, ele finalmente me compreendeu e respondeu: “ai, doutora, o meu sonho é escutar a voz do meu filho! Preciso trabalhar e escutar a voz do meu filho”. Sorri novamente e baixei a cabeça para fazer as minhas anotações, temendo que ele pudesse identificar em meu rosto a emoção que me despertara. Justamente eu, tão acostumada a escutar tantas histórias em quase vinte anos de profissão...

Tratei de encaminhá-lo logo à cabina para realização dos exames necessários e, ao longo deste tempo, pude resgatar o equilíbrio emocional. Concluí que a meningite havia lhe deixado de herança uma surdez profunda, conforme já suspeitara durante a nossa conversa. No entanto, alegroume a boa notícia que poderia lhe dar. Terminado o exame, ele me perguntou: “e aí, como foi?” Disse-lhe de maneira simples que teria benefício com a adaptação dos aparelhos auditivos e que havia grandes chances de que os mesmos lhe favorecessem profissional e pessoalmente. Ele balançou a cabeça como fazem aqueles que mal podem acreditar no que lhe falam e disse: “ai que bom....eu vou escutar o meu filho? Acenei positivamente e ele não pode conter o choro... Ainda antes de ir embora disse-me com os olhos marejados: “desculpe-me, doutora, ficar falando da minha vida pra senhora, obrigado pela sua atenção e pelo seu trabalho”. Bati em suas costas desejando-lhe boa sorte e almejando vê-lo após a adaptação dos aparelhos auditivos. Já de saída, voltou-se novamente para mim e perguntou: você tem filhos? Diante da minha resposta afirmativa exclamou mineiramente e de boca cheia: é bão, né?! Saiu dali mais feliz do que entrou, deixando-me a sensação prazerosa do dever cumprido. Talvez nem imagine os sentimentos que me despertou, aquele foi apenas um momento na sua vida, na minha, no entanto, deixou mensagens especiais...lembrei-me de uma amiga ginecologista e sexóloga dizer que algumas mulheres deveriam nascer sem útero, tamanha a falta de vocação e disponibilidade para a maternidade; outros homens estéreis, pelo absoluto descompromisso com a educação e a formação de um filho. E de repente aquele homem tão humilde, possivelmente criado com tanta privação, teve acesso ao principal! Vivências como esta nos acenam para a necessidade de cultivarmos e valorizarmos em nós mesmos e em nossos filhos o essencial da vida: sentimentos elevados, capazes de nos mover mesmo na ausência de qualquer recurso material ou diante de possibilidades físicas limitadas. Meu desejo era voltar àquele momento para dizer àquele homem: “eu é que lhe agradeço!”


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PERSONAGEM


ARTISTA

do PINCEL e da TESOURA Por Tetê Rios e Nélio Rodrigues

U

m dos nomes de destaque no cenário artístico contemporâneo de Minas Gerais, o sanjoanense Fernando Pacheco é uma figura ímpar, seja nas suas imensas telas, como as que saúdam os que aterrissam em Beagá por Confins, seja no modo despojado, irreverente e único de se vestir. Com exposições e obras pelos quatro cantos do mundo, o artista surpreende até no corte do cabelo, a cada dia diferente. O segredo, revelado com exclusividade à FTVe-magazine: “Eu sou um cabeleireiro exclusivamente meu. Quer dizer, eu tenho um cabeleireiro exclusivo, que sou eu mesmo. É um personagem, toda vez que eu vou cortar o cabelo, o Serafim, que põe fim às pontas indesejadas, vem e corta o meu cabelo”, brinca. Para o artista, tanto faz pintar uma tela ou cortar o próprio cabelo. “A diferença é só esta, tudo é uma questão de estética,” ensina. “Se você compõe bem um quadro, a tendência é você cortar o cabelo de acordo com a sua personalidade, com o seu estilo. E cabelo é uma questão de estilo, tem a ver com a personalidade da pessoa.” Modesto, simplifica: “Cortar cabelo é com tesoura e pente, e para pintar minhas telas eu uso pincel, trincha e tinta.” Fernando diz que não é pão duro, que a questão não é somente para economizar o dinheiro do barbeiro. “É uma questão mesmo de exercer o próprio estilo”, explica. Em sua opinião, a estética do cabelo não é uma estética universal, consagrada para todas as pessoas, mas tem a ver com a sua própria personalidade e maneira de ser. “Se você é um ser expressionista, que vê as coisas de outra maneira, até com uma certa distorção, o reflexo deste mundo interior vai aparecer na roupa, no cabelo, na barba. Isto é uma extensão da sua maneira de ser, e todo

este conjunto é o estilo”, ensina. Ainda adolescente, ele chegou a frequentar salões descolados da capital, mas sentia que os cabeleireiros, embora cortassem muito bem, nunca estavam afinados com a sua maneira de ser. “Sempre que eu cortava o cabelo, eu ficava incomodado nos primeiros dias após o corte; depois que o cabelo voltava a crescer, eu ficava achando que estava melhorando.” A partir daí, começou a exercitar e nunca mais frequen tou um salão. Distraído, o artista não é muito de se olhar no espelho, especialmente quando está preparando uma exposição. Nesta fase, as suas telas são o seu espelho. “Eu só olho para elas e, muitas vezes, só vou me olhar no espelho ao final daquela jornada, quando constato que eu estou parecendo um bicho do mato. Aí, o cabelo já está todo estranho...” Fernando diz que vê que está na hora de cortar a cabeleira quando esta começa a incomodá-lo. Para Fernando Pacheco, as roupas, o cabelo, tudo tem a ver com a sua tendência estética, a sua linguagem e a sua personalidade. “É uma coisa simples, que tem a ver com a maneira da gente ser. A minha maneira de ser, de viver, é uma extensão da minha arte e vice-versa; o que está na minha arte é como eu enxergo a vida.” FTV

“Eu corto o meu próprio cabelo por que eu não gostaria que uma outra pessoa, no caso o cabeleireiro, se equivocasse fazendo um cabelo impecavelmente bem cortado, porém desafinado com a minha maneira distorcida de ser, esteticamente falando.” (Fernando Pacheco)

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EMPREENDEDOR

É BOM PARA O

CORAÇÃO


Há 30 anos, pecuarista mineiro cria búfalos em Esmeraldas, a 60 Km de BH. Autossustentável, toda a produção da autêntica mussarela de búfala tem mercado garantido na capital mineira.


EMPREENDEDOR

Por Tetê Rios e Nélio Rodrigues

A

história de sucesso do produtor rural – como faz questão de ser chamado – Maurício Lapertosa começou com a busca de áreas para a extração de areia, nas proximidades de Belo Horizonte. De seu foco inicial, a areia, o empresário, que não gosta de nada parado, resolveu dar alguma finalidade à terra. Pensou em criar bovinos, tendo em mente, porém, que terras com areia são pobres em nutrientes. Daí veio a ideia de introduzir o búfalo, com certeza um animal mais rústico, que se adapta às regiões mais áridas. Menos seletivo com relação à pastagem, menos exigente, o animal, segundo ele, desfaz o mito da necessidade de muita água. “Na verdade, o búfalo precisa de bom trato, e não necessariamente de água”, diz. De lá para cá, ele não parou mais. Começou a fazer a seleção leiteira, da raça murra, toda certificada, de pura origem, para agregar valor ao leite da búfala, que, além de mais saboroso que o da vaca, é rico em cálcio e proteínas. Não tem do que se arrepender: o leite de búfala é comercializado com preços até seis vezes superiores aos do leite bovino. Nestas três décadas, Maurício estruturou um pequeno laticínio na fazenda, todo certificado, com inspeção e veterinário próprio, para fazer a mussarela e distribuir em Belo Horizonte. Famosa desde o século XVI, quando surgiu na Itália, a qualidade da genuína mozzarella de búfala é indiscutível. “A genuína mozzarella chora leite, ou seja, é um leite em pasta”, ensina o produtor. Pioneiro na comercialização do produto na capital mineira, hoje ele mantém uma seleta e fiel carteira com mais de 300 clientes, entre restaurantes sofisticados, supermercados gourmet e delicatessens. Mas se lembra muito bem do início, quando a mussarela de búfala era praticamente desconhecida. “Hoje, na casa que não tem esta mussarela, parece que está faltando alguma coisa”, constata. O segredo de sucesso do produtor: “Somos basicamente uma indústria a céu aberto, autossustentável, onde se transforma matéria pobre em matéria nobre”, explica. Maurício diz que a lida básica da fazenda vai desde a estação de monta, com touros próprios, de pura origem e alta performance, produzindo bezerros de alta qualidade, até a comercialização do leite e da mussarela. A fabricação do queijo famoso é totalmente artesanal:

tudo é produzido na própria fazenda, desde a base, o capim cameru e a cana, suplementados com ração e sal mineral. O leite ordenhado mecanicamente vai diretamente para o laticínio, onde se fabrica a mussarela. “Procurei um custobenefício alto, e tudo é feto na própria fazenda, o que garante os excelentes resultados”, conta ele. Nas últimas três décadas, Maurício pôde também derrubar o mito de que a carne de búfalo é dura e escura. “O búfalo vive muitos anos e se abatiam animais velhos. Se pegamos o búfalo para abate com até 30 meses de vida, ele vai pesar em torno de 18 arrobas, e, como é um animal de alta qualidade, teremos uma carne extra, chamada de bombom de carne”, explica. Segundo o pecuarista, a carne de búfalo, além de não ter gordura, é muito macia, muito saborosa e tem o mesmo sabor da de bovino, mas com a vantagem de apresentar menor quantidade de colesterol, metade de calorias e mais proteínas, enfim, uma carne superior nutricionalmente e no sabor. Com vendas para toda a América do Sul, o produtor seleciona os melhores bezerros para ficar na fazenda, melhorando a genética do leite, e diz que só tem a agradecer sobre os bons resultados de seu negócio. “Temos um valor agregado muito alto, o búfalo é bom de carne e bom de leite”, diz ele, que confessa nunca ter desejado ser apenas um fabricante de mussarela, mas sim um criador de búfalo, um produtor rural. “Está sendo um sucesso, são 30 anos de trabalho, de luta, de labuta, de persistência, foi graças ao búfalo que viabilizei a fazenda.” FTV

“Acho que o sucesso da criação de búfalos vai da vontade do criador de fazer uma coisa bem direcionada, com animais selecionados, buscando bons resultados.”(Maurício Lapertosa)

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“Não tem segredo: muito trabalho, dedicação, vontade de acertar e acreditar no que está fazendo.”


EMPREENDEDOR “Acredito na área rural, na atividade rural. O búfalo é bom para o coração de quem consome e bom para o bolso de quem cria.” (Maurício Lapertosa)


CRÔNICA

Caminhos cruzados William “Japão” Moura de Carvalho

A

cho que todos nos passamos por crises, seja ela qual for há certos fatos da vida que nos trazem de volta ao nosso eixo de equilíbrio. Digo-lhes isso com total propriedade do assunto, já que há algum tempo atrás pude redescobrir o motivo pelo qual escolhi o esporte como profissão. Em mais um dia de trabalho recebi um novo aluno. Um garoto, ou melhor, um menino de apenas 12 anos e alguns quilos extras. Com os cabelos escuros e uma expressão triste ele estava em busca de qualidade, e não me remeto aos meus serviços, e sim a qualidade de vida. Sempre que conversávamos ficava nítido o descontentamento com seu corpo e com sua saúde. Mais do que mudanças físicas, ele ansiava mudanças comportamentais. Devolve-lo a auto-estima que o excesso de peso havia lhe tirado era meu dever. A cada treino que se passava me identificava mais com sua história, e percebia que dentro daquele menino obeso, tímido e medroso existia eu. Sim, eu, o Japão, um treinador físico amante do esporte e defensor da saúde. O que poucos sabem é que há alguns anos atrás eu era aquele garoto gordinho, porém de cabelos muito lisos e olhos pequenos, que ganhará um apelido um pouco diferente, mas que pegou. O Japão, que hoje vos fala, já esteve do outro lado e talvez por isso esteja sempre em alerta para garotos e garotas que passam por minha vida. Após alguns minutos de nostalgia me concentrei novamente no principal, o treino. E pude perceber que apesar de muitas questões em comum entre nós, faltava-lhe a vontade de mudar os seus hábitos, e isso era preocupante. Os dias foram passando e poucas mudanças foram notadas, e aquele mesmo garoto que entrará no primeiro dia ainda permanecia. A falta de estímulos e de resultados afetava não somente a ele, mas a mim também. A minha identificação talvez tenha sido, no final das contas, algo positivo. Saber e entender as aflições que o atormentavam tornava o meu trabalho mais humano, porém mais difícil. Agoniado e preocupado com a situação decidi que iria me abrir com ele, e assim fiz. A nossa relação, certamente, havia ultrapassado os limites profissionais, tornávamos parceiros em busca de um mesmo objetivo, a saúde. A cumplicidade e a vontade de florescer nele o mesmo desejo habitado em mim no passado fez com o que tudo ficasse mais leve, natural. Mostrei-lhe um novo universo, o do esporte, com treinos de corrida de rua, ciclismo, lutas e ginásticas, e cada vez mais percebia que desvendá-lo novamente me fazia voltar ter a certeza que havia feito a escolha certa. Apresentei-lhe palavras que não faziam parte de seu vocabulário como, superação, adrenalina e força de vontade. Com o passar dos meses já era notável a mudança, e não me refiro apenas ao físico. A melhora foi tanta que o garoto já estava totalmente reeducado fisicamente e passou a participar de aulas coletivas sem o menor constrangimento e dificuldade. Apesar do desgosto de não treiná-lo mais, senti um enorme prazer em perceber que fui o responsável em desvendar e apresentar uma nova forma de viver àquele garoto. E que assim como eu um dia esteve triste, acima do peso e principalmente escondido entre hábitos nada saudáveis, hoje ele se tornou um verdadeiro apaixonado pelo esporte, e adota um estilo de vida totalmente diferente do anterior. Mais do que uma mudança de hábitos o garoto mudou o seu comportamento. E foi assim, que eu me reafirmei minha escolha, e minha paixão, o esporte.


CAPA/CONVIDADO

Ângela Gutierrez é recebida pelo chef Remo Peluso no restaurante Província di Salermo


EMPRESÁRIA DE FORNO, FOGÃO e CULTURA

Por Tetê Rios e Nélio Rodrigues

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ócia de um dos maiores grupos empresariais da América Latina, a Andrade Gutierrez, a mineira Ângela Gutierrez tira o blazer, põe o avental e põe, literalmente, a mão na massa, na cozinha da tradicional cantina italiana Provincia di Salerno, em Belo Horizonte. Ao lado do chef Remo Peluzo, ela ajuda a preparar o delicioso “Fetuccini Ângela Gutierrez”, uma homenagem do amigo ítalomineiro, e abre seu coração à FTVe-Magazine.


CAPA/CONVIDADO DO CHEF Despojada, sem ostentar uma única joia sequer – uma semana antes, fora vítima de assalto em sua mansão no Bairro Cidade Jardim; os bandidos levaram todas as suas joias, entre elas uma coleção de relógios, recuperados dias depois, a empresária, um nome brasileiro de destaque no cenário internacional quando o assunto é museu, barroco mineiro e patrimônio histórico, fala de violência, de sonhos, de projetos, de culinária italiana e mineira. Dias antes, três homens armados tinham invadido a sua casa, quando renderam as doze pessoas que se encontravam no interior da residência e levaram todas as suas joias e relógios. A ação durou 1h20m. “Eu cuidei de ficar calma e de obedecer. Quando você vê uma arma virada pra você, o que você tem de fazer é obedecer, não reagir. Fazer o que é preciso fazer naquele momento. Eu precisava ter calma, controle, e eu disse, vamos levar isto até o fim, e bem”, lembra-se a empresária. Ela diz que confiou muito na proteção divina, apesar das ameaças dos assaltantes. “Sou uma mulher de fé, e sei que naquele momento eu fui muito ajudada. Eu acreditava que ia conseguir contornar aquela situação absurda, eram doze pessoas cujas vidas estavam praticamente na minha mão”, recorda. “Quando a gente tem fé, quando a gente pede, a gente é atendida”, garante. Da dura experiência, uma lição: “Tive muita confiança na nossa polícia, tive muita firmeza, vi que eram homens muito sérios e muito bem intencionados. Foi um momento horrível, mas eu aprendi que temos uma instituição, as polícias Civil e Militar. Apesar da violência horrível, eu me senti protegida a partir do momento em que eles chegaram e nos tranquilizaram”. Para Ângela, foi uma lição muito dura para todos os que estavam dentro de sua casa, mas o que importa é que ninguém ficou ferido e ninguém morreu. “Vão-se os anéis, ficam os dedos”, sorri, já recuperada. Amigos de longa data, Ângela Gutierrez e o chef Remo Peluso já viajaram juntos à Itália, e foi lá, na Costa Amalfitana, na

Provincia de Salerno, numa trattoria, que nasceu o prato em homenagem à empresária. Ângela se encantou com um fettuccine com bacalhau e, quando voltou a Belo Horizonte, o chef modificou o prato e deu o seu toque pessoal. O “Fettuccine Ângela Gutierrez” é um sucesso, um prato muito vendido no Provincia di Salerno. Ângela se lembra de que, nesta viagem com Remo, foi com ele à Província de Salerno, quando o chef lhe mostrou a sua família, as suas origens, e o mundo da gastronomia. “Gosto de cozinha, sempre gostei, era pequenininha e minha brincadeira predileta era brincar de casinha e fazer comidinha”, recorda. Outra boa lembrança remete ao caderninho de receitas que, curiosa, anotava, ao lado da cozinheira da família. Neta de duas exímias cozinheiras, uma espanhola, outra portuguesa, e filha de uma expert na cozinha, Ângela conta teve na família uma tradição de cozinha. “Importante é entender que por trás da comida, do fogão, da panela, da mesa, está a cultura da mulher. São as heranças culturais, o que veio de fora e foi adaptado, e a riqueza da cultura mineira, que tema cozinha como um de seus pontos chaves.” Aluna aplicada de culinária, com aulas com renomadas professoras, como dona Stela Libânio e Dadeth Mascarenhas, a empresária diz que a cozinha, em sua casa, é um ponto de encontro. No Museu de Artes e Ofícios, segundo ela, a cozinha é um espaço privilegiado, onde se fala muito na tradição e na cultura feminina dentro da nossa história. FTV

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FRASES “A vida às vezes coloca na nossa frente situações, e a gente não tem escolha. Está na sua frente, é preciso que você faça. Então, vamos fazer bem feito, para o bem de todos.” (Ângela Gutierrez) “Fui muito bem criada, por pai e mãe muito simples e sinceros, e pessoas de muito conteúdo. Apesar de eu ser neta de imigrantes, de meu pai e minha mãe serem filhos de imigrantes, eu tive uma criação extremamente mineira. Nós fomos criados lá em casa como bons e verdadeiros mineiros.” (Ângela Gutierrez) “Sou uma pessoa que tem uma vida muito cheia, muito completa, eu trabalho muito, tenho amigos especiais, uma filha única, mas que é uma grande companheira de vida, minha mãe, que ocupa um espaço maravilhoso na minha vida. Sou muito bem acompanhada.” (Ângela Gutierrez) “A Ângela é como Midas: onde ela põe a mão vira ouro.” (Remo Peluso) “A gastronomia italiana, mediterrânea, é muito gostosa, muito simples. Por isto é que faz sucesso no mundo inteiro.” (Remo Peluso)


CAPA/CONVIDADO DO CHEF Um sonho

“Sonho em ver o Brasil reconhecendo a importância da sua cultura, reconhecendo a necessidade da criação e da ampliação de museus brasileiros, que transmitam o orgulho que eu sinto de viver neste país. Sonho em ver museus brasileiros se frutificando por todo o nosso território, com crianças visitando e aprendendo a valorizar o nosso país. Estamos caminhando a passos largos para isto.”(Ângela Gutierrez)

Receita A matéria prima do Fettuccine Ângela Gutierrez é toda de primeira: lombo de bacalhau, massa feita na cantina. O chef Remo Peluso, para quem a comida italiana, geralmente, é muito simples, ensina o passo a passo:

FETTUCCINE ÂNGELA GUTIERREZ INGREDIENTES 1 cebola pequena cortada a juliene 1 posta de bacalhau cortado em cubos, cerca de 250g 1 xicara de molho de tomate, azeite, pimenta a gosto e um pouco de salsinha MODO DE PREPARO Ferrementar o Bacalhau já demolhado, refogar a cebola no azeite. Colocar o molho de tomate, o bacalhau e os temperos, e corrigir o sal. Se quizer colocar um pouco da agua que foi demolhada o bacalhau. A massa deve ser cozida no momento e colocar o molho por cima ou se preferir envolver tudo com o molho na panela.


INFORME PUBLICITÁRIO

POUSADA RECANTO DAS CACHOEIRAS Preservar a cultura do campo num cenário de fazenda

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ma antiga fazenda com mais de 150 anos transformada em pousada. Preserva a cultura do campo no município de Sete Lagoas . Belas montanhas e uma abundante mata nativa completam o cenário bucólico. A água corrente vem da fonte. A cachoeira privada, que se transforma em praia natural, é um deleite refrescante. No pomar, os hóspedes podem colher as frutas frescas direto do pé. Os animais fazem os visitantes desfrutarem de momentos únicos, como o cantar do galo de manhã ou tomar um leite, ainda quente, ao pé da vaca. Os simpáticos funcionários, todos da região, que mantêm o sotaque do interior, criam um ambiente intimista e fazem com que o visitante sinta-se em casa. “A gente trabalha com simplicidade, para receber o hóspede e deixá-lo satisfeito”, diz Orlando de Almeida, tratador do gado. Quem quiser pode também ver como são feitos o queijo e o doce de leite no fogão a lenha. “O doce é receita da minha avó, que passou para minha mãe e agora eu dou continuidade. O segredo é mexer sempre o leite”, lembra a filha da doceira, Mariana de Almeida. O café da manhã é especial, todos os produtos são feitos na pousada, como bolos e biscoitos de todos os tipos e sabores, mingau de milho, coalhada, queijo, suco, além e frutas variadas. Depois de tomar um delicioso e reforçado café da manhã, uma boa pedida é um passeio a cavalo por uma das trilhas da fazenda. “As pessoas vêm aqui em busca de paz e harmonia, para fugir da vida corrida da cidade grande”, comenta, gerente

da pousada,Wesley Caetano,. Além de descansar e apreciar as belas paisagens do local, o hóspede conta com uma gama de opções para a diversão da família, como sauna, sala de jogos com pingue-pongue, totó e sinuca, quadra esportiva, churrasqueira, piscina para adulto e criança. Os tira-gostos especiais e uma cerveja bem gelada fazem o tempo passar despercebido. A hora do almoço é sagrada por aqui. A saborosa e típica comida mineira preparada no fogão a lenha deixa qualquer um com água na boca. “Na horta, não se usa nenhum tipo de agrotóxico, só água e esterco, isso faz o sabor do alimento ser diferente”, ensina a cozinheira, Maria de Lourdes. Um descanso na rede, depois do almoço, é um convite à preguiça. Á tarde, um café saboroso com a variedade de produtos da fazenda. Ao final do dia, um belo pôr do sol agracia a todos. Caldos e massas, acompanhados de uma caipirinha de limão capeta fecham a noite com chave de ouro. No conforto do quarto com varanda, o som dos grilos, que leva a um sono profundo, embala os sonhos até que o próximo belo dia chegue. Um verdadeiro convite ao descanso e ao bem-estar!

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Biscontos, bolos, queijo e mingau, producão propria da pousada, mantém o sabor do campo

Cachoeira particular forma uma prainha natural

Quarto confortavel com varanda

Saborosa e típica comida mineira preparada no fogão de lenha

Tradicional caipirinha de limão capeta

ONDE FICA: Pousada recanto das Cachoeiras BR 040 - BH/Sete Lagoas tel: 31-99030422/32863355 RESERVAS: Doce de leite feito no fogo a lenha. Receita original que passa pela geração da familia

recantodascachoeirasmg@yahoo.com.br www.recantodascachoeiras.com.br


CRÔNICA

Sofia sem escolha entre dois amores Walter Navarro

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lá meus novos e virtuais amigos; idolatradas e suculentas leitoras! Espero que esta primeira crônica seja o começo de uma bela e longa amizade/relação. Reza aquela piada que, a mulher dos 15 aos 20 anos é como a África: meio virgem, meio explorada. Dos 20 aos 30 é como a Ásia: quente e misteriosa. Dos 30 aos 40 é como a América: eficiente. Dos 40 aos 50 é como a Europa: devastada, mas com muita história. Dos 50 em diante é como a Austrália: todo mundo sabe onde é, mas ninguém vai lá. E agora? Qual dos continentes vocês preferem? A piada perdeu a validade e a África se confunde com a Europa, a Ásia com a América e a Austrália não é mais tão longe e, como o Rio de Janeiro, continua linda. Este tema pode parecer estranho, mas pensei nele ao rever o filme “Entre Dois Amores” (Out of Africa), 1985, de Sidney Pollack. A sinopse que roubei do Google é assim: “Nos anos 20, Karen Blixen (Meryl Streep), uma rica dinamarquesa, vai morar em uma fazenda de café no Quênia com Bror Blixen-Finecke (Klaus Maria Brandauer), um barão com quem se casou por conveniência. Sendo mais amigos que amantes, o casal acaba se separando e enquanto ele vai embora ela continua trabalhando e se adaptando ao novo lar. Até que conhece Denys Finch Hatton (Robert Redford), um aventureiro e aristocrata inglês com quem tem um forte envolvimento e se torna o grande amor da sua vida”. Casamento é loja de conveniência! Amor da sua vida é ótimo! Quem são os amores de Meryl Streep? Pra mim são a África e o Robert Redford. Quem vocês escolheriam a África ou a América do Robert Redford? A meio virgem, meio explorada ou a eficiente em todos os sentidos? A inóspita e quente ou a rica e industrializada? Quem seduz mais, a misteriosa África ou a inconseqüente América? Não conheço a África, mas tenho muita vontade. Principalmente a do Norte... Tem cara e corpo de sedução, é inteligente e engraçada. O Paulo Francis dizia que toda a cultura da África não valia um concerto de Mozart. Frase boa, mas não concordo. Por exemplo, o maior gênio da pintura, Pablo Picasso, filho da devastada Europa, inspirou-se nas máscaras africanas e criou o Cubismo. Adoro máscaras africanas, mas as minhas, comprei em Paris, a devastada e linda Paris, cheia de história e arte. Não posso dizer que conheço a América porque visitei apenas duas cidades pouco americanas: Miami e Nova York. Mas adorei. Miami é meio África porque é meio Caribe, meio latina. Nova York é uma cidade do mundo, com todas as paisagens, inclusive o lado quente, misterioso, devastado, virgem e explorado. Difícil escolher, né? A loura ou a morena? Lennon ou McCartney? Keith ou Mick, Chico ou Caetano? A África é mais exótica, mais sensual. A América é mais confortável, mais perfumada, mais devassa. A África é prosa, a América é poesia e vice-versa. Mama África. América mama. As neves (derretendo) do Kilimanjaro e as do Central Park. A África é seca como um deserto e úmida como uma floresta. A América tem Mojave e Yellowstone. A África é uma leoa. A América, uma águia. A África parece distante. A América precisa ser descoberta, sempre. A América é grande, voluptuosa. A África não tem fim, dos pés à cabeça. A América invade, a outra tá dominada. África é uma guerreira, América é um cavaleiro elétrico, como Robert Redford, naquele outro filme. Robert Redford é alto, forte, bonitão e tem olhos azuis. A África é negra, esguia, forte, árabe e linda Soy loco por ti América. África, me deixas louco. Difícil a escolha de Sofia, perdão, de Meryl Streep. Eu se fosse ela, ficaria com o Robert Redford, numa fazenda africana. Pena que Robert morre no final e Meryl volta, sozinha, pra fria Dinamarca. PS: Pena o que é bom durar pouco, o filme, por exemplo, apenas 160 minutos.


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COMPORTAMENTO/BELEZA

DNA

da BELEZA

Por Tetê Rios e Nélio Rodrigues

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nome de cada uma delas remete sempre ao novo, ao ousado, ao chic. Mas todas levam, sobr O nome de cada uma delas remete sempre ao novo, ao ousado, ao chic. Mas todas levam, sobretudo, ao belo, especialmente quando o assunto é cabelo e maquiagem. Nascidas e criadas no coração da Savassi, as irmãs Alba Licínia, Alessandra, Francesca e as gêmeas Silviana Longo e Anassílvia Valle carregam no seu DNA o dom de tornar as mulheres mais lindas. etudo, ao belo, especialmente quando o assunto é cabelo e maquiagem. Nascidas e cs mais li Foi com esta carga genética que não somente construíram suas carreiras, mas também fizeram, e ainda fazem, a história de sucesso da glamourosa indústria das festas e dos casamentos em BH. Memória viva do desenvolvimento da capital mineira, as irmãs Longo Almeida viveram o auge dos Anos Dourados de BH, quando a sociedade se fantasiava para os memoráveis bailes de Carnaval no Automóvel Clube. E foi se arrumando para os festejos que elas aprenderam a arte da maquiagem e dos cabelos. Todas se lembram, com saudades, da imensa penteadeira, presente do pai, o paulista radicado em BH Nelson Reis de Almeida, para a mãe, dona Irene Longo, e as seis filhas (Carla, gêmea de Francesca, morreu vítima de câncer, mas também escolhera a maquiagem como sua profissão). A ampla variedade de cosméticos, que a mãe, vaidosa, fazia questão de manter sobre a penteadeira, era a matéria prima ideal para maquiagens copiadas das estrelas da época, como Sophia Loren, Liz Taylor, Marilyn Monroe, Audrey Hepburn. Um moderno secador de pé, quando os salões de beleza ainda eram raros, completava a festa das adolescentes, que ousavam nas primeiras tintas nos cabelos e nos cortes, inimagináveis até então no seio da Tradicional Família Mineira. Da penteadeira de dona Irene as irmãs abraçaram a profissão de maquiadoras e cabeleireiras, e suas agendas são sempre lotadas de noivas, debutantes, aniversariantes. Alba Licínia, a mais velha e a mais irreverente de todas, ficou famosa ao assinar a maquiagem de algumas peças teatrais e de noivas da capital mineira. Anassílvia Valle, marcou época na telinha mineira, com um quadro sobre maquiagem na extinta TV Itacolomi. Casada há 42 anos com o empresário do setor da construção civil Jonathas Lana Valle, mãe de quatro filhos, Anassílvia completa neste ano 44 anos de maquiagem. “Meu marido é evoluído, sempre aceitou que eu trabalhasse fora de casa”, conta ela. Há dez anos, ela montou seu estúdio no bairro Funcionários, atualmente um dos mais famosos e requisitados pelas noivas elegantes de Belo Horizonte. Projetado pelo filho arquiteto, com a filha advogada como sócia, o salão de Anassílvia reúne o talento das irmãs Longo e é referência na cidade, com agenda de casamentos até 2014. Mestre da tesoura e das tintas sem nunca ter feito um curso sequer de cabeleireira, Silviana continua morando e trabalhando na Savassi, onde mantém uma clientela fiel quando o assunto é o corte e a cor da cabeleira. Alessandra, a mais vaidosa das irmãs, é também exímia cabeleireira e maquiadora. Nenhuma delas se lembra de tê-la visto alguma vez sem maquiagem e um bom penteado. Francesca, a caçula, além de ser maquiadora e cabeleireira, é também uma exímia chef de cozinha, disputadíssima para jantares privê. Sinônimo de beleza e vaidade, Alba Licínia, Anassílvia e Silviana, Alessandra e Francesca conservam a amizade dos tempos de meninas, trabalham juntas, se encontram sempre. Em comum, além do dom de embelezar as mulheres, cultivam o bom humor e o sorriso aberto quando se reúnem para relembrar as traquinagens em frente à penteadeira, quando uma virava cobaia da outra e ganhava um novo tom e um novo corte de cabelos, com maquiagem idêntica às das divas do cinema. FTV


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“Meu marido é evoluído, sempre aceitou que eu trabalhasse fora de casa”, (Anassílvia Valle)

As Irmãs: Alessandra, Anassílvia, Francesca,Alba Licínha e Silviana Longo

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Alexandre + Cristina Lima Fotografia

Quando uma boa mesa torna-se ‘art.

De petit comités a grandes comemorações. (31) 2127.7000 | www.flambart.com.br Av. Contorno, 7461 . Lourdes . Belo Horizonte


DICAS Marilia Pitta

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xperts em suas áreas, quatro nomes de destaque da sociedade belo-horizontina dão suas dicas aos leitores da FTVeMagazine, para um Ano Novo muito especial. Assessora do governador Antônio Augusto Anastasia, Ludmilla Araújo escuta os palpites de Philipe Martins, gerente de Marketing da Mares Flagship, e monta três looks para qualquer mulher arrasar nas festas do Verão. A estilista Marília Pitta ensina como montar uma mesa fantástica, exclusiva e inesquecível, para fazer a alegria da família ou dos amigos. Proprietário da Visa Turismo, o empresário Flávio Géo sugere três roteiros turísticos para três situações diferentes: quem viaja sozinho, quem vai com a família ou quem quer curtir a dois. Proprietária do Ouro Minas Palace Hotel, entre outros empreendimentos, a empresária e socialite Simone Drumond encara o desafio de comprar os presentes de Natal na Feira de Arte e Artesanato, na Avenida Afonso Pena, com apenas R$ 100 reais.

Simone Drumond

Flávio Géo

Ludmilla Araújo


VIAGEM

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roprietário da Visa Turismo, o empresário Flávio Géo estuda cuidadosamente os roteiros exóticos para onde leva mineiros exigentes e ávidos por conhecer o encantamento e os mistérios do outro lado do oceano. Do clima à gastronomia, tudo é meticulosamente verificado, para garantir a perfeita viagem dos sonhos. Para quem ainda não decidiu o que fazer no Réveillon ou nas férias de Verão, o expert dá as dicas:

1-Uma viagem inesquecível a dois

Clima bom em Dubai nesta época do ano, com os termômetros batendo nos 28, 30 graus, o que é considerado ameno para a região, onde, no Verão, a temperatura chega aos 50 graus. Os restaurantes são imperdíveis; uma boa dica é o Pier Chic, que fica em cima do mar. Também obrigatória uma visita ao complexo de hotel Atlantis, com vários restaurantes, além do parque aquático, um dos melhores de Dubai. Pertinho da cidade há o deserto, e a sugestão é ficar em um dos hotéis mais exóticos do mundo, o Al Maha, erguido em meio a um deserto, com cara de acampamento beduíno. Chique e romântico, por lá é possível percorrer as areias de pick-up, fazer caminhadas e andar a cavalo ou em camelos. O hóspede fica em cabanas de luxo, com piscina individual em cada uma, onde pode ficar to-tal-men-te à vontade, pois tem somente o deserto como vizinho.

2-Famíia

Também pensando no clima, a África do Sul é um programa-família ideal para as férias de Verão. Há roteiros que agradam desde crianças e adolescentes até aos mais velhos. A viagem pode começar pela Cidade do Cabo, que tem várias atrações. Visitas obrigatórias: a Praia dos Pinguins, o Cabo da Boa Esperança, a Ilha das Focas, tudo muito bonito. A Cidade do Cabo é muito rica, um passeio imperdível é à Montanha da Mesa, aonde se chega por teleférico, com vista linda da cidade e do mar. Há ainda o Pier, com vários hotéis, shoppings, restaurantes, um aquário muito interessante, onde o turista pode alimentar tubarões. Para os adultos, uma chegada às vinícolas fantásticas da região, ou às fazendas de avestruz. De lá, a sugestão é fazer um safári no Kruger Park, e curtir in locco os chamados big five, os cinco maiores animais selvagens da região, o leão, o elefante, o rinoceronte, o búfalo e o chita. Dica chic para se hospedar no parque: o Hotel Ulusaba, com vários bangalôs em cima das árvores e uma vista incrível da planície. O passeio pode terminar no The Palace, complexo de hotéis com passeios, cassinos, shows, piscinas, fantástico para qualquer família.

3-Sozinho

Se há um país que está na moda para o singles, este país é a Turquia, ideal para homens e mulheres que viajam sozinhos. A noite de Istambul é eletrizante, com seus ótimos restaurantes com DJs, todos encontram o seu par na maior cidade turca. Não deixe de viajar até a Capadócia, para um voo de balão, seguramente um dos melhores do mundo, devido à sua particularidade: são 60 a 70 balões voando ao mesmo tempo, sobre uma paisagem deslumbrante do vale, com formações rochosas indescritíveis, como num passeio lunar. Imperdível. FTV

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VAMOS VIAJAR

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LOOKS FESTAS

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LOOKsde FESTAS

elações públicas com especialização em Marketing, Ludmilla Araújo tem a obrigação de se vestir bem. No seu dia a dia, ela está, literalmente, ao lado do poder: atualmente, é assessora do governador Antônio Augusto Anastasia, encarregada de acompanhá-lo aos eventos sociais. A história profissional desta mineira de Manhuaçu é inédita: começou no cerimonial a convite do governador Itamar Franco, a quem serviu durante os quatro anos de mandato; permaneceu no cargo durante os oito anos seguintes, com Aécio Neves, e, depois de exercer, por um ano, a mesma função no Governo Anastasia, tornou-se sua assessora. Philipe Martins, gerente de Marketing da Mares Flagship, no bairro Santo Agostinho, tem longo currículo dedicado à produção de moda, além de um incrível bom gosto. “Ludmilla é uma mulher chic, clássica, com uma pitada de ousadia. Ela não sai da linha do chic, do clássico, mas dá uma ousada que é permitida.”, define o expert. Ele ajudou Ludmilla a montar três looks para o Réveillon, que também vão arrasar nas festas do Verão 2013. Ludmila escolheu peças da Valentina Joias, clássicas, atemporais e chics, com muito brilhante, ouro branco e ouro amarelo. Os sapatos são da Schutz para Mares e Valentino. FTV

Confiram as dicas dos dois experts: LOOK 1 – Uma proposta mais casual, mais despojada, mais para uma praia, um Réveillon no Rio de Janeiro. LOOK 2 –Para uma festa mais sofisticada, em locais mais badalados, (dourado tem tudo a ver com Dubai, não?), um visual mais elaborado. LOOK 3 – Noite de gala, ou no Copacabana Palace, ou no Fasano, em São Paulo. Maquiagem e Cabelo: Fernando Damaceno

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LOOK 1 Saia e Blusa Mares, Sapato Schutz por Mares, Brinco com diamantes negro e branco em ouro, Anel com diamante em ouro branco, Valentina joias


LOOKS FESTAS

LOOK 2 Vestido Emilio Pucci Sandalia Schulz por Mares Brinco e anel com diamantes em ouro amarelo,Valentina joias.


LOOK 3 Vestido Dolce e Gabbana, Sapato Valentino, Bolsa Toledano, Brinco, Anel e Riviera com diamante em ouro branco, Valentina joias


MESA TEMÁTICAS

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roprietária da maison que leva seu nome, a estilista Marília Pitta cultiva há anos um hobby que é um verdadeiro encantamento, repetido a cada domingo e nas datas especiais: ela gasta pelo menos três horas para montar a mesa do almoço, compartilhado com o marido, os quatro filhos e os três netos, em seu amplo apartamento no Gutierrez. No corre-corre dos tempos modernos, quando o fast food é a tônica do dia a dia, a empresária mantém até mesmo o velho costume, dos tempos das nossas bisavós, de engomar as roupas de cama e de mesa. Ela mesma reconhece que a prática é muito antiga, mas diz que não abre mão de fazer a goma em casa para passar as roupas, pelo menos uma vez por semana. A louçaria é muito bem organizada, e, apesar da grandiosidade do acervo, tudo é fácil de ser localizado. As peças – faqueiros, taças, aparelhos de jantar, sousplats, além das toalhas e dos guardanapos –, foram sendo adquiridas ao longo de uma vida. A cada viagem, a cada presente de casamento que compra, a estilista encontra algo para aumentar sua coleção. Tudo é exclusivo, a começar pelos guardanapos, quase sempre confeccionados pelas costureiras da fábrica de vestidos de festa, sob a supervisão de Marília, que cria os modelos de acordo com o tema escolhido para montar a mesa. Anfitriã perfeita, que gosta de receber os amigos em torno da mesa, a empresária diz que o seu hobby, além do prazer, lhe proporciona momentos de lazer e relax: “É uma terapia, é prazeroso, completamente diferente do meu trabalho no dia a dia, é um momento de felicidade”, define. Conforme a ocasião, ela não dispensa uma boa dose de brocal, para dar aquele brilho especial à mesa. “São coisas para a família ter momentos felizes, agradáveis, descontraídos. Em torno de uma mesa posta, a gente encontra tempo para um bate papo, a gente conversa, passa bons momentos, ri, conta casos, é o momento da família”, explica. Natal, Réveillon, Dia dos Namorados, Dia das Crianças, qualquer data vira tema de uma nova montagem, que independe do calendário: a estilista, muitas vezes, cria a partir de uma cor, uma fruta, uma flor. Acostumada a trabalhar em equipe em sua Maison, onde divide a direção com duas das filhas, Patrícia e Rachel, Marília Pitta não aceita palpites quando cria suas mesas e, não raro, monta e desmonta a produção até ficar satisfeita. Nos finais de ano, faz questão de receber os amigos em torno de mesas com temas de Natal, até a noite da ceia, esta sempre especial e exclusiva, verdadeiro sonho de Papai Noel. FTV

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MESAS TEMÁTICAS


MESA TEMÁTICAS


Detalhes da mesa faz diferença nas produção de Marília Pitta

“São coisas para a família ter momentos felizes, agradáveis, descontraídos. Em torno de uma mesa posta, a gente encontra tempo para um bate papo, a gente conversa, passa bons momentos, ri, conta casos, é o momento da família”, (Marília Pitta)


PRESENTES


Presentes ORIGINAIS E BARATOS

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oi o maior desafio da minha vida!” Foi este o sentimento da hoteleira – leia-se Ouro Minas Palace Hotel, de Belo Horizonte –, administradora de empresas e socialite Simone Drumond, depois de passar duas horas e meia do domingo na Feira de Arte e Artesanato, na Avenida Afonso Pena, às vésperas do Natal, comprando os presentes para toda a família, com R$ 100 reais para gastar. A princípio um pouco apreensiva, a empresária cuidou de se produzir com um pretinho básico, uma bolsinha preta, bijouterias, cabelo preso. Nada de ostentação, sem joias nem os acessórios de grife que costuma usar. Mas, apesar da quantidade de pessoas nesta época do ano, ela se sentiu segura. “As pessoas estão muito focadas naquilo que querem, tem muita segurança, muita polícia. Em nenhum momento eu me preocupei, as pessoas dão informações, todo mundo ajuda todo mundo, parece que é uma grande comunidade, que funciona de verdade”, observou. Em menos de três horas, Simone conseguiu gastar todo o dinheiro, comprando presentes para a sua mãe, os seus filhos, a sua irmão, a neta e até para as secretárias. Ainda fez um lanche e doou dinheiro para uma violinista que tocava divinamente. “Foi um domingo maravilhoso”, comemorou. FTV

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PRESENTES

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Pausa para escutar o som do violino e uma parada na barraca da Dadá para comer um acarajé

Compras de Simone Drumond na Feira da Afonso Pena: 1-Um cinto dourado para sua irmã Erika R$10,00/2-Três brincos coloridos para secretárias R$5,00/3-Uma cesta com boneca para neta Clara R$25,00/4-Uma Camiseta para o filho Caio R$25,00/5-Um cordão de Caveira para o filho André R$10,00/6-Uma sandália para a mãe Marieta R$10,00/7-Doação para ouvir música de violino R$5,00 8-Lanche na barraca da Dadá: Coca-Cola com Acarajé R$8,00 Total Gasto R$98,00 Chegada às 10h/Saída às 12h30


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História da feira Ela foi idealizada por um grupo de artistas mineiros e críticos de arte, que se reuniam aos domingos, na Praça da Liberdade, no final da década de 1960. Desde 1991 na Avenida Afonso Pena, tem atualmente cerca de três mil expositores e recebe, a cada domingo, mais de 60 mil visitantes. Este número dobra às vésperas do Natal. A cada domingo, as vendas movimentam cerca de R$ 1 milhão.

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SOCIAL

IDENTIFICAÇÃO DOS EVENTOS

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1-Mark Zamite, Anna Vitória Motta prestigia o desfile de Victor Dzenk no Café de la Musique, no encerramento do Minas Trend Preview/2PCO comemora, ao lado de Fernanda Correa e Nicole Araújo, os quatro anos da Revista Viver Brasil/3Fernando Vignoli recebe a hóstia para abençoar sua nova galeria/4- Bodas de 25 anos de Lucienne e Marco Antônio, que continuam vivendo um grande amor/5Thaís Araújo desfila um belo festido de ouro na festa de premiação da AngloGold Ashanti/6-Andrea Brilho: nova silhueta no casamento com Clóvis Dias/7-Poliana Oliveira com Pedro Paulo Machado, felicidade nos 11 anos da revista Fotos e Festas /8- Adriana Longo com Kátia Gonzales, no dia em que sua casa se transformou em uma galeria de arte.


SOCIEDADE/GALERIA Jordana Fantini e Fernando Vignoli


Filho Pródigo

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epois de uma década morando na Big Aplle, o artista plástico belo-horizontino Fernando Vignoli preparou volta triunfal: em parceria com Marco Antônio de Sousa, o Marquinho da Colisevm, fechou o mês de novembro com a inauguração de seu atelier no interior da famosa galeria do bairro de Lourdes. O vernissage reuniu o quem é quem do mundo das artes e da cultura de BH para curtir não somente as obras de Vignoli, mas também de outros renomados artistas, como Ismael Nery, Di Cavalcanti e Portinari, além de esculturas, porcelanas e antiguidades, que compõem o acervo da Colisevm e foram leiloadas. No coquetel de inauguração, em cada canto da galeria, uma surpresa que era a cara do artista, como uma atriz fazendo o papel de Maria Madalena, em frente ao quadro da Santa Ceia, em meio a tintas e pinceis. “Nosso objetivo é promover a interação do púbico com a obra de arte. Aqui, toda obra é ambientada, as pessoass podem sentir e interagir com cada quadro”, comemora o pintor. FTV

ASSISTA AO VÍDEO www.ftvmagazine.com.br Detalhes do atélier do artista

Luciene Queiroz, Gabriela Cotta, Fátima Damata e Cláudia Henriques

Vinicius Meirelles e Cleide Buspamanpe

G O C A


SOCIEDADE/GALERIA Ambientes da galeria com exposição dos trabalhos de Fernando Vignoli

Fernando Vignoli e Marco Antonio


Evandro Clementino,Vera Siqueira, Djaniro Silva , Beatriz Barbosa e Flávia Navarro, Beatriz Barbosa e Flávia Navarro

Ana Paula e Michelle Vignoli, Giomar Lobato

Hélio e Ildeu Koscky e Esther Negrão


SOCIEDADE/ARTES PLĂ STICA Adriana Longo abre sua casa para os artistas


Quando

DEZEMBRO Chegou

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ascida e criada em meio às artes plásticas, Adriana Longo estreou sua carreira de artista em grande estilo, na chegada do mês de dezembro: transformou a sua casa, uma típica construção mineira dos tempos de nossos bisavôs, no exclusivo Serra Del Rey, em uma autêntica galeria de artes. Convidou sete artistas plásticos, entre estreantes como ela e consagrados como Paulo Laender e André Penna, e abriu divinamente o roteiro das festas de final do ano. E foi um acontecimento que marcou mesmo, a chegada do fim do ano. Desfile de gente das artes, do soçaite, do empresariado mineiro desde às 10 da manhã até tarde da noite, com reencontros de pessoas interessantes e que integram o universo cultural da capital mineira. Nina Menicucci também estreando no mundo artístico, apresentava suas belíssimas bolas para árvores de Natal, inspiradas em Madonas e trabalhadas com cristais, veludos aplicados, pedras. Adriana Longo explicou que ideia foi reunir artistas muito amigos e fazer uma coisa que movimentasse o mercado. Dona de uma arte lúdica, espontânea e ingênua, ela encantou com suas fadas, bailarinas e sereias. “Foi bom mesclar vários estilos dentro de uma casa e não em uma galeria. Pude fazer tudo do jeito que eu queria”, comemorava. Laila Assef, que há anos se mudou para o balneário de Trancoso, no sul da Bahia, mostrou suas peças produzidas a partir de garrafas pets, com efeitos inacreditáveis: são réplicas de lustres de cristal, de obras de artistas renomados, peças que parecem murano, mas que são de plástico reciclado, um luxo só! Paulo Laender lembrava que Adriana e Anna são filhas de um casal mitológico de Belo Horizonte, Chico Longo e dona Dedé, grandes colecionadores da arte barroca mineira, e contava do tanto que aprendeu sobre arte barroca mineira com ambos. O mais importante, para ele, foi criar a possibilidade de as pessoas chegarem perto do artista. “Quem compra hoje uma obra de arte raramente consegue se aproximar do artista. O resultado positivo de toda esta experiência foi justamente quebrar as barreiras entre o artista e o público”, comemorou. FTV ASSISTA AO VÍDEO www.ftvmagazine.com.br


SOCIEDADE/ARTES Laila Assef

Paulo Leander

Nina Menicucci

“Foi bom mesclar vários estilos dentro de uma casa e não em uma galeria. Pude fazer tudo do jeito que eu queria”. (Laila Assef)


Ambiente da casa com obras dos artistas Bruna Foureaux e Zeca Perdição, cercado por amigos

Fernanda, Katia Gonzales e Tatiana Gontijo


SOCIEDADE/ARTES

Eduardo Maia Performa no jantar

Denise Tostes Penna e Roberto Araújo

Convidados brincam com cachorro

Amanda Quincke, Rene Motta (filha) Fernando Motta

“Quem compra hoje uma obra de arte raramente consegue se aproximar do artista. O resultado positivo de toda esta experiência foi justamente quebrar as barreiras entre o artista e o público”.(Paulo Laender)


CRÔNICA

BELA DA TARDE

Pedro Paulo Cava

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moça entrou na cafeteria naquele meio de tarde e fez-se o silêncio. Linda, vestida com um tailleur cor de vinho bem justo, que realçava as formas do seu corpo. Usava meias finas e um sapato de salto cujo verniz era quase um espelho. No pescoço, uma echarpe de seda, que deixava uma das pontas displicentemente esvoaçar, enquanto ela andava. Os cabelos longos, pretos, cacheados, emolduravam os olhos castanho-esverdeados que brilhavam como dois faróis. Foi até o balcão, falou qualquer coisa com a garçonete e sorriu com simpatia. Depois veio andando na direção da minha mesa, bamboleando, malemolente. Carregava uma pasta que completava a figura e dava a impressão de poder ao seu andar firme e decidido. Nada nela era de menos nem demais. Era próxima à perfeição da típica mulher brasileira. Sentiu que eu a radiografava de alto a baixo e pareceu não se incomodar com isso. Era uma beleza estonteante e já devia estar acostumada aos olhares masculinos que a cobiçavam. Nas mesas próximas, algumas mulheres cochichavam à sua passagem. Sentou-se numa mesa quase ao meu lado e, displicentemente, cruzou aquelas pernas esculpidas pela natureza. Eu, que já ia embora, resolvi tomar mais um café só para ficar ali deitando meu olhar sobre aquela obra prima do desejo. Ela retirou da pasta um pequeno computador e se concentrou no que fazia. Sabia-se observada e parecia se divertir com aquilo. Acendi um cigarro e as nuvens de fumaça fizeram uma cortina transparente entre nós. Ela parecia mais bela ainda envolta nas espirais que ficavam um tempo bailando no ar. Foi por acaso que eu havia parado ali naquela tarde vazia da Savassi e agora estava preso à cadeira e não conseguia desgrudar os olhos daquela mulher. Fiquei imaginando quantos anos teria: uns 38 anos, pensei. Tudo nela indicava a mulher na plenitude da sua maturidade. Peguei um guardanapo de papel e uma caneta e comecei a rabiscar qualquer coisa sobre ele... Ela percebeu e eu parei. A garçonete passou levando o pedido da moça, uma taça daqueles cafés especiais de dar água na boca. Pedi a minha conta, paguei e disse à garçonete que, depois que eu saísse, entregasse a moça aquele pedaço de papel rabiscado. Nele eu havia deixado escrito um torpedo: “belle de jour, bela da tarde, você foi a minha crônica, quase poesia, de hoje”. Fui andando pelas ruas onde o sol começava a ficar cor de laranja e algumas luzes e faróis já se acendiam. Sorri íntimo do fim do dia e me perdi em meio ao caos das pessoas apressadas em direção à cidade e a mais uma noite de trabalho que começava. Belle de jour, pensei...qualquer dia volto naquele café.


SOCIEDADE/CASAMENTO

RECEITA de Casamento com Dieta

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ivorciada, mãe de duas filhas - Catarina, de 13, e Valentina, de 6 anos, a empresária e designer de joias Andréa Brilho se impôs um grande desafio ao marcar a data de seu segundo casamento com o chef de cozinha Clóvis Dias: emagrecer nada menos de 20 quilos em um mês. Depois de seguir à risca a dieta da proteína e de intensificar a malhação ao limite, quando entrou no Canadá Eventos, no Jardim Canadá, vestindo um modelo exclusivo Marília Pitta e precedida pelas filhas como demoiselles d’honneur, Andréa pesava 16 quilos a menos. A estilista Marília Pitta seguiu à risca a ideia da noiva, e criou um vestido justo, clássico e clean. O toque de sofisticação, sem ostentação, conforme o desejo de Andréa, ficou por conta de rica pelerine, que deu um efeito de cauda. Carioca com alma de mineira, Andréa Brilho foi criada desde a infância em Muriaé, terra natal de seus pais e, aos 18 anos, mudou-se para Belo Horizonte para estudar. Depois de enfrentar uma separação complicada de seu primeiro marido e pai de suas filhas, a empresária engordou 20 quilos, que se propôs a perder ao começar uma nova vida. “Ainda faltam quatro quilos, continuo com a dieta e agora tudo ficou mais fácil”, conta, feliz, adiantando a boa nova: neste

2013, reabre a sua joalheria, para deleite das mulheres antenadas e de bom gosto da capital mineira. FTV

“Sou adepta da sofisticação, mas detesto ostentação.” (Andréa Brilho) ASSISTA AO VÍDEO www.ftvmagazine.com.br


SOCIEDADE/CASAMENTO Luciene Rubinger e Marina Bessa

Alencar Mayrink e Andrea Saúde

José Ronaldo Maciel, Marilia Pitta, Ricardo Acacio, Maria Victória Capelão e Rogério Zolla


Andréa Brilho, Clóvis Dias, Catarina e Valentina

Cristina Moura Macedo, Liliane Carneiro e Rogério Zolla

Barão Fonseca e Michele Castro

“Ainda faltam quatro quilos, continuo com a dieta e agora tudo ficou mais fácil”. (Andréa Brilho)


SOCIEDADE/ANIVERSÁRIO

VIVER BRASIL SOLIDARIEDADE NO ANIVERSÁRIO DA REVISTA

Emilio Santiago apresenta canções que faz o público se emocionar

FTV


Luiza Lanna, PCO, Tereza Guima rães e Damião Paes

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jornalista Paulo Cesar de Oliveira lotou o Sesc Palladium nas comemorações do aniversário de quatro anos da sua revista Viver Brasil. Show do sempre ótimo cantor Emílio Santiago, com renda revertida para o Hospital da Baleia, deu o tom de solidariedade ao prestigiadíssimo evento. Políticos, empresários, figuras de destaque na sociedade belo-horizontina pararam a Rio de Janeiro para aplaudir PCO e seus filhos Paulo Cesar e Gustavo, que dirigem a VB Comunicação, atualmente com vários produtos de sucesso no mercado editorial mineiro. Teresa Guimarães, presidente do Hospital da Baleia, não escondeu a sua alegria com o apoio da publicação, ao discursar para a seleta plateia que se deliciou com o espetáculo. Antes do show, os convidados assistiram a um vídeo sobre a revista e o empreendedorismo de PCO, que também ganhou parabéns pelos seus 67 anos recém-completados. FTV


SOCIEDADE/ANIVERSÁRIO Andréa e Fernando Dias

Aldija e José de Carvalho Jorge, Maria Vitória Capelão

LANÇAMENTO

Sávio Mattar e Alessandra Valente Luciana Avelino e Cláudia Rezende

A coleção ganha nobreza e suntuosidade com as cobiçadas esmeraldas, os topázios, as turmalinas Paraíba e os rubis.


GCO e Regina Lacerda Elisângela Marinho, Ângela Tani e Geraldo Moura Tavares

Mirian Dayrell e Adriano Sampaio

Vanessa e Márcio Ladeira

Rafael Ohana, Barbara Lavinsky, Salvador e Altina Ohana


SOCIEDADE/BODAS Lucienne Amant茅a e Marco Ant么nio Ferreira, festejar seus 25 anos de casados


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25 ANOSDE UNIÃO

esteira como ela só, a marchand Lucienne Amantéa Ferreira, da Galeria de Arte Palácio dos Leilões, cuidou pessoalmente de cada detalhe da comemoração de suas Bodas de Prata com o conhecido leiloeiro Marco Antônio Ferreira. O casal abriu a sua mansão no Ouro Velho Mansões, em Nova Lima, à família e aos amigos, ao lado dos filhos Paula, Bruno e Cristiano, para uma das melhores festas do ano. Os 250 convidados foram recebidos nos salões e nos jardins da ampla casa, onde foram montadas mesinhas e lounges. Vários telões contavam a vida do casal. O DJ Eduardo Aum garantiu a animação, até a madrugada, na boate, montada no térreo. FTV

“Temos de comemorar os momentos felizes; foram 25 anos muito felizes, nunca dormi brigada com meu maridão!”,(Lucienne) ASSISTA AO VÍDEO www.ftvmagazine.com.br Lucienne Amantéa e Marco Antônio Ferreira, Ao lado dos filhos Cristiano, Paula, Bruno


SOCIEDADE/BODAS Ambiente da casa com convidados

Nelson Alvarenga, Roberta Correa, Lucinha Guedes e Eduardo Dolabella Vianna

Rafaela Ferreira e Manoela Santa Cruz

Adriana Vasconcelos, Eloe Oliveira, Roberta e Marcelo Solmucci

Edson Markues, Camen Ringeon, Simone Drumond


Famila de Lucienne

Famila do Marco


SOCIEDADE/BODAS Iluminação cénica no amiente externo da casa

Cristiano, Bruno, Lucienne Amantéa, Marco Antônio e Paula, brinde as 25 anos de casamento


SOCIEDADE/ANIVERSÁRIO

ONZEANOS,

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É PARA COMEMORAR

fotógrafo Pedro Paulo Machado reuniu cerca de 500 pessoas em noite chiquê no Automóvel Clube de Belo Horizonte, para comemorar os 11 anos de sua revista “Fotos & Festas”, com o registro dos principais acontecimentos do soçaite belo-horizontino.Pedro Paulo organizou um verdadeiro vernissage à entrada do AC, com pinturas e esculturas de nomes consagrados das artes plásticas, e arrasou na hora dos sorteios: eram mimos que não acabavam mais. Música da melhor qualidade levou os convidados à pista de dança; o buffet, do próprio Automóvel Clube, divino como sempre, no irrepreensível jantar, no terceiro andar. Sucesso absoluto. FTV

Pedro Paulo e Poliana Oliveira


Cristiane Miranda, Gisele Conde, Ludmila Araújo, Íris Chaves, Ana Dias e Grazi Coelho

Barbara Maciel e Marco Malzone

Mariana Gazire e Lorraine Ribeiro

Helen Maia, Rosana Amorim e Neuza Regina

“Uma festa para 500 pessoas exige que umas 130 pessoas trabalhem. É uma indústria de uma noite só, e no dia seguinte você tem de desmontá-la,”(Pedro Paulo) ASSISTA AO VÍDEO www.ftvmagazine.com.br


SOCIEDADE/ANIVERSÁRIO Rogério Costa, Welington Farias e Ricardo Pimenta Uma das atrações músical com show Pepê

Cardápio do Chefs Nélio Eutáquio e Carlos Pitta encantou os convidados

“O gostoso é fazer a festa, o gostoso é acontecer; o que interessa são os nossos convidados,”(Pedro Paulo)

“Não faço festa pra faturar, pra ganhar dinheiro. A ideia é comemorar a longevidade de uma revista social como a Fotos e Festas”, (Pedro Paulo)


Ana Nogueira apresenta seus deliciosos p찾es de mel e chocolates gourmets

Silv창nia Capanema e Saul Vilela Sibele Proc처pio e Maria Antonia Rocha


SOCIEDADE/MODA

MINAS TREND PREVIEW ENCONTRO DA MODA EM VÁRIOS ESPAÇOS

Olavo Machado, Gov.Antonio Anastasia, Célia Pinto Coelho, Bethy Lagardere, Regina e o Pref. Márcio Lacerda


A

moda foi a tônica da segunda quinzena de novembro em BH, com a realização do 11º Minas Trend Preview. Foi uma verdadeira maratona de cores, brilhos, pedras, estampas, belas mulheres, desde a abertura, no Expominas, ao encerramento, no Café de la Musique, com desfile “Dancing Days”, do estilista darling Victor Dzenk. Se uma das principais tendências fashion aponta para um Inverno preto e branco neste 2013, a 11ª edição do Minas Trend Preview colocou o preto no branco, consolidando a vocação comercial da feira e a presença do Estado no calendário nacional da moda. Nos corredores do Expominas, mais de 200 fabricantes de roupas, calçados, bolsas, joias e bijuterias garantiram a comercialização de meses de produção, para compradores do Brasil e do exterior. Aplausos para a Fiemg, promotora do evento, que separou o salão de negócios dos desfiles de lançamentos. Estes movimentaram alguns points da capital mineira, como o Museu de Artes e Ofícios, um ícone da cidade, e o saguão do prédio da Prefeitura de Belo Horizonte. A discussão do momento é se o Preview deixa de fazer parte do nome da feira, já que, neste ano, as semanas de moda do Rio e de São Paulo aconteceram antes da de Belo Horizonte. A polêmica promete. FTV

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SOCIEDADE/MODA Mayara Costa, Ana Laura Penido e Flávia Costa

Margaret Marinho, Georgiana Mascarenhas e Bruno Cândido

Carolina e Marcela Malloy

Cris Guerra


Renata, e a filha Flรกvia Vilhena


SOCIEDADE/MODA

Gov. Antonio Anastasia e Olavo Machado, parada para comer pastel

Marina Vinhas, Luciana Schuffner e Maria Flรกvia Simรฃo

India Tizo e Pedro Lรกzaro


Aline Calixto, Cláudia Moura e Marta Meirelles

Regane Duarte, Ana lúcia Renor, Juliana Moraes e Júlia Zingoni

Janet Zabre e Renata Lajão


SOCIEDADE/MODA

Mayara Costa,Ana Laura Penido e Flávia Costa

Patricia Motta e Rodrigo Mattos

diretora da Gig, Patrícia Schettino e a modelo Renata Kuerten.

PATRICIA MOTTA

G


GIG

VIVAZ


SOCIEDADE/MODA

Victor Dzenk fechou a semana de moda com desfile no Café de la Music

Alexia e Jaeci Carvalho

Íris Chaves e Flávia Oliveira


“Caia na gandaia, solte suas feras!” Um dos maiores nomes da moda nacional da atualidade, o mineiro Victor Dzenk fechou a semana de moda com super desfile seguido de jantar de lugares marcados na toda chiquetê boate Café de La Music, no bairro de Lourdes. E que delícia, que chic, irreverente e sensual a moda VD! Seu Inverno 2013, batizado de ‘Frenetic Dancing Days’, reverencia a era Disco, com muita cor, muito brilho e muitas estampas, nas quais é mestre. FTV


SOCIEDADE/DESTAQUE MTP MARIONETES VESTIDAS Gustavo Lins reinou absoluto no Museu de Artes e Ofícios, no lançamento da grife Oje, que ele criou a convite da Fiemg. O estilista, que já trabalhou com Jean Paul Gaultier, John Galliano, Hermes, Louis Vuitton, Galeano, Kenzo, hoje à frente de sua própria grife, desfila suas coleções ao lado de grandes maisons, como Channel e Givenchy. As roupas foram mostradas em marionetes do Grupo Giramundo, com direção de Marcos Malafaia e Beatriz Apocalipse e a participação de jovens marionetistas, alunos de design de moda da Fumec.

DESENHO PERMANENTE Lá se vão dez anos desde que a jornalista Natália Dornellas fez a tatuagem no ombro, com Maurão Longo. Mas ela se lembra bem que a tatoo marcou uma grande mudança em sua vida, com o fim de um relacionamento muito sofrido. Natália só não fez outras porque a mãe desaprovou. A jornalista comemo os dois anos de vida do Caderno Pandora, que edita no jornal O TEMPO, estritamente de moda. E toda animada com o site que leva o seu nome, e que está bombando na rede.

VESTIDO DE CASAMENTO A empresária Ana Gutierrez, herdeira do Grupo Andrade Gutierrez, recémchegada da lua de mel com o marido Dhiego Lima, vestia um autêntico Victor Dzenk. “O estilista é meu amigo, de um bom gosto extremo, gosto dele e do trabalho dele”, dizia. Victor fez o vestido de casamento de Aninha: “O vestido é a minha cara, ele me conhece”.


AMOR A OURO PRETO No coquetel de abertura, quem roubou a cena foi a socialite franco-mineira Bethy Lagardère, viúva do milionário empresário francês da aviação Jean-Luc Lagardère, e considerada a embaixadora do Brasil na França. Mineiríssima, Bethy ficou hospedada no flat de sua mãe, dona Nair, em Lourdes, mas fez pit stop em Ouro Preto, que ela ama.

ECOLOGICAMENTE CORRETA A consultora de moda Érica Araújo, também na fila do gargarejo, chamava a atenção num modelito Elisabeth Magalhães, estilista mineira que trabalha com moda festa, ecologicamente correta: os paetês que enfeitam os ricos vestidos são feitos todos de garrafa pet.

INSPIRAÇÃO DE VERÃO Entusiasmada com a moda VD era a empresária Flávia Oliveira, proprietária da Loja Oba, no bairro de Lourdes. Ela desfilava num mini Dolce Gabana com estampas de estrelas, que inspirou a sua coleção de Verão. “A mulher tem de ter estilo próprio, bom gosto e saber comprar. A joia completa o look”, declara.


SOCIEDADE/DESTAQUE MTP

QUERIDINHO DAS NOIVAS Um dos maiores nomes da moda nacional da atualidade, o mineiro Victor Dzenk está se tornando também o queridinho das noivas, com os casamentos of churchil, em praias, nas casas e até mesmo nas igrejas. O estilista conta que tudo começou por acaso, fazendo o vestido de noiva de uma amiga, a notícia se espalhou, e hoje, todas as lojas VD têm o white room, onde tudo é branco e voltado para o universo da noiva, do vestido aos sapatos e tiaras exclusivas.

PAI MAESTRO Quem arrasou na abertura do MTP foi a cantora India Tizo, paulistana, filha do maestro Wagner Tiso. Com seu vozerão, ela se prepara para lançar um CD e um DVD neste 2013. “Meu maestro principal é o meu pai, que me rege em casa, é só eu abrir a boca que ele começa a tocar”, sorri, com ar de falsa esnobe.

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FRASES MATÉRIA MTP da

“Blogueiras são resultado da carência de ídolos da mulher brasileira, não dá para colocar na mesma panela um jornalista e uma riquinha com bolsa de marca. É um fenômeno passageiro.” Jornalista Natália Dornellas, sobre a desenvoltura das blogueiras durante o MTP.

“Moda é bom gosto, empreendedorismo, criatividade.” Governador Antônio Augusto Anastasia, na abertura do MTP, no Expominas.

“Moda pra mim é como me sinto confortável, o que me cai bem no dia a dia; quem está confortável está elegante.” Secretária de Planejamento de Minas, Renata Vilhena, na abertura do MTP, no Expominas

“A mulher tem de ter estilo próprio, bom gosto e saber comprar. A joia completa o look.” Empresária Flávia Oliveira, proprietária da Loja Oba, no bairro de Lourdes

“Meu estilo é clássico, mas procuro sempre uma cor da moda, um corte da moda mas adaptando ao meu estilo.” Secretária de Planejamento de Minas, Renata Vilhena, na abertura do MTP, no Expominas “O MTP é uma grande oportunidade para Minas mostrar seu design avançado de moda; um setor que gera valor agregado aos produtos e é muito importante para a economia de nosso Estado.” Governador Antônio Augusto Anastasia, na abertura do MTP, no Expominas.

“Mulher triste, de cara amarrada, não combina com minha roupa. A modelo tem de ter sensualidade, sex apeal, segurar a roupa com um belo sorriso no rosto.” Victor Dzenk

“Já fui executiva de terninho, isto hoje não tem nada a ver comigo. Eu dei todos os terninhos que eu tinha da minha fase de diretora de recursos humanos. A roupa que visto hoje reflete um novo ciclo, uma leveza, uma maturidade, um amadurecimento de alma, é assim que eu gosto de me vestir.” Regina Lacerda, psicóloga, primeira dama de Belo Horizonte


SOCIEDADE/OURO

OURO com BRASILIDADE A atriz Taís Araújo, nova Golden Girl 2012/2013 e modelos que desfilaram com as peças dos finalistas


A

toda poderosa AngloGold Ashanti, no topo do ranking das maiores produtoras de ouro do mundo (é a terceira maior mineradora de ouro do planeta, opera em dez países, tem 60 mil empregados), prodigalizou uma das melhores festas de novembro em BH. Noite de estrelas globais, belas mulheres, muitos longos bordados e muito brilho no Palácio das Artes, na entrega da décima edição do prêmio Auditions Brasil, o maior concurso mundial de design de joias em ouro. A festa, para seletos mil convidados, reuniu o quem é quem do mundo empresarial, político e social, e teve tudo do bom e do melhor, do show da brasileiríssima Vanessa da Matta ao delicioso e farto buffet by chef Cantídio Lanna. Hélcio Guerra, o presidente da multinacional no Brasil, recebeu ao lado da mulher, Cordélia, que exibia, ao pescoço, uma peça premiada no ano passado, propositalmente combinando com o vestido de renda bordado, amarelo ouro, claro. Os atores Murilo Benício e Eliane Giardini foram os mestres de cerimônia, mas quem roubou mesmo os holofotes foi a eterna musa Luiza Brunet, que passou o cetro de Golden Girl à atriz Taís Araújo, nome mais que apropriado ao tema

do concurso deste ano, “Brasilidade”. Irradiando beleza e simpatia, La Brunet contou à FTV que ama BH e que, desde que a filhota Iasmin se casou com um mineiro, sente-se em casa aqui em Minas, onde tem muitos amigos. O ator e modelo Carlos Casagrande foi outra estrela paparicada pelo mulherio, justificando que a popularidade é resultado do sucesso da última novela e animadíssimo com o filme “Dona Beja”, com direção de Débora Torres, que começa a ser filmado no ano que vem. Thaís, que arrasou desfilando um vestido longo todo em ouro, achou um luxo o palco do Palácio das Artes, e disse que BH, pra ela, é sinônimo de comida boa: “Adoro a comida mineira”, confessou. Quem estava todo todo era o joalheiro Manoel Bernardes, com a vitória de sua pupila, a designer Carla Abras, que levou o “Prêmio 10 anos Auditions” com a peça “A Rara”. Na categoria “Prêmio Auditions”, a design Camila Schmitt foi a vencedora, com o colar “Cana do Brasil”. FTV

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Luiza Brunet, Murilo Benício, Cordélia e Helcio Guerra, Taís Araújo


SOCIEDADE/OURO

Jussara e Ivana Rocha

Michelle e LucianaCastro

Show com a cantora Vanessa da Matta

Luciene Tavares,Eloisa Couto e Izabela Tavares


Hélcio e Cordélia Guerra junto com o Gov. Antonio Anastasia chegando ao evento

Geral de Evento no Palácio das Artes


SOCIEDADE/OURO

Andrea Bernardes, Carlas Abras, Manoel e Vera Bernardes

Piter Mangabeira e Larissa Carvalho

Renata Bessa

Patrcia Castilho e Roberta Castilho


O ITALIANO MAIS QUERIDO DE BELÔ

U

ma pequena multidão de amigos lotou o Provincia di Salerno para os “Parabéns a você” ao chef Remo Peluso, o italiano mais querido de BH. Socialites e empresários que integram o seleto grupo de amizade do bambambam da cozinha mediterrânea na capital mineira se esbaldaram com as delícias preparadas especialmente para os convidados. Festeiro como sempre, Remo também comandou a dança, com música italiana, uma alegria só! O chef serviu um autêntico buffet italiano, com variedades de peixe, bacalhau, camarão, presunto cru, tortas de queijo, tortas de frango, peru e carne de porco à moda. “Fiz tudo o que pude para agradar aos amigos”, comemorava. A usineira Marta Ramos, sempre de bom humor, exagerava: “O Provincia é o melhor restaurante italiano do mundo, uma alegria”. Luiz Otávio Brandão ressaltando como Remo “é queridaço, consegue reunir o jet set, e os amigos”. A empresária Beth Pimenta e a ex-deputada Maria Elvira também não pouparam elogios ao amigo: “ele é uma pessoa muito querida da sociedade, é uma pessoa que agrega, uma figura maravilhosa e queridíssima na sociedade de BH”. FTV ASSISTA AO VÍDEO www.ftvmagazine.com.br

Remo com o irmão gêmeo Romolo Peluso apaga a vela do bolo


Remo Peluso dança e canta com convidados

Natália Dornellas e Ricardo Pimenta Giuseppe La Rocca, Antonieta, Felipe Belém e Samara

“Fiz tudo o que pude para agradar aos amigos”, (Remo Peluso)


Leonardo Bortolleto

Marcílio Soares e Ana Paula

Silvânia Capanema e Maria José Capanema

Felipe Belém e Samara

Nadia Mecherife

Mário Fontana


Franklin Beth么nico, Nat谩lia Dornellas e Ricardo Pimenta

Remo Peluso, Ricardo Pimenta

Daniela Portella e Eunice Impelliziere


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