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Revista

Ano I-2010 Número 1 março/abril

AS CRÔNICAS DE KRULL:

ACAMPAMENTO ORC: Bárbaros Famosos:

A história do nascimento de Krull

CONAN

Como os Orcs se organizam

BOBBY ORSON © 2010 André Demambre Bacchi

TIRINHAS

RPG

HUMOR

CONTOS

ETC


Març Março e Abril foram meses muito importantes. Apesar de as tirinhas do do Krull terem sido criadas em fevereiro deste ano, foi em mar marçço que elas começ começaram a ser exibidas no blog, blog, e em abril que um maior nú número de pessoas passou a conhecer o Krull. Krull. Desde já já agradeç agradeço o carinho e atenç atenção e espero sinceramente que goste da revista. Você irá irá notar que tratatrata-se, na verdade, de uma sí síntese organizada do que aconteceu no blog no mês anterior à cada ediç edição. Portanto caro amigo do Krull, Krull, encare esta revista como uma recordaç recordação dos bons momentos que passamos juntos. DivirtaDivirta-se! André André “Frodo” Frodo” Bacchi


Para você não se perder nessa jornada...

Pergaminhos do Krull..................................................4 Dados e Estatísticas.....................................................5 Quem disse isso?.........................................................6 Polêmica – Bobby, o bárbaro (ou não).......................7 Especial – The Rise of Krull.........................................8 Momento de Reflexão...................................................9 Tirinhas.........................................................................10 Bárbaros Famosos ......................................................14 Ambientação Fantasia-Medieval.................................17 As Crônicas de Krull....................................................19 Passatempo..................................................................22


Pergaminhos do Krull Frodo: Frodo - Krull não sabe ler, mas gosta de colecionar pergaminhos tanto quanto gosta de colecionar cabeças de orc. Este é um espaço para você, leitor, enviar dúvidas, sugestões, críticas, indignações, uma “cartinha” para o Krull, etc...

Krull: Krull - Krull não sabe ler, mas Frodo não sabe lutar. Então Krull força Frodo a ler pergaminhos para Krull.

Envie seu pergaminho para frodobacchi@gmail.com , com o Título da mensagem: Pergaminhos do Krull. © 2010 André Demambre Bacchi http://krullobruto.blogspot.com

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Informações sobre o blog... Aliados do Krull até até fim de abril.

O Blog do Krull foi

1)

Halls of Valhalla

2)

O Cancioneiro de Astreya

3)

Smé Sméria

4)

3D&T Mesa

5)

Snowballs RPG

6)

O Halfling Bêbado

7)

O Kobold Anão

8)

Calor da Forja

9)

Taverna do Elfo

10)

RPG.blogs RPG.blogs

11)

Contos do Bardo

12)

Covil Antigo

13)

A Toca de Kigan

14)

Beholder não tem bunda! bunda!

15)

Bonde do Xanathar

16)

Dimensão X

17)

Fortaleza do Lord

18)

Dados e diversão

19)

Reikogan

20)

Eu Sou RPGista

21)

Guerreiros Famintos

22)

Gló Glória aos Deuses

23)

Tolkien Metal

24)

Dragão Banguela

25)

Editora Jambô

abril na 29ª posição

26)

Blog do Neco

27)

RPG Brasil

do ranking Rpg.blogs

28)

Covil do Anarquista

29)

RPG Vale

criado dia 28 de Fevereiro de 2010. Até o final de abril, o blog teve um total de 36 posts.

Neste mesmo período, Krull fez 29 alianças.

O blog do Krull terminou o mês de

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As frases mais marcantes de março e abril... “Hulk não é demônio verde! Hulk não é orc! HULK É HULK! KRULL DEIXAR HULK ZANGADO. HULK ESMAGA HOMENZINHO!” – Hulk, irritado por ser constantemente confundido com um orc pelo Krull.

“Quando queria que meu escritor contasse minhas histórias, eu aparecia à noite para ele carregando um machado e dizia: "Eu sou Conan. Escreva agora minha história ou morra." Funcionou muito bem.” – Conan, ensinando Krull a como ter mais tirinhas.

“Krull, qual o sentido da vida?” – Adolescente perdida, tão perdida que chegou a recorrer à “sabedoria” do Krull.

“Krull quer fazer esse curso. Parece bom. Krull quer enfrentar os mastodontes.” – Krull, sobre o curso Kung Fu Chinês “Funesto”

“VINGADOR!!! café para o homem pássaro!!” – Calheiros, relembrando o saudoso Cartoon Network.

“Minha definição: Homem macho, fedido, mal educado, grosseiro e impostado. Sempre com fome, come o que aparecer na frente, de boca aberta, cuspindo "farofa". Se vc prestar atenção, sempre acaba encontrando um à sua volta, mesmo nos dias atuais.” – Bruna, definindo “bárbaro” à sua maneira.

“O Bobby da Caverna dos Dragões era um pé no saco. Ele e o Uni se merecem” – Turin Turambar, expressando seu “amor” pelo Bobby.

“Silméria acha que Klull é sábio.” – Silméria, uma bárbara falando de um bárbaro.

“Por minhas barbas, meus amigos! O garoto tem apenas 10 anos de idade; permitam-lhe usar uma arma mágica ao menos até que tenha idade para fazer feliz uma rapariga. Quando crescer, tenho certeza que Bob se tornará um feroz bárbaro cuja história será cantada por muitas gerações.” – Odin, dando tempo ao tempo.

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Tudo começou com um comentário do Krull: “Pra começar, esse tal Bobby é uma criança. Krull também acha que Bárbaros não usam armas mágicas. Mas sem armas mágicas Bobby não é bárbaro. Krull confuso agora...”

E então surgiu a questão: Bobby (da caverna do dragão) é ou não é um bárbaro? Acompanhe o diálogo abaixo e confira o quão complexa pode ser essa pergunta... (Na pró próxima ediç edição confira o resultado da enquete do Bobby e a exposiç exposição “Bobby e a Caverna do Dragão” Dragão”, no Templo das artes).

Alok, Alok, o Faminto: Faminto: - Concordo com Krull,ele Krull,ele é famoso mas não é um bárbaro porque está está envolvido com magia Bobby, Bobby, o BÁ BÁRBARO: - Quem aí aí ousa dizer que eu não sou bá bárbaro? Eu lutei várias vezes mesmo quando o poder do meu tacape, digo... clava de guerra não funcionava! Krull, Krull, o Bruto: - Certo. Então Krull quer que Bobby largue essa arma profana e segure um machado de verdade. Agora lute com Krull. Krull. Alok, Alok, o Faminto: - Desculpe Bob mas todo Bá Bárbaro que é ligado a magia não considero um bá bárbaro.

Bob, o BÁ BÁRBARO: RBARO: -Me dêem alguns anos... EU VOU ESFREGAR O CHÃO COM VOCÊS!

Alok, Alok, o Faminto: Faminto: - Bob antes de você se tornar um guerreiro eu vou cortar a sua cabeç cabeça e darei para um amigo mago. Frodo: Frodo: - O clima tá hostil por aqui...(risos). Bobby tem causado muitos desafetos . Bob, o Bá Bárbaro: - Foram eles que começ começaram! Odin: Odin: - Lembrem, bravos camaradas, que o valor de um verdadeiro guerreiro é medido pela coragem e determinaç determinação do mesmo, e não pela arma por ele empunhada. Turin Turambar: Turambar: - O Bobby da Caverna dos Dragões era um pé pé no saco. Ele e o Uni se merecem Uni: - Mééééééééééééé... ééééééééééééé... Sheila, Sheila, a irmã do Bob: Bob: - Uni! Que boca suja!!!

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Como muitos personagens, animes, mangás e etc que vemos por aí, Krull nasceu em uma aventura de RPG. Eu já estava um pouco cansado de assumir personagens mais equilibrados e "não tão fortes". Muitas vezes a falta de força era uma limitação à meus "planos impulsivos". Assim, quando iniciamos uma nova campanha, em 2006, mestrada pelo amigo Gleyson, decidi que isso mudaria. O "nascimento" do Krull se resume na seguinte frase, proferida por mim no momento do preenchimento de sua ficha: "Quero tirar o máximo de pontos que posso da inteligência e jogar o máximo possível na força." Pronto, Krull havia nascido.

Na campanha estava presente também nosso amigo Odin, do blog Halls of Valhalla, que aliás foi quem sempre "sediou" as aventuras. Ele provavelmente deve ter me ajudado com todo o preenchimento da ficha, uma vez que sou uma negação com as regras.

Fui feliz jogando com o Krull. Ele respondeu aos meus anseios em combate, apesar de eu não poder tomar nenhuma atitude sábia durante o jogo e, em inúmeras vezes ter colocado o grupo em risco devido à impulsividade.

De qualquer forma, Krull rendeu boas risadas e ficou marcado. No começo deste ano, ainda em janeiro, Odin recuperou a ficha de personagem do Krull e me entregou. A princípio era só um personagem antigo. Entretanto, aos poucos, conforme lia a ficha, fui lembrando de todos os seus "feitos hilários" e resolvi desenhá-lo. Mas resolvi desenhá-lo de uma forma que combinasse com sua personalidade e com aquilo que o fez ser especial: o Humor. Assim, fiz o primeiro desenho do Krull e em seguida, a tirinha número #01. (Em uma outra oportunidade contarei de onde surgiu a vontade de desenhar tirinhas). Você pode conferir a “verdadeira” história de Krull mais adiante, nas Crônicas de Krull”. (pág )

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Aqui você encontra algumas definições para a palavra “bárbaro”, além das máximas de Klull, o bárbaro oriental. Quem é Klull? Klull é o Krull possuído pelo espírito da sabedoria oriental.

Agora, vamos refletir juntos: Definindo “Bárbaro”:

1) "Termo pejorativo para se referir a uma pessoa que não é ou não foi civilizada”.

2) “Adjetivo - Desumano, Cruel”

Máximas de Klull, o bárbaro oriental:

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Nestes 2 meses de “vida”, Krull participou de 12 tirinhas. Esta é, em minha opinião, a sessão mais importante da revista, afinal, Krull “renasceu” para isso. Espero que você possa se divertir com o Krull tanto quanto eu me divirto.

Krull, o Bruto #01

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Krull, o Bruto #02

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Krull, o Bruto #03

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Krull, o Bruto #04

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Krull, o Bruto #05

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Krull, o Bruto #06

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Krull, o Bruto #07

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Krull, o Bruto #08

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Krull, o Bruto #09

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Krull, o Bruto #10

Krull, o Bruto #11

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Krull, o Bruto #12

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Conan é o personagem mais famoso da literatura "sword and sorcery". Foi criado em 1932, pelo texano Robert E. Howard. As histórias de Conan se passam na fictíca Era Hiboriana, posterior à submersão de Atlântida.

Conan nasceu em um campo de batalhas, na Ciméria, filho de um ferreiro. Deixou sua tribo aos 16 anos. Lutou ao lado dos Aesires, e foi escravizado pelos Hiperbóreos. Foi saqueador,

mercenário,

pirata

e

durante sua vida enfrentou guerreiros, "Saiba, ó príncipe, que naqueles anos em que os mares sorveram Atlântida e os vislumbres de cidades, e à época do surgimento dos Filhos de Aryas, houve uma era inimaginável, durante a qual os reinos de esplendor se espalharam pelo mundo como miríades de estrelas sob o manto azul dos céus - Nemédia, Ophir, Brithúnia, Hiperbórea. Zamora, com suas mulheres de cabelos escuros e torres assombreadas por aranhas misteriosas; Zíngara e a nobreza; Koth, fonteiriça com as terras pastoris de Shem; Stygia, com as tumbas vigiadas por fantasmas; Hirkânia, e os cavaleiros vestidos de aço e seda e ouro. Porém, o reino mais orgulhoso do mundo era a Aquilônia, soberana do Ocidente sonhador. Nesta época surgiu Conan da Ciméria, cabelos negros, olhar sombrio e espada na mão, ladrão, saqueador, assassino, assolado igualmente por gigantescas crises de melancolia e jovialidade, para pisotear os adornados tronos da Terra com suas sandálias." (Crônicas da Nemédia)

feiticeiros,

monstros,

vampiros,

demônios, lobisomens e até mesmo criaturas de outras dimensões. Aos quarenta

anos

Aquilônia,

se

uma

tornou

rei

da

das

maiores

civilizações hiborianas. Com 68 anos, deixou o trono para seu filho Conn, e partiu para o Oeste. Apesar de ser um saqueador e um assassino frio, sempre em busca de lutas, mulheres e ouro, Conan conservou sempre princípios éticos de justiça. Com uma força descomunal, foi muito hábil com a espada,

e

possuia

uma

liderança

militar nata. Como um "bom bárbaro", detestava magia e todos os seus praticantes. Obrigado Conan por ter definido o gênero de fantasia heróica!

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A Caverna do Dragão foi uma série em desenho animado, com origem nos EUA, fruto da associação entre a Marvel Productions e a Dungeon and Dragons Corporation, e foi obviamente inspirada no respeitável RPG Dungeon & Dragons. Com 27 episódios, a série conta a história de um grupo de jovens que embarca em uma montanha russa, cujo carrinho acaba entrando em um portal que os transporta para outra dimensão. Lá eles recebem, do Mestre dos Magos, armas mágicas e tentam a todo custo voltar para sua dimensão natal. Entretanto, suas tentativas são sempre frustradas, seja por seus inimigos (Vingador), seja por dilemas éticos (entre ficar e defender um povoado ou ir embora e deixar que todos morram) ou mesmo quando Bobby hesita em voltar devido sua ligação com o filhote de unicornio Uni.

O último episódio, contudo, não foi

transmitido

(ou

sequer

desenhado) e até hoje existe muita polêmica acerca de qual teria sido o fim desta cativante série. Dentro deste contexto, o "caçula" do grupo, Bobby (irmão de Sheila), assume o papel de Bárbaro, devido ao tacape que lhe confere força para criar até mesmo pequenos abalos sísmicos.

Vale

notar

que

a

personalidade de Bobby é bastante condizente com a personalidade de um Bárbaro: Impetuoso, impulsivo, com temperamento muitas vezes explosivo.

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Para quem ainda não conhece (e eu recomendo fortemente que conheça), As Crônicas da Guerra de Lodoss - Record of Lodoss War - é uma série com a temática fantasia-medieval, criada por Ryo Mizuno, claramente inspirada (novamente) no RPG Dungeon & Dragons. Ela está presente na forma de mangás, animes e jogos. A série possui um total de 13 OVAs lançados em 1990 e 1991, onde é contada a história do surgimento dos Heróis, e que deu origem a 27 episódios para a TV, lançados em 1998.

Na série, Orson surge logo no início (dos episódios para a

TV),

como

silencioso

um

e

mercenário,

forte,

introvertido parceiro

de

Shiris. Sua capacidade de demonstrar bloqueada

sentimentos devido

a

é um

espírito que o possui desde criança, quando assistiu a morte Este

de

sua

espírito,

irmã. chamado

Hyuri, é o espírito da fúria e da guerra que, quando se manifesta, faz com que Orson perca totalmente o controle (podendo ferir inclusive seus aliados) e se torne ainda mais forte, sendo por isso chamado de Berserker.

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Os Acampamentos Orcs retratam a estranha e diversificada cultura orc, onde prevalece a idéia do "Menos é Mais". Os lugares, escolhidos pelo Chefe, normalmente são em torno de ruínas, relativamente perto de aldeias ou povoados humanos, para facilitar o processo de dominação, pilhamento e escravização. Os escravos, ao contrário da maioria das culturas, são utilizados principalmente em trabalhos manuais, uma vez que o "trabalho pesado" simboliza o valor de um guerreiro perante seu chefe. O chefe participa da construção da torre de entrada, ou determina essa tarefa para seu filho mais velho ou seu melhor guerreiro. Logicamente os orcs logo que se instalam começam a beber e "farrear" e, portanto, é bastante comum encontrar acampamentos com construções inacabadas e layout desorganizado.

Entretanto, um chefe com pulso firme pode corrigir esse problema. Se exagerar na dose, contudo, corre o risco de provocar uma rebelião. O maior cuidado que deve-se tomar, todavia, é em não subestimar o número de orcs por acampamento. É comum que eles construam túneis ligando algumas tendas entre si, e ligando tendas à torres de ataque a distância por exemplo, para confundir os inimigos. Por esse motivo,

com

frequência

acampamentos orcs são construídos em "redes de cavernas" naturais.

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Krond, chefe do povoado bárbaro localizado ao norte da floresta de Emuck, estava feliz pois iria finalmente ter um herdeiro. Odra, sua esposa, estava grávida e sua intuição levava-lhe a crer que seria um menino. Neste mesmo momento, os orcs de toda Undília torturavam, matavam, guerreavam, dominavam, bebiam, brigavam, se matavam, enfim, “orqueavam” felizes, sem imaginar o inferno que os deuses haviam lhes reservado: Krull, o Bruto, estava prestes a nascer. Se você não sabe quem é Krull, não se preocupe, você irá conhecê-lo logo mais. Se já o conhece, então sabe que é preferível ser uma carniça no meio de abutres do que um orc na frente de Krull. Enfim... os deuses, mesmo sem saber, iriam desgraçar a vida de muitos orcs.

Naquela época, quando uma alma humana era confeccionada pelos deuses, ela vinha “de fábrica” com atributos básicos suficientes apenas para diferenciá-la de uma esponja marítima. Os atributos “extras” eram concedidos pelas divindades mediante aos fervorosos pedidos feitos em oração pelos progenitores do futuro rebento. Sabendo disso, Krond rezou todos os dias, ofereceu sacrifícios e oferendas aos deuses, pedindo que seu filho Krull fosse forte. Odra, acrescentando, suplicava orando para que seu filho fosse inteligente, para um dia chefiar o seu povoado com sabedoria, assim como seu pai o fizera. Eram tempos difíceis, entretanto. A população de Undília crescia exponencialmente, crescendo assim a demanda por novas almas. Os indivíduos, porém, sabiam pedir aos deuses, mas haviam esquecido de agradecê-los e de fazer oferendas em sua homenagem.

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Assim, o Panteão entrou em uma crise, e se viu obrigado a “reduzir suas despesas”, despedindo mais divindades menores do que Roberto Justos despediu aprendizes. Estes desafortunados deuses tocaram sua miserável existência autônoma vendendo milagres, bênçãos, curas e inclusive maldições Outros chegaram ao absurdo de comprar almas e revendê-las para demônios. Isso sem contar os que roubavam almas, e aqueles que, desesperados, se autodestruiram causando catástrofes em Undília. Enfim, faziam essas coisas que deuses desempregados costumam fazer. Os deuses “empregados”, em contrapartida, ficaram ainda mais sobrecarregados, sendo forçados muitas vezes a trabalhar em turnos dobrados, sem tempo nem mesmo para “produzir” novos semi-deuses (sua atividade favorita, diga-se de passagem).

Assim, os erros de fabricação nas almas, antes raros, tornaram-se constantes e o maior problema em se receber uma alma com defeito é que eles, os deuses, não aceitam devolução e, em Undília, não existe Procon. De qualquer forma, no momento da criação da alma do pequeno Krull, força lhe foi concedida, como seu pai havia pedido. Ao contrário do que foi solicitado por Odra, contudo, devido a uma distração de um deus muito cansado, mais força lhe foi dada, no lugar da inteligência. Fica fácil agora deduzir o porque do título: o Bruto. A inteligência que seria concedida, ao contrário do que houve com Krull, foi utilizada na confecção de outra alma, que já havia recebido sua cota de inteligência, no lugar da força solicitada. Conseqüência: em algum lugar de Undília nasceria mais um filósofo. Dessa forma, o pequeno bárbaro Krull conheceu finalmente a luz do dia no ano 168 da era Areniana.

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Revista Krull, o Bruto número 01  

Primeiro exemplar da Revista digital Krull, o Bruto, personagem de André D. Bacchi. A revista contém, além de tirinhas sobre o personagem Kr...

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