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XI Fórum de Relações Internacionais A Inserção internacional brasileira – Prof Cristina Pecequilo 26/05/2014

Nos últimos 25 anos houve uma bipolarização de ideias, com vários questionamentos sobre o futuro do Brasil, dentre eles, um dos mais importantes e que mais afetariam a sociedade é o ponto do Estado Brasileiro ser um Estado de Bem Estar ou um Estado neoliberal? Para compreendermos esse tipo de questão e saber qual seria a melhor reposta, é importante primeiramente compreender o que o Brasil é no âmbito internacional e principalmente nos reconhecermos de tal forma. Nós somos uma nação emergente, um país em desenvolvimento, periférico e de terceiro mundo, e é primordial que o Estado e a população tenham a consciência dessas características e que não é devido a essa


posição que temos no Mercado Internacional que devemos ter uma política de subordinação as nações de primeiro mundo. Entre os anos de 1989 e 1994 nossa política foi de baixo perfil internacional com uma integração subordinada, ou seja, não tínhamos como parceiros as grandes potências econômicas, mas sim, como líderes, nossos ‘aliados’ eram países como os Estados Unidos. Durante o governo Lula, tivemos uma política de auto perfil, na qual o brasileiro começou a aprender a ter orgulho do próprio país e de sua cultura. Houve um ativismo para a mudança com a inclusão de programas de desenvolvimento (tal como Bolsa Família), uma reforma das OIGS no Brasil, um multipolarismo e multilateralismo. A Agenda Internacional passou a ser muito mais focada no eixo Sul-Sul, ao contrário dos governos anteriores, onde ainda se encontram muitos desafios, como por exemplo: A competição de recursos, poder e influência. Em âmbito Norte-Sul as negociações aconteciam de forma diferenciada: A relação era feita em forma de força, ou seja, como verdadeiros parceiros e não com forma de subordinação. Com relação ao Governo Dilma, ela continua com uma atuação, mas sua participação em questões internacionais é bem menor e a política de auto perfil não é uma de suas características. Uma forma de exemplificar essa questão foi a forma com que o Governo Brasileiro lidou com o caso Snowden, houve o cancelamento de reuniões diplomáticas, porém, não houve um questionamento das medidas de espionagem do governo Obama, tal como o Estado da Alemanha fez, isso, é uma postura de baixo perfil, e durante o seu governo, o povo tem se mostrado muito apático a política apesar dos protestos e etc, a posição é muito mais voltada para um apartidarismo e não uma tentativa de mudar a política nacional. Para concluir, é possível dizer que o 3° mundo ainda é vulnerável, mas é de extrema necessidade e urgência que o povo brasileiro não tenha vergonha de ser Sul e nem de aclamar sua identidade, de forma que possamos reconhecer nossas qualidades, tal como o nosso PIB que está dentre os dez maiores do mundo, mas não reconhecemos isso com tanto valor quanto o mercado internacional, é necessário existir um


empodeiramento social, de forma que o cidadão compreenda que o seu principal papel é questionar as decisões do Estado e consequentemente ter uma participação política.


A Inserção Internacional Brasileira – Profa. Cristina Pecequilo